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Verbos defectivos: resumo para concursos

Olá, alunos do Estratégia! Como estão? Para você que busca a aprovação em concursos, dominar a conjugação verbal é primoridal. No entanto, existe um grupo de verbos que não segue o padrão dos outros verbos: os verbos defectivos.

Eles são chamados assim porque apresentam uma “deficiência” ou “defeito” em sua conjugação, deixando de existir em certas pessoas, tempos ou modos. E, por conta disso, é um assunto que as bancas gostam de explorar.

Neste artigo, você entenderá o conceito de verbos defectivos, suas classificações e os principais exemplos cobrados em prova.

O que são verbos defectivos?

Eles são aqueles verbos que têm defeito de conjugação, visto que não são conjugados em todas as pessoas, normalmente pela semelhança que a conjugação teria com outro verbo (por exemplo: falar e falir: eu falo), ou pelo som estranho: “ela computa”.

Em grande parte dos casos, são conjugados só na primeira e segunda pessoa do plural do modo indicativo, na segunda pessoa do plural do modo imperativo e não possuem flexões no presente do subjuntivo (porque não têm o presente do indicativo).

Uma observação: o presente do subjuntivo deriva do radical da primeira pessoa do singular do presente do indicativo, em síntese, “eu faço” vira “que eu faça”.

Assim, quando o verbo não tem a primeira pessoa do singular do indicativo, não terá o presente do subjuntivo. Por consequência, não terá as formas de imperativo que também derivam do subjuntivo.

Só para ilustrar, veja a seguir exemplos de verbos defectivos: delinquir, fulgir (resplandecer), feder, aturdir, bramir, esculpir, extorquir, retorquir, soer (costumar: ter costume de), abolir, banir, brandir, carpir, colorir, computar, delir, explodir, ruir, exaurir, demolir, puir.

Por fim, não confunda verbos defectivos com verbos abundantes. Enquanto o defectivo “falta” (ex: precaver), o abundante “sobra” (ex: impresso e imprimido). Em concursos, o foco no defectivo é quase sempre na sua inexistência em formas rizotônicas (acentuadas no radical).

Classificação dos verbos defectivos

Verbos impessoais

Os verbos impessoais são aqueles que não possuem sujeito e, por isso, aparecem apenas na 3ª pessoa do singular.

O principal exemplo é o verbo haver, no sentido de existir:

  • Há muitas opções disponíveis.
    (Não se diz: “havem muitas opções”)

Da mesma forma, verbos que indicam tempo decorrido:

  • Há dois anos não estudo essa matéria.

Também entram nessa categoria verbos que indicam fenômenos naturais quando usados de forma impessoal:

  • Choveu muito ontem.

Nesses casos, a defectividade decorre da própria estrutura da língua: não há sentido lógico em conjugar o verbo em outras pessoas.

Verbos unipessoais

Os verbos unipessoais são aqueles que, embora tenham sujeito, são utilizados apenas na 3ª pessoa, geralmente por se referirem a fenômenos da natureza ou comportamentos típicos de animais.

Exemplos:

  • O cachorro latiu a noite toda.
  • As galinhas cacarejam no quintal.

Note que, embora haja sujeito, o uso costuma restringir-se à terceira pessoa, especialmente em contextos tradicionais.

A diferença em relação aos impessoais é que aqui existe sujeito, ainda que o uso seja limitado. Em concursos, essa distinção pode aparecer de forma indireta, exigindo atenção do candidato.

Verbos que não se conjugam em todas as pessoas

Este é o grupo mais cobrado em provas. São verbos que não apresentam algumas formas, geralmente por razões fonéticas ou por tradição de uso.

Entre os exemplos clássicos, destacam-se:

  • Abolir → evita-se “eu abolo”
  • Colorir → evita-se “eu coloro”
  • Demolir → evita-se “eu demolo”
  • Falir → evita-se “eu falo” (para não confundir com o verbo falar)

Esses verbos pertencem, em geral, à 3ª conjugação (-ir) e apresentam lacunas principalmente no presente do indicativo e no presente do subjuntivo.

Uma estratégia útil é observar que muitos deles não admitem formas na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, o que impacta automaticamente o subjuntivo (já que este deriva daquele).

Verbos clássicos cobrados em prova

Conforme tópico anterior, alguns verbos são mais cobrados pelas bancas, porque é um prato cheio para o candidato errar. O segredo para gabaritar é memorizar quais tempos e pessoas podem ser conjugadas nesses verbos. A seguir está a lista dos famosos verbos.

  • Adequar: Este é o que o pessoal mais erra. Você provavelmente já ouviu alguém falar ou você mesmo já falou “eu me adequo”, mas o verbo é defectivo. No Presente do Indicativo, ele só é conjugado nas formas arrizotônicas (nós adequamos, vós adequais).
  • Colorir e Abolir: Ambos não possuem a 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo. Se não existe “eu coloro” nem “eu abolo”, também não existem as formas do Presente do Subjuntivo (que eu colora, que eu abola).
  • Falir: Da mesma forma, no Presente do Indicativo, só apresenta o “nós falimos” e “vós falis”. Você nunca verá um empresário dizer “eu falo” (no sentido de falência) em uma prova de português.
  • Reaver e Precaver – estes também apresentam conjugação incompleta em alguns tempos.

Esses últimos verbos apenas são conjugados com nós e vós no presente do indicativo, nós precavemos/reavemos e vós precaveis/reaveis.

Como dito anteriormente, como o presente do indicativo é a base do presente do subjuntivo, esses verbos não são conjugados nesse tempo.

Uma dica que vai te ajudar na hora da prova é saber que o verbo reaver só se conjuga naquelas pessoas em que o verbo Haver tem “v”. Veja a seguir o padrão, na primeira pessoa de cada tempo: reouve, reavia, reouvera, reaverei, reaveria.

Por fim, lembre-se: quando você travar na hora de conjugar, a solução é a substituição por um sinônimo ou o uso de uma locução verbal (ex: “estou colorindo” em vez de tentar conjugar o verbo diretamente).

Considerações finais

Em síntese, os verbos defectivos representam um ponto específico, mas recorrente, nas provas de Língua Portuguesa.

Ao dominar os principais exemplos e reconhecer padrões de uso, o candidato reduz significativamente o risco de erro. Trata-se de um tema de alto custo-benefício: pequeno em extensão, mas decisivo em questões de prova.

Por fim, espero que o artigo seja útil para a sua preparação. Desejo bons estudos e boa sorte em sua jornada!

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Juliana Bastos Martins Alves

Técnica Legislativa na Câmara Municipal de São Paulo. Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo/SP. Pós-graduada em Processo Civil pela Escola Superior do Ministério Público (ESMP).

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