{"id":542234,"date":"2020-07-15T00:19:13","date_gmt":"2020-07-15T03:19:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=542234"},"modified":"2020-07-15T09:38:42","modified_gmt":"2020-07-15T12:38:42","slug":"informativo-stf-945-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-945-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 945 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 945 do STF <strong>COMENTADO<\/strong> para voc\u00eas!<\/p>\n\n\n\n<p>Como eu havia comentado, estamos a disponibilizar TODOS os informativos. Aqui vai um de 2019 para irmos fechando todas as lacunas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/15093829\/STF-945-1.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/h2>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_3mQQeERLfOU\"><div id=\"lyte_3mQQeERLfOU\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/3mQQeERLfOU\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/3mQQeERLfOU\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/3mQQeERLfOU\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>Sum\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694618\">DIREITO PROCESSUAL PENAL. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694619\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia jurisdicional e validade das provas produzidas. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694620\">1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694621\">1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694622\">DIREITO TRIBUT\u00c1RIO.. 6<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694623\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais. 6<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694624\">2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 7<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694625\">2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 7<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694626\">DIREITO PENAL. 10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694627\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reclama\u00e7\u00e3o e tribunal do j\u00fari 10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694628\">3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694629\">3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 11<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694630\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tr\u00e1fico privilegiado e regime inicial de cumprimento de pena. 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694631\">4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694632\">4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694633\">DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694634\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de viol\u00eancia contra inferior e condi\u00e7\u00e3o de militar 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694635\">5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694636\">5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 15<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694637\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 16<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694638\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o individual: mandado de seguran\u00e7a coletivo e servidor n\u00e3o filiado a sindicato. 16<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694639\">6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 16<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694640\">6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 17<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694641\">PARA TESTAR SEU CONHECIMENTO.. 18<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694642\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp; QUEST\u00d5ES. 18<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694643\">7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 18<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45694644\">7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 18<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia jurisdicional e validade das provas produzidas<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O CONSTITUCIONAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o nas depend\u00eancias do Senado Federal, desde que n\u00e3o direcionada a apurar conduta de congressista, n\u00e3o se relaciona com as imunidades parlamentares. Ademais, no caso de prova determinada por ju\u00edzo incompetente, n\u00e3o devem ser considerados contaminados os elementos probat\u00f3rios cuja produ\u00e7\u00e3o prescindem de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 25537\/DF e AC 4297\/DF, Plen\u00e1rio, rel. Min. Edson Fachin, julgamento em 26.6.2019.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 o seguinte: algumas pessoas dentro do Senado, vinculadas portanto ao legislativo federal brasileiro, mas n\u00e3o necessariamente senadores, estavam a ser investigadas com controle no \u00e2mbito da Justi\u00e7a Federal de primeira inst\u00e2ncia. J\u00e1 viu que vai dar ruim n\u00e9&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que Policiais legislativos do Senado Federal teriam supostamente implementado a\u00e7\u00f5es de <em>contraintelig\u00eancia<\/em> direcionadas a frustrar a realiza\u00e7\u00e3o de intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas e de escutas ambientais com a finalidade de neutralizar meios de obten\u00e7\u00e3o de prova determinados no contexto de opera\u00e7\u00e3o policial contra a corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta, o juiz federal determinou diversas medidas constritivas, inclusive