{"id":539106,"date":"2020-07-07T21:32:41","date_gmt":"2020-07-08T00:32:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=539106"},"modified":"2020-07-07T21:32:43","modified_gmt":"2020-07-08T00:32:43","slug":"informativo-stf-983-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-983-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 983 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Informativo n\u00ba 983 do STF <strong>COMENTADO<\/strong> saindo do forno, quentinho!<\/p>\n\n\n\n<p>Temos uma decis\u00e3o &#8220;cavalar&#8221; sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/07213143\/STF-983.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/h2>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_7d5zCnQeKGw\"><div id=\"lyte_7d5zCnQeKGw\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/7d5zCnQeKGw\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/7d5zCnQeKGw\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/7d5zCnQeKGw\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>Sum\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045892\">DIREITO FINANCEIRO&#8230; 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045893\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei de Responsabilidade Fiscal 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045894\">1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045895\">1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045896\">DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO&#8230; 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045897\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI e \u201cReforma Constitucional da Previd\u00eancia\u201d. 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045898\">2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045899\">2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045900\">DIREITO CONSTITUCIONAL. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045901\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI: \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045902\">3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 15<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045903\">3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 15<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045904\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tribunal de justi\u00e7a: elei\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o diretivo.. 17<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045905\">4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 17<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045906\">4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 17<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045907\">DIREITO INTERNACIONAL. 19<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045908\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estrangeiro e filho brasileiro nascido posteriormente \u00e0 expuls\u00e3o.. 19<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045909\">5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 20<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045910\">5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 20<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045911\">PARA TESTAR SEU CONHECIMENTO&#8230; 23<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045912\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; QUEST\u00d5ES. 23<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045913\">6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 23<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc45045914\">6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 24<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO FINANCEIRO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei de Responsabilidade Fiscal<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A LC 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) \u00e9 INCONSTITUCIONAL: (a) ao autorizar o Poder Executivo a limitar os valores financeiros segundo os crit\u00e9rios fixados pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias quando os Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o promoverem a limita\u00e7\u00e3o no prazo estabelecido no caput do artigo 9\u00ba; (b) ao desvirtuar a sistem\u00e1tica de aparecer e aprova\u00e7\u00e3o das Contas dos Poderes; (c) ao limitar opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito autorizadas pelo Congresso; (d) ao permitir a redu\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o de cargos providos e a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da jornada de trabalho para ajustar as despesas de pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2238\/DF, rel. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 24.6.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal &#8211; LRF), que estabelece normas de finan\u00e7as p\u00fablicas voltadas para a responsabilidade na gest\u00e3o fiscal, j\u00e1 est\u00e1 a\u00ed h\u00e1 um bom tempo. Mas como voc\u00ea deve imaginar, ela nunca caiu l\u00e1 t\u00e3o nas gra\u00e7as dos pol\u00edticos, especialmente os estaduais e municipais (mais atingidos).<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei foi questionada quase em sua inteireza, sob os argumentos principais de inconstitucionalidade formal, ferimento \u00e0 autonomia dos entes subnacionais e imposi\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias e financeiras inconstitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O STF precisou resolver passo a passo cada um dos dispositivos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CF, Art. 163. Lei complementar dispor\u00e1 sobre: I &#8211; finan\u00e7as p\u00fablicas; II &#8211; d\u00edvida p\u00fablica externa e interna, inclu\u00edda a das autarquias, funda\u00e7\u00f5es e demais entidades controladas pelo Poder P\u00fablico; III &#8211; concess\u00e3o de garantias pelas entidades p\u00fablicas; IV &#8211; emiss\u00e3o e resgate de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica; V &#8211; fiscaliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es financeiras; V &#8211; fiscaliza\u00e7\u00e3o financeira da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta; VI &#8211; opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio realizadas por \u00f3rg\u00e3os e entidades da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios; VII &#8211; compatibiliza\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es das institui\u00e7\u00f5es oficiais de cr\u00e9dito da Uni\u00e3o, resguardadas as caracter\u00edsticas e condi\u00e7\u00f5es operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional.<\/p>\n\n\n\n<p>CF, Art. 167. S\u00e3o vedados: [&#8230;] VII &#8211; a concess\u00e3o ou utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos ilimitados;<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 9\u00ba Se verificado, ao final de um bimestre, que a realiza\u00e7\u00e3o da receita poder\u00e1 n\u00e3o comportar o cumprimento das metas de resultado prim\u00e1rio ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Minist\u00e9rio P\u00fablico promover\u00e3o, por ato pr\u00f3prio e nos montantes necess\u00e1rios, nos trinta dias subsequentes, limita\u00e7\u00e3o de empenho e movimenta\u00e7\u00e3o financeira, segundo os crit\u00e9rios fixados pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias. (&#8230;) \u00a7 3\u00ba No caso de os Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o promoverem a limita\u00e7\u00e3o no prazo estabelecido no caput, \u00e9 o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os crit\u00e9rios fixados pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 56. As contas prestadas pelos Chefes do Poder Executivo incluir\u00e3o, al\u00e9m das suas pr\u00f3prias, as dos Presidentes dos \u00f3rg\u00e3os dos Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e do Chefe do Minist\u00e9rio