{"id":765954,"date":"2021-06-13T00:33:05","date_gmt":"2021-06-13T03:33:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=765954"},"modified":"2021-06-22T12:05:10","modified_gmt":"2021-06-22T15:05:10","slug":"cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial\/","title":{"rendered":"CACD 2020 &#8211; Prova de Geografia comentada com gabarito e possibilidades de recurso"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, futuros diplomatas!<br \/>Aqui \u00e9 o Prof. Alexandre, como foram de prova?<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto, vou corrigir todos os itens da Primeira Fase de Geografia, elencando as possibilidades de recurso. Sim, d\u00e1 para entrar com recurso em alguns casos. Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p><br \/><strong>QUEST\u00c3O 23<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Diferentemente da produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo de massa (como eletroeletr\u00f4nicos), a produ\u00e7\u00e3o de bens derivados de tecnologias consideradas estrat\u00e9gicas pelos Estados Nacionais (setores de defesa e aeroespacial, por exemplo) \u00e9, ainda hoje, objeto de prote\u00e7\u00e3o e incentivos governamentais, sendo, portanto, concentrada geograficamente em alguns pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto as ind\u00fastrias de defesa quanto as do setor aeroespacial s\u00e3o consideradas estrat\u00e9gias pelos Estados nacionais e, de fato, est\u00e3o concentradas em alguns pa\u00edses. Estados Unidos, R\u00fassia, China e algumas poucas na\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o Europeia lideram as inova\u00e7\u00f5es militares e espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O item poderia gerar d\u00favida: apesar do setor aeroespacial estar concentrado em poucos Estados (afinal, n\u00e3o \u00e9 qualquer um que tem capacidade t\u00e9cnica e financeira de lan\u00e7ar objetos e indiv\u00edduos ao espa\u00e7o), todos eles, mesmo as diminutas na\u00e7\u00f5es, possuem sistemas de defesa \u2014 ainda que rudimentares. No entanto, a banca entendeu que tanto as inova\u00e7\u00f5es aeroespaciais quanto as inova\u00e7\u00f5es militares partem de poucos pa\u00edses, o que \u00e9 uma verdade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Alguns minerais como o l\u00edtio, o cobalto, o grafite e o van\u00e1dio, necess\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o de smartphones, semicondutores, pain\u00e9is solares, turbinas c\u00f3licas, carros el\u00e9tricos e sat\u00e9lites, t\u00eam sua extra\u00e7\u00e3o concentrada em um pequeno n\u00famero de \u00e1reas produtoras. No entanto, a restrita localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das jazidas minerais n\u00e3o impede que a extra\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o daqueles min\u00e9rios sejam crescentemente realizadas por empresas nas quais predominam capitais de terceiros pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade. Chile, Bol\u00edvia e Argentina possuem mais de 70% das reservas de l\u00edtio. A Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (um pa\u00eds africano muito rico em recursos naturais, mas pobre em desenvolvimento humano) produz cerca de 60% de todo o cobalto do planeta. Os maiores produtores de grafite s\u00e3o Mo\u00e7ambique, China e Brasil \u2014 por aqui, com destaque \u00e0 Minas Gerais, que produz mais de 70% do total nacional. Do mesmo modo, China e R\u00fassia concentram a maior parte das reservas de van\u00e1dio.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o dados que poucas pessoas sabem, mas&#8230; a boa not\u00edcia \u00e9 que n\u00e3o precisava sabe-los para acertar o item. Bastava entender que a produ\u00e7\u00e3o de minerais \u00e9 concentrada em poucos pa\u00edses, e que normalmente estes minerais s\u00e3o extra\u00eddos por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro de uma l\u00f3gica globalizada, estes \u201cterceiros\u201d s\u00e3o empresas das maiores pot\u00eancias (EUA, China, Alemanha, entre outros) que operam na extra\u00e7\u00e3o de minerais em pa\u00edses em desenvolvimento. Aqui no Brasil, por exemplo, h\u00e1 diversas multinacionais explorando jazidas no Par\u00e1 e em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. A tend\u00eancia observada de outsourcing, offshoring, associa\u00e7\u00f5es, clusters, redes e terceiriza\u00e7\u00e3o em escala mundial nas cadeias de fornecimento mostrou-se imune a eventuais aumentos de custos econ\u00f4micos e pol\u00edticos decorrentes da expans\u00e3o geogr\u00e1fica da produ\u00e7\u00e3o industrial. Nesse sentido, n\u00e3o se observam, nos \u00faltimos anos, est\u00edmulos para o chamado reshoring em cadeias produtivas internacionalizadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior dificuldade deste item era entender os conceitos apresentados que refletem as din\u00e2micas da terceira revolu\u00e7\u00e3o industrial e da acumula\u00e7\u00e3o flex\u00edvel. \u201cOutsourcing\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de terceiriza\u00e7\u00e3o. \u201cOffshoring\u201d significa o deslocamento da produ\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds para outro (ex: sa\u00edda de uma ind\u00fastria dos EUA para a China). \u201cClusters\u201d s\u00e3o grupos de empresas de um mesmo ramo que se concentram em uma mesma por\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio para obter vantagens pol\u00edticas e econ\u00f4micas (ex: Vale do Sil\u00edcio com empresas de tecnologia). Tudo isso faz parte do cen\u00e1rio globalizado, e at\u00e9 a\u00ed, a quest\u00e3o est\u00e1 certa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que \u201creshoring\u201d significa o retorno das ind\u00fastrias para o pa\u00eds de origem, algo que est\u00e1 ocorrendo no mundo atual (basta pensar nas pol\u00edticas de Donald Trump, no \u201cAmerica First\u201d que procurava trazer de volta as ind\u00fastrias do M\u00e9xico e da China para os EUA). No cen\u00e1rio global, a a pr\u00f3pria pandemia de COVID est\u00e1 acelerando o reshoring.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a queda nos custos de transporte e comunica\u00e7\u00e3o diminuiu a prote\u00e7\u00e3o historicamente conferida a significativo n\u00famero de setores produtivos que se beneficiavam da proximidade dos mercados locais, eliminando, dessa forma, produtores pouco competitivos. Algumas atividades econ\u00f4micas, como a ind\u00fastria do vinho e o turismo, no entanto, souberam extrair rendas adicionais derivadas das caracter\u00edsticas \u00fanicas (naturais, arquitet\u00f4nicas, hist\u00f3ricas) do territ\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certo, mas d\u00e1 para entrar com recurso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o narra uma consequ\u00eancia bem conhecida da globaliza\u00e7\u00e3o: a diminui\u00e7\u00e3o das dist\u00e2ncias que, ao acirrar a concorr\u00eancia geogr\u00e1fica, penaliza os menores produtores em detrimento dos maiores, fazendo com que \u201cprodutores pouco competitivos\u201d percam mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do gabarito \u201ccerto\u201d, \u00e9 poss\u00edvel entrar com recurso, uma vez que os \u201cprodutores pouco competitivos\u201d nem sempre s\u00e3o \u201celiminados\u201d. Aqui no Brasil, por exemplo, eles produzem a maioria de diversos g\u00eaneros \u2014 como o arroz, feij\u00e3o e hortifruti. O termo \u201celiminando\u201d \u00e9 muito forte e prejudicou o julgamento do item.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 24<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. As diversas vers\u00f5es da chamada Geografia tradicional privilegiaram os conceitos de paisagem e regi\u00e3o, estabelecendo, em torno desses conceitos, a discuss\u00e3o a respeito do objeto da Geografia e de sua identidade no \u00e2mbito das disciplinas cient\u00edficas.<\/strong> <strong>Paisagem, regi\u00e3o natural, regi\u00e3o-paisagem, regi\u00e3o geogr\u00e1fica, paisagem cultural e g\u00eanero de vida, por exemplo, foram conceitos amplamente utilizados pelos ge\u00f3grafos vinculados ao positivismo e ao historicismo do s\u00e9culo 19 e da primeira metade do s\u00e9culo 20.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Geografia Tradicional, as categorias de an\u00e1lise paisagem e regi\u00e3o eram mais estudadas, cabendo aos demais (espa\u00e7o, territ\u00f3rio e lugar) mera posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u2014 ainda que o territ\u00f3rio, segundo a geografia pol\u00edtica da \u00e9poca, tivesse certa relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior problema deste item s\u00e3o os conceitos de \u201cregi\u00e3o natural, regi\u00e3o-paisagem, regi\u00e3o geogr\u00e1fica, paisagem cultural e g\u00eanero de vida\u201d que s\u00e3o pouco utilizados na Geografia atual e que nunca ca\u00edram no CACD. Na minha opini\u00e3o, um dos itens mais dif\u00edceis da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cregi\u00e3o&nbsp; geogr\u00e1fica\u201d&nbsp; (na&nbsp; bibliografia&nbsp; francesa)&nbsp; ou&nbsp; \u201cregi\u00e3o-paisagem\u201d (na bibliografia alem\u00e3) partem&nbsp; \u201cda&nbsp;&nbsp; descri\u00e7\u00e3o, da&nbsp; caracteriza\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp; das&nbsp;&nbsp; particularidades,&nbsp;&nbsp; das&nbsp;&nbsp; individualidades,&nbsp;&nbsp; da identidade de cada regi\u00e3o, buscando sintetizar a a\u00e7\u00e3o transformadora do homem sobre um determinado ambiente e suas rela\u00e7\u00f5es\u201d (Talaska, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o conceito de \u201cregi\u00e3o natural\u201d tem vi\u00e9s determinista, partindo da ideia de que as caracter\u00edsticas naturais de uma regi\u00e3o (ex: clima, relevo, recursos minerais&#8230;) influenciam a sociedade que nela se desenvolve. Tamb\u00e9m pode ser aplicado \u00e0 biogeografia significando ecossistemas relativamente homog\u00eaneos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conceitos de \u201cpaisagem cultural\u201d e \u201cg\u00eanero de vida\u201d s\u00e3o semelhantes. Segundo La Blache, g\u00eanero de vida seria, grosso modo, a forma de cada grupo, seu \u201cmodo de ser\u201d que seria transmitido de gera\u00e7\u00e3o \u00e0 gera\u00e7\u00e3o por meio do h\u00e1bito. E isso, de certo modo, moldaria diferentes \u201cpaisagens culturais\u201d pois, a partir do desenvolvimento da sociedade, uma \u201cpaisagem natural\u201d (com pouca influencia humana) vai se transformando em uma \u201cpaisagem cultural\u201d (com mais influ\u00eancia humana).