CONFIRA ABAIXO NOSSOS APROVADOS DA PRF

Antônio Benjamin Medeiros

Aprovado em 13º lugar no concurso PRF para o estado do Amazonas

Daniel Mendonça Carvalho

Aprovado em 1º lugar no concurso PRF para o estado do Rio de Janeiro

Maxênio do Monte Ferrer

Aprovado em 16º lugar no concurso PRF para o estado do Pará

Iuri Barbosa Gonçalves

Aprovado em 3º lugar no concurso PRF para o estado do Pará

Caroline Ferron

Aprovada em 5º lugar no concurso PRF para o estado de Rondônia

Raphael Bahiense

Aprovado no concurso PRF para o estado do Rio de Janeiro

Josimar Rissi

Aprovado em 4º lugar no concurso PRF para o estado do Mato Grosso

Sérgio Raposo

Aprovado no concurso PRF para o estado do Pará

Pedro Vitor

Aprovado em 2º lugar no concurso PRF para o estado do Piauí

Felipe Bacelar

Aprovado em 18º lugar no concurso PRF para o estado do Amazonas

Aprovado em 5º lugar no concurso PRF para o estado do Rio de Janeiro

Pedro Serodio Garcia

Aprovado PRF

Antônio Benjamin Leão de Medeiros

“A principal dificuldade para quem inicia os estudos é achar que seu tempo não é agora ou que não tem tempo. Quando finalmente eliminei esta ideia, consegui iniciar uma preparação com qualidade. Inicie sua preparação delimitando seu tempo para os estudos e defenda esse tempo com unhas e dentes. Profissionalize os estudos e os resultados virão”

Confira nossa entrevista com Antônio Benjamin Leão de Medeiros, aprovado em 13º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado do Amazonas (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Antônio Medeiros: Sou formado em Engenharia de Automação pela Universidade do Estado do Amazonas. Tenho 27 anos e sou natural de Manaus – AM.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Antônio: Desde que me formei, a carreira como servidor público foi uma das opções que planejei. Porém, tudo aconteceu muito rápido: as oportunidades como engenheiro apareceram e no primeiro ano de formado já estava atuando na indústria. A ideia retornou em 2017, com a promessa de abertura do concurso da PC-AM (que ainda não saiu).

A área policial me atrai não só pelos benefícios inerentes ao serviço público, mas pelo sentimento de atuar diretamente na sociedade, sendo útil nas mais variadas formas.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Antônio: Sempre trabalhando. A ideia era aproveitar o tempo livre e encaixar tempos de aulas nesses intervalos. Antes de iniciar a preparação, fiz um planejamento das horas disponíveis e quantas aulas conseguiria fazer neste tempo.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Antônio: O concurso da PRF foi meu terceiro concurso. Anteriormente, fui classificado para a segunda fase dos últimos certames para a PC-PR e PC-MG. Contudo, não obtive êxito nas demais fases.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Antônio: A sensação é incrível. De imediato, o início da preparação e as principais dificuldades encontradas durante o processo passaram pela minha cabeça. Um sentimento de alívio e ao mesmo tempo de preocupação com as demais fases.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Antônio: Algumas coisas tive que abdicar. Sou músico e tocava em algumas bandas. Tive que escolher entre a música ou a aprovação. Momentos de descanso também fizeram parte do planejamento, pois relaxar era uma forma de recompensar o esforço semanal. Sempre é possível ter vida social e uma rotina de estudos produtiva.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Antônio: Tenho namorada e moro com meus pais. O apoio dessas três pessoas foi fundamental, pois nem sempre era possível estar presente por conta de uma prova, simulado ou da própria rotina de estudos.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Antônio: O ponto chave que me levou até esse resultado foi o foco. Os outros dois concursos que prestei foram também na área policial.

Em uma rotina com pouco tempo disponível, utilizar este pouco tempo de forma desconexa gera prejuízos muitas vezes irreparáveis na preparação.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Antônio: Estudei por 6 meses.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Antônio: O edital da PRF saiu em novembro. Quando o concurso foi autorizado, comecei os estudos (em agosto). Apesar de não ter edital, a autorização do concurso me manteve motivado.

Quando foi lançado o edital de 2018, só restava revisar os assuntos que foram mantidos e estudar os novos.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Antônio: Durante boa parte da preparação utilizei apenas PDF’s, pois me permitiam estudar em qualquer lugar. No último mês antes da prova, utilizei vídeos apenas como revisão, em velocidades de reprodução mais rápidas para ganhar tempo.

Outro ponto importante foi seguir perfis dos professores nas redes sociais, pois as atualizações jurisprudenciais e legislativas ocorrem de forma mais rápida.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Antônio: Conheci o curso em 2015, quando comecei a procurar materiais para o concurso da Receita Federal. Infelizmente não mantive o foco naquela época.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Antônio: O tempo foi primordial. O meu trabalho consome mais de 1/3 do tempo diário. Quando planejei, me sobraram apenas 4 horas por dia para os estudos. Decidi dividir tempos de aula de 2 horas para cada matéria.

Para ficar menos maçante, estudava matérias diferentes por dia, dedicando mais tempo àquelas que apresentavam maior conteúdo. O domingo tinha uma agenda específica: planejamento da semana e simulados. Mantive essa rotina pelos 6 meses que antecederam a prova.

Para revisão, utilizava os resumos prontos do material escrito e/ou exercícios. Evitei fazer resumos ou mapas mentais por conta da demanda de tempo nessas atividades.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Antônio: Direito administrativo e legislação de trânsito foram as matérias que mais tive dificuldade durante a preparação. Não havia outra maneira para contornar a situação: dediquei mais tempo nelas, deixando um pouco de lado as disciplinas que eu apresentava melhor desempenho.

Para definir esses critérios, as notas em simulados e provas que prestei serviram de referência.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Antônio: Na última semana não havia mais assunto novo a aprender. Já havia passado por todo o conteúdo programático. Utilizei esse tempo para fazer exercícios, simulados e aulas de véspera.

Relaxar totalmente pode trazer preocupação, o que não ajuda na hora da prova. Com a prova no domingo à tarde, foi possível se manter ativo durante o sábado.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Antônio: Minha experiência com a redação foi engraçada e ao mesmo tempo arriscada. Fui muito resistente, deixando a redação para a última hora da preparação. Esse comportamento custou minha aprovação na PC-PR. Apesar de uma excelente nota na objetiva, fui reprovado por conta da discursiva.

Para a PRF, comecei a ler teorias sobre como escrever uma redação de qualidade. Escrevi apenas uma redação na semana da prova, única produzida durante os 6 meses de preparação. Obtive uma boa pontuação, mas poderia ter colocado todo o trabalho em risco.

Então, meu conselho é não negligenciar esta parte da preparação.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Antônio: Como era sedentário, percebi que jamais conseguiria alcançar a aprovação no TAF iniciando a preparação apenas após a prova. Iniciei o trabalho físico antes de lançarem o edital.

