Você fez a prova do SED SC (Secretaria de Estado de Educação de Santa Catarina) no dia, 22 de setembro? Já conferiu o gabarito preliminar?
O candidato poderá interpor recurso contra o gabarito. Neste artigo você poderá conferir possíveis recursos elaborados pela equipe de professores do Estratégia Concursos.
O enunciado da questão 22 remetia a temática da presença do lúdico nos processos de aprendizagem ou desenvolvimento nas atividades escolares utilizando como referência a obra de Macedo, Petty e Passoa (2004).
A assertiva “I” se mostrou corretamente como verdadeira remetendo a referência bibliográfica em questão.
O problema da questão reside na assertiva “II” que no gabarito preliminar aparece como verdadeira, no entanto, ela é falsa, pois se percebe que ela não tem nenhuma relação com a referência bibliográfica apresentada no enunciado da questão.
No final da assertiva II. a frase estabelece que “[…] o aprendizado deve ocorrer naturalmente por meio do brincar.” Percebe-se que essa conotação é totalmente contrária a perspectiva do livro, pois segundo diversas passagens da obra se estabelece a dimensão do lúdico não apenas como um fim em si mesmo, mas como um meio relacionado ao processo de aprendizagem e desenvolvimento do alunos. O próprio título da obra sintetiza esse aspecto “Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar”, no entanto, destaca-se uma própria passagem da obra que exemplifica bem essa dimensão que o aprendizado não ocorre naturalmente por meio do brincar, mas sim a partir do trabalho de intervenção por parte do profissional escolar/professor que acompanha os alunos, vejamos:
“Contudo, nossa experiência no LaPp (Macedo, 1996; Petty, 1995; Macedo, Petty e Passos, 1997, 2000) tem mostrado que as atitudes e as competências desenvolvidas ao jogar vão tornando-se “propriedade” das crianças, caracterizando um conjunto de ações adequadas à atividade proposta. Como consequência, podem ser transferidas para outros meios, e é isso que tem acontecido com nossos alunos. Eles passam a ter um outro posicionamento diante de desafios, sejam de natureza lúdica (situação de jogo), sejam de natureza escolar (aprendizagem de conteúdos). Mas a passagem não é automática: esse posicionamento favorável à aprendizagem não é facilmente transposto para cumprir tarefas escolares, já que estas nem sempre são tão divertidas ou desafiadoras quanto as situações-problema que enfrentam jogando e sendo questionados. É fundamental um trabalho de intervenção por parte do profissional que acompanha as partidas, propõe desafios, pede análises, enfim, instiga à reflexão e também ajuda os alunos a perceberem semelhanças entre os contextos do jogo e da escola.” (MACEDO;PETTY; PASSOA; 2004, p. 25, grifo nosso).
Destaca-se também que a assertiva “II” apresenta um problema ortográfico na seguinte passagem “ Nessa fase, dão muita importância a amizade e comparam-se com ouras (sic) crianças da mesma idade ”.
Outra passagem que corrobora que a assertiva “II” é falsa, seria a seguinte passagem “Quando as crianças são inseridas na escola, aprendem a seguir regras e padrões de comportamento da sociedade, já sabem o que é certo e errado”. Nota-se uma afirmação da assertiva que existe uma homogeneidade nos padrões de comportamento, que os alunos inserem-se no contexto escolar sabendo o que é certo e errado, no entanto, a obra vai inferir sobre os diferentes níveis de aprendizado e desenvolvimento e a heterogeneidade desses condicionantes comportamentais de cada aluno a partir das diferentes referências culturais e sociais que carregam em sua trajetória. Nesse sentido, apresenta-se uma passagem da mesma referência bibliográfica utilizada na questão, afirmando que algumas crianças não tem ainda essa compreensão adequada, e que nas crianças pequenas esse problema com o certo e errado (contrato social/regras) faria parte de seu próprio desenvolvimento, mas que se perdurar ao longo do desenvolvimento, necessitaria da intervenção dos profissionais da escola, vejamos:
“Do ponto de vista social, jogar é um convite à descentração, quando se tratam de jogos regrados, pois a regra é um regulador das ações, algo previamente combinado, conhecido por todos e, portanto, compartilhável. As crianças que têm dificuldade de considerar a regra como um contrato social ainda estão muito centradas em si mesmas: querem resolver as situações ou realizar conquistas guiadas por desejos e imediatismo, negando as restrições que fazem parte desse contexto (sejam o outro, as regras ou os próprios materiais). Em geral, crianças pequenas agem assim, e isso é considerado admissível por fazer parte de seu desenvolvimento. A construção da regra é um processo lento e gradual, sendo que a subordinação voluntária a ela é o ponto de chegada. Aliás, de acordo com nossa prática, observamos que as crianças que de fato gostam de jogar apreciam justamente a existência das regras como o grande desafio a ser considerado no decorrer das partidas. No entanto, vemos muitas delas, com mais de sete anos, pensar as relações com pessoas, jogos e certas situações escolares, por meio da adoção de regras muito pessoais como referência. Tal fato pode ser preocupante se perdurar e requer intervenções dos adultos no sentido de ajudar essas crianças a conquistar uma nova forma de se relacionar e agir. O trabalho com jogos oferece um rico arsenal de possibilidades, contribuindo para a construção de relações sociais cuja direção é aprender a considerar limites e agir de forma respeitosa com as pessoas” (MACEDO;PETTY; PASSOA; 2004, p. 26, grifo nosso).
