{"id":844052,"date":"2021-08-24T10:36:41","date_gmt":"2021-08-24T13:36:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=844052"},"modified":"2021-08-24T10:36:42","modified_gmt":"2021-08-24T13:36:42","slug":"informativo-stf-1025-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1025-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1025 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>De volta e agora para o informativo n\u00ba 1025 do STF <strong>COMENTADO. <\/strong>Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/24103424\/stf-1025.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_u_oWF4Wz3tU\"><div id=\"lyte_u_oWF4Wz3tU\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/u_oWF4Wz3tU\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/u_oWF4Wz3tU\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/u_oWF4Wz3tU\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80365552\"><\/a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365553\"><\/a>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Obrigatoriedade de instala\u00e7\u00e3o de hidr\u00f4metros individuais em edif\u00edcios e condom\u00ednios: compet\u00eancia legislativa municipal<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>Compete aos munic\u00edpios legislar sobre a obrigatoriedade de instala\u00e7\u00e3o de hidr\u00f4metros individuais nos edif\u00edcios e condom\u00ednios, em raz\u00e3o do preponderante interesse local envolvido.<\/p>\n<p>RE 738481\/SE, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365554\"><\/a>1.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei municipal de Aracaju (SE) determina a obrigatoriedade de instala\u00e7\u00e3o de hidr\u00f4metros individuais nos edif\u00edcios e condom\u00ednios constru\u00eddos na cidade. O TRF-5 considerou que tal exig\u00eancia \u00e9 mat\u00e9ria de compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n<p>No recurso, a DPU aponta ofensa ao artigo 30, incisos I e V, da CF. Alega que o controle de consumo individual de \u00e1gua \u00e9 de interesse do munic\u00edpio e do <u>consumidor<\/u>, n\u00e3o interferindo na compet\u00eancia atribu\u00edda \u00e0 Uni\u00e3o pelos artigos 21, inciso XII e artigo 22, inciso IV da Constitui\u00e7\u00e3o. A compet\u00eancia legislativa municipal deveria se fixar em prol do amplo interesse de seus cidad\u00e3os e do ambiente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365555\"><\/a>1.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365556\"><\/a>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 30. Compete aos Munic\u00edpios: I &#8211; legislar sobre assuntos de interesse local; (&#8230;) V &#8211; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concess\u00e3o ou permiss\u00e3o, os servi\u00e7os p\u00fablicos de interesse local, inclu\u00eddo o de transporte coletivo, que tem car\u00e1ter essencial;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365557\"><\/a>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trata-se de compet\u00eancia dos Munic\u00edpios?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!!<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 constitucional lei municipal que disponha sobre a obrigatoriedade de instala\u00e7\u00e3o de hidr\u00f4metros individuais em edif\u00edcios e condom\u00ednios.<\/p>\n<p>Isso porque o fornecimento de \u00e1gua <strong>\u00e9 servi\u00e7o p\u00fablico de interesse predominantemente loca<\/strong>l. Assim, a compet\u00eancia para legislar sobre a mat\u00e9ria \u00e9 dos munic\u00edpios (CF, art. 30, I e V).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365558\"><\/a>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, ao julgar o Tema 849 da repercuss\u00e3o geral, o Plen\u00e1rio deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio em que se alegava que o controle de consumo individual de \u00e1gua seria de interesse do munic\u00edpio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365559\"><\/a>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Venda e consumo de bebidas alco\u00f3licas em eventos esportivos<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o invade a compet\u00eancia da Uni\u00e3o para o estabelecimento de normas gerais sobre consumo e desporto a autoriza\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o, por estado-membro, da venda e do consumo de bebidas alco\u00f3licas em eventos esportivos.<\/p>\n<p>ADI 5112\/BA, relator Min. Edson Fachin, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365560\"><\/a>2.