{"id":988541,"date":"2022-03-16T09:08:39","date_gmt":"2022-03-16T12:08:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=988541"},"modified":"2022-03-16T09:08:43","modified_gmt":"2022-03-16T12:08:43","slug":"informativo-stf-1045-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1045-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1045 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1045 do STF <strong>COMENTADO. <\/strong>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/16090819\/stf-1045.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_sCjTJ9onPXk\"><div id=\"lyte_sCjTJ9onPXk\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/sCjTJ9onPXk\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/sCjTJ9onPXk\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/sCjTJ9onPXk\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Os processos administrativos sancionadores instaurados por ag\u00eancias reguladoras contra concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico devem obedecer ao princ\u00edpio da publicidade durante toda a sua tramita\u00e7\u00e3o, ressalvados eventuais atos que se enquadrem nas hip\u00f3teses de sigilo previstas em lei e na Constitui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>ADI 5371\/DF, relator Min. Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 25.2.2022 (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914777\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Procurador Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI 5371 questionando o artigo 78-B da Lei 10.233\/2001, que imp\u00f5e sigilo aos processos que apurem infra\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq). Para o autor, o dispositivo viola o princ\u00edpio da publicidade dos atos da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n<p>O dispositivo questionado diz que o processo administrativo para apura\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00f5es e aplica\u00e7\u00e3o de penalidades, no \u00e2mbito das duas ag\u00eancias, ser\u00e1 circunstanciado e permanecer\u00e1 em sigilo at\u00e9 decis\u00e3o final. De acordo com o procurador, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 diz, no caput do artigo 37, que, na realiza\u00e7\u00e3o de suas atividades, o Poder P\u00fablico deve dar publicidade a seus atos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914778\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914779\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Publicidade como regra em todos os atos?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeap!!!!<\/strong><\/p>\n<p>Em regra, a imposi\u00e7\u00e3o de sigilo a processos administrativos sancionadores, instaurados por ag\u00eancias reguladoras contra concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico, \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o. Isso porque<\/p>\n<ul>\n<li>a regra no regime democr\u00e1tico instaurado pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 \u00e9 a publicidade dos atos estatais, sendo o sigilo absolutamente excepcional;<\/li>\n<li>a Constitui\u00e7\u00e3o Federal afasta a publicidade em apenas duas hip\u00f3teses: informa\u00e7\u00f5es cujo sigilo seja imprescind\u00edvel \u00e0 seguran\u00e7a do Estado e da sociedade e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas;<\/li>\n<li><strong>essas exce\u00e7\u00f5es constitucionais, regulamentadas pelo legislador especialmente na \u201cLei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o\u201d, devem ser interpretadas restritivamente, sob forte escrut\u00ednio do princ\u00edpio da proporcionalidade;<\/strong> e<\/li>\n<li>o STF deve se manter vigilante na defesa da publicidade estatal, pois retrocessos \u00e0 transpar\u00eancia p\u00fablica t\u00eam sido recorrentes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914780\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente o pedido formulado e declarou a inconstitucionalidade do art. 78-B da Lei 10.233\/2001.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc97914781\"><\/a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914782\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Concess\u00e3o de porte de arma de fogo a procuradores estaduais por lei estadual<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>A concess\u00e3o de porte de arma a procuradores estaduais, por lei estadual, \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>ADI 6985\/AL, relator Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 25.2.2022 (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914783\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, ajuizou ADIs no STF em que questiona leis de 11 estados que tratam da organiza\u00e7\u00e3o de suas Procuradorias-Gerais ou Advocacias-Gerais e instituem, entre as prerrogativas funcionais do procurador de estado, o direito ao porte de arma de fogo.