{"id":978823,"date":"2022-03-01T03:39:19","date_gmt":"2022-03-01T06:39:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=978823"},"modified":"2022-03-01T03:39:23","modified_gmt":"2022-03-01T06:39:23","slug":"informativo-stj-724-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-724-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 724 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Informativo n\u00ba 724 do STJ\u00a0<strong>COMENTADO<\/strong>\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/01033900\/stj-724.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_jH5i8odaczE\"><div id=\"lyte_jH5i8odaczE\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/jH5i8odaczE\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/jH5i8odaczE\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/jH5i8odaczE\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-cobranca-pela-utilizacao-de-faixas-de-dominio-por-outra-concessionaria\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobran\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o de faixas de dom\u00ednio por outra concession\u00e1ria<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico podem efetuar a cobran\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o de faixas de dom\u00ednio por outra concession\u00e1ria que explora servi\u00e7o p\u00fablico diverso, desde que haja previs\u00e3o<a> no contrato de concess\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.510.988-SP, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 08\/02\/2022, DJe 10\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ecovias det\u00e9m a concess\u00e3o de algumas rodovias em certo estado da federa\u00e7\u00e3o. Em uma delas, a empresa CFPL, concession\u00e1ria dos servi\u00e7os p\u00fablicos de energia el\u00e9trica, planejava construir uma linha de transmiss\u00e3o de energia. No entanto, Ecovias exigiu que a CFPL pagasse um valor (pre\u00e7o p\u00fablico) pela ocupa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das faixas laterais da rodovia, cobran\u00e7a essa prevista no contrato de concess\u00e3o em cl\u00e1usula que permite a obten\u00e7\u00e3o de receitas alternativas decorrente de atividades vinculadas \u00e0 explora\u00e7\u00e3o das faixas marginais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, CFPL n\u00e3o concorda com a cobran\u00e7a e sustenta que o art. 2\u00ba do Decreto n\u00ba 84.398\/80 prev\u00ea que a ocupa\u00e7\u00e3o de faixas de dom\u00ednio de rodovias e a travessia de rodovias por linhas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica devem ser autorizadas sem \u00f4nus para os concession\u00e1rios de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.987\/1995:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. No atendimento \u00e0s peculiaridades de cada servi\u00e7o p\u00fablico, poder\u00e1 o poder concedente prever, em favor da concession\u00e1ria, no edital de licita\u00e7\u00e3o, a possibilidade de outras fontes provenientes de receitas alternativas, complementares, acess\u00f3rias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas, observado o disposto no art. 17 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As fontes de receita previstas neste artigo ser\u00e3o obrigatoriamente consideradas para a aferi\u00e7\u00e3o do inicial equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-possivel-a-cobranca\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a cobran\u00e7a?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Desde que prevista em contrato de concess\u00e3o, SIM!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento dos EREsp 985.695\/RJ, concluiu que &#8220;poder\u00e1 o poder concedente, na forma do art. 11 da Lei n. 8.987\/1995, prever, em favor da concession\u00e1ria, no edital de licita\u00e7\u00e3o, a possibilidade de outras fontes provenientes de receitas alternativas, complementares, acess\u00f3rias ou de projetos associados, com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das tarifas&#8221; (STJ, EREsp 985.695\/RJ, Rel. Ministro Humberto Martins, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe de 12\/12\/2014), desde que haja previs\u00e3o no contrato da concess\u00e3o de rodovia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por oportuno, vale destacar que o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 581.947\/RO &#8211;&nbsp;Tema 261&nbsp;da Repercuss\u00e3o Geral (STF, RE 581.947\/RO, Rel. Ministro Eros Grau, Pleno, DJe de 21\/05\/2010) <strong>-, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar o resultado do julgamento do presente feito. O STF delimitou a controv\u00e9rsia jur\u00eddica, esclarecendo que &#8220;o&nbsp;<em>decisum<\/em>&nbsp;disp\u00f5e sobre a impossibilidade de cobran\u00e7a de taxa, esp\u00e9cie de tributo, pelos munic\u00edpios em raz\u00e3o do uso do espa\u00e7o p\u00fablico municipal&#8221; por concession\u00e1ria de fornecimento de energia el\u00e9trica, reconhecendo a inconstitucionalidade de cobran\u00e7a da aludida taxa, pelo Munic\u00edpio de Ji-Paran\u00e1.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, registrou <strong>o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido que consta &#8220;no edital e contrato de concess\u00e3o, a possibilidade de &#8216;Cobran\u00e7a pelo uso da faixa de dom\u00ednio p\u00fablico, inclusive por outras concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico, permitida pela legisla\u00e7\u00e3o em vigor&#8217;<\/strong>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>As concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico podem efetuar a cobran\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o de faixas de dom\u00ednio por outra concession\u00e1ria que explora servi\u00e7o p\u00fablico diverso, desde que haja previs\u00e3o no contrato de concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-cabimento-do-arbitramento-de-aluguel-em-desfavor-da-coproprietaria-vitima-de-violencia-domestica\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento do arbitramento de aluguel em desfavor da copropriet\u00e1ria v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Incab\u00edvel o <a>arbitramento de aluguel em desfavor da copropriet\u00e1ria v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/a>, que, em raz\u00e3o de medida protetiva de urg\u00eancia decretada judicialmente, det\u00e9m o uso e gozo exclusivo do im\u00f3vel de cotitularidade do agressor.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.966.556-SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Virso, titular de 2\/3 do im\u00f3vel por ele utilizado como resid\u00eancia, foi impedido de utilizar e fruir do bem comum indiviso, em virtude de medida protetiva decretada pelo Ju\u00edzo da Vara de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar, proibindo a sua aproxima\u00e7\u00e3o e contato com as v\u00edtimas, sendo sua irm\u00e3 Jurema e sua m\u00e3e Creide.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, Virso teve de se afastar do im\u00f3vel, permanecendo as v\u00edtimas \u2013 inclusive a sua irm\u00e3, que \u00e9 copropriet\u00e1ria na propor\u00e7\u00e3o de 1\/6 \u2013 na posse direta e exclusiva do bem, o que levou o \u201cmach\u00e3o\u201d \u00e0 propositura de a\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o de condom\u00ednio cumulada com arbitramento de aluguel em desfavor da recorrida e do seu irm\u00e3o, este titular da fra\u00e7\u00e3o restante de 1\/6.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido locat\u00edcio foi acolhido na senten\u00e7a, mas posteriormente reformado pelo tribunal local, que, por sua vez, o julgou improcedente, sob o argumento prec\u00edpuo de que foi Virso quem deu azo \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o da sua utiliza\u00e7\u00e3o do bem de que det\u00e9m a cotitularidade e, por conseguinte, ao uso exclusivo pela outra cond\u00f4mina (sua irm\u00e3) e sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.319. Cada cond\u00f4mino responde aos outros pelos frutos que percebeu da coisa e pelo dano que lhe causou.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 8\u00ba O Estado assegurar\u00e1 a assist\u00eancia \u00e0 fam\u00edlia na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a viol\u00eancia no \u00e2mbito de suas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-cabivel-o-arbitramento-de-aluguel\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel o arbitramento de aluguel?