P\u00fablico, referidos no art. 20, as quais receber\u00e3o parecer pr\u00e9vio, separadamente, do respectivo Tribunal de Contas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 57. Os Tribunais de Contas emitir\u00e3o parecer pr\u00e9vio conclusivo sobre as contas no prazo de sessenta dias do recebimento, se outro n\u00e3o estiver estabelecido nas constitui\u00e7\u00f5es estaduais ou nas leis org\u00e2nicas municipais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 12. As previs\u00f5es de receita observar\u00e3o as normas t\u00e9cnicas e legais, considerar\u00e3o os efeitos das altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o, da varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice de pre\u00e7os, do crescimento econ\u00f4mico ou de qualquer outro fator relevante e ser\u00e3o acompanhadas de demonstrativo de sua evolu\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos tr\u00eas anos, da proje\u00e7\u00e3o para os dois seguintes \u00e0quele a que se referirem, e da metodologia de c\u00e1lculo e premissas utilizadas. \u00a7 2\u00ba O montante previsto para as receitas de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito n\u00e3o poder\u00e1 ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei or\u00e7ament\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 21. \u00c9 nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e n\u00e3o atenda: II \u2013 o limite legal de comprometimento aplicado \u00e0s despesas com pessoal inativo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000: \u201cArt. 23. Se a despesa total com pessoal, do Poder ou \u00f3rg\u00e3o referido no art. 20, ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo, sem preju\u00edzo das medidas previstas no art. 22, o percentual excedente ter\u00e1 de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um ter\u00e7o no primeiro, adotando-se, entre outras, as provid\u00eancias previstas nos \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba do art. 169 da Constitui\u00e7\u00e3o. \u00a7 1\u00ba No caso do inciso I do \u00a7 3\u00ba do art. 169 da Constitui\u00e7\u00e3o, o objetivo poder\u00e1 ser alcan\u00e7ado tanto pela extin\u00e7\u00e3o de cargos e fun\u00e7\u00f5es quanto pela redu\u00e7\u00e3o dos valores a eles atribu\u00eddos. \u00a7 2\u00ba \u00c9 facultada a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da jornada de trabalho com adequa\u00e7\u00e3o dos vencimentos \u00e0 nova carga hor\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000, Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gest\u00e3o fiscal a institui\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e efetiva arrecada\u00e7\u00e3o de todos os tributos da compet\u00eancia constitucional do ente da Federa\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. \u00c9 vedada a realiza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias para o ente que n\u00e3o observe o disposto no caput, no que se refere aos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000, Art. 7\u00ba O resultado do Banco Central do Brasil, apurado ap\u00f3s a constitui\u00e7\u00e3o ou revers\u00e3o de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e ser\u00e1 transferido at\u00e9 o d\u00e9cimo dia \u00fatil subsequente \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o dos balan\u00e7os semestrais. \u00a7 1o O resultado negativo constituir\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e ser\u00e1 consignado em dota\u00e7\u00e3o espec\u00edfica no or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000, Art. 14. A concess\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o de incentivo ou benef\u00edcio de natureza tribut\u00e1ria da qual decorra ren\u00fancia de receita dever\u00e1 estar acompanhada de estimativa do impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro no exerc\u00edcio em que deva iniciar sua vig\u00eancia e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e a pelo menos uma das seguintes condi\u00e7\u00f5es: I &#8211; demonstra\u00e7\u00e3o pelo proponente de que a ren\u00fancia foi considerada na estimativa de receita da lei or\u00e7ament\u00e1ria, na forma do art. 12, e de que n\u00e3o afetar\u00e1 as metas de resultados fiscais previstas no anexo pr\u00f3prio da lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias; II &#8211; estar acompanhada de medidas de compensa\u00e7\u00e3o, no per\u00edodo mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, majora\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de tributo ou contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>LC 101\/2000, Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total com pessoal: o somat\u00f3rio dos gastos do ente da Federa\u00e7\u00e3o com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, fun\u00e7\u00f5es ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer esp\u00e9cies remunerat\u00f3rias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e vari\u00e1veis, subs\u00eddios, proventos da aposentadoria, reformas e pens\u00f5es, inclusive adicionais, gratifica\u00e7\u00f5es, horas extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribui\u00e7\u00f5es recolhidas pelo ente \u00e0s entidades de previd\u00eancia. \u00a7 1o Os valores dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra que se referem \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de servidores e empregados p\u00fablicos ser\u00e3o contabilizados como &#8220;Outras Despesas de Pessoal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.2.&nbsp; Precisa ser uma \u00fanica Lei Complementar para regular todas as mat\u00e9rias do art. 163 da CF?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF julgou improcedente a alega\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade formal da LRF. Isso porque houve respeito ao devido processo legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de ter se referido \u00e0 lei complementar no singular, e n\u00e3o no plural, <strong><u>N\u00c3O significa<\/u><\/strong> que todas as mat\u00e9rias elencadas nos incisos do art. 163 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal <em>devessem ser disciplinadas por um mesmo diploma legislativo<\/em>, mas sim a imposi\u00e7\u00e3o constitucional de uma esp\u00e9cie normativa espec\u00edfica para regulamentar as mat\u00e9rias previstas nesse artigo (LC).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.3.&nbsp; A lei esvazia a autonomia dos entes subnacionais?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia prevista no art. 4\u00ba, \u00a7 2\u00ba, II, da LRF em rela\u00e7\u00e3o aos entes subnacionais, de demonstra\u00e7\u00e3o de <strong><u>sincronia<\/u><\/strong> entre diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e metas e previs\u00f5es fiscais macroecon\u00f4micas definidas pela Uni\u00e3o <strong><u>N\u00c3O esvazia a autonomia<\/u><\/strong> dos Estados e Munic\u00edpios, mas \u00e9 absolutamente consent\u00e2nea com as normas da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e com o fortalecimento do federalismo fiscal respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, quanto ao art. 60, <strong>a possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o por estados e munic\u00edpios de limites de endividamento abaixo daqueles nacionalmente exig\u00edveis<\/strong> N\u00c3O compromete compet\u00eancias do Senado Federal. Ao contr\u00e1rio, MATERIALIZA prerrogativa que decorre naturalmente da autonomia pol\u00edtica e financeira de cada ente federado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.4.&nbsp; O Banco Central vem fazendo uma transfer\u00eancia para gastos ilimitados do Tesouro Nacional?