Aprenda os conceitos essenciais sobre técnicas de amostragem com um resumo para as principais provas de concursos.

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês?

A amostragem é um dos temas centrais da Estatística e possui grande relevância em concursos públicos, especialmente nas áreas fiscal, controle, tribunais e bancárias. Muitas decisões administrativas, pesquisas oficiais e estudos econômicos são baseados em técnicas de amostragem.

Bancas como FGV, Cebraspe e FCC costumam cobrar tanto conceitos quanto a identificação correta do tipo de amostragem utilizado em situações práticas. Além disso, é comum a comparação entre métodos probabilísticos e não probabilísticos.

Neste artigo, vamos entender como as técnicas de amostragem funcionam, com explicações que facilitam a compreensão, para que você possa revisar a matéria de forma rápida e estratégica.

Confira os tópicos que serão abordados:

  • O que é amostragem;
  • Principais técnicas;
  • Tamanho da amostra;
  • Tipos de erros;
  • Exemplo prático;
  • Resumo.

O Que é Amostragem

A amostragem é o processo de seleção de uma parte representativa de uma população, com o objetivo de obter informações sobre o todo.

Em termos simples:

  • População → conjunto total de elementos de interesse
  • Amostra → subconjunto da população

Como nem sempre é viável estudar todos os elementos de uma população (por custo, tempo ou inviabilidade operacional), utiliza-se a amostragem para realizar inferências estatísticas, ou seja, utilizar dados de uma amostra para tirar conclusões, fazer previsões ou tomar decisões sobre uma população.

Em concursos, é comum a cobrança da ideia de representatividade e da redução de custos associada à amostragem.

Técnicas de Amostragem

As técnicas de amostragem podem ser divididas em dois grupos principais:

  • Métodos probabilísticos
  • Métodos não probabilísticos

Em concursos, é comum a banca exigir que o candidato identifique se o método é probabilístico ou não.

Métodos Probabilísticos

Na amostragem probabilística, todos os elementos da população possuem probabilidade conhecida e diferente de zero de serem selecionados. Esses métodos permitem inferência estatística com base na matemática formal.

1) Amostragem Aleatória Simples

Nesse tipo de amostragem, cada elemento tem a mesma chance de ser escolhido. Além disso, pode ser realizada com ou sem reposição.

Dica: é um dos modelos mais cobrados em provas conceituais.

2) Amostragem Sistemática

Aqui, os elementos são selecionados segundo um intervalo fixo. Porém, a escolha do primeiro elemento deve ser aleatória.

Por exemplo: selecionar 1 a cada 10 elementos de uma lista ordenada.

3) Amostragem Estratificada

Na estratificação, a população é dividida em grupos homogêneos (estratos), e realiza-se uma amostragem dentro de cada grupo.

É uma técnica muito utilizada quando há heterogeneidade na população. Além disso, questões costumam explorar a ideia de aumento de precisão gerado por esse tipo de amostragem.

4) Amostragem por Conglomerados

Nessa técnica, a população é dividida em grupos heterogêneos (conglomerados), e alguns grupos são selecionados aleatoriamente. Além disso, cada grupo selecionado é integralmente avaliado.

É comum quando a população é geograficamente dispersa.

Métodos Não Probabilísticos

Na amostragem não probabilística, não é possível determinar formalmente a probabilidade de seleção de cada elemento. Esses métodos são mais simples, porém limitam a inferência estatística. Ou seja, não se pode generalizar para a população as conclusões obtidas para a amostra.

1) Amostragem por Conveniência

Seleciona-se quem está disponível.

Por exemplo: entrevistar pessoas que passam na rua.

2) Amostragem por Julgamento

O pesquisador escolhe os elementos que considera mais representativos.

3) Amostragem por Quotas

Seleciona-se uma quantidade pré-definida de indivíduos com determinadas características. Esse tipo de amostragem é muito comum em pesquisas eleitorais preliminares.

Tamanho da Amostra

O tamanho da amostra é parte fundamental da amostragem e depende de diversos fatores:

  • Nível de confiança desejado
  • Margem de erro
  • Variabilidade dos dados
  • Tamanho da população

Quanto maior o nível de confiança e menor a margem de erro, maior deverá ser a amostra.