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A PGR ajuizou a ADI 5112 por meio da qual impugnou a Lei estadual 12.959\/2014, que disp\u00f5e sobre autoriza\u00e7\u00e3o e a regulamenta\u00e7\u00e3o da venda e do consumo de bebidas alco\u00f3licas em dias de jogos, tratando desde a habilita\u00e7\u00e3o do vendedor, tipos de recipientes autorizados e veda\u00e7\u00f5es como a venda dessas bebidas para menores de 18 anos de idade.<\/p>\n<p>Conforme a PGR, a norma invadiu compet\u00eancia da Uni\u00e3o para editar normas gerais sobre consumo e desporto, conforme prev\u00ea o artigo 24 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Lembra que, \u201cno uso da prerrogativa conferida por essas normas constitucionais, a Uni\u00e3o editou a Lei 10.671\/2003, tamb\u00e9m conhecida como Estatuto do Torcedor, a qual disp\u00f4s sobre normas gerais de prote\u00e7\u00e3o e defesa do consumidor torcedor no desporto profissional\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365561\"><\/a>2.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365562\"><\/a>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 24. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (&#8230;) V &#8211; produ\u00e7\u00e3o e consumo; (&#8230;) IX &#8211; educa\u00e7\u00e3o, cultura, ensino, desporto, ci\u00eancia, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 10.671\/2003:<\/p>\n<p>Art. 13-A. S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de acesso e perman\u00eancia do torcedor no recinto esportivo, sem preju\u00edzo de outras condi\u00e7\u00f5es previstas em lei: (&#8230;) II &#8211; n\u00e3o portar objetos, bebidas ou subst\u00e2ncias proibidas ou suscet\u00edveis de gerar ou possibilitar a pr\u00e1tica de atos de viol\u00eancia;<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365563\"><\/a>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Houve usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia da Uni\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Noops!!!<\/strong><\/p>\n<p>Ante a aus\u00eancia de nitidez do art. 13-A, II, da Lei 10.671\/2003 (Estatuto do Torcedor), h\u00e1 espa\u00e7o de conforma\u00e7\u00e3o normativa aos demais entes da Federa\u00e7\u00e3o para, em nome da garantia da integridade f\u00edsica, regulamentar da maneira mais eficiente poss\u00edvel as medidas para evitar atos de viol\u00eancia. Essa interpreta\u00e7\u00e3o decorre da TELEOLOGIA da norma, que objetiva a redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia nas arenas esportivas.<\/p>\n<p>Ademais, al\u00e9m de as disposi\u00e7\u00f5es normativas n\u00e3o atentarem contra a proporcionalidade, no caso analisado, <u>a norma impugnada atende ao disposto no Decreto 6.117\/2007, alinhando-se \u00e0s campanhas para o consumo consciente e respons\u00e1vel e a outras medidas que devem ser tomadas pelos demais entes federados e pelas entidades respons\u00e1veis pela organiza\u00e7\u00e3o dos eventos.<\/u><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365564\"><\/a>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou improcedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade ajuizada contra a Lei 12.959\/2014 do Estado da Bahia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365565\"><\/a>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Controle concentrado de constitucionalidade: lei org\u00e2nica como par\u00e2metro de controle e necessidade de comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 assembleia legislativa<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se admite controle concentrado de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais em face da lei org\u00e2nica respectiva.<\/p>\n<p>ADI 5548\/PE, relator Min. Ricardo Lewadowski, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365566\"><\/a>3.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O ent\u00e3o PGR, Rodrigo Janot, ajuizou no STF a ADI 5548, com pedido de liminar, contra dispositivos da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco que disp\u00f5em sobre controle de constitucionalidade de lei estaduais e municipais perante o Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Janot sustenta a invalidade de regra da Constitui\u00e7\u00e3o pernambucana que confere compet\u00eancia ao Tribunal de Justi\u00e7a para processar e julgar a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade contra lei municipal <u>em face de lei org\u00e2nica do respectivo munic\u00edpio<\/u>. Segundo o procurador-geral, o ordenamento jur\u00eddico brasileiro somente reconhece o controle concentrado de normas municipais em face de constitui\u00e7\u00e3o estadual, perante tribunal de justi\u00e7a, e da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, perante o STF. \u201cLei org\u00e2nica municipal n\u00e3o possui status de norma constitucional, raz\u00e3o pela qual \u00e9 inadmiss\u00edvel sua utiliza\u00e7\u00e3o como par\u00e2metro de controle de constitucionalidade de normas municipais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365567\"><\/a>3.