{"id":450236,"date":"2019-11-22T05:31:58","date_gmt":"2019-11-22T08:31:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=450236"},"modified":"2022-11-04T16:41:43","modified_gmt":"2022-11-04T19:41:43","slug":"informativo-655-stj-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-655-stj-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo 655\/STJ Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Meu nome \u00e9 <strong>LUCAS\nEVANGELINOS<\/strong>, professor aqui no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, e abaixo\nsegue o Informativo n\u00ba 655\/STJ COMENTADO, com um pouco de informalidade para\najudar na memoriza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, vejam alguns questionamentos interessantes a serem respondidos\npelo informativo:<\/p>\n\n\n\n<p>(a) posso me tratar fora da rede referenciada do plano de sa\u00fade\ne pedir reembolso?<\/p>\n\n\n\n<p>(b) motorista UBER tem aplicativo suspenso, aciona a UBER na\nJusti\u00e7a, vai protocolar isso onde? Justi\u00e7a Trabalhista ou Comum Estadual?<\/p>\n\n\n\n<p>(c) r\u00e9u pilantra na est\u00e1 cumprindo a liminar, ju\u00edza aumenta\na pena de multa&#8230;cabe agravo dessa decis\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>(d) agente policial atende celular de suspeito e, passando\npelo averiguado, conversa com o interlocutor, pode isso?<\/p>\n\n\n\n<p>(e) medida protetiva de afastamento do trabalho em caso de viol\u00eancia\ndom\u00e9stica, quem analisa? Justi\u00e7a Trabalhista ou Comum Estadual?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-light-green-cyan-background-color has-background has-large-font-size\"><strong><a aria-label=\"DOWNLOAD AQUI (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/11\/22052921\/655-STJ.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DOWNLOAD <\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se quiser, tamb\u00e9m pode ler por aqui, s\u00f3 antecipo minhas desculpas em raz\u00e3o de a formata\u00e7\u00e3o do WordPress n\u00e3o cooperar com a do Word, al\u00e9m de n\u00e3o permitir fluxogramas e imagens.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sumario\">Sum\u00e1rio<\/h1>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292445\">Sum\u00e1rio. 1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292446\">DIREITO\nCIVIL. 3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292447\">1.&nbsp;&nbsp; A constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel\nsuperveniente \u00e0 abertura da sucess\u00e3o da c\u00f4njuge falecida, ocorrida na vig\u00eancia\ndo CC\/16, afasta o estado de viuvez, extinguindo o direito real de habita\u00e7\u00e3o do\nc\u00f4njuge sup\u00e9rstite?. 3<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292448\">2.&nbsp;&nbsp; O entendimento fixado no Tema n\u00ba\n938\/STJ aplica-se quando a causa de pedir da pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o dos\nvalores pagos a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem e de assessoria imobili\u00e1ria\n(SATI) \u00e9 o inadimplemento contratual por parte da incorporadora?&nbsp; 6<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292449\">3.&nbsp;&nbsp; \u00c9 poss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o do registro\ncivil para acr\u00e9scimo do 2\u00ba patron\u00edmico do marido ao nome da mulher durante a\nconviv\u00eancia matrimonial?. 11<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292450\">DIREITO\nDO CONSUMIDOR. 14<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292451\">4.&nbsp;&nbsp; \u00c9 cab\u00edvel o reembolso de despesas\nefetuadas por benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o\nreferenciado pela operadora, ainda que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se caracterize como caso\nde urg\u00eancia ou emerg\u00eancia?. 14<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292452\">DIREITO\nEMPRESARIAL. 19<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292453\">5.&nbsp;&nbsp; Os fundos de investimento em direito\ncredit\u00f3rio s\u00e3o institui\u00e7\u00e3o financeira? Se, sim, sujeitam-se \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da taxa\ndos juros remunerat\u00f3rios da Lei da Usura?. 19<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292454\">6.&nbsp;&nbsp; \u00c9 v\u00e1lida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato\nacess\u00f3rio de fian\u00e7a na cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de\nreceb\u00edveis, tendo por cession\u00e1rio um Fundo de Investimento em Direito\nCredit\u00f3rio (FIDC)?. 29<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292455\">DIREITO\nPREVIDENCI\u00c1RIO. 34<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292456\">7.