{"id":849587,"date":"2021-08-30T21:38:47","date_gmt":"2021-08-31T00:38:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=849587"},"modified":"2021-08-30T21:38:49","modified_gmt":"2021-08-31T00:38:49","slug":"informativo-stj-705-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-705-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 705 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>E chegouuuu a hora do Informativo n\u00ba 705 do STJ <strong>COMENTADO<\/strong>!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/30213817\/stj-705.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_xiRFLKLnUb8\"><div id=\"lyte_xiRFLKLnUb8\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/xiRFLKLnUb8\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/xiRFLKLnUb8\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/xiRFLKLnUb8\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80817270\"><\/a>DIREITO CIVIL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817271\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gest\u00e3o da heran\u00e7a por terceiros e restri\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do poder familiar pelo genitor sobrevivente<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>O fato de ter sido concedida a gest\u00e3o da heran\u00e7a a terceiro n\u00e3o implica restri\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do poder familiar do genitor sobrevivente para promover a contrata\u00e7\u00e3o de advogado, em nome dos herdeiros menores, a fim de representar os interesses deles no invent\u00e1rio.<\/p>\n<p>REsp 1.566.852-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Rel. Acd. Min. Raul Ara\u00fajo, Quarta Turma, por maioria, julgado em 17\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817272\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Trata-se de recurso especial interposto por dois advogados que firmaram um contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com Vanusa \u2013 em nome dos filhos desta, para represent\u00e1-los no esp\u00f3lio do seu pai.<\/p>\n<p>\u00a0A discuss\u00e3o ent\u00e3o se tornou a (i)legitimidade de Vanusa (genitora) para firmar tal contrato, pois ela n\u00e3o exercia a administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio das crian\u00e7as. A gestora seria a irm\u00e3 do falecido, tendo Vanusa somente a guarda das crian\u00e7as. O juiz de primeira inst\u00e2ncia considerou que Vanusa n\u00e3o poderia, de fato, atuar como atuou.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817273\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817274\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CC\/2002:<\/p>\n<p>Art. 1.691. N\u00e3o podem os pais alienar, ou gravar de \u00f4nus real os im\u00f3veis dos filhos, nem contrair, em nome deles, obriga\u00e7\u00f5es que ultrapassem os limites da simples administra\u00e7\u00e3o, salvo por necessidade ou evidente interesse da prole, mediante pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do juiz.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Podem pleitear a declara\u00e7\u00e3o de nulidade dos atos previstos neste artigo:<\/p>\n<p>I &#8211; os filhos;<\/p>\n<p>II &#8211; os herdeiros;<\/p>\n<p>III &#8211; o representante legal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817275\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pode a genitora sobrevivente contratar advogado para representar os interesses dos filhos menores?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>O art. 1.691 do CC\/2002 disp\u00f5e n\u00e3o poderem os pais &#8220;alienar, ou gravar de \u00f4nus real os im\u00f3veis dos filhos, nem contrair, em nome deles, obriga\u00e7\u00f5es que ultrapassem os limites da simples administra\u00e7\u00e3o, salvo por necessidade ou evidente interesse da prole, mediante pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do juiz&#8221;.<\/p>\n<p>Sobre a quest\u00e3o, o STJ j\u00e1 se pronunciou no sentido de <u>que a contrata\u00e7\u00e3o de advogado por representante de incapaz, para atuar em invent\u00e1rio, como ocorre na presente hip\u00f3tese, configura ato de simples administra\u00e7\u00e3o e independe de autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/u>. A prop\u00f3sito: REsp 1.694.350\/ES, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe de 18\/10\/2018.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese, <u>a m\u00e3e dos menores e \u00fanicos herdeiros contratou advogados para defender os interesses de seus filhos menores e pactuou honor\u00e1rios de 3% sobre o valor real dos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis inventariados<\/u>.<\/p>\n<p>Assim, embora se reconhe\u00e7a mais prudente, sem d\u00favida, a pr\u00e9via obten\u00e7\u00e3o de autoriza\u00e7\u00e3o judicial, tem-se que a atua\u00e7\u00e3o da genitora ao constituir advogados para defesa dos interesses patrimoniais de seus filhos configura exerc\u00edcio do poder familiar, compat\u00edvel com o conceito de ato de simples administra\u00e7\u00e3o, que pode prescindir da autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n<p>Com efeito, estando aberta a sucess\u00e3o do genitor dos menores, herdeiros leg\u00edtimos e testament\u00e1rios do morto, n\u00e3o poderiam os sucessores deixar de comparecer nos autos respectivos. E, para faz\u00ea-lo, necessitavam da constitui\u00e7\u00e3o de patronos judiciais. A constitui\u00e7\u00e3o v\u00e1lida de advogado para os filhos, passava necessariamente pela pessoa da \u00fanica leg\u00edtima representante dos menores, sua genitora.<\/p>\n<p>Ademais<strong>, n\u00e3o se tem nos autos informa\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de conflito de interesses entre os filhos menores e a m\u00e3e,<\/strong> de modo que \u00e9 devido presumir-se tenha a genitora exercido o poder familiar no proveito, interesse e prote\u00e7\u00e3o de sua prole.