O artigo “Não romantizar os estudos” visa abordar riscos de exceções de idealizações (romantização) do fato de estudar, para concursos públicos de bancas como a CEBRASPE, por exemplo..
A romantização ocorre quando estudar vira um tipo de profissão. Os estudos para concurso se tornam algo bonito, algo que deve sempre ser feito. Eles tiram o foco do objetivo da aprovação, e entram em cena como se fossem o foco principal.
Fazer o melhor estudo possível se torna mais importante do que ter a melhor classificação possível no concurso em questão. A prova perde espaço para o treino, e isso pode ser perigoso para o resultado final.
Iniciando o tema não romantizar os estudos, aborda-se os ossos da realidade dos estudos.
Ser um bom estudante, com foco e disciplina, pode ser admirável, pois muitas pessoas não conseguem fazer isso. Porém, o estudo para concurso público não é confortável. São necessárias horas de dedicação e persistência. A leitura de loterias e resolução de exercícios é árdua, e exige disciplina e foco.
Quem estuda para concursos acaba tendo menos tempo para família e amigos. Assim como menos tempo para lazer, a dedicação de horas e energia nos estudos é bem grande, e a rotina é bem cansativa e desgastante.
Os estudos de concurso público envolvem ansiedade, antes e depois da prova. Geram preocupações, afetam o sono e descanso, geram expectativas e frustrações. A saúde mental pode ser afetada, e deve-se ter atenção com ela no processo de estudos.
Seguindo com o assunto não romantizar os estudos, em tela análise de que a romantização pode ser negativa.
Positividade é importante, sim. Porém, romantizar em excesso pode trazer malefícios como culpa e falsas expectativas.
A culpa ocorre quando o candidato começa a achar que está descansando demais ou estudando menos que deve. Ainda, pode se comparar excessivamente a outros candidatos. Isto pode levar à perda de produtividade e esgotamento, gerando efeito contrário do desejado. Assim, quem tenta ser perfeito, pode acabar piorando a qualidade dos estudos.
As falsas expectativas ocorrem quando se acredita que basta persistir para passar no concurso. Ou que existe um método perfeito de estudo, ou que a quantidade é mais importante que qualidade.
Mentalizar a posse, o exercício do cargo é um cenário mental positivo, porém não se chega lá sem estudos e aprovação no concurso em si.
Idealizar estar no cargo ajuda e motiva, mas é necessário estudar com disciplina e qualidade com finalidade de atingir este objetivo. Romantizar demais pode prejudicar este pensamento, gerando culpa ou falsas expectativas.
Continuando com a dissertação sobre não romantizar os estudos, analisa-se a necessidade de eficiência acima de aparência.
Outro ponto importante, ao não romantizar os estudos, é tentar focar no estudo em si, e menos na aparência do estudo.
É muito mais importante efetivamente ler PDFs, resolver exercícios e simulados e revisar, do que demonstrar que faz isso.
Não se deve buscar construir a melhor rotina possível. Nem se mostrar um estudante dedicado, seja para si ou para família e amigos. As aparências de um bom estudante não tornam o estudo melhor.
Deve se ter em mente que haverá dias improdutivos, sem motivação ou prazer em estudar. Os estudos são a jornada da aprovação, e existem passos árduos. O objetivo de estudar não é construir uma rotina bonita e apresentável, e sim ser aprovado no cargo público almejado.
Assim, o método de estudo não deve ser feito para ser considerado perfeito, ou exibido para família, amigos e redes sociais. Sim, para melhorar os estudos em si.
Finalizando o artigo “Não romantizar os estudos”, o tópico em análise é buscar os fins e não os meios.
A banca examinadora não dá nota para horas estudadas, disciplina, esforço ou métodos de estudos perfeitos. Na verdade, ela avalia o desempenho do candidato na prova através da nota, e o caminho para isso acaba não importando tanto.
Às vezes, romantizar demais, criar o método perfeito e mais apresentável, pode não ser eficiente e eficaz nos estudos de concursos públicos.
Resumos longos, com letra impecável e cronogramas completos podem não garantir a aprovação, bem como horas excessivas de estudo. Os meios nem sempre garantem os fins.
O foco deve ser no edital, na banca do concurso, e em como atingir a nota necessária, ou seja, o objetivo final. O meio para se chegar lá deve ser o mais prático possível, pois se for árduo, não vai aumentar o mérito da aprovação.
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