Faltando pouco menos de 20 dias para o TAF, estou apenas refinando as técnicas para realizar os exercícios da melhor forma. As demais etapas estou em fase de pesquisa, principalmente no teste psicológico.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Antônio: O maior erro foi negligenciar a redação. Foi um risco desnecessário, que poderia ter sido contornado melhor durante a preparação.

Como maior acerto, evitar anotações como resumos ou mapas mentais me ajudou a ganhar tempo. Claro que este método funcionou para mim. Outras pessoas se sentem mais à vontade fazendo anotações dos estudos.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Antônio: O mais difícil foi o início da preparação. Encontrar a dinâmica de estudos não é fácil: qual o melhor método para se estudar? Vai depender da rotina, do tempo, etc.

Em nenhum momento pensei em desistir. Quanto mais envolvido nos estudos eu me via, mas percebia que teria que jogar muita coisa fora, caso desistisse.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Antônio: Minha maior motivação foram os estudos em si. Ao estudar, eu me via como um empreendedor de mim mesmo, ou seja, ao estudar, eu estava construindo meu próprio patrimônio. Ao focar no caminho e não no objetivo propriamente dito, estava sempre motivado.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Antônio: A principal dificuldade para quem inicia os estudos é achar que seu tempo não é agora ou que não tem tempo. Quando finalmente eliminei esta ideia, consegui iniciar uma preparação com qualidade. Inicie sua preparação delimitando seu tempo para os estudos e defenda esse tempo com unhas e dentes. Profissionalize os estudos e os resultados virão.

Daniel Mendonça Carvalho

“Não desista! Concurso público é 10% inteligência e 90% persistência. Sempre que bater o desânimo, pense nos motivos que te fizeram começar a estudar e responda mentalmente a pergunta: o que é mais forte, seus motivos para desistir ou os motivos que te fizeram iniciar?”

Confira nossa entrevista com Daniel Mendonça Carvalho, aprovado em 1º lugar no concurso Polícia Rodoviária Federal para o estado do Rio de Janeiro (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Daniel Mendonça Carvalho: tenho 26 anos e sou formado em Engenharia de Produção Automotiva. Sou natural de Volta Redonda-RJ e atualmente moro em Resende, sul do estado do Rio de Janeiro.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Daniel: Foram dois os principais motivos: o primeiro motivo foi por maior disponibilidade de tempo e qualidade de vida proporcionada pelo serviço público em relação à indústria (área em que eu trabalhava); o segundo pela excelente oferta salarial em comparação com a iniciativa privada.

A escolha pela área policial é um desejo antigo, em especial pela PRF, pois é uma profissão que não há uma rotina de trabalho. Cada dia algo diferente te espera e sempre trabalhando em favor da população, seja salvando vidas, evitando acidentes ou combatendo o tráfico.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Daniel: Antes de iniciar minha caminhada como concurseiro, eu trabalhava como Engenheiro numa empresa em minha cidade, Dessa forma, consegui realizar certas economias.

Em Junho de 2018, com o concurso da PRF na iminência de sair, decidi pedir demissão do cargo e me dedicar inteiramente aos estudos. Utilizei das minhas economias para me manter nesse período.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Daniel: Desde que iniciei meus estudos, o foco foi exclusivamente a PRF. Porém estava sempre de olho em oportunidades com edital semelhante na área policial. Foi assim que decidi realizar o concurso da Polícia Civil do Paraná, para o cargo de escrivão. A prova ocorreu em novembro de 2018 e consegui a aprovação em 4º lugar na prova objetiva concorrendo para as vagas de Curitiba.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Daniel: Não me lembro de sensação melhor na vida! Muito gratificante quando um sonho é realizado através de seu próprio esforço. Minha reação foi começar a pular, igual a um doido, e com isso acordei a casa toda. Estou escrevendo essa entrevista agora, mas ainda não tenho certeza se a ficha já caiu (risos).

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Daniel: Vida social? O que é isso? Brincadeiras à parte (risos), minha rotina de estudos foi bem puxada. Acordava todos os dias às 5h e dormia entre 22h e meia noite. Parava para as necessidades básicas. Geralmente tirava os finais de semana como recompensa para descansar e dar atenção a minha namorada senão, ela me largava (risos).

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Daniel: Sou solteiro, não tenho filhos e namoro (amor, agora o casamento sai, rs). Meu pai é falecido, moro com a minha mãe. Graças a Deus sempre tive o apoio da minha família. Desde o momento que tomei a decisão de iniciar os estudos, minha mãe sempre fez de tudo para me deixar o mais tranquilo possível para estudar. Ela sempre acreditou que eu seria aprovado, mais do que eu mesmo acreditava. Devo tudo a ela.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Daniel: Eu acredito que o foco deva ser estudar para o concurso que é o seu objetivo maior e aproveitar outros concursos que tenham o edital parecido com o do seu objetivo. A minha opinião é: se você ficar mudando o foco, pode acabar se perdendo e não ser aprovado em nenhum deles.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Daniel: Estudei durante 8 meses exclusivamente para a PRF.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Daniel: Sim! Estudei 6 meses sem edital publicado, tirando como padrão o edital do certame realizado em 2013. Para manter minha disciplina, eu montei meu próprio cronograma de estudos, seguindo-o a risca para manter o foco e finalizar minha meta diária de acordo com o planejado.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Daniel: Sempre preferi estudar em casa a aulas presenciais. Nesse sentido, o Estratégia caiu como uma luva. Eu estudei exclusivamente pelos materiais do Estratégia: foi um mix de videoaulas, PDF’s e muitas questões. No início, como nunca havia estudado para concursos, assisti muitas videoaulas para ter uma primeira noção do conteúdo. Depois o foco maior foi na leitura de PDF’s e resolução de exercícios.

A vantagem da videoaula é que ela te dá um entendimento inicial da matéria, te situando melhor em relação ao conteúdo, mostrando os pontos mais importantes. Porém, a desvantagem é que consome muito tempo para minimizar isso. Eu costumava sempre assistir as aulas na velocidade 2x. Em contrapartida, o PDF tem a vantagem de ser muito mais completo. Dessa forma, passar o dia todo lendo me cansava a vista. Era por essa razão que eu gostava de intercalar com as videoaulas.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Daniel: Conheci o Estratégia através de um grande amigo, que também estava estudando para PRF. Adquiri o material e não troco por nenhum outro.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Daniel: Eu mesmo montei meu plano de estudos. Estudava, em média, 5 matérias por vez. Conforme passava pelos conteúdos, fazia ciclos de revisão através de resumos e exercícios. Por conta disso, as matérias aumentavam e geravam um novo plano de estudo. Minha rotina diária era entre 12 e 15h líquidas de estudo.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Daniel: Não sei se posso chamar de dificuldade, mas eu diria que tinha um pouco de preconceito com Física, por isso acabei procrastinando um pouco o estudo dessa matéria. Para superar, foi só estudar (risos). Percebi que a dificuldade estava na minha cabeça.