<\/p>\n<p>Segundo Aras, os dispositivos legais afrontam a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para autorizar e fiscalizar o uso de material b\u00e9lico e para legislar sobre a mat\u00e9ria (artigos 21, inciso VI, e 22, incisos I e XXI, da CF). Ele enfatiza tamb\u00e9m que, no exerc\u00edcio dessa compet\u00eancia legislativa, foi editado o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826\/2003), de car\u00e1ter nacional, que previu os ritos de outorga de licen\u00e7a e relacionou os agentes p\u00fablicos e privados detentores de porte de arma.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914784\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914785\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 21. Compete \u00e0 Uni\u00e3o: (&#8230;) VI &#8211; autorizar e fiscalizar a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de material b\u00e9lico;<\/p>\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) XXI &#8211; normas gerais de organiza\u00e7\u00e3o, efetivos, material b\u00e9lico, garantias, convoca\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o, inatividades e pens\u00f5es das pol\u00edcias militares e dos corpos de bombeiros militares;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914786\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A norma \u00e9 constitucional?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>A CF atribuiu \u00e0 Uni\u00e3o a compet\u00eancia material para autorizar e fiscalizar o armamento produzido e comercializado no Pa\u00eds (CF, art. 21, VI). Tamb\u00e9m outorgou ao legislador federal a compet\u00eancia legislativa correspondente para ditar normas sobre material b\u00e9lico (CF, art. 22, XXI).<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <u>a compet\u00eancia atribu\u00edda aos estados em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a p\u00fablica n\u00e3o pode se sobrepor ao interesse mais amplo da Uni\u00e3o no tocante \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica criminal de \u00e2mbito nacional, cujo pilar central constitui exatamente o estabelecimento de regras uniformes, em todo o pa\u00eds, para a fabrica\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de armas de fogo<\/u>. H\u00e1, portanto, preponder\u00e2ncia do interesse da Uni\u00e3o nessa mat\u00e9ria, quando confrontado o eventual interesse do estado-membro em regulamentar e expedir autoriza\u00e7\u00e3o para o porte de arma de fogo.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o existe espa\u00e7o de conforma\u00e7\u00e3o para que o legislador subnacional outorgue o porte de armas de fogo a categorias funcionais n\u00e3o contempladas pela legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914787\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 81, VII, da LC 7\/1991 do Estado de Alagoas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914788\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Lei estadual: SAC e atendimento telef\u00f4nico gratuito<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 v\u00e1lida lei estadual que obrigue empresas prestadoras de servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura e estabelecimentos comerciais de vendas no varejo e no atacado \u2014 que j\u00e1 possuam Servi\u00e7o de Atendimento ao Consumidor (SAC) \u2014, a fornecerem atendimento telef\u00f4nico gratuito a seus clientes.<\/p>\n<p>ADI 4118\/RJ, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 25.2.2022 ( (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914789\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na ADI 4118, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) pede a suspens\u00e3o das disposi\u00e7\u00f5es da Lei 5.273\/08, do estado do Rio de Janeiro, que obriga todas as empresas de televis\u00e3o por assinatura, estabelecimentos comerciais de vendas no varejo e atacado que possuam servi\u00e7o de atendimento ao consumidor a colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de seus clientes, no territ\u00f3rio daquele estado, atendimento telef\u00f4nico gratuito pelo prefixo 0800.<\/p>\n<p>A lei questionada prev\u00ea multa de 10 mil a 50 mil Unidades Fiscais de Refer\u00eancia do estado do Rio de Janeiro (UFIRs\/RJ), ou seja, entre R$ 18.258,00 e R$ 91.290,00 para quem\u00a0descumprir a norma, bem como a devolu\u00e7\u00e3o quadruplicada do valor cobrado pela liga\u00e7\u00e3o ao consumidor.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914790\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914791\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 24. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (&#8230;) V \u2013 produ\u00e7\u00e3o e consumo; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba No \u00e2mbito da legisla\u00e7\u00e3o concorrente, a compet\u00eancia da Uni\u00e3o limitar-se-\u00e1 a estabelecer normas gerais. \u00a7 2\u00ba A compet\u00eancia da Uni\u00e3o para legislar sobre normas gerais n\u00e3o exclui a compet\u00eancia suplementar dos Estados. \u00a7 3\u00ba Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercer\u00e3o a compet\u00eancia legislativa plena, para atender a suas peculiaridades. \u00a7 4\u00ba A superveni\u00eancia de lei federal sobre normas gerais suspende a efic\u00e1cia da lei estadual, no que lhe for contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914792\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tudo certo, Arnaldo?