Olá, alunos do Estratégia! Nesse artigo, vamos dar um panorama geral sobre período composto. O estudo do período composto é essencial para você que está se preparando para concursos públicos.
Não se trata apenas de um conteúdo teórico: é um dos temas mais recorrentes em provas de alto nível, especialmente quando a banca pretende avaliar a capacidade do candidato de interpretar relações sintáticas e semânticas entre orações.
Neste artigo, você encontrará uma abordagem completa e estratégica: da base conceitual até a aplicação direta em provas, com foco naquilo que efetivamente é cobrado.
O período composto é caracterizado pela presença de duas ou mais orações, cada uma organizada em torno de um verbo ou locução verbal. Essas orações poderão estar ligadas
por coordenação ou subordinação.
Veja o exemplo a seguir:
“Acordei atrasado para o trabalho e logo fui tomar banho”.
Nesse caso, há duas orações distintas — “Acordei atrasado para o trabalho” e “e logo fui tomar banho” — que se articulam dentro de um mesmo enunciado. Essa articulação é justamente o que define o período composto.
A distinção em relação ao período simples é direta: enquanto o período simples possui apenas uma oração (e, portanto, um verbo), o composto envolve múltiplas estruturas oracionais.
No período composto por coordenação, as orações do período estão unidas por coordenação, uma não depende sintaticamente da outra, pois, ainda que separadas, ambas têm sentido completo, autonomia, ou seja, são frases.
As orações coordenadas podem aparecer sem conectivo (assindéticas) ou com conectivo (sindéticas). Quando há conjunção, ela carrega um valor semântico específico — adição, oposição, conclusão, explicação ou alternância —, e é justamente esse valor que a banca explora.
Em provas, é extremamente comum que se peça a classificação da conjunção ou a identificação da relação semântica entre as orações.
Em contrapartida, o período composto por subordinação se estrutura a partir de uma relação de dependência sintática. Uma oração (subordinada) exerce função dentro da outra (principal), funcionando como um termo da oração.
Observe: “Apesar de ter esse contratempo, cheguei ao trabalho no horário”
A oração “Apesar de ter esse contratempo” não possui autonomia plena; ela funciona como complemento do verbo “cheguei”. Trata-se, portanto, de uma oração subordinada.
Esse tipo de estrutura exige uma leitura mais analítica, pois o candidato precisa identificar não apenas a existência da oração, mas também sua função sintática — sujeito, objeto, adjunto, entre outros.
Há casos em que coordenação e subordinação coexistem no mesmo período, formando estruturas mistas.
Exemplo: “Acordei atrasado para o trabalho e saí sem tomar café”.
Nesse caso, perceba que as duas primeiras orações do período acima estão unidas por coordenação, pois, ainda que separadas, ambas têm sentido completo.
No entanto, a terceira oração não possui sentido completo quando isolada. Ela funciona como um adjunto adverbial do verbo “saí”, modificando-o.
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a função que exercem na estrutura da oração principal. Tendo isso em vista, há três tipos de orações subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais. Logo, vamos explicar cada uma delas.
As subordinadas substantivas desempenham papéis típicos de substantivo, como sujeito, objeto direto ou indireto. Em geral, são introduzidas pelas conjunções “que” ou “se”. Exemplo disso é: “É necessário que você estude”, em que a oração subordinada exerce a função de sujeito.
Já as subordinadas adjetivas têm a função de caracterizar um substantivo, funcionando como adjunto adnominal. Um ponto crucial — e muito cobrado — é a distinção entre orações restritivas (sem vírgula) e explicativas (com vírgula). Essa diferença de pontuação implica mudança de sentido, o que frequentemente aparece em questões interpretativas.
Por fim, as subordinadas adverbiais expressam circunstâncias como causa, condição, tempo, concessão, finalidade, entre outras. O candidato deve identificar o valor semântico da conjunção, pois é isso que define a classificação. Em “Passei porque estudei”, por exemplo, a relação é de causa.
Pois bem. Agora que você já entendeu os tipos e funções do período composto, você deve aprender como agir diante de uma questão na hora da prova.
Primeiramente, você precisa sempre identificar o número de verbos, pois isso define se o período é simples ou composto. Em segundo lugar, deve-se observar os conectivos, que indicam a relação entre as orações.
Uma técnica eficaz é testar substituições: trocar a conjunção por outra equivalente ajuda a confirmar o sentido. Além disso, a pontuação — especialmente a presença ou ausência de vírgulas — deve ser analisada com atenção.
Um critério prático bastante útil é o seguinte: se a oração possui sentido completo isoladamente, trata-se de coordenação; se depende da outra para fazer sentido, há subordinação.
Agora veja uma questão para fixar o conteúdo:
Ano: 2019 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Água Santa – RS Prova: FUNDATEC – 2019 – Prefeitura de Água Santa – RS – Professor de Língua Portuguesa
– Sobre períodos compostos, avalie as assertivas abaixo:
I. No período composto por coordenação, as orações se sucedem igualitariamente, sem que umas dependam das outras.
II. Na subordinação, há orações que dependem sintaticamente de outras, isto é, são termos de outras, podendo representar sujeito, objetos – direto e indireto, complementos nominais, predicativos, apostos, adjuntos adnominais e adverbiais.
III. É possível haver a formação de períodos mistos – períodos compostos por coordenação e subordinação –, em que se tenha orações coordenadas independentes, orações principais e orações subordinadas.
Quais estão corretas?
Alternativas
A – Apenas I.
B – Apenas II.
C – Apenas I e II.
D – Apenas II e III.
E – I, II e III.
Gabarito E – Conforme visto acima, todas as assertivas são corretas e resumem o que vimos até aqui.
Em resumo, o período composto é um tema estruturante da gramática para concursos e, ao mesmo tempo, uma excelente oportunidade de pontuação para quem domina sua lógica interna.
Por fim, espero que o artigo seja útil para a sua preparação. Desejo bons estudos e boa sorte em sua jornada!
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