Uma das perguntas que mais recebo de quem está começando a estudar para concursos é a seguinte: “Quero prestar concursos de tribunais, mas não faço ideia do que estudar. Por onde eu começo?”
Se essa também é a sua dúvida, fique tranquilo. Na verdade, ela é extremamente comum.
Quando o concurseiro começa a pesquisar sobre a área, encontra editais de Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais Federais, Tribunais Regionais do Trabalho, Tribunais Regionais Eleitorais, entre vários outros órgãos. Com tantas opções e tantas disciplinas diferentes, é natural ficar perdido.
Mas existe uma boa notícia: a área de tribunais talvez seja uma das mais organizadas para quem está iniciando. Isso porque boa parte das matérias se repete entre os diversos concursos. Em outras palavras, o estudo realizado hoje para um tribunal provavelmente será aproveitado em muitos outros concursos no futuro.
E esse é um dos principais motivos pelos quais costumo recomendar a área para alunos iniciantes.
Antes de continuar lendo o artigo, conheça a característica que diferencia os candidatos aprovados dos que permanecem anos sem evolução: a capacidade de seguir um planejamento estruturado. E nesse quesito, a Platinum do Estratégia Concursos pode fazer a diferença.
Afinal, especialmente para quem está iniciando na área de tribunais, não basta saber quais matérias estudar; é preciso entender quando estudá-las, em que ordem avançar e como acompanhar a própria evolução.
Com trilhas personalizadas, acompanhamento especializado e direcionamento estratégico, a Platinum ajuda o candidato a transformar aquele amplo conjunto de disciplinas que vimos ao longo deste artigo em um plano de estudos organizado, eficiente e voltado para a aprovação.
Antes de falarmos das disciplinas, vale a pena entender o que torna essa área tão atrativa.
Quando observamos os concursos de tribunais, encontramos uma combinação que raramente aparece em outras carreiras públicas: boa remuneração, estabilidade, qualidade de vida e grande quantidade de oportunidades. Ou seja, o sonho de qualquer candidato a uma vaga.
Os cargos de técnico e analista judiciário costumam oferecer salários bastante competitivos, além de benefícios relevantes. Em muitos órgãos, existem ainda programas de teletrabalho, jornadas organizadas e boas perspectivas de progressão na carreira.
Outro ponto que considero muito importante é a quantidade de concursos existentes. Afinal, quando falamos em área de tribunais, não estamos falando de um único órgão, mas de dezenas deles.
Temos os Tribunais de Justiça dos estados, os Tribunais Regionais Federais, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Regionais Eleitorais, os tribunais superiores e até mesmo os tribunais militares, sem contar os Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho da Justiça Federal (CJF), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e Conselhos de Justiça (Justiça Militar).
Isso significa que sempre existe algum edital publicado, autorizado, previsto ou em fase de planejamento.
Para quem busca uma preparação de longo prazo, essa característica faz toda a diferença.
O Poder Judiciário brasileiro está dividido em diversos ramos, cada um com suas particularidades.
Na esfera federal, destacam-se:
Já na esfera estadual, temos principalmente os Tribunais de Justiça (TJs) e, em alguns estados, os Tribunais de Justiça Militar.
Apesar das diferenças entre esses órgãos, existe uma base de conhecimentos que aparece em praticamente todos os editais. E é justamente nessa base que o candidato iniciante deve concentrar seus esforços.
Em linhas gerais, os concursos de tribunais costumam oferecer vagas para três grandes grupos de cargos.
O primeiro deles é o de Técnico Judiciário da Área Administrativa, responsável pelas atividades de apoio administrativo do órgão. Ou seja, o coração da atividade administrativa de cada órgão.
O segundo é o de Analista Judiciário da Área Administrativa, cargo voltado para atividades de gestão, planejamento e assessoramento.
Por fim, temos o Analista Judiciário da Área Judiciária, normalmente destinado a candidatos formados em Direito e que atuarão diretamente com processos e atividades jurídicas.
Embora existam diferenças entre os cargos, incluindo a de nomenclatura (a depender do órgão estadual), por exemplo, boa parte das disciplinas básicas é comum a todos eles.
Se eu tivesse que orientar um iniciante em apenas uma frase, diria o seguinte: comece pelas matérias que aparecem em praticamente todos os editais.
Essas disciplinas serão a fundação da sua preparação.
Não importa qual seja o tribunal. Português estará lá.
Aliás, não raramente é uma das matérias mais importantes da prova (e com mais questões presentes).
O candidato deve desenvolver conhecimentos em interpretação de textos, gramática, sintaxe, concordância, regência, pontuação, crase e redação oficial.
Costumo dizer que um bom desempenho em Português gera reflexos positivos em toda a prova. Afinal, todas as disciplinas dependem de uma boa capacidade de leitura e interpretação.
