{"id":991953,"date":"2022-03-22T00:03:45","date_gmt":"2022-03-22T03:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=991953"},"modified":"2022-03-22T00:03:47","modified_gmt":"2022-03-22T03:03:47","slug":"informativo-stj-727-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-727-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 727 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Informativo n\u00ba 727 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/22000325\/stj-727.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_44hOUae3KjQ\"><div id=\"lyte_44hOUae3KjQ\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/44hOUae3KjQ\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/44hOUae3KjQ\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/44hOUae3KjQ\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-des-necessidade-do-contraditorio-previo-a-decretacao-de-intervencao-em-contrato-de-concessao-com-concessionaria-de-servico-publico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade do contradit\u00f3rio pr\u00e9vio \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o em contrato de concess\u00e3o com concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se exige <a>contradit\u00f3rio pr\u00e9vio \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o em contrato de concess\u00e3o com concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 66.794-AM, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 22\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas impetrou mandado de seguran\u00e7a contra o Prefeito do Munic\u00edpio de Manaus visando \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o da nulidade da interven\u00e7\u00e3o no sistema de transporte coletivo urbano convencional e do direcionamento dos recursos oriundos de aquisi\u00e7\u00e3o de vale-transporte, passe estudantil e cart\u00e3o inteligente do Sistema de Bilhetagem Eletr\u00f4nica para que sejam creditados diretamente em conta banc\u00e1ria titularizada pelo Poder Executivo Municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato alega a ilegalidade da interven\u00e7\u00e3o e dos atos dela decorrentes, de modo a resguardar o direito l\u00edquido e certo das concession\u00e1rias \u00e0 observ\u00e2ncia das garantias legais e contratuais por parte do poder concedente, dentre as quais o contradit\u00f3rio pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 175. Incumbe ao Poder P\u00fablico, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, sempre atrav\u00e9s de licita\u00e7\u00e3o, a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A lei dispor\u00e1 sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o regime das empresas concession\u00e1rias e permission\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos, o car\u00e1ter especial de seu contrato e de sua prorroga\u00e7\u00e3o, bem como as condi\u00e7\u00f5es de caducidade, fiscaliza\u00e7\u00e3o e rescis\u00e3o da concess\u00e3o ou permiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; os direitos dos usu\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; pol\u00edtica tarif\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; a obriga\u00e7\u00e3o de manter servi\u00e7o adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.987\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 32. O poder concedente poder\u00e1 intervir na concess\u00e3o, com o fim de assegurar a adequa\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A interven\u00e7\u00e3o far-se-\u00e1 por decreto do poder concedente, que conter\u00e1 a designa\u00e7\u00e3o do interventor, o prazo da interven\u00e7\u00e3o e os objetivos e limites da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Declarada a interven\u00e7\u00e3o, o poder concedente dever\u00e1, no prazo de trinta dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;Se ficar comprovado que a interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o observou os pressupostos legais e regulamentares ser\u00e1 declarada sua nulidade, devendo o servi\u00e7o ser imediatamente devolvido \u00e0 concession\u00e1ria, sem preju\u00edzo de seu direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;O procedimento administrativo a que se refere o&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;deste artigo dever\u00e1 ser conclu\u00eddo no prazo de at\u00e9 cento e oitenta dias, sob pena de considerar-se inv\u00e1lida a interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-necessario-o-contraditorio-previo\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio o contradit\u00f3rio pr\u00e9vio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme se extrai do regime jur\u00eddico do art. 175 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/a>e da Lei de Concess\u00f5es &#8211; Lei n. 8.987\/1995 -, o Estado delega a presta\u00e7\u00e3o de alguns servi\u00e7os p\u00fablicos, resguardando a si, na qualidade de poder concedente, a prerrogativa de regulamentar, controlar e fiscalizar a atua\u00e7\u00e3o do delegat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No \u00e2mbito desse controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o, a interven\u00e7\u00e3o no contrato de concess\u00e3o constitui um DEVER e uma PRERROGATIVA de que disp\u00f5e o poder concedente, visando assegurar a adequa\u00e7\u00e3o na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes<\/strong>, segundo disp\u00f5e o art. 32 da <a>Lei n. 8.987\/1995<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, o poder concedente deve &#8220;instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa&#8221; (art. 33 da Lei n. 8.987\/1995). De outro, n\u00e3o se pode desconsiderar que eventuais ilegalidades no curso do procedimento devem ser aferidas em conson\u00e2ncia com a regra geral do ordenamento jur\u00eddico de que a decreta\u00e7\u00e3o da nulidade depende de comprova\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 33 da Lei n. 8.987\/1995: &#8220;Declarada a interven\u00e7\u00e3o, o poder concedente dever\u00e1, no prazo de trinta dias, instaurar procedimento administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa.&#8221; <strong>Verifica-se que, em se tratando de interven\u00e7\u00e3o, o direito de defesa do concession\u00e1rio s\u00f3 \u00e9 propiciado AP\u00d3S a decreta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o, a partir do momento em que for instaurado o procedimento administrativo para apura\u00e7\u00e3o das irregularidades. Isso porque a interven\u00e7\u00e3o possui finalidades INVESTIGAT\u00d3RIA e FISCALIZAT\u00d3RIA, e n\u00e3o punitiva.