{"id":780533,"date":"2021-06-29T14:42:59","date_gmt":"2021-06-29T17:42:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=780533"},"modified":"2021-06-29T14:43:00","modified_gmt":"2021-06-29T17:43:00","slug":"informativo-stf-1022-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1022-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 1022 Comentado"},"content":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1022 do STF <strong>COMENTADO<\/strong> pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n<p><!-- \/wp:post-content --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph {\"align\":\"center\",\"fontSize\":\"huge\"} --><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-huge-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/29144234\/stf-1022.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_OZ43aVM6sbw\"><div id=\"lyte_OZ43aVM6sbw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/OZ43aVM6sbw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/OZ43aVM6sbw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/OZ43aVM6sbw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-constitucional\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-1-reintegra-o-e-acumula-o-de-proventos-com-sal-rio\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reintegra\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;e acumula\u00e7\u00e3o de proventos com sal\u00e1rio<\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A natureza do ato de demiss\u00e3o de empregado p\u00fablico \u00e9 constitucional-administrativa e n\u00e3o trabalhista, o que atrai a compet\u00eancia da Justi\u00e7a comum para julgar a quest\u00e3o. A concess\u00e3o de aposentadoria aos empregados p\u00fablicos inviabiliza a perman\u00eancia no emprego, nos termos do art. 37, \u00a7 14, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF), salvo para as aposentadorias concedidas pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) at\u00e9 a data de entrada em vigor da Emenda Constitucional (EC) 103\/09, nos termos do que disp\u00f5e seu art. 6\u00ba.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RE 655283\/DF, relator Min. Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Dias Toffoli (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-1-situa-o-f-tica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Aposentados dos Correios (Faaco) impetrou mandado de seguran\u00e7a visando a reintegra\u00e7\u00e3o dos aposentados espontaneamente pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) que foram dispensados pela estatal sem o pagamento das parcelas rescis\u00f3rias. A quest\u00e3o chegou ao STF por meio de RE para decidir acerca da compet\u00eancia para julgamento sobre a legalidade da dispensa ou da reintegra\u00e7\u00e3o de empregados p\u00fablicos em decorr\u00eancia de sua aposentadoria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No julgamento do mesmo RE tamb\u00e9m era discutido se a concess\u00e3o de aposentadoria encerraria o v\u00ednculo empregat\u00edcio para os empregados que haviam se aposentado pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) at\u00e9 a entrada em vigor da Emenda Constitucional 103\/2019.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-1-2-an-lise-estrat-gica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>EC 103\/2019:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 6\u00ba O disposto no \u00a7 14 do art. 37 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o se aplica a aposentadorias concedidas pelo Regime Geral de Previd\u00eancia Social at\u00e9 a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 37 (&#8230;) \u00a7 14. A aposentadoria concedida com a utiliza\u00e7\u00e3o de tempo de contribui\u00e7\u00e3o decorrente de cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, inclusive do Regime Geral de Previd\u00eancia Social, acarretar\u00e1 o rompimento do v\u00ednculo que gerou o referido tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-2-a-quem-compete-julgar-tais-a-es\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar tais a\u00e7\u00f5es?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a COMUM!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A justi\u00e7a comum \u00e9 competente para processar e julgar a\u00e7\u00e3o em que se discute a reintegra\u00e7\u00e3o de empregados p\u00fablicos dispensados em face da concess\u00e3o de aposentadoria espont\u00e2nea.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Isso porque n\u00e3o se debate rela\u00e7\u00e3o de trabalho, mas somente a possibilidade de reintegra\u00e7\u00e3o ao emprego p\u00fablico na eventualidade de se obter aposentadoria administrada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A concess\u00e3o de aposentadoria, com utiliza\u00e7\u00e3o do tempo de contribui\u00e7\u00e3o, leva ao ROMPIMENTO do v\u00ednculo trabalhista nos termos do art. 37, \u00a7 14 da CF. Entretanto, \u00e9 POSS\u00cdVEL a manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista, com a acumula\u00e7\u00e3o dos proventos com o sal\u00e1rio, se a aposentadoria se deu pelo RGPS ANTES da promulga\u00e7\u00e3o da EC 103\/2019.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o do art. 37, \u00a7 14, pela EC 103\/2019<strong>, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de modo expresso, definiu que a aposentadoria faz cessar o v\u00ednculo ao cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica cujo tempo de contribui\u00e7\u00e3o embasou a passagem do servidor\/empregado p\u00fablico para a inatividade, inclusive quando feita sob o RGPS<\/strong>. Por\u00e9m, a referida Emenda Constitucional EXIMIU da observ\u00e2ncia ao \u00a7 14 do art. 37 da CF as aposentadorias j\u00e1 concedidas pelo RGPS at\u00e9 a data de entrada em vigor da Emenda.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-1-2-3-resultado-final\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, ao apreciar o&nbsp;Tema 606&nbsp;da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio e reputou l\u00edcita a reintegra\u00e7\u00e3o com a acumula\u00e7\u00e3o de proventos com os sal\u00e1rios, j\u00e1 que, no caso concreto, a aposentadoria se deu antes da EC 103\/2019.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Quanto ao m\u00e9rito, ficaram vencidos parcialmente os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia e Roberto Barroso, que deram parcial provimento ao recurso. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tese de repercuss\u00e3o geral, o ministro Marco Aur\u00e9lio ficou vencido e a ministra Rosa Weber ficou vencida em parte<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-2-proibi-o-de-ca-a-pela-constitui-o-do-estado-de-s-o-paulo\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Proibi\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;de ca\u00e7a pela Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo&nbsp;<\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o afronta a compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o o dispositivo de Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo (art. 240) que pro\u00edbe a ca\u00e7a em seu respectivo territ\u00f3rio.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 350\/SP, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 18.6.2021 (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-1-situa-o-f-tica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) ajuizou a ADI 350 na qual questionava a constitucionalidade dos artigos 1\u00ba e 3\u00ba da Lei estadual 16.784\/2018. Conforme o autor da a\u00e7\u00e3o, a norma paulista que pro\u00edbe a ca\u00e7a de animais dom\u00e9sticos, silvestres, nativos ou ex\u00f3ticos no estado, teria usurpado a compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para editar normas gerais sobre ca\u00e7a (artigo 24, inciso VI, da CF).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-2-2-an-lise-estrat-gica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CE-SP:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 204.&nbsp;Fica proibida a ca\u00e7a, sob qualquer pretexto, em todo o Estado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF\/1988:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 23. \u00c9 compet\u00eancia comum da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>VI &#8211; proteger o meio ambiente e combater a polui\u00e7\u00e3o em qualquer de suas formas; VII &#8211; preservar as florestas, a fauna e a flora;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 24. Compete \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>VI &#8211; florestas, ca\u00e7a, pesca, fauna, conserva\u00e7\u00e3o da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e controle da polui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei 5.197\/1967:&nbsp;\u201cArt. 1\u00ba. Os animais de quaisquer esp\u00e9cies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais s\u00e3o propriedades do Estado, sendo proibida a sua utiliza\u00e7\u00e3o, persegui\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o, ca\u00e7a ou apanha.&nbsp;\u00a7 1\u00ba Se peculiaridades regionais comportarem o exerc\u00edcio da ca\u00e7a, a permiss\u00e3o ser\u00e1 estabelecida em ato regulamentador do Poder P\u00fablico Federal; (<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 3\u00ba. \u00c9 proibido o com\u00e9rcio de esp\u00e9cimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua ca\u00e7a, persegui\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o ou apanha.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;\u00a7 2\u00ba Ser\u00e1 permitida mediante licen\u00e7a da autoridade competente, a apanha de ovos, lavras e filhotes que se destinem aos estabelecimentos acima referidos, bem como a destrui\u00e7\u00e3o de animais silvestres considerados nocivos \u00e0 agricultura ou \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 14. Poder\u00e1 ser concedida a cientistas, pertencentes a institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, oficiais ou oficializadas, ou por estas indicadas, licen\u00e7a especial para a coleta de material destinado a fins cient\u00edficos, em qualquer \u00e9poca.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 1\u00ba Quando se tratar de cientistas estrangeiros, devidamente credenciados pelo pa\u00eds de origem, dever\u00e1 o pedido de licen\u00e7a ser aprovado e encaminhado ao \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico federal competente, por interm\u00e9dio de institui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica oficial do pa\u00eds.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;\u00a7 2\u00ba As institui\u00e7\u00f5es a que se refere este artigo, para efeito da renova\u00e7\u00e3o anual da licen\u00e7a, dar\u00e3o ci\u00eancia ao \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico federal competente das atividades dos cientistas licenciados no ano anterior.&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 3\u00ba As licen\u00e7as referidas neste artigo n\u00e3o poder\u00e3o ser utilizadas para fins comerciais ou esportivos.&nbsp;\u00a7 4\u00ba Aos cientistas das institui\u00e7\u00f5es nacionais que tenham por Lei, a atribui\u00e7\u00e3o de coletar material zool\u00f3gico, para fins cient\u00edficos, ser\u00e3o concedidas licen\u00e7as permanentes.\u201d<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-2-estado-pode-legislar-sobre-tema\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estado pode legislar sobre tema?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Considerando as regras de reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia previstas nos arts. 23, VI e VII, e 24, VI, da CF, o constituinte estadual apenas refor\u00e7ou a proibi\u00e7\u00e3o de ca\u00e7a prevista no art. 1\u00ba da Lei 5.197\/1967, norma geral editada pela Uni\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No entanto, cabe destacar que, na interpreta\u00e7\u00e3o do art. 240 da Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o devem ser inclu\u00eddas a veda\u00e7\u00e3o \u00e0s modalidades conhecidas como ca\u00e7a de controle e ca\u00e7a cient\u00edfica. Isso porque essas modalidades de ca\u00e7a destinam-se ao reequil\u00edbrio do ecossistema, tendo, portanto, natureza protetiva em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Apesar de o caput do art. 1\u00ba da Lei 5.197\/1967 tamb\u00e9m vedar o exerc\u00edcio da ca\u00e7a, os arts. