{"id":756488,"date":"2021-05-31T22:41:15","date_gmt":"2021-06-01T01:41:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=756488"},"modified":"2021-05-31T22:41:17","modified_gmt":"2021-06-01T01:41:17","slug":"informativo-stj-694-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-694-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STJ 694 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p id=\"block-a0f339b5-9e91-406a-833e-c28b442376fd\"><br \/>Informativo n\u00ba 694 do STJ <strong>COMENTADO<\/strong> est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" id=\"block-ee08c52f-1085-45f9-ac1c-02f0166889cd\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/05\/31223947\/stj-694.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_7_loZ1ivYxc\"><div id=\"lyte_7_loZ1ivYxc\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/7_loZ1ivYxc\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/7_loZ1ivYxc\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/7_loZ1ivYxc\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-execu-o-de-senten-a-proferida-em-acp-movida-por-associa-o\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em ACP movida por associa\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta por associa\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de substituta processual, possuem legitimidade para a liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a todos os beneficiados pela proced\u00eancia do pedido, independentemente de serem filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o promovente.<\/p>\n\n\n\n<p>Resp 1.438.263\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria quanto \u00e0 reda\u00e7\u00e3o da tese, julgado em 24\/03\/2021 (Tema 948).<a>(Info 694)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situa-o-f-tica\"><a>1.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor-IDEC ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra o Banco do Brasil, sucessor do Banco Nossa Caixa, adquirido por este em 2008. Na a\u00e7\u00e3o, o IDEC sustenta que o Banco sucedido havia aplicado de forma incorreta os \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a de forma a lesar milhares de clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou procedente o pedido de IDEC e condenou o banco ao pagamento das diferen\u00e7as a serem apuradas. Ocorre que o IDEC \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o de consumidores, mas Tadeu, que n\u00e3o \u00e9 associado ao IDEC, ficou sabendo da decis\u00e3o e requereu o cumprimento individual da senten\u00e7a coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o Banco alegou que Tadeu n\u00e3o teria legitimidade para requerer o cumprimento da senten\u00e7a uma vez que n\u00e3o era associado ao IDEC quando do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-an-lise-estrat-gica\"><a>1.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-quest-o-jur-dica\">1.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>XXI &#8211; as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, t\u00eam legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;<\/p>\n\n\n\n<p>CDC:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das v\u00edtimas poder\u00e1 ser exercida em ju\u00edzo individualmente, ou a t\u00edtulo coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. A defesa coletiva ser\u00e1 exercida quando se tratar de:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; interesses ou direitos individuais homog\u00eaneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 95. Em caso de proced\u00eancia do pedido, a condena\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gen\u00e9rica, fixando a responsabilidade do r\u00e9u pelos danos causados.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 103. Nas a\u00e7\u00f5es coletivas de que trata este c\u00f3digo, a senten\u00e7a far\u00e1 coisa julgada:<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; erga omnes, apenas no caso de proced\u00eancia do pedido, para beneficiar todas as v\u00edtimas e seus sucessores, na hip\u00f3tese do inciso III do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 81.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-necess-ria-a-filia-o-na-associa-o\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necess\u00e1ria a filia\u00e7\u00e3o na associa\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es em processos coletivos pode se verificar de duas maneiras: (a) por meio da a\u00e7\u00e3o coletiva ordin\u00e1ria, hip\u00f3tese de representa\u00e7\u00e3o processual, com base no permissivo contido no artigo 5\u00ba, inciso XXI, da CF\/1988; ou (b) ou na a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, agindo a associa\u00e7\u00e3o nos moldes da substitui\u00e7\u00e3o processual prevista no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor e na Lei da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, a partir deste julgamento, firma o entendimento de que todos os substitu\u00eddos numa a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que tem por objeto a tutela de um direito individual homog\u00eaneo, possuem legitimidade para liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, e que esses substitu\u00eddos s\u00e3o TODOS AQUELES INTERESSADOS determin\u00e1veis que se unem por uma mesma situa\u00e7\u00e3o de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar que os direitos individuais homog\u00eaneos (art. 81, par\u00e1grafo \u00fanico, III do CDC) s\u00e3o <strong>direitos subjetivos individuais tutelados coletivamente em raz\u00e3o de decorrerem de uma mesma origem<\/strong>, resultam &#8220;n\u00e3o de uma conting\u00eancia imposta pela natureza do direito tutelado, e sim de uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica legislativa, na busca de mecanismos que potencializem a efic\u00e1cia da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 certo que a coisa julgada formada nas a\u00e7\u00f5es coletivas fundadas em direitos individuais homog\u00eaneos \u00e9 estabelecida pela legisla\u00e7\u00e3o (art. 103, III, do CDC), portanto, proposta uma a\u00e7\u00e3o coletiva fundada em direitos individuais homog\u00eaneos, j\u00e1 se sabe que a senten\u00e7a ir\u00e1 formar coisa julgada pro et contra em rela\u00e7\u00e3o aos legitimados coletivos, enquanto ter\u00e1 efeitos erga omnes no caso de proced\u00eancia do pedido (<em>secundum eventum litis).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Importante, ademais, ressaltar que a senten\u00e7a de uma a\u00e7\u00e3o coletiva fundada em direitos individuais homog\u00eaneos ser\u00e1 sempre gen\u00e9rica, fixando apenas a responsabilidade do r\u00e9u pelos danos causados (art. 95, do CDC).<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, a partir da disciplina j\u00e1 existente, o m\u00e9rito deste julgamento pelo rito especial \u00e9 dizer, em complemento, que aqueles a quem os comandos da senten\u00e7a condenat\u00f3ria se estenderem s\u00e3o legitimados para promo\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o judicial, filiados ou n\u00e3o \u00e0 associa\u00e7\u00e3o que promoveu a a\u00e7\u00e3o civil em substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-resultado-final\">1.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta por associa\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de substituta processual, possuem legitimidade para a liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a todos os beneficiados pela proced\u00eancia do pedido, independentemente de serem filiados \u00e0 associa\u00e7\u00e3o promovente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-in-admissibilidade-da-declara-o-de-incapacidade-absoluta-s-pessoas-com-enfermidade-ou-defici-ncia-mental\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Admissibilidade da declara\u00e7\u00e3o de incapacidade absoluta <\/a>\u00e0s pessoas com enfermidade ou defici\u00eancia mental<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a declara\u00e7\u00e3o de incapacidade absoluta \u00e0s pessoas com enfermidade ou defici\u00eancia mental.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.927.423\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021.(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situa-o-f-tica\"><a>2.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Henrique ajuizou a\u00e7\u00e3o objetivando a interdi\u00e7\u00e3o de seu pai, Bruno, que, em decorr\u00eancia de dem\u00eancia por doen\u00e7a de Alzheimer, encontrava-se com s\u00e9rias dificuldades para os atos da vida civil. Na senten\u00e7a, o Ju\u00edzo de primeiro grau julgou procedente o pedido inicial para decretar a curatela de Bruno declarando-o absolutamente incapaz de exercer pessoalmente os atos da vida civil e nomeou Henrique como seu curador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a Defensoria P\u00fablica, enquanto curadora especial nomeada para o interditado, interp\u00f4s apela\u00e7\u00e3o na qual sustentou que ap\u00f3s a vig\u00eancia do Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia n\u00e3o haveria mais no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio a possibilidade de incapacidade absoluta ao maior de 16 anos, o que era o caso de Bruno.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-an-lise-estrat-gica\"><a>2.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-quest-o-jur-dica\">2.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 3 o S\u00e3o absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4 o S\u00e3o incapazes, relativamente a certos atos ou \u00e0 maneira de os exercer:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; os \u00e9brios habituais e os viciados em t\u00f3xico;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; aqueles que, por causa transit\u00f3ria ou permanente, n\u00e3o puderem exprimir sua vontade;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; os pr\u00f3digos.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico.&nbsp; A capacidade dos ind\u00edgenas ser\u00e1 regulada por legisla\u00e7\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-absoluta-ou-relativamente-incapaz\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Absoluta ou relativamente incapaz?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Relativamente!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n. 13.146\/2015 tem por objetivo assegurar e promover a inclus\u00e3o social das pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica ou ps\u00edquica e garantir o exerc\u00edcio de sua capacidade em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da entrada em vigor da referida lei, <strong>a incapacidade absoluta para exercer pessoalmente os atos da vida civil se restringe aos menores de 16 (dezesseis) anos<\/strong>, ou seja, o crit\u00e9rio passou a ser apenas ET\u00c1RIO, tendo sido eliminadas as hip\u00f3teses de defici\u00eancia mental ou intelectual anteriormente previstas no C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob essa perspectiva, o art. 84, \u00a7 3\u00ba, da Lei n. 13.146\/2015 estabelece que o instituto da curatela pode ser excepcionalmente aplicado \u00e0s pessoas portadoras de defici\u00eancia, ainda que agora sejam consideradas relativamente capazes, devendo, contudo, ser proporcional \u00e0s necessidades e \u00e0s circunst\u00e2ncias de cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-resultado-final\">2.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a declara\u00e7\u00e3o de incapacidade absoluta \u00e0s pessoas com enfermidade ou defici\u00eancia mental.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-i-licitude-da-exclus-o-de-fornecimento-de-medicamentos-para-tratamento-domiciliar-pela-operadora-do-plano-de-sa-de\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (I)Licitude da exclus\u00e3o de fornecimento de <\/a>medicamentos para tratamento domiciliar pela operadora do plano de sa\u00fade<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a exclus\u00e3o, na Sa\u00fade Suplementar, do fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, salvo os antineopl\u00e1sicos orais (e correlacionados), a medica\u00e7\u00e3o assistida (home care) e os inclu\u00eddos no rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade para esse fim.