{"id":949394,"date":"2022-01-18T09:15:33","date_gmt":"2022-01-18T12:15:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=949394"},"modified":"2022-01-18T09:15:37","modified_gmt":"2022-01-18T12:15:37","slug":"informativo-stj-718-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-718-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 718 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 718 do STJ <strong>COMENTADO<\/strong> pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/01\/18091516\/stj-718.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL__ToYij2ZgUs\"><div id=\"lyte__ToYij2ZgUs\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/_ToYij2ZgUs\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/_ToYij2ZgUs\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/_ToYij2ZgUs\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-1-conselheiros-de-tce-e-notificacao-ou-intimacao-para-comparecer-como-testemunha\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Conselheiros de TCE e notifica\u00e7\u00e3o ou intima\u00e7\u00e3o para comparecer como testemunha<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O conselheiro de Tribunal de Contas estadual n\u00e3o est\u00e1 sujeito a notifica\u00e7\u00e3o ou intima\u00e7\u00e3o para comparecimento como testemunha perante comiss\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o, podendo apenas ser convidado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>HC 590.436-MT, Rel. Min. Jorge Mussi, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 11\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A C\u00e2mara de Vereadores do Munic\u00edpio de Tocom\u00e9 instaurou comiss\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o para apurar a suposta quebra de decoro parlamentar por parte de vereadores. Os investigados ent\u00e3o indicaram como testemunhas de defesa dois conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, os quais foram intimados para depor na qualidade de testemunhas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Os Conselheiros ent\u00e3o impetraram Habeas Corpus sustentando que os conselheiros dos tribunais de contas possuem as mesmas prerrogativas asseguradas aos desembargadores dos tribunais de justi\u00e7a, raz\u00e3o pela qual a participa\u00e7\u00e3o em comiss\u00f5es parlamentares de inqu\u00e9rito s\u00f3 poderia ocorrer mediante convite, e n\u00e3o por meio de intima\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-1-questao-juridica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 73. O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, integrado por nove Ministros, tem sede no Distrito Federal, quadro pr\u00f3prio de pessoal e jurisdi\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional, exercendo, no que couber, as atribui\u00e7\u00f5es previstas no art. 96. .<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 3\u00b0 Os Ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o ter\u00e3o as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, aplicando-se-lhes, quanto \u00e0 aposentadoria e pens\u00e3o, as normas constantes do art. 40.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 75. As normas estabelecidas nesta se\u00e7\u00e3o aplicam-se, no que couber, \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o, composi\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Munic\u00edpios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As Constitui\u00e7\u00f5es estaduais dispor\u00e3o sobre os Tribunais de Contas respectivos, que ser\u00e3o integrados por sete Conselheiros.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>LOMAN:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;<a><\/a>Art. 33 &#8211; S\u00e3o prerrogativas do magistrado:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>I &#8211; ser ouvido como testemunha em dia, hora e local previamente ajustados com a autoridade ou Juiz de inst\u00e2ncia igual ou inferior;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>III &#8211; ser recolhido a pris\u00e3o especial, ou a sala especial de Estado-Maior, por ordem e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Tribunal ou do \u00f3rg\u00e3o especial competente, quando sujeito a pris\u00e3o antes do julgamento final;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>IV &#8211; n\u00e3o estar sujeito a notifica\u00e7\u00e3o ou a intima\u00e7\u00e3o para comparecimento, salvo se expedida por autoridade judicial;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>V &#8211; portar arma de defesa pessoal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Quando, no curso de investiga\u00e7\u00e3o, houver ind\u00edcio da pr\u00e1tica de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeter\u00e1 os respectivos autos ao Tribunal ou \u00f3rg\u00e3o especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-2-validas-as-intimacoes\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lidas as intima\u00e7\u00f5es?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>O art. 73, \u00a7 3\u00ba, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal <\/a>\u00e9 PEREMPT\u00d3RIO em estender aos ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>. Por sua vez, a Constitui\u00e7\u00e3o Estadual, ao organizar a sua pr\u00f3pria Corte de Contas, nos termos previstos pelo art. 75 da CF, n\u00e3o pode dispensar tratamento sim\u00e9trico aos respectivos conselheiros.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Fica evidente, portanto, que, assim como ocorre com os ministros do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado s\u00e3o equiparados a ju\u00edzes &#8211; no caso a desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a estadual -, de modo que, por ANALOGIA, a eles devem ser estendidas todas as garantias, prerrogativas, veda\u00e7\u00f5es, impedimentos e demais vantagens deferidas pela Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional &#8211; LOMAN aos integrantes do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Dessa forma, considerada a equipara\u00e7\u00e3o a magistrados, aplicam-se-lhes as disposi\u00e7\u00f5es do art. 33 da <a>LOMAN<\/a>, motivo pelo qual n\u00e3o est\u00e3o sujeitos a notifica\u00e7\u00e3o ou intima\u00e7\u00e3o para comparecerem perante a Comiss\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o e Processante, na condi\u00e7\u00e3o de testemunhas, podendo, contudo, serem convidados a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O conselheiro de Tribunal de Contas estadual n\u00e3o est\u00e1 sujeito a notifica\u00e7\u00e3o ou intima\u00e7\u00e3o para comparecimento como testemunha perante comiss\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o, podendo apenas ser convidado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-2-antecedentes-na-sancao-disciplinar\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Antecedentes na san\u00e7\u00e3o disciplinar<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o anterior na ficha funcional do servidor ou, no m\u00ednimo, anota\u00e7\u00e3o de fato que o desabone, para que seus antecedentes sejam valorados como negativos na dosimetria da san\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>MS 22.606-DF, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 10\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tom\u00e9, servidor do Minist\u00e9rio da Agricultura, respondeu um processo administrativo no qual foi condenado \u00e0 pena de suspens\u00e3o pelo prazo de 90 dias. Ao fundamentar a aplica\u00e7\u00e3o da pena no m\u00e1ximo previsto em lei, o Ministro da Agricultura alegou que os antecedentes funcionais eram negativos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Como antecedente funcionais, mencionou se tratar de servidor veterano, com larga experi\u00eancia, deveria ter conduzido com mais zelo e mais cuidado o processo administrativo que estava sob sua responsabilidade. Inconformado, Tom\u00e9 impetrou mandado de seguran\u00e7a no qual sustenta a ilegalidade da pena aplicada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-1-questao-juridica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;Art.&nbsp;116.&nbsp;&nbsp;S\u00e3o deveres do servidor:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>I&nbsp;&#8211;&nbsp;exercer com zelo e dedica\u00e7\u00e3o as atribui\u00e7\u00f5es do cargo;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>III&nbsp;&#8211;&nbsp;observar as normas legais e regulamentares;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>IX&nbsp;&#8211;&nbsp;manter conduta compat\u00edvel com a moralidade administrativa;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art.&nbsp;117.&nbsp;&nbsp;Ao servidor \u00e9 proibido:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>IV&nbsp;&#8211;&nbsp;opor resist\u00eancia injustificada ao andamento de documento e processo ou execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art.&nbsp;128.&nbsp;&nbsp;Na aplica\u00e7\u00e3o das penalidades ser\u00e3o consideradas a natureza e a gravidade da infra\u00e7\u00e3o cometida, os danos que dela provierem para o servi\u00e7o p\u00fablico, as circunst\u00e2ncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Par\u00e1grafo&nbsp;\u00fanico.&nbsp;&nbsp;O ato de imposi\u00e7\u00e3o da penalidade mencionar\u00e1 sempre o fundamento legal e a causa da san\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art.&nbsp;129.&nbsp;&nbsp;A advert\u00eancia ser\u00e1 aplicada por escrito, nos casos de viola\u00e7\u00e3o de proibi\u00e7\u00e3o constante do art. 117, incisos I a VIII e XIX, e de inobserv\u00e2ncia de dever funcional previsto em lei, regulamenta\u00e7\u00e3o ou norma interna, que n\u00e3o justifique imposi\u00e7\u00e3o de penalidade mais grave.<strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art.&nbsp;130.&nbsp;&nbsp;A suspens\u00e3o ser\u00e1 aplicada em caso de reincid\u00eancia das faltas punidas com advert\u00eancia e de viola\u00e7\u00e3o das demais proibi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tipifiquem infra\u00e7\u00e3o sujeita a penalidade de demiss\u00e3o, n\u00e3o podendo exceder de 90 (noventa)&nbsp;dias.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CP:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 59 &#8211; O juiz, atendendo \u00e0 culpabilidade, aos antecedentes, \u00e0 conduta social, \u00e0 personalidade do agente, aos motivos, \u00e0s circunst\u00e2ncias e conseq\u00fc\u00eancias do crime, bem como ao comportamento da v\u00edtima, estabelecer\u00e1, conforme seja necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-2-correto-o-entendimento-de-antecedentes-funcionais\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Correto o entendimento de \u201cantecedentes funcionais\u201d?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em absoluto!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, a comiss\u00e3o processante sugeriu a aplica\u00e7\u00e3o da pena de suspens\u00e3o, por 15 dias, nos termos do art. 130, por infra\u00e7\u00e3o ao disposto nos arts. 116, I, III e IX e 117, IV, todos da <a>Lei n. 8.112\/1990<\/a>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na esp\u00e9cie, embora constasse motiva\u00e7\u00e3o objetiva para aplicar a san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o, no lugar de advert\u00eancia, a Administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o justificou de maneira t\u00e9cnica a raz\u00e3o pela qual fixou aquela penalidade no prazo m\u00e1ximo da lei.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, o exame \u00e9 sobre a legalidade dos crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e objetivos apresentados pela Uni\u00e3o para a escolha da penalidade aplicada, sem se imiscuir no crit\u00e9rio discricion\u00e1rio da escolha.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o SISTEM\u00c1TICA dada aos arts. 117, IV, 128, par\u00e1grafo \u00fanico, e 129, todos da Lei n. 8.112\/1990, \u00e9 no sentido de que, em regra, a conduta do servidor seria pun\u00edvel com advert\u00eancia, admitindo-se, por\u00e9m, a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o, se a natureza e a gravidade da infra\u00e7\u00e3o cometida, os danos que dela provierem para o servi\u00e7o p\u00fablico, as circunst\u00e2ncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais assim justificassem.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos antecedentes funcionais, a administra\u00e7\u00e3o entendeu por qualifica-los como negativos, por compreender que sendo o servidor veterano, com larga experi\u00eancia, deveria ter conduzido com mais zelo e mais cuidado o processo administrativo que estava sob sua responsabilidade<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Verifica-se que os antecedentes do servidor foram INAPROPRIADAMENTE valorados como negativos. A Administra\u00e7\u00e3o poderia considerar como desfavor\u00e1vel o fato de o servidor ter sido t\u00e3o imprudente, mesmo tendo larga experi\u00eancia, se a legisla\u00e7\u00e3o autorizasse o exame da culpabilidade do agente, tal como o art. 59 do <a>CP<\/a> autoriza.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No entanto, o Estatuto dos Servidores P\u00fablicos Federais s\u00f3 admite considerar, na &#8220;dosimetria&#8221; da san\u00e7\u00e3o disciplinar, os antecedentes funcionais, que ostentam concep\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica pr\u00f3pria. Nesse passo, para que aqueles fossem considerados negativos, deveria constar na ficha funcional do impetrante alguma condena\u00e7\u00e3o anterior, ou, no m\u00ednimo, alguma anota\u00e7\u00e3o de fato que desabonasse seu hist\u00f3rico funcional.