{"id":910077,"date":"2021-11-17T03:51:29","date_gmt":"2021-11-17T06:51:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=910077"},"modified":"2021-11-17T03:51:35","modified_gmt":"2021-11-17T06:51:35","slug":"informativo-stf-1036-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1036-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1036 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1036 do STF <strong>COMENTADO <\/strong>pintando na telinha!<\/p>\n<p>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/11\/17035114\/stf-1036.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_SZ4vGyaw1D8\"><div id=\"lyte_SZ4vGyaw1D8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/SZ4vGyaw1D8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/SZ4vGyaw1D8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/SZ4vGyaw1D8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc87701463\"><\/a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701464\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Interrup\u00e7\u00e3o de fornecimento de energia el\u00e9trica e compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Compete \u00e0 Uni\u00e3o definir regras de suspens\u00e3o e interrup\u00e7\u00e3o do fornecimento dos servi\u00e7os de energia el\u00e9trica.<\/strong><\/p>\n<p>ADI 5798\/TO, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 3.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701465\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O STF recebeu\u00a0a ADI ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Energia El\u00e9trica (Abradee) contra o artigo 1\u00ba, da Lei n\u00ba 3244\/2017, do Estado do Tocantins. A norma pro\u00edbe a suspens\u00e3o do fornecimento de energia el\u00e9trica e \u00e1gua tratada pelas concession\u00e1rias locais, por falta de pagamento dos usu\u00e1rios, entre 12h da sexta-feira e 8h da segunda-feira, bem como entre 12h do dia \u00fatil anterior e 8h do dia subsequente a feriado nacional, estadual ou municipal.<\/p>\n<p>Consta da a\u00e7\u00e3o que a norma questionada usurpou a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre energia el\u00e9trica (artigo 21, inciso XII, al\u00ednea \u201cb\u201d, e artigo 22, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), al\u00e9m de violar a reserva de lei da Uni\u00e3o para dispor sobre o regime das empresas concession\u00e1rias e permission\u00e1rias de servi\u00e7o p\u00fablico federal e sobre os direitos dos usu\u00e1rios (artigo 175,\u00a0<em>caput<\/em>\u00a0e par\u00e1grafo \u00fanico, incisos I e II da CF). Segundo a ADI, a lei tamb\u00e9m fere princ\u00edpio do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro dos contratos de concess\u00e3o (artigo 37, inciso XXI, da CF).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701466\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701467\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 21. Compete \u00e0 Uni\u00e3o: (&#8230;) XII &#8211; explorar, diretamente ou mediante autoriza\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o ou permiss\u00e3o: (&#8230;) b) os servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica e o aproveitamento energ\u00e9tico dos cursos de \u00e1gua, em articula\u00e7\u00e3o com os Estados onde se situam os potenciais hidroenerg\u00e9ticos;<\/p>\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) IV &#8211; \u00e1guas, energia, inform\u00e1tica, telecomunica\u00e7\u00f5es e radiodifus\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701468\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Houve invas\u00e3o de compet\u00eancias?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Cabe \u00e0 Uni\u00e3o, de forma privativa, legislar sobre energia, bem como dispor acerca do regime de explora\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de energia el\u00e9trica, a\u00ed inclu\u00eddas as medidas de suspens\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o de seu fornecimento.<\/p>\n<p>No caso, <strong>a norma impugnada n\u00e3o se restringiu \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do consumidor, pois, ao estipular regras pertinentes \u00e0 suspens\u00e3o do fornecimento dos servi\u00e7os de energia el\u00e9trica,<\/strong> interferiu efetivamente no conte\u00fado dos contratos administrativos firmados entre a Uni\u00e3o e as respectivas empresas concession\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701469\"><\/a>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201cde energia el\u00e9trica\u201d constante do art. 1\u00ba da Lei 3.244\/2017 do Estado do Tocantins. Vencido o ministro Edson Fachin.