{"id":867727,"date":"2021-09-22T18:52:14","date_gmt":"2021-09-22T21:52:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=867727"},"modified":"2021-09-22T23:14:05","modified_gmt":"2021-09-23T02:14:05","slug":"gabarito-preliminar-juiz-pr-questoes-recorriveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/gabarito-preliminar-juiz-pr-questoes-recorriveis\/","title":{"rendered":"Gabarito Preliminar Juiz PR: quais as quest\u00f5es recorr\u00edveis?"},"content":{"rendered":"\n<p>Foram disponibilizados os <a href=\"http:\/\/netstorage.fgv.br\/tjpr21\/tjpr2021_gabarito_preliminar.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">gabaritos preliminares<\/a> das provas aplicadas no \u00faltimo domingo, 19 de setembro para o concurso Juiz PR, que oferta <strong>12 vagas imediatas<\/strong> para juiz de Direito, cuja remunera\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 de&nbsp;<strong> <span style=\"font-size: revert; color: initial;\">R$ 28.884,20<\/span>.&nbsp;<\/strong>Al\u00e9m disso, os candidatos poder\u00e3o acessar seus respectivos <a href=\"https:\/\/conhecimento.fgv.br\/concursos\/tjpr2021\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">cadernos de provas<\/a>. A parte log\u00edstica da execu\u00e7\u00e3o das provas ficou com a <a href=\"https:\/\/conhecimento.fgv.br\/concursos\/tjpr2021\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para concorrer, era necess\u00e1rio ser <strong>bacharel em Direito <\/strong>e contar, na data da <span style=\"text-decoration: underline;\">inscri\u00e7\u00e3o definitiva<\/span>, com pelo menos<strong> tr\u00eas anos de atividade jur\u00eddica<\/strong>, exercida <span style=\"text-decoration: underline;\">ap\u00f3s a cola\u00e7\u00e3o de grau<\/span>. <\/p>\n\n\n\n<p> A Prova Objetiva teve a <strong>dura\u00e7\u00e3o de 5 horas<\/strong>, sendo aplicada <strong>das 8:00 horas \u00e0s 13:00 horas<\/strong>. Ela foi composta por<strong> 100 quest\u00f5es <\/strong>de m\u00faltipla escolha, com 05 alternativas e apenas uma resposta correta. As <strong>quest\u00f5es<\/strong> tinham <strong>valor unit\u00e1rio de 0,10 ponto, sendo 10 pontos a pontua\u00e7\u00e3o m\u00e1xima obtida<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel interpor recursos contra o gabarito preliminar da prova <strong>das 0h00min do dia 22 de setembro as 23h59min do dia 23 de setembro de 2021. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pensando nisso, a equipe de professores do Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica, ao analisar os resultados apresentados, alguns dos quais foram anunciados como eventualmente pol\u00eamicos durante a corre\u00e7\u00e3o extraoficial realizada logo ap\u00f3s a prova, apontam abaixo as quest\u00f5es do gabarito oficial Juiz PR pass\u00edveis  \u00e9 recurso e seus fundamentos. Vale dizer que a nossa an\u00e1lise partiu da <strong>Prova Tipo 3.<\/strong> Acompanhe:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00f5es recorr\u00edveis: Gabarito Juiz PR <\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-direito-constitucional\">Recursos Juiz PR &#8211; Direito Constitucional <\/h3>\n\n\n\n<p><strong>59<\/strong>. No \u00e2mbito da Assembleia Legislativa do Estado Alfa, foi instaurada Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI), norteada pelas seguintes diretrizes:<\/p>\n\n\n\n<p>(1) o objetivo era identificar as raz\u00f5es pelas quais as vias terrestres do bairro central da capital estavam constantemente engarrafadas, o que, ao ver dos parlamentares, prejudicava sobremaneira a atua\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo estadual;<\/p>\n\n\n\n<p>(2) foi ainda determinada a intercepta\u00e7\u00e3o das comunica\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas dos agentes envolvidos; e<\/p>\n\n\n\n<p>(3) foi expedido, pela CPI, mandado de busca e apreens\u00e3o dos documentos objeto da investiga\u00e7\u00e3o que se encontravam em poder de particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que todas as delibera\u00e7\u00f5es tomadas pela referida CPI foram fundamentadas, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>A) apenas o item 1 \u00e9 compat\u00edvel com a ordem constitucional;<\/p>\n\n\n\n<p>B) apenas os itens 1 e 2 s\u00e3o compat\u00edveis com a ordem constitucional;<\/p>\n\n\n\n<p>C) os itens 1, 2 e 3 s\u00e3o compat\u00edveis com a ordem constitucional;<\/p>\n\n\n\n<p>D) apenas os itens 2 e 3 s\u00e3o compat\u00edveis com a ordem constitucional;<\/p>\n\n\n\n<p>E) os itens 1, 2 e 3 s\u00e3o incompat\u00edveis com a ordem constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar: E<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso para requerer a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> \u00c9 certo, nos termos da jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal, que a CPI n\u00e3o tem poderes para agir quando o texto constitucional exige a observ\u00e2ncia da reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, motivo pelo qual os itens 2 e 3 s\u00e3o incompat\u00edveis com a ordem constitucional. Entretanto, o mesmo n\u00e3o se aplica ao item 1.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do artigo 58, \u00a7 3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) deve investigar fato determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de fato determinado \u00e9 impreciso, n\u00e3o tendo sido disciplinado nem na Constitui\u00e7\u00e3o Federal e nem na Lei 1.579\/1952.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante artigo 35, \u00a7 1\u00ba, do Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados, \u201c<em>considera-se fato determinado o acontecimento de <strong>relevante interesse para a vida p\u00fablica e a ordem constitucional<\/strong>, legal, econ\u00f4mica e social do Pa\u00eds, que estiver devidamente caracterizado no requerimento de constitui\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o<\/em>.\u201d Grifo.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes (Curso de Direito Constitucional, 2017, p.931) ensina que \u201cpara esclarecer sobre verdade, indispens\u00e1vel ao exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o legiferante e de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, o Legislativo instaura CPI, observando-se que seu objeto n\u00e3o seja gen\u00e9rico (investiga\u00e7\u00e3o indefinida).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cretella Junior (Coment\u00e1rios \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, p. 2.700), fato determinado \u00e9 fato espec\u00edfico, bem delineado, de modo a n\u00e3o deixar d\u00favidas sobre o que ser\u00e1 investigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Mendes, \u201ctudo quanto se inclua no dom\u00ednio da compet\u00eancia legislativa pode ser objeto de investiga\u00e7\u00e3o\u201d(p.932). Esse posicionamento tem sido seguido pela doutrina majorit\u00e1ria, de modo que a conclus\u00e3o \u00e9 uma: <strong>fato determinado \u00e9 tudo o que ensejar interesse p\u00fablico e resguarde o funcionamento das institui\u00e7\u00f5es.<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na quest\u00e3o, relata-se que o objetivo da CPI estadual era o de identificar as raz\u00f5es pelas quais as vias terrestres do bairro central da capital estavam constantemente engarrafadas, o que, <strong>prejudicava sobremaneira a atua\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo estadual<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, n\u00e3o se alegue fato indeterminado. O que se quer investigar? Os sucessivos congestionamentos, na capital, onde est\u00e1 situada a Assembleia Legislativa, atrapalham a livre atua\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo estadual. Quais seriam as raz\u00f5es? Haveria a atua\u00e7\u00e3o de grupos organizados para impedir o trabalho da Assembleia? Seria uma persegui\u00e7\u00e3o do Executivo ou agentes p\u00fablicos? \u00c9 coisa fora da normalidade? Isso \u00e9 o que se quer investigar.<\/p>\n\n\n\n<p>No ponto, n\u00e3o cabe a defesa de invas\u00e3o da seara do Executivo, o que poderia ensejar viola\u00e7\u00e3o \u00e0 Separa\u00e7\u00e3o de Poderes, porque a CPI estaria no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o fiscalizat\u00f3ria, t\u00edpica do Poder Legislativo e em defesa da livre atua\u00e7\u00e3o da Assembleia Legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, afasta-se a invas\u00e3o da autonomia municipal, porque o transtorno transcende o assunto de interesse local e impacta a atividade do Legislativo estadual. N\u00e3o se olvide do fato de que o engarrafamento ocorre na capital, local em que se encontra a Assembleia Legislativa. N\u00e3o se trata de investiga\u00e7\u00e3o de problemas pontuais de tr\u00e2nsito em munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, sendo o conceito de fato determinado impreciso, no caso proposto pela banca examinadora, facilmente o tema poderia ensejar a instaura\u00e7\u00e3o de uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito. O fato est\u00e1 determinado: o trabalho da Assembleia Legislativa est\u00e1 prejudicado pelos constantes engarrafamentos. Quais s\u00e3o os motivos? H\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o deliberada para prejudicar a atividade do Legislativo estadual? N\u00e3o h\u00e1 invas\u00e3o na autonomia municipal, uma vez que o objeto impacta o estado Alfa e n\u00e3o apenas o munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por todo o exposto, a quest\u00e3o deve ser anulada, uma vez que a imprecis\u00e3o do conceito de fato determinado poderia ensejar interpreta\u00e7\u00f5es m\u00faltiplas. N\u00e3o se conhece caso semelhante em que tenha sido proferida decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal capaz de fundamentar o posicionamento da banca, de modo que n\u00e3o h\u00e1 gabarito para a quest\u00e3o. <strong>Assim, pede-se a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-direito-penal\">Recursos Juiz PR &#8211; Direito Penal <\/h3>\n\n\n\n<p><strong>31<\/strong>. O C\u00f3digo Penal apresenta as regras do concurso de pessoas em seu T\u00edtulo IV e nelas prev\u00ea que cada agente que concorre para um crime deve responder na medida da sua culpabilidade (Art. 29). Assim, quanto maior a contribui\u00e7\u00e3o, maior a responsabiliza\u00e7\u00e3o. Sendo participa\u00e7\u00e3o de menor relev\u00e2ncia, a pena poder\u00e1 ser diminu\u00edda de um a dois ter\u00e7os (Art. 29, \u00a7 1\u00ba). Em alguns contextos, por\u00e9m, o legislador entendeu que a participa\u00e7\u00e3o do agente ganha maior destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as hip\u00f3teses de agravantes em contextos com pluralidade subjetiva, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) na autoria intelectual, um agente \u00e9 coautor