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 dispens\u00e1vel estabelecer contradit\u00f3rio pr\u00e9vio \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o, ausente determina\u00e7\u00e3o na Lei n. 8.987\/1995.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se exige contradit\u00f3rio pr\u00e9vio \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o em contrato de concess\u00e3o com concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-cabimento-da-responsabilidade-da-instituicao-financeira-por-reparar-danos-morais-suportados-por-clientes-que-tiveram-seus-nomes-citados-em-reportagem-jornalistica-desabonadora\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da responsabilidade da institui\u00e7\u00e3o financeira por reparar danos morais suportados por clientes que tiveram seus nomes citados em reportagem jornal\u00edstica desabonadora<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 descabido reputar \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira, que foi mencionada em mat\u00e9ria jornal\u00edstica retratando fatos que lhe eram desabonadores, <a>responsabilidade por reparar danos morais suportados por clientes que tiveram seus nomes citados <\/a>nessa mesma reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.761.078-MS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em desfavor do Banco do Brasil, afirmando que o banco seria respons\u00e1vel por preju\u00edzos de ordem imaterial que teria suportado &#8220;em raz\u00e3o de alega\u00e7\u00f5es levianas, inver\u00eddicas&#8221; e da acusa\u00e7\u00e3o de que seria fraudadora no golpe do proagro, inclusive com a publica\u00e7\u00e3o de seu nome em &#8220;lista negra de produtores envolvidos em jornal de grande circula\u00e7\u00e3o&#8221;, fatos que teriam ocorrido em novembro de 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau julgou improcedente o pedido autoral, mas as duas partes recorreram, a autora pretendendo a reforma integral do julgado e o banco requerido objetivando o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o (preliminar de m\u00e9rito que foi recha\u00e7ada na senten\u00e7a). O Tribunal local ent\u00e3o reformou a decis\u00e3o para condenar o banco ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e rejeitar a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Banco do Brasil interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que o dano moral alegado como existente na inicial n\u00e3o teria sido causado por nenhum ato il\u00edcito que pudesse ser atribu\u00eddo a institui\u00e7\u00e3o financeira, visto que resultou da publica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria jornal\u00edstica por terceiro e o rol de pessoas ali mencionadas como impedidas de obter cr\u00e9dito rural (no qual se baseara o referido peri\u00f3dico) constava de documento p\u00fablico elaborado pelo BACEN.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-possivel-a-responsabilizacao-do-banco\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o do banco?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria tem nascedouro nos danos morais que teria a parte suportado por ter seu nome inclu\u00eddo em rol de supostos fraudadores do PROAGRO e que fora tornado p\u00fablico em reportagem de jornal de grande circula\u00e7\u00e3o na capital do Estado de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria foi publicada pelo Jornal Di\u00e1rio da Serra, n\u00e3o havendo nenhum elemento que indique interfer\u00eancia editorial por parte do banco, mesmo porque o conte\u00fado ali veiculado versava a respeito de fatos que, de certa maneira, tamb\u00e9m lhe eram desabonadores, visto indicavam a participa\u00e7\u00e3o de mais de duas dezenas de seus funcion\u00e1rios nas pr\u00e1ticas il\u00edcitas narradas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imposs\u00edvel, portanto, reputar \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira responsabilidade civil por t\u00edpico ato de terceiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, cumpre examinar se o dever de indenizar da institui\u00e7\u00e3o financeira pode decorrer do fato de ser ela a poss\u00edvel respons\u00e1vel por transmitir ao jornal o &#8220;sigiloso&#8221; rol dos supostos fraudadores mencionados no informe objeto de toda a controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto espec\u00edfico, <strong>a pretens\u00e3o esbarra em tr\u00eas intranspon\u00edveis \u00f3bices<\/strong>, a saber: (I) o fato de o referido rol n\u00e3o ter sido elaborado pelo Banco do Brasil, mas pelo Banco Central do Brasil, e constar de documento p\u00fablico (n\u00e3o sigiloso) expedido por aquela Autarquia Federal (no caso, do Comunicado Circular n. 004272 do Bacen) e que, em verdade, relacionava apenas pessoas que estariam &#8220;impedidas de participar de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito rural e agroindustrial, como tomadores&#8221;; (II) a aus\u00eancia de qualquer elemento probat\u00f3rio a indicar que tenha sido o banco quem transmitira ao jornalista autor da mat\u00e9ria em quest\u00e3o o teor da listagem e (III) a aus\u00eancia de qualquer ilicitude no ato de levar ao conhecimento dos meios de comunica\u00e7\u00e3o o teor de documentos que j\u00e1 s\u00e3o p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode perder de vista que \u00e9 imprescind\u00edvel, para a configura\u00e7\u00e3o do dever de indenizar, a demonstra\u00e7\u00e3o do nexo causal a vincular o resultado lesivo \u00e0 conduta efetivamente perpetrada por seu suposto causador.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 descabido reputar \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira, que foi mencionada em mat\u00e9ria jornal\u00edstica retratando fatos que lhe eram desabonadores, responsabilidade por reparar danos morais suportados por clientes que tiveram seus nomes citados nessa mesma reportagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-neonato-nao-inscrito-em-plano-de-saude-em-tratamento-terapeutico-e-mensalidades\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Neonato n\u00e3o inscrito em plano de sa\u00fade em tratamento terap\u00eautico e mensalidades<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o prazo de 30 (trinta) dias do nascimento, o neonato submetido a tratamento terap\u00eautico e n\u00e3o inscrito no plano de sa\u00fade deve ser considerado usu\u00e1rio por equipara\u00e7\u00e3o, o que acarreta o recolhimento de quantias correspondentes a mensalidades de sua categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.953.191-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/02\/2022, DJe 23\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jorginho, neonato, foi submetido a cirurgia card\u00edaca e