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em definir a possibilidade de arbitramento de aluguel, pelo uso exclusivo e gratuito de im\u00f3vel comum indiviso por um dos cond\u00f4minos, em favor de copropriet\u00e1rio que foi privado do uso e gozo do bem devido \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o judicial de medida protetiva em a\u00e7\u00e3o penal proveniente de suposta pr\u00e1tica de crime de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ, alicer\u00e7ada no art. 1.319 do <a>C\u00f3digo Civil <\/a>de 2002 (equivalente ao art. 627 do revogado C\u00f3digo Civil de 1916), assenta que a utiliza\u00e7\u00e3o ou a frui\u00e7\u00e3o da coisa comum indivisa com exclusividade por um dos copropriet\u00e1rios, impedindo o exerc\u00edcio de quaisquer dos atributos da propriedade pelos demais consortes, enseja o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0queles que foram privados do regular dom\u00ednio sobre o bem, tal como o percebimento de alugu\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>impor \u00e0 v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar obriga\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria consistente em locativo pelo uso exclusivo e integral do bem comum, na dic\u00e7\u00e3o do art. 1.319 do CC\/2002, constituiria prote\u00e7\u00e3o insuficiente aos direitos constitucionais da dignidade humana e da igualdade<\/strong>, al\u00e9m de ir contra um dos objetivos fundamentais do Estado brasileiro de promo\u00e7\u00e3o do bem de todos sem preconceito de sexo, sobretudo porque serviria de desest\u00edmulo a que a mulher buscasse o amparo do Estado para recha\u00e7ar a viol\u00eancia contra ela praticada, como assegura a <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/a>em seu art. 226, \u00a7 8\u00ba, a revelar a desproporcionalidade da pretens\u00e3o indenizat\u00f3ria em tais casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ensejo, registre-se que a interpreta\u00e7\u00e3o conforme a constitui\u00e7\u00e3o de lei ou ato normativo, atribuindo ou excluindo determinado sentido entre as interpreta\u00e7\u00f5es poss\u00edveis em alguns casos, n\u00e3o viola a cl\u00e1usula de reserva de plen\u00e1rio, consoante j\u00e1 assentado pelo Supremo Tribunal Federal no RE 572.497 AgR\/RS, Rel. Min. Eros Grau, DJ 11\/11\/2008, e no RE 460.971, Rel. Min. Sep\u00falveda Pertence, DJ 30\/3\/2007 (ambos reproduzindo o entendimento delineado no RE 184.093\/SP, Rel. Moreira Alves, publicado em 29\/4\/1997).<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, a imposi\u00e7\u00e3o judicial de uma medida protetiva de urg\u00eancia &#8211; que procure cessar a pr\u00e1tica de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher e implique o afastamento do agressor do seu lar &#8211; constitui motivo leg\u00edtimo a que se limite o dom\u00ednio deste sobre o im\u00f3vel utilizado como moradia conjuntamente com a v\u00edtima, n\u00e3o se evidenciando, assim, eventual enriquecimento sem causa, que legitime o arbitramento de aluguel como forma de indeniza\u00e7\u00e3o pela priva\u00e7\u00e3o do direito de propriedade do agressor.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, afigura-se descabido o arbitramento de aluguel, com base no disposto no art. 1.319 do CC\/2002, em desfavor da copropriet\u00e1ria v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que, em raz\u00e3o de medida protetiva de urg\u00eancia decretada judicialmente, det\u00e9m o uso e gozo exclusivo do im\u00f3vel de cotitularidade do agressor, seja pela desproporcionalidade constatada em cotejo com o art. 226, \u00a7 8\u00ba, da CF\/1988, seja pela aus\u00eancia de enriquecimento sem causa (art. 884 do CC\/2002).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Incab\u00edvel o arbitramento de aluguel em desfavor da copropriet\u00e1ria v\u00edtima de viol\u00eancia dom\u00e9stica, que, em raz\u00e3o de medida protetiva de urg\u00eancia decretada judicialmente, det\u00e9m o uso e gozo exclusivo do im\u00f3vel de cotitularidade do agressor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-inexistencia-de-responsabilidade-solidaria-por-fato-do-produto-entre-os-fornecedores-e-extensao-do-acordo-feito-por-um-reu-em-beneficio-do-outro\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inexist\u00eancia de responsabilidade solid\u00e1ria por fato do produto entre os fornecedores e extens\u00e3o do acordo feito por um r\u00e9u em benef\u00edcio do outro<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>inexist\u00eancia de responsabilidade solid\u00e1ria por fato do produto entre os fornecedores da cadeia de consumo impede a extens\u00e3o do acordo feito por um r\u00e9u em benef\u00edcio do outro<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.968.143-RJ, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 08\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creiton ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e materiais em desfavor de Koca Kola Ind\u00fastrias Ltda., Lion Alimentos e Bebidas Ltda.&nbsp; e Senvio Distribuidora S.A., tendo em vista a ingest\u00e3o de um &#8220;suco Lion&#8221; contendo um corpo estranho. Ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o das r\u00e9s e apresenta\u00e7\u00e3o das contesta\u00e7\u00f5es, Creiton firmou acordo com a r\u00e9 Senvio ocasi\u00e3o em que, ap\u00f3s a homolaga\u00e7\u00e3o do acordo, o feito foi extinto apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tomarem ci\u00eancia desse fato, as r\u00e9s restantes pleitearam a extens\u00e3o do acordo firmado, nos termos do art. 844, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Civil, ao argumento de que o suposto objeto da demanda decorre de fato \u00fanico, qual seja, a ingest\u00e3o de bebida contendo corpo estranho, e que este fato j\u00e1 foi reparado atrav\u00e9s da indeniza\u00e7\u00e3o paga por meio de acordo realizado entre a Creiton e a r\u00e9 Senvio, e que o caso trata de rela\u00e7\u00e3o de consumo, cuja responsabilidade \u00e9 solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 844. A transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o aproveita, nem prejudica sen\u00e3o aos que nela intervierem, ainda que diga respeito a coisa indivis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3&nbsp;<sup>o&nbsp;<\/sup>Se entre um dos devedores solid\u00e1rios e seu credor, extingue a d\u00edvida em rela\u00e7\u00e3o aos co-devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 O produto \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que dele legitimamente se espera, levando-se em considera\u00e7\u00e3o as circunst\u00e2ncias relevantes, entre as quais:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; sua apresenta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a \u00e9poca em que foi colocado em circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O produto n\u00e3o \u00e9 considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 O fabricante, o construtor, o produtor ou importador s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado quando provar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; que n\u00e3o colocou o produto no mercado;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13. O comerciante \u00e9 igualmente respons\u00e1vel, nos termos do artigo anterior, quando:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador n\u00e3o puderem ser identificados;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o produto for fornecido sem identifica\u00e7\u00e3o clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; n\u00e3o conservar adequadamente os produtos perec\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo dur\u00e1veis ou n\u00e3o dur\u00e1veis respondem solidariamente pelos v\u00edcios de qualidade ou quantidade que os tornem impr\u00f3prios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indica\u00e7\u00f5es constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicit\u00e1ria, respeitadas as varia\u00e7\u00f5es decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substitui\u00e7\u00e3o das partes viciadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-possivel-a-extensao-do-acordo\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a extens\u00e3o do acordo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir se o acordo firmado por um dos r\u00e9us, em a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria ajuizada com base no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, deve aproveitar aos demais corr\u00e9us, a teor do que disp\u00f5e o \u00a7 3\u00ba do art. 844 do <a>C\u00f3digo Civil<\/a>, ao fundamento de se tratar de responsabilidade solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata de ingest\u00e3o parcial de produto contaminado, tendo em vista que a parte consumiu parte de um suco contendo um corpo estranho em seu interior.