Entender New Public Management é fundamental para fazer uma boa prova de Administração. Dessa forma, objetivando ajudar você, candidato, reunimos o essencial sobre essa temática neste artigo!
Organizamos este tema por meio dos seguintes tópicos:
A Nova Gestão Pública (NGP), ou New Public Management, representa uma mudança profunda na forma como o Estado se organiza e presta serviços à sociedade. Este modelo surge como uma resposta direta às crises de eficiência do modelo burocrático tradicional, buscando importar lógicas do setor privado para a esfera pública. No Brasil, essa transição ganhou força na década de 1990, reformulando o papel da Administração Pública.
Dessa forma, percebe-se que a Nova Gestão Pública está inserida no modelo de Administração Gerencial. Além disso, os princípios e as técnicas presentes nela se materializaram no Brasil por meio do Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE), publicado no ano de 1995.
Por fim, destaca-se que essa transição para o modelo gerencial não significou o abandono total da burocracia. Com esse novo modelo, objetivou-se preservar as conquistas de impessoalidade e profissionalismo do modelo burocrático. Entretanto, buscava-se agregar agilidade, descentralização e foco no cidadão, características típicas da Nova Gestão Pública.
Inicialmente, salienta-se que a evolução Nova Gestão Pública (NGP) não ocorreu de forma estática. Nesse contexto, a doutrina identifica três estágios ou vertentes fundamentais que marcaram a implementação desse modelo: Gerencialismo Puro; Consumerismo e Orientação para o Serviço Público.
Cada estágio reflete uma prioridade diferente, evoluindo do foco interno no custo para o foco externo no cidadão. Para o seu concurso, é vital compreender essa progressão lógica, pois as bancas cobram as diferenças entre essas fases, quando querem tornar a questão mais difícil.
O primeiro estágio, também chamado de Managerialism, iniciado na década de 1980 (Era Thatcher e Reagan), focava quase exclusivamente na eficiência e no corte de gastos. A ideia central era fazer mais com menos. Dessa maneira, o setor público deveria copiar fielmente as técnicas de gestão das empresas privadas para sanar crises fiscais.
Nesta fase, a prioridade era a economia de recursos e o aumento da produtividade interna. Havia uma crença de que os problemas do Estado eram, essencialmente, problemas de gestão técnica. Por isso, deu-se grande ênfase à redução de hierarquias e à autonomia dos gestores para cortar custos operacionais.
As principais características deste estágio incluem a medição rigorosa de desempenho e a fragmentação de grandes órgãos em unidades menores. Assim, o foco era o input (recursos) e a produtividade técnica. Logo, não se discutia ainda, com profundidade, a qualidade do serviço sob a ótica do usuário, visto que o cidadão era percebido como somente um contribuinte.
O segundo estágio, também denominado de Consumerism desloca o foco da eficiência interna para a qualidade do serviço prestado. Surge, então, a figura do cidadão-cliente. Dessa forma, o objetivo passa a ser a satisfação de quem utiliza os serviços públicos, importando conceitos de marketing e atendimento ao cliente do setor privado.
Nesta fase, a Administração Pública busca oferecer opções e flexibilidade ao usuário. Introduzem-se padrões de qualidade declarados e mecanismos de reclamação e feedback. Assim, o foco não se restringe a gastar pouco. Pelo contrário, ideias como a de garantir que o que foi gasto resulte em um serviço que atenda às expectativas do público estão muito presentes nesta etapa.
Por causa dessas características, produtos públicos como “Cartas de Serviços ao Cidadão” ganham força neste período. No entanto, a crítica a este estágio é que o cidadão é visto apenas como consumidor, e não como detentor de direitos políticos.
O terceiro estágio, conhecido como Public Service Orientation (PSO), amadurece o conceito de gestão. Ele supera a visão limitada do cidadão-cliente e adota a visão do cidadão-usuário e detentor de direitos. Dessa forma, o foco passa a ser a efetividade social e a democratização da gestão.
Nesta etapa, a eficiência e a qualidade técnica continuam importantes, mas devem servir a valores maiores, como a equidade e a justiça social. Por isso, a gestão pública passa a incentivar a participação popular e o controle social sobre as decisões do Estado. Logo, o objetivo do PSO é criar valor público real para a sociedade.
Diferente do gerencialismo puro, a Orientação para o Serviço Público reconhece que a Administração Pública possui especificidades que o setor privado não tem. Com isso, a prestação de contas e a responsabilização (accountability) tornam-se multidimensionais: o gestor responde por resultados financeiros, técnicos e, principalmente, pelos impactos sociais de sua conduta.
Chegamos ao fim do nosso artigo “Saiba tudo sobre New Public Management”. Vimos que o tema é fundamental para compreender a evolução da Administração Gerencial.
Além disso, de modo a facilitar o entendimento sobre o assunto, no quadro abaixo, elaboramos uma síntese comparativa das três fases da Nova Gestão Pública.
Por fim, para consolidar o conhecimento aprendido neste artigo, vá até o Sistema de Questões do Estratégia e comece já o treinamento!
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