<\/p>\n<p>Deve-se se considerar, inclusive, a prov\u00e1vel hip\u00f3tese de a genitora dos menores herdeiros e a inventariante, testamenteira e administradora dos bens deixados pelo pai dos menores, n\u00e3o se acreditarem mutuamente, nem se relacionarem bem a pondo de nutrirem confian\u00e7a rec\u00edproca.<\/p>\n<p>Em tal contexto, de sentimento antag\u00f4nico, de m\u00fatua desconfian\u00e7a e inseguran\u00e7a, entre a genitora e a administradora dos bens, havia suficiente motiva\u00e7\u00e3o a justificar a contrata\u00e7\u00e3o, pela m\u00e3e em favor dos filhos, de advogados que pudessem acompanhar a adequada condu\u00e7\u00e3o do invent\u00e1rio e a correta administra\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio dos bens deixados por morte do genitor dos menores, verificando a exist\u00eancia de eventual conflito com os interesses dos herdeiros.<\/p>\n<p>Com isso, <strong>afasta-se a nulidade do contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os advocat\u00edcios, em raz\u00e3o de v\u00edcio formal<\/strong>, quer decorrente de aus\u00eancia de legitimidade da m\u00e3e para representar os filhos menores na contrata\u00e7\u00e3o, quer em raz\u00e3o de falta de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial ou mesmo de outra formalidade inerente ao ato.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, noutro aspecto, n\u00e3o se pode reconhecer, de imediato, a plena validade de todo o conte\u00fado material da contrata\u00e7\u00e3o, a ponto de se lhe certificar os atributos de liquidez, certeza e exigibilidade em face dos menores contratantes, antes do exame desses aspectos substanciais pelo \u00f3rg\u00e3o ministerial, atuando no interesse dos menores, m\u00e1xime quando h\u00e1 questionamento acerca do valor do ajuste.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817276\"><\/a>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O fato de ter sido concedida a gest\u00e3o da heran\u00e7a a terceiro n\u00e3o implica restri\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio do poder familiar do genitor sobrevivente para promover a contrata\u00e7\u00e3o de advogado, em nome dos herdeiros menores, a fim de representar os interesses deles no invent\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817277\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Termo inicial dos juros de mora quando da inexist\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o do cheque para compensa\u00e7\u00e3o ao banco sacado<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Inexistindo apresenta\u00e7\u00e3o do cheque para a compensa\u00e7\u00e3o ao banco sacado, os juros de mora devem incidir a partir do primeiro ato do benefici\u00e1rio tendente \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito estampado na c\u00e1rtula, o que pode se dar pelo protesto, notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial ou pela cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>REsp 1.768.022-MG, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 17\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817278\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Geraldo ajuizou a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria contra o esp\u00f3lio de Walter, na qual alegou ser credor de cheque de alto valor. Pleiteou a cita\u00e7\u00e3o do demandado para pagar o valor atualizado do d\u00e9bito, no prazo de 15 dias e, se n\u00e3o efetuada a quita\u00e7\u00e3o, a constitui\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo executivo. Ocorre que o cheque em quest\u00e3o jamais chegou a ser apresentado ao banco sacado.<\/p>\n<p>Durante o tr\u00e2mite processual, a quest\u00e3o chegou ao STJ para decidir acerca do termo inicial dos juros de mora devidos. Em s\u00edntese, devedor alega que os juros devem incidir a partir do primeiro momento no qual constitu\u00eddo em mora o devedor, qual seja, o ato de cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817279\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817280\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n. 7.357\/1985:<\/p>\n<p>Art . 52 portador pode exigir do demandado:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>II &#8211; os juros legais desde o dia da apresenta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/15:<\/p>\n<p>Art. 240. A cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, ainda quando ordenada por ju\u00edzo incompetente, induz litispend\u00eancia, torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei n\u00ba 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C\u00f3digo Civil) .<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba A interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o, operada pelo despacho que ordena a cita\u00e7\u00e3o, ainda que proferido por ju\u00edzo incompetente, retroagir\u00e1 \u00e0 data de propositura da a\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>2\u00ba Incumbe ao autor adotar, no prazo de 10 (dez) dias, as provid\u00eancias necess\u00e1rias para viabilizar a cita\u00e7\u00e3o, sob pena de n\u00e3o se aplicar o disposto no \u00a7 1\u00ba.<\/li>\n<li>3\u00ba A parte n\u00e3o ser\u00e1 prejudicada pela demora imput\u00e1vel exclusivamente ao servi\u00e7o judici\u00e1rio.<\/li>\n<li>4\u00ba O efeito retroativo a que se refere o \u00a7 1\u00ba aplica-se \u00e0 decad\u00eancia e aos demais prazos extintivos previstos em lei<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817281\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual \u00e9 o termo inicial dos juros quando da n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o do cheque ao banco sacado?