pris\u00f5es tempor\u00e1rias, suspens\u00e3o de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e ordem de busca e apreens\u00e3o a serem cumpridas na sede da pol\u00edcia legislativa, localizada nas depend\u00eancias do Senado Federal. Estaria havendo obstru\u00e7\u00e3o, conduta criminosa por parte dos policiais, \u201ccedendo a pedido ou influ\u00eancia de outrem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Teori Zavascki, relator original da reclama\u00e7\u00e3o, deferiu liminar para suspender o inqu\u00e9rito e procedimentos conexos. Al\u00e9m disso, solicitou a pronta remessa do feito a esta Corte e determinou \u00e0 autoridade reclamada (o juiz federal) proceder \u00e0 imediata soltura de quaisquer detidos em decorr\u00eancia do referido inqu\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) ajuizou a\u00e7\u00e3o cautelar para a apreens\u00e3o dos elementos probat\u00f3rios arrecadados por meio de ordem judicial oriunda do ju\u00edzo reclamado. E agora a quest\u00e3o \u00e9 se eles s\u00e3o v\u00e1lidos ou n\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.1.&nbsp; Qualquer medida investigativa dentro do Senado \u00e9 ilegal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong><u>imunidades parlamentares<\/u> almejam conferir condi\u00e7\u00f5es materiais ao exerc\u00edcio independente de mandatos eletivos<\/strong>. Funcionam, dessa maneira, como <em>instrumento de prote\u00e7\u00e3o da autonomia da atua\u00e7\u00e3o dos mandat\u00e1rios que representam a sociedade<\/em>. A finalidade dessa prote\u00e7\u00e3o, naturalmente, N\u00c3O se aplica a agentes p\u00fablicos que n\u00e3o se encontrem investidos dessa condi\u00e7\u00e3o (n\u00e3o senadores ou deputados).<\/p>\n\n\n\n<p><em>A determina\u00e7\u00e3o de busca e apreens\u00e3o nas depend\u00eancias do Senado Federal, desde que <u>n\u00e3o direcionada a apurar conduta de congressista<\/u>, N\u00c3O se relaciona com as imunidades parlamentares.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que ocorre quanto \u00e0s imunidades diplom\u00e1ticas, as prerrogativas e imunidades parlamentares N\u00c3O se estendem aos locais onde os parlamentares exercem suas atividades nem ao corpo auxiliar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Imunidades diplom\u00e1ticas<\/strong><\/td><td><strong>Prerrogativas e imunidades parlamentares<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Estendem-se aos locais onde os diplomatas exercem suas atividades e ao corpo auxiliar.<\/td><td>N\u00c3O se estendem aos locais onde os parlamentares exercem suas atividades NEM ao corpo auxiliar<\/td><\/tr><tr><td><strong>MAIS AMPLAS<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>MAIS RESTRITAS<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.2.&nbsp; Ent\u00e3o foi tudo legal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>Entendeu o STF que os ind\u00edcios coligidos n\u00e3o levaram a conclus\u00e3o segura de que os policiais legislativos teriam agido por <em>iniciativa pr\u00f3pria<\/em>. Ao que parece, as varreduras foram realizadas por ordem de senador.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim sendo, revela-se impr\u00f3prio que a inst\u00e2ncia de primeiro grau avalie intrincada mat\u00e9ria atinente \u00e0 aus\u00eancia de elemento subjetivo quanto aos parlamentares que teriam ordenado os atos tidos como delituosos eventual nulidade decorrente da inobserv\u00e2ncia da prerrogativa de foro n\u00e3o se estende aos agentes que n\u00e3o se enquadrem nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso o processo deve prosseguir no STF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.3.&nbsp; Ent\u00e3o \u00e9 tudo NULO?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o, apenas em hip\u00f3teses excepcionais e expressas, optou pela submiss\u00e3o de dilig\u00eancias naturalmente invasivas (intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, busca e apreens\u00e3o, quebra de sigilo etc.) \u00e0 <strong>cl\u00e1usula da reserva jurisdicional<\/strong>, casos em que o controle judicial pr\u00e9vio funciona como elemento de legitima\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o do elemento probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa realidade, contudo, N\u00c3O se estende a todo e qualquer ato de investiga\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, na medida em que a regra \u00e9 a dispensa de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, resguardando-se, em qualquer hip\u00f3tese, o controle posterior (CF, art. 5\u00ba, XXXV).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o se ignore a relev\u00e2ncia do JUIZ NATURAL para fins de legitima\u00e7\u00e3o da persecu\u00e7\u00e3o penal, sua eventual inobserv\u00e2ncia N\u00c3O acarreta a nulidade da prova colhida na hip\u00f3tese em que <strong>n\u00e3o atuar como fator decisivo \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventual irregularidade <strong><u>N\u00c3O gera autom\u00e1tica invalidade<\/u><\/strong>, incumbindo, sob a \u00f3tica da instrumentalidade das formas, a aferi\u00e7\u00e3o do gravame suportado pelo interessado. Referida an\u00e1lise n\u00e3o se traduz, simplesmente, a partir de eventual RESULTADO probat\u00f3rio desfavor\u00e1vel. \u00c9 imperioso que o interessado evidencie certo nexo causal entre o ato tido como irregular e a consequ\u00eancia jur\u00eddica que almeja combater, bem como que aponte, ao menos de forma indici\u00e1ria, a <strong>possibilidade efetiva de revers\u00e3o do resultado processual se ausente a irregularidade<\/strong> ventilada.