{"id":513901,"date":"2020-05-12T14:37:49","date_gmt":"2020-05-12T17:37:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=513901"},"modified":"2020-05-12T14:37:51","modified_gmt":"2020-05-12T17:37:51","slug":"informativo-stf-975-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-stf-975-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo STF 975 Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Respeit\u00e1vel p\u00fablico!!!<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ladies and Gentlemen<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<p>Chegou a hora do Informativo n\u00ba 975 do STF <strong>COMENTADO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/05\/12143722\/STF-975.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/strong><\/h1>\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_xmuLbuOwq2M\"><div id=\"lyte_xmuLbuOwq2M\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/xmuLbuOwq2M\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/xmuLbuOwq2M\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/xmuLbuOwq2M\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n\n\n<p>Sum\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184955\">DIREITO CONSTITUCIONAL. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184956\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19 e pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184957\">1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184958\">1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 2<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184959\">DIREITO DO TRABALHO.. 4<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184960\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19: direito do trabalho e pandemia do novo Coronav\u00edrus. 4<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184961\">2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 5<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184962\">2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 5<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184963\">DIREITO PENAL. 10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184964\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de desobedi\u00eancia: ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da Justi\u00e7a e tipicidade. 10<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184965\">3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 11<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184966\">3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 11<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184967\">JULGADO DE MENOR RELEV\u00c2NCIA para CONCURSOS. 12<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184968\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19: ADO e fixa\u00e7\u00e3o de renda tempor\u00e1ria m\u00ednima. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184969\">PARA TESTAR SEU CONHECIMENTO.. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184970\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; QUEST\u00d5ES. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184971\">5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 13<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc40184972\">5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19 e pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ante os princ\u00edpios da publicidade e transpar\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel suspender os prazos de resposta a pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os ou nas entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica cujos servidores estejam sujeitos a regime de quarentena, teletrabalho ou equivalentes e que, necessariamente, sequer durante o per\u00edodo de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6351 MC-Ref\/DF, ADI 6353 MC-Ref\/DF e ADI 6347 MC-Ref\/DF, rel. Min. Alexandre de Moraes, Plen\u00e1rio, julgamento em 30.4.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A MP n\u00ba 928\/2020 incluiu o art. 6\u00ba-B na Lei 13.979\/2020, de modo a suspender os prazos de resposta a pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os ou nas entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica cujos <strong>servidores estejam sujeitos a regime de quarentena, teletrabalho ou equivalentes<\/strong> e que, necessariamente, dependam de acesso presencial de agentes p\u00fablicos encarregados da resposta ou de agente p\u00fablico ou setor prioritariamente envolvido com as medidas de enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia. Esses pedidos ficariam pendentes de resposta, aguardando reitera\u00e7\u00e3o no prazo de dez dias do encerramento da calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00eddia foi \u00e0 loucura, porque quer ter acesso justamente \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o de materiais (ex: m\u00e1scaras e respiradores) adquiridos neste per\u00edodo e de outros elementos que permitam avaliar as medidas de enfrentamento tomados pelos governos. O tema chegou ao STF. Concedida a liminar monocraticamente, suspendendo a efic\u00e1cia do dispositivo, a medida foi submetida ao plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>1.