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, e 14 admitem as atividades de \u201cdestrui\u00e7\u00e3o\u201d para fins de controle e de \u201ccoleta\u201d para fins cient\u00edficos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-2-2-3-resultado-final\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou parcialmente procedente o pedido formulado na a\u00e7\u00e3o direta, para t\u00e3o somente conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 express\u00e3o \u201csob qualquer pretexto\u201d, esclarecendo que n\u00e3o se incluem nessa veda\u00e7\u00e3o a destrui\u00e7\u00e3o para fins de controle e a coleta para fins cient\u00edficos, previstas, respectivamente, nos arts. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, e 14, ambos da Lei federal 5.197\/1967.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-3-iniciativa-legislativa-e-norma-que-cria-atribui-o-ao-minist-rio-p-blico\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Iniciativa legislativa e norma que cria atribui\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>S\u00e3o formalmente inconstitucionais dispositivos da Lei 10.001\/2000, de iniciativa do Poder Legislativo, que tratam de atribui\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico (\u201ccaput\u201d e par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba e art. 4\u00ba). (1) \u00c9 constitucional o art. 3\u00ba da Lei 10.001\/2000, que confere prioridade aos processos e procedimentos decorrentes de relat\u00f3rios de Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI). (2)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 5351\/DF, relatora Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 18.6.2021 (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-1-situa-o-f-tica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Procurador Geral da Rep\u00fablica ajuizou a ADI contra dispositivos da Lei 10.001\/2000 que determinam ao Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP) e aos \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio que deem prioridade aos procedimentos a respeito das conclus\u00f5es de Comiss\u00f5es Parlamentares de Inqu\u00e9rito (CPIs).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Conforme o autor da a\u00e7\u00e3o, os trechos questionados da lei \u2013 artigos 2\u00ba (caput e par\u00e1grafo \u00fanico) 3\u00ba e 4\u00ba \u2013 seriam incompat\u00edveis com a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Isso porque, conforme preconiza o artigo 128 (par\u00e1grafo 5\u00ba) da Constitui\u00e7\u00e3o, as atribui\u00e7\u00f5es dos membros do MP somente podem ser impostas por lei complementar de iniciativa do pr\u00f3prio procurador-geral.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-3-2-an-lise-estrat-gica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei 10.001\/2000:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 1\u00ba Os Presidentes da C\u00e2mara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional encaminhar\u00e3o o relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito respectiva, e a resolu\u00e7\u00e3o que o aprovar, aos chefes do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o ou dos Estados, ou ainda \u00e0s autoridades administrativas ou judiciais com poder de decis\u00e3o, conforme o caso, para a pr\u00e1tica de atos de sua compet\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 2\u00ba A autoridade a quem for encaminhada a resolu\u00e7\u00e3o informar\u00e1 ao remetente, no prazo de trinta dias, as provid\u00eancias adotadas ou a justificativa pela omiss\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A autoridade que presidir processo ou procedimento, administrativo ou judicial, instaurado em decorr\u00eancia de conclus\u00f5es de Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito, comunicar\u00e1, semestralmente, a fase em que se encontra, at\u00e9 a sua conclus\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 3\u00ba O processo ou procedimento referido no art. 2\u00ba ter\u00e1 prioridade sobre qualquer outro, exceto sobre aquele relativo a pedido de habeas corpus, habeas data e mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 4\u00ba O descumprimento das normas desta Lei sujeita a autoridade a san\u00e7\u00f5es administrativas, civis e penais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 5\u00ba Esta Lei entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordin\u00e1rias cabe a qualquer membro ou Comiss\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da Rep\u00fablica, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica e aos cidad\u00e3os, na forma e nos casos previstos nesta Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 1\u00ba S\u00e3o de iniciativa privativa do Presidente da Rep\u00fablica as leis que:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;II &#8211; disponham sobre:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>d) organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, bem como normas gerais para a organiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico e da Defensoria P\u00fablica dos Estados, do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 127. O Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 2\u00ba Ao Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a cria\u00e7\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de seus cargos e servi\u00e7os auxiliares, provendo-os por concurso p\u00fablico de provas ou de provas e t\u00edtulos, a pol\u00edtica remunerat\u00f3ria e os planos de carreira; a lei dispor\u00e1 sobre sua organiza\u00e7\u00e3o e funcionamento.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 128. O Minist\u00e9rio P\u00fablico abrange:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;\u00a7 5\u00ba Leis complementares da Uni\u00e3o e dos Estados, cuja iniciativa \u00e9 facultada aos respectivos Procuradores-Gerais, estabelecer\u00e3o a organiza\u00e7\u00e3o, as atribui\u00e7\u00f5es e o estatuto de cada Minist\u00e9rio P\u00fablico, observadas, relativamente a seus membros:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-2-congresso-pode-legislar-sobre-o-tema\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Congresso pode legislar sobre o tema?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Mais ou menos!