{"id":887845,"date":"2021-10-18T22:34:14","date_gmt":"2021-10-19T01:34:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=887845"},"modified":"2021-10-18T22:34:15","modified_gmt":"2021-10-19T01:34:15","slug":"informativo-stj-711-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-711-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 711 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Bora para o Informativo n\u00ba 711 do STJ <strong>COMENTADO<\/strong>!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/18223403\/stj-711.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_4z30TzUioSE\"><div id=\"lyte_4z30TzUioSE\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/4z30TzUioSE\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/4z30TzUioSE\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/4z30TzUioSE\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681433\"><\/a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681434\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Atua\u00e7\u00e3o dentro dos limites da circunscri\u00e7\u00e3o e concess\u00e3o de di\u00e1rias aos Policiais Federais<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Policiais Federais fazem jus a pagamento de di\u00e1rias apenas no caso de deslocamentos que ultrapassem a circunscri\u00e7\u00e3o oficial da sua unidade de lota\u00e7\u00e3o, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por despesas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>REsp 1.542.852-PE, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 28\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681435\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Sindicato dos Policiais Federais do Estado de Pernambuco ajuizou a\u00e7\u00e3o por meio da qual questiona a legalidade do ato normativo da Uni\u00e3o que limitou o pagamento das di\u00e1rias apenas aos deslocamentos que ultrapassem a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o dos servidores, no caso, a circunscri\u00e7\u00e3o oficial da sua unidade de lota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Conforme o sindicato, a concess\u00e3o o pagamento das di\u00e1rias deveria ocorrer em raz\u00e3o das miss\u00f5es que ocorressem fora da sede a qual os servidores estivessem lotados, ainda que dentro da mesma circunscri\u00e7\u00e3o. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681436\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681437\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n<p>Art.\u00a058.\u00a0\u00a0O servidor que, a servi\u00e7o, afastar-se da sede em car\u00e1ter eventual ou transit\u00f3rio para outro ponto do territ\u00f3rio nacional ou para o exterior, far\u00e1 jus a passagens e di\u00e1rias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordin\u00e1ria com pousada, alimenta\u00e7\u00e3o e locomo\u00e7\u00e3o urbana, conforme dispuser em regulamento.<\/p>\n<ul>\n<li>1<u><sup>o<\/sup><\/u>A di\u00e1ria ser\u00e1 concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento n\u00e3o exigir pernoite fora da sede, ou quando a Uni\u00e3o custear, por meio diverso, as despesas extraordin\u00e1rias cobertas por di\u00e1rias.<\/li>\n<li>2<u><sup>o<\/sup><\/u>Nos casos em que o deslocamento da sede constituir exig\u00eancia permanente do cargo, o servidor n\u00e3o far\u00e1 jus a di\u00e1rias.<\/li>\n<li>3<u><sup>o<\/sup><\/u>Tamb\u00e9m n\u00e3o far\u00e1 jus a di\u00e1rias o servidor que se deslocar dentro da mesma regi\u00e3o metropolitana, aglomera\u00e7\u00e3o urbana ou microrregi\u00e3o, constitu\u00eddas por munic\u00edpios lim\u00edtrofes e regularmente institu\u00eddas, ou em \u00e1reas de controle integrado mantidas com pa\u00edses lim\u00edtrofes, cuja jurisdi\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os, entidades e servidores brasileiros considera-se estendida, salvo se houver pernoite fora da sede, hip\u00f3teses em que as di\u00e1rias pagas ser\u00e3o sempre as fixadas para os afastamentos dentro do territ\u00f3rio nacional.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<p>Art. 144. A seguran\u00e7a p\u00fablica, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, \u00e9 exercida para a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e da incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio, atrav\u00e9s dos seguintes \u00f3rg\u00e3os:<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A pol\u00edcia federal, institu\u00edda por lei como \u00f3rg\u00e3o permanente, organizado e mantido pela Uni\u00e3o e estruturado em carreira, destina-se a<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; apurar infra\u00e7\u00f5es penais contra a ordem pol\u00edtica e social ou em detrimento de bens, servi\u00e7os e interesses da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas e empresas p\u00fablicas, assim como outras infra\u00e7\u00f5es cuja pr\u00e1tica tenha repercuss\u00e3o interestadual ou internacional e exija repress\u00e3o uniforme, segundo se dispuser em lei;<\/p>\n<p>II &#8211; prevenir e reprimir o tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem preju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria e de outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos nas respectivas \u00e1reas de compet\u00eancia;<\/p>\n<p>III &#8211; exercer as fun\u00e7\u00f5es de pol\u00edcia mar\u00edtima, aeroportu\u00e1ria e de fronteiras:<\/p>\n<p>IV &#8211; exercer, com exclusividade, as fun\u00e7\u00f5es de pol\u00edcia judici\u00e1ria da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681438\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Devidas as di\u00e1rias?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente no caso de deslocamentos que ultrapassem a circunscri\u00e7\u00e3o oficial!!!<\/strong><\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia consiste em saber se os deslocamentos praticados por policiais federais dentro dos limites da circunscri\u00e7\u00e3o a qual vinculados constituem exig\u00eancia permanente do cargo ou atividade de natureza excepcional (eventual ou transit\u00f3ria).<\/p>\n<p>\u00c9 que, no primeiro caso, aplica-se a restri\u00e7\u00e3o ao pagamento prevista no art. 58, \u00a7\u00a7 2\u00ba e 3\u00ba da Lei n. 8.112\/1990, enquanto na segunda hip\u00f3tese valeria a regra do\u00a0<em>caput<\/em>\u00a0do referido dispositivo: Art. 58. O servidor que, a servi\u00e7o, afastar-se da sede em car\u00e1ter eventual ou transit\u00f3rio para outro ponto do territ\u00f3rio nacional ou para o exterior, far\u00e1 jus a passagens e di\u00e1rias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordin\u00e1ria com pousada, alimenta\u00e7\u00e3o e locomo\u00e7\u00e3o urbana, conforme dispuser em regulamento. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n. 9.527, de 10\/12\/1997).<\/p>\n<p><u>A Constitui\u00e7\u00e3o estabelece (art. 144, \u00a71\u00ba) as atribui\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia federal, estando a quase totalidade delas associadas \u00e0 possibilidade de deslocamentos para al\u00e9m do espa\u00e7o f\u00edsico em que localizada a sede de cada departamento de pol\u00edcia<\/u>.<\/p>\n<p>As apura\u00e7\u00f5es de crimes de repercuss\u00e3o interestadual ou internacional, o combate ao tr\u00e1fico internacional de drogas, a pol\u00edcia mar\u00edtima, a\u00e9rea e de fronteiras s\u00e3o atividades que, de regra<strong>, reclamam a permanente disponibilidade do agente para atua\u00e7\u00e3o al\u00e9m da unidade f\u00edsica a qual o policial federal est\u00e1 vinculado, ainda que o deslocamento n\u00e3o se opere diariamente<\/strong>.<\/p>\n<p>A bem da verdade, a pr\u00e1tica de miss\u00f5es, opera\u00e7\u00f5es, cumprimento de mandados, que exige constante deslocamento, comp\u00f5e a rotina policial, sendo os servi\u00e7os de natureza exclusivamente burocr\u00e1tica ou de escrit\u00f3rio a exce\u00e7\u00e3o \u00e0quela regra.<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o ao art. 58, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, da Lei n. 8.112\/1990 o ato normativo da Uni\u00e3o que tenha limitado o pagamento das di\u00e1rias apenas aos deslocamentos que ultrapassem a \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o dos servidores, no caso, a circunscri\u00e7\u00e3o oficial da sua unidade de lota\u00e7\u00e3o. Afinal, <strong>apenas o exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es fora do seu \u00e2mbito de atua\u00e7\u00e3o pode ser considerado eventual e transit\u00f3rio<\/strong> e, como tal, ensejar o pagamento das di\u00e1rias, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por despesas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681439\"><\/a>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Policiais Federais fazem jus a pagamento de di\u00e1rias apenas no caso de deslocamentos que ultrapassem a circunscri\u00e7\u00e3o oficial da sua unidade de lota\u00e7\u00e3o, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por despesas extraordin\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681440\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 In dubio pro societate e decis\u00e3o do recebimento da a\u00e7\u00e3o de improbidade<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>A decis\u00e3o de recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o pode limitar-se ao fundamento de in dubio pro societate.<\/p>\n<p>REsp 1.570.000-RN, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Rel. Acd. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por maioria, julgado em 28\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681441\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Uma Universidade Federal contratou servi\u00e7os de advocacia por meio de inexigibilidade de licita\u00e7\u00e3o. N\u00e3o bastasse isso, ainda terminou por contratar mediante vultosa remunera\u00e7\u00e3o Dr. Creisson, que j\u00e1 era servidor e professor na referida universidade.