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.692.938\/SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situa-o-f-tica\"><a>3.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Marcos ajuizou a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria de obriga\u00e7\u00e3o de fazer contra a Omni&nbsp; Servi\u00e7os de Sa\u00fade visando ao fornecimento, pelo plano de sa\u00fade, de medicamento utilizado para o tratamento de doen\u00e7as do f\u00edgado, como a Hepatite-C, cujo custeio foi negado ao argumento de ser o f\u00e1rmaco de uso domiciliar e custa aproximadamente R$ 90.000,00 (noventa mil reais).<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado de primeiro grau, com base no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, considerou abusiva a conduta da operadora, julgando procedente a demanda para conden\u00e1-la a custear integralmente as despesas relacionadas ao tratamento do autor, em particular para fornecer e custear o medicamento necess\u00e1rio conforme as prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada, a operadora do plano de sa\u00fade interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais sustenta que a Lei n\u00ba 9.656\/1998 \u00e9 clara ao permitir a exclus\u00e3o de cobertura para medicamento de tratamento domiciliar, de modo que n\u00e3o haveria qualquer abusividade ou ilegitimidade em sua conduta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-an-lise-estrat-gica\"><a>3.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-quest-o-jur-dica\">3.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 9.656\/1998:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 10.&nbsp; \u00c9 institu\u00eddo o plano-refer\u00eancia de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, com cobertura assistencial m\u00e9dico-ambulatorial e hospitalar, compreendendo partos e tratamentos, realizados exclusivamente no Brasil, com padr\u00e3o de enfermaria, centro de terapia intensiva, ou similar, quando necess\u00e1ria a interna\u00e7\u00e3o hospitalar, das doen\u00e7as listadas na Classifica\u00e7\u00e3o Estat\u00edstica Internacional de Doen\u00e7as e Problemas Relacionados com a Sa\u00fade, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, respeitadas as exig\u00eancias m\u00ednimas estabelecidas no art. 12 desta Lei, exceto:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, ressalvado o disposto nas al\u00edneas \u2018c\u2019 do inciso I e \u2018g\u2019 do inciso II do art. 12;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 35-G.&nbsp; Aplicam-se subsidiariamente aos contratos entre usu\u00e1rios e operadoras de produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1o do art. 1o desta Lei as disposi\u00e7\u00f5es da Lei no 8.078, de 1990.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-pode-a-operadora-deixar-de-fornecer-rem-dio-de-uso-domiciliar\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode a operadora deixar de fornecer rem\u00e9dio de uso domiciliar?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Como regra, SIM!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os medicamentos receitados por m\u00e9dicos para uso dom\u00e9stico e adquiridos comumente em farm\u00e1cias n\u00e3o est\u00e3o, em regra, cobertos pelos planos de sa\u00fade, porquanto a OBRIGATORIEDADE de custeio dos f\u00e1rmacos, na Sa\u00fade Suplementar,<strong> se d\u00e1 durante a interna\u00e7\u00e3o hospitalar<\/strong> (abrangido o home care),<strong> na quimioterapia oncol\u00f3gica ambulatorial<\/strong>, na hip\u00f3tese de <strong>antineopl\u00e1sicos orais para uso domiciliar<\/strong> (e correlacionados),<strong> e naqueles relacionados a procedimentos listados no Rol da ANS<\/strong>. \u00c9 a interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 10, VI, da Lei n. 9.656\/1998 e 19, \u00a7 1\u00ba, VI, da RN n. 338\/2013 da ANS (atual art. 17, par\u00e1grafo \u00fanico, VI, da RN n. 465\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>As normas do CDC aplicam-se apenas SUBSIDIARIAMENTE nos planos de sa\u00fade, conforme previs\u00e3o do art. 35-G da Lei n. 9.656\/1998. Ademais, em casos de incompatibilidade de normas, pelos crit\u00e9rios da especialidade e da cronologia, h\u00e1 evidente preval\u00eancia da lei especial nova.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A previs\u00e3o legal do art. 10, VI, da Lei n. 9.656\/1998 n\u00e3o impede a oferta de medica\u00e7\u00e3o de uso domiciliar pelas operadoras de planos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade<\/strong> (i) por liberalidade; (ii) por meio de previs\u00e3o no contrato principal do pr\u00f3prio plano de sa\u00fade ou (iii) mediante contrata\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de car\u00e1ter facultativo, conforme regulamenta\u00e7\u00e3o da RN n. 310\/2012 da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), a assist\u00eancia farmac\u00eautica est\u00e1 fortemente em atividade, existindo a Pol\u00edtica Nacional de Medicamentos (PNM), garantindo o acesso de f\u00e1rmacos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, inclusive os de alto custo, por meio de instrumentos como a Rela\u00e7\u00e3o Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a RN n. 338\/2013 da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS), vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos (hoje, RN n. 465\/2021), a qual atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Sa\u00fade, que constitui a refer\u00eancia b\u00e1sica para cobertura assistencial m\u00ednima nos planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, medicamento de uso domiciliar \u00e9 aquele prescrito pelo m\u00e9dico assistente para administra\u00e7\u00e3o em ambiente externo ao de unidade de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o medicamento &#8220;Viekira Pak&#8221;, indicado para o tratamento da Hepatite-C vir\u00f3tica cr\u00f4nica, \u00e9 de uso oral. De fato, \u00e9 um f\u00e1rmaco constitu\u00eddo por comprimidos, os quais podem ser ingeridos em domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, como o tratamento medicamentoso \u00e9 realizado em ambiente externo ao de unidade de sa\u00fade (uso domiciliar), n\u00e3o h\u00e1 como afastar a limita\u00e7\u00e3o do art. 10, VI, da Lei n. 9.656\/1998, que, por sua vez, foi tamb\u00e9m prevista contratualmente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-resultado-final\">3.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 l\u00edcita a exclus\u00e3o, na Sa\u00fade Suplementar, do fornecimento de medicamentos para tratamento domiciliar, salvo os antineopl\u00e1sicos orais (e correlacionados), a medica\u00e7\u00e3o assistida <em>(home care)<\/em> e os inclu\u00eddos no rol da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade para esse fim.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-omiss-o-de-socorro-v-tima-de-acidente-de-tr-nsito-e-dano-moral-in-re-ipsa\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Omi<\/a>ss\u00e3o de socorro \u00e0 v\u00edtima de acidente de tr\u00e2nsito e dano moral <em>in re ipsa<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro \u00e0 v\u00edtima de acidente de tr\u00e2nsito, por si, n\u00e3o configura hip\u00f3tese de dano moral in re ipsa.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.512.001-SP, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situa-o-f-tica\"><a>4.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Vin\u00edcius trafegava tranquilamente em sua motocicleta quando foi atingido por Maur\u00edcio que dirigia seu ve\u00edculo Uno Mille de cor verde-ervilha. Apesar do susto, Vin\u00edcius n\u00e3o se feriu, mas sua motocicleta restou destru\u00edda. No entanto, Maur\u00edcio n\u00e3o quis ficar para ver e fugiu da cena do acidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que uma das testemunhas anotou a placa e descreveu o ve\u00edculo aos policiais que logo localizaram o fuj\u00e3o. Inconformado, Vin\u00edcius ajuizou a\u00e7\u00e3o c\u00edvel contra Maur\u00edcio na qual requereu a condena\u00e7\u00e3o deste ao pagamento de danos morais e materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Juiz de primeiro grau condenou Maur\u00edcio ao pagamento dos danos materiais, mas indeferiu o pagamento dos danos morais por entender que n\u00e3o houve dano deste tipo sofrido pelo autor, uma vez que este foi socorrido por terceiros logo ap\u00f3s o acidente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-an-lise-estrat-gica\"><a>4.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-quest-o-jur-dica\">4.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 186. Aquele que, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o volunt\u00e1ria, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 927. Aquele que, por ato il\u00edcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Haver\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 944. A indeniza\u00e7\u00e3o mede-se pela extens\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Se houver excessiva despropor\u00e7\u00e3o entre a gravidade da culpa e o dano, poder\u00e1 o juiz reduzir, eq\u00fcitativamente, a indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-a-omiss-o-de-socorro-por-si-s-configura-dano-moral-in-re-ipsa\">4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A omiss\u00e3o de socorro, por si s\u00f3, configura dano moral <em>in re ipsa<\/em>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro incontestavelmente possui elevada gravidade social, tanto que constitui o crime omissivo tipificado no art. 135 do C\u00f3digo Penal, ou, ainda, pode configurar conduta criminosa prevista no C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro (arts. 304 e 305).<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, considerando a solidariedade um imperativo de ordem moral, de sua aus\u00eancia pode decorrer um dever jur\u00eddico, como na omiss\u00e3o de socorro. Assim, todos s\u00e3o obrigados a agir para ajudar algu\u00e9m que se encontre em estado de perigo, na medida de suas possibilidades, ou seja, sem risco pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, relevante ressaltar que, por afastar a necessidade da demonstra\u00e7\u00e3o do dano moral, a presun\u00e7\u00e3o judicial dificulta a defesa do r\u00e9u. Diante disso, a dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica da ocorr\u00eancia do dano deve ser restrita a casos muito espec\u00edficos de ofensa a direitos da personalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo disp\u00f5e o art. 944 do CC\/2002, <strong>a indeniza\u00e7\u00e3o deve somente reparar o dano daquele que foi atingido, na correta medida do preju\u00edzo suportado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Importa destacar que, para ser caracterizado o dano moral, deve-se previamente tra\u00e7ar o limite entre os meros inc\u00f4modos da vida em sociedade e os fatos ensejadores da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto reconhecer que a evas\u00e3o do r\u00e9u do local do acidente pode, de fato, causar ofensa \u00e0 integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica da v\u00edtima, verifica-se tamb\u00e9m a possibilidade de, <strong>dependendo do contexto f\u00e1tico, n\u00e3o existir viola\u00e7\u00e3o a direito da personalidade, raz\u00e3o pela qual h\u00e1 relev\u00e2ncia em avaliar as particularidades envolvidas em cada caso concreto.