necessitou de interna\u00e7\u00e3o hospitalar por per\u00edodo superior a 30 dias, sem que ele tivesse sido inscrito no plano de sa\u00fade da genitora como dependente. O menor ent\u00e3o representado por sua genitora Nirse, ajuizou a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer em face de Cobrotudo Sa\u00fade, pretendendo a manuten\u00e7\u00e3o da cobertura assistencial pela operadora do plano de sa\u00fade, depois de ultrapassados os 30 dias do nascimento, at\u00e9 receber a alta m\u00e9dica do seu tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou procedente o pedido, decis\u00e3o mantida pelo tribunal local. Inconformado, o plano de sa\u00fade interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que cumpriu integralmente com sua obriga\u00e7\u00e3o de cobertura do rec\u00e9m-nascido at\u00e9 o 30\u00ba dia ap\u00f3s o nascimento, em estrito cumprimento da Lei 9.656\/98. Sustentou tamb\u00e9m que o menor sequer faz parte do contrato pactuado entre as partes, sendo apenas concedida a cobertura de gastos m\u00e9dicos nos trinta primeiros dias ap\u00f3s o parto em conformidade com a previs\u00e3o legal, o que jamais poderia ser interpretado como dependente de plano de seguro sa\u00fade, conferindo-lhe cobertura al\u00e9m do permitido em Lei.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;12.&nbsp;&nbsp;S\u00e3o facultadas a oferta, a contrata\u00e7\u00e3o e a vig\u00eancia dos produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;desta Lei, nas segmenta\u00e7\u00f5es previstas nos incisos I a IV deste artigo, respeitadas as respectivas amplitudes de cobertura definidas no plano-refer\u00eancia de que trata o art. 10, segundo as seguintes exig\u00eancias m\u00ednimas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; quando incluir atendimento obst\u00e9trico:<\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp;cobertura assistencial ao rec\u00e9m-nascido, filho natural ou adotivo do consumidor, ou de seu dependente, durante os primeiros trinta dias ap\u00f3s o parto;<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;inscri\u00e7\u00e3o assegurada ao rec\u00e9m-nascido, filho natural ou adotivo do consumidor, como dependente, isento do cumprimento dos per\u00edodos de car\u00eancia, desde que a inscri\u00e7\u00e3o ocorra no prazo m\u00e1ximo de trinta dias do nascimento ou da ado\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-somente-ha-obrigacao-do-plano-nos-primeiros-30-dias\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Somente h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o do plano nos primeiros 30 dias?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, logo ap\u00f3s o parto, o neonato <a>foi submetido \u00e0 cirurgia card\u00edaca e necessitou de interna\u00e7\u00e3o hospitalar por per\u00edodo superior a 30 dias, sem que ele tivesse sido inscrito no plano de sa\u00fade da genitora como dependente<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, o art. 12, III, &#8220;a&#8221;, da <a>Lei n. 9.656\/1998 <\/a>estabelece verdadeira garantia de cobertura assistencial ao rec\u00e9m-nascido, filho natural ou adotivo do consumidor, ou de seu dependente, durante os primeiros trinta dias ap\u00f3s o parto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse mesmo prazo, \u00e9 assegurada a inscri\u00e7\u00e3o do rec\u00e9m-nascido, filho natural ou adotivo do consumidor, como dependente no plano de sa\u00fade, isento do cumprimento dos per\u00edodos de car\u00eancia<\/strong> (art. 12, III, &#8220;b&#8221;, da Lei n. 9.656\/1998).<\/p>\n\n\n\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o dos citados dispositivos legais permite inferir que, <strong>at\u00e9 o 30\u00ba dia ap\u00f3s o parto, a cobertura assistencial do rec\u00e9m-nascido decorre do v\u00ednculo contratual havido entre a operadora e a parturiente, benefici\u00e1ria de plano de sa\u00fade que inclui atendimento de obstetr\u00edcia<\/strong>; a partir do 31\u00ba dia, a cobertura assistencial do rec\u00e9m-nascido pressup\u00f5e a sua INSCRI\u00c7\u00c3O como benefici\u00e1rio no plano de sa\u00fade, momento em que se forma o v\u00ednculo contratual entre este e a operadora e se torna exig\u00edvel o pagamento da contribui\u00e7\u00e3o correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do contexto dos autos, portanto, a interpreta\u00e7\u00e3o puramente literal do art. 12, III, &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da Lei n. 9.656\/1998, autorizaria a operadora a negar a cobertura assistencial ao rec\u00e9m-nascido a partir do seu 31\u00ba dia de vida, como, de fato, o fez; a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e teleol\u00f3gica, no entanto, conduz a uma outra conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, fundada na dignidade da pessoa humana e em homenagem aos princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva, da fun\u00e7\u00e3o social do contrato e da seguran\u00e7a jur\u00eddica, a jurisprud\u00eancia do STJ firmou a orienta\u00e7\u00e3o de que, &#8220;n\u00e3o obstante seja poss\u00edvel a resili\u00e7\u00e3o unilateral e imotivada do contrato de plano de sa\u00fade coletivo, deve ser resguardado o direito daqueles benefici\u00e1rios que estejam internados ou em pleno tratamento m\u00e9dico&#8221; (REsp 1.818.495\/SP, Terceira Turma, julgado em 08\/10\/2019, DJe 11\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>ainda que se admita a extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo contratual e, por conseguinte, a cessa\u00e7\u00e3o da cobertura pela operadora do plano de sa\u00fade, \u00e9 sempre garantida a continuidade da assist\u00eancia m\u00e9dica em favor de quem se encontra internado ou em tratamento m\u00e9dico indispens\u00e1vel a pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia\/incolumidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, se, de um lado, a lei exime a operadora da obriga\u00e7\u00e3o de custear o tratamento m\u00e9dico prescrito para o neonato, ap\u00f3s o 30\u00ba dia do parto, se ele n\u00e3o foi inscrito como benefici\u00e1rio do plano de sa\u00fade, impede, de outro lado, que se interrompa o tratamento ainda em curso, assegurando, pois, a cobertura assistencial at\u00e9 a sua alta hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, ap\u00f3s o prazo de 30 (trinta) dias do nascimento, o neonato submetido a tratamento terap\u00eautico e n\u00e3o inscrito no plano de sa\u00fade deve ser considerado usu\u00e1rio por equipara\u00e7\u00e3o. \u00c9 dizer, deve ser considerado como se inscrito fosse, ainda que provisoriamente, o que lhe acarreta n\u00e3o o ressarcimento de despesas conforme os valores de tabela da operadora, mas o recolhimento de quantias correspondentes a mensalidades de sua categoria, a exemplo tamb\u00e9m do que acontece aos benefici\u00e1rios sob tratamento assistencial em planos extintos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o prazo de 30 (trinta) dias do nascimento, o neonato submetido a tratamento terap\u00eautico e n\u00e3o inscrito no plano de sa\u00fade deve ser considerado usu\u00e1rio por equipara\u00e7\u00e3o, o que acarreta o recolhimento de quantias correspondentes a mensalidades de sua categoria.