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O artigo de hoje será um estudo sobre a Nova Gestão Pública (NGP) ou gerencialismo. Iremos apresentar um resumo sobre o tema, com foco em como o assunto é cobrado pelas bancas.
Olá, estrategista! Esperamos que estejam bem e focados para mais um estudo.
A Administração Pública e a forma de gerenciar processos já passou por alguns modelos. Você deve se lembrar deles, não é mesmo: são os modelos patrimonialistas, burocrático e o gerencial.
Importante ressaltar que os modelos não se excluíram a medida que foram implementados, sendo possível verificar a presença dos três, ainda que atualmente, o predominante seja o modelo gerencial.
Modelo Patrimonialista
O modelo patrimonialista é marcado pelo clientelismo, o estado era uma extensão do poder soberano, não havia divisão de carreiras públicas e o patrimônio público se confundia com o particular. Este modelo era típico das monarquias.
Modelo Burocrático
Já no século XIX, Max Weber, idealizou uma nova forma de administração pública, a chamada administração burocrática. Com o desenvolvimento do capitalismo e da solidificação da democracia, tornou-se imperativa a divisão patrimonial, não podendo mais se confundir o patrimônio público e privado.
No Brasil, a administração burocrática, surgiu no Governo de Vargas, em 1930, na chamada primeira Reforma Administrativa, em que foi instituído o Departamento de Administração do Serviço Público.
A grande característica do modelo burocrático é a busca pela impessoalidade, modulando a Administração Pública de forma hierarquizada, com a implementação de controles nas diversas fases dos procedimentos administrativos. Também tem como cerne a especialização e profissionalização dos agentes, com padronização de processos, inserção de comunicação formal.
Entretanto, o modelo burocrático, não acompanhou a rapidez exigida pela sociedade. A lentidão dos processos e até mesmo o excessos de procedimentos, fez emergir críticas duras a esta forma de Administração.
Sendo assim, passou-se a desenvolver a administração gerencial.
No Brasil, este novo modelo iniciou-se em 1990, tendo sido alavancado como a solução para os problemas do modelo burocrático.
Dessa forma, a NGP tem como cerne o foco nos resultados, tratando os cidadãos como cliente e com a implementação de práticas consolidadas na esfera privada, no setor público.
O excesso de processos do modelo burocrático despendia grande quantidade de recursos. Sendo assim, com a redução de processos, o intuito era reduzir também os custos, com implementação de estratégias de gestão mais eficientes e eficazes.
Com o NGP foi implementado o PDCA (planejamento, direção, comunicação, controle e avaliação) na administração pública.
Foram inseridas noções de custos da qualidade, relacionando custos de prevenção para evitar a ocorrência de erros e, ainda, custos de avaliação do serviço prestado.
E, ainda, internalizados os seguintes princípios:
A Nova Gestão Pública pode ser dividia em duas gerações ou fases. A primeira, iniciou-se em 1970 no Reino Unido, tinha como objetivo que as instituições públicas funcionassem nos mesmo moldes da iniciativa privada. Uma visão construída a partir das teorias do liberalismo econômico, vinculado, com a autorregulação do mercado e livre iniciativa.
Na segunda geração do NGP, busca-se como prioridade a qualidade no serviço prestado, a consolidação do controle social através de prestação de contas (accountability) e transparência pública e, portanto, a maior participação popular na administração.
Atualmente, aliada a tais noções, são implementadas no setor público conceitos de compliance e governança, os quais, aliadas às novas tecnologias, tendem a construir uma visão integrada e holística de gestão pública, com serviços integrados e coesos.
Essas são as ideias centrais do nosso estudo sobre a Nova Gestão Pública ou gerencial.
Essa nova forma de gerir a coisa pública é resposta as novas dinâmicas sociais, exigindo do Poder Público menos burocracia e mais rapidez na tomada de decisão e implementação de soluções.
Lembre-se, apesar do nosso estudo ter abordado vários conceitos, este artigo não substitui a leitura do material completo.
Do mesmo modo, a resolução de questões continua sendo a melhor forma de treino e consolidação do conhecimento, sempre separe um tempo na sua preparação para conhecer a forma de cobrança da banco da sua próxima prova.
Ficamos por aqui, esperamos que o texto tenha sido útil e, caso tenham surgido dúvidas, estamos sempre a disposição para saná-las.
Uma abraço e até a próxima, pessoal!
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