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>Lei 13.979\/2020: \u201cArt. 6\u00ba-B. Ser\u00e3o atendidos prioritariamente os pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, de que trata a Lei 12.527, de 2011, relacionados com medidas de enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica de que trata esta Lei. \u00a7 1\u00ba Ficar\u00e3o suspensos os prazos de resposta a pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os ou nas entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica cujos servidores estejam sujeitos a regime de quarentena, teletrabalho ou equivalentes e que, necessariamente, dependam de: I \u2013 acesso presencial de agentes p\u00fablicos encarregados da resposta; ou II \u2013 agente p\u00fablico ou setor prioritariamente envolvido com as medidas de enfrentamento da situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia de que trata esta Lei. \u00a7 2\u00ba Os pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o pendentes de resposta com fundamento no disposto no \u00a7 1\u00ba dever\u00e3o ser reiterados no prazo de dez dias, contado da data em que for encerrado o prazo de reconhecimento de calamidade p\u00fablica a que se refere o Decreto Legislativo 6, de 20 de mar\u00e7o de 2020. \u00a7 3\u00ba N\u00e3o ser\u00e3o conhecidos os recursos interpostos contra negativa de resposta a pedido de informa\u00e7\u00e3o negados com fundamento no disposto no \u00a7 1\u00ba. \u00a7 4\u00ba Durante a vig\u00eancia desta Lei, o meio leg\u00edtimo de apresenta\u00e7\u00e3o de pedido de acesso a informa\u00e7\u00f5es de que trata o art. 10 da Lei 12.527, de 2011, ser\u00e1 exclusivamente o sistema dispon\u00edvel na internet. \u00a7 5\u00ba Fica suspenso o atendimento presencial a requerentes relativos aos pedidos de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o de que trata a Lei 12.527, de 2011.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CF: \u201cArt. 5\u00ba (&#8230;) XXXIII \u2013 todos t\u00eam direito a receber dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos informa\u00e7\u00f5es de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que ser\u00e3o prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescind\u00edvel \u00e0 seguran\u00e7a da sociedade e do Estado; (&#8230;) LXXII \u2013 conceder-se-\u00e1 habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de car\u00e1ter p\u00fablico; b) para a retifica\u00e7\u00e3o de dados, quando n\u00e3o se prefira faz\u00ea-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; (&#8230;) Art. 37. A administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta de qualquer dos Poderes da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios obedecer\u00e1 aos princ\u00edpios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e efici\u00eancia e, tamb\u00e9m, ao seguinte: (&#8230;)\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pode restringir a publicidade?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O.<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 consagrou expressamente o princ\u00edpio da publicidade como um dos vetores imprescind\u00edveis \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica no \u00e2mbito dos tr\u00eas Poderes. A publicidade espec\u00edfica de determinada informa\u00e7\u00e3o somente poder\u00e1 ser excepcionada quando o <em>interesse p\u00fablico assim determinar<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, salvo situa\u00e7\u00f5es excepcionais, a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica tem o <strong>dever de absoluta transpar\u00eancia<\/strong> na condu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios p\u00fablicos, sob pena de desrespeito aos arts. 5\u00ba, XXXIII e LXXII, e 37, caput, da CF. Em outras palavras, \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o constitucional de publicidade e transpar\u00eancia <em>corresponde a obrigatoriedade<\/em> do Estado em fornecer as informa\u00e7\u00f5es solicitadas, sob pena de responsabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, civil e criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os princ\u00edpios da transpar\u00eancia e o da publicidade s\u00e3o corol\u00e1rios da participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos cidad\u00e3os em uma democracia representativa. Essa participa\u00e7\u00e3o somente se fortalece em um ambiente de total visibilidade e possibilidade de exposi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica das diversas opini\u00f5es sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas pelos governantes. A publicidade e a transpar\u00eancia s\u00e3o absolutamente <strong>necess\u00e1rias para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os governamentais<\/strong>, consubstanciando verdadeira garantia instrumental ao pleno exerc\u00edcio do PRINC\u00cdPIO DEMOCR\u00c1TICO, que abrange debater assuntos p\u00fablicos de forma irrestrita, robusta e aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 obriga\u00e7\u00e3o dos gestores prestar melhor ainda as informa\u00e7\u00f5es num momento em que as licita\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o exigidas para a compra de in\u00fameros materiais, em virtude do estado de calamidade. Ou seja, essa <strong>obriga\u00e7\u00e3o se torna ressaltada, n\u00e3o diminu\u00edda durante a pandemia do Coronav\u00edrus<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo em debate transformou a regra constitucional de publicidade e transpar\u00eancia em exce\u00e7\u00e3o, invertendo a finalidade da prote\u00e7\u00e3o constitucional ao livre acesso de informa\u00e7\u00f5es a toda sociedade. Pretendeu-se restringir o livre acesso do cidad\u00e3o a informa\u00e7\u00f5es que a CF consagra.