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 se manifestou no sentido de que &#8220;<strong>a presen\u00e7a de corpo estranho em alimento industrializado excede aos riscos comumente esperados pelo consumidor em rela\u00e7\u00e3o a esse tipo de produto, caracterizando-se, portanto, como um defeito, a permitir a responsabiliza\u00e7\u00e3o do fornecedor<\/strong>. De fato, no atual est\u00e1gio de desenvolvimento da tecnologia &#8211; e do pr\u00f3prio sistema de defesa e prote\u00e7\u00e3o do consumidor -, \u00e9 razo\u00e1vel esperar que um alimento, ap\u00f3s ter sido processado e transformado industrialmente, apresente, ao menos, adequa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, n\u00e3o contendo em si subst\u00e2ncias, part\u00edculas ou pat\u00f3genos agregados durante o processo produtivo e de comercializa\u00e7\u00e3o, com potencialidade lesiva \u00e0 sa\u00fade do consumidor&#8221; (REsp n. 1.899.304\/SP, Segunda Se\u00e7\u00e3o, Relatora a Ministra Nancy Andrighi, DJe de 4\/10\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, a Segunda Se\u00e7\u00e3o da Corte Superior decidiu que a exist\u00eancia de corpo estranho em produtos aliment\u00edcios, como no caso, configura hip\u00f3tese de fato do produto (defeito), previsto nos arts. 12 e 13 do <a>C\u00f3digo de Defesa do Consumidor<\/a>, n\u00e3o se tratando de v\u00edcio do produto (CDC, art. 18 e seguintes).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para analisar a exist\u00eancia ou n\u00e3o de solidariedade entre as r\u00e9s.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que<strong>, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 responsabilidade por v\u00edcio do produto ou servi\u00e7o, o art. 18 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor n\u00e3o faz qualquer diferencia\u00e7\u00e3o entre os fornecedores, estabelecendo a responsabilidade SOLID\u00c1RIA de todos eles<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se que a regra geral acerca da responsabilidade pelo fato do produto \u00e9 objetiva e solid\u00e1ria entre o fabricante, o produtor, o construtor e o importador, a teor do art. 12 do CDC. Ou seja, todos os fornecedores que integram a cadeia de consumo ir\u00e3o responder conjuntamente independentemente de culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, <strong>ao tratar da responsabilidade do comerciante pelo fato do produto, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor disciplinou de forma diversa, estabelecendo a responsabilidade SUBSIDI\u00c1RIA,<\/strong> conforme se verifica do disposto no art. 13, incisos I a III, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9, o comerciante somente ser\u00e1 responsabilizado pelo fato do produto ou servi\u00e7o quando o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador n\u00e3o puderem ser identificados (incisos I e II) ou quando n\u00e3o conservar adequadamente os produtos perec\u00edveis (inciso III).<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, inexistindo responsabilidade solid\u00e1ria n\u00e3o h\u00e1 que se falar em extens\u00e3o do acordo feito por um r\u00e9u em benef\u00edcio do outro, tendo em vista a inaplicabilidade da regra do art. 844, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A inexist\u00eancia de responsabilidade solid\u00e1ria por fato do produto entre os fornecedores da cadeia de consumo impede a extens\u00e3o do acordo feito por um r\u00e9u em benef\u00edcio do outro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-demanda-de-complementacao-de-aposentadoria-nos-termos-da-portaria-n-966-1947-do-banco-do-brasil-e-prescricao\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Demanda de complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria nos termos da Portaria n. 966\/1947 do Banco do Brasil e prescri\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>A demanda de complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria nos termos da Portaria n. 966\/1947 do Banco do Brasil <\/a>configura pretens\u00e3o de outro benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, sendo hip\u00f3tese de reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.668.676-DF, Rel. Min. Moura Ribeiro, Rel. Acd. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 08\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Euclides ajuizou a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria cumulada com cobran\u00e7a contra o Banco do Brasil objetivando a condena\u00e7\u00e3o do r\u00e9u a pagar-lhes complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria, nos termos da Circular n\u00ba 966, de 9\/5\/47, com as altera\u00e7\u00f5es subsequentes, sem preju\u00edzo do benef\u00edcio pago pela PREVI, porque este foi objeto de constitui\u00e7\u00e3o de reserva financeira custeada com a participa\u00e7\u00e3o dos aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de primeiro grau julgou improcedente o pedido, ao reconhecer prescrita a pretens\u00e3o inicial e, com base no art. 487, II, do NCPC, extinguiu o processo, com julgamento de m\u00e9rito. Euclides ent\u00e3o apelou ao TJ local, mas a apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi provida sob o fundamento de que o prazo prescricional de vinte anos previso no CC\/16 j\u00e1 teria sido superado quando do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o (2005), uma vez que o termo inicial para tanto teria iniciado em de 15\/4\/1967, quando da qual a PREVI (Caixa de Previd\u00eancia dos Funcion\u00e1rios do Banco do Brasil) foi criada e passou a gerir a complementa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios de aposentadoria antes realizada diretamente pelo Banco do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Euclides ent\u00e3o interp\u00f4s recurso especial no qual sustentou que, em 1997, o Banco e a Previ entabularam um novo acordo, acompanhado de um aditivo, e que veio a novar a obriga\u00e7\u00e3o daquele com os aposentados, logo, o termo inicial do prazo prescricional seria esta \u00faltima data, raz\u00e3o pela qual requereu o afastamento da prescri\u00e7\u00e3o vinten\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-juridica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 85\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de trato sucessivo em que a Fazenda P\u00fablica figure como devedora, quando n\u00e3o tiver sido negado o pr\u00f3prio direito reclamado, a prescri\u00e7\u00e3o atinge apenas as presta\u00e7\u00f5es vencidas antes do q\u00fcinq\u00fc\u00eanio anterior \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-prescreveu\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescreveu?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>J\u00e1 era!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em decidir sobre o termo inicial do prazo prescricional para o exerc\u00edcio da pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria privada de ex-funcion\u00e1rios do Banco do Brasil S\/A, bem como sobre o direito ao recebimento da referida verba, nos termos da Portaria n. 966, de 06\/05\/1947, sem preju\u00edzo do benef\u00edcio pago pela Previ.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No que tange \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, apesar da alega\u00e7\u00e3o de que se trata de obriga\u00e7\u00e3o de trato sucessivo, em que a viola\u00e7\u00e3o do direito se renova a cada m\u00eas, tem-se que a pretens\u00e3o diz respeito ao pr\u00f3prio direito material \u00e0 complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria e n\u00e3o apenas aos seus efeitos pecuni\u00e1rios, atingindo o fundo de direito, e, por isso, a contagem do prazo se inicia a partir da sua efetiva viola\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o se aplicando, pois, a <a>s\u00famula 85\/STJ<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a supress\u00e3o do benef\u00edcio deu-se com a implementa\u00e7\u00e3o do novo regramento jur\u00eddico noticiado na Circular n. 351\/1966, qual seja, 15\/4\/1967, data de in\u00edcio da contagem do prazo prescricional, pois foi quando se deu ci\u00eancia da supress\u00e3o, pelo Banco do Brasil S\/A, do direito \u00e0 complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria nos moldes do que estabelecia a Portaria n. 966, de 15\/04\/1947.