{"id":832074,"date":"2021-08-16T18:54:00","date_gmt":"2021-08-16T21:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=832074"},"modified":"2022-09-01T17:10:08","modified_gmt":"2022-09-01T20:10:08","slug":"principios-gerais-do-direito-tributario-a-irretroatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/principios-gerais-do-direito-tributario-a-irretroatividade\/","title":{"rendered":"Princ\u00edpios Gerais do Direito Tribut\u00e1rio \u2013 a Irretroatividade"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conceitos-iniciais\"><strong>Conceitos Iniciais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Este artigo tem como objetivo explicar o que \u00e9 o princ\u00edpio da irretroatividade e como a jurisprud\u00eancia o aplicou na doutrina e nas suas interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 explicado anteriormente em textos de outros princ\u00edpios tribut\u00e1rios como o da <strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-admin\/post.php?action=edit&amp;post=819966\">legalidade<\/a> <\/strong>e da <strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-admin\/post.php?action=edit&amp;post=822495\">anterioridade<\/a><\/strong>, tais princ\u00edpios s\u00e3o basicamente oriundos da teoria do <strong>jusnaturalismo<\/strong>, ou<strong> direito natural, <\/strong>que estabelece que existe toda uma constru\u00e7\u00e3o do direito desde a antiguidade, inclusive no Imp\u00e9rio Romano. Estes princ\u00edpios constituem, assim, uma base, uma funda\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias que buscou aplicar <strong>bom senso<\/strong>, <strong>racionalidade, equidade, igualdade, justi\u00e7a <\/strong>e<strong> pragmatismo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que o governo das leis se sobrep\u00f4s ao governo dos homens, algumas no\u00e7\u00f5es foram formando esse <strong>corol\u00e1rio<\/strong> da express\u00e3o \u201cgoverno das leis\u201d: a <strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-admin\/post.php?action=edit&amp;post=819966\">legalidade<\/a><\/strong>, que estabelece que tributo somente pode ser cobrado se <strong>estiver expresso em lei;<\/strong> a <strong><a href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/wp-admin\/post.php?action=edit&amp;post=822495\">anterioridade<\/a><\/strong>, que preceitua que <strong>deve haver um lapso temporal <\/strong>para o <strong>contribuinte <\/strong>poder <strong>se preparar<\/strong> para pagar o tributo; e <strong>a irretroatividade, <\/strong>que <strong>assevera<\/strong> que a <strong>lei n\u00e3o poder\u00e1 atingir<\/strong> <strong>fatos passados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, a <strong>irretroatividade <\/strong>assegura a <strong>seguran\u00e7a jur\u00eddica m\u00ednima <\/strong>em um genu\u00edno <strong>Estado Democr\u00e1tico de Direito<\/strong> \u2013 impedindo a <strong>arbitrariedade estatal <\/strong>de <strong>causar<\/strong> <strong>danos<\/strong> a seus contribuintes e cidad\u00e3os, estabilizando assim as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddico-tribut\u00e1rias. A atua\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve <strong>seguir a lei<\/strong> da mesma forma que deve ser <strong>previs\u00edvel<\/strong>. A pr\u00f3pria ideia de <strong>seguran\u00e7a jur\u00eddica <\/strong>\u00e9 concretizada no princ\u00edpio da irretroatividade, que \u00e9 um dos meios de assegurar a adequada aplica\u00e7\u00e3o da <strong>justi\u00e7a material.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-1024x681.jpg\" alt=\"A irretroatividade protege os contribuintes da arbitrariedade do Estado.\" class=\"wp-image-832846\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-300x199.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-768x511.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-1536x1021.jpg 1536w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-2048x1362.jpg 2048w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183823\/barbed-4887142-610x406.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A irretroatividade protege os contribuintes da arbitrariedade do Estado.