{"id":98126,"date":"2017-12-05T17:07:33","date_gmt":"2017-12-05T20:07:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=98126"},"modified":"2022-12-15T15:45:16","modified_gmt":"2022-12-15T18:45:16","slug":"provas-comentadas-trf-5a-regiao-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/provas-comentadas-trf-5a-regiao-portugues\/","title":{"rendered":"Provas Comentadas &#8211; TRF 5\u00aa Regi\u00e3o &#8211; Portugu\u00eas TJAA, AJAA, AJAJ"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal, boa tarde.<\/p>\n<p>Professor Felipe Luccas na \u00e1rea, trazendo as provas resolvidas\u00a0do TRF 5\u00aa Regi\u00e3o, aplicadas pela FCC no \u00faltimo domingo.<\/p>\n<p><strong>Parab\u00e9ns aos alunos que assistiram \u00e0 nossa revis\u00e3o de v\u00e9spera, que antecipou v\u00e1rias quest\u00f5es que foram cobradas, como &#8220;discurso direto&#8221;, &#8220;verbo haver&#8221;, &#8220;concord\u00e2ncia com express\u00f5es partitivas&#8221;, &#8220;ora\u00e7\u00f5es adjetivas e mudan\u00e7a de sentido&#8221;, &#8220;pontua\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;conectivos&#8221;&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Embora haja quest\u00f5es complexas, n\u00e3o visualizei nenhum recurso realista, pois a FCC n\u00e3o costuma cometer erros graves de elabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As provas de T\u00e9cnico e Analista est\u00e3o em sequ\u00eancia!<\/p>\n<p>Espero que todos tenham obtido um bom desempenho!<\/p>\n<p>Certo? Vamos l\u00e1?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-98148\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg\" alt=\"\" width=\"460\" height=\"273\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg 1113w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg 1024w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2017\/12\/05170935\/m%C3%ADdias-sociais.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt;\"><strong>Prova T\u00e9cnico Judici\u00e1rio &#8211; \u00c1rea Administrativa<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: As quest\u00f5es de n\u00fameros 1 a 9 referem-se ao texto abaixo.<\/p>\n<p><em>O fil\u00f3sofo Theodor Adorno (1903-1969) afirma que, no capitalismo tardio, \u201ca tradicional dicotomia entre trabalho e lazer tende a se tornar cada vez mais reduzida e as \u2018atividades de lazer\u2019 tomam cada vez mais do tempo livre do indiv\u00edduo\u201d. Paradoxalmente, a revolu\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre.<\/em><\/p>\n<p><em>Nossa \u00e9poca disp\u00f5e de uma tecnologia que, al\u00e9m de acelerar a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas e os processos de aquisi\u00e7\u00e3o, processamento e produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, permite automatizar grande parte das tarefas. Contudo, quase todo mundo se queixa de n\u00e3o ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se n\u00e3o temos mais tempo livre, \u00e9 porque praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso. Preso a qu\u00ea? Ao princ\u00edpio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletr\u00f4nicos, que alguns sup\u00f5em substituir \u201cvelharias\u201d, como a poesia.<\/em><\/p>\n<p><em>T.S. Eliot, um dos grandes poetas do s\u00e9culo XX, afirma que \u201cum poeta deve estudar tanto quanto n\u00e3o prejudique sua necess\u00e1ria receptividade e necess\u00e1ria pregui\u00e7a\u201d. E Paul Val\u00e9ry fala sobre uma aus\u00eancia sem pre\u00e7o durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obriga\u00e7\u00f5es pendentes, das expectativas \u00e0 espreita\u2026 Uma esp\u00e9cie de vacuidade ben\u00e9fica que devolve ao esp\u00edrito sua liberdade pr\u00f3pria.<\/em><\/p>\n<p><em>Isso me remete \u00e0 minha experi\u00eancia pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficar\u00e1 pronto, cedo ou tarde. N\u00e3o \u00e9 assim com a poesia. Sendo produto do trabalho e da pregui\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 tempo de trabalho normal para a feitura de um poema, como h\u00e1 para a produ\u00e7\u00e3o de uma mercadoria. Bandeira conta, por exemplo, que demorou anos para terminar o poema \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Evidentemente, isso n\u00e3o significa que o poeta n\u00e3o fa\u00e7a coisa nenhuma. Mas o trabalho do poeta \u00e9 muitas vezes invis\u00edvel para quem o observa de fora. E tanto pode resultar num poema quanto em nada.<\/em><\/p>\n<p><em>Assim, numa \u00e9poca em que \u201ctempo \u00e9 dinheiro\u201d, a poesia se compraz em esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. Mas o poema em que a poesia esbanjou o tempo do poeta \u00e9 aquele que tamb\u00e9m dissipar\u00e1 o tempo do leitor, que se deleita ao flanar por linhas que mere\u00e7am uma leitura por um lado vagarosa, por outro, ligeira; por um lado reflexiva, por outro, intuitiva. \u00c9 por essa temporalidade concreta, que se manifesta como uma pregui\u00e7a fecunda, que se mede a grandeza de um poema.<\/em><\/p>\n<p>(Adaptado de: C\u00cdCERO, Antonio. A poesia e a cr\u00edtica: Ensaios. Companhia das Letras, 2017, edi\u00e7\u00e3o digital)<\/p>\n<ol>\n<li>Depreende-se do texto que a tradicional dicotomia entre trabalho e lazer (1\u00ba par\u00e1grafo), apontada por Adorno,<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) \u00e9 refor\u00e7ada pelo capitalismo tardio, cuja ideia de que \u201ctempo \u00e9 dinheiro\u201d resulta na deprecia\u00e7\u00e3o das atividades l\u00fadicas que demandam maior dedica\u00e7\u00e3o, como a poesia.<\/p>\n<p>(B) est\u00e1 circunscrita a um determinado momento hist\u00f3rico em que a exig\u00eancia de dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho impedia que a classe dos trabalhadores usufru\u00edsse de atividades culturais nos momentos de folga.