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 necess\u00e1ria condena\u00e7\u00e3o anterior na ficha funcional do servidor ou, no m\u00ednimo, anota\u00e7\u00e3o de fato que o desabone, para que seus antecedentes sejam valorados como negativos na dosimetria da san\u00e7\u00e3o disciplinar.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-3-titulares-de-serventias-judiciais-e-aposentadoria-compulsoria\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Titulares de serventias judiciais e aposentadoria compuls\u00f3ria<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o se aplica a aposentadoria compuls\u00f3ria prevista no art. 40, \u00a71\u00ba, II, da CF aos titulares de serventias judiciais n\u00e3o estatizadas, desde que n\u00e3o sejam ocupantes de cargo p\u00fablico efetivo e n\u00e3o recebam remunera\u00e7\u00e3o proveniente dos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RMS 57.258-GO, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 16\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Matusa, beirando os 75 anos de idade, \u00e9 Escriv\u00e3o Titular de Of\u00edcio C\u00edvel de Comarca, tendo sido aprovado em concurso no ano de 1968 e cuja serventia atualmente permanece privatizada. Ocorre que Matusa ficou sabendo que os titulares de serventias judiciais n\u00e3o oficializadas de seu Estado est\u00e3o sendo aposentados compulsoriamente ao atingirem 75 anos, aposentadorias estas determinadas em raz\u00e3o do que decidiu o STF no RE 647827\/PR.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inconformado, impetrou mandado de seguran\u00e7a com o objetivo de n\u00e3o ser aposentado compulsoriamente aos 75 anos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-1-questao-juridica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 40. O regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social dos servidores titulares de cargos efetivos ter\u00e1 car\u00e1ter contributivo e solid\u00e1rio, mediante contribui\u00e7\u00e3o do respectivo ente federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 1\u00ba O servidor abrangido por regime pr\u00f3prio de previd\u00eancia social ser\u00e1 aposentado<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II &#8211; compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribui\u00e7\u00e3o, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-2-aplicavel-a-aposentadoria-compulsoria-aos-titulares-de-serventia\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel a aposentadoria compuls\u00f3ria aos titulares de serventia?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops, desde que n\u00e3o sejam ocupantes de cargo p\u00fablico efetivo e n\u00e3o recebam remunera\u00e7\u00e3o proveniente dos cofres p\u00fablicos!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O tema relativo \u00e0 aposentadoria compuls\u00f3ria foi pacificado pelo STF no julgamento do RE 647.827\/PR, em que fixada a seguinte tese: &#8220;N\u00e3o Se aplica a aposentadoria compuls\u00f3ria prevista no art.40, \u00a71\u00ba, II da <a>CF<\/a> aos titulares de serventias judiciais n\u00e3o estatizadas, desde que n\u00e3o sejam ocupantes de cargo p\u00fablico efetivo e n\u00e3o recebam remunera\u00e7\u00e3o proveniente dos cofres p\u00fablicos&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No referido julgamento, esclareceu-se que a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos titulares das serventias N\u00c3O \u00c9 UNIFORME: h\u00e1 quem ocupe cargos efetivos, recebendo parte de sua remunera\u00e7\u00e3o diretamente dos cofres p\u00fablicos e parte de custas e emolumentos; <strong>e h\u00e1 quem n\u00e3o ocupe cargo efetivo com remunera\u00e7\u00e3o exclusiva por custas e emolumentos<\/strong>. O julgado decidiu que foram resguardados direitos adquiridos e que a regra da aposentadoria compuls\u00f3ria DEPENDE da situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em que se encontre o titular da serventia: a) se ele for titular de uma serventia judicial oficializada e ocupar cargo p\u00fablico, com remunera\u00e7\u00e3o exclusiva dos cofres p\u00fablicos, deve observar a regra da aposentadoria compuls\u00f3ria; b) se ele for titular de serventia n\u00e3o estatizada com parte da remunera\u00e7\u00e3o por custas e emolumentos e parte oriunda dos cofres p\u00fablicos, aplica-se a aposentadoria compuls\u00f3ria; c) <strong>se ele for titular de serventia n\u00e3o estatizada, com remunera\u00e7\u00e3o exclusiva por custas e emolumentos, incogit\u00e1vel aposentadoria compuls\u00f3ria<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o se aplica a aposentadoria compuls\u00f3ria prevista no art. 40, \u00a71\u00ba, II, da CF aos titulares de serventias judiciais n\u00e3o estatizadas, desde que n\u00e3o sejam ocupantes de cargo p\u00fablico efetivo e n\u00e3o recebam remunera\u00e7\u00e3o proveniente dos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-4-rescisao-de-venda-de-imovel-nao-edificado-e-taxa-de-ocupacao\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rescis\u00e3o de venda de im\u00f3vel n\u00e3o edificado e taxa de ocupa\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na rescis\u00e3o de contrato de compra e venda de im\u00f3vel residencial n\u00e3o edificado, o adquirente n\u00e3o pode ser condenado ao pagamento de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.936.470-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 26\/10\/2021, DJe 03\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tadeu celebrou contrato de promessa de compra e venda com TerraMais Ltda. Conforme o contrato, Tadeu pagaria um certo valor em sucessivas parcelas e a empresa lhe transferiria um lote de terras. Tamb\u00e9m constou no contrato que Tadeu j\u00e1 ficaria na POSSE do im\u00f3vel para ali construir sua casinha.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocorre que Tadeu perdeu o emprego ap\u00f3s um ano de pagamento das parcelas e ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o de contrato de compra e venda de im\u00f3vel (lote) cumulada com restitui\u00e7\u00e3o de valores pagos. Em contesta\u00e7\u00e3o e em sucessivos recursos, TerraMais requereu a condena\u00e7\u00e3o de Tadeu ao pagamento da taxa de ocupa\u00e7\u00e3o pelo per\u00edodo em que este esteve na posse do im\u00f3vel, ainda que n\u00e3o tenha iniciado a constru\u00e7\u00e3o da casa.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-1-devida-a-taxa-de-ocupacao\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O desfazimento do neg\u00f3cio jur\u00eddico da compra e venda de im\u00f3vel, notadamente na hip\u00f3tese de sua resili\u00e7\u00e3o pelo comprador, motiva o retorno das partes ao estado anterior \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Quanto ao tema, a jurisprud\u00eancia das Turmas componentes da Segunda Se\u00e7\u00e3o tem ressaltado que o retorno ao estado anterior pode ensejar, al\u00e9m da devolu\u00e7\u00e3o do bem ao vendedor e do pre\u00e7o ao comprador, ressalvado o percentual de reten\u00e7\u00e3o, a condena\u00e7\u00e3o do promiss\u00e1rio comprador a ressarcir o promitente vendedor pelo tempo que utiliza o im\u00f3vel, dele auferindo vantagens.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Conforme o s\u00f3lido entendimento do STJ, esse tempo de utiliza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel \u00e9 indenizado por meio da taxa de ocupa\u00e7\u00e3o, cuja natureza jur\u00eddica coincide com a de alugu\u00e9is e se justifica pela veda\u00e7\u00e3o ao enriquecimento sem causa.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, <strong>o pagamento de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 devido pelo comprador como retribui\u00e7\u00e3o pela utiliza\u00e7\u00e3o de bem alheio durante determinado interregno temporal, evitando que ele se beneficie da situa\u00e7\u00e3o do rompimento contratual em preju\u00edzo do vendedor<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No contrato de compra e venda de im\u00f3veis residenciais, o enriquecimento sem causa do comprador \u00e9 identificado pela utiliza\u00e7\u00e3o do bem para sua moradia, a qual deveria ser objeto de contrapresta\u00e7\u00e3o mediante o pagamento de alugu\u00e9is ao vendedor pelo tempo de perman\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Entretanto, em conson\u00e2ncia com essa orienta\u00e7\u00e3o, a jurisprud\u00eancia desta Corte salienta que &#8220;n\u00e3o se pode deferir repara\u00e7\u00e3o por lucros cessantes se estes, em casos como o dos autos, configuram-se como dano hipot\u00e9tico, sem suporte na realidade em exame, da qual n\u00e3o se pode ter a previs\u00e3o razo\u00e1vel e objetiva de lucro, afer\u00edvel a partir de par\u00e2metro anterior e concreto capaz de configurar a potencialidade de lucro&#8221; (REsp 846.455\/MS, 3\u00aa Turma, DJe 22\/04\/2009), pois &#8220;n\u00e3o se compreende[m] nesta rubrica danos hipot\u00e9ticos, baseados em mera expectativa de ganho, a depender de fatos eventuais e circunst\u00e2ncias futuras&#8221; (EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 790.903\/RJ, 4\u00aa Turma, DJe 10\/02\/2014).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, o terreno N\u00c3O est\u00e1 edificado, de modo que n\u00e3o existe possibilidade segura e concreta, diante dos fatores anteriores ao momento da contrata\u00e7\u00e3o e sem qualquer outra nova interfer\u00eancia causal, de que se auferiria proveito com a cess\u00e3o de seu uso e posse a terceiros, estando, pois, ausente o requisito de seu empobrecimento; tampouco seria poss\u00edvel o enriquecimento da compradora, que n\u00e3o pode residir no terreno n\u00e3o edificado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na rescis\u00e3o de contrato de compra e venda de im\u00f3vel residencial n\u00e3o edificado, o adquirente n\u00e3o pode ser condenado ao pagamento de taxa de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-5-i-legalidade-da-resolucao-do-tribunal-de-justica-que-atribui-competencia-exclusiva-para-as-acoes-propostas-contra-a-fazenda-publica-ao-arrepio-da-legislacao-federal\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Legalidade da Resolu\u00e7\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a que atribui compet\u00eancia exclusiva para as a\u00e7\u00f5es propostas contra a Fazenda P\u00fablica ao arrepio da legisla\u00e7\u00e3o federal<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese A) Prevalecem sobre quaisquer outras normas locais, prim\u00e1rias ou secund\u00e1rias, legislativas ou administrativas, as seguintes compet\u00eancias de foro:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>i) em regra, do local do dano, para a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica (art. 2\u00ba da Lei n. 7.347\/1985);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ii) ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, em a\u00e7\u00f5es coletivas, do local onde ocorreu ou deva ocorrer o dano de impacto restrito, ou da capital do estado, se os danos forem regionais ou nacionais, submetendo-se ainda os casos \u00e0 regra geral do CPC, em havendo compet\u00eancia concorrente (art. 93, I e II, do CDC).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese B) S\u00e3o absolutas as compet\u00eancias:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>i) da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude do local onde ocorreu ou deva ocorrer a a\u00e7\u00e3o ou a omiss\u00e3o, para as causas individuais ou coletivas arroladas no ECA, inclusive sobre educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores (arts. 148, IV, e 209 da Lei n. 8.069\/1990 e Tese n. 1.058\/STJ);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ii) do local de domic\u00edlio do idoso nas causas individuais ou coletivas versando sobre servi\u00e7os de sa\u00fade, assist\u00eancia social ou atendimento especializado ao idoso portador de defici\u00eancia, limita\u00e7\u00e3o incapacitante ou doen\u00e7a infectocontagiosa, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores (arts. 79 e 80 da Lei n. 10.741\/2003 e 53, III, e, do CPC\/2015);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iii) do Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica, nos foros em que tenha sido instalado, para as causas da sua al\u00e7ada e mat\u00e9ria (art. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.153\/2009);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iv) nas hip\u00f3teses do item (iii), faculta-se ao autor optar livremente pelo manejo de seu pleito contra o estado no foro de seu domic\u00edlio, no do fato ou ato ensejador da demanda, no de situa\u00e7\u00e3o da coisa litigiosa ou, ainda, na capital do estado, observada a compet\u00eancia absoluta do Juizado, se existente no local de op\u00e7\u00e3o (art. 52, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015, c\/c o art. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.153\/2009).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese C) A instala\u00e7\u00e3o de vara especializada n\u00e3o altera a compet\u00eancia prevista em lei ou na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nos termos da S\u00famula n. 206\/STJ (&#8220;A exist\u00eancia de vara privativa, institu\u00edda por lei estadual, n\u00e3o altera a compet\u00eancia territorial resultante das leis de processo.&#8221;). A previs\u00e3o se estende \u00e0s compet\u00eancias definidas no presente IAC n. 10\/STJ.