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-irretroatividade-na-constituicao-federal-cf-88\"><strong><\/strong><strong>A irretroatividade na Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF\/88)<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A teoria do direito tribut\u00e1rio aceita as hip\u00f3teses de retroatividade da lei tribut\u00e1ria \u2013 isto \u00e9, a lei <strong>atingindo fatos passados &#8211; <\/strong>&nbsp;em tr\u00eas grada\u00e7\u00f5es de <strong>intensidade<\/strong>: a <strong>m\u00e1xima, m\u00e9dia <\/strong>e <strong>m\u00ednima<\/strong><strong>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>retroatividade m\u00e1xima<\/strong> ocorrer\u00e1 quando a <strong>lei atingir <\/strong>a <strong>coisa julgada <\/strong>ou os <strong>fatos jur\u00eddicos consumados. <\/strong>A <strong>retroatividade m\u00e9dia<\/strong> ser\u00e1 quando a <strong>lei atingir apenas <\/strong>os <strong>direitos j\u00e1 existentes<\/strong>, mas <strong>ainda n\u00e3o integrados ao patrim\u00f4nio dos indiv\u00edduos.<\/strong> E ser\u00e1 <strong>m\u00ednima <\/strong>quando <strong>atingir apenas os efeitos dos fatos anteriores<\/strong> verificados <strong>ap\u00f3s sua edi\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 (CF\/88)<\/a> <strong>n\u00e3o admite nenhuma das tr\u00eas possibilidades de retroatividade.<\/strong> Em seu texto, h\u00e1 duas alus\u00f5es claras a esse racioc\u00ednio: a primeira delas \u00e9 o artigo 5.o \u201cArt. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes: (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>XXXVI &#8211; a lei n\u00e3o prejudicar\u00e1 o direito adquirido, o ato jur\u00eddico perfeito e a coisa julgada;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda determina\u00e7\u00e3o est\u00e1 no pr\u00f3prio cap\u00edtulo da ordem tribut\u00e1ria, em seu artigo 150: \u201cSem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios: (&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; cobrar tributos:<\/p>\n\n\n\n<p>a) em rela\u00e7\u00e3o a fatos geradores ocorridos antes do in\u00edcio da vig\u00eancia da lei que os houver institu\u00eddo ou aumentado;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Desta maneira, \u00e9 poss\u00edvel depreender que a CF\/88 n\u00e3o acatou a possibilidade de retroatividade da lei \u2013 exce\u00e7\u00e3o, claro, \u00e0 lei penal mais ben\u00e9fica ao apenado. A lei tribut\u00e1ria, tanto de acordo com a lei n. 5.172\/1966 (o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u2013 CTN) como a CF\/88 assimilaram a car\u00e1ter <strong>prospectivo <\/strong>da lei tribut\u00e1ria \u2013 \u00e9 dizer, ela somente poder\u00e1 <strong>atingir fatos posteriores a ela.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-irretroatividade-e-o-ctn\"><strong>A irretroatividade e o CTN<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos diplomas legais que regem as normas gerais de direito tribut\u00e1rio no Brasil \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">lei n. 5.172\/1966 \u2013 o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a>. O CTN foi implantado em nosso sistema tribut\u00e1rio inclusive antes da CF\/88. E existem algumas situa\u00e7\u00f5es em que o CTN permite, ou melhor, possibilita, a <strong>retroatividade <\/strong>da lei tribut\u00e1ria, em algumas situa\u00e7\u00f5es bem espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, o CTN, em seu artigo 105, estabeleceu a regra geral: \u201c<em>A legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorr\u00eancia tenha tido in\u00edcio mas n\u00e3o esteja completa nos termos do artigo 116.\u201d<\/em> Ou seja, decorre deste texto a ideia de que a lei tribut\u00e1ria possui <strong>efeitos prospectivos, <\/strong>ou seja, produz efeitos <strong>no futuro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o artigo 106 traz o que poderia ser entendido como exce\u00e7\u00f5es: \u201c<em>Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pret\u00e9rito:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; I &#8211; em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, exclu\u00edda a aplica\u00e7\u00e3o de penalidade \u00e0 infra\u00e7\u00e3o dos dispositivos interpretados;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; II &#8211; tratando-se de ato n\u00e3o definitivamente julgado:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a) quando deixe de defini-lo como infra\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; b) quando deixe de trat\u00e1-lo como contr\u00e1rio a qualquer exig\u00eancia de a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, desde que n\u00e3o tenha sido fraudulento e n\u00e3o tenha implicado em falta de pagamento de tributo;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua pr\u00e1tica.