<\/p>\n\n\n\n<p><em>No caso de prova determinada por ju\u00edzo incompetente, N\u00c3O devem ser considerados contaminados os elementos probat\u00f3rios cuja produ\u00e7\u00e3o prescindem de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Revela-se adequada a apreens\u00e3o de documentos e equipamentos associados \u00e0 pol\u00edcia do Senado Federal e aos policiais legislativos alvo de investiga\u00e7\u00e3o, na medida em que tais elementos podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o da convic\u00e7\u00e3o do titular da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.4.&nbsp; E para as provas com reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>A intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica, por sua vez, constitui medida sujeita \u00e0 cl\u00e1usula da <strong>reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong> (CF, art. 5\u00ba, XII), de modo que a viola\u00e7\u00e3o ao Princ\u00edpio do Juiz Natural quanto \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do <em>deferimento do referido meio de obten\u00e7\u00e3o de prova alcan\u00e7a seu ciclo de produ\u00e7\u00e3o<\/em> e constitui causa de nulidade em <strong>rela\u00e7\u00e3o aos agentes detentores de foro por prerrogativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas provas colhidas <strong><u>N\u00c3O admitem convalida\u00e7\u00e3o<\/u><\/strong>, pois a efic\u00e1cia prospectiva da aprecia\u00e7\u00e3o judicial e a pr\u00f3pria natureza desses elementos tamb\u00e9m impedem a aplica\u00e7\u00e3o da Teoria da Descoberta Inevit\u00e1vel. Conclus\u00e3o diversa poderia, por exemplo, ser encampada na hip\u00f3tese de quebra de sigilo, porque, nesse caso, a ordem judicial superveniente, proferida pelo \u00f3rg\u00e3o competente, alcan\u00e7aria id\u00eantico resultado probat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, \u00e9 preciso separar: se tr\u00eas pessoas est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o e uma delas tem foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o e o juiz de 1\u00aa inst\u00e2ncia autoriza a intercepta\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica de todo mundo, a intercepta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 considerada NULA apenas em rela\u00e7\u00e3o aos a quem tem foro \u201cprivilegiado\u201d (Senador, por exemplo, por usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do STF). O desrespeito ao ju\u00edzo natural N\u00c3O contamina os elementos probat\u00f3rios colhidos no que se refere aos investigados que n\u00e3o possuem foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.5.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencidos, em parte, os ministros Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que julgaram procedente o pedido formulado na reclama\u00e7\u00e3o em maior extens\u00e3o e indeferiram o pleito da a\u00e7\u00e3o cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenderam que a compet\u00eancia para, no caso, determinar busca e apreens\u00e3o \u00e9 do STF. Dessa forma, declararam a ilicitude da prova produzida. Afirmaram <strong>N\u00c3O ser poss\u00edvel analisar se h\u00e1 ou n\u00e3o autoridade com prerrogativa de foro a posteriori<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencidos tamb\u00e9m os ministros Marco Aur\u00e9lio e Celso de Mello, que julgaram improcedente o pedido formulado na reclama\u00e7\u00e3o e indeferiram pleito da a\u00e7\u00e3o cautelar. Pontuaram N\u00c3O haver envolvimento de parlamentar a ditar a vinda desse procedimento para o STF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.6.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio, por maioria, julgou parcialmente procedente pedido formulado em reclama\u00e7\u00e3o para reconhecer a usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal e confirmar a liminar deferida no que toca \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o, no \u00e2mbito dessa Corte, do Inq 4.335, da Pet 6.353 e da AC 4.285.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Corte declarou a <strong>licitude das provas cuja produ\u00e7\u00e3o dispensam pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial<\/strong> e, em rela\u00e7\u00e3o aos detentores de prerrogativa de foro, a ilicitude das intercepta\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas e da quebra de sigilo de dados telef\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO TRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Limita\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a limita\u00e7\u00e3o do direito de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais do Imposto de Renda sobre Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>RE 591340\/SP, Plen\u00e1rio, rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgamento em 27.6.2019<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Para entender essa decis\u00e3o \u00e9 preciso relembrar alguns conceitos: a base de c\u00e1lculo do IRPJ \u00e9 o lucro, podendo ser (1) lucro real, (2) lucro presumido ou (3) lucro arbitrado, correspondente ao per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) \u00e9 um tributo federal institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 7.689\/88, cujo fato gerador \u00e9 justamente o lucro das pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas e quando a PJ tiver PREJU\u00cdZO?