{"id":855343,"date":"2021-09-06T18:53:13","date_gmt":"2021-09-06T21:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=855343"},"modified":"2021-09-06T18:53:15","modified_gmt":"2021-09-06T21:53:15","slug":"informativo-stj-706-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-706-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 706 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"block-a0f339b5-9e91-406a-833e-c28b442376fd\"><br \/>Informativo n\u00ba 706do STJ <strong>COMENTADO<\/strong> est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" id=\"block-ee08c52f-1085-45f9-ac1c-02f0166889cd\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/09\/06185301\/stj-706.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_tQH7rQzzb98\"><div id=\"lyte_tQH7rQzzb98\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/tQH7rQzzb98\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/tQH7rQzzb98\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/tQH7rQzzb98\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-im-possibilidade-da-inclus-o-do-valor-de-eventual-multa-civil-na-medida-de-indisponibilidade-de-bens-decretada-em-a-o-de-improbidade-administrativa\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da inclus\u00e3o do valor de eventual multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a inclus\u00e3o <a>do valor de eventual multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/a>, inclusive nas demandas ajuizadas com esteio na pr\u00e1tica de conduta prevista no art. 11 da Lei n. 8.429\/1992, tipificador da ofensa aos princ\u00edpios nucleares administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.862.792-PR, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/08\/2021. (Tema 1055) (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situa-o-f-tica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, o MP requereu que fosse decretada a indisponibilidade dos bens do demandado no valor j\u00e1 acrescido da multa civil, o que foi deferido pelo juiz de primeiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Tribunal de Justi\u00e7a local deu provimento ao agravo de instrumento manejado pela parte acionada na a\u00e7\u00e3o por entender que tal medida n\u00e3o se mostraria razo\u00e1vel. Inconformado, o MP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que, uma vez reconhecido o <em>fumus boni juris<\/em>, o valor de poss\u00edvel multa civil deve estar garantido pela medida assecurat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-an-lise-estrat-gica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.429\/1992:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00b0 Quando o ato de improbidade causar les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico ou ensejar enriquecimento il\u00edcito, caber\u00e1 a autoridade administrativa respons\u00e1vel pelo inqu\u00e9rito representar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recair\u00e1 sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acr\u00e9scimo patrimonial resultante do enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, e notadamente:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de compet\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de of\u00edcio;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; revelar fato ou circunst\u00e2ncia de que tem ci\u00eancia em raz\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es e que deva permanecer em segredo;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; negar publicidade aos atos oficiais;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; frustrar a licitude de concurso p\u00fablico;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; deixar de prestar contas quando esteja obrigado a faz\u00ea-lo;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulga\u00e7\u00e3o oficial, teor de medida pol\u00edtica ou econ\u00f4mica capaz de afetar o pre\u00e7o de mercadoria, bem ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; descumprir as normas relativas \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o de contas de parcerias firmadas pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com entidades privadas.&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Vide Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.088-35, de 2000)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.019, de 2014)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Vig\u00eancia)<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; deixar de cumprir a exig\u00eancia de requisitos de acessibilidade previstos na legisla\u00e7\u00e3o.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.146, de 2015)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Vig\u00eancia)<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; transferir recurso a entidade privada, em raz\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os na \u00e1rea de sa\u00fade sem a pr\u00e9via celebra\u00e7\u00e3o de contrato, conv\u00eanio ou instrumento cong\u00eanere, nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 24 da Lei n\u00ba 8.080, de 19 de setembro de 1990.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-poss-vel-a-indisponibilidade-do-valor-da-multa-civil\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a indisponibilidade do valor da multa civil?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o submetida \u00e0 an\u00e1lise \u00e9 definir se \u00e9 poss\u00edvel &#8211; ou n\u00e3o &#8211; a inclus\u00e3o do valor de eventual multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada na a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, inclusive naquelas demandas ajuizadas com esteio na pr\u00e1tica de conduta prevista no art. 11 da <a>Lei 8.429\/1992<\/a>, tipificador da ofensa aos princ\u00edpios nucleares administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 primeira quest\u00e3o levantada, \u00e9 preciso, para logo, assinalar que, ao que revelam os julgados do STJ alusivos ao tema, <strong>n\u00e3o h\u00e1 diss\u00eddio jurisprudencial entre os \u00f3rg\u00e3os Fracion\u00e1rios especializados na tem\u00e1tica<\/strong>, que apontam para a admissibilidade de inclus\u00e3o da multa civil na indisponibilidade de bens na a\u00e7\u00e3o de improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo ao tempo do julgamento repetitivo acerca da dispensa de demonstra\u00e7\u00e3o de dissipa\u00e7\u00e3o patrimonial como requisito para a concess\u00e3o da medida de indisponibilidade (REsp 1.366.721\/BA), j\u00e1 havia pronunciamentos dos Julgadores desta Corte Superior acerca da inclus\u00e3o da multa civil no importe a ser constrito na a\u00e7\u00e3o de improbidade. Essa posi\u00e7\u00e3o se mostrou dominante, un\u00edssona, pac\u00edfica e atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, muito embora a premissa para o n\u00e3o c\u00f4mputo do valor da multa civil, para certos ilustrativos de alguns Tribunais, como do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo, concentre-se em alegada antecipa\u00e7\u00e3o de pena, a interpreta\u00e7\u00e3o que se deu neste colendo Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 de que devem ser empreendidas provid\u00eancias para que o processo esteja assegurado quanto \u00e0 eventual condena\u00e7\u00e3o futura, no que engloba a reprimenda pecuni\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa concep\u00e7\u00e3o ficou bem revelada no entendimento que se formou acerca da solidariedade passiva nessa determina\u00e7\u00e3o constritiva, ou seja, se \u00e9 certo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel promover a totalidade do bloqueio sobre todos os acionados (uma supergarantia), lado outro qualquer r\u00e9u est\u00e1 sujeito a experimentar sobre si a integralidade da medida, ainda que haja na demanda outros r\u00e9us que n\u00e3o tenham suportado qualquer efeito da indisponibilidade. Isso porque o objetivo \u00e9, t\u00e3o logo detectada a plausibilidade da pretens\u00e3o, que se tenha a garantia nos autos: uma vez alcan\u00e7ada a integralidade da garantia sobre qualquer r\u00e9u, nada mais h\u00e1 de ser indisponibilizado, at\u00e9 que se resolva a responsabilidade &#8211; se houver &#8211; de cada qual.<\/p>\n\n\n\n<p>Em desdobramento, na segunda quest\u00e3o suscitada no aresto de afeta\u00e7\u00e3o ao tema 1.055, busca-se saber se a medida constritiva tamb\u00e9m poderia incidir nos casos de a\u00e7\u00f5es ancoradas exclusivamente na potencial pr\u00e1tica de atos tipificados como violadores a princ\u00edpios administrativos (art. 11 da Lei n. 8.429\/1992).<\/p>\n\n\n\n<p>A pergunta se situa no fato de que, em casos tais, pode n\u00e3o ocorrer les\u00e3o alguma aos cofres p\u00fablicos, nem mesmo proveito pessoal il\u00edcito, isto \u00e9, a repercuss\u00e3o patrimonial do fato reputado \u00edmprobo seria limitada ou inexistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela pesquisa de jurisprud\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os Fracion\u00e1rios desta Corte Superior, essa quest\u00e3o desdobrada da primeira n\u00e3o \u00e9 causa suficiente para apartar a compreens\u00e3o de que, igualmente, o valor da multa civil \u00e9 pass\u00edvel de ser bloqueado, ainda que seja o \u00fanico montante a gerar bloqueio nessas a\u00e7\u00f5es fundadas em ofensa a princ\u00edpios nucleares administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Noutras palavras, ainda que inexistente prova de enriquecimento il\u00edcito ou les\u00e3o ao patrim\u00f4nio p\u00fablico, \u00e9 poss\u00edvel a decreta\u00e7\u00e3o da provid\u00eancia cautelar, notadamente pela possibilidade de ser cominada, na senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a pena pecuni\u00e1ria de multa civil como san\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, cabendo sua imposi\u00e7\u00e3o, inclusive, em casos de pr\u00e1tica de atos de improbidade que impliquem t\u00e3o somente viola\u00e7\u00e3o a princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa provid\u00eancia de inclus\u00e3o da multa civil na medida constritiva em a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa exclusivamente amparadas no art. 11 da Lei n. 8.429\/1992 n\u00e3o implica viola\u00e7\u00e3o do art. 7\u00ba, caput e par\u00e1grafo \u00fanico, da citada lei, pois destina-se, de todo modo, a assegurar a efic\u00e1cia de eventual desfecho condenat\u00f3rio \u00e0 san\u00e7\u00e3o de multa civil.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a inclus\u00e3o do valor de eventual multa civil na medida de indisponibilidade de bens decretada em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, inclusive nas demandas ajuizadas com esteio na pr\u00e1tica de conduta prevista no art. 11 da Lei n. 8.429\/1992, tipificador da ofensa aos princ\u00edpios nucleares administrativos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-ado-o-realizada-na-vig-ncia-do-cc-19-e-revoga-o-consensual\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ado\u00e7\u00e3o realizada na vig\u00eancia do CC\/19 e revoga\u00e7\u00e3o consensual<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para fins de determina\u00e7\u00e3o da legitimidade ativa em a\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio, a ado\u00e7\u00e3o realizada na vig\u00eancia do CC\/1916 \u00e9 suscet\u00edvel de revoga\u00e7\u00e3o consensual pelas partes ap\u00f3s a entrada em vigor do C\u00f3digo de Menores (Lei 6.697\/1979), mas antes da entrada em vigor do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (Lei 8.069\/90).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.930.825-GO, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situa-o-f-tica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jer\u00f4nimo adotou Jos\u00e9 no ano de 1964, ainda sob a vig\u00eancia do C\u00f3digo Civil de 1916. Ocorre que em janeiro de 1990, sob a vig\u00eancia do CC\/16 e do C\u00f3digo de Menores, mas antes da vig\u00eancia do ECA, procedeu-se \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o de forma bilateral e consensual.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito tempo depois, Jer\u00f4nimo veio a falecer. Ocorre que Jos\u00e9 ajuizou a\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio dos bens de Jer\u00f4nimo, por se considerar herdeiro destes. Em 1\u00ba grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, foi acolhida a tese de ilegitimidade ativa de Jos\u00e9 e extinto o processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito. A apela\u00e7\u00e3o por ele interposta foi provida pelo TJ local, cassando-se a senten\u00e7a a fim de determinar que fosse dado regular prosseguimento ao invent\u00e1rio, ao fundamento de que j\u00e1 haveria veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o ao tempo da respectiva lavratura da escritura p\u00fablica, a saber, o art. 37 do C\u00f3digo de Menores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-an-lise-estrat-gica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.697\/1979:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 37. A ado\u00e7\u00e3o plena \u00e9 irrevog\u00e1vel, ainda que aos adotantes venham a nascer filhos, as quais est\u00e3o equiparados os adotados, com os mesmos direitos e deveres.