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Segundo o STF, a CF reserva ao Presidente da Rep\u00fablica e ao Chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico o poder de iniciativa para deflagrar o processo legislativo no que concerne a normas de organiza\u00e7\u00e3o e atribui\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o editada por iniciativa do Legislativo, portanto, \u00e9 materialmente inconstitucional por ofender a independ\u00eancia e a autonomia funcional e administrativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Logo, acolheu-se o pedido da PGR relativo \u00e0 <strong>parte que cria determina\u00e7\u00f5es ao Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>, declarando-se a inconstitucionais das express\u00f5es \u201c<em>no prazo de trinta dia<\/em>s\u201d e \u201cou a <em>justificativa pela omiss\u00e3o<\/em>\u201d previstas em trechos da lei. Ao dispor sobre novas atribui\u00e7\u00f5es, os dispositivos usurpam iniciativa reservada pela Constitui\u00e7\u00e3o ao presidente da Rep\u00fablica para tratar de normas gerais sobre organiza\u00e7\u00e3o do MP e adentram em mat\u00e9ria reservada a lei complementar de iniciativa do chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico estadual.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-3-ent-o-inconstitucional-a-prioridade-prevista-aos-processos-decorrentes-de-cpi\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Ent\u00e3o \u00e9 inconstitucional a prioridade prevista aos processos decorrentes de CPI?<\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nops!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Para o STF,\u00e9 constitucional o art. 3\u00ba da Lei 10.001\/2000, que confere prioridade aos processos e procedimentos decorrentes de relat\u00f3rios de Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>As CPIs constituem importante mecanismo de controle da m\u00e1quina p\u00fablica, sendo um dos instrumentos para conferir concretude \u00e0 compet\u00eancia fiscalizat\u00f3ria do Congresso Nacional (CF, art. 49, X). Al\u00e9m disso, elas apuram fatos determinados sobre os quais h\u00e1 presun\u00e7\u00e3o de interesse p\u00fablico.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A import\u00e2ncia do instituto, que tem previs\u00e3o direta na CF, justifica a prioridade de tramita\u00e7\u00e3o aos procedimentos administrativos ou judiciais decorrentes da atua\u00e7\u00e3o das CPIs, o que denota a proporcionalidade e razoabilidade da previs\u00e3o contida no art. 3\u00ba da Lei 10.001\/2000.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-3-2-4-resultado-final\"><a>3.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para declarar a inconstitucionalidade das express\u00f5es \u201cno prazo de trinta dias\u201d e \u201cou a justificativa pela omiss\u00e3o\u201d contidas no caput do art. 2\u00ba; o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 2\u00ba e o art. 4\u00ba, todos da Lei 10.001\/2000. Vencido o ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-4-invas-o-de-terras-ind-genas-interven-o-da-uni-o-e-covid-19\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Invas\u00e3o de Terras Ind\u00edgenas: interven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o e Covid-19<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Cab\u00edvel o deferimento de tutela provis\u00f3ria incidental em argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental para ado\u00e7\u00e3o de todas as provid\u00eancias indispens\u00e1veis para assegurar a vida, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a de povos ind\u00edgenas v\u00edtimas de il\u00edcitos e problemas de sa\u00fade decorrentes da presen\u00e7a de invasores de suas terras, em situa\u00e7\u00e3o agravada pelo curso da pandemia ocasionada pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADPF 709 TPI-Ref\/DF, relator Min. Roberto Barroso, julgamento virtual finalizado em 18.6.2021 (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-1-situa-o-f-tica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib) ajuizou ADPF visando \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de provid\u00eancias no combate \u00e0 epidemia da Covid-19 entre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Ao apresentar pedido de tutela provis\u00f3ria antecipada, a entidade relatou ataques a tiros a ind\u00edgenas, mortes, desnutri\u00e7\u00e3o, anemia, cont\u00e1gio por merc\u00fario, desmatamento e garimpo ilegal, bem como a pr\u00e1tica de il\u00edcitos de toda ordem decorrentes da presen\u00e7a de invasores nas terras ind\u00edgenas durante a pandemia. Sustentou, tamb\u00e9m, que a presen\u00e7a de invasores \u00e9 respons\u00e1vel pelo cont\u00e1gio dessas comunidades por Covid-19, e pediu o deferimento da medida para assegurar a vida, a sa\u00fade e a seguran\u00e7a desses povos no contexto da crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-4-2-an-lise-estrat-gica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-1-cab-vel-a-tutela-provis-ria-incidental-em-adpf\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cab\u00edvel a tutela provis\u00f3ria incidental em ADPF?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso concreto, <strong>a verossimilhan\u00e7a do direito alegado e o perigo na demora est\u00e3o configurados<\/strong>, devendo incidir os princ\u00edpios da precau\u00e7\u00e3o e da preven\u00e7\u00e3o, conforme jurisprud\u00eancia consolidada do STF. Isso porque suficientemente demonstrados ind\u00edcios de conflitos violentos e amea\u00e7as por invasores das Terras Ind\u00edgenas (TIs) Yanomami e Munduruku, os quais, ali presentes para praticar atividades ilegais de minera\u00e7\u00e3o e extra\u00e7\u00e3o de madeira, promovem desmatamento e contribuem com problemas de sa\u00fade dessas comunidades que, j\u00e1 debilitadas por quadros de desnutri\u00e7\u00e3o e anemia, s\u00e3o contaminadas pelo merc\u00fario usado no garimpo, e, no curso da pandemia, ficam, ainda, sujeitas ao cont\u00e1gio pelo Covid-19 e por outras doen\u00e7as levadas pelos invasores.