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A demanda de complementa\u00e7\u00e3o de aposentadoria nos termos da Portaria n. 966\/1947 do Banco do Brasil configura pretens\u00e3o de outro benef\u00edcio previdenci\u00e1rio, sendo hip\u00f3tese de reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-cabimento-da-condenacao-em-honorarios-advocaticios-no-julgamento-de-reclamacao-indeferida-liminarmente-na-qual-a-parte-comparece-espontaneamente-para-apresentar-defesa\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios no julgamento de reclama\u00e7\u00e3o indeferida liminarmente na qual a parte comparece espontaneamente para apresentar defesa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel <a>condena\u00e7\u00e3o <\/a><a>em honor\u00e1rios advocat\u00edcios no julgamento de reclama\u00e7\u00e3o indeferida liminarmente na qual a parte comparece espontaneamente para apresentar defesa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 41.569-DF, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 09\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Bravo Advogados firmou contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de assessoria tribut\u00e1ria com a PagoNada S\/A. A rela\u00e7\u00e3o azedou e ambas as partes moveram a\u00e7\u00e3o uma contra a outra: (i) a PagoNada S\/A moveu a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o contratual, cumulada com indeniza\u00e7\u00e3o, na qual afirmava que o servi\u00e7o advocat\u00edcio n\u00e3o teria sido prestado, j\u00e1 que n\u00e3o foram obtidas compensa\u00e7\u00f5es judiciais transitadas em julgado, deixando, por isso, de pagar os valores acordados, e (ii) a Bravo Adv mandou bala em a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial, cobrando as parcelas vencidas do contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o chegou ao STJ por meio de recurso no qual foi decidido que a obriga\u00e7\u00e3o advocat\u00edcia contratada era de meio, isto \u00e9, estava restrita ao pedido de compensa\u00e7\u00e3o administrativa em benef\u00edcio da Desbrave, e havia sido efetivamente cumprida. O processo retornou ao Tribunal local para an\u00e1lise das demais quest\u00f5es pendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal local acolheu os embargos de declara\u00e7\u00e3o de PagoNada para fixar o valor da causa em R$ 868.062,31 e os honor\u00e1rios em 10% desse valor em seu favor. Bravo ent\u00e3o interp\u00f4s reclama\u00e7\u00e3o para a cassa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do Tribunal de origem que violou, no seu entender, a autoridade do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Passou-se ent\u00e3o a ser discutida a possibilidade de condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios no julgamento de reclama\u00e7\u00e3o indeferida liminarmente na qual a parte comparece espontaneamente para apresentar defesa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 331. Indeferida a peti\u00e7\u00e3o inicial, o autor poder\u00e1 apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Se n\u00e3o houver retrata\u00e7\u00e3o, o juiz mandar\u00e1 citar o r\u00e9u para responder ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Sendo a senten\u00e7a reformada pelo tribunal, o prazo para a contesta\u00e7\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a correr da intima\u00e7\u00e3o do retorno dos autos, observado o disposto no&nbsp;art. 334&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba N\u00e3o interposta a apela\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u ser\u00e1 intimado do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 989. Ao despachar a reclama\u00e7\u00e3o, o relator:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>III &#8211; determinar\u00e1 a cita\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio da decis\u00e3o impugnada, que ter\u00e1 prazo de 15 (quinze) dias para apresentar a sua contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-cabivel-a-condenacao-em-honorarios\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a vig\u00eancia do <a>C\u00f3digo de Processo Civil <\/a>de 2015, a jurisprud\u00eancia se firmou no sentido de que a reclama\u00e7\u00e3o possui natureza de a\u00e7\u00e3o, prevendo o artigo 989, III, do referido C\u00f3digo, a angulariza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o processual, com a cita\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio, que passou a ter um tratamento semelhante ao da parte, podendo promover a defesa de seus interesses, com a consequente condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios de acordo com a sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na hip\u00f3tese de indeferimento inicial da reclama\u00e7\u00e3o, \u00e9 firme a jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de que a rela\u00e7\u00e3o processual n\u00e3o se aperfei\u00e7oou, n\u00e3o sendo cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso diferenciar, por\u00e9m, o simples indeferimento da inicial daquelas situa\u00e7\u00f5es em que o reclamante ingressa com recurso contra a decis\u00e3o que indefere a peti\u00e7\u00e3o inicial ou contra a que julga o pedido improcedente liminarmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, de acordo com o artigo 331 do CPC\/2015, <strong>nas hip\u00f3teses em que a peti\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 indeferida e contra essa decis\u00e3o \u00e9 interposta apela\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo reconsidera\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u \u00e9 citado ou, se j\u00e1 tiver comparecido aos autos, \u00e9 intimado para apresentar defesa e, sendo mantida a decis\u00e3o, \u00e9 cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, trazendo a situa\u00e7\u00e3o para a reclama\u00e7\u00e3o, uma vez interposto recurso contra decis\u00e3o que liminarmente indeferiu a peti\u00e7\u00e3o inicial, n\u00e3o sendo o caso de reconsidera\u00e7\u00e3o, o benefici\u00e1rio que comparecer aos autos, apresentando contrarraz\u00f5es, faz jus ao recebimento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios no julgamento de reclama\u00e7\u00e3o indeferida liminarmente na qual a parte comparece espontaneamente para apresentar defesa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-competencia-nas-acoes-de-improbidade-administrativa\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal \u00e9 definida em raz\u00e3o da presen\u00e7a das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico previstas no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal na rela\u00e7\u00e3o processual, e n\u00e3o em raz\u00e3o da natureza da verba federal sujeita \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da Tribunal de Contas da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 174.764-MA, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 09\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Munic\u00edpio de \u00c1gua Doce do Maranh\u00e3o\/MA ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa contra Nerso, em raz\u00e3o de irregularidades na presta\u00e7\u00e3o de contas de verbas federais decorrentes de conv\u00eanio firmado com o PRONAT. Foi ent\u00e3o suscitado conflito de compet\u00eancia para o STJ decidir a quem caberia o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as causas em que a Uni\u00e3o, entidade aut\u00e1rquica ou empresa p\u00fablica federal forem interessadas na condi\u00e7\u00e3o de autoras, r\u00e9s, assistentes ou oponentes, exceto as de fal\u00eancia, as de acidentes de trabalho e as sujeitas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral e \u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os crimes pol\u00edticos e as infra\u00e7\u00f5es penais praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas, exclu\u00eddas as contraven\u00e7\u00f5es e ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Eleitoral;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; os crimes contra a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econ\u00f4mico-financeira;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-justica-federal\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Justi\u00e7a Federal?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o ente municipal ajuizou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, em raz\u00e3o de irregularidades na presta\u00e7\u00e3o de contas de verbas federais decorrentes de conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>A compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio e de improbidade administrativa, relacionadas \u00e0 eventuais irregularidades na utiliza\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o de contas de repasses de verbas federais aos demais entes federativos, estava sendo dirimida por esta Corte Superior sob o enfoque das S\u00famulas 208\/STJ (&#8220;Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar prefeito municipal por desvio de verba sujeita \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de contas perante \u00f3rg\u00e3o federal&#8221;) e 209\/STJ (&#8220;Compete \u00e0 Justi\u00e7a Estadual processar e julgar prefeito por desvio de verba transferida e incorporada ao patrim\u00f4nio municipal&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O art. 109, I, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/a>prev\u00ea, de maneira geral, a compet\u00eancia c\u00edvel da Justi\u00e7a Federal, delimitada objetivamente em raz\u00e3o da efetiva presen\u00e7a da Uni\u00e3o, entidade aut\u00e1rquica ou empresa p\u00fablica federal, na condi\u00e7\u00e3o de autoras, r\u00e9s, assistentes ou oponentes na rela\u00e7\u00e3o processual<\/strong>. Estabelece, portanto, compet\u00eancia ABSOLUTA em raz\u00e3o da pessoa (<em>ratione personae<\/em>), configurada pela presen\u00e7a dos entes elencados no dispositivo constitucional na rela\u00e7\u00e3o processual, independentemente da natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica litigiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, <strong>o art. 109, VI, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal disp\u00f5e sobre a compet\u00eancia penal da Justi\u00e7a Federal, especificamente para os crimes praticados em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o, entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas<\/strong>. Assim, para reconhecer a compet\u00eancia, em regra, bastaria o simples interesse da Uni\u00e3o, inexistindo a necessidade da efetiva presen\u00e7a em qualquer dos polos da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a aplica\u00e7\u00e3o dos referidos enunciados sumulares, em processos de natureza c\u00edvel, tem sido mitigada no \u00e2mbito deste Tribunal Superior. A Segunda Turma afirmou a necessidade de uma distin\u00e7\u00e3o (<em>distinguishing<\/em>) na aplica\u00e7\u00e3o das S\u00famulas 208 e 209 do STJ, no \u00e2mbito c\u00edvel, pois tais enunciados prov\u00eam da Terceira Se\u00e7\u00e3o deste Superior Tribunal, e versam hip\u00f3teses de fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em mat\u00e9ria penal, em que basta o interesse da Uni\u00e3o ou de suas autarquias para deslocar a compet\u00eancia para a Justi\u00e7a Federal, nos termos do inciso IV do art. 109 da CF. Logo adiante concluiu que a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, em mat\u00e9ria c\u00edvel, \u00e9 aquela prevista no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que tem por base crit\u00e9rio objetivo, sendo fixada t\u00e3o s\u00f3 em raz\u00e3o dos figurantes da rela\u00e7\u00e3o processual, prescindindo da an\u00e1lise da mat\u00e9ria discutida na lide (REsp 1.325.491\/BA, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 05\/06\/2014, DJe 25\/06\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, nas a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio e improbidade administrativa ajuizadas em face de eventuais irregularidades praticadas na utiliza\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o de contas de valores decorrentes de conv\u00eanio federal, o simples fato das verbas estarem sujeitas \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de contas perante o Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal j\u00e1 afirmou que o fato dos valores envolvidos transferidos pela Uni\u00e3o para os demais entes federativos estarem eventualmente sujeitos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o n\u00e3o \u00e9 capaz de alterar a compet\u00eancia, pois a compet\u00eancia c\u00edvel da Justi\u00e7a Federal exige o efetivo cumprimento da regra prevista no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente, a mera transfer\u00eancia e incorpora\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio municipal de verba desviada, no \u00e2mbito civil, n\u00e3o pode impor de maneira absoluta a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Estadual. Se houver manifesta\u00e7\u00e3o de interesse jur\u00eddico por ente federal que justifique a presen\u00e7a no processo, (v.g. Uni\u00e3o ou Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal) regularmente reconhecido pelo Ju\u00edzo Federal nos termos da S\u00famula 150\/STJ, a compet\u00eancia para processar e julgar a a\u00e7\u00e3o civil de improbidade administrativa ser\u00e1 da Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese<strong>, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a compet\u00eancia c\u00edvel da Justi\u00e7a Federal \u00e9 definida em raz\u00e3o da presen\u00e7a das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico previstas no art. 109, I, da CF na rela\u00e7\u00e3o processual, seja como autora, r\u00e9, assistente ou oponente e n\u00e3o em raz\u00e3o da natureza da verba federal sujeita \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da Corte de Contas da Uni\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, n\u00e3o figura em nenhum dos p\u00f3los da rela\u00e7\u00e3o processual ente federal indicado no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o que afasta a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para processar e julgar a referida a\u00e7\u00e3o. Ademais, n\u00e3o existe nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o de interesse em integrar o processo por parte de ente federal e o Ju\u00edzo Federal consignou que o interesse que prevalece restringe-se \u00e0 \u00f3rbita do Munic\u00edpio autor, o que atrai a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Estadual para processar e julgar a demanda.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa, a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal \u00e9 definida em raz\u00e3o da presen\u00e7a das pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico previstas no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal na rela\u00e7\u00e3o processual, e n\u00e3o em raz\u00e3o da natureza da verba federal sujeita \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o da Tribunal de Contas da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-conversao-de-tempo-especial-em-comum-aos-servidores-publicos-e-ec-103-19\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Convers\u00e3o de tempo especial em comum aos servidores p\u00fablicos e EC 103\/19<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da EC 103\/2019, \u00e9 admiss\u00edvel, aos servidores p\u00fablicos, a convers\u00e3o do tempo de servi\u00e7o especial em comum objetivando a contagem rec\u00edproca de tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.592.380-SC, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 08\/02\/2022, DJe 10\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Crementina, servidora p\u00fablica, intentava a convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o especial em comum por meio de certid\u00e3o de tempo de contribui\u00e7\u00e3o expedida neste sentido. Sua pretens\u00e3o foi negada administrativamente, raz\u00e3o pela qual ajuizou a\u00e7\u00e3o judicial com o mesmo objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, decorrido o processo, houve uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica que deu provimento ao recurso especial da autarquia previdenci\u00e1ria para reconhecer a impossibilidade de convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o especial em comum para fins de contagem rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, Crementina interp\u00f4s agravo regimental alegando que tal convers\u00e3o seria poss\u00edvel se referente aos per\u00edodos trabalhados antes da vig\u00eancia da EC 103\/2019 (Reforma Previdenci\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.226\/1975:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba Para efeitos desta Lei, o tempo de servi\u00e7o ou de atividades, conforme o caso, ser\u00e1 computado de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o pertinente, observadas as seguintes normas:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; N\u00e3o ser\u00e1 admitida a contagem de tempo de servi\u00e7o em dobro ou em outras condi\u00e7\u00f5es especiais;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 96.&nbsp;O tempo de contribui\u00e7\u00e3o ou de servi\u00e7o de que trata esta Se\u00e7\u00e3o ser\u00e1 contado de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o pertinente, observadas as normas seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; n\u00e3o ser\u00e1 admitida a contagem em dobro ou em outras condi\u00e7\u00f5es especiais;<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.040. Publicado o ac\u00f3rd\u00e3o paradigma:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; o presidente ou o vice-presidente do tribunal de origem negar\u00e1 seguimento aos recursos especiais ou extraordin\u00e1rios sobrestados na origem, se o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido coincidir com a orienta\u00e7\u00e3o do tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; o \u00f3rg\u00e3o que proferiu o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, na origem, reexaminar\u00e1 o processo de compet\u00eancia origin\u00e1ria, a remessa necess\u00e1ria ou o recurso anteriormente julgado, se o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido contrariar a orienta\u00e7\u00e3o do tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; os processos suspensos em primeiro e segundo graus de jurisdi\u00e7\u00e3o retomar\u00e3o o curso para julgamento e aplica\u00e7\u00e3o da tese firmada pelo tribunal superior;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>IV &#8211; se os recursos versarem sobre quest\u00e3o relativa a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico objeto de concess\u00e3o, permiss\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o, o resultado do julgamento ser\u00e1 comunicado ao \u00f3rg\u00e3o, ao ente ou \u00e0 ag\u00eancia reguladora competente para fiscaliza\u00e7\u00e3o da efetiva aplica\u00e7\u00e3o, por parte dos entes sujeitos a regula\u00e7\u00e3o, da tese adotada.