{"id":533699,"date":"2020-06-28T16:43:58","date_gmt":"2020-06-28T19:43:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=533699"},"modified":"2020-06-28T16:44:00","modified_gmt":"2020-06-28T19:44:00","slug":"o-juiz-pode-decretar-prisao-preventiva-de-oficio-tem-excecao-no-cpp-conversao-e-restabelecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/o-juiz-pode-decretar-prisao-preventiva-de-oficio-tem-excecao-no-cpp-conversao-e-restabelecimento\/","title":{"rendered":"O JUIZ PODE DECRETAR PRIS\u00c3O PREVENTIVA DE OF\u00cdCIO? TEM \u2018EXCE\u00c7\u00c3O\u2019 NO CPP? CONVERS\u00c3O E RESTABELECIMENTO."},"content":{"rendered":"\n<p>Diante das inova\u00e7\u00f5es operadas pela Lei 13.964\/2019 (Pacote Anticrime), focalizando o objeto de nossa an\u00e1lise, as quest\u00f5es que se colocam s\u00e3o as seguintes: <strong>o juiz pode decretar pris\u00e3o preventiva de of\u00edcio? Em caso negativo, temos exce\u00e7\u00f5es no CPP?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 a seguinte: ao longo dos \u00faltimos anos, o legislador, cada vez mais, tem restringido as possibilidades de o juiz agir de of\u00edcio, inclusive (mas n\u00e3o s\u00f3) no que se refere \u00e0 pris\u00e3o cautelar. Grosso modo, os motivos dessas restri\u00e7\u00f5es est\u00e3o voltados \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da <em>imparcialidade<\/em> do juiz e \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o do <em>sistema acusat\u00f3rio<\/em>. O legislador parte da premissa<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> de que caso o juiz tome a iniciativa para decretar a pris\u00e3o, estaria, inarredavelmente, fugindo do \u00e2mbito de suas atribui\u00e7\u00f5es (viola\u00e7\u00e3o ao sistema acusat\u00f3rio), violando a in\u00e9rcia e ingressando numa predisposi\u00e7\u00e3o condenat\u00f3ria (desrespeito \u00e0 imparcialidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando da edi\u00e7\u00e3o, em 1941, o CPP permitia a preventiva de of\u00edcio (basta ver a reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do art. 311 do CPP). Entretanto, pelos motivos antes declinados, isso come\u00e7ou a mudar em 2011, com a Lei 12.403, e chegou a um \u00faltimo est\u00e1gio em 2019, com a Lei 13.964. A primeira Lei proibiu o juiz de decretar preventiva de of\u00edcio em fase de investiga\u00e7\u00e3o; a segunda, estendeu a proibi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para a fase de processo. Eis o atual e vigente dispositivo de lei:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 311. Em qualquer fase da investiga\u00e7\u00e3o policial ou do processo penal, caber\u00e1 a pris\u00e3o preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico, do querelante ou do assistente, ou por representa\u00e7\u00e3o da autoridade policial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 a seguinte: na medida em que o art. 311 do CPP agora n\u00e3o tem a locu\u00e7\u00e3o \u201cde of\u00edcio\u201d (na reda\u00e7\u00e3o antiga existente) e como refere expressamente \u201ca requerimento\u201d ou \u201cpor representa\u00e7\u00e3o\u201d, significa que o magistrado, para determinar pris\u00e3o preventiva, depende dessas \u2018provoca\u00e7\u00f5es\u2019 dos legitimados.<\/p>\n\n\n\n<p>O racioc\u00ednio (da proibi\u00e7\u00e3o de agir de of\u00edcio) \u00e9 basicamente o mesmo em rela\u00e7\u00e3o a medidas cautelares diversas da pris\u00e3o, nos termos do \u00a7 2\u00ba do art. 282 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui, ent\u00e3o, consolidamos uma primeira resposta para as indaga\u00e7\u00f5es iniciais e uma regra geral, qual seja: <strong>o juiz n\u00e3o pode decretar pris\u00e3o preventiva<\/strong> (ou qualquer outra medida cautelar pessoal) <strong>de of\u00edcio<\/strong>. Alguns podem at\u00e9 n\u00e3o concordar com a pol\u00edtica de persecu\u00e7\u00e3o penal que se implementa nos \u00faltimos anos no Brasil<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que essa foi a op\u00e7\u00e3o do legislador, tomada democraticamente, que merece respeito e observ\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui nada de controverso. O entendimento da doutrina e da jurisprud\u00eancia caminha \u2018de m\u00e3os dadas\u2019 sustentando essa proibi\u00e7\u00e3o. O problema ou o debate jur\u00eddico ocorre quando vamos analisar se existe ou n\u00e3o \u2018exce\u00e7\u00e3o\u2019 a essa regra geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns, como Aury Lopes Jr., v\u00e3o sustentar que \u201cest\u00e1 vedada a pris\u00e3o decretada de of\u00edcio pelo juiz\u201d e que necessariamente ele deve decidir \u201ca partir do requerimento da parte acusadora ou, na investiga\u00e7\u00e3o preliminar, mediante representa\u00e7\u00e3o da autoridade policial ou pedido do MP. Jamais de of\u00edcio\u201d (Lopes Jr., Aury. Direito Processo Penal \u2013 17\u00aa Edi\u00e7\u00e3o 2020. Editora Saraiva).