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Realmente, haver\u00e1 circunst\u00e2ncias em que a fuga do r\u00e9u, sem previamente verificar se h\u00e1 necessidade de aux\u00edlio aos demais envolvidos no acidente, superar\u00e1 os limites do mero aborrecimento e, por consequ\u00eancia, importar\u00e1 na devida compensa\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria do sofrimento gerado. Por outro lado, \u00e9 poss\u00edvel conceber situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica em que a evas\u00e3o do r\u00e9u do local do sinistro n\u00e3o causar\u00e1 transtorno emocional ou psicol\u00f3gico \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prudente, portanto, averiguar as peculiaridades que envolvem o caso concreto para constata\u00e7\u00e3o do dano moral, tais como: I) se algu\u00e9m se feriu gravemente; II) se houve pronto socorro por terceiros; III) se a pessoa ferida estava consciente ap\u00f3s o acidente; IV) se, em decorr\u00eancia do atraso do socorro, houve alguma sequela e qual sua extens\u00e3o; e v) se a v\u00edtima possu\u00eda condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica e emocional de conseguir sozinha ajuda, entre outros fatores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse prisma, o contexto do ato il\u00edcito e suas consequ\u00eancias danosas, assim como o nexo causal, devem ser devidamente examinados pelo julgador por interm\u00e9dio das alega\u00e7\u00f5es das partes e das provas produzidas, atendendo aos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Feitas essas considera\u00e7\u00f5es, a omiss\u00e3o de socorro, por si, n\u00e3o configura hip\u00f3tese de dano moral in re ipsa, sob pena de negar vig\u00eancia ao disposto nos arts. 186 e 927 do CC\/2002.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-resultado-final\">4.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A omiss\u00e3o de socorro \u00e0 v\u00edtima de acidente de tr\u00e2nsito, por si, n\u00e3o configura hip\u00f3tese de dano moral in re ipsa.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-compete-para-julgamento-de-a-es-envolvendo-participa-o-de-trabalhadores-ativos-e-aposentados-no-conselho-de-administra-o-de-sociedades-an-nimas\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compete para julgamento de a\u00e7\u00f5es envolvendo participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores ativos e aposentados no conselho de administra\u00e7\u00e3o de sociedades an\u00f4nimas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum julgar a participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores ativos e aposentados no conselho de administra\u00e7\u00e3o de sociedades an\u00f4nimas.<\/p>\n\n\n\n<p>CC 164.709\/MG, Rel. p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Min. Raul Ara\u00fajo, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 28\/04\/2021(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situa-o-f-tica\"><a>5.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A USIMINAS S.A. realizou elei\u00e7\u00e3o de representantes da classe dos trabalhadores para compor o conselho de Administra\u00e7\u00e3o da empresa, conforme previsto no art. 140 da Lei 6.404\/1976.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a elei\u00e7\u00e3o foi contestada e contra esta foi ajuizada uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria na Justi\u00e7a Estadual e ainda uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho na Justi\u00e7a Laboral.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o Juiz de Direito como o Juiz Trabalhista se declararam competentes para julgar o feito. A quest\u00e3o ent\u00e3o chegou ao STJ em conflito de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-an-lise-estrat-gica\"><a>5.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-quest-o-jur-dica\">5.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 7\u00ba S\u00e3o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al\u00e9m de outros que visem \u00e0 melhoria de sua condi\u00e7\u00e3o social:<\/p>\n\n\n\n<p>XI \u2013 participa\u00e7\u00e3o nos lucros, ou resultados, desvinculada da remunera\u00e7\u00e3o, e, excepcionalmente, participa\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o da empresa, conforme definido em lei;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n. 6.404\/1976:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 140. O conselho de administra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 composto por, no m\u00ednimo, 3 (tr\u00eas) membros, eleitos pela assembl\u00e9ia-geral e por ela destitu\u00edveis a qualquer tempo, devendo o estatuto estabelecer:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o n\u00famero de conselheiros, ou o m\u00e1ximo e m\u00ednimo permitidos, e o processo de escolha e substitui\u00e7\u00e3o do presidente do conselho pela assembl\u00e9ia ou pelo pr\u00f3prio conselho;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o modo de substitui\u00e7\u00e3o dos conselheiros;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; o prazo de gest\u00e3o, que n\u00e3o poder\u00e1 ser superior a 3 (tr\u00eas) anos, permitida a reelei\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; as normas sobre convoca\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e funcionamento do conselho, que deliberar\u00e1 por maioria de votos, podendo o estatuto estabelecer quorum qualificado para certas delibera\u00e7\u00f5es, desde que especifique as mat\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba&nbsp; O estatuto poder\u00e1 prever a participa\u00e7\u00e3o no conselho de representantes dos empregados, escolhidos pelo voto destes, em elei\u00e7\u00e3o direta, organizada pela empresa, em conjunto com as entidades sindicais que os representam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba&nbsp; Na composi\u00e7\u00e3o do conselho de administra\u00e7\u00e3o das companhias abertas, \u00e9 obrigat\u00f3ria a participa\u00e7\u00e3o de conselheiros independentes, nos termos e nos prazos definidos pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-a-quem-compete-o-julgamento\">5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete o julgamento?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Justi\u00e7a COMUM!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores ativos e aposentados no conselho de administra\u00e7\u00e3o de sociedades an\u00f4nimas ou na gest\u00e3o de qualquer sociedade empres\u00e1ria \u00e9 garantida na parte final do inciso XI do art. 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica como direito excepcional dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo um direito trabalhista EXTRAORDIN\u00c1RIO, n\u00e3o poder\u00e1 a lei que venha a institu\u00ed-lo e regulament\u00e1-lo, concretizando a previs\u00e3o constitucional, imp\u00f4-lo como regra; ter\u00e1, ao inv\u00e9s, de estabelec\u00ea-lo como EXCE\u00c7\u00c3O. Ent\u00e3o, ao ser institu\u00eddo por lei aquele direito excepcional em favor dos trabalhadores, seu exerc\u00edcio se dar\u00e1 conforme ali disciplinado, observadas as restri\u00e7\u00f5es decorrentes da previs\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Atenta a esses condicionantes e \u00e0 aus\u00eancia de lei especial regulamentadora da previs\u00e3o constitucional \u00e9 que a jurisprud\u00eancia da Segunda Se\u00e7\u00e3o entende que a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em hip\u00f3teses assemelhadas fica a depender do contexto das demandas consideradas, ante a natureza especializada da Justi\u00e7a Trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, <strong>n\u00e3o trata propriamente da discuss\u00e3o do direito trabalhista estrito senso<\/strong>, ou seja, de controv\u00e9rsias decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de trabalho ou de representa\u00e7\u00e3o sindical, ou mesmo de &#8220;outras controv\u00e9rsias decorrentes da rela\u00e7\u00e3o de trabalho&#8221;.A causa de pedir das a\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias gravita em torno de rela\u00e7\u00e3o de natureza estatut\u00e1ria, civil e empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se sabe, o Conselho de Administra\u00e7\u00e3o das Companhias, como \u00f3rg\u00e3o de delibera\u00e7\u00e3o colegiada, \u00e9 regulado pelo direito empresarial, na Lei das Sociedades An\u00f4nimas (Lei n. 6.404\/1976), enquanto o direito facultativo e excepcional de participa\u00e7\u00e3o dos empregados no aludido conselho tem expressa previs\u00e3o no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 140 da Lei das S\/A.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o de Direito Empresarial, a Lei das S\/A, rege a vida das companhias que disputam o mercado, especialmente das chamadas companhias abertas que angariam recursos no mercado de a\u00e7\u00f5es, de modo a cumprirem requisitos de governan\u00e7a e transpar\u00eancia para enfrentar adequadamente a acirrada concorr\u00eancia no mercado nacional e internacional, no qual atuem.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida lei ao estabelecer, em seu art. 139, par\u00e1grafo \u00fanico, que o estatuto poder\u00e1 prever a participa\u00e7\u00e3o dos empregados no conselho de administra\u00e7\u00e3o, faculta \u00e0s companhias ensejar esse direito excepcional aos trabalhadores, mediante previs\u00e3o nos respectivos estatutos, por ato de liberalidade dessas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a cria\u00e7\u00e3o desse direito trabalhista, de \u00edndole n\u00e3o obrigat\u00f3ria e extraordin\u00e1ria, n\u00e3o pode ser imposta \u00e0s sociedades an\u00f4nimas. Fica a depender destas a concep\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio no \u00e2mbito de cada sociedade empres\u00e1ria. Uma vez criado o direito pelo respectivo estatuto social, os representantes dos empregados dever\u00e3o ser escolhidos pelo voto destes, em elei\u00e7\u00e3o direta, organizada pela pr\u00f3pria companhia, em conjunto com as entidades sindicais representativa da categoria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-resultado-final\">5.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 Justi\u00e7a Comum julgar a participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores ativos e aposentados no conselho de administra\u00e7\u00e3o de sociedades an\u00f4nimas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-im-possibilidade-do-reconhecimento-da-nulidade-de-neg-cio-jur-dico-simulado-no-julgamento-de-embargos-de-terceiros\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Im)Possibilidade do reconhecimento da nulidade de <\/a>neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado no julgamento de embargos de terceiros<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nulidade de neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado pode ser reconhecida no julgamento de embargos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.927.496\/SP, Rel. Min. Moura Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021.(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situa-o-f-tica\"><a>6.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Banco Brasa ajuizou execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo extrajudicial em face de Samuel. Em determinado momento do processo, Samuel foi intimado para fornecer a localiza\u00e7\u00e3o de uma obra de arte de Tarsila do Amaral, avaliada em grande valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Evandro, filho de Samuel, ent\u00e3o interp\u00f4s embargos de terceiro sob a alega\u00e7\u00e3o de que seria o real propriet\u00e1rio da obra e juntou aos autos um contrato de compra e venda firmado por ele e seu pai em data anterior \u00e0 data que originou a d\u00edvida objeto da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, ainda em primeiro grau, o juiz reconheceu a nulidade total do neg\u00f3cio jur\u00eddico de compra e venda por entender que este ocorreu de forma simulada. Evandro ent\u00e3o interp\u00f4s sucessivos recursos nos quais alegou que a nulidade n\u00e3o poderia ter sido declarada em embargos de terceiro, pois necessitaria de uma a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-an-lise-estrat-gica\"><a>6.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-quest-o-jur-dica\">6.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil de 2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 167. \u00c9 nulo o neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado, mas subsistir\u00e1 o que se dissimulou, se v\u00e1lido for na subst\u00e2ncia e na forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 168. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado, ou pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, quando lhe couber intervir.