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-escolha-entre-a-acao-de-nulidade-e-a-impugnacao-ao-cumprimento-de-sentenca-arbitral-e-decadencia\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Escolha entre a a\u00e7\u00e3o de nulidade e a impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a arbitral e decad\u00eancia<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A es<a>colha entre a a\u00e7\u00e3o de nulidade e a impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a <\/a>em nada interfere na cristaliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da decad\u00eancia, de modo que, escoado o prazo de 90 dias para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de nulidade, n\u00e3o poder\u00e1 a parte suscitar as hip\u00f3teses de nulidade previstas no art. 32 da Lei de Arbitragem pela via da impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.928.951-TO, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/02\/2022, DJe 18\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ariberto e Creiton firmaram instrumento particular de compromisso de compra e venda de Ariberto e Creiton firmaram instrumento particular de compromisso de compra e venda de terreno urbano e em raz\u00e3o de suposto inadimplemento de Creiton, recorreram ao Ju\u00edzo arbitral, oportunidade em que firmaram acordo, sobrevindo a senten\u00e7a homologat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Proposto o cumprimento de senten\u00e7a arbitral, Creiton apresentou IMPUGNA\u00c7\u00c3O, alegando a nulidade da senten\u00e7a arbitral em raz\u00e3o da nulidade da pr\u00f3pria cl\u00e1usula compromiss\u00f3ria. E n\u00e3o \u00e9 que ele logrou \u00eaxito em seu intento?! Desconstitui-se, por consequ\u00eancia, o t\u00edtulo executivo judicial derivado da senten\u00e7a arbitral homologat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso, o Tribunal rejeitou o recurso de apela\u00e7\u00e3o interposto por Ariberto, ao fundamento de que n\u00e3o haveria que se falar em decad\u00eancia, pois o prazo de 90 (noventa) dias previsto no \u00a7 1\u00ba, do art. 33, da Lei 9.307\/96 se aplicaria apenas \u00e0 a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 525. Transcorrido o prazo previsto no&nbsp;art. 523&nbsp;sem o pagamento volunt\u00e1rio, inicia-se o prazo de 15 (quinze) dias para que o executado, independentemente de penhora ou nova intima\u00e7\u00e3o, apresente, nos pr\u00f3prios autos, sua impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Na impugna\u00e7\u00e3o, o executado poder\u00e1 alegar:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>VII &#8211; qualquer causa modificativa ou extintiva da obriga\u00e7\u00e3o, como pagamento, nova\u00e7\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o, transa\u00e7\u00e3o ou prescri\u00e7\u00e3o, desde que supervenientes \u00e0 senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.307\/1996:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. &nbsp;A parte interessada poder\u00e1 pleitear ao \u00f3rg\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio competente a declara\u00e7\u00e3o de nulidade da senten\u00e7a arbitral, nos casos previstos nesta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;A demanda para a declara\u00e7\u00e3o de nulidade da senten\u00e7a arbitral, parcial ou final, seguir\u00e1 as regras do procedimento comum, previstas na Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;5.869, de 11 de janeiro de 1973 (C\u00f3digo de Processo Civil), e dever\u00e1 ser proposta no prazo de at\u00e9 90 (noventa) dias ap\u00f3s o recebimento da notifica\u00e7\u00e3o da respectiva senten\u00e7a, parcial ou final, ou da decis\u00e3o do pedido de esclarecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;A senten\u00e7a que julgar procedente o pedido declarar\u00e1 a nulidade da senten\u00e7a arbitral, nos casos do art. 32, e determinar\u00e1, se for o caso, que o \u00e1rbitro ou o tribunal profira nova senten\u00e7a arbitral.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-viavel-a-alegacao-de-nulidade-por-meio-da-impugnacao\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vi\u00e1vel a alega\u00e7\u00e3o de nulidade por meio da impugna\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Instaurada a arbitragem, cumpre destacar que, da mesma forma que ocorre no processo judicial, a forma\u00e7\u00e3o da coisa julgada no \u00e2mbito do procedimento arbitral est\u00e1 sujeita \u00e0 imutabilidade da decis\u00e3o proferida ap\u00f3s as etapas necess\u00e1rias do procedimento, sendo bastante LIMITADAS as possibilidades de afast\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, a senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo arbitral faz coisa julgada material e, constitui, por for\u00e7a de lei, t\u00edtulo executivo judicial<\/strong> (art. 525, VII, do <a>CPC\/2015<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, no que diz respeito ao exame das senten\u00e7as arbitrais, o STJ perfilha o entendimento de que o controle judicial sobre a validade das senten\u00e7as arbitrais est\u00e1 relacionado a aspectos estritamente formais, n\u00e3o sendo l\u00edcito ao magistrado togado examinar o m\u00e9rito do que foi decidido pelo \u00e1rbitro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>as vias predispostas para impugnar senten\u00e7as arbitrais s\u00e3o, sobretudo, duas, a<\/strong> saber: a) a impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a (art. 33, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 9.307\/1996); e b) <strong>a a\u00e7\u00e3o de nulidade<\/strong> (art. 33, \u00a7 1\u00ba, da <a>Lei n. 9.307\/1996<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, sobre os instrumentos predispostos \u00e0 impugna\u00e7\u00e3o das senten\u00e7as arbitrais, esclarece a doutrina, que \u00e9 l\u00edcito ao vencido, na arbitragem, a utiliza\u00e7\u00e3o &#8220;das duas vias para questionar a nulidade da senten\u00e7a arbitral: a\u00e7\u00e3o de invalida\u00e7\u00e3o ou impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento da senten\u00e7a arbitral, cumulando nesta os fundamentos daquela. Esse parece