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba A parte poder\u00e1 desistir da a\u00e7\u00e3o em curso no primeiro grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, antes de proferida a senten\u00e7a, se a quest\u00e3o nela discutida for id\u00eantica \u00e0 resolvida pelo recurso representativo da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 2\u00ba Se a desist\u00eancia ocorrer antes de oferecida contesta\u00e7\u00e3o, a parte ficar\u00e1 isenta do pagamento de custas e de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A desist\u00eancia apresentada nos termos do \u00a7 1\u00ba independe de consentimento do r\u00e9u, ainda que apresentada contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-possivel-a-conversao-do-periodo-anterior-a-ec-103-2019\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a convers\u00e3o do per\u00edodo anterior \u00e0 EC 103\/2019?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso pretende-se a convers\u00e3o de tempo especial em comum, com ulterior emiss\u00e3o de certid\u00e3o por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, para se utilizar do tempo de servi\u00e7o exercido no Regime Geral da Previd\u00eancia Social &#8211; RGPS na aposentadoria no Regime Pr\u00f3prio de Previd\u00eancia Social &#8211; RPPS.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a jurisprud\u00eancia do STJ, por meio do julgamento do EREsp n. 524.267\/PB, relator Ministro Jorge Mussi, Terceira Se\u00e7\u00e3o, DJe 24\/3\/2014, sedimentou o entendimento de que, objetivando a contagem rec\u00edproca de tempo de servi\u00e7o, n\u00e3o se admite a convers\u00e3o do tempo de servi\u00e7o especial em comum, em raz\u00e3o da expressa veda\u00e7\u00e3o legal (arts. 4\u00ba, I, da <a>Lei n. 6.226\/1975 <\/a>e 96, I, da <a>Lei n. 8.213\/1991<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que <strong>o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE n. 1.014.286 (Tema 942), com repercuss\u00e3o geral reconhecida, encerrado na sess\u00e3o de 31\/8\/2020, enfrentou essa quest\u00e3o jur\u00eddica, firmando tese contr\u00e1ria \u00e0 fixada pela Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ, para reconhecer que &#8220;at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da EC 103\/2019, n\u00e3o havia impedimento \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o, aos servidores p\u00fablicos, das regras do RGPS para a convers\u00e3o do per\u00edodo de trabalho em condi\u00e7\u00f5es nocivas \u00e0 sa\u00fade ou \u00e0 integridade f\u00edsica em tempo de atividade comum<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 for\u00e7oso realinhar o entendimento do STJ e, nos termos do art. 1.040 do <a>CPC\/2015<\/a>, fazer a devida adequa\u00e7\u00e3o ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal, no Tema n. 942.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da EC 103\/2019, \u00e9 admiss\u00edvel, aos servidores p\u00fablicos, a convers\u00e3o do tempo de servi\u00e7o especial em comum objetivando a contagem rec\u00edproca de tempo de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-competencia-para-julgamento-do-crime-de-injuria-praticado-pela-internet-por-mensagens-privadas-as-quais-somente-o-autor-e-destinatario-tem-acesso-ao-conteudo\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento do crime de inj\u00faria praticado pela internet por mensagens privadas, as quais somente o autor e destinat\u00e1rio tem acesso ao conte\u00fado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>crime de inj\u00faria praticado pela internet por mensagens privadas<\/a>, as quais somente o autor e o destinat\u00e1rio t\u00eam acesso ao seu conte\u00fado, consuma-se no local em que a v\u00edtima tomou conhecimento do conte\u00fado ofensivo.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 184.269-PB, Rel. Min. Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 09\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Cleide, servidora p\u00fablica federal, foi chamada de \u201cbobalhona\u201d e \u201cboc\u00f3\u201d por meio de aplicativo de mensagens em raz\u00e3o de suas fun\u00e7\u00f5es. Em investiga\u00e7\u00e3o na qual se apura a pr\u00e1tica de inj\u00faria, o Ju\u00edzo da Vara Federal de Caipora-RS declinou de sua compet\u00eancia, entendendo que, tendo sido o delito praticado por meio da internet, seria competente o Ju\u00edzo do local onde inserido o conte\u00fado na rede mundial de computadores, logo a compet\u00eancia seria do Ju\u00edzo da Vara Federal de Caramuru-PB.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de Caramuru, aduziu que o delito teria sido praticado por meio de aplicativo de troca de mensagens privadas entre usu\u00e1rios, n\u00e3o tendo sido disponibilizada publica\u00e7\u00e3o pass\u00edvel de visualiza\u00e7\u00e3o por terceiros. Assim, como o acesso \u00e0 mensagem de \u00e1udio com o conte\u00fado ofensivo era poss\u00edvel apenas \u00e0 v\u00edtima Cleide, o delito se consumou no local onde dela se tomou conhecimento. Foi suscitado ent\u00e3o conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-a-quem-compete-julgar\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O ju\u00edzo do <\/strong><strong>local em que a v\u00edtima tomou conhecimento do conte\u00fado ofensivo!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de <strong>que no caso de delitos contra a honra praticados por meio da internet, o local da consuma\u00e7\u00e3o do delito \u00e9 aquele onde inclu\u00eddo o conte\u00fado ofensivo na rede mundial de computadores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, tal entendimento diz respeito aos casos em que a publica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel de ser visualizada por terceiros, indistintamente, a partir do momento em que veiculada por seu autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise, <strong>embora tenha sido utilizada a internet para a suposta pr\u00e1tica do crime de inj\u00faria, o envio da mensagem de \u00e1udio com o conte\u00fado ofensivo \u00e0 v\u00edtima ocorreu por meio de aplicativo de troca de mensagens entre usu\u00e1rios em car\u00e1ter privado, denominado&nbsp;<em>instagram direct<\/em>, no qual somente o autor e o destinat\u00e1rio t\u00eam acesso ao seu conte\u00fado, n\u00e3o sendo acess\u00edvel para visualiza\u00e7\u00e3o por terceiros, ap\u00f3s a sua inser\u00e7\u00e3o na rede de computadores<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, no caso, aplica-se o entendimento geral de que o crime de inj\u00faria se consuma no local onde a v\u00edtima tomou conhecimento do conte\u00fado ofensivo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-resultado-final\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O crime de inj\u00faria praticado pela internet por mensagens privadas, as quais somente o autor e o destinat\u00e1rio t\u00eam acesso ao seu conte\u00fado, consuma-se no local em que a v\u00edtima tomou conhecimento do conte\u00fado ofensivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-i-legalidade-da-requisicao-sem-autorizacao-judicial-de-dados-fiscais-pelo-ministerio-publico\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da requisi\u00e7\u00e3o, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, de dados fiscais pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal <a>a<\/a><a> requisi\u00e7\u00e3o, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, de dados fiscais pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RHC 82.233-MG, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 09\/02\/2022. (Info 724)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Benedito foi preso por decreto de pris\u00e3o exarado pelo Juiz da Vara Criminal competente. Entretanto, sua defesa impetrou habeas corpus no qual sustenta a ilegalidade das provas obtidas mediante requisi\u00e7\u00e3o, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, de dados fiscais pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-legal-a-requisicao-direta-pelo-mp\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Legal a requisi\u00e7\u00e3o direta pelo MP?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio 1.055.941\/SP, em sede de repercuss\u00e3o geral, firmou a orienta\u00e7\u00e3o de que \u00e9 constitucional o compartilhamento dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira da UIF e da \u00edntegra do procedimento fiscalizat\u00f3rio da Receita Federal do Brasil &#8211; em que se define o lan\u00e7amento do tributo &#8211; com os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal para fins criminais sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, devendo ser resguardado o sigilo das informa\u00e7\u00f5es em procedimentos formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle jurisdicional<\/strong> (Tema 990).