<\/p>\n<p>Quando a hist\u00f3ria veio ao conhecimento p\u00fablico, foi ajuizada a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa questionando v\u00e1rios pontos da contrata\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que os elementos de prova constantes do processo n\u00e3o eram l\u00e1 t\u00e3o robustos&#8230; Seria poss\u00edvel o recebimento da a\u00e7\u00e3o com base unicamente no princ\u00edpio do <em>in dubio pro societate<\/em>?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681442\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681443\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 8.429\/1992:<\/p>\n<p>Art. 17. A a\u00e7\u00e3o principal, que ter\u00e1 o rito ordin\u00e1rio, ser\u00e1 proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico ou pela pessoa jur\u00eddica interessada, dentro de trinta dias da efetiva\u00e7\u00e3o da medida cautelar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 489. S\u00e3o elementos essenciais da senten\u00e7a:<\/p>\n<ul>\n<li>3\u00ba A decis\u00e3o judicial deve ser interpretada a partir da conjuga\u00e7\u00e3o de todos os seus elementos e em conformidade com o princ\u00edpio da boa-f\u00e9.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681444\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel o recebimento da a\u00e7\u00e3o com base unicamente no <em>in dubio pro societate<\/em>?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>Em face dos princ\u00edpios a que est\u00e1 submetida a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (art. 37 da CF\/1988) e a sua supremacia, sendo seus representantes os agentes p\u00fablicos pass\u00edveis de serem alcan\u00e7ados pela lei de improbidade, o legislador quis impedir o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es temer\u00e1rias, evitando, com isso, al\u00e9m de eventuais persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e o descr\u00e9dito social de atos ou decis\u00f5es pol\u00edtico-administrativos leg\u00edtimos, a puni\u00e7\u00e3o de administradores ou de agentes p\u00fablicos inexperientes, in\u00e1beis ou que fizeram uma m\u00e1 op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na ger\u00eancia da coisa p\u00fablica ou na pr\u00e1tica de atos administrativos, sem m\u00e1-f\u00e9 ou inten\u00e7\u00e3o de lesar o er\u00e1rio ou de enriquecimento.<\/p>\n<p><u>N\u00e3o se pode ignorar, por\u00e9m, que, na fase preliminar, o magistrado atua em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, n\u00e3o se aprofundando no exame de m\u00e9rito da pretens\u00e3o sancionat\u00f3ria, de sorte que, se os ind\u00edcios apresentados forem suficientes \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de d\u00favida quanto \u00e0 exist\u00eancia da pr\u00e1tica de ato \u00edmprobo, a inicial deve ser recebida, \u00e0 luz do princ\u00edpio in dubio pro societate<\/u>.<\/p>\n<p>Nesse contexto, o \u00a7 8\u00ba do art. 17 da Lei n. 8.429\/1992 estabelece que, &#8220;recebida a manifesta\u00e7\u00e3o, o juiz, no prazo de trinta dias, em decis\u00e3o fundamentada, rejeitar\u00e1 a a\u00e7\u00e3o, se convencido da inexist\u00eancia do ato de improbidade, da improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o ou da inadequa\u00e7\u00e3o da via eleita&#8221;.<\/p>\n<p><strong>A decis\u00e3o de recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial, inclu\u00edda a hip\u00f3tese de rejei\u00e7\u00e3o, deve ser adequada e especificamente motivada pelo magistrado<\/strong>, com base na an\u00e1lise dos elementos indici\u00e1rios apresentados, em cotejo com a causa de pedir delineada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Essa postura \u00e9 inclusive refor\u00e7ada, atualmente, pelos arts. 489, \u00a7 3\u00ba, e 927 do CPC\/2015.<\/p>\n<p>Nessa linha, conv\u00e9m anotar que a decis\u00e3o de recebimento da inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o pode limitar-se \u00e0 invoca\u00e7\u00e3o do in dubio pro societate, devendo, antes, ao menos, tecer coment\u00e1rios sobre os elementos indici\u00e1rios e a causa de pedir, ao mesmo tempo que, para a rejei\u00e7\u00e3o, deve bem delinear a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tico-probat\u00f3ria que lastreia os motivos de convic\u00e7\u00e3o externados pelo \u00f3rg\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681445\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de recebimento da peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o de improbidade n\u00e3o pode limitar-se ao fundamento de in dubio pro societate.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681446\"><\/a>DIREITO CIVIL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681447\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria e prescri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida representada por c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>A pretens\u00e3o de cobran\u00e7a, por meio de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, de d\u00edvida representada por c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio prescreve em cinco anos.<\/p>\n<p>REsp 1.940.996-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 27\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681448\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cobrotudo Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, com em base em c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio, arguindo que a a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, nesse caso, tem prescri\u00e7\u00e3o QUINQUENAL, prevista no art. 205 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>A r\u00e9, Pagonada S\/A, de maneira oposta, sustenta que deveria ser aplic\u00e1vel a prescri\u00e7\u00e3o TRIENAL de que trata a Lei Uniforme de Genebra, combinada com o artigo 44 da Lei n\u00ba 10.931\/2004.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681449\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681450\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 784. S\u00e3o t\u00edtulos executivos extrajudiciais:<\/p>\n<p>I &#8211; a letra de c\u00e2mbio, a nota promiss\u00f3ria, a duplicata, a deb\u00eanture e o cheque;<\/p>\n<p>II &#8211; a escritura p\u00fablica ou outro documento p\u00fablico assinado pelo devedor;<\/p>\n<p>III &#8211; o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;<\/p>\n<p>IV &#8211; o instrumento de transa\u00e7\u00e3o referendado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, pela Defensoria P\u00fablica, pela Advocacia P\u00fablica, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou mediador credenciado por tribunal;<\/p>\n<p>V &#8211; o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia e aquele garantido por cau\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>VI &#8211; o contrato de seguro de vida em caso de morte;<\/p>\n<p>VII &#8211; o cr\u00e9dito decorrente de foro e laud\u00eamio;<\/p>\n<p>VIII &#8211; o cr\u00e9dito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de im\u00f3vel, bem como de encargos acess\u00f3rios, tais como taxas e despesas de condom\u00ednio;<\/p>\n<p>IX &#8211; a certid\u00e3o de d\u00edvida ativa da Fazenda P\u00fablica da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, correspondente aos cr\u00e9ditos inscritos na forma da lei;<\/p>\n<p>X &#8211; o cr\u00e9dito referente \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias ou extraordin\u00e1rias de condom\u00ednio edil\u00edcio, previstas na respectiva conven\u00e7\u00e3o ou aprovadas em assembleia geral, desde que documentalmente comprovadas;<\/p>\n<p>XI &#8211; a certid\u00e3o expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas tabelas estabelecidas em lei;<\/p>\n<p>XII &#8211; todos os demais t\u00edtulos aos quais, por disposi\u00e7\u00e3o expressa, a lei atribuir for\u00e7a executiva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n<p>Art. 206. Prescreve:<\/p>\n<ul>\n<li>3\u00a0<u><sup>o\u00a0<\/sup><\/u>Em tr\u00eas anos:<\/li>\n<\/ul>\n<p>VIII &#8211; a pretens\u00e3o para haver o pagamento de t\u00edtulo de cr\u00e9dito, a contar do vencimento, ressalvadas as disposi\u00e7\u00f5es de lei especial;<\/p>\n<ul>\n<li>5\u00a0<u><sup>o\u00a0<\/sup><\/u>Em cinco anos:<\/li>\n<\/ul>\n<p>I &#8211; a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a de d\u00edvidas l\u00edquidas constantes de instrumento p\u00fablico ou particular;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 10.931\/2004:<\/p>\n<p>Art. 44. Aplica-se \u00e0s C\u00e9dulas de Cr\u00e9dito Banc\u00e1rio, no que n\u00e3o contrariar o disposto nesta Lei, a legisla\u00e7\u00e3o cambial, dispensado o protesto para garantir o direito de cobran\u00e7a contra endossantes, seus avalistas e terceiros garantidores.<\/p>\n<p>Art. 26. A C\u00e9dula de Cr\u00e9dito Banc\u00e1rio \u00e9 t\u00edtulo de cr\u00e9dito emitido, por pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, em favor de institui\u00e7\u00e3o financeira ou de entidade a esta equiparada, representando promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, de qualquer modalidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681451\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual o prazo prescricional aplic\u00e1vel?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Quinquenal!!!<\/strong><\/p>\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a definir o prazo prescricional aplic\u00e1vel \u00e0 pretens\u00e3o de cobran\u00e7a, por meio de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, de d\u00edvida representada por c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio.<\/p>\n<p><u>A a\u00e7\u00e3o cambial pode ser traduzida na nossa legisla\u00e7\u00e3o, em regra, como sendo a execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada<\/u>, pois os t\u00edtulos de cr\u00e9dito s\u00e3o definidos como t\u00edtulos executivos extrajudiciais (art. 784 do CPC\/2015).