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio referendou medida cautelar em a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade para suspender a efic\u00e1cia do art. 6\u00ba-B da Lei 13.979\/2020, inclu\u00eddo pelo art. 1\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 928\/2020, atos normativos que disp\u00f5em sobre as medidas para enfrentamento da emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica de import\u00e2ncia internacional decorrente do novo Coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO DO TRABALHO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19: direito do trabalho e pandemia do novo Coronav\u00edrus<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00d5ES DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(1)<\/strong> \u00c9 constitucional a Medida Provis\u00f3ria (MP) 927\/2020, que disp\u00f5e sobre a possibilidade de celebra\u00e7\u00e3o de acordo individual escrito, a fim de garantir a perman\u00eancia do v\u00ednculo empregat\u00edcio, durante o per\u00edodo da pandemia do novo Coronarv\u00edrus (COVID-19), bem como sobre diversas provid\u00eancias a serem tomadas nesse per\u00edodo de calamidade p\u00fablica relativas aos contratos de trabalho. <strong>(2)<\/strong> A inconstitucionalidade resume-se aos artigos 29 (afasta o enquadramento, como doen\u00e7a ocupacional, de caso de contamina\u00e7\u00e3o pelo Coronav\u00edrus) e 31 (suspende, por 180 dias, a atua\u00e7\u00e3o completa dos auditores fiscais do trabalho no Minist\u00e9rio da Economia).<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 6342 Ref-MC\/DF, ADI 6344 Ref-MC\/DF, ADI 6346 Ref-MC\/DF, ADI 6348 Ref-MC\/DF, ADI 6349 Ref-MC\/DF, ADI 6352 Ref-MC\/DF, ADI 6354 Ref-MC\/DF, rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, red. p\/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 29.4.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Tendo em conta a crise do Coronavirus, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica editou a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 927\/2020, dispondo sobre a <strong>possibilidade de celebra\u00e7\u00e3o de acordo individual escrito, a fim de garantir a perman\u00eancia do v\u00ednculo empregat\u00edcio, durante o per\u00edodo da pandemia do novo Coronarv\u00edrus (COVID-19<\/strong>), bem como sobre diversas provid\u00eancias a serem tomadas nesse per\u00edodo de calamidade p\u00fablica relativas aos contratos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Galera pirou geral, alegando que h\u00e1 m\u00e1cula \u00e0 cidadania, \u00e0 dignidade humana, ao Estado Democr\u00e1tico de Direito e ao que mais voc\u00ea possa imaginar&#8230; No aspecto formal, n\u00e3o haveria preenchimento dos requisitos para se promover tal altera\u00e7\u00e3o via Medida Provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>2.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Agiu certo o governo?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> Em partes!<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio, relator original votou no seguinte sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> Rep\u00fablica pressup\u00f5e a observ\u00e2ncia da exist\u00eancia de tr\u00eas poderes, <u>independentes<\/u> e <u>harm\u00f4nicos<\/u><\/strong>. Dessa forma, o controle concentrado de constitucionalidade de atos normativos deve ser feita de forma cautelosa, observando-se, tanto quanto poss\u00edvel, a higidez do diploma editado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00c3O se pode potencializar, principalmente em \u00e9poca de crise, partindo para presun\u00e7\u00e3o de ofensa, a cidadania, a dignidade humana, o Estado Democr\u00e1tico de Direito. S\u00e3o institutos abstratos, que encerram verdadeiros princ\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, n\u00e3o se tem como assentar a impossibilidade de o chefe do Poder Executivo nacional atuar provisoriamente, ficando o ato submetido a condi\u00e7\u00e3o resolutiva, considerado o crivo do Congresso Nacional, no campo trabalhista e da sa\u00fade no trabalho. <strong>O presidente da Rep\u00fablica podia e deveria atuar, como o fez, nessas duas \u00e1reas sens\u00edveis<\/strong>. Portanto, a alega\u00e7\u00e3o de v\u00edcio formal n\u00e3o se faz suficiente ao implemento da tutela de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1\u00ba<\/strong>: assenta que durante o estado de calamidade p\u00fablica, reconhecido por decreto legislativo, tem-se configurada, para fins trabalhistas, <strong>situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de for\u00e7a maior<\/strong>, remetendo ao art. 501 da CLT: considerada a pandemia que chegou ao Brasil, ningu\u00e9m coloca em d\u00favida que se tem quadro a evidenciar o fen\u00f4meno tal como definido no aludido artigo. N\u00e3o se pode cogitar de imprevid\u00eancia do empregador. Tamb\u00e9m h\u00e1 de reconhecer-se que o isolamento decorrente do estado de calamidade p\u00fablica repercute na situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e financeira das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 2\u00ba<\/strong> &#8211; versa que empregado e empregador poder\u00e3o, com vistas \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio, firmar acordo individual: a liberdade do prestador dos servi\u00e7os, especialmente em \u00e9poca de crise, quando a fonte do pr\u00f3prio sustento sofre risco, h\u00e1 de ser preservada, desde que n\u00e3o implique, como consta na cl\u00e1usula final do artigo, a coloca\u00e7\u00e3o em segundo plano de garantia constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 3\u00ba, VI<\/strong> &#8211; estabelece que o empregador poder\u00e1 <strong>suspender exig\u00eancias administrativas em seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho<\/strong>: as exig\u00eancias est\u00e3o direcionadas ao prestador dos servi\u00e7os. O dispositivo deve ser encarado no sentido de afastar a burocratiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, exig\u00eancias que acabem por gerar clima de tens\u00e3o entre as partes relacionadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 4\u00ba, \u00a7 5\u00ba<\/strong> &#8211; versa norma segundo a qual o per\u00edodo de uso de <strong>aplicativos e programas de comunica\u00e7\u00e3o, fora da jornada de trabalho normal do empregado, n\u00e3o constitui tempo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, regime de prontid\u00e3o ou de sobreaviso<\/strong>, exceto se houver previs\u00e3o em acordo individual ou coletivo: normatiza\u00e7\u00e3o que, ao primeiro exame, N\u00c3O merece o afastamento. A situa\u00e7\u00e3o retratada, no campo de excepcionalidade, cessada a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os com a continuidade da satisfa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio, surge razo\u00e1vel. Em \u00faltima an\u00e1lise, o que afasta o preceito \u00e9 a possibilidade de considerar-se o tempo nele referido como de trabalho prestado e caminhar-se para remunera\u00e7\u00e3o suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 6\u00ba, \u00a7 2\u00ba<\/strong> &#8211; encerra a possibilidade de <strong>empregado e empregador negociarem a antecipa\u00e7\u00e3o de per\u00edodos futuros de f\u00e9rias<\/strong>, mediante acordo individual escrito: mais uma vez, atente-se para a excepcionalidade do momento vivenciado, buscando-se manter o v\u00ednculo empregat\u00edcio, uma vez <em>n\u00e3o havendo campo para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e sendo poss\u00edvel ter-se o gozo de per\u00edodo futuro de f\u00e9rias<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 8\u00ba <\/strong>&#8211; trata da <strong>concess\u00e3o de f\u00e9rias durante o estado de calamidade p\u00fablica<\/strong>, e prev\u00ea que a <strong>satisfa\u00e7\u00e3o do adicional de um ter\u00e7o poder\u00e1 ocorrer at\u00e9 a data na qual devida a gratifica\u00e7\u00e3o natalina<\/strong>: disposi\u00e7\u00e3o legal voltada a fazer frente \u00e0s consequ\u00eancias da calamidade. O artigo objetiva, sopesados valores, viabilizar a continuidade do v\u00ednculo empregat\u00edcio, mitigando \u00f4nus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 9\u00ba <\/strong>&#8211; preceitua que o <strong>pagamento da remunera\u00e7\u00e3o alusiva \u00e0s f\u00e9rias concedidas, em raz\u00e3o do estado de calamidade p\u00fablica, poder\u00e1 ser efetuado at\u00e9 o quinto dia \u00fatil do m\u00eas subsequente ao in\u00edcio do gozo do descanso anual<\/strong>, n\u00e3o aplic\u00e1vel o versado no art. 145 da CLT: o artigo apenas projeta o pagamento da remunera\u00e7\u00e3o das f\u00e9rias, estabelecendo o quinto dia do m\u00eas subsequente ao in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 13 <\/strong>&#8211; trata da possibilidade de os empregadores <strong>anteciparem o gozo de feriados n\u00e3o religiosos federais, estaduais, distritais e municipais<\/strong>, notificando, por escrito ou por meio eletr\u00f4nico, o conjunto de empregados beneficiados com anteced\u00eancia de, no m\u00ednimo, 48 horas: reputou que o dispositivo tem como objetivo maior preservar a fonte de sustento do prestador dos servi\u00e7os, mitigando \u00f4nus dos empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 14<\/strong> &#8211; <strong>interrup\u00e7\u00e3o das atividades e o regime especial de compensa\u00e7\u00e3o de jornada<\/strong> tendo em vista o banco de horas: mera compensa\u00e7\u00e3o, fixando-se o prazo de at\u00e9 18 meses, contado do encerramento do estado de calamidade, para o acerto, ou seja, a satisfa\u00e7\u00e3o de horas n\u00e3o compensadas. Ali\u00e1s, a compensa\u00e7\u00e3o quando o empregado, recebendo sal\u00e1rio, fica sem prestar servi\u00e7o, por for\u00e7a dos efeitos da calamidade p\u00fablica, situa-se no campo da razoabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>H\u00e1 de observar-se a excepcionalidade do quadro vivenciado no Pa\u00eds e, portanto, a conveni\u00eancia de sopesar-se valores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 15<\/strong> &#8211; suspende a obrigatoriedade de realiza\u00e7\u00e3o dos <strong>exames m\u00e9dicos ocupacionais, cl\u00ednicos e complementares, exceto para efeito de demiss\u00e3o<\/strong>: a reg\u00eancia da mat\u00e9ria n\u00e3o est\u00e1, de forma expl\u00edcita, na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, mas nas regras normativas ordin\u00e1rias de prote\u00e7\u00e3o ao trabalho. De qualquer forma, observado o \u00a7 1\u00ba contido nesse artigo, os exames h\u00e3o de ser realizados no prazo de 60 dias, contado da data de encerramento do estado de calamidade. Prevaleceu o bom senso, a no\u00e7\u00e3o de razoabilidade presente a \u00f3ptica proporcionalidade. N\u00e3o h\u00e1 situa\u00e7\u00e3o normativa a ser glosada de forma prec\u00e1ria e ef\u00eamera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 16<\/strong> &#8211; suspendeu a realiza\u00e7\u00e3o de <strong>treinamentos peri\u00f3dicos e eventuais<\/strong>: necess\u00e1rio cuidado na disciplina da mat\u00e9ria, n\u00e3o surgindo contexto a direcionar \u00e0 suspens\u00e3o da efic\u00e1cia do que disposto. Esses treinamentos ser\u00e3o implementados no prazo de 90 dias, calculados da data de encerramento da situa\u00e7\u00e3o que assola o Pa\u00eds, e, durante o estado de calamidade, poder\u00e3o ser realizados