{"id":465485,"date":"2020-01-04T00:08:11","date_gmt":"2020-01-04T03:08:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=465485"},"modified":"2020-01-04T07:55:32","modified_gmt":"2020-01-04T10:55:32","slug":"informativo-955-stf-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-955-stf-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo 955\/STF Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>E hoje pegamos carona no Informativo n\u00ba 955\/STF <strong>COMENTADO<\/strong>. Presente do Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica para voc\u00ea!<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/01\/03100722\/STF-955.pdf\">DOWNLOAD do PDF AQUI!<\/a><\/h1>\n\n\n<p><!--EndFragment--><\/p>\n<div class=\"lyte-wrapper\" style=\"width:853px;max-width:100%;margin:5px;\"><div class=\"lyMe\" id=\"WYL_xGzrBbhS9HY\"><div id=\"lyte_xGzrBbhS9HY\" data-src=\"\/\/i.ytimg.com\/vi\/xGzrBbhS9HY\/hqdefault.jpg\" class=\"pL\"><div class=\"tC\"><div class=\"tT\"><\/div><\/div><div class=\"play\"><\/div><div class=\"ctrl\"><div class=\"Lctrl\"><\/div><div class=\"Rctrl\"><\/div><\/div><\/div><noscript><a href=\"https:\/\/youtu.be\/xGzrBbhS9HY\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/xGzrBbhS9HY\/0.jpg\" alt=\"YouTube video thumbnail\" width=\"853\" height=\"460\" \/><br \/>Assista a este v\u00eddeo no YouTube<\/a><\/noscript><\/div><\/div><div class=\"lL\" style=\"max-width:100%;width:853px;margin:5px;\"><\/div><\/p>\n<p>Sum\u00e1rio<\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812453\">DIREITO FINANCEIRO.. 1<\/a><\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"#_Toc28812454\"> Explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis e repasse de \u201croyaties\u201d a munic\u00edpios. 1<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"#_Toc28812455\">1.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 2<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812456\">1.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 3<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812457\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL. 6<\/a><\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><a href=\"#_Toc28812458\"> Legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico: a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e FGTS. 6<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"#_Toc28812459\">2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 6<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812460\">2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 7<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812461\">2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 8<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812462\">2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito. 8<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812463\">DIREITO PENAL. 9<\/a><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><a href=\"#_Toc28812464\"> Lavagem de dinheiro e exaurimento da infra\u00e7\u00e3o antecedente. 9<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"#_Toc28812465\">3.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 9<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812466\">3.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 10<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812467\">3.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 11<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812468\">3.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito. 12<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812469\">DIREITO CONSTITUCIONAL. 12<\/a><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><a href=\"#_Toc28812470\"> A\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade estadual: homologa\u00e7\u00e3o de acordos e conhecimento 12<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"#_Toc28812471\">4.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 12<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812472\">4.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 13<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812473\">DIREITO PROCESSUAL PENAL. 14<\/a><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><a href=\"#_Toc28812474\"> Prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o: natureza do crime e justi\u00e7a comum.. 14<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"#_Toc28812475\">5.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA. 14<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812476\">5.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA. 14<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812477\">5.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO. 15<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_Toc28812478\">5.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito. 15<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc28812453\"><\/a>DIREITO FINANCEIRO<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc28812454\"><\/a>1.