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese D) A Resolu\u00e7\u00e3o n. 9\/2019\/TJMT \u00e9 ilegal e inaplic\u00e1vel quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva em comarca eleita em desconformidade com as regras processuais, especificamente quando determina a redistribui\u00e7\u00e3o desses feitos, se ajuizados em comarcas diversas da 1\u00aa Vara Especializada da Fazenda P\u00fablica da Comarca de V\u00e1rzea Grande\/MT. Em consequ\u00eancia:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>i) fica vedada a redistribui\u00e7\u00e3o \u00e0 1\u00aa Vara Especializada da Fazenda P\u00fablica da Comarca de V\u00e1rzea Grande\/MT dos feitos propostos ou em tramita\u00e7\u00e3o em comarcas diversas ou em juizados especiais da referida comarca ou de outra comarca, cujo fundamento, expresso ou impl\u00edcito, seja a Resolu\u00e7\u00e3o n. 9\/2019\/TJMT ou normativo similar;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ii) os feitos j\u00e1 redistribu\u00eddos \u00e0 1\u00aa Vara Especializada de V\u00e1rzea Grande\/MT com fundamento nessa norma dever\u00e3o ser devolvidos aos ju\u00edzos de origem, salvo se as partes, previamente intimadas, concordarem expressamente em manter o processamento do feito no referido foro;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iii) no que tange aos processos j\u00e1 ajuizados &#8211; ou que venham a ser ajuizados &#8211; pelas partes originariamente na 1\u00aa Vara Especializada da Fazenda P\u00fablica da Comarca de V\u00e1rzea Grande\/MT, poder\u00e3o prosseguir normalmente no referido ju\u00edzo;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iv) n\u00e3o se aplicam as previs\u00f5es dos itens (ii) e (iii) aos feitos de compet\u00eancia absoluta, ou seja: de compet\u00eancia dos Juizados Especiais da Fazenda, das Varas da Inf\u00e2ncia e da Juventude ou do domic\u00edlio do idoso, nos termos da Tese B deste IAC n. 10\/STJ.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.896.379-MT, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 21\/10\/2021. (IAC 10) (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Vandeco, menor de idade devidamente representado, ajuizou a\u00e7\u00e3o em face do Estado e Munic\u00edpio no qual reside para obter tratamento de sua doen\u00e7a. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada na Vara \u00danica da comarca. A senten\u00e7a foi proced\u00eancia e ent\u00e3o foi requerido o cumprimento.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocorre que o Juiz que prolatou a senten\u00e7a declinou da compet\u00eancia para o ju\u00edzo da Vara Especializada da Fazenda P\u00fablica, tendo em vista o teor da Resolu\u00e7\u00e3o 9\/2019 do TJ\/MT que previa tal compet\u00eancia, inclusiva para as a\u00e7\u00f5es de compet\u00eancia da Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude e os feitos de compet\u00eancia do Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica relativos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica em que figure como parte o Estado de Mato Grosso individualmente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inconformado, Luciano interp\u00f4s sucessivos recursos e a quest\u00e3o chegou ao STJ, no qual foi afetada para julgamento como Incidente de Assun\u00e7\u00e3o de Compet\u00eancia \u2013 IAC.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-1-questao-juridica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 12.153\/2009:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp; \u00c9 de compet\u00eancia dos Juizados Especiais da Fazenda P\u00fablica processar, conciliar e julgar causas c\u00edveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territ\u00f3rios e dos Munic\u00edpios, at\u00e9 o valor de 60 (sessenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp; No foro onde estiver instalado Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica, a sua compet\u00eancia \u00e9 absoluta.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 7.347\/1985:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 2\u00ba As a\u00e7\u00f5es previstas nesta Lei ser\u00e3o propostas no foro do local onde ocorrer o dano, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia funcional para processar e julgar a causa.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp;&nbsp;A propositura da a\u00e7\u00e3o prevenir\u00e1 a jurisdi\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo para todas as a\u00e7\u00f5es posteriormente intentadas que possuam a mesma causa de pedir ou o mesmo objeto.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 8.069\/1990:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Art. 209. As a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo ser\u00e3o propostas no foro do local onde ocorreu ou deva ocorrer a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 10.741\/2003:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 79.Regem-se pelas disposi\u00e7\u00f5es desta Lei as a\u00e7\u00f5es de responsabilidade por ofensa aos direitos assegurados ao idoso, referentes \u00e0 omiss\u00e3o ou ao oferecimento insatisfat\u00f3rio de:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>I \u2013 acesso \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de sa\u00fade;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II \u2013 atendimento especializado ao idoso portador de defici\u00eancia ou com limita\u00e7\u00e3o incapacitante;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>III \u2013 atendimento especializado ao idoso portador de doen\u00e7a infecto-contagiosa;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>IV \u2013 servi\u00e7o de assist\u00eancia social visando ao amparo do idoso.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As hip\u00f3teses previstas neste artigo n\u00e3o excluem da prote\u00e7\u00e3o judicial outros interesses difusos, coletivos, individuais indispon\u00edveis ou homog\u00eaneos, pr\u00f3prios do idoso, protegidos em lei.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Art. 80.As a\u00e7\u00f5es previstas neste Cap\u00edtulo ser\u00e3o propostas no foro do domic\u00edlio do idoso, cujo ju\u00edzo ter\u00e1 compet\u00eancia absoluta para processar a causa, ressalvadas as compet\u00eancias da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos Tribunais Superiores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CDC:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 93. Ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, \u00e9 competente para a causa a justi\u00e7a local:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>I &#8211; no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano, quando de \u00e2mbito local;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II &#8211; no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os danos de \u00e2mbito nacional ou regional, aplicando-se as regras do C\u00f3digo de Processo Civil aos casos de compet\u00eancia concorrente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>S\u00famula n. 206\/STJ:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A exist\u00eancia de vara privativa, institu\u00edda por lei estadual, n\u00e3o altera a compet\u00eancia territorial resultante das leis de processo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 52. \u00c9 competente o foro de domic\u00edlio do r\u00e9u para as causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a a\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser proposta no foro de domic\u00edlio do autor, no de ocorr\u00eancia do ato ou fato que originou a demanda, no de situa\u00e7\u00e3o da coisa ou na capital do respectivo ente federado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-2-resolucao-do-tj-ousou-demais\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resolu\u00e7\u00e3o do TJ ousou demais?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>E como!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inicialmente, a Resolu\u00e7\u00e3o n. 9\/2019\/TJMT atribui arbitrariamente compet\u00eancia exclusiva \u00e0 vara de V\u00e1rzea Grande, eleita como foro \u00fanico de tramita\u00e7\u00e3o de todas as causas versando sobre: i) sa\u00fade p\u00fablica; ii) a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas; iii) a\u00e7\u00f5es individuais; iv) cartas precat\u00f3rias; v) a\u00e7\u00f5es alusivas \u00e0 Inf\u00e2ncia e Juventude; e vi) de compet\u00eancia dos Juizados Especializados da Fazenda P\u00fablica afetos \u00e0 sa\u00fade. Basta para atra\u00e7\u00e3o de tal compet\u00eancia exclusiva que o estado esteja presente no polo passivo da causa, isoladamente ou em litiscons\u00f3rcio com munic\u00edpios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por\u00e9m, <strong>o STJ vem compreendendo de forma reiterada que<\/strong>: i) \u00e9 absoluta a compet\u00eancia do Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica no local onde houver sido instalado, nas causas de sua al\u00e7ada (arts. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da <a>Lei n. 12.153\/2009<\/a>); ii) \u00e9 do local do dano a compet\u00eancia para a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas (art. 2\u00ba da <a>Lei n. 7.347\/1985<\/a>); iii<strong>) \u00e9 absoluta da Vara da Inf\u00e2ncia e Juventude do local onde ocorreu a a\u00e7\u00e3o ou a omiss\u00e3o a compet\u00eancia para feitos vinculados ao ECA, inclusive sa\u00fade e ensino, entre outros<\/strong> (art. 209 da <a>Lei n. 8.069\/1990<\/a>); iv) <strong>\u00e9 absoluta a compet\u00eancia do foro de domic\u00edlio do idoso nas causas individuais ou coletivas versando sobre servi\u00e7os de sa\u00fade, assist\u00eancia social ou atendimento especializado<\/strong> (arts. 79 e 80 da <a>Lei n. 10.741\/2003<\/a>); v) ser do foro onde ocorreu ou espera-se ocorrer o dano as a\u00e7\u00f5es coletivas de impacto local, ou da capital do estado os danos regionais, submetendo-se ainda os casos \u00e0 regra geral do CPC, em havendo compet\u00eancia concorrente (art. 93, I e II, do <a>CDC<\/a>); vi) ser facultado ao autor manejar seu pleito contra o estado no foro de seu domic\u00edlio, no do fato ou ato ensejador da demanda, no de situa\u00e7\u00e3o da coisa litigiosa ou, ainda, na capital do estado; vii) a institui\u00e7\u00e3o de vara privativa por lei local n\u00e3o altera as normas processuais federais, podendo o estado ser demandado em qualquer de suas comarcas (<a>S\u00famula n. 206\/ST<\/a>J); e viii) ser tamb\u00e9m faculdade do autor optar pelo foro onde demandar a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, nos termos do art. 52, par\u00e1grafo \u00fanico, do <a>CPC\/2015<\/a>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Isso tudo porque, a despeito das eventuais vantagens da concentra\u00e7\u00e3o e especializa\u00e7\u00e3o das varas, nessas mat\u00e9rias o legislador foi expresso em optar por uma pol\u00edtica p\u00fablica processual de facilita\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 Justi\u00e7a, visando a promover a mais ampla tutela aos interesses de pessoas hipossuficientes ou vulner\u00e1veis. Essa prote\u00e7\u00e3o decorre de uma premissa bastante simples: o estado est\u00e1, obrigatoriamente e por l\u00f3gica inafast\u00e1vel, presente em todo seu territ\u00f3rio, mas o cidad\u00e3o, tanto mais o cidad\u00e3o hipossuficiente, n\u00e3o pode ser onerado pela imposi\u00e7\u00e3o de foro \u00fanico escolhido arbitrariamente pela administra\u00e7\u00e3o judicial para ser o competente para tais feitos, muitas vezes significativamente distante do seu domic\u00edlio, como ocorre em um estado do tamanho de Mato Grosso.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No \u00e2mbito da leg\u00edstica, os representantes eleitos em \u00e2mbito federal poder\u00e3o ser sensibilizados para que, em sua compet\u00eancia exclusiva, tratem da mat\u00e9ria de forma mais contida, inclusive para delegar aos Estados-membros maior parcela de poderes de organiza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a local, limitando expressamente as op\u00e7\u00f5es preestabelecidas nas normas gerais de processo, a\u00e7\u00f5es coletivas, e tutelas de segmentos populacionais espec\u00edficos (como idosos e inf\u00e2ncia), de modo a permitir maior amplitude de gest\u00e3o pelas legisla\u00e7\u00f5es estaduais ou mesmo pelos tribunais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 preciso ressaltar, no entanto, que esse processo pol\u00edtico n\u00e3o se confunde com o jur\u00eddico, e \u00e9 deste que estamos a tratar. Se aquele resultar em altera\u00e7\u00f5es no panorama do direito, caber\u00e1 \u00e0s Cortes, subsequentemente, ajustar seus provimentos. Mas, creio, n\u00e3o possamos o Judici\u00e1rio mesmo avan\u00e7ar sobre tais op\u00e7\u00f5es, a ponto de ignorar n\u00e3o s\u00f3 as leis postas, como a compreens\u00e3o institucional desenvolvida a partir delas por este Tribunal ao longo de d\u00e9cadas. E hoje, n\u00e3o parece haver d\u00favida, a op\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 pela amplitude do acesso aos tribunais pela dispers\u00e3o da compet\u00eancia em favor dos autores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>H\u00e1 apenas um ponto que parece merecer aten\u00e7\u00e3o mais detida, por haver alguma dispers\u00e3o jurisprudencial sobre ele. H\u00e1 que se distinguir entre a compet\u00eancia dos Juizados Especiais C\u00edveis (Lei n. 9.099\/1995) daquela dos Juizados Especiais da Fazenda P\u00fablica (Lei n. 12.153\/2009), no que tange \u00e0 faculdade do autor em manejar a a\u00e7\u00e3o neles ou na jurisdi\u00e7\u00e3o comum. Naqueles, entende esta Corte ser facultado ao autor optar pela Justi\u00e7a comum ou especial; nestes, n\u00e3o h\u00e1 tal op\u00e7\u00e3o. A compreens\u00e3o deste Tribunal Superior parece fundar-se na compet\u00eancia textualmente absoluta dos Juizados da Fazenda, que n\u00e3o repetiu a flexibilidade da Lei n. 9.099\/1995, mas, sim, a rigidez da regra dos Juizados Especiais Federais (Lei n. 10.259\/2001).