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. A no\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o pode ser empregada na linguagem cotidiana como refer\u00eancia associada \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o de determinado fato ou fen\u00f4meno e, da mesma forma, \u00e9 comumente utilizada como unidade administrativa, sendo a base para a divis\u00e3o regional adotada pela administra\u00e7\u00e3o estatal. A no\u00e7\u00e3o de regi\u00e3o geogr\u00e1fica, cientificamente mais rigorosa, nasce da ideia de que o ambiente natural tem certo dom\u00ednio sobre a orienta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento da sociedade, condicionando a evolu\u00e7\u00e3o dos diversos grupos humanos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro item dif\u00edcil de Hist\u00f3ria da Geografia. N\u00e3o tanto pela dificuldade, mas pela baixa frequ\u00eancia nas provas do CACD sobre o assunto. No entanto, vale a premissa que vimos nas aulas: a banca do CACD jamais \u00e9 determinista! Isso significa, na pr\u00e1tica, que jamais podemos \u201cculpar\u201d a natureza pelos problemas da sociedade, pois, segundo a vis\u00e3o possibilista defendida pela banca, o homem pode moldar a natureza por meio da t\u00e9cnica e, deste modo, contornar as adversidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo isso em vista, \u00e9 question\u00e1vel a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201co ambiente natural tem certo dom\u00ednio sobre a orienta\u00e7\u00e3o do desenvolvimento da sociedade\u201d (ou seja, de que a natureza impera sob o homem). Do jeito que est\u00e1 escrito, parece que uma sociedade desenvolvida em escassas condi\u00e7\u00f5es naturais estaria fadada ao fracasso, o que \u00e9 falso. O item \u00e9 dif\u00edcil, mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. A chamada revolu\u00e7\u00e3o teor\u00e9tico-quantitativa da Geografia, iniciada na d\u00e9cada de 1950, orientou-se pelo positivismo l\u00f3gico, tendo como pressuposto a presen\u00e7a de uma ordem estrutural matem\u00e1tica impl\u00edcita por tr\u00e1s do padr\u00e3o emp\u00edrico de organiza\u00e7\u00e3o espacial dos fen\u00f4menos. A tarefa da Geografia enquanto ci\u00eancia seria a de descobrir e revelar esses padr\u00f5es matem\u00e1ticos no espa\u00e7o, o qual passa a ser o conceito-chave da disciplina geogr\u00e1fica sob paradigma teor\u00e9tico-quantitativo. A ideia de que h\u00e1 uma ordem subjacente ao espa\u00e7o possibilitaria, ainda, estimar proje\u00e7\u00f5es e fazer progn\u00f3sticos, aproximando a Geografia do planejamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Item que descreve perfeitamente a geografia teor\u00e9tica (ou quantitativa), cujo auge se deu entre as d\u00e9cadas de 1960 e 1970. Partindo-se de premissas positivistas, esta corrente enxergava a realidade como se fosse linear, sujeita a leis e a processos dotados de ordem. Se a sociedade \u00e9 previs\u00edvel, \u00e9 poss\u00edvel prev\u00ea-la, calcul\u00e1-la, relevando padr\u00f5es e fazendo previs\u00f5es. Se eu conhe\u00e7o a lei da gravidade, por exemplo, eu posso calcular a velocidade de um objeto em queda (\u00e9 claro que esse exemplo \u00e9 sobre f\u00edsica, mas esse racioc\u00ednio tamb\u00e9m era aplicado \u00e0 Geografia). O espa\u00e7o, sendo dotado de ordem e previsibilidade matem\u00e1tica, era poss\u00edvel de ser planejado por meio da matem\u00e1tica e da estat\u00edstica, especialmente pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. A Geografia da percep\u00e7\u00e3o e do comportamento, assim como a chamada Geografia humanista, procurou elaborar um enfoque globalizador e subjetivo da realidade, inserindo a intui\u00e7\u00e3o como elemento constitutivo do processo de conhecimento. Sua preocupa\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o vivido coloca, no centro da an\u00e1lise geogr\u00e1fica, o lugar. N\u00e3o se trataria, no entanto, de um lugar em si, objetivo apenas, mas algo que transcende sua materialidade por ser repleto de significados. O lugar n\u00e3o seria apenas natural, mas tamb\u00e9m cultural.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, tanto a Geografia da percep\u00e7\u00e3o e do comportamento (que serviu de base \u00e0 Geografia humanista) quanto esta segunda, tinham como caracter\u00edsticas a preocupa\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o vivido (que era subjetivo, vari\u00e1vel de acordo com cada grupo social) e o lugar (conceito que se relaciona \u00e0 identidade afetiva destes grupos). Para os autores humanistas, a globaliza\u00e7\u00e3o influencia os lugares, uma vez que processos globais possuem grande capilaridade (ex: \u00e9 poss\u00edvel comprar produtos de grandes empresas mesmo em pequenos bairros).