<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido sustenta Renato Brasileiro de Lima, para quem, \u201ca qualquer momento da persecu\u00e7\u00e3o penal, a decreta\u00e7\u00e3o das medidas cautelares pelo juiz s\u00f3 poder\u00e1 ocorrer mediante provoca\u00e7\u00e3o\u201d dos legitimados. \u201cDesde que o magistrado seja provocado, \u00e9 poss\u00edvel a decreta\u00e7\u00e3o de qualquer medida cautelar, haja vista a fungibilidade que vigora em rela\u00e7\u00e3o a elas\u201d (Lima, Renato Brasileiro. Pacote Anticrime: Coment\u00e1rios \u00e0 Lei n\u00ba 13.964\/19, 2020. JusPodivm).<\/p>\n\n\n\n<p>Nada diferente do que pensa Rog\u00e9rio Sanches Cunha:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se ao juiz \u00e9 dado o poder de julgar e se, para tanto, deve manter uma posi\u00e7\u00e3o de equidist\u00e2ncia e imparcialidade, seria mais adequado que se deixasse \u00e0s partes a possibilidade de requerer a pris\u00e3o preventiva (inclusive durante o curso do processo), evitando-se, com isso, qualquer a\u00e7\u00e3o do juiz \u201csponte pr\u00f3pria\u201d. A Lei 13.964\/19 (art. 3\u00ba-A CPP) prestigiando o sistema acusat\u00f3rio, acabou por acolher os ensinamentos acima, alterando novamente o art. 311 do CPP, agora proibindo o juiz agir de of\u00edcio em qualquer das fases da persecu\u00e7\u00e3o. A decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva, a exemplo da tempor\u00e1ria, depende de provoca\u00e7\u00e3o<\/em> (Cunha, Rog\u00e9rio Sanches. Pacote Anticrime &#8211; Lei 13.964\/2019: Coment\u00e1rios \u00e0s Altera\u00e7\u00f5es no CP, CPP e LEP, 2020. JusPodivm).<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 somente analisar se existe exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra geral; a controv\u00e9rsia chega a ponto de verificar se determinadas situa\u00e7\u00f5es que autorizam a preventiva constituem mesmo \u2018exce\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de o juiz agir de of\u00edcio. Vamos l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecemos pela mais emblem\u00e1tica: a <strong>convers\u00e3o do flagrante em preventiva<\/strong>, nos termos do art. 310, inciso II do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 310. Ap\u00f3s receber o auto de pris\u00e3o em flagrante, no prazo m\u00e1ximo de at\u00e9 24 (vinte e quatro) horas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o, o juiz dever\u00e1 promover audi\u00eancia de cust\u00f3dia com a presen\u00e7a do acusado, seu advogado constitu\u00eddo ou membro da Defensoria P\u00fablica e o membro do Minist\u00e9rio P\u00fablico, e, nessa audi\u00eancia, o juiz dever\u00e1, fundamentadamente: [&#8230;]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; converter a pris\u00e3o em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste C\u00f3digo, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da pris\u00e3o; ou [&#8230;]<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste dispositivo, boa parte da doutrina, talvez a maioria, vai continuar \u2018batendo na mesma tecla\u2019: o juiz, para fazer essa \u2018convers\u00e3o\u2019 (que na realidade configuraria uma decreta\u00e7\u00e3o de preventiva), depende, necessariamente, da provoca\u00e7\u00e3o de algum legitimado (autoridade policial ou MP).<\/p>\n\n\n\n<p>Ousamos discordar. E mais, n\u00e3o vemos nisso propriamente uma \u2018exce\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e0 regra geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de qualquer coisa, <strong>o que significa agir de of\u00edcio?