&nbsp;&nbsp; \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de\naposentadoria h\u00edbrida por idade mediante o c\u00f4mputo de per\u00edodo de trabalho rural\nremoto, ainda que n\u00e3o haja comprova\u00e7\u00e3o de atividade rural no per\u00edodo imediatamente\nanterior ao requerimento administrativo?. 34<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292457\">DIREITO\nPENAL. 39<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292458\">8.&nbsp;&nbsp; A pr\u00e1tica de 2 (dois) ou mais verbos\ndo art. 240 do ECA, no mesmo contexto f\u00e1tico, configura concurso de crimes?. 40<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292459\">DIREITO\nPROCESSUAL CIVIL. 43<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292460\">9.&nbsp;&nbsp; A quem compete julgar a\u00e7\u00e3o de\nobriga\u00e7\u00e3o de fazer cumulada com repara\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais ajuizada\npor motorista de aplicativo pretendendo a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta UBER para que\npossa voltar a usar o aplicativo e realizar seus servi\u00e7os?. 43<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292461\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Em caso de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel,\nqual a base de c\u00e1lculo da quota-parte do copropriet\u00e1rio ou do c\u00f4njuge alheio \u00e0\nexecu\u00e7\u00e3o?. 46<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292462\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que majora\nmulta cominat\u00f3ria previamente fixada em concess\u00e3o de tutela antecipada tamb\u00e9m\nversa sobre o g\u00eanero tutela provis\u00f3ria e, consequentemente, \u00e9 recorr\u00edvel por\nagravo de instrumento?. 49<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292463\">DIREITO\nPROCESSUAL PENAL. 52<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292464\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u00c9 admitida a prova obtida mediante\nconduta da Autoridade Policial que, sem autoriza\u00e7\u00e3o, atende o celular do\ninvestigado e se passa pela pessoa sob investiga\u00e7\u00e3o?&nbsp; 53<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292465\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A quem compete a aprecia\u00e7\u00e3o do\npedido de imposi\u00e7\u00e3o de medida protetiva de manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo trabalhista em\ncaso de viol\u00eancia dom\u00e9stica?. 55<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292466\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; H\u00e1 compatibilidade entre o benef\u00edcio\nda sa\u00edda tempor\u00e1ria e a pris\u00e3o domiciliar por falta de estabelecimento adequado\npara o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto?. 60<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc25292467\">JULGADOS\nSEM MUITA RELEV\u00c2NCIA PARA CONCURSOS. 63<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292468\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Como se interpretar o disposto no \u00a7\n3\u00ba do art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 4.156\/62?&nbsp; 63<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc25292469\">16.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A produ\u00e7\u00e3o de laudo antropol\u00f3gico\npara comprova\u00e7\u00e3o de ser determinada \u00e1rea tradicionalmente ocupada por povo\nind\u00edgena pode ser feita em demanda possess\u00f3ria?&nbsp; 67<\/a><\/em><em><\/em><br \/><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\">DIREITO CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-a-constituicao-de-uniao-estavel-superveniente-a-abertura-da-sucessao-da-conjuge-falecida-ocorrida-na-vigencia-do-cc-16-afasta-o-estado-de-viuvez-extinguindo-o-direito-real-de-habitacao-do-conjuge-superstite\">1.\u00a0\u00a0 A constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel superveniente \u00e0 abertura da sucess\u00e3o da c\u00f4njuge falecida, ocorrida na vig\u00eancia do CC\/16, afasta o estado de viuvez, extinguindo o direito real de habita\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge sup\u00e9rstite?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel superveniente \u00e0\nabertura da sucess\u00e3o da c\u00f4njuge falecida, ocorrida na vig\u00eancia do CC\/16, afasta\no estado de viuvez, extinguindo o direito real de habita\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge sup\u00e9rstite\n(<strong>STJ, REsp\n1617636\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJDFT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\">1.