fundado no dom\u00ednio funcional do fato, devendo ainda ter envolvimento pessoal na execu\u00e7\u00e3o do delito;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) na coa\u00e7\u00e3o e induzimento, o agente que constrange outrem \u00e0 execu\u00e7\u00e3o material delitiva, f\u00edsica ou moralmente, recebe pena agravada quando possui dom\u00ednio sobre o fato;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) na instiga\u00e7\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o, o convencimento ou a mera sugest\u00e3o s\u00e3o suficientes para agravar o crime, desde que casualmente eficazes;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) na paga ou promessa de recompensa, a agravante deve ser considerada tamb\u00e9m nas hip\u00f3teses em que a vantagem for inerente \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>(E) as circunst\u00e2ncias agravantes do concurso de agentes incidem nos casos de crimes unissubjetivos e nos de crimes plurissubjetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito preliminar: B<\/p>\n\n\n\n<p>A banca trancresveu a frase da alternativa B do livro Li\u00e7\u00f5es Fundamentais de Direito Penal dos autores Martinelli e de Bem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso<\/strong>: Entretanto, o gabarito \u00e9 question\u00e1vel. Primeiro, por adotar posi\u00e7\u00e3o de autores determinados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Segundo, por n\u00e3o espelhar posi\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria. Ainda que haja diversas concep\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio do fato, a quest\u00e3o \u00e9 que a agravante por instiga\u00e7\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige que o indiv\u00edduo seja o autor mediata, at\u00e9 porque pode ter havido coa\u00e7\u00e3o resist\u00edvel, o que \u00e9 suficiente para a incid\u00eancia da agravante, conforme aponta Cezar Bitencourt, mas n\u00e3o torna o indiv\u00edduo autor mediato nem exclui a responsabilidade penal do executor material. Cuida-se, portanto, de posi\u00e7\u00e3o dos autores do livro de onde foi extra\u00eddo, mas n\u00e3o reflete a posi\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, como exige o artigo 33 da Resolu\u00e7\u00e3o 75 do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>38<\/strong>. Insatisfeito com o namoro desenvolvido por Mia, sua paix\u00e3o plat\u00f4nica, Jack procura F\u00eanix, uma feiticeira conhecida na localidade, solicitando a realiza\u00e7\u00e3o de uma magia que produza a morte de Russel. Enquanto aguarda a produ\u00e7\u00e3o dos efeitos da bruxaria, Jack descobre que Mia est\u00e1 gr\u00e1vida. Com a inten\u00e7\u00e3o de interromper a gravidez, a atrai at\u00e9 sua resid\u00eancia e, mediante engodo, a faz ingerir ch\u00e1 de ma\u00e7\u00e3, acreditando tratar-se de subst\u00e2ncia abortiva. Atormentado com suas condutas e crendo que a vida de Russel e a gravidez de Mia est\u00e3o em perigo, Jack procura uma unidade policial e registra o fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Os comportamentos de Jack:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) devem ser punidos, posto orientados \u00e0 finalidade criminosa e com a inten\u00e7\u00e3o de atingir os bens jur\u00eddicos de terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) n\u00e3o devem ser punidos, posto configuradores de desist\u00eancia volunt\u00e1ria e crime de ensaio;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) n\u00e3o devem ser punidos, posto configuradores de tentativa supersticiosa e representa\u00e7\u00e3o de uma extens\u00e3o intoler\u00e1vel do perigo;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) n\u00e3o devem ser punidos, posto configuradores de crimes que exigem resultado e representa\u00e7\u00e3o de um grau de perigo impune;<\/p>\n\n\n\n<p>(E) devem ser punidos, posto buscarem resultados proibidos, ensejadores de afeta\u00e7\u00e3o aos bens jur\u00eddicos, ainda que os fins delitivos sejam inofensivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito preliminar: C<\/p>\n\n\n\n<p>A banca transcreveu trecho, na alternativa C, do livro Li\u00e7\u00f5es Fundamentais de Direito Penal dos autores Martinelli e de Bem. Os autores mencionam ser classifica\u00e7\u00e3o de Roxin.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Entretanto, o gabarito \u00e9 question\u00e1vel, por adotar posi\u00e7\u00e3o de autores determinados. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> N\u00e3o \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o que reflete a posi\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, como exige o artigo 33 da Resolu\u00e7\u00e3o 75 do CNJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Roxin entende que \u201cexiste uma tentativa supersticiosa (irreal) quando o sujeito tenta lograr a sua finalidade delitiva empregando meios sobrenaturais. (&#8230;) Aquele que atua sob tentativa supersticiosa <strong>aplica m\u00e9todos que ficam completamente fora de suas leis naturais, tamb\u00e9m em sua pr\u00f3pria opini\u00e3o<\/strong>: invocar esp\u00edritos, f\u00f3rmulas de conjura\u00e7\u00e3o ou f\u00f3rmulas m\u00e1gicas, m\u00e9todos que empregam a simpatia\u201d (ROXIN, Claus. Derecho Penal. Parte General, Tomo I. Fundamentos. La estrutura de la teoria del delito. Trad. de la 2\u00aa edici\u00f3n alemana. Madrid: Thomson Reuters, 1997, p. 566). Na pr\u00f3pria obra usada por fundamento por aquela transcrita pela banca, Roxin adverte que Herzberg, por exemplo, busca excluir a tentativa supersticiosa do tipo objetivo, considerando que o risco \u00e9 permitido (Ob. Cit., p. 567).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado e com conceito diverso, Rog\u00e9rio Sanches Cunha conceitua tentativa supersticiosa como \u201caquela em que o agente <strong>acredita estar incurso numa situa\u00e7\u00e3o t\u00edpica<\/strong> que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 realiz\u00e1vel\u201d (CUNHA, Rog\u00e9rio Sanches. Manual de direito penal, volume \u00fanico. 8\u00aa ed. Salvador: JusPODIVM, 2020, p. 437).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o tem sentido apenas na Alemanha, j\u00e1 que h\u00e1 uma puni\u00e7\u00e3o pelo tipo tentado, na forma do \u00a7 13, III, do C\u00f3digo Penal Alem\u00e3o, no caso de erro grosseiro, por absoluta impropriedade do objeto ou por inefic\u00e1cia absoluta do meio. O juiz pode deixar de aplicar a pena ou aplic\u00e1-la, com mitiga\u00e7\u00e3o. No Brasil, a diferencia\u00e7\u00e3o de Roxin n\u00e3o faz sentido, por n\u00e3o haver puni\u00e7\u00e3o de forma nenhuma nesses casos, conforme artigo 17 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no caso do exemplo da infus\u00e3o de camomila dada a uma gr\u00e1vida, ele entende poss\u00edvel a puni\u00e7\u00e3o, na forma do \u00a7 13, III, do C\u00f3digo Penal Alem\u00e3o, j\u00e1 que o agente n\u00e3o seria supersticioso, mas est\u00fapido. No Brasil, a doutrina majorit\u00e1ria n\u00e3o defende a puni\u00e7\u00e3o, dada a clareza do artigo 17 do CP.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de confuso, o termo crime supersticioso possui mais de uma defini\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 usado pela doutrina majorit\u00e1ria e a quest\u00e3o trouxe posi\u00e7\u00e3o de parte da doutrina. Por outro lado, tanto o homic\u00eddio quanto o aborto exigem resultado e o risco que o agente representou possu\u00eda uma extens\u00e3o, no caso, impune. N\u00e3o seria o melhor termo, mas se pode defender isso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>41<\/strong>. Ant\u00f4nio, 19 anos de idade, filho de Jos\u00e9, agrediu reiteradas vezes Pedro, marido de seu pai. O agressor residia com o casal, na casa de seu genitor. Chegando o processo ao Judici\u00e1rio, o juiz imp\u00f4s medida protetiva em favor do casal, Jos\u00e9 e Pedro, determinando que o agressor se afastasse de ambos, proibindo-o de manter contato ou se aproximar das v\u00edtimas. Houve descumprimento da medida por parte do agressor, com ingresso na casa paterna, mas com consentimento de Jos\u00e9, e nova agress\u00e3o a Pedro, que chamou for\u00e7a policial, sendo Ant\u00f4nio levado \u00e0 delegacia policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, as figuras t\u00edpicas em an\u00e1lise s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) les\u00e3o corporal (Art. 129, caput, do CP);<\/p>\n\n\n\n<p>(B) les\u00e3o corporal (Art. 129, caput, do CP), invas\u00e3o de domic\u00edlio (Art. 150, caput, do CP) e descumprimento de medida protetiva (Art. 24-A, caput, da Lei n\u00ba 11.340\/2006);<\/p>\n\n\n\n<p>(C) viol\u00eancia dom\u00e9stica (Art. 129, \u00a7 9\u00ba, do CP);<\/p>\n\n\n\n<p>(D) viol\u00eancia dom\u00e9stica (Art. 129, \u00a7 9\u00ba, do CP) e descumprimento de medida protetiva (Art. 24-A, caput, da Lei n\u00ba 11.340\/2006);<\/p>\n\n\n\n<p>(E) viol\u00eancia dom\u00e9stica (Art. 129, \u00a7 9\u00ba, do CP), invas\u00e3o de domic\u00edlio (Art. 150, caput, do CP) e descumprimento de medida protetiva (Art. 24-A, caput, da Lei n\u00ba 11.340\/2006).<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito preliminar: B<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, houve viol\u00eancia dom\u00e9stica do artigo 129, \u00a7 9\u00ba, do CP, que pode ter homem como v\u00edtima. Na verdade, o tipo ficou reservado a homens, considerando que a viol\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 uma das raz\u00f5es de condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, a ensejar a incid\u00eancia da nova forma qualificada do artigo 129, \u00a7 13\u00ba, do CP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 como se afastar o crime de descumprimento de medida protetiva. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>Ainda que haja diverg\u00eancias grandes sobre o deferimento das medidas ao homem, o seu descumprimento, de todo modo, se amolda ao que prev\u00ea o Art. 24-A, caput, da Lei n\u00ba 11.340\/2006. O tipo penal n\u00e3o se refere a homem, mas apenas a medidas protetivas previstas na lei. Ainda que question\u00e1vel, \u00e9 poss\u00edvel sim defender a configura\u00e7\u00e3o do delito se a medida protetiva havia sido deferida em favor de homem.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 decidiu que o consentimento da v\u00edtima afasta o crime ((HC 521.622\/SC, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, SEXTA TURMA, julgado em 12\/11\/2019, DJe 22\/11\/2019), mas no caso apenas Jos\u00e9 consentiu, e n\u00e3o Pedro, que foi agredido e tinha em seu favor o deferimento de medida protetiva.