ser, realmente, o melhor entendimento. Ou seja, a mat\u00e9ria pass\u00edvel de ser invocada na &#8216;impugna\u00e7\u00e3o&#8217; ao cumprimento da senten\u00e7a n\u00e3o se limita \u00e0 contida no art. 525, \u00a7 1\u00ba, do CPC\/2015, podendo ser trazido, por este instrumento processual no caso de execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a arbitral, tamb\u00e9m o quanto previsto no art. 32 da Lei de Arbitragem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Deve-se ressaltar que, se a declara\u00e7\u00e3o de nulidade com fundamento nas hip\u00f3teses previstas no art. 32 da Lei de Arbitragem for pleiteada por meio de a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, imp\u00f5e-se o respeito ao prazo decadencial de 90 dias, contado do recebimento da notifica\u00e7\u00e3o da respectiva senten\u00e7a, parcial ou final, ou da decis\u00e3o do pedido de esclarecimentos<\/strong> (Art. 33, \u00a7 1\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre, no entanto, que o \u00a7 3\u00ba, do art. 33 da Lei de Arbitragem permite que, proposta a execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a arbitral, se alegue a nulidade da senten\u00e7a tamb\u00e9m em sede de impugna\u00e7\u00e3o, sendo imperioso, portanto, verificar se o referido prazo decadencial de 90 (noventa) dias tamb\u00e9m deve ser aplicado nessa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de instituto de Direito Material, a caracteriza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da decad\u00eancia n\u00e3o pode ficar \u00e0 merc\u00ea do instrumento processual escolhido pela parte para veicular a alega\u00e7\u00e3o de nulidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, a escolha entre a a\u00e7\u00e3o de nulidade ou a impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a em nada interfere na cristaliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da decad\u00eancia, de modo que, escoado o prazo de 90 (noventa) dias para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de nulidade, n\u00e3o poder\u00e1 a parte suscitar as hip\u00f3teses de nulidade previstas no art. 32 da Lei de Arbitragem pela via da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a arbitral, pois o poder formativo j\u00e1 haver\u00e1 sido fulminado pela decad\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, <strong>\u00e9 imperioso concluir que, uma vez esgotado o prazo de 90 (noventa) dias previsto no \u00a7 1\u00ba, do art. 33, da Lei de Arbitragem, estar\u00e1 fulminado pela decad\u00eancia o poder formativo de pleitear a nulidade da senten\u00e7a arbitral com fundamento nas hip\u00f3teses do art. 32 da Lei de Arbitragem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A escolha entre a a\u00e7\u00e3o de nulidade e a impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de senten\u00e7a em nada interfere na cristaliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da decad\u00eancia, de modo que, escoado o prazo de 90 dias para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o de nulidade, n\u00e3o poder\u00e1 a parte suscitar as hip\u00f3teses de nulidade previstas no art. 32 da Lei de Arbitragem pela via da impugna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-da-interrupcao-do-prazo-prescricional-em-razao-do-ajuizamento-de-acao-declaratoria-de-inexigibilidade-dos-debitos-pelo-devedor-quando-ja-tiver-havido-anterior-interrupcao-do-prazo-prescricional-pelo-protesto-das-duplicatas\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional em raz\u00e3o do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade dos d\u00e9bitos pelo devedor quando j\u00e1 tiver havido anterior interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional pelo protesto das duplicatas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a <a>interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional em raz\u00e3o do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade dos d\u00e9bitos pelo devedor quando j\u00e1 tiver havido anterior interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional pelo protesto das duplicatas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.963.067-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/02\/2022, DJe 24\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurandir realizou protestos de diversas duplicatas ainda no ano de 2012, oportunidade em que, nos termos do art. 202, III, do CC\/02, houve a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional. A devedora Jurema ajuizou a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade dos d\u00e9bitos em 16\/11\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Na respectiva execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial, o juiz julgou improcedentes os pedidos, ao fundamento de que o protesto dos t\u00edtulos ensejou a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o execut\u00f3ria, a qual foi novamente interrompida com o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade de d\u00e9bitos. Inconformada, Jurema interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta a impossibilidade da interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o operar mais de uma vez, independentemente de qualquer diferencia\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria entre interrup\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/02:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 202. A interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o, que somente poder\u00e1 ocorrer uma vez, dar-se-\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a cita\u00e7\u00e3o, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; por protesto, nas condi\u00e7\u00f5es do inciso antecedente;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; por protesto cambial;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; pela apresenta\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de cr\u00e9dito em ju\u00edzo de invent\u00e1rio ou em concurso de credores;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; por qualquer ato inequ\u00edvoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito pelo devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A prescri\u00e7\u00e3o interrompida recome\u00e7a a correr da data do ato que a interrompeu, ou do \u00faltimo ato do processo para a interromper.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-possivel-as-duas-interrupcoes\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel as duas interrup\u00e7\u00f5es?