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>A<\/strong><strong> partir do primeiro ato do benefici\u00e1rio tendente \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito estampado na c\u00e1rtula!!!<\/strong><\/p>\n<p>O STJ, no julgamento do Recurso Repetitivo 1.556.834\/SP sedimentou o seguinte entendimento: &#8220;<u>Em qualquer a\u00e7\u00e3o utilizada pelo portador para cobran\u00e7a de cheque, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria incide a partir da data de emiss\u00e3o estampada na c\u00e1rtula, e os juros de mora a contar da primeira apresenta\u00e7\u00e3o \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira sacada ou c\u00e2mara de compensa\u00e7\u00e3o<\/u>.&#8221; (REsp 1556834\/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, DJe 10\/08\/2016).<\/p>\n<p>Assim, consoante se extrai do referido julgado, o termo inicial dos juros de mora depende da apresenta\u00e7\u00e3o da c\u00e1rtula \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira sacada, o que vai ao encontro do disposto no art. 52, inciso II, da Lei n. 7.357\/1985, que disp\u00f5e sobre o cheque e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p>Na hip\u00f3tese analisada, contudo, <strong>n\u00e3o houve apresenta\u00e7\u00e3o do cheque ao banco sacado<\/strong>, ou tampouco a ado\u00e7\u00e3o de qualquer provid\u00eancia no sentido da cobran\u00e7a da d\u00edvida.<\/p>\n<p><u>A apresenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o constitui requisito intr\u00ednseco para que se possa cobrar do emitente a d\u00edvida inserta na c\u00e1rtula, por\u00e9m, nos termos da lei de reg\u00eancia, se efetivada a apresenta\u00e7\u00e3o para pagamento ao banco sacado, os juros morat\u00f3rios t\u00eam incid\u00eancia a partir da referida data<\/u> nos termos do artigo 52, inciso II da Lei n. 7357\/1985. O ponto nodal \u00e9 se quando n\u00e3o realizado tal procedimento &#8211; apresenta\u00e7\u00e3o &#8211; os encargos morat\u00f3rios incidentes ficariam protra\u00eddos para termo futuro ou retroagiriam para a data do vencimento da d\u00edvida ou da assinatura do t\u00edtulo.<\/p>\n<p>O valor estampado na c\u00e1rtula constitui d\u00edvida l\u00edquida e com vencimento certo, o que, em princ\u00edpio poderia atrair a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 397 do C\u00f3digo Civil de 2002, antigo 960 do diploma civilista revogado, considerando-se em mora o devedor desde o vencimento. Tal compreens\u00e3o, em princ\u00edpio, e sem que se fizesse o devido <em>distinguishing<\/em>, viria ao encontro do entendimento sedimentado no \u00e2mbito da Corte Especial segundo o qual a circunst\u00e2ncia da d\u00edvida ter sido cobrada por meio de a\u00e7\u00e3o monit\u00f3ria n\u00e3o interfere na data de in\u00edcio da flu\u00eancia dos juros de mora, a qual recairia no dia do vencimento, conforme estabelecido pela rela\u00e7\u00e3o de direito material.<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e9 imprescind\u00edvel mencionar que essa assertiva, contrasta com o disposto no art. 52, inciso II, da Lei n. 7357\/1985 &#8211; regra especial atinente ao t\u00edtulo de cr\u00e9dito ora objeto de an\u00e1lise &#8211; e n\u00e3o observa o instituto <em>duty to mitigate the loss.<\/em><\/p>\n<p>Com efeito, a in\u00e9rcia do credor jamais pode ser premiada, motivo pelo qual o termo inicial dos juros de mora deve levar em conta um ato concreto do interessado tendente a satisfazer o seu cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 referido, a Lei do Cheque (Lei n. 7.357\/1985) possui regra expressa que disciplina os juros relacionados com a cobran\u00e7a de cr\u00e9dito estampado neste t\u00edtulo. Segundo o referido texto legal, os juros de mora devem ser contados desde a data da primeira apresenta\u00e7\u00e3o do cheque pelo portador \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira, conforme previsto no art. 52, inciso II.<\/p>\n<p>Por for\u00e7a do disposto no normativo acima mencionado, a obriga\u00e7\u00e3o decorrente do cheque, a despeito de ser uma forma de pagamento \u00e0 vista, ganha os contornos da mora <em>ex persona<\/em>, em virtude de ser um t\u00edtulo cuja rela\u00e7\u00e3o cambi\u00e1ria \u00e9 tripartite &#8211; emitente (sacador): aquele que d\u00e1 a ordem de pagamento; sacado: aquele que recebe a ordem de pagamento (o banco) e benefici\u00e1rio (tomador, portador): \u00e9 o favorecido da ordem de pagamento, ou seja, aquele que tem o direito de receber o valor escrito no cheque, n\u00e3o bastando para a configura\u00e7\u00e3o da mora o decurso do prazo estampado para o vencimento do t\u00edtulo, por constituir ordem para que terceiro (banco sacado) realize o pagamento da quantia na c\u00e1rtula, ou seja, demanda, por este motivo, uma atua\u00e7\u00e3o comissiva do credor.<\/p>\n<p>A Corte Especial, em recent\u00edssimo pronunciamento (EAREsp 502.132\/RS, Rel. Ministro Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, DJe 03\/08\/2021), procurou elucidar a quest\u00e3o envolvendo a mora do devedor, oportunidade na qual concluiu que &#8220;<em>n\u00e3o \u00e9 o meio judicial de cobran\u00e7a da d\u00edvida que define o termo inicial dos juros morat\u00f3rios nas rela\u00e7\u00f5es contratuais, mas sim a natureza da obriga\u00e7\u00e3o ou a determina\u00e7\u00e3o legal de que haja interpela\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial para a formal constitui\u00e7\u00e3o do devedor em mora<\/em>&#8220;. Acrescentou, ainda, &#8220;<em>que a mora do devedor pode se configurar de distintas formas, de acordo com a natureza da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-material estabelecida entre as partes ou conforme exig\u00eancia legal<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Nesse contexto, em conson\u00e2ncia ao entendimento firmado no Recurso Repetitivo 1.556.834\/SP, no novo pronunciamento da Corte Especial (EAREsp 502.132\/RS), com base no regramento especial da Lei n. 7.357\/1985, a melhor interpreta\u00e7\u00e3o a ser dada quando o cheque n\u00e3o for apresentado \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira sacada para a respectiva compensa\u00e7\u00e3o, \u00e9 aquela que reconhece o termo inicial dos juros de mora a partir do primeiro ato do credor no sentido de satisfazer o seu cr\u00e9dito, o que pode se dar pela apresenta\u00e7\u00e3o, protesto, notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial, ou, como no caso concreto, pela cita\u00e7\u00e3o (art. 219 do CPC\/73 correspondente ao art. 240 do CPC\/15).