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988<\/a>:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 6\u00ba Os filhos, havidos ou n\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o do casamento, ou por ado\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o os mesmos direitos e qualifica\u00e7\u00f5es, proibidas quaisquer designa\u00e7\u00f5es discriminat\u00f3rias relativas \u00e0 filia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-v-lida-a-revoga-o-da-ado-o-realizada\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lida a revoga\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o realizada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do CC\/1916, a ado\u00e7\u00e3o possu\u00eda natureza de ato jur\u00eddico negocial, tratando-se de conven\u00e7\u00e3o celebrada entre os pais biol\u00f3gicos e os pais adotivos por meio da qual determinada pessoa passaria a pertencer a n\u00facleo familiar distinto do natural, admitida a sua revoga\u00e7\u00e3o nas seguintes hip\u00f3teses: (i) unilateralmente, pelo adotado, em at\u00e9 um ano ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o da menoridade; (ii) unilateralmente, pelos adotantes, quando o adotado cometesse ato de ingratid\u00e3o contra eles; (iii) bilateralmente, por consenso entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em exame, a ado\u00e7\u00e3o ocorreu em junho de 1964, quando vigoravam no Brasil as regras do CC\/1916 com as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela Lei n. 3.133\/1957, ao passo que, ao tempo da revoga\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o, realizada de forma bilateral e consensual, ocorrida em Janeiro de 1990, vigoravam no Brasil, concomitantemente, apenas o CC\/1916 e o C\u00f3digo de Menores (Lei n. 6.697\/1979), sobretudo porque o <strong>ECA &#8211; Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (Lei n. 8.069\/1990) somente passou a vigorar em Outubro de 1990, n\u00e3o se aplicando \u00e0 hip\u00f3tese.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto o CC\/1916 permitisse, em seu art. 374, I, a revoga\u00e7\u00e3o bilateral e consensual da ado\u00e7\u00e3o, o C\u00f3digo de Menores tornou IRREVOG\u00c1VEL a ado\u00e7\u00e3o plena (art. 37 da <a>Lei n. 6.679\/1979<\/a>), que veio a substituir a legitimidade adotiva anteriormente prevista no art. 7\u00ba da Lei n. 4.655\/1965.<\/p>\n\n\n\n<p>Dado que a ado\u00e7\u00e3o plena, irrevog\u00e1vel, possu\u00eda uma s\u00e9rie de pressupostos espec\u00edficos, n\u00e3o se pode afirmar que a ado\u00e7\u00e3o concretizada na vig\u00eancia do CC\/1916 tenha automaticamente se transformado em uma ado\u00e7\u00e3o plena ap\u00f3s a entrada em vigor do C\u00f3digo de Menores, raz\u00e3o pela qual a regra do art. 37 da Lei n. 6.679\/1979, embora represente uma tend\u00eancia legislativa, cultural e social no sentido da vincula\u00e7\u00e3o definitiva decorrente da ado\u00e7\u00e3o que veio a se concretizar amplamente com a entrada em vigor do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente<strong>, n\u00e3o se aplica \u00e0 ado\u00e7\u00e3o realizada em junho de 1964 e revogada em Janeiro de 1990, bilateral e consensualmente pelos pais adotivos e pelo filho que, naquele momento, possu\u00eda 28 anos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o, realizada em 1990 de forma bilateral e consensual, de ado\u00e7\u00e3o celebrada na vig\u00eancia do CC\/1916, \u00e9 compat\u00edvel com o art. 227, \u00a76\u00ba, da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988<\/a>, uma vez que a irrevogabilidade de qualquer esp\u00e9cie de ado\u00e7\u00e3o somente veio a ser introduzida no ordenamento jur\u00eddico com o art. 39, \u00a71\u00ba, do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente, regra que, ademais, tem sido flexibilizada, excepcionalmente, quando n\u00e3o atendidos os melhores interesses da crian\u00e7a e do adolescente.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Para fins de determina\u00e7\u00e3o da legitimidade ativa em a\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rio, a ado\u00e7\u00e3o realizada na vig\u00eancia do CC\/1916 \u00e9 suscet\u00edvel de revoga\u00e7\u00e3o consensual pelas partes ap\u00f3s a entrada em vigor do C\u00f3digo de Menores (Lei 6.697\/1979), mas antes da entrada em vigor do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (Lei 8.069\/90).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-divulga-o-de-prints-de-whatsapp-e-dano-moral\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Divulga\u00e7\u00e3o de \u201cprints\u201d de WhatsApp e dano moral<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o pelos interlocutores ou por terceiros de mensagens trocadas via WhatsApp pode ensejar a responsabiliza\u00e7\u00e3o por eventuais danos decorrentes da difus\u00e3o do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.903.273-PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2021, DJe 30\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situa-o-f-tica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Alexandre ajuizou a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de danos morais em face de Bruno, devido \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o, em redes sociais e para a imprensa, de mensagens enviadas em grupo de WhatsApp. Conforme Alexandre, Bruno teria editado as mensagens, para fins de manipular a real inten\u00e7\u00e3o das conversas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a inicial, a dissemina\u00e7\u00e3o das mensagens teria causado dano moral ao autor, uma vez que sua imagem e sua honra ficaram desabonadas perante o p\u00fablico, inclusive teve de deixar o cargo que ocupava na diretoria do Bicuda Football Clube.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-an-lise-estrat-gica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; s\u00e3o inviol\u00e1veis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza\u00e7\u00e3o pelo dano material ou moral decorrente de sua viola\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necess\u00e1rias \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a ou \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica, a divulga\u00e7\u00e3o de escritos, a transmiss\u00e3o da palavra, ou a publica\u00e7\u00e3o, a exposi\u00e7\u00e3o ou a utiliza\u00e7\u00e3o da imagem de uma pessoa poder\u00e3o ser proibidas, a seu requerimento e sem preju\u00edzo da indeniza\u00e7\u00e3o que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815)<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Em se tratando de morto ou de ausente, s\u00e3o partes leg\u00edtimas para requerer essa prote\u00e7\u00e3o o c\u00f4njuge, os ascendentes ou os descendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 21. A vida privada da pessoa natural \u00e9 inviol\u00e1vel, e o juiz, a requerimento do interessado, adotar\u00e1 as provid\u00eancias necess\u00e1rias para impedir ou fazer cessar ato contr\u00e1rio a esta norma<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-pass-vel-de-condena-o-ao-pagamento-de-indeniza-o-por-danos-morais\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pass\u00edvel de condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O sigilo das comunica\u00e7\u00f5es \u00e9 corol\u00e1rio da liberdade de express\u00e3o e, em \u00faltima an\u00e1lise, visa a resguardar o direito \u00e0 intimidade e \u00e0 privacidade, consagrados nos planos constitucional (art. 5\u00ba, X, da CF\/1988) e infraconstitucional (arts. 20 e 21 do <a>CC\/2002<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>No passado recente, n\u00e3o se cogitava de outras formas de comunica\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pelo tradicional m\u00e9todo das liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas. Com o passar dos anos, no entanto, desenvolveu-se a tecnologia digital, o que culminou na cria\u00e7\u00e3o da internet e, mais recentemente, da rede social WhatsApp, o qual permite a comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea entre pessoas localizadas em qualquer lugar do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio<strong>, \u00e9 certo que n\u00e3o s\u00f3 as conversas realizadas via liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, como tamb\u00e9m aquelas travadas atrav\u00e9s do WhatsApp s\u00e3o resguardadas pelo sigilo das comunica\u00e7\u00f5es<\/strong>. Em consequ\u00eancia, terceiros somente podem ter acesso \u00e0s conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em que o conte\u00fado das conversas enviadas via WhatsApp possa, em tese, interessar a terceiros, haver\u00e1 um conflito entre a privacidade e a liberdade de informa\u00e7\u00e3o, revelando-se necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de um ju\u00edzo de pondera\u00e7\u00e3o. Nesse aspecto, h\u00e1 que se considerar que as mensagens eletr\u00f4nicas est\u00e3o protegidas pelo sigilo em raz\u00e3o de o seu conte\u00fado ser privado; isto \u00e9, restrito aos interlocutores.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinat\u00e1rios via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela n\u00e3o ser\u00e1 lida por terceiros, quanto menos divulgada ao p\u00fablico, seja por meio de rede social ou da m\u00eddia. Essa expectativa adv\u00e9m n\u00e3o s\u00f3 do fato de ter o indiv\u00edduo escolhido a quem enviar a mensagem, como tamb\u00e9m da pr\u00f3pria encripta\u00e7\u00e3o a que est\u00e3o sujeitas as conversas. De mais a mais, se a sua inten\u00e7\u00e3o fosse levar ao conhecimento de diversas pessoas o conte\u00fado da mensagem, decerto teria optado por uma rede social menos restrita ou mesmo repassado a informa\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00eddia para fosse divulgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao levar a conhecimento p\u00fablico conversa privada, al\u00e9m da quebra da confidencialidade, estar\u00e1 configurada a viola\u00e7\u00e3o \u00e0 leg\u00edtima expectativa, bem como \u00e0 privacidade e \u00e0 intimidade do emissor, sendo poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o daquele que procedeu \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o se configurado o dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, <strong>\u00e9 importante consignar que a ilicitude poder\u00e1 ser descaracterizada quando a exposi\u00e7\u00e3o das mensagens tiver como objetivo resguardar um direito pr\u00f3prio do receptor<\/strong>. Nesse caso, ser\u00e1 necess\u00e1rio avaliar as peculiaridades concretas para fins de decidir qual dos direitos em conflito dever\u00e1 prevalecer.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o pelos interlocutores ou por terceiros de mensagens trocadas via WhatsApp pode ensejar a responsabiliza\u00e7\u00e3o por eventuais danos decorrentes da difus\u00e3o do conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-declara-o-em-contrato-padr-o-de-presta-o-de-servi-os-de-reprodu-o-humana-como-instrumento-para-legitimar-a-implanta-o-post-mortem-de-embri-es-excedent-rios\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Declara\u00e7\u00e3o em contrato padr\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o humana como instrumento para legitimar a implanta\u00e7\u00e3o post mortem de embri\u00f5es excedent\u00e1rios<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><a><\/a><a><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A <a><\/a><a>declara\u00e7\u00e3o posta em contrato padr\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o humana<\/a> \u00e9 instrumento absolutamente inadequado para legitimar a implanta\u00e7\u00e3o post mortem de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, cuja autoriza\u00e7\u00e3o, expressa e espec\u00edfica, deve ser efetivada por testamento ou por documento an\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.918.421-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Rel. Acd. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por maioria, julgado em 08\/06\/2021, DJe 26\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situa-o-f-tica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Leonardo e Roberto, filhos adotivos de Clair, ajuizaram a\u00e7\u00e3o em face de Cleusa (vi\u00fava de Clair e casada sob o regime de separa\u00e7\u00e3o total de bens) e do Hospital Curotudo. Com o \u00f3bito do pai adotivo, iniciou-se o processo de invent\u00e1rio, por\u00e9m, Cleusa n\u00e3o demonstrou interesse no recebimento do legado ou mesmo no andamento do invent\u00e1rio, tendo apresentado pretens\u00f5es financeiras desarrazoadas e que superavam, em muito, a quantia a ela confiada.