{"id":850153,"date":"2021-08-31T13:57:40","date_gmt":"2021-08-31T16:57:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=850153"},"modified":"2021-08-31T13:57:42","modified_gmt":"2021-08-31T16:57:42","slug":"informativo-stf-1026-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1026-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1026 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1026 do STF <strong>COMENTADO. <\/strong>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/31135728\/stf-1026.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_1sZNPK6CSiY\"><div id=\"lyte_1sZNPK6CSiY\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/1sZNPK6CSiY\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/1sZNPK6CSiY\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/1sZNPK6CSiY\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-1-teto-remunerat-rio-ado-o-do-subs-dio-de-desembargador-no-mbito-municipal\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Teto remunerat\u00f3rio: ado\u00e7\u00e3o do subs\u00eddio de desembargador no \u00e2mbito municipal<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O teto remunerat\u00f3rio aplic\u00e1vel aos servidores municipais, excetuados os vereadores, \u00e9 o subs\u00eddio do prefeito municipal<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6811\/PE, relator Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-1-situa-o-f-tica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI 6811 na qual questiona a constitucionalidade do art. 97, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco, na reda\u00e7\u00e3o conferida pela EC 35\/2013, que estendia o teto remunerat\u00f3rio do Estado de Pernambuco aos Munic\u00edpios deste.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ou seja, pela norma questionada, o teto dos servidores dos munic\u00edpios do Estado do Pernambuco seria o subs\u00eddio mensal dos desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Pernambuco, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cent\u00e9simos por cento do subs\u00eddio mensal dos ministros do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-2-an-lise-estrat-gica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (&#8230;) XI &#8211; a remunera\u00e7\u00e3o e o subs\u00eddio dos ocupantes de cargos, fun\u00e7\u00f5es e empregos p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes pol\u00edticos e os proventos, pens\u00f5es ou outra esp\u00e9cie remunerat\u00f3ria, percebidos cumulativamente ou n\u00e3o, inclu\u00eddas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, n\u00e3o poder\u00e3o exceder o subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Munic\u00edpios, o subs\u00eddio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subs\u00eddio mensal do Governador no \u00e2mbito do Poder Executivo, o subs\u00eddio dos Deputados Estaduais e Distritais no \u00e2mbito do Poder Legislativo e o subs\u00eddio dos Desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cent\u00e9simos por cento do subs\u00eddio mensal, em esp\u00e9cie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no \u00e2mbito do Poder Judici\u00e1rio, aplic\u00e1vel este limite aos membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico, aos Procuradores e aos Defensores P\u00fablicos;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu \u00e2mbito, mediante emenda \u00e0s respectivas Constitui\u00e7\u00f5es e Lei Org\u00e2nica, como limite \u00fanico, o subs\u00eddio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justi\u00e7a, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cent\u00e9simos por cento do subs\u00eddio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, n\u00e3o se aplicando o disposto neste par\u00e1grafo aos subs\u00eddios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-2-poss-vel-tal-vincula-o\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel tal vincula\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O art. 37, XI, da CF estabelece um teto \u00daNICO para os servidores municipais, n\u00e3o havendo motivo para se cogitar da utiliza\u00e7\u00e3o do art. 37, \u00a7 12, da CF para fixa\u00e7\u00e3o de teto \u00fanico diverso, pois essa previs\u00e3o \u00e9 direcionada apenas para servidores estaduais, esfera federativa na qual existem as alternativas de fixa\u00e7\u00e3o de teto por poder ou de forma \u00fanica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201ce Munic\u00edpios\u201d, constante do art. 97, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco, na reda\u00e7\u00e3o conferida pela EC 35\/2013.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-2-foro-por-prerrogativa-de-fun-o-e-membros-da-defensoria-p-blica-e-de-procuradorias-estaduais\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o e membros da Defensoria P\u00fablica e de Procuradorias estaduais<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 inconstitucional norma de constitui\u00e7\u00e3o estadual que estende o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o a autoridades n\u00e3o contempladas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de forma expressa ou por simetria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6516\/AL, relator Min. Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-1-situa-o-f-tica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Procuradoria Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI 6516 para suspender dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Alagoas que atribu\u00edam foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o a autoridades n\u00e3o listadas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como defensores p\u00fablicos e procuradores estaduais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-2-an-lise-estrat-gica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-1-meu-foro-privilegiado-minha-casa-minha-vida\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Meu foro privilegiado <\/a>(minha casa), minha vida?