<\/p>\n<p>A execu\u00e7\u00e3o aparelhada com t\u00edtulo de cr\u00e9dito, isto \u00e9, fundada na declara\u00e7\u00e3o cartular, tem seu prazo prescricional regido pela Lei Uniforme de Genebra (LUG) ou pelo artigo 206, \u00a7 3\u00ba, VIII, do C\u00f3digo Civil, a depender do t\u00edtulo que a instrui. No caso espec\u00edfico da c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio, o artigo 44 da Lei n. 10.931\/2004 prev\u00ea que aplic\u00e1vel, no que couber, a legisla\u00e7\u00e3o cambial, de modo que o prazo \u00e9 o trienal estabelecido pela LUG.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 preciso consignar, por\u00e9m, que uma vez prescrita a pretens\u00e3o execut\u00f3ria, ainda \u00e9 poss\u00edvel que a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito se d\u00ea por meio de a\u00e7\u00f5es causais, pelo procedimento comum ou monit\u00f3rio<\/strong>, no qual o t\u00edtulo serve apenas como prova (documento probat\u00f3rio) e n\u00e3o mais como t\u00edtulo executivo extrajudicial (documento dispositivo), resumindo-se a discuss\u00e3o \u00e0 causa da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De fato, a\u00e7\u00e3o causal \u00e9 aquela baseada no neg\u00f3cio jur\u00eddico subjacente, que deu origem ao t\u00edtulo, tendo como causa de pedir o descumprimento do referido neg\u00f3cio. Nela n\u00e3o se discute o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o emergente do t\u00edtulo de cr\u00e9dito, mas o cumprimento da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica fundamental.<\/p>\n<p>Sendo assim, <u>o prazo prescricional para o ajuizamento das a\u00e7\u00f5es causais n\u00e3o \u00e9 o mesmo da a\u00e7\u00e3o cambial, da\u00ed porque \u00e9 inaplic\u00e1vel o prazo de 3 (tr\u00eas) de que trata a LUG<\/u>. A prescri\u00e7\u00e3o, na hip\u00f3tese, ir\u00e1 ser regulada pelo prazo que incide sobre o neg\u00f3cio jur\u00eddico subjacente.<\/p>\n<p>A c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio, nos termos do artigo 26 da Lei n. 10.931\/2004, representa promessa de pagamento em dinheiro, decorrente de opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, de qualquer modalidade. O art. 28 da referida lei acrescenta que a c\u00e9dula representa d\u00edvida em dinheiro, certa, l\u00edquida e exig\u00edvel, seja pela soma nela indicada, seja pelo saldo devedor demonstrado em planilha de c\u00e1lculo, ou nos extratos da conta corrente.<\/p>\n<p>Conclui-se, diante disso, que se trata de d\u00edvida l\u00edquida constante de instrumento particular. Nesse contexto, a pretens\u00e3o de sua cobran\u00e7a prescreve em 5 (cinco) anos, nos termos do artigo 206, \u00a7 5\u00ba, I, do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n<p>Por fim, vale lembrar que, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ, a pretens\u00e3o de cobran\u00e7a come\u00e7a a correr a partir do vencimento da obriga\u00e7\u00e3o inadimplida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681452\"><\/a>3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A pretens\u00e3o de cobran\u00e7a, por meio de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria, de d\u00edvida representada por c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio prescreve em cinco anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681453\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681454\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Termo inicial do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria quando da insurg\u00eancia recursal da parte contra a inadmiss\u00e3o de seu recurso<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>O termo inicial do prazo para ajuizamento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, quando h\u00e1 insurg\u00eancia recursal da parte contra a inadmiss\u00e3o de seu recurso, d\u00e1-se da \u00faltima decis\u00e3o a respeito da controv\u00e9rsia, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p>REsp 1.887.912-GO, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 24\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681455\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Caixa Econ\u00f4mica ajuizou a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria buscando rescindir senten\u00e7a prolatada em habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito da massa falida, a qual a condenou ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Inconformados, os r\u00e9us da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria alegaram a decad\u00eancia do direito de propor a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, uma vez que ultrapassado o limite de dois anos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a certifica\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a proferida nos autos, que se deu em <strong>28.07.2009<\/strong>, o Ju\u00edzo de primeiro grau, declarando sem efeito o recurso de <u>apela\u00e7\u00e3o<\/u> interposto pela Caixa, determinou que fosse feita a juntada de planilha do valor atualizado do d\u00e9bito, para posterior apura\u00e7\u00e3o do valor da verba sucumbencial. Por\u00e9m, a Caixa interp\u00f4s <u>agravo de instrumento <\/u>contra tal decis\u00e3o. O ac\u00f3rd\u00e3o foi objeto de <u>recurso especial<\/u>, sendo certificado o tr\u00e2nsito em julgado em <strong>15\/2\/2012<\/strong>. Iniciou-se ent\u00e3o a discuss\u00e3o sobre a defini\u00e7\u00e3o do termo inicial da contagem do prazo decadencial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681456\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681457\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual o termo inicial do prazo decadencial?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A \u00faltima decis\u00e3o a respeito da controv\u00e9rsia, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9!<\/strong><\/p>\n<p>Registra-se que <strong>enquanto n\u00e3o estiver definitivamente decidida a quest\u00e3o acerca da ocorr\u00eancia ou n\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado, o prazo decadencial da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria n\u00e3o se inicia<\/strong>, sob pena de se causar grave INSEGURAN\u00c7A JUR\u00cdDICA.<\/p>\n<p>Nessa mesma linha de entendimento, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, por ocasi\u00e3o do julgamento do EREsp 1.352.730\/AM, de relatoria do Ministro Raul Ara\u00fajo, entendeu que n\u00e3o se pode admitir o in\u00edcio do prazo para a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria antes do \u00faltimo pronunciamento judicial sobre a admissibilidade do recurso interposto, sob pena de se gerar &#8220;situa\u00e7\u00e3o de ineg\u00e1vel instabilidade no desenrolar processual&#8221;.<\/p>\n<p>Caso contr\u00e1rio, o recorrente deveria ter ajuizado uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria &#8220;condicional&#8221;, juntamente com a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento impugnando a decis\u00e3o que tornou sem efeito a apela\u00e7\u00e3o e reconheceu o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n<p>Assim, <u>caso o Poder Judici\u00e1rio levasse mais de dois anos para decidir se a sua apela\u00e7\u00e3o fora ou n\u00e3o anulada pelo acolhimento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o da parte interessada, como, de fato, ocorreu, n\u00e3o haveria decad\u00eancia para o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, pois ela j\u00e1 estaria em tramita\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/p>\n<p>Esse procedimento, contudo, al\u00e9m de atentar contra a economia processual, n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel, causando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e desnecess\u00e1ria sobrecarga ao Poder Judici\u00e1rio. No julgamento do citado EREsp 1.352.730\/AM, estabeleceu-se uma exce\u00e7\u00e3o, qual seja, a exist\u00eancia de m\u00e1-f\u00e9 da parte recorrente, hip\u00f3tese em que a data do tr\u00e2nsito em julgado n\u00e3o se postergaria.<\/p>\n<p>Em outras palavras, caso fique demonstrado que a parte se insurgiu contra a inadmissibilidade de seu recurso sem qualquer fundamento, apenas para postergar o encerramento do feito, em n\u00edtida m\u00e1-f\u00e9 processual, o entendimento aqui proposto n\u00e3o prevaleceria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681458\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O termo inicial do prazo para ajuizamento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, quando h\u00e1 insurg\u00eancia recursal da parte contra a inadmiss\u00e3o de seu recurso, d\u00e1-se da \u00faltima decis\u00e3o a respeito da controv\u00e9rsia, salvo comprovada m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681459\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Im)Possibilidade de o outorgante da procura\u00e7\u00e3o restringir os poderes gerais para o foro por meio de cl\u00e1usula especial<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitido ao outorgante da procura\u00e7\u00e3o restringir os poderes gerais para o foro por meio de cl\u00e1usula especial.<\/p>\n<p>REsp 1.904.872-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 28\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681460\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cobromesmo M\u00e1quinas ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial em face de Pagonada Construtora. Em determinado momento do processo, foi realizada a penhora de bem im\u00f3vel da executada e se determinou que os devedores fossem intimados pessoalmente. Todavia, antes que a intima\u00e7\u00e3o pessoal fosse realizada, compareceu aos autos, juntando instrumento de procura\u00e7\u00e3o, o advogado constitu\u00eddo pela devedora. Ante a habilita\u00e7\u00e3o do advogado como patrono do executado, foi este intimado da penhora.