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00e3o \u00e9 isso n\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O STF tamb\u00e9m afastou a apontada viola\u00e7\u00e3o ao art. 167, VII, da CF pelo art. 7\u00ba, caput e \u00a7 1\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de <strong>transfer\u00eancia de resultados do Banco Central do Brasil (BCB) para o Tesouro Nacional<\/strong> \u00e9 uma din\u00e2mica que encontra previs\u00e3o em outros dispositivos estranhos \u00e0 LRF (arts. 4\u00ba, XXVII; e 8\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 4.595\/1964; e art. 6\u00ba, II, da Lei 11.803\/2008). O dispositivo em quest\u00e3o n\u00e3o concede cr\u00e9dito algum, apenas determina uma consigna\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria a ser feita na lei or\u00e7ament\u00e1ria de cada ano, o que est\u00e1 longe de significar autoriza\u00e7\u00e3o para gastos ilimitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a norma <strong><u>N\u00c3O trata de despesas de funcionalismo ou de custeio do BCB<\/u><\/strong>. Essas s\u00e3o registradas no or\u00e7amento geral da Uni\u00e3o como as de qualquer outra autarquia, como decorre do art. 5\u00ba, \u00a7 6\u00ba, da pr\u00f3pria LRF. O que JUSTIFICA a transmiss\u00e3o de resultados do BCB diretamente para o Tesouro Nacional n\u00e3o s\u00e3o essas despesas, mas aquelas decorrentes da <em>atua\u00e7\u00e3o institucional dessa autarquia especial na sua atividade-fim, que corresponde \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas monet\u00e1ria e cambial<\/em> (art. 164 da CF).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.5.&nbsp; Abriu m\u00e3o de receita, ficou sem receita?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Exato!<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1grafo \u00fanico do art. 11: A responsabilidade na gest\u00e3o fiscal incorpora a institui\u00e7\u00e3o, previs\u00e3o e efetiva arrecada\u00e7\u00e3o de todos os tributos da compet\u00eancia constitucional do ente (Estado ou Munic\u00edpio). E \u00e9 vedada a realiza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias para o ente que n\u00e3o observe tal responsabilidade!<\/p>\n\n\n\n<p>Este dispositivo \u00e9 considerado uma <em>instiga\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio pleno das compet\u00eancias impositivas fiscais tribut\u00e1rias<\/em> aos entes locais. Ele N\u00c3O conflita com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, mas traduz-se como fundamento de subsidiariedade, que \u00e9 congruente com o princ\u00edpio federativo, e <strong><u>desincentiva a depend\u00eancia de transfer\u00eancias volunt\u00e1rias<\/u><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, N\u00c3O \u00e9 saud\u00e1vel para a Federa\u00e7\u00e3o que determinadas entidades federativas n\u00e3o exer\u00e7am suas compet\u00eancias constitucionais tribut\u00e1rias, <em>aguardando compensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o obrigat\u00f3rias da Uni\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.6.&nbsp; Precisam os entes justificar como sustentar\u00e3o benef\u00edcios tribut\u00e1rios concedidos?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Com TODA certeza!<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 14: os benef\u00edcios tribut\u00e1rios devem ser acompanhados de estimativa do impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro + <strong><em>(i)<\/em><\/strong> demonstra\u00e7\u00e3o de que a ren\u00fancia foi considerada na estimativa de receita e de que N\u00c3O afetar\u00e1 as metas de resultados fiscais; <strong><em>(ii)<\/em><\/strong> estar acompanhada de medidas de compensa\u00e7\u00e3o, por meio do aumento de receita (ex: eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, majora\u00e7\u00e3o ou cria\u00e7\u00e3o de tributo ou contribui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal dispositivo se destina a organizar ESTRAT\u00c9GIA, dentro do processo legislativo, de tal modo que os impactos <strong>fiscais de projetos de concess\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios sejam mais bem quantificados, avaliados e assimilados em termos or\u00e7ament\u00e1rios<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A democratiza\u00e7\u00e3o do processo de cria\u00e7\u00e3o de gastos tribut\u00e1rios pelo incremento da TRANSPAR\u00caNCIA constitui forma de refor\u00e7o do papel de estados e munic\u00edpios e da cidadania fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O inciso II do art. 14 funciona como uma cl\u00e1usula de incentivo \u00e0 <em>concilia\u00e7\u00e3o entre as delibera\u00e7\u00f5es gerais do processo or\u00e7ament\u00e1rio e aquelas relativas \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novos benef\u00edcios fiscais<\/em>. N\u00c3O \u00e9 poss\u00edvel extrair do seu comando qualquer atentado \u00e0 autonomia federativa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.7.&nbsp; A lei imp\u00f5e muita rigidez?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Talvez, mas ela \u00e9 necess\u00e1ria!<\/p>\n\n\n\n<p>A rigidez e a perman\u00eancia das despesas obrigat\u00f3rias de car\u00e1ter continuado as tornam fen\u00f4meno financeiro p\u00fablico diferenciado, devendo ser consideradas de modo destacado pelos instrumentos de planejamento estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>A internaliza\u00e7\u00e3o de <em>medidas compensat\u00f3rias<\/em> no processo legislativo \u00e9 parte de <strong>projeto de amadurecimento fiscal do Estado<\/strong>, de supera\u00e7\u00e3o da cultura do desaviso e da inconsequ\u00eancia fiscal, administrativa e gerencial. A PRUD\u00caNCIA FISCAL \u00e9 um objetivo expressamente consagrado pelo art. 165, \u00a7 2\u00ba, da CF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.8.&nbsp; A lei prev\u00ea burla a concurso p\u00fablico e licita\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> CAPAZ!<\/p>\n\n\n\n<p>Art 18, \u00a7 1\u00ba: Os valores dos contratos de terceiriza\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra que se referem \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de servidores e empregados p\u00fablicos ser\u00e3o contabilizados como &#8220;Outras Despesas de Pessoal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse dispositivo N\u00c3O sugere qualquer burla aos postulados da licita\u00e7\u00e3o e do concurso p\u00fablico. Ao contr\u00e1rio, ao se incluir esses valores nas despesas de pessoal, o que se pretende \u00e9, nos casos em que a lei admitir terceirizados, IMPEDEM-SE os expedientes de substitui\u00e7\u00e3o de servidores via contrata\u00e7\u00e3o terceirizada em contorno ao teto de gastos com pessoal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.9.&nbsp; A defini\u00e7\u00e3o de um TETO de gastos particularizado, segundo os respectivos Poderes ou \u00f3rg\u00e3os afetados, n\u00e3o representa intromiss\u00e3o na autonomia financeira dos entes subnacionais?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Tamb\u00e9m N\u00c3O.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de um teto de gastos particularizado, segundo os respectivos Poderes ou \u00f3rg\u00e3os afetados, sob a autoridade jur\u00eddica da norma do art. 169 da CF, tem o prop\u00f3sito, federativamente leg\u00edtimo, de AFASTARdin\u00e2micas de relacionamento predat\u00f3rio entre os entes componentes da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI tamb\u00e9m alega que a autonomia do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Uni\u00e3o (MPU) teria sido afetada pela estipula\u00e7\u00e3o de limite diferenciado para gastos com pessoal na esfera do <strong>Minist\u00e9rio P\u00fablico do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (MPDFT).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas, segundo o STF, A LRF seguiu o modelo or\u00e7ament\u00e1rio tradicional para o MPDFT, estabelecendo os limites de despesa com seu pessoal de maneira especial, de modo a se <em>ajustar a uma realidade de financiamento AT\u00cdPICA, criada pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/em>, cujo art. 21, XIII, atribui \u00e0 Uni\u00e3o o encargo de manter o MPDFT.