{"id":761556,"date":"2021-06-07T22:45:16","date_gmt":"2021-06-08T01:45:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=761556"},"modified":"2021-06-07T22:45:17","modified_gmt":"2021-06-08T01:45:17","slug":"informativo-stj-695-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-695-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 695 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"block-a0f339b5-9e91-406a-833e-c28b442376fd\"><br \/>Informativo n\u00ba 695 do STJ <strong>COMENTADO<\/strong> est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" id=\"block-ee08c52f-1085-45f9-ac1c-02f0166889cd\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/07224407\/stj-695.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_3bwSOBzPcqA\"><div id=\"lyte_3bwSOBzPcqA\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/3bwSOBzPcqA\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/3bwSOBzPcqA\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/3bwSOBzPcqA\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\"><a>DIREITO ADMINISTRATIVO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-contrata-o-tempor-ria-de-enfermeiros-em-raz-o-da-covid-19-e-preteri-o-ilegal-em-concurso-p-blico\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Contrata\u00e7\u00e3o <\/a>tempor\u00e1ria de enfermeiros em raz\u00e3o da Covid-19 e preteri\u00e7\u00e3o ilegal em concurso p\u00fablico<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM MANDADO DE SEGURAN\u00c7A<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de terceiros para o desempenho de fun\u00e7\u00f5es do cargo de enfermeiro, em decorr\u00eancia da pandemia causada pelo v\u00edrus Sars-CoV-2, e determinada por decis\u00e3o judicial, n\u00e3o configura preteri\u00e7\u00e3o ilegal e arbitr\u00e1ria nem enseja direito a provimento em cargo p\u00fablico em favor de candidato aprovado em cadastro de reserva.<\/p>\n\n\n\n<p>RMS 65.757-RJ, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situa-o-f-tica\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de Petr\u00f3polis realizou a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de enfermeiros atrav\u00e9s de processo seletivo. Destaca-se que a contrata\u00e7\u00e3o destes foi amparada por meio de decis\u00e3o judicial proferida em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, a qual foi ajuizada justamente para obrigar o ente a contratar tais profissionais em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que havia concurso p\u00fablico vigente com aprovados em cadastro de reserva para o mesmo cargo. Ana Paula, uma das aprovadas no concurso p\u00fablico, ajuizou mandado de seguran\u00e7a no qual requereu o reconhecimento do direito \u00e0 sua nomea\u00e7\u00e3o como decorr\u00eancia de preteri\u00e7\u00e3o configurada com base em contrata\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-an-lise-estrat-gica\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-houve-preteri-o-ilegal\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Houve preteri\u00e7\u00e3o ilegal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 no sentido de que <strong>a simples exist\u00eancia de contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria n\u00e3o significa, por si s\u00f3, a preteri\u00e7\u00e3o a direito do aprovado em concurso p\u00fablico<\/strong>, e isso porque al\u00e9m de ter assento constitucional, ou seja, ser uma situa\u00e7\u00e3o permitida pela lei maior do pa\u00eds, o que denota a sua regularidade intr\u00ednseca, a ilegalidade da contrata\u00e7\u00e3o somente ocorrer\u00e1 quando n\u00e3o observados os requisitos da lei de reg\u00eancia da respectiva unidade federativa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o contexto da demanda revela, de um lado, que a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica local agiu com bastante clareza ao arregimentar candidatos para um certame no qual n\u00e3o havia vagas dispon\u00edveis, fato que n\u00e3o \u00e9 debelado, por outro lado, com a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de terceiros decorrente da EXCEPCIONALIDADE da situa\u00e7\u00e3o, ainda atual, da pandemia decorrente do v\u00edrus Sars-CoV-2, causador da covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesa considerar ainda que a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria questionada teve origem em demanda judicial ajuizada justamente com o escopo da necessidade tempor\u00e1ria gerada pelo advento da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso corrobora ainda a inexist\u00eancia de preteri\u00e7\u00e3o ilegal, forte na jurisprud\u00eancia do STJ que assim compreende quando a nomea\u00e7\u00e3o decorre de determina\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente os casos concretos avaliados referem-se \u00e0 inobserv\u00e2ncia da ordem classificat\u00f3ria, mas como isso adv\u00e9m de decis\u00e3o judicial ent\u00e3o n\u00e3o haveria ilegalidade na pr\u00e1tica administrativa, como no caso do AgInt no RMS 55.701\/GO (Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado em 25\/08\/2020, DJe 01\/09\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>No presente caso, embora a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica seja distinta, a raz\u00e3o \u00e9 a mesma, porque a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica local somente procedeu \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o em virtude de ordem judicial, o que igualmente retira do fato a pecha da preteri\u00e7\u00e3o ilegal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-resultado-final\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de terceiros para o desempenho de fun\u00e7\u00f5es do cargo de enfermeiro, em decorr\u00eancia da pandemia causada pelo v\u00edrus Sars-CoV-2, e determinada por decis\u00e3o judicial, n\u00e3o configura preteri\u00e7\u00e3o ilegal e arbitr\u00e1ria nem enseja direito a provimento em cargo p\u00fablico em favor de candidato aprovado em cadastro de reserva.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-agravo-de-instrumento-e-a-o-de-improbidade-administrativa\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agravo de instrumento e a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa o previsto no artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, segundo o qual das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.925.492-RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situa-o-f-tica\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma A\u00e7\u00e3o por Improbidade, o Ju\u00edzo de primeiro grau indeferiu o pedido de depoimento pessoal da r\u00e9, o que resultou na interposi\u00e7\u00e3o de Agravo de Instrumento. O Recurso n\u00e3o foi conhecido sob o fundamento de que seria &#8220;inaplic\u00e1vel na hip\u00f3tese o disposto no artigo 19, par\u00e1grafo 1\u00ba da Lei n. 4.717\/1965, j\u00e1 que se refere \u00e0s A\u00e7\u00f5es Populares&#8221; e &#8220;a Decis\u00e3o hostilizada n\u00e3o se enquadra no rol taxativo do artigo 1.015 do C\u00f3digo de Processo Civil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-an-lise-estrat-gica\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-quest-o-jur-dica\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei da A\u00e7\u00e3o Popular:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 19. A senten\u00e7a que concluir pela car\u00eancia ou pela improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita ao duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o produzindo efeito sen\u00e3o depois de confirmada pelo tribunal; da que julgar a a\u00e7\u00e3o procedente caber\u00e1 apela\u00e7\u00e3o, com efeito suspensivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias poder\u00e3o ser interpostos os recursos previstos no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.015. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; tutelas provis\u00f3rias;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; m\u00e9rito do processo;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; rejei\u00e7\u00e3o da alega\u00e7\u00e3o de conven\u00e7\u00e3o de arbitragem;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de gratuidade da justi\u00e7a ou acolhimento do pedido de sua revoga\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; exibi\u00e7\u00e3o ou posse de documento ou coisa;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; exclus\u00e3o de litisconsorte;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; rejei\u00e7\u00e3o do pedido de limita\u00e7\u00e3o do litiscons\u00f3rcio;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; concess\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo aos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; redistribui\u00e7\u00e3o do \u00f4nus da prova nos termos do art. 373, \u00a7 1\u00ba ;<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; outros casos expressamente referidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Tamb\u00e9m caber\u00e1 agravo de instrumento contra decis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de cumprimento de senten\u00e7a, no processo de execu\u00e7\u00e3o e no processo de invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-cabe-o-agravo-de-instrumento\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe o agravo de instrumento?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong><strong> Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do Ju\u00edzo de primeiro grau contraria a orienta\u00e7\u00e3o, consagrada no STJ, de que &#8220;<strong>O C\u00f3digo de Processo Civil deve ser aplicado somente de forma subsidi\u00e1ria \u00e0 Lei de Improbidade Administrativa.<\/strong> Microssistema de tutela coletiva&#8221; (REsp 1.217.554\/SP, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 22.8.2013).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do microssistema de tutela coletiva foi concebida com o fim de assegurar a efetividade da jurisdi\u00e7\u00e3o no trato dos direitos coletivos, raz\u00e3o pela qual a previs\u00e3o do artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular (&#8220;Das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento&#8221;) se sobrep\u00f5e, inclusive nos processos de improbidade, \u00e0 previs\u00e3o restritiva do artigo 1.015 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma dire\u00e7\u00e3o: &#8220;Os arts. 21 da Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica e 90 do CDC, como normas de envio, possibilitaram o surgimento do denominado Microssistema ou Minissistema de prote\u00e7\u00e3o dos interesses ou direitos coletivos amplo senso, no qual se comunicam outras normas, como o Estatuto do Idoso e o da Crian\u00e7a e do Adolescente, a Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, a Lei de Improbidade Administrativa e outras que visam tutelar direitos dessa natureza, de forma que os instrumentos e institutos podem ser utilizados com o escopo de &#8216;propiciar sua adequada e efetiva tutela'&#8221; (art. 83 do CDC)&#8221; (REsp 695.396\/RS, Primeira Turma, Rel. Ministro Arnaldo Esteves Lima, DJe 27.4.2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, deve-se aplicar \u00e0 A\u00e7\u00e3o por Improbidade o mesmo entendimento j\u00e1 adotado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 A\u00e7\u00e3o Popular, como sucedeu, entre outros, no seguinte precedente: &#8220;A norma espec\u00edfica inserida no microssistema de tutela coletiva, prevendo a impugna\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es interlocut\u00f3rias mediante agravo de instrumento (art. 19 da Lei n. 4.717\/65), n\u00e3o \u00e9 afastada pelo rol taxativo do art. 1.015 do CPC\/2015, notadamente porque o inciso XIII daquele preceito contempla o cabimento daquele recurso em &#8216;outros casos expressamente referidos em lei'&#8221; (AgInt no REsp 1.733.540\/DF, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 4.12.2019). Na mesma dire\u00e7\u00e3o: REsp 1.452.660\/ES, Rel. Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe 27.4.2018.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\">2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Aplica-se \u00e0 a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa o previsto no artigo 19, \u00a7 1\u00ba, da Lei da A\u00e7\u00e3o Popular, segundo o qual das decis\u00f5es interlocut\u00f3rias cabe agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-cabimento-de-medidas-executivas-at-picas-de-cunho-n-o-patrimonial-no-cumprimento-de-senten-a-proferida-em-a-o-de-improbidade-administrativa\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabimento de <\/a>medidas executivas at\u00edpicas de cunho n\u00e3o patrimonial no cumprimento de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cab\u00edveis medidas executivas at\u00edpicas de cunho n\u00e3o patrimonial no cumprimento de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.929.230-MT, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situa-o-f-tica\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em uma determinada a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, foram determinadas medidas executivas at\u00edpicas de cunho n\u00e3o patrimonial no cumprimento da senten\u00e7a proferida.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u ent\u00e3o interp\u00f4s sucessivos recursos no qual sustentou a inaplicabilidade de tais medidas nas a\u00e7\u00f5es de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-an-lise-estrat-gica\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-quest-o-jur-dica\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 139. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo, incumbindo-lhe:<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-tais-medidas-s-o-cab-veis\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tais medidas s\u00e3o cab\u00edveis?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 no Superior Tribunal de Justi\u00e7a julgados afirmando a POSSIBILIDADE da ado\u00e7\u00e3o das chamadas medidas at\u00edpicas no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o, desde que preenchidos certos requisitos. Nesse sentido: &#8220;O prop\u00f3sito recursal \u00e9 definir se a suspens\u00e3o da carteira nacional de habilita\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o do passaporte do devedor de obriga\u00e7\u00e3o de pagar quantia s\u00e3o medidas vi\u00e1veis de serem adotadas pelo juiz condutor do processo executivo [&#8230;] O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, a fim de garantir maior celeridade e efetividade ao processo, positivou regra segundo a qual incumbe ao juiz determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria (art. 139, IV)&#8221; (REsp 1.788.950\/MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe 26.4.2019).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, tamb\u00e9m, decis\u00e3o da Primeira Turma indeferindo as medidas at\u00edpicas, mas mediante expressa refer\u00eancia aos fatos da causa. Afirmou-se no julgado: &#8220;O TJ\/PR deu provimento a recurso de Agravo de Instrumento interposto pelo Munic\u00edpio de Foz do Igua\u00e7u\/PR contra a decis\u00e3o de Primeiro Grau que indeferiu o pedido de medidas aflitivas de inscri\u00e7\u00e3o do nome do executado em cadastro de inadimplentes, de suspens\u00e3o do direito de dirigir e de apreens\u00e3o do passaporte. O ac\u00f3rd\u00e3o do TJ\/PR, ora apontado como ato coator, deferiu as indicadas medidas no curso da Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. Ao que se dessume do enredo f\u00e1tico-processual, a medida \u00e9 excessiva. Para al\u00e9m do contexto econ\u00f4mico de que se lan\u00e7ou m\u00e3o anteriormente, o que, por si s\u00f3, j\u00e1 justificaria o afastamento das medidas adotadas pelo Tribunal Araucariano, registre-se que o caderno processual aponta que h\u00e1 penhora de 30% dos vencimentos que o r\u00e9u aufere na Companhia de Saneamento do Paran\u00e1-SANEPAR. Al\u00e9m disso, rendimentos de s\u00f3cio-majorit\u00e1rio que o executado possui na R\u00e1dio Cultura de Foz do Igua\u00e7u Ltda.-EPP tamb\u00e9m foram levados a bloqueio&#8221; (HC 45.3870\/PR, Relator Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 15.8.2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de fazer refer\u00eancia aos fatos da causa, essa \u00faltima decis\u00e3o, da Primeira Turma, foi proferida em Execu\u00e7\u00e3o Fiscal. Diversamente, no caso dos autos trata-se de cumprimento de senten\u00e7a proferida em A\u00e7\u00e3o por Improbidade Administrativa, demanda que busca reprimir o enriquecimento il\u00edcito, as les\u00f5es ao er\u00e1rio e a ofensa aos princ\u00edpios da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, se o entendimento do STJ &#8211; conforme jurisprud\u00eancia supra destacada &#8211; \u00e9 no sentido de que s\u00e3o cab\u00edveis medidas executivas at\u00edpicas a bem da satisfa\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es de cunho estritamente patrimonial, com muito mais raz\u00e3o elas devem ser admitidas em casos em que o cumprimento da senten\u00e7a se d\u00e1 a bem da tutela da moralidade e do patrim\u00f4nio p\u00fablico. Superada a quest\u00e3o da impossibilidade de ado\u00e7\u00e3o de medidas executivas at\u00edpicas de cunho n\u00e3o patrimonial pela jurisprud\u00eancia do STJ, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o considerar o interesse p\u00fablico na satisfa\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o um importante componente na defini\u00e7\u00e3o pelo cabimento (ou n\u00e3o) delas \u00e0 luz do caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os par\u00e2metros constru\u00eddos pela Terceira Turma, para aplica\u00e7\u00e3o das medidas executivas at\u00edpicas, encontram largo amparo na doutrina se revelam adequados, tamb\u00e9m, no cumprimento de senten\u00e7a proferida em A\u00e7\u00e3o por Improbidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme tem preconizado a Terceira Turma: &#8220;A ado\u00e7\u00e3o de meios executivos at\u00edpicos \u00e9 cab\u00edvel desde que, verificando-se a exist\u00eancia de ind\u00edcios de que o devedor possua patrim\u00f4nio expropri\u00e1vel, tais medidas sejam adotadas de modo subsidi\u00e1rio, por meio de decis\u00e3o que contenha fundamenta\u00e7\u00e3o adequada \u00e0s especificidades da hip\u00f3tese concreta, com observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio substancial e do postulado da proporcionalidade&#8221; (REsp 1.788.950\/MT, Rel. Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJe 26.4.2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Consigne-se que a observ\u00e2ncia da proporcionalidade n\u00e3o deve ser feita em abstrato, a n\u00e3o ser que as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias expressamente declarem o artigo 139, IV, do CPC\/2015, inconstitucional. N\u00e3o sendo o caso, <strong>as balizas da proporcionalidade devem ser observadas com refer\u00eancia ao caso concreto, nas hip\u00f3teses em que as medidas at\u00edpicas se revelem excessivamente gravosas, por exemplo, causando preju\u00edzo ao exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cab\u00edveis medidas executivas at\u00edpicas de cunho n\u00e3o patrimonial no cumprimento de senten\u00e7a proferida em a\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-des-necessidade-da-apresenta-o-da-rela-o-pormenorizada-do-acervo-patrimonial-do-casal-para-deferimento-do-pedido-de-altera-o-do-regime-de-bens\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Necessidade da&nbsp; <\/a>apresenta\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o pormenorizada do acervo patrimonial do casal para deferimento do pedido de altera\u00e7\u00e3o do regime de bens<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o pormenorizada do acervo patrimonial do casal n\u00e3o \u00e9 requisito essencial para deferimento do pedido de altera\u00e7\u00e3o do regime de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.904.498-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 04\/05\/2021, DJe 06\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situa-o-f-tica\"><a>4.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 e Silvana ajuizaram a\u00e7\u00e3o de modifica\u00e7\u00e3o de regime de bens atrav\u00e9s do qual requereram a mudan\u00e7a do regime de comunh\u00e3o universal de bens para o regime de comunh\u00e3o parcial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Juiz de primeiro grau determinou a emenda da inicial, a fim de que os autores juntassem aos autos documentos comprobat\u00f3rios de seu acervo patrimonial, bem como certid\u00f5es de distribui\u00e7\u00e3o c\u00edvel e de servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>O casal interp\u00f4s agravo de instrumento contra a decis\u00e3o, mas o Tribunal de Justi\u00e7a local entendeu que tal exig\u00eancia seria legal diante da necessidade de resguardar os direitos de terceiros, inclusive dos entes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-an-lise-estrat-gica\"><a>4.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-quest-o-jur-dica\">4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.639. \u00c9 l\u00edcito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2 o \u00c9 admiss\u00edvel altera\u00e7\u00e3o do regime de bens, mediante autoriza\u00e7\u00e3o judicial em pedido motivado de ambos os c\u00f4njuges, apurada a proced\u00eancia das raz\u00f5es invocadas e ressalvados os direitos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-necess-ria-a-apresenta-o-pormenorizada-dos-bens\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a apresenta\u00e7\u00e3o pormenorizada dos bens?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Jamais!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia consolidada do STJ, \u00e9 poss\u00edvel a modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens escolhido pelo casal &#8211; autorizada pelo art. 1.639, \u00a7 2\u00ba, do CC\/2002 &#8211; ainda que o casamento tenha sido celebrado na vig\u00eancia do C\u00f3digo Civil anterior. Para tanto, estabelece a norma precitada que ambos os c\u00f4njuges devem formular pedido motivado, cujas raz\u00f5es devem ter sua proced\u00eancia apurada em ju\u00edzo, resguardados os direitos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor interpreta\u00e7\u00e3o que se pode conferir ao referido artigo \u00e9 aquela no sentido de<strong> n\u00e3o se exigir dos c\u00f4njuges justificativas ou provas exageradas<\/strong>, sobretudo diante do fato de a decis\u00e3o que concede a modifica\u00e7\u00e3o do regime de bens operar efeitos <em>ex nunc.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, na sociedade conjugal contempor\u00e2nea, estruturada de acordo com os ditames assentados na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, <strong>devem ser observados &#8211; seja por particulares, seja pela coletividade, seja pelo Estado &#8211; os LIMITES impostos para garantia da dignidade da pessoa humana<\/strong>, dos quais decorrem a prote\u00e7\u00e3o da vida privada e da intimidade, sob o risco de, em situa\u00e7\u00f5es como a que ora se examina, tolher indevidamente a liberdade dos c\u00f4njuges no que concerne \u00e0 faculdade de escolha da melhor forma de condu\u00e7\u00e3o da vida em comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, no particular, considerando a PRESUN\u00c7\u00c3O DE BOA-F\u00c9 que beneficia os consortes e a prote\u00e7\u00e3o dos direitos de terceiros conferida pelo dispositivo legal em quest\u00e3o, bem como que os recorrentes apresentaram justificativa plaus\u00edvel \u00e0 pretens\u00e3o de mudan\u00e7a de regime de bens e acostaram aos autos farta documenta\u00e7\u00e3o (certid\u00f5es negativas das Justi\u00e7as Estadual e Federal, certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, certid\u00f5es negativas da Justi\u00e7a do Trabalho, certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos trabalhistas, certid\u00f5es negativas de protesto e certid\u00f5es negativas de \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito), revela-se despicienda a juntada da rela\u00e7\u00e3o pormenorizada de seus bens.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\">4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o pormenorizada do acervo patrimonial do casal n\u00e3o \u00e9 requisito essencial para deferimento do pedido de altera\u00e7\u00e3o do regime de bens.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-im-possibilidade-da-exclus-o-de-prenome-da-crian-a-diferente-do-nome-que-havia-sido-consensualmente-escolhido-pelos-genitores\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade da <\/a>exclus\u00e3o de prenome da crian\u00e7a diferente do nome que havia sido consensualmente escolhido pelos genitores<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a exclus\u00e3o de prenome da crian\u00e7a na hip\u00f3tese em que o pai informou, perante o cart\u00f3rio de registro civil, nome diferente daquele que havia sido consensualmente escolhido pelos genitores.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.905.614-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021, DJe 06\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situa-o-f-tica\"><a>5.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>V\u00edtor e Vanessa eram namorados. Um belo dia, Vanessa engravidou e da gesta\u00e7\u00e3o nasceu uma menina. O casal havia concordado em nomear a crian\u00e7a como Valentina. Ocorre que, no ato do registro em cart\u00f3rio, V\u00edtor acrescentou o prenome Diane, para \u201chomenagear\u201d o nome do anticoncepcional que Vanessa teria utilizado regularmente e que n\u00e3o teria sido eficaz a ponto de evitar a concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por acaso, o casal rompeu o relacionamento ap\u00f3s a \u201cperip\u00e9cia\u201d de V\u00edtor. Vanessa ent\u00e3o ajuizou a\u00e7\u00e3o de retifica\u00e7\u00e3o de registro civil atrav\u00e9s da qual pretende excluir o prenome \u201cDiane\u201d. O Juiz de primeiro grau indeferiu a pretens\u00e3o sob fundamento de que n\u00e3o estavam presentes os requisitos necess\u00e1rios para a altera\u00e7\u00e3o do nome da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-an-lise-estrat-gica\"><a>5.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-poss-vel-a-exclus-o-do-prenome\">5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a exclus\u00e3o do prenome?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O direito ao nome \u00e9 um dos elementos estruturantes dos direitos da personalidade e da dignidade da pessoa humana, pois diz respeito \u00e0 pr\u00f3pria identidade pessoal do indiv\u00edduo, n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o a si, como tamb\u00e9m em ambiente familiar e perante a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto a modifica\u00e7\u00e3o do nome civil seja qualificada como EXCEPCIONAL e as hip\u00f3teses em que se admite a altera\u00e7\u00e3o sejam RESTRITIVAS, o STJ tem reiteradamente flexibilizado essas regras, permitindo-se a modifica\u00e7\u00e3o se n\u00e3o houver risco \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nomear o filho \u00e9 t\u00edpico ato de exerc\u00edcio do poder familiar, que pressup\u00f5e bilateralidade, salvo na falta ou impedimento de um dos pais, e consensualidade, ressalvada a possibilidade de o juiz solucionar eventual desacordo entre eles, inadmitindo-se, na hip\u00f3tese, a autotutela.