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Olá, alunos do Estratégia! Como estão? Para você que busca a aprovação em concursos, dominar a conjugação verbal é primoridal. No entanto, existe um grupo de verbos que não segue o padrão dos outros verbos: os verbos defectivos.
Eles são chamados assim porque apresentam uma “deficiência” ou “defeito” em sua conjugação, deixando de existir em certas pessoas, tempos ou modos. E, por conta disso, é um assunto que as bancas gostam de explorar.
Neste artigo, você entenderá o conceito de verbos defectivos, suas classificações e os principais exemplos cobrados em prova.
Eles são aqueles verbos que têm defeito de conjugação, visto que não são conjugados em todas as pessoas, normalmente pela semelhança que a conjugação teria com outro verbo (por exemplo: falar e falir: eu falo), ou pelo som estranho: “ela computa”.
Em grande parte dos casos, são conjugados só na primeira e segunda pessoa do plural do modo indicativo, na segunda pessoa do plural do modo imperativo e não possuem flexões no presente do subjuntivo (porque não têm o presente do indicativo).
Uma observação: o presente do subjuntivo deriva do radical da primeira pessoa do singular do presente do indicativo, em síntese, “eu faço” vira “que eu faça”.
Assim, quando o verbo não tem a primeira pessoa do singular do indicativo, não terá o presente do subjuntivo. Por consequência, não terá as formas de imperativo que também derivam do subjuntivo.
Só para ilustrar, veja a seguir exemplos de verbos defectivos: delinquir, fulgir (resplandecer), feder, aturdir, bramir, esculpir, extorquir, retorquir, soer (costumar: ter costume de), abolir, banir, brandir, carpir, colorir, computar, delir, explodir, ruir, exaurir, demolir, puir.
Por fim, não confunda verbos defectivos com verbos abundantes. Enquanto o defectivo “falta” (ex: precaver), o abundante “sobra” (ex: impresso e imprimido). Em concursos, o foco no defectivo é quase sempre na sua inexistência em formas rizotônicas (acentuadas no radical).
Os verbos impessoais são aqueles que não possuem sujeito e, por isso, aparecem apenas na 3ª pessoa do singular.
O principal exemplo é o verbo haver, no sentido de existir:
Da mesma forma, verbos que indicam tempo decorrido:
Também entram nessa categoria verbos que indicam fenômenos naturais quando usados de forma impessoal:
Nesses casos, a defectividade decorre da própria estrutura da língua: não há sentido lógico em conjugar o verbo em outras pessoas.
Os verbos unipessoais são aqueles que, embora tenham sujeito, são utilizados apenas na 3ª pessoa, geralmente por se referirem a fenômenos da natureza ou comportamentos típicos de animais.
Exemplos:
Note que, embora haja sujeito, o uso costuma restringir-se à terceira pessoa, especialmente em contextos tradicionais.
A diferença em relação aos impessoais é que aqui existe sujeito, ainda que o uso seja limitado. Em concursos, essa distinção pode aparecer de forma indireta, exigindo atenção do candidato.
Este é o grupo mais cobrado em provas. São verbos que não apresentam algumas formas, geralmente por razões fonéticas ou por tradição de uso.
Entre os exemplos clássicos, destacam-se:
Esses verbos pertencem, em geral, à 3ª conjugação (-ir) e apresentam lacunas principalmente no presente do indicativo e no presente do subjuntivo.
Uma estratégia útil é observar que muitos deles não admitem formas na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o que impacta automaticamente o subjuntivo (já que este deriva daquele).
Conforme tópico anterior, alguns verbos são mais cobrados pelas bancas, porque é um prato cheio para o candidato errar. O segredo para gabaritar é memorizar quais tempos e pessoas podem ser conjugadas nesses verbos. A seguir está a lista dos famosos verbos.
Esses últimos verbos apenas são conjugados com nós e vós no presente do indicativo, nós precavemos/reavemos e vós precaveis/reaveis.
Como dito anteriormente, como o presente do indicativo é a base do presente do subjuntivo, esses verbos não são conjugados nesse tempo.
Uma dica que vai te ajudar na hora da prova é saber que o verbo reaver só se conjuga naquelas pessoas em que o verbo Haver tem “v”. Veja a seguir o padrão, na primeira pessoa de cada tempo: reouve, reavia, reouvera, reaverei, reaveria.
Por fim, lembre-se: quando você travar na hora de conjugar, a solução é a substituição por um sinônimo ou o uso de uma locução verbal (ex: “estou colorindo” em vez de tentar conjugar o verbo diretamente).
Em síntese, os verbos defectivos representam um ponto específico, mas recorrente, nas provas de Língua Portuguesa.
Ao dominar os principais exemplos e reconhecer padrões de uso, o candidato reduz significativamente o risco de erro. Trata-se de um tema de alto custo-benefício: pequeno em extensão, mas decisivo em questões de prova.
Por fim, espero que o artigo seja útil para a sua preparação. Desejo bons estudos e boa sorte em sua jornada!
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