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-4-2-2-resultado-final\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, ratificou cautelar deferida em a\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental, para determinar \u00e0 Uni\u00e3o a ado\u00e7\u00e3o imediata de todas as medidas necess\u00e1rias \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da vida, da sa\u00fade e da seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas que habitam as TIs Yanomami e Munduruku, diante da amea\u00e7a de ataques violentos e da presen\u00e7a de invasores, devendo destacar todo o efetivo necess\u00e1rio a esse prop\u00f3sito e permanecer no local enquanto presente o risco. Quanto \u00e0 sistem\u00e1tica da interven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o nessas terras determinou-se, ainda, que: \u201c(i) est\u00e1 vedada \u00e0 Uni\u00e3o a atribui\u00e7\u00e3o de qualquer publicidade \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es, devendo abster-se de divulgar datas e outros elementos, que, ainda que gen\u00e9ricos, possam comprometer o sigilo da opera\u00e7\u00e3o, de modo assegurar sua efetividade; (ii) eventuais provid\u00eancias que demandem a atua\u00e7\u00e3o deste Ju\u00edzo quanto a tais a\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser processadas nos autos sigilosos em que tramita o Plano Sete Terras Ind\u00edgenas; (iii) a Uni\u00e3o dever\u00e1 entrar em contato com o representante da PGR, conforme orientado nos aludidos autos, para acompanhamento da opera\u00e7\u00e3o, assegurada a cadeia de cust\u00f3dia da informa\u00e7\u00e3o; (iv) a Uni\u00e3o dever\u00e1 apresentar relat\u00f3rio sobre a situa\u00e7\u00e3o das aludidas TIs e sobre a opera\u00e7\u00e3o realizada, tal como ali determinado; (v) de forma a evitar a reitera\u00e7\u00e3o do il\u00edcito, est\u00e1 desde logo autorizado pelo Ju\u00edzo que as medidas de interven\u00e7\u00e3o sejam acompanhadas da destrui\u00e7\u00e3o ou inutiliza\u00e7\u00e3o dos produtos, subprodutos e instrumentos da infra\u00e7\u00e3o, inclusive dos equipamentos nela utilizados, pelos fiscais ambientais, no local do flagrante, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o de autoridade administrativa hierarquicamente superior, provid\u00eancia cautelar amparada pelos arts. 25 e 72, V, da Lei 9.605\/1998 e pelos arts. 101, I, e 111 do Decreto 6.514\/2008. Nesse sentido, a Pol\u00edcia Federal dever\u00e1 dar ci\u00eancia desta decis\u00e3o aos servidores que participarem da opera\u00e7\u00e3o para que destruam os equipamentos.\u201d<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-5-direito-sa-de-fornecimento-de-medicamento-pelo-estado-aus-ncia-de-registro-sanit-rio-e-importa-o-autorizada-pela-anvisa\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Direito \u00e0 sa\u00fade: fornecimento de medicamento pelo Estado, aus\u00eancia de registro sanit\u00e1rio e importa\u00e7\u00e3o autorizada pela Anvisa<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Cabe ao Estado fornecer, em termos excepcionais, medicamento que, embora n\u00e3o possua registro na Anvisa, tem a sua importa\u00e7\u00e3o autorizada pela ag\u00eancia de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, desde que comprovada a incapacidade econ\u00f4mica do paciente, a imprescindibilidade cl\u00ednica do tratamento, e a impossibilidade de substitui\u00e7\u00e3o por outro similar constante das listas oficiais de dispensa\u00e7\u00e3o de medicamentos e os protocolos de interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica do SUS.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RE 1165959\/SP, relator Min. Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Alexandre de Moraes, (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-1-situa-o-f-tica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trata-se de RE que chegou ao STF ap\u00f3s o TJ-SP confirmar decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia e determinar o fornecimento de medicamento \u00e0 base de canabidiol para um paciente menor de idade que sofre de encefalopatia cr\u00f4nica por citomegalov\u00edrus cong\u00eanito e de epilepsia intrat\u00e1vel, com quadro de crises graves e frequentes.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A decis\u00e3o do TJ levou em considera\u00e7\u00e3o a hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica do paciente e o fato de o medicamento, embora sem registro na Anvisa, ter autoriza\u00e7\u00e3o da autarquia para sua importa\u00e7\u00e3o. No caso, a Anvisa havia autorizado a importa\u00e7\u00e3o do medicamento em car\u00e1ter excepcional, para uso pr\u00f3prio de pessoa f\u00edsica, mediante prescri\u00e7\u00e3o de profissional legalmente habilitado.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No STF, o Estado de S\u00e3o Paulo alegava que a falta de registro na Anvisa impediria a obrigatoriedade de fornecimento do produto. O advogado do paciente, por sua vez, sustentou que o medicamento foi indicado por profissional de medicina como o \u00fanico meio poss\u00edvel de tratamento e que, ap\u00f3s o uso do <em>canabidiol<\/em>, ele passou de cerca de 80 convuls\u00f5es di\u00e1rias para quatro ou cinco.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-5-2-an-lise-estrat-gica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-1-deve-ser-fornecido-o-medicamento\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Deve ser fornecido o medicamento?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Constatada a incapacidade financeira do paciente, o Estado deve fornecer medicamento que, apesar de n\u00e3o possuir registro sanit\u00e1rio, tem a importa\u00e7\u00e3o autorizada pela Agencia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). Para tanto, devem ser comprovadas <strong>a imprescindibilidade do tratamento e a impossibilidade de substitui\u00e7\u00e3o por outro similar<\/strong> constante das listas oficiais de dispensa\u00e7\u00e3o e dos protocolos de interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No exame do Tema 6 e do Tema 500 da repercuss\u00e3o geral, o Tribunal estabeleceu algumas premissas consensuais para que o Poder Judici\u00e1rio possa compelir o Estado a fornecer f\u00e1rmaco n\u00e3o constante das listas de dispensa\u00e7\u00e3o do SUS, quais sejam: (i) a comprova\u00e7\u00e3o da imprescindibilidade do medicamento; (ii) a impossibilidade de substitui\u00e7\u00e3o por outro similar; (iii) a incapacidade financeira do enfermo; e (iv) o impedimento de a demanda cuidar de medicamento experimental ou de uso n\u00e3o autorizado pela Anvisa.