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato do pai que, conscientemente, desrespeita o consenso pr\u00e9vio entre os genitores sobre o nome a ser de dado ao filho, acrescendo prenome de forma unilateral por ocasi\u00e3o do registro civil, al\u00e9m de violar os deveres de lealdade e de boa-f\u00e9, configura ato il\u00edcito e exerc\u00edcio abusivo do poder familiar, sendo motiva\u00e7\u00e3o bastante para autorizar a exclus\u00e3o do prenome indevidamente atribu\u00eddo \u00e0 crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 IRRELEVANTE <strong>apurar se o acr\u00e9scimo unilateralmente promovido pelo genitor por ocasi\u00e3o do registro civil da crian\u00e7a ocorreu por m\u00e1-f\u00e9<\/strong>, com intuito de vingan\u00e7a ou com o prop\u00f3sito de, pela prole, atingir \u00e0 genitora, circunst\u00e2ncias que, se porventura verificadas, apenas servir\u00e3o para qualificar negativamente a referida conduta.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-resultado-final\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 admiss\u00edvel a exclus\u00e3o de prenome da crian\u00e7a na hip\u00f3tese em que o pai informou, perante o cart\u00f3rio de registro civil, nome diferente daquele que havia sido consensualmente escolhido pelos genitores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-empresa-faturizada-e-insolv-ncia-dos-cr-ditos-cedidos\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Empresa <\/a>faturizada e insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A empresa faturizada n\u00e3o responde pela insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos, sendo nulos a disposi\u00e7\u00e3o contratual em sentido contr\u00e1rio e eventuais t\u00edtulos de cr\u00e9ditos emitidos com o fim de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no bojo de opera\u00e7\u00e3o de factoring.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.711.412-MG, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situa-o-f-tica\"><a>6.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>FIC Factoring ajuizou execu\u00e7\u00e3o em face de Auto Posto Ribeir\u00e3o Ltda visando a cobran\u00e7a de algumas notas promiss\u00f3rias vencidas e n\u00e3o pagas. Em embargos do devedor, Auto Posto Ribeir\u00e3o sustentou que tais notas promiss\u00f3rias foram emitidas pelos embargantes em garantia dos contratos de factoring, o que se seria vedado pelo ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, sendo, pois, nula qualquer garantia exigida ao faturizado pelo faturizador, uma vez o risco do inadimplemento dos devedores dos t\u00edtulos de cr\u00e9dito cedidos em virtude do contrato de factoring \u00e9 imanente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em que se encontra o faturizador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o Ju\u00edzo julgou improcedentes os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, sob o fundamento de que foi pactuada a responsabiliza\u00e7\u00e3o da contratante (Auto Posto Ribeir\u00e3o) tanto pela exist\u00eancia quanto pela liquida\u00e7\u00e3o e solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos, a tornar v\u00e1lidos os t\u00edtulos executivos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-an-lise-estrat-gica\"><a>6.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-poss-vel-a-responsabiliza-o-da-empresa-faturizada\">6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a responsabiliza\u00e7\u00e3o da empresa faturizada?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>De jeito nenhum!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O contrato de factoring n\u00e3o se subsume a uma simples cess\u00e3o de cr\u00e9dito, contendo, em si, ainda, os servi\u00e7os prestados pela faturizadora de gest\u00e3o de cr\u00e9ditos e de assun\u00e7\u00e3o dos riscos advindos da compra dos cr\u00e9ditos da empresa faturizada. O risco advindo dessa opera\u00e7\u00e3o de compra de direitos credit\u00f3rios, consistente justamente na eventual inadimpl\u00eancia do devedor\/sacado, constitui elemento essencial do contrato de factoring, n\u00e3o podendo ser transferido \u00e0 faturizada\/cedente, sob pena de desnaturar a opera\u00e7\u00e3o de fomento mercantil em exame.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A natureza do contrato de factoring, diversamente do que se d\u00e1 no contrato de cess\u00e3o de cr\u00e9dito puro, n\u00e3o d\u00e1 margem para que os contratantes, ainda que sob o signo da autonomia de vontades que regem os contratos em geral, estipulem a responsabilidade da cedente <\/strong>(faturizada) pela solv\u00eancia do devedor\/sacado. Por consect\u00e1rio, a ressalva constante no art. 296 do C\u00f3digo Civil &#8211; in verbis: &#8220;Salvo estipula\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, o cedente n\u00e3o responde pela solv\u00eancia do devedor&#8221; &#8211; n\u00e3o tem nenhuma aplica\u00e7\u00e3o no contrato de factoring.<\/p>\n\n\n\n<p>Ratifica\u00e7\u00e3o do posicionamento prevalecente no \u00e2mbito desta Corte de Justi\u00e7a, segundo o qual, no bojo do contrato de factoring, a faturizada\/cedente n\u00e3o responde, em absoluto, pela insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos, afigurando-se nulos a disposi\u00e7\u00e3o contratual nesse sentido e eventuais t\u00edtulos de cr\u00e9ditos emitidos com o fim de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no bojo de opera\u00e7\u00e3o de factoring, cujo risco \u00e9 integral e exclusivo da faturizadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante registrar que, a despeito da absoluta impossibilidade de a faturizada responder pela solv\u00eancia dos t\u00edtulos transferidos, em virtude da natureza da opera\u00e7\u00e3o de factoring, a cedente (faturizada) responde, sim, pela exist\u00eancia do cr\u00e9dito, ao tempo em que lhe cedeu (pro soluto). N\u00e3o se t\u00eam d\u00favidas, assim, que a faturizada se responsabiliza, por exemplo, pelo saque, fraudulento, da chamada &#8220;duplicata fria&#8221;, sem causa leg\u00edtima subjacente.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, as notas promiss\u00f3rias, que d\u00e3o suped\u00e2neo \u00e0 a\u00e7\u00e3o executiva, foram emitidas pela faturizada, por imposi\u00e7\u00e3o contratual, para o prop\u00f3sito exclusivo de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no \u00e2mbito do contrato de factoring, o que, como assentando, n\u00e3o se afigura poss\u00edvel, por vulnerar a pr\u00f3pria natureza do ajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>No mais, frisa-se que a obriga\u00e7\u00e3o assumida pelo avalista, responsabilizando-se solidariamente pela obriga\u00e7\u00e3o contida no t\u00edtulo de cr\u00e9dito \u00e9, em regra, aut\u00f4noma e independente daquela atribu\u00edda ao devedor principal. O avalista equipara-se ao avalizado, em obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem descurar da autonomia da obriga\u00e7\u00e3o do avalista, assim estabelecida por lei, com relevante repercuss\u00e3o nas hip\u00f3teses em que h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, deve-se assegurar ao avalista a possibilidade de opor-se \u00e0 cobran\u00e7a, com esteio nos v\u00edcios que inquinam a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria (engendrada entre credor e o avalizado), quando, n\u00e3o havendo circula\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, o pr\u00f3prio credor, imbu\u00eddo de m\u00e1-f\u00e9, \u00e9 o respons\u00e1vel pela extin\u00e7\u00e3o, pela nulidade ou pela inexist\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o do avalizado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de se reconhecer, para a hip\u00f3tese em an\u00e1lise, em que n\u00e3o h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, a insubsist\u00eancia do aval aposto nas notas promiss\u00f3rias emitidas para garantir a insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos em opera\u00e7\u00e3o de factoring. Afinal, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 impossibilidade de a faturizada\/cedente responder pela insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos, afigurando-se nula a disposi\u00e7\u00e3o contratual nesse sentido, a comprometer a pr\u00f3pria exist\u00eancia de eventuais t\u00edtulos de cr\u00e9ditos emitidos com o fim de garantir a opera\u00e7\u00e3o de fomento mercantil, o aval ali inserido torna-se, de igual modo, insubsistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta conclus\u00e3o, a um s\u00f3 tempo, obsta o enriquecimento indevido por parte da faturizadora, que sabe ou deveria saber n\u00e3o ser poss\u00edvel transferir o risco da opera\u00e7\u00e3o de factoring que lhe pertence com exclusividade, e n\u00e3o compromete direitos de terceiros, j\u00e1 que n\u00e3o houve circula\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos em comento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-resultado-final\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A empresa faturizada n\u00e3o responde pela insolv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos, sendo nulos a disposi\u00e7\u00e3o contratual em sentido contr\u00e1rio e eventuais t\u00edtulos de cr\u00e9ditos emitidos com o fim de garantir a solv\u00eancia dos cr\u00e9ditos cedidos no bojo de opera\u00e7\u00e3o de factoring.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-procura-o-em-causa-pr-pria-in-rem-suam-e-t-tulo-translativo-de-propriedade\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; P<\/a>rocura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria (<em>in rem suam<\/em>) e t\u00edtulo translativo de propriedade<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria (in rem suam) n\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo translativo de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.345.170-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situa-o-f-tica\"><a>7.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em determinado processo, discutiu-se a extens\u00e3o dos poderes decorrentes da procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria bem como se tal modalidade de mandado equivaleria a t\u00edtulo translativo de propriedade. A quest\u00e3o chegou ent\u00e3o ao STJ por meio de recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-an-lise-estrat-gica\"><a>7.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-quest-o-jur-dica\">7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 685. Conferido o mandato com a cl\u00e1usula &#8220;em causa pr\u00f3pria&#8221;, a sua revoga\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 efic\u00e1cia, nem se extinguir\u00e1 pela morte de qualquer das partes, ficando o mandat\u00e1rio dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-t-tulo-translativo-de-propriedade\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 t\u00edtulo translativo de propriedade?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>De jeito nenhum!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo Civil prev\u00ea no art. 685: Conferido o mandato com a cl\u00e1usula &#8220;em causa pr\u00f3pria&#8221;, a sua revoga\u00e7\u00e3o n\u00e3o ter\u00e1 efic\u00e1cia, nem se extinguir\u00e1 pela morte de qualquer das partes, ficando o mandat\u00e1rio dispensado de prestar contas, e podendo transferir para si os bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis objeto do mandato, obedecidas as formalidades legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se afirmar que, quanto \u00e0 natureza jur\u00eddica, a procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria, tal como a ordin\u00e1ria procura\u00e7\u00e3o, \u00e9 neg\u00f3cio jur\u00eddico unilateral. Trata-se, a rigor, do chamado neg\u00f3cio jur\u00eddico de procura, de que resulta o instrumento de procura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A no\u00e7\u00e3o exata do instituto se evidencia ao se comparar a procura\u00e7\u00e3o e o mandato. De fato, \u00e9 de toda conveni\u00eancia n\u00e3o se confundir os institutos, notadamente por possu\u00edrem naturezas jur\u00eddicas diversas: a procura\u00e7\u00e3o \u00e9 neg\u00f3cio jur\u00eddico unilateral; o mandato, como contrato que \u00e9, apresenta-se como neg\u00f3cio jur\u00eddico geneticamente bilateral. De um lado, h\u00e1 uma \u00fanica declara\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-negocial, de outro, duas declara\u00e7\u00f5es jur\u00eddico-negociais que se conjugam por serem congruentes quanto aos meios e convergentes quanto aos fins.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, <strong>muito embora o nome do outorgado conste do instrumento de procura\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o \u00e9 figurante, pois o neg\u00f3cio jur\u00eddico \u00e9 unilateral.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, pode-se conceituar a procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria como o neg\u00f3cio jur\u00eddico unilateral que confere um poder de representa\u00e7\u00e3o ao outorgado, que o exerce em seu pr\u00f3prio interesse, por sua pr\u00f3pria conta, mas em nome do outorgante.