<\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><em>As constitui\u00e7\u00f5es estaduais N\u00c3O podem instituir novas hip\u00f3teses de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o al\u00e9m daquelas previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>As normas que estabelecem o foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o s\u00e3o EXCEPCIONAIS e devem ser interpretadas RESTRITIVAMENTE, n\u00e3o cabendo ao legislador constituinte estadual estabelecer foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o a autoridades diversas daquelas listadas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, a qual n\u00e3o cita defensores p\u00fablicos nem procuradores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio republicano, ao princ\u00edpio do juiz natural e ao princ\u00edpio da igualdade, a regra geral \u00e9 que todos devem ser processados pelos mesmos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais. Apenas a fim de assegurar a independ\u00eancia e o livre exerc\u00edcio de alguns cargos, admite-se a fixa\u00e7\u00e3o do foro privilegiado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-2-resultado-final\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedentes pedidos formulados em a\u00e7\u00f5es diretas para declarar, com efeitos&nbsp;<strong>ex nunc<\/strong>, a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201ce da Defensoria P\u00fablica\u201d, constante do art. 161, I,&nbsp;<strong>a<\/strong>, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Par\u00e1; das express\u00f5es \u201co Defensor P\u00fablico-Geral\u201d e \u201ce da Defensoria P\u00fablica\u201d, constante do art. 87, IV,&nbsp;<strong>a<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>b<\/strong>, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Rond\u00f4nia; da express\u00e3o \u201cProcuradoria Geral do Estado e da Defensoria P\u00fablica\u201d, constante do art. 72, I,&nbsp;<strong>a<\/strong>, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas; e das express\u00f5es \u201cbem como os Procuradores de Estado e os Defensores P\u00fablicos\u201d, constante do art. 133, IX,&nbsp;<strong>a<\/strong>, da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Alagoas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-3-manuten-o-e-desenvolvimento-do-ensino-compet-ncia-legislativa-e-pagamento-de-pessoal-inativo\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino: compet\u00eancia legislativa e pagamento de pessoal inativo<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 inconstitucional lei estadual que inclui o pagamento de pessoal inativo nas despesas consideradas como de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6049\/GO, relator Min. Ricardo Lewandowski, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-1-situa-o-f-tica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A ent\u00e3o procuradora-geral da Rep\u00fablica, Raquel Dodge, ajuizou a ADI 6049 questionando a constitucionalidade da&nbsp;Lei Complementar estadual 147\/2018 do Estado de Goi\u00e1s que incluiu o pagamento de pessoal inativo nas despesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Segundo a procuradora-geral, a norma apresenta v\u00edcio de inconstitucionalidade formal, pois os estados e o Distrito Federal n\u00e3o podem invadir o campo de atua\u00e7\u00e3o das normas gerais sobre despesa de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ela argumentou ainda que a destina\u00e7\u00e3o dos impostos para a manuten\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do ensino p\u00fablico \u201cimp\u00f5e tratamento nacional uniforme da mat\u00e9ria\u201d e sustentou a necessidade da concess\u00e3o de liminar em raz\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos recursos p\u00fablicos vinculados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o em Goi\u00e1s.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-2-an-lise-estrat-gica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: (&#8230;) XXIV \u2013 diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 167. S\u00e3o vedados: (&#8230;) IV \u2013 a vincula\u00e7\u00e3o de receita de impostos a \u00f3rg\u00e3o, fundo ou despesa, ressalvadas a reparti\u00e7\u00e3o do produto da arrecada\u00e7\u00e3o dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destina\u00e7\u00e3o de recursos para as a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, para manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e para realiza\u00e7\u00e3o de atividades da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, \u00a7 2\u00ba, 212 e 37, XXII, e a presta\u00e7\u00e3o de garantias \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito por antecipa\u00e7\u00e3o de receita, previstas no art. 165, \u00a7 8\u00ba, bem como o disposto no \u00a7 4\u00ba deste artigo<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 212. A Uni\u00e3o aplicar\u00e1, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios vinte e cinco por cento, no m\u00ednimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 7\u00ba \u00c9 vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos \u00a7\u00a7 5\u00ba e 6\u00ba deste artigo para pagamento de aposentadorias e de pens\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>LC 26\/1998-GO:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 99 &#8211; Considerar-se-\u00e3o como de manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino as despesas realizadas com vistas \u00e0 consecu\u00e7\u00e3o dos objetivos b\u00e1sicos das institui\u00e7\u00f5es educacionais de todos os n\u00edveis, compreendendo as que se destinam a: (&#8230;) VIII \u2013 pagamento de pessoal inativo<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-2-poss-vel-a-inclus-o-da-rubrica-em-despesas-com-manuten-o-e-desenvolvimento-de-ensino\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a inclus\u00e3o da rubrica em \u201cdespesas com manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de ensino\u201d?