<\/p>\n<p>(C) causou a desvaloriza\u00e7\u00e3o de certas atividades mais lentas, como a feitura de poemas, que chegam a levar anos para serem conclu\u00eddos, em prol de outras mais din\u00e2micas, como os jogos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>(D) pressup\u00f5e que, na era cibern\u00e9tica, diversas atividades, como a comunica\u00e7\u00e3o e a capta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, est\u00e3o mais velozes, proporcionando mais tempo de entretenimento para o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>(E) deu lugar \u00e0 falta de tempo livre at\u00e9 mesmo nos momentos destinados ao descanso ou ao entretenimento, fen\u00f4meno que, apesar dos avan\u00e7os da tecnologia, ainda se observa nos dias atuais.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>(A) Incorreto. N\u00e3o \u00e9 refor\u00e7ada pelo capitalismo tardio, \u00e9 reduzida.<\/p>\n<p>(B) Incorreto. A falta de tempo \u00e9 um fen\u00f4meno visto como geral, n\u00e3o est\u00e1 adstrito \u00e0 \u201cclasse dos trabalhadores\u201d como a alternativa sugere. Veja:<\/p>\n<p><em>Contudo, quase todo mundo se queixa de n\u00e3o ter tempo. O tempo livre parece ter encolhido. Se n\u00e3o temos mais tempo livre, \u00e9 porque praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso<\/em><\/p>\n<p>(C) Incorreto. N\u00e3o foi dito que a dicotomia entre trabalho e lazer causou a desvaloriza\u00e7\u00e3o de certas atividades mais lentas, como a feitura de poemas. Apenas foi mencionado \u201c<em>que alguns sup\u00f5em [os joguinhos] substituir \u201cvelharias\u201d, como a poesia.<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, n\u00e3o foi dito que a poesia leva anos para ficar prontas de modo geral, apenas foi citado um exemplo: \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada\u201d.<\/p>\n<p>(D) Incorreto. H\u00e1 menos de entretenimento para o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>(E) Correto. As atividades s\u00e3o mais r\u00e1pidas, mas h\u00e1 menos tempo, paradoxalmente. A tradicional dicotomia entre trabalho e lazer deu lugar \u00e0 falta de tempo livre at\u00e9 mesmo nos momentos destinados ao descanso ou ao entretenimento, fen\u00f4meno que, apesar dos avan\u00e7os da tecnologia, ainda se observa nos dias atuais.<\/p>\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>O segmento em que h\u00e1 uso de express\u00e3o ir\u00f4nica, dizendo-se o oposto do que se quer dar a entender no contexto, encontra-se sublinhado em:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) as \u2018<u>atividades de lazer<\/u>\u2019 tomam cada vez mais do tempo livre do indiv\u00edduo (1\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(B) E tanto pode resultar num poema quanto <u>em nada<\/u> (5\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(C) que se manifesta como <u>uma pregui\u00e7a fecunda<\/u> (\u00faltimo par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(D) numa \u00e9poca em que \u201c<u>tempo \u00e9 dinheiro<\/u>\u201d (\u00faltimo par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(E) e o texto ficar\u00e1 pronto, <u>cedo ou tarde<\/u> (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>A ironia est\u00e1 no contraste entre \u201catividade de lazer\u201d x \u201ctomar tempo livre\u201d. Se \u00e9 lazer, n\u00e3o deveria \u201ctomar\u201d tempo, pois seria um \u201caproveitamento do tempo\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o ao \u201ctrabalho\u201d, este sim respons\u00e1vel por \u201croubar\u201d tempo do indiv\u00edduo. Esse jogo de sentido est\u00e1 marcado justamente pelas aspas, esse deveria ser o caminho do candidato: reconhecer o sentido especial pela pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>O segmento em que se introduz uma restri\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que se afirmou antes est\u00e1 em:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) Paradoxalmente, a revolu\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre. (1\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(B) Se eu quiser escrever um ensaio&#8230; (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(C) Contudo, quase todo mundo se queixa de n\u00e3o ter tempo. (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(D) &#8230; que se manifesta como uma pregui\u00e7a fecunda (\u00faltimo par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(E) &#8230; n\u00e3o h\u00e1 tempo de trabalho normal para a feitura de um poema&#8230; (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Primeiro, o autor afirma que tudo est\u00e1 mais r\u00e1pido, gerando a expectativa de que sobraria mais tempo. Depois, restringe esse coment\u00e1rio com outro, no sentido oposto, : quase todo mundo se queixa de n\u00e3o ter tempo \u201c<\/p>\n<p>Essa ressalva est\u00e1 marcada pela conjun\u00e7\u00e3o adversativa \u201ccontudo\u201d. Gabarito letra C.<\/p>\n<p>Obs: Na letra D, muita gente pensou ter visto uma ora\u00e7\u00e3o adjetiva restritiva. Contudo, a \u201crestri\u00e7\u00e3o\u201d aqui n\u00e3o tinha esse sentido de particulariza\u00e7\u00e3o da ora\u00e7\u00e3o adjetiva. Al\u00e9m disso, a ora\u00e7\u00e3o era explicativa, porque veio marcada por v\u00edrgula!<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Considere as afirma\u00e7\u00f5es abaixo.<\/li>\n<\/ol>\n<p>I A teoria de que o poeta n\u00e3o deve prejudicar sua necess\u00e1ria pregui\u00e7a, proposta por T.S. Eliot (3\u00ba par\u00e1grafo), \u00e9 corroborada pelo autor do texto, por meio de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia pessoal.<\/p>\n<p>II Ainda que certas atividades, como a feitura de um poema, demandem tempo ocioso, o autor do texto censura o cultivo de uma necess\u00e1ria pregui\u00e7a, a partir da premissa de que o tempo \u00e9 escasso e valioso na atualidade.<\/p>\n<p>III. Para o autor, a falta de tempo livre de que a maioria se queixa deve-se ao fato de que, mesmo nos momentos destinados a atividades de lazer, estamos submetidos \u00e0 din\u00e2mica do desempenho.<\/p>\n<p>Est\u00e1 correto o que se afirma APENAS em:<\/p>\n<p>(A) III.<\/p>\n<p>(B) I e II.<\/p>\n<p>(C) II e III.<\/p>\n<p>(D) I e III.<\/p>\n<p>(E) II.<\/p>\n<p>Est\u00e1 correto o que se afirma APENAS em:<\/p>\n<p>(A) III.<\/p>\n<p>(B) I e II.<\/p>\n<p>(C) II e III.<\/p>\n<p>(D) I e III.<\/p>\n<p>(E) II.