Também considero Informática como uma matéria um pouco mais complicada, devido à abrangência que ela possui.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Daniel: Minha rotina de estudos se manteve. Acordava às 5h e dormia entre 22h e meia noite. Tive que cortar o final de semana da namorada (risos). A véspera de prova foi de revisão.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Daniel: Meu conselho é: Não faça o que eu fiz (gargalhadas). Eu acabei dando mais importância para a prova objetiva e deixei a discursiva um pouco de lado. Só peguei para estudar a discursiva faltando 15 dias para prova. Apesar de não ter tirado uma nota ruim (16.64), sei que poderia ter me saído melhor estudando mais.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Daniel: Como fui aprovado na prova da Polícia Civil do Paraná, venho treinando a parte física com um pouco de antecedência. Logo, estou conseguindo executar todos os testes exigidos para o TAF da PRF. Em relação ao exame psicológico, eu não fiz nenhum tipo de preparação ainda.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Daniel: Meu maior erro – Estudar discursiva somente próximo da prova.

Maiores acertos – Dedicar-me somente aos estudos; montar meu plano de estudos e metas diárias; revisões por resumos e muitas questões.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Daniel: O mais difícil foi me manter sempre motivado. Em vários momentos o cansaço bateu. Tinha vontade de largar tudo e desistir, mas a vontade de vencer foi maior. Para ajudar a me motivar eu gostava de assistir vídeos da PRF, histórias de pessoas que estavam em situações mais difíceis que a minha e mesmo assim venceram. A história do Professor Herbert Almeida foi uma delas, perdi a conta de quantas vezes assisti.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Daniel: A minha principal motivação foi a vontade de mudar de vida e ajudar a mudar a vida das pessoas com meu trabalho.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Daniel: Não desista! Concurso público é 10% inteligência e 90% persistência. Sempre que bater o desânimo, pense nos motivos que te fizeram começar a estudar e responda mentalmente a pergunta: o que é mais forte, seus motivos para desistir ou os motivos que te fizeram iniciar?

Iuri Barbosa Gonçalves

“Estude por bons materiais, faça revisões, simulados e pratique a escrita. Não tenha medo de fazer provas da sua área de interesse, pois é a partir daí que você vai conseguir identificar os erros na preparação e vai poder corrigi-los. Não desista! Só não passa quem desiste!”

Confira nossa entrevista com Iuri Barbosa Gonçalves, aprovado em 3º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado do Pará (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é

Iuri Barbosa Gonçalves: Sou formado em Ciências Náuticas (2° Oficial de Náutica). Tenho 24 anos e sou de Fortaleza – CE.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Iuri: Minha área de formação foi muito afetada por causa da situação econômica pela qual o país passa. Nesse cenário, muitas empresas têm seus navios afretados pela Petrobras (até mesmo as que não são subsidiárias desta).

Logo, devido a série de escândalos e a consequente queda das ações da Petrobras, muitos navios perderam o contrato, deixando diversas tripulações no stand-by ou até mesmo demitindo esses tripulantes. Portanto, acabou ficando muita gente com mais experiência de embarque disponível no mercado.

No primeiro semestre de 2016, quando eu estava começando o meu período de estágio embarcado (que é de um ano de embarque efetivo), comecei a me informar sobre as oportunidades no serviço público. Até então, não considerava fazer concurso, exceto específico que tem nessa área de navegação.

Descobri que no serviço público existem diversos cargos com remuneração atrativas (até mais interessantes do que a que eu teria como Oficial de Náutica) e com opções mais amplas de carreira, isso sem contar a estabilidade. Entretanto, só iniciei os estudos mesmo no final de setembro de 2017, após terminar o período de estágio.

A área Policial surgiu como uma grande oportunidade e sempre tive interesse por atividades mais operacionais. Na época em que iniciei, a ABIN estava com o concurso autorizado. Então decidi começar por esse para pegar uma base e testar metodologias de estudo.

Não logrei êxito nesse concurso. Entretanto, logo antes da prova da ABIN, saiu a autorização extra-oficial de 500 vagas para a PF e 500 vagas para a PRF. Daí decidi seguir nessa área.      

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Iuri: Apesar de ter tido a oportunidade de seguir na minha área de formação, optei por me dedicar inteiramente aos estudos para o concurso.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Iuri: Após o concurso da ABIN, fiz uma análise dos erros que tinha cometido. Corrigi alguns deles e consegui passar para as próximas fases no concurso para Agente da Polícia Federal. Neste fiquei, segundo listagem extra-oficial, em algo em torno de 450°.

Na PF já estava me sentindo muito preparado, sabia que tinha montado um bom planejamento de estudo e estava no nível para brigar por uma das vagas. Mas acabei cometendo alguns erros no dia da prova, que me afastaram da classificação. Os erros que identifiquei foram os seguintes:

  1. Negligenciei Português e Redação, que me dariam pontos suficientes para me colocar dentro das vagas;
  2. Só fiz um simulado para treinar o tempo de prova;
  3. cheguei na prova muito estressado, por não ter dado uma relaxada no dia anterior ou não ter diminuído um pouco o ritmo durante a última semana (o que deve ter influenciado em algumas das questões que perdi).

Para iniciar os estudos para a PRF, identifiquei esses erros finais e montei uma estratégia cirúrgica para os corrigir.

No pós-edital, estudei Português quase todos os dias e fiz cerca de 12 redações com correção. Também fiz simulados em quase todos os domingos no pós-edital.

Consegui fazer uma ótima prova de Português e tirei 19,69 pontos de 20 possíveis na redação. Quanto ao treino dos simulados, considerei o dia da prova como um simulado final, inclusive tirei a mesma pontuação que tinha feito no último simulado (103 pontos líquidos pós-recursos na objetiva). Dessa forma, consegui a aprovação na PRF, segundo listagem extra-oficial, em 15° lugar nacional, em 3° lugar para o estado do Pará.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Iuri: Fiquei feliz por ter acertado na minha estratégia dessa vez e ter cumprido quase tudo que tinha planejado. Entretanto, ainda há outras fases difíceis a serem superadas. Fases que exigem foco e preparação, pois muitos caem nessas etapas.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Iuri: De maneira geral, não tenho uma vida social muito ativa. Então, adotar uma postura radical não foi nenhum sacrifício. Claro, mantive as atividades físicas (academia e corrida), que são fundamentais para uma boa produtividade no estudo, principalmente para a área policial.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Iuri: Sou solteiro, não tenho filhos e moro com meus pais. De maneira geral, não fui pressionado a fazer ou deixar de fazer algo. Sei que muitos concurseiros passam por pressões externas. Esse não foi o meu caso.  

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Iuri: Aí vai depender muito do caso. Vamos supor que uma pessoa que tenha como objetivo maior ser Auditor de Controle Externo do TCU (que é um concurso muito difícil, com uma grande quantidade de matérias e com poucas vagas), mas está passando por dificuldades financeiras e precisa de dinheiro para manter os estudos ou até mesmo uma pessoa que trabalha na iniciativa privada em jornadas de trabalho exaustivas e que sobre pouquíssimo tempo para estudar. Nesses casos, talvez seja interessante começar por um concurso mais simples, que o permita continuar os estudos com uma maior tranquilidade.