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do neg\u00f3cio jur\u00eddico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, n\u00e3o lhe sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-a-simula-o-pode-ser-reconhecida-em-embargos-de-terceiros\">6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A simula\u00e7\u00e3o pode ser reconhecida em embargos de terceiros?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, destaca-se que n\u00e3o se desconhece o enunciado da S\u00famula 195 do STJ (em embargos de terceiro n\u00e3o se anula ato jur\u00eddico, por fraude contra credores). Por\u00e9m, este enunciado \u00e9 ANTERIOR ao C\u00f3digo Civil de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sabido que o C\u00f3digo Civil em vigor al\u00e7ou a simula\u00e7\u00e3o como causa de NULIDADE (n\u00e3o de anulabilidade), do neg\u00f3cio jur\u00eddico e, dessa forma, como regra de ordem p\u00fablica que \u00e9, <strong>pode ser declarada at\u00e9 mesmo de of\u00edcio pelo juiz da causa<\/strong> (art. 168, par\u00e1grafo \u00fanico, do CC\/2002).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o art. 167 do CC\/2002 \u00e9 claro ao prescrever que \u00e9 nulo o neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado, mas subsistir\u00e1 o que se dissimulou, se v\u00e1lido for na subst\u00e2ncia e na forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa, inclusive, foi a conclus\u00e3o firmada no Enunciado 294 da IV Jornada de Direito Civil promovida pelo Conselho da Justi\u00e7a Federal quando pontuou que: sendo a simula\u00e7\u00e3o uma causa de nulidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico, pode ser alegada por uma das partes contra a outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, \u00e9 desnecess\u00e1rio o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para se declarar a nulidade de neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado, n\u00e3o havendo como se restringir o seu reconhecimento em embargos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-resultado-final\">6.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A nulidade de neg\u00f3cio jur\u00eddico simulado pode ser reconhecida no julgamento de embargos de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-in-admissibilidade-da-penhora-de-ativos-em-conta-de-terceiros-pelo-simples-fato-de-ser-c-njuge-da-parte-executada\"><a>7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (In)Admissibilidade da penhora de ativos em conta de terceiros pelo simples fato de ser c\u00f4njuge da parte executada<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a penhora de ativos financeiros da conta banc\u00e1ria pessoal de terceiro, n\u00e3o integrante da rela\u00e7\u00e3o processual em que se formou o t\u00edtulo executivo, pelo simples fato de ser c\u00f4njuge da parte executada com quem \u00e9 casado sob o regime da comunh\u00e3o parcial de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.869.720\/DF, Relator p\/ ac\u00f3rd\u00e3o Ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 27\/04\/2021.(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situa-o-f-tica\"><a>7.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>ALS Vidros Ltda ajuizou a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a em face de Luiza. A a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente e iniciou-se o cumprimento de senten\u00e7a. Ocorre que n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o ocorreu o pagamento espont\u00e2neo por parte de Luiza, como tamb\u00e9m n\u00e3o foram encontrados quaisquer bens em seu nome.<\/p>\n\n\n\n<p>ALS ent\u00e3o requereu o bloqueio dos valores de Dirceu, casado com Luiza sob o regime de comunh\u00e3o parcial de bens. O Juiz de primeiro grau indeferiu o requerimento, uma vez que n\u00e3o seria poss\u00edvel verificar a natureza da verba recebida por ele em sua conta banc\u00e1ria pessoal e constituiria ainda medida gravosa em face de terceiro que n\u00e3o participou da lide.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-an-lise-estrat-gica\"><a>7.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-quest-o-jur-dica\">7.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.658. No regime de comunh\u00e3o parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na const\u00e2ncia do casamento, com as exce\u00e7\u00f5es dos artigos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.659. Excluem-se da comunh\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os bens que cada c\u00f4njuge possuir ao casar, e os que lhe sobrevierem, na const\u00e2ncia do casamento, por doa\u00e7\u00e3o ou sucess\u00e3o, e os sub-rogados em seu lugar;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; os bens adquiridos com valores exclusivamente pertencentes a um dos c\u00f4njuges em sub-roga\u00e7\u00e3o dos bens particulares;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as obriga\u00e7\u00f5es anteriores ao casamento;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; as obriga\u00e7\u00f5es provenientes de atos il\u00edcitos, salvo revers\u00e3o em proveito do casal;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; os proventos do trabalho pessoal de cada c\u00f4njuge;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; as pens\u00f5es, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.660. Entram na comunh\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; os bens adquiridos na const\u00e2ncia do casamento por t\u00edtulo oneroso, ainda que s\u00f3 em nome de um dos c\u00f4njuges;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; os bens adquiridos por fato eventual, com ou sem o concurso de trabalho ou despesa anterior;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; os bens adquiridos por doa\u00e7\u00e3o, heran\u00e7a ou legado, em favor de ambos os c\u00f4njuges;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; as benfeitorias em bens particulares de cada c\u00f4njuge;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; os frutos dos bens comuns, ou dos particulares de cada c\u00f4njuge, percebidos na const\u00e2ncia do casamento, ou pendentes ao tempo de cessar a comunh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.661. S\u00e3o incomunic\u00e1veis os bens cuja aquisi\u00e7\u00e3o tiver por t\u00edtulo uma causa anterior ao casamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.662. No regime da comunh\u00e3o parcial, presumem-se adquiridos na const\u00e2ncia do casamento os bens m\u00f3veis, quando n\u00e3o se provar que o foram em data anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.663. A administra\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio comum compete a qualquer dos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1 o As d\u00edvidas contra\u00eddas no exerc\u00edcio da administra\u00e7\u00e3o obrigam os bens comuns e particulares do c\u00f4njuge que os administra, e os do outro na raz\u00e3o do proveito que houver auferido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2 o A anu\u00eancia de ambos os c\u00f4njuges \u00e9 necess\u00e1ria para os atos, a t\u00edtulo gratuito, que impliquem cess\u00e3o do uso ou gozo dos bens comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3 o Em caso de malversa\u00e7\u00e3o dos bens, o juiz poder\u00e1 atribuir a administra\u00e7\u00e3o a apenas um dos c\u00f4njuges.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.664. Os bens da comunh\u00e3o respondem pelas obriga\u00e7\u00f5es contra\u00eddas pelo marido ou pela mulher para atender aos encargos da fam\u00edlia, \u00e0s despesas de administra\u00e7\u00e3o e \u00e0s decorrentes de imposi\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.665. A administra\u00e7\u00e3o e a disposi\u00e7\u00e3o dos bens constitutivos do patrim\u00f4nio particular competem ao c\u00f4njuge propriet\u00e1rio, salvo conven\u00e7\u00e3o diversa em pacto antenupcial.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.666. As d\u00edvidas, contra\u00eddas por qualquer dos c\u00f4njuges na administra\u00e7\u00e3o de seus bens particulares e em benef\u00edcio destes, n\u00e3o obrigam os bens comuns<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-poss-vel-a-penhora-em-nome-de-terceiro-n-o-participante-da-lide\">7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Poss\u00edvel a penhora em nome de terceiro n\u00e3o participante da lide?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o artigo 1.658 do C\u00f3digo Civil, &#8220;no regime de comunh\u00e3o parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na const\u00e2ncia do casamento&#8221;, com as exce\u00e7\u00f5es previstas em lei. Assim, <strong>sendo a d\u00edvida adquirida na const\u00e2ncia do casamento em benef\u00edcio da unidade familiar, \u00e9 poss\u00edvel, em regra, que ambos os c\u00f4njuges sejam acionados a fim de adimplir a obriga\u00e7\u00e3o com o patrim\u00f4nio amealhado na const\u00e2ncia do casamento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, contudo, nota-se que o c\u00f4njuge n\u00e3o participou do processo de conhecimento, de modo que n\u00e3o pode ser surpreendido, j\u00e1 na fase de cumprimento de senten\u00e7a, com a penhora de bens em sua conta-corrente exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Como cedi\u00e7o,<strong> o regime de bens adotado pelo casal n\u00e3o torna o c\u00f4njuge solidariamente respons\u00e1vel de forma autom\u00e1tica por todas as obriga\u00e7\u00f5es contra\u00eddas pelo parceiro<\/strong> (por for\u00e7a das in\u00fameras exce\u00e7\u00f5es legais contidas nos artigos 1.659 a 1.666 do C\u00f3digo Civil) nem autoriza que seja desconsiderado o cumprimento das garantias processuais que ornamentam o devido processo legal, tais como o contradit\u00f3rio e a ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, revela-se medida extremamente gravosa impor a terceiro, que nem sequer participou do processo de conhecimento, o \u00f4nus de, ao ser surpreendido pela constri\u00e7\u00e3o de ativos financeiros bloqueados em sua conta corrente pessoal, atravessar verdadeira saga processual por meio de embargos de terceiro na busca de realizar prova negativa de que o c\u00f4njuge devedor n\u00e3o utiliza sua conta-corrente para realizar movimenta\u00e7\u00f5es financeiras ou ocultar patrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-resultado-final\">7.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadmiss\u00edvel a penhora de ativos financeiros da conta banc\u00e1ria pessoal de terceiro, n\u00e3o integrante da rela\u00e7\u00e3o processual em que se formou o t\u00edtulo executivo, pelo simples fato de ser c\u00f4njuge da parte executada com quem \u00e9 casado sob o regime da comunh\u00e3o parcial de bens.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-ambiental\"><a>DIREITO AMBIENTAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-c-digo-florestal-e-lei-de-parcelamento-do-solo-urbano\"><a>8.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; C\u00f3digo Florestal e Lei de Parcelamento do Solo Urbano<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do novo C\u00f3digo Florestal (Lei n. 12.651\/2012), a extens\u00e3o n\u00e3o edific\u00e1vel nas \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente de qualquer curso d&#8217;\u00e1gua, perene ou intermitente, em trechos caracterizados como \u00e1rea urbana consolidada, deve respeitar o que disciplinado pelo seu art. 4\u00ba, caput, inciso I, al\u00edneas &#8220;a, b, c, d e e, a fim de assegurar a mais ampla garantia ambiental a esses espa\u00e7os territoriais especialmente protegidos e, por conseguinte, \u00e0 coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.770.760\/SC, Rel. min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/04\/2021. (Tema 1010)(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situa-o-f-tica\"><a>8.