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"271\">\n<p><strong>CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"286\">\n<p><strong>JUROS DE MORA<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"271\">\n<p><strong>Data da EMISS\u00c3O estampada na c\u00e1rtula<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"286\">\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o ao BANCO ou, na falta, do primeiro ato de COBRAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817282\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Inexistindo apresenta\u00e7\u00e3o do cheque para a compensa\u00e7\u00e3o ao banco sacado, os juros de mora devem incidir a partir do primeiro ato do benefici\u00e1rio tendente \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito estampado na c\u00e1rtula, o que pode se dar pelo protesto, notifica\u00e7\u00e3o extrajudicial ou pela cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80817283\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817284\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Abrang\u00eancia do recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>O recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, n\u00e3o precisando limitar-se aos pressupostos de admissibilidade da rescis\u00f3ria.<\/p>\n<p>EREsp 1.434.604-PR, Rel. Min. Raul Ara\u00fajo, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 18\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817285\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No julgamento de determinado Recurso Especial, foi inicialmente decidido pelo STJ que \u201cO recurso especial em sede de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria deve limitar-se aos pressupostos dessa a\u00e7\u00e3o e n\u00e3o atacar o pr\u00f3prio m\u00e9rito, n\u00e3o sendo caso de reexame do julgado rescindendo.\u201d<\/p>\n<p>Inconformada, a parte interp\u00f4s embargos nos quais sustentou que seria desnecess\u00e1rio o revolvimento f\u00e1tico para perceber a ilegitimidade ativa da Uni\u00e3o e a ilegalidade da decis\u00e3o embasada em normativa expressamente revogada.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817286\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817287\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC de 2015:<\/p>\n<p>Art. 966. A decis\u00e3o de m\u00e9rito, transitada em julgado, pode ser rescindida quando:<\/p>\n<p>V &#8211; violar manifestamente norma jur\u00eddica;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817288\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Inicialmente, anota-se que no ac\u00f3rd\u00e3o <u>embargado concluiu-se pelo n\u00e3o cabimento do recurso especial interposto em sede de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, com base no art. 485, V, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, porque n\u00e3o se limitara aos seus pressupostos de admissibilidade, impugnando, assim, diretamente o m\u00e9rito do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo.<\/u><\/p>\n<p>O aresto paradigma da Corte Especial, diversamente do aresto embargado, considerou que <strong>\u00e9 vi\u00e1vel recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o proferido em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, baseada no art. 485, V, do CPC\/1973, que se insurge contra os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O entendimento do ac\u00f3rd\u00e3o paradigma mostra-se correto<\/strong>, especialmente quando relacionado ao disposto no art. 485, V, do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973 (atualmente art. 966, V, do CPC de 2015), pois se h\u00e1 alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, o m\u00e9rito do recurso especial se confunde com os pr\u00f3prios fundamentos para a propositura da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, autorizando o STJ a examinar tamb\u00e9m o ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo.<\/p>\n<p>\u00c9 de se concluir, portanto, que, em rela\u00e7\u00e3o a a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias ajuizadas com base no art. 485, V, do CPC de 1973, o recurso especial poder\u00e1 ultrapassar os pressupostos da a\u00e7\u00e3o e chegar ao exame do seu m\u00e9rito.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817289\"><\/a>3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O recurso especial interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o em a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode atacar diretamente os fundamentos do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, n\u00e3o precisando limitar-se aos pressupostos de admissibilidade da rescis\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817290\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabimento do agravo de instrumento para impugnar decis\u00e3o que define a compet\u00eancia<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 cab\u00edvel agravo de instrumento para impugnar decis\u00e3o que define a compet\u00eancia.