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>I- Correto. Isso se confirma em:<\/p>\n<p><strong><em>T.S. Eliot, um dos grandes poetas do s\u00e9culo XX, afirma que \u201cum poeta deve estudar tanto quanto n\u00e3o prejudique sua necess\u00e1ria receptividade e necess\u00e1ria pregui\u00e7a\u201d<\/em><\/strong><em>. E Paul Val\u00e9ry fala sobre uma aus\u00eancia sem pre\u00e7o durante a qual os elementos mais delicados da vida se renovam e, de algum modo, o ser se lava das obriga\u00e7\u00f5es pendentes, das expectativas \u00e0 espreita\u2026 Uma esp\u00e9cie de vacuidade ben\u00e9fica que devolve ao esp\u00edrito sua liberdade pr\u00f3pria.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>Isso me remete \u00e0 minha experi\u00eancia pessoal. Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique e o texto ficar\u00e1 pronto, cedo ou tarde. N\u00e3o \u00e9 assim com a poesia<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n<p>II- Incorreto. N\u00e3o censura, pelo contr\u00e1rio, concorda que o tempo ocioso (\u201cuma necess\u00e1ria pregui\u00e7a\u201d, nas palavras de TS Elliot) \u00e9 fundamental para a produ\u00e7\u00e3o da poesia.<\/p>\n<p>III- Correto. At\u00e9 mesmo nos \u201cjoguinhos\u201d, estamos presos \u00e0 \u201cdin\u00e2mica do desempenho\u201d. Vejamos:<\/p>\n<p><em>Se n\u00e3o temos mais tempo livre, \u00e9 porque praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso. Preso a qu\u00ea? Ao princ\u00edpio do trabalho, ou melhor, do desempenho, inclusive nos joguinhos eletr\u00f4nicos<\/em><\/p>\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li>Considerando-se o contexto, a <strong><em>vacuidade ben\u00e9fica<\/em><\/strong> (3\u00ba par\u00e1grafo) apontada por Paul Val\u00e9ry assemelha-se, pelo sentido, a:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) tempo de trabalho normal. (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(B) produ\u00e7\u00e3o de uma mercadoria. (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(C) uma aus\u00eancia sem pre\u00e7o. (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(D) processamento e produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o. (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(E) expectativas \u00e0 espreita. (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>V\u00e1cuo d\u00e1 uma ideia de \u201cvazio\u201d, algo ruim. Contudo, pela argumenta\u00e7\u00e3o do autor, esse vazio \u00e9 \u201cnecess\u00e1rio\u201d \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 algo positivo, ben\u00e9fico.<\/p>\n<p>Esse par sem\u00e2ntico \u201caparentemente ruim, mas necess\u00e1rio e ben\u00e9fico na pr\u00e1tica\u201d se repete em \u201caus\u00eancia sem pre\u00e7o\u201d, pois \u201caus\u00eancia\u201d daria ideia de algo ruim, algo que falta. \u201cSem pre\u00e7o\u201d, por sua vez, d\u00e1 uma ideia de algo de valor inestim\u00e1vel.<\/p>\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n<ol start=\"6\">\n<li><em>Se n\u00e3o temos mais tempo livre, \u00e9 porque praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso. Preso a qu\u00ea? Ao princ\u00edpio do trabalho<\/em>&#8230; (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/li>\n<\/ol>\n<p>Respeitando-se a corre\u00e7\u00e3o e a clareza, uma reda\u00e7\u00e3o alternativa para o segmento acima est\u00e1 em:<\/p>\n<p>(A) Posto que, praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso ao princ\u00edpio do trabalho, n\u00e3o dispomos mais o tempo livre.<\/p>\n<p>(B) A qu\u00ea nosso tempo est\u00e1 preso? Ao princ\u00edpio do trabalho, por isso n\u00e3o temos mais praticamente nenhum tempo livre.<\/p>\n<p>(C) As pessoas n\u00e3o tem mais tempo livre, pois praticamente todo o tempo delas est\u00e1 preso: ao princ\u00edpio do trabalho.<\/p>\n<p>(D) Compreende-se nossa falta de tempo livre quando se observa que praticamente todo o nosso tempo est\u00e1 preso ao princ\u00edpio do trabalho.<\/p>\n<p>(E) Como praticamente todo o nosso tempo, encontra-se preso ao princ\u00edpio do trabalho, isso explica o motivo porque n\u00e3o temos mais tempo livre.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Vejamos:<\/p>\n<ol>\n<li>a) \u201cPosto que\u201d \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o concessiva, que nada tem a ver com a rela\u00e7\u00e3o original do per\u00edodo.<\/li>\n<li>b) O \u201cque\u201d n\u00e3o deveria ser acentuado, pois n\u00e3o \u00e9 seguido de pontua\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>c) Faltou o acento diferencial: \u201cas pessoas n\u00e3o t\u00cam\u201d. Al\u00e9m disso, n\u00e3o faz sentido inserir esse sinal de dois-pontos entre \u201cpreso\u201d e seu complemento \u201cao princ\u00edpio do trabalho\u201d.<\/li>\n<li>d) O sentido foi mantido, numa reescrita sem erros.<\/li>\n<li>e) N\u00e3o pode haver v\u00edrgula entre sujeito (nosso tempo) e o verbo (encontra-se). Al\u00e9m disso, a grafia correta seria \u201cpor que\u201d, equivalente a \u201cpelo qual\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>Mantendo-se a corre\u00e7\u00e3o, a supress\u00e3o da v\u00edrgula altera o sentido do segmento que est\u00e1 em:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) Evidentemente, isso n\u00e3o significa que o poeta n\u00e3o fa\u00e7a coisa nenhuma. (5\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(B) Se eu quiser escrever um ensaio, basta que me aplique&#8230; (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(C) &#8230; esbanjar o tempo do poeta, que navega ao sabor do poema. (\u00faltimo par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(D) &#8230; numa \u00e9poca em que \u201ctempo \u00e9 dinheiro\u201d, a poesia se compraz&#8230; (\u00faltimo par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(E) Paradoxalmente, a revolu\u00e7\u00e3o cibern\u00e9tica de hoje diminuiu ainda mais o tempo livre. (1\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Quest\u00e3o muito batida. A retirada da v\u00edrgula antes do pronome relativo \u201cque\u201d vai tornar a ora\u00e7\u00e3o explicativa uma ora\u00e7\u00e3o restritiva.