<\/p>\n\n\n\n<p>Manteve-se, portanto, o v\u00ednculo or\u00e7ament\u00e1rio desse \u00f3rg\u00e3o com o Poder Executivo federal, N\u00c3O sobrecarregando e tampouco comprometendo a chefia do MPU no encaminhamento de seu pr\u00f3prio or\u00e7amento, respeitado o respectivo limite global relativo a todos os demais ramos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Se os entes insistirem no desbalan\u00e7o financeiro, e n\u00e3o houve atua\u00e7\u00e3o do MP e do Legislativo, pode o Executivo entrar em campo?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00e3o (deve assistir do banco de reservas).<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 9\u00ba: Se verificado, ao final de um bimestre, que a realiza\u00e7\u00e3o da receita poder\u00e1 n\u00e3o comportar o cumprimento das metas de resultado prim\u00e1rio ou nominal, os Poderes e o Minist\u00e9rio P\u00fablico promover\u00e3o, por ato pr\u00f3prio e nos montantes necess\u00e1rios, nos trinta dias subsequentes, limita\u00e7\u00e3o de empenho e movimenta\u00e7\u00e3o financeira. No caso de os Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o promoverem a limita\u00e7\u00e3o no prazo estabelecido no caput, \u00e9 o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os crit\u00e9rios fixados pela lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF, entendeu, por maioria, que a norma prevista N\u00c3O guarda pertin\u00eancia com o modelo de freios e contrapesos estabelecido constitucionalmente para assegurar o exerc\u00edcio respons\u00e1vel da autonomia financeira por parte dos Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio e do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque <strong>o dispositivo estabelece inconstitucional hierarquiza\u00e7\u00e3o subserviente em rela\u00e7\u00e3o ao Executivo<\/strong>, permitindo que, unilateralmente, limite os valores financeiros segundo os crit\u00e9rios fixados pela Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias no caso daqueles outros dois Poderes e institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o promoverem a limita\u00e7\u00e3o no prazo fixado no caput.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa de um Estado Democr\u00e1tico de Direito exige o afastamento de normas legais que repudiam o sistema de organiza\u00e7\u00e3o liberal, em especial, na presente hip\u00f3tese, o <strong><u>desrespeito \u00e0 separa\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es do Poder e suas autonomias constitucionais<\/u><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos, no ponto, os Ministros Dias Toffoli (presidente), Edson Fachin, Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Marco Aur\u00e9lio, que julgaram o pleito parcialmente procedente para fixar INTERPRETA\u00c7\u00c3O CONFORME no sentido de que <em>a limita\u00e7\u00e3o dos valores financeiros pelo Executivo dar-se-\u00e1 no limite do or\u00e7amento realizado no ente federativo respectivo e observada a exig\u00eancia de desconto linear e uniforme<\/em> da Receita Corrente L\u00edquida prevista na lei or\u00e7ament\u00e1ria, com a possibilidade de arresto nas contas do ente federativo respectivo no caso de desrespeito \u00e0 regra prevista no art. 168 da CF (repasse at\u00e9 o dia 20 de cada m\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O que recebe parecer e quem julga o qu\u00ea?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Cuidado para N\u00c3O confundir!!!<\/p>\n\n\n\n<p>O STF considerou que, quanto aos arts. 56, caput, e 57, caput, houve um desvirtuamento do modelo previsto nos arts. 71 e seguintes da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o determina que as contas do <strong>Poder Executivo<\/strong> englobar\u00e3o todas as contas, receber\u00e3o um parecer conjunto do Tribunal de Contas e ser\u00e3o julgadas pelo Congresso Nacional. No caso do <strong>Judici\u00e1rio, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Legislativo<\/strong>, o Tribunal de Contas N\u00c3O d\u00e1 parecer pr\u00e9vio, mas JULGA as contas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Contas do Poder Executivo<\/strong><\/td><td><strong>Contas do Judici\u00e1rio, do Minist\u00e9rio P\u00fablico e do Legislativo<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Parecer do Tribunal de Contas<\/td><td>O Tribunal de Contas n\u00e3o d\u00e1 parecer pr\u00e9vio<\/td><\/tr><tr><td><strong>Julgadas pelo CONGRESSO<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>Julgadas pelo TRIBUNAL DE CONTAS<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O limite para opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito engloba opera\u00e7\u00f5es autorizadas pelo Congresso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme ao art. 12, \u00a7 2\u00ba: O montante previsto para as receitas de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito N\u00c3O poder\u00e1 ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado deu interpreta\u00e7\u00e3o ao dispositivo para o fim de explicitar que a proibi\u00e7\u00e3o N\u00c3O abrange opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito autorizadas mediante cr\u00e9ditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de limite textualmente diverso da regra do art. 167, III, da CF enseja <strong>interpreta\u00e7\u00f5es distorcidas do teto<\/strong> a ser aplicado \u00e0s receitas decorrentes de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode reduzir a remunera\u00e7\u00e3o dos cargos e a jornada de trabalho?<\/h4>\n\n\n\n<p>O STF declarou a inconstitucionalidade parcial, sem redu\u00e7\u00e3o de texto, do art. 23, \u00a7 1\u00ba, de modo a OBSTAR interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual \u00e9 poss\u00edvel reduzir valores de fun\u00e7\u00e3o ou cargo que estiver PROVIDO.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 23, \u00a7 2\u00ba No caso do inciso I do \u00a7 3\u00ba do art. 169 da Constitui\u00e7\u00e3o, o objetivo poder\u00e1 ser alcan\u00e7ado tanto pela extin\u00e7\u00e3o de cargos e fun\u00e7\u00f5es quanto pela redu\u00e7\u00e3o dos valores a eles atribu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao par\u00e1grafo 2\u00ba do art. 23, declarou a sua inconstitucionalidade, ratificando a medida cautelar.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 23, \u00a7 2\u00ba \u00c9 facultada a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da jornada de trabalho com adequa\u00e7\u00e3o dos vencimentos \u00e0 nova carga hor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais <strong>inquietante<\/strong> e <strong>urgente<\/strong> que seja a necessidade de realiza\u00e7\u00e3o de ajustes nas contas p\u00fablicas estaduais, a ordem constitucional vincula a TODOS, independentemente dos \u00e2nimos econ\u00f4micos ou pol\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, caso se considere conveniente e oportuna a redu\u00e7\u00e3o das despesas com folha salarial no funcionalismo p\u00fablico como leg\u00edtima pol\u00edtica de gest\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, <strong>deve-se observar o que est\u00e1 fixado na Constitui\u00e7\u00e3o <\/strong>(art. 169, \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>CF, Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios n\u00e3o poder\u00e1 exceder os limites estabelecidos em lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios adotar\u00e3o as seguintes provid\u00eancias: I &#8211; redu\u00e7\u00e3o em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comiss\u00e3o e fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a; II &#8211; exonera\u00e7\u00e3o dos servidores n\u00e3o est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba Se as medidas adotadas com base no par\u00e1grafo anterior n\u00e3o forem suficientes para assegurar o cumprimento da determina\u00e7\u00e3o da lei complementar referida neste artigo, o servidor est\u00e1vel poder\u00e1 perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o \u00f3rg\u00e3o ou unidade administrativa objeto da redu\u00e7\u00e3o de pessoal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00c3O cabe flexibilizar mandamento constitucional para gerar alternativas menos onerosas, do ponto de vista pol\u00edtico, aos l\u00edderes p\u00fablicos eleitos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a jurisprud\u00eancia do Tribunal, o <strong>art. 37, XV, da CF<\/strong> IMPOSSIBILITA que a <strong><u>reten\u00e7\u00e3o salarial seja utilizada como meio de redu\u00e7\u00e3o de gastos com pessoal<\/u> <\/strong>com a finalidade de adequa\u00e7\u00e3o aos limites legais ou constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A irredutibilidade do estip\u00eandio funcional \u00e9 garantia constitucional voltada a qualificar <strong>prerrogativa de car\u00e1ter jur\u00eddico-social<\/strong> institu\u00edda em favor dos agentes p\u00fablicos. A redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho com adequa\u00e7\u00e3o dos vencimentos \u00e0 nova carga hor\u00e1ria \u00e9 medida INCONSTITUCIONAL.