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim<strong>, importa afirmar que n\u00e3o h\u00e1 faculdade do autor em optar pelo Ju\u00edzo comum se, no local em que prop\u00f5e a a\u00e7\u00e3o, existe Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica, tratando-se de mat\u00e9ria de sua compet\u00eancia e al\u00e7ada. O que \u00e9 faculdade do autor \u00e9 ajuizar tal a\u00e7\u00e3o no foro de sua resid\u00eancia ou, em se tratando do Estado no polo passivo, em qualquer de suas comarcas; mas, se escolher mov\u00ea-la em comarca onde h\u00e1 Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica, a compet\u00eancia deste n\u00e3o poder\u00e1 ser afastada<\/strong>. Muito menos, como dito, em decorr\u00eancia de norma secund\u00e1ria ou prim\u00e1ria local, que imponha ao autor o tr\u00e2mite de seu caso em vara comum, ainda que especializada, quando houver Juizado Especial da Fazenda no local de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, nos termos do art. 104-A do RISTJ, t\u00eam-se como fundamentos da posi\u00e7\u00e3o jurisprudencial do STJ: i) a preval\u00eancia das leis processuais federais e da Constitui\u00e7\u00e3o sobre atos normativos legislativos ou secund\u00e1rios emanados dos Estados-Membros; e ii) a tutela preferencial dos interesses dos cidad\u00e3os hipossuficientes sobre a conveni\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o do Estado, inclusive da gest\u00e3o judici\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese: A) Prevalecem sobre quaisquer outras normas locais, prim\u00e1rias ou secund\u00e1rias, legislativas ou administrativas, as seguintes compet\u00eancias de foro:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>i) em regra, do local do dano, para a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica (art. 2\u00ba da Lei n. 7.347\/1985);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ii) ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal, em a\u00e7\u00f5es coletivas, do local onde ocorreu ou deva ocorrer o dano de impacto restrito, ou da capital do estado, se os danos forem regionais ou nacionais, submetendo-se ainda os casos \u00e0 regra geral do CPC, em havendo compet\u00eancia concorrente (art. 93, I e II, do CDC).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese B) S\u00e3o absolutas as compet\u00eancias:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>i) da Vara da Inf\u00e2ncia e da Juventude do local onde ocorreu ou deva ocorrer a a\u00e7\u00e3o ou a omiss\u00e3o, para as causas individuais ou coletivas arroladas no ECA, inclusive sobre educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores (arts. 148, IV, e 209 da Lei n. 8.069\/1990 e Tese n. 1.058\/STJ);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ii) do local de domic\u00edlio do idoso nas causas individuais ou coletivas versando sobre servi\u00e7os de sa\u00fade, assist\u00eancia social ou atendimento especializado ao idoso portador de defici\u00eancia, limita\u00e7\u00e3o incapacitante ou doen\u00e7a infectocontagiosa, ressalvadas a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e a compet\u00eancia origin\u00e1ria dos tribunais superiores (arts. 79 e 80 da Lei n. 10.741\/2003 e 53, III, e, do CPC\/2015);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iii) do Juizado Especial da Fazenda P\u00fablica, nos foros em que tenha sido instalado, para as causas da sua al\u00e7ada e mat\u00e9ria (art. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.153\/2009);<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>iv) nas hip\u00f3teses do item (iii), faculta-se ao autor optar livremente pelo manejo de seu pleito contra o estado no foro de seu domic\u00edlio, no do fato ou ato ensejador da demanda, no de situa\u00e7\u00e3o da coisa litigiosa ou, ainda, na capital do estado, observada a compet\u00eancia absoluta do Juizado, se existente no local de op\u00e7\u00e3o (art. 52, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/2015, c\/c o art. 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 12.153\/2009).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese C) A instala\u00e7\u00e3o de vara especializada n\u00e3o altera a compet\u00eancia prevista em lei ou na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, nos termos da S\u00famula n. 206\/STJ (&#8220;A exist\u00eancia de vara privativa, institu\u00edda por lei estadual, n\u00e3o altera a compet\u00eancia territorial resultante das leis de processo.&#8221;). A previs\u00e3o se estende \u00e0s compet\u00eancias definidas no presente IAC n. 10\/STJ.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tese D) A Resolu\u00e7\u00e3o n. 9\/2019\/TJMT \u00e9 ilegal e inaplic\u00e1vel quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia exclusiva em comarca eleita em desconformidade com as regras processuais, especificamente quando determina a redistribui\u00e7\u00e3o desses feitos, se ajuizados em comarcas diversas da 1\u00aa Vara Especializada da Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-6-tutela-cautelar-e-termo-inicial-para-contagem-do-prazo-de-30-dias-previsto-no-art-308-do-cpc\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tutela cautelar e termo inicial para contagem do prazo de 30 dias previsto no art. 308 do CPC<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A contagem do prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 308 do CPC\/2015 para formula\u00e7\u00e3o do pedido principal se inicia na data em que for totalmente efetivada a tutela cautelar.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.954.457-GO, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 9\/11\/2021, DJe de 11\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Agrotop ajuizou pedido de tutela cautelar antecedente em face de CooperSerra objetivando o sequestro de sacas de soja, sob a alega\u00e7\u00e3o de que a r\u00e9, apesar de ter recebido o pre\u00e7o de todos os contratos firmados, n\u00e3o cumpriu com parte de sua obriga\u00e7\u00e3o contratual, j\u00e1 que n\u00e3o efetuou a entrega do produto, comercializado para exporta\u00e7\u00e3o com embarques agendados.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Magistrado de 1\u00ba Grau deferiu a tutela pleiteada, determinando o sequestro da soja mencionada em v\u00e1rios locais mediante cartas precat\u00f3rias. Diante da efetividade parcial dos sequestros, determinou que a Agrotop se manifestasse sobre a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal, no prazo de 10 dias. Agrotop, ent\u00e3o, apresentou o pedido de execu\u00e7\u00e3o dos contratos com a incid\u00eancia dos encargos morat\u00f3rios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na sequ\u00eancia, o Magistrado de 1\u00ba Grau julgou extinto o feito, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, por n\u00e3o ter a Agrotop ajuizado a a\u00e7\u00e3o principal no prazo de 30 dias, contado do cumprimento do primeiro ato constritivo, condenando-a no pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcio. Em consequ\u00eancia, foi revogada a tutela cautelar deferida.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-1-questao-juridica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CPC:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 308. Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal ter\u00e1 de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que ser\u00e1 apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, n\u00e3o dependendo do adiantamento de novas custas processuais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-2-qual-o-termo-inicial-a-ser-observado\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual o termo inicial a ser observado?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A <\/strong><strong>data em que for totalmente efetivada a tutela cautelar!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O cerne da controv\u00e9rsia consiste em saber qual o termo inicial para a contagem do prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 308 do NCPC para formula\u00e7\u00e3o do pedido principal quando a medida constritiva antecedente \u00e9 cumprida de forma parcial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Disp\u00f5e o referido dispositivo legal que &#8220;Efetivada a tutela cautelar, o pedido principal ter\u00e1 de ser formulado pelo autor no prazo de 30 (trinta) dias, caso em que ser\u00e1 apresentado nos mesmos autos em que deduzido o pedido de tutela cautelar, n\u00e3o dependendo do adiantamento de novas custas processuais&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Infere-se, portanto, que, quando a tutela cautelar for proposta em car\u00e1ter antecedente, o requerente dever\u00e1 promover, nos mesmos autos, o pedido principal no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da efetiva\u00e7\u00e3o da medida liminar deferida, sob pena de, em assim n\u00e3o fazendo, perder-se o efeito da provid\u00eancia antes concedida.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A flu\u00eancia desse prazo se inicia, portanto, na data em que &#8220;efetivada a tutela cautelar&#8221;, isto \u00e9, a partir da sua implementa\u00e7\u00e3o, da sua total satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com efeito, a previs\u00e3o constante no art. 308 do NCPC trata de prazo especial&nbsp;<em>ex vi legis<\/em>, com preceptivo normativo expresso em todos os seus termos de in\u00edcio da sua contagem a partir de quando &#8220;efetivada a tutela cautelar&#8221;, de maneira que n\u00e3o h\u00e1 como interpret\u00e1-la restritivamente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>O cumprimento parcial da tutela de urg\u00eancia n\u00e3o tem o cond\u00e3o de fazer com que o prazo de 30 (trinta) dias para a formula\u00e7\u00e3o do pedido principal comece a fluir a partir daquele momento<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ressalte-se que o entendimento de que o termo inicial do prazo de 30 (trinta) dias recai na data do primeiro ato de constri\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem cabimento nas hip\u00f3teses de concess\u00e3o de m\u00faltiplas medidas cautelares em que, pelo menos, uma delas \u00e9 cumprida de forma INTEGRAL.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A contagem do prazo de 30 (trinta) dias previsto no art. 308 do CPC\/2015 para formula\u00e7\u00e3o do pedido principal se inicia na data em que for totalmente efetivada a tutela cautelar.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-7-desconsideracao-de-personalidade-juridica-decretada-antes-da-vigencia-do-cpc-2015-e-desnecessidade-de-contraditoria\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Desconsidera\u00e7\u00e3o de personalidade jur\u00eddica decretada antes da vig\u00eancia do CPC\/2015 e desnecessidade de contradit\u00f3ria<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ainda que intimada ap\u00f3s a vig\u00eancia do CPC\/2015, \u00e9 poss\u00edvel o decreto de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, sem o pr\u00e9vio contradit\u00f3rio, quando a decis\u00e3o foi publicada na vig\u00eancia do CPC\/1973.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.954.015-PE, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 26\/10\/2021, DJe 03\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Brasa Seguros ajuizou, ainda em 2011, a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o de danos materiais em face de R\u00e1 Ltda, a\u00e7\u00e3o esta que foi julgada procedente e transitou em julgado em 2014. Por\u00e9m, a seguradora encontrou s\u00e9rias dificuldades para receber o valor devido em cumprimento de senten\u00e7a, uma vez que n\u00e3o foi encontrado patrim\u00f4nio nenhum da devedora.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Incans\u00e1vel, Brasa apresentou pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica, para alcan\u00e7ar o patrim\u00f4nio de outra pessoa jur\u00eddica pertencente ao mesmo grupo econ\u00f4mico que detinha mesmo s\u00f3cio, a MunR\u00e1 Participa\u00e7\u00f5es Ltda., o que foi deferido ainda em 2014 e sem a oitiva da parte contr\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocorre que MunR\u00e1 Participa\u00e7\u00f5es (empresa 02) s\u00f3 foi intimada de tal decis\u00e3o em 2019, quando j\u00e1 vigente o CPC\/2015. Por tal raz\u00e3o, interp\u00f4s sucessivos recursos no sentido de que, justamente porque a ci\u00eancia da decis\u00e3o ocorreu na vig\u00eancia do CPC de 2015, deve-se permitir a abertura do incidente processual, de modo a comprovar-se a n\u00e3o incid\u00eancia da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica na hip\u00f3tese.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-1-questao-juridica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Art. 14. A norma processual n\u00e3o retroagir\u00e1 e ser\u00e1 aplic\u00e1vel imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situa\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas consolidadas sob a vig\u00eancia da norma revogada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 134. O incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel em todas as fases do processo de conhecimento, no cumprimento de senten\u00e7a e na execu\u00e7\u00e3o fundada em t\u00edtulo executivo extrajudicial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a><a><\/a><a><\/a>\u00a7 3\u00ba A instaura\u00e7\u00e3o do incidente suspender\u00e1 o processo, salvo na hip\u00f3tese do \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 4\u00ba O requerimento deve demonstrar o preenchimento dos pressupostos legais espec\u00edficos para desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a><a><\/a>Art. 135. Instaurado o incidente, o s\u00f3cio ou a pessoa jur\u00eddica ser\u00e1 citado para manifestar-se e requerer as provas cab\u00edveis no prazo de 15 (quinze) dias.