O artigo “Decorar ou compreender para estudar” visa tentar dar dicas quanto a esta pergunta que muitos estudantes de concurso, que estudam para provas de bancas como a CEBRASPE, fazem ao estudar.
Será que vale a pena decorar tudo, ou compreender tudo da disciplina. Se conseguem realizar uma prova sem entendimento. Qual o custo-benefício disso. O presente artigo visa analisar essas dúvidas.
Iniciando o tema decorar ou compreender para estudar para concursos, tece-se a reflexão de que decorar e compreender não são conceitos opostos e não se anulam.
Muitos estudantes de concursos pensam que entender de verdade e decorar o assunto são conceitos distintos, que não caminham juntos.
Compreender significa dominar e relacionar conceitos, saber resolver situações novas com estes conceitos e não cair em pegadinhas da banca. Já decorar, ou memorizar, permite acessar rapidamente informações de fórmulas, exceções, prazos e regras.
Na jornada de estudos para concursos públicos, os conceitos de decorar e compreender não se excluem, mas se complementam. Não é decidir entre decorar ou compreender, e sim sobre o que é preciso decorar e o que é preciso compreender.
Dando continuidade ao assunto decorar ou compreender para estudar, aborda se o que precisa ser compreendido nos estudos para concursos públicos.
O estudo por compreensão é indicado em conteúdos baseados em conceitos, estruturas de conceitos, relações lógicas e causa e consequência. Como exemplo, cita-se economia, contabilidade, estatística, administração geral e público, administração financeira e orçamentária e interpretação jurídica.
Compreensão reduz informações aparentemente isoladas, que precisam ser decoradas. Saber a estrutura de pensamento torna possível reconstruir parte da resposta da questão, mesmo sem saber um detalhe sobre ela.
Porém, nem sempre compreender um assunto significa que o concurseiro vai acertar a questão automaticamente.
Existe uma diferença entre compreender bem um conteúdo de um material, e depois não saber recuperá-lo sozinho durante uma prova de concurso. É bem possível dominar uma matéria hoje e não lembrar de pontos importantes duas semanas depois.
Para provas discursivas, a compreensão ajuda muito na montagem de uma resposta escrita do tema da questão.
Seguindo com a análise sobre decorar ou compreender para estudar, analisa-se o que precisa ser decorado ao estudar.
Existem informações arbitrárias, ou aleatórias, que são de difícil dedução. São exemplos disso prazos, quóruns, competências, classificações, percentuais, exceções ou letra de lei.
Saber toda a lógica de uma lei não resolve, se um prazo de 10 dias está simplesmente previsto na norma.
Para decorar, ou memorizar, pode ser usado flashcard, questões, mapas mentais, repetição mental, revisão ou outros mecanismos de fixação.
A resposta de discursivas também pode envolver informações que é necessário decorar, como prazos e competências.
Não é vergonha nem demérito decorar aquilo que a prova exige que esteja na memória.
Prosseguindo com a temática decorar ou compreender para estudar, em tela análise do perigo do extremismo.
O perigo de só decorar é obter conhecimento frágil, dificuldade de resolver questões contextualizadas e confusão entre conceitos semelhantes. Já apenas compreender pode gerar sensação de domínio, mas dificuldade de recuperar detalhes específicos na hora da prova de concurso.
É comum um concurseiro dizer “eu sabia isso” depois de errar uma questão. Provavelmente compreendia o tema, mas não tinha informação consolidada suficiente. Um estudo eficiente e eficaz busca ter profundidade o suficiente para compreender e repetição o suficiente para lembrar o assunto, combinados.
Existe uma boa sequência para os estudos: entender, sintetizar, praticar, recuperar e revisar. Com uma boa compreensão inicial, fica mais fácil memorizar Quanto mais facilidade para recuperar o conhecimento, mais acessível ele fica no dia da prova.
Finalizando o artigo “Decorar ou compreender para estudar”, é analisado o fato de estudar conforme a prova exige.
A proporção entre compreender e decorar, para estudos, varia de acordo com cargo, banca, assunto, disciplina e tópico dentro de uma disciplina. Para assuntos mais literais, é recomendada a memorização. Já para assuntos analíticos, a compreensão pode ser melhor.
Provas anteriores, mapear a banca e ver suas tendências podem ajudar na escolha. Pode ser feita a classificação: assunto a decorar, assunto a compreender e assunto a misturar os dois.
O objetivo dos estudos para concurso não é mostrar que utilizou uma maneira muito sofisticada de estudar. Tentar utilizar apenas um método, ou decorar, ou compreender, também não é muito útil. Saber escolher ou diferenciar é essencial.
Na prova, não importa o método ou a técnica, mas sim buscar responder corretamente a questão e ser aprovado.
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