<\/p>\n\n\n\n<p>Da leitura desatenta da ementa do julgado, poder-se-ia chegar \u00e0 conclus\u00e3o de que o entendimento consolidado autorizaria a requisi\u00e7\u00e3o direta de dados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e0 Receita Federal, para fins criminais. No entanto, a an\u00e1lise acurada do ac\u00f3rd\u00e3o demonstra que tal conclus\u00e3o n\u00e3o foi compreendida no julgado, que trata da Representa\u00e7\u00e3o Fiscal para fins penais, instituto legal que autoriza o compartilhamento, de of\u00edcio, pela Receita Federal, de dados relacionados a supostos il\u00edcitos tribut\u00e1rios ou previdenci\u00e1rios ap\u00f3s devido procedimento administrativo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, <strong>a requisi\u00e7\u00e3o ou o requerimento, de forma direta, pelo \u00f3rg\u00e3o da acusa\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal, com o fim de coletar ind\u00edcios para subsidiar investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o criminal, al\u00e9m de n\u00e3o ter sido satisfatoriamente enfrentada no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio n. 1.055.941\/SP, n\u00e3o se encontra abarcada pela tese firmada no \u00e2mbito da repercuss\u00e3o geral em quest\u00e3o<\/strong>. Ainda, as poucas refer\u00eancias que o ac\u00f3rd\u00e3o faz ao acesso direto pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico aos dados, sem interven\u00e7\u00e3o judicial, \u00e9 no sentido de sua ilegalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um estado de direito n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se admitir que \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o, em procedimentos informais e n\u00e3o urgentes, solicitem informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre indiv\u00edduos ou empresas, informa\u00e7\u00f5es essas constitucionalmente protegidas, salvo autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa \u00e9 \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o financeira, dentro de suas atribui\u00e7\u00f5es, identificar ind\u00edcios de crime e comunicar suas suspeitas aos \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o para que, dentro da legalidade e de suas atribui\u00e7\u00f5es, investiguem a proced\u00eancia de tais suspeitas. Outra, \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o, a pol\u00edcia ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico, sem qualquer tipo de controle, alegando a possibilidade de ocorr\u00eancia de algum crime, solicitar ao COAF ou \u00e0 Receita Federal informa\u00e7\u00f5es financeiras sigilosas detalhadas sobre determinada pessoa, f\u00edsica ou jur\u00eddica, sem a pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 ilegal a requisi\u00e7\u00e3o, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, de dados fiscais pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-resultado-final\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal a requisi\u00e7\u00e3o, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, de dados fiscais pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-des-necessidade-de-autorizacao-judicial-para-o-requerimento-de-simples-guarda-dos-registros-de-acesso-a-aplicacoes-de-internet-ou-registros-de-conexao-por-prazo-superior-ao-legal\"><a>10.&nbsp; (Des)Necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o judicial para o requerimento de simples guarda dos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet ou registros de conex\u00e3o por prazo superior ao legal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>O <\/a><a>requerimento de simples guarda dos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet ou registros de conex\u00e3o por prazo superior ao legal<\/a>, feito por autoridade policial, administrativa ou Minist\u00e9rio P\u00fablico, prescinde de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 626.983-PR, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 08\/02\/2022. <a>(Info 724)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A defesa de Vianei, investigado por crimes previstos na Lei da Organiza\u00e7\u00e3o Criminosa, impetrou habeas corpus no qual questiona a legalidade das provas obtidas via requerimento de simples guarda dos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet ou registros de conex\u00e3o por prazo superior ao legal, feito pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Conforme a defesa, seria necess\u00e1ria expressa autoriza\u00e7\u00e3o judicial para tanto.<\/p>\n\n\n\n<p>Requereu ent\u00e3o a nulidade das provas carreadas aos autos, pois al\u00e9m de obtidas mediantes &#8221; verdadeira medida cautelar&#8221; em detrimento do direito \u00e0 intimidade\/privacidade, teria ocorrido o congelamento do conte\u00fado telem\u00e1tico junto aos provedores de internet, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.965\/2014:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10. A guarda e a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos registros de conex\u00e3o e de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conte\u00fado de comunica\u00e7\u00f5es privadas, devem atender \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba O provedor respons\u00e1vel pela guarda somente ser\u00e1 obrigado a disponibilizar os registros mencionados no&nbsp;<strong>caput,&nbsp;<\/strong>de forma aut\u00f4noma ou associados a dados pessoais ou a outras informa\u00e7\u00f5es que possam contribuir para a identifica\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio ou do terminal, mediante ordem judicial, na forma do disposto na Se\u00e7\u00e3o IV deste Cap\u00edtulo, respeitado o disposto no art. 7\u00ba <a><\/a>\u00a7 2\u00ba O conte\u00fado das comunica\u00e7\u00f5es privadas somente poder\u00e1 ser disponibilizado mediante ordem judicial, nas hip\u00f3teses e na forma que a lei estabelecer, respeitado o disposto nos incisos II e III do art. 7\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 13. Na provis\u00e3o de conex\u00e3o \u00e0 internet, cabe ao administrador de sistema aut\u00f4nomo respectivo o dever de manter os registros de conex\u00e3o, sob sigilo, em ambiente controlado e de seguran\u00e7a, pelo prazo de 1 (um) ano, nos termos do regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba A autoridade policial ou administrativa ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e1 requerer cautelarmente que os registros de conex\u00e3o sejam guardados por prazo superior ao previsto no&nbsp;caput<strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 3\u00ba Na hip\u00f3tese do \u00a7 2\u00ba , a autoridade requerente ter\u00e1 o prazo de 60 (sessenta) dias, contados a partir do requerimento, para ingressar com o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o judicial de acesso aos registros previstos no&nbsp;caput.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba O provedor respons\u00e1vel pela guarda dos registros dever\u00e1 manter sigilo em rela\u00e7\u00e3o ao requerimento previsto no \u00a7 2\u00ba , que perder\u00e1 sua efic\u00e1cia caso o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o judicial seja indeferido ou n\u00e3o tenha sido protocolado no prazo previsto no \u00a7 3\u00ba .<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 15. O provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet constitu\u00eddo na forma de pessoa jur\u00eddica e que exer\u00e7a essa atividade de forma organizada, profissionalmente e com fins econ\u00f4micos dever\u00e1 manter os respectivos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet, sob sigilo, em ambiente controlado e de seguran\u00e7a, pelo prazo de 6 (seis) meses, nos termos do regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba A autoridade policial ou administrativa ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e3o requerer cautelarmente a qualquer provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet que os registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet sejam guardados, inclusive por prazo superior ao previsto no&nbsp;caput<strong>,&nbsp;<\/strong>observado o disposto nos \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba do art. 13.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. A parte interessada poder\u00e1, com o prop\u00f3sito de formar conjunto probat\u00f3rio em processo judicial c\u00edvel ou penal, em car\u00e1ter incidental ou aut\u00f4nomo, requerer ao juiz que ordene ao respons\u00e1vel pela guarda o fornecimento de registros de conex\u00e3o ou de registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Sem preju\u00edzo dos demais requisitos legais, o requerimento dever\u00e1 conter, sob pena de inadmissibilidade:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; fundados ind\u00edcios da ocorr\u00eancia do il\u00edcito;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; justificativa motivada da utilidade dos registros solicitados para fins de investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria; e<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; per\u00edodo ao qual se referem os registros.