<\/p>\n\n\n\n<p>Quantos aos efeitos, o neg\u00f3cio jur\u00eddico referente \u00e0 procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria outorga ao procurador, de forma irrevog\u00e1vel, inextingu\u00edvel pela morte de qualquer das partes e sem dever de presta\u00e7\u00e3o de contas, o poder formativo (direito potestativo) de dispor do direito (real ou pessoal) objeto da procura\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, a rigor n\u00e3o se transmite o direito objeto do neg\u00f3cio jur\u00eddico, outorga-se o poder de transferi-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o outorgante continua sendo titular do direito (real ou pessoal) objeto da procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria, de modo que o outorgado passa a ser apenas titular do poder de dispor desse direito, em seu pr\u00f3prio interesse, mas em nome alheio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sede jurisprudencial, h\u00e1 precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no sentido de que a procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria, a rigor, n\u00e3o transmite o direito objeto do neg\u00f3cio ao procurador, mas sim outorga-lhe o poder de transferi-lo para si ou para outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, <strong>se a procura\u00e7\u00e3o <em>in rem suam<\/em> operasse, ela pr\u00f3pria, transfer\u00eancia de direitos reais ou pessoais, estar-se-ia abreviando institutos jur\u00eddicos e burlando regras jur\u00eddicas h\u00e1 muito consagradas e profundamente imbricadas no sistema jur\u00eddico nacional.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, \u00e0 procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria n\u00e3o pode ser atribu\u00edda a fun\u00e7\u00e3o de substituir, a um s\u00f3 tempo, os neg\u00f3cios jur\u00eddicos obrigacionais (p.ex. contrato de compra e venda, doa\u00e7\u00e3o) e dispositivos (p.ex. acordo de transmiss\u00e3o) indispens\u00e1veis, em regra, \u00e0 transmiss\u00e3o dos direitos subjetivos patrimoniais, notadamente do direito de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imperioso observar, portanto, que a procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria, por si s\u00f3, n\u00e3o produz cess\u00e3o ou transmiss\u00e3o de direito pessoal ou de direito real, sendo tais afirma\u00e7\u00f5es frutos de equivocado romanismo que se deve evitar. De fato, como cedi\u00e7o, tamb\u00e9m naquele sistema jur\u00eddico, por meio da procura\u00e7\u00e3o in rem suam n\u00e3o havia verdadeira transfer\u00eancia de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\">7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A procura\u00e7\u00e3o em causa pr\u00f3pria (<em>in rem suam<\/em>) n\u00e3o \u00e9 t\u00edtulo translativo de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-responsabiliza-o-da-propriet-ria-de-aeronave-pelos-danos-causados-por-acidente-a-reo-quando-h-o-rompimento-do-nexo-de-causalidade\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Responsabiliza\u00e7\u00e3o da propriet\u00e1ria de aeronave <\/a>pelos danos causados por acidente a\u00e9reo, quando h\u00e1 o rompimento do nexo de causalidade<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A propriet\u00e1ria, na qualidade de arrendadora de aeronave, n\u00e3o pode ser responsabilizada civilmente pelos danos causados por acidente a\u00e9reo, quando h\u00e1 o rompimento do nexo de causalidade, afastando-se o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.414.803-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situa-o-f-tica\"><a>8.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Klabin S\/A era propriet\u00e1ria de um avi\u00e3o arrendado ao aeroporto de certo munic\u00edpio. Um dia, ainda enquanto se preparava para a decolagem, o avi\u00e3o foi atingido por outra aeronave em uma manobra perigosa que resultou em grave acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que as fam\u00edlias de duas das v\u00edtimas do acidente ajuizaram a\u00e7\u00f5es contra o aer\u00f3dromo, o piloto que realizou a manobra e ainda contra a Klabin. O Ju\u00edzo de primeiro grau reconheceu a responsabilidade da Klabin, o que foi mantido pelo Tribunal de Justi\u00e7a local que entendeu que haveria responsabilidade da empresa em raz\u00e3o do fato de ter alugado o avi\u00e3o atingido para o aer\u00f3dromo de Lages e escolhido um piloto sem as qualifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o voo (no dia do fat\u00eddico acidente, o avi\u00e3o era pilotado por piloto que tinha habilita\u00e7\u00e3o para voos comerciais, mas naquele dia os avi\u00f5es transportavam paraquedistas).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-an-lise-estrat-gica\"><a>8.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-quest-o-jur-dica\">8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Brasileiro da Aeron\u00e1utica:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00b0 O Direito Aeron\u00e1utico \u00e9 regulado pelos Tratados, Conven\u00e7\u00f5es e Atos Internacionais de que o Brasil seja parte, por este C\u00f3digo e pela legisla\u00e7\u00e3o complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00b0 Este C\u00f3digo se aplica a nacionais e estrangeiros, em todo o Territ\u00f3rio Nacional, assim como, no exterior, at\u00e9 onde for admitida a sua extraterritorialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 215. Considera-se dom\u00e9stico e \u00e9 regido por este C\u00f3digo, todo transporte em que os pontos de partida, intermedi\u00e1rios e de destino estejam situados em Territ\u00f3rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. O transporte n\u00e3o perder\u00e1 esse car\u00e1ter se, por motivo de for\u00e7a maior, a aeronave fizer escala em territ\u00f3rio estrangeiro, estando, por\u00e9m, em territ\u00f3rio brasileiro os seus pontos de partida e destino.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 403. Ainda que a inexecu\u00e7\u00e3o resulte de dolo do devedor, as perdas e danos s\u00f3 incluem os preju\u00edzos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem preju\u00edzo do disposto na lei processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 734. O transportador responde pelos danos causados \u00e0s pessoas transportadas e suas bagagens, salvo motivo de for\u00e7a maior, sendo nula qualquer cl\u00e1usula excludente da responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 l\u00edcito ao transportador exigir a declara\u00e7\u00e3o do valor da bagagem a fim de fixar o limite da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 6\u00ba S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; a efetiva preven\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, montagem, f\u00f3rmulas, manipula\u00e7\u00e3o, apresenta\u00e7\u00e3o ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14. O fornecedor de servi\u00e7os responde, independentemente da exist\u00eancia de culpa, pela repara\u00e7\u00e3o dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos \u00e0 presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, bem como por informa\u00e7\u00f5es insuficientes ou inadequadas sobre sua frui\u00e7\u00e3o e riscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretens\u00e3o \u00e0 repara\u00e7\u00e3o pelos danos causados por fato do produto ou do servi\u00e7o prevista na Se\u00e7\u00e3o II deste Cap\u00edtulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-h-responsabilidade-da-propriet-ria\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 responsabilidade da propriet\u00e1ria?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O transporte a\u00e9reo pode ser dividido em dom\u00e9stico &#8211; regido pelo C\u00f3digo Brasileiro da Aeron\u00e1utica, que \u00e9 aquele em que o ponto de partida, intermedi\u00e1rio e o destino est\u00e3o situados em territ\u00f3rio nacional (art. 215) &#8211; e em internacional &#8211; regulado pela Conven\u00e7\u00e3o de Montreal, em que o ponto de partida e ponto de destino estejam situados em territ\u00f3rio de dois Estados signat\u00e1rios da Conven\u00e7\u00e3o ou que haja escala prevista no territ\u00f3rio de qualquer outro Estado, mesmo que este n\u00e3o seja signat\u00e1rio da conven\u00e7\u00e3o (art. 1\u00ba, n\u00ba 2).<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao transporte a\u00e9reo internacional, estabeleceu o STF que as normas e os tratados internacionais limitadores da responsabilidade das transportadoras a\u00e9reas de passageiros, especialmente as Conven\u00e7\u00f5es de Vars\u00f3via e Montreal, t\u00eam preval\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, sendo aplic\u00e1vel o limite indenizat\u00f3rio estabelecido pelos normativos internacionais subscritos pelo Brasil, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condena\u00e7\u00f5es por dano material.<\/p>\n\n\n\n<p>Definiu-se, ademais, que as disposi\u00e7\u00f5es previstas nos aludidos acordos internacionais incidem exclusivamente nos contratos de transporte a\u00e9reo internacional de pessoas, bagagens ou carga. Assim, n\u00e3o alcan\u00e7am o transporte nacional de pessoas, que est\u00e1 exclu\u00eddo da abrang\u00eancia do art. 22 da Conven\u00e7\u00e3o de Vars\u00f3via. Por fim, esclareceu que a limita\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria abarca apenas a repara\u00e7\u00e3o por danos materiais, e n\u00e3o morais.<\/p>\n\n\n\n<p>No que toca \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria, o Codex, na se\u00e7\u00e3o do transporte de pessoas, fixou no art. 734 a responsabilidade objetiva do transportador pelos danos causados \u00e0s pessoas transportadas e suas bagagens, pois se est\u00e1 diante de obriga\u00e7\u00e3o de resultado, salvo motivo de for\u00e7a maior, vedando qualquer cl\u00e1usula excludente da responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o art. 927, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Civil prev\u00ea cl\u00e1usula geral de responsabilidade objetiva quando a atividade normalmente desenvolvida pelo causador do dano implicar, por sua natureza, riscos para os direitos de outrem, como s\u00f3i o transporte a\u00e9reo<\/p>\n\n\n\n<p>Somado a isso, ao menos no \u00e2mbito interno, <strong>incide o regime da responsabilidade objetiva do C\u00f3digo consumerista fundada na teoria do risco do empreendimento<\/strong> (CDC, arts. 6\u00b0, VI, 12, 14 e 17).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, s\u00f3 h\u00e1 falar em responsabilidade civil se houver uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito entre a conduta e o dano, se a causa for abstratamente id\u00f4nea e adequada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do resultado, n\u00e3o bastando ser antecedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorre na teoria da equival\u00eancia das condi\u00e7\u00f5es (teoria da <em>conditio sine qua non<\/em>) em que toda e qualquer circunst\u00e2ncia que haja concorrido para produzir o dano pode ser considerada capaz de gerar o dano, na causalidade adequada, a ideia fundamental \u00e9 a que s\u00f3 h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre fato e dano quando o ato praticado pelo agente seja de molde a provocar o dano sofrido pela v\u00edtima, segundo o curso normal das coisas e a experi\u00eancia comum da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na aferi\u00e7\u00e3o do nexo de causalidade, &#8220;a doutrina majorit\u00e1ria de Direito Civil adota a teoria da causalidade adequada ou do dano direto e imediato, de maneira que somente se considera existente o nexo causal quando o dano \u00e9 efeito necess\u00e1rio e adequado de uma causa (a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o). Essa teoria foi acolhida pelo C\u00f3digo Civil de 1916 (art. 1.060) e pelo C\u00f3digo Civil de 2002 (art. 403)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sem que ocorra efetivamente uma rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre fato e dano, n\u00e3o sendo o ato praticado pelo agente minimamente suficiente para provocar o dano sofrido pela v\u00edtima, segundo o curso normal das coisas e a experi\u00eancia comum da vida, conforme a teoria da causalidade adequada, a propriet\u00e1ria e arrendadora da aeronave n\u00e3o pode ser responsabilizada civilmente pelos danos causados, haja vista o rompimento do nexo de causalidade, afastando-se o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\">8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A propriet\u00e1ria, na qualidade de arrendadora de aeronave, n\u00e3o pode ser responsabilizada civilmente pelos danos causados por acidente a\u00e9reo, quando h\u00e1 o rompimento do nexo de causalidade, afastando-se o dever de indenizar.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-des-obrigatoriedade-do-arbitramento-de-aluguel-ao-ex-c-njuge-que-reside-em-im-vel-de-propriedade-comum-do-ex-casal-com-a-filha-menor-de-ambos\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Des)Obrigatoriedade do <\/a>arbitramento de aluguel ao ex-c\u00f4njuge que reside em im\u00f3vel de propriedade comum do ex-casal com a filha menor de ambos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio o arbitramento de aluguel ao ex-c\u00f4njuge que reside, ap\u00f3s o div\u00f3rcio, em im\u00f3vel de propriedade comum do ex-casal com a filha menor de ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.699.013-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situa-o-f-tica\"><a>9.