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-legisla-o-penal-especial\">Recursos Juiz PR &#8211; Legisla\u00e7\u00e3o Penal Especial <\/h3>\n\n\n\n<p><strong>40. <\/strong>A autoridade policial de delegacia especializada no combate&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito Preliminar:<strong> <\/strong>a Banca Examinadora considerou como correta a alternativa C. Eis a resposta considerada correta pela Banca:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Maria &#8211; tr\u00e1fico de drogas e posse de arma de fogo com numera\u00e7\u00e3o suprimida; Ant\u00f4nio &#8211; tr\u00e1fico de drogas, com a majorante de praticar o crime prevalecendo-se de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de custear a pr\u00e1tica criminosa;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &#8220;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com toda a v\u00eania, essa resposta n\u00e3o merece prosperar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Maria praticou tr\u00e1fico de drogas por ter droga guardada ou em dep\u00f3sito, praticou um dos 18 verbos do art. 33 da Lei de Drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Ant\u00f4nio custeou a pr\u00e1tica de um crime do art. 33 da Lei de Drogas, ele n\u00e3o responde por uma simples majorante, ele seria responsabilizado pelo crime aut\u00f4nomo do art. 36 da Lei 11.343\/2006:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 36. Financiar ou custear a pr\u00e1tica de qualquer dos crimes previstos nos arts. 33, caput e \u00a7 1\u00ba , e 34 desta Lei: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos, e pagamento de 1.500 (mil e quinhentos) a 4.000 (quatro mil) dias-multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A majorante do inciso VII do art. 40 serve, apenas, para o financiador de outros crimes previstos na lei, com exce\u00e7\u00e3o dos artigos 33, caput e \u00a7 1\u00ba , e 34 desta Lei, sob pena de esvaziar o tipo penal do art. 36 da Lei de Drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>LOGO, a \u00fanica resposta poss\u00edvel da quest\u00e3o mal formulada seria a alternativa B.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caso a Banca opte por manter a sua resposta original, ter\u00edamos duas possibilidades de resposta e a quest\u00e3o dever\u00e1 ser anulada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>44. <\/strong>Especificamente no que toca \u00e0 dela\u00e7\u00e3o premiada&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito Preliminar: a Banca Examinadora considerou como correta a alternativa E. Eis a resposta considerada correta pela Banca:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;tendo sido realizada a colabora\u00e7\u00e3o premiada com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o benef\u00edcio da dela\u00e7\u00e3o premiada unilateral, por configurar bis in idem de benef\u00edcios;&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Com toda a v\u00eania, a quest\u00e3o carece do tecnicismo necess\u00e1rio para se autossustentar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Parece-nos que houve confus\u00e3o por parte do idealizador da quest\u00e3o entre os institutos da colabora\u00e7\u00e3o premiada (g\u00eanero) e da dela\u00e7\u00e3o premiada (esp\u00e9cie).<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o foi retirada de um artigo do juiz Alexandre Morais da Rosa. Inclusive, recortaram e colaram o texto dele na quest\u00e3o: Em segundo lugar, caso a quest\u00e3o tivesse tomado o cuidado com essa diferen\u00e7a, n\u00e3o poderia, mesmo assim, ser considerada correta.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de o Minist\u00e9rio P\u00fablico ter realizado o neg\u00f3cio jur\u00eddico processual da colabora\u00e7\u00e3o premiada com o colaborador confesso, por si s\u00f3, n\u00e3o significa que o celebrante (MP) n\u00e3o possa retirar sua inten\u00e7\u00e3o de manter a proposta, nos termos do art. 4\u00ba, \u00a7 10, da Lei 12.850\/2013:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 10. As partes podem retratar-se da proposta, caso em que as provas autoincriminat\u00f3rias produzidas pelo colaborador n\u00e3o poder\u00e3o ser utilizadas exclusivamente em seu desfavor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Caso retire a sua proposta, nada impede que o magistrado, discordando da op\u00e7\u00e3o do MP, opte pelo benef\u00edcio de outra lei, por exemplo, da Lei 9.807\/99, utilizada pelo examinador na alternativa D.<\/p>\n\n\n\n<p>E, se o juiz cumprir a Lei 9.807\/99, que trata apenas da dela\u00e7\u00e3o premiada, poder\u00e1 unilateralmente conceder ao delator o benef\u00edcio, como \u00e9 de costume.<\/p>\n\n\n\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o premiada \u00e9 desenhada em momento diferente da premia\u00e7\u00e3o pela dela\u00e7\u00e3o premiada, expressa em diversos dispositivos legais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Logo, pela atecnia e falta de outros elementos de informa\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, acreditamos que deveria ser anulada.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>50. <\/strong>A Administra\u00e7\u00e3o da Penitenci\u00e1ria Central do Estado&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong> <\/strong>Gabarito Preliminar: a Banca Examinadora considerou como correta a alternativa B. Eis a resposta considerada correta pela Banca:<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;N\u00e3o pratica falta grave o reeducando em raz\u00e3o de conduta praticada por terceiro, sob pena de viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio constitucional da intranscend\u00eancia;&#8221;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Com toda a v\u00eania, essa resposta n\u00e3o merece prosperar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Em decis\u00e3o proferida pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no HC n. 371.763\/SP, julgado em 06\/12\/2016:<\/p>\n\n\n\n<p><em>2. <strong>Reconhecida a ocorr\u00eancia da falta disciplinar de natureza grave pela conduta de tentar possuir aparelho celular enviado por terceiro via SEDEX (art. 50, VII, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal)<\/strong>, <u>por meio de procedimento administrativo disciplinar (PAD)<\/u>, a desconstitui\u00e7\u00e3o dessa conclus\u00e3o chancelada, ainda, pela inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias, implica, necessariamente, o revolvimento de todo o acervo f\u00e1tico probat\u00f3rio dos autos, o que \u00e9 vedado na via angusta do habeas corpus.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 como manter essa resposta com a quest\u00e3o incompleta e mal formulada.<\/p>\n\n\n\n<p>O examinador descreve um fato que seria, necessariamente, submetido \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de disciplina interna do Pres\u00eddio.<\/p>\n\n\n\n<p>O reeducando seria questionado a respeito de uma correspond\u00eancia a ele enviada por fulano de tal, pedindo a confirma\u00e7\u00e3o se conhece a pessoa e se estaria aguardando algo por via postal.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso confirme ser dele a encomenda, mesmo que n\u00e3o conhe\u00e7a o terceiro que enviou, faz surgir o ind\u00edcio de autoria de tentativa de falta grave e, por certo, em PAD, seria punido por isso, como ocorre semanalmente em Pres\u00eddios espalhados pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nosso entender, a \u00fanica resposta correta seria a letra E:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;pratica falta grave o reeducando que confirma como sua correspond\u00eancia remetida por terceiro a ele n\u00e3o relacionado e que cont\u00e9m produtos il\u00edcitos.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Aceitar outra resposta como correta daria aos presos uma esp\u00e9cie de salvo-conduto para tentar receber, pelo correio, armas, drogas e outros objetos il\u00edcitos, caso enviados por terceiros a ele n\u00e3o relacionados.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acreditamos que deva ocorrer a retifica\u00e7\u00e3o do gabarito ou a anula\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-direito-processual-penal\">Recursos Juiz PR &#8211; Direito Processual Penal <\/h3>\n\n\n\n<p>Trazemos aqui duas quest\u00f5es de processo penal (prova tipo 3) pass\u00edveis de recurso, tomando em conta o gabarito preliminar oficial divulgado pela FGV em 21\/9\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>42.<\/strong> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conex\u00e3o no processo penal, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) a conex\u00e3o que justifica a fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia demanda a avalia\u00e7\u00e3o, caso a caso, da necessidade de julgamento conjunto dos delitos para melhor esclarecimento dos fatos ou para prevenir decis\u00f5es judiciais conflitantes;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) a conex\u00e3o determina a reuni\u00e3o dos processos, em diferentes fases procedimentais, seja na fase de investiga\u00e7\u00e3o preliminar, na fase de instru\u00e7\u00e3o processual ou na fase recursal;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) a descoberta de v\u00e1rios delitos em uma mesma dilig\u00eancia implica a exist\u00eancia de conex\u00e3o entre eles, em raz\u00e3o da conex\u00e3o intersubjetiva, da conex\u00e3o finalista ou da conex\u00e3o instrumental;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) o fato de um mesmo agente praticar tanto crimes estaduais quanto crimes federais induz a reuni\u00e3o dos processos na Justi\u00e7a Federal para o julgamento de todos os delitos;<\/p>\n\n\n\n<p>(E) a prorroga\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, por for\u00e7a da conex\u00e3o \u00e9 aceita quando houver depend\u00eancia ou v\u00ednculo existente entre os fatos, desde que formem uma esp\u00e9cie de unidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito preliminar:<strong> E<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Equivocou-se a banca. A <strong>alternativa A<\/strong> \u00e9 a \u00fanica correta. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Retrata, <em>ipsis litteris<\/em>, o entendimento do STJ, conforme se pode ver adiante. Entendimento que \u00e9 reportado em v\u00e1rios julgados da mesma Corte. A assertiva \u00e9 c\u00f3pia literal, apenas trocaram a palavra \u201cmodifica\u00e7\u00e3o\u201d pelo termo \u201cfixa\u00e7\u00e3o\u201d, o que, convenhamos, ao se falar em crit\u00e9rio que \u2018determina\u2019 compet\u00eancia (art. 69, V e 76 do CPP), em nada altera o sentido da frase, a interpreta\u00e7\u00e3o da ementa ou mesmo o entendimento que deve ser dado como correto.