\u00a0\u00a0 Explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis e repasse de \u201croyaties\u201d a munic\u00edpios<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 constitucional o art. 9\u00ba da Lei 7.990\/1989, que estabelece que os Estados devem repassar 25% dos royalties recebidos pela explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais (petr\u00f3leo, recursos h\u00eddricos para produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e recursos minerais) em seu territ\u00f3rio para <u>todos<\/u> os Munic\u00edpios do respectivo Estado, e n\u00e3o apenas para os Munic\u00edpios onde h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o desses recursos (STF. Plen\u00e1rio. ADI 4846\/ES, Rel. Min. Edson Fachin, julgado em 9\/10\/2019)<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>: Maioria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812455\"><\/a>1.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O art. 9\u00ba da Lei 7.990\/1989, que estabelece que os Estados devem repassar 25% dos royalties recebidos pela explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais (petr\u00f3leo, recursos h\u00eddricos para produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e recursos minerais) em seu territ\u00f3rio para <u>todos<\/u> os Munic\u00edpios do respectivo Estado, e n\u00e3o apenas para os Munic\u00edpios onde h\u00e1 explora\u00e7\u00e3o desses recursos.<\/p>\n<p>O Governador do Estado do Esp\u00edrito Santo ajuizou A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, no STF, contra este dispositivo, alegando que ele viola o princ\u00edpio federativo e o \u00a7 1\u00ba do art. 20 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>Segundo ele: \u201ca retribui\u00e7\u00e3o financeira de que trata esse dispositivo constitucional tem por finalidade compensar (ou indenizar) os estados e munic\u00edpios afetados pela explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais (estados e munic\u00edpios produtores) pelos reflexos dessa atividade econ\u00f4mica sobre suas contas p\u00fablicas e sobre o modo de vida das suas respectivas popula\u00e7\u00f5es. (&#8230;) N\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para que o legislador distribua parcela dessas receitas a estados e munic\u00edpios que n\u00e3o s\u00e3o afetados pela explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais (estados e munic\u00edpios n\u00e3o produtores). (&#8230;) A regra jur\u00eddica consignada no artigo 9\u00ba da Lei Federal 7.990\/89 far\u00e1 com que, ainda que a t\u00edtulo de exemplo, a capital Vit\u00f3ria fique com parte dos royalties de minera\u00e7\u00e3o recebidos pelo estado, mesmo n\u00e3o tendo qualquer rela\u00e7\u00e3o com essa atividade econ\u00f4mica e n\u00e3o sofrendo, por isso, os reflexos do seu exerc\u00edcio por particulares.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a compensa\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 receita origin\u00e1ria dos Estados e, portanto, n\u00e3o pode ser disciplinada por lei federal, mas sim por leis estaduais.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812456\"><\/a>1.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF: \u201cArt. 20. S\u00e3o bens da Uni\u00e3o: (&#8230;) V \u2013 os recursos naturais da plataforma continental e da zona econ\u00f4mica exclusiva; (&#8230;) VIII \u2013 os potenciais de energia hidr\u00e1ulica; IX \u2013 os recursos minerais, inclusive os do subsolo; (&#8230;)<\/p>\n<ul>\n<li>1\u00ba \u00c9 assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios, bem como a \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o direta da Uni\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o no resultado da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ou g\u00e1s natural, de recursos h\u00eddricos para fins de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e de outros recursos minerais no respectivo territ\u00f3rio, plataforma continental, mar territorial ou zona econ\u00f4mica exclusiva, ou compensa\u00e7\u00e3o financeira por essa explora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Lei n\u00ba 7.990\/89: Art. 9\u00ba Os Estados transferir\u00e3o aos Munic\u00edpios 25% (vinte e cinco por cento) da parcela da compensa\u00e7\u00e3o financeira que lhes \u00e9 atribu\u00edda pelos arts. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, 6\u00ba, \u00a7 3\u00ba e 7\u00ba desta Lei, mediante observ\u00e2ncia dos mesmos crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o de recursos, estabelecidos em decorr\u00eancia do disposto no art. 158, inciso IV e respectivo par\u00e1grafo \u00fanico da Constitui\u00e7\u00e3o, e dos mesmos prazos fixados para a entrega desses recursos, contados a partir do recebimento da compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 7.990\/89 \u00e9 constitucional?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> SIM.<\/p>\n<p>Prevaleceu o voto do ministro Edson Fachin (relator), no sentido da constitucionalidade da <strong>imposi\u00e7\u00e3o legal de repasse de parcela das receitas transferidas aos Estados-membros para os munic\u00edpios<\/strong> integrantes da territorialidade do ente maior.