Aqui quem fala é o professor Felipe Luccas. Quero saber uma coisa, como foi seu desempenho na prova do concurso PC MS?
A avaliação foi realizada no último fim de semana e você só tem até hoje (07) para interpor recurso contra as questões.
Por isso, trouxe os comentários acerca das possibilidades de recursos na disciplina de Língua Portuguesa. Confira!
Gabarito Oficial Letra B. Sugestão: mudança para E ou Anulação.
Primeiramente, há um erro de digitação que confunde a própria leitura do candidato. A expressão “e uso correto de vírgulas” não faz parte do enunciado e foi deixada ali, dentro dos parênteses com instruções de reescritura, por lapso.
Vejam como é a leitura, abstraindo a expressão:
… fazendo adaptação da pontuação (substituição do ponto , após “aneurisma”, por ;) e da grafia (troca da inicial maiúscula, em “Por”, pela minúscula)
Esse “e uso correto de vírgulas” está totalmente deslocado e não faz parte da questão.
Além disso, não há especificação de qual seria a posição exata do conectivo, o que é absolutamente necessária para julgamento do item, a exemplo da própria questão 1, que pede análise semelhante e traz gabaritos diferentes dependendo da posição do conectivo. É válido considerar que a conjunção “pois” varia de sentido conforme sua posição.
Ainda que se ignore tal fato, a conjunção “pois” não faz sentido em nenhuma posição da reescritura proposta pela banca:
Suspeitava-se de rompimento de um aneurisma; (pois?) por se tratar de morte natural, (pois?) o corpo não deveria ter sido encaminhado para lá.
Por fim, destaque-se que é perfeitamente possível utilizar o conectivo conclusivo “portanto”, encerrando ideia de consequência lógica.
Suspeitava-se de rompimento de um aneurisma; por se tratar de morte natural, portanto o corpo não deveria ter sido encaminhado para lá.
Dessa forma, considerando problemas na elaboração e incompatibilidade do gabarito, argumenta-se pela anulação da questão, ou, pelo menos, pela alteração para o gabarito mais correto.
Gabarito Oficial Letra C. Anulação.
De fato, o pretérito-mais-que perfeito é utilizado para indicar ações passadas anteriores a outra também passada, em relação ao marco temporal definido.
Ocorre que a alternativa afirma que os eventos em “dera” e “morrera” são anteriores aos narrados nos períodos seguintes, o que não é verdade.
No período seguinte, temos: “O corpo parecia saudável”. Pelo contexto, notamos que avaliação da condição do corpo, que inclusive causou a confusão de encaminhamento, é posterior à morte. Então, ocorre “após” “morrera” e não antes. Em suma, por sequência cronológica, a condição do cadáver só foi avaliada após o óbito.
Assim, argumentamos pela anulação.
Espero ter ajudado. Abraços!
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