<\/p>\n<p>Pagonada ent\u00e3o trocou de advogado e interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega a nulidade dos atos praticados ap\u00f3s a penhora, uma vez que fora intimado advogado cuja procura\u00e7\u00e3o exclu\u00eda expressamente os poderes para essa finalidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681461\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681462\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 105. A procura\u00e7\u00e3o geral para o foro, outorgada por instrumento p\u00fablico ou particular assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber cita\u00e7\u00e3o, confessar, reconhecer a proced\u00eancia do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a a\u00e7\u00e3o, receber, dar quita\u00e7\u00e3o, firmar compromisso e assinar declara\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica, que devem constar de cl\u00e1usula espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Art. 841. Formalizada a penhora por qualquer dos meios legais, dela ser\u00e1 imediatamente intimado o executado.<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A intima\u00e7\u00e3o da penhora ser\u00e1 feita ao advogado do executado ou \u00e0 sociedade de advogados a que aquele perten\u00e7a.<\/li>\n<li>2\u00ba Se n\u00e3o houver constitu\u00eddo advogado nos autos, o executado ser\u00e1 intimado pessoalmente, de prefer\u00eancia por via postal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681463\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel a restri\u00e7\u00e3o de poderes para o foro?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os atos para os quais s\u00e3o exigidos poderes espec\u00edficos na procura\u00e7\u00e3o encontram-se expressamente previstos na parte final do art. 105 do CPC\/2015 (art. 38 do CPC\/1973) e entre eles n\u00e3o est\u00e1 inserido o de receber intima\u00e7\u00e3o da penhora<\/strong>, raz\u00e3o pela qual se faz DESNECESS\u00c1RIA a exist\u00eancia de procura\u00e7\u00e3o com poderes espec\u00edficos para esse fim.<\/p>\n<p><u>O poder de receber intima\u00e7\u00e3o est\u00e1 incluso, na verdade, nos poderes gerais para o foro e n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o no art. 105 do CPC\/2015 quanto \u00e0 possibilidade de o outorgante restringir tais poderes por meio de cl\u00e1usula especial<\/u>. Pelo contr\u00e1rio, com os poderes concedidos na procura\u00e7\u00e3o geral para o foro, entende-se que o procurador constitu\u00eddo pode praticar todo e qualquer ato do processo, exceto aqueles mencionados na parte final do art. 105 do CPC\/2015. Logo, todas as intima\u00e7\u00f5es ocorridas no curso do processo, inclusive a intima\u00e7\u00e3o da penhora, podem ser recebidas pelo patrono constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, conforme estabelecido na norma veiculada pelo art. 841, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do CPC\/2015 (art. 659, \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba, c\/c art. 652, \u00a7 4\u00ba, do CPC\/1973), a intima\u00e7\u00e3o da penhora deve ser feita ao advogado da parte devedora, reservando-se a intima\u00e7\u00e3o pessoal apenas para a hip\u00f3tese de n\u00e3o haver procurador constitu\u00eddo nos autos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681464\"><\/a>5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitido ao outorgante da procura\u00e7\u00e3o restringir os poderes gerais para o foro por meio de cl\u00e1usula especial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681465\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Im)Possibilidade da substitui\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito judicial em dinheiro por bem equivalente ou representativo do valor no cumprimento provis\u00f3rio de decis\u00e3o condenat\u00f3ria ao pagamento de quantia certa.<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>No cumprimento provis\u00f3rio de decis\u00e3o condenat\u00f3ria ao pagamento de quantia certa, o executado n\u00e3o pode substituir o dep\u00f3sito judicial em dinheiro por bem equivalente ou representativo do valor, salvo se houver concord\u00e2ncia do exequente, como forma de se isentar da multa e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios com base no art. 520, \u00a73\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n<p>REsp 1.942.671-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 23\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681466\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O esp\u00f3lio de Vianei ajuizou a\u00e7\u00e3o de apura\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de frutos de legado em face de Jeremias. Em fase de cumprimento de senten\u00e7a, o juiz decidiu que o simples dep\u00f3sito (e n\u00e3o apenas o efetivo pagamento em dinheiro) seria suficiente para afastar a incid\u00eancia de multas e honor\u00e1rios advocat\u00edcios no cumprimento provis\u00f3rio \u2014 dispensando-se o dep\u00f3sito em dinheiro, substitu\u00eddo por indica\u00e7\u00e3o de bem im\u00f3vel de titularidade do devedor. O dep\u00f3sito do bem im\u00f3vel seria equivalente e representativo do valor devido a que se refere \u00e0 regra legal, raz\u00e3o pela qual seria suficiente para lhe isentar do pagamento da multa e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Inconformado, o autor alega que a mera garantia do ju\u00edzo, ainda que no prazo, n\u00e3o bastaria para afastar a incid\u00eancia de multa e honor\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681467\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681468\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 520. O cumprimento provis\u00f3rio da senten\u00e7a impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo ser\u00e1 realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime:<\/p>\n<ul>\n<li>2\u00ba A multa e os honor\u00e1rios a que se refere o\u00a0\u00a7 1\u00ba do art. 523\u00a0s\u00e3o devidos no cumprimento provis\u00f3rio de senten\u00e7a condenat\u00f3ria ao pagamento de quantia certa.<\/li>\n<li>3\u00ba Se o executado comparecer tempestivamente e depositar o valor, com a finalidade de isentar-se da multa, o ato n\u00e3o ser\u00e1 havido como incompat\u00edvel com o recurso por ele interposto.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681469\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A substitui\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito judicial por bem equivalente isenta da multa e verba honor\u00e1ria?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops, SALVO se autorizado pelo exequente!!!<\/strong><\/p>\n<p>Contrariando a jurisprud\u00eancia que se firmou na vig\u00eancia do CPC\/1973<u>, a nova legisla\u00e7\u00e3o processual civil passou a prever, expressamente, que a multa e os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, previstos para a hip\u00f3tese de descumprimento da decis\u00e3o definitiva que condena ao pagamento de obriga\u00e7\u00e3o de quantia certa, tamb\u00e9m ser\u00e3o devidos na hip\u00f3tese de cumprimento provis\u00f3rio<\/u>.<\/p>\n<p>Diante da aparente contradi\u00e7\u00e3o entre as regras do art. 520, \u00a72\u00ba e 3\u00ba, do CPC\/2015, \u00e9 correto afirmar que, em se tratando de cumprimento definitivo da decis\u00e3o, a multa ser\u00e1 exclu\u00edda apenas se o executado depositar voluntariamente a quantia devida em ju\u00edzo, sem condicionar seu levantamento a qualquer discuss\u00e3o do d\u00e9bito.<\/p>\n<p>Entretanto, <strong>se se tratar de cumprimento provis\u00f3rio da decis\u00e3o, a multa e os honor\u00e1rios advocat\u00edcios n\u00e3o ser\u00e3o devidos se houver o simples dep\u00f3sito judicial do valor (que n\u00e3o se confunde com o pagamento volunt\u00e1rio da condena\u00e7\u00e3o),<\/strong> de modo a compatibilizar a referida regra com a preserva\u00e7\u00e3o do interesse recursal do executado que impugnou a decis\u00e3o exequenda.<\/p>\n<p>O dep\u00f3sito judicial do valor previsto no art. 520, \u00a73\u00ba, do CPC\/2015, tem por finalidade ISENTAR o executado da multa e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, <strong>funciona como uma esp\u00e9cie de garantia de que n\u00e3o haver\u00e1 a pr\u00e1tica de atos de invas\u00e3o patrimonial na fase provis\u00f3ria da execu\u00e7\u00e3o e poder\u00e1 ser levantado<\/strong>, como regra, mediante presta\u00e7\u00e3o de cau\u00e7\u00e3o suficiente e id\u00f4nea.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, resta examinar se o dep\u00f3sito judicial do valor deve ocorrer apenas em dinheiro ou se pode ser substitu\u00eddo pelo equivalente ou representativo do valor executado, como, por exemplo, o dep\u00f3sito de um bem im\u00f3vel, em uma esp\u00e9cie de da\u00e7\u00e3o em pagamento.<\/p>\n<p><strong>Como n\u00e3o h\u00e1 que se falar em direito subjetivo do executado em depositar ou satisfazer uma obriga\u00e7\u00e3o por quantia certa com o oferecimento de bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel, ainda que equivalente, representativo ou superior ao valor da execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, a tutela executiva deve se direcionar para o sentido inverso, de modo que, em verdade, o que h\u00e1 \u00e9 o direito subjetivo do exequente em obter a satisfa\u00e7\u00e3o nos moldes e termos da decis\u00e3o que a fixou.<\/p>\n<p>Assim, o dep\u00f3sito judicial do valor a que se refere o art. 520, \u00a73\u00ba, do CPC\/2015, deve ocorrer APENAS em dinheiro, salvo na hip\u00f3tese em que houver o consentimento do exequente para a sua substitui\u00e7\u00e3o por bem equivalente ou representativo do valor executado, pois, na execu\u00e7\u00e3o por quantia certa, a finalidade e o objetivo a ser perseguido e alcan\u00e7ado \u00e9 apenas, ou primordialmente, a tutela pecuni\u00e1ria, isto \u00e9, a tutela do prov\u00e1vel ou definitivo cr\u00e9dito a que faz jus o exequente.<\/p>\n<p>\u00c9 absolutamente irrelevante investigar, para fins de incid\u00eancia da multa e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, se o executado possui ou n\u00e3o condi\u00e7\u00e3o material ou inten\u00e7\u00e3o de satisfazer a obriga\u00e7\u00e3o de pagar quantia certa, pois ambos os acr\u00e9scimos decorrem objetivamente do descumprimento da ordem de dep\u00f3sito judicial do valor executado provisoriamente.