na modalidade de ensino a dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 26<\/strong> &#8211; permiss\u00e3o de, mediante acordo individual escrito, ter-se <strong>jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso<\/strong>: a disciplina n\u00e3o conflita, de in\u00edcio, com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 28<\/strong> &#8211; trata da <strong>suspens\u00e3o de prazos processuais<\/strong> em procedimentos administrativos, considerado auto de infra\u00e7\u00e3o trabalhista e notifica\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito alusivo ao Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o: reputou que se tem a observ\u00e2ncia da razoabilidade na disciplina, novamente presente o balizamento no tempo e a pandemia verificada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Art. 30<\/strong> \u2013 determina que acordos e <strong>conven\u00e7\u00f5es coletivas vencidos ou vincendos no prazo de 180 dias, contados da data de entrada em vigor da Medida Provis\u00f3ria, podem ser alvo de prorroga\u00e7\u00e3o<\/strong>, a crit\u00e9rio do empregador, pelo per\u00edodo de 90 dias: buscou-se certa seguran\u00e7a jur\u00eddica, na rela\u00e7\u00e3o entre empregados e empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 dif\u00edcil conceber-se, estando <em>os cidad\u00e3os em geral em regime de isolamento, n\u00e3o se vivendo dias normais, que sindicato profissional promova reuni\u00e3o dos integrantes da categoria, para deliberarem se aceitam, ou n\u00e3o, a prorroga\u00e7\u00e3o<\/em> de acordos e conven\u00e7\u00f5es coletivas vencidos ou vincendos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio ressaltou que se deve ter presente que a quadra atual exige temperan\u00e7a, equil\u00edbrio na ado\u00e7\u00e3o de medidas visando a satisfa\u00e7\u00e3o de interesses isolados e moment\u00e2neos, isso diante da pandemia que resultou no Decreto Legislativo 6\/2020, por meio do qual reconhecido o estado de <strong>calamidade p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe registrar a inquieta\u00e7\u00e3o de partidos pol\u00edticos com a tomada de provid\u00eancias que urgiam, considerada a situa\u00e7\u00e3o notada, deixando-se de aguardar a defini\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de atos formalizados pelo Executivo nacional mediante medidas provis\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, cumpre atentar para a organicidade do Direito e aguardar o crivo do Congresso Nacional quanto ao teor do diploma \u2014 judicializa\u00e7\u00e3o de medida provis\u00f3ria \u00e9 exce\u00e7\u00e3o e n\u00e3o regra \u2014, n\u00e3o se devendo atuar com a\u00e7odamento, sob pena de <strong>aprofundar-se, ainda mais, a crise aguda que maltrata o Pa\u00eds<\/strong>, em termos de produ\u00e7\u00e3o, em termos de abastecimento, em termos de empregos, em termos, alfim, de vida greg\u00e1ria, presente a paz social. H\u00e1 de somar-se esfor\u00e7os objetivando n\u00e3o apenas mitigar os efeitos nefastos do estado de calamidade p\u00fablica, mas tamb\u00e9m preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, sem exacerba\u00e7\u00f5es, sem acirramentos!<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o <strong>Alexandre de Moraes<\/strong> que n\u00e3o vislumbrou RAZOABILIDADE nos arts. 29 e 31 da MP 927\/2020, e nisso saiu vencedor (acompanhou o voto do relator original em todos os demais itens acima).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo entendeu, a MP 927\/2020, em seu conjunto, veio para tentar diminuir os tr\u00e1gicos efeitos econ\u00f4micos tanto em rela\u00e7\u00e3o ao empregado, o desemprego, a aus\u00eancia de renda para sua subsist\u00eancia, subsist\u00eancia da sua fam\u00edlia, quanto para o empregador, com o fechamento de in\u00fameras empresas e, consequentemente, com uma crise econ\u00f4mica gigantesca. Ou seja, veio para tentar conciliar durante esse per\u00edodo de pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, <strong>essas medidas emergenciais N\u00c3O s\u00e3o inconstitucionais, porque realmente pretendem compatibilizar \u2014 e v\u00eam atingindo em certo ponto esse objetivo \u2014 os valores sociais do trabalho<\/strong>. Elas perpetuam o v\u00ednculo trabalhista, ap\u00f3s, inclusive, o t\u00e9rmino do isolamento com a livre iniciativa, e, nesse sentido, mant\u00eam, mesmo que abalada, a sa\u00fade financeira de milhares de empresas, principalmente as micro, pequenas e m\u00e9dias empresas do setor de servi\u00e7os, que geram milh\u00f5es de empregos. A ideia da medida provis\u00f3ria na manuten\u00e7\u00e3o desse equil\u00edbrio \u00e9 garantir a subsist\u00eancia digna do trabalhador e sua fam\u00edlia, que continuar\u00e1, dentro desses par\u00e2metros, mantendo o seu v\u00ednculo trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, <strong>os artigos 29 e 31 fogem dessa <em>ratio<\/em> da norma, desse bin\u00f4mio manuten\u00e7\u00e3o do trabalho e renda do empregador<\/strong>, sobreviv\u00eancia da atividade empresarial, concilia\u00e7\u00e3o entre empregado e empregador para manuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>artigo 29<\/strong>, que afasta o enquadramento, como doen\u00e7a ocupacional, de caso de contamina\u00e7\u00e3o pelo Coronav\u00edrus, \u00e9 extremamente ofensivo relativamente aos in\u00fameros trabalhadores de atividades essenciais que continuam expostos aos riscos, como m\u00e9dicos e enfermeiros, para os quais a demonstra\u00e7\u00e3o do nexo causal pode ser mais f\u00e1cil, mas, tamb\u00e9m, relativamente aos funcion\u00e1rios de