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Juarez impetrou mandado de seguran\u00e7a contra ato de Secret\u00e1rio Municipal questionando o indeferimento de pedido de reforma de im\u00f3vel (derrubada de casa para constru\u00e7\u00e3o de outra) que dista menos de 30 (trinta) metros do Rio Itaja\u00ed-A\u00e7u, encontrando-se em \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a local negou provimento ao reexame necess\u00e1rio e manteve a concess\u00e3o da ordem a fim de que seja observado no pedido administrativo a Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei n. 6.766\/1979), que prev\u00ea o recuo de apenas 15 (quinze) metros da margem do curso d\u00b4\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>Inconformado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual interp\u00f4s recurso especial no qual sustenta que a faixa n\u00e3o edific\u00e1vel prevista na Lei de Parcelamento do Solo Urbano \u00e9 inferior ao limite m\u00ednimo considerado para fins de preserva\u00e7\u00e3o permanente previsto no novo C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-an-lise-estrat-gica\"><a>8.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-quest-o-jur-dica\">8.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei n. 12.651\/2012:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 4\u00ba Considera-se \u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente, em zonas rurais ou urbanas, para os efeitos desta Lei:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; as faixas marginais de qualquer curso d\u2019\u00e1gua natural perene e intermitente, exclu\u00eddos os ef\u00eameros, desde a borda da calha do leito regular, em largura m\u00ednima de:<\/p>\n\n\n\n<p>a) 30 (trinta) metros, para os cursos d\u2019\u00e1gua de menos de 10 (dez) metros de largura;<\/p>\n\n\n\n<p>b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d\u2019\u00e1gua que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;<\/p>\n\n\n\n<p>c) 100 (cem) metros, para os cursos d\u2019\u00e1gua que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;<\/p>\n\n\n\n<p>d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d\u2019\u00e1gua que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;<\/p>\n\n\n\n<p>e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d\u2019\u00e1gua que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 170. A ordem econ\u00f4mica, fundada na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos exist\u00eancia digna, conforme os ditames da justi\u00e7a social, observados os seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e servi\u00e7os e de seus processos de elabora\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 225. Todos t\u00eam direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial \u00e0 sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder P\u00fablico e \u00e0 coletividade o dever de defend\u00ea-lo e preserv\u00e1- lo para as presentes e futuras gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-qual-lei-dever-ser-aplicada\">8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Qual lei dever\u00e1 ser aplicada?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>O C\u00f3digo Florestal!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o da norma a incidir sobre o caso deve garantir a melhor e mais eficaz prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente natural e ao meio ambiente artificial, em cumprimento ao disposto no art. 225 da CF\/1988, sempre com os olhos tamb\u00e9m voltados ao princ\u00edpio do desenvolvimento sustent\u00e1vel (art. 170, VI,) e \u00e0s fun\u00e7\u00f5es social e ecol\u00f3gica da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O art. 4\u00ba, caput, inciso I, da Lei n. 12.651\/2012 mant\u00e9m-se h\u00edgido no sistema normativo federal, ap\u00f3s os julgamentos da ADC 42 e das ADIs 4.901, 4.902, 4.903 e 4.937.<\/p>\n\n\n\n<p>A disciplina da extens\u00e3o das faixas marginais a cursos d&#8217;\u00e1gua no meio urbano foi apreciada inicialmente pelo STJ no julgamento do REsp 1.518.490\/SC, Relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 15\/10\/2019, precedente esse que solucionou, especificamente, a antinomia entre a norma do antigo C\u00f3digo Florestal (art. 2\u00ba da Lei n. 4.771\/1965) e a norma da Lei de Parcelamento do Solo Urbano (art. 4\u00ba, III, da Lei n. 6.766\/1976), com a afirma\u00e7\u00e3o de que o normativo do antigo C\u00f3digo Florestal \u00e9 o que deve disciplinar a largura m\u00ednima das faixas marginais ao longo dos cursos d&#8217;\u00e1gua no meio urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Exsurge inarred\u00e1vel que a norma inserta no novo C\u00f3digo Florestal (art. 4\u00ba, caput, inciso I), ao prever medidas m\u00ednimas superiores para as faixas marginais de qualquer curso d&#8217;\u00e1gua natural perene e intermitente, sendo especial e espec\u00edfica para o caso em face do previsto no art. 4\u00ba, III, da Lei n. 6.766\/1976, \u00e9 a que deve reger a prote\u00e7\u00e3o das APPs ciliares ou rip\u00e1rias em \u00e1reas urbanas consolidadas, espa\u00e7os territoriais especialmente protegidos (art. 225, III, da CF\/1988), que n\u00e3o se condicionam a fronteiras entre o meio rural e o urbano.<\/p>\n\n\n\n<p>Assinale-se, a op\u00e7\u00e3o pela n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do art. 4\u00ba, caput, e I, da Lei n. 12.651\/2012, quando o comando do seu caput \u00e9 expresso em determinar a sua incid\u00eancia tamb\u00e9m ao meio urbano, apresenta-se inequivocamente inapropriado, pois estar-se-ia a afrontar o enunciado da S\u00famula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o que ora se prop\u00f5e n\u00e3o se altera pela superveni\u00eancia da Lei n. 13.913\/2019, que suprimiu a express\u00e3o &#8220;[&#8230;] salvo maiores exig\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.&#8221; do inciso III do art. 4\u00ba da LPSU, pois, pelo crit\u00e9rio da especialidade, o normativo contido no art. 4\u00ba, caput, I, da Lei n. 12.651\/2012 (novo C\u00f3digo Florestal) \u00e9 o que garante a mais ampla prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, em \u00e1reas urbana e rural, e deve, como j\u00e1 assinalado, incidir ao caso. O fato de agora o inciso III-A do art. 4\u00ba da Lei n. 6.766\/1976 expressamente estabelecer, em car\u00e1ter geral, a determina\u00e7\u00e3o do distanciamento de &#8220;no m\u00ednimo&#8221; 15 (quinze) metros apenas refor\u00e7a a fun\u00e7\u00e3o de norma geral norteadora da menor dist\u00e2ncia que as faixas marginais, n\u00e3o edific\u00e1veis, devem manter dos cursos d&#8217;\u00e1gua, o que, por uma vis\u00e3o teleol\u00f3gica do sistema de prote\u00e7\u00e3o ambiental, n\u00e3o restringe a aplica\u00e7\u00e3o do art. 4\u00ba, caput, da Lei n. 12.651\/2012 \u00e0s \u00e1reas urbanas consolidadas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-resultado-final\">8.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia do novo C\u00f3digo Florestal (Lei n. 12.651\/2012), a extens\u00e3o n\u00e3o edific\u00e1vel nas \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente de qualquer curso d&#8217;\u00e1gua, perene ou intermitente, em trechos caracterizados como \u00e1rea urbana consolidada, deve respeitar o que disciplinado pelo seu art. 4\u00ba, caput, inciso I, al\u00edneas &#8220;a, b, c, d e e, a fim de assegurar a mais ampla garantia ambiental a esses espa\u00e7os territoriais especialmente protegidos e, por conseguinte, \u00e0 coletividade.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenci-rio\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-base-de-c-lculo-dos-honor-rios-advocat-cios-quando-do-pagamento-parcial-de-benef-cio-previdenci-rio-na-via-administrativa\"><a>9.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios quando do <\/a>pagamento parcial de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio na via administrativa<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O eventual pagamento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio na via administrativa, seja ele total ou parcial, ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar a base de c\u00e1lculo para os honor\u00e1rios advocat\u00edcios fixados na a\u00e7\u00e3o de conhecimento, que ser\u00e1 composta pela totalidade dos valores devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.847.731\/RS, Rel. Min. Manoel Erhardt (Desembargador convocado do TRF 5\u00aa Regi\u00e3o), Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 29\/04\/2021. (Tema 1050)(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situa-o-f-tica\"><a>9.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Juvenal ingressou com a\u00e7\u00e3o em face do INSS para condenar a autarquia \u00e0 concess\u00e3o de seu benef\u00edcio previdenci\u00e1rio e pagamento dos atrasados. Antes mesmo de apresentar a contesta\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o, o INSS reconheceu o equ\u00edvoco na an\u00e1lise do benef\u00edcio e realizou administrativamente o pagamento de parte do valor que Juvenal entendia devido, o que foi devidamente informado ao ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a a\u00e7\u00e3o foi julgada procedente e o INSS condenado ao pagamento do valor integral apontado por Juvenal. Na decis\u00e3o, o Juiz fixou os honor\u00e1rios advocat\u00edcios em 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que o advogado de Juvenal entende que o percentual de 10% deve ser aplicado sobre o total dos valores pagos, ou seja, sobre os valores pagos administrativamente e sobre os valores pagos decorrentes da condena\u00e7\u00e3o, tese refutada pelo INSS que entende que os honor\u00e1rios deveriam ser calculados exclusivamente sobre os valores decorrentes da condena\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-an-lise-estrat-gica\"><a>9.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-quest-o-jur-dica\">9.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC\/2015:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 85. A senten\u00e7a condenar\u00e1 o vencido a pagar honor\u00e1rios ao advogado do vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os honor\u00e1rios ser\u00e3o fixados entre o m\u00ednimo de dez e o m\u00e1ximo de vinte por cento sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico obtido ou, n\u00e3o sendo poss\u00edvel mensur\u00e1-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; o grau de zelo do profissional;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o lugar de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a natureza e a import\u00e2ncia da causa;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-a-base-de-c-lculo-ser-o-valor-total\">9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A base de c\u00e1lculo ser\u00e1 o valor total?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 85, \u00a72\u00ba, do CPC\/2015 prev\u00ea o proveito econ\u00f4mico como um dos crit\u00e9rios para o arbitramento dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia. Todavia, o proveito econ\u00f4mico ou valor da condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de valor executado a ser recebido em requisi\u00e7\u00e3o de pagamento, mas sim equivale ao proveito jur\u00eddico, materializado no valor total do benef\u00edcio que foi concedido ao segurado por for\u00e7a de decis\u00e3o judicial, conseguido por meio da atividade laboral exercida pelo advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o valor da condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita ao pagamento que ser\u00e1 feito do montante considerado controvertido ou mesmo pendente de pagamento por meio de requisi\u00e7\u00e3o de pagamento, ao contr\u00e1rio, abarca a totalidade do valor a ser auferido pela parte benefici\u00e1ria em decorr\u00eancia da a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi assim que decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a a partir do precedente inaugural, referente a essa mat\u00e9ria, que se deu nos autos do REsp. 956.263\/SP (DJ 3.9.2007), da relatoria do eminente Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho no qual se firmou entendimento no sentido de que os valores pagos administrativamente devem ser compensados na fase de liquida\u00e7\u00e3o do julgado; entretanto, tal compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve interferir na base de c\u00e1lculo dos honor\u00e1rios sucumbenciais, que dever\u00e1 ser composta pela totalidade dos valores devidos. Al\u00e9m disso, os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, nos termos do art. 85, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, s\u00e3o fixados na fase de conhecimento com base no princ\u00edpio da sucumb\u00eancia, ou seja, em raz\u00e3o da derrota da parte vencida.