<\/p>\n<p>Por fim, a substitui\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito judicial do valor executado em dinheiro por bem de titularidade do executado est\u00e1 condicionada a aceita\u00e7\u00e3o pelo exequente tamb\u00e9m porque, em se tratando de execu\u00e7\u00e3o por quantia certa, em que \u00e9 direito do exequente receber dinheiro, n\u00e3o se pode impor unilateralmente que ele receba coisa distinta daquela estipulada na decis\u00e3o judicial provis\u00f3ria ou definitivamente executada, especialmente em virtude do comprometimento da liquidez do t\u00edtulo executivo e da amplifica\u00e7\u00e3o dos debates acerca da sufici\u00eancia do bem, de sua disponibilidade e capacidade de transforma\u00e7\u00e3o em dinheiro e do valor apropriado para sua aliena\u00e7\u00e3o ou adjudica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681470\"><\/a>6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No cumprimento provis\u00f3rio de decis\u00e3o condenat\u00f3ria ao pagamento de quantia certa, o executado n\u00e3o pode substituir o dep\u00f3sito judicial em dinheiro por bem equivalente ou representativo do valor, salvo se houver concord\u00e2ncia do exequente, como forma de se isentar da multa e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios com base no art. 520, \u00a73\u00ba, do CPC\/2015.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681471\"><\/a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681472\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Profiss\u00e3o de vigilante e reconhecimento da atividade especial para fins previdenci\u00e1rios<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NO RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da especialidade da atividade de vigilante, mesmo ap\u00f3s EC n. 103\/2019, com ou sem o uso de arma de fogo, em data posterior \u00e0 Lei n. 9.032\/1995 e ao Decreto n. 2.172\/1997, desde que haja a comprova\u00e7\u00e3o da efetiva nocividade da atividade, por qualquer meio de prova at\u00e9 05\/03\/1997, momento em que se passa a exigir apresenta\u00e7\u00e3o de laudo t\u00e9cnico ou elemento material equivalente, para comprovar a permanente, n\u00e3o ocasional nem intermitente, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade nociva, que coloque em risco a integridade f\u00edsica do Segurado.<\/p>\n<p>EDcl no REsp 1.830.508-RS, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021, DJe 28\/09\/2021. (Tema 1031) (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681473\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Craudiomiro ajuizou a\u00e7\u00e3o em face do INSS por meio da qual requereu o reconhecimento da atividade de vigilante como atividade especial apta a concess\u00e3o da aposentadoria especial.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o chegou ao STJ por meio de recurso especial at\u00e9 que o Instituto de Estudos Previdenci\u00e1rios, atuando como <em>amicus curiae<\/em>, interp\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o questionando sobre a possibilidade de reconhecimento da especialidade da atividade de vigilante ap\u00f3s a EC 103\/2019, tamb\u00e9m chamada de Reforma Previdenci\u00e1ria de 2019.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681474\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681475\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<p>Art. 201. A previd\u00eancia social ser\u00e1 organizada sob a forma do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, de car\u00e1ter contributivo e de filia\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, observados crit\u00e9rios que preservem o equil\u00edbrio financeiro e atuarial, e atender\u00e1, na forma da lei, a:\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba \u00c9 vedada a ado\u00e7\u00e3o de requisitos ou crit\u00e9rios diferenciados para concess\u00e3o de benef\u00edcios, ressalvada, nos termos de lei complementar, a possibilidade de previs\u00e3o de idade e tempo de contribui\u00e7\u00e3o distintos da regra geral para concess\u00e3o de aposentadoria exclusivamente em favor dos segurados<\/li>\n<\/ul>\n<p>II &#8211; cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposi\u00e7\u00e3o a agentes qu\u00edmicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, ou associa\u00e7\u00e3o desses agentes,\u00a0vedada a caracteriza\u00e7\u00e3o por categoria profissional ou ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 8.213\/1991:<\/p>\n<p>Art.\u00a057.\u00a0A aposentadoria especial ser\u00e1 devida, uma vez cumprida a car\u00eancia exigida nesta Lei, ao segurado que tiver trabalhado sujeito a condi\u00e7\u00f5es especiais que prejudiquem a sa\u00fade ou a integridade f\u00edsica, durante 15 (quinze), 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos, conforme dispuser a lei.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>4\u00ba\u00a0O segurado dever\u00e1 comprovar, al\u00e9m do tempo de trabalho, exposi\u00e7\u00e3o aos agentes nocivos qu\u00edmicos, f\u00edsicos, biol\u00f3gicos ou associa\u00e7\u00e3o de agentes prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou \u00e0 integridade f\u00edsica, pelo per\u00edodo equivalente ao exigido para a concess\u00e3o do benef\u00edcio.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681476\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel o reconhecimento da especialidade da atividade mesmo ap\u00f3s a Reforma Previdenci\u00e1ria?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Diante da import\u00e2ncia da mat\u00e9ria e para evitar questionamentos futuros, o item 10 da ementa do ac\u00f3rd\u00e3o embargado passa a contar com a seguinte reda\u00e7\u00e3o: \u00e9 poss\u00edvel o reconhecimento da especialidade da atividade de vigilante, mesmo ap\u00f3s EC n. 103\/2019, com ou sem o uso de arma de fogo, em data posterior \u00e0 Lei n. 9.032\/1995 e ao Decreto n. 2.172\/1997, desde que haja a comprova\u00e7\u00e3o da efetiva nocividade da atividade, por qualquer meio de prova at\u00e9 05\/03\/1997, momento em que se passa a exigir apresenta\u00e7\u00e3o de laudo t\u00e9cnico ou elemento material equivalente, para comprovar a permanente, n\u00e3o ocasional nem intermitente, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade nociva, que coloque em risco a integridade f\u00edsica do Segurado.<\/p>\n<p>Isso porque em que pese a atual reda\u00e7\u00e3o do art. 201, \u00a7 1\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, dada pela EC n. 103\/2019, <strong>a mat\u00e9ria relativa \u00e0 aposentadoria especial, na forma da EC n. 103\/2019, n\u00e3o \u00e9 auto-execut\u00e1vel<\/strong>, estando a depender de lei complementar regulamentadora, de tal sorte que subsiste a legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional, que prev\u00ea, no art. 57 da Lei n. 8.213\/1991, aposentadoria especial pelo trabalho em condi\u00e7\u00f5es que prejudiquem a integridade f\u00edsica, bem como no seu \u00a7 4\u00ba, que &#8220;o segurado dever\u00e1 comprovar, al\u00e9m do tempo de trabalho, exposi\u00e7\u00e3o aos agentes nocivos qu\u00edmicos, f\u00edsicos, biol\u00f3gicos ou associa\u00e7\u00e3o de agentes prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou \u00e0 integridade f\u00edsica, pelo per\u00edodo equivalente ao exigido para a concess\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em conformidade dos votos e das notas taquigr\u00e1ficas, por unanimidade, conheceu parcialmente do Recurso Especial e, nessa parte, negou-lhe provimento, nos termos da reformula\u00e7\u00e3o de voto do Relator, o ent\u00e3o Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, que aderiu \u00e0s sugest\u00f5es conferidas pelo voto-vista da Ministra Assusete Magalh\u00e3es, o qual foi acatado em sua integralidade por todos os Ministros deste Colegiado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681477\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da especialidade da atividade de vigilante, mesmo ap\u00f3s EC n. 103\/2019, com ou sem o uso de arma de fogo, em data posterior \u00e0 Lei n. 9.032\/1995 e ao Decreto n. 2.172\/1997, desde que haja a comprova\u00e7\u00e3o da efetiva nocividade da atividade, por qualquer meio de prova at\u00e9 05\/03\/1997, momento em que se passa a exigir apresenta\u00e7\u00e3o de laudo t\u00e9cnico ou elemento material equivalente, para comprovar a permanente, n\u00e3o ocasional nem intermitente, exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade nociva, que coloque em risco a integridade f\u00edsica do Segurado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681478\"><\/a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681479\"><\/a>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Adolescente \u201cextraviado\u201d pela companhia a\u00e9rea e dano moral<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 cab\u00edvel dano moral pelo defeito na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de transporte a\u00e9reo com a entrega de passageiro menor desacompanhado, ap\u00f3s horas de atraso, em cidade diversa da previamente contratada.<\/p>\n<p>REsp 1.733.136-RO, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 24\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681480\"><\/a>8.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Cleidson, adolescente de 15 anos, programou passar um per\u00edodo de f\u00e9rias com seu pai Craudiomiro, residente em Roraima. Ocorre que, por motivos de atraso no voo, Cleidson n\u00e3o s\u00f3 perdeu sua conex\u00e3o, como teve de aguardar por mais de 9 horas sozinho no aeroporto, por outro voo que o levaria, N\u00c3O ao seu destino final, mas sim at\u00e9 uma cidade a aproximadamente 100 km do seu destino original.<\/p>\n<p>Inconformado e devidamente representado, Cleidson ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da companhia a\u00e9rea por meio da qual requereu a condena\u00e7\u00e3o desta ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681481\"><\/a>8.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681482\"><\/a>8.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cab\u00edvel o dano moral?