{"id":876347,"date":"2021-10-04T10:56:38","date_gmt":"2021-10-04T13:56:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=876347"},"modified":"2021-10-05T09:26:17","modified_gmt":"2021-10-05T12:26:17","slug":"informativo-stj-710-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-710-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 710 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Simbora de informativo 710 do STJ Comentado!<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-download-do-pdf-aqui\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/04105431\/stj-710.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/h2>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_nNuGD6We-CA\"><div id=\"lyte_nNuGD6We-CA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/nNuGD6We-CA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/nNuGD6We-CA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/nNuGD6We-CA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diploma de n\u00edvel superior e posse em concurso p\u00fablico<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O candidato aprovado em concurso p\u00fablico pode assumir cargo que, segundo o edital, exige t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico em \u00e1rea espec\u00edfica, caso n\u00e3o seja portador desse t\u00edtulo mas detenha diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.888.049-CE, Rel. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021. (Tema 1094) (Info 710) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jeremias foi aprovado em concurso p\u00fablico para o cargo de T\u00e9cnico de Laborat\u00f3rio &#8211; \u00c1rea Qu\u00edmica em um Instituto Federa Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia. A qualifica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o cargo prevista no edital era de &#8220;ensino m\u00e9dio profissionalizante na \u00e1rea, ou ensino m\u00e9dio completo com curso t\u00e9cnico na \u00e1rea (\u00c1rea Qu\u00edmica)&#8221;. Ou seja, ensino m\u00e9dio FORTE!<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que Jeremias \u00e9 bacharel em Qu\u00edmica, al\u00e9m de ter conclu\u00eddo mestrado na \u00e1rea. Ainda assim, o Instituto negou a posse ao candidato por entender que este n\u00e3o preencheria o requisito constante do edital relativo \u00e0 escolaridade\/habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.112\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5o&nbsp; S\u00e3o requisitos b\u00e1sicos para investidura em cargo p\u00fablico:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o n\u00edvel de escolaridade exigido para o exerc\u00edcio do cargo;<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;10.&nbsp;&nbsp;A nomea\u00e7\u00e3o para cargo de carreira ou cargo isolado de provimento efetivo depende de pr\u00e9via habilita\u00e7\u00e3o em concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, obedecidos a ordem de classifica\u00e7\u00e3o e o prazo de sua validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.091\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba O ingresso nos cargos do Plano de Carreira far-se-\u00e1 no padr\u00e3o inicial do 1\u00ba (primeiro) n\u00edvel de capacita\u00e7\u00e3o do respectivo n\u00edvel de classifica\u00e7\u00e3o, mediante concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, observadas a escolaridade e experi\u00eancia estabelecidas no Anexo II desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O edital definir\u00e1 as caracter\u00edsticas de cada fase do concurso p\u00fablico, os requisitos de escolaridade, a forma\u00e7\u00e3o especializada e a experi\u00eancia profissional, os crit\u00e9rios eliminat\u00f3rios e classificat\u00f3rios, bem como eventuais restri\u00e7\u00f5es e condicionantes decorrentes do ambiente organizacional ao qual ser\u00e3o destinadas as vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 4.657\/1942:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. &nbsp;Nas esferas administrativa, controladora e judicial, n\u00e3o se decidir\u00e1 com base em valores jur\u00eddicos abstratos sem que sejam consideradas as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas da decis\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Jeremias poder\u00e1 tomar posse no cargo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Obviamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os arts. 5\u00ba, IV, e 10 da <a>Lei n. 8.112\/1990<\/a>, e o art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da <a>Lei n. 11.091\/2005 <\/a>determinam que a investidura em cargo p\u00fablico apenas ocorrer\u00e1 se o candidato tiver o n\u00edvel de escolaridade exigido para o exerc\u00edcio do cargo, conforme estiver previsto no edital do certame.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o que se coloca apresenta uma nota distintiva, qual seja, saber se atende \u00e0 exig\u00eancia do edital o candidato que porta um diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional do t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico indicado como requisito no certame.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob um prisma da an\u00e1lise econ\u00f4mica do Direito, e considerando as consequ\u00eancias pr\u00e1ticas da decis\u00e3o &#8211; nos termos do art. 20 do <a>Decreto-Lei n. 4.657\/1942<\/a> (acrescentado pela Lei n. 13.655\/2018, que deu nova configura\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro &#8211; LINDB) -, n\u00e3o se pode deixar de registrar que a aceita\u00e7\u00e3o de titula\u00e7\u00e3o superior \u00e0 exigida traz efeitos ben\u00e9ficos para o servi\u00e7o p\u00fablico e, consequentemente, para a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se os seguintes benef\u00edcios: 1) <strong>o leque de candidatos postulantes ao cargo \u00e9 ampliado, permitindo uma sele\u00e7\u00e3o mais abrangente e mais competitiva no certame<\/strong>; 2) <strong>a pr\u00f3pria presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 aperfei\u00e7oada com a investidura de servidores mais qualificados e aptos para o exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se que tal postura se coaduna com a previs\u00e3o do art. 37 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, que erige o princ\u00edpio da EFICI\u00caNCIA dentre os vetores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O candidato aprovado em concurso p\u00fablico pode assumir cargo que, segundo o edital, exige t\u00edtulo de Ensino M\u00e9dio profissionalizante ou completo com curso t\u00e9cnico em \u00e1rea espec\u00edfica, caso n\u00e3o seja portador desse t\u00edtulo mas detenha diploma de n\u00edvel superior na mesma \u00e1rea profissional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Improbidade administrativa, ressarcimento ao er\u00e1rio e prescri\u00e7\u00e3o das demais san\u00e7\u00f5es<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa \u00e9 poss\u00edvel o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do dano ao er\u00e1rio, ainda que sejam declaradas prescritas as demais san\u00e7\u00f5es previstas no art. 12 da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.899.455-AC, Rel. Min. Assusete Magalh\u00e3es, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021. (Tema 1089) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o contra o ex-Prefeito de certo Munic\u00edpio e outros tr\u00eas r\u00e9us, membros da Comiss\u00e3o de Licita\u00e7\u00e3o do referido Munic\u00edpio, postulando sua condena\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica de atos de improbidade administrativa, derivados de irregularidades na aplica\u00e7\u00e3o de verbas federais para aquisi\u00e7\u00e3o de unidade m\u00f3vel de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a senten\u00e7a, reconhecendo a prescri\u00e7\u00e3o do direito de a\u00e7\u00e3o, julgou extinto o feito, com resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, concluindo que o ressarcimento ao Er\u00e1rio deve ser objeto de outra a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em apela\u00e7\u00e3o, o Tribunal de Justi\u00e7a local manteve a decis\u00e3o inicial ao fundamento de que, apesar do ressarcimento por dano patrimonial oriundo de ato de improbidade, nos termos do art. 37, \u00a7 5\u00b0, da Constitui\u00e7\u00e3o, ser imprescrit\u00edvel, tal pretens\u00e3o deveria ser buscada em a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.429\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00b0 Ocorrendo les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-\u00e1 o integral ressarcimento do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12.