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365568\"><\/a>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel o controle de constitucionalidade em face de lei org\u00e2nica?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>Com efeito, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel extrair, da literalidade do art. 125, \u00a7 2\u00b0, da CF, o cabimento de controle concentrado de constitucionalidade de leis ou atos normativos municipais contra a lei org\u00e2nica respectiva.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o compete ao Poder Legislativo, de qualquer das esferas federativas, suspender a efic\u00e1cia de lei ou ato normativo declarado inconstitucional em controle concentrado de constitucionalidade<\/strong>.<\/p>\n<p>As decis\u00f5es tomadas em controle concentrado j\u00e1 s\u00e3o dotadas de efic\u00e1cia <em>erga omnes<\/em>. <u>Desse modo, a atua\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo s\u00f3 se justifica no \u00e2mbito do controle difuso \u2014 de modo a expandir a todos os efeitos de decis\u00e3o dotada originalmente com efic\u00e1cia \u201centre as partes<\/u>\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365569\"><\/a>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade da express\u00e3o \u201cou de lei ou ato normativo municipal em face da Lei Org\u00e2nica respectiva\u201d do art. 61, I,\u00a0<strong>l<\/strong>, assim como do \u00a7 3\u00b0 do art. 63 da Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Pernambuco.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365570\"><\/a>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vac\u00e2ncia e elei\u00e7\u00e3o indireta para governador e vice-governador<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>(1) Os estados-membros, no exerc\u00edcio de suas autonomias, podem adotar o modelo federal previsto no art. 81, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o, cuja reprodu\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria. (2) No caso de dupla vac\u00e2ncia, faculta-se aos estados-membros, ao Distrito Federal e aos munic\u00edpios a defini\u00e7\u00e3o legislativa do procedimento de escolha do mandat\u00e1rio pol\u00edtico. (3) No caso de realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00e3o indireta, a previs\u00e3o normativa estadual de vota\u00e7\u00e3o nominal e aberta \u00e9 compat\u00edvel com a CF.<\/p>\n<p>ADI 1057\/BA, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365571\"><\/a>4.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Trata-se de ADI movida pelo Partido do Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (PMDB) em face da Lei 6571\/1994 que tratava da elei\u00e7\u00e3o indireta para exerc\u00edcio do mandato residual em caso de dupla vac\u00e2ncia dos cargos de governador e vice-governador do estado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365572\"><\/a>4.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365573\"><\/a>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 22. Compete privativamente \u00e0 Uni\u00e3o legislar sobre: I &#8211; direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agr\u00e1rio, mar\u00edtimo, aeron\u00e1utico, espacial e do trabalho;<\/p>\n<p>Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Rep\u00fablica, far-se-\u00e1 elei\u00e7\u00e3o noventa dias depois de aberta a \u00faltima vaga. \u00a7 1\u00ba Ocorrendo a vac\u00e2ncia nos \u00faltimos dois anos do per\u00edodo presidencial, a elei\u00e7\u00e3o para ambos os cargos ser\u00e1 feita trinta dias depois da \u00faltima vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365574\"><\/a>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Podem os estados-membros adotarem o modelo federal?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>Os estados-membros, no exerc\u00edcio de suas autonomias, podem adotar o modelo federal previsto no art. 81, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o, cuja reprodu\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Os estados-membros <u>n\u00e3o est\u00e3o sujeitos ao modelo consubstanciado no art. 81 da CF, abrindo-se, desse modo, a possibilidade de disporem normativamente, com fundamento em seu poder de aut\u00f4noma delibera\u00e7\u00e3o, de maneira diversa.