<\/p>\n<p>EREsp 1.730.436-SP, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 18\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817291\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria c.c. repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio foi interposto agravo de instrumento contra a decis\u00e3o que declinou a compet\u00eancia da Vara C\u00edvel e determinou a redistribui\u00e7\u00e3o dos autos para o Juizado Especial.<\/p>\n<p>Ocorre que o Tribunal de Justi\u00e7a local n\u00e3o conheceu do agravo, uma vez que a decis\u00e3o questionada n\u00e3o integra o rol de possibilidades previstas no art. 1.015 do CPC. Inconformada, a parte prejudicada interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alega que tal mat\u00e9ria (compet\u00eancia) est\u00e1 ligada diretamente com o m\u00e9rito da demanda e por isso se enquadra na previs\u00e3o legal do inciso II do artigo 1.015 do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817292\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817293\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem sobre:<\/p>\n<p>I &#8211; tutelas provis\u00f3rias;<\/p>\n<p>II &#8211; m\u00e9rito do processo;<\/p>\n<p>III &#8211; rejei\u00e7\u00e3o da alega\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o de arbitragem;<\/p>\n<p>IV &#8211; incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica;<\/p>\n<p>V &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de gratuidade da justi\u00e7a ou acolhimento do pedido de sua revoga\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>VI &#8211; exibi\u00e7\u00e3o ou posse de documento ou coisa;<\/p>\n<p>VII &#8211; exclus\u00e3o de litisconsorte;<\/p>\n<p>VIII &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de limita\u00e7\u00e3o do litiscons\u00f3rcio;<\/p>\n<p>IX &#8211; admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;<\/p>\n<p>X &#8211; concess\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo aos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>XI &#8211; redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova nos termos do\u00a0art. 373, \u00a7 1\u00ba\u00a0;<\/p>\n<p>XII &#8211; (VETADO);<\/p>\n<p>XIII &#8211; outros casos expressamente referidos em lei.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Tamb\u00e9m caber\u00e1 agravo de instrumento contra decis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de cumprimento de senten\u00e7a, no processo de execu\u00e7\u00e3o e no processo de invent\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817294\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cab\u00edvel o agravo de instrumento?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n<p>Na origem, o Tribunal a quo n\u00e3o conheceu do agravo de instrumento, ao entendimento de que <u>&#8220;n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o manejo de agravo de instrumento contra decis\u00e3o que declina compet\u00eancia, uma vez que n\u00e3o prevista esta hip\u00f3tese no rol taxativo do art. 1.015 do C\u00f3digo de Processo Civil<\/u>&#8220;.<\/p>\n<p>Por seu turno, no julgamento do recurso especial, a Segunda Turma consignou, <em>in verbis<\/em>: &#8220;<u>A interpreta\u00e7\u00e3o do art. 1.015 do CPC\/2015 deve ser, em regra, restritiva, n\u00e3o sendo poss\u00edvel o alargamento das hip\u00f3teses para contemplar situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas taxativamente na lista estabelecida para o cabimento do Agravo de Instrumento; 5. As decis\u00f5es relativas \u00e0 compet\u00eancia, tem\u00e1tica discutida nos presentes autos, est\u00e3o fora do rol taxativo do art. 1.015 do CPC\/2015, n\u00e3o se enquadrando nas hip\u00f3teses dos incisos II e XIII<\/u>. [&#8230;]&#8221;.<\/p>\n<p>Ao rev\u00e9s, no ac\u00f3rd\u00e3o paradigma, ficou consignado que &#8220;A decis\u00e3o que define a compet\u00eancia relativa ou absoluta \u00e9 semelhante \u00e0 decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que versa sobre rejei\u00e7\u00e3o da alega\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o de arbitragem, prevista no art. 1.015, III, do CPC\/2015 (porquanto visa afastar o ju\u00edzo incompetente para a causa) e, como tal, merece tratamento ison\u00f4mico a autorizar o cabimento do agravo de instrumento.&#8221; (AgInt nos EDcl no REsp 1.731.330\/CE, Rel. Ministro L\u00e1zaro Guimar\u00e3es &#8211; Desembargador Convocado do TRF da 5.\u00aa Regi\u00e3o, Quarta Turma, DJe 27\/08\/2018).<\/p>\n<p>Como se v\u00ea, <strong>h\u00e1 patente dissid\u00eancia entre as teses jur\u00eddicas adotadas no ac\u00f3rd\u00e3o embargado e no paradigma, acerca da possibilidade em se recorrer de decis\u00e3o que define compet\u00eancia por meio de agravo de instrumento<\/strong>.<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito, a controv\u00e9rsia foi objeto de julgamento desta Corte, sob o Rito dos Repetitivos, que adotou entendimento contr\u00e1rio ao esposado no ac\u00f3rd\u00e3o embargado: &#8220;Assim, nos termos do art. 1.036 e seguintes do CPC\/2015, fixa-se a seguinte tese jur\u00eddica: <u>&#8220;O rol do art. 1.015 do CPC \u00e9 de taxatividade mitigada, por isso admite a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento quando verificada a urg\u00eancia decorrente da inutilidade do julgamento da quest\u00e3o no recurso de apela\u00e7\u00e3o<\/u>.&#8221; (REsp 1.704.520\/MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Corte Especial, DJe 19\/12\/2018).<\/p>\n<p>Por fim, conclui-se ser cab\u00edvel a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento para impugnar decis\u00e3o que define a compet\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817295\"><\/a>4.