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Em absoluto!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O legislador estadual, ao faz\u00ea-lo, <strong>usurpa a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional<\/strong> (CF, art. 22, XXIV). Constata-se que, no caso analisado, o ato normativo impugnado tamb\u00e9m est\u00e1 em DESCONFORMIDADE com o que disposto na Lei 9.394\/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional \u2013 LDB).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ademais, segundo entendimento do STF, o pagamento de inativos, ainda que eventualmente possa ser considerado gasto com educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser contabilizado para fins do percentual de investimento exigido pelo art. 212 da CF, pois os inativos, por estarem afastados de suas atividades<strong>, n\u00e3o contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o nem para o desenvolvimento do ensino.<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante saber que, ap\u00f3s o ajuizamento desta a\u00e7\u00e3o e o deferimento da cautelar, o \u00a7 7\u00ba foi inclu\u00eddo no art. 212 da CF, que passou a VEDAR expressamente o uso dos recursos destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino para o pagamento de aposentadorias e pens\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A norma impugnada afronta, ainda, os arts. 167, IV, e 212,&nbsp;<strong>caput<\/strong>, da CF, porquanto vincula parte das receitas provenientes de impostos ao pagamento de despesas com inativos, os quais deveriam ser, em princ\u00edpio, custeados pelas receitas do regime previdenci\u00e1rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-3-resultado-final\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com esses entendimentos, o Plen\u00e1rio, confirmando a medida liminar deferida, julgou procedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade da Lei Complementar (LC) 147\/2018, que acrescentou o inciso VIII no art. 99 da LC 26\/1998, ambas do estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-4-edi-o-de-medida-provis-ria-e-projeto-de-lei-com-conte-do-semelhante\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Edi\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria e projeto de lei com conte\u00fado semelhante<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o caracteriza afronta \u00e0 veda\u00e7\u00e3o imposta pelo art. 62, \u00a7 1\u00ba, IV, da CF a edi\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria no mesmo dia em que o Presidente da Rep\u00fablica sanciona ou veta projeto de lei com conte\u00fado semelhante.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 2601\/DF, relator Min. Ricardo Lewandowski, julgamento em 19.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-1-situa-o-f-tica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Conselho Federal da OAB ajuizou a ADI 2601 contra a aplica\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 8 e do Decreto n\u00ba 3995, ambos editados em 2001 pelo vice-presidente Marco Maciel, ent\u00e3o no exerc\u00edcio do cargo de presidente da Rep\u00fablica. A MP e o Decreto alteraram, cada qual, a Lei N\u00ba 6385\/76, que disp\u00f5e sobre o mercado de valores mobili\u00e1rios e cria a Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A OAB alega que a MP n\u00ba 8 ofende o par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso IV, do artigo 62 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pois \u00e9 proibida a edi\u00e7\u00e3o de Medidas Provis\u00f3rias sobre mat\u00e9ria j\u00e1 existente em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de san\u00e7\u00e3o ou veto do presidente da Rep\u00fablica. No caso, diz a OAB, o texto da MP em vez de ser sancionado pelo presidente da Rep\u00fablica, foi vetado, e no mesmo dia, foi editada nova Medida Provis\u00f3ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-2-an-lise-estrat-gica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>art. 62. Em caso de relev\u00e2ncia e urg\u00eancia, o Presidente da Rep\u00fablica poder\u00e1 adotar medidas provis\u00f3rias, com for\u00e7a de lei, devendo submet\u00ea-las de imediato ao Congresso Nacional. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 32\/2001) \u00a7 1\u00ba \u00c9 vedada a edi\u00e7\u00e3o de medidas provis\u00f3rias sobre mat\u00e9ria: (Inclu\u00eddo pela EC 32\/2001) (&#8230;) IV &#8211; j\u00e1 disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de san\u00e7\u00e3o ou veto do Presidente da Rep\u00fablica. (Inclu\u00eddo pela EC 32\/2001)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da Rep\u00fablica: (&#8230;) VI &#8211; dispor, mediante decreto, sobre: (Reda\u00e7\u00e3o dada pela EC 32\/2001) a) organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento da administra\u00e7\u00e3o federal, quando n\u00e3o implicar aumento de despesa nem cria\u00e7\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos; (Inclu\u00edda pela EC 32\/2001)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Decreto 3.995\/2001:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Altera e acresce dispositivos \u00e0 Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, que disp\u00f5e sobre o mercado de valores mobili\u00e1rios, nas mat\u00e9rias reservadas a decreto.