<\/p>\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li><em>que <u>alguns<\/u> sup\u00f5em substituir \u201cvelharias\u201d<\/em> (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/li>\n<\/ol>\n<p>No contexto, o termo sublinhado acima exerce a mesma fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica que o sublinhado em:<\/p>\n<p>(A) Mas o trabalho do poeta \u00e9 muitas vezes <u>invis\u00edvel<\/u> (5\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(B) permite automatizar <u>grande parte das tarefas<\/u> (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(C) T.S. Eliot, <u>um dos grandes poetas do s\u00e9culo XX<\/u>, afirma que (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(D) n\u00e3o h\u00e1 <u>tempo de trabalho normal<\/u> para a feitura de um poema (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>(E) <u>O tempo<\/u> livre parece ter encolhido (2\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>\u201cAlguns\u201d \u00e9 sujeito de \u201csup\u00f5em\u201d, assim como \u201co tempo\u201d \u00e9 sujeito de \u201cparece\u201d.<\/p>\n<p>Vejamos as demais fun\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>(A) Mas o trabalho do poeta \u00e9 muitas vezes <u>invis\u00edvel<\/u> (predicativo do sujeito)<\/p>\n<p>(B) permite automatizar <u>grande parte das tarefas<\/u> (objeto direto)<\/p>\n<p>(C) T.S. Eliot, <u>um dos grandes poetas do s\u00e9culo XX<\/u>, afirma que (aposto explicativo)<\/p>\n<p>(D) n\u00e3o h\u00e1 <u>tempo de trabalho normal<\/u> para a feitura de um poema (objeto direto)<\/p>\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>Substituindo-se o segmento sublinhado pelo que est\u00e1 entre par\u00eanteses, sem que nenhuma outra modifica\u00e7\u00e3o seja feita, a frase que permanece correta est\u00e1 em:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) <u>o ser<\/u> se lava das obriga\u00e7\u00f5es pendentes (as pessoas)<\/p>\n<p>(B) <u>quase todo mundo<\/u> se queixa de n\u00e3o ter tempo (a maioria das pessoas)<\/p>\n<p>(C) <u>a poesia<\/u> esbanjou o tempo do poeta (os efeitos po\u00e9ticos)<\/p>\n<p>(D) <u>isso<\/u> n\u00e3o significa que o poeta n\u00e3o fa\u00e7a coisa nenhuma (tais fatos)<\/p>\n<p>(E) o trabalho do poeta \u00e9 muitas vezes invis\u00edvel para <u>quem<\/u> o observa de fora (aqueles que)<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>A \u00fanica express\u00e3o que admite duas concord\u00e2ncias \u00e9 \u201ca maioria das pessoas\u201d, pois \u00e9 partitiva seguida de determinante:<\/p>\n<p><u>A <strong>maioria<\/strong> das pessoas<\/u> <strong><u>se queixa<\/u><\/strong> de n\u00e3o ter tempo<\/p>\n<p><u>A maioria das <strong>pessoas<\/strong><\/u><strong> se queixaM<\/strong> de n\u00e3o ter tempo<\/p>\n<p>Nos demais casos, a concord\u00e2ncia deve ser feita com o n\u00facleo. Gabarito letra B.<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li><em>Numa visita ao Brasil, pouco depois de sair do Governo da Espanha, Felipe Gonzalez foi questionado sobre o que gostaria de ter feito e n\u00e3o conseguiu. Depois de pensar alguns minutos, disse lamentar que, apesar de avan\u00e7os importantes em educa\u00e7\u00e3o, os jovens ainda se formavam e queriam saber o que o Estado faria por eles.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>(COSTIN, Claudia. Dispon\u00edvel em: folha.uol.com.br)<\/p>\n<p>Transpondo-se para o discurso direto a fala atribu\u00edda a Felipe Gonzalez, obt\u00eam-se as seguintes formas verbais:<\/p>\n<p>(A) Lamento \u2212 formem \u2013 queiram<\/p>\n<p>(B) Lamento \u2013 formem \u2013 querem<\/p>\n<p>(C) Lamentei \u2013 formaram \u2013 queriam<\/p>\n<p>(D) Lamentou \u2013 v\u00e3o se formar \u2013 ir\u00e3o querer<\/p>\n<p>(E) Lamento \u2212 tinham se formado \u2212 quiseram<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Como o discurso direto \u00e9 transcrito em primeira pessoa, teremos:<\/p>\n<p>Ele disse lamentar &gt; Eu lamento<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia da conjun\u00e7\u00e3o \u201cque\u201d e pelo sentido hipot\u00e9tico, ter\u00edamos verbos no presente do subjuntivo:<\/p>\n<p>Lamento que os jovens ainda se <strong>formem<\/strong> e <strong>queiram<\/strong> saber o que o Estado far\u00e1 por eles.<\/p>\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000; font-size: 18pt;\"><strong>Provas Analista Judici\u00e1rio &#8211; \u00c1rea Administrativa E Judici\u00e1ria (provas iguais)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: As quest\u00f5es de n\u00fameros 1 a 6 referem-se ao texto abaixo.<\/p>\n<p><strong>Ju\u00edzo de valor<\/strong><\/p>\n<p><em>Um ju\u00edzo de valor tem como origem uma percep\u00e7\u00e3o individual: algu\u00e9m julga algo ou outra pessoa tomando por base o que considera um crit\u00e9rio \u00e9tico ou moral. Isso significa que diversos indiv\u00edduos podem emitir diversos ju\u00edzos de valor para uma mesma situa\u00e7\u00e3o, ou julgar de diversos modos uma mesma pessoa. Tais controv\u00e9rsias s\u00e3o perfeitamente naturais; o dif\u00edcil \u00e9 aceit\u00e1-las com naturalidade para, em seguida, discuti-las. Tendemos a fazer do nosso ju\u00edzo de valor um atestado de realidade: o que dissermos que \u00e9, ser\u00e1 o que dissermos. Em vez da naturalidade da controv\u00e9rsia a ser ponderada, optamos pela prepot\u00eancia de um ju\u00edzo de valor dado como exclusivo.<\/em><\/p>\n<p><em>Com o fen\u00f4meno da expans\u00e3o das redes sociais, abertas a todas as manifesta\u00e7\u00f5es, ju\u00edzos de valor digladiam-se o tempo todo, na maior parte dos casos sem proveito algum. Sendo imperativa, a opini\u00e3o pessoal esquiva-se da controv\u00e9rsia, pula a etapa da media\u00e7\u00e3o reflexiva e instala-se no posto da convic\u00e7\u00e3o inabal\u00e1vel. \u00c0 falta de argumentos, contrap\u00f5em-se as paix\u00f5es do \u00f3dio, do ressentimento, da cal\u00fania, num triste espet\u00e1culo p\u00fablico de intoler\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n<p><em>Constituem uma extraordin\u00e1ria orienta\u00e7\u00e3o para n\u00f3s todos estas palavras do grande historiador Eric Hobsbawm: \u201cA primeira tarefa do historiador n\u00e3o \u00e9 julgar, mas compreender, mesmo o que temos mais dificuldade para compreender. O que dificulta a compreens\u00e3o, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o apenas as nossas convic\u00e7\u00f5es apaixonadas, mas tamb\u00e9m a experi\u00eancia hist\u00f3rica que as formou.