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Josias e Joana eram casados sob o regime de comunh\u00e3o parcial de bens. Do relacionamento, nasceu a menor Paulinha. Ocorre que a rela\u00e7\u00e3o azedou e o casal optou pelo div\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na senten\u00e7a, restou decretada a partilha do im\u00f3vel, na propor\u00e7\u00e3o de 40% para Joana e 60% para Josias. No entanto, Josias continuou residindo no im\u00f3vel, raz\u00e3o pela qual Joana entende que enquanto a casa n\u00e3o fosse vendida, ele deveria pagar o valor equivalente a 40% do aluguel que Joana receberia se locasse o im\u00f3vel a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Juiz de primeira inst\u00e2ncia deferiu o pedido, mas o Tribunal de Justi\u00e7a local reformou a decis\u00e3o por entender incab\u00edvel o pagamento, uma vez que Josias reside no im\u00f3vel com a filha do casal e a sustenta integralmente sozinho.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-an-lise-estrat-gica\"><a>9.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-quest-o-jur-dica\">9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.240-A. Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposi\u00e7\u00e3o, posse direta, com exclusividade, sobre im\u00f3vel urbano de at\u00e9 250m\u00b2 (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com ex-c\u00f4njuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua fam\u00edlia, adquirir-lhe-\u00e1 o dom\u00ednio integral, desde que n\u00e3o seja propriet\u00e1rio de outro im\u00f3vel urbano ou rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.319. Cada cond\u00f4mino responde aos outros pelos frutos que percebeu da coisa e pelo dano que lhe causou.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.326. Os frutos da coisa comum, n\u00e3o havendo em contr\u00e1rio estipula\u00e7\u00e3o ou disposi\u00e7\u00e3o de \u00faltima vontade, ser\u00e3o partilhados na propor\u00e7\u00e3o dos quinh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.701. A pessoa obrigada a suprir alimentos poder\u00e1 pensionar o alimentando, ou dar-lhe hospedagem e sustento, sem preju\u00edzo do dever de prestar o necess\u00e1rio \u00e0 sua educa\u00e7\u00e3o, quando menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Compete ao juiz, se as circunst\u00e2ncias o exigirem, fixar a forma do cumprimento da presta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.703. Para a manuten\u00e7\u00e3o dos filhos, os c\u00f4njuges separados judicialmente contribuir\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de seus recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.707. Pode o credor n\u00e3o exercer, por\u00e9m lhe \u00e9 vedado renunciar o direito a alimentos, sendo o respectivo cr\u00e9dito insuscet\u00edvel de cess\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o ou penhora.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-devido-o-aluguel\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Devido o aluguel?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>No caso, N\u00c3O!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Inicialmente, o uso EXCLUSIVO do im\u00f3vel comum por um dos ex-c\u00f4njuges &#8211; ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o ou o div\u00f3rcio e ainda que n\u00e3o tenha sido formalizada a partilha &#8211; <strong>autoriza que aquele privado da frui\u00e7\u00e3o do bem reivindique, a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o, a parcela proporcional a sua quota-parte sobre a renda de um aluguel presumido<\/strong>, nos termos do disposto nos artigos 1.319 e 1.326 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal obriga\u00e7\u00e3o reparat\u00f3ria &#8211; que tem por objetivo afastar o enriquecimento sem causa do copropriet\u00e1rio &#8211; apresenta como fato gerador o uso exclusivo do im\u00f3vel comum por um dos ex-consortes, a partir da inequ\u00edvoca oposi\u00e7\u00e3o daquele que se encontra destitu\u00eddo da frui\u00e7\u00e3o do bem, notadamente quando ausentes os requisitos ensejadores da chamada &#8220;usucapi\u00e3o familiar&#8221; prevista no artigo 1.240-A do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, ainda que o im\u00f3vel perten\u00e7a a ambos os ex-c\u00f4njuges, \u00e9 utilizado como moradia da prole comum (filha menor cuja guarda foi concedida ao ex-marido). Indaga-se, portanto, quanto as consequ\u00eancias desta situa\u00e7\u00e3o, se possui o cond\u00e3o de afastar (ou, de algum modo, minorar) o dever de indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso exclusivo do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Como de saben\u00e7a, incumbe a ambos os genitores &#8211; na medida de suas possibilidades econ\u00f4mico-financeiras -, custear as despesas dos filhos menores com moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, lazer, vestu\u00e1rio, higiene e transporte; dever parental que, por \u00f3bvio, n\u00e3o se desfaz com o t\u00e9rmino do v\u00ednculo matrimonial ou da uni\u00e3o est\u00e1vel, conforme se depreende do artigo 1.703 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o filho for menor, a &#8220;obriga\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia&#8221; tem por lastro o dever de sustento derivado do poder familiar, havendo presun\u00e7\u00e3o de necessidade do alimentando; ao passo que, ap\u00f3s a maioridade civil (dezoito anos), exsurge o dever dos genitores de prestar alimentos ao filho &#8211; em decorr\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o de parentesco &#8211; quando demonstrada situa\u00e7\u00e3o de incapacidade ou de indig\u00eancia n\u00e3o proposital, bem como por estar o descendente em per\u00edodo de forma\u00e7\u00e3o escolar profissionalizante ou em faculdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, impende assinalar que uma das caracter\u00edsticas da obriga\u00e7\u00e3o de prestar alimentos \u00e9 a sua alternatividade, consoante se extrai da norma inserta no artigo 1.701 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>A presta\u00e7\u00e3o aliment\u00edcia, portanto, pode ter car\u00e1ter pecuni\u00e1rio &#8211; pagamento de certa soma em dinheiro &#8211; e\/ou corresponder a uma obriga\u00e7\u00e3o in natura, hip\u00f3tese em que o devedor fornece os pr\u00f3prios bens necess\u00e1rios \u00e0 sobreviv\u00eancia do alimentando, tais como moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada obstante, \u00e0 luz do disposto no artigo 1.707 do C\u00f3digo Civil, n\u00e3o se admite, em linha de princ\u00edpio, a compensa\u00e7\u00e3o de alimentos fixados em pec\u00fania com aqueles pagos in natura, os quais ser\u00e3o considerados como mera liberalidade do devedor quando divergirem da forma estipulada pelo ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ tem ponderado, contudo, que o aludido princ\u00edpio da incompensabilidade da obriga\u00e7\u00e3o alimentar n\u00e3o \u00e9 absoluto, podendo ser mitigado para impedir o enriquecimento indevido de uma das partes, mediante o abatimento de despesas pagas in natura para satisfa\u00e7\u00e3o de necessidades essenciais do alimentando &#8211; como moradia, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o &#8211; do d\u00e9bito oriundo de pens\u00e3o aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluindo, \u00e9 certo que a utiliza\u00e7\u00e3o do bem pela descendente dos copropriet\u00e1rios &#8211; titulares do poder familiar e, consequentemente, do dever de sustento &#8211; beneficia a ambos, n\u00e3o se configurando, portanto, o fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria fundada nos artigos 1.319 e 1.326 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o fato de o im\u00f3vel comum tamb\u00e9m servir de moradia para a filha do ex-casal tem a possibilidade de converter a &#8220;indeniza\u00e7\u00e3o proporcional devida pelo uso exclusivo do bem&#8221; em &#8220;parcela in natura da presta\u00e7\u00e3o de alimentos&#8221; (sob a forma de habita\u00e7\u00e3o), que deve ser somada aos alimentos in pecunia a serem pagos pelo ex-c\u00f4njuge que n\u00e3o usufrui do bem &#8211; e que pode ser apurado em a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria -, afastando o enriquecimento sem causa de qualquer uma das partes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\">9.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio o arbitramento de aluguel ao ex-c\u00f4njuge que reside, ap\u00f3s o div\u00f3rcio, em im\u00f3vel de propriedade comum do ex-casal com a filha menor de ambos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-t-cnica-de-amplia-o-do-colegiado-e-aplicabilidade-ao-julgamento-de-apela-o-interposta-contra-senten-a-proferida-em-mandado-de-seguran-a\"><a>10.&nbsp; T<\/a>\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado e aplicabilidade ao julgamento de apela\u00e7\u00e3o interposta contra senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado, prevista no art. 942 do CPC\/2015, aplica-se tamb\u00e9m ao julgamento de apela\u00e7\u00e3o interposta contra senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.868.072-RS, Rel. Min. Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situa-o-f-tica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>CXP Distribuidora impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato de autoridade coatora vinculada ao Estado do Rio Grande do Sul, objetivando o reconhecimento da ilegalidade do d\u00e9bito apurado em Auto de Lan\u00e7amento oriundo do inadimplemento do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os arrecadado atrav\u00e9s do mecanismo de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguran\u00e7a pleiteada foi denegada e contra a senten\u00e7a denegat\u00f3ria proferida, CXP interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o. O Tribunal de Justi\u00e7a local, por maioria de votos, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, mantendo inalterada a senten\u00e7a apelada.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra a decis\u00e3o, CXP interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que deveria ter sido aplicada a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado prevista no art. 942 do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-an-lise-estrat-gica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-quest-o-jur-dica\">10.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 942. Quando o resultado da apela\u00e7\u00e3o for n\u00e3o un\u00e2nime, o julgamento ter\u00e1 prosseguimento em sess\u00e3o a ser designada com a presen\u00e7a de outros julgadores, que ser\u00e3o convocados nos termos previamente definidos no regimento interno, em n\u00famero suficiente para garantir a possibilidade de invers\u00e3o do resultado inicial, assegurado \u00e0s partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas raz\u00f5es perante os novos julgadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Sendo poss\u00edvel, o prosseguimento do julgamento dar-se-\u00e1 na mesma sess\u00e3o, colhendo-se os votos de outros julgadores que porventura componham o \u00f3rg\u00e3o colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os julgadores que j\u00e1 tiverem votado poder\u00e3o rever seus votos por ocasi\u00e3o do prosseguimento do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba A t\u00e9cnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento n\u00e3o un\u00e2nime proferido em:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, quando o resultado for a rescis\u00e3o da senten\u00e7a, devendo, nesse caso, seu prosseguimento ocorrer em \u00f3rg\u00e3o de maior composi\u00e7\u00e3o previsto no regimento interno;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; agravo de instrumento, quando houver reforma da decis\u00e3o que julgar parcialmente o m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba N\u00e3o se aplica o disposto neste artigo ao julgamento:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; do incidente de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e ao de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; da remessa necess\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; n\u00e3o un\u00e2nime proferido, nos tribunais, pelo plen\u00e1rio ou pela corte especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.046. Ao entrar em vigor este C\u00f3digo, suas disposi\u00e7\u00f5es se aplicar\u00e3o desde logo aos processos pendentes, ficando revogada a Lei n\u00ba 5.869, de 11 de janeiro de 1973.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Permanecem em vigor as disposi\u00e7\u00f5es especiais dos procedimentos regulados em outras leis, aos quais se aplicar\u00e1 supletivamente este C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.016\/2009:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14.&nbsp; Da senten\u00e7a, denegando ou concedendo o mandado, cabe apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o&nbsp; Concedida a seguran\u00e7a, a senten\u00e7a estar\u00e1 sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o&nbsp; Estende-se \u00e0 autoridade coatora o direito de recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3o&nbsp; A senten\u00e7a que conceder o mandado de seguran\u00e7a pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concess\u00e3o da medida liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4o&nbsp; O pagamento de vencimentos e vantagens pecuni\u00e1rias assegurados em senten\u00e7a concessiva de mandado de seguran\u00e7a a servidor p\u00fablico da administra\u00e7\u00e3o direta ou aut\u00e1rquica federal, estadual e municipal somente ser\u00e1 efetuado relativamente \u00e0s presta\u00e7\u00f5es que se vencerem a contar da data do ajuizamento da inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 25.