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701470\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trotes telef\u00f4nicos e compet\u00eancia estadual<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 constitucional norma estadual que determine que as prestadoras de servi\u00e7o telef\u00f4nico s\u00e3o obrigadas a fornecer, sob pena de multa, os dados pessoais dos usu\u00e1rios de terminais utilizados para passar trotes aos servi\u00e7os de emerg\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>ADI 4924\/DF, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento em 4.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701471\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) apresentou a ADI 4924 no STF contra lei do Estado do Paran\u00e1 que imp\u00f5e \u00e0s prestadoras de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es a obriga\u00e7\u00e3o de informar os dados dos propriet\u00e1rios de linhas telef\u00f4nicas que acionarem indevidamente os servi\u00e7os de atendimento de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>A Lei Estadual 17.707\/2012 cria multa ao propriet\u00e1rio de linha telef\u00f4nica pelo acionamento de servi\u00e7os de remo\u00e7\u00f5es, resgates, combate a inc\u00eandios, ocorr\u00eancias policiais ou atendimento de desastres considerados \u201cindevidos\u201d \u2013 originados de m\u00e1-f\u00e9 ou que n\u00e3o corresponda a uma situa\u00e7\u00e3o real. Os \u00f3rg\u00e3os acionados por esse tipo de chamada devem anotar o n\u00famero da liga\u00e7\u00e3o recebida e comunicar as empresas de telefonia, que devem informar os dados do propriet\u00e1rio da linha. Ainda de acordo com\u00a0a norma, se as operadoras n\u00e3o fornecerem as informa\u00e7\u00f5es em at\u00e9 30 dais, est\u00e3o sujeitas a multas. A motiva\u00e7\u00e3o, segundo a justificativa da Assembleia Legislativa do Paran\u00e1, \u00e9 evitar os gastos desnecess\u00e1rios com acionamentos indevidos dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701472\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701473\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;) X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o; (&#8230;) XII &#8211; \u00e9 inviol\u00e1vel o sigilo da correspond\u00eancia e das comunica\u00e7\u00f5es telegr\u00e1ficas, de dados e das comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, salvo, no \u00faltimo caso, por ordem judicial, nas hip\u00f3teses e na forma que a lei estabelecer para fins de investiga\u00e7\u00e3o criminal ou instru\u00e7\u00e3o processual penal;<\/p>\n<p>Art. 21. Compete \u00e0 Uni\u00e3o: (&#8230;) XI &#8211; explorar, diretamente ou mediante autoriza\u00e7\u00e3o, concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, nos termos da lei, que dispor\u00e1 sobre a organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o regulador e outros aspectos institucionais<\/p>\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) IV &#8211; \u00e1guas, energia, inform\u00e1tica, telecomunica\u00e7\u00f5es e radiodifus\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701474\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A norma encontra amparo na CF?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Sob o aspecto formal, n\u00e3o h\u00e1 se falar em viola\u00e7\u00e3o aos arts. 21, XI, e art. 22, IV, da CF, pois n\u00e3o h\u00e1 qualquer regra relativa \u00e0 efetiva presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, \u00e0s rela\u00e7\u00f5es da concession\u00e1ria com o usu\u00e1rio, aos padr\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o ou ao equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato.<\/p>\n<p>No mesmo sentido, <strong>n\u00e3o h\u00e1 qualquer inconstitucionalidade material por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 intimidade, \u00e0 vida privada ou ao direito de prote\u00e7\u00e3o dos dados dos usu\u00e1rios, bem como \u00e0 cl\u00e1usula de reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong>, nos termos estabelecidos pelo art. 5\u00ba, X e XII, da CF.<\/p>\n<p>O afastamento parcial desses preceitos constitucionais em casos de \u201ctrotes telef\u00f4nicos\u201d constitui medida PROPORCIONAL e NECESS\u00c1RIA \u00e0 <u>garantia da presta\u00e7\u00e3o eficiente dos servi\u00e7os de emerg\u00eancia contra a pr\u00e1tica de il\u00edcitos administrativos, inexistindo qualquer outra medida que favore\u00e7a a higidez dessas atividades<\/u>, que envolvem o atendimento a direitos fundamentais de terceiros, com um menor grau de afeta\u00e7\u00e3o dos direitos contrapostos.