Linguagem formal e informal
Olá Concurseiro! Tudo bem?
Hoje falaremos sobre linguagem formal x informal e entenderemos as principais características de cada uma, as diferenças existentes entre elas e em que situações podem e/ou devem ser utilizadas.
Nesse artigo veremos:
Vamos lá!
Inicialmente, cabe ressaltar que os gramáticos entendem a “linguagem” como um sistema utilizado para a comunicação e pode ser verbal ou não verbal. A linguagem verbal é aquela que utiliza palavras ou sinais gráficos. Já a linguagem não verbal é aquela que é marcada predominantemente por elementos visuais, tais como imagens, pinturas, sinais e gestos.
A linguagem verbal pode ser, dentre outras classificações, diferenciada em linguagem culta (formal) ou coloquial (informal). É importante ressaltar que ambas são corretas, desde que aplicadas nos contextos adequados. Como afirmado sabiamente pelo gramático Evanildo Bechara1: “o falante deve ser poliglota em sua própria língua”. Ou seja, o falante deve saber os momentos e as situações em que a recomendação é de uso da linguagem culta e os momentos em que é adequado utilizar a linguagem coloquial.
Nos próximos tópicos veremos as características dessas linguagens, suas possibilidades de utilização, diferenciação e exemplos.
A linguagem formal, também conhecida como linguagem “culta”, é aquela que é mais elaborada e que é pautada no emprego correto das regras gramaticais. É mais utilizada em situações marcadas pela formalidade, como nos casos do ambiente acadêmico e do ambiente profissional.
Para a utilização da linguagem formal faz-se necessário um vocabulário extenso e diversificado, o domínio das normas gramaticais e a pronúncia adequada das palavras.
São exemplos de utilização da linguagem formal:
A linguagem formal deve ser utilizada em situações como:
Em resumo, a marca da linguagem formal é o rigor gramatical, o uso correto das concordâncias e tempos verbais e o vocabulário rico e diversificado. É empregada predominantemente em situações acadêmicas ou profissionais e em contatos com autoridades. É a linguagem que, em regra, deve ser utilizada em comunicações oficiais, redações e em concursos públicos.
Já a linguagem informal, também conhecida “coloquial” ou “popular”, por sua vez, é aquela utilizada em situações marcadas pela descontração, tais como as conversas com amigos e familiares. Ela é mais livre, mais flexível, mais espontânea e é caracterizada pela utilização de gírias, regionalismos, neologismos, palavras reduzidas e pela ausência de preocupação com o respeito às normas gramaticais. O uso da linguagem informal gera a aproximação dos interlocutores.
São exemplos de linguagem informal as seguintes frases:
A linguagem informal pode ser utilizada nas seguintes situações:
Sendo assim, é possível afirmar que a linguagem informal tem como características a descontração e a espontaneidade, a ausência de rigor gramatical, a simplificação das frases, abreviação das palavras e o uso das expressões regionais e gírias. É empregada majoritariamente em situações cotidianas, marcadas pela proximidade entre os interlocutores. É a linguagem utilizada nas conversas com amigos e familiares e nas publicações e mensagens em redes sociais.
É possível estabelecer um comparativo entre as principais características desses dois tipos de linguagem:
| Linguagem Formal | Linguagem informal |
| Respeito às regras gramaticais; Situações de formalidade; Vocabulário rico e diversificado; Ambiente acadêmico e profissional; Diálogo com autoridades, superiores hierárquicos; Utilização de palavras completas e claras; | Despreocupação com aspectos gramaticais; Situações informais e espontâneas; Vocabulário simples e popular; Ambiente familiar e situações cotidianas; Diálogo com amigos e familiares; Utilização de palavras abreviadas, gírias, regionalismos; |
Sendo assim, como visto ao longo do presente artigo, há situações em que é recomendado utilizar a linguagem formal, porém há inúmeras situações em que é possível utilizar a linguagem informal.
Se o ambiente é formal e se a situação é profissional ou acadêmica ou, ainda, se o interlocutor está dialogando com uma autoridade, a linguagem culta é a correta. Por outro lado, se a situação é de informalidade e descontração e a comunicação é feita com amigos ou familiares e é espontânea, a linguagem informal é a mais adequada.
Ou seja, se empregadas nos contextos adequados, como visto nos exemplos, não há que se falar em “erro” no uso das linguagens.
Até a próxima!
Referência:
https://www.academia.org.br/noticias/sabedoria-do-equilibrio-por-mestre-bechara
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