&nbsp; N\u00e3o cabem, no processo de mandado de seguran\u00e7a, a interposi\u00e7\u00e3o de embargos infringentes e a condena\u00e7\u00e3o ao pagamento dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, sem preju\u00edzo da aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es no caso de litig\u00e2ncia de m\u00e1-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-deve-ser-aplicada-a-t-cnica-de-amplia-o-de-julgado\">10.2.2. Deve ser aplicada a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o de julgado?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015, ao entrar em vigor, revogou o C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, nos termos do art. 1.046, caput, do CPC\/2015. Todavia, as disposi\u00e7\u00f5es especiais dos procedimentos regulados por leis espec\u00edficas permaneceram em vigor, mesmo ap\u00f3s o advento do novel diploma legal, consoante o previsto no art. 1.046, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, de maneira que as disposi\u00e7\u00f5es especiais pertinentes ao mandado de seguran\u00e7a seguem reguladas pela Lei n. 12.016\/2009. Contudo, a Lei n. 12.016\/2009 n\u00e3o cont\u00e9m nenhuma disposi\u00e7\u00e3o especial acerca da t\u00e9cnica de julgamento a ser adotada nos casos em que o resultado da apela\u00e7\u00e3o for n\u00e3o un\u00e2nime. Enquanto o art. 14 da Lei n. 12.016\/2009 se limita a preconizar que contra a senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a cabe apela\u00e7\u00e3o, o art. 25 da Lei n. 12.016\/2009 veda a interposi\u00e7\u00e3o de embargos infringentes contra decis\u00e3o proferida em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado, prevista no art. 942 do CPC\/2015, e os embargos infringentes, revogados junto com C\u00f3digo de Processo Civil de 1973, possuam objetivos semelhantes, os referidos institutos n\u00e3o se confundem, sobretudo porque o primeiro compreende t\u00e9cnica de julgamento, j\u00e1 o segundo consistia em modalidade de recurso. Ademais: &#8220;(&#8230;) diferentemente dos embargos infringentes regulados pelo CPC\/73, <strong>a nova t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado \u00e9 de observ\u00e2ncia autom\u00e1tica e obrigat\u00f3ria sempre que o resultado da apela\u00e7\u00e3o for n\u00e3o un\u00e2nime e n\u00e3o apenas quando ocorrer a reforma de senten\u00e7a<\/strong>&#8221; (REsp n. 179.8705\/SC, Relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 22\/10\/2019, DJe 28\/10\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, portanto, que a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado, prevista no art. 942 do CPC\/2015, aplica-se tamb\u00e9m ao julgamento de apela\u00e7\u00e3o que resultou n\u00e3o un\u00e2nime interposta contra senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3. Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado, prevista no art. 942 do CPC\/2015, aplica-se tamb\u00e9m ao julgamento de apela\u00e7\u00e3o interposta contra senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tribut-rio\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-receitas-de-royalties-provenientes-de-atividades-pr-prias-da-cooperativa-de-desenvolvimento-cient-fico-e-tecnol-gico-de-pesquisa-agropecu-ria-e-base-de-c-lculo-do-pis-e-cofins\"><a>11.&nbsp; Receitas de royalties provenientes de atividades pr\u00f3prias da cooperativa de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico de pesquisa agropecu\u00e1ria e base de c\u00e1lculo do PIS e COFINS<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As receitas de royalties provenientes de atividades pr\u00f3prias da cooperativa de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico de pesquisa agropecu\u00e1ria, devem integrar a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.520.184-PR, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situa-o-f-tica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>CoopCentral \u00e9 uma sociedade cooperativa que tem por objeto social o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico de pesquisa agropecu\u00e1ria e aufere receitas decorrentes da venda dos seus produtos (sementes, fertilizantes, mudas etc) e tamb\u00e9m de royalties (rendimentos decorrentes da explora\u00e7\u00e3o dos direitos sobre as sementes e mudas desenvolvidas na atividade de pesquisa).<\/p>\n\n\n\n<p>A cooperativa entende que os valores recebidos a t\u00edtulo de royalties n\u00e3o deveriam integrar a base de c\u00e1lculo do PIS e COFINS e ajuizou a\u00e7\u00e3o neste sentido, o que foi reconhecido pelo Tribunal Regional Federal local sob o fundamento de que os rendimentos decorrentes de royalties auferidos pela cooperativa n\u00e3o fazem parte de seu faturamento, nos moldes do conceito de faturamento adotado nos Recursos Extraordin\u00e1rios n\u00b0s 346.084 e 357.950, 358.273, 390840), os quais declararam a inconstitucionalidade do \u00a7 1\u00b0 do art. 3\u00b0 da Lei n\u00b0 9.718\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a Fazenda Nacional interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que, ainda que mantido o entendimento de que os royalties percebidos pela CPX n\u00e3o se incluam no conceito de &#8220;faturamento&#8221;, incluem-se no conceito de &#8220;total das receitas auferidas&#8221;, base de c\u00e1lculo do PIS.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-an-lise-estrat-gica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-os-royalties-devem-integrar-a-base-de-c-lculo-de-pis-e-cofins\">11.2.1. Os royalties devem integrar a base de c\u00e1lculo de PIS e COFINS?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, segundo o qual a receita bruta e o faturamento, para fins de defini\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da COFINS, s\u00e3o termos equivalentes e consistem na totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de servi\u00e7os ou de mercadorias e servi\u00e7os, assim entendido como a soma das receitas oriundas do exerc\u00edcio das atividades empresariais t\u00edpicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que <strong>os royalties s\u00e3o pagos em raz\u00e3o do uso, da frui\u00e7\u00e3o ou da explora\u00e7\u00e3o de direitos, e n\u00e3o pela presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou em decorr\u00eancia da venda de sementes, gr\u00e3os, mudas etc.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O produto resultante da pesquisa cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica \u00e9 o know how de como desenvolver determinas esp\u00e9cies de sementes e mudas mais resistentes a pragas, p.ex.; e, assim, n\u00e3o se confunde os rendimentos recebidos pela venda dessas mercadorias biotecnol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa cient\u00edfica ou tecnol\u00f3gica cria, melhora ou desenvolve o produto oferecido, tornando-o atraente para os potenciais compradores interessados nas caracter\u00edsticas desenvolvidas pelo procedimento cient\u00edfico. Essas caracter\u00edsticas s\u00e3o, em alta propor\u00e7\u00e3o, definidoras da qualidade espec\u00edfica buscada pelo produtor-cooperado (menor custo de produ\u00e7\u00e3o por hectare; menor incid\u00eancia de pragas; maior resist\u00eancia a produtos qu\u00edmicos etc).<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a receita da venda do produto (semente, gr\u00e3os, mudas etc) e, concomitante, as receitas de royalties (derivados de seu desenvolvimento) s\u00e3o provenientes das atividades t\u00edpicas da cooperativa autora; s\u00e3o indissoci\u00e1veis, se considerado o fato de uma receita estar intimamente vinculada com a gera\u00e7\u00e3o da outra, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o h\u00e1 como se retirar os royalties da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es, tendo em vista compor a &#8220;soma das receitas oriundas do exerc\u00edcio das atividades empresariais t\u00edpicas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-resultado-final\">11.2.2. Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>As receitas de royalties provenientes de atividades pr\u00f3prias da cooperativa de desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico de pesquisa agropecu\u00e1ria, devem integrar a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO DO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-marco-final-das-obriga-es-entre-as-partes-e-destitui-o-da-incorporadora\"><a>12.&nbsp; Marco final das obriga\u00e7\u00f5es entre as partes e destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dia da destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora, com a consequente assun\u00e7\u00e3o da obra pelos adquirentes, \u00e9 o marco final das obriga\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.881.806-SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situa-o-f-tica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Elenice ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria em face de APL Tower Empreendimento Imobili\u00e1rio na qual objetivava obter repara\u00e7\u00e3o pelos danos materiais (lucros cessantes e danos emergentes) decorrentes da paralisa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o e entrega de empreendimento comercial denominado Top Tower Ibirapuera, objeto de contrato de compra e venda de im\u00f3vel firmado entre os Elenice e APL.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O contrato foi firmado em 14\/11\/2012 e a data de entrega foi prevista para o dia 31\/3\/2014. Em 17\/12\/2014, a incorporadora APL, em assembleia convocada para essa finalidade, informou aos adquirentes a paralisa\u00e7\u00e3o da obra e a impossibilidade de terminar o empreendimento. E, no dia 29\/9\/2015, os adquirentes decidiram pela destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora, com a cria\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Adquirentes e a contrata\u00e7\u00e3o de uma nova construtora para prosseguir na constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou parcialmente procedente os pedidos e, em ac\u00f3rd\u00e3o, o Tribunal de Justi\u00e7a local indeferiu os pedidos de danos emergentes sob o fundamento de que Elenice e os demais adquirentes permaneceram no empreendimento por op\u00e7\u00e3o, uma vez que poderiam ter rescindido o contrato e pleiteado a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos, de modo que n\u00e3o caberia a responsabiliza\u00e7\u00e3o da incorporadora.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-an-lise-estrat-gica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-quest-o-jur-dica\">12.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 4.591\/1964:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43. Quando o incorporador contratar a entrega da unidade a prazo e pre\u00e7os certos, determinados ou determin\u00e1veis, mesmo quando pessoa f\u00edsica, ser-lhe-\u00e3o impostas as seguintes normas:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; responder civilmente pela execu\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o, devendo indenizar os adquirentes ou compromiss\u00e1rios, dos preju\u00edzos que a \u00eastes advierem do fato de n\u00e3o se concluir a edifica\u00e7\u00e3o ou de se retardar injustificadamente a conclus\u00e3o das obras, cabendo-lhe a\u00e7\u00e3o regressiva contra o construtor, se f\u00f4r o caso e se a \u00easte couber a culpa;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; se o incorporador, sem justa causa devidamente comprovada, paralisar as obras por mais de 30 dias, ou retardar-lhes excessivamente o andamento, poder\u00e1 o Juiz notific\u00e1-lo para que no prazo m\u00ednimo de 30 dias as reinicie ou torne a dar-lhes o andamento normal. Desatendida a notifica\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 o incorporador ser destitu\u00eddo pela maioria absoluta dos votos dos adquirentes, sem preju\u00edzo da responsabilidade civil ou penal que couber, sujeito \u00e0 cobran\u00e7a executiva das import\u00e2ncias comprovadamente devidas, facultando-se aos interessados prosseguir na obra (VETADO).<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 43-A.&nbsp; A entrega do im\u00f3vel em at\u00e9 180 (cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratualmente como data prevista para conclus\u00e3o do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de forma clara e destacada, n\u00e3o dar\u00e1 causa \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do contrato por parte do adquirente nem ensejar\u00e1 o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba&nbsp; Se a entrega do im\u00f3vel ultrapassar o prazo estabelecido no caput deste artigo, desde que o adquirente n\u00e3o tenha dado causa ao atraso, poder\u00e1 ser promovida por este a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, sem preju\u00edzo da devolu\u00e7\u00e3o da integralidade de todos os valores pagos e da multa estabelecida, em at\u00e9 60 (sessenta) dias corridos contados da resolu\u00e7\u00e3o, corrigidos nos termos do \u00a7 8\u00ba do art. 67-A desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Na hip\u00f3tese de a entrega do im\u00f3vel estender-se por prazo superior \u00e0quele previsto no caput deste artigo, e n\u00e3o se tratar de resolu\u00e7\u00e3o do contrato, ser\u00e1 devida ao adquirente adimplente, por ocasi\u00e3o da entrega da unidade, indeniza\u00e7\u00e3o de 1% (um por cento) do valor efetivamente pago \u00e0 incorporadora, para cada m\u00eas de atraso, pro rata die, corrigido monetariamente conforme \u00edndice estipulado em contrato<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-a-data-de-destitui-o-da-incorporadora-marca-o-fim-das-obriga-es-entre-os-contratantes\">12.2.2. A data de destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora marca o fim das obriga\u00e7\u00f5es entre os contratantes?