Por outro lado, tem aquela pessoa que bateu na trave neste concurso da PRF e que só precisa aparar as arestas (foi o que aconteceu comigo na PF). Nesse caso, é interessante que essa pessoa busque outros concursos na área policial, com matérias similares, como a PCDF. Quem bateu na trave na PRF e quer ser policial mesmo, não só pode, como deve fazer o concurso da  PCDF, que está para sair o edital e com uma grande quantidade de vagas.

Só não pode ser concurseiro metralhadora, que atira na área policial, depois vai para tribunal, depois vai para a área fiscal e por aí vai. Dessa forma, fica difícil construir um conhecimento consistente para subir ao topo da pirâmide na área almejada. Cada vez mais os candidatos estão se especializando em uma área que, assim, eleva o nível da disputa pela tão sonhada vaga.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Iuri: Iniciei minha preparação no final de setembro de 2017, para o concurso da ABIN (que aconteceu em março de 2018). Dei um intervalo de uma ou duas semanas e já iniciei a preparação para a Polícia Federal (que aconteceu a prova em setembro de 2018). Novamente, dei uma ou duas semanas após a prova e já iniciei a preparação para a PRF.

Entretanto, desviei um pouco o foco por causa das outras etapas (teste físico e exames médicos) do concurso da PF, que tomam um tempo. Durante o período entre a prova da PF e o edital da PRF, consegui tirar as diferenças entre o edital da PF e o edital de 2013 da PRF. Dessa forma, montei uma base em Legislação de Trânsito.

Ao sair o edital da PRF, já tinha realizado todos os exames médicos da PF, só faltava entregar no dia marcado. Logo, fiquei 100% livre para me dedicar ao certame.

Quanto ao tempo de estudo: para a ABIN fiz cerca de 1.300 horas líquidas (como era o primeiro concurso, muitas dessas mal aproveitadas. Mas faz parte do processo). Para a PF, foram cerca 720 horas líquidas e para a PRF somaram-se 730 horas (500 dessas no pós-edital). Ou seja, foram cerca de 2.750 horas líquidas em 1 ano e 4 meses.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Iuri: Sim. Para a ABIN, foram cerca de 4 meses sem edital. Para a PF, foram cerca de 3 meses. E, para a PRF, foram cerca de 2 meses. É normal perder o foco, às vezes. O que deve ser feito é resolver esse problema o mais rápido possível e voltar aos estudos. E, claro, estudar um pouco é melhor do que não estudar nada.

Por exemplo, quando dei uma desfocada durante o pré-edital da PRF, enquanto fazia os exames médicos da PF, tentei focar em bater Legislação de Trânsito, mesmo que não conseguisse cumprir as metas do meu planejamento de outras matérias. Depois do edital, foi foco total.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Iuri: Nunca estudei por livros doutrinários. Minha preparação foi predominantemente por PDFs. Peguei o pacote completo do Estratégia e o usei como base para os estudos. Fiz um curso de Português por videoaula, na velocidade 2X, e um curso de redação no qual recebia as instruções por videoaula também.

Entretanto, as marcações do material em PDF são as principais ferramentas, pois são delas que são resgatados os conhecimentos nas revisões periódicas. Fazer isso por videoaula é mais difícil, seria preciso fazer um resumo da aula, o que tomaria muito tempo.

Também é fundamental a assinatura de um site de questões, que vai possibilitar uma capacidade de resolução massiva de questões de forma mais rápida do que seria seria feita por material impresso – o que é muito importante na reta final para a prova. Resolvi mais de 12.000 questões Cespe (no estilo certo ou errado), no pós-edital da PRF.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Iuri: Tive o primeiro contato com o Estratégia quando estava buscando informações sobre concursos em 2016, principalmente por causa dos webinários realizados no Youtube (que ensinavam metodologias de estudo e conceitos de ciclos de estudo). Dei uma lida nas aulas demonstrativas do curso para a Receita Federal. A partir daí, tomei os cursos do Estratégia como material base, por ter uma teoria completa e trazer uma grande quantidade de questões resolvidas.  

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Iuri: O que vai consolidar o conhecimento são as questões e as revisões periódicas. Não tem jeito.

Não cheguei a fechar 100% do edital e nem indico (acredito que tenha estudado cerca de 90% do edital). Por outro lado, não se deve desprezar uma matéria por completo. Por exemplo, não estudei o tópico sobre Geografia Física porque observei a baixa incidência nas provas Cespe e, quando cai, só cai para concursos específicos para geógrafos. Imaginei que iria ser cobrado a parte de geopolítica mesmo, que já tinha estudado para a ABIN. Então, era só revisar.

Por sorte, não tenho grandes problemas em matérias estruturais, que são os conhecimentos e habilidades que deveriam ter sido desenvolvidos no ensino fundamental e médio (português, matemática e física). Essas tomam bem mais tempo para serem dominadas do que as matérias comuns de concurso como, por exemplo, os direitos. Portanto, esse foi um problemão a menos para me preocupar.

Eu estudava várias matérias ao mesmo tempo. Criava grupos de matérias para alternar nos dias. Algumas, levando em consideração o peso e a necessidade, como Legislação de Trânsito, eram estudadas todos os dias. Mas, em média, eram cerca de 5 matérias por dia.

Quanto aos resumos, evito-os ao máximo. Para a PF, cheguei a fazer resumo de contabilidade e o feedback foi muito positivo. Tomando isso como base, resolvi fazer resumos de todas as Resoluções do Contran e considero essa decisão como um erro na minha preparação.

Em determinada etapa do processo, no pós-edital, gosto de dividir cada matéria em tópicos (é, por exemplo, Atos Administrativos em Direito Administrativo) e faço listas de questões sobre aquele determinado tópico, para identificar exatamente os que estou com dificuldade. Por conseguinte, ao errar determinada questão, faço anotações em um caderno, o que acaba por se parecer com um resumo daquilo que costumo errar ou está confuso para mim.

Quanto aos exercícios, leituras e releituras: cada um desses tem o seu tempo e vai depender se está no pré ou pós-edital. Inicialmente, faço a leitura da aula e respondo as questões no final. No dia seguinte e após 7 dias, faço uma releitura das marcações e das questões que marquei como interessantes ou que errei. Após cerca de 45 dias, refaço a lista de questões da aula, identifico aquilo que não ficou consolidado e volto na teoria apenas nesse ponto. Isso é no pré-edital.