\u201d<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-2-poss-vel-a-edi-o-de-nova-mp-com-conte-do-semelhante\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a edi\u00e7\u00e3o de nova MP com conte\u00fado semelhante?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Isso porque projeto de lei \u2014 aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente da Rep\u00fablica \u2014 n\u00e3o mais se encontra \u201cpendente de san\u00e7\u00e3o ou veto\u201d.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>S\u00e3o constitucionais os decretos presidenciais expedidos em conformidade com a compet\u00eancia privativa conferida ao chefe do Poder Executivo pelo art. 84, VI, \u201ca\u201d, da CF.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso examinado, as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pelo ato impugnado&nbsp; n\u00e3o extrapolaram a compet\u00eancia privativa conferida ao chefe do Poder Executivo para disciplinar, por decreto, sobre a organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento da Administra\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal j\u00e1 concluiu que esse tipo de decreto possui natureza AUT\u00d4NOMA, revestindo-se de abstra\u00e7\u00e3o, generalidade e impessoalidade, que possibilita seja desafiado por meio do controle concentrado de constitucionalidade<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-3-resultado-final\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade. Vencido o ministro Edson Fachin, que julgou o pedido parcialmente procedente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-5-loman-antiguidade-dos-magistrados-e-crit-rio-de-desempate\"><a><\/a><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <em>Loman<\/em><\/a><em>: antiguidade dos magistrados e crit\u00e9rio de desempate<\/em><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><a>S\u00e3o inconstitucionais normas <\/a><a>regimentais de tribunal local que, no processo de progress\u00e3o na carreira da magistratura, complementam a Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional (Loman) com crit\u00e9rios de desempate estranhos \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/a><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6766\/RO, relator Min. Alexandre de Moraes, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-1-situa-o-f-tica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Procurador Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI 6766 na qual questiona a constitucionalidade das normas regimentais do Tribunal de Justi\u00e7a de Rond\u00f4nia que, no processo de progress\u00e3o na carreira da magistratura, complementam a Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional (Loman) com crit\u00e9rios de desempate estranhos \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Dentre os crit\u00e9rios utilizados para o desempate encontram-se maior tempo de servi\u00e7o p\u00fablico e maior tempo de servi\u00e7o prestado ao Estado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-2-an-lise-estrat-gica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 19. \u00c9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios: (&#8230;) III \u2013 criar distin\u00e7\u00f5es entre brasileiros ou prefer\u00eancias entre si<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 96. Compete privativamente: I \u2013 aos tribunais: a) eleger seus \u00f3rg\u00e3os diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observ\u00e2ncia das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a compet\u00eancia e o funcionamento dos respectivos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais e administrativos;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RITJ\/RO:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 164. Anualmente, na primeira quinzena de fevereiro, o Departamento do Conselho da Magistratura e de Gest\u00e3o de Desenvolvimento Institucional organizar\u00e1 o quadro geral de antiguidade dos magistrados, com a indica\u00e7\u00e3o da ordem de antiguidade na carreira e da antiguidade na entr\u00e2ncia, incluindo, tamb\u00e9m, os nomes dos ju\u00edzes que se encontrem em disponibilidade ou sem exerc\u00edcio, tendo em vista as regras seguintes: (&#8230;) IV \u2013 se diversos ju\u00edzes contarem o mesmo tempo de servi\u00e7o na entr\u00e2ncia, ter\u00e1 preced\u00eancia aquele que primeiro satisfizer um dos seguintes crit\u00e9rios, em ordem de prioridade: (&#8230;) e) maior tempo de servi\u00e7o p\u00fablico; f) maior tempo de servi\u00e7o p\u00fablico prestado ao Estado<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-2-v-lidos-tais-crit-rios\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lidos tais crit\u00e9rios?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A mat\u00e9ria somente poderia ser disciplinada por lei complementar federal, mediante a iniciativa do STF. O autogoverno dos tribunais e a compet\u00eancia para edi\u00e7\u00e3o de seus regimentos (CF, art. 96, I,&nbsp;<strong>a<\/strong>&nbsp;) <strong>n\u00e3o permitem a complementa\u00e7\u00e3o da disciplina da Loman como feita pelos dispositivos questionados.