<\/p>\n\n\n\n<p>Se no exerc\u00edcio a empresa tem lucro deve pagar IRPJ e CSLL incidentes sobre esse valor positivo. Entretanto, se em determinado ano fechar no vermelho, poder\u00e1 deduzir esse preju\u00edzo da base de c\u00e1lculo dos tributos devidos quando voltar a ser lucrativa, em per\u00edodos posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>O que as empresas ficam chateadas \u00e9 que h\u00e1 uma LIMITA\u00c7\u00c3O a essa compensa\u00e7\u00e3o: os arts. 42 e 58 da Lei n\u00ba 8.981\/95 e os arts. 15 e 16 da Lei n\u00ba 9.065\/95 imp\u00f5em um TETO ao percentual que pode ser compensado: 30% do lucro real antes da compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as empresas, essa limita\u00e7\u00e3o de 30% imposta pelas Leis n\u00ba 8.981\/95 e n\u00ba 9.065\/95, indiretamente representa uma tributa\u00e7\u00e3o sobre o patrim\u00f4nio ou capital das empresas, e n\u00e3o sobre o lucro (especialmente no que excede o teto da compensa\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo). Haveria, na esp\u00e9cie, uma corrup\u00e7\u00e3o dos conceitos de lucro estabelecido pela Direito Comercial e pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, com verdadeiro confisco.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 8.981\/1995: \u201cArt. 42. A partir de 1\u00ba de janeiro de 1995, para efeito de determinar o lucro real, o lucro l\u00edquido ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e exclus\u00f5es previstas ou autorizadas pela legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, poder\u00e1 ser reduzido em, no m\u00e1ximo, trinta por cento. (Vide Lei 9.065, de 1995) Par\u00e1grafo \u00fanico. A parcela dos preju\u00edzos fiscais apurados at\u00e9 31 de dezembro de 1994, n\u00e3o compensada em raz\u00e3o do disposto no caput deste artigo poder\u00e1 ser utilizada nos anos-calend\u00e1rio subsequentes. (&#8230;) Art. 58. Para efeito de determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro, o lucro l\u00edquido ajustado poder\u00e1 ser reduzido por compensa\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo negativa, apurada em per\u00edodos-base anteriores em, no m\u00e1ximo, trinta por cento.&nbsp; (Vide Lei 9.065, de 1995)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 9.065\/1995: \u201cArt. 15. O preju\u00edzo fiscal apurado a partir do encerramento do ano-calend\u00e1rio de 1995, poder\u00e1 ser compensado, cumulativamente com os preju\u00edzos fiscais apurados at\u00e9 31 de dezembro de 1994, com o lucro l\u00edquido ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e exclus\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o do imposto de renda, observado o limite m\u00e1ximo, para a compensa\u00e7\u00e3o, de trinta por cento do referido lucro l\u00edquido ajustado. Par\u00e1grafo \u00fanico. O disposto neste artigo somente se aplica \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que mantiverem os livros e documentos, exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o fiscal, comprobat\u00f3rios do montante do preju\u00edzo fiscal utilizado para a compensa\u00e7\u00e3o. Art. 16. A base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro, quando negativa, apurada a partir do encerramento do ano-calend\u00e1rio de 1995, poder\u00e1 ser compensada, cumulativamente com a base de c\u00e1lculo negativa apurada at\u00e9 31 de dezembro de 1994, com o resultado do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e exclus\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o da referida contribui\u00e7\u00e3o social, determinado em anos-calend\u00e1rio subsequentes, observado o limite m\u00e1ximo de redu\u00e7\u00e3o de trinta por cento, previsto no art. 58 da Lei n\u00ba 8.981, de 1995.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 150. Sem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios: (&#8230;) IV &#8211; utilizar tributo com efeito de confisco;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.2.&nbsp; \u00c9 constitucional a LIMITA\u00c7\u00c3O do direito de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais do Imposto de Renda sobre Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> SIM!<\/p>\n\n\n\n<p>Em palavras simples, o STF disse o seguinte: \u201cJ\u00c1 ESTOU CANSADO DE JULGAR ISSO!\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio afirmou que existem in\u00fameros precedentes que atestaram a constitucionalidade dos arts. 42 e 58 da Lei 8.981\/1995. Tais normas foram analisadas em rela\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da anterioridade e da irretroatividade, bem como quanto \u00e0 quest\u00e3o do direito adquirido e da exist\u00eancia de eventual efeito confiscat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, h\u00e1 julgados que apontam no sentido de <strong>N\u00c3O haver a institui\u00e7\u00e3o da figura do <u>empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio<\/u><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00c3O h\u00e1 direito adquirido de poder compensar preju\u00edzos para efeitos de an\u00e1lise do lucro e da tributa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Em um Pa\u00eds que adota um sistema de livre concorr\u00eancia, N\u00c3O h\u00e1 a obrigatoriedade da previs\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos. N\u00e3o h\u00e1 tampouco uma <strong>cl\u00e1usula p\u00e9trea que garanta a sobreviv\u00eancia de empresas ineficientes<\/strong>, que n\u00e3o conseguiram, por qualquer que seja o motivo, sobreviver ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Roberto Barroso registrou que o STF deve ser proativo na preserva\u00e7\u00e3o das regras do jogo democr\u00e1tico e na garantia dos direitos fundamentais, mas deve ser AUTOCONTIDO em quest\u00f5es administrativas, econ\u00f4micas e tribut\u00e1rias, <strong>a menos que se caracterize claramente a viola\u00e7\u00e3o de um direito fundamental<\/strong>, o que n\u00e3o ocorre no presente caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja: ativismo AQUI, n\u00e3o ALI :D<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.3.