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n<p>Trata-se, no caso, de companhia a\u00e9rea contratada para o transporte de um adolescente, que, com 15 anos de idade, viajava sozinho. <u>Do inadimplemento incontroverso n\u00e3o resultara apenas um atraso dentro de um lapso m\u00e9dio razo\u00e1vel ap\u00f3s o hor\u00e1rio previsto no seu destino, sen\u00e3o dali adveio uma espera de 9 horas por um menor de idade, em cidade desconhecida, sem a prote\u00e7\u00e3o de qualquer dos seus respons\u00e1veis, sujeito a toda sorte de acontecimentos e viol\u00eancia<\/u>.<\/p>\n<p>A maximizar ainda a incerteza e inseguran\u00e7a, tem-se que o menor, <strong>ap\u00f3s este longo per\u00edodo de espera, sequer fora deixado na cidade de destino, mas em uma cidade novamente desconhecida e a 100 km de onde estaria seu pai\/respons\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n<p><u>Sequer comprovou-se a efetiva oferta de transporte ao menor, mas isto acaba sendo, mesmo, de menor import\u00e2ncia, pois \u00e9 claro que o pai n\u00e3o confiaria na empresa que tanto j\u00e1 havia demonstrado descumprir com as suas obriga\u00e7\u00f5es<\/u>, deixando o seu filho \u00e0 espera de transporte por quase metade de um dia e, no \u00faltimo trecho (que sequer estava previsto quando da contrata\u00e7\u00e3o), submetendo-o, durante a madrugada, a transporte por uma van para lev\u00e1-lo para a cidade de destino, com um motorista desconhecido, n\u00e3o se sabe se com outros passageiros ou n\u00e3o, nas nada seguras rodovias brasileiras.<\/p>\n<p><strong>O fato de a companhia a\u00e9rea ter garantido alimenta\u00e7\u00e3o e hospedagem para o menor n\u00e3o impressiona, pois era o M\u00cdNIMO a ser feito<\/strong>. Ali\u00e1s, era o exigido pelas normas estabelecidas pela ANAC. Do contr\u00e1rio, o que se veria, na verdade, seria algo parecido com a tortura, relegando-se um menor de idade \u00e0 sua sorte, em lugar desconhecido, com fome e no desconforto de uma cadeira de aeroporto por 9 horas seguidas.<\/p>\n<p>O STJ j\u00e1 indicara alguns par\u00e2metros para o reconhecimento do dano moral quando do atraso de voos e deixara claro que <strong>na hip\u00f3tese de se verificar situa\u00e7\u00e3o EXCEPCIONAL, o caso ser\u00e1, sim, de reconhecimento do direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que o direito brasileiro experimentou um per\u00edodo de banaliza\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais, reconhecendo-se o direito a toda sorte de situa\u00e7\u00f5es, muitas delas em que efetivamente n\u00e3o se estava a lidar com viola\u00e7\u00f5es a interesses ligados \u00e0 esfera da dignidade humana.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode descurar, no entanto, que, quando presentes os elementos a evidenciar mais do que mero aborrecimento em ficar em um hotel, alimentado, no aguardo de um voo, \u00e9 devida a indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos morais.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso quando se exp\u00f5e os pais de um infante e o pr\u00f3prio menor, a horas de total inseguran\u00e7a e &#8211; certamente para alguns n\u00e3o poucos indiv\u00edduos de desespero &#8211; acerca da sorte dos seus filhos, e, ainda, os reflexos alcan\u00e7aram a vida profissional do pai do menor, que \u00e9 m\u00e9dico, tendo ele de reagendar cirurgia por for\u00e7a da afli\u00e7\u00e3o experimentada e, ainda, da altera\u00e7\u00e3o dos hor\u00e1rios de chegada do filho, o que evidencia o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681483\"><\/a>8.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 cab\u00edvel dano moral pelo defeito na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de transporte a\u00e9reo com a entrega de passageiro menor desacompanhado, ap\u00f3s horas de atraso, em cidade diversa da previamente contratada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681484\"><\/a>DIREITO PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681485\"><\/a>9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Rompimento de cadeado e destrui\u00e7\u00e3o da porta da casa da v\u00edtima e tentativa de roubo<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Adotando-se a teoria objetivo-formal, o rompimento de cadeado e destrui\u00e7\u00e3o de fechadura da porta da casa da v\u00edtima, com o intuito de, mediante uso de arma de fogo, efetuar subtra\u00e7\u00e3o patrimonial da resid\u00eancia, configuram meros atos preparat\u00f3rios que impedem a condena\u00e7\u00e3o por tentativa de roubo circunstanciado.<\/p>\n<p>AREsp 974.254-TO, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021, DJe 27\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681486\"><\/a>9.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Tadeu e Venceslau foram denunciados pelo crime de tentativa de roubo. Conforme a den\u00fancia do MP, restou provada por meio de intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica a inten\u00e7\u00e3o deles em roubar, estando demonstrado, tamb\u00e9m, que eles arrebentaram o port\u00e3o lateral, o cadeado de outro port\u00e3o, al\u00e9m de terem tentado abrir a porta da casa da v\u00edtima. Quando avistaram policiais \u00e9 que sa\u00edram correndo em desabalada carreira. Os policiais perseguiram os sujeitos e com um deles foi encontrada uma arma de fogo.<\/p>\n<p>No entanto, a defesa da dupla interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que n\u00e3o se verificou qualquer conduta dos acusados que configurasse in\u00edcio de execu\u00e7\u00e3o do crime de roubo, somente e talvez a cogita\u00e7\u00e3o e atos preparat\u00f3rios.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681487\"><\/a>9.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681488\"><\/a>9.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n<p>Art. 14 &#8211; Diz-se o crime<\/p>\n<p><strong>Tentativa<\/strong><\/p>\n<p>II &#8211; tentado, quando, iniciada a execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se consuma por circunst\u00e2ncias alheias \u00e0 vontade do agente<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681489\"><\/a>9.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel o reconhecimento de crime de roubo tentado?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o art. 14, II, do C\u00f3digo Penal, <u>o crime \u00e9 considerado tentado quando, iniciada a execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se consuma por circunst\u00e2ncias alheias \u00e0 vontade do agente<\/u>. Mas o texto legal \u00e9 muito ABERTO, n\u00e3o trazendo maior clareza ou precis\u00e3o a respeito de algo que concretamente possa indicar quando a execu\u00e7\u00e3o de um crime \u00e9 iniciada, talvez por n\u00e3o se tratar de uma miss\u00e3o humanamente simples, sendo ela objeto de debates tamb\u00e9m em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Diante da abertura legislativa, a solu\u00e7\u00e3o desta causa \u00e9 bastante complexa. Como mencionam Zaffaroni e Pierangeli, o problema mais cr\u00edtico e \u00e1rduo da tentativa \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a entre os atos executivos e os atos preparat\u00f3rios, que normalmente n\u00e3o s\u00e3o pun\u00edveis. Com raz\u00e3o, eles mencionam que determinar este limite \u00e9 dific\u00edlimo, e, ao mesmo tempo, important\u00edssimo, esclarecendo que existem diversos crit\u00e9rios doutrin\u00e1rios que prop\u00f5e uma solu\u00e7\u00e3o, explicando seis diferentes, mas reconhecendo que nenhum deles \u00e9 totalmente suficiente.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, referidos autores adotam o chamado crit\u00e9rio objetivo-individual, sugerido por Welzel, por meio do qual a tentativa come\u00e7a com a atividade do autor que, segundo o seu plano concretamente delitivo, se aproxima da realiza\u00e7\u00e3o. Outra n\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de Paulo C\u00e9sar Busato, para quem o tipo deve ser percebido por interm\u00e9dio da a\u00e7\u00e3o realizada, para que se identifique concretamente a presen\u00e7a de uma tentativa, dizendo ser esta a orienta\u00e7\u00e3o dominante na academia. Diz ele que o sujeito flagrado de posse de um p\u00e9 de cabra, mais um saco de estopa e um papel com anota\u00e7\u00e3o sobre a combina\u00e7\u00e3o do cofre, em frente \u00e0 porta rec\u00e9m-arrombada de uma resid\u00eancia, teria dado in\u00edcio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do seu plano de furto, malgrado n\u00e3o tenha realizado o n\u00facleo do tipo, tampouco a ofensa patrimonial.<\/p>\n<p>Seguindo outra trilha &#8211; variante do crit\u00e9rio objetivo-individual, embora a reconhecendo como doutrinariamente minorit\u00e1ria, Juarez Cirino exige comportamento manifestado em execu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do tipo, segundo o plano do autor, numa conex\u00e3o ou semelhan\u00e7a muito grande com a teoria objetivo-formal, que exige o in\u00edcio da realiza\u00e7\u00e3o do n\u00facleo da norma penal incriminadora. Assim, seriam condutas meramente preparat\u00f3rias a de dirigir-se ao local da subtra\u00e7\u00e3o patrimonial, ainda que portando armas, montar mecanismo de arrombamento no local, etc.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia dominante dos Tribunais Superiores sobre a diverg\u00eancia, no entanto, aplica-se o mesmo racioc\u00ednio j\u00e1 desenvolvido pela Terceira Se\u00e7\u00e3o do STJ (CC 56.209\/MA<strong>), por meio do qual se deduz a ado\u00e7\u00e3o da teoria objetivo-formal para a separa\u00e7\u00e3o entre atos preparat\u00f3rios e atos de execu\u00e7\u00e3o, exigindo-se para a configura\u00e7\u00e3o da tentativa que haja in\u00edcio da pr\u00e1tica do n\u00facleo do tipo penal<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso, o rompimento de cadeado e a destrui\u00e7\u00e3o de fechadura de portas da casa da v\u00edtima, com o intuito de, mediante uso de arma de fogo, efetuar subtra\u00e7\u00e3o patrimonial da resid\u00eancia, configuram meros atos preparat\u00f3rios impun\u00edveis, por n\u00e3o iniciar o n\u00facleo do verbo subtrair, o que impedem a condena\u00e7\u00e3o por tentativa de roubo circunstanciado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681490\"><\/a>9.