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>No curso de <strong>invent\u00e1rio<\/strong> de <strong>ROSA<\/strong>, aberto em 1990, o inventariante <strong>JONAS<\/strong>, filho da falecida, apresenta as primeiras declara\u00e7\u00f5es e, no\ncampo dos cr\u00e9ditos, aponta alugu\u00e9is mensais a serem recebidos <strong>MILTON<\/strong>, ex-companheiro de <strong>ROSA<\/strong>, desde a data em que constituiu\nuni\u00e3o est\u00e1vel com <strong>GABRIELA<\/strong>, em raz\u00e3o\nde residir, <strong>de\nforma exclusiva<\/strong>, em im\u00f3vel do esp\u00f3lio de <strong>ROSA<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfurecido, <strong>MILTON<\/strong> afirmou que n\u00e3o havia o que se falar em cr\u00e9dito, visto que\nseu uso exclusivo do im\u00f3vel decorreria do seu <strong>direito real de habita\u00e7\u00e3o<\/strong> (art.\n1.611 CC\/16), j\u00e1 que foi casado com <strong>ROSA<\/strong>\nsob o <strong>regime\nde comunh\u00e3o universal de bens<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu as primeiras\n  declara\u00e7\u00f5es e ainda fixou valor para pagamento dos alugu\u00e9is mensais at\u00e9 a\n  desocupa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em agravo de instrumento, <strong>MILTON<\/strong> voltou a sustentar seu <strong>direito real de\nhabita\u00e7\u00e3o<\/strong> como justificativa para perman\u00eancia de forma exclusiva no\nim\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  agravo de instrumento de <strong>MILTON<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Inconformados, <strong>JONAS<\/strong> <strong>E OS DEMAIS HERDEIROS<\/strong> interpuseram recurso especial, alegando que a\nconstitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel afastaria o direito real de habita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso <strong>JONAS E OS DEMAIS HERDEIROS<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\">1.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-em-debate\">1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a\ndefinir se a constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel, ap\u00f3s a abertura da sucess\u00e3o, ocorrida\nsob a vig\u00eancia do revogado C\u00f3digo Civil de 1916, \u00e9 suficiente para fazer cessar\no direito real de habita\u00e7\u00e3o (art. 1.611 CC\/16):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.611 CC\/16<\/strong>.\n(&#8230;). <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> (&#8230;). <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> Ao c\u00f4njuge sobrevivente, casado sob o regime da comunh\u00e3o\nuniversal, <strong>ENQUANTO VIVER E PERMANECER VI\u00daVO SER\u00c1 ASSEGURADO<\/strong>,\nsem preju\u00edzo da participa\u00e7\u00e3o que lhe caiba na heran\u00e7a, o\ndireito real de habilita\u00e7\u00e3o relativamente ao im\u00f3vel destinado \u00e0 resid\u00eancia da\nfam\u00edlia, desde que seja o \u00fanico bem daquela natureza a inventariar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas porque CC de 1916?\u201d<\/em>\nLembre-se que a sucess\u00e3o se rege pela legisla\u00e7\u00e3o vigente no momento da sua\naberta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] De in\u00edcio, ressalta-se que os limites do direito real de\nhabita\u00e7\u00e3o devem aqui ser sopesados \u00e0 luz do CC\/1916, uma vez que a sucess\u00e3o se\nrege pela legisla\u00e7\u00e3o vigente no momento de sua abertura e tanto o direito real\nde habita\u00e7\u00e3o do c\u00f4njuge sup\u00e9rstite como o usufruto vidual eram institutos\nt\u00edpicos de direito sucess\u00f3rio.\u201d (<strong>STJ, REsp 1617636\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-o-que-e-direito-real-de-habitacao\">1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 direito real de habita\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Previsto no art. 1.611 do\nCC\/16, o direito real de habita\u00e7\u00e3o for ampliado no art. 1.831 do CC\/02 e na:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) garantia reconhecida ao c\u00f4njuge (e ao companheiro) de\ncontinuar residindo no im\u00f3vel, de natureza residencial, que, durante a\nconviv\u00eancia, servia de lar para o casal, ap\u00f3s a morte do outro componente da\nsociedade afetiva, independentemente de ter direito meat\u00f3rio ou sucess\u00f3rio\nsobre o bem e independentemente do regime de bens.