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencidos os ministros Marco Aur\u00e9lio (relator), Edson Fachin e Ricardo Lewandowski, que deram provimento ao recurso extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator assentou que, inobservado o acr\u00e9scimo patrimonial, n\u00e3o h\u00e1 como cogitar da exist\u00eancia de lucro. <strong><u>Se n\u00e3o h\u00e1 lucro, n\u00e3o h\u00e1 demonstra\u00e7\u00e3o de aptid\u00e3o para suportar a carga tribut\u00e1ria<\/u><\/strong>. A limita\u00e7\u00e3o ao aproveitamento do preju\u00edzo acumulado apresenta, assim, contornos verdadeiramente confiscat\u00f3rios, situa\u00e7\u00e3o vedada pelo art. 150, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, o ministro Edson Fachin asseverou que a limita\u00e7\u00e3o interperi\u00f3dica \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo \u00e9 INCOMPAT\u00cdVEL com o conceito constitucional de renda e tamb\u00e9m <strong>afronta os princ\u00edpios constitucionais da capacidade contributiva e da veda\u00e7\u00e3o ao confisco<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Ricardo Lewandowski entendeu que, na medida em que se estabelece um limite percentual \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode aferir fidedignamente o lucro l\u00edquido do contribuinte. E, nesse sentido, h\u00e1 afronta aos princ\u00edpios constitucionais da capacidade contributiva, da veda\u00e7\u00e3o ao confisco e, tamb\u00e9m, ao princ\u00edpio da universalidade e da isonomia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.4.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a limita\u00e7\u00e3o do direito de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais do Imposto de Renda sobre Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa orienta\u00e7\u00e3o, o Plen\u00e1rio, em conclus\u00e3o de julgamento e por maioria, negou provimento a recurso extraordin\u00e1rio, com repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 117), em que se questionava a constitucionalidade dos arts. 42 e 58 da Lei 8.981\/1995 e dos arts. 15 e 16 da Lei 9.065\/1995.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Reclama\u00e7\u00e3o e tribunal do j\u00fari<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECLAMA\u00c7\u00c3O CONSTITUCIONAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A prola\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo condenat\u00f3rio \u00e9 mat\u00e9ria constitucionalmente afeta ao Tribunal do J\u00fari e infensa \u00e0 reforma pelo Tribunal de Justi\u00e7a, ao qual n\u00e3o cabe a valora\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Rcl 29621 AgR\/MT, 1\u00aa Turma, rel. Min. Luiz Fux, julgamento em 25.6.2019<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3zinho foi condenado por homic\u00eddio pelo tribunal do j\u00fari. Teria matado Pedrinho. S\u00f3 que a combativa defesa de Jo\u00e3ozinho interp\u00f4s sucessivos recursos alegando que um \u00fanico depoimento fundamentara a decis\u00e3o condenat\u00f3ria, tese que acabou colando no Tribunal de Justi\u00e7a local, que a trancou a a\u00e7\u00e3o penal por entender que o pronunciamento do tribunal do j\u00fari era manifestamente contr\u00e1rio \u00e0 prova dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi parar no STF via RE 594.104, e o Supremo deu provimento ao recurso extraordin\u00e1rio para restaurar o veredicto condenat\u00f3rio prolatado pelo tribunal do j\u00fari. Ao fazer isso, cassou ac\u00f3rd\u00e3o do TJ-MT e concluiu ter sido violada a soberania dos veredictos prevista no art. 5\u00ba, XXXVIII, c, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o, o TJ\/MT, ao examinar revis\u00e3o criminal, absolveu novamente Jo\u00e3ozinho, considerando a aus\u00eancia de prova de que ele teria concorrido para a infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ent\u00e3o que um dos filhos de Pedrinho ajuizou reclama\u00e7\u00e3o no STF. A alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do STF em vista da nova absolvi\u00e7\u00e3o prolatada pelo TJ\/MT, pelos mesmos fundamentos anteriormente afastados, autoriza o reconhecimento da legitimidade ativa do filho da v\u00edtima, ainda que n\u00e3o tenha se habilitado como assistente de acusa\u00e7\u00e3o no curso da a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF\/1988: \u201cArt. 5\u00ba (&#8230;) XXXVIII \u2013 \u00e9 reconhecida a institui\u00e7\u00e3o do j\u00fari, com a organiza\u00e7\u00e3o que lhe der a lei, assegurados: (&#8230;) c) a soberania dos veredictos;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.2.&nbsp; H\u00e1 legitimidade ativa na esp\u00e9cie?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Sim.<\/p>\n\n\n\n<p>A Turma asseverou que a reclama\u00e7\u00e3o, por expressa determina\u00e7\u00e3o constitucional, destina-se a preservar a compet\u00eancia do STF e garantir a autoridade de suas decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, mostra-se inequ\u00edvoco o interesse da fam\u00edlia da v\u00edtima no deslinde do caso. N\u00e3o se pode, por excessivo apelo formal, afastar a rela\u00e7\u00e3o de pertin\u00eancia subjetiva do autor da reclama\u00e7\u00e3o em comento, que, como filho da v\u00edtima, atua tamb\u00e9m na qualidade de representante dos interesses da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patroc\u00ednio daquele recurso foi produzido pela mesma advogada que atua nos autos da presente reclama\u00e7\u00e3o, tendo atuado em defesa de um dos filhos da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.3.&nbsp; Agiu bem o TJ-MT?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Andou mal&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>prola\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo condenat\u00f3rio<\/strong> \u00e9 mat\u00e9ria constitucionalmente afeta ao Tribunal do J\u00fari e infensa (contr\u00e1ria) \u00e0 reforma pelo Tribunal de Justi\u00e7a, ao qual N\u00c3O cabe a valora\u00e7\u00e3o da prova.