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-2-tudo-certo-arnaldo\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tudo certo, Arnaldo?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na vig\u00eancia do CPC\/1973, a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica poderia ser decretada de forma INCIDENTAL no processo, dispensando-se o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A respeito do tema, o entendimento firmado no \u00e2mbito da Terceira Turma do STJ era no seguinte sentido: &#8220;verificados os pressupostos de sua incid\u00eancia, poder\u00e1 &#8220;o Juiz, incidentemente no pr\u00f3prio processo de execu\u00e7\u00e3o (singular ou coletiva), levantar o v\u00e9u da personalidade jur\u00eddica para que o ato de expropria\u00e7\u00e3o atinja os bens particulares de seus s\u00f3cios, de forma a impedir a concretiza\u00e7\u00e3o de fraude \u00e0 lei ou contra terceiros&#8221; (RMS 14.168\/SP, Terceira Turma, DJe de 5\/8\/2002), sendo que &#8220;a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, como incidente processual, pode ser decretada sem a pr\u00e9via cita\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios atingidos, aos quais se garante o exerc\u00edcio postergado ou diferido do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O <a>CPC\/2015 <\/a>disp\u00f5e, agora expressamente, no art. 133 e seguintes, que ao ser formulado o pedido de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, na inicial ou por meio de incidente em qualquer fase do processo (art. 134,&nbsp;<em>caput<\/em>, do CPC\/2015), o requerente deve demonstrar, desde logo, o preenchimento dos pressupostos espec\u00edficos para a supera\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea da autonomia patrimonial de s\u00f3cios e sociedade (art. 134, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/2015).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Caso estejam presentes esses requisitos, instaurar-se-\u00e1 o incidente e o processo ser\u00e1 suspenso (art. 134, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015). Em seguida, o s\u00f3cio ou a pessoa jur\u00eddica ser\u00e1 citado(a) para manifestar-se e requerer a produ\u00e7\u00e3o das provas que entender pertinentes (art. 135 do CPC\/2015).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica foi efetivada em 2014, na vig\u00eancia do CPC\/1973 e a intima\u00e7\u00e3o somente ocorreu em 2019, j\u00e1 na vig\u00eancia do CPC\/2015.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>\u00c0 luz do princ\u00edpio&nbsp;<em>tempus regit actum<\/em>&nbsp;e da Teoria do Isolamento dos Atos Processuais, os atos do processo devem observar a legisla\u00e7\u00e3o vigente ao tempo de sua pr\u00e1tica, sob pena de indevida retroa\u00e7\u00e3o da lei nova para alcan\u00e7ar atos pret\u00e9ritos. Nesse sentido, as normas processuais incidem imediatamente nos processos em curso, mas n\u00e3o alcan\u00e7am atos processuais anteriores<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Nesse diapas\u00e3o, o fato de a intima\u00e7\u00e3o da empresa alcan\u00e7ada pela desconsidera\u00e7\u00e3o ter-se dado posteriormente \u00e0 entrada em vigor do CPC\/2015 n\u00e3o torna essa legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel a fatos processuais anteriores, sob pena de se consagrar evidente e indesejada aplica\u00e7\u00e3o retroativa da norma, nos termos do art. 14 do CPC\/2015.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ainda que intimada ap\u00f3s a vig\u00eancia do CPC\/2015, \u00e9 poss\u00edvel o decreto de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, sem o pr\u00e9vio contradit\u00f3rio, quando a decis\u00e3o foi publicada na vig\u00eancia do CPC\/1973.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-8-criterios-para-valoracao-das-acoes-a-serem-subscritas-com-base-na-perspectiva-de-rentabilidade\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para valora\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es a serem subscritas com base na perspectiva de rentabilidade<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O valor fixado das a\u00e7\u00f5es a serem subscritas, com base na perspectiva de rentabilidade, deve ser aferido com base em elementos dispon\u00edveis na \u00e9poca do aumento de capital e n\u00e3o a partir do efetivo desempenho da empresa no futuro.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.838.870-RJ, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 14\/09\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocean Ltda det\u00e9m maior parte das a\u00e7\u00f5es do Hotel Atl\u00e2ntica Palace. Tempos atr\u00e1s, Ocean prop\u00f4s ao Conselho Fiscal da empresa o aumento no capital social do Hotel Atl\u00e2ntica, o que ocorreria por meio da emiss\u00e3o de bilh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias a um pre\u00e7o m\u00f3dico.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocorre que alguns s\u00f3cios minorit\u00e1rios optaram por n\u00e3o exercer seu direito de integralizar o aumento de capital, raz\u00e3o pela qual Ocean acabou por adquirir tais a\u00e7\u00f5es. Muito tempo depois, Z\u00e9, um dos acionistas minorit\u00e1rios do Hotel, ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o em face de Ocean por meio da qual sustenta que a conduta de subscrever as novas a\u00e7\u00f5es emitidas importou preju\u00edzo para ele e os demais acionistas minorit\u00e1rios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Destaca-se que, no momento da emiss\u00e3o das novas a\u00e7\u00f5es, foi utilizado como crit\u00e9rio a perspectiva de rentabilidade futura do Hotel, de acordo com os elementos dispon\u00edveis ent\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-1-questao-juridica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 6.404\/1976:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 170. Depois de realizados 3\/4 (tr\u00eas quartos), no m\u00ednimo, do capital social, a companhia pode aument\u00e1-lo mediante subscri\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou particular de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a><a><\/a>\u00a7 1\u00ba O pre\u00e7o de emiss\u00e3o dever\u00e1 ser fixado, sem dilui\u00e7\u00e3o injustificada da participa\u00e7\u00e3o dos antigos acionistas, ainda que tenham direito de prefer\u00eancia para subscrev\u00ea-las, tendo em vista, alternativa ou conjuntamente:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>I &#8211; a perspectiva de rentabilidade da companhia;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>II &#8211; o valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido da a\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>III &#8211; a cota\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es em Bolsa de Valores ou no mercado de balc\u00e3o organizado, admitido \u00e1gio ou des\u00e1gio em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es do mercado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-2-correta-a-forma-de-calculo-do-valor-das-acoes\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Correta a forma de c\u00e1lculo do valor das a\u00e7\u00f5es?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito a pedido indenizat\u00f3rio decorrente de diferen\u00e7as de avalia\u00e7\u00e3o e precifica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es em opera\u00e7\u00e3o de aumento de capital promovida em assembleia geral.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Nos termos do art. 170, \u00a71\u00ba, da <a>Lei n. 6.404\/1976<\/a>, o &#8220;pre\u00e7o de emiss\u00e3o deve ser fixado tendo em vista a cota\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es no mercado, o valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido e as perspectivas de rentabilidade da companhia, sem dilui\u00e7\u00e3o injustificada da participa\u00e7\u00e3o dos antigos acionistas, ainda que tenham direito de prefer\u00eancia para subscrev\u00ea-las.&#8221;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ressalte-se o fato de que as perspectivas de lucratividade constituem um fator meramente ESTIMATIVO e, portanto, IMPRECISO, cuja realiza\u00e7\u00e3o \u00e9 sujeita \u00e0 influ\u00eancia decisiva de circunst\u00e2ncias inteiramente alheias \u00e0 vontade dos acionistas, ou da administra\u00e7\u00e3o da companhia. Ademais, as perspectivas de lucratividade empresarial, quando apreciadas pelo \u00f3rg\u00e3o societ\u00e1rio competente, envolvem um componente subjetivo inelimin\u00e1vel, constitu\u00eddo pelo grau de ci\u00eancia, experi\u00eancia ou informa\u00e7\u00e3o dos homens que fazem o ju\u00edzo estimativo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A razoabilidade do valor fixado para as a\u00e7\u00f5es a serem subscritas, tomando por base o crit\u00e9rio &#8220;perspectiva de rentabilidade&#8221;, h\u00e1 de ser aferida com base em elementos dispon\u00edveis na \u00e9poca em que ocorrido o aumento de capital e n\u00e3o a partir do efetivo desempenho da empresa nos anos futuros, os quais est\u00e3o sujeitos &#8220;a circunst\u00e2ncias inteiramente alheias \u00e0 vontade dos acionistas, ou da administra\u00e7\u00e3o da companhia&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim, <strong>o crit\u00e9rio do &#8220;futuro realizado&#8221; \u00e9 incompat\u00edvel com o conceito legal de &#8220;perspectivas de rentabilidade<\/strong>&#8220;. O conceito de &#8220;perspectivas&#8221; implica proje\u00e7\u00e3o para o futuro, com base nos elementos que existiam na \u00e9poca em que realizado o estudo para a precifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es a serem emitidas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O valor fixado das a\u00e7\u00f5es a serem subscritas, com base na perspectiva de rentabilidade, deve ser aferido com base em elementos dispon\u00edveis na \u00e9poca do aumento de capital e n\u00e3o a partir do efetivo desempenho da empresa no futuro.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-9-credito-trabalhista-por-equiparacao-e-aplicacao-de-limite-por-deliberacao-da-assembleia-geral-de-credores\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de limite por delibera\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral de Credores<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em se tratando de cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o (honor\u00e1rios advocat\u00edcios de alta monta), \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do limite previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005 por delibera\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral de Credores, desde que devido e expressamente previsto no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.812.143-MT, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A empresa SuiGene requereu recupera\u00e7\u00e3o judicial em raz\u00e3o de dificuldades financeiras. Na Assembleia Geral de Credores, foi deliberado o Plano de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial no qual constava cl\u00e1usula que criava uma subclasse dos credores trabalhistas com cr\u00e9dito superior a 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios m\u00ednimos, que deveriam optar por receber seu pagamento da seguinte forma: (i) em prazo superior a 15 (quinze) anos, com des\u00e1gio de 30% (trinta por cento); (ii) no prazo de at\u00e9 um ano, ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o de um des\u00e1gio de 80% (oitenta por cento).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Dr Creisson, advogado, \u00e9 um dos credores e detentor de um cr\u00e9dito concursal em valor substancial referente a honor\u00e1rios advocat\u00edcios por servi\u00e7os prestados \u00e0 empresa, raz\u00e3o pela qual se insurgiu contra a cl\u00e1usula em quest\u00e3o, o que foi acolhido pelo tribunal local, que entendeu que, no caso da recupera\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o haveria raz\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, pois n\u00e3o h\u00e1 concurso de credores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inconformada, Suigene interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que h\u00e1 previs\u00e3o expressa na LRF, em seu regramento falimentar, que permite a limita\u00e7\u00e3o de pagamento dos cr\u00e9ditos trabalhistas (art. 83, I, Lei 11.101\/2005) a fim de evitar que altos valores consumam todos os recursos da empresa em recupera\u00e7\u00e3o para pagamento de poucos credores trabalhistas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-1-questao-juridica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 83. A classifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos na fal\u00eancia obedece \u00e0 seguinte ordem:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a><a><\/a>I &#8211; os cr\u00e9ditos derivados da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, limitados a 150 (cento e cinquenta) sal\u00e1rios-m\u00ednimos por credor, e aqueles decorrentes de acidentes de trabalho;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-2-e-possivel-a-diferenciacao\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 poss\u00edvel a diferencia\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O STJ possui jurisprud\u00eancia firmada no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do limite previsto no art. 83, I, da <a>Lei n. 11.101\/2005 <\/a>\u00e0s empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, pois a forma de pagamento dos cr\u00e9ditos \u00e9 estabelecida consensualmente pelos credores e pela recuperanda no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>\u00c9 permitido, portanto, \u00e0 Assembleia Geral de Credores, dentro dos limites de sua autonomia de delibera\u00e7\u00e3o participativa, negociar prazos de pagamentos, diretriz, inclusive, que serve de refer\u00eancia \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial da empresa<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Todavia, a consensualidade n\u00e3o \u00e9 absoluta, pois tamb\u00e9m \u00e9 certo que os cr\u00e9ditos essencialmente trabalhistas, entendidos como aqueles que est\u00e3o ligados \u00e0 subsist\u00eancia dos empregados, gozam de tratamento diferenciado na Lei n. 11.101\/2005, mormente quanto ao reconhecimento de seu privil\u00e9gio de pagamento preferencialmente aos demais (art. 83 da LRF). Isso porque, como restou asseverado no julgamento do REsp 1.924.164\/SP, &#8220;tal privil\u00e9gio encontra justificativa por incidir sobre verba de natureza alimentar, titularizada por quem goza de prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica especial em virtude de sua maior vulnerabilidade&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O caso em exame apresenta, entretanto, uma particularidade importante que n\u00e3o pode deixar de ser consignada: trata-se de cr\u00e9dito de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de alta monta, ou seja: verba trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o (Tema Repetitivo 637 do STJ).