\u201d (<strong>Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos as diferentes entre o\nCC\/16 e o CC\/02:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CC\/16<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>CC\/02<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 1.611 CC\/16<\/strong>. (&#8230;). <\/em>\n  <strong><em>\u00a7 1\u00ba<\/em><\/strong><em> (&#8230;). <\/em>\n  <strong><em>\u00a7 2\u00ba<\/em><\/strong><em> Ao c\u00f4njuge sobrevivente,\n  casado sob o regime da comunh\u00e3o universal, enquanto viver e permanecer vi\u00favo\n  ser\u00e1 assegurado, sem preju\u00edzo da participa\u00e7\u00e3o que lhe caiba na heran\u00e7a, o\n  direito real de habilita\u00e7\u00e3o relativamente ao im\u00f3vel destinado \u00e0 resid\u00eancia da\n  fam\u00edlia, desde que seja o \u00fanico bem daquela natureza a inventariar.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 1.831 CC<\/strong>. Ao c\u00f4njuge sobrevivente, qualquer que seja o\n  regime de bens, ser\u00e1 assegurado, sem preju\u00edzo da participa\u00e7\u00e3o que lhe caiba\n  na heran\u00e7a, o direito real de habita\u00e7\u00e3o relativamente ao im\u00f3vel destinado \u00e0\n  resid\u00eancia da fam\u00edlia, desde que seja o \u00fanico daquela natureza a\n  inventariar.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  ANTES\n  <\/td><td>\n  <strong>ATUAL<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong><em>(i)<\/em><\/strong> Apenas no regime de\n  comunh\u00e3o universal de bens e;\n  <strong><em>(ii)<\/em><\/strong> Exist\u00eancia de condi\u00e7\u00e3o\n  resolutiva: constitui\u00e7\u00e3o de novo casamento.\n  <\/td><td>\n  <strong><em>(a)<\/em><\/strong> Qualquer que seja o\n  regime de bens e;\n  <strong><em>(b)<\/em><\/strong> n\u00e3o h\u00e1 mais condi\u00e7\u00e3o\n  resolutiva, ou seja, \u00e9 vital\u00edcio.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas vale apenas em caso de casamento?\u201d<\/em>\nN\u00e3o, o direito real de habita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se estende ao companheiro sobrevivente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) A jurisprud\u00eancia do STJ admite o direito real de\nhabita\u00e7\u00e3o do companheiro sobrevivente tanto no casamento como na uni\u00e3o est\u00e1vel.\nPrecedentes. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AgInt no REsp\n1757984\/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em\n27\/08\/2019, DJe 30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-a-constituicao-de-uniao-estavel-afasta-o-direito-real-de-habitacao\">1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel afasta o direito real de habita\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Na linha do \u00a7 2\u00ba do art. 1.611\ndo CC\/16, a constitui\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel afasta o direito real de habita\u00e7\u00e3o,\nvisto que tal instituto se equipara ao casamento, afastando o estado de viuvez:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Coerente (&#8230;) \u00e9 a equipara\u00e7\u00e3o plena entre as consequ\u00eancias jur\u00eddicas\nadvindas do casamento e da uni\u00e3o est\u00e1vel tamb\u00e9m para os fins de caracterizar a\nefetiva implementa\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o resolutiva do direito, nos termos em que eram\nestabelecidos no CC\/1916. Desse modo, n\u00e3o se sustenta a fundamenta\u00e7\u00e3o do\nac\u00f3rd\u00e3o recorrido que, apoiando-se em premissas de interpreta\u00e7\u00e3o literal e\nrestritiva, afasta a uni\u00e3o est\u00e1vel, reconhecendo que o direito do c\u00f4njuge\nsup\u00e9rstite somente se extinguiria por meio da contra\u00e7\u00e3o de novas n\u00fapcias, uma\nvez que a uni\u00e3o est\u00e1vel n\u00e3o altera o estado civil do vi\u00favo.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1617636\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-3-questoes-objetivas\">1.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. No CC\/02, o\ndireito real de habita\u00e7\u00e3o permanece com a condi\u00e7\u00e3o resolutiva, qual seja: novo\nmatrim\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. No CC\/02, o direito real\nde habita\u00e7\u00e3o exige casamento em comunh\u00e3o universal de bens, assim como no CC\/16.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-4-gabarito\">1.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-5-bibliografia\">1.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FARIAS<\/strong>,\nCristiano Chaves de, <strong>ROSENVALD<\/strong>,\nNelson. Curso de direito civil: sucess\u00f5es. Salvador: Juspodivm, 2018.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-o-entendimento-fixado-no-tema-n\u00ba-938-stj-aplica-se-quando-a-causa-de-pedir-da-pretensao-de-restituicao-dos-valores-pagos-a-titulo-de-comissao-de-corretagem-e-de-assessoria-imobiliaria-sati-e-o-inadimplemento-contratual-por-parte-da-incorporadora\">2.