<\/p>\n<p>O STF afirmou, com base no art. 20, V, VIII, IX, e \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que o poder constituinte optou por denominar os royalties como participa\u00e7\u00e3o no resultado e compensa\u00e7\u00e3o financeira pela explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, com natureza jur\u00eddica de <u>receita transferida n\u00e3o tribut\u00e1ria de cunho origin\u00e1rio<\/u>, isto \u00e9, decorrente da explora\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A tese de que os royalties mar\u00edtimos do petr\u00f3leo somente s\u00e3o devidos aos Estados-membros e munic\u00edpios confrontantes, que s\u00e3o os litor\u00e2neos, n\u00e3o guarda perfeita similitude f\u00e1tico-normativa ao pleito de excluir o dever de repasse aos munic\u00edpios \u201cn\u00e3o produtores\u201d, isto \u00e9, n\u00e3o confrontantes, pois o adjetivo \u201cprodutor\u201d somente \u00e9 aplic\u00e1vel aos royalties terrestres.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A incid\u00eancia de royalty (arrecada\u00e7\u00e3o da receita p\u00fablica) \u00e9 tem\u00e1tica substancialmente diversa da respectiva partilha ou distribui\u00e7\u00e3o (rateio federativo das verbas p\u00fablicas).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas n\u00e3o se trata de receita origin\u00e1ria?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O (para o relator).<\/p>\n<p><strong>As receitas de royalties s\u00e3o receitas origin\u00e1rias da Uni\u00e3o <\/strong>(n\u00e3o dos Estados-membros), tendo em vista a <u>propriedade federal dos recursos minerais<\/u>, e obrigatoriamente transferidas aos Estados-membros e munic\u00edpios por for\u00e7a de disposi\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n<p>Segundo o ministro Edson Fachin, n\u00e3o se pode fazer confus\u00e3o conceitual em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s classifica\u00e7\u00f5es da receita quanto ao v\u00ednculo que a origina (receitas derivadas e origin\u00e1rias) e quanto \u00e0 fonte de receita (receitas pr\u00f3prias e transferidas). Com base nisso, <strong>afastou a reivindica\u00e7\u00e3o dos royalties como receitas origin\u00e1rias dos Estados-membros e munic\u00edpios<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>CUIDADO! <\/strong>No julgamento da ADI 4606, o Ministro Alexandre de Moraes defendeu posi\u00e7\u00e3o em sentido exatamente contr\u00e1rio: de que as receitas de royalties s\u00e3o receitas origin\u00e1rias dos Estados-membros e Munic\u00edpios. No entanto, para ele, mesmo assim o tema deve ser tratado por meio de lei federal. Confira:<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<ol>\n<li>Segundo jurisprud\u00eancia assentada nesta CORTE, as rendas obtidas nos termos do art. 20, \u00a7 1\u00ba, da CF constituem receita patrimonial origin\u00e1ria, cuja titularidade \u2013 que n\u00e3o se confunde com a dos recursos naturais objetos de explora\u00e7\u00e3o \u2013 pertence a cada um dos entes federados afetados pela atividade econ\u00f4mica. 2. Embora sejam receitas origin\u00e1rias de Estados e Munic\u00edpios, as suas condi\u00e7\u00f5es de recolhimento e reparti\u00e7\u00e3o s\u00e3o definidas por regramento da Uni\u00e3o, que tem dupla autoridade normativa na mat\u00e9ria, j\u00e1 que cabe a ela definir as condi\u00e7\u00f5es (legislativas) gerais de explora\u00e7\u00e3o de potenciais de recursos h\u00eddricos e minerais (art. 22, IV e XII, da CF), bem como as condi\u00e7\u00f5es (contratuais) espec\u00edficas da outorga dessa atividade a particulares (art. 176, par\u00e1grafo \u00fanico, da CF). Atualmente, a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia determina seja o pagamento \u201cefetuado, mensalmente, diretamente aos Estados, ao Distrito Federal, aos Munic\u00edpios e aos \u00f3rg\u00e3os da Administra\u00e7\u00e3o Direta da Uni\u00e3o\u201d (art. 8\u00ba da Lei 7.990\/1989). (&#8230;) STF. Plen\u00e1rio. ADI 4606, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 28\/02\/2019 (Info 932)<\/li>\n<\/ol>\n<h4>1.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E quanto ao pacto federativo?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> E o que tem ele? kkkkk<\/p>\n<p>O STF repeliu a alega\u00e7\u00e3o de ofensa ao pacto federativo, de que lei federal estaria determinando o repasse de \u201creceitas origin\u00e1rias\u201d dos Estados-membros a outros entes federativos.<\/p>\n<p>Asseverou que a natureza jur\u00eddica da lei de rateio federativo das receitas dos royalties, a que se refere o \u00a7 1\u00ba do art. 20 da CF, possui natureza federal e ordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quanto ao car\u00e1ter de <strong><u>nacionalidade<\/u><\/strong> da norma extra\u00edda do referido dispositivo constitucional, o STF j\u00e1 se pronunciou no sentido de que h\u00e1 uma equival\u00eancia da territorialidade com o alcance do preceito legal, de modo que se trata de norma federal a qual ostenta abrang\u00eancia nacional.