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Adotando-se a teoria objetivo-formal, o rompimento de cadeado e destrui\u00e7\u00e3o de fechadura da porta da casa da v\u00edtima, com o intuito de, mediante uso de arma de fogo, efetuar subtra\u00e7\u00e3o patrimonial da resid\u00eancia, configuram meros atos preparat\u00f3rios que impedem a condena\u00e7\u00e3o por tentativa de roubo circunstanciado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681491\"><\/a>10.\u00a0 Identifica\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas em crime contra a economia popular por pir\u00e2mide financeira e responsabiliza\u00e7\u00e3o penal do agente por estelionato<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>Nas hip\u00f3teses de crime contra a economia popular por pir\u00e2mide financeira, a identifica\u00e7\u00e3o de algumas das v\u00edtimas n\u00e3o enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal do agente pela pr\u00e1tica de estelionato.<\/p>\n<p>RHC 132.655-RS, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/09\/2021, DJe de 30\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681492\"><\/a>10.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mohammed foi denunciado pelo de crime contra a economia popular por pir\u00e2mide financeira e por estelionato. Conforme a den\u00fancia, Mohammed e seus comparsas teriam prejudicado um n\u00famero indeterminado de pessoas atrav\u00e9s de pir\u00e2mide financeira (esquema ponzi ou bola de neve).<\/p>\n<p>Posteriormente, como ocorre em toda &#8220;pir\u00e2mide financeira&#8221;, o dinheiro destinado \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o dos investidores escasseou e as v\u00edtimas n\u00e3o receberam os valores que lhe foram prometidos, possuindo, t\u00e3o somente, saldo &#8220;virtual&#8221; a receber em sua conta no site da empresa, por\u00e9m, nenhuma delas o conseguia sac\u00e1-lo, salvo se aceitassem fazer novos aportes financeiros para garantir a continuidade do esquema fraudulento. Mohamed ainda foi denunciado pelo crime de estelionato por convencer as mesmas pessoas a investirem na empresa piramidal.<\/p>\n<p>A defesa do acusado ent\u00e3o interp\u00f4s Habeas Corpus alegando um suposto <em>bis in idem <\/em>entre os crimes de estelionato e contra a economia popular.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681493\"><\/a>10.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681494\"><\/a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n<p>Art. 171 &#8211; Obter, para si ou para outrem, vantagem il\u00edcita, em preju\u00edzo alheio, induzindo ou mantendo algu\u00e9m em erro, mediante artif\u00edcio, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 1.521\/1951:<\/p>\n<p>\u00a0Art. 2\u00ba. S\u00e3o crimes desta natureza:<\/p>\n<p>IX &#8211; obter ou tentar obter ganhos il\u00edcitos em detrimento do povo ou de n\u00famero indeterminado de pessoas mediante especula\u00e7\u00f5es ou processos fraudulentos (&#8220;bola de neve&#8221;, &#8220;cadeias&#8221;, &#8220;pichardismo&#8221; e quaisquer outros equivalentes);<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681495\"><\/a>10.2.2. A identidade de v\u00edtimas autoriza a dupla imputa\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!! H\u00e1 bis in idem&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia em cinge-se \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de crime \u00fanico e \u00e0 ocorr\u00eancia de bis in idem, diante da imputa\u00e7\u00e3o nos arts. 171 do C\u00f3digo Penal e 2\u00ba, IX, da Lei n. 1.521\/1951 (estelionato e crime contra a economia popular, respectivamente).<\/p>\n<p>Sobre o tema<strong>, importante distin\u00e7\u00e3o entre os aspectos material e processual do ne bis in idem reside nos efeitos e no momento em que se opera essa regra<\/strong>. Sob a \u00f3tica da proibi\u00e7\u00e3o de dupla persecu\u00e7\u00e3o penal, a garantia em tela impede a forma\u00e7\u00e3o, a continua\u00e7\u00e3o ou a sobreviv\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica processual, enquanto a proibi\u00e7\u00e3o da dupla puni\u00e7\u00e3o impossibilita t\u00e3o somente que algu\u00e9m seja, efetivamente, punido em duplicidade, ou que tenha o mesmo fato, elemento ou circunst\u00e2ncia considerados mais de uma vez para se definir a san\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n<p>No caso em an\u00e1lise, <u>a descri\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas que permeiam os il\u00edcitos imputados &#8211; crime contra a economia popular e estelionatos &#8211; s\u00e3o semelhantes<\/u>, pois mencionam a pr\u00e1tica de &#8220;golpe&#8221; em que ele e os coacusados induziriam as v\u00edtimas em erro, mediante a promessa de ganhos financeiros muito elevados, com o intuito de lev\u00e1-las a investir em suposta empresa voltada a realizar apostas em eventos esportivos. A diferen\u00e7a est\u00e1 na identifica\u00e7\u00e3o dos ofendidos nos estelionatos.<\/p>\n<p>Entretanto, nas hip\u00f3teses de crime contra a economia popular por pir\u00e2mide financeira, a identifica\u00e7\u00e3o de algumas das v\u00edtimas n\u00e3o enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal do agente pela pr\u00e1tica de estelionato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc2640174\"><\/a><a name=\"_Toc2640357\"><\/a><a name=\"_Toc2640184\"><\/a><a name=\"_Toc2640379\"><\/a><a name=\"_Toc84681496\"><\/a>10.2.3. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nas hip\u00f3teses de crime contra a economia popular por pir\u00e2mide financeira, a identifica\u00e7\u00e3o de algumas das v\u00edtimas n\u00e3o enseja a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal do agente pela pr\u00e1tica de estelionato.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681497\"><\/a>11.\u00a0 Indeferimento de prova nova e ampla defesa<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>Viola o princ\u00edpio constitucional da ampla defesa o indeferimento de prova nova sem a demonstra\u00e7\u00e3o de seu car\u00e1ter manifestamente protelat\u00f3rio ou meramente tumultu\u00e1rio, mormente quando esta teve como causa situa\u00e7\u00e3o processual superveniente.<\/p>\n<p>HC 545.097-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681498\"><\/a>11.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Creosvaldo foi condenado a uma pena em regime fechado pelo crime de tr\u00e1fico de drogas (art. 33. da lei 11.343\/2006). Por\u00e9m, sua defesa afirma que antes do julgamento da apela\u00e7\u00e3o, o paciente anexou aos autos prova pericial superveniente \u00e0 prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria \u2013per\u00edcia que buscou esclarecer a forma de tramita\u00e7\u00e3o das intercepta\u00e7\u00f5es e demonstrar que informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o elucidadas nos autos colocariam em xeque a legalidade das provas obtidas por interm\u00e9dio do BlackBerry Messenger \u2013 BBM.<\/p>\n<p>Conforme a defesa de Creosvaldo, o Tribunal local deixou de deixou de examinar o laudo apresentado pela defesa, sob a alega\u00e7\u00e3o de inadmiss\u00edvel inova\u00e7\u00e3o em sede recursal. Ainda assim, alega que o Tribunal deveria haver, no m\u00ednimo, convertido o julgamento do feito em dilig\u00eancia, para que fossem \u201cesclarecidos todos os pontos nebulosos e questionados no laudo pericial apresentado.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681499\"><\/a>11.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681500\"><\/a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPP:<\/p>\n<p>Art.\u00a0231.\u00a0\u00a0Salvo os casos expressos em lei, as partes poder\u00e3o apresentar documentos em qualquer fase do processo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n<p>L &#8211; \u00e0s presidi\u00e1rias ser\u00e3o asseguradas condi\u00e7\u00f5es para que possam permanecer com seus filhos durante o per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>LII &#8211; n\u00e3o ser\u00e1 concedida extradi\u00e7\u00e3o de estrangeiro por crime pol\u00edtico ou de opini\u00e3o;<\/p>\n<p>Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, dispor\u00e1 sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<p>IX todos os julgamentos dos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio ser\u00e3o p\u00fablicos, e fundamentadas todas as decis\u00f5es, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presen\u00e7a, em determinados atos, \u00e0s pr\u00f3prias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preserva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 intimidade do interessado no sigilo n\u00e3o prejudique o interesse p\u00fablico \u00e0 informa\u00e7\u00e3o;\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681501\"><\/a>11.2.2. Violado o princ\u00edpio da ampla defesa?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia acerca da possibilidade de juntada de documento novo pela defesa em segundo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo ap\u00f3s o oferecimento de raz\u00f5es recursais, sem que se configure inova\u00e7\u00e3o recursal ou preclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo o disposto no art. 397 do CPC &#8211; aplic\u00e1vel, por analogia, ao processo penal, por for\u00e7a do art. 3\u00ba do CPP -, &#8220;<u>\u00c9 l\u00edcito \u00e0s partes, em qualquer tempo, juntar aos autos documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados ou para contrap\u00f4-los aos que foram produzidos nos autos<\/u>&#8220;. Objetivamente, o fato novo surgido no Tribunal Regional Federal foi a juntada, pelo Desembargador relator da apela\u00e7\u00e3o, da suposta \u00edntegra das mensagens obtidas por meio das intercepta\u00e7\u00f5es telem\u00e1ticas (BlackBerry messenger), o que gerou o confronto pericial pela defesa.