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 4.591\/1964 previu tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es distintas para a extin\u00e7\u00e3o do contrato de incorpora\u00e7\u00e3o, observado o atraso na entrega da obra, com desfechos que variam de acordo com a conveni\u00eancia dos adquirentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na primeira, os compradores optam por receber, com atraso, a unidade imobili\u00e1ria<\/strong>. Nesse caso, &#8220;ser\u00e1 devida ao adquirente adimplente, por ocasi\u00e3o da entrega da unidade, indeniza\u00e7\u00e3o de 1% (um por cento) do valor efetivamente pago \u00e0 incorporadora, para cada m\u00eas de atraso, pro rata die, corrigido monetariamente conforme \u00edndice estipulado em contrato&#8221; (art. 43-A, \u00a7 2\u00ba, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n. 13.786\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na segunda, os adquirentes optam pelo n\u00e3o recebimento do im\u00f3vel.<\/strong> Nessa hip\u00f3tese, &#8220;desde que o adquirente n\u00e3o tenha dado causa ao atraso, poder\u00e1 ser promovida por este a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, sem preju\u00edzo da devolu\u00e7\u00e3o da integralidade de todos os valores pagos e da multa estabelecida, em at\u00e9 60 (sessenta) dias corridos contados da resolu\u00e7\u00e3o, corrigidos nos termos do \u00a7 8\u00ba do art. 67-A desta Lei&#8221; (art. 43-A, \u00a7 1\u00ba, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n. 13.786\/2018).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, uma terceira situa\u00e7\u00e3o: a da destitui\u00e7\u00e3o do incorporador em raz\u00e3o da completa paralisa\u00e7\u00e3o da obra. \u00c9 a hip\u00f3tese verificada no caso em an\u00e1lise, que foi prevista no art. 43, VI, da Lei n. 4.591\/1964 com a seguinte dic\u00e7\u00e3o: &#8220;(&#8230;) VI &#8211; se o incorporador, sem justa causa devidamente comprovada, paralisar as obras por mais de 30 dias, ou retardar-lhes excessivamente o andamento, poder\u00e1 o Juiz notific\u00e1-lo para que no prazo m\u00ednimo de 30 dias as reinicie ou torne a dar-lhes o andamento normal. Desatendida a notifica\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 o incorporador ser destitu\u00eddo pela maioria absoluta dos votos dos adquirentes, sem preju\u00edzo da responsabilidade civil ou penal que couber, sujeito \u00e0 cobran\u00e7a executiva das import\u00e2ncias comprovadamente devidas, facultando-se aos interessados prosseguir na obra.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observa-se, contudo, que para essa hip\u00f3tese, a Lei n\u00e3o explicita, como fez anteriormente, as consequ\u00eancias jur\u00eddicas decorrentes<\/strong>, limitando-se a dispor: &#8220;Art. 43. Quando o incorporador contratar a entrega da unidade a prazo e pre\u00e7os certos, determinados ou determin\u00e1veis, mesmo quando pessoa f\u00edsica, ser-lhe-\u00e3o impostas as seguintes normas: (&#8230;) II &#8211; responder civilmente pela execu\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o, devendo indenizar os adquirentes ou compromiss\u00e1rios, dos preju\u00edzos que a \u00eastes advierem do fato de n\u00e3o se concluir a edifica\u00e7\u00e3o ou de se retardar injustificadamente a conclus\u00e3o das obras, cabendo-lhe a\u00e7\u00e3o regressiva contra o construtor, se f\u00f4r o caso e se a \u00easte couber a culpa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Infere-se, portanto, que a primeira situa\u00e7\u00e3o supracitada descreve uma hip\u00f3tese de extin\u00e7\u00e3o normal, enquanto as duas \u00faltimas, representam hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o an\u00f4mala do contrato de incorpora\u00e7\u00e3o. Coloca-se ao crivo do adquirente uma possibilidade de extin\u00e7\u00e3o regular do contrato e duas possibilidades de extin\u00e7\u00e3o anormal da contrata\u00e7\u00e3o, sendo, a partir desse cen\u00e1rio, poss\u00edvel divisar as consequ\u00eancias da destitui\u00e7\u00e3o do incorporador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 de se observar, inicialmente, que a destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora p\u00f5e fim ao contrato de incorpora\u00e7\u00e3o<\/strong>. Com isso, o dia da destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora, com a consequente assun\u00e7\u00e3o da obra pelos adquirentes, exsurge como o marco final das obriga\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, portanto, at\u00e9 essa data que devem ser apurados os preju\u00edzos efetivos que compor\u00e3o o montante indenizat\u00f3rio devido pelas incorporadora e construtora, solidariamente. Isso, porque os riscos do empreendimento est\u00e3o limitados \u00e0s cl\u00e1usulas e \u00e0 extens\u00e3o do contrato, assumindo o incorporador apenas os riscos contratados e t\u00e3o-somente enquanto durar o ajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, optando os adquirentes pela assun\u00e7\u00e3o da obra, com a contrata\u00e7\u00e3o de outra construtora, \u00e9 l\u00edcito deduzir que eles abrem m\u00e3o de receber a integralidade de todos os valores pagos, al\u00e9m da multa estabelecida, para prosseguirem, por conta pr\u00f3pria, na constru\u00e7\u00e3o do empreendimento, assumindo, com isso, as consequ\u00eancias dessa delibera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, existindo a op\u00e7\u00e3o de o adquirente requerer a resolu\u00e7\u00e3o do contrato, recebendo &#8220;a integralidade dos valores pagos devidamente corrigidos, bem como a multa estipulada para o inadimplemento&#8221;, a escolha pela destitui\u00e7\u00e3o do incorporador n\u00e3o pode significar um implemento do risco do neg\u00f3cio originalmente assumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, se o adquirente, ou a maioria dos compradores reunidos em assembleia, decidiu pela continuidade do empreendimento, inclusive com a necessidade de aportes financeiros adicionais, esses valores n\u00e3o podem ser cobrados do incorporador destitu\u00eddo, sob pena de se agravar, unilateralmente, o risco do neg\u00f3cio original.<\/p>\n\n\n\n<p>A destitui\u00e7\u00e3o do incorporador constitui um exerc\u00edcio regular de um direito legalmente previsto, que pode, conforme o caso, impor novos riscos aos adquirentes, sem que isso conduza, todavia, a uma amplia\u00e7\u00e3o dos riscos originariamente assumidos pelo incorporador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pela mesma raz\u00e3o, deduz-se que os lucros cessantes ser\u00e3o cab\u00edveis apenas durante o per\u00edodo compreendido entre a data prometida para a entrega da obra at\u00e9 a data efetiva da destitui\u00e7\u00e3o do incorporador, que, frise-se, \u00e9 o marco da extin\u00e7\u00e3o (an\u00f4mala) da incorpora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-resultado-final\">12.2.3. Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O dia da destitui\u00e7\u00e3o da incorporadora, com a consequente assun\u00e7\u00e3o da obra pelos adquirentes, \u00e9 o marco final das obriga\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-remunera-o-do-administrador-judicial-nas-recupera-es-judiciais-envolvendo-microempresas-e-empresas-de-pequeno-porte-e-plano-especial\"><a>13.&nbsp; Remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais envolvendo Microempresas e Empresas de Pequeno Porte e plano especial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais envolvendo Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com limita\u00e7\u00e3o de 2% do valor dos cr\u00e9ditos submetidos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ou dos bens alienados na fal\u00eancia (LREF, art. 24, \u00a7 5\u00ba), aplica-se \u00e0s recupera\u00e7\u00f5es judiciais em que haja a op\u00e7\u00e3o pelo plano especial (LREF, arts. 70 a 72) e, tamb\u00e9m, \u00e0quelas que adotem o procedimento ordin\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o judicial (LREF, arts. 51 e seguintes).<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.825.555-MT, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 04\/05\/2021.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situa-o-f-tica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em certa recupera\u00e7\u00e3o judicial, o administrador interp\u00f4s recurso especial com o objetivo de receber honor\u00e1rios em percentual superior a 2% dos cr\u00e9ditos em disputa no curso da recupera\u00e7\u00e3o de duas pequenas empresas de aluguel e com\u00e9rcio de m\u00e1quinas e equipamentos para constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contra a decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a local que limitou o percentual a 2% dos cr\u00e9ditos em disputa, o administrador sustentou que a limita\u00e7\u00e3o a 2% somente seria v\u00e1lida se as empresas tivessem aderido ao plano especial de recupera\u00e7\u00e3o, em vez de optar pela modalidade comum, o que n\u00e3o teria ocorrido. Ainda segundo o administrador, tal diferen\u00e7a ocorre em raz\u00e3o de o plano especial contemplar um volume menor de trabalho a ser realizado pelo administrador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-an-lise-estrat-gica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-quest-o-jur-dica\">13.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 170. A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constitu\u00eddas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&nbsp; Art. 179. A Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios dispensar\u00e3o \u00e0s microempresas e \u00e0s empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jur\u00eddico diferenciado, visando a incentiv\u00e1-las pela simplifica\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es administrativas, tribut\u00e1rias, previdenci\u00e1rias e credit\u00edcias, ou pela elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o destas por meio de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 11.101\/2005:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 24. O juiz fixar\u00e1 o valor e a forma de pagamento da remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial, observados a capacidade de pagamento do devedor, o grau de complexidade do trabalho e os valores praticados no mercado para o desempenho de atividades semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 5\u00ba A remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial fica reduzida ao limite de 2% (dois por cento), no caso de microempresas e de empresas de pequeno porte, bem como na hip\u00f3tese de que trata o art. 70-A desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 70. As pessoas de que trata o art. 1\u00ba desta Lei e que se incluam nos conceitos de microempresa ou empresa de pequeno porte, nos termos da legisla\u00e7\u00e3o vigente, sujeitam-se \u00e0s normas deste Cap\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba As microempresas e as empresas de pequeno porte, conforme definidas em lei, poder\u00e3o apresentar plano especial de recupera\u00e7\u00e3o judicial, desde que afirmem sua inten\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo na peti\u00e7\u00e3o inicial de que trata o art. 51 desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-fica-limitado-a-2-sem-choro\">13.2.2. Fica limitado a 2%, sem choro?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Exatamente!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 disp\u00f5e, dentre os princ\u00edpios da atividade econ\u00f4mica, o &#8220;tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constitu\u00eddas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administra\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds&#8221; (IX), em que dever\u00e3o receber tratamento jur\u00eddico diferenciado, visando o incentivo na simplifica\u00e7\u00e3o de suas obriga\u00e7\u00f5es administrativas, tribut\u00e1rias, previdenci\u00e1rias e credit\u00edcias, ou na elimina\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o destas por meio de lei, nos termos do art. 179.