<\/p>\n\n\n\n<p>Algum tempo depois, os filhos adotivos foram comunicados de que o <em>de cujus<\/em> realizara fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro dando origem a alguns embri\u00f5es mantidos sob a guarda do hospital. Diante da not\u00edcia, os autores promoveram a\u00e7\u00e3o de exibi\u00e7\u00e3o de documentos em face do hospital corr\u00e9u a fim de verificar a veracidade das informa\u00e7\u00f5es, sendo que na pend\u00eancia daquela demanda, restaram cientificados por Cleusa de que esta estaria ultimando os procedimentos necess\u00e1rios \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de dois embri\u00f5es, inclusive com autoriza\u00e7\u00e3o marital ao procedimento post mortem.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformados, Leonardo e Roberto sustentam que a tentativa de utiliza\u00e7\u00e3o do material gen\u00e9tico pela primeira r\u00e9 \u00e9 ilegal e abusiva, uma vez ausente qualquer documento por meio do qual tenha o falecido externado de forma expressa e espec\u00edfica autoriza\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o dos embri\u00f5es ap\u00f3s seu falecimento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-an-lise-estrat-gica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-v-lida-a-autoriza-o-realizada-por-meio-de-declara-o-posta-em-contrato-padr-o-de-presta-o-de-servi-os-de-reprodu-o-humana\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lida a autoriza\u00e7\u00e3o realizada por meio de declara\u00e7\u00e3o posta em contrato padr\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o humana?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em absoluto!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em an\u00e1lise, os c\u00f4njuges valeram-se da reprodu\u00e7\u00e3o assistida hom\u00f3loga, tendo a fertiliza\u00e7\u00e3o se realizado in vitro, a partir da utiliza\u00e7\u00e3o de material gen\u00e9tico dos pr\u00f3prios envolvidos. A partir da fertiliza\u00e7\u00e3o promovida, destacaram-se em qualidade ao menos dois embri\u00f5es, os quais foram criopreservados, n\u00e3o se concluindo a etapa de transfer\u00eancia (implanta\u00e7\u00e3o no \u00fatero).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a express\u00e3o da autodetermina\u00e7\u00e3o significar a proje\u00e7\u00e3o de efeitos para al\u00e9m da vida do sujeito de direito, com repercuss\u00f5es existenciais e patrimoniais, IMPRESCIND\u00cdVEL que sua manifesta\u00e7\u00e3o se d\u00ea de maneira inequ\u00edvoca, leia-se expressa e formal, efetivando-se por meio de instrumentos jur\u00eddicos apropriadamente arquitetados pelo ordenamento, sob de pena de ser afrontada.<\/p>\n\n\n\n<p>No rumo desse racioc\u00ednio, ganha espa\u00e7o o instituto do testamento, que tem como marca distintiva a declara\u00e7\u00e3o de vontade, express\u00e3o indiscut\u00edvel da autonomia pessoal, e, nada obstante escape ao tradicional, a simples an\u00e1lise do seu conceito \u00e9 o bastante para revelar que seu objeto n\u00e3o se restringe a disposi\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio pelo testador.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses termos, se as disposi\u00e7\u00f5es patrimoniais n\u00e3o dispensam a forma testament\u00e1ria, maiores s\u00e3o os motivos para se considerar sejam da mesma forma dispostas as quest\u00f5es existenciais, mormente aqueles que repercutir\u00e3o na esfera patrimonial de terceiros, n\u00e3o havendo maneira mais apropriada de garantir-se a higidez da vontade do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo por esse entendimento, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a decis\u00e3o de autorizar a utiliza\u00e7\u00e3o de embri\u00f5es consiste em disposi\u00e7\u00e3o post mortem, que, para al\u00e9m dos efeitos patrimoniais, sucess\u00f3rios, relaciona-se intrinsecamente \u00e0 personalidade e dignidade dos seres humanos envolvidos, genitor e os que seriam concebidos, requer a imperativa obedi\u00eancia \u00e0 forma expressa e incontest\u00e1vel, alcan\u00e7ada por meio do testamento ou instrumento que o valha em formalidade e garantia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Admitir-se que a autoriza\u00e7\u00e3o posta naquele contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, na hip\u00f3tese, marcado pela inconveniente imprecis\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o de suas cl\u00e1usulas, possa equivaler a declara\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca e formal, pr\u00f3pria \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es post mortem, significar\u00e1 o<\/strong> ROMPIMENTO do testamento que fora, de fato, realizado, com altera\u00e7\u00e3o do planejamento sucess\u00f3rio original, sem quaisquer formalidades, por pessoa diferente do pr\u00f3prio testador.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, a \u00fanica conclus\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 a de que a indica\u00e7\u00e3o a autoriza\u00e7\u00e3o dada no formul\u00e1rio pelo parceiro para a transfer\u00eancia do pr\u00e9-embri\u00e3o para o primeiro ciclo \u00e0 parceira, circunscreve-se \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o do embri\u00e3o durante a vida de ambos os c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa ordem de ideias, os contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de reprodu\u00e7\u00e3o assistida firmados s\u00e3o instrumentos absolutamente inadequados para legitimar a implanta\u00e7\u00e3o post mortem de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, cuja autoriza\u00e7\u00e3o, expressa e espec\u00edfica, deveria ter sido efetivada por testamento, ou por documento an\u00e1logo, por tratar de disposi\u00e7\u00e3o de cunho existencial, sendo um de seus efeitos a gera\u00e7\u00e3o de vida humana.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o posta em contrato padr\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de reprodu\u00e7\u00e3o humana \u00e9 instrumento absolutamente inadequado para legitimar a implanta\u00e7\u00e3o post mortem de embri\u00f5es excedent\u00e1rios, cuja autoriza\u00e7\u00e3o, expressa e espec\u00edfica, deve ser efetivada por testamento ou por documento an\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-compet-ncia-para-processar-e-julgar-a-o-que-tem-como-objetivo-a-obten-o-de-oxig-nio-destinado-s-unidades-de-sa-de-estaduais-do-amazonas-para-o-tratamento-da-excepcional-situa-o-pand-mica-da-covid-19\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00e3o que tem como objetivo a obten\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio destinado \u00e0s unidades de sa\u00fade estaduais do Amazonas para o tratamento da excepcional situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica da Covid-19<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a <a>Federal processar e julgar a\u00e7\u00e3o que tem como objetivo a obten\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio destinado \u00e0s unidades de sa\u00fade estaduais do Amazonas para o tratamento da excepcional situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica da Covid-19<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 177.113-AM, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situa-o-f-tica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>White Martins Ltda suscitou conflito de compet\u00eancia em que constam como suscitados um Ju\u00edzo Federal e v\u00e1rios ju\u00edzes de diferentes comarcas da Justi\u00e7a Estadual do Amazonas. A suscitante afirma que o que permeia o conflito \u00e9 a compet\u00eancia para deliberar acerca do fornecimento de g\u00e1s oxig\u00eanio, pela White Martins, \u00e0s unidades de sa\u00fade, p\u00fablicas e privadas do Estado do Amazonas, que, \u00e0quela \u00e9poca, vivenciavam grav\u00edssimo pico de contamina\u00e7\u00e3o da COVID-19, em clara situa\u00e7\u00e3o de calamidade da sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que existentes v\u00e1rias demandas j\u00e1 em curso, tanto na justi\u00e7a federal como na estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, alegou que no intuito de evitar o risco de decis\u00f5es conflitantes, faz-se necess\u00e1rio estabelecer a compet\u00eancia para dirimir as quest\u00f5es relativas \u00e0s demandas relacionadas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-an-lise-estrat-gica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula n. 150:<\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal decidir sobre a exist\u00eancia de interesse jur\u00eddico que justifique a presen\u00e7a, no processo, da Uni\u00e3o, suas autarquias ou empresas publicas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-a-quem-compete-julgar-tais-demandas\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar tais demandas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a FEDERAL!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de conflito positivo de compet\u00eancia em que se alega a exist\u00eancia de a\u00e7\u00f5es ajuizadas nos ju\u00edzos estadual e federal com o mesmo objetivo: obten\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio \u00e0s unidades de sa\u00fade estaduais para o tratamento da excepcional situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica da Covid-19. O Estado do Amazonas e a Uni\u00e3o foram posteriormente inclu\u00eddos como interessados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedido fundado na alega\u00e7\u00e3o de que as decis\u00f5es podem ser conflitantes, evidenciando at\u00e9 mesmo uma impossibilidade de seu cumprimento, e o evidente interesse da Uni\u00e3o no feito, uma vez que diversos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos federais est\u00e3o envolvidos no referido tr\u00e2mite, e j\u00e1 existente uma a\u00e7\u00e3o civil acerca da controv\u00e9rsia, no que a compet\u00eancia deve-se firmar no ju\u00edzo federal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A peculiar situa\u00e7\u00e3o do caso concreto, de fato, induz ao conhecimento do conflito positivo de compet\u00eancia<\/strong>, reclamando uma uniformidade de entendimento para o efetivo socorro \u00e0quele Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse panorama, relativamente ao fornecimento de oxig\u00eanio para o Estado do Amazonas utilizar no combate \u00e0 pandemia do COVID-19, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a compet\u00eancia h\u00e1 de se firmar a favor do ju\u00edzo federal, sendo latente o interesse da Uni\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 em raz\u00e3o da presen\u00e7a de diversos \u00f3rg\u00e3os de \u00e2mbito federal, mas tamb\u00e9m decorrente da exist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o civil tramitando sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembra-se, ainda, que a pr\u00f3pria Uni\u00e3o tamb\u00e9m se manifestou demonstrando seu interesse, n\u00e3o somente no presente feito, mas nas respectivas demandas com mesmo objeto, o que tamb\u00e9m atrai a incid\u00eancia da <a>S\u00famula n. 150, <\/a>STJ in verbis: <a>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal decidir sobre a exist\u00eancia de interesse jur\u00eddico que justifique a presen\u00e7a, no processo, da Uni\u00e3o, suas autarquias ou empresas publicas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Federal processar e julgar a\u00e7\u00e3o que tem como objetivo a obten\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio destinado \u00e0s unidades de sa\u00fade estaduais do Amazonas para o tratamento da excepcional situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-im-possibilidade-da-a-amplia-o-do-pedido-em-execu-o-contra-fazenda-p-blica-para-inclus-o-de-valores-que-n-o-haviam-sido-cobrados-desde-o-in-cio-no-cpc-73\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da a amplia\u00e7\u00e3o do pedido em execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda P\u00fablica, para inclus\u00e3o de valores que n\u00e3o haviam sido cobrados desde o in\u00edcio no CPC\/73<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sob a vig\u00eancia do CPC\/1973, \u00e9 <a>poss\u00edvel <\/a><a>a amplia\u00e7\u00e3o do pedido em execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda P\u00fablica, para inclus\u00e3o de valores que n\u00e3o haviam sido cobrados desde o in\u00edcio<\/a>, oportunizando nova cita\u00e7\u00e3o do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.546.430-RS, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situa-o-f-tica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial em que se discute a possibilidade da amplia\u00e7\u00e3o do pedido em execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda P\u00fablica, para inclus\u00e3o de valores que n\u00e3o haviam sido cobrados desde o in\u00edcio e se necess\u00e1ria a nova cita\u00e7\u00e3o do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-an-lise-estrat-gica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/1973:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 264. Feita a cita\u00e7\u00e3o, \u00e9 defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem o consentimento do r\u00e9u, mantendo-se as mesmas partes, salvo as substitui\u00e7\u00f5es permitidas por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A altera\u00e7\u00e3o do pedido ou da causa de pedir em nenhuma hip\u00f3tese ser\u00e1 permitida ap\u00f3s o saneamento do processo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-poss-vel-a-amplia-o-do-pedido\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a amplia\u00e7\u00e3o do pedido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>T\u00e1 valendo!