&nbsp; Independentemente das san\u00e7\u00f5es penais, civis e administrativas previstas na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e1 o respons\u00e1vel pelo ato de improbidade sujeito \u00e0s seguintes comina\u00e7\u00f5es, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; na hip\u00f3tese do art. 9\u00b0, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrim\u00f4nio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de at\u00e9 tr\u00eas vezes o valor do acr\u00e9scimo patrimonial e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo de dez anos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; na hip\u00f3tese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrim\u00f4nio, se concorrer esta circunst\u00e2ncia, perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de at\u00e9 duas vezes o valor do dano e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo de cinco anos;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>III &#8211; na hip\u00f3tese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos de tr\u00eas a cinco anos, pagamento de multa civil de at\u00e9 cem vezes o valor da remunera\u00e7\u00e3o percebida pelo agente e proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico ou receber benef\u00edcios ou incentivos fiscais ou credit\u00edcios, direta ou indiretamente, ainda que por interm\u00e9dio de pessoa jur\u00eddica da qual seja s\u00f3cio majorit\u00e1rio, pelo prazo de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 5\u00ba da <a>Lei n. 8.429\/1992<\/a>, &#8220;ocorrendo les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiro, dar-se-\u00e1 o integral ressarcimento do dano&#8221;. Tal determina\u00e7\u00e3o \u00e9 ressaltada nos incisos I, II e III do art. 12 da mesma Lei, de modo que o ressarcimento integral do dano, quando houver, sempre ser\u00e1 imposto juntamente com alguma ou algumas das demais san\u00e7\u00f5es previstas para os atos \u00edmprobos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, por expressa determina\u00e7\u00e3o da Lei n. 8.429\/1992, \u00e9 l\u00edcito ao autor da a\u00e7\u00e3o cumular o pedido de ressarcimento integral dos danos causados ao er\u00e1rio com o de aplica\u00e7\u00e3o das demais san\u00e7\u00f5es previstas no seu art. 12, pela pr\u00e1tica de ato de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o tema, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem entendimento no sentido de que &#8220;se mostra l\u00edcita a cumula\u00e7\u00e3o de pedidos de natureza condenat\u00f3ria, declarat\u00f3ria e constitutiva nesta a\u00e7\u00e3o, quando sustentada nas disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 8.429\/1992&#8221; (REsp 1.660.381\/SP, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26\/11\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Partindo de tais premissas, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou jurisprud\u00eancia no sentido de que &#8220;a declara\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis aos atos de improbidade administrativa n\u00e3o impede o prosseguimento da demanda quanto \u00e0 pretens\u00e3o de ressarcimento dos danos causados ao er\u00e1rio&#8221; (REsp 1.331.203\/DF, Rel. Ministro Ari Pargendler, Primeira Turma, DJe de 11\/04\/2013).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica por ato de improbidade administrativa \u00e9 poss\u00edvel o prosseguimento da demanda para pleitear o ressarcimento do dano ao er\u00e1rio, ainda que sejam declaradas prescritas as demais san\u00e7\u00f5es previstas no art. 12 da Lei n. 8.429\/1992.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o judicial que determina a apresenta\u00e7\u00e3o do contrato de servi\u00e7os advocat\u00edcios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>Decis\u00e3o judicial que determina a apresenta\u00e7\u00e3o do contrato de servi\u00e7os advocat\u00edcios<\/a>, com a finalidade de verifica\u00e7\u00e3o do endere\u00e7o do cliente\/executado, fere o direito \u00e0 inviolabilidade e sigilo profissional da advocacia.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 67.105-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em processo de execu\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo determinou ao Dr. Creisson, advogado do executado que apresentasse o contrato de servi\u00e7os advocat\u00edcios com a finalidade de localiza\u00e7\u00e3o do executado\/cliente para expedi\u00e7\u00e3o de mandado de penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Dr. Creisson impetrou mandado de seguran\u00e7a contra tal decis\u00e3o, por entender que esta violaria as prerrogativas profissionais da categoria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a casa \u00e9 asilo inviol\u00e1vel do indiv\u00edduo, ningu\u00e9m nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina\u00e7\u00e3o judicial<\/p>\n\n\n\n<p>XIV &#8211; \u00e9 assegurado a todos o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e resguardado o sigilo da fonte, quando necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio profissional; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 133. O advogado \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, sendo inviol\u00e1vel por seus atos e manifesta\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, nos limites da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Estatuto da Advocacia:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o direitos do advogado:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><\/a>II \u2013 a inviolabilidade de seu escrit\u00f3rio ou local de trabalho, bem como de seus instrumentos de trabalho, de sua correspond\u00eancia escrita, eletr\u00f4nica, telef\u00f4nica e telem\u00e1tica, desde que relativas ao exerc\u00edcio da advocacia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp; Presentes ind\u00edcios de autoria e materialidade da pr\u00e1tica de crime por parte de advogado, a autoridade judici\u00e1ria competente poder\u00e1 decretar a quebra da inviolabilidade de que trata o inciso II do&nbsp;<strong>caput&nbsp;<\/strong>deste artigo, em decis\u00e3o motivada, expedindo mandado de busca e apreens\u00e3o, espec\u00edfico e pormenorizado, a ser cumprido na presen\u00e7a de representante da OAB, sendo, em qualquer hip\u00f3tese, vedada a utiliza\u00e7\u00e3o dos documentos, das m\u00eddias e dos objetos pertencentes a clientes do advogado averiguado, bem como dos demais instrumentos de trabalho que contenham informa\u00e7\u00f5es sobre clientes.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 154 &#8211; Revelar algu\u00e9m, sem justa causa, segredo, de que tem ci\u00eancia em raz\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o, minist\u00e9rio, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, e cuja revela\u00e7\u00e3o possa produzir dano a outrem:<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art.&nbsp;210.&nbsp; As testemunhas ser\u00e3o inquiridas cada uma de per si, de modo que umas n\u00e3o saibam nem ou\u00e7am os depoimentos das outras, devendo o juiz adverti-las das penas cominadas ao falso testemunho.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Par\u00e1grafo \u00fanico. Antes do in\u00edcio da audi\u00eancia e durante a sua realiza\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o reservados espa\u00e7os separados para a garantia da incomunicabilidade das testemunhas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O advogado pode ser obrigado a apresentar o contrato de honor\u00e1rios?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em absoluto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A advocacia \u00e9 fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, reconhecida como tal no caput do art. 133 da <a>CF\/1988<\/a>. A leg\u00edtima exegese desse dispositivo constitucional \u00e9 a que reconhece prote\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio da advocacia e n\u00e3o ao advogado e, assim, a essencialidade pr\u00f3pria do advogado se revela apenas &#8220;no contexto de aplica\u00e7\u00e3o do ordenamento jur\u00eddico, em atividade vinculada ao \u00f3rg\u00e3o jurisdicional atuando na reconstru\u00e7\u00e3o, e mais, na ressemantiza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e participada das normas jur\u00eddicas aplic\u00e1veis ao caso concreto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a garantia do sigilo profissional tem assento no art. 5\u00ba, inciso XIV, da CF\/1988, que estabelece ser &#8220;assegurado a todos o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e resguardado o sigilo da fonte, quando necess\u00e1rio ao exerc\u00edcio profissional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 7\u00ba, inciso II, do<a> Estatuto da Advocacia<\/a>, determina a inviolabilidade do escrit\u00f3rio ou local de trabalho, bem como dos arquivos, dados, correspond\u00eancias e comunica\u00e7\u00f5es, salvo hip\u00f3tese de busca ou apreens\u00e3o. E sobre o ponto, acrescenta a doutrina que &#8220;ainda que determinadas por ordem judicial, as intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas, previstas no art. 5\u00ba, inciso XI, da CF\/1988, n\u00e3o podem violar direito \u00e0 confidencialidade da comunica\u00e7\u00e3o entre advogado e cliente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve ser real\u00e7ado, nesse ponto, pela relev\u00e2ncia, que a reda\u00e7\u00e3o do referido inciso II \u00e9 fruto de altera\u00e7\u00e3o legislativa promovida pela Lei n. 11.767\/2008. A partir da renova\u00e7\u00e3o operada por essa lei, o \u00a7 6\u00ba, do pr\u00f3prio art. 7\u00b0, regulamentou a ressalva prevista naquele inciso, detalhando melhor a mat\u00e9ria, prevendo expressamente as hip\u00f3teses em que a inviolabilidade poderia ser afastada.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, anteriormente \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.767\/2008, a doutrina entendia que o afastamento da inviolabilidade e realiza\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o em locais de trabalho do advogado somente era poss\u00edvel, desde que acompanhada por representante da OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, <strong>ap\u00f3s a entrada em vigor da nova lei, para que seja removida a prerrogativa \u00e9 necess\u00e1rio o preenchimento de certos requisitos<\/strong>: a) ind\u00edcios de autoria e materialidade de crime praticado pelo pr\u00f3prio advogado; b) decreta\u00e7\u00e3o da quebra da inviolabilidade por autoridade judici\u00e1ria competente; c) decis\u00e3o fundamentada de busca e apreens\u00e3o que especifique o objeto da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, pela mesma distin\u00e7\u00e3o, recorde-se que o sigilo profissional recebe amparo no <a>C\u00f3digo Penal <\/a>brasileiro (art. 154) e no <a>C\u00f3digo de Processo Penal <\/a>(art. 207), no sentido de que, em qualquer investiga\u00e7\u00e3o que viole o sigilo entre o advogado e o cliente, viola-se n\u00e3o somente a intimidade dos profissionais envolvidos, mas o pr\u00f3prio direito de defesa e, em \u00faltima an\u00e1lise, a democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>Noutro ponto, \u00e9 conveniente assinalar que, como qualquer outro direito ou garantia fundamental, tamb\u00e9m a inviolabilidade e o sigilo profissional no \u00e2mbito do exerc\u00edcio da advocacia, mesmo ostentando tamanha envergadura, n\u00e3o s\u00e3o absolutos em preval\u00eancia, tendo a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a exercido importante papel na defini\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses em que \u00e9 poss\u00edvel flexibilizar seu alcance, a partir de leg\u00edtima e desejada pondera\u00e7\u00e3o de valores.