No pós-edital, a quantidade de revisões periódicas diminui, só faço a do dia seguinte e apenas das matérias novas. No caso do pós-edital da PRF, eu tentava rever toda a matéria do edital em 15 dias, de alguma forma (seja por listas de questões ou releitura do material marcado), e fazia um simulado no final desses 15 dias. A partir da 2° quinzena, também fazia um simulado após 7 dias, mesmo não tendo rodado a matéria toda novamente. Claro, matérias como Matemática e Física, que tenho facilidade, não dava pra fazer todo esse giro em 15 dias. Nesse caso, eu as estudei de forma contínua, fazendo algumas questões Cespe, por aula, de forma ordenada até a semana da prova.

No pré-edital, tentava fazer algo em torno de 8 horas líquidas, mas a média foi bem abaixo disso. No pós-edital da PRF, especificamente, estudei 500 horas líquidas (o que dá um pouco mais de 7,5 horas líquidas por dia). Mas se fizer uma média desde quando iniciei meus estudos para concurso, dá algo em torno de 5,5 horas líquidas por dia.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Iuri: Como os conteúdos abordados em concurso não tem nenhuma semelhança com a minha área de formação, acabei tendo que estudar tudo do zero. Claro, ter uma boa base nas matérias como matemática e português facilita muito o caminho (mesmo levando em consideração que eu tive que dar uma atenção especial em português e redação para a PRF, após perder pontos preciosos na PF).

Acredito que eu estava bem equilibrado em todas as matérias. Levando em consideração o peso e importância de determinado conteúdo, eu procurava balancear a carga horária e fazer adaptações durante o processo. Por exemplo: nos simulados percebi que estava perdendo muitas questões de Resoluções do Contran, então aumentei a carga horária que eu dedicava a esse conteúdo, para corrigir esse problema. 

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Iuri: Estressar-me durante a última semana foi um erro que cometi na PF. Logo, para a PRF, tentei levar de forma tranquila. Já entrei na semana sabendo o que tinha que fazer e reduzi um pouco a carga horária. Basicamente, revisei toda a parte de trânsito e fiz listas de questões de itens do edital que eu tinha identificado fraquezas durante o processo que, naquele momento, já estavam sanadas. Nos últimos dois dias, filtrei no TEC as questões aplicadas para concursos da área policial do Cespe, nos últimos dois anos e só.

Fui para Belém na sexta. Então foi um dia bem tranquilo para os estudos. No sábado, fui para a casa de um amigo de Belém, que também fez a prova e foi aprovado dentro das vagas. A gente ficou fazendo aquela revisão para desencargo de consciência. Foi mais um passatempo para diminuir a ansiedade.

É muito importante chegar 100% no dia da prova. O conhecimento para o concurso é construído durante meses, anos. Não adianta se matar nos últimos dias e perder questões por estar cansado. Depois de dezenas de milhares de questões resolvidas da banca, na hora da prova, muitas questões saem instintivamente, só por conhecer o estilo da banca. Então é muito importante estar com todo seu potencial.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Iuri: Fazer uma boa discursiva é fundamental. Ainda mais na PRF, que foram 20 pontos. Por ter a negligenciado na PF, dei a ela uma atenção especial no planejamento para a PRF.

No pós-edital, fiz cerca de 12 redações com correção e videoaulas orientadoras sobre os temas discorridos e outros aspectos estruturais peculiares da banca. Dessa forma, obtive 19,69 pontos no dia da prova.

Nesse aspecto, considero importante que o candidato conheça as peculiaridades da banca. Por exemplo: o Cespe, às vezes, pede que o candidato exponha a opinião sobre determinado tema, além dos tópicos enumerados. Então, deve-se atentar a esse pedido, fazendo uma pequena introdução, deixando claro sua opinião e já a conectando com o primeiro tópico pedido. Por outro lado, o Cespe pode querer apenas tópicos que exijam uma enumeração simples de exemplos com uma explicação rasa. Esse foi o caso da discursiva desta prova da PRF.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Iuri: Para o TAF, tento manter as atividades físicas mesmo durante o período de estudo para a prova escrita. Entretanto, faz alguns dias que estou parado, porque acabei pegando uma gripe e ainda estou me recuperando. Devo estar reiniciando os treinos nos próximos dias. Quanto às outras etapas: uma de cada vez.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Iuri: Foram diversos os erros, mas faz parte do processo. Um erro que cometia, no início, era planejar fazer mais do que conseguia. É importante fazer um planejamento que seja possível ser cumprido. No pós-edital da PRF, consegui fazer quase tudo que tinha planejado. Não fazer simulados, negligenciar português e redação também são erros que podem tirar a aprovação de quem já domina grande parte da matéria.

O meu maior acerto foi ter identificado essas dificuldades e procurado as corrigir de forma cirúrgica. Dessa maneira, transformei-as nos meus pontos fortes, que me garantiram uma boa pontuação neste certame.                  

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Iuri: Sempre considerei que eventuais dúvidas e reprovações faziam parte do processo e era só seguir focado. Na ABIN, que foi o meu primeiro concurso, não me sentia preparado e sabia que precisaria de mais tempo. Já na PF, que foi meu segundo, tinha convicção que eu estava pronto para brigar por uma vaga e ainda sigo no certame como excedente. Por outro lado, na PRF, tinha certeza que iria passar e dentro das vagas. Foi uma evolução de confiança.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Iuri: A minha principal motivação foi o processo de aprendizagem em si. Sabia que estava fazendo algo que só dependia de mim.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Iuri: Para quem está iniciando os estudos, saiba que o caminho é longo e cada pessoa tem o seu tempo. Identifique suas fraquezas e trabalhe elas. Por exemplo, se você não teve um ensino básico de qualidade, reconheça isso e procure construir a base que falta nas linguagens (português e matemática), que são habilidades necessárias para que o restante dos conteúdos sejam assimilados da melhor forma.

Estude por bons materiais, faça revisões, simulados e pratique a escrita. Não tenha medo de fazer provas da sua área de interesse, pois é a partir daí que você vai conseguir identificar os erros na preparação e vai poder corrigi-los. Não desista! Só não passa quem desiste!

Maxênio do Monte Ferrer

“Se esse é o seu sonho, continue! Por mais difícil que seja, quando vir seu nome entre os aprovados, toda a dificuldade cairá e você terá certeza de que valeu a pena. Com disciplina e regularidade, você chegará onde quiser. Acredite!”

Confira nossa entrevista com Maxênio do Monte Ferrer, aprovado em 16º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado do Pará (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Maxênio do Monte Ferrer: Olá, me chamo Maxênio do Monte Ferrer, mas a maioria das pessoas me conhecem, simplesmente, como Max. Tenho 23 anos e sou de Fortaleza-CE. Estou me formando, nesse semestre, em Gestão Financeira.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Max: Talvez essa resposta seja um pouco mais longa que as outras, porque minha história é um tanto peculiar e diferente da maioria das pessoas que estudam para concurso, mas tentarei ser breve. Desde os 14 anos de idade jogo futebol, sendo, a partir dos 18 anos, profissionalmente. Joguei em alguns clubes no Ceará, no resto do Brasil e, até mesmo, na Europa. Apesar de muitas pessoas acharem que essa profissão é a melhor do mundo e que se ganha muito dinheiro, essa não é a realidade para a maioria dos jogadores.