<\/p>\n<p><strong>Destaque-se que a autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para o acesso administrativo de dados cadastrais n\u00e3o significa que o Poder Executivo estadual esteja autorizado a monitorar ou acessar indiscriminadamente os dados pessoais de todos os cidad\u00e3os<\/strong>. A lei deve estabelecer uma finalidade claramente delimitada para acesso aos dados, com hip\u00f3teses legais espec\u00edficas e a possibilidade de controle posterior que devem ser interpretadas de acordo com os dispositivos constitucionais indicados, de modo a se manter h\u00edgida a norma e o objetivo previsto pelo legislador estadual.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701475\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, conheceu em parte da a\u00e7\u00e3o direta e, na parte conhecida, julgou improcedente o pedido formulado para declarar a constitucionalidade do art. 2\u00ba,\u00a0caput\u00a0e \u00a7 1\u00ba, da Lei 17.107\/2012 do Estado do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701476\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Controle concentrado de constitucionalidade de norma municipal por Tribunal de Justi\u00e7a em face da CF\/1988<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 constitucional o dispositivo de constitui\u00e7\u00e3o estadual que confere ao tribunal de justi\u00e7a local a prerrogativa de processar e julgar a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade contra leis e atos normativos municipais tendo como par\u00e2metro a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, desde que se trate de normas de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria pelos estados<\/strong><\/p>\n<p>ADI 5647\/AP, relatora Min. Rosa Weber, julgamento virtual finalizado em 3.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701477\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, ajuizou as ADIs 5646 e 5647 no STF para questionar dispositivos das Constitui\u00e7\u00f5es de Sergipe e do Amap\u00e1, respectivamente, que conferem aos Tribunais de Justi\u00e7a dos dois estados a prerrogativa de processar e julgar a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade\u00a0contra leis ou atos municipais tendo como par\u00e2metro a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>Segundo as ADIs, o sistema de controle concentrado de constitucionalidade, na esfera estadual, n\u00e3o admite ado\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica como par\u00e2metro para exame de compatibilidade de normas municipais, papel que cabe ao STF.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701478\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701479\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tudo certo?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!<\/strong><\/p>\n<p>O artigo 125 (par\u00e1grafo 2\u00ba) da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que institui o controle de constitucionalidade de leis estaduais e municipais por Tribunal de Justi\u00e7a, confere aos estados um instrumento para assegurar o respeito \u00e0 ordem jur\u00eddica, de modo a garantir a supremacia constitucional.<\/p>\n<p>Por sinal, as normas constitucionais de reprodu\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, por possu\u00edrem validade nacional, integram a ordem jur\u00eddica dos estados-membros ainda quando omissas em suas Constitui\u00e7\u00f5es estaduais, inexistindo qualquer discricionariedade em sua incorpora\u00e7\u00e3o pelo ordenamento local.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701480\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 CF ao art. 133, II,\u00a0m, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Amap\u00e1.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701481\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Defensores p\u00fablicos e inscri\u00e7\u00e3o na OAB<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 inconstitucional a exig\u00eancia de inscri\u00e7\u00e3o do Defensor P\u00fablico nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>RE 1240999\/SP, relator Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 3.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701482\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A OAB questiona com unhas e dentes ac\u00f3rd\u00e3o do STJ que garantiu Defensores P\u00fablicos de S\u00e3o Paulo a faculdade de permanecer (ou n\u00e3o) associados \u00e0 OAB. O STJ entendeu que os defensores p\u00fablicos n\u00e3o precisam estar inscritos na OAB para que possam exercer suas atividades, pois se trata de carreira sujeita a regime pr\u00f3prio e estatutos espec\u00edficos, submetendo-se \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o disciplinar por \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios, e n\u00e3o pela OAB.