Quer interpor recursos contra os gabaritos preliminares do concurso PF para o cargo de Perito Criminal – Antropologia Forense? Confira as possibilidades neste artigo!
O concurso público da Polícia Federal 2025 teve suas provas aplicadas neste último domingo, 27 de julho, e os gabaritos preliminares da etapa já foram divulgados.
Se você pretende interpor recurso contra o gabarito de Perito Criminal – Antropologia Forense do concurso PF, muita atenção: o processo deve ser realizado até às 23h59 do dia 31 de julho, através do site do Cebraspe.
E para te ajudar, nossos professores analisaram o resultado e identificaram as possibilidades de recursos. A versão da prova utilizada foi a seguinte: Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Profa Juliana Sganzerla
70. No exame realizado em local de crime com remanescentes humanos, o padrão de busca em linha cruzada inicia-se no centro do local do crime, expandindo-se para fora dele por meio de linhas perpendiculares.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
O método de busca em grade (grid search) é uma variação do método de busca linear, onde uma segunda busca linear é executada em ângulo reto com a primeira.
Este método é geralmente recomendado para áreas grandes e irregulares, não havendo uma premissa obrigatória de início no centro e expansão para fora, mas sim uma cobertura sistemática de toda a área.
O padrão de busca em linha cruzada, como descrito na literatura de antropologia forense e investigação de cena de crime, envolve a sobreposição de duas buscas paralelas em direções perpendiculares.
Ele pode ser aplicado em diversas configurações de início e expansão, dependendo das características do local, e não se limita a iniciar no centro e expandir-se para fora.
Muitas vezes, a busca inicia-se em uma extremidade do local e prossegue em linhas paralelas, e então é repetida em uma direção perpendicular.
A afirmação de que “inicia-se no centro do local do crime, expandindo-se para fora” não é uma regra universal para esse método e pode não ser a forma mais comum de aplicação em campo, especialmente em grandes áreas.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
83. Para a atuação em situações em que se observa mistura de corpos de diferentes indivíduos, uma importante premissa é a de que ossos morfologicamente compatíveis representam garantia absoluta de que pertencem a um mesmo indivíduo, enquanto ossos morfologicamente incompatíveis representam garantia de que pertencem a indivíduos diferentes.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
A afirmação da questão é cientificamente imprecisa devido ao uso do termo “garantia absoluta”. Em antropologia forense, poucas coisas são “absolutas”. A associação de elementos esqueléticos em casos de mistura de restos mortais deve ser guiada por critérios de compatibilidade morfológica, osteométrica e tafonômica.
No entanto, é fundamental entender que a compatibilidade não oferece uma ‘garantia absoluta’ de pertencer ao mesmo indivíduo, nem a incompatibilidade é uma ‘garantia absoluta’ de indivíduos distintos.
No estudo de remanescentes humanos mistos, a compatibilidade morfológica é um forte indicativo de que os ossos podem pertencer ao mesmo indivíduo, assim como a incompatibilidade sugere indivíduos diferentes.
Contudo, utilizar o termo “garantia absoluta” é uma superestimação da certeza científica. Variações anatômicas, fragmentação, condições de preservação e outros fatores podem levar a equívocos se uma abordagem tão rígida for adotada.
A antropologia forense, como ciência empírica, baseia-se em probabilidades e níveis de confiança, não em garantias absolutas, especialmente em um cenário tão complexo como a mistura de restos mortais.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
89. A maceração e a limpeza podem comprometer os tecidos, o que interfere na análise histopatológica e de isótopos.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
A questão menciona que a maceração e a limpeza interferem na análise histopatologia e de isótopos. No entanto, de acordo com o Livro Tratado de Antropologia Forense, a degradação em água pode levar à degradação do material genético.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
94. O método de Hefner é criticado por não relacionar algumas características, como a depressão pós-bregmática, com suas origens geográficas.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
De acordo com página 381 do Livro Tratado de Antropologia Forense: “Algumas características não tem relação com a origem geográfica, com a depressão pós-bregmática”. No entanto, a questão fala que o método de Hefner é quem não relaciona a depressão pós- bregmática com as origens geográficas.