<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que <strong>a &#8220;regra insculpida no art. 231 do CPP, no qual se estabelece que as partes poder\u00e3o apresentar documentos em qualquer fase do processo, n\u00e3o \u00e9 absoluta, sendo que nas hip\u00f3teses em que forem manifestamente protelat\u00f3rias ou tumultu\u00e1rias podem ser indeferidas pelo magistrado<\/strong>&#8221; (HC n. 250.202\/SP, Rel. Ministra Marilza Maynard &#8211; Desembargadora convocada do TJ\/SE, DJe 28\/11\/2013).<\/p>\n<p>No entanto, <u>caberia ao Tribunal de origem demonstrar, ainda que minimamente, as raz\u00f5es pelas quais a prova juntada aos autos pela defesa teria car\u00e1ter manifestamente protelat\u00f3rio ou meramente tumultu\u00e1rio, o que, contudo, n\u00e3o ocorreu<\/u>.<\/p>\n<p>Mais ainda, a Corte regional poderia, evidentemente, at\u00e9 refutar, motivadamente, as conclus\u00f5es apresentadas no laudo pericial trazido pela defesa, mas n\u00e3o simplesmente se negar a examin\u00e1-lo sob a alega\u00e7\u00e3o de que sua juntada aos autos teria sido intempestiva, sob pena de viola\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio disposto no art. 93, IX, da CF, m\u00e1xime quando verificado que o pedido defensivo teve como causa situa\u00e7\u00e3o processual superveniente, gerada pelo pr\u00f3prio Desembargador relator da apela\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como se olvidar <strong>que as normas processuais referidas ajustam-se ao princ\u00edpio constitucional da ampla defesa (art. 5\u00ba, LV, da CF) e, inclusive, ao pr\u00f3prio princ\u00edpio da presun\u00e7\u00e3o de n\u00e3o culpabilidade (art. 5\u00ba, LVII, da CF), na medida em que assegura ao r\u00e9u a possibilidade de requerer dilig\u00eancias<\/strong>, quando surgir a possibilidade de uma prova revelar, esclarecer ou refutar os fatos criminosos a ele imputados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681502\"><\/a>11.2.3. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Viola o princ\u00edpio constitucional da ampla defesa o indeferimento de prova nova sem a demonstra\u00e7\u00e3o de seu car\u00e1ter manifestamente protelat\u00f3rio ou meramente tumultu\u00e1rio, mormente quando esta teve como causa situa\u00e7\u00e3o processual superveniente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681503\"><\/a>12.\u00a0 Simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo como \u201cgrave amea\u00e7a\u201d no crime de estupro<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo pode sim configurar a &#8220;grave amea\u00e7a&#8221;, para os fins do tipo do art. 213 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>REsp 1.916.611-RJ, Rel. Min. Olindo Menezes (desembargador Convocado Do Trf 1\u00aa Regi\u00e3o), Sexta Turma, julgado em 21\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681504\"><\/a>12.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em um determinado processo criminal, o Tribunal local desclassificou o crime de estupro para o de importuna\u00e7\u00e3o sexual, por entender que n\u00e3o houve emprego de viol\u00eancia ou de grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa, mas sim viol\u00eancia impr\u00f3pria, mediante simula\u00e7\u00e3o de porte de arma de fogo.<\/p>\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que a simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo configuraria a grave amea\u00e7a elementar ao crime de estupro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681505\"><\/a>12.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681506\"><\/a>12.2.1. Configurada a grave amea\u00e7a?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia est\u00e1 relacionada \u00e0 elementar do tipo de estupro, qual seja, a possibilidade de configura\u00e7\u00e3o de grave amea\u00e7a atrav\u00e9s de simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo, caracterizando, assim, viol\u00eancia moral.<\/p>\n<p>No caso dos autos, o Tribunal de origem desclassificou o crime de estupro para o de importuna\u00e7\u00e3o sexual, por entender que n\u00e3o houve emprego de viol\u00eancia ou de grave amea\u00e7a \u00e0 pessoa, mas sim viol\u00eancia impr\u00f3pria, mediante simula\u00e7\u00e3o de porte de arma de fogo.<\/p>\n<p>Entretanto, a jurisprud\u00eancia do STJ tem-se firmado no sentido de que a simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo, desde que seja fato comprovado e confirmado pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, pode sim configurar a &#8220;grave amea\u00e7a&#8221;, pois esse \u00e9 de fato o sentimento unilateral provocado no esp\u00edrito da v\u00edtima subjugada.<\/p>\n<p>Com efeito, <strong>o reconhecimento de simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo configura grave amea\u00e7a, devendo o r\u00e9u ser processado pelo crime de estupro<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681507\"><\/a>12.2.2. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o de arma de fogo pode sim configurar a &#8220;grave amea\u00e7a&#8221;, para os fins do tipo do art. 213 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc84681508\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc84681509\"><\/a>13.\u00a0 Transporte de alta quantia de valores em ve\u00edculo e tipicidade<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n<p>A busca e apreens\u00e3o de bens em interior de ve\u00edculo \u00e9 legal e inerente ao dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o regular da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, em se tratando do flagrante de transporte de vultosa quantia em dinheiro e n\u00e3o tendo o investigado logrado justificar o motivo de tal conduta.<\/p>\n<p>RHC 142.250-RS, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/09\/2021, DJe 30\/09\/2021. (Info 711)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681510\"><\/a>13.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Janota viajava tranquilamente em seu ve\u00edculo Lada\/88 quando foi parado pela PRF. Quando questionado pelos policiais, Janota informou a estes que dispunha de uma quantia em dinheiro no interior do ve\u00edculo.<\/p>\n<p>Os policiais ent\u00e3o resolveram realizar uma revista e encontraram nada menos que UM MILH\u00c3O de reais $$$ no porta-malas, raz\u00e3o pela qual o ve\u00edculo, celular do investigado e os valores ali encontrados foram apreendidos. Quando questionado, Janota n\u00e3o soube especificar a origem do dinheiro e tampouco o motivo da \u201cmovimenta\u00e7\u00e3o\u201d de valores pouco usual. No entanto, a defesa de Janota impetrou Habeas Corpus alegando a ilegalidade na instaura\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n<p>Os fundamentos da suposta ilegalidade seriam que a busca e apreens\u00e3o dos bens efetivada na parte interna do autom\u00f3vel do investigado seria ilegal, ante a inexist\u00eancia de fundadas raz\u00f5es para tanto, bem como a ilegalidade decorrente da apreens\u00e3o das coisas em propriedade do recorrente (dinheiro, ve\u00edculo e telefone celular), ante a inexist\u00eancia de ind\u00edcios de ilicitude e ainda a aus\u00eancia de justa causa para a instaura\u00e7\u00e3o do inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc84681511\"><\/a>13.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681512\"><\/a>13.2.1. Houve ilegalidade na apreens\u00e3o dos valores e bens?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nada!!! Segue o jogo!!!<\/strong><\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia versa sobre a suposta pr\u00e1tica do crime de lavagem de capitais, uma vez que a Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal encontrou em interior de autom\u00f3vel a quantia de R$ 1.215.000,00 (um milh\u00e3o e duzentos e quinze mil reais).<\/p>\n<p>A defesa busca o trancamento do inqu\u00e9rito policial, aos argumentos de ilegalidade da busca e apreens\u00e3o realizada no ve\u00edculo pelos policiais rodovi\u00e1rios federais, ilegalidade da apreens\u00e3o do autom\u00f3vel, valores em dinheiro e celular, bem como aus\u00eancia de justa causa para a instaura\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O trancamento de inqu\u00e9rito policial ou a\u00e7\u00e3o penal pela via eleita \u00e9 medida EXCEPCIONAL, <strong>cab\u00edvel apenas quando demonstrada, de plano, a atipicidade da conduta, a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade ou a manifesta aus\u00eancia de provas da exist\u00eancia do crime e ind\u00edcios de autoria<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso, <u>o pr\u00f3prio investigado informou aos policiais que dispunha de uma quantia em dinheiro no interior do ve\u00edculo, tendo os agentes rodovi\u00e1rios federais agido dentro do dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o REGULAR, inerente \u00e0s fun\u00e7\u00f5es legais<\/u>.<\/p>\n<p>Dessa forma, em se tratando do flagrante de transporte de vultosa quantia em dinheiro e n\u00e3o tendo o investigado logrado justificar o motivo de tal conduta, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em aus\u00eancia de justa causa para as investiga\u00e7\u00f5es.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc84681513\"><\/a>13.2.2. Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A busca e apreens\u00e3o de bens em interior de ve\u00edculo \u00e9 legal e inerente ao dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o regular da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, em se tratando do flagrante de transporte de vultosa quantia em dinheiro e n\u00e3o tendo o investigado logrado justificar o motivo de tal conduta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":887846,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/18223403\/stj-711.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/18223403\/stj-711.pdf\">stj-711<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/18223403\/stj-711.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bora para o Informativo n\u00ba 711 do STJ COMENTADO! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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