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal \u00e9 definir se \u00e9 poss\u00edvel a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional em raz\u00e3o do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade dos d\u00e9bitos pelo devedor quando j\u00e1 tiver havido anterior interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional pelo protesto das duplicatas.<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto da prescri\u00e7\u00e3o tem por finalidade conferir certeza \u00e0s rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, na busca de estabilidade, porquanto n\u00e3o seria poss\u00edvel suportar uma perp\u00e9tua situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Admite-se, contudo, a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional quando o titular do direito manifesta, por uma das formas previstas em lei, a inten\u00e7\u00e3o de exerc\u00ea-la ou quando o devedor manifesta inequivocamente o reconhecimento daquele direito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inspirado no fundamento do instituto, <strong>o novo C\u00f3digo Civil inovou ao dispor, de forma expressa, conforme art. 202,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CC\/02, que a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o somente poder\u00e1 ocorrer UMA vez para a mesma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um certo debate na doutrina sobre se a interrup\u00e7\u00e3o ocorreria uma \u00fanica vez, independentemente de seu fundamento, ou se poderia acontecer uma vez para cada uma das causas interruptivas previstas nos incisos do art. 202 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevalece ainda a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial e doutrin\u00e1ria firmada no sentido de que a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o ocorre somente uma \u00fanica vez para a <strong>mesma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica<\/strong> &#8211; isto \u00e9, independentemente de seu fundamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o posterior ajuizamento da a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade de d\u00e9bitos, ainda que indiscutivelmente seja causa interruptiva da prescri\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de promover NOVA interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional, uma vez que este j\u00e1 se interrompe com o protesto das duplicatas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional em raz\u00e3o do ajuizamento de a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade dos d\u00e9bitos pelo devedor quando j\u00e1 tiver havido anterior interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional pelo protesto das duplicatas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-i-legalidade-da-cobranca-pelo-plano-de-saude-de-coparticipacao-em-forma-de-percentual-no-caso-de-internacao-domiciliar-nao-alusiva-a-tratamento-psiquiatrico\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da cobran\u00e7a, pelo plano de sa\u00fade, de coparticipa\u00e7\u00e3o em forma de percentual no caso de interna\u00e7\u00e3o domiciliar n\u00e3o alusiva \u00e0 tratamento psiqui\u00e1trico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a <a>cobran\u00e7a, pelo plano de sa\u00fade, de coparticipa\u00e7\u00e3o em forma de percentual no caso de interna\u00e7\u00e3o domiciliar n\u00e3o alusiva \u00e0 tratamento psiqui\u00e1trico<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.947.036-DF, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 22\/02\/2022, DJe 24\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nina ajuizou a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer em desfavor de Cobromesmo Sa\u00fade em raz\u00e3o da recusa de cobertura do servi\u00e7o de interna\u00e7\u00e3o <em>home care<\/em>, durante 24h por dia, bem como do tratamento medicamentoso prescrito. O juiz de primeiro grau julgou procedentes os pedidos iniciais, confirmando a tutela de urg\u00eancia concedida, para determinar que a parte r\u00e9 custeie integralmente o tratamento domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano ent\u00e3o passou a cobrar coparticipa\u00e7\u00e3o no caso de interna\u00e7\u00e3o domiciliar e interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais defende a legalidade da cobran\u00e7a, ainda que de forma percentual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-legal-a-cobranca-de-coparticipacao-de-forma-percentual\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legal a cobran\u00e7a de coparticipa\u00e7\u00e3o de forma percentual?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 9.656\/1998 autoriza, expressamente, a possibilidade de coparticipa\u00e7\u00e3o do contratante em despesas m\u00e9dicas espec\u00edficas, desde que figure de forma clara e expressa a obriga\u00e7\u00e3o para o consumidor no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade se manifestou no sentido de que a franquia e a coparticipa\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser utilizadas pelas operadoras de seguros privados como mecanismos de regula\u00e7\u00e3o financeira, desde que n\u00e3o caracterize financiamento integral do procedimento pelo usu\u00e1rio<\/strong>, ou restrinja severamente o acesso aos servi\u00e7os (Resolu\u00e7\u00e3o CONSU n. 8\/1998, art. 1\u00ba, \u00a7 2\u00ba c\/c art. 2\u00ba, VII).<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, <strong>a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 firme no sentido de que a contrata\u00e7\u00e3o de coparticipa\u00e7\u00e3o para tratamento de sa\u00fade, seja em percentual ou seja em montante fixo, desde que N\u00c3O INVIABILIZE o acesso ao servi\u00e7o de sa\u00fade \u00e9 legal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Registra-se que os arts. 2\u00ba, VIII, e 4\u00ba, VII, da Resolu\u00e7\u00e3o CONSU n. 8\/98 vedam a cobran\u00e7a de coparticipa\u00e7\u00e3o em forma de percentual nos casos de interna\u00e7\u00e3o, com exce\u00e7\u00e3o dos eventos relacionados \u00e0 sa\u00fade mental, determinando que, para essa hip\u00f3tese, os valores sejam prefixados e n\u00e3o sofram indexa\u00e7\u00e3o por procedimentos e\/ou patologias.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ponto, a Segunda Se\u00e7\u00e3o pacificou o entendimento no sentido de que &#8220;Nos contratos de plano de sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 abusiva a cl\u00e1usula de coparticipa\u00e7\u00e3o expressamente ajustada e informada ao consumidor, \u00e0 raz\u00e3o m\u00e1xima de 50% (cinquenta por cento) do valor das despesas, nos casos de interna\u00e7\u00e3o superior a 30 (trinta) dias por ano, decorrente de transtornos psiqui\u00e1tricos, preservada a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro&#8221; (REsp 1.809.486\/SP, DJe 16\/12\/2020 e REsp 1.755.866\/SP, 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, DJe 16\/12\/2020 &#8211;&nbsp;tema 1032).