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito disso, a primeira decis\u00e3o proferida, em apela\u00e7\u00e3o, pelo TJ\/MT, a qual fora anulada pelo STF, teve seus fundamentos reiterados no ato decis\u00f3rio objeto da presente reclama\u00e7\u00e3o, agora em revis\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, novamente o TJ\/MT desconsiderou o veredito condenat\u00f3rio do Tribunal do J\u00fari para absolver o acusado de participa\u00e7\u00e3o no homic\u00eddio ao fundamento \u2013 j\u00e1 afastado pelo STF no RE 594.104 \u2013 de suposta aus\u00eancia de provas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.4.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencido o ministro Marco Aur\u00e9lio, que acolheu o pedido formalizado no agravo. Inicialmente, assentou a ilegitimidade do reclamante, porquanto n\u00e3o integrou a rela\u00e7\u00e3o subjetiva no processo-crime. Ato cont\u00ednuo, assinalou que o tribunal de justi\u00e7a N\u00c3O estava impedido de apreciar as causas de pedir colocadas na a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.5.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, em conclus\u00e3o de julgamento e por maioria, negou provimento a agravo regimental e manteve decis\u00e3o monocr\u00e1tica que considerou parcialmente procedente a reclama\u00e7\u00e3o por afronta \u00e0 autoridade do que decidido no Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 594.104. Dessa maneira, determinou ao Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Mato Grosso (TJ\/MT) que profira novo julgamento \u00e0 luz das demais causas de pedir da revis\u00e3o criminal (Informativo 934).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tr\u00e1fico privilegiado e regime inicial de cumprimento de pena<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o deve haver fixa\u00e7\u00e3o de regime de cumprimento de pena mais gravoso para crime de tr\u00e1fico de drogas sem a devida justifica\u00e7\u00e3o, mesmo na presen\u00e7a de circunst\u00e2ncias judiciais negativas (CP, art. 59).<\/p>\n\n\n\n<p>HC 163231\/SP, 1\u00aa Turma, rel. orig. Min. Marco Aur\u00e9lio, red. p\/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 25.6.2019<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Z\u00e9 Lel\u00e9 foi condenado por crime de tr\u00e1fico, com a concess\u00e3o do privil\u00e9gio (redutor de pena). S\u00f3 que o seu regime inicial foi fixado no semiaberto A defesa recorreu ao STF, alegando que como Z\u00e9 \u00e9 prim\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 por que o regime ser diverso do aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pretende, assim, a altera\u00e7\u00e3o do regime inicial de cumprimento da pena, fixado em semiaberto pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, bem como a convers\u00e3o da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 11.343\/2006: \u201cArt. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor \u00e0 venda, oferecer, ter em dep\u00f3sito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autoriza\u00e7\u00e3o ou em desacordo com determina\u00e7\u00e3o legal ou regulamentar: Pena \u2013 reclus\u00e3o de 5 (cinco) a 15 (quinze) anos e pagamento de 500 (quinhentos) a 1.500 (mil e quinhentos) dias-multa. (&#8230;) \u00a7 4\u00ba Nos delitos definidos no caput e no \u00a7 1\u00ba deste artigo, as penas poder\u00e3o ser reduzidas de um sexto a dois ter\u00e7os, desde que o agente seja prim\u00e1rio, de bons antecedentes, n\u00e3o se dedique \u00e0s atividades criminosas nem integre organiza\u00e7\u00e3o criminosa.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CP: \u201cArt. 33. A pena de reclus\u00e3o deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto. A de deten\u00e7\u00e3o, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transfer\u00eancia a regime fechado. \u00a7 1\u00ba Considera-se: a) regime fechado a execu\u00e7\u00e3o da pena em estabelecimento de seguran\u00e7a m\u00e1xima ou m\u00e9dia; b) regime semiaberto a execu\u00e7\u00e3o da pena em col\u00f4nia agr\u00edcola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execu\u00e7\u00e3o da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado. \u00a7 2\u00ba As penas privativas de liberdade dever\u00e3o ser executadas em forma progressiva, segundo o m\u00e9rito do condenado, observados os seguintes crit\u00e9rios e ressalvadas as hip\u00f3teses de transfer\u00eancia a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos dever\u00e1 come\u00e7ar a cumpri-la em regime fechado; b) o condenado n\u00e3o reincidente, cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e n\u00e3o exceda a 8 (oito), poder\u00e1, desde o princ\u00edpio, cumpri-la em regime semiaberto; c) o condenado n\u00e3o reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos, poder\u00e1, desde o in\u00edcio, cumpri-la em regime aberto. \u00a7 3\u00ba A determina\u00e7\u00e3o do regime inicial de cumprimento da pena far-se-\u00e1 com observ\u00e2ncia dos crit\u00e9rios previstos no art. 59 deste C\u00f3digo. \u00a7 4\u00ba O condenado por crime contra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica ter\u00e1 a progress\u00e3o de regime do cumprimento da pena condicionada \u00e0 repara\u00e7\u00e3o do dano que causou, ou \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do produto do il\u00edcito praticado, com os acr\u00e9scimos legais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CP: \u201cArt. 59. O juiz, atendendo \u00e0 culpabilidade, aos antecedentes, \u00e0 conduta social, \u00e0 personalidade do agente, aos motivos, \u00e0s circunst\u00e2ncias e consequ\u00eancias do crime, bem como ao comportamento da v\u00edtima, estabelecer\u00e1, conforme seja necess\u00e1rio e suficiente para reprova\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do crime: I \u2013 as penas aplic\u00e1veis dentre as cominadas; II \u2013 a quantidade de pena aplic\u00e1vel, dentro dos limites previstos; III \u2013 o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV \u2013 a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa da liberdade aplicada, por outra esp\u00e9cie de pena, se cab\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.2.