<\/strong> Na linguagem forense, segundo a tradicional li\u00e7\u00e3o de De Pl\u00e1cido e Silva, a express\u00e3o <em>ex officio<\/em>, \u00e9 usada para \u201co que se faz ou se executa por iniciativa pr\u00f3pria, sem pedido de algu\u00e9m, somente porque se est\u00e1 na obriga\u00e7\u00e3o ou no dever legal de assim proceder\u201d (Silva, D. P. 2005. Vocabul\u00e1rio jur\u00eddico, 26\u00aa ed. Rio de Janeiro: Forense).<\/p>\n\n\n\n<p>A locu\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com um postulado maior e mais abrangente: <em>ne procedat judex ex officio<\/em>, que concretiza a regra da in\u00e9rcia, estabelecendo que a jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00f3 deve ocorrer mediante provoca\u00e7\u00e3o. Ao juiz n\u00e3o \u00e9 dado escolher ou \u2018ir atr\u00e1s\u2019 dos casos que pretende decidir; a tutela judicial deve ser instada por outrem. Claro que isso tangencia a imparcialidade; ou, melhor, a in\u00e9rcia tem como \u2018pano de fundo\u2019 a imparcialidade. Este princ\u00edpio estaria fulminado, caso o magistrado pudesse eleger os casos em que atua e\/ou tomar decis\u00f5es <em>sponte propria<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, observadas essas defini\u00e7\u00f5es, <strong>quando o juiz analisa o flagrante n\u00e3o est\u00e1, propriamente, agindo de of\u00edcio<\/strong>. Pode ele aplicar alguma medida cautelar (inclusive converter a pris\u00e3o em preventiva) e n\u00e3o precisa, necessariamente, de requerimento, representa\u00e7\u00e3o ou mesmo concord\u00e2ncia de outras autoridades ou partes para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Repare que o magistrado n\u00e3o \u2018escolheu\u2019 o caso para sua atua\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u2018tomou iniciativa\u2019 para nada, n\u00e3o violou a in\u00e9rcia; ao contr\u00e1rio, foi formalmente instado ou provocado pela autoridade policial que, nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (art. 5\u00ba, LXII, LXV) e da lei (art. 306 do CPP), encaminhou o auto de pris\u00e3o em flagrante. A comunica\u00e7\u00e3o e o encaminhamento do auto, convenhamos, \u00e9 formal e de lei exigida, inclusive submetida a distribui\u00e7\u00e3o para efeito de firmar a compet\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 um ato qualquer, sem regramento ou de mera discricionariedade das autoridades envolvidas \u2013 tem raz\u00e3o, valor e forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido j\u00e1 era a opini\u00e3o de Francisco Saninni Neto, ap\u00f3s a reforma de 2011:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Salientamos que essa esp\u00e9cie de pris\u00e3o preventiva n\u00e3o configura uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra de que o Juiz n\u00e3o pode decretar essa cautelar de of\u00edcio durante a fase pr\u00e9-processual.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Entendemos que nessa modalidade de pris\u00e3o preventiva, o auto de pris\u00e3o em flagrante funciona como uma esp\u00e9cie de representa\u00e7\u00e3o da Autoridade Policial. Diferentemente do Minist\u00e9rio P\u00fablico, por exemplo, que requer a pris\u00e3o preventiva, o Delegado de Pol\u00edcia &#8220;representa&#8221; pela decreta\u00e7\u00e3o da medida. Esta representa\u00e7\u00e3o objetiva, justamente, levar ao conhecimento do Juiz os fatos que fundamentam a ado\u00e7\u00e3o desta extrema ratio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sendo assim, pode-se afirmar que o auto de pris\u00e3o em flagrante possui a mesma fun\u00e7\u00e3o, servindo para dar ci\u00eancia ao Magistrado sobre os fatos criminosos ocorridos, que, eventualmente, exigem a decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por tudo isso, conclu\u00edmos que, ao converter o flagrante em pris\u00e3o preventiva, o Juiz n\u00e3o age de of\u00edcio, uma vez que est\u00e1 sendo provocado a se manifestar por meio do auto de pris\u00e3o em flagrante, que como uma medida pr\u00e9-cautelar, exp\u00f5e o preso e as circunst\u00e2ncias de sua pris\u00e3o, \u00e0 an\u00e1lise do Poder Judici\u00e1rio, para que este \u00f3rg\u00e3o decida sobre a necessidade da medida a ser adotada.