\u201d A advert\u00eancia de Hobsbawm n\u00e3o deve interessar apenas aos historiadores, mas a todo aquele que deseja dar consist\u00eancia e legitimidade ao ju\u00edzo de valor que venha a emitir.<\/em><\/p>\n<p>(P\u00e9ricles Augusto da Costa, in\u00e9dito)<\/p>\n<ol>\n<li>As formas verbais atendem \u00e0s normas de concord\u00e2ncia e \u00e0 adequada articula\u00e7\u00e3o entre tempos e modos na frase:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) Uma vez que se pretendam que as meras opini\u00f5es sejam t\u00e3o consistentes quanto os argumentos, toda discuss\u00e3o ter\u00e1 sido in\u00f3cua.<\/p>\n<p>(B) Caber\u00e1 aos historiadores verdadeiramente s\u00e9rios todo o empenho na compreens\u00e3o de um fen\u00f4meno, antes que venham a julg\u00e1-lo.<\/p>\n<p>(C) N\u00e3o deveriam caber \u00e0queles que julgam caprichosamente tomar decis\u00f5es que se baseavam em ju\u00edzos de valor viciosos e precipitados.<\/p>\n<p>(D) Acatassem os ensinamentos de Hobsbawm toda gente que se ocupa de julgar, menos hostilidades haver\u00e1 nas redes sociais.<\/p>\n<p>(E) A obsess\u00e3o pelos ju\u00edzos de valor, t\u00e3o disseminados nas redes sociais, fazem com que vi\u00e9ssemos a difundir mais e mais preconceitos.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Basicamente temos que \u201ccasar\u201d o n\u00facleo com o verbo e verificar a concord\u00e2ncia. Vamos marcar as corre\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>(A) Uma vez que se <strong>pretenda<\/strong> que as meras opini\u00f5es sejam t\u00e3o consistentes quanto os argumentos, toda discuss\u00e3o ter\u00e1 sido in\u00f3cua.<\/p>\n<p>(B) <strong>Caber\u00e1<\/strong> aos historiadores verdadeiramente s\u00e9rios todo <strong>o empenho<\/strong> na compreens\u00e3o de um fen\u00f4meno, antes que venham a julg\u00e1-lo.<\/p>\n<p>(C) N\u00e3o <strong>deveria<\/strong> caber \u00e0queles que julgam caprichosamente tomar decis\u00f5es que se baseavam em ju\u00edzos de valor viciosos e precipitados.<\/p>\n<p>(D) <strong>Acatasse<\/strong> os ensinamentos de Hobsbawm toda gente que se ocupa de julgar, menos hostilidades haver\u00e1 nas redes sociais.<\/p>\n<p>(E) A obsess\u00e3o pelos ju\u00edzos de valor, t\u00e3o disseminados nas redes sociais, <strong>faz<\/strong> com que vi\u00e9ssemos a difundir mais e mais preconceitos.<\/p>\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>Os ju\u00edzos de valor s\u00e3o considerados naturalmente controversos pelo fato de que<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) correspondem a verdades absolutas que a realidade mesma dos fatos n\u00e3o \u00e9 suficiente para comprovar.<\/p>\n<p>(B) traduzem percep\u00e7\u00f5es equivocadas do que se considera a verdade aut\u00eantica de um fato.<\/p>\n<p>(C) simulam uma convic\u00e7\u00e3o quando apenas presumem o que seja um atributo da realidade.<\/p>\n<p>(D) expressam a prepot\u00eancia de quem se nega a discuti-los levando em conta a argumenta\u00e7\u00e3o alheia.<\/p>\n<p>(E) exprimem pontos de vista origin\u00e1rios de percep\u00e7\u00f5es essencialmente subjetivas.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Conforme o primeiro par\u00e1grafo, os ju\u00edzos de valor s\u00e3o <strong>subjetivos<\/strong> e variados. S\u00e3o tamb\u00e9m naturalmente controversos porque \u00e9 dif\u00edcil aceitar que a controv\u00e9rsia \u00e9 natural e existe uma tend\u00eancia a dar ao ju\u00edzo de valor um valor absoluto de realidade. Nas palavras do autor, um \u201catestado de realidade\u201d. Veja novamente:<\/p>\n<p><em>Um ju\u00edzo de valor tem como origem uma percep\u00e7\u00e3o individual: algu\u00e9m julga algo ou outra pessoa tomando por base o que considera um crit\u00e9rio \u00e9tico ou moral. Isso significa que <strong>diversos indiv\u00edduos podem emitir diversos ju\u00edzos de valor para uma mesma situa\u00e7\u00e3o, ou julgar de diversos modos uma mesma pessoa. Tais controv\u00e9rsias s\u00e3o perfeitamente naturais; o dif\u00edcil \u00e9 aceit\u00e1-las com naturalidade para, em seguida, discuti-las<\/strong>. <strong>Tendemos a fazer do nosso ju\u00edzo de valor um atestado de realidade<\/strong>: o que dissermos que \u00e9, ser\u00e1 o que dissermos. Em vez da naturalidade da controv\u00e9rsia a ser ponderada, optamos pela prepot\u00eancia de um ju\u00edzo de valor dado como exclusivo.<\/em><\/p>\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>O violento embate entre ju\u00edzos de valor nas redes sociais poderia ser bastante amenizado no caso de se aceitar, conforme recomenda o historiador Hobsbawm, a disposi\u00e7\u00e3o de<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) preceder o ju\u00edzo de valor do exame das condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas que determinam a atribui\u00e7\u00e3o de sentido ao objeto de julgamento.<\/p>\n<p>(B) pressupor que a compreens\u00e3o de um fato hist\u00f3rico depende da emiss\u00e3o de ju\u00edzos de valor j\u00e1 legitimados socialmente.<\/p>\n<p>(C) evitar o julgamento de fen\u00f4menos hist\u00f3ricos de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o, sobretudo os que nos s\u00e3o contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>(D) aceitar como leg\u00edtimos os ju\u00edzos de valor j\u00e1 consolidados na alta tradi\u00e7\u00e3o dos historiadores mais experientes.<\/p>\n<p>(E) definir com bastante precis\u00e3o qual o ju\u00edzo de valor a ser adotado como crit\u00e9rio para a compreens\u00e3o de um fato.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Quest\u00e3o dif\u00edcil, mas pode ser resolvida com a recorr\u00eancia direta ao texto.<\/p>\n<p>Vejamos o trecho que menciona a orienta\u00e7\u00e3o de Hobsbawn:<\/p>\n<p><em>Eric Hobsbawm: \u201cA primeira tarefa do historiador <strong>n\u00e3o \u00e9 julgar, mas compreender<\/strong>, mesmo o que temos mais dificuldade para compreender. O que dificulta a compreens\u00e3o, no entanto, <strong>n\u00e3o s\u00e3o apenas as nossas convic\u00e7\u00f5es apaixonadas, mas tamb\u00e9m a experi\u00eancia hist\u00f3rica que as formou<\/strong>.