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, foi estabelecida, contratualmente, a coparticipa\u00e7\u00e3o da benefici\u00e1ria sobre o total das despesas arcadas pelo plano de sa\u00fade no caso de interna\u00e7\u00e3o domiciliar, limitada a 50% dos valores da\u00ed decorrentes. Trata-se, portanto, de cl\u00e1usula ilegal, pois estabelece a coparticipa\u00e7\u00e3o, em forma de percentual, no caso de interna\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o alusiva a tratamento psiqui\u00e1trico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-resultado-final\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a cobran\u00e7a, pelo plano de sa\u00fade, de coparticipa\u00e7\u00e3o em forma de percentual no caso de interna\u00e7\u00e3o domiciliar n\u00e3o alusiva a tratamento psiqui\u00e1trico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-responsabilidade-da-empresa-patrocinadora-de-evento-e-enquadramento-no-conceito-de-fornecedor-para-fins-de-responsabilizacao-por-acidente-de-consumo-ocorrido-no-local\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabilidade da empresa patrocinadora de evento e enquadramento no conceito de fornecedor para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o por acidente de consumo ocorrido no local.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A empresa patrocinadora de evento, que n\u00e3o participou da sua organiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser enquadrada no <a>conceito de fornecedor para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o por acidente de consumo ocorrido no local.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.955.083-BA, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 15\/02\/2022, DJe 18\/02\/2022. (Info 727)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cleide ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos e morais contra Moto Clube, na qual alega que seu filho veio a \u00f3bito em decorr\u00eancia de explos\u00e3o de cilindro acoplado \u00e0 motocicleta utilizada em apresenta\u00e7\u00e3o de manobras radicais no qual a r\u00e9 constava como patrocinadora, embora n\u00e3o como organizadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a extinguiu o processo sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito em decorr\u00eancia do reconhecimento da ilegitimidade passiva da r\u00e9, mas o Tribunal local reformou a decis\u00e3o por entender que Moto Clube atuou como patrocinadora do evento descrito na inicial, sendo parte leg\u00edtima para compor o polo passivo da lide.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Moto Clube interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que seria parte ileg\u00edtima para compor a lide, j\u00e1 que n\u00e3o foi respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o do evento, tendo apenas adquirido duas quotas de patroc\u00ednio. Al\u00e9m disso, sustenta a exist\u00eancia de cl\u00e1usula excludente de responsabilidade no contrato de patroc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00b0 Fornecedor \u00e9 toda pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, p\u00fablica ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produ\u00e7\u00e3o, montagem, cria\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o, importa\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de produtos ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 Servi\u00e7o \u00e9 qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remunera\u00e7\u00e3o, inclusive as de natureza banc\u00e1ria, financeira, de cr\u00e9dito e securit\u00e1ria, salvo as decorrentes das rela\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-patrocinador-e-responsavel\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Patrocinador \u00e9 respons\u00e1vel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para a incid\u00eancia do microssistema consumerista, \u00e9 imprescind\u00edvel a exist\u00eancia, de um lado, de um fornecedor e, de outro, de um consumidor e que essa rela\u00e7\u00e3o tenha por objeto o fornecimento de um produto ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de hip\u00f3tese de acidente de consumo por defeito do servi\u00e7o, \u00e9 de suma import\u00e2ncia averiguar se aquele a quem se pretende atribuir a responsabilidade integra a cadeia de consumo. Isso porque, s\u00e3o quatro os pressupostos para a responsabilidade civil, a saber: (I) o dano; (II) o defeito do servi\u00e7o; (III) o nexo de causalidade entre o defeito e o preju\u00edzo e (iv) o nexo de imputa\u00e7\u00e3o, sendo este o v\u00ednculo entre a atividade desenvolvida pelo fornecedor e o defeito do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aquele que comparece a espet\u00e1culo aberto ao p\u00fablico se qualifica como consumidor nos termos da teoria finalista, j\u00e1 que n\u00e3o d\u00e1 continuidade ao servi\u00e7o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de cobran\u00e7a de ingresso para assistir ao evento n\u00e3o afasta, por si s\u00f3, a incid\u00eancia do <a>CDC<\/a>. O termo &#8220;mediante remunera\u00e7\u00e3o&#8221; presente no art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, desse diploma legal inclui o ganho indireto e n\u00e3o significa que o servi\u00e7o deva ser oneroso ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>O legislador, com o prop\u00f3sito de conferir prote\u00e7\u00e3o mais efetiva \u00e0s v\u00edtimas de acidentes de consumo, ampliou o conceito de fornecedor previsto no art. 3\u00ba do CDC, imputando os danos causados pelo defeito a todos os envolvidos na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o (art. 14 do CDC). Ou seja, ao valer-se do voc\u00e1bulo fornecedor, pretendeu-se viabilizar a responsabiliza\u00e7\u00e3o do terceiro que, embora n\u00e3o tenha prestado o servi\u00e7o diretamente, integrou a cadeia de consumo. Cuida-se do fornecedor indireto ou mediato.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Para ser considerado integrante da cadeia de consumo, o terceiro deve ter contribu\u00eddo com produtos ou servi\u00e7os para o fornecimento do servi\u00e7o final.