O artigo “Mito do potencial máximo” visa desmistificar a ilusão que muitos candidatos, de concurso para bancas como a Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, tem de atingir seu potencial máximo nos estudos.

Atingir o potencial máximo pode, a princípio, parecer uma ideia motivadora. O candidato busca sempre estudar mais horas, cometer menos erros, e dominar mais as disciplinas. Porém, pode acabar idealizando demais, e competindo com uma versão perfeita de si mesmo, esquecendo a nota necessária para a aprovação na prova.

Assim, mesmo com um ótimo desempenho, o estudo pode parecer que está fraco, e a quantidade, de horas e de questões, parece pouca. Acaba passando por uma sensação permanente de insuficiência.

No fim, o potencial máximo é uma ideia abstrata, por vezes inatingível e que se auto-alimenta para mais. E, para a prova, o que basta é um bom desempenho, que o potencial máximo, e sua busca, podem esconder.

Mito do potencial máximo – Buscar o máximo pode ser ruim

Iniciando o tema mito do potencial máximo, aborda-se a ideia que buscar o máximo pode ser ruim, nos estudos para concurso público.

Buscar o máximo pode trazer uma obsessão por horas líquidas de estudos, excesso de leitura de PDF, carga horária excessiva e perfeccionismo. Pode haver perda de tempo em disciplinas que o concurseiro já domina. 

Além disso, o candidato que busca o potencial máximo pode evitar simulados, para não confrontar seu real desempenho. Ou deixar de fazer concursos, por não achar que ainda está preparado o suficiente, quando até mesmo passaria.

Ainda, o candidato que busca o máximo pode sentir culpa por descansar, o que é necessário nos estudos. E sentir que qualquer hora não estudada é um desperdício.

Pode surgir um paradoxo, no qual a tentativa de dar o máximo de si diminui o resultado final dos estudos. 

Ser eficiente envolve saber reconhecer seus próprios limites, e ter a sagacidade de saber quando esforço adicional realmente adiciona no resultado final.

Mito do potencial máximo – O máximo não é constante

Continuando o assunto mito do potencial máximo, em tela a análise que o máximo não é algo constante.

Não existe potencial máximo todos os dias. Trabalho, familiares, amigos, responsabilidades pessoais, amigos, imprevistos, cansaço e dificuldade nos estudos podem alterar a capacidade de cada dia de estudo.

Pode haver um dia de estudo excelente, em que é possível fazer sete horas líquidas excepcionais. E outro que é difícil fazer uma hora líquida.

E isso acontece com dias de concurso, também. Pode haver um domingo excelente, e outro péssimo. Isso não é constante nem controlável.

Uma preparação sólida e constante reduz a necessidade de dias excepcionais. O ideal é manter um nível de desempenho suficientemente alto e reproduzível, dependendo menos do máximo (difícil de atingir e auto-alimentável) e de dias excepcionais.

A prova visa desempenho, não potencial

Dando continuidade à temática mito do potencial máximo, analisa-se a ideia de que a prova do concurso visa desempenho do candidato, e não potencial.

A banca examinadora não vai medir a quantidade de horas estudadas, nem PDF lidos ou questões resolvidas. Ela mede respostas certas marcadas, e quando cobrado, uma boa prova discursiva. Ela cobra desempenho, não potencial máximo.

Não é necessário saber tudo sobre a matéria, mas o suficiente para a prova. Candidatos muito talentosos, mas irregulares, podem ser ultrapassados por candidatos menos brilhantes, mas mais consistentes.

Não é necessário ultrapassar seu limite, é necessário ultrapassar a nota de corte, para ser aprovado no concurso dos sonhos. Assim, o foco é visar desempenho necessário,e não o máximo potencial, que pode ser inalcançável.

Mito do potencial máximo – Aprovação admite imperfeições

Finalizando o artigo “Mito do potencial máximo”, aborda-se o fato de que a aprovação admite imperfeições.

Por vezes, o candidato que busca seu potencial máximo fica tentando fechar totalmente o edital, buscando uma preparação completa. Porém, a prova da banca examinadora nem sempre vai cobrar o edital inteiro nas suas questões. Na verdade, quase nunca.

Muitos candidatos aprovados focam no que realmente importa. E por vezes erram questões fáceis, e esquecem conteúdo que desempatar menos, ou acabam tendo menos peso, e focam no que realmente desempata e aprova.

Assim, um candidato com menos conhecimento, que buscou meno seu potencial máximo, pode ser mais sólido que o que buscou o potencial. E isso prova que uma preparação completa pode não gerar um desempenho suficiente.

Às vezes, buscar o máximo potencial transforma a preparação em uma corrida sem linha de chegada. Além disso, a aprovação pode admitir imperfeições e que se deve buscar pode não ser uma prova perfeita, e sim uma prova competitiva.

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