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Cumpre destacar que a presente distin\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de lan\u00e7ar novas luzes sobre a quest\u00e3o ora controvertida, isso porque, em julgamento realizado no REsp 1.649.774\/SP, em que se discutia o pagamento da quantia de dois milh\u00f5es de reais de verbas honor\u00e1rias, a Terceira Turma decidiu que a prote\u00e7\u00e3o focada pela Lei n. 11.101\/2005 se destina a garantir o pagamento pr\u00e9vio dos credores trabalhistas e equiparados e nisso reside o privil\u00e9gio legal de uma quantia suficiente e razo\u00e1vel que lhe garanta a subsist\u00eancia, um m\u00ednimo para o seu sustento. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que excede esse montante, mormente nos cr\u00e9ditos trabalhistas por equipara\u00e7\u00e3o, ainda que se revista da natureza alimentar, seu titular &#8211; na maioria das vezes, os escrit\u00f3rios de advocacia &#8211; n\u00e3o faz jus ao tratamento privilegiado de receber com preced\u00eancia aos demais credores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Consequentemente, o excesso decotado, respeitado o limite previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005, ser\u00e1 convertido em cr\u00e9dito quirograf\u00e1rio e, assim, aguardar\u00e1 o seu momento apropriado de pagamento. <strong>Cumpre destacar que, especificamente sobre a possibilidade de limita\u00e7\u00e3o quantitativa do cr\u00e9dito trabalhista e a convers\u00e3o do excedente em cr\u00e9dito quirograf\u00e1rio, n\u00e3o somente a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a acolheu, de forma un\u00edssona, esse entendimento, mas tamb\u00e9m, a sua constitucionalidade, foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 3.934\/DF, restando asseverado pelo STF, naquela oportunidade, que &#8220;igualmente n\u00e3o existe ofensa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o no tocante ao limite de convers\u00e3o de cr\u00e9ditos trabalhistas em quirograf\u00e1rios<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim, em se tratando de verbas honor\u00e1rias de quantia elevada (cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o), o STJ tem admitido, em julgados de ambas as Turmas de Direito Privado, a estipula\u00e7\u00e3o da forma diferenciada de seu pagamento pela delibera\u00e7\u00e3o consensual da Assembleia Geral de Credores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em se tratando de cr\u00e9dito trabalhista por equipara\u00e7\u00e3o (honor\u00e1rios advocat\u00edcios de alta monta), \u00e9 poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do limite previsto no art. 83, I, da Lei n. 11.101\/2005 por delibera\u00e7\u00e3o da Assembleia Geral de Credores, desde que devido e expressamente previsto no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-10-im-possibilidade-da-fazenda-publica-habilitar-em-processo-de-falencia-credito-tributario-objeto-de-execucao-fiscal-em-curso\"><a>10.&nbsp; (Im)Possibilidade da Fazenda P\u00fablica habilitar em processo de fal\u00eancia cr\u00e9dito tribut\u00e1rio objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal em curso<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a <a>Fazenda P\u00fablica habilitar em processo de fal\u00eancia cr\u00e9dito tribut\u00e1rio objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal em curso<\/a>, mesmo antes da vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020, e desde que n\u00e3o haja pedido de constri\u00e7\u00e3o de bens no feito executivo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.872.759-SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 18\/11\/2021. (Tema 1092) (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada pela Uni\u00e3o em face de Doctor S\/A, verificou-se que a executada teve sua fal\u00eancia declarada pela Vara de Fal\u00eancias Competente. A Uni\u00e3o ent\u00e3o pediu ao ju\u00edzo falimentar que promovesse a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito que estava sendo cobrado na execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ocorre que o Juiz da Vara de Fal\u00eancias indeferiu o pedido ao fundamento de que, em raz\u00e3o de j\u00e1 existir cobran\u00e7a por parte da Uni\u00e3o em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, faltaria interesse processual do poder p\u00fablico na habilita\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos. Inconformada, a Fazenda Nacional interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a Uni\u00e3o n\u00e3o &#8216;optou&#8217; pelo ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal, pois, quando esta fora proposta, ainda n\u00e3o havia fal\u00eancia decretada da executada. Portanto, n\u00e3o se cuidou de uma op\u00e7\u00e3o da parte, mas da ado\u00e7\u00e3o do \u00fanico procedimento poss\u00edvel naquele momento \u2013 ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-10-2-1-questao-juridica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 5\u00ba &#8211; A compet\u00eancia para processar e julgar a execu\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Ativa da Fazenda P\u00fablica exclui a de qualquer outro Ju\u00edzo, inclusive o da fal\u00eancia, da concordata, da liquida\u00e7\u00e3o, da insolv\u00eancia ou do invent\u00e1rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 38 &#8211; A discuss\u00e3o judicial da D\u00edvida Ativa da Fazenda P\u00fablica s\u00f3 \u00e9 admiss\u00edvel em execu\u00e7\u00e3o, na forma desta Lei, salvo as hip\u00f3teses de mandado de seguran\u00e7a, a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito ou a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria do ato declarativo da d\u00edvida, esta precedida do dep\u00f3sito preparat\u00f3rio do valor do d\u00e9bito, monetariamente corrigido e acrescido dos juros e multa de mora e demais encargos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CPC:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 1.039. Decididos os recursos afetados, os \u00f3rg\u00e3os colegiados declarar\u00e3o prejudicados os demais recursos versando sobre id\u00eantica controv\u00e9rsia ou os decidir\u00e3o aplicando a tese firmada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Negada a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral no recurso extraordin\u00e1rio afetado, ser\u00e3o considerados automaticamente inadmitidos os recursos extraordin\u00e1rios cujo processamento tenha sido sobrestado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-10-2-2-possivel-a-habilitacao\"><a>10.2.2. Poss\u00edvel a habilita\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que sim!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inicialmente <strong>cumpre salientar que a controv\u00e9rsia a ser dirimida h\u00e1 de se concentrar nos pedidos de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ocorridos antes da entrada em vigor da Lei n. 14.112\/2020<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 o procedimento pelo qual a Fazenda P\u00fablica cobra d\u00edvida tribut\u00e1ria ou n\u00e3o tribut\u00e1ria. Da leitura dos arts. 5\u00ba e 38 da <a>Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais<\/a>, verifica-se que a compet\u00eancia para decidir a respeito do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 privativa do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O ju\u00edzo falimentar, por outro lado, nos termos do que estabelece a Lei n. 11.101\/2005, \u00e9 &#8220;indivis\u00edvel e competente para conhecer todas as a\u00e7\u00f5es sobre bens, interesses e neg\u00f3cios do falido, ressalvadas as causas trabalhistas, fiscais e aquelas n\u00e3o reguladas nesta Lei em que o falido figurar como autor ou litisconsorte ativo&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Desse panorama, conclui-se que, <strong>mesmo antes da altera\u00e7\u00e3o legislativa trazida pela Lei n. 14.112\/2020 na Lei de Fal\u00eancias, inexistia qualquer \u00f3bice legal \u00e0 coexist\u00eancia do executivo fiscal com o pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no ju\u00edzo falimentar<\/strong>. Tanto isso \u00e9 verdade que o entendimento jurisprudencial do STJ, de h\u00e1 muito consolidado, \u00e9 no sentido de que a fal\u00eancia superveniente do devedor n\u00e3o tem o cond\u00e3o de paralisar o processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Contudo, n\u00e3o obstante a possibilidade de ambos os procedimentos coexistirem, sendo a op\u00e7\u00e3o por um deles, prerrogativa da Fazenda P\u00fablica, observa-se que, <strong>proposta a execu\u00e7\u00e3o fiscal e, posteriormente, apresentado o pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no ju\u00edzo falimentar, a a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a perder\u00e1 a sua utilidade, pelo menos, momentaneamente, pois depender\u00e1 do desfecho do processo de fal\u00eancia<\/strong> e por isso, dever\u00e1 ser suspensa, n\u00e3o importando, esse fato, no entanto, em ren\u00fancia da Fazenda P\u00fablica ao direito de cobrar o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio atrav\u00e9s do executivo fiscal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, da interpreta\u00e7\u00e3o SISTEM\u00c1TICA da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia<strong>, a execu\u00e7\u00e3o fiscal e o pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no ju\u00edzo falimentar coexistem a fim de preservar o interesse maior, que \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, n\u00e3o podendo a prejudicialidade do processo falimentar ser confundida com falta de interesse de agir do ente p\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ponderados esses elementos, para os fins previstos no art. 1.039 do <a>CPC<\/a>, define-se a seguinte tese: &#8220;\u00c9 poss\u00edvel a Fazenda P\u00fablica habilitar em processo de fal\u00eancia cr\u00e9dito tribut\u00e1rio objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal em curso, mesmo antes da vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020, e desde que n\u00e3o haja pedido de constri\u00e7\u00e3o de bens no feito executivo&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a Fazenda P\u00fablica habilitar em processo de fal\u00eancia cr\u00e9dito tribut\u00e1rio objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal em curso, mesmo antes da vig\u00eancia da Lei n. 14.112\/2020, e desde que n\u00e3o haja pedido de constri\u00e7\u00e3o de bens no feito executivo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-11-cabimento-do-aproveitamento-de-credito-da-contribuicao-ao-pis-e-da-cofins-decorrentes-de-aquisicao-de-insumos-sujeitos-a-aliquota-zero-quando-ocorrerem-saidas-tributadas\"><a>11.&nbsp; Cabimento do aproveitamento de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS decorrentes de aquisi\u00e7\u00e3o de insumos sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero, quando ocorrerem sa\u00eddas tributadas<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o <a>aproveitamento de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS decorrentes de aquisi\u00e7\u00e3o de insumos sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero, quando ocorrerem sa\u00eddas tributadas<\/a>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.423.000-PR, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Conga S\/A recolhe PIS e COFINS, contribui\u00e7\u00f5es estas que incidem de forma n\u00e3o cumulativa sobre sua receita. A empresa ent\u00e3o impetrou mandado de seguran\u00e7a com o objetivo de ver reconhecido o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de valores que teriam sido recolhidos indevidamente a t\u00edtulo de PIS e da Cofins, sob o argumento de que n\u00e3o fora permitida a dedu\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os adquiridos \u00e0 al\u00edquota zero.