&nbsp; Com raz\u00e3o o Z\u00e9?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Sim <em>sinh\u00f3<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>A Turma aplicou a orienta\u00e7\u00e3o firmada pelo STF no sentido da <strong>impossibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de regime de cumprimento de pena fechado para crime de tr\u00e1fico de drogas sem a devida justifica\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Observou-se que o \u00fanico fundamento apontado pelo STJ para justificar o regime semiaberto foi o fato de <em>ser crime de tr\u00e1fico<\/em>, n\u00e3o obstante se tratar de tr\u00e1fico privilegiado e ser o r\u00e9u prim\u00e1rio, com bons antecedentes. Ou seja, a justificativa do STJ foi a de que a reprovabilidade se deu pelo delito praticado.<\/p>\n\n\n\n<p>Concluiu n\u00e3o se poder chancelar a fixa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o ao regime semiaberto pelo simples fato de ser tr\u00e1fico privilegiado. Al\u00e9m disso, salientou inexistir, no caso, sequer justificativa maior quanto \u00e0 quantidade da droga.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.3.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencido o ministro Marco Aur\u00e9lio (relator), que indeferiu a ordem. Segundo o relator, o STJ observou n\u00e3o s\u00f3 o art. 33, mas tamb\u00e9m o art. 59 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressaltou N\u00c3O haver de se cogitar de sobreposi\u00e7\u00e3o no que se considerou determinada circunst\u00e2ncia judicial na fixa\u00e7\u00e3o da pena base posteriormente. Voltou-se a essa circunst\u00e2ncia judicial, dado o regime de cumprimento. Por fim, entendeu que, a teor do art. 44 do mesmo diploma legal, n\u00e3o cabe a substitui\u00e7\u00e3o da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos quando as circunst\u00e2ncias judiciais s\u00e3o negativas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.4.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, por maioria, concedeu parcialmente a ordem em habeas corpus impetrado em favor de condenado pela pr\u00e1tica do crime de tr\u00e1fico privilegiado, previsto no art. 33, \u00a7 4\u00ba, da Lei 11.343\/2006, para alterar para aberto o regime inicial de cumprimento da pena.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL PENAL MILITAR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de viol\u00eancia contra inferior e condi\u00e7\u00e3o de militar<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se exige a manuten\u00e7\u00e3o do status de militar como requisito de procedibilidade e de prosseguimento da a\u00e7\u00e3o penal que apura a pr\u00e1tica de crime de viol\u00eancia contra inferior (C\u00f3digo Penal Militar, art. 175).<\/p>\n\n\n\n<p>HC 137741 AgR e AgR-segundo\/RS, 1\u00ba Turma, rel. Min. Rosa Weber, julgamento em 25.6.2019.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 foi condenado por crime militar (viol\u00eancia contra inferior) quando j\u00e1 n\u00e3o mais pertencia aos quadros militares. Acabou que a condena\u00e7\u00e3o transitou em julgado. Sua defesa, ent\u00e3o, impetrou HC para rever a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Rosa Weber (relatora) negou seguimento \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o pela inadmissibilidade do emprego de habeas corpus como suced\u00e2neo de revis\u00e3o criminal. Entretanto, concedeu a ordem de of\u00edcio para anular a condena\u00e7\u00e3o pelo delito de viol\u00eancia contra inferior proferida em desfavor de Jos\u00e9, por ele N\u00c3O mais era militar ao tempo de sua condena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPM, Viol\u00eancia contra inferior. Art. 175. Praticar viol\u00eancia contra inferior: Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de tr\u00eas meses a um ano.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.2.&nbsp; Tem de permanecer militar ou n\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O precisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora esclareceu que, na decis\u00e3o agravada, aplicou jurisprud\u00eancia no sentido da exig\u00eancia da manuten\u00e7\u00e3o do status de militar como condi\u00e7\u00e3o de procedibilidade e de prosseguimento da a\u00e7\u00e3o penal em se tratando de crimes militares pr\u00f3prios.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que ent\u00e3o ela voltou atr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou, que nos precedentes adotados, n\u00e3o h\u00e1 a distin\u00e7\u00e3o feita pela teoria e pela legisla\u00e7\u00e3o processual penal militar entre os delitos de DESER\u00c7\u00c3O e de INSUBMISS\u00c3O e o de VIOL\u00caNCIA CONTRA INFERIOR.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a esse \u00faltimo, objeto do presente writ, N\u00c3O h\u00e1 a exig\u00eancia da manuten\u00e7\u00e3o do status de militar como condi\u00e7\u00e3o de procedibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00c3O se exige a manuten\u00e7\u00e3o do status de militar como requisito de procedibilidade e de prosseguimento da a\u00e7\u00e3o penal que apura a pr\u00e1tica de crime de viol\u00eancia contra inferior (C\u00f3digo Penal Militar, art. 175).