<\/p>\n<p>De igual modo, <strong>a titularidade da Uni\u00e3o sobre os recursos minerais e as receitas decorrentes da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desses bens p\u00fablicos indicam o car\u00e1ter federal da respectiva norma<\/strong>, \u00e0 luz do crit\u00e9rio da predomin\u00e2ncia do interesse. Citou, no ponto, a orienta\u00e7\u00e3o firmada no julgamento da ADI 4.606.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>1.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diverg\u00eancia.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Vencido o ministro (uma chance de acertar quem \u00e9 ele&#8230;) Marco Aur\u00e9lio, que julgou o pedido procedente por entender que a lei federal n\u00e3o poderia definir a distribui\u00e7\u00e3o do resultado da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo aos munic\u00edpios, tendo em vista a autonomia normativa dos Estados-membros.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>1.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Plen\u00e1rio, por maioria, julgou improcedente pedido formulado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade proposta contra o art. 9\u00ba da Lei 7.990\/1989, que \u201cinstitui, para os Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios, compensa\u00e7\u00e3o financeira pelo resultado da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo ou g\u00e1s natural, de recursos h\u00eddricos para fins de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, de recursos minerais em seus respectivos territ\u00f3rios, plataforma continental, mar territorial ou zona econ\u00f4mica exclusiva\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc28812457\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc28812458\"><\/a>2.\u00a0\u00a0 Legitimidade do Minist\u00e9rio P\u00fablico: a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica e FGTS<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO<\/strong><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico tem legitimidade para a propositura de a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em defesa de direitos sociais relacionados ao Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). (STF. Plen\u00e1rio. RE 643978\/SE, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 9\/10\/2019 &#8211; repercuss\u00e3o geral \u2013 Tema 850)<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>: Unanimidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812459\"><\/a>2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 longos anos, havia pol\u00eamica sobre a legitimidade do MP para ajuizar ACP tratando sobre a libera\u00e7\u00e3o de contas de titularidade de empregados, considerando a veda\u00e7\u00e3o contida no par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1\u00ba da A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica e ainda que o MP estaria tutelando direitos individuais homog\u00eaneos que s\u00e3o <u>dispon\u00edveis<\/u>, o que n\u00e3o se amoldaria \u00e0s fun\u00e7\u00f5es institucionais conferidas ao Parquet no art. 127 da CF\/88.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812460\"><\/a>2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n\u00ba 7.347\/85: Art. 1\u00ba (&#8230;) Par\u00e1grafo \u00fanico. N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para veicular pretens\u00f5es que envolvam tributos, contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o &#8211; FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos benefici\u00e1rios podem ser individualmente determinados. (Inclu\u00eddo pela Medida provis\u00f3ria n\u00ba 2.180-35\/2001).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>CF: Art. 127. O Minist\u00e9rio P\u00fablico \u00e9 institui\u00e7\u00e3o permanente, essencial \u00e0 fun\u00e7\u00e3o jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jur\u00eddica, do regime democr\u00e1tico e dos interesses sociais e individuais indispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O MP tem legitimidade para mexer com FGTS?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> SIM.<\/p>\n<p>Considerando se tratarem de direito individual homog\u00eaneo com relev\u00e2ncia social, o MP pode ajuizar, por exemplo, a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Caixa Econ\u00f4mica Federal intentando que, havendo as movimenta\u00e7\u00f5es previstas no art. 20, I, II, IX e X, da Lei n\u00ba 8.036\/90, seja procedida \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de todas as contas de titularidade do empregado, e n\u00e3o somente da conta atrelada ao \u00faltimo v\u00ednculo de trabalho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"282\">\n<p><strong>DIREITOS INDISPON\u00cdVEIS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"282\">\n<p><strong>DIREITOS DISPON\u00cdVEIS<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\">\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico est\u00e1 legitimado a promover a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica para a defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homog\u00eaneos.