Dados consolidados divulgados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) mostram um cenário de quase equilíbrio entre homens e mulheres entre os aprovados no CNU 2ª edição (Concurso Nacional Unificado).
As informações foram apresentadas em coletiva realizada nesta terça-feira (17), com a presença da ministra Esther Dweck e outros representantes do governo federal.
De acordo com o levantamento, as mulheres representam 48,8% dos aprovados, enquanto os homens somam 51,6%. O percentual indica uma participação feminina significativa, ainda que ligeiramente inferior à masculina no total geral.
Um dos pontos destacados pelo governo foi a adoção de medidas para ampliar a presença feminina no certame. Entre elas, a equiparação de vagas para mulheres na segunda etapa — a prova discursiva —, estratégia que buscou reduzir desigualdades históricas no acesso a cargos públicos.
Apesar do equilíbrio no resultado geral, a distribuição por blocos temáticos revela disparidades importantes.
Áreas tradicionalmente associadas ao cuidado e às ciências humanas concentram maior presença feminina. É o caso do bloco de Seguridade Social e Saúde, onde as mulheres são ampla maioria, com 72,7% dos aprovados. O mesmo padrão aparece em Cultura e Educação (56,1%) e nos cargos intermediários da área da saúde (68,5%).
Por outro lado, setores ligados às ciências exatas e à infraestrutura seguem com predominância masculina. Em Engenharia e Arquitetura, por exemplo, os homens representam 74,2% dos aprovados, enquanto em Ciência e Tecnologia esse índice é de 71,6%.
A maior disparidade foi registrada no bloco de Desenvolvimento Socioeconômico, com 81,1% de aprovados do sexo masculino.
Na área de Administração, o cenário é mais equilibrado, com leve maioria feminina (53,9%), enquanto Justiça e Defesa (70% masculino) e Regulação (68,8% masculino) também reforçam a tendência de maior participação de homens.
Confira os dados:
| Bloco | Área | Feminino | Masculino |
| 1 | Seg. Social e Saúde | 72,7% | 27,3% |
| 2 | Cultura e Educação | 56,1% | 43,8% |
| 3 | Ciência e Tecnologia | 28,4% | 71,6% |
| 4 | Eng. e Arquitetura | 25,8% | 74,2% |
| 5 | Administração | 53,9% | 46,1% |
| 6 | Desenv. Socioeconômico | 18,9% | 81,1% |
| 7 | Justiça e Defesa | 30,0% | 70,0% |
| 8 | Intermediário Saúde | 68,5% | 31,5% |
| 9 | Intermediário Regulação | 31,2% | 68,8% |
| Total | Geral | 48,4% | 51,6% |
Os números do CNU refletem, em grande medida, padrões já observados no mercado de trabalho brasileiro, onde ainda há segmentação por gênero em determinadas áreas.
Ao mesmo tempo, o avanço da participação feminina no resultado geral indica mudanças graduais e o impacto de políticas públicas voltadas à equidade.
Para ficar por dentro de todas as informações sobre o CNU, além da participação feminina se aproxima da metade, não deixe de conferir nosso artigo completo sobre a seleção:
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