Quer interpor recursos contra os gabaritos das provas do concurso ALES para Agente de Polícia? Veja tudo neste artigo!
Neste domingo, 21, foram aplicadas as provas do concurso ALES (Assembleia Legislativa do Espírito Santo) no turno da tarde (14h15 às 17h15) para Agente de Polícia Legislativa.
Pretende interpor recurso contra o gabarito? Então, atenção: todo o processo deve ser realizado em link específico no site do IBGP, até o dia 24 de dezembro.
E, para te ajudar, nossos professores analisaram as respostas e identificaram algumas possibilidades de recursos. Confira abaixo e não perca o prazo!
Questão 2 Prova Tipo A – Alteração de Gabarito para letra C
A afirmação I assevera que ambos desconheciam o fenômeno da variação linguística. O diálogo apresentado revela um embate entre duas posturas distintas diante da língua: uma normativa e prescritiva, outra funcional e comunicativa.
Afirmar que ambos os personagens desconhecem os preceitos da variação linguística é, portanto, uma conclusão equivocada, pois o próprio texto oferece evidências claras de que apenas um deles ignora tal noção.
Um dos interlocutores demonstra consciência explícita de um princípio central da variação linguística: a primazia da comunicação e da inteligibilidade sobre a rigidez normativa. Essa compreensão aparece de forma inequívoca quando ele afirma que “o importante é me entenderem”, relativizando a exigência de colocação pronominal considerada “correta” pela gramática normativa.
Tal afirmação revela que esse personagem reconhece que a língua varia conforme o contexto, o uso social e a finalidade comunicativa, aceitando como legítimas formas correntes da fala cotidiana, ainda que afastadas do padrão culto tradicional.
Essa postura está plenamente alinhada aos fundamentos da variação linguística, segundo os quais não existe um único modo “certo” de falar em termos absolutos, mas usos adequados a diferentes situações, níveis de formalidade e intenções comunicativas.
Ao defender que falar “como todo mundo fala” é suficiente desde que haja compreensão mútua, o personagem demonstra domínio intuitivo — ainda que não teórico — do conceito de adequação linguística.
Em contraste, o outro personagem adota uma atitude claramente prescritivista, insistindo na correção gramatical como valor absoluto e desqualificando as formas usuais da língua falada. Sua postura ignora o caráter dinâmico, heterogêneo e social da língua, tratando o padrão normativo como única possibilidade legítima de expressão.
É justamente esse personagem que desconhece os pressupostos da variação linguística, ao confundir norma-padrão com língua em uso e ao transformar a correção formal em critério exclusivo de validade comunicativa.
Assim, o texto não sustenta a ideia de desconhecimento generalizado da variação linguística. Pelo contrário, ele constrói um contraste intencional entre dois pontos de vista: um que compreende que a língua serve para comunicar, e outro que prioriza a norma e perde de vista essa função essencial, focando apenas o respeito à regra.
O correto, portanto, é afirmar que apenas um dos personagens desconhece totalmente os preceitos da variação linguística, enquanto o outro os mobiliza claramente ao defender a compreensão como valor central da linguagem.
QUESTÃO 12
A prezada banca considerou a opção (C) como gabarito oficial.
Sem qualquer desprestígio a esta douta banca examinadora e com a devida vênia, percebe-se que a questão mostra-se equivocada pelos seguintes argumentos:
O enunciado afirma que a quantidade de agentes era inferior a 200 pessoas, porém, não fixou um limite mínimo. Como o MMC (16, 20) = 80, seria possível que o total de agentes fosse igual a 80. Nesse caso, caso colocássemos 16 agentes em cada fila, haveria um total de 5 filas, o que não consta nas opções.
Diante do exposto, solicita-se a anulação da referida questão.
QUESTÃO 13
A prezada banca considerou a opção (D) como gabarito oficial.
Sem qualquer desprestígio a esta douta banca examinadora e com a devida vênia, percebe-se que a questão mostra-se equivocada pelos seguintes argumentos:
O enunciado afirma que o número B é primo entre si com A= 18 e primo entre si com C = 30 e pede o MENOR valor possível para B. Como o enunciado pede o MENOR valor de B, a resposta deve ser NECESSARIAMENTE B = 1, já que MDC (18, 1) = 1 e MDC (30,1) = 1.
Como o valor 1 não consta nas opções, diante do exposto, solicita-se a anulação da referida questão.
QUESTÃO 14
A prezada banca considerou a opção (A) como gabarito oficial.
Sem qualquer desprestígio a esta douta banca examinadora e com a devida vênia, percebe-se que a questão mostra-se equivocada pelos seguintes argumentos:
Vamos iniciar com a definição de proposição. Proposição é uma frase declarativa à qual pode ser atribuído, sem ambiguidade, um dos valores lógicos: verdadeiro (V) ou falso(F).
A banca considerou a afirmação I como verdadeira. Analisemos a afirmação I
I. Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de sentido completo.
Reparemos que, somente para citar um exemplo, uma oração imperativa expressa um pensamento ou uma ideia de sentido completo, porém, segundo a definição formal, ela não é considerada proposição, pois não pode ser valorada em V ou F.
Portanto, uma oração imperativa contraria a definição dada pelo enunciado da questão. Lembremos que citamos apenas um exemplo, poderíamos citar uma oração interrogativa também como exemplo.
Portanto, a afirmação I está errada.