<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"282\">\n<p>O MP s\u00f3 ter\u00e1 legitimidade para ACP envolvendo direitos individuais homog\u00eaneos dispon\u00edveis se estes forem de interesse social, isto \u00e9, se apresentarem relev\u00e2ncia social.<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E a veda\u00e7\u00e3o do artigo 1\u00ba da ACP?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Deve ser interpretada conforme a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p>A teleologia da previs\u00e3o (seu objetivo) foi o de impedir a vulgariza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o coletiva \u2014 evitando que fossem propostas a\u00e7\u00f5es civis p\u00fablicas para o simples fim de movimentar as contas do FGTS ou para discutir as hip\u00f3teses de saque.<\/p>\n<p>Assim, par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 1\u00ba da LACP n\u00e3o \u00e9 obste \u00e0 propositura de ACP pelo MP para quest\u00f5es envolvendo o FGTS em um contexto mais amplo, em que est\u00e3o em jogo interesses sociais de alta relev\u00e2ncia social \u2014 ainda que com natureza jur\u00eddica de direitos individuais homog\u00eaneos<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>2.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Com essa tese de repercuss\u00e3o geral (Tema 850), o Plen\u00e1rio negou provimento a recurso extraordin\u00e1rio interposto pela Caixa Econ\u00f4mica Federal.<\/p>\n<p>Na origem, o parquet federal ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica que visa ao tratamento unificado ou \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o das contas vinculadas ao FGTS pertencentes a empregado que possui mais de um v\u00ednculo laboral. Ao prover parcialmente embargos infringentes, o tribunal a quo aduziu estar caracterizado direito individual homog\u00eaneo com forte conota\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812461\"><\/a>2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO.<\/h3>\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O MP n\u00e3o possui legitimidade para a defesa de direitos individuais homog\u00eaneos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812462\"><\/a>2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Q1\u00ba. ERRADO: Segundo a jurisprud\u00eancia: \u201ch\u00e1 certos interesses individuais que, quando visualizados em seu conjunto, em forma coletiva e impessoal, t\u00eam a for\u00e7a de transcender a esfera de interesses puramente particulares, passando a representar, mais que a soma de interesses dos respectivos titulares, verdadeiros interesses da comunidade. Nessa perspectiva, a les\u00e3o desses interesses individuais acaba n\u00e3o apenas atingindo a esfera jur\u00eddica dos titulares do direito individualmente considerados, mas tamb\u00e9m comprometendo bens, institutos ou valores jur\u00eddicos superiores, cuja preserva\u00e7\u00e3o \u00e9 cara a uma comunidade maior de pessoas. Em casos tais, a tutela jurisdicional desses direitos se reveste de interesse social qualificado, o que legitima a propositura da a\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico com base no art. 127 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Mesmo nessa hip\u00f3tese, todavia, a legitima\u00e7\u00e3o ativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico se limita \u00e0 a\u00e7\u00e3o civil coletiva destinada a obter senten\u00e7a gen\u00e9rica sobre o n\u00facleo de homogeneidade dos direitos individuais homog\u00eaneos. 6. Cumpre ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es institucionais, identificar situa\u00e7\u00f5es em que a ofensa a direitos individuais homog\u00eaneos compromete tamb\u00e9m interesses sociais qualificados, sem preju\u00edzo do posterior controle jurisdicional a respeito. Cabe ao Judici\u00e1rio, com efeito, a palavra final sobre a adequada legitima\u00e7\u00e3o para a causa, sendo que, por se tratar de mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica, dela pode o juiz conhecer at\u00e9 mesmo de of\u00edcio (CPC, art. 267, VI e \u00a7 3.\u00ba, e art. 301, VIII e \u00a7 4.\u00ba). (&#8230;) STF. Plen\u00e1rio. RE 631111, Rel. Min. Teori Zavascki, julgado em 07\/08\/2014.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc28812463\"><\/a>DIREITO PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc28812464\"><\/a>3.\u00a0\u00a0 Lavagem de dinheiro e exaurimento da infra\u00e7\u00e3o antecedente<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>INQU\u00c9RITO<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o configura o crime de lavagem de dinheiro (art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 9.613\/98) a conduta de esconder dinheiro il\u00edcito (derivado de propina) nas vestimentas (bolsos do palet\u00f3, cintura e meias), buscando viajar com as notas ocultas em voo dom\u00e9stico. Tamb\u00e9m n\u00e3o configura o delito a conduta de dissimular (mentir), uma vez descoberto, a natureza, a origem e a propriedade dos valores (STF. 1\u00aa Turma. Inq 3515\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgado em 8\/10\/2019).