\u00a0\u00a0 O entendimento fixado no Tema n\u00ba 938\/STJ aplica-se quando a causa de pedir da pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem e de assessoria imobili\u00e1ria (SATI) \u00e9 o inadimplemento contratual por parte da incorporadora?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quando a causa de pedir \u00e9 o inadimplemento contratual\npor parte da incorporadora, ao pedido de restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo\nde comiss\u00e3o de corretagem e de assessoria imobili\u00e1ria (SATI) n\u00e3o se aplica o\nentendimento fixado no tema repetitivo 938<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>\/STJ\n(<strong>STJ, REsp\n1737992\/RO, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 23\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRO.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\">2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em abril\/2011, <strong>PRISCILA<\/strong> firmou <em>contrato de compromisso de compra e venda<\/em> de unidade imobili\u00e1ria\ncom <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS\nLTDA<\/strong>, com previs\u00e3o de entrega em abril\/2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outubro\/2015, ainda\nn\u00e3o entregue a obra, <strong>PRISCILA<\/strong>\najuizou a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o contratual em face de <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>,\npugnando inclusive pela restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos\na t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem e comiss\u00e3o de assessoria\nimobili\u00e1ria (SATI).<\/p>\n\n\n\n<p>Em contesta\u00e7\u00e3o, <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>\nalegou que a pretens\u00e3o de <strong>PRISCILA<\/strong>\nestava <strong>prescrita<\/strong>,\nj\u00e1 que decorrido prazo superior a 3 (tr\u00eas) anos desde a data inicialmente\ncombinada para entrega da unidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a\n  pretens\u00e3o de <strong>PRISCILA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS\n  IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS\n  IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\">2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-em-debate\">2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Pergunta-se: <em>a tese do Tema\n938\/STJ aplica-se no caso de inadimplemento contratual?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIncid\u00eancia da <strong>PRESCRI\u00c7\u00c3O TRIENAL<\/strong> sobre a pretens\u00e3o de\nrestitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem ou de servi\u00e7o\nde assist\u00eancia t\u00e9cnico-imobili\u00e1ria (SATI), ou atividade cong\u00eanere (art. 206, \u00a7\n3\u00ba, IV, CC).\u201d (<strong>Tema n\u00ba 938\/STJ<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cHum?\u201d<\/em> Em resumo, nos <strong>contratos de\ncompromisso de compra e venda<\/strong>, costumavam ser cobradas do consumidor\nduas comiss\u00f5es tidas por abusivas pelo <strong>STJ<\/strong>:\n<strong><em>(a)<\/em><\/strong>\ncomiss\u00e3o de corretagem (salvo se respeitado o direito de informa\u00e7\u00e3o do\nconsumidor) e; <strong><em>(b)<\/em><\/strong> comiss\u00e3o SATI (esta \u00e9 sempre abusiva).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) \u00c9 abusiva a cobran\u00e7a pelo promitente-vendedor do servi\u00e7o\nde assessoria t\u00e9cnico-imobili\u00e1ria (SATI), ou atividade cong\u00eanere, vinculado \u00e0\ncelebra\u00e7\u00e3o de promessa de compra e venda de im\u00f3vel. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AgInt no REsp 1555797\/SP, Rel.\nMinistro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 25\/03\/2019, DJe\n27\/03\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) A comiss\u00e3o de corretagem \u00e9 devida, desde que seja\nrespeitado o direito de informa\u00e7\u00e3o do consumidor, acerca de sua exigibilidade e\nde seu valor. E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cl\u00e1usula que imp\u00f5e o repasse para o consumidor dos\ncustos de servi\u00e7o de assessoria t\u00e9cnico-imobili\u00e1ria [SATI], ela \u00e9 sempre\nconsiderada nula e abusiva (art. 51, IV, do CDC). (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AgInt no AgInt no AREsp 903.601\/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE\nSALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em 18\/09\/2018, DJe 21\/09\/2018<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>O <strong>STJ<\/strong>, ent\u00e3o, fixou o prazo prescricional trienal para a pretens\u00e3o de\nrestitui\u00e7\u00e3o dessas comiss\u00f5es, <strong>em raz\u00e3o da abusividade na transfer\u00eancia desses custos ao\nconsumidor<\/strong> (Tema n\u00ba 938\/STJ).