<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&#8230;] 1. <u>A conex\u00e3o que justifica a modifica\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia demanda avalia\u00e7\u00e3o, caso a caso, da necessidade de julgamento conjunto dos delitos para melhor esclarecimento dos fatos ou para prevenir decis\u00f5es judiciais conflitantes<\/u>. A reuni\u00e3o de processos deve se mostrar \u00fatil, servindo aos prop\u00f3sitos de dar mais celeridade e efici\u00eancia \u00e0 presta\u00e7\u00e3o jurisdicional em raz\u00e3o da conex\u00e3o probat\u00f3ria entre os feitos reunidos. [&#8230;]<\/em> (RHC 148.251\/RJ, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA TURMA, julgado em 17\/08\/2021, DJe 20\/08\/2021)<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 <strong>alternativa E<\/strong>, dada como certa, tamb\u00e9m houve equ\u00edvoco. Aparentemente, a banca se baseou num precedente do STJ, \u2018recortou\u2019 parte de um item da ementa e n\u00e3o fez a devida contextualiza\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios outros julgados e o entendimento da doutrina.<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&#8230;] 4. <u>A prorroga\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, por for\u00e7a de conex\u00e3o probat\u00f3ria, \u00e9 aceita quando houver depend\u00eancia ou v\u00ednculo existente entre os fatos, desde que formem uma esp\u00e9cie de unidade<\/u>, para que o julgador tenha vis\u00e3o uniforme do quadro probat\u00f3rio, evitando-se decis\u00f5es d\u00edspares. [&#8230;]<\/em> (RHC 93.295\/RJ, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, SEXTA TURMA, julgado em 16\/08\/2018, DJe 28\/08\/2018)<\/p>\n\n\n\n<p>Repare que tiraram a palavra \u201cprobat\u00f3ria\u201d (constante da ementa), com isso deixando de indicar a esp\u00e9cie de conex\u00e3o; tamb\u00e9m suprimiram a parte final do item 4 da ementa: \u201cpara que o julgador tenha vis\u00e3o uniforme do quadro probat\u00f3rio, evitando-se decis\u00f5es d\u00edspares\u201d. Isso muda a interpreta\u00e7\u00e3o. Assim o fazendo, levaram o candidato a interpretar que a prorroga\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia, pela conex\u00e3o (de um modo geral), s\u00f3 pode ser aceita quando houver v\u00ednculo ou depend\u00eancia entre os fatos, de maneira que formem uma esp\u00e9cie de unidade \u2013 n\u00e3o \u00e9 isso e assim sendo a alternativa est\u00e1 incorreta!<\/p>\n\n\n\n<p>Os crimes ou fatos n\u00e3o precisam formar uma \u2018unidade\u2019 (esque\u00e7a a quest\u00e3o probat\u00f3ria porque n\u00e3o foi indicada na assertiva) para que a conex\u00e3o seja reconhecida. Os fatos ou os crimes n\u00e3o precisam ser os mesmos ou indivis\u00edveis. \u00c9 poss\u00edvel sim a conex\u00e3o \u2013 ali\u00e1s, \u00e9 isso que normalmente acontece \u2013 em rela\u00e7\u00e3o a fatos distintos, crimes diferentes, desde que eles tenham liga\u00e7\u00e3o, elo, liames previstos em lei (art. 76 do CPP). \u00c9 s\u00f3 isso que exige a lei, a jurisprud\u00eancia e a doutrina.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme FREDERICO MARQUES \u201cna conex\u00e3o, h\u00e1 pretens\u00f5es punitivas paralelas que se unem processualmente em virtude de tra\u00e7os comuns que ligam umas \u00e0s outras: as infra\u00e7\u00f5es s\u00e3o distintas, embora presas entre si por determinados liames que aconselham o julgamento em simultaneus processos, por <em>unum et idem judex<\/em>. [&#8230;] Pressup\u00f5e um la\u00e7o ou liame que estabelece liga\u00e7\u00e3o entre as infra\u00e7\u00f5es praticadas e as pessoas nela envolvidas\u201d (Marques, 1997).<\/p>\n\n\n\n<p>Na li\u00e7\u00e3o de EUGENIO PACELLI, \u201ca \u00fanica nota caracter\u00edstica em todas as modalidades de conex\u00e3o examinadas \u00e9 a exist\u00eancia de pluralidade de condutas, isto \u00e9, trata-se sempre da pr\u00e1tica de duas ou mais a\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o s\u00f3 de dois ou mais resultados lesivos, como pode ocorrer, por exemplo, no concurso formal de crimes (art. 70, CP), uma das hip\u00f3teses t\u00edpicas de contin\u00eancia\u201d (Pacelli, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Aparentemente, o examinador, na alternativa, quis se restringir \u00e0 conex\u00e3o probat\u00f3ria (tamb\u00e9m chamada de instrumental ou processual), prevista no inc. III do art. 76 do CPP, sem especificar isso! Sem deixar claro para o candidato que a \u2018unidade\u2019 que ele indicava era aquela do \u201cquadro probat\u00f3rio\u201d (como consta na ementa do julgado) e n\u00e3o dos fatos ou dos crimes em si.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u2018recorte\u2019 do item 4 da ementa do julgado e a supress\u00e3o da palavra \u201cprobat\u00f3ria\u201d ap\u00f3s citar a \u201cconex\u00e3o\u201d foram determinantes para se concluir que a alternativa E est\u00e1, realmente, errada.<\/p>\n\n\n\n<p>Digo de outra forma: a prorroga\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia, por for\u00e7a de conex\u00e3o (genericamente falando), N\u00c3O \u00e9 somente aceita quando houver depend\u00eancia ou v\u00ednculo entre os fatos, desde que formem uma esp\u00e9cie de unidade. Ela \u00e9 aceita em rela\u00e7\u00e3o a fatos ou crimes distintos\/diferentes, que n\u00e3o necessariamente formam \u2018unidade\u2019 (isso seria caracter\u00edstica do contexto probat\u00f3rio na conex\u00e3o instrumental), desde que se enquadrem eles \u00e0s v\u00e1rias hip\u00f3teses previstas no art. 76 do CPP, que caracterizam os liames, elos ou la\u00e7os legais que recomendam a prorroga\u00e7\u00e3o ou modifica\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>45.<\/strong> Nas tradi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas do direito romano-germ\u00e2nico e do <em>common law<\/em> fez-se uso recorrente dos <em>standards<\/em> de prova para o processo penal: a \u00edntima convic\u00e7\u00e3o (quem sustentar a acusa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 produzir prova at\u00e9 o n\u00edvel de causar a convic\u00e7\u00e3o firme do julgador em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocorr\u00eancia de um fato delitivo e da autoria do acusado) e o &#8220;para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel&#8221; (a hip\u00f3tese da acusa\u00e7\u00e3o deve estar confirmada ou corroborada para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre os temas de <em>standards<\/em> de prova, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) estando diante de um <em>standard<\/em> que apela \u00e0s cren\u00e7as subjetivas do sujeito que decide, esse tem um car\u00e1ter totalmente subjetivo, o que n\u00e3o atrapalha o controle de sua aplica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) a vagueza do recurso \u00e0 \u00edntima convic\u00e7\u00e3o n\u00e3o afeta a sua conceitua\u00e7\u00e3o como <em>standard<\/em> de prova em sentido estrito;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) estando diante de um <em>standard <\/em>que apela \u00e0s cren\u00e7as subjetivas do sujeito que decide, \u00e9 poss\u00edvel determinar o momento em que a convic\u00e7\u00e3o \u00e9 suficientemente firme para considerar provado um enunciado sobre os fatos;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) o recurso ao &#8220;para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel&#8221; impossibilita que uma hip\u00f3tese provada suscite d\u00favidas no julgador, desde que essas n\u00e3o sejam razo\u00e1veis;<\/p>\n\n\n\n<p>(E) a vagueza do recurso &#8220;para al\u00e9m de qualquer d\u00favida razo\u00e1vel&#8221; n\u00e3o indica um umbral ou n\u00edvel de sufici\u00eancia da prova que seja intersubjetivamente control\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito preliminar: E.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso: <\/strong>Quest\u00e3o com reda\u00e7\u00e3o truncada, capciosa e que d\u00e1 margem a v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 o tipo de quest\u00e3o que se espera e nem deva ser colocada em prova objetiva. Deve ser anulada. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Nesse sentido, o art. 33 da Resolu\u00e7\u00e3o 75 do CNJ: <em>Art. 33. As quest\u00f5es da prova objetiva seletiva ser\u00e3o formuladas de modo a que, necessariamente, a resposta reflita a posi\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria dominante ou a jurisprud\u00eancia pacificada dos Tribunais Superiores<\/em>. Vamos analisar tr\u00eas alternativas:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>B)<\/strong> Estaria <strong>certa<\/strong>. Tal como colocado no enunciado, ao largo de cr\u00edticas e da vagueza do recurso \u00e0 \u00edntima convic\u00e7\u00e3o, este seria sim um <em>standard<\/em> de prova. N\u00e3o \u00e9 o fato de o crit\u00e9rio ou <em>standard<\/em> de prova ser vago ou sujeito a cr\u00edticas que vai desnatur\u00e1-lo como tal, para fins conceituais e dogm\u00e1ticos. Compreendemos que essa alternativa era a \u00fanica certa; n\u00e3o por concordar plenamente com ela (principalmente quando fala \u201cem sentido estrito\u201d), mas sim por ser a \u2018menos errada\u2019, por exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D)<\/strong> Errada. Esse recurso ou <em>standard<\/em> possibilita d\u00favidas, desde que essas n\u00e3o sejam razo\u00e1veis. Todavia, o uso, dentro de uma \u00fanica assertiva, de duas locu\u00e7\u00f5es negativas \u2013 \u201cimpossibilita\u201d e \u201cn\u00e3o sejam razo\u00e1veis\u201d \u2013 e mais uma locu\u00e7\u00e3o subordinativa condicional (\u201cdesde que\u201d) fez com a reda\u00e7\u00e3o ficasse totalmente truncada e capciosa e desse margem a outras interpreta\u00e7\u00f5es. O candidato poderia pensar, por exemplo: \u2018n\u00e3o sendo razo\u00e1veis, realmente o referido <em>standard<\/em> de prova impossibilita que uma hip\u00f3tese provada suscite d\u00favidas no julgador\u2019 \u2013 dando como certa a alternativa. N\u00e3o se mediu conhecimento jur\u00eddico algum na reda\u00e7\u00e3o proposta na alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E)<\/strong> Errada, embora o gabarito tenha dado como certa. Teoricamente h\u00e1 a indica\u00e7\u00e3o de um n\u00edvel de sufici\u00eancia da prova intersubjetivamente control\u00e1vel: aquela que esteja acima da d\u00favida razo\u00e1vel. Se o recurso, o <em>standard<\/em> de prova \u00e9 vago, dif\u00edcil de ser controlado nos casos concretos, n\u00e3o significa que dogmaticamente n\u00e3o estabele\u00e7a um limite, um n\u00edvel de sufici\u00eancia da prova.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-direito-tribut-rio-1\">Recursos Juiz PR &#8211; Direito Tribut\u00e1rio <\/h3>\n\n\n\n<p><strong>79.<\/strong> A Companhia Municipal de Limpeza Urbana, empresa p\u00fablica municipal respons\u00e1vel pela remo\u00e7\u00e3o e coleta de lixo domiciliar no Munic\u00edpio X, recebeu delega\u00e7\u00e3o para fiscalizar e arrecadar a taxa de coleta de lixo domiciliar, sendo a arrecada\u00e7\u00e3o voltada para o custeio de suas pr\u00f3prias atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio e \u00e0 luz do entendimento do Superior Tribunal e Justi\u00e7a, analise as afirmativas a seguir, assinalando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).