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Em suma, o historiador n\u00e3o deve julgar, mas entender o ju\u00edzo de valor. Essa compreens\u00e3o deve considerar n\u00e3o s\u00f3 a paix\u00e3o do emissor do ju\u00edzo de valor, mas a experi\u00eancia hist\u00f3rica por tr\u00e1s daquele ju\u00edzo de valor, ou seja \u201cque precede o ju\u00edzo\u201d. Essa experi\u00eancia hist\u00f3rica ajuda o historiador a entender porque aquele ju\u00edzo de valor \u00e9 considerado leg\u00edtimo.<\/p>\n<p>Em suma, a experi\u00eancia hist\u00f3rica justifica um ju\u00edzo de valor, e o historiador deve entender a hist\u00f3ria que o precede para entender tal ju\u00edzo.<\/p>\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n<p>Vejamos o problema das outras:<\/p>\n<p>(B) Incorreto. \u00c9 o contr\u00e1rio, a compreens\u00e3o de um ju\u00edzo pressup\u00f5e a compreens\u00e3o de uma experi\u00eancia hist\u00f3rica que o precede.<\/p>\n<p>(C) Incorreto. O historiador n\u00e3o deve evitar o julgamento de fen\u00f4menos hist\u00f3ricos de dif\u00edcil interpreta\u00e7\u00e3o, deve buscar entend\u00ea-los, considerando a hist\u00f3ria que os faz \u201cleg\u00edtimos\u201d na opini\u00e3o de quem emite os ju\u00edzos.<\/p>\n<p>(D) Incorreto. N\u00e3o foi dito que deve aceitar, mas buscar entender.<\/p>\n<p>(E) Incorreto. O historiador n\u00e3o \u201cdefine com precis\u00e3o\u201d nada!<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) <em>Sendo imperativa<\/em> (2\u00ba par\u00e1grafo) = Uma vez autorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>(B) <em>deseja dar consist\u00eancia<\/em> (3\u00ba par\u00e1grafo) = volta-se para o que consiste.<\/p>\n<p>(C) <em>emitir diversos ju\u00edzos de valor<\/em> (1\u00ba par\u00e1grafo) = incitar julgamentos diversificados.<\/p>\n<p>(D) <em>naturalidade da controv\u00e9rsia<\/em> (1\u00ba par\u00e1grafo) = espontaneidade da insubmiss\u00e3o.<\/p>\n<p>(E) <em>ju\u00edzos de valor digladiam-se<\/em> (2\u00ba par\u00e1grafo) = aferi\u00e7\u00f5es v\u00e3o ao encontro.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p><strong>Sendo imperativa<\/strong> d\u00e1 ideia de algo permanente, pois temos um verbo de estado permanente. <strong>Uma vez<\/strong> d\u00e1 ideia de algo tempor\u00e1rio, eventual. Entendo que a sinon\u00edmia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o pr\u00f3xima assim. Contudo, n\u00e3o existe sinon\u00edmia perfeita e a banca entendeu que no contexto, s\u00e3o equivalentes, por haver em comum o sentido de algo que \u00e9 \u201cimpositivo, forte, coercitivo\u201d. Nesse caso, \u201cuma vez autorit\u00e1ria\u201d assume sentido de \u201cpor ser autorit\u00e1ria\u201d. Gabarito letra A.<\/p>\n<p>Vejamos o problema das demais:<\/p>\n<p>Um dos sentidos de \u201c<strong>incitar<\/strong>\u201d \u00e9: provocar, despertar, suscitar&#8230;Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o mesmo que \u201cemitir\u201d, que tem sentido mais neutro: exprimir, manifestar.<\/p>\n<p><strong>Controv\u00e9rsia<\/strong> (disputa, discuss\u00e3o) n\u00e3o \u00e9 o mesmo que <strong>insubmiss\u00e3o<\/strong> (insubordina\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p><strong>Digladiar-se<\/strong> d\u00e1 ideia de \u201cembate\u201d. A express\u00e3o \u201cir ao encontro\u201d d\u00e1 ideia de ir no mesmo sentido, de concord\u00e2ncia. Na verdade, s\u00e3o sentidos contr\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Consist\u00eancia<\/strong> foi usado no sentido de \u201ccredibilidade\u201d; <strong>\u201cconsistir\u201d<\/strong> \u00e9 ser, equivaler a, compor-se de&#8230;<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><em>Em vez da naturalidade da controv\u00e9rsia a ser ponderada, optamos pela prepot\u00eancia de um ju\u00edzo de valor dado como exclusivo.<\/em><\/li>\n<\/ol>\n<p>Uma nova e correta reda\u00e7\u00e3o da frase acima, em que se preservem o sentido e a corre\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 ser:<\/p>\n<p><em>A prepot\u00eancia de um ju\u00edzo de valor dado como exclusivo<\/em><\/p>\n<p>(A) <em>\u00e9 uma op\u00e7\u00e3o nossa, indo ao encontro da controv\u00e9rsia nem sempre aceita como natural.<\/em><\/p>\n<p>(B) <em>\u00e9 sobretudo uma op\u00e7\u00e3o quando nos abstemos de considerar natural a controv\u00e9rsia.<\/em><\/p>\n<p>(C) <em>torna-se uma op\u00e7\u00e3o nossa, em lugar da an\u00e1lise da natural controv\u00e9rsia.<\/em><\/p>\n<p>(D) <em>\u00e9 opcional, sendo-nos prefer\u00edvel \u00e0 naturalidade da controv\u00e9rsia admitida.<\/em><\/p>\n<p>(E) <em>vem a ser optativa, quando a preferimos em vez da pondera\u00e7\u00e3o natural da controv\u00e9rsia.<\/em><\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Vejamos:<\/p>\n<ol>\n<li>a) \u201cao encontro de\u201d significa \u201cir no mesmo sentido\u201d, \u201ca favor\u201d. N\u00e3o \u00e9 o sentido original, que \u00e9 de \u2018ir contra\u2019.<\/li>\n<li>b) \u201cSobretudo\u201d adiciona uma ideia de \u201cprioridade\u201d que n\u00e3o consta no texto original.<\/li>\n<li>c) \u201cem vez de\u201d foi trocado por \u201cem lugar de\u201d, de sentido equivalente.<\/li>\n<li>d) A reda\u00e7\u00e3o original n\u00e3o diz que \u00e9 \u201copcional\u201d, pois d\u00e1 ideia de algo facultativo. O fato de o texto dizer que \u201coptamos\u201d por algo n\u00e3o \u00e9 o mesmo que dizer que aquilo \u00e9 opcional.<\/li>\n<li>e) A reda\u00e7\u00e3o original n\u00e3o diz que \u00e9 \u201coptativa\u201d, temos o mesmo problema da alternativa anterior. Gabarito letra C.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"6\">\n<li>Est\u00e1 clara, coesa e correta a <strong>reda\u00e7\u00e3o<\/strong> deste livre coment\u00e1rio sobre o texto:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) As pessoas mais autorit\u00e1rias tendem a radicalizar suas opini\u00f5es, conquanto obtenham logo o aval dos contendores, quando ent\u00e3o afetam alguma condenscend\u00eancia.<\/p>\n<p>(B) Eles n\u00e3o gostam muito de pol\u00eamica, acham mais prefer\u00edvel impor seus pontos de vista, em cujos costumam haver tra\u00e7os de um partidarismo f\u00fatil.<\/p>\n<p>(C) Quanto maior o \u00edndice de preconceito, revelado numa opini\u00e3o, o julgamento se torna manifesta\u00e7\u00e3o de um valor que n\u00e3o cabe sustentar-se.