<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Perceba. No que se refere \u00e0 \u2018representa\u00e7\u00e3o\u2019 de autoridade policial para efeito de decreta\u00e7\u00e3o de uma medida cautelar qualquer, mais interessam os fatos em si, que s\u00e3o narrados e levados ao juiz, do que propriamente os argumentos jur\u00eddicos ou mesmo o pedido (lembre-se da fungibilidade das medidas cautelares). O enquadramento jur\u00eddico \u00e9 dado pelo juiz, faz parte da sua atividade essencial (<em>jurisdictio<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso podemos concluir que, realmente, n\u00e3o existe grande diferen\u00e7a entre uma representa\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva, propriamente dita, com a atividade do delegado que lavra um ato de pris\u00e3o em flagrante e o submete ao juiz. Pior, a lavratura do flagrante restringe ainda mais e de forma sum\u00e1ria a liberdade individual do agente, fazendo necess\u00e1ria e inadi\u00e1vel a interven\u00e7\u00e3o judicial, nos termos dos incisos LXV e LXVI do art. 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas conclus\u00f5es parciais, at\u00e9 agora:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>a an\u00e1lise do flagrante, seja em audi\u00eancia de cust\u00f3dia<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>, seja fora dela, n\u00e3o configura uma atividade propriamente de of\u00edcio do juiz;<\/li><li>mesmo que assim se entendesse, o formal encaminhamento do auto, pelo delegado, nos termos do art. 306 do CPP, muito bem poderia ser equiparado a uma \u2018representa\u00e7\u00e3o\u2019. Afinal, a autoridade colocou o agente em cust\u00f3dia e est\u00e1 levando o caso \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o judicial.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Cabe ao juiz, por imperativo constitucional e de lei, como tutor da liberdade individual, agir, mesmo que seja para \u2018adequar\u2019 a medida. Sim, porque o preso j\u00e1 est\u00e1 submetido a uma medida cautelar (flagrante), que pode ser desnecess\u00e1ria ou inadequada (art. 282, I e II, CPP). E tudo, at\u00e9 ent\u00e3o, aconteceu sem qualquer iniciativa do juiz, sem que ele em nada interferisse e sem que sua vontade fosse observada para escolha do caso que lhe foi submetido.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se, inclusive, que o art. 321 do CPP imp\u00f5e ao juiz a \u2018obriga\u00e7\u00e3o\u2019 de conceder liberdade provis\u00f3ria, com ou sem medidas cautelares, e nada fala sobre contradit\u00f3rio ou vista ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. Essa incumb\u00eancia de \u2018tutor maior\u2019 das liberdades individuais tem amparo na Constitui\u00e7\u00e3o Federal (art. 5\u00ba, inc. LXVI).<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem. \u00c9 por essa obriga\u00e7\u00e3o de lei, seja do art. 310, seja de outras disposi\u00e7\u00f5es, que a jurisprud\u00eancia persiste em dizer que que o juiz podia, pode e poder\u00e1 converter o flagrante, mesmo \u2018de of\u00edcio\u2019, em pris\u00e3o preventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Dizemos \u2018<strong>podia<\/strong>\u2019 porque antes do Pacote Anticrime esse j\u00e1 era o entendimento consolidado dos tribunais superiores, resguardando autonomia para a decis\u00e3o do juiz na an\u00e1lise do flagrante, permitindo a pris\u00e3o preventiva independentemente da manifesta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Prova disso \u00e9 a tese n\u00ba 10 do Jurisprud\u00eancia em Teses do STJ:<\/p>\n\n\n\n<p><em>10) N\u00e3o h\u00e1 nulidade na hip\u00f3tese em que o magistrado, de of\u00edcio, sem pr\u00e9via provoca\u00e7\u00e3o da autoridade policial ou do \u00f3rg\u00e3o ministerial, converte a pris\u00e3o em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos previstos no art. 312 do C\u00f3digo de Processo Penal &#8211; CPP.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Considere que a veda\u00e7\u00e3o de o juiz agir <em>ex officio<\/em> j\u00e1 existia na \u00e9poca (para a fase pr\u00e9-processual), antes do advento da Lei 13.964\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmamos que \u2018<strong>pode<\/strong>\u2019 porquanto o Supremo Tribunal Federal, mesmo depois do Pacote Anticrime, est\u00e1 mantendo o entendimento:<\/p>\n\n\n\n<p><em>PRIS\u00c3O PREVENTIVA \u2013 FLAGRANTE \u2013 CONVERS\u00c3O DE OF\u00cdCIO \u2013 ILEGALIDADE \u2013 AUS\u00caNCIA. Atendidos os requisitos do artigo 312 do C\u00f3digo de Processo Penal, a convers\u00e3o de flagrante em preventiva independe de provoca\u00e7\u00e3o do Estado-acusador ou da autoridade policial. PRIS\u00c3O PREVENTIVA \u2013 TR\u00c1FICO DE DROGAS \u2013 GRADA\u00c7\u00c3O. A grada\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de drogas revela estar em jogo a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica.<\/em> (HC 174102, Relator(a):\u00a0 Min. MARCO AUR\u00c9LIO, Primeira Turma, julgado em 18\/02\/2020, publ. 09-03-2020)<\/p>\n\n\n\n<p>Trecho do voto: \u201c<em>Notem a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do C\u00f3digo de Processo Penal. O versado no artigo 311 segue o disciplinado no 310, em termos de convers\u00e3o do flagrante em preventiva. Ao receber o auto de pris\u00e3o, o Juiz deve, de forma fundamentada, afast\u00e1-la <\/em><em>\u2013 quando ilegal ou cab\u00edvel a liberdade provis\u00f3ria <\/em><em>\u2013 ou convert\u00ea-la em preventiva. Trata-se de determina\u00e7\u00e3o legal cuja observ\u00e2ncia independe de provoca\u00e7\u00e3o do Estado-acusador ou da autoridade policial\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Juiz, mesmo sem provoca\u00e7\u00e3o da autoridade policial ou da acusa\u00e7\u00e3o, ao receber o auto de pris\u00e3o em flagrante, poder\u00e1, quando presentes os requisitos do art. 312 do C\u00f3digo de Processo Penal, converter a pris\u00e3o em flagrante em preventiva, em cumprimento ao disposto no art. 310, II, do mesmo C\u00f3digo, n\u00e3o havendo falar em nulidade<\/em>. (RHC 120.281\/RO, Rel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 05\/05\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&#8230;] V &#8211; Quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de constrangimento ilegal, em raz\u00e3o da pris\u00e3o preventiva ter sido decretada de of\u00edcio, verifica-se que o MM. Magistrado de primeiro grau determinou a segrega\u00e7\u00e3o cautelar do ora recorrente em estreita observ\u00e2ncia ao art. 310, inciso II, do C\u00f3digo de Processo Penal, sendo assim, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em constrangimento ilegal diante da decreta\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o preventiva do recorrente, vez que resultante de expressa determina\u00e7\u00e3o legal<\/em>. (RHC 121.791\/RS, Rel. Ministro LEOPOLDO DE ARRUDA RAPOSO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ\/PE), QUINTA TURMA, julgado em 11\/02\/2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Dizemos que \u2018<strong>poder\u00e1<\/strong>\u2019, pois o Projeto de Lei n\u00ba&nbsp;156\/2009, do novo C\u00f3digo de Processo Penal, tem a seguinte reda\u00e7\u00e3o que, no par\u00e1grafo \u00fanico, excepciona a situa\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o para efeito de aplica\u00e7\u00e3o \u2018de of\u00edcio\u2019 de medidas cautelares:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 525. [&#8230;] Par\u00e1grafo \u00fanico. Durante a fase de investiga\u00e7\u00e3o, a decreta\u00e7\u00e3o depende de requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou de representa\u00e7\u00e3o do delegado de pol\u00edcia, salvo se a medida substituir a pris\u00e3o ou outra cautelar anteriormente imposta, podendo, neste caso, ser aplicada de of\u00edcio pelo juiz<\/em>.<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O que estamos dizendo aqui \u00e9 que esse sempre foi e deve continuar sendo o entendimento. O legislador, aparentemente, quer isso e a jurisprud\u00eancia caminha nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento (de desnecessidade de provoca\u00e7\u00e3o para a decreta\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o preventiva ou de outra medida cautelar quando do flagrante) vai ao encontro do que a Lei 12.403\/2011 procurou estabelecer: um procedimento absolutamente abreviado de comunica\u00e7\u00e3o, conhecimento e avalia\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante, de modo que o preso possa ser imediatamente solto, se for o caso com a aplica\u00e7\u00e3o de medida cautelar, ou, na pior hip\u00f3tese, permanecer em cust\u00f3dia, mas diante de <em>ordem escrita e fundamentada de autoridade judici\u00e1ria competente<\/em> (art. 5\u00ba, inc. LXI, Constitui\u00e7\u00e3o Federal).