Relações importantes:

  • Maior confiança → maior amostra
  • Menor margem de erro → maior amostra

Em termos práticos:

  • Maior dispersão → maior amostra necessária
  • Maior precisão → maior amostra necessária

Fique atento: algumas provas podem exigir o entendimento conceitual da relação entre margem de erro e tamanho da amostra, mesmo sem cobrança direta de fórmulas.

Tipos de Erros

Um ponto muito importante dentro do tema amostragem é a distinção entre tipos de erro.

Erro Amostral

É o erro decorrente do fato de se utilizar uma amostra em vez da população inteira. Ele ocorre naturalmente e pode ser reduzido com:

  • Aumento do tamanho da amostra
  • Técnicas probabilísticas adequadas

Está relacionado à margem de erro.

Erro Não Amostral

Não está relacionado ao tamanho da amostra.

Pode ocorrer por:

  • Questionários mal elaborados
  • Falhas na coleta
  • Respostas incorretas
  • Erros de registro

Atenção: aumentar o tamanho da amostra não corrige erro não amostral. Esse é um ponto clássico de pegadinha.

Exemplo Prático – Amostragem Estratificada x Conglomerados

Considere uma cidade com 10.000 alunos da rede pública. O objetivo é estimar a média de notas.

A cidade possui:

  • Escolas centrais
  • Escolas periféricas

E também possui 50 escolas distribuídas por bairros.

Situação 1 – Amostragem Estratificada

Divide-se a população em dois estratos:

  • Escolas centrais
  • Escolas periféricas

Em seguida, sorteia-se uma amostra de alunos dentro de cada grupo.

Aqui, os grupos são internamente homogêneos (alunos com características semelhantes dentro do estrato).

Objetivo: aumentar a precisão da estimativa.

Situação 2 – Amostragem por Conglomerados

Divide-se a população por escolas (cada escola é um conglomerado).

Sorteiam-se, por exemplo, 5 escolas e todos os alunos das escolas sorteadas participam da amostra.

Aqui, cada conglomerado é internamente heterogêneo, representando a diversidade da população.

Objetivo: reduzir custo e facilitar logística.

Diferença-chave para provas

EstratificadaConglomerados
Grupos homogêneosGrupos heterogêneos
Sorteio dentro de cada grupoSorteio de grupos inteiros
Aumenta precisãoReduz custo operacional

Resumo – Técnicas de Amostragem

Para te ajudar a revisar tudo o que vimos até aqui sobre as técnicas de amostragem, de forma rápida e estratégica, preparamos um resumo:

TécnicaCaracterística
Aleatória SimplesTodos têm mesma chance
SistemáticaIntervalo fixo
EstratificadaDivisão em grupos homogêneos
ConglomeradosDivisão em grupos heterogêneos
ConveniênciaElementos disponíveis
JulgamentoEscolha subjetiva
QuotasQuantidade pré-fixada por grupo

Finalizando

A amostragem é essencial para viabilizar estudos estatísticos quando a análise da população completa é inviável. O domínio das técnicas de amostragem permite ao candidato identificar corretamente o método aplicado e compreender suas implicações.

Em concursos públicos, as bancas costumam explorar diferença entre métodos probabilísticos e não probabilísticos, identificação do tipo de amostragem em exemplos práticos e relação entre tamanho da amostra e margem de erro. Uma preparação consistente exige não apenas memorização, mas compreensão da lógica de cada técnica de amostragem. A chave para o domínio está na prática.

É importante reforçar que este conteúdo deve ser utilizado como complemento ao material em PDF, onde a abordagem é aprofundada e completa. Além disso, é fundamental praticar com muitas questões, preferencialmente separadas por banca, para entender as diferentes formas de cobrança.

Quer se aprofundar no tema? O Estratégia Concursos disponibiliza materiais em PDF completos e atualizados, com teoria detalhada, questões comentadas e videoaulas direcionadas para cada concurso. Com prática e um bom material, você estará preparado para resolver qualquer questão de técnicas de amostragem que aparecer na sua prova.

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Bons estudos e até a próxima!

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Vinícius Consolin Smarzaro

Auditor Fiscal da Receita Estadual do Paraná. Mestre e Bacharel em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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