<\/p>\n\n\n\n<p>O lugar \u201ctranscende a materialidade\u201d justamente porque \u00e9 subjetivo, vari\u00e1vel de acordo com o grupo ou com o indiv\u00edduo. Por exemplo, uma tribo ind\u00edgena tem uma percep\u00e7\u00e3o da floresta bem diferente de um grupo de ruralistas, ainda que ambos convivam em uma mesma regi\u00e3o. \u00c9 algo subjetivo, n\u00e3o objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 25<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. O dom\u00ednio das terras baixas florestadas da Amaz\u00f4nia compreende as plan\u00edcies inund\u00e1veis, com matas de terra firme, v\u00e1rzeas e igap\u00f3s. Situa-se a\u00ed a maior extens\u00e3o de florestas tropicais-\u00famidas cont\u00ednuas do planeta, contendo milh\u00f5es de esp\u00e9cies de organismos com uma grande diversidade biol\u00f3gica, quando comparada a outros dom\u00ednios vegetacionais. Estima-se que, em m\u00e9dia, cm um hectare de floresta de terra firme preservada, convivam cerca de 200 a 300 esp\u00e9cies de \u00e1rvores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Do jeito que est\u00e1 escrito (\u201cplan\u00edcies inund\u00e1veis, com matas de terra firme\u201d) parece que a \u00e1rea de terra firme (que nunca inunda) faz parte das plan\u00edcies inund\u00e1veis, o que estaria errado. Contudo, o racioc\u00ednio da banca est\u00e1 correto na maior parte do item. De fato, a Amaz\u00f4nia \u00e9 a maior floresta tropical do mundo. Tamb\u00e9m \u00e9 verdade que cont\u00e9m milh\u00f5es de esp\u00e9cies de organismos e grande diversidade biol\u00f3gica (ainda que alguns estudos apontem biodiversidade maior do que a apontada na quest\u00e3o, com at\u00e9 900 esp\u00e9cies por hectare).<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a quest\u00e3o poderia confundir o candidato, mas seu racioc\u00ednio geral est\u00e1 certo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. O dom\u00ednio da caatinga \u00e9 um dos tr\u00eas espa\u00e7os semi\u00e1ridos da Am\u00e9rica do Sul, verdadeira exce\u00e7\u00e3o no contexto clim\u00e1tico e hidrol\u00f3gico brasileiro, tendo em vista o predom\u00ednio de climas \u00famidos e subsumidos intertropicais, do Amazonas ao Rio Grande do Sul. O vazio de precipita\u00e7\u00f5es naquele dom\u00ednio pode durar de seis a sete meses. O per\u00edodo de chuvas, por sua vez, ocorre concentrado em alguns meses do ano, com caracter\u00edsticas de regularidade, o que garante a perenidade dos poucos rios que atravessam aquele dom\u00ednio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a Caatinga \u00e9 um dos tr\u00eas espa\u00e7os semi\u00e1ridos do continente. Al\u00e9m desta, existem as regi\u00f5es Guajira (Col\u00f4mbia e Venezuela) e diagonal seca do Cone Sul (Argentina e Chile, onde est\u00e3o a Patag\u00f4nia e o Atacama). Por\u00e9m, a quest\u00e3o tem dois grandes erros.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, em alguns locais da Caatinga, a seca pode durar mais de sete meses \u2014 em alguns locais, oito; em outros, nove. Em segundo lugar, a perenidade dos rios \u00e9 garantida n\u00e3o pelas chuvas, mas por dois fatores: (1) pelo fato de o Rio S\u00e3o Francisco, principal rio da regi\u00e3o, nascer em Minas Gerais, onde o clima \u00e9 tropical \u00famido; (2) pelo din\u00e2mica hidrol\u00f3gica dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos que determina a perenidade de algumas nascentes da regi\u00e3o. Na verdade, a imensa maioria dos cursos d\u2019\u00e1gua da Caatinga s\u00e3o intermitentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Os chapad\u00f5es cobertos por cerrados brasileiros pertencem ao bioma sav\u00e2nico. Os cerrados arb\u00f3reos t\u00eam fisionomia marcada por \u00e1rvores geralmente tortuosas e espa\u00e7adas, com troncos de corti\u00e7a espessa e aspecto xerom\u00f3rfico das \u00e1rvores e dos arbustos, em raz\u00e3o da escassez de \u00e1gua, caracter\u00edstica daquele dom\u00ednio morfoclim\u00e1tico durante a esta\u00e7\u00e3o mais seca. Os cerrados brasileiros, em contraste com as savanas africanas, s\u00e3o, portanto, secos em virtude da baixa umidade m\u00e9dia observada em boa parte do ano.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>O item possui v\u00e1rios erros. Em primeiro lugar, \u00e9 verdade que o cerrado tem \u00e1rvores tortuosas e espa\u00e7adas, mas isso n\u00e3o pode ser explicado exclusivamente pelo d\u00e9ficit h\u00eddrico, mas tamb\u00e9m pela pobreza do solo e pela presen\u00e7a de queimadas. Em segundo lugar, o xeromorfismo, apesar de tamb\u00e9m ocorrer no Cerrado, \u00e9 mais frequente na Caatinga (xeromorfismo = plantas que armazenam \u00e1gua nos troncos para usar em \u00e9pocas secas). Em terceiro lugar, a savana africana N\u00c3O \u00e9 mais \u00famida que a savana brasileira (Cerrado), sendo ambas regidas pelo clima tropical com duas esta\u00e7\u00f5es bem definidas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. O dom\u00ednio dos planaltos de arauc\u00e1ria compreende as terras de altitude m\u00e9dia da por\u00e7\u00e3o meridional do Brasil, cobertas originariamente por forma\u00e7\u00f5es florestais de diferentes densidades e extens\u00f5es, com destaque para a presen\u00e7a de con\u00edferas. O dom\u00ednio \u00e9 caracterizado por solos f\u00e9rteis, climas com temperaturas moderadas a baixas no inverno e precipita\u00e7\u00f5es relativamente bem distribu\u00eddas ao longo do ano.