O presente artigo, com título “Abandono de assuntos nos estudos”, visa dar dicas para a situação comum para muitos concurseiros, que prestam provas para bancas como a CEBRASPE, por exemplo. Ter que tomar a decisão de abandonar o estudo de alguns assuntos do edital do concurso.
Muitas vezes o edital é extenso, e não há tempo hábil para fechar ele como um todo. Decidir abandonar algum assunto pode ser eficiente. Mas é uma decisão estratégica, que envolve riscos, e deve ser bem pensada.
Pensando em ajudar na análise dos porquês, dos riscos, das perdas e ganhos e na tomada de decisão sobre abandono de assuntos, foi escrito este artigo, visando ajudar o candidato, de forma reflexiva e sem muitas regras específicas, mais algo motivador e dicas.
Iniciando a análise sobre abandono de assuntos nos estudos, aborda-se o fato de que não é necessário saber tudo que o edital cobra.
Existe uma ilusão comum entre candidatos a concurso público que é a de que para ser aprovado na prova, é necessário dominar o conteúdo integral do edital. Isso quase nunca é verdade. Às vezes a previsão é muito grande, e caem questões de apenas parte do exigido.
Com um edital extenso, é necessário colocar prioridades no que estudar e no que não estudar. A meta é maximizar os pontos de acerto na prova. Não cumprir a tarefa de fechar edital por obrigação, orgulho, ou na ilusão de que tudo cai com o mesmo peso.
Existe uma diferença entre não saber e decidir não estudar. O não saber ocorre por falta de tempo, planejamento, organização ou conhecimento do edital. Já a decisão de não estudar é escolha e priorização do tempo. Um candidato bem preparado e que utiliza estratégia não desconhece lacunas, ele escolhe quais lacunas vai aceitar nos seus estudos.
Continuando com a temática abandono de assuntos nos estudos, são apresentadas dicas de como abandonar assuntos com estratégia.
Critérios que podem ser utilizados para escolher estrategicamente as lacunas são: conteúdo muito extenso no edital para poucas questões esperadas, tema com pouco histórico de cobrança na banca examinadora da prova.
Além de analisar o fato do custo de aprendizagem poder ser maior que o possível retorno. Ou a proximidade da data da prova não acabar não permitindo estudar tudo.
Assim, a dica é priorizar conteúdos mais previsíveis, e que apresentam maior chance de rendimento.
Outro ponto importante é saber o quanto se está disposto a perder. Os riscos do abandono devem ser calculados. Deve-se pensar na pontuação esperada e não só na quantidade de estudos.
É bom analisar a incidência, peso e dificuldade do que se pretende abrir mão de estudar. Uma boa estratégia é admitir pequenas perdas para aumentar o resultado global, necessário para a aprovação na prova.
Dando prosseguimento ao tema abandono de assuntos nos estudos, analisa-se o que se pode ganhar ao abandonar assuntos.
Ao se abandonar o estudo de alguns assuntos, é possível ganhar mais do recurso mais valioso e precioso nos estudos para concursos, que é o tempo.
Porém o tempo que se ganha deve ser bem direcionado, para algo mais produtivo. É deixar de estudar o assunto X (julgado menos relevante na priorização), para estudar o assunto Y (julgado importante no peso total da prova do concurso).
Na sequência da análise sobre abandono de assuntos nos estudos, tece-se dissertação sobre o fato de que abandonar assuntos não significa ignorá-los.
Abandonar um assunto não significa ignorá-lo totalmente. É possível trabalhar com diferentes níveis de profundidade de estudo.
Ao invés de excluir um assunto, é possível estudar os pontos mais cobrados e os conceitos básicos, talvez utilizando de 20% a 30% do esforço total. Criando, assim, uma cobertura mínima para assuntos de menor prioridade.
Outro ponto é que o abandono de um assunto não é permanente. Para uma prova o assunto pode ser abandonado, e para outro concurso voltar ao planejamento. Pode-se reavaliar prioridades conforme desempenho, proximidade da prova e edital.
Finalizando o artigo “Abandono de assuntos nos estudos”, aborda-se a possibilidade de tendencialismo no abandono de assuntos.
A dificuldade do assunto não mede a importância dele na prova do concurso. Assuntos difíceis podem ser diferenciais quando possuem peso e incidência relevantes.
O candidato pode usar artifícios para escolher abandonar matérias difíceis e desconfortáveis. O abandono de assunto estratégico deve ser baseado em evidências, não em aversão ao assunto ou emoção.
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