<\/p>\n<p>(D) Embora nem sempre se leve isso em conta, \u00e9 enorme a dist\u00e2ncia entre argumentos que se discutam e ju\u00edzos de valor que se emitam com paix\u00e3o.<\/p>\n<p>(E) A preced\u00eancia de uma an\u00e1lise hist\u00f3rica, diante da qual um fato sucedido se subordina, \u00e9 indiscut\u00edvel para se avali\u00e1-lo de modo s\u00e9rio e consequente.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Vamos fazer aqui corre\u00e7\u00f5es dos erros crassos que eliminariam imediatamente a alternativa:<\/p>\n<p>(A) As pessoas mais autorit\u00e1rias tendem a radicalizar suas opini\u00f5es, conquanto obtenham logo o aval dos contendores, quando ent\u00e3o afetam alguma <strong><span style=\"text-decoration: line-through;\">condenscend\u00eancia<\/span> condescend\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>(B) Eles n\u00e3o gostam muito de pol\u00eamica, acham <strong><em><span style=\"text-decoration: line-through;\">mais prefer\u00edvel<\/span><\/em><\/strong> (preferir\/<strong>prefer\u00edvel A) <\/strong>impor seus pontos de vista, <strong><em><span style=\"text-decoration: line-through;\">em cujos<\/span><\/em><\/strong> <strong>nos quais costuma<\/strong> haver tra\u00e7os de um partidarismo f\u00fatil.<\/p>\n<p>(C) Quanto maior o \u00edndice de preconceito, revelado numa opini\u00e3o, o julgamento se torna manifesta\u00e7\u00e3o de um valor que n\u00e3o cabe <strong><em><span style=\"text-decoration: line-through;\">sustentar-se<\/span><\/em><\/strong>. (esse \u201cSE\u201d est\u00e1 \u201csobrando\u201d no texto, deixa o texto obscuro)<\/p>\n<p>(D) Embora nem sempre se leve isso em conta, \u00e9 enorme a dist\u00e2ncia entre argumentos que se discutam e ju\u00edzos de valor que se emitam com paix\u00e3o.(quest\u00e3o correta, os verbo est\u00e1 no modo subjuntivo por for\u00e7a da conjun\u00e7\u00e3o concessiva \u201cembora\u201d; a concord\u00e2ncia do sujeito passivo tamb\u00e9m foi respeitada: que sejam emitidos; que sejam discutidos&#8230;)<\/p>\n<p>(E) A preced\u00eancia de uma an\u00e1lise hist\u00f3rica, <strong><span style=\"text-decoration: line-through;\">diante da<\/span><\/strong> <strong><span style=\"text-decoration: line-through;\">qual<\/span><\/strong>\u00a0\u00a0 <strong>\u00e0 qual<\/strong>\u00a0 um fato sucedido se subordina \u00e9 indiscut\u00edvel para avali\u00e1-lo de modo s\u00e9rio e consequente.<\/p>\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: As quest\u00f5es de n\u00fameros 7 a 10 referem-se ao texto abaixo.<\/p>\n<p><strong>[Em torno da mem\u00f3ria]<\/strong><\/p>\n<p><em>Na maior parte das vezes, lembrar n\u00e3o \u00e9 reviver, mas refazer, reconstruir, repensar, com imagens e ideias de hoje, as experi\u00eancias do passado. A mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 sonho, \u00e9 trabalho. Se assim \u00e9, deve-se duvidar da sobreviv\u00eancia do passado \u201ctal como foi\u201d, e que se daria no inconsciente de cada sujeito. A lembran\u00e7a \u00e9 uma imagem constru\u00edda pelos materiais que est\u00e3o, agora, \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o, no conjunto de representa\u00e7\u00f5es que povoam nossa consci\u00eancia atual.<\/em><\/p>\n<p><em>Por mais n\u00edtida que nos pare\u00e7a a lembran\u00e7a de um fato antigo, ela n\u00e3o \u00e9 a mesma imagem que experimentamos na inf\u00e2ncia, porque n\u00f3s n\u00e3o somos os mesmos de ent\u00e3o e porque nossa percep\u00e7\u00e3o alterou-se. O simples fato de lembrar o passado, no presente, exclui a identidade entre as imagens de um e de outro, e prop\u00f5e a sua diferen\u00e7a em termos de ponto de vista.<\/em><\/p>\n<p>(Adaptado de Ecl\u00e9a Bosi. Lembran\u00e7as de velhos. S. Paulo: T. A. Queiroz, 1979, p. 17)<\/p>\n<ol start=\"7\">\n<li>A exclus\u00e3o da v\u00edrgula altera o sentido da frase:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) Num tempo dif\u00edcil como o nosso, muitas imagens do passado s\u00e3o ainda mais gratas.<\/p>\n<p>(B) N\u00e3o conv\u00e9m rememorar muito, se queremos atentar para as for\u00e7as do presente.<\/p>\n<p>(C) Certamente, imagem n\u00e3o \u00e9 sonho porque requer muito trabalho da nossa imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(D) As imagens mais ricas do passado est\u00e3o nos artistas, que s\u00e3o mais imaginosos.<\/p>\n<p>(E) Quando algu\u00e9m se p\u00f5e a recordar, os fatos presentes adulteram o passado.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Quest\u00e3o mais do que previs\u00edvel. A retirada da v\u00edrgula numa ora\u00e7\u00e3o adjetiva explicativa muda seu sentido, pois passa a ser uma ora\u00e7\u00e3o restritiva, particularizante.<\/p>\n<p>\u00c9 o que ocorre em:<\/p>\n<p>As imagens mais ricas do passado est\u00e3o nos artistas, que s\u00e3o mais imaginosos.<\/p>\n<p>Se retirarmos a v\u00edrgula, restringiremos \u201cartistas\u201d.<\/p>\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n<ol start=\"8\">\n<li>Entende-se que a <em>mem\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 sonho, \u00e9 trabalho<\/em> quando se aceita o fato de que as lembran\u00e7as nossas<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) mostram-se trabalhosas por conta do esquecimento que as relega ao plano do nosso inconsciente.<\/p>\n<p>(B) produzem-se como constru\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas cuja elabora\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com elementos do momento presente.<\/p>\n<p>(C) requerem esfor\u00e7o e disciplina para que venham corresponder \u00e0s reais experi\u00eancias vividas no passado.<\/p>\n<p>(D) exigem de n\u00f3s a dif\u00edcil manuten\u00e7\u00e3o dos mesmos pontos de vista que mant\u00ednhamos no passado.<\/p>\n<p>(E) libertam-se do nosso inconsciente pela a\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise que, no passado, n\u00e3o \u00e9ramos capazes de elaborar.