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sem que haja previs\u00e3o normativa federal a desautorizar, o norte exeg\u00e9tico do princ\u00edpio federativo atrai solu\u00e7\u00e3o que preserve a compet\u00eancia do ente federado menor \u00e0 luz do art. 24 da <\/strong><strong>CF.<\/strong><\/p>\n<p><u>No que tange ao direito do consumidor, sob o vi\u00e9s do fortalecimento do \u201cfederalismo centr\u00edfugo\u201d, n\u00e3o fere o modelo constitucional de REPARTI\u00c7\u00c3O de compet\u00eancias legisla\u00e7\u00e3o estadual supletiva do disposto na Lei 8.078\/1990<\/u> (C\u00f3digo de Defesa do Consumidor), particularmente se orientada a ampliar a esfera protetiva do consumidor e limitados os seus efeitos ao espa\u00e7o pr\u00f3prio do ente federado que a edita.<\/p>\n<p>Sob o enfoque dos atuais contornos da reparti\u00e7\u00e3o constitucional de compet\u00eancias \u2014 particularmente delineados pela evolu\u00e7\u00e3o do federalismo de coopera\u00e7\u00e3o \u2014, o exerc\u00edcio da compet\u00eancia concorrente est\u00e1 chancelado pelos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 24 da CF, haja vista o n\u00edtido car\u00e1ter de suplementa\u00e7\u00e3o do arcabou\u00e7o jur\u00eddico protetivo das rela\u00e7\u00f5es de consumo que a obriga\u00e7\u00e3o de gratuidade no servi\u00e7o de atendimento telef\u00f4nico traduz.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914793\"><\/a>3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com esses entendimentos, o Plen\u00e1rio conheceu do pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade apenas quanto ao art. 1\u00ba da Lei 5.273\/2008 do Estado do Rio de Janeiro. No m\u00e9rito, por maioria, julgou improcedente a pretens\u00e3o. Vencidos os ministros Gilmar Mendes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Nunes Marques.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914794\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Constitucionalidade do poder de requisi\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>A Defensoria P\u00fablica det\u00e9m a prerrogativa de requisitar, de quaisquer autoridades p\u00fablicas e de seus agentes, certid\u00f5es, exames, per\u00edcias, vistorias, dilig\u00eancias, processos, documentos, informa\u00e7\u00f5es, esclarecimentos e demais provid\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>ADI 6852\/DF, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 18.2.2022 (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914795\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Augusto Aras, ajuizou no STF 22 ADIs contra dispositivos de leis estaduais que organizam a Defensoria P\u00fablica. Na ADI 6852, Aras observa que a Lei Complementar federal 80\/1994, ao organizar as Defensorias P\u00fablicas da Uni\u00e3o, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios, conferiu aos defensores p\u00fablicos o poder de requisitar de autoridades e agentes p\u00fablicos certid\u00f5es, exames, per\u00edcias, vistorias, dilig\u00eancias, processos, documentos, informa\u00e7\u00f5es, esclarecimentos e demais provid\u00eancias necess\u00e1rias \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o. Essa lei \u00e9 questionada pela PGR na ADI 6852.<\/p>\n<p>Segundo o procurador-geral, v\u00e1rias leis estaduais reproduziram essa previs\u00e3o. Mas, ao faz\u00ea-lo, conferiram aos defensores p\u00fablicos um atributo que advogados privados, em geral, n\u00e3o det\u00eam: o de ordenar que autoridades e agentes de quaisquer \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos expe\u00e7am documentos, processos, per\u00edcias e vistorias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914796\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914797\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 DP pode requisitar o necess\u00e1rio para sua atua\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4!!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Delineado o papel atribu\u00eddo \u00e0 Defensoria P\u00fablica pela CF, resta evidente n\u00e3o se tratar de categoria equiparada \u00e0 Advocacia, seja ela p\u00fablica ou privada, estando, na realidade, mais pr\u00f3xima ao desenho institucional atribu\u00eddo ao pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao conceder tal prerrogativa aos membros da Defensoria P\u00fablica, o legislador buscou propiciar condi\u00e7\u00f5es materiais para o exerc\u00edcio de suas atribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o havendo que se falar em qualquer esp\u00e9cie de viola\u00e7\u00e3o ao texto constitucional, mas, ao contr\u00e1rio, em sua densifica\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, <u>a retirada da prerrogativa de requisi\u00e7\u00e3o implicaria, na pr\u00e1tica, a cria\u00e7\u00e3o de OBST\u00c1CULO \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica, a comprometer sua fun\u00e7\u00e3o primordial, bem como a autonomia que lhe foi garantida<\/u>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914798\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Plen\u00e1rio, por maioria, em an\u00e1lise conjunta, julgou improcedentes os pedidos formulados em a\u00e7\u00f5es diretas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914799\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Prote\u00e7\u00e3o territorial em terras ind\u00edgenas n\u00e3o homologadas<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que a Uni\u00e3o e a Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (FUNAI) executem e implementem atividade de prote\u00e7\u00e3o territorial nas terras ind\u00edgenas, independentemente de sua homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>ADPF 709 MC-segunda-Ref\/DF, relator Min. Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 25.2.2022 (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914800\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) e seis partidos pedem por meio da ADPF 709 a ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias no combate \u00e0 epidemia da Covid-19 entre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Na a\u00e7\u00e3o, a entidade e as legendas (PSB, PSOL, PCdoB, Rede, PT, PDT) e alegam que a\u00e7\u00f5es e omiss\u00f5es do poder p\u00fablico no combate \u00e0 doen\u00e7a nessas comunidades est\u00e3o causando um \u201cverdadeiro genoc\u00eddio, podendo resultar no exterm\u00ednio de etnias inteiras\u201d. Elas apontam que a taxa de mortalidade por Covid-19 entre ind\u00edgenas \u00e9 de 9,6%, contra 5,6% na popula\u00e7\u00e3o brasileira em geral.<\/p>\n<p>A Apib e os partidos pediram a concess\u00e3o de medida liminar para que, entre outros pontos, seja determinada \u00e0 Uni\u00e3o que tome imediatamente todas as medidas necess\u00e1rias para a instala\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o de barreiras sanit\u00e1rias para prote\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas em que est\u00e3o localizados \u00edndios isolados e de recente contato, bem como o atendimento a todos os povos ind\u00edgenas, inclusive os que habitam em \u00e1reas ainda n\u00e3o definitivamente demarcadas \u2014 um dos pontos \u00e9 se \u00e9 necess\u00e1ria primeiro a homologa\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas para que Uni\u00e3o e Funai executem prote\u00e7\u00e3o aos povos ind\u00edgenas que vivem no peda\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914801\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914802\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 231. S\u00e3o reconhecidos aos \u00edndios sua organiza\u00e7\u00e3o social, costumes, l\u00ednguas, cren\u00e7as e tradi\u00e7\u00f5es, e os direitos origin\u00e1rios sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo \u00e0 Uni\u00e3o demarc\u00e1-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914803\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Necess\u00e1ria a homologa\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas para que Uni\u00e3o e Funai executem prote\u00e7\u00e3o aos povos?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n<p>Nos termos do art. 231 da CF\/1988, <strong>a Uni\u00e3o tem o dever (e n\u00e3o a escolha) de demarcar as terras ind\u00edgenas. No caso, a n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o das demarca\u00e7\u00f5es dessas terras deriva de IN\u00c9RCIA deliberada do Poder P\u00fablico, em afronta ao direito origin\u00e1rio dos \u00edndios.<\/strong><\/p>\n<p>Ademais, ao afastar a prote\u00e7\u00e3o territorial em terras n\u00e3o homologadas, a FUNAI sinaliza a invasores que a Uni\u00e3o se abster\u00e1 de combater atua\u00e7\u00f5es irregulares em tais \u00e1reas, o que pode constituir um convite \u00e0 invas\u00e3o de terras que s\u00e3o sabidamente cobi\u00e7adas por grileiros e madeireiros, bem como \u00e0 pr\u00e1tica de il\u00edcitos de toda ordem. Al\u00e9m disso, <u>a suspens\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o territorial abre caminho para que terceiros passem a ali transitar, o que p\u00f5e em risco a sa\u00fade dessas comunidades, expondo-as a eventual cont\u00e1gio por COVID-19 e outras enfermidades.<\/u><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914804\"><\/a>5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio ratificou a medida cautelar j\u00e1 concedida para determinar: (i) a suspens\u00e3o imediata dos efeitos do Of\u00edcio Circular 18\/2021\/CGMT\/DPT\/FUNAI e do parecer 00013\/2021\/COAF-CONS\/PFE-FUNAI\/PGF\/AGU; e (ii) a implementa\u00e7\u00e3o de atividade de prote\u00e7\u00e3o territorial nas terras ind\u00edgenas pela FUNAI, independentemente de estarem homologadas. O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a acompanhou o voto do relator com ressalvas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc97914805\"><\/a>DIREITO ELEITORAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914806\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>Forma\u00a0de c\u00e1lculo do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC)<\/em><em>\u00a0<\/em><\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) adentrar o m\u00e9rito da op\u00e7\u00e3o legislativa para redesenhar a forma de c\u00e1lculo do valor do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) (Lei 14.194\/2021, art. 12, XXVII).