<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Sob o ponto de vista material, os crit\u00e9rios de progress\u00e3o estabelecidos n\u00e3o se qualificam como fatores v\u00e1lidos de <em>discr\u00edmen<\/em> entre sujeitos em situa\u00e7\u00e3o id\u00eantica. A utiliza\u00e7\u00e3o do tempo de servi\u00e7o p\u00fablico como decisivo para o desempate favoreceria injustamente o magistrado com trajet\u00f3ria profissional exercida preponderante no setor p\u00fablico, em detrimento do juiz com maior experi\u00eancia pret\u00e9rita em atividades pr\u00f3prias da iniciativa privada. J\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio que considera o tempo de servi\u00e7o prestado no \u00e2mbito de um estado-membro espec\u00edfico dar-se-ia em detrimento dos magistrados oriundos dos demais estados federados, inclusive em desacordo com o art. 19, III, da CF, que veda o estabelecimento de distin\u00e7\u00f5es entre brasileiros com base na origem ou proced\u00eancia. Ademais, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel, como crit\u00e9rio de desempate \u2014 entre os concorrentes \u00e0 promo\u00e7\u00e3o por antiguidade \u2014 condi\u00e7\u00f5es estranhas \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-3-resultado-final\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com esses entendimentos, o Plen\u00e1rio julgou procedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade do art. 164, IV,&nbsp;<strong>e<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>f<\/strong>, do Regimento Interno do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Rond\u00f4nia (RITJ\/RO).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-6-atos-de-constri-o-de-patrim-nio-de-estatais-prestadoras-de-servi-o-p-blico-essencial-sem-fins-lucrativos\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Atos de constri\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio de estatais prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico essencial sem fins lucrativos<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>ARGUI\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Os recursos p\u00fablicos vinculados ao or\u00e7amento de estatais prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico essencial, em regime n\u00e3o concorrencial e sem intuito lucrativo prim\u00e1rio, n\u00e3o podem ser bloqueados ou sequestrados por decis\u00e3o judicial para pagamento de suas d\u00edvidas, em virtude do disposto no art. 100 da CF\/1988, e dos princ\u00edpios da legalidade or\u00e7ament\u00e1ria (art. 167, VI, da CF\/1988), da separa\u00e7\u00e3o dos poderes (arts. 2\u00ba, 60, \u00a7 4\u00ba, III, da CF\/1988) e da efici\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica (art. 37, caput, da CF\/1988).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADPF 789\/MA, relator Min. Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-1-situa-o-f-tica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Governador do Maranh\u00e3o, Fl\u00e1vio Dino, ajuizou a ADPF 789 questionando os reiterados bloqueios de valores sobre os recursos da Empresa Maranhense de Servi\u00e7os hospitalares para o pagamento de d\u00e9bitos trabalhistas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;Segundo ele, o Tribunal Regional do Trabalho da 16\u00aa Regi\u00e3o vem determinando, reiteradamente, que a execu\u00e7\u00e3o judicial de d\u00e9bitos da Emserh ocorra pelo procedimento de direito privado, com a constri\u00e7\u00e3o patrimonial (penhora online). No seu entender, a medida desrespeita a interpreta\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pelo Supremo aos artigos 100 e 173 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal sobre a aplica\u00e7\u00e3o do regime de pagamento por precat\u00f3rio \u00e0s empresas que prestam servi\u00e7o p\u00fablico cujo capital social seja majoritariamente p\u00fablico e cujo servi\u00e7o seja prestado em regime n\u00e3o concorrencial e sem fim lucrativo, como no caso.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-2-an-lise-estrat-gica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 2\u00ba S\u00e3o Poderes da Uni\u00e3o, independentes e harm\u00f4nicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judici\u00e1rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (&#8230;)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 167. S\u00e3o vedados: (&#8230;) VI &#8211; a transposi\u00e7\u00e3o, o remanejamento ou a transfer\u00eancia de recursos de uma categoria de programa\u00e7\u00e3o para outra ou de um \u00f3rg\u00e3o para outro, sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o legislativa;\u201d<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-2-pagamento-somente-por-rpvs-ou-precat-rios\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pagamento somente por RPVs ou precat\u00f3rios?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>S\u00e3o inconstitucionais atos de constri\u00e7\u00e3o, por decis\u00e3o judicial, do patrim\u00f4nio de estatais prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico essencial, em regime n\u00e3o concorrencial e sem intuito lucrativo prim\u00e1rio, para fins de quita\u00e7\u00e3o de suas d\u00edvidas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com efeito, <strong>a jurisprud\u00eancia do STF tem reconhecido a inconstitucionalidade dos bloqueios e sequestros de verba p\u00fablica de estatais por decis\u00f5es judiciais<\/strong>, exatamente por ESTENDER o regime constitucional de precat\u00f3rios \u00e0s estatais prestadoras de servi\u00e7o p\u00fablico em regime n\u00e3o concorrencial e sem intuito lucrativo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Da mesma forma, a Corte j\u00e1 assentou orienta\u00e7\u00e3o no sentido de que, salvo em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que, por meio de decis\u00f5es judiciais constritivas, se altere a destina\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos previamente direcionados para a promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, sob pena de afronta ao art. 167, VI, da CF. Ressalte-se que a exig\u00eancia de lei para a modifica\u00e7\u00e3o da destina\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria de recursos p\u00fablicos visa resguardar o planejamento chancelado pelos Poderes Executivo e Legislativo no momento de aprova\u00e7\u00e3o da lei or\u00e7ament\u00e1ria anual. Por isso, a interfer\u00eancia do Judici\u00e1rio na organiza\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria dos projetos da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2014 salvo, excepcionalmente, como fiscalizador \u2014 ofende o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos Poderes (CF, art. 2\u00ba).