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 cab\u00edvel agravo de instrumento para impugnar decis\u00e3o que define a compet\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817296\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dispensa do quinto julgador e ofensa ao art. 942 do CPC\/15<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Constitui ofensa ao art. 942 do CPC\/2015 a dispensa do quinto julgador, integrante necess\u00e1rio do qu\u00f3rum ampliado, sob o argumento de que j\u00e1 teria sido atingida a maioria sem possibilidade de invers\u00e3o do resultado.<\/p>\n<p>REsp 1.890.473-MS, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/08\/2021, DJe 20\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817297\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em uma a\u00e7\u00e3o de reconhecimento de maternidade socioafetiva, o julgamento da apela\u00e7\u00e3o se deu com a convoca\u00e7\u00e3o de apenas mais um desembargador, em vez de dois, o que al\u00e9m de ferir a norma legal, teria inviabilizado a sustenta\u00e7\u00e3o oral de uma das partes.<\/p>\n<p>Inconformada, a parte prejudicada interp\u00f4s recurso especial alegando da nulidade do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817298\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817299\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 942. Quando o resultado da apela\u00e7\u00e3o for n\u00e3o un\u00e2nime, o julgamento ter\u00e1 prosseguimento em sess\u00e3o a ser designada com a presen\u00e7a de outros julgadores, que ser\u00e3o convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em n\u00famero suficiente para garantir a possibilidade de invers\u00e3o do resultado inicial, assegurado \u00e0s partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas raz\u00f5es perante os novos julgadores.<\/p>\n<ul>\n<li>2\u00ba Os julgadores que j\u00e1 tiverem votado poder\u00e3o rever seus votos por ocasi\u00e3o do prosseguimento do julgamento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817300\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A falta do quinto julgador justifica a nulidade do ac\u00f3rd\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!<\/strong><\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado previu a inclus\u00e3o de julgadores adicionais, conforme disp\u00f5e o art. 942 do CPC\/2015, <u>&#8220;em n\u00famero suficiente para garantir a possibilidade de invers\u00e3o do resultado inicial, assegurado \u00e0s partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas raz\u00f5es perante os novos julgadores<\/u>&#8220;.<\/p>\n<p>A doutrina descreve que o qu\u00f3rum ampliado ser\u00e1 composto, <strong>pelo menos, por 3 (tr\u00eas) membros do \u00f3rg\u00e3o colegiado mais &#8211; no m\u00ednimo &#8211; 2 (dois) julgadores<\/strong> convocados segundo as regras do regimento interno do tribunal.<\/p>\n<p>O fundamento da mencionada composi\u00e7\u00e3o do colegiado ampliado est\u00e1 relacionado n\u00e3o s\u00f3 com o respeito ao princ\u00edpio do ju\u00edzo natural, mas tamb\u00e9m com a possibilidade de, com a inclus\u00e3o de 2 (dois) e n\u00e3o apenas 1 (um) desembargador, maximizar e aprofundar as discuss\u00f5es jur\u00eddicas ou f\u00e1ticas a respeito da diverg\u00eancia ent\u00e3o instaurada, possibilitando, para tanto, inclusive, nova sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n<p>Isso porque a t\u00e9cnica do julgamento tem como inten\u00e7\u00e3o privilegiar, sobretudo, o debate ampliado de ideias, com o refor\u00e7o do &#8220;contradit\u00f3rio, assegurando \u00e0s partes o direito de influ\u00eancia para que possam ter a chance de participar do convencimento dos julgadores que ainda n\u00e3o conhecem o caso&#8221;.<\/p>\n<p>Diante dessa caracter\u00edstica, mostra-se de todo insuficiente reduzir a aludida t\u00e9cnica a uma mera busca pela maioria de votos, como concebido pelo ac\u00f3rd\u00e3o recorrido. Com tal postura, <u>a Corte estadual desatende a proposta de amplia\u00e7\u00e3o dos debates em sua inteireza, bem como torna ineficaz o disposto no \u00a7 2\u00ba do art. 942 do CPC\/2015 que autorizou expressamente que &#8220;os julgadores que j\u00e1 tiverem votado poder\u00e3o rever seus votos por ocasi\u00e3o do prosseguimento do julgamento<\/u>&#8220;.<\/p>\n<p>Com base nessa previs\u00e3o legal, ali\u00e1s, <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel presumir, como feito pela Corte de origem, que o quinto julgador n\u00e3o teria nenhuma influ\u00eancia sobre o resultado final do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/strong> Tal equivocada conclus\u00e3o contraria frontalmente a proposta da t\u00e9cnica ampliada.<\/p>\n<p>Por esses motivos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel admitir a dispensa do quinto julgador, integrante necess\u00e1rio da composi\u00e7\u00e3o do qu\u00f3rum ampliado do art. 942 do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, sob o argumento de que, com o voto do quarto desembargador, j\u00e1 teria sido atingida a maioria sem possibilidade de invers\u00e3o do resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817301\"><\/a>5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Constitui ofensa ao art. 942 do CPC\/2015 a dispensa do quinto julgador, integrante necess\u00e1rio do qu\u00f3rum ampliado, sob o argumento de que j\u00e1 teria sido atingida a maioria sem possibilidade de invers\u00e3o do resultado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817302\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (Des)Necessidade de instaura\u00e7\u00e3o do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica para efetuar a penhora de bens pertencentes a empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI), por d\u00edvidas do empres\u00e1rio que a constituiu<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>Para penhorar bens pertencentes a empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI), por d\u00edvidas do empres\u00e1rio que a constituiu, \u00e9 imprescind\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica de que tratam os arts. 133 e seguintes do CPC\/2015, de modo a permitir a inclus\u00e3o do novo sujeito no processo atingido em seu patrim\u00f4nio em decorr\u00eancia da medida.