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O <a>CPC\/1973 <\/a>adotava como regra a impossibilidade de amplia\u00e7\u00e3o do pedido ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o da parte contr\u00e1ria sem a anu\u00eancia desta (art. 264).<\/p>\n\n\n\n<p>A limita\u00e7\u00e3o imposta pelo referido artigo dizia respeito \u00e0 fase de conhecimento, tanto que inserida apenas no Livro I daquele c\u00f3digo, n\u00e3o havendo igual previs\u00e3o na se\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da fase de execu\u00e7\u00e3o (Livro II). Inclusive a norma fala, no par\u00e1grafo \u00fanico, em saneamento do processo como limite para qualquer modifica\u00e7\u00e3o, fase t\u00edpica do ent\u00e3o processo de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Justifica-se a exist\u00eancia do supracitado artigo no \u00e2mbito do conhecimento, pois tal fase que est\u00e1 associada \u00e0 incerteza do direito, pelo que necess\u00e1ria a fixa\u00e7\u00e3o de marcos legais para estabiliza\u00e7\u00e3o da lide, de sorte a se delimitar exatamente o que e quem ser\u00e1 atingido pelos efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que o objetivo na fase de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 a satisfa\u00e7\u00e3o integral do t\u00edtulo, j\u00e1 havendo a certeza do direito, nada impede que o pedido inaugural &#8211; inicialmente limitado a parcela da cobran\u00e7a &#8211; seja posteriormente aditado para a persegui\u00e7\u00e3o da totalidade do cr\u00e9dito, desde que a pretens\u00e3o n\u00e3o esteja fulminada pela prescri\u00e7\u00e3o e seja garantida \u00e0 parte executada nova oportunidade de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, se assim n\u00e3o fosse, <strong>possibilitar-se-ia, no particular, que o credor promovesse nova execu\u00e7\u00e3o para cobrar valor remanescente<\/strong>, de modo a satisfazer integralmente o cr\u00e9dito, o que iria na contram\u00e3o da efici\u00eancia processual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Sob a vig\u00eancia do CPC\/1973, \u00e9 poss\u00edvel a amplia\u00e7\u00e3o do pedido em execu\u00e7\u00e3o contra Fazenda P\u00fablica, para inclus\u00e3o de valores que n\u00e3o haviam sido cobrados desde o in\u00edcio, oportunizando nova cita\u00e7\u00e3o do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-cabimento-da-condena-o-de-empresa-jornal-stica-publica-o-do-resultado-da-demanda-quando-o-ofendido-n-o-tenha-pleiteado-administrativamente-o-direito-de-resposta-ou-retifica-o-de-mat-ria-divulgada\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento da condena\u00e7\u00e3o de empresa jornal\u00edstica \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do resultado da demanda quando o ofendido n\u00e3o tenha pleiteado administrativamente o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria divulgada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 <a>cab\u00edvel <\/a><a>a condena\u00e7\u00e3o de empresa jornal\u00edstica \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do resultado da demanda quando o ofendido n\u00e3o tenha pleiteado administrativamente o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria divulgad<\/a>a, publicada ou transmitida por ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social no prazo decadencial estabelecido no artigo 3\u00ba da Lei n. 13.188\/2015, bem ainda, \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o do montante indenizat\u00f3rio fixado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.867.286-SP, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situa-o-f-tica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso especial em que se discute se \u00e9 cab\u00edvel ou n\u00e3o a condena\u00e7\u00e3o de empresa jornal\u00edstica \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do resultado de demanda judicial quando o ofendido n\u00e3o pleiteou administrativamente, no prazo decadencial estabelecido no artigo 3\u00ba da Lei n. 13.188\/2015, no prazo decadencial estabelecido no artigo 3\u00ba da Lei n. 13.188\/2015, o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria divulgada, publicada ou transmitida por ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-an-lise-estrat-gica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 13.188\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba Ao ofendido em mat\u00e9ria divulgada, publicada ou transmitida por ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 assegurado o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o, gratuito e proporcional ao agravo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3\u00ba O direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o deve ser exercido no prazo decadencial de 60 (sessenta) dias, contado da data de cada divulga\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o da mat\u00e9ria ofensiva, mediante correspond\u00eancia com aviso de recebimento encaminhada diretamente ao ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social ou, inexistindo pessoa jur\u00eddica constitu\u00edda, a quem por ele responda, independentemente de quem seja o respons\u00e1vel intelectual pelo agravo.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Se o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social ou quem por ele responda n\u00e3o divulgar, publicar ou transmitir a resposta ou retifica\u00e7\u00e3o no prazo de 7 (sete) dias, contado do recebimento do respectivo pedido, na forma do art. 3\u00ba, restar\u00e1 caracterizado o interesse jur\u00eddico para a propositura de a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-cab-vel-a-condena-o-mesmo-sem-o-pedido-do-ofendido-no-prazo-decadencial\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o mesmo sem o pedido do ofendido no prazo decadencial?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A pretens\u00e3o de impor ao ofensor o \u00f4nus de publicar integralmente a decis\u00e3o judicial proferida n\u00e3o se confunde com o direito de resposta<\/strong>, o qual, atualmente, est\u00e1 devidamente estabelecido na Lei n. 13.188\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito de resposta tem contornos espec\u00edficos, constituindo um direito conferido ao ofendido de esclarecer, de m\u00e3o pr\u00f3pria, no mesmo ve\u00edculo de imprensa, os fatos divulgados a seu respeito na reportagem questionada, apresentando a sua vers\u00e3o da not\u00edcia ao p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, de sua vez, \u00e9 instituto diverso. Nessa, n\u00e3o se objetiva assegurar \u00e0 parte o direito de divulgar a sua vers\u00e3o dos fatos, mas, em vez disso, d\u00e1-se ao p\u00fablico o conhecimento da exist\u00eancia e do teor de uma decis\u00e3o judicial a respeito da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Consoante expressamente previsto na <a>Lei n. 13.188\/2015 <\/a>o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o deve ser exercido pelo suposto ofendido &#8211; inicialmente, perante o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social &#8211; no prazo decadencial de 60 (sessenta) dias, contados da data da divulga\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o da mat\u00e9ria ofensiva (art. 3\u00ba). Nesse prazo, dever\u00e1 o interessado acionar diretamente o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, mediante correspond\u00eancia com aviso de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse de agir para o processo judicial apenas estar\u00e1 caracterizado se o ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social, instado pelo ofendido a divulgar a resposta ou retifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o o fizer no prazo de 7 (sete) dias (art. 5\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, n\u00e3o se extrai da peti\u00e7\u00e3o inicial que a parte autora tenha pleiteado eventual direito de resposta, mas sim que fosse a demandada condenada &#8220;a divulgar em seu portal na Internet, com o mesmo destaque da not\u00edcia falsa, o desfecho da presente a\u00e7\u00e3o e a condena\u00e7\u00e3o que lhe for imposta&#8221;, sem fornecer no petit\u00f3rio eventual lastro normativo para tal pleito, apenas fundando a pretens\u00e3o em eventual desdobramento do pedido ressarcit\u00f3rio dos danos causados.<\/p>\n\n\n\n<p>De sua vez, o magistrado sentenciante estabeleceu a obriga\u00e7\u00e3o de que a empresa jornal\u00edstica divulgasse no portal da internet, no mesmo espa\u00e7o utilizado, na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da coluna, a condena\u00e7\u00e3o resultante da senten\u00e7a, determinando que tal retrata\u00e7\u00e3o ficasse dispon\u00edvel pelo prazo m\u00ednimo de 48 (quarenta e oito) horas, com lastro no artigo 2\u00ba, da Lei n. 13.188\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Depreende-se dos autos que o magistrado sentenciante acolheu o pedido formulado pela parte autora para a publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, por\u00e9m deu \u00e0 condena\u00e7\u00e3o o vi\u00e9s do direito de resposta, o qual al\u00e9m de n\u00e3o ter sido pleiteado pelo acionante, sequer teria o interesse processual para o exerc\u00edcio de tal pretens\u00e3o em ju\u00edzo em virtude de n\u00e3o ter se utilizado do rito\/procedimento espec\u00edfico estabelecido na Lei n\u00ba 13.188\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se dessume da peti\u00e7\u00e3o inicial qualquer pleito atinente a direito de resposta mas de mera publica\u00e7\u00e3o do teor da senten\u00e7a com base em ressarcimento integral dos danos, motivo pelo qual n\u00e3o h\u00e1 falar na incid\u00eancia da referida lei nova de 2015 ao caso dos autos, raz\u00e3o por que eventual condena\u00e7\u00e3o com amparo no referido normativo deve ser afastada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a parte autora tivesse pleiteado eventual condena\u00e7\u00e3o em direito de resposta, essa n\u00e3o poderia ser acolhida j\u00e1 que, para o exerc\u00edcio de tal pretens\u00e3o em ju\u00edzo, afigura-se necess\u00e1ria e imprescind\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento extrajudicial\/administrativo pr\u00e9vio, no prazo decadencial de 60 dias, nos termos do artigo 3\u00ba, o que efetivamente n\u00e3o fora promovido pelo acionante, faltando-lhe, portanto, o interesse processual para referido pleito em ju\u00edzo, consoante estabelece o artigo 5\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 assente no sentido de que o princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral do dano, por si s\u00f3, n\u00e3o justifica a imposi\u00e7\u00e3o do \u00f4nus de publicar o inteiro teor da senten\u00e7a condenat\u00f3ria. Isso porque, da interpreta\u00e7\u00e3o l\u00f3gico-sistem\u00e1tica do pr\u00f3prio C\u00f3digo Civil, resulta evidente que a repara\u00e7\u00e3o por danos morais deve ser concretizada a partir da fixa\u00e7\u00e3o equitativa, pelo julgador, de verba indenizat\u00f3ria, e n\u00e3o pela imposi\u00e7\u00e3o ao causador do dano de obriga\u00e7\u00f5es de fazer n\u00e3o previstas em lei ou contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse aspecto, basta conferir o que estabelece o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 953 do C\u00f3digo Civil vigente, segundo o qual, nas hip\u00f3teses em que constatada a ocorr\u00eancia de inj\u00faria, cal\u00fania ou difama\u00e7\u00e3o, &#8220;se o ofendido n\u00e3o puder provar preju\u00edzo material, caber\u00e1 ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, na conformidade das circunst\u00e2ncias do caso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o de empresa jornal\u00edstica \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do resultado da demanda quando o ofendido n\u00e3o tenha pleiteado administrativamente o direito de resposta ou retifica\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria divulgada, publicada ou transmitida por ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o social no prazo decadencial estabelecido no artigo 3\u00ba da Lei n. 13.188\/2015, bem ainda, \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o do montante indenizat\u00f3rio fixado.