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por fim, no caso analisado, o princ\u00edpio da efici\u00eancia da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (CF, art. 37, caput) \u00e9 igualmente relevante para a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia. Isso porque os atos jurisdicionais impugnados, ao bloquearem verbas or\u00e7ament\u00e1rias da empresa p\u00fablica estadual para o pagamento de suas d\u00edvidas, atuaram como obst\u00e1culo ao exerc\u00edcio eficiente da gest\u00e3o p\u00fablica, subvertendo o planejamento e a ordem de prioridades na execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade, em momento dram\u00e1tico de combate \u00e0 pandemia da COVID-19.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio confirmou a cautelar anteriormente deferida e julgou procedente o pedido formulado em argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental para: (i) suspender as decis\u00f5es judiciais nas quais se promoveram constri\u00e7\u00f5es patrimoniais por bloqueio, penhora, arresto, sequestro; (ii) determinar a sujei\u00e7\u00e3o da Empresa Maranhense de Servi\u00e7os Hospitalares \u2013 EMSERH ao regime constitucional de precat\u00f3rios; e (iii) determinar a imediata devolu\u00e7\u00e3o das verbas subtra\u00eddas dos cofres p\u00fablicos, e ainda em poder do Judici\u00e1rio, para as respectivas contas de que foram retiradas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-eleitoral\"><a>DIREITO ELEITORAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-7-crime-de-divulga-o-de-ato-objeto-de-denuncia-o-caluniosa-eleitoral\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de divulga\u00e7\u00e3o de ato objeto de denuncia\u00e7\u00e3o caluniosa eleitoral<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A san\u00e7\u00e3o abstratamente prevista para o crime de \u201cdivulga\u00e7\u00e3o de ato objeto de denuncia\u00e7\u00e3o caluniosa eleitoral\u201d est\u00e1 em conson\u00e2ncia com os princ\u00edpios da proporcionalidade e da individualiza\u00e7\u00e3o da pena<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6225\/DF, relatora Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-1-situa-o-f-tica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Partido Social Liberal (PSL) ajuizou a ADI 6225, com pedido de medida liminar, para suspender os efeitos de dispositivo do C\u00f3digo Eleitoral (Lei 4.737\/1965) que institui o crime de denuncia\u00e7\u00e3o caluniosa para fins eleitorais. O dispositivo foi vetado pelo presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro, mas o Congresso Nacional derrubou o veto e restabeleceu a efic\u00e1cia da norma.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o PSL argumenta que a denuncia\u00e7\u00e3o caluniosa, como descrita no dispositivo (atribuir a algu\u00e9m, por interesse eleitoral, a acusa\u00e7\u00e3o falsa de crime sabendo que a pessoa \u00e9 inocente) \u00e9 um ataque \u00e0 honra da v\u00edtima, delito tipificado no artigo 339 do C\u00f3digo Penal e nos artigos 324, 325 e 326 do C\u00f3digo Eleitoral, que tratam dos crimes de cal\u00fania, difama\u00e7\u00e3o e inj\u00faria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No entanto, sustenta que a pena imposta (de dois a oito anos de reclus\u00e3o) \u00e9 desproporcional, ou seja, muito maior do que a prevista no C\u00f3digo Eleitoral, que \u00e9 de no m\u00e1ximo dois anos. Para o PSL, h\u00e1 uma distor\u00e7\u00e3o que compromete o princ\u00edpio constitucional da proporcionalidade, da individualiza\u00e7\u00e3o da pena e da livre manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-2-an-lise-estrat-gica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>C\u00f3digo Eleitoral:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 326-A.&nbsp; Dar causa \u00e0 instaura\u00e7\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o policial, de processo judicial, de investiga\u00e7\u00e3o administrativa, de inqu\u00e9rito civil ou a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, atribuindo a algu\u00e9m a pr\u00e1tica de crime ou ato infracional de que o sabe inocente, com finalidade eleitoral: Pena &#8211; reclus\u00e3o, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, e multa. \u00a7 1\u00ba A pena \u00e9 aumentada de sexta parte, se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto. \u00a7 2\u00ba A pena \u00e9 diminu\u00edda de metade, se a imputa\u00e7\u00e3o \u00e9 de pr\u00e1tica de contraven\u00e7\u00e3o. \u00a7 3\u00ba Incorrer\u00e1 nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente da inoc\u00eancia do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribu\u00eddo.\u201d<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-2-a-pena-prevista-desproporcional\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A pena prevista \u00e9 desproporcional?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Na vis\u00e3o do STF, N\u00c3O!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A pena cominada ao delito previsto no \u00a7 3\u00ba do art. 326-A do C\u00f3digo Eleitoral n\u00e3o se mostra desproporcional aos bens jur\u00eddicos tutelados em face das consequ\u00eancias da conduta. Em seu patamar m\u00ednimo, a reclus\u00e3o \u00e9 de dois anos<strong>. N\u00e3o h\u00e1 como equiparar a reprovabilidade do delito em quest\u00e3o com as infra\u00e7\u00f5es contra a honra previstas no C\u00f3digo Penal ou no C\u00f3digo Eleitoral<\/strong>. O objeto jur\u00eddico tutelado pelo \u00a7 3\u00ba do art. 326-A n\u00e3o se refere apenas \u00e0 honra subjetiva ou objetiva do acusado, mas abrange, principalmente, a legitimidade do processo eleitoral.