<\/p>\n\n\n\n<p>Analisando contextualmente a Lei 12.403 (essa quest\u00e3o come\u00e7ou l\u00e1 no ano de 2011), fica claro que ela pretendeu que pris\u00e3o provis\u00f3ria, no Brasil, s\u00f3 tivesse sobrevida mediante \u2018ordem judicial\u2019 e n\u00e3o como mera consequ\u00eancia de autua\u00e7\u00e3o administrativa (flagrante).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se entender em sentido contr\u00e1rio (que o juiz n\u00e3o pode agir \u2018de of\u00edcio\u2019 nos casos de flagrante), considerando que os autos n\u00e3o costumam vir acompanhados de representa\u00e7\u00e3o, via transversa vai se transferir o poder de dar <em>ordem escrita<\/em> de pris\u00e3o para o \u00f3rg\u00e3o encarregado da acusa\u00e7\u00e3o no processo penal (Minist\u00e9rio P\u00fablico), que, claro, n\u00e3o \u00e9 \u2018judici\u00e1rio\u2019 como estabelece a Constitui\u00e7\u00e3o. Sim, porque dessa forma ou o Minist\u00e9rio P\u00fablico requer a pris\u00e3o preventiva ou, necessariamente, o juiz ter\u00e1 de soltar aquele que se encontra preso em flagrante, sem a aplica\u00e7\u00e3o de qualquer medida cautelar. Em outras palavras: s\u00f3 ter\u00e1 ordem escrita de pris\u00e3o \u2013 embora, claro, o juiz possa entender que \u00e9 o caso de indeferimento \u2013 o agente em rela\u00e7\u00e3o ao qual o Minist\u00e9rio P\u00fablico se manifestar nesse sentido diante do auto de flagrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Se pensarmos que nos casos de flagrante haver\u00e1 necessidade de pedido para que o juiz aplique determinada medica cautelar (seja na audi\u00eancia de cust\u00f3dia ou fora dela), estaremos deixando nas m\u00e3os do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da Pol\u00edcia a defini\u00e7\u00e3o da medida que ser\u00e1 aplicada em caso de necessidade. Evidente que isso n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel: deixar os \u00f3rg\u00e3os encarregados da investiga\u00e7\u00e3o ou da acusa\u00e7\u00e3o resolverem qual a medida a ser aplicada dentre aquelas do art. 319. Cautelares s\u00e3o inerentes \u00e0 atividade jurisdicional, em qualquer ramo do Direito, mais ainda no processo penal.<\/p>\n\n\n\n<p>E mais. Pode o Minist\u00e9rio P\u00fablico se postar contrariamente \u00e0 pris\u00e3o preventiva e requerer a liberdade provis\u00f3ria. Esse requerimento, evidentemente, n\u00e3o pode vincular o juiz, sob pena de viola\u00e7\u00e3o da <em>livre convic\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a lei vedou a iniciativa do juiz para decretar medida cautelar, a ideia foi salvaguardar o sistema acusat\u00f3rio, impedir que o juiz, de of\u00edcio, interferisse na atividade investigat\u00f3ria\/acusat\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 isso que o magistrado faz, nem de longe, quando analisa o auto de pris\u00e3o em flagrante. Neste momento, a atua\u00e7\u00e3o \u00e9 essencialmente voltada \u00e0 urgente tutela da liberdade individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esteja aberta a possibilidade de o Minist\u00e9rio P\u00fablico requerer a medida pertinente (\u00e9 comunicado da pris\u00e3o e recebe c\u00f3pia do auto de flagrante), h\u00e1 se entender que <strong>a manifesta\u00e7\u00e3o da Promotoria n\u00e3o vincula o juiz<\/strong>, origin\u00e1ria e verdadeiramente detentor do <em>poder cautelar<\/em> e tutor da liberdade individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Um outro argumento que permite a mesma conclus\u00e3o \u00e9 trazido pelo xar\u00e1 Leonardo Barreto Moreira Alves e Higyna Josita<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O segundo argumento a sustentar esse posicionamento \u00e9 o fato de que o \u00a7 2\u00ba do artigo 310 afirma que o juiz dever\u00e1 denegar a liberdade provis\u00f3ria se verificar que o agente \u00e9 reincidente ou que integra organiza\u00e7\u00e3o criminosa armada ou mil\u00edcia, ou que porta arma de fogo de uso restrito. Deixando de lado a discuss\u00e3o a respeito da constitucionalidade deste dispositivo e fixando-se apenas na inten\u00e7\u00e3o do legislador com esta norma, temos que esse par\u00e1grafo est\u00e1 diretamente subordinado ao caput, ou seja, com o tema da audi\u00eancia de cust\u00f3dia, de modo que ele autoriza o juiz, nessa audi\u00eancia, a indeferir o pedido de liberdade feito por qualquer das partes, inclusive pelo MP. Ora, o que o juiz faz quando indefere o pedido de liberdade \u00e9 converter o flagrante em preventiva, de modo que existe autoriza\u00e7\u00e3o legislativa para que o juiz contrarie a manifesta\u00e7\u00e3o ministerial, o que, mudando as palavras, seria &#8220;decretar pris\u00e3o de of\u00edcio&#8221;.