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Tanto a senten\u00e7a como o ac\u00f3rd\u00e3o entenderam que o contribuinte n\u00e3o tem direito ao aproveitamento de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS proveniente de aquisi\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os tributados pela al\u00edquota zero, quando houver sa\u00edda tributada, o que era o caso em quest\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inconformada, Conga interp\u00f4s recurso especial no qual alega que a al\u00edquota zero, assim como determinadas isen\u00e7\u00f5es, resultariam na mutila\u00e7\u00e3o de um dos crit\u00e9rios da regra matriz de incid\u00eancia tribut\u00e1ria, mais especificadamente, o crit\u00e9rio quantitativo do consequente tribut\u00e1rio, de modo que deveria ser reconhecido o pleno enquadramento da al\u00edquota zero como isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-11-2-1-questao-juridica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Leis. 10.637\/2002:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, com a incid\u00eancia n\u00e3o cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no m\u00eas pela pessoa jur\u00eddica, independentemente de sua denomina\u00e7\u00e3o ou classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de que trata o&nbsp;art. 12 do Decreto-Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica com os respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o&nbsp;inciso VIII do&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;do art. 183 da Lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;6.404, de 15 de dezembro de 1976.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;&nbsp;A base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep \u00e9 o total das receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica, conforme definido no&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;e no \u00a7 1<sup>o<\/sup>.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 3<sup>o<\/sup>&nbsp;Do valor apurado na forma do art. 2<sup>o<\/sup>&nbsp;a pessoa jur\u00eddica poder\u00e1 descontar cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o a:&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;N\u00e3o dar\u00e1 direito a cr\u00e9dito o valor:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>I &#8211; de m\u00e3o-de-obra paga a pessoa f\u00edsica; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II &#8211; da aquisi\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os n\u00e3o sujeitos ao pagamento da contribui\u00e7\u00e3o, inclusive no caso de isen\u00e7\u00e3o, esse \u00faltimo quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou servi\u00e7os sujeitos \u00e0 al\u00edquota 0 (zero), isentos ou n\u00e3o alcan\u00e7ados pela contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-11-2-2-cabivel-o-aproveitamento-de-credito\"><a>11.2.2. Cab\u00edvel o aproveitamento de cr\u00e9dito?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em conformidade com as disposi\u00e7\u00f5es contidas nos arts. 1\u00ba, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, das <a>Leis ns. 10.637\/2002<\/a> e 10.833\/2003, <strong>a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS \u00e9 o total das receitas auferidas no m\u00eas pela pessoa jur\u00eddica, independentemente de sua denomina\u00e7\u00e3o ou classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>De forma diversa do que ocorre no ICMS e no IPI, o desenho normativo da n\u00e3o cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS consiste em autorizar que o contribuinte desconte cr\u00e9ditos relativamente a determinados custos e despesas, o que significa, na pr\u00e1tica, poder deduzir do valor apurado (al\u00edquota x faturamento) determinado valor referente \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es (al\u00edquota x aquisi\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, busca-se ver reconhecido o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de valores que teriam sido recolhidos indevidamente a t\u00edtulo de PIS e da COFINS, sob o argumento de que n\u00e3o fora permitida a dedu\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os adquiridos \u00e0 al\u00edquota zero.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Pela leitura do disposto nos arts. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, I e II, das Leis ns. 10.637\/2002 e 10.833\/2003, verifica-se que a isen\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es em tela sobre a receita decorrente da aquisi\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os impede o aproveitamento dos cr\u00e9ditos t\u00e3o somente quando revendidos ou utilizados como insumo em produtos ou servi\u00e7os sujeitos \u00e0 al\u00edquota a (zero), isentos ou n\u00e3o alcan\u00e7ados pela contribui\u00e7\u00e3o. Assim, n\u00e3o h\u00e1 \u00f3bice para que sejam aproveitados cr\u00e9ditos de isen\u00e7\u00e3o nos demais casos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Contudo, em se tratando de tributo sujeito \u00e0 al\u00edquota zero, a lei n\u00e3o estabelece tal disciplina, de modo que, em regra, se apresenta incab\u00edvel o aproveitamento de cr\u00e9ditos, inclusive nos casos em que houver sa\u00edda tributada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim, <strong>diante da efic\u00e1cia limitada da norma constitucional e por observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da legalidade, somente podem ser utilizados os cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es em tela expressamente previstos em lei, n\u00e3o havendo que se falar em cr\u00e9dito presumido sem amparo legal<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Outrossim, se, em regra, os cr\u00e9ditos s\u00e3o gerados pelas aquisi\u00e7\u00f5es sujeitas \u00e0 incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS, apresenta-se inerente ao pr\u00f3prio regime da n\u00e3o-cumulatividade obstar esse direito quando forem provenientes de servi\u00e7os pagos \u00e0 pessoa f\u00edsica (cuja receita n\u00e3o se sujeita \u00e0 incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es em tela) ou pela entrada de bens ou servi\u00e7os sujeitos \u00e0 al\u00edquota 0% (zero por cento), na forma do art. 3\u00ba, \u00a72\u00ba, das Leis ns. 10.637\/2002 e 10.833\/2003.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Dessa forma, incab\u00edvel a pretens\u00e3o de que seja permitido desconto de cr\u00e9ditos relativos a bens ou servi\u00e7os adquiridos \u00e0 al\u00edquota 0 (zero) das contribui\u00e7\u00f5es em tela, sob o argumento de tal hip\u00f3tese seria permitida no caso de isen\u00e7\u00e3o, porquanto seria o mesmo que criar cr\u00e9dito presumido, estabelecendo um benef\u00edcio fiscal ao arrepio da previs\u00e3o legal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o aproveitamento de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS decorrentes de aquisi\u00e7\u00e3o de insumos sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero, quando ocorrerem sa\u00eddas tributadas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-12-seguro-de-vida-vgbl-e-itcmd\"><a>12.&nbsp; Seguro de vida VGBL e ITCMD<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O seguro de vida VGBL n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do ITCMD.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>REsp 1.961.488-RS, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 16\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Esp\u00f3lio de Paraguassu impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato do Secret\u00e1rio da Fazenda do Estado do RS com o objetivo de reconhecer a inexigibilidade da inclus\u00e3o do seguro de vida VGBL em nome do falecido em sua sobrepartilha e da cobran\u00e7a do ITCD sobre o seguro.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A senten\u00e7a concedeu a seguran\u00e7a, o que foi mantido pelo Tribunal Local. Inconformado, o Estado do Rio Grande do Sul interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que os planos VGBL &#8211; Vida Gerador de Benef\u00edcio Livre seriam t\u00edpicas aplica\u00e7\u00f5es financeiras equipar\u00e1veis a qualquer outro fundo de investimento, porque s\u00e3o compostos pelo ac\u00famulo de renda decorrente das aplica\u00e7\u00f5es financeiras realizadas pelo seu titular durante largo per\u00edodo. Aduziu ainda que a ocorr\u00eancia da morte, como na situa\u00e7\u00e3o de qualquer investimento, desencadeia a transfer\u00eancia para os benefici\u00e1rios (herdeiros), sendo que, no caso do VGBL, para aquele especificamente designado como benefici\u00e1rio pelo titular da aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-12-2-1-questao-juridica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 11.196\/2005:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 79. No caso de morte do participante ou segurado dos planos e seguros de que trata o art. 76 desta Lei, os seus benefici\u00e1rios poder\u00e3o optar pelo resgate das quotas ou pelo recebimento de benef\u00edcio de car\u00e1ter continuado previsto em contrato, independentemente da abertura de invent\u00e1rio ou procedimento semelhante.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-12-2-2-o-seguro-vgbl-integra-a-base-de-calculo-do-itcmd\"><a>12.2.2. O seguro VGBL integra a base de c\u00e1lculo do ITCMD?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Consoante esclarece a Superintend\u00eancia de Seguros Privados &#8211; SUSEP, autarquia federal vinculada ao Minist\u00e9rio da Economia, respons\u00e1vel pelo controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o dos mercados de seguro, previd\u00eancia privada aberta, capitaliza\u00e7\u00e3o e resseguro, &#8220;o VGBL Individual &#8211; Vida Gerador de Benef\u00edcio Livre \u00e9 um seguro de vida individual que tem por objetivo pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o, ao segurado, sob a forma de renda ou pagamento \u00fanico, em fun\u00e7\u00e3o de sua sobreviv\u00eancia ao per\u00edodo de diferimento contratado&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o \u00e9 outro o entendimento da Quarta Turma do STJ, para a qual o VGBL &#8220;tem natureza jur\u00eddica de contrato de seguro de vida&#8221; (AgInt nos EDcl no AREsp 947.006\/SP, Rel. Ministro L\u00e1zaro Guimar\u00e3es (Desembargador Federal convocado do TRF\/5\u00aa Regi\u00e3o), Quarta Turma, DJe de 21\/05\/2018) No julgamento do AgInt no AREsp 1.204.319\/SP &#8211; no qual a Corte de origem conclu\u00edra pela natureza securit\u00e1ria do VGBL, n\u00e3o podendo ele ser inclu\u00eddo na partilha -, a Quarta Turma do STJ fez incidir a S\u00famula 83\/STJ, afirmando que &#8220;o entendimento da Corte Estadual est\u00e1 em harmonia com a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a a respeito do tema. Incid\u00eancia da S\u00famula 83 do STJ&#8221; (STJ, AgInt no AREsp 1.204.319\/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, DJe de 20\/04\/2018).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Embora tratando de quest\u00e3o tribut\u00e1ria diversa, a Segunda Turma do STJ, no REsp 1.583.638\/SC (Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, DJe de 10\/08\/2021), j\u00e1 teve a oportunidade de assentar que o plano VGBL constitui esp\u00e9cie de seguro. Tamb\u00e9m tratando de quest\u00e3o diversa, a saber, a constitucionalidade da cobran\u00e7a de al\u00edquotas diferenciadas de CSLL para empresas de seguros, o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 5.485\/DF (Rel. Ministro Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 03\/07\/2020), j\u00e1 teve a oportunidade de afirmar, em obiter dictum, a natureza securit\u00e1ria do VGBL.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim, <strong>n\u00e3o apenas a jurisprud\u00eancia reconhece a natureza de seguro do plano VGBL, mas tamb\u00e9m a pr\u00f3pria ag\u00eancia reguladora do setor econ\u00f4mico classifica-o como esp\u00e9cie de seguro de vida<\/strong>. Resta evidente, pois, que os valores a serem recebidos pelo benefici\u00e1rio, em decorr\u00eancia da morte do segurado contratante de plano VGBL, n\u00e3o se consideram heran\u00e7a, para todos os efeitos de direito, como prev\u00ea o art. 794 do CC\/2002.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Refor\u00e7a tal compreens\u00e3o o disposto no art. 79 da <a>Lei n. 11.196\/2005<\/a>, segundo o qual, no caso de morte do segurado, &#8220;os seus benefici\u00e1rios poder\u00e3o optar pelo resgate das quotas ou pelo recebimento de benef\u00edcio de car\u00e1ter continuado previsto em contrato, independentemente da abertura de invent\u00e1rio ou procedimento semelhante&#8221;.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o integrando a heran\u00e7a, isto \u00e9, n\u00e3o se tratando de transmiss\u00e3o causa mortis, est\u00e1 o VGBL exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do ITCMD.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><em>ConferirREsp 1.726.577-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por maioria, julgado em 14\/09\/2021. (Info 709) e COMPARAR. Caso de comori\u00eancia.<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O seguro de vida VGBL n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do ITCMD.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-13-crime-de-formacao-de-cartel-a-momento-consumativo\"><a>13.