<\/u><\/p>\n<p><strong>Mas podem legislar sobre o procedimento a ser adotado?<\/strong><\/p>\n<p>No caso de dupla vac\u00e2ncia, faculta-se aos estados-membros, ao Distrito Federal e aos munic\u00edpios a defini\u00e7\u00e3o legislativa do procedimento de escolha do mandat\u00e1rio pol\u00edtico<strong>.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Isso porque <u>essa prerrogativa n\u00e3o se confunde com a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito eleitoral<\/u> [art. 22, I, da CF], apesar da indiscut\u00edvel natureza eleitoral do procedimento de escolha do mandat\u00e1rio pol\u00edtico, cujos procedimentos devem observar, tanto quanto poss\u00edvel, os requisitos de elegibilidade e as causas de inelegibilidade em rela\u00e7\u00e3o aos candidatos, dentre outras regras previstas na legisla\u00e7\u00e3o eleitoral.<\/p>\n<p><strong>E se restar a elei\u00e7\u00e3o indireta, como deve ser realizada a vota\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>No caso de realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00e3o indireta, a previs\u00e3o normativa estadual de vota\u00e7\u00e3o nominal e aberta \u00e9 compat\u00edvel com a CF.<\/p>\n<p>Por\u00a0tratar-se\u00a0de vota\u00e7\u00f5es ocorridas no \u00e2mbito de \u00f3rg\u00e3os legislativos, o dever de TRANSPAR\u00caNCIA se sobrep\u00f5e ao sigilo do ato deliberativo. <u>A publicidade \u00e9 a regra, sendo colocada como direito e ferramenta de controle social do Poder P\u00fablico.<\/u><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365575\"><\/a>4.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses entendimentos, o Plen\u00e1rio julgou improcedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365576\"><\/a>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Controle de efici\u00eancia dos servi\u00e7os p\u00fablicos prestados pelo Poder Judici\u00e1rio<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a previs\u00e3o de \u201ccontrole de qualidade\u201d \u2014 a cargo do Poder Executivo \u2014 de servi\u00e7os p\u00fablicos prestados por \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p>ADI 1905\/RS, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365577\"><\/a>5.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A AMB (Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros) ajuizou a ADI 1905 por meio da qual questionava a constitucionalidade dos arts. 2\u00ba, inciso IX, 33 e 34 da Lei n\u00ba 11.075\/08 do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O dispositivo legal questionado inclu\u00eda os servi\u00e7os prestados pela \u201cjusti\u00e7a\u201d dentre o rol de servi\u00e7os a serem avaliados na forma da lei de iniciativa do Poder Executivo.<\/p>\n<p>Dentre os crit\u00e9rios previstos na lei para avalia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os judici\u00e1rios, estariam o tempo m\u00e9dio de julgamento, \u00edndice de satisfa\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o com os servi\u00e7os prestados, n\u00edvel de universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e outros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365578\"><\/a>5.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365579\"><\/a>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba S\u00e3o Poderes da Uni\u00e3o, independentes e harm\u00f4nicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judici\u00e1rio. (&#8230;)<\/p>\n<p>Art. 99. Ao Poder Judici\u00e1rio \u00e9 assegurada autonomia administrativa e financeira.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 11.075\/2008 RS:<\/p>\n<p>Art. 2\u00ba Constituem tamb\u00e9m objetivos deste c\u00f3digo, balizar e avaliar a qualidade dos servi\u00e7os de natureza p\u00fablica e bens de uso comum do povo, buscando a adequa\u00e7\u00e3o ao uso e satisfa\u00e7\u00e3o dos consumidores, observadas as necessidades de universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e racionaliza\u00e7\u00e3o dos custos decorrentes, especialmente nas \u00e1reas de:<\/p>\n<p>IX &#8211; justi\u00e7a<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365580\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Poss\u00edvel tal controle de qualidade a ser implementado pelo Poder Executivo?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n<p>A possibilidade de um \u00f3rg\u00e3o externo exercer atividade de fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades do Poder Judici\u00e1rio, sob pena de san\u00e7\u00f5es pecuni\u00e1rias e controle or\u00e7ament\u00e1rio, ofende a independ\u00eancia e a autonomia financeira, or\u00e7ament\u00e1ria e administrativa do Poder Judici\u00e1rio, consagradas nos arts. 2\u00ba e 99 da CF.