farm\u00e1cias, de supermercados e aos motoboys que trazem e levam entregas de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a estes \u00faltimos, o ministro salientou a sua dificuldade em comprovar eventual nexo causal, o que iria de encontro, ademais, ao recente entendimento firmado pela Corte, no RE 828.040, no sentido de reconhecer a responsabilidade objetiva em alguns casos em que o risco \u00e9 maior. Ou seja, n\u00e3o se pode admitir que o citado dispositivo exclua da considera\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o por coronav\u00edrus como ocupacional, de uma maneira t\u00e3o ampla, inclusive esses profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>artigo 31<\/strong>, reputou-se inexistir raz\u00e3o para a suspender, por 180 dias, a atua\u00e7\u00e3o completa dos auditores fiscais do trabalho no Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>estabelecimento de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o menor atenta contra a pr\u00f3pria sa\u00fade do empregado e em nada auxilia na pandemia<\/strong>. Esclareceu que a norma n\u00e3o prev\u00ea, como raz\u00e3o da sua exist\u00eancia, a necessidade do isolamento dos auditores fiscais, mas simplesmente diminui uma fiscaliza\u00e7\u00e3o que \u00e9 essencial em todos os momentos, inclusive nesse momento excepcional, em que v\u00e1rios direitos trabalhistas est\u00e3o sendo relativizados. Considerou, no ponto, n\u00e3o estarem presentes os requisitos da relev\u00e2ncia e urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencidos os ministros Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, nos termos de seus votos (particularidades), e os ministros Marco Aur\u00e9lio (relator), Dias Toffoli (Presidente) e Gilmar Mendes, que referendaram integralmente o indeferimento da medida cautelar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio, por maioria, em conclus\u00e3o de julgamento conjunto de referendo em medida cautelar em a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade ajuizadas contra diversos artigos da Medida Provis\u00f3ria 927\/2020, negou referendo ao indeferimento da medida cautelar somente em rela\u00e7\u00e3o aos arts. 29 e 31 da referida MP e suspendeu a efic\u00e1cia desses artigos.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>DIREITO PENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crime de desobedi\u00eancia: ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da Justi\u00e7a e tipicidade<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 penalmente t\u00edpica (crime de desobedi\u00eancia \u2013 CP, art. 330) a conduta de n\u00e3o atender a ordem dada pelo oficial de justi\u00e7a na ocasi\u00e3o do cumprimento de mandado de entrega de ve\u00edculo, expedido no ju\u00edzo c\u00edvel, recusando-se, na qualidade de deposit\u00e1rio do bem, a entregar o ve\u00edculo ou a indicar sua localiza\u00e7\u00e3o. O fato de se tratar de atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da Justi\u00e7a, sujeitando-se \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de multa, a teor dos arts. 77, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba; e 774, IV, do CPC de 2015 n\u00e3o afasta a tipicidade penal. N\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo da responsabilidade penal, ainda que poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es c\u00edveis e processuais civis.<\/p>\n\n\n\n<p>HC 169417\/SP, 1\u00aa Turma, rel. orig. Min. Marco Aur\u00e9lio, red. p\/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 28.4.2020.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.1.&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o foi procurado oficial de justi\u00e7a por ocasi\u00e3o do cumprimento de mandado de entrega de ve\u00edculo, expedido no ju\u00edzo c\u00edvel. Mesmo diante do <em>longa manus<\/em> do juiz, Jo\u00e3o fez pouco caso: n\u00e3o atendeu a ordem e recusou-se, na qualidade de deposit\u00e1rio do bem, a entregar o ve\u00edculo ou a indicar sua localiza\u00e7\u00e3o. Acabou condenado \u00e0 pena de 1 m\u00eas e 10 dias de deten\u00e7\u00e3o, em regime semiaberto, e ao pagamento de 20 dias-multa, por crime de desobedi\u00eancia (CP, art. 330).<\/p>\n\n\n\n<p>Impetrou HC no Superior Tribunal de Justi\u00e7a. O ministro relator indeferiu monocraticamente pedido de liminar. Dessa decis\u00e3o, impetrou HC no STF, requerendo a absolvi\u00e7\u00e3o, em vista da alegada atipicidade da conduta, e, sucessivamente, a substitui\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o privativa de liberdade por restritiva de direitos ou a imposi\u00e7\u00e3o de regime aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio (relator) deferiu a ordem para, considerada a atipicidade da conduta, tornar insubsistente o t\u00edtulo condenat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>3.2.