<\/p>\n\n\n\n<p><a>No caso, <\/a><a>a determina\u00e7\u00e3o para apresenta\u00e7\u00e3o do contrato de servi\u00e7os advocat\u00edcios com a finalidade de localiza\u00e7\u00e3o do executado\/cliente para expedi\u00e7\u00e3o de mandado de penhora n\u00e3o configura justa causa para a suspens\u00e3o das garantias constitucionalmente previstas<\/a>. Assim, o contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os advocat\u00edcios, <strong>instrumento essencialmente produzido e referente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o advogado\/cliente, est\u00e1 sob a guarda do sigilo profissional<\/strong>, assim como se comunica a inviolabilidade da atividade advocat\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o judicial que determina a apresenta\u00e7\u00e3o do contrato de servi\u00e7os advocat\u00edcios, com a finalidade de verifica\u00e7\u00e3o do endere\u00e7o do cliente\/executado, fere o direito \u00e0 inviolabilidade e sigilo profissional da advocacia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00cdndice de reajustes dos benef\u00edcios dos planos administrados pelas entidades abertas de previd\u00eancia complementar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da vig\u00eancia da Circular\/SUSEP n. 11\/1996, \u00e9 poss\u00edvel ser pactuado que os reajustes dos benef\u00edcios <a>dos planos administrados pelas entidades abertas de previd\u00eancia complementar<\/a> passem a ser feitos com utiliza\u00e7\u00e3o de um \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os de Ampla Publicidade (INPC\/IBGE, IPCA\/IBGE, IGPM\/FGV, IGP-DI\/FGV, IPC\/FGV ou IPC\/FIPE). Na falta de repactua\u00e7\u00e3o, deve incidir o IPCA-E.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.656.161-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 16\/09\/2021. (Tema 977) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Elaine ajuizou a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o benef\u00edcio em face da entidade previdenci\u00e1ria Associa\u00e7\u00e3o dos Profissionais Liberais Universit\u00e1rios do Brasil \u2013 Aplub por meio da qual requereu que fosse reajustado seu benef\u00edcio de acordo com \u00edndice que lhe seria favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a local deu provimento ao apelo da autora e determinou que o benef\u00edcio fosse revisado, procedendo-se a atualiza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da ORTN desde a assinatura do contrato (1968) at\u00e9 dezembro de 1988; IPC de janeiro de 1989 at\u00e9 mar\u00e7o 1991, sendo fixado no percentual de 42,72% em janeiro de 1989 e de 21,87 em fevereiro de 1991; e IGP-M a partir de mar\u00e7o de 1991, \u00edndices que melhor recomporiam a perda do poder aquisitivo da moeda, sem que gerasse o enriquecimento desmesurado de uma parte frente \u00e0 outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, APLUB interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que o benef\u00edcio recebido por Elaine tem atualiza\u00e7\u00e3o em conson\u00e2ncia com os \u00edndices determinados pelo \u00f3rg\u00e3o normativo do Sistema Nacional de Seguros, em observ\u00e2ncia ao art. 22 da Lei n. 6.435\/1977 e ao art. 3\u00ba e 7\u00ba da lei Complementar n. 109\/2001.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.435\/1977:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. As entidades abertas ter\u00e3o como \u00fanica finalidade a institui\u00e7\u00e3o de planos de concess\u00e3o de pec\u00falios ou de rendas e s\u00f3 poder\u00e3o operar os planos para os quais tenham autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, segundo normas gerais e t\u00e9cnicas aprovadas pelo \u00f3rg\u00e3o normativo do Sistema Nacional de Seguros Privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 22. Os valores monet\u00e1rios das contribui\u00e7\u00f5es e dos benef\u00edcios ser\u00e3o atualizados segundo \u00edndice de varia\u00e7\u00e3o do valor nominal atualizado das Obriga\u00e7\u00f5es Reajust\u00e1veis do Tesouro Nacional &#8211; ORTN e nas condi\u00e7\u00f5es que forem estipuladas pelo \u00f3rg\u00e3o normativo do Sistema Nacional de Seguros Privados, inclusive quanto \u00e0 periodicidade das atualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Admitir-se-\u00e1 cl\u00e1usula de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria diversa da de ORTN, desde que baseada em \u00edndices e condi\u00e7\u00f5es aprovadas pelo \u00f3rg\u00e3o normativo do Sistema Nacional de Seguros Privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 81. As entidades que, na data de in\u00edcio da vig\u00eancia desta Lei, estiverem atuando como entidades de previd\u00eancia privada, ter\u00e3o o prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da expedi\u00e7\u00e3o das normas pelo \u00d3rg\u00e3o Executivo do Sistema, para requererem as autoriza\u00e7\u00f5es exigidas, apresentando planos de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo dur\u00e1veis ou n\u00e3o dur\u00e1veis respondem solidariamente pelos v\u00edcios de qualidade ou quantidade que os tornem impr\u00f3prios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indica\u00e7\u00f5es constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicit\u00e1ria, respeitadas as varia\u00e7\u00f5es decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substitui\u00e7\u00e3o das partes viciadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00b0 S\u00e3o impr\u00f3prios ao uso e consumo:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a que se destinam.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. O fornecedor de servi\u00e7os responde pelos v\u00edcios de qualidade que os tornem impr\u00f3prios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indica\u00e7\u00f5es constantes da oferta ou mensagem publicit\u00e1ria, podendo o consumidor exigir, alternativamente e \u00e0 sua escolha:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 S\u00e3o impr\u00f3prios os servi\u00e7os que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que n\u00e3o atendam as normas regulamentares de prestabilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aplic\u00e1vel somente a TR?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida consiste em saber se, com o advento do art. 22 da <a>Lei n. 6.435\/1977<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel a manuten\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial (TR), por per\u00edodo indefinido, como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de benef\u00edcio de previd\u00eancia complementar operado por entidade aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>O advento da Lei n. 6.435\/1977 trouxe ao ordenamento jur\u00eddico disposi\u00e7\u00f5es cogentes e o claro intuito de disciplinar o mercado de previd\u00eancia complementar, protegendo a poupan\u00e7a popular, e estabelecendo o regime financeiro de capitaliza\u00e7\u00e3o a disciplinar a forma\u00e7\u00e3o de reservas de benef\u00edcios a conceder.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, o art. 22, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 6.435\/1977 deixa expresso que os valores monet\u00e1rios das contribui\u00e7\u00f5es e dos benef\u00edcios dos planos de previd\u00eancia complementar aberta sofrem corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, e n\u00e3o simples reajuste por algum indexador inid\u00f4neo. Tal norma tem efic\u00e1cia imediata, abrangendo at\u00e9 mesmo os planos de benef\u00edcios j\u00e1 institu\u00eddos, em vista da inexist\u00eancia de ressalva e do disposto nos arts. 14 e 81 do mesmo Diploma, disciplinando que n\u00e3o s\u00f3 os benef\u00edcios, mas tamb\u00e9m as contribui\u00e7\u00f5es, sejam atualizados monetariamente segundo a ORTN, ou de modo diverso, contanto que institu\u00eddo pelo \u00d3rg\u00e3o Normativo do Sistema Nacional de Seguros Privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa toada, em se tratando de contrato comutativo de execu\u00e7\u00e3o continuada, em linha de princ\u00edpio, n\u00e3o se pode descartar &#8211; em vista de circunst\u00e2ncia excepcional, imprevis\u00edvel por ocasi\u00e3o da celebra\u00e7\u00e3o da aven\u00e7a -, que possa, em estrita conson\u00e2ncia com a legisla\u00e7\u00e3o especial previdenci\u00e1ria de reg\u00eancia, provimentos infralegais do \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico regulador e anu\u00eancia pr\u00e9via do \u00f3rg\u00e3o fiscalizador, ser promovida modifica\u00e7\u00e3o regulamentar (contratual), resguardando-se, em todo caso, o valor dos benef\u00edcios concedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a doutrina anota que nos contratos as partes nem sempre regulamentam inteiramente seus interesses, deixando lacunas que devem ser preenchidas. Al\u00e9m da integra\u00e7\u00e3o supletiva, cab\u00edvel apenas diante de lacunas contratuais, h\u00e1 a denominada integra\u00e7\u00e3o cogente. Esta se opera quando, sobre a esp\u00e9cie contratual, houver normas que devam obrigatoriamente fazer parte do neg\u00f3cio jur\u00eddico por for\u00e7a de lei. S\u00e3o normas que se sobrep\u00f5em \u00e0 vontade dos interessados e integram a contrata\u00e7\u00e3o por imperativo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro prisma<strong>, no multicitado e hist\u00f3rico julgamento da ADI 493, cujo Relator foi o saudoso Ministro Moreira Alves, realizado em 1992, o Plen\u00e1rio do STF j\u00e1 apontava ser a TR \u00edndice inadequado para corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, estabelecendo balizas para o alcance at\u00e9 mesmo de lei de ordem p\u00fablica<\/strong> (cogente) nos efeitos futuros de contratos celebrados anteriormente a ela (retroatividade m\u00ednima).