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o prevista no primeiro inciso \u00e9 de ordem interpretativa. O que isso quer dizer? N\u00e3o seriam, a rigor, todas as leis interpretativas? N\u00e3o. A melhor explica\u00e7\u00e3o para esse inciso reside no fato de que nem sempre a lei define contornos claros para as suas defini\u00e7\u00f5es. Muitas vezes, outras leis s\u00e3o criadas com o intuito de definir melhor os conceitos insuficientemente delineados na lei anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, esta lei posterior n\u00e3o possui outros elementos, e esta \u00e9 uma lei eminentemente <strong>interpretativa<\/strong>. E, sob este aspecto, ela somente pode ser aplicada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior a ela (como exce\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>irretroatividade<\/strong>) no caso de preencher lacunas decorrentes de deficiente lei anterior. Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 <strong>inova\u00e7\u00e3o <\/strong>no sistema legal \u2013 salvo explicar melhor a norma, portanto n\u00e3o cabe puni\u00e7\u00f5es ou penalidades \u2013 j\u00e1 que se est\u00e1 explicando melhor a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo inciso trata de outras situa\u00e7\u00f5es, que <strong>n\u00e3o<\/strong> tendo sido<strong> definitivamente julgadas<\/strong>, permitem uma <strong>retroatividade ben\u00e9fica <\/strong>ao sujeito passivo. Afinal, se durante o processo, surge uma lei que <strong>descaracteriza um ato como infra\u00e7\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o faz mais sentido punir a conduta \u2013 j\u00e1 que ela foi <strong>extinta<\/strong> do ordenamento jur\u00eddico. Na segunda hip\u00f3tese, h\u00e1 ainda <strong>duas<\/strong> <strong>condicionantes<\/strong>: que o ato <strong>n\u00e3o tenha <\/strong>sido <strong>fraudulento<\/strong> e <strong>n\u00e3o tenha implicado<\/strong> em <strong>falta de pagamento <\/strong>do tributo \u2013 por \u00f3bvio, para <strong>n\u00e3o excepcionar a irretroatividade <\/strong>para <strong>premiar <\/strong>quem <strong>promove injusti\u00e7a<\/strong>. A terceira situa\u00e7\u00e3o relativa aos atos n\u00e3o definitivamente julgados trata de assegurar que a lei, <strong>nestes casos, <\/strong>somente excepcione a irretroatividade <strong>se for mais ben\u00e9fica<\/strong> ao sujeito passivo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"981\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-1024x981.png\" alt=\"A irretroatividade da lei tribut\u00e1ria \u00e9 regra - mas permite exce\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas ao contribuinte.\" class=\"wp-image-832848\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-1024x981.png 1024w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-300x287.png 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-768x736.png 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-1536x1471.png 1536w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591-610x584.png 610w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10183933\/undo-97591.png 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>A irretroatividade da lei tribut\u00e1ria \u00e9 regra &#8211; mas permite exce\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas ao contribuinte.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-irretroatividade-e-a-jurisprudencia\"><strong>A irretroatividade e a jurisprud\u00eancia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A <strong>irretroatividade<\/strong> da lei tribut\u00e1ria \u00e9 considerada em si uma das <strong>garantias fundamentais dos cidad\u00e3os-contribuintes \u2013 <\/strong>inclusive elevada \u00e0 categoria de <strong>cl\u00e1usula p\u00e9trea <\/strong>pelo Supremo Tribunal Federal. Mas nem sempre o entendimento foi t\u00e3o claro assim. Uma quest\u00e3o surgiu da interpreta\u00e7\u00e3o do que se considera fato gerador <strong>pendente<\/strong>, demonstrado no artigo 105 do CTN: \u201c<em>A legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplica-se imediatamente aos <strong>fatos geradores futuros e aos pendentes<\/strong>, assim entendidos aqueles cuja ocorr\u00eancia tenha tido in\u00edcio mas n\u00e3o esteja completa nos termos do artigo 116<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O que s\u00e3o fatos geradores <strong>pendentes? <\/strong>A reda\u00e7\u00e3o do CTN define que s\u00e3o fatos geradores que se iniciou sua ocorr\u00eancia, mas que n\u00e3o foram conclu\u00eddos. Um exemplo disso \u00e9 o fato gerador do Imposto de Renda para as pessoas f\u00edsicas (IRPF) cujo fato gerador se conclui no dia 31 de dezembro de cada exerc\u00edcio. Logo, em uma interpreta\u00e7\u00e3o do artigo do CTN a esta situa\u00e7\u00e3o observa-se que a cada novo ano o fato gerador se inicia \u2013 mas apenas para concluir sua forma\u00e7\u00e3o no \u00faltimo dia do ano, o dia 31 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo nesta linha de racioc\u00ednio, ent\u00e3o o fato gerador de alguns impostos pode ser relativamente longo, constituindo um fato gerador que se inicia no primeiro dia do ano, mas fica pendente at\u00e9 o \u00faltimo dia do ano \u2013 onde ele de fato se completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi seguindo este racioc\u00ednio que o STF publicou a S\u00famula 584-STF: \u201cAo imposto de renda calculado sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exerc\u00edcio financeiro em que deve ser apresentada a declara\u00e7\u00e3o.