<\/p>\n\n\n\n<p>(&nbsp; ) Pessoas Juridicas de diretito&nbsp; privado, integrantes ou n\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, podem receber delega\u00e7\u00e3o para fiscalizar e arrecadar tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>(&nbsp; ) A taxa arrecadada pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana ser\u00e1 cobrada judicialmente por meio de execu\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>(&nbsp; )Tal delega\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de fiscalizar e arrecadar em favor da Companhia Municipal de Limpeza Urbana&nbsp; \u00e9 tradicionalmente chamada &nbsp;de delega\u00e7\u00e3o de capacidade de tribut\u00e1ria ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A sequ\u00eancia correta \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>V-V-F<\/li><li>V-F-V<\/li><li>F-F-V<\/li><li>F-V-F<\/li><li>F-V-V&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Fundamentos para interposi\u00e7\u00e3o de recurso:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa apontada como correta considera que a afirma\u00e7\u00e3o de que a assertiva que afirma \u201cA taxa arrecadada pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana ser\u00e1 cobrada judicialmente por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal\u201d \u00e9 falsa, contudo, tal interpreta\u00e7\u00e3o realizada pela comiss\u00e3o examinadora da prova seletiva mostra-se em desacordo com texto expresso de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o \u00a71\u00ba do art. 7\u00ba do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u00e9 expresso em afirma que \u201ca atribui\u00e7\u00e3o compreende as garantias e os privil\u00e9gios processuais que competem \u00e0 pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico que a conferir\u201d, de modo que \u00e9 evidente que a cobran\u00e7a de tais valores, se enquadra no conceito de d\u00edvida ativa da fazenda p\u00fablica sendo de todo irrelevante a afirma\u00e7\u00e3o do enunciado de que a receita seria utilizada para as finalidades da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se referir aos \u201cprivil\u00e9gios processuais\u201d a norma deixa claro que n\u00e3o s\u00f3 as garantias do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 transferida, mas tamb\u00e9m seus privil\u00e9gios, dentre eles a ado\u00e7\u00e3o de regime processual diferenciado, caracterizado pela lei de execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a quest\u00e3o deixa clara a natureza tribut\u00e1ria da exa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fazendo qualquer sentido a afirma\u00e7\u00e3o de que delegada a capacidade tribut\u00e1ria, mesmo que \u00e0 pessoa jur\u00eddica de direito privado, essa delega\u00e7\u00e3o seja entregue desacompanhada da prerrogativa processual do ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal para a sua cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tais raz\u00f5es, diante da contrariedade evidente com texto expresso do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional a quest\u00e3o deve ser objeto de anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>80<\/strong>. Lei do Estado do Paran\u00e1 autorizou a doa\u00e7\u00e3o, com dispensa de licita\u00e7\u00e3o, de im\u00f3veis de propriedade da Administra\u00e7\u00e3o Direta estadual e da autarquia estadual Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em favor da Companhia de habilita\u00e7\u00e3o do Paran\u00e1 (COHAPAR- sociedade de economia mista), para fins de programa de regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria de interesse social de im\u00f3veis ocupados por antigos servidores da autarquia DER.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do entendimento jurisprudencial e\/ou da legisla\u00e7\u00e3o estadual do Paran\u00e1 acerca da incid\u00eancia do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD), no caso, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>n\u00e3o incide ITCMD obre doa\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Direta estadual para o COHAPAR, mas incide sobre doa\u00e7\u00e3o da autarquia DER para a COHAPAR;<\/li><li>n\u00e3o incide ITCMD sobre doa\u00e7\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o Direta estadual e do DER para a COHAPAR, mas incide sobre a doa\u00e7\u00e3o da COHAPAR para os antigos servidores do DER;<\/li><li>&nbsp;n\u00e3o incide ITCMD na doa\u00e7\u00e3o da COHAPAR, sociedade de encomia mista, para os antigos servidores da autarquia DER, na condi\u00e7\u00e3o de donat\u00e1rio pessoas f\u00edsicas;<\/li><li>&nbsp;A COHAPAR, na condi\u00e7\u00e3o de donat\u00e1ria de economia mista; \u00e9 respons\u00e1vel pelo pagamento do ITCMD dos im\u00f3veis a ela doados. <\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Fundamentos para interposi\u00e7\u00e3o de recurso:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente a quest\u00e3o deve ser anulada j\u00e1 que faz refer\u00eancia expressa \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1, contudo, em momento algum do edital publicado pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 faz men\u00e7\u00e3o que a legisla\u00e7\u00e3o local seria objeto de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Observe-se que o edital \u00e9 claro em afirmar que ser\u00e3o cobrados \u201cImpostos de compet\u00eancia dos Estados\u201d, sem indica\u00e7\u00e3o precisa da incid\u00eancia para objeto de avali\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do Estado do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00e1usula \u201ce\/ou\u201d \u00e9 irrelevante para afastar, pois a simples men\u00e7\u00e3o de conte\u00fado estranho ao edital j\u00e1 tem o potencial de preju\u00edzo aos candidatos, j\u00e1 que, no m\u00ednimo, os leva a questionais a validade das alternativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, a quest\u00e3o mostra-se nula por omiss\u00e3o acerca das informa\u00e7\u00f5es essenciais acerca da natureza jur\u00eddica da COHAPAR. H\u00e1 somente a lac\u00f4nica men\u00e7\u00e3o a que seria \u201csociedade de economia mista\u201d sem a indica\u00e7\u00e3o no enunciado dos requisitos previstos pela jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal para o gozo da imunidade rec\u00edproca (CF\/88 Art. 150 , VI , \u201ca\u201d). A quest\u00e3o simplesmente parte da premissa de que o candidato conhece a atua\u00e7\u00e3o da referida sociedade de econ\u00f4mica mista, n\u00e3o indicando de forma expressa de que se trata de sociedade de economia mista prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico essencial (AC 1550-2), em regime de monop\u00f3lio (RE 363.412-AgR), ou, no m\u00ednimo n\u00e3o concorrencial (RE 253472).<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma dessas informa\u00e7\u00f5es mostra-se expressa no enunciado, levando o candidato a simplesmente presumi-las, situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se mostra aceit\u00e1vel em termos de concursos p\u00fablicos da magistratura onde a regra deve ser a certeza e a clareza, n\u00e3o s\u00f3 de conte\u00fado, mas de reda\u00e7\u00e3o, na forma do art. 33 da Resolu\u00e7\u00e3o 75\/2006 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode olvidar que a alternativa narrada como certa implica negativa do entendimento consolidado na S\u00famula 75 do STF, que ainda que fa\u00e7a refer\u00eancia ao ITBI tem aplica\u00e7\u00e3o ao ITCMD que ontologicamente em nada diverge daquele tributo: <strong>\u201cS\u00famula 75\/STF &#8211; Sendo vendedora uma autarquia, a sua imunidade fiscal n\u00e3o compreende o imposto de transmiss\u00e3o inter vivos, que \u00e9 encargo do comprador.<\/strong>\u201d A s\u00famula refor\u00e7a o entendimento de que a imunidade tribut\u00e1ria \u00e9 de natureza subjetiva, sendo relevante a natureza do seu destinat\u00e1rio, e , no caso, narrado, ainda que por presun\u00e7\u00e3o (j\u00e1 que tal informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o consta do enunciado) se pudesse concluir que a COHAPAR goza dessa imunidade, n\u00e3o se pode afirmar que os destinat\u00e1rios da doa\u00e7\u00e3o sejam abrangidos pela imunidade constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00f3bvio, que se mostra poss\u00edvel que a Lei Estadual, disponha de forma diversa sobre quem ser\u00e1 o contribuinte do referido imposto (CTN, art. 42), contudo, como j\u00e1 dito, n\u00e3o h\u00e1 expressa previs\u00e3o de cobran\u00e7a das normas locais no edital. Assim, por todas essas raz\u00f5es a quest\u00e3o deve ser anulada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>86.<\/strong> Decreto do Governador do Estado X de 30\/ 12\/ 2020 majorou o valor a ser pago de IPVA por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de \u00edndices oficiais de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e0 base de c\u00e1lculo do imposto. O Decreto tamb\u00e9m determinou que produziria efeitos a partir de 01\/01\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio e \u00e0 luz do entendimento do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a, tal Decreto:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) n\u00e3o viola o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria nem o da anterioridade tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) n\u00e3o viola o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria, mas sim o da anterioridade tribut\u00e1ria nonagesimal;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) viola o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria, mas n\u00e3o o da anterioridade tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) viola o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria, mas n\u00e3o o da legalidade tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>(C) viola o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria e o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fundamentos para interposi\u00e7\u00e3o de recurso:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o possui um equ\u00edvoco sem\u00e2ntico capaz de gerar dupla interpreta\u00e7\u00e3o dos candidatos, levando-os a conclus\u00e3o de que a alternativa correta seria a letra \u201cE\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado adota a express\u00e3o \u201cmajorar\u201d para se referir \u00e0 simples atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, contudo, na dic\u00e7\u00e3o legal do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (Art. 9\u00ba, I, Art. 97, II, e \u00a71\u00ba, art. 104, I,) tem sentido de acr\u00e9scimo real dos elementos quantitativos da regra-matriz de incid\u00eancia tribut\u00e1ria (al\u00edquotas e base de c\u00e1lculo).