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Item repleto de verdades. O dom\u00ednio Mata de Arauc\u00e1rias \u00e9 realmente abrangido por altitudes m\u00e9dias (Planalto Meridional), pelo clima com temperaturas moderadas (subtropical), pelo solo f\u00e9rtil (terra roxa) e pelas precipita\u00e7\u00f5es bem distribu\u00eddas (outra caracter\u00edstica do clima subtropical que conta com quatro esta\u00e7\u00f5es bem definidas). Apesar da predomin\u00e2ncia de arauc\u00e1rias (um tipo de con\u00edfera), h\u00e1 outras esp\u00e9cies com muitas \u201cdensidades e extens\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 26<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. A categoria de cidades m\u00e9dias no Brasil \u00e9 oficialmente definida pelos crit\u00e9rios de localiza\u00e7\u00e3o, papel regional, densidade e porte demogr\u00e1fico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, fatores como \u201clocaliza\u00e7\u00e3o, papel regional, densidade e porte demogr\u00e1fico\u201d ajudam a caracterizar uma cidade m\u00e9dia no Brasil, no entanto, N\u00c3O existe uma defini\u00e7\u00e3o oficial, e a\u00ed est\u00e1 o erro do item.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE (estudo REGIC), as cidades brasileiras podem ser classificadas em ordem decrescente de import\u00e2ncia, sendo: Metr\u00f3poles (grande metr\u00f3pole nacional, metr\u00f3pole nacional e demais metr\u00f3poles); Capitais Regionais (capital regional A, capital regional B e capital regional C); Centros Sub-regionais (centro subregional A e centro sub-regional B); Centro de Zona (centro de zona A e centro de zona B) e Centro Local).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Processos complexos e diversos, como a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, a desconcentra\u00e7\u00e3o industrial e a expans\u00e3o do setor de servi\u00e7os, s\u00e3o respons\u00e1veis pela expans\u00e3o das cidades m\u00e9dias pelo interior brasileiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas fatores mencionados est\u00e3o relacionados entre si. Com a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio, h\u00e1 tamb\u00e9m a expans\u00e3o da agroind\u00fastria com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, havendo cada vez mais, uma simbiose entre os setores prim\u00e1rio e secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo se relaciona diretamente com a desconcentra\u00e7\u00e3o industrial, uma vez que regi\u00f5es historicamente agr\u00e1rias est\u00e3o se industrializando \u2014 especialmente os interiores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta das demandas da agroind\u00fastria, o setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m prospera, tanto os diretamente envolvidos na produ\u00e7\u00e3o (ex: manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas, fertilizantes, combust\u00edveis, insumos qu\u00edmicos&#8230;) quanto os que se desenvolvem de forma indireta devido \u00e0s necessidades destas novas popula\u00e7\u00f5es (ex: restaurantes, farm\u00e1cias, hot\u00e9is&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo: desenvolvendo a agricultura, desenvolve-se a ind\u00fastria, e da\u00ed, desenvolvem-se os servi\u00e7os; e tudo isso possibilita o crescimento das cidades m\u00e9dias no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. O complexo agroindustrial de beneficiamento\/ industrializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria instala-se em cidades m\u00e9dias do interior brasileiro. Centros urbanos como Uberl\u00e2ndia (MG), Rio Verde (GO) e Maring\u00e1 (PR) s\u00e3o exemplos de cidades m\u00e9dias inseridas em regi\u00f5es produtivas do agroneg\u00f3cio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno est\u00e1 correto e os exemplos tamb\u00e9m (e aqui vale a explica\u00e7\u00e3o do item anterior).<\/p>\n\n\n\n<p>Uberl\u00e2ndia (MG) est\u00e1 localizada no Tri\u00e2ngulo Mineiro, uma regi\u00e3o com grande produ\u00e7\u00e3o de soja, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar. Possuindo grande estrutura agroindustrial, Rio Verde (GO), \u00e9 conhecida por ser a maior produtora de gr\u00e3os de Goi\u00e1s. Maring\u00e1 (PR) tamb\u00e9m \u00e9 uma grande produtora de soja (ali\u00e1s, tanto Goi\u00e1s quanto Paran\u00e1 s\u00e3o dois estados com elevada produ\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. As cidades m\u00e9dias s\u00e3o centralidades nos pr\u00f3prios contextos regionais, constituindo uma articula\u00e7\u00e3o da sua regi\u00e3o de influ\u00eancia \u00e0 economia mundial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da l\u00f3gica da rede de cidades, as cidades m\u00e9dias, de fato, polarizam as pequenas cidades em seu entorno. Ainda que a articula\u00e7\u00e3o destas cidades com a \u201ceconomia mundial\u201d possa ser questionada&nbsp; (afinal, as cidades m\u00e9dias n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o articuladas aos processos globalizat\u00f3rios quanto as grandes metr\u00f3poles), a banca considerou a alternativa correta.