\u201d Para entender o impacto dessa s\u00famula, \u00e9 necess\u00e1rio compreender como se d\u00e1 a cobran\u00e7a do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem empresas que recolhem o Imposto de Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) calculado nas formas do <strong>lucro real<\/strong> (<strong>trimestralmente<\/strong>), no <strong>lucro presumido<\/strong> (em que h\u00e1 um valor que incide <strong>mensalmente<\/strong> sobre o faturamento das empresas). As pessoas f\u00edsicas recolhem o IRPF em sua maior parte <strong>na fonte<\/strong> (o <strong>desconto mensal <\/strong>no s<strong>al\u00e1rio do empregado).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: se, durante o ano de 2015 surgisse alguma lei que alterasse situa\u00e7\u00f5es que resultassem em uma cobran\u00e7a maior do Imposto de Renda (por exemplo, a revoga\u00e7\u00e3o de uma isen\u00e7\u00e3o, ou a redu\u00e7\u00e3o de um incentivo) ela seria aplicada ao imposto de Renda j\u00e1 calculado e pago pelo contribuinte, seja ele pessoa jur\u00eddica ou mesmo pessoa f\u00edsica \u2013 podendo inclusive resultar em <strong>valores adicionais<\/strong>, <strong>al\u00e9m dos valores pagos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, existem doutrinadores que entendem que n\u00e3o existe fato gerador <strong>pendente<\/strong> \u2013 o que existe \u00e9 <strong>neg\u00f3cio jur\u00eddico<\/strong> sob condi\u00e7\u00e3o<strong> suspensiva <\/strong>(em que seus efeitos <strong>ocorrem <\/strong>com o <strong>implemento da condi\u00e7\u00e3o<\/strong>) ou sob condi\u00e7\u00e3o<strong> resolut\u00f3ria <\/strong>(em que seus atos j\u00e1 estavam valendo desde o <strong>momento da pr\u00e1tica <\/strong>ou da <strong>celebra\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"688\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-1024x688.jpg\" alt=\"O entendimento do STF sobre fatos geradores possibilitou a retroatividade impr\u00f3pria na lei\" class=\"wp-image-832850\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-1024x688.jpg 1024w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-300x202.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-768x516.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-1536x1032.jpg 1536w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-2048x1376.jpg 2048w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184056\/arrows-167536-610x410.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>O entendimento do STF sobre fatos geradores pendentes possibilitou uma retroatividade impr\u00f3pria da lei tribut\u00e1ria.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A vig\u00eancia da s\u00famula come\u00e7ou a gerar um impacto que foi definido como <strong>retroatividade impr\u00f3pria. <\/strong>N\u00e3o obstante o STF ter promulgado esta s\u00famula, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em grande parte de suas decis\u00f5es, <strong>n\u00e3o possu\u00eda o mesmo entendimento \u2013 <\/strong>gerando um conflito doutrin\u00e1rio entre os tribunais superiores. Aqui vai mais um exemplo: um contribuinte que paga regularmente seu IRPF todos os meses em holerite no ano de 2019. O Congresso Nacional aprova uma lei que resultar\u00e1 em mais IRPF a pagar. Pelo princ\u00edpio da <strong>anterioridade<\/strong>, ela s\u00f3 vai criar efeitos no pr\u00f3ximo exerc\u00edcio que \u00e9 2020. Mas ser\u00e1 a lei vigente no <strong>ano de entrega da declara\u00e7\u00e3o \u2013 <\/strong>o que <strong>desrespeita <\/strong>o princ\u00edpio da <strong>irretroatividade. <\/strong>&nbsp;\u00c9 poss\u00edvel notar o tamanho do problema que esta situa\u00e7\u00e3o gera.<\/p>\n\n\n\n<p>E durante muito tempo essa s\u00famula permaneceu v\u00e1lida, at\u00e9 que houve uma a\u00e7\u00e3o no Supremo questionando essa <strong>retroatividade<\/strong> <strong>impr\u00f3pria<\/strong>, em opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o \u2013 autorizadas de forma a <strong>incentivar <\/strong>a atividade, em um <strong>car\u00e1ter extrafiscal.