Olá, concurseiros! Preparados para aprender mais sobre um conceito essencial da microeconomia? Hoje vamos estudar a elasticidade-preço da demanda, tema fundamental que tem aparecido frequentemente em provas das áreas fiscal, principalmente.
O assunto foi dividido nos seguintes tópicos com a finalidade de um melhor entendimento:
A elasticidade-preço da demanda mede como a quantidade demandada de um bem responde às variações em seu preço. Dessa forma, em termos técnicos (tome nota!): mede a variação percentual na quantidade demandada resultante de uma variação percentual no preço, mantendo-se constantes os demais fatores (ceteris paribus).
A fórmula matemática é: EPD = (ΔQ/Q) / (ΔP/P) ou EPD = (ΔQ/ΔP) × (P/Q)
Onde EPD = Elasticidade-preço da demanda, ΔQ = Variação na quantidade, Q = Quantidade inicial, ΔP = Variação no preço, P = Preço inicial.
A elasticidade geralmente apresenta sinal negativo, refletindo a lei da demanda (relação inversa entre preço e quantidade). Por convenção, trabalha-se frequentemente com o valor absoluto para facilitar a interpretação.
A demanda elástica se caracteriza por elasticidade-preço superior a 1 em valor absoluto (|EPD| > 1), indicando desse modo que a variação percentual na quantidade demandada supera a variação percentual no preço.
Quando a demanda é elástica, um aumento de 10% no preço resulta em redução superior a 10% na quantidade demandada, por exemplo. Consequentemente, a receita total diminui quando o preço aumenta, pois a perda de vendas supera o ganho unitário de preço.
Exemplos típicos incluem produtos de luxo, bens com muitos substitutos próximos, entretenimento e viagens de lazer, pois esses produtos não são essenciais à sobrevivência e possuem alternativas facilmente disponíveis.
A demanda inelástica apresenta elasticidade-preço inferior a 1 em valor absoluto (|EPD| < 1), significando que a variação percentual na quantidade demandada é menor que a variação percentual no preço. Ou seja, os consumidores demonstram baixa sensibilidade às mudanças de preço.
Dessa forma, um aumento de 10% no preço provoca redução inferior a 10% na quantidade demandada. A receita total aumenta quando o preço sobe, pois o ganho unitário supera a perda de vendas.
Bens essenciais como medicamentos, combustíveis, alimentos básicos e serviços públicos frequentemente apresentam demanda inelástica, caracterizando-se pela dificuldade de substituição e necessidade imperiosa de consumo.
A demanda unitariamente elástica ocorre quando a elasticidade-preço é exatamente igual a 1 em valor absoluto (|EPD| = 1), indicando que a variação percentual na quantidade demandada equivale à variação percentual no preço.
Nessa situação especial, qualquer mudança no preço é exatamente compensada pela mudança proporcional na quantidade demandada, mantendo a receita total constante. Embora teoricamente importante, essa condição raramente ocorre na prática.
Os casos extremos, por exemplo, incluem a demanda perfeitamente elástica (elasticidade tendendo ao infinito, curva horizontal) e perfeitamente inelástica (elasticidade zero, curva vertical), representando situações teóricas que se aproximam da realidade em mercados específicos.
O principal determinante é o número e qualidade dos bens substitutos. Quanto maior a disponibilidade de substitutos próximos, mais elástica a demanda, pois os consumidores podem migrar para alternativas quando o preço aumenta.
Bens essenciais (alimentos básicos, medicamentos, moradia) tendem a ter demanda inelástica, pois os consumidores não podem reduzir facilmente seu consumo. Bens de luxo apresentam demanda mais elástica.
Bens que representam pequena proporção do orçamento familiar tendem a ter demanda inelástica. Bens que consomem parcela significativa da renda apresentam demanda mais elástica.
A demanda se torna mais elástica no longo prazo, pois os consumidores têm mais tempo para ajustar hábitos e encontrar alternativas. No curto prazo, podem estar “presos” a determinados padrões.
A relação entre elasticidade-preço da demanda e receita total é fundamental para estratégias empresariais e políticas públicas. A receita total (RT = P × Q) pode aumentar, diminuir ou permanecer constante quando o preço varia, dependendo da elasticidade do produto.
Quando a demanda é elástica, existe relação inversa entre preço e receita total. Aumentos no preço resultam em redução da receita, enquanto reduções no preço levam ao aumento da receita. Isso ocorre porque a perda percentual de vendas supera o ganho percentual de preço.
Quando a demanda é inelástica, existe relação direta entre preço e receita total. Aumentos no preço resultam em aumento da receita, pois o ganho unitário de preço supera a perda de vendas.
Essa relação explica estratégias empresariais distintas: empresas com produtos elásticos frequentemente adotam preços baixos para maximizar receita, enquanto empresas com produtos inelásticos podem aumentar preços para maximizar faturamento.
Para políticas tributárias, o governo pode aumentar significativamente a arrecadação tributando produtos com demanda inelástica, como cigarros e combustíveis, pois os consumidores continuam comprando mesmo com preços mais altos.
A elasticidade-preço da demanda constitui conceito fundamental para concurseiros da áreas fiscal, pois esse tema é sempre quente e vem sendo frequentemente cobrado em concursos públicos. Seu pleno entendimento pode ser decisivo para garantir aquele ponto importantíssimo para a aprovação.
Até a próxima!
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