<\/p>\n\n\n\n<p>Indubitavelmente, <strong>tendo ocorrido a resist\u00eancia \u00e0 pretens\u00e3o por parte do INSS, que ensejou a propositura da a\u00e7\u00e3o, imp\u00f5e-se a incid\u00eancia de honor\u00e1rios sucumbenciais, a fim de que a parte que deu causa \u00e0 demanda arque com as despesas inerentes ao processo<\/strong>, em aten\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da CASUALIDADE, inclusive no que se refere \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o do advogado que patrocinou a causa em favor da parte vencedora.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso fosse adotado entendimento diverso, poderia ocorrer a situa\u00e7\u00e3o peculiar em que o INSS, ao reconhecer o d\u00e9bito integral em via administrativa, posteriormente \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o de conhecimento em face de indeferimento inicial do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio pela Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, ficaria desincumbido do valor devido a t\u00edtulo de honor\u00e1rios advocat\u00edcios ao patrono que atuou na causa judicial previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-resultado-final\">9.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O eventual pagamento de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio na via administrativa, seja ele total ou parcial, ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar a base de c\u00e1lculo para os honor\u00e1rios advocat\u00edcios fixados na a\u00e7\u00e3o de conhecimento, que ser\u00e1 composta pela totalidade dos valores devidos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tribut-rio\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-itcdm-e-in-cio-do-prazo-decadencial\"><a>10.&nbsp; ITCDM e in\u00edcio do prazo decadencial<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o &#8211; ITCDM, referente a doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o oportunamente declarada pelo contribuinte ao fisco estadual, a contagem do prazo decadencial tem in\u00edcio no primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado, observado o fato gerador, em conformidade com os arts. 144 e 173, I, ambos do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.841.798\/MG, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 20\/04\/2021 (Tema 1048)(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situa-o-f-tica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jurema recebeu de seu pai, no ano de 2007, uma doa\u00e7\u00e3o no valor de R$100.000,00, devidamente lan\u00e7ada na Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda relativa ao exerc\u00edcio de 2008. Ainda que tenha realizado a declara\u00e7\u00e3o na DIRPF, Jurema n\u00e3o recolheu o valor devido de ITCDM. Ocorre que o fisco estadual ficou sabendo da doa\u00e7\u00e3o ainda em 2011 atrav\u00e9s de troca de informa\u00e7\u00f5es com a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 12\/04\/2016, Jurema ent\u00e3o recebeu of\u00edcio da Secretaria de Estado de Fazenda com cobran\u00e7a do valor que seria devido a t\u00edtulo de ITCD decorrente da mencionada doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-an-lise-estrat-gica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-quest-o-jur-dica\">10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CTN:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 144. O lan\u00e7amento reporta-se \u00e0 data da ocorr\u00eancia do fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o e rege-se pela lei ent\u00e3o vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba Aplica-se ao lan\u00e7amento a legisla\u00e7\u00e3o que, posteriormente \u00e0 ocorr\u00eancia do fato gerador da obriga\u00e7\u00e3o, tenha institu\u00eddo novos crit\u00e9rios de apura\u00e7\u00e3o ou processos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, ampliado os poderes de investiga\u00e7\u00e3o das autoridades administrativas, ou outorgado ao cr\u00e9dito maiores garantias ou privil\u00e9gios, exceto, neste \u00faltimo caso, para o efeito de atribuir responsabilidade tribut\u00e1ria a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O disposto neste artigo n\u00e3o se aplica aos impostos lan\u00e7ados por per\u00edodos certos de tempo, desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 149. O lan\u00e7amento \u00e9 efetuado e revisto de of\u00edcio pela autoridade administrativa nos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; quando a declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 173. O direito de a Fazenda P\u00fablica constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio extingue-se ap\u00f3s 5 (cinco) anos, contados:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;I &#8211; do primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado;<\/p>\n\n\n\n<p>CC\/2002:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do t\u00edtulo translativo no Registro de Im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.267. A propriedade das coisas n\u00e3o se transfere pelos neg\u00f3cios jur\u00eddicos antes da tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico. Subentende-se a tradi\u00e7\u00e3o quando o transmitente continua a possuir pelo constituto possess\u00f3rio; quando cede ao adquirente o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o da coisa, que se encontra em poder de terceiro; ou quando o adquirente j\u00e1 est\u00e1 na posse da coisa, por ocasi\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-houve-a-decad-ncia\">10.2.2. Houve a decad\u00eancia?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Yeaph!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do art. 149, II, do CTN, quando a declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, surge para o Fisco a necessidade de proceder ao lan\u00e7amento de of\u00edcio, no prazo de cinco anos contados do primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0 data em que ocorrido o fato gerador do tributo (art. 173, I, do CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando do imposto sobre a transmiss\u00e3o de bens ou direitos, mediante doa\u00e7\u00e3o, o fato gerador ocorrer\u00e1: (i) no tocante aos bens im\u00f3veis, pela efetiva transcri\u00e7\u00e3o realizada no registro de im\u00f3veis (art. 1.245 do CC\/2020); (i) em rela\u00e7\u00e3o aos bens m\u00f3veis, ou direitos, a transmiss\u00e3o da titularidade, que caracteriza a doa\u00e7\u00e3o, se dar\u00e1 por tradi\u00e7\u00e3o (art. 1.267 do CC\/2020), eventualmente objeto de registro administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o caso de omiss\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o do contribuinte, a respeito da ocorr\u00eancia do fato gerador do imposto incidente sobre a transmiss\u00e3o de bens ou direitos por doa\u00e7\u00e3o, caber\u00e1 ao Fisco diligenciar quanto aos fatos tribut\u00e1veis e exercer a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio mediante lan\u00e7amento de of\u00edcio, dentro do prazo decadencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a tem entendimento pacificado no sentido de que, no caso do Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o &#8211; ITCDM, a contagem do prazo decadencial tem in\u00edcio no primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado, observado o fato gerador, em conformidade com os arts. 144 e 173, I, ambos do CTN, sendo irrelevante a data em que o fisco teve conhecimento da ocorr\u00eancia do fato gerador (AgInt no REsp 1.690.263\/MG, Rel. Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma Segunda Turma, julgado em 10\/9\/2019, DJe 16\/9\/2019). No mesmo sentido: AgInt no REsp 1.795.066\/MG, Rel. Ministro Benedito Gon\u00e7alves (Primeira Turma Primeira Turma, julgado em 16\/9\/2019, DJe 18\/ 9\/2019).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-resultado-final\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o &#8211; ITCDM, referente a doa\u00e7\u00e3o n\u00e3o oportunamente declarada pelo contribuinte ao fisco estadual, a contagem do prazo decadencial tem in\u00edcio no primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado, observado o fato gerador, em conformidade com os arts. 144 e 173, I, ambos do CTN.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-requisitos-da-c-rtula-e-efeitos-do-endosso-ao-terceiro-de-boa-f\"><a>11.&nbsp; Requisitos da c\u00e1rtula e efeitos do endosso ao terceiro de boa-f\u00e9<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(1) A c\u00e1rtula, contendo todos os requisitos essenciais previstos no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei das Duplicatas, tem validade e efic\u00e1cia de duplicata, mesmo que n\u00e3o siga rigorosamente as medidas do modelo estabelecido na Resolu\u00e7\u00e3o do Bacen n. 102\/1968 e tenha, tamb\u00e9m, a descri\u00e7\u00e3o da mercadoria objeto da compra e venda e uma fatura da mercadoria objeto da negocia\u00e7\u00e3o. (2) O endosso de duplicata mercantil com aceite a terceiro de boa-f\u00e9, dispensa a necessidade de demonstra\u00e7\u00e3o, pela endossat\u00e1ria, da consuma\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio de compra e venda de mercadorias subjacente.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.518.203-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situa-o-f-tica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em determinada transa\u00e7\u00e3o, foram emitidas duplicatas que atendiam a todos os requisitos da Lei de Duplicatas previstos no art. 2\u00ba, \u00a71\u00ba da citada lei. Ocorre que as duplicatas apresentavam duas caracter\u00edsticas que foram objeto de contesta\u00e7\u00e3o de sua validade: a) n\u00e3o respeitava as dimens\u00f5es m\u00ednimas e m\u00e1ximas previstas na Resolu\u00e7\u00e3o do Bacen n\u00ba 102\/1968 e; b) n\u00e3o contavam com a descri\u00e7\u00e3o da mercadoria objeto da compra e venda e uma fatura da mercadoria objeto da negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na mesma transa\u00e7\u00e3o, as duplicatas foram utilizadas para o pagamento da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de montagem de m\u00f3veis. Josias, o comprador, deu o aceite nas duplicatas antes mesmo de receber os servi\u00e7os contratados. A empresa montadora de m\u00f3veis ent\u00e3o realizou o endosso da duplicata para outra empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a empresa que ficou de montar os m\u00f3veis atrasou o servi\u00e7o. Josias, que j\u00e1 havia pago tr\u00eas das duplicatas emitidas, deixou de pagar as restantes em virtude da n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A empresa endossat\u00e1ria (a que havia recebido os t\u00edtulos por meio de endosso) levou as duplicatas n\u00e3o pagas a protesto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-an-lise-estrat-gica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-quest-o-jur-dica\">11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo Civil:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 113. Os neg\u00f3cios jur\u00eddicos devem ser interpretados conforme a boa-f\u00e9 e os usos do lugar de sua celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 288. \u00c9 ineficaz, em rela\u00e7\u00e3o a terceiros, a transmiss\u00e3o de um cr\u00e9dito, se n\u00e3o celebrar-se mediante instrumento p\u00fablico, ou instrumento particular revestido das solenidades do \u00a7 1 o do art. 654.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 290. A cess\u00e3o do cr\u00e9dito n\u00e3o tem efic\u00e1cia em rela\u00e7\u00e3o ao devedor, sen\u00e3o quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito p\u00fablico ou particular, se declarou ciente da cess\u00e3o feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei das Duplicatas:<\/p>\n\n\n\n<p>Art . 