<\/p>\n<p>No recurso ao STF, a OAB sustenta que os defensores p\u00fablicos exercem advocacia, o que os obrigaria \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o na Ordem. Assenta ainda que a legisla\u00e7\u00e3o funcional dos defensores n\u00e3o substitui a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9tico-disciplinar imposta pelo estatuto da OAB.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701483\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701484\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 8.906\/1994:<\/p>\n<p>Art. 3\u00ba O exerc\u00edcio da atividade de advocacia no territ\u00f3rio brasileiro e a denomina\u00e7\u00e3o de advogado s\u00e3o privativos dos inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), \u00a7 1\u00ba Exercem atividade de advocacia, sujeitando-se ao regime desta lei, al\u00e9m do regime pr\u00f3prio a que se subordinem, os integrantes da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, da Procuradoria da Fazenda Nacional, da Defensoria P\u00fablica e das Procuradorias e Consultorias Jur\u00eddicas dos Estados, do Distrito Federal, dos Munic\u00edpios e das respectivas entidades de administra\u00e7\u00e3o indireta e fundacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>LC 80\/1994:<\/p>\n<p>Art. 4\u00ba S\u00e3o fun\u00e7\u00f5es institucionais da Defensoria P\u00fablica, dentre outras: (&#8230;) \u00a7 6\u00ba A capacidade postulat\u00f3ria do Defensor P\u00fablico decorre exclusivamente de sua nomea\u00e7\u00e3o e posse no cargo p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701485\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Necess\u00e1ria a inscri\u00e7\u00e3o dos defensores p\u00fablicos na OAB?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se harmoniza com a CF o art. 3\u00ba da Lei 8.906\/1994 ao estatuir a dupla sujei\u00e7\u00e3o ao regime jur\u00eddico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao da Defensoria P\u00fablica, federal ou estadual.<\/p>\n<p>O art. 4\u00ba, \u00a7 6\u00ba, da Lei Complementar (LC) 80\/1994, na reda\u00e7\u00e3o dada pela LC 132\/2009<u>, prev\u00ea que a capacidade postulat\u00f3ria do defensor p\u00fablico decorre exclusivamente de sua nomea\u00e7\u00e3o e posse no cargo p\u00fablico<\/u>, o que torna IRRELEVANTE, sob o prisma jur\u00eddico-processual, a sua inscri\u00e7\u00e3o nos quadros da OAB.<\/p>\n<p><strong>Os defensores p\u00fablicos, uma vez devidamente investidos no cargo p\u00fablico, ficam terminantemente proibidos de exercer a advocacia privada \u00e0 margem de suas atribui\u00e7\u00f5es<\/strong>, encerrando-se, por imposi\u00e7\u00e3o constitucional, seu v\u00ednculo com a OAB. Al\u00e9m disso, sujeitam-se EXCLUSIVAMENTE ao Estatuto da Defensoria P\u00fablica, <strong>submetendo-se \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o disciplinar por \u00f3rg\u00e3os pr\u00f3prios no que tange \u00e0 sua conduta administrativa<\/strong>, embora ocorra inteira liberdade de atua\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio da atividade-fim.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701486\"><\/a>4.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, apreciando o\u00a0Tema 1074\u00a0da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio. Vencidos os ministros Marco Aur\u00e9lio e Dias Toffoli.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701487\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Acesso \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o e servi\u00e7o municipal de presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n<p><strong>Munic\u00edpios podem instituir a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/strong><\/p>\n<p>ADPF 279\/SP, relatora Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento em 3.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701488\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADPF 279 por meio da qual questiona leis municipais de Diadema (SP) que tratam da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia jur\u00eddica e da Defensoria P\u00fablica.<\/p>\n<p>De acordo com a PGR, a atua\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios na edi\u00e7\u00e3o de leis sobre assist\u00eancia jur\u00eddica e Defensoria P\u00fablica viola o princ\u00edpio do pacto federativo. Isso porque se trataria de mat\u00e9ria de compet\u00eancia legislativa concorrente (artigo 24, inciso XIII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal), cabendo \u00e0 Uni\u00e3o estabelecer as normas gerais e aos estados e ao Distrito Federal disporem de forma suplementar (artigo 24, par\u00e1grafos 1\u00ba e 2\u00ba, da CF).