Dentro desses quase 10 anos dentro do futebol, passei por imensas dificuldades, como má alimentação, moradias precárias, salários atrasados e tantas outras. Resumindo um pouco: Voltei da Europa (sonho de todo jogador de futebol) em junho de 2017, sem clube e sem perspectivas. Em setembro, minha irmã, que também estuda pra concurso, me falou que haveria um concurso do TRT aqui em Fortaleza e me sugeriu que eu estudasse. Ela disse que eu sempre tive facilidade nos estudos e que seria uma boa experiência, pelo menos enquanto estivesse sem clube.

Por incrível que pareça, com um mês de estudos (bem ruins, para falar a verdade), eu consegui aprovação. Claro que com uma pontuação baixa, mas consegui! Mas foi só em dezembro que eu decidi: quero estudar para ser Policial Federal. A escolha foi, principalmente, porque meu pai é Policial Federal e eu sempre tive nele um dos maiores exemplos da minha vida, além de ver de perto a relevância do seu trabalho. Então, foi a partir daí que minha trajetória para concursos começou: dia 06/12/2017.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Max: Trabalhei durante os primeiros meses de estudo, mais especificamente de dezembro/17 a maio/18. Era algo bem complicado, porque os treinos profissionais de futebol exigem muito do atleta, não só da parte física, mas também da parte mental. Certos dias eu quase não conseguia olhar para a tela do computador ou para o livro, mas a vontade de vencer era sempre maior. O futebol me ensinou a ser muito disciplinado e determinado, então isso era uma vantagem que eu possuía.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado(a)? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Max: Fui aprovado em 4 concursos dos 5 que fiz. O último foi o da Polícia Rodoviária Federal. Os outros foram para Agente da Polícia Federal, o qual ainda está em andamento; o de Técnico do TRT, como citei anteriormente; e o de Técnico do STM, que não estudei especificamente para ele, mas fiz porque tinha várias matérias em comum com o antigo edital da Polícia Federal e me serviu como um ótimo treino.

Também fiz o concurso para Agente de Inteligência da ABIN, pelo mesmo motivo do STM, mas não consegui uma boa pontuação. Para a PRF, no momento, estou em 16º colocado das 60 vagas previstas para o Pará.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Max: Na prova da PRF, eu fiz uma ótima pontuação no gabarito preliminar e tinha gostado da minha redação, então estava um pouco mais tranquilo. Mas a ansiedade era grande para divulgação dos gabaritos definitivos e da nota da redação (principalmente porque o concurso fora suspenso por uma semana).

A sensação é indescritível. Estava mexendo no celular quando um amigo falou que o resultado tinha sido divulgado. A única reação que tive na hora que olhei meu nome, foi abraçar minha namorada (que estava ao meu lado), comemorar bastante junto com ela e ligar para meus pais e para minha irmã, uma das maiores incentivadoras que tive durante toda essa trajetória.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Max: Durante os estudos para a Polícia Federal, eu abdiquei praticamente de tudo. Lembro que em apenas um dia de toda a preparação, eu não fiz alguma coisa relacionada aos estudos. Porém isso não me fez bem. Cheguei com uma pressão enorme para a prova, pois estava sempre entre os primeiros colocados nos simulados, havia me preparado muito bem e isso me atrapalhou bastante.

Já para Polícia Rodoviária Federal, eu continuei estudando bastante, mas diminuí a carga horária. Sempre que podia, saía com amigos, namorada etc. Creio que o equilíbrio é fundamental para uma boa qualidade nos estudos.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Max: Estou namorando há 7 anos com uma das pessoas mais incríveis do mundo! Moro com meus pais. De início, tive um apoio muito grande das minhas irmãs, da minha mãe e da minha namorada. Não contava para quase ninguém que estava estudando.

Meu pai, apesar de ser Policial Federal e me apoiar, no começo sempre se preocupava se os estudos estavam atrapalhando na minha carreira no futebol. Com o tempo, passou a ser, também, um dos meus maiores apoiadores.

As formas de apoio eram várias, mas uma das coisas que mais deixa um estudante tranquilo é não colocarem pressão em cima de você e te deixarem à vontade para estudar. Isso foi fundamental nos meus estudos.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Max: Acho que se for só realizar a prova não tem problema, pois serve como teste. Mas creio que não vale a pena mudar a rotina de estudos para fazer outros concursos, com foco diferente.

Uma das minhas grandes vantagens foi ter estudado, exclusivamente, para o concurso da Polícia Federal. Em nenhum momento toquei em matérias de outros concursos, mesmo o da PRF. E isso me ajudou a ser aprovado em tão pouco tempo. Assim também foi para o concurso da PRF. Foram pouco mais de 2 meses me dedicando, exclusivamente, para esse certame.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Max: Para o concurso da Polícia Federal estudei pouco mais de 9 meses, iniciando do zero. Para a Polícia Rodoviária federal estudei pouco mais de 2 meses, com uma bagagem muito boa dos estudos para a Polícia Federal.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Max: Sim, para o concurso da Polícia Federal estudei 6 meses sem edital. O futebol me ajudou muito a ter disciplina e, como eu sabia que o concurso estava bem próximo, eu não poderia parar um segundo sequer. Estava em desvantagem quando comparado a tempo de estudo: à época trabalhava e não estava estudando há muito tempo, quando comparado às outras pessoas.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Max: Primeiramente, comecei a estudar com alguns materiais que minha irmã me disponibilizou, dentre eles alguns livros de autores renomados. Após pouco tempo, conheci o Estratégia e comprei o material que, por sinal, é excelente. Estudei a grande maioria das matérias em PDF.

A vantagem dos PDFs é a velocidade com a qual você estuda, pois é bastante objetivo e, no caso do Estratégia, é completo. A desvantagem é que, no início, os assuntos são mais difíceis de serem compreendidos do que em uma videoaula, por exemplo.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Max: Primeiramente através da minha irmã, que já tinha alguns materiais do Estratégia. Também vi algumas aulas no Youtube e gostei bastante da didática dos professores.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que devem ser memorizados. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Max: Procurei, a partir de um certo tempo, estudar todas as matérias no período de uma semana, fazendo um ciclo de estudos. As que tinham mais peso, eu colocava mais horas semanais e vice-versa. Realmente, a quantidade de assuntos é algo gigantesco quando se trata de concurso público, então devem existir estratégias para a memorização.

Li o livro “Ciclo EARA”, do autor Fernando Mesquita, e apliquei a técnica que ele dispõe em seu livro, que, para mim, funcionou perfeitamente. Usava resumos e mapas mentais para fazer as revisões diárias. Uma coisa importantíssima: a revisão é essencial. Sem a revisão, é quase impossível passar. E, claro, não poderiam faltar as questões: se sem a revisão é QUASE impossível passar, sem treinar exaustivamente através de questões É IMPOSSÍVEL conseguir êxito.