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a simples atualiza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, quando realizada de acordo com os \u00edndices oficiais de infla\u00e7\u00e3o, por expressa disposi\u00e7\u00e3o legal (CTN, art. 97, \u00a72\u00ba) n\u00e3o pode ser considerada majora\u00e7\u00e3o de tributo, j\u00e1 que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nada acrescenta, mas somente reduz os efeitos do processo inflacion\u00e1rio na base de c\u00e1lculo dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao utilizar a express\u00e3o majorar, no sentido de \u201catualizar\u201d a quest\u00e3o permite dupla interpreta\u00e7\u00e3o dessa express\u00e3o, ainda mais quando a interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel encontra amparo dentre as alternativas elaboradas pela banca.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, diante da aus\u00eancia de precis\u00e3o t\u00e9cnica da quest\u00e3o, deve ser anulada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"has-luminous-vivid-amber-background-color has-background wp-block-heading\" id=\"h-recursos-juiz-pr-direito-do-consumidor\">Recursos Juiz PR &#8211; Direito do Consumidor <\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a an\u00e1lise do gabarito preliminar oficial divulgado ontem, 21\/09\/2021, e, apesar de considerar a prova bem elaborada e com um n\u00edvel relativamente alto, especialmente por ser bastante extensa e em raz\u00e3o das quest\u00f5es apresentarem casos concretos (como a FGV gosta), identifiquei tr\u00eas quest\u00f5es de Direito do Consumidor que podem ser objeto de recurso e, consequentemente, anula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse tipo, a quest\u00e3o de n\u00famero 1 trouxe o seguinte:<\/strong><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1. Um caminh\u00e3o, com peso bruto de 23 toneladas e comprimento de 14 metros, de propriedade da pessoa jur\u00eddica Alfa e dirigido por seu funcion\u00e1rio Bernardo, encontrava-se corretamente estacionado em uma ladeira em \u00e1rea urbana de pacata cidade do interior do Paran\u00e1. Por um v\u00edcio de fabrica\u00e7\u00e3o do sistema de frenagem do ve\u00edculo, este veio a descer ladeira abaixo, atropelando um cidad\u00e3o que morrera no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajuizada a a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria por parte da vi\u00fava do falecido, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>A) <a>A responsabilidade de Bernardo \u00e9 objetiva e indireta, pois depende da comprova\u00e7\u00e3o de culpa do seu preposto;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>B) Alfa responde independentemente da prova de culpa em raz\u00e3o do risco criado pela atividade normalmente desenvolvida;<\/p>\n\n\n\n<p>C) O propriet\u00e1rio do caminh\u00e3o \u00e9 parte ileg\u00edtima, pois a causa direta e imediata da conflagra\u00e7\u00e3o do dano foi o defeito de fabrica\u00e7\u00e3o, sendo o fabricante o \u00fanico respons\u00e1vel pelo dano;<\/p>\n\n\n\n<p>D) A teoria do risco do empreendimento gera para o propriet\u00e1rio do caminh\u00e3o responsabilidade civil sem culpa, sendo <a>assegurado o regresso contra o fabricante do caminh\u00e3o<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p>E) O pedido deve ser julgado improcedente, pois o caminh\u00e3o estava corretamente estacionado, sendo o resultado danoso decorrente de um v\u00edcio de fabrica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode ser imputado ao dono do caminh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a>A quest\u00e3o aborda o tema da responsabilidade decorrente de um fato do produto.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na situa\u00e7\u00e3o, o funcion\u00e1rio de determinada empresa estaciona corretamente um caminh\u00e3o pesado de propriedade da pessoa jur\u00eddica, quando o ve\u00edculo, por defeito de fabrica\u00e7\u00e3o nos freios, vem a descer uma ladeira e atingir transeunte, o qual falece no local.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, o pedestre atropelado pode ser considerado consumidor por equipara\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 17, do CDC, pelo qual s\u00e3o consumidores equiparados todas as v\u00edtimas do evento danoso, independentemente da efetiva aquisi\u00e7\u00e3o de um produto ou da contrata\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 17. Para os efeitos desta Se\u00e7\u00e3o, equiparam-se aos consumidores todas as v\u00edtimas do evento.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 responsabilidade, o art. 12, do CDC disp\u00f5e sobre a responsabilidade pelo fato do produto nos seguintes termos:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00b0 O produto \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que dele legitimamente se espera, levando-se em considera\u00e7\u00e3o as circunst\u00e2ncias relevantes, entre as quais:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; sua apresenta\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; a \u00e9poca em que foi colocado em circula\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O <em>caput <\/em>do art. 12 especifica quem s\u00e3o considerados fornecedores, incluindo o fabricante, e aponta, consequentemente, que cada um deles responder\u00e1, a princ\u00edpio e individualmente, pelos danos a que der causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pelo \u00a71\u00ba do art. 12, o produto \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que dele legitimamente se espera, ficando evidente o defeito do caminh\u00e3o, no caso narrado.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria que fundamenta a responsabilidade objetiva, que \u00e9 a regra no CDC, \u00e9 a teoria do risco da atividade ou risco do empreendimento, segundo a qual todo aquele que desenvolve atividade no mercado de consumo cria um risco de dano a terceiro e, concretizado o dano, surge o dever de repar\u00e1-lo independentemente de comprova\u00e7\u00e3o do dolo ou da culpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa teoria, o enfoque da responsabilidade \u00e9 retirado da ideia de culpa e transferido para a quest\u00e3o do risco que a atividade desempenhada \u00e9 capaz de causar. Isso porque, o fato de auferir os c\u00f4modos de um lado e arcar com os inc\u00f4modos do outro (risco-proveito), somado ao princ\u00edpio da confian\u00e7a leg\u00edtima, faz com que o fornecedor, pela teoria do risco citada, responda de forma objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, na situa\u00e7\u00e3o enunciada, a responsabilidade da pessoa jur\u00eddica Alfa pelo atropelamento do transeunte ser\u00e1 objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em responsabilizar Bernardo, funcion\u00e1rio da empresa, vez que a quest\u00e3o enuncia que ele estacionou o ve\u00edculo corretamente, apesar de enunciar tamb\u00e9m que se trata de ve\u00edculo pesado, que foi parado em uma ladeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca examinadora indicou que o item correto seria a alternativa B. Contudo, considero que o item D tamb\u00e9m est\u00e1 adequado, visto que o acidente decorreu de defeito de fabrica\u00e7\u00e3o do sistema de freios, de modo que deve ser assegurado direito de regresso em face do fabricante do caminh\u00e3o, nos termos do art. 13, par\u00e1grafo \u00fanico, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 13. (&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poder\u00e1 exercer o direito de regresso contra os demais respons\u00e1veis, segundo sua participa\u00e7\u00e3o na causa\u00e7\u00e3o do evento danoso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O fato da regra do direito de regresso estar prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 13 n\u00e3o limita esse direito apenas ao comerciante. \u00c9 como ensina Sergio Cavalieri Filho, para quem aquele<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cque paga a indeniza\u00e7\u00e3o nem sempre \u00e9 o \u00fanico causador do dano, raz\u00e3o pela qual o C\u00f3digo (art. 13, par\u00e1grafo \u00fanico) lhe assegura o direito de regresso contra os demais respons\u00e1veis, segundo sua participa\u00e7\u00e3o na causa\u00e7\u00e3o do evento danoso. \u00c9 uma consequ\u00eancia natural da solidariedade passiva e da sub-roga\u00e7\u00e3o legal que se opera em favor do devedor que paga a d\u00edvida dos outros. O fato de ter o legislador, talvez por desaten\u00e7\u00e3o, inserido o dispositivo que trata do direito de regresso como par\u00e1grafo \u00fanico do artigo que cuida da responsabilidade subsidi\u00e1ria do comerciante (art. 13) n\u00e3o deve levar ao entendimento de que a sua aplica\u00e7\u00e3o fica limitada aos casos de solidariedade entre o comerciante e o fabricante, produtor ou importador\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, entendo que essa quest\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de anula\u00e7\u00e3o pela banca examinadora, diante da alternativa D tamb\u00e9m estar correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Adiante, a quest\u00e3o de n\u00famero 8 da Prova Tipo 3, trouxe o seguinte caso:<\/p>\n\n\n\n<p>8. A pessoa jur\u00eddica Beta alienou onerosamente um eletrodom\u00e9stico para Bruna. Por um defeito de fabrica\u00e7\u00e3o do produto, houve um princ\u00edpio de inc\u00eandio na casa de Bruna que experimentou preju\u00edzos materiais e morais. Julgado procedente o pedido e iniciado o cumprimento de senten\u00e7a, verificou-se que Beta n\u00e3o tinha patrim\u00f4nio suficiente para a devida repara\u00e7\u00e3o determinada pelo ju\u00edzo c\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do exposto, \u00e9 correto afirmar que:<\/p>\n\n\n\n<p>A) Bruna poder\u00e1 buscar a repara\u00e7\u00e3o liquidada no processo do fabricante, pois este responde solidariamente;<\/p>\n\n\n\n<p>B) \u00c9 cab\u00edvel a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica se ficar demonstrado que a pessoa jur\u00eddica agiu em abuso do direito ou que houve confus\u00e3o patrimonial;<\/p>\n\n\n\n<p>C) \u00c9 cab\u00edvel a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, desde que o interessado comprove que o devedor n\u00e3o tem patrim\u00f4nio suficiente para suportar a execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>D) Pela Lei de Liberdade Econ\u00f4mica, apenas poder\u00e1 ser admitida a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica se houver comprova\u00e7\u00e3o de desvio de finalidade ou de confus\u00e3o patrimonial;<\/p>\n\n\n\n<p>E) A desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica depender\u00e1 da prova de que os administradores ou s\u00f3cios da pessoa jur\u00eddica foram beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso do direito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o trata da responsabilidade por fato do produto, bem como sobre a possibilidade de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, segundo o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, por um defeito de fabrica\u00e7\u00e3o de eletrodom\u00e9stico, adquirido da pessoa jur\u00eddica Beta, houve um princ\u00edpio de inc\u00eandio na casa de Bruna que experimentou preju\u00edzos materiais e morais. Ajuizada a a\u00e7\u00e3o reparat\u00f3ria e julgado procedente o pedido, verificou-se que Beta n\u00e3o tinha patrim\u00f4nio suficiente para a devida repara\u00e7\u00e3o determinada pelo ju\u00edzo c\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a responsabilidade por fato do produto, disp\u00f5e o art. 12 do CDC:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00b0 O produto \u00e9 defeituoso quando n\u00e3o oferece a seguran\u00e7a que dele legitimamente se espera, levando-se em considera\u00e7\u00e3o as circunst\u00e2ncias relevantes, entre as quais:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; sua apresenta\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; a \u00e9poca em que foi colocado em circula\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nota-se que no <em>caput <\/em>do art. 12 houve uma especifica\u00e7\u00e3o dos fornecedores, de modo que cada um responder\u00e1, a princ\u00edpio e individualmente, pelos danos a que der causa. Contudo, o dispositivo n\u00e3o cita a pessoa do comerciante, cuja responsabilidade por fato do produto ser\u00e1 subsidi\u00e1ria, nos termos do art. 13, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 13. O comerciante \u00e9 igualmente respons\u00e1vel, nos termos do artigo anterior, quando:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador n\u00e3o puderem ser identificados;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; o produto for fornecido sem identifica\u00e7\u00e3o clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; n\u00e3o conservar adequadamente os produtos perec\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Do enunciado, extrai-se que Beta n\u00e3o tinha patrim\u00f4nio suficiente para a devida repara\u00e7\u00e3o determinada pelo ju\u00edzo c\u00edvel em favor de Bruna, de forma que \u00e9 poss\u00edvel a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, nos termos do art. 28, \u00a75\u00ba, CDC:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 28. O juiz poder\u00e1 desconsiderar a personalidade jur\u00eddica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infra\u00e7\u00e3o da lei, fato ou ato il\u00edcito ou viola\u00e7\u00e3o dos estatutos ou contrato social. A desconsidera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 efetivada quando houver fal\u00eancia, estado de insolv\u00eancia, encerramento ou inatividade da pessoa jur\u00eddica provocados por m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 5\u00b0 <a>Tamb\u00e9m poder\u00e1 ser desconsiderada a pessoa jur\u00eddica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obst\u00e1culo ao ressarcimento de preju\u00edzos causados aos consumidores.<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que o dispositivo n\u00e3o faz alus\u00e3o a abuso de direito ou qualquer outro requisito para desconsiderar a personalidade, bastando o obst\u00e1culo ao ressarcimento do consumidor, caracterizando-se como verdadeira norma concretizadora do art. 6\u00ba, VI, do CDC, que estabelece como Direito B\u00e1sico do consumidor a efetiva repara\u00e7\u00e3o de danos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a doutrina aponta que o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor adotou a teoria menor da desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, pela qual \u00e9 suficiente a insolv\u00eancia do fornecedor para legitimar a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca examinadora indicou como correto o item C. Contudo, n\u00e3o entendo ser necess\u00e1rio que o interessado comprove que o devedor n\u00e3o tem patrim\u00f4nio suficiente para suportar a execu\u00e7\u00e3o, uma vez que o art. 28, \u00a75\u00ba, do CDC n\u00e3o apresenta nenhum requisito para a desconsidera\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o ser obst\u00e1culo ao ressarcimento de preju\u00edzos causados ao consumidor. Assim, cab\u00edvel recurso em face desta quest\u00e3o, em raz\u00e3o da aus\u00eancia de item integralmente correto.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a quest\u00e3o de n\u00famero 25, da Prova Tipo 3, apresentava o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>25. Jonas, idoso, aposentado com renda m\u00ednima, passeava pelo shopping quando viu um <em>stand<\/em> oferecendo servi\u00e7o de opera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ao consumidor. Jonas sonhava em comprar uma bicicleta popular para o seu \u00fanico netinho, mas receava n\u00e3o conseguir empr\u00e9stimo, por j\u00e1 possuir outros consignados. Depois de conversar com o atendente do <em>stand<\/em>, Jonas aderiu prontamente ao contrato de empr\u00e9stimo consignado, que contava com cl\u00e1usula de foro de elei\u00e7\u00e3o, tomando por refer\u00eancia o endere\u00e7o do fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando essa situa\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e do entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, \u00e9 correto afirmar que, caso Jonas se enquadre na condi\u00e7\u00e3o de superendividamento, poder\u00e1 ser instaurado processo de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a>A) e o pedido do consumidor importar\u00e1 em declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia civil; mostram-se nulas de pleno direito cl\u00e1usulas de foro de elei\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da compet\u00eancia absoluta do foro de domic\u00edlio do consumidor para demandar ou ser demandado;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>B) e deve ser excetuada a d\u00edvida se o contrato de cr\u00e9dito contar com garantia real; cl\u00e1usulas de foro de elei\u00e7\u00e3o podem ser previstas em contrato de consumo, desde que n\u00e3o prejudique a facilita\u00e7\u00e3o de defesa do consumidor, que pode optar por demandar no foro do endere\u00e7o do seu domic\u00edlio, do fornecedor ou de elei\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>C) sendo ou n\u00e3o Jonas pessoa idosa, mesmo na aquisi\u00e7\u00e3o de produto de luxo e alto valor; a cl\u00e1usula de foro de elei\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, desde que n\u00e3o implique condicionamento ou limita\u00e7\u00e3o de qualquer forma de acesso ao judici\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p>D) o que se justifica somente por ser Jonas pessoa idosa; a cl\u00e1usula de foro de elei\u00e7\u00e3o \u00e9 nula em contratos de ades\u00e3o de rela\u00e7\u00e3o de consumo, por n\u00e3o pode ser livremente convencionada pelas partes;<\/p>\n\n\n\n<p>E) e, no caso da aus\u00eancia injustificada de credor \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se interromper\u00e3o os encargos da mora; a cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro \u00e9 abusiva de pleno direito, dada a hipervulnerabilidade presumida no caso de consumidores idosos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o trata da preven\u00e7\u00e3o e o tratamento do superendividamento. Logo, desde j\u00e1, entendo que referida quest\u00e3o deve ser anulada, uma vez que aborda tema objeto de altera\u00e7\u00e3o legislativa posterior a publica\u00e7\u00e3o do edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa-se que a Lei 14.181\/21, que alterou a Lei n\u00ba 8.078, de 11 de setembro de 1990 (C\u00f3digo de Defesa do Consumidor), e a Lei n\u00ba 10.741, de 1\u00ba de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), para aperfei\u00e7oar a disciplina do cr\u00e9dito ao consumidor e dispor sobre a preven\u00e7\u00e3o e o tratamento do superendividamento, foi publicada em 01\/07\/21. Por sua vez, o edital de abertura do certame (Edital n\u00ba 001\/2021) foi publicado em 02\/06\/2021, contendo, inclusive, o item 12.28 com o seguinte teor:<\/p>\n\n\n\n<p><em>12.28 As altera\u00e7\u00f5es de legisla\u00e7\u00e3o com entrada em vigor antes da data de publica\u00e7\u00e3o deste Edital ser\u00e3o objeto de avalia\u00e7\u00e3o, ainda que n\u00e3o contempladas nos objetos de avalia\u00e7\u00e3o constantes do Anexo IV (Conte\u00fado Program\u00e1tico) deste Edital.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo, sobre o tema, o art. 54-A, \u00a7 1\u00ba do CDC, acrescido pela Lei 14.181\/21, disciplina:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 54-A.<\/em> (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba Entende-se por superendividamento a impossibilidade manifesta de o consumidor pessoa natural, de boa-f\u00e9, pagar a totalidade de suas d\u00edvidas de consumo, exig\u00edveis e vincendas, sem comprometer seu m\u00ednimo existencial, nos termos da regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, conforme o art. 54-A, \u00a73\u00ba, do CDC, o tratamento do superendividamento n\u00e3o se aplica no caso de aquisi\u00e7\u00e3o de produto de luxo e alto valor:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 3\u00ba O disposto neste Cap\u00edtulo n\u00e3o se aplica ao consumidor cujas d\u00edvidas tenham sido contra\u00eddas mediante fraude ou m\u00e1-f\u00e9, sejam oriundas de contratos celebrados dolosamente com o prop\u00f3sito de n\u00e3o realizar o pagamento ou decorram da aquisi\u00e7\u00e3o ou contrata\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os de luxo de alto valor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No caso enunciado, verificada a situa\u00e7\u00e3o de superendividamento de Jonas, poder\u00e1 ser instaurado processo de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e o pedido do consumidor n\u00e3o importar\u00e1 em declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia civil, nos termos do art. 104-A, \u00a75\u00ba, do CDC, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 104-A. A requerimento do consumidor superendividado pessoa natural, o juiz poder\u00e1 instaurar processo de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, com vistas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancia conciliat\u00f3ria, presidida por ele ou por conciliador credenciado no ju\u00edzo, com a presen\u00e7a de todos os credores de d\u00edvidas previstas no art. 54-A deste C\u00f3digo, na qual o consumidor apresentar\u00e1 proposta de plano de pagamento com