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tribut-rio\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-incid-ncia-de-imposto-de-renda-sobre-juros-de-mora-em-benef-cios-previdenci-rios-pagos-em-atraso\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incid\u00eancia de imposto de renda sobre juros de mora em benef\u00edcios previdenci\u00e1rios pagos em atraso<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>1) Regra geral, os juros de mora possuem natureza de lucros cessantes, o que permite a incid\u00eancia do Imposto de Renda; 2) Os juros de mora decorrentes do pagamento em atraso de verbas alimentares a pessoas f\u00edsicas escapam \u00e0 regra geral da incid\u00eancia do Imposto de Renda, posto que, excepcionalmente, configuram indeniza\u00e7\u00e3o por danos emergentes; 3) Escapam \u00e0 regra geral de incid\u00eancia do Imposto de Renda sobre juros de mora aqueles cuja verba principal seja isenta ou fora do campo de incid\u00eancia do IR.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.470.443-PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 25\/08\/2021. (Tema 878) (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situa-o-f-tica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Trata-se de Recurso Especial no qual deve ser decidida a regra geral de incid\u00eancia do imposto de renda sobre juros de mora envolvendo, dentre outros, benef\u00edcios previdenci\u00e1rios pagos em atraso.<\/p>\n\n\n\n<p>O repetitivo havia sido suspenso em 2015 para aguardar o julgamento pelo STF do RE n\u00ba 855.091\/RS (Tema n\u00ba 808 \u2013 N\u00e3o incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remunera\u00e7\u00e3o por exerc\u00edcio de emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-an-lise-estrat-gica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.506\/1964:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 16. Ser\u00e3o classificados como rendimentos do trabalho assalariado t\u00f4das as esp\u00e9cies de remunera\u00e7\u00e3o por trabalho ou servi\u00e7os prestados no exerc\u00edcio dos empregos, cargos ou fun\u00e7\u00f5es referidos no artigo 5\u00ba do Decreto-lei n\u00famero 5.844, de 27 de setembro de 1943, e no art. 16 da Lei n\u00famero 4.357, de 16 de julho de 1964, tais como:<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Ser\u00e3o tamb\u00e9m classificados como rendimentos de trabalho assalariado os juros de mora e quaisquer outras indeniza\u00e7\u00f5es pelo atraso no pagamento das remunera\u00e7\u00f5es previstas neste artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 926. Os tribunais devem uniformizar sua jurisprud\u00eancia e mant\u00ea-la est\u00e1vel, \u00edntegra e coerente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Na forma estabelecida e segundo os pressupostos fixados no regimento interno, os tribunais editar\u00e3o enunciados de s\u00famula correspondentes a sua jurisprud\u00eancia dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Ao editar enunciados de s\u00famula, os tribunais devem ater-se \u00e0s circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas dos precedentes que motivaram sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-incide-ir-sobre-os-juros-de-mora-dos-benef-cios-previdenci-rios-pagos-em-atraso\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Incide IR sobre os juros de mora dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios pagos em atraso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal no julgamento do RE 855.091\/RS (Tribunal Pleno, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 15.03.2021), apreciando o Tema 808 da Repercuss\u00e3o Geral, em caso concreto onde em discuss\u00e3o juros morat\u00f3rios acrescidos a verbas remunerat\u00f3rias reconhecidas em reclamat\u00f3ria trabalhista<strong>, considerou n\u00e3o recepcionada pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 a parte do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 16, da <a>Lei n. 4.506\/1964 <\/a>que determina a incid\u00eancia do imposto de renda sobre juros de mora decorrentes de atraso no pagamento das remunera\u00e7\u00f5es previstas no artigo, ou seja, rendimentos do trabalho assalariado<\/strong> (remunera\u00e7\u00f5es advindas de exerc\u00edcio de empregos, cargos ou fun\u00e7\u00f5es). Fixou-se ent\u00e3o a seguinte tese: Tema 808 da Repercuss\u00e3o Geral: &#8220;N\u00e3o incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remunera\u00e7\u00e3o por exerc\u00edcio de emprego, cargo ou fun\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O dever de manter a jurisprud\u00eancia deste Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00edntegra, est\u00e1vel e coerente (art. 926, do <a>CPC\/2015<\/a>) imp\u00f5e realizar a compatibiliza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ formada em repetitivos e precedentes da Primeira Se\u00e7\u00e3o ao que decidido no Tema 808 pela Corte Constitucional. Dessa an\u00e1lise, ap\u00f3s as derroga\u00e7\u00f5es perpetradas pelo julgado do STF na jurisprud\u00eancia deste STJ, exsurgem as seguintes teses: 1) Regra geral, os juros de mora possuem natureza de lucros cessantes, o que permite a incid\u00eancia do Imposto de Renda &#8211; Precedentes: REsp. 1.227.133\/RS, REsp. n. 1.089.720\/RS e REsp. 1.138.695\/SC; 2) Os juros de mora decorrentes do pagamento em atraso de verbas alimentares a pessoas f\u00edsicas escapam \u00e0 regra geral da incid\u00eancia do Imposto de Renda, posto que, excepcionalmente, configuram indeniza\u00e7\u00e3o por danos emergentes &#8211; Precedente: RE 855.091\/RS; 3) Escapam \u00e0 regra geral de incid\u00eancia do Imposto de Renda sobre juros de mora aqueles cuja verba principal seja isenta ou fora do campo de incid\u00eancia do IR &#8211; Precedente: REsp. 1.089.720\/RS.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>1) Regra geral, os juros de mora possuem natureza de lucros cessantes, o que permite a incid\u00eancia do Imposto de Renda;<\/p>\n\n\n\n<p>2) Os juros de mora decorrentes do pagamento em atraso de verbas alimentares a pessoas f\u00edsicas escapam \u00e0 regra geral da incid\u00eancia do Imposto de Renda, posto que, excepcionalmente, configuram indeniza\u00e7\u00e3o por danos emergentes;<\/p>\n\n\n\n<p>3) Escapam \u00e0 regra geral de incid\u00eancia do Imposto de Renda sobre juros de mora aqueles cuja verba principal seja isenta ou fora do campo de incid\u00eancia do IR.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenci-rio\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-prescri-o-do-direito-no-pedido-de-pens-o-por-morte\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o do direito no pedido de pens\u00e3o por morte<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DECLARAT\u00d3RIOS NOS EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ocorre a prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito no pedido de concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte, no caso de inexistir manifesta\u00e7\u00e3o expressa da Administra\u00e7\u00e3o negando o direito reclamado, estando prescritas apenas as presta\u00e7\u00f5es vencidas no quinqu\u00eanio que precedeu \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>EDCL nos EREsp 1.269.726-MG, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF da 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situa-o-f-tica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Neimar, servidor p\u00fablico estadual mineiro, faleceu. Muito tempo depois, seu filho Mateus requereu a concess\u00e3o do benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte ao IPSEMG (Instituto de Previd\u00eancia dos Servidores do Estado de MG).<\/p>\n\n\n\n<p>O IPSEMG indeferiu o benef\u00edcio por entender que o grande lapso temporal decorrido entre o \u00f3bito e o pedido de Mateus teria acarretado a prescri\u00e7\u00e3o do direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, Mateus interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que a prescri\u00e7\u00e3o, no caso, se aplicaria \u00e0s presta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ao fundo de direito, considerando a natureza de trato sucessivo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-an-lise-estrat-gica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00famula 85\/STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas de trato sucessivo em que a fazenda publica figure como devedora, quando n\u00e3o tiver sido negado o pr\u00f3prio direito reclamado, a prescri\u00e7\u00e3o atinge apenas as presta\u00e7\u00f5es vencidas antes do q\u00fcinq\u00fc\u00eanio anterior a propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto-Lei 20.910\/1932:<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Art. 1\u00ba As d\u00edvidas passivas da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios, bem assim todo e qualquer direito ou a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda federal, estadual ou municipal, seja qual for a sua natureza, prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originarem.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-o-direito-ao-benef-cio-prescreveu\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O direito ao benef\u00edcio prescreveu?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Merece ser aclarado na ementa do ac\u00f3rd\u00e3o embargado o ponto quanto \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito, se esta deve ocorrer na hip\u00f3tese de expresso indeferimento pela Administra\u00e7\u00e3o, a teor da <a>S\u00famula 85\/STJ.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A partir da leitura do voto condutor do eminente relator Ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, constata-se que ficou estabelecido que, nas causas em que se pretende a concess\u00e3o de benef\u00edcio de car\u00e1ter previdenci\u00e1rio, inexistindo negativa expressa e formal da Administra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 falar em prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito, nos termos do art. 1\u00ba do <a>Decreto-Lei 20.910\/1932<\/a><strong>, porquanto a obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 de trato sucessivo, motivo pelo qual incide, no caso, o disposto na S\u00famula 85 do STJ<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o DIVERSA ocorre quando houver o indeferimento do pedido administrativo de pens\u00e3o por morte, pois, em tais situa\u00e7\u00f5es, o interessado deve submeter ao Judici\u00e1rio, no prazo de 5 (cinco) anos, contados do indeferimento, a pretens\u00e3o referente ao pr\u00f3prio direito postulado, sob pena de fulminar o lustro prescricional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Se houver negativa expressa da Administra\u00e7\u00e3o + in\u00e9rcia em 5 anos<\/strong><\/td><td><strong>Se N\u00c3O houver indeferimento administrativo do pedido<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Perde TUDO (at\u00e9 o fundo do direito)<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Perde apenas as PARCELAS<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Com isso, aclaram-se os itens 6 e 8 da ementa do ac\u00f3rd\u00e3o proferido no EREsp 1.269.726-MG, cujas reda\u00e7\u00f5es devem ser as seguintes: 6. Situa\u00e7\u00e3o diversa ocorre quando houver o indeferimento do pedido administrativo de pens\u00e3o por morte, pois, em tais situa\u00e7\u00f5es, o interessado deve submeter ao Judici\u00e1rio, no prazo de 5 (cinco) anos, contados do indeferimento, a pretens\u00e3o referente ao pr\u00f3prio direito postulado, sob pena de fulminar o lustro prescricional. (&#8230;) 8. Nestes termos, deve-se reconhecer que n\u00e3o ocorre a prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito no pedido de concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte, no caso de inexistir manifesta\u00e7\u00e3o expressa da Administra\u00e7\u00e3o negando o direito reclamado, estando prescritas apenas as presta\u00e7\u00f5es vencidas no quinqu\u00eanio que precedeu \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o, nos termos da S\u00famula 85\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ocorre a prescri\u00e7\u00e3o do fundo de direito no pedido de concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte, no caso de inexistir manifesta\u00e7\u00e3o expressa da Administra\u00e7\u00e3o negando o direito reclamado, estando prescritas apenas as presta\u00e7\u00f5es vencidas no quinqu\u00eanio que precedeu \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-i-licitude-da-previs-o-em-estatuto-social-de-cooperativa-de-trabalho-m-dico-de-processo-seletivo-p-blico-como-requisito-de-admiss-o-de-profissionais-m-dicos-para-compor-os-quadros-da-entidade\"><a>10.