<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1 e por qual raz\u00e3o n\u00e3o foi aplicado esse\nprazo prescricional no caso?\u201d<\/em> Vejamos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-por-que-nao-se-aplicou-o-prazo-prescricional-do-tema-n\u00ba-938-stj-ao-caso\">2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por que n\u00e3o se aplicou o prazo prescricional do Tema n\u00ba 938\/STJ ao caso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> N\u00e3o se aplicou o prazo\nprescricional trienal (Tema n\u00ba 938\/STJ) ao caso, porque a causa de pedir da\ndemanda <strong>n\u00e3o<\/strong>\n\u00e9 a abusividade das comiss\u00f5es, mas sim o inadimplemento contratual em raz\u00e3o da\nn\u00e3o entrega da unidade no prazo convencionado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>PEDIDO DE RESTITUI\u00c7\u00c3O DOS VALORES PAGOS A T\u00cdTULO DE COMISS\u00c3O DE\n  CORRETAGEM e COMISS\u00c3O SATI<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Causa de pedir\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Abusividade\n  <\/td><td>\n  Inadimplemento Contratual\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Prazo prescricional\n  trienal \n  (Tema n\u00ba 938\/STJ)\n  <\/td><td>\n  Prazo prescricional\n  trienal que somente come\u00e7ar\u00e1 a fluir a partir do tr\u00e2nsito em julgado da\n  senten\u00e7a que decretar a resolu\u00e7\u00e3o contratual.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Para esclarecer a conclus\u00e3o,\nprecisamos responder a algumas perguntas:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> <em>no caso de inadimplemento da incorporadora\n(promitente vendedora), a inadimplente de restituir a consumidora (promitente\ncompradora)?<\/em> Sim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa hip\u00f3tese de resolu\u00e7\u00e3o de contrato de promessa de compra e\nvenda de im\u00f3vel submetido ao C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, deve ocorrer a\nimediata restitui\u00e7\u00e3o das parcelas pagas pelo promitente comprador &#8211;\nintegralmente, em caso de culpa exclusiva do promitente vendedor\/construtor, ou\nparcialmente, caso tenha sido o comprador quem deu causa ao desfazimento.\u201d (<strong>S\u00famula n\u00ba 543\/STJ<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> <em>qual o prazo para o consumidor pleitear a resolu\u00e7\u00e3o\ncontratual por inadimplemento?<\/em> Trata-se de direito potestativo,\nsubmetido a prazo decadencial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O direito de pleitear a resolu\u00e7\u00e3o do\ncontrato por inadimplemento \u00e9 um direito potestativo, assegurado ao contratante\nn\u00e3o inadimplente, conforme enuncia a norma do art. 475 do C\u00f3digo Civil,\nabaixo transcrito: \u2018Art. 475. A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a\nresolu\u00e7\u00e3o do contrato, se n\u00e3o preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em\nqualquer dos casos, indeniza\u00e7\u00e3o por perdas e danos.\u2019 Tratando-se\nde um direito potestativo, n\u00e3o h\u00e1 falar em prazo de prescri\u00e7\u00e3o, mas em\ndecad\u00eancia, o que por si s\u00f3 j\u00e1 afastaria a aplica\u00e7\u00e3o do Tema 938\/STJ ao caso.\u201d\n(<strong>STJ, REsp\n1737992\/RO, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 23\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> <em>qual \u00e9 esse prazo decadencial?<\/em> N\u00e3o\nh\u00e1 previs\u00e3o do prazo decadencial, mas se concluiu que est\u00e1 vinculado ao prazo\nprescricional da pretens\u00e3o que a parte interessada teria para exigir o\ncumprimento do contrato:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u201cO exerc\u00edcio desse direito, contudo,\nficaria prejudicado a partir do momento em que prescritas as pretens\u00f5es que a\nparte interessada teria para exigir o cumprimento do contrato. (&#8230;). Nesse sentido de se aplicar o prazo geral de prescri\u00e7\u00e3o como\nlimite para o exerc\u00edcio do direito \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp\n1737992\/RO, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 23\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(d)<\/em><\/strong> <em>no caso dos autos, qual \u00e9 esse prazo?