<\/p>\n\n\n\n<p>CUIDADO AQUI! A irredutibilidade de vencimentos dos servidores <strong><u>tamb\u00e9m alcan\u00e7a aqueles que N\u00c3O possuem v\u00ednculo efetivo com a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/u><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No ponto, ficaram <strong>VENCIDOS<\/strong> integralmente os Ministros Alexandre de Moraes (relator), Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que julgaram improcedente a a\u00e7\u00e3o, com a cassa\u00e7\u00e3o da medida cautelar concedida.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo eles, em suma, <em>N\u00c3O seria razo\u00e1vel afastar a possibilidade de temporariamente o servidor p\u00fablico est\u00e1vel ter relativizada sua irredutibilidade de vencimentos<\/em>, com diminui\u00e7\u00e3o proporcional \u00e0s horas trabalhadas, com a finalidade de preservar seu cargo e a pr\u00f3pria estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A temporariedade da medida destinada a auxiliar o ajuste fiscal e a recupera\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas, a <strong>proporcionalidade da redu\u00e7\u00e3o remunerat\u00f3ria com a consequente diminui\u00e7\u00e3o das horas<\/strong> trabalhadas e a finalidade maior de PRESERVA\u00c7\u00c3O do cargo, com a <strong>manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade do servidor <\/strong>estariam em absoluta conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da razoabilidade e da efici\u00eancia, pois, ao preservar o interesse maior do servidor na manuten\u00e7\u00e3o de seu cargo, tamb\u00e9m se evitaria a cessa\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de eventuais servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio, em conclus\u00e3o, julgou parcialmente procedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade ajuizada contra diversos dispositivos da Lei Complementar (LC) 101\/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal &#8211; LRF), que estabelece normas de finan\u00e7as p\u00fablicas voltadas para a responsabilidade na gest\u00e3o fiscal, e da Medida Provis\u00f3ria 1980-18\/2000, que disp\u00f5e sobre as rela\u00e7\u00f5es financeiras entre a Uni\u00e3o e o Banco Central do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI e \u201cReforma Constitucional da Previd\u00eancia\u201d<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 constitucional a previs\u00e3o de que incidir\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os proventos de aposentadorias e pens\u00f5es que excederem o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3133\/DF, ADI 3143\/DF, ADI 3184\/DF, rel. Min. C\u00e1rmen L\u00facia, julgamento em 24.6.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>O STF, finalmente, finalizou o julgamento conjunto das a\u00e7\u00f5es diretas em que s\u00e3o impugnados diversos dispositivos inseridos no texto constitucional por meio da Emenda Constitucional 41\/2003, denominada \u201cReforma Constitucional da Previd\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>EC 41\/2003: \u201cArt. 9\u00ba Aplica-se o disposto no art. 17 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias aos vencimentos, remunera\u00e7\u00f5es e subs\u00eddios dos ocupantes de cargos, fun\u00e7\u00f5es e empregos p\u00fablicos da administra\u00e7\u00e3o direta, aut\u00e1rquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes pol\u00edticos e os proventos, pens\u00f5es ou outra esp\u00e9cie remunerat\u00f3ria percebidos cumulativamente ou n\u00e3o, inclu\u00eddas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>ADCT: \u201cArt. 17. Os vencimentos, a remunera\u00e7\u00e3o, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constitui\u00e7\u00e3o ser\u00e3o imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes, n\u00e3o se admitindo, neste caso, invoca\u00e7\u00e3o de direito adquirido ou percep\u00e7\u00e3o de excesso a qualquer t\u00edtulo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.2.&nbsp; A contribui\u00e7\u00e3o dos inativos incidir\u00e1 nos proventos acima do teto do RGPS?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Exatamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF julgou improcedentes pedidos de declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do art. 40, \u00a7 18, da CF e do art. 9\u00ba da EC.<\/p>\n\n\n\n<p>CF, art. 40, \u00a7 18. Incidir\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o sobre os proventos de aposentadorias e pens\u00f5es concedidas pelo regime de que trata este artigo que superem o limite m\u00e1ximo estabelecido para os benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social de que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares de cargos efetivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o determinada pela norma, segundo a qual incidir\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os proventos de aposentadorias e pens\u00f5es que <em>excederem o limite m\u00e1ximo estabelecido<\/em> <em>para os benef\u00edcios do regime geral de previd\u00eancia social<\/em>, configura situa\u00e7\u00e3o justificadamente favor\u00e1vel \u00e0queles que j\u00e1 recebiam benef\u00edcios quando do advento da EC 41\/2003, inclu\u00eddos no rol dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o devida pelos servidores da ativa \u00e9 calculada com base na TOTALIDADE dos vencimentos percebidos, por outro, inativos e pensionistas tem o valor de sua contribui\u00e7\u00e3o fixado sobre base de c\u00e1lculo inferior, pois dela seria extra\u00eddo valor equivalente ao teto dos benef\u00edcios pagos no regime geral.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>ATIVOS<\/strong><\/td><td><strong>INATIVOS<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Contribui\u00e7\u00e3o calculada com base na TOTALIDADE dos vencimentos percebidos.<\/td><td>Da base de c\u00e1lculo \u00e9 extra\u00eddo o valor equivalente ao teto dos benef\u00edcios pagos no regime geral.<\/td><\/tr><tr><td><strong>BASE SUPERIOR<\/strong><strong><\/strong><\/td><td><strong>BASE INFERIOR<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Desse modo, h\u00e1 proporcionalidade, visto que os inativos, por <strong>n\u00e3o poderem fruir do sistema da mesma forma que os ativos<\/strong>, <em>N\u00c3O s\u00e3o tributados com a mesma intensidade<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio, por maioria e em conclus\u00e3o de julgamento conjunto, considerou improcedentes os pedidos formulados em tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade no tocante: (i) ao art. 40, \u00a7 18, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, na reda\u00e7\u00e3o dada pelo art. 1\u00ba da Emenda Constitucional 41\/2003 (1); e (ii) ao art. 9\u00ba da EC 41\/2003, deduzido apenas na ADI 3184 (Informativos 640 e 641).