2\u00ba No ato da emiss\u00e3o da fatura, dela poder\u00e1 ser extra\u00edda uma duplicata para circula\u00e7\u00e3o como efeito comercial, n\u00e3o sendo admitida qualquer outra esp\u00e9cie de t\u00edtulo de cr\u00e9dito para documentar o saque do vendedor pela import\u00e2ncia faturada ao comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A duplicata conter\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a denomina\u00e7\u00e3o &#8220;duplicata&#8221;, a data de sua emiss\u00e3o e o n\u00famero de ordem;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; o n\u00famero da fatura;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; a data certa do vencimento ou a declara\u00e7\u00e3o de ser a duplicata \u00e0 vista;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o nome e domic\u00edlio do ven dedor e do comprador;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; a import\u00e2ncia a pagar, em algarismos e por extenso;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; a pra\u00e7a de pagamento;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; a cl\u00e1usula \u00e0 ordem;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; a declara\u00e7\u00e3o do reconhecimento de sua exatid\u00e3o e da obriga\u00e7\u00e3o de pag\u00e1-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite, cambial;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; a assinatura do emitente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Uma s\u00f3 duplicata n\u00e3o pode corresponder a mais de uma fatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Art 15 &#8211; A cobran\u00e7a judicial de duplicata ou triplicata ser\u00e1 efetuada de conformidade com o processo aplic\u00e1vel aos t\u00edtulos executivos extrajudiciais, de que cogita o Livro II do C\u00f3digo de Processo Civil, quando se tratar:<\/p>\n\n\n\n<p>Art . 25. Aplicam-se \u00e0 duplicata e \u00e0 triplicata, no que couber, os dispositivos da legisla\u00e7\u00e3o s\u00f4bre emiss\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e pagamento das Letras de C\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-o-t-tulo-v-lido\">11.2.2. O t\u00edtulo \u00e9 v\u00e1lido?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Claro que \u00e9!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 113 do C\u00f3digo Civil disp\u00f5e que os neg\u00f3cios jur\u00eddicos devem ser interpretados conforme a boa-f\u00e9 e os usos do lugar de sua celebra\u00e7\u00e3o. Assim, <strong>n\u00e3o \u00e9 comum que o sacado e endossat\u00e1rios se valham de r\u00e9gua, por ocasi\u00e3o, respectivamente, do aceite e da opera\u00e7\u00e3o de endosso<\/strong>, para aferi\u00e7\u00e3o do preenchimento preciso das dimens\u00f5es de largura e altura da c\u00e1rtula.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se sabe, s\u00e3o tr\u00eas modalidades de duplicata, quais sejam: a) a cartular, assinada em papel; b) as assinadas por certificado digital, denominadas no mercado de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis de &#8220;duplicata digital&#8221;; c) as correspondentes \u00e0s informa\u00e7\u00f5es presentes nos boletos banc\u00e1rios, inicialmente denominadas &#8220;duplicata virtual&#8221; ou &#8220;eletr\u00f4nica&#8221;, a teor da mais t\u00e9cnica nomina\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pela Lei n. 13.775\/2018, &#8220;duplicata sob a forma escritural&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a &#8220;praxe mercantil aliou-se ao desenvolvimento da tecnologia e desmaterializou a duplicata, transformando-a em &#8216;registros eletromagn\u00e9ticos, transmitidos por computador pelo comerciante ao banco. O banco, a seu turno, faz a cobran\u00e7a, mediante expedi\u00e7\u00e3o de simples aviso ao devedor &#8211; os chamados &#8216;boletos&#8217;, de tal sorte que o t\u00edtulo em si, na sua express\u00e3o de c\u00e1rtula, somente vai surgir se o devedor se mostrar inadimplente. Do contr\u00e1rio, &#8211; o que corresponde \u00e0 imensa maioria dos casos &#8211; as duplicatas mercantis at\u00eam-se a uma potencialidade que permite se lhe sugira a designa\u00e7\u00e3o de duplicata virtual&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale observar que os requisitos essenciais da Duplicata, os quais devem ser devidamente supridos sob pena de retirar o valor do de t\u00edtulo de cr\u00e9dito do documento est\u00e3o claramente previstos no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei das Duplicatas, que estabelece que a c\u00e1rtula conter\u00e1: I &#8211; a denomina\u00e7\u00e3o &#8220;duplicata&#8221;, a data de sua emiss\u00e3o e o n\u00famero de ordem; II &#8211; o n\u00famero da fatura; III &#8211; a data certa do vencimento ou a declara\u00e7\u00e3o de ser a duplicata \u00e0 vista; IV &#8211; o nome e domic\u00edlio do vendedor e do comprador; V &#8211; a import\u00e2ncia a pagar, em algarismos e por extenso; VI &#8211; a pra\u00e7a de pagamento; VII &#8211; a cl\u00e1usula \u00e0 ordem; VIII &#8211; a declara\u00e7\u00e3o do reconhecimento de sua exatid\u00e3o e da obriga\u00e7\u00e3o de pag\u00e1-la, a ser assinada pelo comprador, como aceite, cambial; IX &#8211; a assinatura do emitente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a imprecis\u00e3o das medidas formais da c\u00e1rtula caracteriza mera e irrelevante irregularidade, cuja pecha de inexist\u00eancia n\u00e3o encontra respaldo nos usos e costumes, caracterizando formalismo totalmente INCOMPAT\u00cdVEL com o direito empresarial, isto \u00e9, n\u00e3o caracteriza v\u00edcio que afete a validade e efic\u00e1cia do t\u00edtulo de cr\u00e9dito, n\u00e3o sendo tamb\u00e9m compat\u00edvel com a boa-f\u00e9 objetiva que a sacada d\u00ea o aceite sem nenhuma oposi\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 mesmo maneje a presente &#8220;a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de inexigibilidade de duplicata mercantil&#8221;, e, contraditoriamente, venha a dizer que o documento n\u00e3o caracteriza duplicata.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente, n\u00e3o perece razo\u00e1vel o entendimento de que, como a c\u00e1rtula apresenta tamb\u00e9m a descri\u00e7\u00e3o da mercadoria objeto da compra e venda, uma fatura da mercadoria objeto da negocia\u00e7\u00e3o desnaturaria o t\u00edtulo como duplicata.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque<strong> a descri\u00e7\u00e3o da mercadoria, a par de caracterizar uma duplicata da fatura na pr\u00f3pria acep\u00e7\u00e3o do termo, a toda evid\u00eancia, embora represente redobrada cautela, n\u00e3o pode ser caracterizado nem sequer algo descabido<\/strong>, pois o art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, disp\u00f5e que uma duplicata tem que corresponder a uma \u00fanica fatura.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-josias-pode-opor-exce-o-pessoal-aus-ncia-da-entrega-das-mercadorias-ou-servi-os-contra-o-endossat-rio-terceiro-de-boa-f\">11.2.3. Josias pode opor exce\u00e7\u00e3o pessoal (aus\u00eancia da entrega das mercadorias ou servi\u00e7os) contra o endossat\u00e1rio terceiro de boa-f\u00e9?<\/h4>\n\n\n\n<p>Embora o endosso, no interesse do endossat\u00e1rio terceiro de boa-f\u00e9, tenha efeito de cess\u00e3o, n\u00e3o se aplica e n\u00e3o se confunde com o instituto civilista da cess\u00e3o de cr\u00e9dito. Em raz\u00e3o disso, n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis os arts. 288 e 290 do C\u00f3digo Civil para a obten\u00e7\u00e3o, por meio t\u00e3o somente do endosso de t\u00edtulo de cr\u00e9dito \u00e0 ordem, dos mesmos efeitos de cess\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por um lado, como a duplicata tem aceite, o art. 15 da Lei das Duplicatas (Lei n. 5.474.\/1968), estabelece que a cobran\u00e7a judicial de duplicata ou triplicata ser\u00e1 efetuada de conformidade com o processo aplic\u00e1vel aos t\u00edtulos executivos extrajudiciais, n\u00e3o havendo necessidade de quaisquer outros documentos, al\u00e9m do t\u00edtulo. O inciso II do mesmo dispositivo estabelece que, apenas se a duplicata ou triplicata n\u00e3o for aceita, \u00e9 necess\u00e1rio, cumulativamente, haja sido protestada e esteja acompanhada de documento h\u00e1bil comprobat\u00f3rio da entrega e do recebimento da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o art. 25 da Lei da Duplicata esclarece que <strong>se aplicam \u00e0 duplicata e \u00e0 triplicata, no que couber, os dispositivos da legisla\u00e7\u00e3o sobre emiss\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o e pagamento das Letras de C\u00e2mbio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, a duplicata \u00e9 t\u00edtulo de cr\u00e9dito causal, isso significa que, para sua regular constitui\u00e7\u00e3o, deve haver uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Essa causalidade, todavia, n\u00e3o lhe retira o car\u00e1ter de abstra\u00e7\u00e3o. Uma vez circulando o t\u00edtulo, ao endossat\u00e1rio n\u00e3o podem ser opostas as exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclui-se, portanto, que, uma vez aceita, o sacado vincula-se ao t\u00edtulo como devedor principal e a aus\u00eancia de entrega da mercadoria ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, ou mesmo quita\u00e7\u00e3o referente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o fundamental ao credor origin\u00e1rio, somente pode ser opon\u00edvel ao sacador, como exce\u00e7\u00e3o pessoal, mas n\u00e3o a endossat\u00e1rios de boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-4-resultado-final\">11.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>(1) A c\u00e1rtula, contendo todos os requisitos essenciais previstos no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei das Duplicatas, tem validade e efic\u00e1cia de duplicata, mesmo que n\u00e3o siga rigorosamente as medidas do modelo estabelecido na Resolu\u00e7\u00e3o do Bacen n. 102\/1968 e tenha, tamb\u00e9m, a descri\u00e7\u00e3o da mercadoria objeto da compra e venda e uma fatura da mercadoria objeto da negocia\u00e7\u00e3o. (2) O endosso de duplicata mercantil com aceite a terceiro de boa-f\u00e9, dispensa a necessidade de demonstra\u00e7\u00e3o, pela endossat\u00e1ria, da consuma\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cio de compra e venda de mercadorias subjacente.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-per-odo-de-suspens-o-do-dever-de-apresenta-o-mensal-em-ju-zo-em-raz-o-da-pandemia-de-covid-19-e-c-mputo-da-pena\"><a>12.&nbsp; Per\u00edodo de suspens\u00e3o do dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal em ju\u00edzo, em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19 e c\u00f4mputo da pena<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de suspens\u00e3o do dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal em ju\u00edzo, em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19, pode ser reconhecido como pena efetivamente cumprida.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 657.382\/SC, Rel. Min. Laurita Vaz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/04\/2021(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situa-o-f-tica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Nelson cumpria pena em regime semiaberto, quando o Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o penal concedeu a progress\u00e3o para o regime aberto, desde que cumpridas algumas condi\u00e7\u00f5es, dentre as quais figurava o comparecimento mensal em Ju\u00edzo para justificar suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo ia bem, at\u00e9 que, em virtude da pandemia, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a recomendou a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do dever de apresenta\u00e7\u00e3o regular em ju\u00edzo das pessoas em cumprimento de pena no regime aberto, o que foi acatado pelo magistrado que ent\u00e3o suspendeu o dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal do apenado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s algum tempo nesta situa\u00e7\u00e3o, a defesa de Nelson requereu que os meses em que o comparecimento foi suspenso sejam computados para fins de cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-an-lise-estrat-gica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-deve-ser-computado-normalmente\">12.2.1. Deve ser computado normalmente?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Com certeza!