prazo m\u00e1ximo de 5 (cinco) anos, preservados o m\u00ednimo existencial, nos termos da regulamenta\u00e7\u00e3o, e as garantias e as formas de pagamento originalmente pactuadas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 5\u00ba O pedido do consumidor a que se refere o&nbsp;caput&nbsp;deste artigo n\u00e3o importar\u00e1 em declara\u00e7\u00e3o de insolv\u00eancia civil e poder\u00e1 ser repetido somente ap\u00f3s decorrido o prazo de 2 (dois) anos, contado da liquida\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es previstas no plano de pagamento homologado, sem preju\u00edzo de eventual repactua\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer que o fato do consumidor ser idoso n\u00e3o interfere diretamente no procedimento de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas previsto no CDC. Por\u00e9m, o ass\u00e9dio para contratar o fornecimento de produto, servi\u00e7o ou cr\u00e9dito \u00e9 vedado pelo art. 54-C, IV, do CDC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 54- C. \u00c9 vedado, expressa ou implicitamente, na oferta de cr\u00e9dito ao consumidor, publicit\u00e1ria ou n\u00e3o:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV &#8211; assediar ou pressionar o consumidor para contratar o fornecimento de produto, servi\u00e7o ou cr\u00e9dito, principalmente se se tratar de consumidor idoso, analfabeto, doente ou em estado de vulnerabilidade agravada ou se a contrata\u00e7\u00e3o envolver pr\u00eamio;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro, Nelson Nery Junior ensina:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201celei\u00e7\u00e3o de foro diverso do domic\u00edlio do consumidor, ainda que n\u00e3o inviabilize ou impossibilite, dificulta sua defesa, ofendendo o art. 6\u00ba, n. VIII, do CDC, que diz ser direito b\u00e1sico do consumidor a facilita\u00e7\u00e3o de sua defesa em ju\u00edzo. Logo, tal cl\u00e1usula ofende o \u2018sistema\u2019 de defesa do consumidor, sendo, portanto, nula (art. 51, n. XV, do CDC). \u00c9, de consequ\u00eancia, sempre nula, em abstrato, a cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro que n\u00e3o seja o do domic\u00edlio do consumidor, quando n\u00e3o haja manifesta\u00e7\u00e3o expressa, bilateral mesmo, do consumidor\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a vem relativizando esse posicionamento e admitindo, em alguns casos, a legitimidade da elei\u00e7\u00e3o do foro em lugar diverso do domic\u00edlio do consumidor, desde que esta seja uma op\u00e7\u00e3o do vulner\u00e1vel:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cSe a autoria do feito pertence ao consumidor, contudo, permite-se-lhe a escolha do foro de elei\u00e7\u00e3o contratual, considerando que a norma protetiva, concebida em seu benef\u00edcio, n\u00e3o o obriga, quando optar por demandar fora do seu domic\u00edlio. N\u00e3o se admite, todavia, sem justificativa plaus\u00edvel, a escolha aleat\u00f3ria de foro que n\u00e3o seja nem o do domic\u00edlio do consumidor, nem o do r\u00e9u, nem o de elei\u00e7\u00e3o e nem o do local de cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o\u201d (EDcl no AgRg nos EDcl no CC 116.009\/PB, Rel. Ministro Sidnei Beneti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 20-4-2012).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, na situa\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o, o foro de elei\u00e7\u00e3o foi definido exclusivamente pelo fornecedor. Al\u00e9m disso, Jonas \u00e9 idoso e aufere uma renda m\u00ednima mensal, encontrando-se em situa\u00e7\u00e3o de hipossufici\u00eancia.&nbsp; Logo, n\u00e3o ser\u00e1 v\u00e1lida referida cl\u00e1usula, nos termos do art. 6\u00ba, VIII c\/c art. 51, XVII do CDC. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>VIII &#8211; a facilita\u00e7\u00e3o da defesa de seus direitos, inclusive com a invers\u00e3o do \u00f4nus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a crit\u00e9rio do juiz, for veross\u00edmil a alega\u00e7\u00e3o ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordin\u00e1rias de experi\u00eancias;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 51. S\u00e3o nulas de pleno direito, entre outras, as cl\u00e1usulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e servi\u00e7os que:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>XVII &#8211; condicionem ou limitem de qualquer forma o acesso aos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Adiante, de fato, deve ser excetuada a d\u00edvida de Jonas, se o contrato de cr\u00e9dito contar com garantia real. \u00c9 o que diz o art. 104-A, \u00a71\u00ba, do CDC:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 104-A. (&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 1\u00ba, CDC. Excluem-se do processo de repactua\u00e7\u00e3o as d\u00edvidas, ainda que decorrentes de rela\u00e7\u00f5es de consumo, oriundas de contratos celebrados dolosamente sem o prop\u00f3sito de realizar pagamento, bem como as d\u00edvidas provenientes de contratos de cr\u00e9dito com garantia real, de financiamentos imobili\u00e1rios e de cr\u00e9dito rural.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>No caso da aus\u00eancia injustificada de credor \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 interrup\u00e7\u00e3o dos encargos da mora, conforme art. 104-A, \u00a72\u00ba, do CDC:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 104-A. (&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00a7 2\u00ba O n\u00e3o comparecimento injustificado de qualquer credor, ou de seu procurador com poderes especiais e plenos para transigir, \u00e0 audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o de que trata o caput deste artigo acarretar\u00e1 a suspens\u00e3o da exigibilidade do d\u00e9bito e a interrup\u00e7\u00e3o dos encargos da mora, bem como a sujei\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria ao plano de pagamento da d\u00edvida se o montante devido ao credor ausente for certo e conhecido pelo consumidor, devendo o pagamento a esse credor ser estipulado para ocorrer apenas ap\u00f3s o pagamento aos credores presentes \u00e0 audi\u00eancia conciliat\u00f3ria.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, de fato, est\u00e1 correta a alternativa B, de maneira que deve ser excetuada a d\u00edvida se o contrato de cr\u00e9dito contar com garantia real, e as cl\u00e1usulas de foro de elei\u00e7\u00e3o podem ser previstas em contrato de consumo, desde que n\u00e3o prejudique a facilita\u00e7\u00e3o de defesa do consumidor, que pode optar por demandar no foro do endere\u00e7o do seu domic\u00edlio, do fornecedor ou de elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, em raz\u00e3o do tema questionado n\u00e3o poder ser objeto de cobran\u00e7a na prova, conforme item 12.28 do edital do certame, entendo que referida quest\u00e3o deve ser anulada.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que tenham gostado da nossa an\u00e1lise sobre a prova de Direito do Consumidor e desejo boa sorte a todos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"cursos\">Cursos para o Edital Magistratura PR<\/h2>\n\n\n\n<p>O Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica \u00e9 campe\u00e3o de aprova\u00e7\u00f5es nos concursos para Magistraturas com um corpo docente qualificado e materiais completos. 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Confira:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-ecj\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Curso para Concurso Magistratura PR <\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Cursos focados no edital do concurso<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/magistratura-estadual-regular\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a mais<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n      <p class=\"texto-auxiliar\">Prepare-se com o melhor material e com quem mais aprova em concursos em todo o pa\u00eds. \n<\/p>\n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"estrategia\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Assinatura Concursos<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Assinatura de 1 ano ou 2 anos<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/assinaturas\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">ASSINE AGORA<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n     \n    <\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-ecj\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Assinatura Jur\u00eddica <\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Conhe\u00e7a os planos<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/assinaturas-ecj\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a mais<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n      <p class=\"texto-auxiliar\">Prepare-se com o melhor material e com quem mais aprova em Concursos P\u00fablicos em todo o pa\u00eds. \n<\/p>\n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\" id=\"boxes-concursos\">\n      <div style=\"background-color: #005DAD;\" class=\"conteudo-concursos\" id=\"box-concursos\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Concursos Abertos<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Os editais publicados<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-abertos\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a Agora<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n    <\/div>\n\n    <div class=\"col-sm\" id=\"boxes-concursos\">\n      <div style=\"background-color: #1A7ED5;\" class=\"conteudo-concursos\" id=\"box-concursos\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Concursos 2021<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">As oportunidades previstas<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-2021\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a Agora<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n    <\/div>\n\n    <div class=\"col-sm\" id=\"boxes-concursos\">\n      <div style=\"background-color: #419FF0;\" class=\"conteudo-concursos\" id=\"box-concursos\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Concursos 2022<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Vagas para o pr\u00f3ximo ano<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/concursos-2022\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a Agora<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram disponibilizados os gabaritos preliminares das provas aplicadas no \u00faltimo domingo, 19 de setembro para o concurso Juiz PR, que oferta 12 vagas imediatas para juiz de Direito, cuja remunera\u00e7\u00e3o inicial \u00e9 de&nbsp; R$ 28.884,20.&nbsp;Al\u00e9m disso, os candidatos poder\u00e3o acessar seus respectivos cadernos de provas. 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