A banca considerou a afirmação III como verdadeira. Analisemos a afirmação III
III. Orações sem sujeito não são consideradas proposições lógicas.
Aqui houve uma confusão sobre conceitos totalmente independentes.
A oração “Ontem choveu no Rio de Janeiro” é uma oração sem sujeito, mas é uma proposição lógica.
Portanto, a afirmação III também está errada.
As três afirmações estão erradas e não há opção que afirme isso.
Diante do exposto, solicita-se a anulação da referida questão.
QUESTÃO 17 – PROVA TIPO A
GABARITO PRELIMINAR – LETRA A
Durante o expediente de trabalho, o Agente de Polícia Legislativa da ALES, Marcelo, percebe, que um de seus equipamentos de trabalho apresentava mau funcionamento, impossibilitando a execução de tarefas rotineiras, como o registrocde ocorrências internas e o acesso ao sistema de monitoramento. Diante da situação, o agente encaminhou um e-mail ao Departamento de Tecnologia da Informação (DTI/Ales) relatando o problema.
Texto I – Contato inicial de Marcelo
De: marcelo.silva@al.es.gov.br
Para: suporte.ti@al.es.gov.br
Assunto: Equipamento com funcionamento irregular
Prezados,
Venho informar que um dos equipamentos utilizados em minha estação de trabalho está apresentando falhas desde o início da manhã. O dispositivo demora a responder a alguns comandos e, em determinados momentos, simplesmente não executa as ações solicitadas. Já realizei o procedimento básico de reinicialização, mas o problema persiste. Solicito, por gentileza, o apoio do setor
de TI para verificar a causa e realizar os ajustes necessários.
Atenciosamente,
Agente Marcelo Silva
Polícia Legislativa – Ales
Texto II – Resposta do DTI/Ales
De: suporte.ti@al.es.gov.br
Para: marcelo.silva@al.es.gov.br
Assunto: Re: Equipamento com funcionamento irregular
Prezado Marcelo,
Agradecemos o contato. Com base nas informações fornecidas, o problema pode estar relacionado a um dos componentes principais do equipamento. Solicitamos que o senhor aguarde a visita técnica ainda hoje para a verificação presencial.
Atenciosamente,
Equipe de Suporte – DTI/Ales
Considerando o caso apresentado, bem como as informações contidas nas trocas de e-mail entre Marcelo e o DTI/Ales, é MAIS provável que o problema descrito esteja relacionado a qual parte do computador?
A) Memória RAM
B) Disco rígido (HD/SSD)
C) Fonte de alimentação
D) Sistema operacional
Respeitosamente, requer-se a revisão do gabarito da Questão 17, tendo em vista que o enunciado descreve a ocorrência de falhas em um componente do computador, sem apresentar elementos técnicos suficientes para atribuir, de forma inequívoca, o problema à memória RAM.
Conforme descrito, o equipamento “demora a responder a alguns comandos e, em determinados momentos, simplesmente não executa as ações solicitadas”, mesmo após a realização do procedimento básico de reinicialização, sendo necessário o acionamento do setor de TI para verificação da causa e realização de ajustes.
Cumpre destacar que insuficiência de memória RAM não caracteriza falha ou defeito do componente, mas sim limitação de capacidade, a qual é solucionada por meio da expansão de recursos, e não por manutenção corretiva.
Nessa hipótese, a memória encontra-se funcional, apenas em quantidade inadequada à carga de trabalho.
Ademais, falhas efetivas na memória RAM costumam manifestar-se por meio de travamentos abruptos, reinicializações inesperadas e erros críticos do sistema operacional, não sendo caracterizadas, em regra, por lentidão progressiva ou não execução intermitente de comandos, conforme relatado no enunciado.
Tal entendimento é corroborado pelo referencial técnico consagrado de Gabriel Torres, ao afirmar que:
“É importante entender que a instalação de mais RAM não aumenta o poder de processamento do computador. O que ocorre é que, com mais RAM disponível, menos trocas de página são necessárias. (…)
Se o usuário, mesmo com bastante memória (RAM) disponível, ainda estiver sentindo o computador lento, o problema não é da quantidade de memória (RAM), mas sim de outro fator, como o uso de um disco rígido em vez de um SSD e/ou o uso de um processador que não está sendo capaz de entregar um bom desempenho para a tarefa sendo desenvolvida.” (TORRES, Gabriel. Hardware: versão revisada. 2. ed., p. 533).
Desse modo, a lentidão persistente e a não execução de comandos descritas na questão mostram-se mais compatíveis com falhas em dispositivos de armazenamento (HD ou SSD), cujos sintomas típicos incluem demora na resposta a comandos, falhas intermitentes de leitura e gravação e manutenção do
problema mesmo após reinicialização.
Observa-se, ainda, que o próprio enunciado menciona a necessidade de apoio do setor de TI para “verificar a causa e realizar os ajustes necessários”, o que reforça tratar-se de investigação de falha de hardware, e não de simples ampliação de capacidade de memória.
Diante do exposto, conclui-se que o enunciado não permite identificar, de forma objetiva e exclusiva, a memória RAM como origem do problema, configurando- se ambiguidade técnica, razão pela qual requer-se:
Nestes termos, pede deferimento.
Referência
TORRES, Gabriel. Hardware: versão revisada. 2. ed. Rio de Janeiro: Novaterra, p. 533.
Para saber todos os detalhes dos recursos das provas de Agente de Polícia do concurso ALES, acesse o link abaixo na íntegra:
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