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI: \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edcia cient\u00edfica n\u00e3o precisa estar vinculada \u00e0 Pol\u00edcia Civil. Contudo, n\u00e3o pode ter car\u00e1ter de \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica, pois o rol previsto no art. 144, I a V, da CF, \u00e9 taxativo.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 2575\/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 24.6.2020<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A EC 10\/2001 inseriu a Pol\u00edcia Cient\u00edfica no rol dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica previsto na Constitui\u00e7\u00e3o do Estado do Paran\u00e1. A quest\u00e3o \u00e9, se esse \u00f3rg\u00e3o \u00e9 um novo \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica, isso \u00e9 admiss\u00edvel?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o do estado do Paran\u00e1: \u201cArt. 46 \u2013 A Seguran\u00e7a P\u00fablica, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos \u00e9 exercida para a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio, pelos seguintes \u00f3rg\u00e3os: I \u2013 Pol\u00edcia Civil; II \u2013 Pol\u00edcia Militar; III \u2013 Pol\u00edcia Cient\u00edfica. Par\u00e1grafo \u00fanico \u2013 O Corpo de Bombeiros \u00e9 integrante da Pol\u00edcia Militar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o do estado do Paran\u00e1: \u201cArt. 50 \u2013 A Pol\u00edcia Cient\u00edfica, com estrutura pr\u00f3pria, incumbida das per\u00edcias de criminal\u00edsticas e m\u00e9dico-legais, e de outras atividades t\u00e9cnicas cong\u00eaneres, ser\u00e1 dirigida por peritos de carreira da classe mais elevada, na forma da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.2.&nbsp; Como fica a pol\u00edcia cient\u00edfica?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00e3o precisa estar na estrutura da pol\u00edcia civil, mas n\u00e3o pode ser \u00f3rg\u00e3o aut\u00f4nomo de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado adotou o entendimento firmado no julgamento da ADI 2.827, no sentido de que o rol de \u00f3rg\u00e3os encarregados do exerc\u00edcio da seguran\u00e7a p\u00fablica, previsto no art. 144, I a V, da CF, \u00e9 TAXATIVO e de que esse modelo federal deve ser observado pelos estados-membros e pelo Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada impede que a <strong>POL\u00cdCIA CIENT\u00cdFICA<\/strong>, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelas per\u00edcias, continue a existir e a desempenhar suas fun\u00e7\u00f5es, sem estar, necessariamente, vinculada \u00e0 Pol\u00edcia Civil. Contudo, deve-se dar interpreta\u00e7\u00e3o conforme para AFASTAR qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que lhe outorgue car\u00e1ter de \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.3.&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencidos os ministros Roberto Barroso e Luiz Fux, que julgaram integralmente procedente o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Roberto Barroso afirmou que a Pol\u00edcia Cient\u00edfica pode e deve ser aut\u00f4noma, por\u00e9m, <em>dentro da estrutura da Pol\u00edcia Civil.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o ministro Luiz Fux, a reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do referido artigo padece de inconstitucionalidade material, por violar o art. 144, I a V, \u00a7 4\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Segundo ele, a <em>Pol\u00edcia Cient\u00edfica n\u00e3o pode ostentar natureza de \u00f3rg\u00e3o aut\u00f4nomo de seguran\u00e7a p\u00fablica e tampouco estar fora da estrutura da Pol\u00edcia Civil<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencidos, tamb\u00e9m, os ministros Edson Fachin e Marco Aur\u00e9lio, que julgaram totalmente improcedente o pedido. O ministro Edson Fachin pontuou que n\u00e3o h\u00e1 como se declarar a inconstitucionalidade da norma, nem mesmo se fazer interpreta\u00e7\u00e3o conforme, pois os estados podem garantir autonomia aos seus institutos de criminal\u00edstica e podem integr\u00e1-los aos demais \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica, sem que isso importe ofensa material \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, garantindo-se a autonomia das per\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td><strong>Ministro(a)<\/strong><\/td><td><strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Min. Dias Toffoli (tese vencedora)<\/strong><strong><\/strong><\/td><td>A pol\u00edcia cient\u00edfica n\u00e3o precisa estar vinculada \u00e0 Pol\u00edcia Civil. Contudo, n\u00e3o pode ter car\u00e1ter de \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Min. Roberto Barroso e Luiz Fux<\/strong><strong><\/strong><\/td><td>A Pol\u00edcia Cient\u00edfica N\u00c3O pode ostentar natureza de \u00f3rg\u00e3o aut\u00f4nomo de seguran\u00e7a p\u00fablica e tampouco estar fora da estrutura da Pol\u00edcia Civil.<\/td><\/tr><tr><td><strong>Min. Edson Fachin<\/strong><strong><\/strong><\/td><td>Os estados podem garantir autonomia aos seus institutos de criminal\u00edstica e podem integr\u00e1-los aos demais \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a p\u00fablica, sem que isso importe ofensa material \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.4.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o de julgamento, o Plen\u00e1rio julgou parcialmente procedente a ADI para conferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 express\u00e3o \u201cPol\u00edcia Cient\u00edfica\u201d, contida na reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do art. 50 da referida Constitui\u00e7\u00e3o estadual, t\u00e3o somente para afastar qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que confira ao referido \u00f3rg\u00e3o o car\u00e1ter de \u00f3rg\u00e3o de seguran\u00e7a p\u00fablica (Informativo 768).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tribunal de justi\u00e7a: elei\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o diretivo<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O art. 102 da Lei Org\u00e2nica da Magistratura \u2013 Loman (LC 35\/1979) n\u00e3o foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de modo que n\u00e3o subsiste interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual apenas os desembargadores mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos tribunais, devendo a mat\u00e9ria, em raz\u00e3o da autonomia consagrada nos arts. 96, I, a, e 99 da CF, ser remetida \u00e0 disciplina regimental de cada tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 3976\/SP, rel. Min. Edson Fachin, julgamento em 25.6.2020 e MS 32451\/DF, rel. Min. Edson Fachin, julgamento em 25.6.2020<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Na ADI, pretendia-se a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do art. 62, da Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo. Na a\u00e7\u00e3o mandamental, impugnava-se a decis\u00e3o do CNJ que determinou que o TJSP se abstivesse de dar abertura ao procedimento eleitoral para os seus cargos diretivos com fundamento na Resolu\u00e7\u00e3o 606\/2013, em raz\u00e3o de aparente contrariedade com o disposto no art. 102 da Loman<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o central \u00e9 se se deve ou n\u00e3o franquear o acesso aos cargos de c\u00fapula (via elei\u00e7\u00e3o) a todos os desembargadores e n\u00e3o necessariamente aos mais antigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os <em>veinho<\/em> entendem que apenas eles, os mais antigos e componentes do \u00f3rg\u00e3o especial, \u00e9 que devem disputar as vagas. Mas h\u00e1 quem entenda que todos os desembargadores devem poder concorrer nas elei\u00e7\u00f5es internas. E a\u00ed, vence a senilidade ou a mais ampla disputa?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>4.