Desafios territoriais: a questão urbana e regional no Brasil – disparidades e segregação sócio- espacial para o BNDES
Fala, estrategistas! Vamos aprender sobre os Desafios territoriais: a questão urbana e regional no Brasil – disparidades e segregação sócio espacial para o BNDES?
A urbanização iniciou-se nos anos de 1930 por meio da integração econômica que ocorreu no territórios brasileiro. Houve um aumento nos parâmetros demográficos e a população que reside na parte urbana das cidades aumentou bastante em relação à população rural. Tal fato, gerou um súbito crescimento das cidades de maneira desordenada gerando Desafios territoriais na questão urbana e regional no Brasil aumentando as disparidades e segregação sócio espacial.
Na década de 1950 ocorreram mudanças históricas, sociais e econômicas em nosso país. Os colonizadores vieram pelo litoral do nosso território e as primeiras cidades que surgiram foram vilarejos na costa brasileira. Nesses locais houve o desenvolvimento da atividade agropecuária e de extrativismo mineral.
No final do século XIX e início do XX, a economia brasileira sofreu grande impacto, o que ocasionou o reordenamento espacial do país e ampliou o dinamismo dos centros urbanos. As áreas urbanas cresceram de maneira expressiva e o campo modernizou-se por meio do uso das máquinas. Esse evento levou muitas pessoas migraram para as cidades em busca de oportunidades de emprego. Esse fenômeno ficou conhecido como êxodo rural.
Durante o processo de urbanização brasileira ausentaram a implementação de políticas públicas que promovessem a reinserção dos trabalhadores da área rural no mercado de trabalho. As cidades não realizaram um planejamento adequado para receber essa demanda então, de imediato, formaram-se as periferias e favelas. Essas habitações não possuem uma infraestrutura básica de saneamento e condições de higiene.
Conurbação – é o crescimento das cidades próximas onde suas malhas urbanas se encontram e há o estabelecimento de uma inter-relação funcional entre elas por meio de fluxos de pessoas, de mercadorias, de informações e de serviços.
Região Metropolitana – conurbação de duas ou mais cidades destacando-se uma cidade central que polariza as demais. Influencia as cidades vizinhas e funciona como pólo de prestação de serviços sofisticados.
Nesse ínterim, a instituição de uma região metropolitana ocorre por meio de lei estadual, e trata-se de uma região administrativa, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
Megalópole: é o conjunto de duas ou mais metrópoles interligadas física e funcionalmente. As principais são São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, entre outras.
As redes urbanas são formadas pelas cidades de um determinado local. Uma rede é um sistema constituído por arcos de transmissão e nós de bifurcação pelos quais circulam fluxos materiais ou imateriais. Cada cidade tem sua capacidade avaliada na oferta de bens e serviços e, se forem suficientemente influentes, são elevadas aos mais elevados níveis de hierarquia urbana.
Existem ainda as cidades médias que são aquelas onde a população está em portes medianos e desempenham papéis intermediários entre as cidades pequenas e as megalópoles. Observa-se que a população das cidades pequenas, que sofrem polarização de uma cidade média, realiza parte do consumo de bens e serviços necessários à produção e à vida nessas maiores cidades.
Vamos compreender os conceitos para entender como ocorrem os desafios territoriais e as disparidades sócio espaciais em nosso território.
No Brasil existe uma defasagem de aproximadamente 6,0 milhões de moradias em nosso país. A maioria desses valores se encontra nas zonas urbanas e, por volta de 30,% nas regiões metropolitanas. O déficit habitacional caracteriza-se como a falta de moradias dignas para a população.
Habitação precária: construções rústicas (com paredes sem alvenaria ou de madeira sem tratamento) e as improvisadas (locais sem fins residenciais usados como moradia, como imóveis comerciais e os debaixo de pontes e viadutos);
Coabitação: imóveis e cômodos compartilhados por famílias diferentes;
Adensamento excessivo: número médio de moradores superior a três pessoas por dormitório em casas e apartamentos alugados;
Ônus excessivo com aluguel urbano: comprometimento de mais de 30% da renda familiar com o aluguel, em famílias que ganham até três salários mínimos
Constantemente, esses fatores acarretam a segregação sócio-espacial (espacial ou residencial)separando as áreas habitadas de acordo com a faixa de renda da população. Assim, os que detêm de maiores poderes aquisitivos ocupam as regiões centrais e com maior disponibilidades de serviços públicos e os mais pobres moram em bairros periféricos.
Um grande problema atual nos grandes centros urbanos está relacionado à mobilidade urbana. As pessoas enfrentam trânsitos caóticos ao se deslocarem pelos espaços diariamente. A esse evento, denomina-se movimento pendular ou migração diária.
Além disso, ocorre a forte poluição aérea e sonora, além do gasto elevado em combustíveis e fretes de transporte de carga. Esse cenário gera prejuízos ambientais e aumenta os valores monetários das mercadorias que são comercializadas.
Há um maior estreitamento de investimentos na cadeia produtiva, o que ocorre devido ao alto custo com o transporte de mercadorias. O longo tempo despendido nos deslocamentos e nos congestionamentos aumenta o cansaço dos habitantes das áreas urbanas e pode ocasionar uma redução do tempo destinado à convivência familiar e social, ao estudo e ao lazer.
Podemos entender saneamento básico como o conjunto de medidas que modificam as condições ambientais com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde. Ações como o abastecimento de água potável, implantação de esgotos sanitários, a execução da limpeza urbana e o manejo de resíduos sólidos e águas pluviais urbanas têm por objetivo a promoção da saúde dos indivíduos, a garantia da qualidade de vida e a preservação dos recursos naturais.
Os índices de cobertura dos serviços de saneamento são importantes para definirem o nível de desenvolvimento de um país, pois refletem a qualidade de vida e de saúde dos seus habitantes.
De acordo com estudos da ONU, em 2021, o Brasil ficou entre os primeiros países com a maior taxa de homicídios no mundo. Considera-se que as principais causas da violência urbana são a ausência ou omissão do poder público em relação à áreas de periferia. Adicionalmente, a exclusão social ou má distribuição de renda e as ações do tráfico de drogas contribuem de maneira significativa para o aumento da violência. Esse cenário gera toda a sensação de insegurança nas cidades brasileiras.
É necessário que se adotem políticas públicas para diminuir as desigualdades geradas pela segregação sócio espacial no território brasileiro. Em suma, a geração de empregos, os serviços públicos de qualidade, os programas sociais e a adequada política tributária são ações para a redução efetiva das desigualdades. Desse modo, os cidadãos, desfavorecidos economicamente e socialmente, recebem chances dignas de sobrevivência com mais equilíbrio de oportunidades.
Assista as nossas aulas para aprofundar-se nos temas e obter sucesso na sua aprovação :)
Políticas Territoriais e Políticas Agrícolas
Por hoje é isso, pessoal!
Abraços e até a próxima.
Bárbara Rocha
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