&nbsp; An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n\n\n\n<p>CP: \u201cArt. 330 \u2013 Desobedecer a ordem legal de funcion\u00e1rio p\u00fablico: Pena \u2013 deten\u00e7\u00e3o, de quinze dias a seis meses, e multa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>CPC\/2015: \u201cArt. 77. Al\u00e9m de outros previstos neste C\u00f3digo, s\u00e3o deveres das partes, de seus procuradores e de todos aqueles que de qualquer forma participem do processo: (&#8230;) IV \u2013 cumprir com exatid\u00e3o as decis\u00f5es jurisdicionais, de natureza provis\u00f3ria ou final, e n\u00e3o criar embara\u00e7os \u00e0 sua efetiva\u00e7\u00e3o; (&#8230;) \u00a7 1\u00ba Nas hip\u00f3teses dos incisos IV e VI, o juiz advertir\u00e1 qualquer das pessoas mencionadas no caput de que sua conduta poder\u00e1 ser punida como ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a. \u00a7 2\u00ba A viola\u00e7\u00e3o ao disposto nos incisos IV e VI constitui ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da justi\u00e7a, devendo o juiz, sem preju\u00edzo das san\u00e7\u00f5es criminais, civis e processuais cab\u00edveis, aplicar ao respons\u00e1vel multa de at\u00e9 vinte por cento do valor da causa, de acordo com a gravidade da conduta. (&#8230;) Art. 774. Considera-se atentat\u00f3ria \u00e0 dignidade da justi\u00e7a a conduta comissiva ou omissiva do executado que: (&#8230;) IV \u2013 resiste injustificadamente \u00e0s ordens judiciais;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A conduta \u00e9&#8230;?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> T\u00cdPICA!<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro relator (Marco Aur\u00e9lio) asseverou que o delito previsto no art. 330 do CP constitui tipo penal subsidi\u00e1rio, cuja caracteriza\u00e7\u00e3o t\u00edpica pressup\u00f5e, al\u00e9m do descumprimento de ordem emitida por funcion\u00e1rio p\u00fablico, que o <strong>ato de desobedi\u00eancia n\u00e3o se mostre suscet\u00edvel de, considerada previs\u00e3o legal, sofrer san\u00e7\u00e3o administrativa, civil ou penal<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclareceu que o comportamento imputado ao paciente consubstancia ato atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da Justi\u00e7a, sujeitando-se \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de multa de at\u00e9 20% do valor do d\u00e9bito executado, a teor dos arts. 14, V e par\u00e1grafo \u00fanico; 600, III, e 601 do CPC\/1973, correspondentes aos arts. 77, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba; e 774, IV, do CPC de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a exist\u00eancia de san\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, <strong>ausente qualquer ressalva expressa acerca da possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o cumulativa do crime versado no art. 330 do CP<\/strong>, torna a conduta desprovida de tipicidade penal e inviabiliza a condena\u00e7\u00e3o pelo delito de desobedi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele est\u00e1 com a raz\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00c3O!<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio entendeu n\u00e3o haver preju\u00edzo da responsabilidade penal e ser poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es civis, criminais e processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que a\u00ed o STF entra no m\u00e9rito da senten\u00e7a: a condena\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena e o delito, sem gravidade. Assegurou a substitui\u00e7\u00e3o da reprimenda corporal por restritiva de direitos, a ser <strong>imposta na origem<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Diverg\u00eancia.<\/h4>\n\n\n\n<p>Vencido o ministro Marco Aur\u00e9lio (relator), que deferiu a ordem em maior extens\u00e3o, para tornar insubsistente o t\u00edtulo condenat\u00f3rio. A seu ver, a conduta \u00e9 desprovida de tipicidade penal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">3.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Resultado final.<\/h4>\n\n\n\n<p>A Primeira Turma, em conclus\u00e3o de julgamento e por maioria, concedeu a ordem de habeas corpus, de of\u00edcio, para determinar a convers\u00e3o da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, cabendo ao ju\u00edzo de origem fixar as condi\u00e7\u00f5es da pena substitutiva (Informativo 966).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>JULGADO DE MENOR RELEV\u00c2NCIA para CONCURSOS<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Covid-19: ADO e fixa\u00e7\u00e3o de renda tempor\u00e1ria m\u00ednima<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p>Na inicial, sustentava-se que <strong>cabia ao Governo Federal propor, em favor dos mais necessitados<\/strong>, ante a fragilidade econ\u00f4mica decorrente das restri\u00e7\u00f5es \u00e0 locomo\u00e7\u00e3o e ao exerc\u00edcio de atividades remuneradas tidas como n\u00e3o essenciais, medidas voltadas a assegurar a alimenta\u00e7\u00e3o, o m\u00ednimo existencial e a dignidade da pessoa humana: renda m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, entendeu cab\u00edvel a a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade por omiss\u00e3o. Vencido, no ponto, o ministro Marco Aur\u00e9lio (relator), que a reputou inadequada. Ressaltou que, quando a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada, havia incurso no Congresso Nacional medida destinada a criar essa renda que acabou, por fim, sendo criada de forma tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, prevaleceu o voto do ministro Roberto Barroso que declarou a a\u00e7\u00e3o prejudicada, uma vez que foi aprovado, pelo Congresso Nacional, o aux\u00edlio emergencial e, consequentemente, satisfeito o que seria o objeto do pedido. Vencido, nesse aspecto, o ministro Edson Fachin, que deu prosseguimento \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Para o ministro, <strong>a mat\u00e9ria deveria ter tr\u00e2nsito para examinar-se se h\u00e1 ou n\u00e3o o dever de legislar em mat\u00e9ria de renda b\u00e1sica, notadamente em per\u00edodos de grave crise econ\u00f4mico-social, mas n\u00e3o exclusivamente nesse \u00e2mbito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>RESULTADO: O Plen\u00e1rio, por maioria, julgou prejudicado pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade por omiss\u00e3o em que se pleiteava a fixa\u00e7\u00e3o de renda tempor\u00e1ria m\u00ednima para fazer frente \u00e0 pandemia ligada ao novo Coronav\u00edrus (Covid-19).