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No caso concreto, a respeito da subst\u00e2ncia terap\u00eautica pleiteada, al\u00e9m de n\u00e3o ser proibida a comercializa\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, a importa\u00e7\u00e3o de produtos \u00e0 base de canabidiol, para uso pessoal, tem autoriza\u00e7\u00e3o da Anvisa, se cumpridos crit\u00e9rios espec\u00edficos. O recorrido, inclusive, possui autoriza\u00e7\u00e3o individual da Ag\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-5-2-2-resultado-final\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Desse modo, o Plen\u00e1rio negou provimento a recurso extraordin\u00e1rio. Vencidos os ministros Marco Aur\u00e9lio (relator) e Edson Fachin, que fixaram tese diversa; e o ministro Nunes Marques, que n\u00e3o fixou tese.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-previdenci-rio\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-6-impossibilidade-de-extens-o-do-aux-lio-de-grande-invalidez-a-todas-as-modalidades-de-aposentadoria\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Impossibilidade de extens\u00e3o do aux\u00edlio de grande invalidez a todas as modalidades de aposentadoria<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No \u00e2mbito do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS), somente lei pode criar ou ampliar benef\u00edcios e vantagens previdenci\u00e1rias, n\u00e3o havendo, por ora, previs\u00e3o de extens\u00e3o do aux\u00edlio da grande invalidez a todas as esp\u00e9cies de aposentadoria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RE 1221446\/RJ, relator Min. Dias Toffoli, julgamento virtual finalizado em 18.6.2021 (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-1-situa-o-f-tica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trata-se de RE em que se questionava a possibilidade de extens\u00e3o do adicional de 25% previsto na aposentadoria por invalidez \u00e0s demais esp\u00e9cies de aposentadorias. A quest\u00e3o chegou ao STF ap\u00f3s decis\u00e3o do STJ, sob o rito dos recursos repetitivos, que havia assegurado sua extens\u00e3o a todos os aposentados pelo RGPS que comprovassem a necessidade de ajuda permanente de outra pessoa, independentemente da modalidade de aposentadoria. Para o STJ, o benef\u00edcio teria natureza assistencial e seria respaldado pelos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da isonomia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No recurso, o INSS contestava a natureza assistencial conferida ao benef\u00edcio e defendia a necessidade de lei para a cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-6-2-an-lise-estrat-gica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei 8.213\/1991:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 45. O valor da aposentadoria por invalidez do segurado que necessitar da assist\u00eancia permanente de outra pessoa ser\u00e1 acrescido de 25% (vinte e cinco por cento)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-2-liberou-geral\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Liberou geral?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nana-nina-N\u00c2O!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a extens\u00e3o do aux\u00edlio contido no art. 45 da lei 8.213\/1991, tamb\u00e9m chamado de aux\u00edlio de grande invalidez ou aux\u00edlio-acompanhante, para todos os segurados aposentados que necessitem de ajuda permanente para o desempenho de atividades b\u00e1sicas da vida di\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em <strong>observ\u00e2ncia aos princ\u00edpios da legalidade\/reserva legal, da distributividade e da regra da contrapartida<\/strong>, \u00e9 IMPRESCIND\u00cdVEL lei para cria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios ou vantagens previdenci\u00e1rias, e nas leis 8.213\/1991 e 8.742\/1993, as quais tratam respectivamente, da previd\u00eancia e assist\u00eancia social, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o do chamado aux\u00edlio de grande invalidez para outras esp\u00e9cies de aposentadoria que n\u00e3o seja a decorrente de invalidez.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Assim, n\u00e3o obstante o louv\u00e1vel intuito de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que precisam da ajuda permanente de terceiros, a extens\u00e3o do \u201caux\u00edlio-acompanhante\u201d para al\u00e9m da hip\u00f3tese prevista em lei, ainda que sob \u00e0 luz dos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da isonomia, n\u00e3o encontra eco na jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF). Com efeito, a Corte Constitucional n\u00e3o tem LEGITIMIDADE para suprir ou suplantar a atua\u00e7\u00e3o legislativa na seara da prote\u00e7\u00e3o aos riscos previdenci\u00e1rios.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Outrossim, n\u00e3o prospera o argumento de que o adicional da grande invalidez teria natureza assistencial e que por isso poderia ser concedido \u00e0s demais esp\u00e9cies de aposentadoria. Primeiro porque para o deferimento dos benef\u00edcios assistenciais deve-se observar os requisitos legais, segundo porque seu car\u00e1ter supostamente assistencial n\u00e3o afasta a exig\u00eancia de previs\u00e3o legal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-6-2-3-resultado-final\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, apreciando o Tema 1095 da repercuss\u00e3o geral, deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para: a) declarar a impossibilidade de concess\u00e3o e extens\u00e3o do \u201caux\u00edlio-acompanhante\u201d para todas as esp\u00e9cies de aposentadoria; b) modular os efeitos da tese de repercuss\u00e3o geral, de forma a se preservarem os direitos dos segurados cujo reconhecimento judicial tenha se dado por decis\u00e3o transitada em julgado at\u00e9 a data deste julgamento; c) declarar a irrepetibilidade dos valores alimentares recebidos de boa-f\u00e9 por for\u00e7a de decis\u00e3o judicial ou administrativa at\u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o do resultado deste julgamento. Vencido o ministro Edson Fachin e, parcialmente, o ministro Marco Aur\u00e9lio, que divergiu quanto \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":1} -->\n<h1 id=\"h-direito-tribut-rio\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-7-inclus-o-do-iss-na-base-de-c-lculo-da-contribui-o-previdenci-ria-sobre-a-receita-bruta\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inclus\u00e3o do ISS na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 constitucional a inclus\u00e3o do Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza -ISS na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta \u2013 CPRB.