Olá, caros leitores! Preparados para mais uma sessão de aprendizado? Neste artigo analisaremos as principais síndromes estudadas na Criminologia.
Para melhor compreensão, o assunto foi dividido nos seguintes tópicos:
Vamos lá!
A Criminologia é um ramo científico com características muito peculiares.
O conceito mais disseminado da Criminologia é de que se trata de uma ciência interdisciplinar (aborda vários ramos do conhecimento, indutiva (parte de premissas menores para premissas maiores) e empírica (tem como principal fonte de dados fatos e acontecimentos concretos, experienciáveis, observáveis). O objeto de estudo da Criminologia é o crime, o criminoso, a vítima e os mecanismos de controle social.
Dentro da Criminologia, existe o estudo das síndromes. Síndromes, sob a perspectiva da Criminologia, correspondem ao conjunto de sinais e sintomas observáveis em um processo comportamental ou psicológico. Esses sinais podem ser observados tanto nos agressores quanto nas vítimas.
Em razão das características marcantes que essas síndromes apresentam, elas foram identificadas e nomeadas ao longo do tempo pelos criminologistas. Apesar disso, as síndromes estudadas na Criminologia não necessariamente são consideradas patologias médicas, apesar de poderem estar associadas a alguma doença.
Por se tratar de assunto extremamente importante para o Direito Penal, cada vez mais bancas têm cobrado o conhecimento dessas síndromes nas provas dos concursos, com destaque para os concursos policiais e do Ministério Público.
Sendo assim, analisaremos nos próximos as principais síndromes estudadas na Criminologia.
A Síndrome da Mulher de Potifar é inspirada em uma história muito antiga, presente na Bíblia.
Nessa história, José havia sido vendido por seus irmãos a um oficial e comandante do faraó. Escravizado, José tinha a confiança de Potifar, que o colocou como administrador de sua casa e de seus bens. Contudo, a mulher de Potifar tinha atração por José, que repelia suas investidas. Em razão da rejeição, a mulher de Potifar acusou falsamente José de tê-la estuprado. Ou seja, essa síndrome se caracteriza pela conduta da agressora de acusar falsamente a vítima de tê-la estuprado ou causado agressões de cunho sexual.
Na história recente, diversos casos envolvendo a Síndrome da Mulher de Potifar ganharam notoriedade, sendo o mais famoso aquele envolvendo o jogador Neymar e a Nájila. Ademais, no contexto da aplicação da Maria da Penha, muitos juristas têm notado o uso abusivo da Lei com o intuito de vingança contra parceiros e ex-parceiros, o que demandaria uma reprimenda mais severas em casos de falsas acusações com base no referido diploma normativo.
A Síndrome de Estocolmo provavelmente é a mais famosa das síndromes estudadas na Criminologia.
Nessa síndrome, a vítima desenvolve empatia, amor ou sentimento afetivo em favor do agressor após longo período de convivência. O comportamento da vítima indica interesse em querer agradar o agressor e a satisfazer suas vontades.
Quem nomeou essa síndrome foi o criminologista e psiquiatra Nils Bejerot, em razão de um assalto a banco ocorrido na cidade de Estocolmo. As vítimas do assalto, utilizadas como reféns, além de prejudicarem a atuação policial, agiram em favor dos assaltantes, protegendo-os durante e após a prática do crime.
A Síndrome de Lima se assemelha à Síndrome de Estocolmo, mas nesta é o agressor que desenvolve sentimentos de empatia e afeto pela vítima.
O nome dessa síndrome é inspirado em um sequestro ocorrido em uma Embaixada do Japão, em Lima. Nessa ocorrência, um grupo de guerrilheiros havia utilizado centenas de pessoas da embaixada japonesa como reféns. O desfecho do sequestro se deu em razão da liberação dos reféns sem exigência de contrapartidas.
De maneira oposta à Síndrome de Estocolmo, na Síndrome de Londres as vítimas adotam uma postura ativa de confrontamento em relação aos agressores.
A nomenclatura dessa síndrome é inspirada em um caso de sequestro. No ano de 1980, um grupo de terroristas sequestraram e tomaram como reféns diversas pessoas que estavam na Embaixada do Irã, em Londres. Um dos reféns, um funcionário iraniano da embaixada, resolveu confrontar os terroristas, demonstrando de maneira incisiva sua aversão à sua conduta. Nessa ocasião, o funcionário da embaixada acabou sendo morto pelos agressores.
A Síndrome de Barbie é expressão adotada para designar comportamentos em que mulheres não se enxergariam como sujeitos de direitos. Tal situação seria decorrência de um condicionamento à coisificação, estimulado desde a infância. O incentivo a brincadeiras com bonecas, especialmente bonecas do estilo Barbie, faria com que essas crianças se alienassem à condição de indivíduos. A busca por ideal de beleza, a sexualização precoce e a hipersexualidade também costumam ser apontadas como características da Síndrome de Barbie.
O correspondente masculino da Síndrome de Barbie é a Síndrome de Ken, em que há coisificação e sexualização do homem, ou, ainda, a Síndrome de Adonis, em que a vaidade é direcionada à busca do corpo perfeito. Nesses casos, agressões com motivação na aparência ou na sexualidade tendem a ser interpretadas de maneira distorcida e com maior aceitação pela vítima.
Essas síndromes não possuem respaldo científico e tendem a ser referenciadas como apelo argumentativo em contextos midiáticos para promoção de ideologias.
Essa síndrome designa comportamentos em que as vítimas, após sofrerem agressões, internaliza a ideia de impotência, incapacidade e desesperança em relação à possibilidade de melhora de sua condição. Muitas vezes, a vítima conforma-se com sua situação, o que pode levá-la atos extremos contra si mesma, mas não contra o agressor.
Esse termo designa vítimas que, após sofrerem agressões contínuas, planejam um atentado contra o agressor, em momento oportuno em que os fatores não lhe estejam tão desfavoráveis. A Síndrome da Mulher Mal-Tratada corresponde a Síndrome da Pessoa Mal-Tratada, mas em contexto de violência doméstica contra pessoa do sexo feminino.
A Síndrome da Gaiola de Ouro designa o comportamento da vítima que, apesar de estar em um relacionamento abusivo, com a possibilidade de se desvencilhar, prefere continuar no relacionamento em razão dos benefícios que este pode lhe proporcionar.
A Síndrome da Rainha Vermelha é inspirada na obra Alice Através do Espelho, em que a Rainha Vermelha diz: “Aqui, você vê, é preciso correr o máximo que puder para permanecer no mesmo lugar“. Ou seja, esse síndrome designa situações em que o agente emprega esforço contínuo na consecução de objetivos que nunca são satisfeitos.
Diferentemente das síndromes mencionadas anteriormente, na Síndrome da Rainha Vermelha nem a vítima nem os agressores são os protagonistas. Isso, pois, na Criminologia, a Síndrome da Rainha vermelha é utilizada para se referir a situações em que os agentes da segurança pública, apesar de seus esforços, não conseguem reduzir a criminalidade.
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