<\/p>\n\n\n\n<p>O racioc\u00ednio utilizado foi o seguinte: dentro da rede de cidades global, os pequenos centros locais primeiro se articulam com as cidades m\u00e9dias, depois com as cidades maiores do Brasil e\/ou com as cidades globais internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da alternativa anterior, por exemplo (cidades m\u00e9dias Rio Verde, Maring\u00e1 e Uberl\u00e2ndia), o agroneg\u00f3cio regional se articula tanto com as metr\u00f3poles brasileiras quanto com as cadeias globais de produ\u00e7\u00e3o, processos que influenciam as cidades menores de entorno.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 27<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. A agricultura cient\u00edfica globalizada, emergente na d\u00e9cada de 1990, tem-se expressado como a nova forma de organiza\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro. \u00c9 caracterizada principalmente pela incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o ao campo e pela maior interven\u00e7\u00e3o estatal. Trata-se da transi\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo de fraca interven\u00e7\u00e3o estatal na agricultura, predominante desde a d\u00e9cada de 1960, para uma maior regula\u00e7\u00e3o das empresas mundiais para o com\u00e9rcio agr\u00edcola (tradings).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00e9cada de 1990 marca a transi\u00e7\u00e3o do modelo nacional-desenvolvimentista (1930s \u2013 1980s) para o modelo neoliberal (d\u00e9cada de 1990); ou seja, de um modelo com MAIOR interven\u00e7\u00e3o do Estado para um modelo com MENOR interven\u00e7\u00e3o do Estado, algo t\u00edpico do novo cen\u00e1rio da globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a agricultura dos anos 1990 \u201c\u00e9 caracterizada principalmente pela incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o ao campo e pela\u201d MENOR \u201cinterven\u00e7\u00e3o estatal\u201d. \u201cTrata-se da transi\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo de\u201d FORTE \u201cinterven\u00e7\u00e3o estatal na agricultura [&#8230;]para uma\u201d MENOR \u201cregula\u00e7\u00e3o das empresas mundiais para o com\u00e9rcio agr\u00edcola (tradings).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Desde a d\u00e9cada de 1940, a agricultura brasileira tem passado por um profundo reajustamento produtivo voltado a sua moderniza\u00e7\u00e3o. Esse processo tem sido permeado pelo crescente aumento das trocas intersetoriais e por um rearranjo t\u00e9cnico-econ\u00f4mico territorial resultante da cont\u00ednua melhoria e amplia\u00e7\u00e3o dos sistemas log\u00edsticos de infraestrutura, de transporte e de armazenagem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certo, mas cabe recurso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem estudou Geografia Agr\u00e1ria, as informa\u00e7\u00f5es apresentadas s\u00e3o bem tranquilas. De fato, houve a moderniza\u00e7\u00e3o do campo brasileiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o que realmente provocou um rearranjo no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o recorte na d\u00e9cada de 1940 prejudicou o julgamento do item. Na verdade, foi a partir das d\u00e9cadas de 1950 e 1960 \u2014 especialmente ap\u00f3s a d\u00e9cada de 1970 \u2014 que o campo brasileiro REALMENTE se modernizou. Na d\u00e9cada de 1950, houve a abertura econ\u00f4mica de JK e a importa\u00e7\u00e3o de insumos agr\u00edcolas. Na d\u00e9cada de 1970, a cria\u00e7\u00e3o do INCRA e a parcerias Brasil-Jap\u00e3o para o desenvolvimento agr\u00edcola do Cerrado. Na d\u00e9cada de 1980, o aumento expressivo da mecaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o correta, por\u00e9m, cabe recurso no termo \u201cdesde a d\u00e9cada de 1940\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. O agroneg\u00f3cio engloba sistemas produtivos que v\u00e3o desde produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria at\u00e9 o seu beneficiamento, transforma\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o no mercado nacional e internacional e, em 2019. representou 21,4% do produto interno bruto (PIB) brasileiro. No Brasil e no mundo, esses sistemas produtivos prescindem de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade da terra, do trabalho e do capital; exigem conhecimentos, tecnologias, investimentos e escala m\u00ednima de produ\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados apresentados est\u00e3o corretos. De acordo com a CNA \u201cem 2019, o PIB do agroneg\u00f3cio representou 21,4% do PIB brasileiro total.\u201d (CNA, 2020) (dica: normalmente, quando a quest\u00e3o apresenta dados, raramente o erro est\u00e1 no n\u00famero, mas no conceito \u2014 \u00e9 o que ocorre aqui).