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o Plen\u00e1rio virtual do STF, em sess\u00e3o encerrada em 9 de novembro de 2019, julgando a ADI n. 5.348, Relatora Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, declarou a inconstitucionalidade do art. 1\u00ba-F da Lei n. 9.494\/1997, alterado pela Lei n. 11.960\/2009, que estabeleceu a aplica\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial da poupan\u00e7a como crit\u00e9rio de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nas condena\u00e7\u00f5es da Fazenda P\u00fablica, determinando a utiliza\u00e7\u00e3o do IPCA-E.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, \u00e9 imprest\u00e1vel ao fim a que se prop\u00f5e benef\u00edcio previdenci\u00e1rio de aposentadoria que sofra forte e ininterrupta corros\u00e3o inflacion\u00e1ria, a ponto de os benef\u00edcios, no tempo, serem corro\u00eddos pela infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, <strong>a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um acr\u00e9scimo que se d\u00e1 ao benef\u00edcio de car\u00e1ter alimentar previdenci\u00e1rio<\/strong>, e a S\u00famula 563\/STJ esclarece que o <a>CDC<\/a> \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s entidades abertas de previd\u00eancia complementar. Assim, o art. 18, \u00a7 6\u00ba, III, do CDC disp\u00f5e que s\u00e3o impr\u00f3prios ao consumo os produtos que, por qualquer motivo, se revele inadequados ao fim a que se destinam. J\u00e1 o art. 20, \u00a7 2\u00ba, estabelece que s\u00e3o impr\u00f3prios os servi\u00e7os que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que n\u00e3o atendam as normas regulamentares de prestabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Registre-se, por fim, que o IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), medido mensalmente pelo IBGE, foi criado para aferir a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os no com\u00e9rcio ao p\u00fablico final, com renda mensal entre 1 e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos. \u00c9 utilizado pelo Banco Central como \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds, inclusive para verificar o cumprimento da meta oficial de infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A partir da vig\u00eancia da Circular\/SUSEP n. 11\/1996, \u00e9 poss\u00edvel ser pactuado que os reajustes dos benef\u00edcios dos planos administrados pelas entidades abertas de previd\u00eancia complementar passem a ser feitos com utiliza\u00e7\u00e3o de um \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os de Ampla Publicidade (INPC\/IBGE, IPCA\/IBGE, IGPM\/FGV, IGP-DI\/FGV, IPC\/FGV ou IPC\/FIPE). Na falta de repactua\u00e7\u00e3o, deve incidir o IPCA-E.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o e momento da an\u00e1lise da contesta\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de que trata o Decreto-Lei n. 911\/1969, a an\u00e1lise da contesta\u00e7\u00e3o somente deve ocorrer ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o da medida liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.892.589-MG, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Rel. Acd. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 16\/09\/2021. (Tema 1040) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais, em sede de Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas, firmou o entendimento de que a an\u00e1lise da contesta\u00e7\u00e3o apresentada pela r\u00e9 deve se dar somente deve ocorrer ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o da medida liminar na a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, nos termos do art. 3\u00ba, \u00a7 3\u00ba, do Decreto-Lei 911\/1969.<\/p>\n\n\n\n<p>As partes r\u00e9s se sentem injusti\u00e7adas e pretendem que sua contesta\u00e7\u00f5es sejam apreciadas antes da apreens\u00e3o do bem.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei n. 911\/1969:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3<sup>o<\/sup>&nbsp;O propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou credor poder\u00e1, desde que comprovada a mora, na forma estabelecida pelo \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;do art. 2<sup>o<\/sup>, ou o inadimplemento, requerer contra o devedor ou terceiro a busca e apreens\u00e3o do bem alienado fiduciariamente, a qual ser\u00e1 concedida liminarmente, podendo ser apreciada em plant\u00e3o judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp;Na senten\u00e7a que decretar a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, o juiz condenar\u00e1 o credor fiduci\u00e1rio ao pagamento de multa, em favor do devedor fiduciante, equivalente a cinq\u00fcenta por cento do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem j\u00e1 tenha sido alienado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 7<sup>o<\/sup>&nbsp;A multa mencionada no \u00a7 6<sup>o<\/sup>&nbsp;n\u00e3o exclui a responsabilidade do credor fiduci\u00e1rio por perdas e danos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Aprecia a contesta\u00e7\u00e3o antes de apreender o bem?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Negativo! Somente AP\u00d3S.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pontua-se, de in\u00edcio, que n\u00e3o se discute a possibilidade de apresenta\u00e7\u00e3o da contesta\u00e7\u00e3o antes da execu\u00e7\u00e3o da medida liminar, n\u00e3o havendo espa\u00e7o para se falar em extemporaneidade, prematuridade ou necessidade de desentranhamento da pe\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia se restringe ao momento em que a contesta\u00e7\u00e3o deve ser apreciada pelo \u00f3rg\u00e3o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que no artigo 3\u00ba do <a>Decreto-Lei n. 911\/1969 <\/a>o legislador elegeu a execu\u00e7\u00e3o da liminar como termo inicial de contagem do prazo para: 1) a consolida\u00e7\u00e3o da propriedade do bem no patrim\u00f4nio do credor fiduci\u00e1rio; 2) o pagamento da integralidade da d\u00edvida pendente e a consequente restitui\u00e7\u00e3o do bem ao devedor livre de \u00f4nus e 3) a apresenta\u00e7\u00e3o de resposta pelo r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, a elei\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da medida liminar como termo inicial da contagem do prazo para contesta\u00e7\u00e3o revela uma op\u00e7\u00e3o legislativa clara de assegurar ao credor fiduci\u00e1rio com garantia real uma resposta satisfativa r\u00e1pida em caso de mora ou inadimplemento por parte do devedor fiduciante, incompat\u00edvel com o procedimento comum.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 essa agilidade inerente ao procedimento especial do Decreto-Lei n. 911\/1969 que fomenta o instituto da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria tornando a sua ado\u00e7\u00e3o vantajosa tanto para o consumidor<\/strong>, que conta com melhores condi\u00e7\u00f5es de concess\u00e3o de cr\u00e9dito (taxas e encargos), quanto para o agente financeiro, por meio da facilita\u00e7\u00e3o dos mecanismos de recupera\u00e7\u00e3o do bem em caso de inadimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cedi\u00e7o que a mora e o inadimplemento, aliados \u00e0 morosidade no deferimento de tutela satisfativa voltada \u00e0 entrega do bem alienado ao credor fiduci\u00e1rio, s\u00e3o fatores determinantes para o encarecimento do cr\u00e9dito, de modo que o aparente rigorismo na norma \u00e9 o que garante a utilidade do instituto, impedindo que ele caia em desuso.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi outro o norte seguido pela Segunda Se\u00e7\u00e3o, quando do julgamento do REsp 1.622.555\/MG, ao afastar a aplica\u00e7\u00e3o da teoria do adimplemento substancial no regime da lei especial (Decreto n. 911\/1969), sob pena de desvirtuamento do instituto da propriedade fiduci\u00e1ria, concebido pelo legislador justamente para conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0s concess\u00f5es de cr\u00e9dito, essencial ao desenvolvimento da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas, portanto, de que a legisla\u00e7\u00e3o especial foi estruturada com um procedimento especial que prev\u00ea, em um primeiro momento, a recupera\u00e7\u00e3o do bem e, em uma segunda etapa, a possibilidade de purga\u00e7\u00e3o da mora e a an\u00e1lise da defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale anotar que o pr\u00f3prio sistema disp\u00f5e de mecanismos para remediar eventual abuso ou neglig\u00eancia do credor fiduci\u00e1rio ao prever o pagamento de multa em favor do devedor fiduciante, equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor originalmente financiado, devidamente atualizado, caso o bem j\u00e1 tenha sido alienado, na hip\u00f3tese de improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, al\u00e9m da responsabilidade do credor fiduci\u00e1rio por perdas e danos (artigo 3\u00ba, \u00a7\u00a7 6\u00ba e 7\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e1 absolutamente sedimentada a jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de que, estando demonstrada a mora\/inadimplemento, o deferimento na medida liminar de busca e apreens\u00e3o \u00e9 impositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, condicionar o cumprimento da medida liminar de busca e apreens\u00e3o \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o da contesta\u00e7\u00e3o, ainda que limitada a eventuais mat\u00e9rias cognosc\u00edveis de of\u00edcio e que n\u00e3o demandem dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria (considerada ainda a subjetividade na delimita\u00e7\u00e3o dessas mat\u00e9rias), causaria enorme inseguran\u00e7a jur\u00eddica e amea\u00e7a \u00e0 efetividade do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o de que trata o