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.3.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencido o ministro Marco Aur\u00e9lio, que deu provimento ao agravo. O ministro avaliou que o fato de o ato impugnado pelo habeas corpus desafiar revis\u00e3o criminal n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.4.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, por maioria, conheceu de agravos regimentais em habeas corpus e deu provimento ao agravo interposto pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, com o intuito de reformar decis\u00e3o em que concedida a ordem de of\u00edcio e restabelecer, na \u00edntegra, ac\u00f3rd\u00e3o do Superior Tribunal Militar.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>6.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Execu\u00e7\u00e3o individual: mandado de seguran\u00e7a coletivo e servidor n\u00e3o filiado a sindicato<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O ORIGIN\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O STF n\u00e3o \u00e9 competente para julgar originariamente o feito, pois N\u00c3O h\u00e1 impedimento dos desembargadores que n\u00e3o mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o de parentesco com o servidor que figura especificamente no processo de execu\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<p>AO 2380 AgR\/SE, rel. Min. Alexandre de Moraes, red. p\/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgamento em 25.6.2019<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na esp\u00e9cie, iniciada liquida\u00e7\u00e3o coletiva requerida por sindicato, o tribunal de justi\u00e7a a quo determinou que a execu\u00e7\u00e3o se limitasse aos servidores filiados at\u00e9 a data da impetra\u00e7\u00e3o do writ. A recorrente alegava ser parte leg\u00edtima para propor a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o individual do t\u00edtulo coletivo, independentemente de comprova\u00e7\u00e3o da sua filia\u00e7\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o expressa para ser representada no processo de conhecimento, haja vista que a decis\u00e3o exequenda n\u00e3o limitou o direito apenas \u00e0queles servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de o provimento jurisdicional beneficiar alguns servidores do tribunal local que s\u00e3o parentes de desembargadores, os autos foram encaminhados ao STF com base no art. 102, I, n, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF), que prev\u00ea a compet\u00eancia origin\u00e1ria do STF para a\u00e7\u00f5es em que mais da metade dos membros do tribunal de origem esteja impedida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>6.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">6.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CPC: \u201cArt. 144. H\u00e1 impedimento do juiz, sendo-lhe vedado exercer suas fun\u00e7\u00f5es no processo: (&#8230;) IV \u2013 quando for parte no processo ele pr\u00f3prio, seu c\u00f4njuge ou companheiro, ou parente, consangu\u00edneo ou afim, em linha reta ou colateral, at\u00e9 o terceiro grau, inclusive;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">6.2.2.&nbsp; O STF \u00e9 competente no caso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF n\u00e3o \u00e9 competente para julgar originariamente o feito, pois N\u00c3O h\u00e1 impedimento dos desembargadores que n\u00e3o mant\u00eam rela\u00e7\u00e3o de parentesco com o servidor que figura especificamente no processo de execu\u00e7\u00e3o individual (mero cumprimento do julgado).<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o tribunal de origem <strong>N\u00c3O se declarou incompetente<\/strong> para julgar o m\u00e9rito do mandado de seguran\u00e7a coletivo, de modo que n\u00e3o h\u00e1, em princ\u00edpio, \u00f3bice para apreciar as execu\u00e7\u00f5es individuais, as quais devem estrita observ\u00e2ncia \u00e0 coisa julgada formada no processo de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventual altera\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o do tribunal, a acarretar o <strong>impedimento de MAIS da METADE<\/strong> de seus membros, deve ser demonstrada no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">6.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, em conclus\u00e3o de julgamento e por maioria, deu provimento a agravo interno para declarar a incompet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) e determinar a devolu\u00e7\u00e3o dos autos ao tribunal de origem (Informativo 936).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/15093829\/STF-945-1.pdf\">STF-945-1<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/15093829\/STF-945-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 945 do STF COMENTADO para voc\u00eas! Como eu havia comentado, estamos a disponibilizar TODOS os informativos. Aqui vai um de 2019 para irmos fechando todas as lacunas. DOWNLOAD do PDF AQUI! Sum\u00e1rio DIREITO PROCESSUAL PENAL. 2 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Compet\u00eancia jurisdicional e validade das provas produzidas. 2 1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2 1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-542234","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 945 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-945-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 945 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 945 do STF COMENTADO para voc\u00eas! 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