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>RE 1285845\/RS, relator Min. Marco Aur\u00e9lio, redator do ac\u00f3rd\u00e3o Min. Alexandre de Moraes (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-1-situa-o-f-tica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Trata-se de RE no qual uma empresa questionava decis\u00e3o do TRF-4 que entendeu n\u00e3o ser poss\u00edvel ao contribuinte excluir o ISS da base de c\u00e1lculo da CPRB, institu\u00edda pela Lei 12.546\/2011. Segundo a empresa, o conceito de receita utilizado para definir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o extrapolaria as bases econ\u00f4micas previstas no artigo 195, inciso I, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Outro argumento foi a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal expressa para a inclus\u00e3o dos impostos na receita bruta da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Uni\u00e3o, por sua vez, destacou que a Lei 12.546\/2011 enumerou expressamente todas as exclus\u00f5es cab\u00edveis da base de c\u00e1lculo da CPRB e est\u00e1 alinhada \u00e0 Lei 12.973\/2014, que objetivou internalizar conceitos internacionais de contabilidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-7-2-an-lise-estrat-gica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 6\u00ba Qualquer subs\u00eddio ou isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, concess\u00e3o de cr\u00e9dito presumido, anistia ou remiss\u00e3o, relativos a impostos, taxas ou contribui\u00e7\u00f5es, s\u00f3 poder\u00e1 ser concedido mediante lei espec\u00edfica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as mat\u00e9rias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribui\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do disposto no art. 155, \u00a7 2.\u00ba, XII, g<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;\u00a7 13. Aplica-se o disposto no \u00a7 12 inclusive na hip\u00f3tese de substitui\u00e7\u00e3o gradual, total ou parcial, da contribui\u00e7\u00e3o incidente na forma do inciso I, a, pela incidente sobre a receita ou o faturamento. (Revogado pela Emenda Constitucional 103, de 2019)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Lei 12.546\/2011:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 7\u00ba At\u00e9 31 de dezembro de 2020, poder\u00e3o contribuir sobre o valor da receita bruta, exclu\u00eddos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es previstas nos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei n\u00ba 8.212, de 24 de julho de 1991:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 8\u00ba At\u00e9 31 de dezembro de 2021, poder\u00e3o contribuir sobre o valor da receita bruta, exclu\u00eddos as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es previstas nos incisos I e III do caput do art. 22 da Lei n\u00ba 8.212, de 24 de julho de 1991<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-2-a-norma-questionada-encontra-amparo-na-cf\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A norma questionada encontra amparo na CF?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A receita bruta, para fins de determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da CPRB, compreende os tributos sobre ela incidentes.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Inaugurando nova ordem previdenci\u00e1ria, a Emenda Constitucional (EC) 42\/2003, ao inserir o par\u00e1grafo 13 no art. 195 da CF, atualmente revogado pela EC 103\/2019, permitiu a institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria substitutiva daquela incidente sobre a folha de sal\u00e1rios e pagamentos. Diante da autoriza\u00e7\u00e3o constitucional, foi editada a Lei 12.546\/2011, instituindo contribui\u00e7\u00e3o substitutiva (CPRB), com o escopo de desonerar a folha de sal\u00e1rios\/pagamentos e reduzir a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Quando de sua institui\u00e7\u00e3o, a contribui\u00e7\u00e3o era obrigat\u00f3ria \u00e0s empresas listadas nos artigos 7\u00ba e 8\u00ba da Lei 12.546\/2011. Todavia<strong>, ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei 13.161\/2015, o novo regime passou a ser facultativo<\/strong>, podendo as empresas a ele aderir apenas se conclu\u00edssem que a sistem\u00e1tica da CPRB seria, no seu contexto, mais ben\u00e9fica do que a contribui\u00e7\u00e3o sobre a folha de pagamentos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Diante disso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 empresa optar pelo novo regime de contribui\u00e7\u00e3o por livre vontade e, ao mesmo tempo, se beneficiar de regras que n\u00e3o lhe sejam aplic\u00e1veis. Abater do c\u00e1lculo da CPRB o Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISS) sobre ela incidente ampliaria demasiadamente o benef\u00edcio fiscal, pautado em amplo debate de pol\u00edticas p\u00fablicas tribut\u00e1rias, em grave viola\u00e7\u00e3o ao artigo 150, \u00a7 6\u00ba, da CF, que determina a edi\u00e7\u00e3o de lei espec\u00edfica para tratar sobre redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo de tributo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-7-2-3-resultado-final\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por maioria, apreciando o Tema 1135 da repercuss\u00e3o geral, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio. Vencidos os ministros Marco Aur\u00e9lio (Relator), Rosa Weber e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 id=\"h-8-regime-especial-de-tributa-o-do-icms-a-ind-strias-localizadas-no-estado-do-par\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regime especial de tributa\u00e7\u00e3o do ICMS a ind\u00fastrias localizadas no estado do Par\u00e1<\/a><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00c9 inconstitucional a sistem\u00e1tica de incentivo fiscal de ICMS \u00e0s ind\u00fastrias paraenses de produtos industrializados derivados do trigo, prevista no Anexo I do Decreto 4.676\/2001 do estado do Par\u00e1 (Regulamento do ICMS).