Decreto-Lei n. 911\/1969, a an\u00e1lise da contesta\u00e7\u00e3o somente deve ocorrer ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o da medida liminar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de reclama\u00e7\u00e3o contra decis\u00e3o que defere ou indefere o sobrestamento do feito em raz\u00e3o de processamento de pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o ou recurso especial repetitivo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o ajuizamento de <a>reclama\u00e7\u00e3o contra decis\u00e3o que defere ou indefere o sobrestamento do feito em raz\u00e3o de processamento de pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o ou recurso especial repetitivo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 31.193-SC, Rel. Min. Regina Helena Costa, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 16\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jorge ajuizou reclama\u00e7\u00e3o contra o n\u00e3o sobrestamento de processo pelo Presidente da Turma Regional de Uniformiza\u00e7\u00e3o da 4\u00aa Regi\u00e3o. O reclamante alega usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do STJ, uma vez que instaurado incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia na Corte Superior, sobre mat\u00e9ria id\u00eantica a dos autos origin\u00e1rios, caberia ao Presidente da Turma Regional de Uniformiza\u00e7\u00e3o da 4\u00aa Regi\u00e3o sobrestar o processo origin\u00e1rio at\u00e9 o final do incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; processar e julgar, originariamente:<\/p>\n\n\n\n<p>f) a reclama\u00e7\u00e3o para a preserva\u00e7\u00e3o de sua compet\u00eancia e garantia da autoridade de suas decis\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 988. Caber\u00e1 reclama\u00e7\u00e3o da parte interessada ou do Minist\u00e9rio P\u00fablico para:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>I &#8211; preservar a compet\u00eancia do tribunal;<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>II &#8211; garantir a autoridade das decis\u00f5es do tribunal;<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 garantir a observ\u00e2ncia de ac\u00f3rd\u00e3o proferido em julgamento de incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas ou de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba As hip\u00f3teses dos incisos III e IV compreendem a aplica\u00e7\u00e3o indevida da tese jur\u00eddica e sua n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o aos casos que a ela correspondam.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a reclama\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Reclama\u00e7\u00e3o, prevista no art. 105, I, f, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica<\/a>, bem como no art. 988 do <a>C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 <\/a>(reda\u00e7\u00e3o da Lei n. 13.256\/2016), constitui incidente processual destinado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a (inciso I), a garantir a autoridade de suas decis\u00f5es (inciso II) e \u00e0 observ\u00e2ncia de ac\u00f3rd\u00e3o proferido em julgamento de incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas ou de incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia (inciso IV e \u00a7 4\u00ba). Sendo, portanto, meio de impugna\u00e7\u00e3o de manejo limitado, n\u00e3o podendo serem ampliadas as hip\u00f3teses de conhecimento, sob pena de se tornar um suced\u00e2neo recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de sobrestamento do processo origin\u00e1rio n\u00e3o se enquadra nas hip\u00f3teses de cabimento da reclama\u00e7\u00e3o prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, porquanto <strong>n\u00e3o restou configurada a alegada usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia ou desrespeito \u00e0 autoridade do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se, ademais, que a Reclama\u00e7\u00e3o, a teor do art. 105, I, f da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, destina-se a garantir a autoridade das decis\u00f5es desta Corte, no pr\u00f3prio caso concreto, em que o Reclamante tenha figurado como parte, ou \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de sua compet\u00eancia, n\u00e3o servindo como suced\u00e2neo recursal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 incab\u00edvel o ajuizamento de reclama\u00e7\u00e3o contra decis\u00e3o que defere ou indefere o sobrestamento do feito em raz\u00e3o de processamento de pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o ou recurso especial repetitivo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Multa morat\u00f3ria da obriga\u00e7\u00e3o de exportar no regime especial de drawback<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A multa morat\u00f3ria na hip\u00f3tese de descumprimento, pelo contribuinte benefici\u00e1rio, da obriga\u00e7\u00e3o de exportar no regime especial de drawback em sua modalidade suspens\u00e3o, somente ocorrer\u00e1 ap\u00f3s o trig\u00e9simo dia do inadimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.580.304-RS, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 16\/09\/2021, DJe 23\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Acco do Brasil Ltda descumpriu a obriga\u00e7\u00e3o de realizar exporta\u00e7\u00f5es no regime especial de drawback na modalidade suspens\u00e3o, por\u00e9m, antes de findo o prazo para a tomada de uma das medidas descritas no artigo 390, I, do Decreto n. 6.759\/09, calculou o montante do tributo que entendeu devido e efetuou o seu pagamento; e com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor recolhido e aquele que poderia vir a ser apontado pelo Fisco, procedeu com o respectivo dep\u00f3sito judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a Fazenda Nacional entende devida a multa morat\u00f3ria sobre tais valores, ainda que tenha sido realizado o recolhimento antes do prazo legal de trinta dias.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto n. 4.543\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 340. O prazo de vig\u00eancia do regime ser\u00e1 de um ano, admitida uma \u00fanica prorroga\u00e7\u00e3o, por igual per\u00edodo, salvo nos casos de importa\u00e7\u00e3o de mercadorias destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens de capital de longo ciclo de fabrica\u00e7\u00e3o, quando o prazo m\u00e1ximo ser\u00e1 de cinco anos (Decreto-lei n<sup>o<\/sup>&nbsp;1.722, de 3 de dezembro de 1979, art. 4<sup>o<\/sup>&nbsp;e par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Os prazos de que trata o&nbsp;<strong>caput<\/strong>&nbsp;ter\u00e3o como termo final o fixado para o cumprimento do compromisso de exporta\u00e7\u00e3o assumido na concess\u00e3o do regime.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 342. As mercadorias admitidas no regime que, no todo ou em parte, deixarem de ser empregadas no processo produtivo de bens, conforme estabelecido no ato concess\u00f3rio, ou que sejam empregadas em desacordo com este, ficam sujeitas aos seguintes procedimentos:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devida a multa?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Somente ap\u00f3s o TRIG\u00c9SIMO dia do inadimplemento!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se da incid\u00eancia ou n\u00e3o de multa morat\u00f3ria na hip\u00f3tese de descumprimento, pelo contribuinte benefici\u00e1rio, da obriga\u00e7\u00e3o de exportar no regime especial de drawback, em sua modalidade suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o embargado, proferido pela Segunda Turma do STJ, entendeu pela incid\u00eancia de juros de mora e multa ao fundamento de que o prazo de trinta dias previsto no art. 342 do <a>Decreto n. 4.543\/2002 <\/a>&#8220;n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar a data de constitui\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, tampouco da data de pagamento dos tributos sem encargos morat\u00f3rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ac\u00f3rd\u00e3o paradigma, exarado pela Primeira Turma, concluiu que &#8220;a orienta\u00e7\u00e3o que melhor se coaduna com uma vis\u00e3o sistem\u00e1tica da legisla\u00e7\u00e3o e princ\u00edpios do Direito Tribut\u00e1rio p\u00e1trio e, em especial, com a finalidade da norma instituidora do regime espec\u00edfico de tributa\u00e7\u00e3o em discuss\u00e3o, \u00e9 aquela que afasta a incid\u00eancia da multa morat\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, tem-se que o drawback \u00e9 uma esp\u00e9cie de regime aduaneiro especial, consistente em um incentivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, visto que as opera\u00e7\u00f5es por ele contempladas s\u00e3o aquelas em que se importam insumos, para emprego na fabrica\u00e7\u00e3o ou no aperfei\u00e7oamento de produtos a serem depois exportados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O fato gerador dos tributos aduaneiros, no drawback suspens\u00e3o, ocorre na data do registro da declara\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o na reparti\u00e7\u00e3o aduaneira<\/strong>; o pagamento das respectivas exa\u00e7\u00f5es \u00e9 que fica, em princ\u00edpio, postergado para o prazo de um ano ap\u00f3s esse momento, e apenas se n\u00e3o houver o implemento de sua condi\u00e7\u00e3o resolutiva, que se consuma com o ato mesmo da exporta\u00e7\u00e3o. Assim, escorreita a compreens\u00e3o de que, inadimplida a condi\u00e7\u00e3o estabelecida para a frui\u00e7\u00e3o do incentivo (aus\u00eancia da exporta\u00e7\u00e3o), os consect\u00e1rios ligados ao tributo, a saber, juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, devem fluir a contar do fato gerador dos tributos suspensos, ou seja, a partir do respectivo registro da declara\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o na reparti\u00e7\u00e3o aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente, no entanto, desponta o vi\u00e9s temporal ligado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da questionada multa morat\u00f3ria. Tal penalidade, tendo como pressuposto o descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de exportar, s\u00f3 poder\u00e1 atuar ap\u00f3s escoado o prazo de 30 dias, cujos alicerces vinham descritos nos arts. 340 e 342 do revogado Decreto n. 4.543\/2002 (hoje sucedido pelo Decreto n. 6.759\/2009).