Portanto, com base no exposto, solicita-se deferimento para alteração do gabarito para letra B.
Referência
MACEDO, Lino de; PETTY, Ana L S.; PASSOS, Norimar C. Os jogos e o lúdico na aprendizagem escolar. Porto Alegre: Grupo A, 2004.
Solicito recurso na questão 26, do cargo professor anos iniciais do ensino fundamental, pois todas as alternativas são falsas.
A banca assinalou como verdadeira, a letra B que diz:
“A formação centrada na escola pretende desenvolver um paradigma colaborativo entre os professores, pressupondo respeito e reconhecimento do poder e capacidade dos professores.”
Porém, cabe ressaltar, que a palavra “PODER” em relação ao professor, pode haver vários sentidos, o que deixa a questão ambígua e com duplo sentido a referida questão.
O poder do professor na formação centrada na escola está em trocar saberes, sem nenhuma hierarquia entre eles. Enquanto isso, os próprios autores que defendem tal perspectiva, afirmam a importância e a relevância de ressaltar o trabalho do orientador pedagógico como profissional de hierarquia superior, para que a formação possa ocorrer.
Garantir a possibilidade de trocas entre os professores, não garante o poder e sim reconhece o seu saber e participação.
Por apresentar um duplo sentido, peço a anulação da referida questão.
Solicito recurso para troca de gabarito da questão 29 do cargo professor anos iniciais do ensino fundamental da letra D para a letra B.
Pois a assertiva II afirma que:
II.A ideia fundamental é a de que a aprendizagem ocorre em um ambiente que pode ou não favorecer a leitura e a escrita. Ou seja, o aprendiz da língua escrita é capaz de refletir sobre o sistema de representação, apropriando-se de seus sinais gráficos e de suas regras de funcionamento, a partir do contato (intenso com materiais escritos e da participação ativa em práticas de leitura e escrita mediadas por adultos e/ou por outras crianças mais experientes nesse processo.
A banca assinalou a questão como verdadeira, porém, peço que reconsidere a questão como falsa pelos seguintes motivos:
– A ideia fundamental da assertiva I diz que o papel do professor alfabetizador e mediador é o de buscar a troca de saberes, dialogar e considerar os saberes dos educandos o que faz permanecer a assertiva como verdadeira.
Já a segunda assertiva é falsa, pois afirma que essa ideia fundamental, ou seja, o professor mediador e ambiente alfabetizador, pode ou NÃO favorecer a leitura e a escrita. Essa palavra “NÃO” deixa a questão incorreta. O ambiente alfabetizador e professor mediador favorecem a leitura e a escrita segundo os próprios conceitos de letramento defendido por Magda Soares.
“Letramento é o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita.” Soares, 2003.
Desse modo, letramento seria resultado ou consequência do processo de alfabetização. Segundo Magda, o ideal seria a prática do alfabetizar letrando, o que ela chama de “alfaletrar”, ou seja, ensinar a ler e a escrever sem perder de vista o contexto das práticas sociais de leitura e da escrita e sua aplicação no dia a dia. Logo o ambiente alfabetizador favorece a leitura e a escrita.
Portanto Solicito a mudança no gabarito da letra D para a letra B.
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