&nbsp; (I)Licitude da previs\u00e3o, em estatuto social de cooperativa de trabalho m\u00e9dico, de processo seletivo p\u00fablico como requisito de admiss\u00e3o de profissionais m\u00e9dicos para compor os quadros da entidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita <a>a previs\u00e3o, em estatuto social de cooperativa de trabalho m\u00e9dico, de processo seletivo p\u00fablico como requisito de admiss\u00e3o de profissionais m\u00e9dicos para compor os quadros da entidade<\/a>, devendo o princ\u00edpio da porta aberta ser compatibilizado com a possibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a viabilidade estrutural econ\u00f4mico-financeira da sociedade cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.901.911-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 24\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situa-o-f-tica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Ramon, m\u00e9dico, ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria contra a UNIMED Cooperativa de Trabalho objetivando o reconhecimento do direito de ingressar na sociedade cooperativa, pois atendidos todos os requisitos exigidos pela lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A UNIMED, por sua vez, aduziu, em contesta\u00e7\u00e3o, que a recusa \u00e0 ades\u00e3o de novos associados na cooperativa pode se dar em raz\u00e3o da impossibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, afer\u00edvel, no caso, pela pr\u00e9via aprova\u00e7\u00e3o em processo seletivo t\u00e9cnico, conforme consta no art. 3\u00ba, IV, de seu estatuto social.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-an-lise-estrat-gica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 5.764\/1971:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba As cooperativas s\u00e3o sociedades de pessoas, com forma e natureza jur\u00eddica pr\u00f3prias, de natureza civil, n\u00e3o sujeitas a fal\u00eancia, constitu\u00eddas para prestar servi\u00e7os aos associados, distinguindo-se das demais sociedades pelas seguintes caracter\u00edsticas:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; ades\u00e3o volunt\u00e1ria, com n\u00famero ilimitado de associados, salvo impossibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 29. O ingresso nas cooperativas \u00e9 livre a todos que desejarem utilizar os servi\u00e7os prestados pela sociedade, desde que adiram aos prop\u00f3sitos sociais e preencham as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas no estatuto, ressalvado o disposto no artigo 4\u00ba, item I, desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00b0 A admiss\u00e3o dos associados poder\u00e1 ser restrita, a crit\u00e9rio do \u00f3rg\u00e3o normativo respectivo, \u00e0s pessoas que exer\u00e7am determinada atividade ou profiss\u00e3o, ou estejam vinculadas a determinada entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 Poder\u00e3o ingressar nas cooperativas de pesca e nas constitu\u00eddas por produtores rurais ou extrativistas, as pessoas jur\u00eddicas que pratiquem as mesmas atividades econ\u00f4micas das pessoas f\u00edsicas associadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00b0 Nas cooperativas de eletrifica\u00e7\u00e3o, irriga\u00e7\u00e3o e telecomunica\u00e7\u00f5es, poder\u00e3o ingressar as pessoas jur\u00eddicas que se localizem na respectiva \u00e1rea de opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00b0 N\u00e3o poder\u00e3o ingressar no quadro das cooperativas os agentes de com\u00e9rcio e empres\u00e1rios que operem no mesmo campo econ\u00f4mico da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-l-cita-a-previs-o-de-necessidade-de-processo-seletivo\"><a>10.2.2. L\u00edcita a previs\u00e3o de necessidade de processo seletivo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, vale destacar que a cooperativa de trabalho, como a de m\u00e9dicos, coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do mercado a for\u00e7a de trabalho, cujo produto da venda &#8211; ap\u00f3s a dedu\u00e7\u00e3o de despesas &#8211; \u00e9 distribu\u00eddo, por equidade, aos associados, ou seja, cada um receber\u00e1 proporcionalmente ao trabalho efetuado (n\u00famero de consultas, complexidade do tratamento, entre outros par\u00e2metros).<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que, <strong>em raz\u00e3o da incid\u00eancia do princ\u00edpio da livre ades\u00e3o volunt\u00e1ria,<\/strong> o ingresso nas cooperativas \u00e9 livre a todos que desejarem utilizar os servi\u00e7os prestados pela sociedade, desde que adiram aos prop\u00f3sitos sociais e preencham as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas no estatuto, sendo, em regra, ilimitado o n\u00famero de associados, salvo impossibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (arts. 4\u00ba, I, e 29 da <a>Lei n\u00ba 5.764\/1971<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, pelo princ\u00edpio da porta aberta, consect\u00e1rio do princ\u00edpio da livre ades\u00e3o, n\u00e3o podem existir restri\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias e discriminat\u00f3rias \u00e0 livre entrada de novo membro na cooperativa, devendo a regra limitativa da impossibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ser interpretada segundo a natureza da sociedade cooperativa, sobretudo porque a cooperativa n\u00e3o visa o lucro, al\u00e9m de ser um empreendimento que possibilita o acesso ao mercado de trabalhadores com pequena economia, promovendo, portanto, a inclus\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, <strong>o princ\u00edpio da porta aberta (livre ades\u00e3o) n\u00e3o \u00e9 absoluto, devendo a cooperativa de trabalho m\u00e9dico, que tamb\u00e9m \u00e9 uma operadora de plano de sa\u00fade, velar por sua qualidade de atendimento e situa\u00e7\u00e3o financeira estrutural,<\/strong> at\u00e9 porque pode ser condenada solidariamente por atos danosos de cooperados a usu\u00e1rios do sistema (a exemplo de erros m\u00e9dicos), o que impossibilitaria a sua viabilidade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a negativa de ingresso de profissional na cooperativa de trabalho m\u00e9dico n\u00e3o pode se dar somente em raz\u00e3o de presun\u00e7\u00f5es acerca da sufici\u00eancia num\u00e9rica de associados na regi\u00e3o exercendo a mesma especialidade, havendo necessidade de estudos t\u00e9cnicos de viabilidade. Por outro lado, atingida a capacidade m\u00e1xima de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pela cooperativa, afer\u00edvel por crit\u00e9rios objetivos e veross\u00edmeis, impedindo-a de cumprir sua finalidade, \u00e9 admiss\u00edvel a recusa de novos associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma esteira de ideias, \u00e9 l\u00edcita a previs\u00e3o em estatuto social de cooperativa de trabalho m\u00e9dico de processo seletivo p\u00fablico e de car\u00e1ter impessoal, exigindo-se conte\u00fados a respeito de \u00e9tica m\u00e9dica, cooperativismo e gest\u00e3o em sa\u00fade como requisitos de admiss\u00e3o de profissionais m\u00e9dicos para compor os quadros da entidade, mesmo porque, por for\u00e7a de lei, o interessado deve aderir aos prop\u00f3sitos sociais do ente e preencher as condi\u00e7\u00f5es estatut\u00e1rias estabelecidas, devendo o princ\u00edpio da porta aberta ser compatibilizado com a possibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a viabilidade estrutural econ\u00f4mico-financeira da sociedade cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a previs\u00e3o, em estatuto social de cooperativa de trabalho m\u00e9dico, de processo seletivo p\u00fablico como requisito de admiss\u00e3o de profissionais m\u00e9dicos para compor os quadros da entidade, devendo o princ\u00edpio da porta aberta ser compatibilizado com a possibilidade t\u00e9cnica de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e a viabilidade estrutural econ\u00f4mico-financeira da sociedade cooperativa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-aplicabilidade-da-reincid-ncia-espec-fica-prevista-no-art-44-3-do-c-digo-penal\"><a>11.&nbsp; Aplicabilidade da reincid\u00eancia espec\u00edfica prevista no art. 44, \u00a73\u00ba do C\u00f3digo Penal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reincid\u00eancia espec\u00edfica tratada no art. 44, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal somente se aplica quando forem id\u00eanticos, e n\u00e3o apenas de mesma esp\u00e9cie, os crimes praticados.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 1.716.664-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situa-o-f-tica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Michel foi condenado pelo crime de RECEPTA\u00c7\u00c3O. Na segunda fase da dosimetria, as reprimendas foram exasperadas pela reincid\u00eancia, haja vista a exist\u00eancia de pr\u00e9via condena\u00e7\u00e3o definitiva pelo delito de ROUBO. &nbsp;Ainda, n\u00e3o foi determinada a substitui\u00e7\u00e3o da pena prevista no art. 44, \u00a73\u00ba do CP pelo mesmo motivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Defensoria P\u00fablica interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustentou que para tanto seria necess\u00e1rio que os crimes fossem id\u00eanticos e n\u00e3o apenas da mesma esp\u00e9cie. Requereu por fim que fosse realizada a substitui\u00e7\u00e3o da pena na forma do art. 44, \u00a73\u00ba do CP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-an-lise-estrat-gica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>11.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>CP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 44. As penas restritivas de direitos s\u00e3o aut\u00f4nomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.714, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o Se o condenado for reincidente, o juiz poder\u00e1 aplicar a substitui\u00e7\u00e3o, desde que, em face de condena\u00e7\u00e3o anterior, a medida seja socialmente recomend\u00e1vel e a reincid\u00eancia n\u00e3o se tenha operado em virtude da pr\u00e1tica do mesmo crime.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 83 &#8211; O juiz poder\u00e1 conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos, desde que:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; cumpridos mais de dois ter\u00e7os da pena, nos casos de condena\u00e7\u00e3o por crime hediondo, pr\u00e1tica de tortura, tr\u00e1fico il\u00edcito de entorpecentes e drogas afins, tr\u00e1fico de pessoas e terrorismo, se o apenado n\u00e3o for reincidente espec\u00edfico em crimes dessa natureza.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LEP:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 112. A pena privativa de liberdade ser\u00e1 executada em forma progressiva com a transfer\u00eancia para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos:<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; 60% (sessenta por cento) da pena, se o apenado for reincidente na pr\u00e1tica de crime hediondo ou equiparado;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-reincid-ncia-somente-se-forem-crimes-id-nticos\"><a>11.2.2. Reincid\u00eancia somente se forem crimes id\u00eanticos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o que as duas Turmas criminais do STJ d\u00e3o ao art. 44, \u00a7 3\u00ba, do <a>CP<\/a>, conclui que a reincid\u00eancia em crimes da mesma esp\u00e9cie, ainda que n\u00e3o seja no mesmo crime, obsta por completo a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Fica prejudicado, assim, o debate quanto \u00e0 sufici\u00eancia da pena substitutiva, porque a reincid\u00eancia espec\u00edfica torna desnecess\u00e1rio aferir se a substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 ou n\u00e3o socialmente recomend\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Feita essa considera\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o que se apresenta pode ser sintetizada nos seguintes termos: para os fins da reincid\u00eancia espec\u00edfica basta que o r\u00e9u j\u00e1 tenha sido condenado por crime da mesma esp\u00e9cie, ou somente a condena\u00e7\u00e3o pelo mesmo crime impede a substitui\u00e7\u00e3o da pena? <strong>A raz\u00e3o est\u00e1 com a \u00faltima corrente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP, excepciona o requisito da primariedade para a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade com a seguinte reda\u00e7\u00e3o: &#8220;Art. 44. As penas restritivas de direitos s\u00e3o aut\u00f4nomas e substituem as privativas de liberdade, quando: [&#8230;] II &#8211; o r\u00e9u n\u00e3o for reincidente em crime doloso; [&#8230;] \u00a7 3\u00ba. Se o condenado for reincidente, o juiz poder\u00e1 aplicar a substitui\u00e7\u00e3o, desde que, em face de condena\u00e7\u00e3o anterior, a medida seja socialmente recomend\u00e1vel e a reincid\u00eancia n\u00e3o se tenha operado em virtude da pr\u00e1tica do mesmo crime&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De imediato, o princ\u00edpio da veda\u00e7\u00e3o \u00e0 analogia in malam partem nos recomenda que n\u00e3o