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A multa morat\u00f3ria na hip\u00f3tese de descumprimento, pelo contribuinte benefici\u00e1rio, da obriga\u00e7\u00e3o de exportar no regime especial de drawback em sua modalidade suspens\u00e3o, somente ocorrer\u00e1 ap\u00f3s o trig\u00e9simo dia do inadimplemento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade do adiantamento das custas relativas ao ato citat\u00f3rio nas execu\u00e7\u00f5es fiscais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A teor do art. 39 da Lei n. 6.830\/1980, a fazenda p\u00fablica exequente, no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es fiscais, est\u00e1 dispensada de promover o adiantamento de custas relativas ao ato citat\u00f3rio, devendo recolher o respectivo valor somente ao final da demanda, acaso resulte vencida.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.858.965-SP, Rel. Min. S\u00e9rgio Kukina, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021. (Tema 1054) (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Um Munic\u00edpio ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de Tadeu. Ocorre que o juiz da execu\u00e7\u00e3o condicionou a expedi\u00e7\u00e3o de carta citat\u00f3ria ao pr\u00e9vio recolhimento de custas postais. Em agravo de instrumento, o Tribunal de Justi\u00e7a local manteve a decis\u00e3o por entender que correta a decis\u00e3o agravada ao determinar o pr\u00e9vio recolhimento dos valores concernentes \u00e0s custas postais com a cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Munic\u00edpio interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que o NCPC e a LEF seriam claros ao dispensar o adiantamento das despesas processuais por parte da Fazenda P\u00fablica, explicitando que tais despesas ser\u00e3o recolhidas somente ao final pelo vencido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.830\/1980:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 39 &#8211; A Fazenda P\u00fablica n\u00e3o est\u00e1 sujeita ao pagamento de custas e emolumentos. A pr\u00e1tica dos atos judiciais de seu interesse independer\u00e1 de preparo ou de pr\u00e9vio dep\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 97. A Uni\u00e3o e os Estados podem criar fundos de moderniza\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, aos quais ser\u00e3o revertidos os valores das san\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias processuais destinadas \u00e0 Uni\u00e3o e aos Estados, e outras verbas previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1rio o adiantamento das custas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pela dic\u00e7\u00e3o do art. 39 da <a>Lei n. 6.830\/1980<\/a>, diploma normativo especial, disciplinador das execu\u00e7\u00f5es fiscais, a fazenda p\u00fablica est\u00e1 exonerada de desembolsar as despesas com atos processuais, s\u00f3 as ressarcindo, ao fim, se for vencida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha de entendimento, preconiza o art. 91 do <a>CPC<\/a> que as custas processuais s\u00f3 ser\u00e3o pagas pela fazenda p\u00fablica ao fim, se resultar vencida na demanda. Essa previs\u00e3o j\u00e1 constava no CPC\/1973, em seu art. 27: &#8220;As despesas dos atos processuais, efetuados a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da Fazenda P\u00fablica, ser\u00e3o pagas a final pelo vencido&#8221;. Em outras palavras, a lei processual, mesmo sob a \u00e9gide do antigo CPC\/1973, dispensava alguns litigantes do \u00f4nus de adiantar as despesas processuais, a exemplo da fazenda p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, vale acrescentar, \u00e9 entendimento assente no STJ o de que &#8220;Custas e emolumentos, quanto \u00e0 natureza jur\u00eddica, n\u00e3o se confundem com despesas para o custeio de atos fora da atividade cartorial&#8221; (RMS 10.349\/RS, Rel. Ministro Milton Luiz Pereira, Primeira Turma, DJ 20\/11\/2000, p. 267).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, <strong>no caso das custas e dos emolumentos, est\u00e1 a Fazenda P\u00fablica dispensada de promover o adiantamento de numer\u00e1rio, enquanto, na hip\u00f3tese de despesas, o ente p\u00fablico deve efetuar o pagamento de forma antecipada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a natureza dos valores despendidos para realiza\u00e7\u00e3o do ato citat\u00f3rio, este STJ tem entendimento antigo no sentido de que a &#8220;cita\u00e7\u00e3o postal constitui-se ato processual cujo valor est\u00e1 abrangido nas custas processuais, e n\u00e3o se confunde com despesas processuais, as quais se referem ao custeio de atos n\u00e3o abrangidos pela atividade cartorial, como \u00e9 o caso dos honor\u00e1rios de perito e dilig\u00eancias promovidas por Oficial de Justi\u00e7a&#8221; (REsp 443.678\/RS, Rel. Min. Jos\u00e9 Delgado, Primeira Turma, DJ 07\/10\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, dessa forma, que as despesas com a cita\u00e7\u00e3o postal est\u00e3o compreendidas no conceito de &#8220;custas processuais&#8221;, referidas estas como &#8220;atos judiciais de seu interesse [do exequente]&#8221; pelo art. 39 da Lei n. 6.830\/1980, e &#8220;despesas dos atos processuais&#8221; pelo art. 91 do CPC. Al\u00e9m disso, essa expressa previs\u00e3o do vigente C\u00f3digo de Processo Civil, acerca da desnecessidade de adiantamento das despesas processuais pelo ente p\u00fablico, veio referendar o que j\u00e1 dizia o estatuto espec\u00edfico das execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, atento aos dizeres do art. 39 da Lei n. 6.830\/1980, o STJ, de h\u00e1 muito, tem se manifestado no rumo de n\u00e3o ser exig\u00edvel, que a fazenda exequente adiante o pagamento das custas com a cita\u00e7\u00e3o postal do devedor na execu\u00e7\u00e3o fiscal, devendo faz\u00ea-lo apenas ao fim do processo, acaso vencida.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A teor do art. 39 da Lei n. 6.830\/1980, a fazenda p\u00fablica exequente, no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es fiscais, est\u00e1 dispensada de promover o adiantamento de custas relativas ao ato citat\u00f3rio, devendo recolher o respectivo valor somente ao final da demanda, acaso resulte vencida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Participa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio sobre o ICMS e compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rio<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O repasse referente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o que o munic\u00edpio faz jus sobre o ICMS compensado com precat\u00f3rio se d\u00e1 com a aceita\u00e7\u00e3o desse \u00faltimo com forma de quita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, n\u00e3o estando condicionado (o repasse) ao momento em que o cr\u00e9dito estampado no precat\u00f3rio for efetivamente disponibilizado em esp\u00e9cie, segundo a ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.894.736-PR, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 21\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o que chegou ao STJ trata da possibilidade de condicionamento do repasse da participa\u00e7\u00e3o do ICMS dos Munic\u00edpios pelo Estado-Membro e o momento da compensa\u00e7\u00e3o deste cr\u00e9dito com precat\u00f3rios. Ou seja, quando os Estados compensam precat\u00f3rios, eles pretendem mandar a grana dos munic\u00edpios n\u00e3o imediatamente, mas conforme cronol\u00f3gica de efetivo pagamento dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>LC n. 63\/1990:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba Do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto de que trata o artigo anterior, 25% (vinte e cinco por cento) ser\u00e3o depositados ou remetidos no momento em que a arrecada\u00e7\u00e3o estiver sendo realizada \u00e0 &#8220;conta de participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios no Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00f5es de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00f5es&#8221;, aberta em estabelecimento oficial de cr\u00e9dito e de que s\u00e3o titulares, conjuntos, todos os Munic\u00edpios do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>\u00a7 1\u00ba Na hip\u00f3tese de ser o cr\u00e9dito relativo ao Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00f5es de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual e Interestadual e Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00e3o extinto por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o, a reparti\u00e7\u00e3o estadual dever\u00e1, no mesmo ato, efetuar o dep\u00f3sito ou a remessa dos 25% (vinte e cinco por cento) pertencentes aos Munic\u00edpios na conta de que trata este artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 156. Extinguem o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a compensa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode condicionar o repasse?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a literalidade do \u00a7 1\u00ba do art. 4\u00ba da <a>LC n. 63\/1990<\/a>, o legislador foi claro ao assentar que na hip\u00f3tese de o ICMS ser extinto mediante compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o o estado dever\u00e1 efetuar o repasse da participa\u00e7\u00e3o constitucionalmente assegurada a municipalidade quando da realiza\u00e7\u00e3o desse ato de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (art. 156, II, do <a>CTN<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Como cedi\u00e7o, a extin\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios mediante compensa\u00e7\u00e3o com cr\u00e9ditos estampados em precat\u00f3rio se d\u00e1 com a ACEITA\u00c7\u00c3O desse \u00faltimo como forma de quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, n\u00e3o h\u00e1 na lei federal nenhuma disposi\u00e7\u00e3o postergando o momento do repasse da participa\u00e7\u00e3o do ICMS compensado com precat\u00f3rio \u00e0 ordem cronol\u00f3gica de efetivo pagamento dos cr\u00e9ditos nele estampados.