<\/strong> O STF, na \u00e9poca, compreendeu que a s\u00famula <strong>n\u00e3o se aplicava<\/strong> a este caso em especial, j\u00e1 que o <strong>objetivo<\/strong> do legislador era justamente o de <strong>incentivar exporta\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de mais alguns anos a s\u00famula 584-STF finalmente foi <strong>cancelada<\/strong>, n\u00e3o sendo mais v\u00e1lida nas decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/08\/10184403\/foto-stf-7.jpg\" alt=\"O Supremo, depois de tantos anos, finalmente cancelou a S\u00famula 584-STF.\" class=\"wp-image-832852\" width=\"835\" height=\"480\"\/><figcaption>O Supremo, depois de tantos anos, finalmente cancelou a S\u00famula 584-STF.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-conclusoes\"><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da <strong>irretroatividade<\/strong>, juntamente com os princ\u00edpios da <strong>legalidade<\/strong> e da <strong>isonomia, <\/strong>estabelece um marco jur\u00eddico que traz aos cidad\u00e3os <strong>estabilidade<\/strong> e <strong>seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/strong> <strong>necess\u00e1rios<\/strong> para o \u201cgoverno das leis\u201d (<em>rule of law)<\/em> em que se busca a <strong>igualdade<\/strong> de todos perante <strong>a lei<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre a express\u00e3o \u201cgoverno dos homens\u201d e a anterior \u00e9 a de que no \u201cgoverno dos homens\u201d o Estado poderia agir de forma tir\u00e2nica, perseguindo alguns, enquanto n\u00e3o atuava contra outras pessoas que se encontravam na mesma situa\u00e7\u00e3o. Thomas Hobbes, em sua obra \u201cO Leviat\u00e3\u201d, defendeu este car\u00e1ter totalit\u00e1rio dos governos mon\u00e1rquicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo das leis muda a rela\u00e7\u00e3o de poder entre o povo e seu governante. N\u00e3o mais ele poder\u00e1 abusar do poder estatal para prejudicar, perseguir ou fazer coisas piores contra sua popula\u00e7\u00e3o. A partir dessa transforma\u00e7\u00e3o, leis teriam de respeitar <strong>os direitos e garantias individuais dos seus cidad\u00e3os<\/strong>, respeitando a <strong>irretroatividade<\/strong>, pois <strong>leis retroativas<\/strong> s\u00f3 podem ser <strong>implantadas <\/strong>por <strong>tiranos, <\/strong>e <strong>obedecidas <\/strong>por <strong>escravos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, \u00e9 poss\u00edvel compreender o que motivou o STF a dar para os princ\u00edpios do direito tribut\u00e1rio esse car\u00e1ter de cl\u00e1usula p\u00e9trea \u2013 a ideia aqui \u00e9 proteger o cidad\u00e3o dos abusos estatais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Pereira de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-cursos-e-assinaturas\">Cursos e Assinaturas<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-tribunal\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Cursos para Carreiras Jur\u00eddicas<\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Conhe\u00e7a os cursos<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/cursosPorConcurso\/assinaturas-carreira-juridica\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a mais<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n      <p class=\"texto-auxiliar\">Prepare-se com o melhor material e com quem mais aprova em Concursos P\u00fablicos em todo o pa\u00eds.<\/p>\n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"container\" id=\"boxes\">\n  <div class=\"row\">\n\n    <div class=\"col-sm\">\n      <div class=\"banner-ecj\" id=\"box-assinatura\">\n        <h3 class=\"titulo-assinatura\">Assinatura Jur\u00eddica <\/h3>\n        <p class=\"subtitulo-assinatura\">Conhe\u00e7a os planos<\/p>\n        <div class=\"box-botao\">\n          <a class=\"btn-assinatura\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/assinaturas-ecj\/\" role=\"button\" rel=\"noopener noreferrer\">Conhe\u00e7a mais<\/a>\n        <\/div>\n      <\/div>\n      <p class=\"texto-auxiliar\">Prepare-se com o melhor material e com quem mais aprova em Concursos P\u00fablicos em todo o pa\u00eds. \n<\/p>\n    <\/div>\n\n  <\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mais!!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conceitos Iniciais Este artigo tem como objetivo explicar o que \u00e9 o princ\u00edpio da irretroatividade e como a jurisprud\u00eancia o aplicou na doutrina e nas suas interpreta\u00e7\u00f5es. 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