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701489\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701490\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;) LXXIV &#8211; o Estado prestar\u00e1 assist\u00eancia jur\u00eddica integral e gratuita aos que comprovarem insufici\u00eancia de recursos;<\/p>\n<p>Art. 23. \u00c9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios: (&#8230;) X &#8211; combater as causas da pobreza e os fatores de marginaliza\u00e7\u00e3o, promovendo a integra\u00e7\u00e3o social dos setores desfavorecidos;<\/p>\n<p>Art. 30. Compete aos Munic\u00edpios:\u00a0I &#8211; legislar sobre assuntos de interesse local;\u00a0II &#8211; suplementar a legisla\u00e7\u00e3o federal e a estadual no que couber; (&#8230;) V &#8211; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, os servi\u00e7os p\u00fablicos de interesse local, inclu\u00eddo o de transporte coletivo, que tem car\u00e1ter essencial;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701491\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Podem os Munic\u00edpios instituir assist\u00eancia judici\u00e1ria \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sem problemas!!!<\/strong><\/p>\n<p>A presta\u00e7\u00e3o desse servi\u00e7o p\u00fablico para aux\u00edlio da popula\u00e7\u00e3o economicamente vulner\u00e1vel n\u00e3o visa substituir a atividade prestada pela Defensoria P\u00fablica. O servi\u00e7o municipal atua de forma SIMULT\u00c2NEA. <strong>Trata-se de mais um espa\u00e7o para garantia de acesso \u00e0 jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong> (CF, art. 5\u00ba, LXXIV).<\/p>\n<p>Os munic\u00edpios det\u00eam compet\u00eancia para legislar sobre assuntos de interesse local, decorr\u00eancia do poder de autogoverno e de autoadministra\u00e7\u00e3o. <strong>Assim, cabe \u00e0 administra\u00e7\u00e3o municipal estar atenta \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o, organizando e prestando os servi\u00e7os p\u00fablicos de interesse local<\/strong> (CF, art. 30, I, II e V).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <u>a compet\u00eancia material para o combate \u00e0s causas e ao controle das condi\u00e7\u00f5es dos vulner\u00e1veis em raz\u00e3o da pobreza e para a assist\u00eancia aos desfavorecidos \u00e9<\/u> COMUM a todos os entes federados (CF, art. 23, X).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701492\"><\/a>5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses fundamentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental. Vencido o ministro Nunes Marques.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701493\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Contrato de parceria entre sal\u00e3o de beleza e profissionais do ramo da est\u00e9tica<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>1) \u00c9 constitucional a celebra\u00e7\u00e3o de contrato civil de parceria entre sal\u00f5es de beleza e profissionais do setor, nos termos da Lei 13.352, de 27 de outubro de 2016; 2) \u00c9 nulo o contrato civil de parceria referido, quando utilizado para dissimular rela\u00e7\u00e3o de emprego de fato existente, a ser reconhecida sempre que se fizerem presentes seus elementos caracterizadores.<\/strong><\/p>\n<p>ADI 5625\/DF, relator Min Edson Fachin, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Nunes Marques, (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701494\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O STF recebeu a ADI 5625 ajuizada contra lei que disp\u00f5e sobre o contrato de parceria entre profissionais que exercem as atividades de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, manicure, pedicure, depilador, maquiador e pessoas jur\u00eddicas registradas como sal\u00e3o de beleza.<\/p>\n<p>A famigerada lei, conhecida como sal\u00e3o-parceiro, foi criada com o intuito de possibilitar a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais de beleza na forma de pessoa jur\u00eddica. Tal disposi\u00e7\u00e3o \u201cprecarizaria o trabalho no setor de embelezamento ao possibilitar a denominada \u2018<strong>pejotiza\u00e7\u00e3o\u2019<\/strong>\u201d, uma vez que promove preju\u00edzos aos trabalhadores dessas categorias profissionais que n\u00e3o ter\u00e3o mais o direito de receber verbas trabalhistas decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701495\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701496\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CLT:<\/p>\n<p>Art. 9\u00ba &#8211; Ser\u00e3o nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplica\u00e7\u00e3o dos preceitos contidos na presente Consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701497\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 V\u00e1lida a norma questionada?