O presente artigo visa pontuar motivos para estudar para concursos de conselhos regionais, ou conselhos profissionais.
Geograficamente, cada Estado e DF apresenta um conselho profissional regional, além do conselho federal, que funciona a nível nacional. Além disso, a maioria das profissões, de nível técnico e superior, possuem seus conselhos. Como por exemplo o Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Regional de Contabilidade (CRC) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI).
Os conselhos prestam atividade de interesse público, e são considerados um tipo de autarquia. Assim, exigem concurso público para contratar sua mão de obra, que é formada por empregados públicos e são regidos pela CLT.
Então, as vagas são oferecidas em concursos públicos, aplicados por bancas como o Instituto Quadrix ou o instituto AOCP.
A seguir, são apresentados alguns motivos e vantagens que fazem valer a pena estudar e prestar concursos para os conselhos profissionais.
Iniciando a análise dos motivos para estudar para concursos de conselhos profissionais, os dois primeiros motivos apresentados são a escolaridade e a concorrência das provas.
Os conselhos de classe oferecem cargos de nível médio, nível técnico e nível superior. Assim, existe uma divisão de cargos pela área de formação. Cada área fica com vagas determinadas E essa divisão costuma ser mais específica do que em concursos públicos para cargos estatutários, que geralmente agrupam áreas de formação.
O profissional que assume o emprego público, nos conselhos de classe profissional, tem grandes chances de efetivamente trabalhar com sua área de formação. É um fator motivador para o trabalho.
Ainda, o fato de cada conselho estar localizado em um Estado específico faz com que as vagas sejam geograficamente determinadas e distribuídas. A geografia da vaga definida também traz segurança de onde trabalhar para o candidato ao emprego público.
Assim, os fatores escolaridade específica, e localidade geográfica definida das vagas, faz com que a concorrência de concursos de conselho de classe seja direcionada e equilibrada. Por vezes, menor do que a de concursos federais, ou de concursos estaduais, para cargos estatutários, que atraem candidatos de todo país.
Continuando a dissertar sobre os motivos para estudar para conselhos profissionais, o tema é o conteúdo da prova.
Pelo fato das vagas serem estabelecidas de acordo com as formações específicas dos candidatos e serem menos genéricas, as disciplinas do edital costumam seguir este padrão, e cobrar conhecimentos efetivamente usados no dia a dia do candidato.
Além disso, pelo fato da concorrência ser direcionada, e relativamente menor, a dificuldade da prova também diminui, pois a concorrência é um dos fatores do nível de dificuldade, em concursos públicos.
Quanto ao direito público, os concursos para cargos estatutários cobram Direito Constitucional e Administrativo, e algumas outras disciplinas, de maneira completa e detalhada, pois baseiam o dia a dia de uma entidade do Governo.
Já nos concursos de conselhos, o direito público é cobrado como “Noções de Direito Administrativo” ou “Noções de Direito Constitucional”, de maneira mais branda. Importante frisar que a legislação do conselho alvo de estudo costuma ser alvo de questões de prova, e deve ser estudado.
É importante dominar matérias básicas, como português, matemática e raciocínio lógico.
Para cargos de nível técnico e superior, a teoria da área de formação do candidato costuma ocupar as questões específicas de maior valor na prova.
Prosseguindo com a análise sobre os motivos para estudar para conselhos profissionais, os motivos são o salário e os benefícios.
Quanto aos salários, baseado nos últimos editais, em valores aproximados, os cargos de nível médio apresentam salários que variam entre R$1.600,00 e R$3.000,00 em conselhos de menor porte, e entre R$2.500 a R$4.000 em conselhos maiores.
Para nível superior, os salários variam entre R$4.000 e R$6.000 nos conselhos menores, e entre R$6.000,00 a R$11.000,00 para os conselhos de maior porte.
Além do salário, os conselhos profissionais oferecem benefícios como vale refeição e vale-alimentação, assistência creche, plano de saúde e plano odontológico, com pagamento além do salário base.
Isso representa um salário alto, se comparado com a média salarial oferecida pelo mercado privado, com bons benefícios. Ou seja, um importante e bom motivo, a remuneração financeira, para estudar e prestar concursos de conselhos de classe profissional,
Finalizando o artigo “Conselhos profissionais – Motivos para estudar”, aborda-se a questão da estabilidade.
A estabilidade, em cargos estatutários, é alcançada após um estágio probatório de três anos. Após alcançada, a demissão de um servidor só ocorre com a abertura de um processo administrativo, onde ocorre a oportunidade de ampla defesa e contraditório para o servidor.
No emprego público, caso dos conselhos de classe, não existe estabilidade igual a do servidor público. O período de experiência é de três meses, como qualquer emprego regido pela CLT.
Após efetivado, apesar de não haver estabilidade, para haver demissão, deve ter justificativa do responsável pelo conselho, evitando assim demissão arbitrária e sem justa causa.
Então, o emprego público é relativamente mais “estável” do que um emprego celetista comum, sendo este outro motivo para estudar para concursos de conselhos profissionais.
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