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo: \u201cArt. 62 \u2013 O Presidente e o 1\u00ba Vice-Presidente do Tribunal de Justi\u00e7a e o Corregedor Geral da Justi\u00e7a, eleitos, a cada bi\u00eanio, pela totalidade dos Desembargadores, dentre os integrantes do \u00f3rg\u00e3o especial, compor\u00e3o o Conselho Superior da Magistratura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 35\/1979: \u201cArt. 102 \u2013 Os Tribunais, pela maioria dos seus membros efetivos, por vota\u00e7\u00e3o secreta, eleger\u00e3o dentre seus Ju\u00edzes mais antigos, em n\u00famero correspondente ao dos cargos de dire\u00e7\u00e3o, os titulares destes, com mandato por dois anos, proibida a reelei\u00e7\u00e3o. Quem tiver exercido quaisquer cargos de dire\u00e7\u00e3o por quatro anos, ou o de Presidente, n\u00e3o figurar\u00e1 mais entre os eleg\u00edveis, at\u00e9 que se esgotem todos os nomes, na ordem de antiguidade. \u00c9 obrigat\u00f3ria a aceita\u00e7\u00e3o do cargo, salvo recusa manifestada e aceita antes da elei\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico \u2013 O disposto neste artigo n\u00e3o se aplica ao Juiz eleito, para completar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF: \u201cArt. 96. Compete privativamente: I \u2013 aos tribunais: a) eleger seus \u00f3rg\u00e3os diretivos e elaborar seus regimentos internos, com observ\u00e2ncia das normas de processo e das garantias processuais das partes, dispondo sobre a compet\u00eancia e o funcionamento dos respectivos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais e administrativos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF: \u201cArt. 99. Ao Poder Judici\u00e1rio \u00e9 assegurada autonomia administrativa e financeira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.2.&nbsp; Restringe-se o pleito aos desembargadores mais antigos?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu que a elei\u00e7\u00e3o para os cargos de c\u00fapula dos tribunais, ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da EC 45\/2004, \u00e9 regida pelos respectivos regimentos internos, <strong>N\u00c3O mais subsistindo a remiss\u00e3o \u00e0 Loman<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, houve uma altera\u00e7\u00e3o substancial no regramento da mat\u00e9ria, homenageando a autonomia dos tribunais e, em \u00faltima an\u00e1lise, uma vis\u00e3o mais consent\u00e2nea do FEDERALISMO, ensejando uma postura do Poder Judici\u00e1rio deferente \u00e0 compet\u00eancia normativa dos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se ignora que a leitura combinada dos arts. 99 e 102 da Loman leva a concluir que os <strong>cargos de c\u00fapula dos tribunais <\/strong>somente podem ser ocupados por desembargadores eleitos dentre os mais antigos, os quais, a seu turno, comp\u00f5em o \u00f3rg\u00e3o especial.<\/p>\n\n\n\n<p>A disciplina inserida na CF, ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da EC 45\/2004, todavia, inaugura uma nova l\u00f3gica, que N\u00c3O tem na antiguidade crit\u00e9rio exclusivo. A <em>composi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o especial passa a ser ditada n\u00e3o apenas pela antiguidade<\/em>, mas tamb\u00e9m pela ELEI\u00c7\u00c3O dentre os pares do plen\u00e1rio das cortes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00c3O h\u00e1, no texto da CF, distin\u00e7\u00e3o praticada entre os <strong>integrantes do \u00f3rg\u00e3o especial <\/strong>e os demais componentes da corte que justifique impedimento a que estes \u00faltimos concorram aos cargos de c\u00fapula.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao restringir o universo dos poss\u00edveis candidatos aos \u00f3rg\u00e3os de c\u00fapula do TJSP aos integrantes de seu \u00f3rg\u00e3o especial, a Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo desrespeitou a autonomia administrativa dos tribunais, consagrada nos arts. 96, I, a, e no art. 99 da CF.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">4.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio, em julgamento conjunto, conheceu em parte de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade, e, na parte conhecida, julgou procedente o pedido nela formulado para <strong>declarar a inconstitucionalidade do art. 62 da Constitui\u00e7\u00e3o do estado de S\u00e3o Paulo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Declarou, ainda, a N\u00c3O recep\u00e7\u00e3o, pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o art. 102 da Lei Org\u00e2nica da Magistratura \u2013 Loman (LC 35\/1979), de modo que N\u00c3O subsista interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual apenas os desembargadores mais antigos possam concorrer aos cargos diretivos dos tribunais, devendo a mat\u00e9ria, em raz\u00e3o da autonomia consagrada nos arts. 96, I, a, e 99 da CF, ser remetida \u00e0 disciplina REGIMENTAL de cada tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma assentada, a Corte concedeu a ordem em mandado de seguran\u00e7a, para cassar decis\u00e3o proferida pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a, nos autos de Pedido de Provid\u00eancias, e restabelecer a efic\u00e1cia da Resolu\u00e7\u00e3o 606\/2013 do \u00d3rg\u00e3o Especial do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO INTERNACIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estrangeiro e filho brasileiro nascido posteriormente \u00e0 expuls\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 1\u00ba do art. 75 da Lei 6.815\/1980 n\u00e3o foi recepcionado pela CF, sendo vedada a expuls\u00e3o, uma vez comprovado estar a crian\u00e7a sob a guarda do estrangeiro e deste depender economicamente, mesmo quando a crian\u00e7a \u00e9 reconhecida ou adotado posteriormente ao fato ensejador do ato expuls\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 608898\/DF, rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgamento em 25.6.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1. Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Joselito, cidad\u00e3o estrangeiro, cometeu crime que lhe ensejou decreto de expuls\u00e3o do Brasil. S\u00f3 que ap\u00f3s cometido o ato criminoso (fato ensejador da expuls\u00e3o), Joselito adotou uma crian\u00e7a. A uni\u00e3o continuou no seu intento de retirar Joselito do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que o STJ assentou que a proibi\u00e7\u00e3o de expuls\u00e3o de estrangeiro quando tiver prole brasileira objetiva proteger os interesses da crian\u00e7a \u00e0 assist\u00eancia material, \u00e0 garantia dos direitos \u00e0 identidade, \u00e0 conviv\u00eancia familiar e \u00e0 assist\u00eancia pelos pais. Joselito fica!<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o sustentava que, coexistentes a prote\u00e7\u00e3o dos direitos da fam\u00edlia e da crian\u00e7a e a defesa da soberania e do territ\u00f3rio nacional, a Lei 6.815\/1980 previa a impossibilidade de expuls\u00e3o somente quando a prole brasileira fosse anterior ao fato motivador da expuls\u00e3o. Aludia ao poder discricion\u00e1rio, conferido ao chefe do Poder Executivo pelo art. 66 do referido diploma legal, de expulsar estrangeiro com conduta nociva aos interesses nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>E agora Joselito? Fica ou vaza?<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2. An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 6.815\/1980: \u201cArt. 75. N\u00e3o se proceder\u00e1 \u00e0 expuls\u00e3o: (&#8230;) \u00a7 1\u00ba N\u00e3o constituem impedimento \u00e0 expuls\u00e3o a ado\u00e7\u00e3o ou o reconhecimento de filho brasileiro supervenientes ao fato que o motivar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Lei 6.815\/1980: \u201cArt. 66. Caber\u00e1 exclusivamente ao Presidente da Rep\u00fablica resolver sobre a conveni\u00eancia e a oportunidade da expuls\u00e3o ou de sua revoga\u00e7\u00e3o. Par\u00e1grafo \u00fanico. A medida expuls\u00f3ria ou a sua revoga\u00e7\u00e3o far-se-\u00e1 por decreto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF: \u201cArt. 226. A fam\u00edlia, base da sociedade, tem especial prote\u00e7\u00e3o do Estado. (&#8230;) Art. 227. \u00c9 dever da fam\u00edlia, da sociedade e do Estado assegurar \u00e0 crian\u00e7a, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao lazer, \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura, \u00e0 dignidade, ao respeito, \u00e0 liberdade e \u00e0 conviv\u00eancia familiar e comunit\u00e1ria, al\u00e9m de coloc\u00e1-los a salvo de toda forma de neglig\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, crueldade e opress\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.2.