<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>: Unanimidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812465\"><\/a>3.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No caso, o inqu\u00e9rito foi instaurado para apurar o cometimento, por parlamentar federal e seu assessor, dos crimes de corrup\u00e7\u00e3o passiva e lavagem de dinheiro, ante a apreens\u00e3o de vultosa quantia em esp\u00e9cie, na posse do \u00faltimo, quando tentava embarcar em avi\u00e3o, utilizando passagens custeadas pelo primeiro.<\/p>\n<p>A procuradora-geral da Rep\u00fablica apresentou den\u00fancia em desfavor do deputado, imputando-lhe o cometimento dos delitos tipificados nos arts. 317, \u00a7 1\u00ba (corrup\u00e7\u00e3o passiva com causa de aumento em raz\u00e3o de infringir dever funcional), do C\u00f3digo Penal e 1\u00ba, V (lavagem de dinheiro proveniente de crime contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica), da Lei 9.613\/1998, com reda\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 Lei 12.683\/2012, na forma do 69 (concurso material) do CP.<\/p>\n<p>Segundo a den\u00fancia, o parlamentar, na condi\u00e7\u00e3o de l\u00edder de partido, teria recebido, por interm\u00e9dio de assessor, vantagem indevida visando obter apoio para manter determinada pessoa na Presid\u00eancia da Companhia Brasileira de Trens Urbanos \u2013 CBTU. A den\u00fancia assevera ter o parlamentar deixado de praticar ato de of\u00edcio consistente na fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades do Poder Executivo e da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica indireta, infringindo deveres funcionais atinentes ao mandato de deputado federal.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o investigado, com a finalidade de ocultar a natureza, a origem, a disposi\u00e7\u00e3o e a propriedade da quantia il\u00edcita recebida, teria ordenado que o assessor movimentasse o dinheiro, camuflando as notas pelo corpo, sob as vestes, nos bolsos do palet\u00f3, junto \u00e0 cintura e dentro das meias, de modo a dissimular a natureza, a origem e a propriedade dos valores, caso fosse surpreendido, o que veio a acontecer.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812466\"><\/a>3.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei n\u00ba 9.613\/98: Art. 1\u00ba Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localiza\u00e7\u00e3o, disposi\u00e7\u00e3o, movimenta\u00e7\u00e3o ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infra\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A den\u00fancia deve ser recebida?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> EM PARTE.<\/p>\n<p>Quanto ao delito previsto no art. 317, \u00a7 1\u00ba, do CP (corrup\u00e7\u00e3o passiva com causa de aumento em raz\u00e3o de infringir dever funcional), a den\u00fancia atendeu \u00e0s exig\u00eancias versadas no art. 41 do C\u00f3digo de Processo Penal (CPP): conter descri\u00e7\u00e3o do cometimento, em tese, de fato criminoso e das circunst\u00e2ncias, estando individualizada a conduta imputada ao acusado.<\/p>\n<p>No que se refere ao delito de lavagem de dinheiro, no entanto, o <strong>STF n\u00e3o vislumbrou narrativa f\u00e1tica a ensejar a configura\u00e7\u00e3o t\u00edpica da infra\u00e7\u00e3o<\/strong>, havendo aus\u00eancia de justa causa para a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p>O crime de branqueamento de capitais corresponde \u00e0 conduta delituosa adicional, a qual se caracteriza mediante <u>nova a\u00e7\u00e3o dolosa, distinta daquela que \u00e9 pr\u00f3pria do exaurimento da infra\u00e7\u00e3o antecedente<\/u>. Entretanto, a procuradoria-geral da Rep\u00fablica limitou-se a expor, a t\u00edtulo de conduta reveladora de lavagem de dinheiro, a obten\u00e7\u00e3o da vantagem indevida proveniente do delito de corrup\u00e7\u00e3o passiva.<\/p>\n<p>O ato de receber valores il\u00edcitos integra o tipo previsto no art. 317 do CP, de modo que <strong>a conduta de esconder as notas pelo corpo, sob as vestes, nos bolsos do palet\u00f3, junto \u00e0 cintura e dentro das meias, <u>n\u00e3o se reveste da indispens\u00e1vel autonomia<\/u> em rela\u00e7\u00e3o ao crime antecedente<\/strong>, n\u00e3o se ajustando \u00e0 infra\u00e7\u00e3o versada no art. 1\u00ba, V, da Lei 9.613\/1998.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se mostram at\u00edpicas as condutas apontadas como configuradoras do delito de lavagem de dinheiro na modalidade de <u>dissimula\u00e7\u00e3o da origem de valores<\/u>, visto que <strong>ausente ato voltado ao ciclo de branqueamento<\/strong>. A falta de justificativa a respeito da origem da quantia ou a apresenta\u00e7\u00e3o de motiva\u00e7\u00e3o inveross\u00edmil est\u00e3o inseridas no direito do investigado de n\u00e3o produzir prova contra si, sem implicar qualquer modifica\u00e7\u00e3o na apar\u00eancia de ilicitude do dinheiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Primeira Turma recebeu den\u00fancia oferecida contra deputado federal pela suposta pr\u00e1tica de crime de corrup\u00e7\u00e3o e a rejeitou quanto ao delito de lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812467\"><\/a>3.