Outra disciplina extremamente frequente.
Os editais costumam cobrar conhecimentos sobre sistemas operacionais, pacote Office, internet, computação em nuvem, segurança da informação e ferramentas colaborativas.
É uma matéria que muitos candidatos subestimam no início e acabam pagando caro por isso.
O famoso RLM costuma assustar quem possui pouca afinidade com números, mas a realidade é que seu conteúdo é bastante treinável.
Os principais tópicos envolvem lógica proposicional, argumentação lógica, porcentagem, probabilidade, análise combinatória e resolução de problemas.
Com prática constante, o desempenho evolui de forma significativa.
Depois de construir uma base sólida nas matérias gerais, chega o momento de avançar para os conteúdos jurídicos.
Aqui encontramos algumas das disciplinas mais importantes para a área de tribunais.
Se existe uma matéria obrigatória para quem deseja ingressar no Poder Judiciário, ela é o Direito Constitucional.
Os editais costumam cobrar temas como direitos fundamentais, organização do Estado, Administração Pública, Poder Judiciário e controle de constitucionalidade.
Além de muito presente nas provas, é uma disciplina que serve de alicerce para diversas outras matérias jurídicas.
Ao lado do Constitucional, forma a dupla mais importante da área.
O candidato deve dominar temas como atos administrativos, poderes administrativos, agentes públicos, licitações, contratos administrativos e responsabilidade civil do Estado, por exemplo.
Praticamente não existe concurso de tribunal sem essa disciplina.
Essas matérias aparecem principalmente para cargos da área judiciária, mas também são vistas com frequência em alguns cargos da área administrativa.
Em Direito Civil, os temas mais frequentes envolvem pessoas, bens, obrigações, contratos e responsabilidade civil.
Já no Direito Penal, o foco costuma estar na teoria do crime, aplicação da lei penal, penas e crimes contra a Administração Pública.
Se o Direito Civil e o Direito Penal apresentam as regras materiais, os processos mostram como essas regras são aplicadas dentro do Judiciário.
Por isso, Processo Civil e Processo Penal costumam ter grande relevância, especialmente para os cargos da área judiciária.
Quem pretende disputar vagas da área administrativa, principalmente, também deve dedicar atenção a algumas matérias específicas.
Normalmente envolve temas como planejamento, organização, liderança, controle e gestão estratégica.
São conhecimentos muito valorizados para funções de gestão e assessoramento.
Nos últimos anos, essa disciplina ganhou ainda mais espaço nos concursos.
Os editais costumam abordar governança, gestão por resultados, gestão de processos, modelos de administração pública e qualidade no serviço público.
A conhecida AFO aparece com frequência crescente.
O candidato deve compreender conceitos relacionados ao orçamento público, PPA, LDO, LOA, receitas, despesas e responsabilidade fiscal.
Embora seja uma disciplina considerada técnica, ela costuma apresentar excelente relação entre esforço e retorno.
Depois de construir uma boa base, chega o momento de direcionar os estudos para o ramo de tribunal que mais desperta seu interesse.
Nos concursos dos TREs e do TSE, o candidato deve estudar:
São assuntos que costumam ter peso elevado nas provas.
Nos concursos dos TRTs e do TST, ganham destaque:
Quem pretende seguir nessa área precisa dedicar atenção especial a essas disciplinas.
Já nos concursos do STM e dos tribunais militares, normalmente aparecem:
Embora sejam conteúdos mais específicos, tornam-se fundamentais para quem deseja atuar nesse ramo do Judiciário.
Se você está iniciando agora, minha sugestão é simples: não tente estudar tudo ao mesmo tempo.
Primeiro, concentre seus esforços em Português, Informática, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional e Direito Administrativo.
Quando essas disciplinas começarem a ganhar consistência, avance para Processo Civil, Processo Penal, Direito Civil, Direito Penal e as matérias administrativas.
Somente depois disso vale a pena incluir as disciplinas específicas dos tribunais eleitorais, trabalhistas ou militares.
Essa estratégia permite construir uma preparação sólida e, ao mesmo tempo, manter diversas oportunidades abertas.
Uma das maiores vantagens da área de tribunais é justamente a possibilidade de aproveitar os estudos em vários concursos diferentes.
Por isso, o concurseiro iniciante não precisa se preocupar em escolher imediatamente um único tribunal ou um único edital. O mais importante é construir uma base forte nas disciplinas que aparecem em praticamente todos os certames.
Ao fazer isso, você estará preparando o terreno para aproveitar oportunidades nos Tribunais de Justiça, TRFs, TRTs, TREs e diversos outros órgãos do Poder Judiciário.
E, na minha experiência, esse costuma ser um dos caminhos mais inteligentes para quem deseja construir uma carreira sólida no serviço público.
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