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ADO 56\/DF, Plen\u00e1rio, rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, red. p\/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgamento em 30.4.2020.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a>PARA TESTAR SEU CONHECIMENTO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><a>5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; QUEST\u00d5ES<\/a><\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.1.&nbsp; Quest\u00f5es objetivas<\/a>: CERTO ou ERRADO.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. No \u00e2mbito dos atos administrativos, a publicidade \u00e9 a regra; o sigilo a exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A publicidade e a transpar\u00eancia s\u00e3o necess\u00e1rias para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os governamentais, mas s\u00e3o prescind\u00edveis ao exerc\u00edcio do princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Q3\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 inconstitucional norma que conceda ao empregador a possibilidade de suspender exig\u00eancias administrativas em seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Q4\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. &nbsp;N\u00e3o atender a ordem dada pelo oficial de justi\u00e7a na ocasi\u00e3o do cumprimento de mandado, expedido no ju\u00edzo c\u00edvel tem consequ\u00eancias unicamente c\u00edveis e processuais, n\u00e3o penais, tratando-se de conduta penalmente at\u00edpica.<\/p>\n\n\n\n<p>Q5\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O STF j\u00e1 assentou que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o inafast\u00e1vel do Governo Federal propor, em favor dos mais necessitados, medidas voltadas a assegurar a alimenta\u00e7\u00e3o, o m\u00ednimo existencial e a dignidade da pessoa humana (renda m\u00ednima), especialmente em situa\u00e7\u00f5es de calamidade p\u00fablica, mas n\u00e3o exclusivamente nesse \u00e2mbito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a>5.2.&nbsp; Gabarito<\/a>.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. CORRETO: A publicidade espec\u00edfica de determinada informa\u00e7\u00e3o somente poder\u00e1 ser excepcionada quando o interesse p\u00fablico assim determinar. a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica tem o dever de absoluta transpar\u00eancia na condu\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios p\u00fablicos, sob pena de desrespeito aos arts. 5\u00ba, XXXIII e LXXII, e 37, caput, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. ERRADO: A publicidade e a transpar\u00eancia s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os governamentais, consubstanciando verdadeira garantia instrumental ao pleno exerc\u00edcio do princ\u00edpio democr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Q3\u00ba.<\/a> ERRADO: Art. 3\u00ba, VI, da n\u00ba 927\/2020 estabelece que o empregador poder\u00e1 suspender exig\u00eancias administrativas em seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho: as exig\u00eancias est\u00e3o direcionadas ao prestador dos servi\u00e7os. O dispositivo deve ser encarado no sentido de afastar a burocratiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, exig\u00eancias que acabem por gerar clima de tens\u00e3o entre as partes relacionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Q4\u00ba. ERRADO: \u00c9 penalmente t\u00edpica (crime de desobedi\u00eancia \u2013 CP, art. 330) a conduta de n\u00e3o atender a ordem dada pelo oficial de justi\u00e7a na ocasi\u00e3o do cumprimento de mandado de entrega de ve\u00edculo, expedido no ju\u00edzo c\u00edvel, recusando-se, na qualidade de deposit\u00e1rio do bem, a entregar o ve\u00edculo ou a indicar sua localiza\u00e7\u00e3o. O fato de se tratar de atentat\u00f3rio \u00e0 dignidade da Justi\u00e7a, sujeitando-se \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o de multa, a teor dos arts. 77, \u00a7\u00a7 1\u00ba e 2\u00ba; e 774, IV, do CPC de 2015 n\u00e3o afasta a tipicidade penal. N\u00e3o h\u00e1 preju\u00edzo da responsabilidade penal, ainda que poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es c\u00edveis e processuais civis.<\/p>\n\n\n\n<p>Q5\u00ba. ERRADO: Essa era a pretens\u00e3o do ministro Fachin. Contudo, o STF n\u00e3o ingressou do m\u00e9rito dessa quest\u00e3o. Embora tenha considerado cab\u00edvel a a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade por omiss\u00e3o para discutir o tema, quando a ADO 56 foi ajuizada, j\u00e1 estava em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional medida destinada a criar essa renda que acabou sendo criada de forma tempor\u00e1ria. Assim, a a\u00e7\u00e3o foi considerada prejudicada, uma vez que satisfeito o que seria o objeto do pedido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Prof. <strong>Jean<\/strong> <strong>Vilbert<\/strong><\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>AT\u00c9 A PR\u00d3XIMA!!!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/05\/12143722\/STF-975.pdf\">STF-975<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/05\/12143722\/STF-975.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respeit\u00e1vel p\u00fablico!!! Ladies and Gentlemen! Chegou a hora do Informativo n\u00ba 975 do STF COMENTADO. DOWNLOAD do PDF AQUI! 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