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>ADI 6479\/PA, relatora Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento virtual finalizado em 18.6.2021 (Info 1022)<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-1-situa-o-f-tica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica (PGR), Augusto Aras, ajuizou a ADI 6479 contra norma do Estado do Par\u00e1 que instituiu o Regulamento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS). Os dispositivos questionados asseguram incentivo fiscal \u00e0s ind\u00fastrias de produtos derivados de farinha de trigo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Regulamento do ICMS, criado pelo Decreto estadual 4.676\/2001, com altera\u00e7\u00f5es dos Decretos 1.522\/2009, 1.551\/2009 e 360\/2019, instituiu novo benef\u00edcio tribut\u00e1rio, que consiste na diminui\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas e da base de c\u00e1lculo do trigo e de seus derivados.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Essas normas, segundo o procurador, institu\u00edram benef\u00edcio fiscal sem observar a reserva constitucional de lei espec\u00edfica para concess\u00e3o de qualquer modalidade de desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (artigo 150, par\u00e1grafo 6\u00ba) e a pr\u00e9via celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio (artigo 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso XII, al\u00ednea \u201cg\u201d).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 id=\"h-8-2-an-lise-estrat-gica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-1-quest-o-jur-dica\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>CF:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>II &#8211; instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situa\u00e7\u00e3o equivalente, proibida qualquer distin\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o profissional ou fun\u00e7\u00e3o por eles exercida, independentemente da denomina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos rendimentos, t\u00edtulos ou direitos<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 6\u00ba Qualquer subs\u00eddio ou isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, concess\u00e3o de cr\u00e9dito presumido, anistia ou remiss\u00e3o, relativos a impostos, taxas ou contribui\u00e7\u00f5es, s\u00f3 poder\u00e1 ser concedido mediante lei espec\u00edfica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as mat\u00e9rias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribui\u00e7\u00e3o, sem preju\u00edzo do disposto no art. 155, \u00a7 2.\u00ba, XII, g.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>\u00a7 7\u00ba A lei poder\u00e1 atribuir a sujeito passivo de obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a condi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1vel pelo pagamento de imposto ou contribui\u00e7\u00e3o, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restitui\u00e7\u00e3o da quantia paga, caso n\u00e3o se realize o fato gerador presumido.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Art. 152. \u00c9 vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios estabelecer diferen\u00e7a tribut\u00e1ria entre bens e servi\u00e7os, de qualquer natureza, em raz\u00e3o de sua proced\u00eancia ou destino.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-2-farinha-pouca-meu-pir-o-primeiro\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Farinha pouca, meu pir\u00e3o primeiro?<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>N\u00e3o \u00e9 bem assim!!!<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com efeito, contraria o disposto nos \u00a7\u00a7 6\u00ba e 7\u00ba do art. 150 da CCF o estabelecimento, por Decreto estadual, de regime especial de recolhimento antecipado do ICMS, com substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Ademais, ao privilegiar as empresas produtoras de trigo e seus derivados localizadas no estado do Par\u00e1, as normas impugnadas ofendem tanto o princ\u00edpio da isonomia quanto a veda\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00f5es de qualquer natureza aos produtos em raz\u00e3o da proced\u00eancia ou destino.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4 id=\"h-8-2-3-resultado-final\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com base nesse entendimento, o Plen\u00e1rio, por unanimidade, julgou procedente o pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta para reconhecer a inconstitucionalidade dos incs. I e II do caput do art. 118, do art. 119, do caput e dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 119-A, do caput e dos \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba do art. 119-C, do art. 119-D, do caput, dos incs. I, II e III do \u00a7 1\u00ba, dos incs. I e II do \u00a7 2\u00ba e do \u00a7 3\u00ba do art. 120, dos arts. 122-A e 123-A do Anexo I do Decreto 4.676\/2001 do estado do Par\u00e1 (Regulamento do ICMS), com as altera\u00e7\u00f5es dos Decretos 1.522\/2009, 1.551\/2009 e 360\/2019.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:file {\"id\":780540,\"href\":\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/29144234\/stf-1022.pdf\"} -->\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/29144234\/stf-1022.pdf\">stf-1022<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/29144234\/stf-1022.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n<!-- \/wp:file -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 1022 do STF COMENTADO pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! Assista a este v\u00eddeo no YouTube DIREITO CONSTITUCIONAL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reintegra\u00e7\u00e3o&nbsp;e acumula\u00e7\u00e3o de proventos com sal\u00e1rio RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO A natureza do ato de demiss\u00e3o de empregado p\u00fablico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-780533","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 1022 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-1022-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 1022 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 1022 do STF COMENTADO pintando na telinha (do seu computador, notebook, tablet, celular&#8230;) para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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