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria \u00e9 trabalho porque reconstru\u00edmos a recorda\u00e7\u00e3o com nossa vis\u00e3o de hoje, de modo que o que lembramos \u00e9 uma leitura atual do fato, n\u00e3o exatamente fiel ao que de fato ocorreu. Esse racioc\u00ednio \u00e9 encontrado na alternativa: produzem-se como <strong>constru\u00e7\u00f5e<\/strong>s imag\u00e9ticas cuja elabora\u00e7\u00e3o se d\u00e1 com <strong>elementos do momento presente<\/strong>.<\/p>\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n<ol start=\"9\">\n<li>O <strong>verbo<\/strong> indicado entre par\u00eanteses dever\u00e1 flexionar-se de modo a concordar com o <u>elemento sublinhado<\/u> na frase:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) Melhor seria se as imagens que guardamos da <u>inf\u00e2ncia<\/u> mais remota (<strong>favorecer<\/strong>) um melhor aproveitamento das experi\u00eancias do presente.<\/p>\n<p>(B) A maioria das <u>pessoas<\/u> acredita que (<strong>coincidir<\/strong>) uma imagem do passado com outra imagem do presente.<\/p>\n<p>(C) As imagens que guardamos do nosso <u>passado<\/u> nem sempre (<strong>alcan\u00e7ar<\/strong>) reproduzir as reais experi\u00eancias do que vivemos.<\/p>\n<p>(D) As experi\u00eancias que as <u>pessoas<\/u> vivem no presente s\u00e3o determinantes para que (<strong>produzir<\/strong>) as imagens do que viveram no passado.<\/p>\n<p>(E) Os trabalhos de <u>mem\u00f3ria<\/u>, quando a pomos para funcionar, (<strong>acabar<\/strong>) por destacar a altera\u00e7\u00e3o que o tempo produziu em rela\u00e7\u00e3o aos fatos passados.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o basicamente nos pede para encontrar o n\u00facleo do sujeito, com que concordar\u00e1 diretamente o verbo.<\/p>\n<p>(A) Melhor seria se as <strong><u>imagens<\/u><\/strong> que guardamos da inf\u00e2ncia mais remota (<strong>favorecer<\/strong>) um melhor aproveitamento das experi\u00eancias do presente.<\/p>\n<p>(B) A maioria das pessoas acredita que (<strong>coincidir<\/strong>) uma<strong><u> imagem<\/u><\/strong> do passado com outra imagem do presente.<\/p>\n<p>(C) As <strong><u>imagens<\/u><\/strong> que guardamos do nosso passado nem sempre (<strong>alcan\u00e7ar<\/strong>) reproduzir as reais experi\u00eancias do que vivemos.<\/p>\n<p>(D) As experi\u00eancias que as <strong><u>pessoas<\/u><\/strong> vivem no presente s\u00e3o determinantes para que (<strong>produzir<\/strong>) as imagens do que viveram no passado.<\/p>\n<p>(E) Os <strong><u>trabalhos<\/u><\/strong> de mem\u00f3ria, quando a pomos para funcionar, (<strong>acabar<\/strong>) por destacar a altera\u00e7\u00e3o que o tempo produziu em rela\u00e7\u00e3o aos fatos passados.<\/p>\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n<ol start=\"10\">\n<li>Est\u00e1 correto o emprego de <strong>ambos<\/strong> os segmentos sublinhados na frase:<\/li>\n<\/ol>\n<p>(A) H\u00e1 fatos no passado <u>cuja percep\u00e7\u00e3o<\/u> nos ocorre com frequ\u00eancia, mas por meio de imagens <u>que os<\/u> desfiguram inteiramente.<\/p>\n<p>(B) A nitidez <u>em que atribu\u00edmos<\/u> a certas mem\u00f3rias \u00e9 muito enganosa, pois resulta de opera\u00e7\u00f5es mentais <u>que sequer<\/u> desconfiamos.<\/p>\n<p>(C) Nossas lembran\u00e7as mais iluminadas podem ser, <u>sobre um ponto de vista<\/u> realista, meras simula\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os <u>que nem<\/u> tivemos acesso.<\/p>\n<p>(D) O passado que confiamos n\u00e3o volta mais, e ainda que voltasse n\u00e3o <u>lhe reconhecer\u00edamos<\/u> tal e qual o imaginamos.<\/p>\n<p>(E) Lembran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o simples devaneios, <u>dos quais<\/u> exigem <u>a quem<\/u> as cultiva um verdadeiro trabalho de constru\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios:<\/p>\n<p>Nossa primeira alternativa est\u00e1 correta, pois os pronomes retomam seus referentes e concordam com eles:<\/p>\n<p>(A) H\u00e1 fatos no passado <u>cuja percep\u00e7\u00e3o<\/u> <strong>(percep\u00e7\u00e3o dos fatos)<\/strong> nos ocorre com frequ\u00eancia, mas por meio de imagens <u>que os<\/u> desfiguram inteiramente. <strong>(desfiguram os fatos)<\/strong><\/p>\n<p>Vejamos as corre\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>(B) A nitidez <strong><u>A<\/u><\/strong><u> que atribu\u00edmos<\/u> a certas mem\u00f3rias \u00e9 muito enganosa, pois resulta de opera\u00e7\u00f5es mentais <strong>DE <\/strong><u>que sequer<\/u> desconfiamos.<\/p>\n<p>(C) Nossas lembran\u00e7as mais iluminadas podem ser, <strong><u>SOB<\/u><\/strong><u> um ponto de vista<\/u> realista, meras simula\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os <strong>A <\/strong><u>que nem<\/u> tivemos acesso.<\/p>\n<p>(D) O passado <strong>em<\/strong> que confiamos n\u00e3o volta mais, e, ainda que voltasse, n\u00e3o <strong><u>O<\/u><\/strong><u> reconhecer\u00edamos<\/u> tal e qual o imaginamos.<\/p>\n<p>(E) Lembran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o simples devaneios, <strong><u>OS<\/u><\/strong><u> quais<\/u> exigem <strong><u>DE<\/u><\/strong><u> quem<\/u> as cultiva um verdadeiro trabalho de constru\u00e7\u00e3o de imagens.<\/p>\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, o que acharam?<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o a todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal, boa tarde. Professor Felipe Luccas na \u00e1rea, trazendo as provas resolvidas\u00a0do TRF 5\u00aa Regi\u00e3o, aplicadas pela FCC no \u00faltimo domingo. Parab\u00e9ns aos alunos que assistiram \u00e0 nossa revis\u00e3o de v\u00e9spera, que antecipou v\u00e1rias quest\u00f5es que foram cobradas, como &#8220;discurso direto&#8221;, &#8220;verbo haver&#8221;, &#8220;concord\u00e2ncia com express\u00f5es partitivas&#8221;, &#8220;ora\u00e7\u00f5es adjetivas e mudan\u00e7a de sentido&#8221;, &#8220;pontua\u00e7\u00e3o&#8221;, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-98126","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.7 (Yoast SEO v27.7) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Provas Comentadas - TRF 5\u00aa Regi\u00e3o - Portugu\u00eas TJAA, AJAA, AJAJ<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Acompanhe os coment\u00e1rios feitos pelo professor Felipe Luccas sobre a prova de portugu\u00eas do Concurso TRF-5. 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