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO.<\/h3>\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Configura o crime de lavagem de dinheiro (art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 9.613\/98) a conduta de esconder dinheiro il\u00edcito (derivado de propina) nas vestimentas (bolsos do palet\u00f3, cintura e meias), buscando viajar com as notas ocultas em voo dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812468\"><\/a>3.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Q1\u00ba. ERRADO: segundo o STF, esta conduta (viajar com o dinheiro na cueca em voo dom\u00e9stico) \u00e9 at\u00edpica (mero exaurimento do crime antecedente).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc28812469\"><\/a>DIREITO CONSTITUCIONAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc28812470\"><\/a>4.\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade estadual: homologa\u00e7\u00e3o de acordos e conhecimento<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE<\/strong><\/p>\n<p>(I) O t\u00e3o s\u00f3 fato de uma lei possuir destinat\u00e1rios determin\u00e1veis n\u00e3o retira seu car\u00e1ter geral e abstrato e nem a transforma em norma de efeitos concretos; (II) O fato de a norma ter sido fruto de acordos homologados judicialmente e transitados em julgado n\u00e3o afasta a possibilidade de controle concentrado de constitucionalidade da norma (STF. 1\u00aa Turma. RE 1186465 AgR\/TO, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 8\/10\/2019)<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>: Unanimidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812471\"><\/a>4.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Palmas (TO) editou lei transformando cargos de analista t\u00e9cnico jur\u00eddico em Procurador do Munic\u00edpio.<\/p>\n<p>O Prefeito ajuizou, no Tribunal de Justi\u00e7a, A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade contra esta lei.<\/p>\n<p>O Pleno do Tribunal de Justi\u00e7a estadual, por maioria, n\u00e3o conheceu da referida a\u00e7\u00e3o, ao fundamento de: (a) inadequa\u00e7\u00e3o do procedimento escolhido pelo requerente para veicular as pretens\u00f5es deduzidas na inicial; e (b) afronta ao instituto da coisa julgada material, visto que as normas contestadas seriam fruto de acordo homologado judicialmente, sendo, portanto, invi\u00e1vel a rediscuss\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812472\"><\/a>4.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o JUR\u00cdDICA.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Lei 1.428\/2006: Art. 2\u00ba. Ficam extintos os cargos de Analista T\u00e9cnico Jur\u00eddico e os servidores efetivos ocupantes deste cargo ser\u00e3o aproveitados na carreira de Procurador do Munic\u00edpio, devendo ingressar, inicialmente, no N\u00edvel I, Refer\u00eancia A, conforme preceitua a presente Lei.<\/p>\n<h4>4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cabe ADI contra essa lei?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> SIM.<\/p>\n<p>O colegiado assetou que: (a) o t\u00e3o s\u00f3 fato de uma lei possuir destinat\u00e1rios determin\u00e1veis n\u00e3o lhe retira o car\u00e1ter abstrato e geral e tamb\u00e9m n\u00e3o lhe transforma em lei de efeitos concretos; e (b) n\u00e3o subsiste a afirma\u00e7\u00e3o do tribunal de origem no sentido de que as normas tidas por viciadas n\u00e3o podem ser objeto de ADI. O que se discute \u00e9 a <u>constitucionalidade das leis impugnadas<\/u> e n\u00e3o o tr\u00e2nsito em julgado dos acordos homologados judicialmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>4.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Primeira Turma deu provimento a agravo regimental em recurso extraordin\u00e1rio para determinar o <u>retorno do processo ao tribunal de origem, para que seja julgado o m\u00e9rito de a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade estadual<\/u> ajuizada contra normas locais que transformaram cargos de analista t\u00e9cnico jur\u00eddico em cargos de procurador municipal.<\/p>\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio registrou que, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da veda\u00e7\u00e3o \u00e0 supress\u00e3o de inst\u00e2ncia, \u00e9 invi\u00e1vel a aprecia\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia pelo Supremo, haja vista que n\u00e3o houve julgamento do m\u00e9rito pelo tribunal de origem.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc28812473\"><\/a>DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc28812474\"><\/a>5.