seja ampliado o conceito de &#8220;mesmo crime&#8221;. Toda atividade interpretativa parte da linguagem adotada no texto normativo, a qual, apesar da ocasional fluidez ou vagueza de seus termos, tem limites sem\u00e2nticos intranspon\u00edveis. Existe, afinal, uma distin\u00e7\u00e3o de significado entre &#8220;mesmo crime&#8221; e &#8220;crimes de mesma esp\u00e9cie&#8221;; se o legislador, no particular dispositivo legal em comento, optou pela primeira express\u00e3o, sua escolha democr\u00e1tica deve ser respeitada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 verdade que, em sede doutrin\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime o conceito de reincid\u00eancia espec\u00edfica, havendo quem a entenda configurada &#8220;se o crime anterior e o posterior forem os mesmos&#8221; ou, contrariamente, &#8220;quando os dois crimes praticados pelo condenado s\u00e3o da mesma esp\u00e9cie&#8221;. Esta \u00faltima defini\u00e7\u00e3o est\u00e1 em sintonia com o art. 83, V, do CP, que pro\u00edbe o livramento condicional para o reincidente espec\u00edfico em crime hediondo &#8211; ou seja, quando a reincid\u00eancia se operar entre delitos daquela esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no art. 112, VII, da <a>LEP<\/a>, com as recentes modifica\u00e7\u00f5es da Lei n. 13.964\/2019, o conceito de reincid\u00eancia espec\u00edfica est\u00e1 atrelado \u00e0 natureza (hedionda, no caso desse dispositivo) dos delitos, e n\u00e3o \u00e0 identidade entre os tipos penais em que previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, se o art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP vedasse a substitui\u00e7\u00e3o da pena reclusiva nos casos de reincid\u00eancia espec\u00edfica, seria mesmo defens\u00e1vel a ideia de que o novo cometimento de crime da mesma esp\u00e9cie obstaria o benef\u00edcio legal, em uma interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do CP e da LEP. N\u00e3o foi isso, por\u00e9m, que fez o legislador: com o uso da express\u00e3o &#8220;mesmo crime&#8221; &#8211; ao inv\u00e9s de &#8220;reincid\u00eancia espec\u00edfica&#8221; -, criou-se no texto legal uma delimita\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica que n\u00e3o pode ser ignorada.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se argumentar, \u00e9 claro, que a utiliza\u00e7\u00e3o de conceitos distintos de reincid\u00eancia espec\u00edfica (um para a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade, outro para o livramento condicional e a progress\u00e3o de regime) prejudicaria a coer\u00eancia interna da legisla\u00e7\u00e3o penal. Essa realidade, ali\u00e1s, \u00e9 de conhecimento de todos que com ela operamos diariamente: os dois principais diplomas legislativos que esta Terceira Se\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada a interpretar &#8211; o CP e o CPP -, ambos octogen\u00e1rios, encontram-se defasados, repletos de cortes e alterados de forma pouco sistem\u00e1tica ao longo das d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel ver, tamb\u00e9m, outro fator relevante em favor da interpreta\u00e7\u00e3o que hoje prevalece, neste STJ, sobre o art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela reda\u00e7\u00e3o do dispositivo, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que a progress\u00e3o criminosa, com a pr\u00e1tica de um delito mais grave, premia o agente com a substitui\u00e7\u00e3o, enquanto o cometimento de dois crimes mais leves a pro\u00edbe. Por exemplo: o r\u00e9u reincidente pela pr\u00e1tica de dois crimes de furto simples (art. 155, caput, do CP) n\u00e3o ter\u00e1 direito \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o da pena, porquanto aplic\u00e1vel a veda\u00e7\u00e3o absoluta contida no art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP. De outro lado, se o segundo crime for de furto qualificado (art. 155, \u00a7 4\u00ba, do CP), o r\u00e9u pode fazer jus \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o, se a pena n\u00e3o ultrapassar 4 anos de reclus\u00e3o. Em outras palavras, o cometimento de um segundo crime mais grave poderia, em tese, ser mais favor\u00e1vel ao acusado, em poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio constitucional da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 impedida pelo atual entendimento das Turmas que comp\u00f5em a Terceira Se\u00e7\u00e3o deste Tribunal, que considera o bem jur\u00eddico tutelado pelos delitos para definir se incide, ou n\u00e3o, a proibi\u00e7\u00e3o contida no art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP. Assim, se forem id\u00eanticos os bens ofendidos, n\u00e3o haver\u00e1 substitui\u00e7\u00e3o, mesmo que diversos os tipos penais pelos quais o r\u00e9u foi condenado. Contudo, corrigir a discut\u00edvel t\u00e9cnica legislativa em desfavor do r\u00e9u \u00e9 algo incab\u00edvel no processo penal, que rejeita a analogia in malam partem em seu arsenal jusdogm\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essas raz\u00f5es, entende-se pela supera\u00e7\u00e3o da tese de que a reincid\u00eancia em crimes da mesma esp\u00e9cie impede, em absoluto, a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, porque somente a reincid\u00eancia no mesmo crime (aquele constante no mesmo tipo penal) \u00e9 capaz de faz\u00ea-lo, nos termos do art. 44, \u00a7 3\u00ba, do CP.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos demais casos de reincid\u00eancia, cabe ao Judici\u00e1rio avaliar se a substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 ou n\u00e3o recomend\u00e1vel, em face da condena\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-resultado-final\"><a>11.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A reincid\u00eancia espec\u00edfica tratada no art. 44, \u00a7 3\u00ba, do C\u00f3digo Penal somente se aplica quando forem id\u00eanticos, e n\u00e3o apenas de mesma esp\u00e9cie, os crimes praticados.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-compet-ncia-para-julgamento-dos-crimes-de-estelionato-quando-praticados-mediante-dep-sito-por-emiss-o-de-cheques-sem-suficiente-provis-o-de-fundos-em-poder-do-sacado-ou-com-o-pagamento-frustrado-ou-por-meio-da-transfer-ncia-de-valores\"><a>12.&nbsp; Compet\u00eancia para julgamento dos crimes de estelionato, quando praticados mediante dep\u00f3sito, por emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou por meio da transfer\u00eancia de valores<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos crimes de estelionato<a>, quando praticados mediante dep\u00f3sito, por emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou por meio da transfer\u00eancia de valores<\/a>, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, em raz\u00e3o da superveni\u00eancia de Lei n. 14.155\/2021, ainda que os fatos tenham sido anteriores \u00e0 nova lei<\/p>\n\n\n\n<p>CC 180.832-RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, Terceira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 25\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situa-o-f-tica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Foi instaurado inqu\u00e9rito policial para apurar a suposta pr\u00e1tica do crime de estelionato por Bruna contra a v\u00edtima Mauro. Conforme o inqu\u00e9rito, Mauro teria depositado certo valor referente \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de uma moto, por\u00e9m, ao chegar no p\u00e1tio onde a moto seria retirada, em Mau\u00e1\/SP, percebeu que l\u00e1 n\u00e3o havia nenhum ve\u00edculo e que se tratava de um golpe.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de Direito da Vara Criminal de Mau\u00e1\/SP declinou da compet\u00eancia para uma das varas criminais da comarca do Rio de Janeiro, em raz\u00e3o de a v\u00edtima residir na cidade do Rio de Janeiro\/RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ju\u00edzo de Direito da Vara Criminal do Rio de Janeiro\/RJ, por sua vez, suscitou o conflito por entender competente o Ju\u00edzo de Mau\u00e1, local em que residem os indiciados. Destacou que, as altera\u00e7\u00f5es trazidas lei 14.155\/2021 (que acresceu o \u00a7 4\u00ba ao art. 70 do CP para prever a compet\u00eancia do local do domic\u00edlio da v\u00edtima quando de crime realizado por meio de transfer\u00eancia de valores) seriam posteriores aos fatos apurados, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o seriam aplic\u00e1veis em raz\u00e3o do princ\u00edpio da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-an-lise-estrat-gica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 70.&nbsp; A compet\u00eancia ser\u00e1, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infra\u00e7\u00e3o, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o \u00faltimo ato de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), quando praticados mediante dep\u00f3sito, mediante emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transfer\u00eancia de valores, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, e, em caso de pluralidade de v\u00edtimas, a compet\u00eancia firmar-se-\u00e1 pela preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 171 &#8211; Obter, para si ou para outrem, vantagem il\u00edcita, em preju\u00edzo alheio, induzindo ou mantendo algu\u00e9m em erro, mediante artif\u00edcio, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-aplica-se-a-lei-nova-aos-fatos-anteriores\"><a>12.2.2. Aplica-se a lei nova aos fatos anteriores?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mas \u00e9 claro kkkk<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 70 do <a>C\u00f3digo de Processo Penal<\/a>, &#8220;[a] compet\u00eancia ser\u00e1, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infra\u00e7\u00e3o, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o \u00faltimo ato de execu\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao delito de estelionato (tipificado no art. 171, caput, do <a>C\u00f3digo Penal<\/a>), a Terceira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a havia pacificado o entendimento de que a consuma\u00e7\u00e3o ocorre no lugar onde aconteceu o efetivo preju\u00edzo \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ocorre que sobreveio a Lei n. 14.155\/2021, que entrou em vigor em 28\/05\/2021 e acrescentou o \u00a7 4.\u00ba ao art. 70 do C\u00f3digo de Processo Penal<\/strong>, o qual disp\u00f5e que: &#8220;\u00a7 4\u00ba Nos crimes previstos no art. 171 do Decreto-Lei n\u00ba 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (C\u00f3digo Penal), quando praticados mediante dep\u00f3sito, mediante emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou mediante transfer\u00eancia de valores, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, e, em caso de pluralidade de v\u00edtimas, a compet\u00eancia firmar-se-\u00e1 pela preven\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Como a nova lei \u00e9 norma PROCESSUAL, esta deve ser aplicada de imediato, ainda que os fatos tenham sido anteriores \u00e0 nova lei, notadamente quando o processo ainda estiver em fase de inqu\u00e9rito policial, raz\u00e3o pela qual a compet\u00eancia no caso \u00e9 do Ju\u00edzo do domic\u00edlio da v\u00edtima.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\"><a>12.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos crimes de estelionato, quando praticados mediante dep\u00f3sito, por emiss\u00e3o de cheques sem suficiente provis\u00e3o de fundos em poder do sacado ou com o pagamento frustrado ou por meio da transfer\u00eancia de valores, a compet\u00eancia ser\u00e1 definida pelo local do domic\u00edlio da v\u00edtima, em raz\u00e3o da superveni\u00eancia de Lei n. 14.155\/2021, ainda que os fatos tenham sido anteriores \u00e0 nova lei<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-menor-relev-ncia-para-concurso\"><a>MENOR RELEV\u00c2NCIA PARA CONCURSO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-compet-ncia-interna-do-stj-paga-julgamento-de-acp-referente-anula-o-de-cl-usula-indutora-de-exclusividade-de-presta-o-de-servi-os-m-dicos-constante-do-estatuto-social-da-cooperativa-m-dica-operadora-de-plano-de-sa-de\"><a>13.