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a celebra\u00e7\u00e3o de \u201ccontrato de parceria\u201d entre sal\u00f5es de beleza e profissionais do setor, desde que n\u00e3o haja a inten\u00e7\u00e3o de burlar normas trabalhistas.<\/p>\n<p>A Lei 13.352\/2016, conhecida como Lei do Sal\u00e3o-Parceiro, <u>consagrou, formalmente, o contrato de parceria entre sal\u00e3o de beleza e profissionais do ramo da est\u00e9tica, bem como permitiu que os trabalhadores envolvidos sa\u00edssem da informalidade<\/u>.<\/p>\n<p>A norma impugnada previu situa\u00e7\u00e3o de igualdade contratual com eleva\u00e7\u00e3o do patamar dos trabalhadores do segmento da beleza de forma ison\u00f4mica e parit\u00e1ria. Ademais, permitiu remunera\u00e7\u00e3o mais vantajosa que o sal\u00e1rio previamente fixado, al\u00e9m de reconhecer alta dignifica\u00e7\u00e3o profissional. N\u00e3o caracterizada, portanto, qualquer viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho.<\/p>\n<p><strong>Os contratos de parceria que dissimulem v\u00ednculos empregat\u00edcios ser\u00e3o nulos \u00e0 luz do princ\u00edpio da primazia da realidade<\/strong>, consagrado no art. 9\u00ba da CLT. Nessas situa\u00e7\u00f5es, o v\u00ednculo empregat\u00edcio ser\u00e1 reconhecido\u00a0<strong>in concreto<\/strong>\u00a0pelas autoridades p\u00fablicas, com todas as consequ\u00eancias legais da\u00ed resultantes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701498\"><\/a>6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a\u00e7\u00e3o direta, declarando a constitucionalidade da Lei 13.352\/2016. Vencidos os ministros Edson Fachin (relator) e Rosa Weber.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701499\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Defensoria P\u00fablica: presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia jur\u00eddica a pessoas jur\u00eddicas e capacidade postulat\u00f3ria dos defensores p\u00fablicos<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Defensoria P\u00fablica pode prestar assist\u00eancia jur\u00eddica \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que preencham os requisitos constitucionais.<\/strong><\/p>\n<p>ADI 4636\/DF, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 3.11.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701500\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ajuizou no STF a ADI 4636 contra a norma que autoriza os defensores p\u00fablicos a atuarem em favor de pessoas jur\u00eddicas, bem como dispensa o registro profissional para exercer as atividades do cargo.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o aponta a inconstitucionalidade do termo \u201ce jur\u00eddicas\u201d inclu\u00eddo no inciso V, e a \u00edntegra do par\u00e1grafo 6\u00ba, ambos do artigo 4\u00ba da Lei Complementar 80\/1994, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar 132\/2009.Essa lei \u00e9 respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios e re\u00fane as normas gerais para a organiza\u00e7\u00e3o das Defensorias nos Estados.<\/p>\n<p>De acordo com a OAB, os dispositivos apontados s\u00e3o inconstitucionais porque contrariam os artigos 5\u00ba, inciso LXXIV, e 134 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal ao admitir o \u201cextrapolamento do campo de atua\u00e7\u00e3o da Defensoria P\u00fablica para al\u00e9m da premissa estabelecida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701501\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701502\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;) LXXIV &#8211; o Estado prestar\u00e1 assist\u00eancia jur\u00eddica integral e gratuita aos que comprovarem insufici\u00eancia de recursos;<\/p>\n<p>Art. 134. A Defensoria P\u00fablica \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como express\u00e3o e instrumento do regime democr\u00e1tico, fundamentalmente, a orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, na forma do\u00a0inciso LXXIV do art. 5\u00ba desta Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701503\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Defensoria p\u00fablica para PJs?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>T\u00e1 valendo!!!!<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 a possibilidade de que pessoas jur\u00eddicas sejam, de fato, hipossuficientes. <u>As express\u00f5es \u201cinsufici\u00eancia de recursos\u201d e \u201cnecessitados\u201d podem aplicar-se tanto \u00e0s pessoas f\u00edsicas quanto \u00e0s pessoas jur\u00eddicas<\/u>.<\/p>\n<p><strong>Os defensores p\u00fablicos n\u00e3o precisam estar inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es institucionais<\/strong>.