O elaborador, ao inverter a ordem da frase acabou mudando o sentido, o que torna a assertiva incorreta.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
98. O método de Suchey & Brooks é o mais comumente utilizado na sínfise púbica, uma das áreas com melhor relação entre idade cronológica e idade biológica; nesse caso, faz-se necessário o conhecimento prévio do sexo, sendo a ocorrência de um hiato na borda ventral superior característica típica da fase 3 do método.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
O método de Suchey & Brooks para estimativa de idade pela sínfise púbica descreve seis fases. A Fase 3 é caracterizada pela completa ovalização e formação da borda ventral, sem a presença de hiatos na borda ventral superior.
O hiato na borda ventral é característico da fase 4, indicando degeneração e irregularidade da superfície.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
100. Para se estimar a idade de indivíduos adultos nos casos em que apenas o crânio tenha sido recuperado, recomenda-se o método de Nawrocki revisado por Zambrano, técnica baseada na análise de três regiões das suturas sagital, frontal e temporoparietal; apesar de as suturas cranianas não serem as estruturas mais confiáveis, sua utilização se justifica quando nenhum outro meio é aplicável.
Gabarito preliminar: ERRADO
Gabarito pretendido: CERTO.
Argumento:
Conforme pode ser encontrado no Tratado de Antropologia Forense, na página 405: A estimativa de idade em adultos a partir da observação das suturas cranianas, como abordado pelos métodos de Nawrocki e suas revisões (incluindo Zambrano et al.), é considerada uma técnica de menor precisão em comparação com outros indicadores esqueléticos.
Contudo, em situações onde apenas o crânio está disponível, e na ausência de elementos mais robustos, a análise das suturas cranianas representa uma alternativa válida para fornecer um intervalo de idade estimado, justificando sua aplicação em contextos forenses com limitações de material.
A partir da afirmação da literatura mencionada, infere-se que o método de Nawrocki, e suas revisões (incluindo a de Zambrano, que é de Zambrano et al., 2011, focada na sutura sagital), são de fato utilizados para a estimativa de idade em adultos por meio da análise das suturas cranianas.
Embora a fusão das suturas cranianas seja reconhecidamente uma das metodologias menos precisas para estimativa de idade em adultos, devido à sua grande variabilidade individual e populacional, sua utilização se justifica e é recomendada em contextos onde apenas o crânio está disponível e outras estruturas esqueléticas mais confiáveis (como sínfise púbica ou extremidade esternal da 4ª costela) não podem ser avaliadas.
A questão descreve corretamente a aplicação e a justificativa para a utilização desses métodos de sutura em cenários de limitação de material, o que o torna uma prática válida dentro das limitações da antropologia forense.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
101. Para a obtenção da idade por meio da técnica óssea dos dois passos (two steps procedure), aplica-se inicialmente o método de Suchey & Brooks; em seguida, obtido o resultado das fases 4, 5 ou 6, aplica-se a técnica de Lamendin; por fim, recomenda-se a análise da união epifisária da clavícula e da crista ilíaca.
Gabarito preliminar: CERTO
Gabarito pretendido: ERRADO.
Argumento:
De acordo com o Tratado de Antropologia Forense: o procedimento de dois passos para estimativa de idade utiliza o o método de Suchey & Brooks; em seguida, obtido o resultado das fases 4, 5 ou 6, aplica-se a técnica de Lamendin, no entanto a análise da união epifisiária da clavícula e da crista ilíaca serão utilizados somente quando não houver a pelve disponível para análise.
Sugestões de Referências Bibliográficas para Fundamentação:
PINHEIRO MACHADO, Carlos Eduardo Palhares; DEITOS, Alexandre Raphael; VELHO, Jesus Antônio; CUNHA, Eugénia (Org.). Tratado de Antropologia Forense: fundamentos e metodologias aplicadas à prática pericial. 1. ed. São Paulo: Millennium Editora, 2022. 880 p. ISBN 978-85-7625-383-9.
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