<\/p>\n<p>REsp 1.874.256-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 17\/08\/2021, DJe 19\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817303\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Banco XYZ ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial em face de Gabinete Projetos (devedora principal) e de seu avalista An\u00edbal. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada diante do inadimplemento de uma das parcelas de um financiamento contratado. No entanto, as tentativas de localizar bens penhor\u00e1veis da devedora restaram infrut\u00edferas.<\/p>\n<p>O banco ent\u00e3o requereu a penhora de bens pertencentes \u00e0 empresa AYZ &#8211; EIRELI, argumentando que ela foi constitu\u00edda em pelo executado An\u00edbal, tamb\u00e9m para o exerc\u00edcio de atividades relacionadas \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de engenharia e arquitetura.<\/p>\n<p>O juiz de primeiro grau indeferiu o pedido e concedeu prazo para o banco requerer o incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o de personalidade jur\u00eddica, mas, agravo de instrumento, o Tribunal de Justi\u00e7a local deferiu a penhora dos bens da empresa do avalista.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817304\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817305\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CC\/2002:<\/p>\n<p>Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada ser\u00e1 constitu\u00edda por uma \u00fanica pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que n\u00e3o ser\u00e1 inferior a 100 (cem) vezes o maior sal\u00e1rio-m\u00ednimo vigente no Pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>7\u00ba \u00a0Somente o patrim\u00f4nio social da empresa responder\u00e1 pelas d\u00edvidas da empresa individual de responsabilidade limitada, hip\u00f3tese em que n\u00e3o se confundir\u00e1, em qualquer situa\u00e7\u00e3o, com o patrim\u00f4nio do titular que a constitui, ressalvados os casos de fraude<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817306\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Necess\u00e1rio o IDPJ da EIRELI?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Sim sinh\u00f4 (e sinh\u00e1)!!!<\/strong><\/p>\n<p>A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada &#8211; EIRELI foi introduzida no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio pela Lei n. 12.441\/2011, com <strong>vistas a sanar antiga lacuna legal quanto \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do risco patrimonial no exerc\u00edcio individual da empresa.<\/strong><\/p>\n<p>Importa destacar que o fundamento e efeito \u00faltimo da constitui\u00e7\u00e3o da EIRELI \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio &#8211; e naturalmente, da responsabilidade &#8211; entre a pessoa jur\u00eddica e a pessoa natural que lhe titulariza. Uma vez constitu\u00edda a EIRELI, por meio do registro de seu ato constitutivo na Junta Comercial, n\u00e3o mais entrela\u00e7adas estar\u00e3o as esferas patrimoniais da empresa e do empres\u00e1rio, como explicitamente prescreve o art. 980-A, \u00a7 7\u00ba, do CC\/2002.<\/p>\n<p>Assim<u>, na hip\u00f3tese de ind\u00edcios de abuso da autonomia patrimonial<\/u>, a personalidade jur\u00eddica da EIRELI pode ser desconsiderada, de modo a atingir os bens particulares do empres\u00e1rio individual para a satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas contra\u00eddas pela pessoa jur\u00eddica. Tamb\u00e9m se admite a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica de maneira INVERSA, quando se constatar a utiliza\u00e7\u00e3o abusiva, pelo empres\u00e1rio individual, da blindagem patrimonial conferida \u00e0 EIRELI, como forma de ocultar seus bens pessoais.<\/p>\n<p>Em uma ou em outra situa\u00e7\u00e3o, todavia, \u00e9 imprescind\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica de que tratam os arts. 133 e seguintes do CPC\/2015, de modo a permitir a inclus\u00e3o do novo sujeito no processo &#8211; o empres\u00e1rio individual ou a EIRELI -, atingido em seu patrim\u00f4nio em decorr\u00eancia da medida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817307\"><\/a>6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para penhorar bens pertencentes a empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI), por d\u00edvidas do empres\u00e1rio que a constituiu, \u00e9 imprescind\u00edvel a instaura\u00e7\u00e3o do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica de que tratam os arts. 133 e seguintes do CPC\/2015, de modo a permitir a inclus\u00e3o do novo sujeito no processo atingido em seu patrim\u00f4nio em decorr\u00eancia da medida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80817308\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80817309\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabimento da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios por d\u00e9bito quitado ap\u00f3s ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal e antes da cita\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o cabe a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios por d\u00e9bito