\u00a0\u00a0 Prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o: natureza do crime e justi\u00e7a comum<\/h2>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>INQU\u00c9RITO<\/strong><\/p>\n<p>(I) O fato de o agente ocupar cargo p\u00fablico n\u00e3o gera, por si s\u00f3, a compet\u00eancia da justi\u00e7a federal. Esta \u00e9 definida pela pr\u00e1tica delitiva. (II) Se delitos imputados, apesar de supostamente cometidos quando o investigado ocupava o cargo pol\u00edtico, n\u00e3o est\u00e3o relacionados a esse cargo, n\u00e3o incide o Foro por Prerrogativa de Fun\u00e7\u00e3o (STF. 1\u00aa Turma. Inq 4624 AgR, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgado em 8\/10\/2019)<\/p>\n<p><strong>Vota\u00e7\u00e3o<\/strong>: Maioria.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812475\"><\/a>5.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o F\u00c1TICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O agravante pretendia a remessa dos autos \u00e0 Justi\u00e7a Federal em raz\u00e3o de um dos investigados ocupar atualmente o cargo de deputado federal.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812476\"><\/a>5.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise ESTRAT\u00c9GICA.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h4>5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Incide Foro por Prerrogativa de Fun\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em><u>R:<\/u><\/em><\/strong> N\u00c3O.<\/p>\n<p>A Turma destacou, inicialmente, n\u00e3o haver bem da Uni\u00e3o envolvido na causa. O fato de o agente ocupar cargo p\u00fablico n\u00e3o gera, por si s\u00f3, a compet\u00eancia da justi\u00e7a federal. Esta \u00e9 definida pela pr\u00e1tica delitiva.<\/p>\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio (relator) asseverou a compet\u00eancia da justi\u00e7a comum, tendo em conta que <strong>os delitos imputados, apesar de supostamente cometidos quando o referido investigado ocupava o cargo de senador da Rep\u00fablica, n\u00e3o est\u00e3o relacionados a esse cargo<\/strong>. Portanto, o julgamento da causa n\u00e3o cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n<p>Ressaltou, no ponto, a orienta\u00e7\u00e3o fixada pela Corte, em quest\u00e3o de ordem na AP 937, no sentido de que a prerrogativa de foro pressup\u00f5e a pr\u00e1tica do ato criminoso no exerc\u00edcio do cargo e relacionado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"282\">\n<p><strong>FORO POR PRERROGATIVA<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"282\">\n<p><strong>JUIZ DE PRIMEIRO GRAU<\/strong><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"282\">\n<p>Crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas. STF. Plen\u00e1rio AP 937 QO\/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 03\/05\/2018 (Info 900).<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"282\">\n<p>Crime cometido durante o exerc\u00edcio do cargo N\u00c3O relacionado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas. STF. 1\u00aa Turma. Inq 4624 AgR, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio, julgado em 8\/10\/2019 (info 955)<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4><a name=\"_Toc2640357\"><\/a><a name=\"_Toc2640174\"><\/a><a name=\"_Toc2640379\"><\/a><a name=\"_Toc2640184\"><\/a>5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resultado final.<\/h4>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Primeira Turma negou provimento a agravo regimental em inqu\u00e9rito em que se apura a pr\u00e1tica do crime de corrup\u00e7\u00e3o passiva, e determinou a remessa dos autos \u00e0 justi\u00e7a estadual de primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812477\"><\/a><a name=\"_Toc530617489\"><\/a><a name=\"_Toc526101309\"><\/a>5.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas: CERTO ou ERRADO.<\/h3>\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Ainda que o crime seja cometido durante o exerc\u00edcio do cargo, se n\u00e3o \u00e9 relacionado \u00e0s fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas desempenhadas, n\u00e3o enseja aplica\u00e7\u00e3o do Foro por Prerrogativa de Fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<h3><a name=\"_Toc28812478\"><\/a><a name=\"_Toc530617490\"><\/a><a name=\"_Toc526101310\"><\/a>5.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Q1\u00ba. CORRETO: S\u00e3o devem ser julgados pelo Foro por Prerrogativa de Fun\u00e7\u00e3o os crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e relacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas. STF. Plen\u00e1rio AP 937 QO\/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 03\/05\/2018 (Info 900).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Concurso p\u00fablico tem muito mais a ver com resili\u00eancia do que com intelig\u00eancia. Por isso, s\u00f3 abaixe a cabe\u00e7a se for para estudar um pouco mais!<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/01\/03100722\/STF-955.pdf\">STF-955<\/a><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2020\/01\/03100722\/STF-955.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E hoje pegamos carona no Informativo n\u00ba 955\/STF COMENTADO. Presente do Estrat\u00e9gia Carreira Jur\u00eddica para voc\u00ea! DOWNLOAD do PDF AQUI! 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