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio julgou improcedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-8-candidatura-nata-viola-o-autonomia-partid-ria-e-isonomia-entre-postulantes-a-cargos-eletivos\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Candidatura nata: viola\u00e7\u00e3o \u00e0 autonomia partid\u00e1ria e \u00e0 isonomia entre postulantes a cargos eletivos<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O instituto da \u201ccandidatura nata\u201d \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 (CF), tanto por violar a isonomia entre os postulantes a cargos eletivos como, sobretudo, por atingir a autonomia partid\u00e1ria (CF, arts. 5\u00ba, \u201ccaput\u201d, e 17)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 2530\/DF, relator Min. Nunes Marques, julgamento em 18.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-1-situa-o-f-tica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Geraldo Brindeiro, o ent\u00e3o Procurador Geral da Rep\u00fablica, ajuizou a ADI 2530 com o objetivo de suspender a efic\u00e1cia de parte da lei 9.504\/97, que assegura o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados os detentores de mandato de deputado federal, estadual ou distrital, ou de vereador.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o procurador-geral afirma que o instituto da candidatura nata seria um privil\u00e9gio injustific\u00e1vel, por favorecer mais a uns do que a outros o exerc\u00edcio da capacidade eleitoral.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Alegou, ainda, que al\u00e9m de a candidatura nata n\u00e3o ser compat\u00edvel com o princ\u00edpio constitucional da autonomia partid\u00e1ria, o dispositivo legal poderia criar \u201csitua\u00e7\u00e3o insustent\u00e1vel dentro da democracia que necessariamente trespassa a organiza\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria, na medida em que imp\u00f5e candidatura, ainda que a legenda opte por n\u00e3o promov\u00ea-la\u201d.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-2-an-lise-estrat-gica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes (&#8230;) Art. 17. \u00c9 livre a cria\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos, resguardados a soberania nacional, o regime democr\u00e1tico, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I &#8211; car\u00e1ter nacional; II &#8211; proibi\u00e7\u00e3o de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordina\u00e7\u00e3o a estes; III &#8211; presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e0 Justi\u00e7a Eleitoral; IV &#8211; funcionamento parlamentar de acordo com a lei<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-2-v-lida-a-candidatura-nata\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; V\u00e1lida a \u201ccandidatura nata\u201d?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A denominada \u201ccandidatura nata\u201d \u2014 entendida como um direito potestativo de detentor de mandato eletivo \u00e0 indica\u00e7\u00e3o pelo partido para as pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es, independentemente de aprova\u00e7\u00e3o em conven\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria \u2014 \u00e9 absolutamente incompat\u00edvel com a atual atmosfera de liberdade de a\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A imuniza\u00e7\u00e3o pura e simples do detentor de mandato eletivo contra a vontade colegiada do partido acaba sendo um privil\u00e9gio completamente<\/strong> INJUSTIFICADO, que contribui t\u00e3o-s\u00f3 para a PERPETUA\u00c7\u00c3O de ocupantes de cargos eletivos, em detrimento de outros pr\u00e9-candidatos, sem qualquer justificativa plaus\u00edvel para o funcionamento do sistema democr\u00e1tico, e sem que haja meios para que o partido possa fazer imperar os objetivos fundamentais inscritos no seu estatuto.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Num contexto em que a fidelidade partid\u00e1ria \u00e9 um princ\u00edpio fundamental da din\u00e2mica dos partidos pol\u00edticos, especialmente no que diz respeito aos titulares de cargos eletivos obtidos pelo sistema proporcional, cabe ao candidato submeter-se \u00e0 vontade coletiva do partido, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. A \u201ccandidatura nata\u201d contrasta profundamente com esse postulado e, por esse aspecto, esvazia toda a ideia de fidelidade partid\u00e1ria em favor de um suposto \u201cdireito adquirido\u201d \u00e0 candidatura dos detentores de mandato eletivo pelo sistema proporcional.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio julgou procedente o pedido formulado para declarar a inconstitucionalidade do \u00a7 1\u00ba do art. 8\u00ba da Lei 9.504\/1997, com modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-internacional\"><a>DIREITO INTERNACIONAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-9-imunidade-de-jurisdi-o-de-estado-estrangeiro-por-ato-ofensivo-aos-direitos-humanos\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o de Estado estrangeiro por ato ofensivo aos direitos humanos<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Os atos il\u00edcitos praticados por Estados estrangeiros em viola\u00e7\u00e3o a direitos humanos n\u00e3o gozam de imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ARE 954858\/RJ, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 20.8.2021 (Info 1026)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-9-1-situa-o-f-tica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trata-se de a\u00e7\u00e3o de ressarcimento de danos materiais e morais de autoria de descendentes de um tripulante de barco pesqueiro morto em ataque de submarino alem\u00e3o no mar territorial brasileiro, nas proximidades da Costa de Cabo Frio, em julho de 1943, durante a II Guerra Mundial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Ju\u00edzo da 14\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio de Janeiro declinou de sua compet\u00eancia e julgou extinto o processo, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito. O STJ negou seguimento ao recurso l\u00e1 impetrado sob o argumento de que n\u00e3o cabe ao Judici\u00e1rio brasileiro apreciar pedido de indeniza\u00e7\u00e3o contra o Estado estrangeiro. Para o STJ, em caso de ato de guerra, a imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o \u00e9 absoluta.