<\/p>\n<p>Ademais, conforme jurisprud\u00eancia do STF, <strong>s\u00e3o vedadas as inger\u00eancias, que n\u00e3o derivem expl\u00edcita ou implicitamente de regra ou princ\u00edpio da CF, de um Poder na \u00f3rbita de outro.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365581\"><\/a>5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade dos arts. 2\u00ba, IX, 33 e 34 da Lei 11.075\/1998 do Estado do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80365582\"><\/a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365583\"><\/a>6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fixa\u00e7\u00e3o\u00a0de al\u00edquota do ICMS sobre opera\u00e7\u00f5es interestaduais com bens e mercadorias importados<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 constitucional resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal que fixa al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) aplic\u00e1vel \u00e0s opera\u00e7\u00f5es interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior.<\/p>\n<p>ADI 4858\/DF, relator Min. Edson Fachin, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Gilmar Mendes, julgamento virtual finalizado em 16.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365584\"><\/a>6.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na ADI 4858, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Esp\u00edrito Santo sustentava que o Senado Federal n\u00e3o teria compet\u00eancia para fixar al\u00edquotas de ICMS ou legislar sozinho sobre com\u00e9rcio exterior, porque essa prerrogativa seria do Congresso Nacional como um todo, por meio de lei complementar. Tamb\u00e9m argumentava, entre outros pontos, que a resolu\u00e7\u00e3o criaria discrimina\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria entre produtos estrangeiros e nacionais, ferindo o princ\u00edpio da isonomia e as normas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365585\"><\/a>6.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365586\"><\/a>6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0CF\/1988:<\/p>\n<p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (&#8230;) II &#8211; opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e sobre presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica\u00e7\u00e3o, ainda que as opera\u00e7\u00f5es e as presta\u00e7\u00f5es se iniciem no exterior;<\/p>\n<ul>\n<li>2\u00ba O imposto previsto no inciso II atender\u00e1 ao seguinte: (&#8230;) IV &#8211; resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da Rep\u00fablica ou de um ter\u00e7o dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecer\u00e1 as al\u00edquotas aplic\u00e1veis \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es, interestaduais e de exporta\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365587\"><\/a>6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A resolu\u00e7\u00e3o encontra amparo na CF?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>No inciso II do art. 155 da CF, que guia toda a disciplina que se segue em mat\u00e9ria de ICMS, h\u00e1 respaldo \u00e0 cobran\u00e7a do referido imposto nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais com bens e mercadorias importados. No texto constitucional, afirma-se expressamente que o ICMS pode ser cobrado \u201cainda que as opera\u00e7\u00f5es e as presta\u00e7\u00f5es se iniciem no exterior\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, de acordo com art. 155, \u00a7 2\u00ba, IV, da CF, <strong>compete ao Senado Federal, por meio de RESOLU\u00c7\u00c3O, o estabelecimento das al\u00edquotas de ICMS aplic\u00e1veis \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es interestaduais.