quitado ap\u00f3s ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal e antes da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>REsp 1.927.469-PE, Rel. Min. Og Fernandes, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 10\/08\/2021. (Info 705)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817310\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Trata-se de Recurso Especial no qual se discute a possibilidade cabimento da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios por <strong>d\u00e9bito quitado ap\u00f3s ajuizamento<\/strong> da execu\u00e7\u00e3o fiscal e <u>antes da cita\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80817311\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817312\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n<ul>\n<li>10. Nos casos de perda do objeto, os honor\u00e1rios ser\u00e3o devidos por quem deu causa ao processo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0Art. 312. Considera-se proposta a a\u00e7\u00e3o quando a peti\u00e7\u00e3o inicial for protocolada, todavia, a propositura da a\u00e7\u00e3o s\u00f3 produz quanto ao r\u00e9u os efeitos mencionados no\u00a0art. 240\u00a0depois que for validamente citado.<\/p>\n<p>Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio deste C\u00f3digo ou de lei.<\/p>\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Decreto-lei 1025\/69:<\/p>\n<p>\u00a0Art 1\u00ba \u00c9 declarada extinta a participa\u00e7\u00e3o de servidores p\u00fablicos na cobran\u00e7a da D\u00edvida da Uni\u00e3o, a que se referem os\u00a0artigos 21 da Lei n\u00ba 4.439, de 27 de outubro de 1964,\u00a0e\u00a01\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 5.421, de 25 de abril de 1968, passando a taxa, no total de 20% (vinte por cento), paga pelo executado, a ser recolhida aos cofres p\u00fablicos, como renda da Uni\u00e3o<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817313\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabe a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>O <em>caput <\/em>do art. 85 do CPC\/2015 fixa o crit\u00e9rio da sucumb\u00eancia como a regra matriz da fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios. O \u00a7 10 estabelece o crit\u00e9rio da causalidade como complemento \u00e0 sucumb\u00eancia.<\/p>\n<p><u>Pelo crit\u00e9rio da sucumb\u00eancia, a parte vencida deve pagar honor\u00e1rios \u00e0 parte vencedora.<\/u> O par\u00e1grafo primeiro deve ser lido em conson\u00e2ncia com o <em>caput<\/em>. <u>Ele tem o cond\u00e3o de destacar que os honor\u00e1rios n\u00e3o s\u00e3o devidos apenas no processo de conhecimento natural, mas s\u00e3o tamb\u00e9m devidos na reconven\u00e7\u00e3o, no cumprimento de senten\u00e7a, na execu\u00e7\u00e3o e nos recursos.<\/u><\/p>\n<p>Quando o par\u00e1grafo primeiro afirma que os honor\u00e1rios s\u00e3o devidos para a execu\u00e7\u00e3o resistida ou n\u00e3o resistida, quer dizer, em verdade, que, quando existe a forma\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica processual entre exequente e executado, independentemente de apresenta\u00e7\u00e3o de defesa em autos pr\u00f3prios ou apartados, existe a incid\u00eancia honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o decorre n\u00e3o s\u00f3 da leitura do par\u00e1grafo primeiro em conson\u00e2ncia com o <em>caput <\/em>do art. 85, mas tamb\u00e9m pela leitura do art. 312 do CPC. Esse dispositivo prev\u00ea que a propositura da demanda s\u00f3 produz efeitos para o polo passivo na cita\u00e7\u00e3o. Essa previs\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel ao processo de execu\u00e7\u00e3o por for\u00e7a do disposto no par\u00e1grafo \u00fanico, do art. 318 do CPC, o qual preconiza que o procedimento comum aplica-se subsidiariamente aos demais procedimentos especiais e ao processo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, verifica-se que a sucumb\u00eancia n\u00e3o poderia recair sobre a parte executada se o pagamento ocorreu em momento anterior \u00e0 cita\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os efeitos da demanda n\u00e3o a alcan\u00e7am.<\/p>\n<p>Evidentemente, a causalidade impede que a Fazenda P\u00fablica seja condenada em honor\u00e1rios pelo pagamento anterior \u00e0 cita\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s o ajuizamento. Ela teria o cond\u00e3o, neste caso, de afastar a responsabilidade pelo pagamento da verba, uma vez que, no momento da propositura da demanda, o d\u00e9bito inscrito estava ativo.<\/p>\n<p>Registre-se, por fim, tratar o caso concreto de execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada pela Fazenda P\u00fablica Municipal, na qual n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de encargos da d\u00edvida ativa de forma autom\u00e1tica, hip\u00f3tese diversa da Fazenda P\u00fablica Federal, em que o art. 1\u00ba do Decreto-lei 1025\/69 prev\u00ea a cobran\u00e7a de 20% (vinte por cento) sobre o valor do cr\u00e9dito, montante esse que substitui a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80817314\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o cabe a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios por d\u00e9bito quitado ap\u00f3s ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal e antes da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":849591,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/30213817\/stj-705.pdf\",\"displayPreview\":true} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/30213817\/stj-705.pdf\">stj-705<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/30213817\/stj-705.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegouuuu a hora do Informativo n\u00ba 705 do STJ COMENTADO! 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