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito, <strong>a tese de condicionar a extin\u00e7\u00e3o e o repasse do ICMS \u00e0 ordem cronol\u00f3gica do precat\u00f3rio intenta transmudar a hip\u00f3tese de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para arrecada\u00e7\u00e3o por meio de efetivo pagamento<\/strong> de que trata o caput do art. 4\u00ba, esvaziando, assim, a norma espec\u00edfica contida no \u00a7 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O repasse referente \u00e0 participa\u00e7\u00e3o que o munic\u00edpio faz jus sobre o ICMS compensado com precat\u00f3rio se d\u00e1 com a aceita\u00e7\u00e3o desse \u00faltimo com forma de quita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, n\u00e3o estando condicionado (o repasse) ao momento em que o cr\u00e9dito estampado no precat\u00f3rio for efetivamente disponibilizado em esp\u00e9cie, segundo a ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>10.&nbsp; Afastamento dos cr\u00e9ditos de titulares de posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial e identifica\u00e7\u00e3o pessoal do fiduciante ou do fiduci\u00e1rio com o bem im\u00f3vel ofertado<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>afastamento dos cr\u00e9ditos de titulares de posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial <\/a>da devedora independe <a>da identifica\u00e7\u00e3o pessoal do fiduciante ou do fiduci\u00e1rio com o bem im\u00f3vel ofertado <\/a>em garantia ou com a pr\u00f3pria recuperanda.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.938.706-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 14\/09\/2021, DJe 16\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A CEF apresentou incidente de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 rela\u00e7\u00e3o de credores, instaurado no curso do processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial, ao argumento de que n\u00e3o deveria integrar a recupera\u00e7\u00e3o, pois credora de cr\u00e9dito protegido por de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A impugna\u00e7\u00e3o foi rejeitada e a decis\u00e3o mantida pelo Tribunal de Justi\u00e7a local que entendeu que o contrato particular de consolida\u00e7\u00e3o, confiss\u00e3o, renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida e outras obriga\u00e7\u00f5es celebrado entre a CEF e a recuperanda estaria sujeito aos efeitos do processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial desta, uma vez que a garantia relativa \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3vel foi prestada por terceiro, n\u00e3o afetando bem do patrim\u00f4nio da devedora.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a CEF interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que tais cr\u00e9ditos ostentam natureza extraconcursal, na medida em que o art. 49, \u00a7 3\u00ba, da LFRE n\u00e3o faria qualquer distin\u00e7\u00e3o quanto ao fato do bem dado em aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria ser de propriedade de terceiros, ou seja, n\u00e3o exige que o fiduciante seja empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>10.2.1. O cr\u00e9dito deve ser submetido aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria em discuss\u00e3o j\u00e1 foi apreciada pela Terceira Turma do STJ por ocasi\u00e3o do julgamento do REsp 1.549.529\/SP (DJe 28\/10\/2016, Relator Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, decis\u00e3o un\u00e2nime), oportunidade em que se decidiu que o fato de o bem im\u00f3vel alienado fiduciariamente n\u00e3o integrar o acervo patrimonial da devedora n\u00e3o tem o cond\u00e3o de afastar a regra disposta no \u00a7 3\u00ba do art. 49 da Lei n. 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo legal estabelece que o cr\u00e9dito detido em face da recuperanda pelo titular da posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio de bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel n\u00e3o se submete aos efeitos do processo de soerguimento, prevalecendo o direito de propriedade sobre a coisa e as condi\u00e7\u00f5es contratuais pactuadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O legislador n\u00e3o delimitou o alcance da regra em quest\u00e3o exclusivamente aos bens alienados fiduciariamente origin\u00e1rios do acervo patrimonial da pr\u00f3pria sociedade empres\u00e1ria recuperanda<\/strong>, tendo apenas estipulado a n\u00e3o sujei\u00e7\u00e3o aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito titularizado pelo &#8220;credor titular da posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio&#8221;. Portanto, de acordo com a conclus\u00e3o alcan\u00e7ada no judicioso voto proferido pelo Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze no precedente anteriormente citado, o dispositivo legal em an\u00e1lise afasta por completo dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o apenas o bem alienado fiduciariamente, mas o pr\u00f3prio contrato por ele garantido.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal compreens\u00e3o se coaduna com &#8220;toda a sistem\u00e1tica legal arquitetada para albergar o instituto da propriedade fiduci\u00e1ria&#8221;, de modo que, estando distanciado referido instituto jur\u00eddico dos interesses dos sujeitos envolvidos &#8211; haja vista estar o bem alienado vinculado especificamente ao cr\u00e9dito garantido &#8211; afigura-se irrelevante a identifica\u00e7\u00e3o pessoal do fiduciante ou do fiduci\u00e1rio com o objeto da garantia ou com a pr\u00f3pria sociedade recuperanda.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>10.2.2. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O afastamento dos cr\u00e9ditos de titulares de posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora independe da identifica\u00e7\u00e3o pessoal do fiduciante ou do fiduci\u00e1rio com o bem im\u00f3vel ofertado em garantia ou com a pr\u00f3pria recuperanda.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>11.&nbsp; Apreens\u00e3o \u00ednfima de quantidade de muni\u00e7\u00e3o e atipicidade da conduta<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o de \u00ednfima quantidade de muni\u00e7\u00e3o desacompanhada da arma de fogo n\u00e3o implica, por si s\u00f3, a atipicidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.856.980-SC, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 22\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Creosvaldo foi condenado por infra\u00e7\u00e3o aos arts. 33, caput, e 35, da Lei n. 11.343\/06 (tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico) e ao art. 16, caput, da Lei 10.826\/03 (posse ilegal de muni\u00e7\u00e3o de uso restrito calibre 40, desacompanhada do artefato apto a dispar\u00e1-la).<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Creosvaldo interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta a atipicidade da conduta de posse ilegal de muni\u00e7\u00e3o de uso restrito, o que foi reconhecido pelo Ministro Relator do recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o MP interp\u00f4s embargos de diverg\u00eancia no qual alega diss\u00eddio jurisprudencial e ainda que Creosvaldo teria sido condenado pela pr\u00e1tica dos crimes de tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico, o que afastaria o reconhecimento da atipicidade da conduta, por n\u00e3o estarem demonstradas a m\u00ednima ofensividade da a\u00e7\u00e3o e a aus\u00eancia de periculosidade social exigidas para tal finalidade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 10.826\/2003:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acess\u00f3rio ou muni\u00e7\u00e3o, de uso permitido, em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar, no interior de sua resid\u00eancia ou depend\u00eancia desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o respons\u00e1vel legal do estabelecimento ou empresa:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em dep\u00f3sito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acess\u00f3rio ou muni\u00e7\u00e3o, de uso permitido, sem autoriza\u00e7\u00e3o e em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em dep\u00f3sito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acess\u00f3rio ou muni\u00e7\u00e3o de uso restrito, sem autoriza\u00e7\u00e3o e em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 3 (tr\u00eas) a 6 (seis) anos, e multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 35. Associarem-se duas ou mais pessoas para o fim de praticar, reiteradamente ou n\u00e3o, qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e \u00a7 1\u00ba , e 34 desta Lei:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.2. A conduta \u00e9 at\u00edpica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o necessariamente!