&nbsp; Compet\u00eancia interna do STJ paga julgamento de ACP referente \u00e0 anula\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula indutora de exclusividade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos, constante do Estatuto Social da Cooperativa M\u00e9dica operadora de Plano de Sa\u00fade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ julgar A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica ajuizada pelo MPF, em face da UNIMED, a fim de anular c<a>l\u00e1usula indutora de exclusividade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos, constante do Estatuto Social da Cooperativa M\u00e9dica operadora de Plano de Sa\u00fade<\/a>, segundo a qual podem ser penalizados ou premiados os m\u00e9dicos cooperados que adiram, ou n\u00e3o, \u00e0 referida cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 180.127-DF, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 18\/08\/2021, DJe 23\/08\/2021. (Info 706)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situa-o-f-tica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal ajuizou A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica em face da UNIMED, visando a &#8220;declarar a nulidade das cl\u00e1usulas constantes do par\u00e1grafo 2\u00ba, do artigo 9\u00ba e nas al\u00edneas &#8220;a&#8221; e &#8220;c&#8221; do artigo 18, ambos do Estatuto Social da requerida, bem como, do art. 6\u00ba, \u00a7 1\u00ba, do Regimento Interno da Entidade&#8221;, visando \u00e0 absten\u00e7\u00e3o: (I) de aplica\u00e7\u00e3o de qualquer penalidade &#8220;(n\u00e3o somente &#8211; a exclus\u00e3o da cooperativa) e de adotar qualquer medida discriminat\u00f3ria ao cooperado que se associar a outro plano de sa\u00fade (ou assemelhado) mantido por empresa, sociedade ou entidade diversa&#8221;; bem como (II) de conferir pr\u00eamio ou est\u00edmulo de qualquer esp\u00e9cie ao cooperado que atender com exclusividade o plano de sa\u00fade da Unimed.<\/p>\n\n\n\n<p>Verificou-se ent\u00e3o conflito negativo de compet\u00eancia entre a Primeira e a Quarta Turma do STJ para o julgamento do feito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-an-lise-estrat-gica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>RISTJ:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba A compet\u00eancia das Se\u00e7\u00f5es e das respectivas Turmas \u00e9 fixada em fun\u00e7\u00e3o da natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica litigiosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 170. A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; soberania nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; propriedade privada;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; fun\u00e7\u00e3o social da propriedade;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; livre concorr\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; defesa do consumidor;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; defesa do meio ambiente;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e servi\u00e7os e de seus processos de elabora\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 42, de 19.12.2003)<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais e sociais;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; busca do pleno emprego;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; tratamento favorecido para as empresas brasileiras de capital nacional de pequeno porte.<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constitu\u00eddas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 6, de 1995)<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 assegurado a todos o livre exerc\u00edcio de qualquer atividade econ\u00f4mica, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, salvo nos casos previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constitui\u00e7\u00e3o, a explora\u00e7\u00e3o direta de atividade econ\u00f4mica pelo Estado s\u00f3 ser\u00e1 permitida quando necess\u00e1ria aos imperativos da seguran\u00e7a nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A lei estabelecer\u00e1 o estatuto jur\u00eddico da empresa p\u00fablica, da sociedade de economia mista e de suas subsidi\u00e1rias que explorem atividade econ\u00f4mica de produ\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o de bens ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, dispondo sobre<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; sua fun\u00e7\u00e3o social e formas de fiscaliza\u00e7\u00e3o pelo Estado e pela sociedade;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a sujei\u00e7\u00e3o ao regime jur\u00eddico pr\u00f3prio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obriga\u00e7\u00f5es civis, comerciais, trabalhistas e tribut\u00e1rios;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; licita\u00e7\u00e3o e contrata\u00e7\u00e3o de obras, servi\u00e7os, compras e aliena\u00e7\u00f5es, observados os princ\u00edpios da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; a constitui\u00e7\u00e3o e o funcionamento dos conselhos de administra\u00e7\u00e3o e fiscal, com a participa\u00e7\u00e3o de acionistas minorit\u00e1rios;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; os mandatos, a avalia\u00e7\u00e3o de desempenho e a responsabilidade dos administradores.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 19, de 1998)<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba As empresas p\u00fablicas e as sociedades de economia mista n\u00e3o poder\u00e3o gozar de privil\u00e9gios fiscais n\u00e3o extensivos \u00e0s do setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba A lei regulamentar\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es da empresa p\u00fablica com o Estado e a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A lei reprimir\u00e1 o abuso do poder econ\u00f4mico que vise \u00e0 domina\u00e7\u00e3o dos mercados, \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o da concorr\u00eancia e ao aumento arbitr\u00e1rio dos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba A lei, sem preju\u00edzo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jur\u00eddica, estabelecer\u00e1 a responsabilidade desta, sujeitando-a \u00e0s puni\u00e7\u00f5es compat\u00edveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econ\u00f4mica e financeira e contra a economia popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 196. A sa\u00fade \u00e9 direito de todos e dever do Estado, garantido mediante pol\u00edticas sociais e econ\u00f4micas que visem \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7a e de outros agravos e ao acesso universal e igualit\u00e1rio \u00e0s a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os para sua promo\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 8.884\/1994:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 20. Constituem infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que n\u00e3o sejam alcan\u00e7ados<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorr\u00eancia ou a livre iniciativa;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; dominar mercado relevante de bens ou servi\u00e7os;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 21. As seguintes condutas, al\u00e9m de outras, na medida em que configurem hip\u00f3tese prevista no art. 20 e seus incisos, caracterizam infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Revogado pela Lei n\u00ba 12.529, de 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; limitar ou impedir o acesso de novas empresas ao mercado;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; criar dificuldades \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o, ao funcionamento ou ao desenvolvimento de empresa concorrente ou de fornecedor, adquirente ou financiador de bens ou servi\u00e7os;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; impedir o acesso de concorrente \u00e0s fontes de insumo, mat\u00e9rias-primas, equipamentos ou tecnologia, bem como aos canais de distribui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 18.&nbsp; A aceita\u00e7\u00e3o, por parte de qualquer prestador de servi\u00e7o ou profissional de sa\u00fade, da condi\u00e7\u00e3o de contratado, referenciado, credenciado ou cooperado de uma operadora de produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1o do art. 1o desta Lei implica as seguintes obriga\u00e7\u00f5es e direitos:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a manuten\u00e7\u00e3o de relacionamento de contrata\u00e7\u00e3o, credenciamento ou referenciamento com n\u00famero ilimitado de operadoras, sendo expressamente vedado \u00e0s operadoras, independente de sua natureza jur\u00eddica constitutiva, impor contratos de exclusividade ou de restri\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade profissional.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-qual-das-turmas-deve-julgar-o-caso\"><a>13.2.2. Qual das Turmas deve julgar o caso?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A PRIMEIRA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Salienta-se, preliminarmente, que nos termos do art. 9\u00ba, caput, do <a>RISTJ<\/a>, <strong>a compet\u00eancia das Se\u00e7\u00f5es e das respectivas Turmas do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 fixada em fun\u00e7\u00e3o da natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica litigiosa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel inferir que o lit\u00edgio tratado n\u00e3o se estabelece propriamente na rela\u00e7\u00e3o de direito privado entre os m\u00e9dicos cooperados e a cooperativa de plano de sa\u00fade, em raz\u00e3o de disposi\u00e7\u00f5es contratuais ou estatut\u00e1rias da cooperativa que exijam a exclusividade para m\u00e9dicos cooperados, lan\u00e7ando penalidades ou est\u00edmulos\/pr\u00eamios em decorr\u00eancia de sua observ\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora essa rela\u00e7\u00e3o de predominante natureza privada exista, n\u00e3o \u00e9 nela que se situa o questionamento suscitado na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ajuizamento da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal visa discutir cl\u00e1usula de exclusividade, constante do Estatuto da Cooperativa M\u00e9dica, que, segundo afirma o promovente, afetaria diretamente a livre concorr\u00eancia, infringindo a ordem p\u00fablica e econ\u00f4mica e ofendendo o direito \u00e0 sa\u00fade (arts. 170, 173 e 196 da <a>Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>). Tanto \u00e9 assim que, no feito principal a que se relaciona o presente conflito de compet\u00eancia, a Uni\u00e3o e a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar &#8211; ANS &#8211; foram inclu\u00eddas na lide, tendo em vista a exist\u00eancia de n\u00edtido interesse p\u00fablico na demanda. A primeira na condi\u00e7\u00e3o de assistente simples do autor e a segunda na condi\u00e7\u00e3o de litisconsorte ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a quest\u00e3o controvertida n\u00e3o est\u00e1 meramente no \u00e2mbito da autonomia da vontade. H\u00e1 discuss\u00e3o espec\u00edfica acerca da conduta anticoncorrencial atribu\u00edda \u00e0 operadora de plano de sa\u00fade, em suposta infra\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica e social, de forma que seria danosa ao mercado de suplementa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade por parte da iniciativa privada, o que seria vedado pela legisla\u00e7\u00e3o antitruste brasileira (arts. 20, I e II, 21, IV, V e VI, da <a>Lei n. 8.884\/1994<\/a>), bem como pela Lei dos Planos de Sa\u00fade (art. 18, III, <a>da Lei n. 9.656\/1998<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, <strong>h\u00e1 prevalentes aspectos de Direito Administrativo e de Direito Econ\u00f4mico sobre as quest\u00f5es iniciais de direito privado. S\u00e3o eminentemente de direito p\u00fablico quest\u00f5es que envolvam a interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia, a fiscaliza\u00e7\u00e3o estatal das institui\u00e7\u00f5es que exploram a sa\u00fade no plano privado, o Direito Econ\u00f4mico da Concorr\u00eancia<\/strong>, entre outras. Assim, n\u00e3o h\u00e1 como afastar a compet\u00eancia das Turmas que comp\u00f5em a Primeira Se\u00e7\u00e3o para processar e julgar a aludida a\u00e7\u00e3o e os recursos dela decorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, embora n\u00e3o seja a compet\u00eancia interna atribu\u00edda em raz\u00e3o da pessoa (das partes que comp\u00f5em a lide), a presen\u00e7a predominante do Estado no processo, no caso, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, a Uni\u00e3o e a ANS, \u00e9 outro ponto que recomenda o julgamento do feito pelas Turmas de Direito P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\"><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a><a>13.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ julgar A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica ajuizada pelo MPF, em face da UNIMED, a fim de anular cl\u00e1usula indutora de exclusividade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os m\u00e9dicos, constante do Estatuto Social da Cooperativa M\u00e9dica operadora de Plano de Sa\u00fade, segundo a qual podem ser penalizados ou premiados os m\u00e9dicos cooperados que adiram, ou n\u00e3o, \u00e0 referida cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/09\/06185301\/stj-706.pdf\">stj-706<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/09\/06185301\/stj-706.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 706do STJ COMENTADO est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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