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A quest\u00e3o ent\u00e3o chegou ao STF por meio de Recurso Extraordin\u00e1rio para decidir acerca da possibilidade de a Justi\u00e7a brasileira julgar Estado soberano estrangeiro por atos de guerra cometidos dentro das fronteiras brasileiras e o alcance da imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o de Estado estrangeiro em rela\u00e7\u00e3o a ato de imp\u00e9rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-9-2-an-lise-estrat-gica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Estatuto do Tribunal Militar Internacional de Nuremberg:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Artigo 6 &#8211; O Tribunal institu\u00eddo pelo Acordo mencionado no Artigo 1 acima, para julgamento e puni\u00e7\u00e3o dos principais criminosos de guerra dos pa\u00edses do Eixo Europeu, \u00e9 competente para julgar e punir pessoas que, agindo no interesse dos pa\u00edses do Eixo Europeu tenham cometido, quer a t\u00edtulo individual ou como membros de organiza\u00e7\u00f5es, algum dos seguintes crimes: (&#8230;) b)&nbsp;Crimes de Guerra:&nbsp;nomeadamente, viola\u00e7\u00f5es das leis ou costumes de guerra. Tais viola\u00e7\u00f5es incluem, mas n\u00e3o se limitam a assass\u00ednio, maus-tratos ou deporta\u00e7\u00e3o para trabalhos for\u00e7ados ou qualquer outro fim, da popula\u00e7\u00e3o civil do ou no territ\u00f3rio ocupado, assass\u00ednio ou maus-tratos dos prisioneiros de guerra ou de pessoas no mar, execu\u00e7\u00e3o de ref\u00e9ns, pilhagem dos bens p\u00fablicos ou privados, destrui\u00e7\u00e3o sem motivo de cidades, vilas ou aldeias ou devasta\u00e7\u00e3o n\u00e3o justificada por necessidade militar;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Decreto 592\/1992 (Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Pol\u00edticos):<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ARTIGO 6 &#8211; 1. O direito \u00e0 vida \u00e9 inerente \u00e0 pessoa humana. Esse direito dever\u00e1 ser protegido pela lei. Ningu\u00e9m poder\u00e1 ser arbitrariamente privado de sua vida.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 4\u00ba A Rep\u00fablica Federativa do Brasil rege-se nas suas rela\u00e7\u00f5es internacionais pelos seguintes princ\u00edpios:<a><\/a><a><\/a><a><\/a><a><\/a>&nbsp;(&#8230;) II &#8211; preval\u00eancia dos direitos humanos<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-2-tais-atos-s-o-imunes\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tais atos s\u00e3o imunes?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o de Estado estrangeiro n\u00e3o alcan\u00e7a atos de imp\u00e9rio ofensivos ao direito internacional da pessoa humana praticados no territ\u00f3rio brasileiro, tais como aqueles que resultem na morte de civis em per\u00edodo de guerra.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o de Estado soberano em raz\u00e3o de ato de imp\u00e9rio tem fonte no direito costumeiro<strong>. Este, ainda que tenha&nbsp;status&nbsp;elevado no direito internacional, nem sempre deve prevalecer<\/strong>. \u00c9 que atos de imp\u00e9rio que resultem na morte de cidad\u00e3os brasileiros n\u00e3o combatentes, ainda que praticados num contexto de guerra, s\u00e3o atos IL\u00cdCITOS, seja por ofenderem as normas que regulamentam os conflitos armados, seja por ignorarem os princ\u00edpios que regem os direitos humanos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ademais, em hip\u00f3teses como essa, devem prevalecer os direitos humanos tal como determina o art. 4\u00ba, II, da CF\/1988, quando se fez a expl\u00edcita op\u00e7\u00e3o normativa por um paradigma novo nas rela\u00e7\u00f5es internacionais, no qual s\u00e3o preponderantes, n\u00e3o mais a soberania dos Estados, mas os seres humanos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso, trata-se de a\u00e7\u00e3o de ressarcimento de danos materiais e morais de autoria de netos ou de vi\u00favas de netos de cidad\u00e3o brasileiro n\u00e3o combatente que morreu em decorr\u00eancia de ataque feito por submarino alem\u00e3o a barco pesqueiro localizado no mar territorial brasileiro, durante a II Guerra Mundial.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-9-2-3-resultado-final\"><a>9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, apreciando o\u00a0Tema 944\u00a0da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para, afastando a imunidade de jurisdi\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federal da Alemanha, anular a senten\u00e7a que extinguiu o processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito. Vencidos os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Luiz Fux (Presidente) e Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:file {\"id\":850155,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/31135728\/stf-1026.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/31135728\/stf-1026.pdf\">stf-1026<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/31135728\/stf-1026.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1026 do STF COMENTADO. Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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