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em determinadas situa\u00e7\u00f5es, ainda, admite-se a responsabilidade do terceiro com base na teoria da apar\u00eancia. De acordo com essa teoria, &#8220;quando qualquer entidade se apresente como fornecedor de determinado bem ou servi\u00e7o ou mesmo que ela, por sua a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, causar danos causados ao consumidor, ser\u00e1 por eles respons\u00e1vel&#8221; (REsp 1.637.611\/RJ, Terceira Turma, DJe 25\/08\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desse modo, o terceiro tamb\u00e9m pode ser responsabilizado se, \u00e0 luz das circunst\u00e2ncias concretas, aparentar ser o fornecedor do servi\u00e7o. Ocorre que a empresa patrocinadora n\u00e3o participou da organiza\u00e7\u00e3o do evento, mas apenas o patrocinou mediante a aquisi\u00e7\u00e3o de quota de patroc\u00ednio<\/strong>. Dito de outro modo, a empresa n\u00e3o contribuiu com seus produtos ou servi\u00e7os para a organiza\u00e7\u00e3o do evento. Nem mesmo h\u00e1 ind\u00edcios de que a exposi\u00e7\u00e3o da sua marca tenha passado a impress\u00e3o de que atuou como intermedi\u00e1ria na cadeia de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo o terceiro mero patrocinador do evento, que n\u00e3o participou da sua organiza\u00e7\u00e3o e, assim, n\u00e3o assumiu a garantia de seguran\u00e7a dos participantes, n\u00e3o pode ser enquadrado no conceito de &#8220;fornecedor&#8221; para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o pelo acidente de consumo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A empresa patrocinadora de evento, que n\u00e3o participou da sua organiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser enquadrada no conceito de fornecedor para fins de responsabiliza\u00e7\u00e3o por acidente de consumo ocorrido no local.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-im-possibilidade-de-elevacao-da-pena-base-no-roubo-em-transporte-coletivo-vazio\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade de eleva\u00e7\u00e3o da pena-base no roubo em transporte coletivo vazio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>roubo em transporte coletivo vazio <\/a>\u00e9 circunst\u00e2ncia concreta que n\u00e3o justifica a eleva\u00e7\u00e3o da pena-base.<\/p>\n\n\n\n<p>AgRg no HC 693.887-ES, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 15\/02\/2022, DJe 21\/02\/2022. <a>(Info 727)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creitinho cometeu crime de roubo em transporte coletivo vazio, exceto pelo motorista. O juiz de primeiro grau elevou a pena-base do crime por entender que a pr\u00e1tica de crimes de roubo dentro de transportes coletivos autorizaria a eleva\u00e7\u00e3o da pena-base por consistir, via de regra, em fundamento id\u00f4neo para considerar desfavor\u00e1vel circunst\u00e2ncia judicial. Isso porque no transporte p\u00fablico h\u00e1 comumente grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas, o que eleva a periculosidade da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Creitinho impetrou Habeas Corpus alegando que o fato de o transporte coletivo estar \u201cvazio\u201d no momento do crime impediria a eleva\u00e7\u00e3o da pena base com base no crit\u00e9rio adotado pelo juiz sentenciante.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 59 &#8211; O juiz, atendendo \u00e0 culpabilidade, aos antecedentes, \u00e0 conduta social, \u00e0 personalidade do agente, aos motivos, \u00e0s circunst\u00e2ncias e conseq\u00fc\u00eancias do crime, bem como ao comportamento da v\u00edtima, estabelecer\u00e1, conforme seja necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as penas aplic\u00e1veis dentre as cominadas;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a quantidade de pena aplic\u00e1vel, dentro dos limites previstos;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa da liberdade aplicada, por outra esp\u00e9cie de pena, se cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-justificavel-a-elevacao-da-pena-base\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justific\u00e1vel a eleva\u00e7\u00e3o da pena-base?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s circunst\u00e2ncias do crime, para fins do art. 59 do <a>C\u00f3digo Penal<\/a>, tal vetorial deve abordar an\u00e1lise sobre os aspectos objetivos e subjetivos de natureza acidental que envolvem o delito. No caso, a valora\u00e7\u00e3o negativa considerou o fato do crime ter sido praticado no interior de transporte coletivo, local de grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, <strong>a pr\u00e1tica de crimes de roubo dentro de transportes coletivos autoriza, nos termos da abalizada jurisprud\u00eancia do STJ, a eleva\u00e7\u00e3o da pena-base por consistir, via de regra, em fundamento id\u00f4neo para considerar desfavor\u00e1vel circunst\u00e2ncia judicial. Isso porque no transporte p\u00fablico h\u00e1 comumente grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas, o que eleva a periculosidade da a\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, observa-se que as circunst\u00e2ncias concretas do presente caso demonstram que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o desbordou da periculosidade pr\u00f3pria do tipo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conforme mencionado pela pr\u00f3pria v\u00edtima, o \u00f4nibus estava vazio no momento do delito, o qual foi praticado com simulacro de arma de fogo<\/strong>. Tais circunst\u00e2ncias concretas (\u00f4nibus vazio e uso de simulacro de arma de fogo) evidenciam que o&nbsp;<em>modus operandi<\/em>&nbsp;do delito foi normal \u00e0 esp\u00e9cie, n\u00e3o se justificando a eleva\u00e7\u00e3o da reprimenda. Portanto, de rigor o afastamento da valora\u00e7\u00e3o negativa das circunst\u00e2ncias judiciais relativas as circunst\u00e2ncias do crime.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O roubo em transporte coletivo vazio \u00e9 circunst\u00e2ncia concreta que n\u00e3o justifica a eleva\u00e7\u00e3o da pena-base.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-e2dedde6-59fa-4c3b-8c37-63b9565ccdb6\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/22000325\/stj-727.pdf\">stj-727<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/22000325\/stj-727.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-e2dedde6-59fa-4c3b-8c37-63b9565ccdb6\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 727 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade do contradit\u00f3rio pr\u00e9vio \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o em contrato de concess\u00e3o com concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A N\u00e3o se exige [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-991953","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 727 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-727-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 727 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 727 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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