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365588\"><\/a>6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o direta, para reconhecer a constitucionalidade da Resolu\u00e7\u00e3o 13\/2012 do Senado Federal. Vencidos o ministro Edson Fachin (relator) e o ministro Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc80365589\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc80365590\"><\/a>7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Reclama\u00e7\u00e3o: legitimidade de conselho seccional da OAB, \u201chabeas corpus\u201d de of\u00edcio, incompet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal e busca e apreens\u00e3o<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>(1) Os conselhos seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) possuem legitimidade para ingressar com reclama\u00e7\u00e3o perante o Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa dos interesses concretos e das prerrogativas de seus associados, nos termos da expressa previs\u00e3o legal. (2) Diante de flagrante ilegalidade, \u00e9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de \u201chabeas corpus\u201d de of\u00edcio em sede de reclama\u00e7\u00e3o constitucional, nos termos do art. 193, II, do Regimento Interno do STF (RISTF) e do art. 654, \u00a7 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP) (3). Compete \u00e0 Justi\u00e7a estadual processar e julgar fatos envolvendo entidades integrantes do denominado \u201cSistema S\u201d. (4) Al\u00e9m de violar prerrogativas da advocacia, a deflagra\u00e7\u00e3o de amplas, inespec\u00edficas e desarrazoadas medidas de busca e apreens\u00e3o em desfavor de advogados pode evidenciar a pr\u00e1tica de \u201cfishing expedition\u201d. (5) Extrai-se do art. 394 e seguintes do CPP que a produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia deve ocorrer em ju\u00edzo, com as garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n<p>Rcl 43479\/RJ, relator Min. Gilmar Mendes, julgamento em 10.8.2021 (Info 1025)<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365591\"><\/a>7.1.\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na Reclama\u00e7\u00e3o, os conselhos seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, de S\u00e3o Paulo, de Alagoas e do Rio de Janeiro questionavam ato do juiz Marcelo Bretas, titular da 7\u00aa Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, que teria usurpado a compet\u00eancia constitucional do STF, ao homologar o acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada celebrado entre o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e Orlando Santos Diniz, ex-presidente da Fecom\u00e9rcio-RJ.<\/p>\n<p>Segundo as seccionais, parte dos documentos apresentados pelo colaborador indicaria a pr\u00e1tica de poss\u00edveis il\u00edcitos por detentores de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o no Supremo. Com base neles, Bretas ordenou o cumprimento de 75 mandados de busca e apreens\u00e3o em empresas, escrit\u00f3rios e resid\u00eancias de advogados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc80365592\"><\/a>7.2.\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365593\"><\/a>7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 8.906\/1994:<\/p>\n<p>Art. 44. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), servi\u00e7o p\u00fablico, dotada de personalidade jur\u00eddica e forma federativa, tem por finalidade: I \u2013 defender a Constitui\u00e7\u00e3o, a ordem jur\u00eddica do Estado democr\u00e1tico de direito, os direitos humanos, a justi\u00e7a social, e pugnar pela boa aplica\u00e7\u00e3o das leis, pela r\u00e1pida administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e pelo aperfei\u00e7oamento da cultura e das institui\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas; II \u2013 promover, com exclusividade, a representa\u00e7\u00e3o, a defesa, a sele\u00e7\u00e3o e a disciplina dos advogados em toda a Rep\u00fablica Federativa do Brasil.(&#8230;)<\/p>\n<p>Art. 49. Os Presidentes dos Conselhos e das Subse\u00e7\u00f5es da OAB t\u00eam legitimidade para agir, judicial e extrajudicialmente, contra qualquer pessoa que infringir as disposi\u00e7\u00f5es ou os fins desta lei. Par\u00e1grafo \u00fanico. As autoridades mencionadas no\u00a0<strong>caput<\/strong>\u00a0deste artigo t\u00eam, ainda, legitimidade para intervir, inclusive como assistentes, nos inqu\u00e9ritos e processos em que sejam indiciados, acusados ou ofendidos os inscritos na OAB. (&#8230;)<\/p>\n<p>Art. 54. Compete ao Conselho Federal: (&#8230;) II \u2013 representar, em ju\u00edzo ou fora dele, os interesses coletivos ou individuais dos advogados; III \u2013 velar pela dignidade, independ\u00eancia, prerrogativas e valoriza\u00e7\u00e3o da advocacia; (&#8230;)<\/p>\n<p>Art. 57. O Conselho Seccional exerce e observa, no respectivo territ\u00f3rio, as compet\u00eancias, veda\u00e7\u00f5es e fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas ao Conselho Federal, no que couber e no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia material e territorial, e as normas gerais estabelecidas nesta lei, no regulamento geral, no C\u00f3digo de \u00c9tica e Disciplina, e nos Provimentos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 133. O advogado \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, sendo inviol\u00e1vel por seus atos e manifesta\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, nos limites da lei.