<\/p>\n<p>A capacidade postulat\u00f3ria do defensor p\u00fablico decorre de nomea\u00e7\u00e3o e posse no cargo. Os defensores p\u00fablicos n\u00e3o s\u00e3o advogados p\u00fablicos, pois possuem regime disciplinar pr\u00f3prio e t\u00eam sua capacidade postulat\u00f3ria decorrente diretamente da Constitui\u00e7\u00e3o em se\u00e7\u00e3o \u00e0 parte no texto constitucional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701504\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses fundamentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o direta e conferiu, ainda, interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o ao art. 3\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei 8.906\/1994, declarando inconstitucional qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que resulte no condicionamento da capacidade postulat\u00f3ria dos membros da Defensoria P\u00fablica \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o dos defensores p\u00fablicos na OAB. Vencido o ministro Dias Toffoli.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc87701505\"><\/a>DIREITO PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701506\"><\/a>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Imprescritibilidade do crime de inj\u00faria racial<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p><strong>O crime de inj\u00faria racial, esp\u00e9cie do g\u00eanero racismo, \u00e9 imprescrit\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<p>HC 154248\/DF, relator Min. Edson Fachin, julgamento em 28.10.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701507\"><\/a>8.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Josefina, atualmente com 80 anos, foi condenada, em 2013, a um ano de reclus\u00e3o e 10 dias por ter ofendido uma frentista de posto de combust\u00edveis, chamando-a de \u201cnegrinha nojenta, ignorante e atrevida\u201d. A pr\u00e1tica foi enquadrada como crime de inj\u00faria qualificada pelo preconceito (artigo 140, par\u00e1grafo 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n<p>O STJ, em grau de recurso, negou a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade em decorr\u00eancia de j\u00e1 ter transcorrido a metade do prazo para a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva pelo Estado, ou seja, pelo fato de a mulher ter mais de 70 anos, o Estado n\u00e3o poderia mais executar a senten\u00e7a condenat\u00f3ria. Por\u00e9m, o STJ entendeu que a prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica ao crime de inj\u00faria racial, pois seria uma categoria do crime de racismo, que \u00e9 imprescrit\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701508\"><\/a>8.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701509\"><\/a>8.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CP\/1940:<\/p>\n<p>Art. 140. Injuriar algu\u00e9m, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de um a seis meses, ou multa. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba Se a inj\u00faria consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de elementos referentes a ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o, origem ou a condi\u00e7\u00e3o de pessoa idosa ou portadora de defici\u00eancia: Pena &#8211; reclus\u00e3o de um a tr\u00eas anos e multa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701510\"><\/a>8.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Inj\u00faria racial tamb\u00e9m \u00e9 imprescrit\u00edvel?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n<p><u>A pr\u00e1tica de injuria racial, prevista no art. 140, \u00a7 3\u00ba, do CP, traz em seu bojo o emprego de elementos associados aos que se definem como ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou origem para se ofender ou insultar algu\u00e9m<\/u>.<\/p>\n<p><strong>Consistindo o racismo em processo sistem\u00e1tico de discrimina\u00e7\u00e3o que elege a ra\u00e7a como crit\u00e9rio distintivo para estabelecer desvantagens valorativas<\/strong> e materiais, a inj\u00faria racial consuma os objetivos concretos da circula\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos e estigmas raciais.<\/p>\n<p>Nesse sentido, \u00e9 INSUBSISTENTE <u>a alega\u00e7\u00e3o de que h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica entre as condutas previstas na Lei 7.716\/1989 e aquela constante do art. 140, \u00a7 3\u00ba, do CP<\/u>. Em ambos os casos, h\u00e1 o emprego de elementos DISCRIMINAT\u00d3RIOS baseados naquilo que sociopoliticamente constitui ra\u00e7a, para a viola\u00e7\u00e3o, o ataque, a supress\u00e3o de direitos fundamentais do ofendido. Sendo assim, excluir o crime de inj\u00faria racial do \u00e2mbito do mandado constitucional de criminaliza\u00e7\u00e3o por meras considera\u00e7\u00f5es formalistas desprovidas de subst\u00e2ncia, por uma leitura geogr\u00e1fica apartada da busca da compreens\u00e3o do sentido e do alcance do mandado constitucional de criminaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 restringir-lhe indevidamente a aplicabilidade, negando-lhe vig\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701511\"><\/a>8.