<\/p>\n\n\n\n<p>CF:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-necessaria-autorizacao-judicial\"><a>10.2.2. Necess\u00e1ria autoriza\u00e7\u00e3o judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Controverte-se sobre a possibilidade de preserva\u00e7\u00e3o do conte\u00fado telem\u00e1tico junto aos provedores de internet<em>,&nbsp;<\/em>a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a>Lei n. 12.965\/2014 <\/a>(Marco Civil da Internet<em>)<\/em>&nbsp;disp\u00f5e que &#8220;a guarda e a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos registros de conex\u00e3o e de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet&#8221;<em>,<\/em>&nbsp;nela tratados, &#8220;bem como de dados pessoais e do conte\u00fado de comunica\u00e7\u00f5es privadas, devem atender \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas&#8221; (art. 10).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ressalva que o provedor respons\u00e1vel pela guarda est\u00e1 obrigado a disponibilizar os registros (de conex\u00e3o e de acesso a aplica\u00e7\u00f5es da internet), mediante ordem judicial (art. 10, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba), com a finalidade de &#8220;formar conjunto probat\u00f3rio em processo judicial c\u00edvel ou criminal, em car\u00e1ter incidental ou aut\u00f4nomo&#8221; (art.22), a pedido da parte interessada, desde que haja &#8220;ind\u00edcios fundados da ocorr\u00eancia do il\u00edcito&#8221;, &#8220;justificativa motivada da utilidade dos registros solicitados para fins de investiga\u00e7\u00e3o ou instru\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria&#8221; e &#8220;per\u00edodo ao qual se referem os registros&#8221; (art. 22, incisos I, II e III).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de mat\u00e9ria que recebe tratamento espec\u00edfico da Lei n. 12.965\/2014, ao dispor que constitui dever jur\u00eddico do administrador do respectivo sistema aut\u00f4nomo manter os registros de conex\u00e3o, sob sigilo, em ambiente controlado e de seguran\u00e7a, pelo prazo de 1 (um) ano (art. 13); e, do provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet, por sua vez, manter os registros de acesso, sob sigilo, em ambiente controlado e de seguran\u00e7a, pelo prazo de 6 (seis) meses (art. 15).<\/p>\n\n\n\n<p>Disp\u00f5e, ainda, que <strong>a autoridade policial, administrativa ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e3o requerer cautelarmente que os registros de conex\u00e3o sejam guardados por prazo superior a 1 (um) ano (art. 13, \u00a7 2\u00ba), e os registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet por prazo superior a 6 (seis) meses (art. 15, \u00a7 2\u00ba), devendo, nas duas situa\u00e7\u00f5es, e no prazo de 60 (sessenta) dias, contados do requerimento administrativo, ingressar com o pedido de autoriza\u00e7\u00e3o judicial de acesso aos (dois) registros<\/strong> (arts. 13, \u00a7 3\u00ba, e 15, \u00a7 2\u00ba):<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, ao dispor que a autoridade policial, administrativa ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico poder\u00e3o requerer cautelarmente &#8211; que os registros de conex\u00e3o sejam guardados por prazo superior a 1 (um) ano (art. 13, \u00a7 2\u00ba), e os registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet por prazo superior a 6 (seis) meses (art. 15, \u00a7 2\u00ba) -, a Lei disse MENOS do que pretendia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que, <strong>quem requer alguma coisa, pura e simplesmente pode t\u00ea-la deferida ou n\u00e3o, e, no caso, at\u00e9 mesmo pelo uso do termo &#8220;cautelarmente&#8221;, seguido da previs\u00e3o de pedido judicial de acesso no prazo de 60 (sessenta) dias, contados do requerimento administrativo, sob pena de caducidade, tem-se que o administrador de sistema aut\u00f4nomo e o provedor de aplica\u00e7\u00f5es de internet estariam obrigados a atender \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es da autoridade policial, administrativa ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico, para que os registros sejam guardados por prazo superior<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Disso se infere que, no caso, o pedido de &#8220;congelamento&#8221; de dados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o precisa necessariamente de pr\u00e9via decis\u00e3o judicial para ser atendido pelo provedor, mesmo porque &#8211; e esse \u00e9 o ponto nodal da discuss\u00e3o, visto em face do direito \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das partes (<a>CF<\/a>, art. 5\u00ba, X, e Lei n. 12.965\/2014, art. 10) &#8211; n\u00e3o equivale a que o requerente tenha acesso aos dados &#8220;congelados&#8221; sem ordem judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A jurisprud\u00eancia do STF tem afirmado que o inciso XII do art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o protege somente o sigilo das comunica\u00e7\u00f5es em fluxo (troca de dados e mensagens em tempo real), e que o sigilo das comunica\u00e7\u00f5es armazenadas, como dep\u00f3sito registral, \u00e9 tutelado pela previs\u00e3o constitucional do direito \u00e0 privacidade do inciso X do art. 5\u00ba<\/strong> (HC 91.867, Rel. Ministro Gilmar Mendes, 2\u00aa Turma, julgado em 24\/04\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, em verdade, a disponibiliza\u00e7\u00e3o ao requerente dos registros de que trata a Lei n. 12.965\/2014 (dados intercambiados), em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 referida cl\u00e1usula constitucional, dever\u00e1 ser precedida de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, sendo estabelecido, inclusive, um prazo de 60 dias, contados a partir do requerimento de preserva\u00e7\u00e3o dos dados, para que o Minist\u00e9rio P\u00fablico ingresse com esse pedido de autoriza\u00e7\u00e3o judicial de acesso aos registros, sob pena de caducidade (art.13, \u00a7 4\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, frisa-se que o ato normativo em quest\u00e3o, a fim de viabilizar investiga\u00e7\u00f5es criminais, que, normalmente, s\u00e3o de dif\u00edcil realiza\u00e7\u00e3o em ambientes eletr\u00f4nicos, tornou mais eficiente o acesso a dados e informa\u00e7\u00f5es relevantes ao possibilitar que o Minist\u00e9rio P\u00fablico, diretamente, requeira ao provedor apenas a guarda, em ambiente seguro e sigiloso, dos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet. <strong>A disponibiliza\u00e7\u00e3o ao requerente dos conte\u00fados dos registros &#8211; dados cadastrais, hist\u00f3rico de pesquisa, todo conte\u00fado de&nbsp;<em>e-mail<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>iMessages<\/em>, fotos, contatos e hist\u00f3ricos de localiza\u00e7\u00e3o etc. &#8211; deve sempre ser precedida de autoriza\u00e7\u00e3o judicial devidamente fundamentada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O requerimento de simples guarda dos registros de acesso a aplica\u00e7\u00f5es de internet ou registros de conex\u00e3o por prazo superior ao legal, feito por autoridade policial, administrativa ou Minist\u00e9rio P\u00fablico, prescinde de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<div data-wp-interactive=\"core\/file\" class=\"wp-block-file\"><object aria-label=\"Incorporar PDF\" data-wp-bind--hidden=\"!state.hasPdfPreview\" hidden><\/object><a id=\"wp-block-file--media-bf177a48-ef74-49b2-8a5b-7a70935a7928\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/01033900\/stj-724.pdf\">stj-724<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/03\/01033900\/stj-724.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download aria-describedby=\"wp-block-file--media-bf177a48-ef74-49b2-8a5b-7a70935a7928\">Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 724 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO ADMINISTRATIVO 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobran\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o de faixas de dom\u00ednio por outra concession\u00e1ria AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL As concession\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico podem efetuar a cobran\u00e7a pela utiliza\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-978823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 724 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-724-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 724 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 724 do STJ\u00a0COMENTADO\u00a0pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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