Para a Polícia Federal estudava por volta de 10 a 11 horas líquidas diárias no pós-edital e, para PRF, estudava por volta de 7 a 8 horas líquidas diárias no pós-edital.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Max: Minha maior dificuldade era português. Para vencer essa dificuldade, vi que o ideal era fazer muitas e muitas questões, E era isso que eu procurava fazer.

Outra disciplina que me tirava a tranquilidade era informática, que, inclusive, teve um peso gigantesco na prova da Polícia Federal. Para essa matéria, eu aumentei a carga horária semanal de estudos, sempre revezando entre teoria, questões e revisões.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Max: Na semana pré-prova, apenas revisei todos os meus mapas mentais e resumos. Também fiz algumas questões que havia selecionado anteriormente para revisar nos dias anteriores à prova.

Na véspera, assisti alguns momentos da revisão de véspera do Estratégia. Mas procurei dar uma relaxada maior, para não chegar exausto na prova.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Max: Meu estudo para discursiva foi um pouco negligente, admito. Principalmente para a PF e isso me custou caro: poderia estar em uma posição muito melhor se tivesse me dedicado mais. Para PRF, fazia discursivas sempre que fazia os simulados, então fazia por volta de uma a duas discursivas por semana.

Resultado: meu rendimento foi bem melhor e me fez subir algumas posições. O ideal é que o estudante encaixe em sua carga horária o estudo da discursiva, praticando bastante e, se possível, corrigindo com alguém especializado na banca do concurso.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Max: Para o TAF minha preparação tem sido tranquila, pois sempre fui muito atlético. Então, essa fase, para mim é a mais tranquila. Tenho feito exercícios por volta de 4 a 5 vezes por semana, não só especificamente para o TAF.

Para as demais etapas, ainda não estou me preparando. Meu foco agora tem sido o teste psicológico para o concurso da Polícia Federal.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Max: Erros – Como falei anteriormente, no concurso da PF me abdiquei praticamente de tudo e isso, pra mim, foi um grande erro. O estudo, em si, já é algo estressante, imagine sem vida social ativa. Outro erro, já citado anteriormente, foi a não preparação correta para as discursivas.

Acertos – Disciplina e regularidade nos estudos; fazer muitas questões; revisar diariamente e dar importância à revisão.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Max: Creio que o mais difícil foi ter abandonado o futebol. Apesar de todas as dificuldades que passei, é algo que sou apaixonado! Trabalhar com isso era algo que fazia eu esquecer tudo de ruim que eu já havia passado. Outra dificuldade foram os próprios estudos em si, a estressante carga horária, a falta de lazer e outros.

Não lembro de ter pensado em desistir em algum momento, por incrível que pareça.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Max: A principal motivação foi o sonho de me tornar policial. Era um sonho que estava em estado de latência durante todos esses anos que passei jogando e que se acendeu com muita força nos últimos meses. Mas, claro, sempre há outras motivações, como o sonho de ter uma vida mais estável financeiramente, o sonho de construir uma família, de casar e outros.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Max: A minha mensagem é a seguinte: se esse é o seu sonho, continue! Por mais difícil que seja, quando vir seu nome entre os aprovados, toda a dificuldade cairá e você terá certeza de que valeu a pena. Com disciplina e regularidade, você chegará onde quiser. Acredite!

Pedro Serodio Garcia

“Palavras não são capazes de descrever. É tanta felicidade que você não sabe como reagir. Eu já havia sonhado tantas vezes com esse momento que, quando recebi a notícia, não sabia se era apenas mais um sonho ou se dessa vez era real. Foi a maior felicidade que já senti na vida!” 

Confira nossa entrevista com Pedro Serodio Garcia, aprovado em 5º lugar no concurso da Polícia Rodoviária Federal para o estado do Rio de Janeiro (provas objetiva e discursiva):

Estratégia Concursos: Conte-nos um pouco sobre você, para que nossos leitores possam te conhecer melhor. Você é formado em que área? Qual sua idade? De onde você é?

Pedro Serodio Garcia: Tenho 23 anos, sou natural do Rio de Janeiro e formado em Ciências Aeronáuticas. Sou piloto de helicóptero e instrutor de voo.

Estratégia: O que te levou a tomar a decisão de começar a estudar para concursos? Porque a área Policial?

Pedro: A crise no país levou o mercado de helicópteros a demitir grande parte dos pilotos e isso gerou uma escassez de emprego em minha área. Enquanto trabalhava no aeroporto, sempre via os helicópteros da PRF saindo em missão e ficava sonhando com isso. Além disso, sempre fui apaixonado pela área policial. Decidi estudar para PRF para unir minhas duas paixões: Helicóptero e Polícia.

Estratégia: Durante sua caminhada como concurseiro, você trabalhava e estudava (como conciliava trabalho e estudos?), ou se dedicava inteiramente aos estudos para concurso?

Pedro: Quando iniciei meus estudos para concurso público (2015), ainda trabalhava como piloto e tinha iniciado minha segunda graduação, em direito. Em 2017, acabei saindo do emprego. O helicóptero que costumava voar se envolveu em um acidente, que acabou tirando a vida de um grande amigo meu que estava pilotando a aeronave. Em 2018, com a iminência do concurso, tranquei a faculdade e me dediquei exclusivamente aos estudos para PRF.

Estratégia: Quantos e em quais concursos já foi aprovado? Qual o último? Em qual cargo e em que colocação?

Pedro: Fiz somente dois concursos, enquanto me preparava para PRF: IBGE e INSS. Porém, foram nos meus primeiros meses de estudo e eu não tinha base nenhuma para ser aprovado. Eu realizava todas as provas das áreas policiais em casa, quando o caderno de prova era disponibilizado. Logo, a PRF, que sempre foi meu sonho, foi minha primeira aprovação.

Estratégia: Qual foi sua sensação ao ver seu nome na lista dos aprovados/classificados na primeira fase do certame?

Pedro: Palavras não são capazes de descrever. É tanta felicidade que você não sabe como reagir. Eu já havia sonhado tantas vezes com esse momento que, quando recebi a notícia, não sabia se era apenas mais um sonho ou se dessa vez era real. Foi a maior felicidade que já senti na vida! Saber que tudo que fiz valeu a pena.

Estratégia: Como era sua vida social durante a preparação para concursos? Você saía com amigos, família, etc? Ou adotou uma postura radical, abdicando do convívio social?

Pedro: Não adotei postura radical, porém tinha uma vida bastante regrada. Durante a semana, eu só cumpria com minhas obrigações, não saia com amigos e me dedicava totalmente aos estudos e aos exercícios físicos.

Aos finais de semana, ia à praia pela manhã bem cedo, almoçava e depois iniciava os estudos. Me permitia sair aos sábados a noite para relaxar. Todo domingo eu realizava simulados e redações.

Estratégia: Você é casado? Tem filhos? Namora? Mora com seus pais? Sua família entendeu e apoiou sua caminhada como concurseiro? Se sim, de que forma?