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>RISTF:<\/p>\n<p>Art. 193. O Tribunal poder\u00e1, de of\u00edcio: (&#8230;) II \u2013 expedir ordem de\u00a0<strong>habeas corpus<\/strong>\u00a0quando, no curso de qualquer processo, verificar que algu\u00e9m sofre ou se acha amea\u00e7ado de sofrer viol\u00eancia ou coa\u00e7\u00e3o em sua liberdade de locomo\u00e7\u00e3o, por ilegalidade ou abuso de poder.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CPP:<\/p>\n<p>Art. 654.\u00a0\u00a0O\u00a0<strong>habeas corpus\u00a0<\/strong>poder\u00e1 ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. (&#8230;) \u00a7 2\u00ba Os ju\u00edzes e os tribunais t\u00eam compet\u00eancia para expedir de of\u00edcio ordem de\u00a0<strong>habeas corpus<\/strong>, quando no curso de processo verificarem que algu\u00e9m sofre ou est\u00e1 na imin\u00eancia de sofrer coa\u00e7\u00e3o ilegal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF:<\/p>\n<p>Art. 109. Aos ju\u00edzes federais compete processar e julgar: (&#8230;) IV \u2013 os crimes pol\u00edticos e as infra\u00e7\u00f5es penais praticadas em detrimento de bens, servi\u00e7os ou interesse da Uni\u00e3o ou de suas entidades aut\u00e1rquicas ou empresas p\u00fablicas, exclu\u00eddas as contraven\u00e7\u00f5es e ressalvada a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Militar e da Justi\u00e7a Eleitoral.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365594\"><\/a>7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os Conselhos Regionais da OAB det\u00eam legitimidade para tanto?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<p>A Lei 8.906\/1994 (Estatuto da Advocacia) confere ampla legitimidade \u00e0 OAB para atuar em defesa da ordem jur\u00eddica, do Estado Democr\u00e1tico de Direito e de todos os advogados integrantes dos seus quadros, conforme se observa do art. 44, I e II, do art. 49, par\u00e1grafo \u00fanico, e do art. 54, II e III, c\/c o art. 57. Essas normas est\u00e3o em conson\u00e2ncia com a qualifica\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 justi\u00e7a atribu\u00edda \u00e0 advocacia pelo art. 133 da CF, bem assim com o papel da OAB, com ampla capacidade postulat\u00f3ria, conforme reconhecido pela jurisprud\u00eancia do STF.<\/p>\n<p><strong>E existe a possibilidade de concess\u00e3o habeas corpus de of\u00edcio em Reclama\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Diante de FLAGRANTE ILEGALIDADE, \u00e9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de \u201chabeas corpus\u201d de of\u00edcio em sede de reclama\u00e7\u00e3o constitucional, nos termos do art. 193, II, do Regimento Interno do STF e do art. 654, \u00a7 2\u00ba, do CPP.<\/p>\n<p>Impende registrar a relev\u00e2ncia do tema em discuss\u00e3o \u2014 notadamente por se relacionar \u00e0s fun\u00e7\u00f5es e prerrogativas da advocacia no \u00e2mbito do sistema de justi\u00e7a criminal e do Estado Democr\u00e1tico de Direito \u2014 e a necessidade de se promover o devido controle de todas as ilegalidades praticadas, no caso concreto, pelo magistrado da Vara Federal, ora reclamado. Apesar de n\u00e3o ter sido demonstrada, pelos conselhos reclamantes, a usurpa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia do STF,\u00a0foram constatadas ilegalidades flagrantes concernentes \u00e0 compet\u00eancia do ju\u00edzo reclamado e \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o de medidas de busca e apreens\u00e3o em desfavor de advogados.<\/p>\n<p><strong>A quem compete julgar os crimes envolvendo o Sistema S?<\/strong><\/p>\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a estadual processar e julgar fatos envolvendo entidades integrantes do denominado \u201cSistema S\u201d.