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"134\" height=\"113\" src=\"\" \/>Diante do que vimos, para solucionar o impasse, h\u00e1 se distinguir entre:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>a iniciativa que o juiz n\u00e3o pode tomar para decretar a pris\u00e3o preventiva (ou aplicar qualquer outra medida cautelar do C\u00f3digo) daquele que est\u00e1 em liberdade; e,<\/li><li>a situa\u00e7\u00e3o de outro que foi preso (n\u00e3o pelo juiz que nesse caso n\u00e3o tomou iniciativa alguma) pela autoridade policial e agora deve ter sua pris\u00e3o, se for o caso de necessidade, sustentada por <em>ordem escrita e fundamentada de autoridade judici\u00e1ria competente<\/em>.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Nessa \u00faltima hip\u00f3tese n\u00e3o h\u00e1, propriamente, uma atua\u00e7\u00e3o de of\u00edcio; pelo menos n\u00e3o h\u00e1 \u2018iniciativa\u2019 do juiz ou viola\u00e7\u00e3o \u00e0 in\u00e9rcia. Ele \u00e9 provocado, atrav\u00e9s da comunica\u00e7\u00e3o formal do flagrante, para avaliar o caso como determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal (art. 5\u00ba, LXII, CF e art.&nbsp;306, CPP), essencialmente para tutelar interesse que \u00e9 do cidad\u00e3o \u2013 garantia da&nbsp;liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 propriamente a \u2018decreta\u00e7\u00e3o\u2019 de uma pris\u00e3o antes inexistente; o que ocorre \u00e9 a \u2018convers\u00e3o\u2019 de pris\u00e3o provis\u00f3ria j\u00e1 existente. Muda-se a natureza do \u2018t\u00edtulo prisional\u2019 (de flagrante para preventiva), mas n\u00e3o se inova na situa\u00e7\u00e3o de fato do agente (que estava e continua preso).<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas cautelares aplicadas (\u2018de of\u00edcio\u2019) nesses casos tutelam o pr\u00f3prio interesse do cidad\u00e3o: se forem diversas da pris\u00e3o para efeito de solt\u00e1-lo, restringindo o quanto menos (e pelo menor tempo poss\u00edvel) a sua liberdade; se for a preventiva, para efeito de ter a garantia de que sua pris\u00e3o \u00e9 legal e constitucionalmente estabelecida por quem de direito (juiz), de forma escrita e fundamentada, para que fiquem claras as raz\u00f5es que a motivam. A ci\u00eancia do motivo da pris\u00e3o \u00e9 direito expresso do preso (art. 306, \u00a7 2\u00ba, CPP), sistematicamente reconhecido pelo ordenamento jur\u00eddico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>As supostas exce\u00e7\u00f5es do CPP \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de o juiz decretar preventiva \u2018de of\u00edcio\u2019 n\u00e3o param por a\u00ed. Vejamos o que diz o art. 316:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 316. O juiz poder\u00e1, de of\u00edcio ou a pedido das partes, revogar a pris\u00e3o preventiva se, no correr da investiga\u00e7\u00e3o ou do processo, verificar a falta de motivo para que ela subsista, bem como novamente decret\u00e1-la, se sobrevierem raz\u00f5es que a justifiquem.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Perceba que a parte final do dispositivo, permite expressamente que o juiz, \u201cde of\u00edcio\u201d, novamente decrete preventiva se sobrevierem raz\u00f5es para isso. Ou seja: <strong>a lei permite que o juiz restabele\u00e7a a pris\u00e3o preventiva, mesmo sem provoca\u00e7\u00e3o para tanto<\/strong>. N\u00e3o \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o a medidas cautelares diversas, nos termos do \u00a7 5\u00ba do art. 282 do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma vez, n\u00e3o vemos nisso, exatamente, uma atividade de of\u00edcio. O juiz n\u00e3o est\u00e1, propriamente, tomando a iniciativa da medida. Isso porque o restabelecimento da pris\u00e3o acontece somente quando essa medida j\u00e1 foi tomada anteriormente. E, se foi tomada anteriormente, necessariamente algum legitimado provocou isso antes, dentro da mesma persecu\u00e7\u00e3o penal. Nesse sentido, Aury Lopes Jr:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Situa\u00e7\u00e3o