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, v\u00ea-se que a suspens\u00e3o do dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal em Ju\u00edzo foi determinada pelo magistrado em cumprimento \u00e0 recomenda\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a e \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Santa Catarina, decorrentes da situa\u00e7\u00e3o de pandemia, circunst\u00e2ncia alheia \u00e0 vontade do paciente. Desse modo, <strong>n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel o prolongamento da pena sem que tenha sido evidenciada a participa\u00e7\u00e3o do apenado em tal retardamento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a mesma conclus\u00e3o cite-se trecho das Orienta\u00e7\u00f5es sobre Alternativas Penais no \u00e2mbito das medidas preventivas \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus (Covid-19), tamb\u00e9m elaborada pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a para disciplinar situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 ora analisada:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o penal, transa\u00e7\u00e3o penal e condi\u00e7\u00f5es impostas por suspens\u00e3o condicional do processo e sursis: (I) Dispensar o comparecimento pessoal para o cumprimento de penas e medidas alternativas &#8211; como a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, o comparecimento em ju\u00edzo etc. &#8211; durante o per\u00edodo da pandemia; (II) Computar o per\u00edodo de dispensa tempor\u00e1ria do cumprimento de penas e medidas alternativas de cunho pessoal e presencial &#8211; como a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, o comparecimento em ju\u00edzo etc. &#8211; durante o per\u00edodo da pandemia, como per\u00edodo de efetivo cumprimento, considerando que a sua interrup\u00e7\u00e3o independe da vontade da pessoa em cumprimento, decorrendo diretamente de imposi\u00e7\u00e3o determinada por autoridades sanit\u00e1rias, al\u00e9m do que a manuten\u00e7\u00e3o prolongada de pend\u00eancias jur\u00eddico-penais tem um efeito dessocializador, em particular quanto as oportunidades de trabalho e renda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Outrossim, o paciente cumpriu todas as demais condi\u00e7\u00f5es do regime aberto, que n\u00e3o foram suspensas, inclusive, permaneceu sujeito \u00e0s san\u00e7\u00f5es relativas a eventual descumprimento, o que refor\u00e7a a necessidade de se reconhecer o tempo de suspens\u00e3o do dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal em ju\u00edzo como pena efetivamente cumprida, sob pena de alargar o per\u00edodo em que o apenado est\u00e1 sujeito \u00e0 disciplina do regime aberto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-resultado-final\">12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de suspens\u00e3o do dever de apresenta\u00e7\u00e3o mensal em ju\u00edzo, em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19, pode ser reconhecido como pena efetivamente cumprida.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-des-necessidade-do-detalhamento-do-documento-a-ser-apreendido-em-busca-e-apreens-o\"><a>13.&nbsp; (Des)Necessidade do detalhamento do documento a ser apreendido em busca e apreens\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EM HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inexiste exig\u00eancia legal de que o mandado de busca e apreens\u00e3o detalhe o tipo de documento a ser apreendido, ainda que de natureza sigilosa.<\/p>\n\n\n\n<p>RHC 141.737\/PR, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis Junior, Sexta Turma, por maioria, julgado em 27\/04\/2021.(Info 694)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situa-o-f-tica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico Pablo estava sendo investigado em raz\u00e3o de suspeita de adultera\u00e7\u00e3o de prontu\u00e1rios m\u00e9dicos de internados em cl\u00ednica psiqui\u00e1trica. Conforme den\u00fancias, Pablo estaria adulterando os prontu\u00e1rios para manter os pacientes internados na cl\u00ednica por tempo superior ao necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tal raz\u00e3o, foram emitidos mandados de busca e apreens\u00e3o dos documentos necess\u00e1rios para a apura\u00e7\u00e3o dos fatos. A pol\u00edcia cumpriu os mandados e apreendeu v\u00e1rios prontu\u00e1rios assinados pelo m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de Pablo ent\u00e3o impetrou Habeas Corpus sustentando que a decis\u00e3o que autorizou a busca e apreens\u00e3o n\u00e3o havia mencionado a apreens\u00e3o de prontu\u00e1rios m\u00e9dicos, documentos estes sigilosos e que somente poderiam ser apreendidos com autoriza\u00e7\u00e3o judicial espec\u00edfica para tanto.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-an-lise-estrat-gica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-quest-o-jur-dica\">13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Processo Penal:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 240.&nbsp; A busca ser\u00e1 domiciliar ou pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o&nbsp; Proceder-se-\u00e1 \u00e0 busca domiciliar, quando fundadas raz\u00f5es a autorizarem, para:<\/p>\n\n\n\n<p>a) prender criminosos;<\/p>\n\n\n\n<p>b) apreender coisas achadas ou obtidas por meios criminosos;<\/p>\n\n\n\n<p>c) apreender instrumentos de falsifica\u00e7\u00e3o ou de contrafa\u00e7\u00e3o e objetos falsificados ou contrafeitos;<\/p>\n\n\n\n<p>d) apreender armas e muni\u00e7\u00f5es, instrumentos utilizados na pr\u00e1tica de crime ou destinados a fim delituoso;<\/p>\n\n\n\n<p>e) descobrir objetos necess\u00e1rios \u00e0 prova de infra\u00e7\u00e3o ou \u00e0 defesa do r\u00e9u;<\/p>\n\n\n\n<p>f) apreender cartas, abertas ou n\u00e3o, destinadas ao acusado ou em seu poder, quando haja suspeita de que o conhecimento do seu conte\u00fado possa ser \u00fatil \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o do fato;<\/p>\n\n\n\n<p>g) apreender pessoas v\u00edtimas de crimes;<\/p>\n\n\n\n<p>h) colher qualquer elemento de convic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o&nbsp; Proceder-se-\u00e1 \u00e0 busca pessoal quando houver fundada suspeita de que algu\u00e9m oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f e letra h do par\u00e1grafo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 243.&nbsp; O mandado de busca dever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; indicar, o mais precisamente poss\u00edvel, a casa em que ser\u00e1 realizada a dilig\u00eancia e o nome do respectivo propriet\u00e1rio ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que ter\u00e1 de sofr\u00ea-la ou os sinais que a identifiquem;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; mencionar o motivo e os fins da dilig\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; ser subscrito pelo escriv\u00e3o e assinado pela autoridade que o fizer expedir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1o&nbsp; Se houver ordem de pris\u00e3o, constar\u00e1 do pr\u00f3prio texto do mandado de busca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2o&nbsp; N\u00e3o ser\u00e1 permitida a apreens\u00e3o de documento em poder do defensor do acusado, salvo quando constituir elemento do corpo de delito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-o-mandado-deve-detalhar-especificamente-o-tipo-de-documento-a-ser-apreendido\">13.2.2. O mandado deve detalhar especificamente o tipo de documento a ser apreendido?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> <strong>Nooops!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No caso, se a investiga\u00e7\u00e3o foi deflagrada em virtude da adultera\u00e7\u00e3o de prontu\u00e1rios, a interpreta\u00e7\u00e3o evidente \u00e9 de que os principais objetos visados pela medida de busca e apreens\u00e3o eram os prontu\u00e1rios dos pacientes que haviam sido submetidos a tratamento e, ao mesmo tempo, v\u00edtimas de in\u00fameros crimes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o se v\u00ea a ocorr\u00eancia de nulidade.<\/strong> Embora os prontu\u00e1rios possam conter dados sigilosos, foram obtidos a partir da imprescind\u00edvel autoriza\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via, quer dizer, a prova foi obtida por meio l\u00edcito. A aus\u00eancia de sua discrimina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no mandado de busca \u00e9 IRRELEVANTE, at\u00e9 porque os prontu\u00e1rios m\u00e9dicos encontram-se inseridos na categoria de documentos em geral, inexistindo qualquer exig\u00eancia legal de que a autoriza\u00e7\u00e3o cautelar deva detalhar o tipo de documento a ser apreendido quando este possuir natureza sigilosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme j\u00e1 se pronunciou o STF, &#8220;dada a impossibilidade de indica\u00e7\u00e3o, ex ante, de todos os bens pass\u00edveis de apreens\u00e3o no local da busca, \u00e9 mister conferir-se certa discricionariedade, no momento da dilig\u00eancia, \u00e0 autoridade policial&#8221; (STF, Pet 5173\/DF, Min. Dias Tofoli, Primeira Turma, DJe 18\/11\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, &#8220;O artigo 243 da Lei Processual Penal disciplina os requisitos do mandado de busca e apreens\u00e3o, dentre os quais n\u00e3o se encontra o detalhamento do que pode ou n\u00e3o ser arrecadado&#8221; (HC 524.581\/RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe 13\/2\/2020). &#8220;Suficiente \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o da busca e apreens\u00e3o \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o de que deveriam ser apreendidos os materiais que pudessem guardar rela\u00e7\u00e3o estrita com aqueles fatos [&#8230;]&#8221; (HC 537.017\/RS, Rel. Ministro Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 3\/2\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro precedente, esta Corte Superior j\u00e1 preconizou que &#8220;O artigo 240 do C\u00f3digo de Processo Penal, ao tratar da busca e apreens\u00e3o, apresenta um rol exemplificativo dos casos em que a medida pode ser determinada, no qual se encontra a hip\u00f3tese de arrecada\u00e7\u00e3o de objetos necess\u00e1rios \u00e0 prova da infra\u00e7\u00e3o ou \u00e0 defesa do r\u00e9u, n\u00e3o havendo qualquer ressalva de que n\u00e3o possam dizer respeito \u00e0 intimidade ou \u00e0 vida privada do indiv\u00edduo&#8221; (HC 142.205\/RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma DJe 13\/12\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, vale frisar que o sigilo do qual se reveste os prontu\u00e1rios m\u00e9dicos pertencem \u00fanica e exclusivamente aos pacientes, n\u00e3o ao m\u00e9dico. Assim, como afirmado pelo Tribunal estadual, caso houvesse a viola\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 intimidade, haveria de ser arguida pelos seus titulares e n\u00e3o pelo investigado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-resultado-final\">13.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p><a>Inexiste exig\u00eancia legal de que o mandado de busca e apreens\u00e3o detalhe o tipo de documento a ser apreendido, ainda que de natureza sigilosa.<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/05\/31223947\/stj-694.pdf\">stj-694<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2021\/05\/31223947\/stj-694.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 694 do STJ COMENTADO est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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DIREITO CIVIL 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em ACP movida por associa\u00e7\u00e3o RECURSO ESPECIAL Em a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica proposta por associa\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de substituta processual, possuem legitimidade para a liquida\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-756488","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STJ 694 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stj-694-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STJ 694 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 694 do STJ COMENTADO est\u00e1 dispon\u00edvel para quem est\u00e1 ligado aqui conosco no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas! 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