&nbsp; Expulsa?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Que nada&#8230; Joselito FICA!<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto do relator (Marco Aur\u00e9lio), segundo o qual o \u00a7 1\u00ba do art. 75 da Lei 6.815\/1980 N\u00c3O foi recepcionado pela CF, sendo vedada a expuls\u00e3o, uma vez comprovado estar a crian\u00e7a sob a guarda do estrangeiro e deste depender economicamente, mesmo quando reconhecido ou adotado POSTERIORMENTE ao fato ensejador do ato expuls\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro registrou a presen\u00e7a de valores constitucionais como a soberania nacional, com a manuten\u00e7\u00e3o de estrangeiro no Pa\u00eds, e a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia, ante a exist\u00eancia de filho brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar, reconheceu que o Supremo Tribunal Federal, diversas vezes, decidiu no sentido de que a exist\u00eancia de filhos nascidos ap\u00f3s o fato criminoso n\u00e3o seria opon\u00edvel \u00e0 expuls\u00e3o. No entanto, as quest\u00f5es relativas aos requisitos para expuls\u00e3o foram reiteradamente examinadas somente com fulcro na interpreta\u00e7\u00e3o isolada do art. 75 da Lei 6.815\/1980.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, compreendeu <em>ser necess\u00e1rio aprofundar a evolu\u00e7\u00e3o no tratamento da mat\u00e9ria, atentando para a CF, que define a fam\u00edlia como base da sociedade e estabelece o direito da crian\u00e7a \u00e0 conviv\u00eancia familiar<\/em> (arts. 226, caput, e 227, caput).<\/p>\n\n\n\n<p>A CF de 1988 inaugurou nova <strong>quadra no tocante ao patamar e \u00e0 intensidade da tutela da fam\u00edlia e da crian\u00e7a<\/strong>, assegurando-lhes cuidado especial, concretizado, pelo legislador, na edi\u00e7\u00e3o do Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente. O sistema foi direcionado para a ABSOLUTA prioridade dos menores e adolescentes, como pressuposto inafast\u00e1vel de sociedade livre, justa e solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u00e9 impr\u00f3prio articular com a <em>no\u00e7\u00e3o de interesse nacional inerente \u00e0 expuls\u00e3o de estrangeiro quando essa atua\u00e7\u00e3o estatal alcan\u00e7a a situa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a<\/em>, sob os \u00e2ngulos econ\u00f4mico e psicossocial.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00a7 1\u00ba do art. 75 da Lei 6.815\/1980 encerra a quebra da rela\u00e7\u00e3o familiar, independentemente da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do menor e dos v\u00ednculos socioafetivos desenvolvidos. A fam\u00edlia, respaldo maior da sociedade e da crian\u00e7a, \u00e9 colocada em segundo plano, <strong>superada pelo interesse coletivo em retirar do conv\u00edvio nacional estrangeiro nocivo, embora muitas vezes ressocializado<\/strong> (???).<\/p>\n\n\n\n<p>Priva-se perpetuamente a crian\u00e7a do <strong>conv\u00edvio familiar<\/strong>, da conforma\u00e7\u00e3o da identidade. Dificulta-se o acesso aos meios necess\u00e1rios \u00e0 subsist\u00eancia, haja vista os <em>obst\u00e1culos que decorrem da cobran\u00e7a de pens\u00e3o aliment\u00edcia de indiv\u00edduo domiciliado ou residente em outro Pa\u00eds<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, imp\u00f5e-se \u00e0 crian\u00e7a ruptura e desamparo, cujos efeitos repercutem nos mais diversos planos da exist\u00eancia, em colis\u00e3o n\u00e3o apenas com a prote\u00e7\u00e3o especial conferida a ela, mas tamb\u00e9m com o <strong>\u00e2mago do princ\u00edpio da prote\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade da pessoa humana<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o preceito da Lei 6.815\/1980 afronta o princ\u00edpio da ISONOMIA, ao estabelecer <em>tratamento discriminat\u00f3rio entre filhos havidos <u>antes<\/u> e <u>ap\u00f3s<\/u> o fato ensejador da expuls\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que os preju\u00edzos associados \u00e0 expuls\u00e3o de genitor independem da data do nascimento ou da ado\u00e7\u00e3o, muito menos do marco <em>aleat\u00f3rio<\/em> representado pela pr\u00e1tica <strong>da conduta motivadora da expuls\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cSe o interesse da crian\u00e7a deve ser priorizado, \u00e9 de menor import\u00e2ncia o momento da ado\u00e7\u00e3o ou da concep\u00e7\u00e3o\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O STF jura que esse entendimento N\u00c3O esvazia a soberania nacional. O estrangeiro continua obrigado a comprovar ter filho brasileiro sob a pr\u00f3pria guarda e dependente economicamente. Ou seja, exige-se do estrangeiro a demonstra\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo qualificado com o Pa\u00eds, apto a autorizar, dentro das balizas legais, a sua perman\u00eancia em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Lei 6.815\/1980, regedora da esp\u00e9cie, foi SUPLANTADA pela nova Lei de Migra\u00e7\u00e3o (Lei 13.445\/2017), que N\u00c3O repetiu o contido no preceito em debate.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">5.2.3.&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O \u00a7 1\u00ba do art. 75 da Lei 6.815\/1980 N\u00c3O foi recepcionado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, sendo vedada a expuls\u00e3o de estrangeiro cujo filho brasileiro foi reconhecido ou adotado POSTERIORMENTE ao fato ensejador do ato expuls\u00f3rio, uma vez comprovado estar a crian\u00e7a sob a guarda do estrangeiro e deste depender economicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa tese de repercuss\u00e3o geral (Tema 373), o Plen\u00e1rio, em conclus\u00e3o de julgamento, negou provimento a recurso extraordin\u00e1rio interposto de ac\u00f3rd\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a proferido em sede de habeas corpus (Informativo 924).<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/07213143\/STF-983.pdf\">STF-983<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/07\/07213143\/STF-983.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Informativo n\u00ba 983 do STF COMENTADO saindo do forno, quentinho! Temos uma decis\u00e3o &#8220;cavalar&#8221; sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal. DOWNLOAD do PDF AQUI! Sum\u00e1rio DIREITO FINANCEIRO&#8230; 2 1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lei de Responsabilidade Fiscal 2 1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2 1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 2 DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO&#8230; 12 2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ADI e \u201cReforma Constitucional da Previd\u00eancia\u201d. 12 2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":833,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"post_tipo":"article","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tax_estado":[],"class_list":["post-539106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cursos-e-concursos"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v27.2 (Yoast SEO v27.2) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Informativo STF 983 Comentado<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-983-comentado\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Informativo STF 983 Comentado\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Informativo n\u00ba 983 do STF COMENTADO saindo do forno, quentinho! 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