<\/p>\n<p>ADI 7058 MC\/DF, relator Min. Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Nunes Marques (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914807\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Partido Novo ingressou no STF com a ADI 7058 para questionar dispositivo da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2022, aprovada pelo Congresso Nacional em julho de 2021, que destina R$ 5,7 bilh\u00f5es ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha.<\/p>\n<p>A legenda defende que, para al\u00e9m da imoralidade que representa destinar bilh\u00f5es para financiar as campanhas eleitorais em 2022, o dispositivo \u00e9 formalmente inconstitucional. O autor da a\u00e7\u00e3o explica que o projeto saiu do Executivo com previs\u00e3o de R$2,1 bilh\u00f5es e, por meio de emenda do Congresso Nacional, foi alterada a nova f\u00f3rmula de c\u00e1lculo para o aumento discricion\u00e1rio do Fundo em cerca de 200%, criando nova despesa na Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (LOA). Para o partido, a altera\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo se deu por meio de flagrante v\u00edcio de iniciativa, uma vez que \u00e9 da compet\u00eancia privativa do Executivo a submiss\u00e3o ao Parlamento do projeto da LDO.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914808\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914809\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 14.194\/2021:<\/p>\n<p>Art. 12. O Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria de 2022, a respectiva Lei e os cr\u00e9ditos adicionais discriminar\u00e3o, em categorias de programa\u00e7\u00e3o espec\u00edficas, as dota\u00e7\u00f5es destinadas a: (&#8230;) XXVII &#8211; Fundo Especial de Financiamento de Campanha, financiado com recursos da reserva prevista no inciso II do \u00a7 4\u00ba do art. 13, no valor correspondente a 25% (vinte e cinco por cento) da soma das dota\u00e7\u00f5es para a Justi\u00e7a Eleitoral para exerc\u00edcio de 2021 e as constantes do Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria para 2022, acrescentado do valor previsto no inciso I do art. 16-C da Lei n\u00ba 9.504, de 30 de setembro de 1997;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914810\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabe ao STF entrar no m\u00e9rito do \u201cfund\u00e3o eleitoral\u201d?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>Muito embora reconhe\u00e7a-se a possibilidade de o STF adentrar no controle de normas or\u00e7ament\u00e1rias, \u00e9 imprescind\u00edvel guardar certa defer\u00eancia institucional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s OP\u00c7\u00d5ES feitas pelas Casas Legislativas, em especial quando esse di\u00e1logo vem aperfei\u00e7oado pela an\u00e1lise e rejei\u00e7\u00e3o de veto formulado pelo chefe do Poder Executivo.<\/p>\n<p><strong>O FEFC \u00e9 um importante instrumento ao atual modelo de financiamento de campanhas eleitorais, voltando-se a suprir o processo eleitoral com condi\u00e7\u00f5es materiais de exist\u00eancia<\/strong>. <u>Decorre de uma op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima do legislador de, em aten\u00e7\u00e3o ao que decidido pelo STF na\u00a0ADI 4650, conferir os meios necess\u00e1rios para que as mais diversas candidaturas se fa\u00e7am presentes no jogo democr\u00e1tico<\/u>.<\/p>\n<p><strong>A fixa\u00e7\u00e3o da verba p\u00fablica destinada ao FEFC \u00e9 campo de atua\u00e7\u00e3o eminentemente POL\u00cdTICO, e o resultado de tal processo, desde que respeitadas as regras previamente fixadas, em nada pode representar desvio de finalidade.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914811\"><\/a>6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, indeferiu medida cautelar em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade. Vencidos os ministros Roberto Barroso, Rosa Weber, C\u00e1rmen L\u00facia, e, em maior extens\u00e3o, os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a (relator) e Ricardo Lewandowski.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc97914812\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc97914813\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Procedimento para reconhecimento de pessoas<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>A desconformidade ao regime procedimental determinado no art. 226 do CPP deve acarretar a nulidade do ato e sua desconsidera\u00e7\u00e3o para fins decis\u00f3rios, justificando-se eventual condena\u00e7\u00e3o somente se houver elementos independentes para superar a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia.<\/p>\n<p>RHC 206846\/SP, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento em 22.2.2022 (Info 1045)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914814\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com os autos, quatro pessoas tiveram um par de \u00f3culos, uma carteira, um aparelho celular, um rel\u00f3gio e R$ 100 roubados por tr\u00eas homens numa avenida em SP. Uma hora ap\u00f3s o crime, Creosvaldo foi abordado por um policial, que o fotografou e, pelo WhatsApp, enviou a imagem aos policiais que estavam com as v\u00edtimas, que o reconheceram. Em seguida, ele foi levado \u00e0 delegacia, onde foi feito o reconhecimento pessoal, renovado em ju\u00edzo, o que resultou em sua condena\u00e7\u00e3o a oito anos, dez meses e 20 dias de reclus\u00e3o, por roubo com arma de fogo e em concurso de agentes.