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o escopo protetivo da norma foi posteriormente encampado pela Lei n. 11.101\/2005 (LREF), que, dentre v\u00e1rios dispositivos, estabeleceu, especificamente, na Se\u00e7\u00e3o V do Cap\u00edtulo III, um microssistema pr\u00f3prio para tais empresas de pequeno porte, conferindo prerrogativa na ado\u00e7\u00e3o de regime facultativo. Nos termos do art. 70, \u00a7 1\u00ba, a microempresa poder\u00e1 optar entre o plano especial de recupera\u00e7\u00e3o judicial dos arts. 70 a 72 ou seguir pelo rito comum dos arts. 51 e seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o ora em julgamento \u00e9 justamente saber se a regra do \u00a7 5\u00ba do art. 24 da LREF &#8211; que limita a remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial em 2% &#8211; est\u00e1 atrelada \u00e0 op\u00e7\u00e3o da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte pelo rito especial de recupera\u00e7\u00e3o (LREF, arts. 70-72), procedimento judicial mais simplificado, ou seja, trata-se de definir se a regra limitadora da retribui\u00e7\u00e3o ocorre em raz\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o da pessoa &#8211; ME e EPP -, ou em raz\u00e3o da escolha pelo procedimento do plano especial de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo os ditames constitucionais, a regra teve o escopo de proteger eminentemente a pessoa do devedor que se enquadra nos requisitos legais da empresa de pequeno porte, dando o devido tratamento favorecido, independentemente da sua op\u00e7\u00e3o pela ado\u00e7\u00e3o do plano especial de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, <strong>quando o legislador quis, realmente, restringir determinada regra &#8211; somente para aqueles que optaram pelo rito espec\u00edfico dos arts. 70 a 72 da LREF -, ele o fez expressamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somado a isso, no \u00e2mbito do sistema recuperacional, existem diversos dispositivos espalhados de forma sistem\u00e1tica em prol da reabilita\u00e7\u00e3o das microempresas, n\u00e3o se limitando o tratamento diferenciado \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da se\u00e7\u00e3o atinente ao plano especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, entender de forma diversa acabaria por privar a empresa de pequeno porte de todas as outras benesses previstas em Lei, apenas pelo fato de que, estrategicamente, optou por n\u00e3o adotar o plano especial.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\">13.2.3. Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o do administrador judicial nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais envolvendo Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com limita\u00e7\u00e3o de 2% do valor dos cr\u00e9ditos submetidos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o ou dos bens alienados na fal\u00eancia (LREF, art. 24, \u00a7 5\u00ba), aplica-se \u00e0s recupera\u00e7\u00f5es judiciais em que haja a op\u00e7\u00e3o pelo plano especial (LREF, arts. 70 a 72) e, tamb\u00e9m, \u00e0quelas que adotem o procedimento ordin\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o judicial (LREF, arts. 51 e seguintes).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-compartilhamento-direto-de-dados-banc-rios-pelos-rg-os-investigativos-entre-estados-e-validade\"><a>14.&nbsp; Compartilhamento direto de dados banc\u00e1rios pelos \u00f3rg\u00e3os investigativos entre Estados e validade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o viola a ordem p\u00fablica brasileira o compartilhamento direto de dados banc\u00e1rios pelos \u00f3rg\u00e3os investigativos mesmo que, no Estado de origem, sejam obtidos sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, se a reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exigida pela legisla\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 701.833-SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma.(Info 695)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situa-o-f-tica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal denunciou Hamilton por crime contra o sistema financeiro, uma vez que este teria mantido numer\u00e1rio em conta corrente no Delta National Bank, sediado nos EUA, nos anos de 1999 a 2005, sem informar tal fato \u00e0 RFB ou ao BACEN.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de requerimento formulado pela Pol\u00edcia Federal, o ju\u00edzo competente decretou a quebra de sigilo banc\u00e1rio de diversas contas mantidas no Delta Bank. Em solo norte-americano, o compartilhamento dessas informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 havia sido deferido em 16\/12\/2003, quando a Suprema Corte do Estado de Nova Iorque determinou que a respectiva Procuradoria Distrital enviasse ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a brasileiro (e \u00e0 CPI formada no Congresso Nacional para apurar o conhecido Caso Banestado) diversos documentos relativos a movimenta\u00e7\u00f5es financeiras consideradas suspeitas. Foi a partir deste acervo que se localizou a conta banc\u00e1ria de Hamilton.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Ap\u00f3s a condena\u00e7\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia e manuten\u00e7\u00e3o desta pelo Tribunal Regional Federal local, a defesa de Hamilton interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que as provas que embasaram a condena\u00e7\u00e3o foram obtidas em desconformidade com o Acordo de Assist\u00eancia Judici\u00e1ria em Mat\u00e9ria Penal (conhecido pela sigla MLAT, de Mutual Legal Assistance Treaty), celebrado entre os EUA e o Brasil e incorporado ao ordenamento nacional pelo Decreto 3.810\/2001.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-an-lise-estrat-gica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-quest-o-jur-dica\">14.2.1. Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Decreto 3.810\/2001:<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo I<\/p>\n\n\n\n<p>Alcance da Assist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>2. A assist\u00eancia incluir\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>h) qualquer outra forma de assist\u00eancia n\u00e3o proibida pelas leis do Estado Requerido.<\/p>\n\n\n\n<p>5. O presente Acordo destina-se t\u00e3o-somente \u00e0 assist\u00eancia judici\u00e1ria m\u00fatua entre as Partes. Seus dispositivos n\u00e3o dar\u00e3o direito a qualquer indiv\u00edduo de obter, suprimir ou excluir qualquer prova ou impedir que uma solicita\u00e7\u00e3o seja atendida.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigo VII<\/p>\n\n\n\n<p>Restri\u00e7\u00f5es ao Uso<\/p>\n\n\n\n<p>1. A Autoridade Central do Estado Requerido pode solicitar que o Estado Requerente deixe de usar qualquer informa\u00e7\u00e3o ou prova obtida por for\u00e7a deste Acordo em investiga\u00e7\u00e3o, inqu\u00e9rito, a\u00e7\u00e3o penal ou procedimentos outros que n\u00e3o aqueles descritos na solicita\u00e7\u00e3o, sem o pr\u00e9vio consentimento da Autoridade Central do Estado Requerido. Nesses casos, o Estado Requerente dever\u00e1 respeitar as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>2. A Autoridade Central do Estado Requerido poder\u00e1 requerer que as informa\u00e7\u00f5es ou provas produzidas por for\u00e7a do presente Acordo sejam mantidas confidenciais ou usadas apenas sob os termos e condi\u00e7\u00f5es por ela especificadas. Caso o Estado Requerente aceite as informa\u00e7\u00f5es ou provas sujeitas a essas condi\u00e7\u00f5es, ele dever\u00e1 respeitar tais condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>LINDB:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 17.&nbsp; As leis, atos e senten\u00e7as de outro pa\u00eds, bem como quaisquer declara\u00e7\u00f5es de vontade, n\u00e3o ter\u00e3o efic\u00e1cia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem p\u00fablica e os bons costumes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-t-valendo-o-compartilhamento-direto\">14.2.2. T\u00e1 valendo o compartilhamento direto?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Segue o jogo!!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 4\u00ba do MLAT entre Brasil e EUA institui um procedimento espec\u00edfico para as solicita\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o das autoridades centrais de cada pa\u00eds (o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e o Procurador-Geral, respectivamente). <strong>N\u00e3o obstante, o descumprimento deste rito, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 causa suficiente para declarar a nulidade das provas decorrentes da colabora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade do MLAT \u00e9 FACILITAR a coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados signat\u00e1rios, n\u00e3o s\u00f3 pelo rito do art. 4\u00ba (em que a solicita\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela autoridade central do pa\u00eds requerente), mas tamb\u00e9m por &#8220;qualquer outra forma de assist\u00eancia&#8221; (art. 1\u00ba, n. 2, &#8220;h&#8221;), &#8220;ajuste ou outra pr\u00e1tica bilateral cab\u00edvel&#8221; (art. 17). Tratar o procedimento formal do art. 4\u00ba como impositivo, sob pena de nulidade das provas obtidas por formas at\u00edpicas de coopera\u00e7\u00e3o, desconsideraria o teor destes textos normativos e violaria frontalmente o art. 1\u00ba, n. 5, do MLAT.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, a veicula\u00e7\u00e3o de pedidos pelas autoridades centrais n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica forma v\u00e1lida de compartilhamento &#8211; pelo menos no \u00e2mbito do Acordo de Assist\u00eancia firmado entre Brasil e EUA -, que n\u00e3o veda a coopera\u00e7\u00e3o direta entre os \u00f3rg\u00e3os investigadores de cada pa\u00eds. O que o Tratado pro\u00edbe, ao rev\u00e9s, \u00e9 a supress\u00e3o de alguma prova com espeque em seus dispositivos, at\u00e9 mesmo porque o MLAT n\u00e3o contempla regras de validade da atividade de produ\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais regras s\u00e3o previstas no ordenamento jur\u00eddico de cada Estado, e \u00e9 frente a elas que a prova oriunda da coopera\u00e7\u00e3o internacional deve ser valorada (sobre isto se falar\u00e1 mais adiante). O Tratado disciplina, t\u00e3o somente, a possibilidade de compartilhamento das informa\u00e7\u00f5es, sem instituir par\u00e2metros legais espec\u00edficos para o exame de sua licitude. A \u00fanica ressalva feita pelo MLAT a esse compartilhamento, na verdade, refere-se aos casos em que o Estado requerido solicite a restri\u00e7\u00e3o no uso da informa\u00e7\u00e3o (art. 7\u00ba, n. 1 e 2).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 semelhante regra de exclus\u00e3o, todavia, direcionada \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o direta, quando feita sem a intermedia\u00e7\u00e3o das autoridades centrais. E trata-se, aqui, de um sil\u00eancio eloquente: o MLAT poderia ter vedado o uso de provas fornecidas por meios diversos daquele previsto em seu art. 4\u00ba, at\u00e9 porque conferiu ao Estado requerido a prerrogativa de impor condi\u00e7\u00f5es e restri\u00e7\u00f5es, discricionariamente, ao emprego do material fornecido. Contudo, o Tratado n\u00e3o o fez, e ainda deixou claro que suas normas n\u00e3o excluem outras maneiras de compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es, tampouco servem de fundamento para que se pleiteie a exclus\u00e3o ou supress\u00e3o de qualquer prova.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Tratado em comento n\u00e3o prev\u00ea, como consequ\u00eancia da intermedia\u00e7\u00e3o das autoridades centrais, qualquer forma de notifica\u00e7\u00e3o ou participa\u00e7\u00e3o do investigado no procedimento de entrega de documentos<\/strong>, disciplinado no art. 13 do MLAT. E, ainda, a quebra do sigilo independe da anterior forma\u00e7\u00e3o de contradit\u00f3rio, o qual \u00e9 exercido de forma diferida, no curso do processo judicial, n\u00e3o havendo qualquer gravame ao investigado. Assim, o compartilhamento direto de provas, sem requerimento formulado pela autoridade central brasileira e dirigido \u00e0 norte-americana, n\u00e3o gera a nulidade para a defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada pa\u00eds tem a independ\u00eancia para estabelecer quais medidas investigativas se submetem \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, como modo de instituir uma cautela adicional \u00e0 tutela da intimidade de seus cidad\u00e3os. N\u00e3o se pode, todavia, exigir uniformidade sobre o tema no regramento das quase duas centenas de Estados soberanos, sob pena de inviabilizar a coopera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto cl\u00e1usula geral, o devido processo legal (que inclusive \u00e9 positivado tamb\u00e9m na 5\u00aa e 14\u00aa emendas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o dos EUA) admite diferentes conforma\u00e7\u00f5es legislativas, admitindo-se certa margem de discricionariedade ao legislador para definir seus contornos. Impor a necessidade de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial para esta ou aquela medida interventiva se insere em tal \u00e2mbito, n\u00e3o sendo poss\u00edvel dizer que, apenas por n\u00e3o ter sido submetida \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, determinada dilig\u00eancia praticada no estrangeiro ofende o devido processo legal. Vale ressaltar que para avaliar a admissibilidade de uma prova \u00e0 luz do art. 17 da LINDB, mais decisivo \u00e9 o respeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o humana do indiv\u00edduo do que, propriamente, a reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-resultado-final\">14.2.3. Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p><a>N\u00e3o viola a ordem p\u00fablica brasileira o compartilhamento direto de dados banc\u00e1rios pelos \u00f3rg\u00e3os investigativos mesmo que, no Estado de origem, sejam obtidos sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, se a reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 exigida pela legisla\u00e7\u00e3o local.<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/07224407\/stj-695.pdf\">stj-695<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/06\/07224407\/stj-695.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 695 do STJ COMENTADO est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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