distinta, mas que poder\u00e1 gerar alguma confus\u00e3o com a nossa afirma\u00e7\u00e3o, est\u00e1 no caput do art. 316: \u201cO juiz poder\u00e1, de of\u00edcio ou a pedido das partes, revogar a pris\u00e3o preventiva se, no correr da investiga\u00e7\u00e3o ou do processo, verificar a falta de motivo para que ela subsista, bem como novamente decret\u00e1-la, se sobrevierem raz\u00f5es que a justifiquem\u201d. Primeiro ponto \u00e9: para revogar a pris\u00e3o preventiva ele pode agir de of\u00edcio, e o faz como garantidor da legalidade. Segundo ponto: mas ent\u00e3o o juiz pode prender de of\u00edcio? N\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o prevista neste artigo n\u00e3o autoriza essa conclus\u00e3o, pois n\u00e3o se trata de pris\u00e3o decretada originariamente de of\u00edcio, sen\u00e3o de um imputado que est\u00e1 em liberdade e descumpre as medidas cautelares diversas ou sobrevierem raz\u00f5es que a justifiquem. Mas aqui ele n\u00e3o decreta originariamente, sen\u00e3o que \u2018novamente\u2019 a decreta. O pedido origin\u00e1rio foi feito, depois o imputado \u00e9 solto e ent\u00e3o descumpre os requisitos impostos e o juiz volta a decret\u00e1-la<\/em>. (J\u00fanior A. L., Direito processual penal, 17\u00aa ed. 2020. Saraiva)<\/p>\n\n\n\n<p>Quando j\u00e1 existiu uma provoca\u00e7\u00e3o, mesmo que por motivo outro; quando o sujeito j\u00e1 esteve preso preventivamente, dentro da mesma persecu\u00e7\u00e3o penal, a op\u00e7\u00e3o do legislador foi permitir ao juiz agir, mesmo que sem \u2018nova\u2019 provoca\u00e7\u00e3o, o restabelecimento da medida cautelar mais dr\u00e1stica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em arremate<\/strong>: em ambas as situa\u00e7\u00f5es aqui tratadas (convers\u00e3o do flagrante e restabelecimento da preventiva) n\u00e3o vemos nenhuma atividade propriamente \u2018de of\u00edcio\u2019 do juiz; mesmo que assim se entenda (como a jurisprud\u00eancia), a lei admite isso, ou, o dever de atua\u00e7\u00e3o legal imp\u00f5e a atua\u00e7\u00e3o oficiosa para determinadas situa\u00e7\u00f5es excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s n\u00e3o h\u00e1, propriamente, exce\u00e7\u00e3o nessas situa\u00e7\u00f5es; para a jurisprud\u00eancia, h\u00e1 exce\u00e7\u00e3o com base em determina\u00e7\u00e3o legal. De uma forma ou de outra o resultado \u00e9 o mesmo: pode haver convers\u00e3o ou restabelecimento da pris\u00e3o preventiva pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Detalhe final<\/strong>: aqui abordamos duas \u2018exce\u00e7\u00f5es\u2019 de lei constantes do CPP (convers\u00e3o do flagrante e restabelecimento da preventiva). Podemos encontrar outras em leis esparsas (por exemplo, art. 20 da Lei 11.340\/2006) ou mesmo fruto da interpreta\u00e7\u00e3o da doutrina (como no caso do art. 387, \u00a7 1\u00ba do CPP, com alguns defendendo a possibilidade). Por\u00e9m, deixamos essas e eventuais outras situa\u00e7\u00f5es, para abordagem futura. Aqui j\u00e1 falamos demais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> E aqui n\u00e3o vamos abordar se isso est\u00e1 correto ou n\u00e3o; se a premissa \u00e9 acertada ou equivocada. Vamos trat\u00e1-la tal como apregoada e amplamente reconhecida pela doutrina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> E talvez nos incluamos entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> https:\/\/jus.com.br\/artigos\/19635\/especies-de-prisao-preventiva-e-a-lei-n-12-403-2011<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Aqui n\u00e3o vamos explicitar sobre esse ato para n\u00e3o perder o foco.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> O projeto est\u00e1 \u2018adormecido\u2019, mas existe e est\u00e1 dispon\u00edvel em: https:\/\/www.camara.gov.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=1638152&amp;filename=PL+8045\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-abr-02\/opiniao-juiz-decretar-prisao-preventiva-oficio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante das inova\u00e7\u00f5es operadas pela Lei 13.964\/2019 (Pacote Anticrime), focalizando o objeto de nossa an\u00e1lise, as quest\u00f5es que se colocam s\u00e3o as seguintes: o juiz pode decretar pris\u00e3o preventiva de of\u00edcio? 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