<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, o item est\u00e1 quase totalmente correto, exceto pelo termo \u201cescala m\u00ednima\u201d. Na verdade, os sistemas de agropecu\u00e1ria exigem GRANDES ESCALAS de produ\u00e7\u00e3o, tanto para beneficiar a agroind\u00fastria com insumos quanto para a exporta\u00e7\u00e3o dos bens in natura. O erro \u00e9 pontual e quase impercept\u00edvel para o leitor pouco atento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. O Brasil disp\u00f5e da maior reserva de \u00e1gua doce do mundo, 12% do total, concentrada na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. E o \u00fanico pa\u00eds continental do mundo cujo eixo principal est\u00e1 no sentido norte-sul. O Pa\u00eds domina a mais avan\u00e7ada tecnologia de processo em agricultura tropical, resultante dos investimentos efetuados por institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas de pesquisa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), o Brasil realmente possui 12% de toda a \u00e1gua doce do mundo. At\u00e9 pouco tempo, acreditava-se que o Centro-Sul concentrava a maior parte deste total (Aqu\u00edfero Guarani); por\u00e9m, com a descoberta do Aqu\u00edfero Alter do Ch\u00e3o, a Amaz\u00f4nia foi reconhecida como o maior polo de \u00e1gua doce do pa\u00eds \u2014 o Rio Amazonas, por exemplo, \u00e9 o maior do mundo em extens\u00e3o e volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Junto a Estados Unidos e China, o Brasil \u00e9 uma das grandes pot\u00eancias agr\u00edcolas do planeta, no entanto, \u00e9 a maior pot\u00eancia em regi\u00e3o tropical.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 tranquila, por\u00e9m, a express\u00e3o \u201cnorte-sul\u201d poderia gerar d\u00favidas. Na verdade, o termo foi literalmente retirado de um estudo acad\u00eamico, cujo trecho explicado segue abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp; Brasil&nbsp; disp\u00f5e&nbsp; da&nbsp; maior&nbsp; reserva&nbsp; de&nbsp; \u00e1gua&nbsp; doce&nbsp; do&nbsp; mundo,&nbsp; 12%&nbsp; do&nbsp; total,&nbsp; concentrada&nbsp; na&nbsp; regi\u00e3o&nbsp; amaz\u00f4nica.\u00c9&nbsp;&nbsp; o&nbsp;&nbsp; \u00fanico&nbsp;&nbsp; pa\u00eds&nbsp;&nbsp; continental&nbsp;&nbsp; do&nbsp;&nbsp; mundo&nbsp;&nbsp; cujo&nbsp;&nbsp; eixo&nbsp;&nbsp; principal&nbsp;&nbsp; est\u00e1&nbsp;&nbsp; no&nbsp;&nbsp; sentido&nbsp;&nbsp; norte-sul,&nbsp;&nbsp; apresentando&nbsp; todos&nbsp; os&nbsp; climas,&nbsp; desde&nbsp; o&nbsp; tropical&nbsp; at\u00e9&nbsp; o&nbsp; frio.&nbsp; Domina&nbsp; a&nbsp; mais&nbsp; avan\u00e7ada&nbsp; tecnologia&nbsp; de&nbsp; processo&nbsp; em&nbsp; agricultura&nbsp; tropical,&nbsp; devido&nbsp; aos&nbsp; investimentos&nbsp; efetuados&nbsp; pela&nbsp; EMBRAPA,&nbsp; junto&nbsp; com&nbsp; alguns&nbsp; Institutos Estaduais P\u00fablicos e Privados de pesquisa.\u201d (<a href=\"https:\/\/img.fae.edu\/galeria\/getImage\/1\/746399500200267.pdf\">https:\/\/img.fae.edu\/galeria\/getImage\/1\/746399500200267.pdf<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>QUEST\u00c3O 28<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. O espa\u00e7o rural brasileiro come\u00e7ou efetivamente a se estruturar no s\u00e9culo 16, com a inser\u00e7\u00e3o da cana-de-a\u00e7\u00facar na Regi\u00e3o Nordeste. Por se destinar ao mercado interno, essa lavoura era desenvolvida da seguinte maneira: em larga escala; nos grandes latif\u00fandios; com o uso extensivo do solo; com t\u00e9cnicas rudimentares; e com a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra escrava.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Errado.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o espa\u00e7o rural brasileiro se estruturou a partir do s\u00e9culo XVI quando os portugueses ocuparam zona da mata nordestina com as plantations de cana-de-a\u00e7\u00facar, exatamente como descrito na alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do afirmado, a cana era destinada para o mercado EXTERNO, n\u00e3o interno: do nordeste brasileiro, era exportada para as metr\u00f3poles europeias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Al\u00e9m da lavoura de cana-de-a\u00e7\u00facar, cultivos que passaram a ser exportados no s\u00e9culo 18, como algod\u00e3o, cacau e tabaco, tiveram grande import\u00e2ncia na estrutura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o rural brasileiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes cultivos se enquadram dentro da l\u00f3gica de \u201carquip\u00e9lago econ\u00f4mico\u201d \u2014 \u201cilhas\u201d de prosperidade econ\u00f4mica pouco articuladas entre si, mas muito bem articulada com os mercados externos \u2014 um modelo que perdurou durante grande parte do Brasil-col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do predom\u00ednio, na \u00e9poca, do ciclo do ouro em Minas Gerais, estes cultivos redesenharam a economia brasileira nas demais regi\u00f5es do pa\u00eds. O algod\u00e3o teve grande destaque no Maranh\u00e3o entre os s\u00e9culos XVIII e XIX (ainda que hoje, o maior produtor seja o Mato Grosso). O cacau se destacou (e ainda se destaca) no sul da Bahia. O tabaco era produzido pelas tribos ind\u00edgenas, mas logo se incorporou \u00e0 economia colonial, sendo exportado a partir de Alagoas e Bahia, principalmente. Tudo isso, conforme afirmado pelo item, foi estruturando o espa\u00e7o rural brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. A produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria no Brasil da d\u00e9cada de 1940 estava estruturada sobre uma malha fundi\u00e1ria extremamente desigual. Ao lado de grandes estabelecimentos dedicados \u00e0 pecu\u00e1ria e a lavouras de alto valor comercial, coexistiam pequenos estabelecimentos que