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o, a DPU apresentou habeas corpus STJ, que indeferiu o pedido. No recurso apresentado ao STF, a DPU sustenta que o reconhecimento, tanto da delegacia quanto em ju\u00edzo, \u00e9 nulo em raz\u00e3o da fotografia realizada no momento da abordagem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc97914815\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914816\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPP:<\/p>\n<p>Art. 226 &#8211; Quando houver necessidade de fazer-se o reconhecimento de pessoa, proceder-se-\u00e1 pela seguinte forma: I &#8211; a pessoa que tiver de fazer o reconhecimento ser\u00e1 convidada a descrever a pessoa que deva ser reconhecida; Il &#8211; a pessoa, cujo reconhecimento se pretender, ser\u00e1 colocada, se poss\u00edvel, ao lado de outras que com ela tiverem qualquer semelhan\u00e7a, convidando-se quem tiver de fazer o reconhecimento a apont\u00e1-la; III &#8211; se houver raz\u00e3o para recear que a pessoa chamada para o reconhecimento, por efeito de intimida\u00e7\u00e3o ou outra influ\u00eancia, n\u00e3o diga a verdade em face da pessoa que deve ser reconhecida, a autoridade providenciar\u00e1 para que esta n\u00e3o veja aquela; IV &#8211; do ato de reconhecimento lavrar-se-\u00e1 auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada para proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais.<\/p>\n<p>\u00a0Par\u00e1grafo \u00fanico.\u00a0 O disposto no III deste artigo n\u00e3o ter\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o na fase da instru\u00e7\u00e3o criminal ou em plen\u00e1rio de julgamento.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914817\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nulo o reconhecimento?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segundo o STF, Sim!!!!<\/strong><\/p>\n<p><u>O reconhecimento de pessoas, presencial ou por fotografia, deve observar o procedimento previsto no art. 226 do CPP, cujas formalidades constituem GARANTIA M\u00cdNIMA para quem se encontra na condi\u00e7\u00e3o de suspeito da pr\u00e1tica de um crime e para uma verifica\u00e7\u00e3o dos fatos mais justa e precisa<\/u>.<\/p>\n<p>A inobserv\u00e2ncia do procedimento descrito na referida norma processual torna inv\u00e1lido o reconhecimento da pessoa suspeita, de modo que tal elemento n\u00e3o poder\u00e1 fundamentar eventual condena\u00e7\u00e3o ou decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o cautelar, mesmo se refeito e confirmado o reconhecimento em ju\u00edzo. Se <strong>declarada a irregularidade do ato, eventual condena\u00e7\u00e3o j\u00e1 proferida poder\u00e1 ser mantida, se fundamentada em provas independentes e n\u00e3o contaminadas<\/strong>.<\/p>\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do ato de reconhecimento pessoal carece de justifica\u00e7\u00e3o em elementos que indiquem, ainda que em ju\u00edzo de verossimilhan\u00e7a, a autoria do fato investigado, de modo a se vedarem medidas investigativas gen\u00e9ricas e arbitr\u00e1rias, que potencializam erros na verifica\u00e7\u00e3o dos fatos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc97914818\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses entendimentos, a Segunda Turma, por maioria, deu provimento a recurso ordin\u00e1rio em\u00a0habeas corpus.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":988544,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/16090819\/stf-1045.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><object><\/object><a id=\"wp-block-file--media-5336d23b-e5bd-4dc1-b767-a3005c4ee248\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/16090819\/stf-1045.pdf\">stf-1045<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/16090819\/stf-1045.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-5336d23b-e5bd-4dc1-b767-a3005c4ee248\">Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1045 do STF COMENTADO. Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! Assista a este v\u00eddeo no YouTube \u00a0 A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Os processos administrativos sancionadores instaurados por ag\u00eancias reguladoras contra concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico devem obedecer ao princ\u00edpio da publicidade durante toda a sua tramita\u00e7\u00e3o, ressalvados eventuais atos que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-988541","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1045 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1045-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1045 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 1045 do STF COMENTADO. 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