&nbsp; Crime de forma\u00e7\u00e3o de cartel a momento consumativo<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O momento consumativo do crime de forma\u00e7\u00e3o de cartel deve ser analisado conforme o caso concreto, sendo err\u00f4nea a sua classifica\u00e7\u00e3o como eventualmente permanente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>AREsp 1.800.334-SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 09\/11\/2021, DJe 17\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O MP denunciou v\u00e1rias pessoas pelo suposto crime de forma\u00e7\u00e3o de cartel envolvendo a fabrica\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de resina. Tais crimes teriam sido cometidos de 2004 a 2014.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por\u00e9m, a den\u00fancia foi rejeitada, nos termos do artigo 395, inciso III, do C\u00f3digo de Processo Penal, e julgada extinta a punibilidade dos acusados, ao entendimento de que a consuma\u00e7\u00e3o do delito seria instant\u00e2nea e os subsequentes ajustes seriam exaurimento daquela conduta j\u00e1 consumada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso e o Tribunal Local reformou a senten\u00e7a por entender que tal delito seria \u201ceventualmente permanente\u201d, diante da situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, porque a vontade dos agentes e a consuma\u00e7\u00e3o do crime se prolongaram no tempo, haja a vista a necessidade de forma\u00e7\u00e3o de sucessivos acordos anticompetitivos protra\u00eddos ano ap\u00f3s ano. Logo, decidiu que o in\u00edcio do prazo prescricional somente come\u00e7aria a fluir com a cessa\u00e7\u00e3o da perman\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-13-2-1-questao-juridica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 8.137\/1990:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 4\u00b0 Constitui crime contra a ordem econ\u00f4mica:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II &#8211; formar acordo, conv\u00eanio, ajuste ou alian\u00e7a entre ofertantes, visando;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>a) \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o artificial de pre\u00e7os ou quantidades vendidas ou produzidas;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>b) ao controle regionalizado do mercado por empresa ou grupo de empresas; &nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>c) ao controle, em detrimento da concorr\u00eancia, de rede de distribui\u00e7\u00e3o ou de fornecedores.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-13-2-2-eventualmente-permanente\"><a>13.2.2. \u201cEventualmente permanente\u201d?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Hummm&#8230; Depende do caso concreto!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>O crime contra a ordem econ\u00f4mica disposto no art. 4\u00ba, II, da <a>Lei n. 8.137\/1990 <\/a>\u00e9 FORMAL<\/strong>, ou seja, consuma-se com a simples forma\u00e7\u00e3o de um acordo visando \u00e0 domina\u00e7\u00e3o do mercado ou \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia atrav\u00e9s da pr\u00e1tica de uma das condutas descritas em suas al\u00edneas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No entanto, a respeito do momento consumativo, a doutrina pouco discorre sobre o assunto, gerando conflitos de interpreta\u00e7\u00e3o pelos julgadores e causando inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Desse modo, a classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do crime de forma\u00e7\u00e3o de cartel como instant\u00e2neo ou permanente denota an\u00e1lise prematura sem a investiga\u00e7\u00e3o pormenorizada dos casos postos a debate.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>H\u00e1 hip\u00f3teses em que se forma apenas um acordo de vontades sem mais ajustes ou reuni\u00f5es deliberativas a respeito da medida anticompetitiva e outras em que as medidas nesse sentido s\u00e3o refor\u00e7adas, de forma a tornar a conduta permanente e est\u00e1vel. Esses \u00faltimos casos, em v\u00e1rias vezes pare\u00e7am refletir decorr\u00eancia do primeiro ato, em muitas das situa\u00e7\u00f5es visam a promover a continuidade da a\u00e7\u00e3o delitiva, por a\u00e7\u00f5es constantes dos ofensores. N\u00e3o \u00e9 o caso de se generalizar, mas refletir a respeito da pr\u00f3pria natureza do crime em comento, que segue o fluxo das mudan\u00e7as de direcionamento da economia e do mercado, exigindo, para tanto, novos acordos e delibera\u00e7\u00f5es que se perpetuam no tempo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Sendo assim, devem ser perquiridos os casos concretos de forma a definir se o crime de cartel \u00e9 instant\u00e2neo ou permanente, sendo a nomenclatura &#8220;eventualmente permanente&#8221; equivocada. Porque se o agente disp\u00f5e de poder para cessar ou dar continuidade \u00e0 conduta delitiva, tornando o ato \u00fanico ou ampliando seu espectro, n\u00e3o pode a a\u00e7\u00e3o ser considerada uma s\u00f3 e ao mesmo tempo ter o efeito de lesionar o bem jur\u00eddico de forma permanente, tal como se d\u00e1 no crime instant\u00e2neo de efeito permanente, pois neste caso a vontade do agente \u00e9 desconsiderada.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O momento consumativo do crime de forma\u00e7\u00e3o de cartel deve ser analisado conforme o caso concreto, sendo err\u00f4nea a sua classifica\u00e7\u00e3o como eventualmente permanente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-14-apropriacao-indebita-tributaria-e-necessidade-de-comprovacao-de-dolo-especifico\"><a>14.&nbsp; Apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria e necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de dolo espec\u00edfico<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/a><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Para a configura\u00e7\u00e3o do delito previsto no art. 2\u00ba, II, da Lei n. 8.137\/1990, deve ser comprovado o dolo espec\u00edfico, n\u00e3o bastando deixar de recolher, ao Estado, no prazo legal, tributo que sabem devido, tanto que por eles declarado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>HC 675.289-SC, Rel. Min. Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 16\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>J\u00fanior foi acusado do crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria. Ocorre que a senten\u00e7a de condena\u00e7\u00e3o se fundou apenas no dolo gen\u00e9rico, consignando-se no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido que \u201ca conduta, para caracterizar o delito tribut\u00e1rio em an\u00e1lise, exige apenas o dolo gen\u00e9rico de deixar de recolher, ao Estado, no prazo legal, tributo que sabem devido, tanto que por eles declarado\u201d.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Diante disso, impetrou Habeas Corpus no qual sustentou que o crime previsto no art. 2\u00ba, II, da Lei 8.137\/90 necessitaria de comprova\u00e7\u00e3o de dolo espec\u00edfico, o que n\u00e3o teria ficado comprovado nos autos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-14-2-1-questao-juridica\"><a>14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei n. 8.137\/1980:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 2\u00b0 Constitui crime da mesma natureza:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a><\/a>II &#8211; deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribui\u00e7\u00e3o social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obriga\u00e7\u00e3o e que deveria recolher aos cofres p\u00fablicos;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-14-2-2-necessaria-a-comprovacao-do-dolo-especifico\"><a>14.2.2. Necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o do dolo espec\u00edfico?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Sobre o tema, a orienta\u00e7\u00e3o do STJ ERA no sentido de que para o delito previsto no inciso II do art. 2\u00ba da <a>Lei n. 8.137\/1980<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 exig\u00eancia de dolo espec\u00edfico, mas apenas gen\u00e9rico para a configura\u00e7\u00e3o da conduta delitiva.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Contudo, verifica-se <strong>que o Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento que &#8220;o contribuinte que deixa de recolher, de forma contumaz e com dolo de apropria\u00e7\u00e3o, o ICMS cobrado do adquirente da mercadoria ou servi\u00e7o incide no tipo penal do art. 2\u00ba, II, da Lei n. 8.137\/1990<\/strong>&#8221; (RHC 163.334\/SC, Rel. Ministro Roberto Barroso, Tribunal Pleno, julgado em 18\/12\/2019, DJe 12\/11\/2020).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Desse modo, deve ser averiguada a exist\u00eancia de dolo espec\u00edfico de apropria\u00e7\u00e3o para fins de configura\u00e7\u00e3o do delito previsto no art. 2\u00ba, II, da Lei n. 8.137\/1990, sob pena de ser reconhecida a absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-14-2-3-resultado-final\"><a>14.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Para a configura\u00e7\u00e3o do delito previsto no art. 2\u00ba, II, da Lei n. 8.137\/1990, deve ser comprovado o dolo espec\u00edfico.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-menor-relevancia-para-concurso\"><a>MENOR RELEV\u00c2NCIA PARA CONCURSO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-15-competencia-interna-do-stj-para-julgamento-de-acao-regressiva-por-sub-rogacao-da-seguradora-nos-direitos-do-segurado-movida-por-aquela-contra-concessionaria-de-rodovia-estadual-em-razao-de-acidente-de-transito\"><a>15.&nbsp; Compet\u00eancia interna do STJ para julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ o <a>julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito<\/a>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CC 181.628-DF, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por maioria, julgado em 11\/11\/2021. (Info 718)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Brasa Seguros ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de uma concession\u00e1ria de rodovias pedindo o ressarcimento do valor por ela despendido no conserto do ve\u00edculo segurado, em raz\u00e3o de acidente ocorrido por suposta falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o da concession\u00e1ria. Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o sobre qual turma deveria julgar a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-15-2-1-a-quem-compete\"><a>15.2.1. A quem compete?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Uma das Turmas da PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, a controv\u00e9rsia cinge-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia interna do Superior Tribunal de Justi\u00e7a para julgar recurso oriundo de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado, movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, tendo em vista o pr\u00e9vio pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o pela seguradora promovente ao segurado em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito ocorrido em rodovia administrada pela concession\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Conquanto o pleito principal tenha car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, tal pedido tem como causa de pedir a suposta defici\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico de administra\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da rodovia pela empresa concession\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Desse modo, <strong>a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica litigiosa \u00e9 de Direito P\u00fablico, relacionada \u00e0 responsabilidade civil do Estado<\/strong>, nos termos do art. 9\u00ba, \u00a7 1\u00ba, VIII, do RISTJ.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A demonstrar cabalmente a natureza p\u00fablica da quest\u00e3o, observe-se que: se o particular (segurado) optasse por ingressar com a a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria diretamente contra a concession\u00e1ria, a solu\u00e7\u00e3o para a compet\u00eancia interna seria a mesma, de encaminhamento dos autos \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o, pois a discuss\u00e3o tratada permaneceria no \u00e2mbito da responsabilidade civil do Estado e, portanto, na compet\u00eancia das Turmas da Primeira Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, n\u00e3o \u00e9 o contrato de seguro que estar\u00e1 em discuss\u00e3o, mas a responsabilidade extracontratual do Estado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>De modo id\u00eantico, caso inexistisse a concess\u00e3o da rodovia e o Estado de S\u00e3o Paulo a administrasse diretamente, a seguradora, sub-rogada nos direitos do segurado acidentado, usu\u00e1rio da estrada, ingressaria com a mesma a\u00e7\u00e3o diretamente contra o Estado, pelas mesmas raz\u00f5es invocadas na inicial, pois n\u00e3o haveria concession\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Portanto, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o contrato de concess\u00e3o que estar\u00e1 em discuss\u00e3o, mas a responsabilidade extracontratual do Estado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-15-2-2-resultado-final\"><a>15.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ o julgamento de a\u00e7\u00e3o regressiva por sub-roga\u00e7\u00e3o da seguradora nos direitos do segurado movida por aquela contra concession\u00e1ria de rodovia estadual, em raz\u00e3o de acidente de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:file {\"id\":949404,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/01\/18091516\/stj-718.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/01\/18091516\/stj-718.pdf\">stj-718<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2022\/01\/18091516\/stj-718.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 718 do STJ COMENTADO pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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