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o embargado, da Sexta Turma, a apreens\u00e3o de \u00ednfima quantidade de muni\u00e7\u00e3o, aliada \u00e0 aus\u00eancia de artefato apto ao disparo, implica o reconhecimento, no caso concreto, da incapacidade de se gerar perigo \u00e0 incolumidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgado paradigma, a Quinta Turma decidiu que &#8220;apesar da apreens\u00e3o de apenas uma muni\u00e7\u00e3o na posse do r\u00e9u, a condena\u00e7\u00e3o pelo outro crime (tr\u00e1fico de drogas), revela a impossibilidade de reconhecimento da atipicidade da conduta do delito do art. 16, caput, da <a>Lei n. 10.826\/2003<\/a>. A particularidade do caso demonstra a efetiva lesividade desta conduta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, discute-se o entendimento, at\u00e9 ent\u00e3o predominante no STJ, de que a simples conduta de possuir ou portar ilegalmente arma, acess\u00f3rio, muni\u00e7\u00e3o ou artefato explosivo \u00e9 suficiente para a configura\u00e7\u00e3o dos delitos previstos nos arts. 12, 14 e 16 da Lei n. 10.826\/2003, sendo dispens\u00e1vel a comprova\u00e7\u00e3o do potencial lesivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Supremo Tribunal Federal passou a admitir a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da insignific\u00e2ncia em hip\u00f3teses excepcional\u00edssimas<\/strong>, quando apreendidas pequenas quantidades de muni\u00e7\u00f5es e desde que desacompanhadas da arma de fogo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha da jurisprud\u00eancia do STF, a Quinta Turma dessa Corte Superior tem entendido que o simples fato de os cartuchos apreendidos estarem desacompanhados da respectiva arma de fogo n\u00e3o implica, por si s\u00f3, a atipicidade da conduta, de maneira que as peculiaridades do caso concreto devem ser analisadas a fim de se aferir: a) a m\u00ednima ofensividade da conduta do agente; b) a aus\u00eancia de periculosidade social da a\u00e7\u00e3o; c) o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento; e d) a inexpressividade da les\u00e3o jur\u00eddica provocada.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, embora com o embargado tenha sido apreendida apenas uma muni\u00e7\u00e3o de uso restrito, desacompanhada de arma de fogo, ele foi tamb\u00e9m condenado pela pr\u00e1tica dos crimes descritos nos arts. 33, caput, e 35, da <a>Lei n. 11.343\/2006 <\/a>(tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico), o que afasta o reconhecimento da atipicidade da conduta, por n\u00e3o estarem demonstradas a m\u00ednima ofensividade da a\u00e7\u00e3o e a aus\u00eancia de periculosidade social exigidas para tal finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, deve prevalecer no STJ o entendimento do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A apreens\u00e3o de \u00ednfima quantidade de muni\u00e7\u00e3o desacompanhada da arma de fogo n\u00e3o implica, por si s\u00f3, a atipicidade da conduta.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>12.&nbsp; Abrang\u00eancia da medida assecurat\u00f3ria de indisponibilidade de bens, prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 9.613\/1998<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><strong>INQU\u00c9RITO<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A <a>medida assecurat\u00f3ria de indisponibilidade de bens, prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 9.613\/1998<\/a>, pode atingir bens de origem l\u00edcita ou il\u00edcita, adquiridos antes ou depois da infra\u00e7\u00e3o penal, bem como de pessoa jur\u00eddica ou familiar n\u00e3o denunciado, quando houver confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Inq 1.190-DF, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 15\/09\/2021. (Info 710)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Durante um inqu\u00e9rito para apura\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis crimes de lavagem de dinheiro, o Ministro Felix Fischer determinou a medida assecurat\u00f3ria de indisponibilidade de bens at\u00e9 o valor de R$ 277.5 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida afetou n\u00e3o s\u00f3 a empresa investigada, como tamb\u00e9m a fam\u00edlia que administra a empresa, tendo inclusive atingido bens objetos de heran\u00e7a, ao entendimento de que h\u00e1 prova de incorpora\u00e7\u00e3o de bens ao patrim\u00f4nio da empresa familiar e transfer\u00eancia de outros bens aos citados familiares, a indicar confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os \u201cprejudicados\u201d se manifestaram veementemente contra tal medida e requereram a revoga\u00e7\u00e3o desta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.613\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4<sup>o<\/sup>&nbsp; O juiz, de of\u00edcio, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou mediante representa\u00e7\u00e3o do delegado de pol\u00edcia, ouvido o Minist\u00e9rio P\u00fablico em 24 (vinte e quatro) horas, havendo ind\u00edcios suficientes de infra\u00e7\u00e3o penal, poder\u00e1 decretar medidas assecurat\u00f3rias de bens, direitos ou valores do investigado ou acusado, ou existentes em nome de interpostas pessoas, que sejam instrumento, produto ou proveito dos crimes previstos nesta Lei ou das infra\u00e7\u00f5es penais antecedentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4<sup>o<\/sup>&nbsp; Poder\u00e3o ser decretadas medidas assecurat\u00f3rias sobre bens, direitos ou valores para repara\u00e7\u00e3o do dano decorrente da infra\u00e7\u00e3o penal antecedente ou da prevista nesta Lei ou para pagamento de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, multa e custas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 91 &#8211; S\u00e3o efeitos da condena\u00e7\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a perda em favor da Uni\u00e3o, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro de boa-f\u00e9:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a pr\u00e1tica do fato criminoso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp; Poder\u00e1 ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime quando estes n\u00e3o forem encontrados ou quando se localizarem no exterior<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp; Na hip\u00f3tese do \u00a7 1<sup>o<\/sup>, as medidas assecurat\u00f3rias previstas na legisla\u00e7\u00e3o processual poder\u00e3o abranger bens ou valores equivalentes do investigado ou acusado para posterior decreta\u00e7\u00e3o de perda.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.667. O regime de comunh\u00e3o universal importa a comunica\u00e7\u00e3o de todos os bens presentes e futuros dos c\u00f4njuges e suas d\u00edvidas passivas, com as exce\u00e7\u00f5es do artigo seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.668. S\u00e3o exclu\u00eddos da comunh\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os bens doados ou herdados com a cl\u00e1usula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.2. A medida pode atingir bens de origem l\u00edcita e ainda dos familiares?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As medidas cautelares patrimoniais, previstas nos arts. 125 a 144 do <a>C\u00f3digo de Processo Penal<\/a>, bem como no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da <a>Lei n. 9.613\/1998<\/a>, destinam-se a garantir, em caso de condena\u00e7\u00e3o, tanto a perda do proveito ou produto do crime, como o ressarcimento dos danos causados (danos ex delicto) e o pagamento de pena de multa, custas processuais e demais obriga\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias impostas.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida assecurat\u00f3ria de indisponibilidade de bens prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 9.613\/1998 permite a constri\u00e7\u00e3o de quaisquer bens, direitos ou valores para repara\u00e7\u00e3o do dano decorrente do crime ou para pagamento de presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria, pena de multa e custas processuais, sendo DESNCESS\u00c1RIO, pois, verificar se t\u00eam origem l\u00edcita ou il\u00edcita ou se foram adquiridos antes ou depois da infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, <strong>a ilicitude dos bens n\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para que se lhes decrete a indisponibilidade<\/strong>, haja vista, sobretudo, o teor do art. 91, inciso II, al\u00ednea b, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba, do C\u00f3digo Penal, que admitem medidas assecurat\u00f3rias abrangentes de bens ou valores equivalentes ao produto ou proveito do crime para posterior decreta\u00e7\u00e3o de perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Acres\u00e7a-se que as medidas cautelares patrimoniais constituem instrumento frequentemente necess\u00e1rio para conter as opera\u00e7\u00f5es de organiza\u00e7\u00f5es criminosas, sobretudo em crimes como o de lavagem de dinheiro, por meio de sua asfixia econ\u00f4mica e interrup\u00e7\u00e3o de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Frise-se que a constri\u00e7\u00e3o pode atingir o patrim\u00f4nio de pessoa jur\u00eddica e familiares n\u00e3o denunciados, inclusive o c\u00f4njuge casado sob o regime de comunh\u00e3o universal de bens, o que se mostra NECESS\u00c1RIO, ADEQUADO e PROPORCIONAL quando houver confus\u00e3o patrimonial, de incorpora\u00e7\u00e3o de bens ao patrim\u00f4nio da empresa familiar e transfer\u00eancia de outros bens aos familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante disp\u00f5e o art. 1667 do C\u00f3digo Civil, no casamento realizado sob regime de comunh\u00e3o universal de bens, comunicam-se os bens presentes e futuros dos c\u00f4njuges e suas d\u00edvidas passivas. N\u00e3o se cogita, no caso, nenhuma das exce\u00e7\u00f5es previstas no art. 1.668 do <a>C\u00f3digo Civil<\/a>, como seria o caso de bens doados ou herdados com a cl\u00e1usula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu lugar (inciso I).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A medida assecurat\u00f3ria de indisponibilidade de bens, prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 9.613\/1998, pode atingir bens de origem l\u00edcita ou il\u00edcita, adquiridos antes ou depois da infra\u00e7\u00e3o penal, bem como de pessoa jur\u00eddica ou familiar n\u00e3o denunciado, quando houver confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/04105431\/stj-710.pdf\">stj-710<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/10\/04105431\/stj-710.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simbora de informativo 710 do STJ Comentado! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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