Pedro: Eu namoro. Moro com meus pais e, graças a Deus, eles sempre me apoiaram em minha caminhada como concurseiro. Eles viam meu comprometimento e as dificuldades, e sempre estiveram ao meu lado dando todo suporte necessário.

Estratégia: Você acha que vale a pena fazer outros concursos, com foco diferente daquele concurso que é realmente seu objetivo maior?

Pedro: Eu não sou a melhor pessoa para opinar quanto a isso, pois sempre foquei totalmente em concursos de áreas policiais. No entanto, acredito que você nunca se arrependerá de estudar, fazer outros concursos irá te trazer mais segurança e bagagem para continuar na busca de seus sonhos.

Estratégia: Você estudou por quanto tempo direcionado ao concurso que foi aprovado?

Pedro: Iniciei os estudos em Janeiro de 2016, conseguindo a aprovação em Fevereiro de 2019. Foram 3 anos de muito dedicação e perseverança.

Estratégia: Chegou a estudar sem ter edital na praça? Durante esse tempo, como você fazia para manter a disciplina nos estudos?

Pedro: Estudei a maior parte de minha preparação sem fazer ideia de quando sairia o concurso. Para manter a disciplina durante esse tempo, é fundamental que você tenha certeza do que deseja para seu futuro e tome gosto pelo hábito de adquirir conhecimento novo, a cada dia.

Estratégia: Que materiais você usou em sua preparação para o concurso? Aulas presenciais, telepresenciais, livros, cursos em PDF, videoaulas? Quais foram as principais vantagens e desvantagens de cada um?

Pedro: Nunca gostei de aulas presenciais (não estou criticando os cursos presenciais). Sempre preferi montar a minha grade de estudos e estudar no meu próprio ritmo, então optei pelos cursos onlines. Quando iniciei meus estudos, priorizava bastante as videoaulas, pois não tinha base nenhuma das matérias cobradas. Passado algum tempo, passei a priorizar os PDFs e livros de doutrina. Do meio para o final de minha preparação, estudava basicamente por questões.

Videoaulas: Vantagens – Bom para quem está tendo os primeiros contatos com a matéria/ Desvantagens – Muito tempo gasto

PDFs: Vantagens – Completo e com muitas questões comentadas/ Desvantagens – Não vejo nenhuma, pois era a forma que mais gostava de estudar.

Livros: Vantagens – Completo e cria uma boa base da matéria/ Desvantagens – A banca pode adotar o entendimento de doutrinador diverso.

Estratégia: Como conheceu o Estratégia Concursos?

Pedro: Quando tomei a decisão de começar a estudar, conversei com um amigo recém aprovado na Polícia Federal. Ele me indicou o Estratégia Concursos. Logo, o Estratégia me acompanhou até minha aprovação, pois na reta final também investi no Passo Estratégico.

Estratégia: Uma das principais dificuldades de todo o concursando é a quantidade de assuntos que deve ser memorizada. Como você fez para estudar todo o conteúdo do concurso? Falando de modo mais específico: você estudava várias matérias ao mesmo tempo? Quantas? Costumava fazer resumos? Focava mais em exercícios, ou na leitura e releitura da teoria? Como montou seu plano de estudos? Quantas horas por dia costumava estudar?

Pedro: Estudava, em média, 8 horas líquidas por dia. Em Agosto de 2017, investi em um Coach, que me ajudou muito a montar minha grade de estudos e o planejamento semanal. Estudava umas 4 ou 5 matérias ao longo do dia. Tive 3 anos para estudar, então consegui bater todo o edital algumas vezes.

Não costumava fazer resumos (apenas das matérias que tinha mais dificuldades). Sempre preferi estudar por questões e sempre lia a explicação dos professores após realiza-las. Era dessa forma que realizava as revisões e massificava o conhecimento. Quando estava com dificuldade em algum assunto, durante a realização das questões, voltava a leitura da teoria.

Estratégia: Você tinha mais dificuldades em alguma(s) disciplina(s)? Quais? Como você fez para superar estas dificuldades?

Pedro: Tinha bastante dificuldade em física, informática e matemática. Comecei vendo videoaulas, fiz resumos dessas matérias e buscava realizar exercícios que tinham a resposta comentada por professores.

Estratégia: A reta final é sempre um período estressante. Como foi sua rotina de estudos na semana que antecedeu a prova? E véspera de prova: foi dia de descanso ou dia de estudo?

Pedro: Estudei muito o Código de Trânsito, português e direito na última semana. Eram as matérias com mais peso na prova.

Dei uma revisada também em geopolítica e História da PRF, já que foram matérias novas cobradas nesse edital.

No dia anterior a prova, participei das revisões online de véspera, estudando das 7h as 19h Só saí a noite, para jantar e relaxar com a família.

Estratégia: No seu concurso, tivemos, além das provas objetivas, as provas discursivas. Como foi seu estudo para esta importante parte do certame? O que você aconselha?

Pedro: Aconselho que estudem MUITO para as discursivas, pois foram o diferencial nesta prova. Eu comprei um curso de correção e fazia uma redação a cada domingo, após realizar os simulados.

Estratégia: Como está sendo sua preparação para o TAF e para as demais etapas?

Pedro: Sempre gostei de praticar esportes e de ir à academia, então estou mantendo o ritmo de antes na preparação para o TAF. Porém estou treinando mais direcionado agora.

Estratégia: Se você tivesse que apontar ERROS em sua preparação (se é que houve), quais seriam? Diga-nos também quais foram os maiores ACERTOS?

Pedro: Erros – Eu demorei muito para começar a estudar por questões; tinha medo de realizar simulados no início; comprei muitos livros que nunca cheguei a ler.

Acertos – Investir em cursos certos; estudo por questões e simulados; constância na realização de discursivas; juntar dinheiro e investir em um coach; me aproximar de pessoas que tinham o mesmo objetivo que eu.

Estratégia: O que foi mais difícil nessa caminhada rumo à aprovação? Chegou a pensar, por algum momento, em desistir? Se sim, como fez para seguir em frente?

Pedro: Não tem como não pensar em desistir durante uma caminhada tão longa, cheia de incertezas. O mais difícil é manter o psicológico forte e manter a constância nos estudos, diante de tantas adversidades e tentações que cruzam nosso caminho durante este percurso.

Estratégia: Qual foi sua principal motivação?

Pedro: Busca de um sonho, realização pessoal, poder proporcionar uma vida melhor para minha família e muita vontade de vencer.

Estratégia: Por fim, o que você aconselharia a alguém que está iniciando seus estudos para concurso. Deixe-nos sua mensagem para todos aqueles que um dia almejam chegar aonde você chegou!

Pedro: Continue na batalha, não se assuste diante das adversidades e tenha pessoas que te apoiam por perto. Tenha muita fé na sua caminhada e saiba esperar o tempo necessário, pois sua vitória chegará quando você menos esperar. Só pare quando tiver ORGULHO DE PERTENCER!

Grande abraço e fiquem com Deus.

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