Entenda neste artigo quando usar há ou à, uma dúvida bastante recorrente e que é explorada em provas de concurso.
Fala, pessoal! Neste artigo, discutiremos uma dúvida bastante comum, que leva até mesmo pessoas com alto grau de instrução a cometer erros de português: qual é a diferença entre “há” e “à”? Em que situação deve-se utilizar cada uma dessas formas?
De fato, essa é uma das situações que ocorrem na língua portuguesa em que as palavras têm o mesmo som, porém a grafia e o significado são diferentes. Por isso, surge o problema na hora de escrever.
A utilização das duas formas – “há” e “à” – é corriqueira, pertence à linguagem do dia a dia; assim, uma vez que os conceitos forem entendidos, não faltarão oportunidades para colocar o aprendizado em prática, seja em conversas informais com amigos pelo celular, seja em e-mails ou documentos formais de trabalho. Vamos lá?
Em muitos casos, o “há” é uma forma do verbo HAVER que indica a existência de algo, como nos exemplos abaixo:
Há um livro em cima da mesa.
Há algumas oportunidades de emprego na nova fábrica.
Não há razões para demitir o rapaz.
Nessas situações, é possível substituir o verbo HAVER por EXISTIR, sem prejuízo de sentido:
Existe um livro em cima da mesa.
Existem algumas oportunidades de emprego na nova fábrica.
Não existem razões para demitir o rapaz.
O “há” pode também ser utilizado para se referir a tempo decorrido:
Li esse livro há cinco dias.
Essa família mora aqui há muito tempo.
Há dois anos, eu estava trabalhando neste mesmo lugar.
Nesse sentido, o verbo HAVER tem o sentido de “faz” ou “tem”.
É preciso ter atenção, pois nem toda expressão temporal implica o uso do “há”. Quando indica tempo futuro, utiliza-se apenas preposição “a”.
Daqui a alguns dias, receberei visitas.
Ele chegará em casa daqui a dez minutos.
A preposição “a” sozinha pode ainda indicar distância, como nos exemplos:
Eu moro a duas horas da praia.
O museu está a dois quilômetros do hotel.
Estamos a poucos metros de casa.
O “a” com o acento grave, ou “a craseado”, é uma contração da preposição “a” com o artigo definido feminino “a”. Vejamos:
As crianças foram à loja de brinquedos escolher seus presentes.
O verbo “ir” – no exemplo, conjugado na terceira pessoa do plural do pretérito perfeito – exige a preposição “a”: ir a algum lugar.
Ademais, “loja” é um substantivo feminino que aceita o artigo feminino “a”.
Assim, ocorre a fusão entre a preposição que sucede o verbo “ir” e o artigo que antecede o substantivo feminino, o que resulta no emprego do acento grave.
Em geral, para confirmar o uso de “à”, pode-se lançar mão do seguinte teste: se a palavra que sucede o “à” fosse masculina, seria possível trocar “à” por “ao”?
Vamos aplicar em um exemplo:
Vou à praia amanhã.
Se “praia” fosse substituída por uma palavra masculina – como “clube” –, a frase seria assim reescrita:
Vou ao clube amanhã.
Assim, verificamos que o acento grave foi corretamente utilizado, como nestes outros exemplos:
O professor se referiu à carta que o aluno escreveu. (ao documento)
O detetive entregou as provas à polícia. (ao investigador)
Para saber quando usar há ou à, é importante também conhecer outros casos em que se emprega o acentro grave.
O acento grave também é empregado antes de locuções indicativas de horas, como nos exemplos abaixo:
Chegarei às quatro horas.
O evento irá começar às 10h.
Estarei em casa às oito horas da noite.
Nas situações em que aparecem essas expressões, sempre o acento grave será utilizado:
Às vezes, vou correr com meu filho.
Cheguei à noite do trabalho.
Eles finalizaram o evento às pressas, após o incidente.
Outros exemplos de expressões: à tarde, à direita, à toa, à moda da casa, à medida que.
Em muitas situações, é possível ter segurança quanto à não utilização da crase a partir de critérios eliminatórios. Vejamos os principais.
Não se usa crase:
Comecei a estudar inglês ontem.
O bebê começou a comer alimentos sólidos.
Não chegaram a falar sobre o assunto.
O menino foi a pé para casa.
As crianças andaram a cavalo na fazenda.
Compraram todos os móveis a prazo.
Encaminhei a você todas as informações necessárias.
Não gosto de pedir nada a ninguém.
Falei a ela sobre seu interesse na vaga.
A família foi a uma festa em outra cidade.
O juiz fez referência a uma prova interessante.
Os participantes devem chegar a uma decisão unânime.
E assim finalizamos mais um artigo! Ótimos estudos e até o próximo!
Lara Dourado
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