praticavam uma agricultura destinada \u00e0 subsist\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa descri\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente se refere \u00e0 d\u00e9cada de 1940, mas tamb\u00e9m se mant\u00e9m no campo atual \u2014 e, inclusive, \u00e9 uma de suas principais caracter\u00edsticas. Trata-se de uma vis\u00e3o dicot\u00f4mica t\u00edpica da Geografia Cr\u00edtica, que analisa o espa\u00e7o pela \u00f3tica da luta de classes. De um lado, h\u00e1 o agroneg\u00f3cio tecnificado, exportador, estimulado pelo grande capital, conectado \u00e0s redes globais de produ\u00e7\u00e3o. De outro, h\u00e1 o pequeno produtor, menos tecnificado, com menos recursos, por\u00e9m, mais conectado aos mercados locais e regionais \u2014 ou ainda, praticando cultivos de subsist\u00eancia, como afirmado na quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. No territ\u00f3rio brasileiro, a estrutura fundi\u00e1ria e a configura\u00e7\u00e3o do processo produtivo agropecu\u00e1rio consolidaram-se sob a gest\u00e3o de diversas pol\u00edticas p\u00fablicas. Essas pol\u00edticas tinham em comum a persist\u00eancia de uma estrutura fundi\u00e1ria concentrada com predom\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o monocultora.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certo, mas cabe recurso.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento da quest\u00e3o foi prejudicado, e \u00e9 mais uma que cabe recurso. Historicamente, de fato, as pol\u00edticas p\u00fablicas foram as maiores respons\u00e1veis pela concentra\u00e7\u00e3o de terras atuais. Basta lembrar, por exemplo, da escravid\u00e3o, das plantations do per\u00edodo colonial, da Lei de Terras de 1850 (que condicionava \u00e0 posse da terra \u00e0 compra) ou das oligarquias cafeeiras do in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Podemos afirmar com seguran\u00e7a que, nos primeiros quatrocentos anos de Brasil, o Estado beneficiou os grandes produtores ao inv\u00e9s dos pequenos.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto (e a\u00ed cabe o recurso), ainda que hoje o Brasil tenha uma estrutura fundi\u00e1ria desigual, diversos governos fizeram pol\u00edticas p\u00fablicas que, ao contr\u00e1rio do afirmado, visavam sua desconcentra\u00e7\u00e3o. Podemos pensar, por exemplo, nos estatutos da Terra e do Trabalhador Rural do Jo\u00e3o Goulart, nos projetos de Reforma Agr\u00e1ria dos governos militares (que forneciam terra aos pequenos) e dos acontecimentos recentes dos governos Lula-Dilma (ex: Seguro-Safra, PRONAF, pol\u00edgonos de irriga\u00e7\u00e3o, entre outros). H\u00e1 ainda o trabalho do INCRA na forma\u00e7\u00e3o de assentamentos agr\u00e1rios. Resumindo: nem toda pol\u00edtica p\u00fablica concentra terra, e isso prejudicou o julgamento do item.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que tenham ido bem!<br \/>Um grande abra\u00e7o!<br \/>Prof. Alexandre Vastella (@geografiaCACD)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, futuros diplomatas!Aqui \u00e9 o Prof. Alexandre, como foram de prova? Neste texto, vou corrigir todos os itens da Primeira Fase de Geografia, elencando as possibilidades de recurso. Sim, d\u00e1 para entrar com recurso em alguns casos. Vejamos: QUEST\u00c3O 23 1. Diferentemente da produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo de massa (como eletroeletr\u00f4nicos), a produ\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":430,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1,164300],"tags":[115458,207381,547],"tax_estado":[],"class_list":["post-765954","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos","category-concurso-diplomacia","tag-cacd","tag-cacd2020","tag-geografia"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>CACD 2020 - Prova de Geografia comentada com gabarito e possibilidades de recurso CACD 2020 - Prova de Geografia comentada com gabarito (EXTRAOFICIAL)<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"CACD 2020 - Prova de Geografia comentada com gabarito\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"CACD 2020 - Prova de Geografia comentada com gabarito e possibilidades de recurso\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"CACD 2020 - Prova de Geografia comentada com gabarito\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Estrat\u00e9gia Concursos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-06-13T03:33:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-06-22T15:05:10+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Alexandre Vastella\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@EstratConcursos\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Alexandre Vastella\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"20 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"NewsArticle\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/cacd-2020-prova-de-geografia-comentada-com-gabarito-extraoficial\/\"},\"author\":{\"name\":\"Alexandre Vastella\",\"@id\":\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/559d80bc2b442478383fd036e3d1ce03\"},\"headline\":\"CACD 2020 &#8211; 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