<\/p>\n<p><u>As entidades do \u201cSistema S\u201d (Sesc, Senac, Sebrae) s\u00e3o pessoas jur\u00eddicas de direito privado dotadas de recursos pr\u00f3prios, definitivamente incorporados aos seus patrim\u00f4nios, ainda que com base em contribui\u00e7\u00f5es parafiscais pagas pelos contribuintes e a elas repassadas imediatamente pela Receita Federa<\/u>l. Portanto, mesmo que esses recursos sejam fiscalizados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, n\u00e3o se trata de recursos que integram os bens ou o patrim\u00f4nio da Uni\u00e3o. Ressalta-se que, para fins de subsun\u00e7\u00e3o \u00e0 regra prevista no art. 109, IV, da CF (6), o interesse da Uni\u00e3o precisa ser direto e espec\u00edfico, n\u00e3o sendo suficiente o interesse gen\u00e9rico da coletividade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de violar prerrogativas da advocacia, a deflagra\u00e7\u00e3o de amplas, inespec\u00edficas e desarrazoadas medidas de busca e apreens\u00e3o em desfavor de advogados pode evidenciar a pr\u00e1tica de \u201c<em>fishing expedition<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF confere interpreta\u00e7\u00e3o estrita e r\u00edgida \u00e0s normas que possibilitam a realiza\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o, em especial quando direcionadas a advogados no exerc\u00edcio de sua profiss\u00e3o. Na situa\u00e7\u00e3o em apre\u00e7o, n\u00e3o foram observados os requisitos legais nem as prerrogativas da advocacia, com ampla deflagra\u00e7\u00e3o de medidas que objetivaram \u201cpescar\u201d provas contra os advogados denunciados e poss\u00edveis novos investigados. Ressalta-se que, ao deferir a busca e apreens\u00e3o, a autoridade reclamada n\u00e3o demonstrou a imprescindibilidade em concreto da medida para o processamento dos fatos.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edvel a investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via ap\u00f3s a den\u00fancia?<\/strong><\/p>\n<p>Extrai-se do art. 394 e seguintes do CPP que a produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria ap\u00f3s o oferecimento da den\u00fancia deve ocorrer em ju\u00edzo, com as garantias do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n<p>Na esp\u00e9cie, <u>a medida de investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via foi executada depois de ser formalizada a den\u00fancia contra os advogados<\/u>, em evidente invers\u00e3o processual. Com efeito, a ampla realiza\u00e7\u00e3o de medidas de busca e apreens\u00e3o depois da formaliza\u00e7\u00e3o da den\u00fancia, que pressup\u00f5e a colheita de um lastro probat\u00f3rio m\u00ednimo e o encerramento da fase investigat\u00f3ria, indica o objetivo de expandir a acusa\u00e7\u00e3o, em indevida pr\u00e1tica de\u00a0<strong><em>fishing\u00a0<\/em><\/strong><em>probat\u00f3rio<\/em>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4><a name=\"_Toc80365595\"><\/a>7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses e em outros entendimentos, a Segunda Turma, por maioria, conheceu da reclama\u00e7\u00e3o e, no m\u00e9rito, por unanimidade, julgou-a improcedente. Na sequ\u00eancia, em vota\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, o colegiado concedeu ordem de\u00a0<strong>habeas corpus<\/strong>, de of\u00edcio, para decretar a incompet\u00eancia absoluta da Justi\u00e7a Federal, determinar a nulidade de todos os atos decis\u00f3rios proferidos pelo ju\u00edzo da 7\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio de Janeiro e remeter os autos \u00e0 Justi\u00e7a comum do estado do Rio de Janeiro, a quem competir\u00e1 processar, julgar o feito e aferir eventuais especificidades quanto \u00e0 remessa de parte da investiga\u00e7\u00e3o \u00e0 Justi\u00e7a Federal do Distrito Federal ou ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, nos termos do voto do ministro Gilmar Mendes (relator). Ficou vencido o ministro Edson Fachin.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n<!-- wp:file {\"id\":844053,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/24103424\/stf-1025.pdf\"} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/24103424\/stf-1025.pdf\">stf-1025<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/24103424\/stf-1025.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De volta e agora para o informativo n\u00ba 1025 do STF COMENTADO. Fique ligado aqui\u00a0no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! Assista a este v\u00eddeo no YouTube DIREITO CONSTITUCIONAL \u00a0 1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Obrigatoriedade de instala\u00e7\u00e3o de hidr\u00f4metros individuais em edif\u00edcios e condom\u00ednios: compet\u00eancia legislativa municipal \u00a0 RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO Compete aos munic\u00edpios legislar sobre a obrigatoriedade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-844052","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1025 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1025-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1025 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"De volta e agora para o informativo n\u00ba 1025 do STF COMENTADO. 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