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, denegou a ordem de\u00a0habeas corpus, nos termos do voto do relator. Vencido o ministro Nunes Marques.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc87701512\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc87701513\"><\/a>9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Manifesta e grave ilegalidade na aus\u00eancia de realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia de cust\u00f3dia<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p><strong>A superveni\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento n\u00e3o torna superada a alega\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<\/strong><\/p>\n<p>HC 202579 AgR\/ES, relator Min. Nunes Marques, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Gilmar Mendes, julgamento em 26.10.2021 (Info 1036)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701514\"><\/a>9.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Jeremias Jr. (neto daquele da m\u00fasica Faroeste Caboclo) foi preso, mas sua audi\u00eancia de cust\u00f3dia n\u00e3o foi realizada. Inconformada, sua defesa impetrou Habeas Corpus, n\u00e3o foi conhecido em decis\u00e3o monocr\u00e1tica sob a alega\u00e7\u00e3o de que \u201cA superveni\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento e da senten\u00e7a condenat\u00f3ria torna superada a alega\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de audi\u00eancia de cust\u00f3dia\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc87701515\"><\/a>9.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701516\"><\/a>9.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A superveni\u00eancia da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o torna superada a aus\u00eancia de audi\u00eancia de cust\u00f3dia?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>A audi\u00eancia de cust\u00f3dia tem finalidades sist\u00eamicas totalmente DISTINTAS daquelas desempenhadas pela audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o e julgamento.<\/p>\n<p><strong>A audi\u00eancia de cust\u00f3dia possui limita\u00e7\u00f5es, pois n\u00e3o se pode antecipar o julgamento de m\u00e9rito do processo com aprofundamento instrut\u00f3rio<\/strong>. Contudo, tendo-se em vista que no ato h\u00e1 um contato da defesa com um juiz, <u>deve-se dar primazia ao exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio de modo oral e com imedia\u00e7\u00e3o, para controle da legalidade da pris\u00e3o e especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 revis\u00e3o de ilegalidades manifestas<\/u>.<\/p>\n<p>Ainda que eventualmente quest\u00f5es sobre a pris\u00e3o ou eventuais abusos possam ser levantadas pelas partes na audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o, deve-se perceber que tais quest\u00f5es seriam objeto de an\u00e1lise incidental, e n\u00e3o o tema central da audi\u00eancia a ser submetido ao contradit\u00f3rio. A depender da in\u00e9rcia das partes, esses pontos podem nem mesmo ser abordados.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, aceitar a supera\u00e7\u00e3o da necessidade de realiza\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia de cust\u00f3dia pelo transcurso do prazo e a ocorr\u00eancia da audi\u00eancia de instru\u00e7\u00e3o findaria por transmitir uma mensagem distorcida aos operadores do sistema criminal, no sentido da desnecessidade da medida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc87701517\"><\/a>9.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, a Segunda Turma,\u00a0diante do empate na vota\u00e7\u00e3o, deu parcial provimento aos agravos regimentais, para conceder parcialmente a ordem de\u00a0<strong>habeas corpus<\/strong>. Vencidos os ministros Nunes Marques (relator) e Edson Fachin, que negaram provimento aos recursos.<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":910078,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/11\/17035114\/stf-1036.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/11\/17035114\/stf-1036.pdf\">stf-1036<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/11\/17035114\/stf-1036.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1036 do STF COMENTADO pintando na telinha! Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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