<\/em>\nNo caso dos autos, como a pretens\u00e3o da adquirente ao cumprimento do contrato\n(entrega do im\u00f3vel) n\u00e3o se enquadra em nenhuma das hip\u00f3teses de prazo\nespec\u00edfico de prescri\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil (art. 206 CC), \u00e9 de se aplicar o prazo\ndecenal geral de prescri\u00e7\u00e3o (art. 205 CC), ou seja, a partir da data prevista\npara a entrega do im\u00f3vel, em 2012, a adquirente teria 10 (dez) anos para\npleitear a resolu\u00e7\u00e3o do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>E, tendo o inadimplemento da <strong>BRASEA EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS LTDA<\/strong>\nocorrido em 2012 e <strong>PRISCILA<\/strong> manifestado\nseu direito \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o logo em 2015, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em decad\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(e)<\/em><\/strong> <em>\u201ccerto, e qual o prazo para requerer a\nrestitui\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es?\u201d<\/em> O prazo \u00e9 prescricional e trienal, mas somente\ncome\u00e7ar\u00e1 a fluir a partir do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a que decretar a\nresolu\u00e7\u00e3o contratual:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Reconhecido desse modo o direito \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do contrato, surge\nda\u00ed uma nova rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de liquida\u00e7\u00e3o, por meio da\nqual se exercem pretens\u00f5es restituit\u00f3rias e indenizat\u00f3rias com a finalidade de\nrecompor o patrim\u00f4nio dos contratantes ao estado que anteriormente se\nencontrava. (&#8230;) <strong>Como essa rela\u00e7\u00e3o de liquida\u00e7\u00e3o, e as respectivas\npretens\u00f5es, exsurgem da resolu\u00e7\u00e3o do contrato, n\u00e3o h\u00e1 falar em prescri\u00e7\u00e3o da\npretens\u00e3o restituit\u00f3ria antes de resolvido o contrato. No caso dos autos, em\nque a resolu\u00e7\u00e3o do contrato dependeu de pronunciamento judicial exarado nesta\ndemanda, por resist\u00eancia da incorporadora, pode-se concluir a PRESCRI\u00c7\u00c3O DA\nPRETENS\u00c3O RESTITUIT\u00d3RIA somente come\u00e7ar\u00e1 a fluir a partir do tr\u00e2nsito em\njulgado, n\u00e3o havendo falar, portanto, em prescri\u00e7\u00e3o no atual est\u00e1gio do\nprocesso<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1737992\/RO, Rel. Min. Paulo de Tarso\nSanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe\n23\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-3-questoes-objetivas\">2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. No caso de inadimplemento da incorporadora, o\nprazo prescricional trienal da pretens\u00e3o restitut\u00f3ria dos valores pagos a\nt\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem e de assessoria imobili\u00e1ria (SATI) somente\ncome\u00e7a a correr ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que decretar a resolu\u00e7\u00e3o\ncontratual.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-4-gabarito\">2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-e-possivel-a-retificacao-do-registro-civil-para-acrescimo-do-2\u00ba-patronimico-do-marido-ao-nome-da-mulher-durante-a-convivencia-matrimonial\">3.\u00a0\u00a0 \u00c9 poss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o do registro civil para acr\u00e9scimo do 2\u00ba patron\u00edmico do marido ao nome da mulher durante a conviv\u00eancia matrimonial?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o do registro civil para\nacr\u00e9scimo do segundo patron\u00edmico do marido ao nome da mulher durante a\nconviv\u00eancia matrimonial (<strong>STJ, REsp 1648858\/SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 28\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\">3.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>CARLA GROZ <\/strong>ajuizou a\u00e7\u00e3o de retifica\u00e7\u00e3o de\nregistro civil, requerente o acr\u00e9scimo do 2\u00ba patron\u00edmico do seu marido <strong>RAFAEL GROZ KYRO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o, visto que o direito n\u00e3o foi exercida quando do casamento.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>CARLA ALMOK<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>CARLA ALMOK<\/strong> pugnou pela reforma do\nAc\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  <strong>CARLA ALMOK<\/strong> para autorizar a\n  inclus\u00e3o do 2\u00ba patron\u00edmico do seu marido ao seu nome.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\">3.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-em-debate\">3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o recursal trata da\npossibilidade de retifica\u00e7\u00e3o do registro civil para acr\u00e9scimo do 2\u00ba patron\u00edmico\ndo marido ao nome da esposa <strong>durante a conviv\u00eancia\nmatrimonial<\/strong>, isto \u00e9, ap\u00f3s o casamento j\u00e1 ter se realizado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-o-que-e-patronimico\">3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 patron\u00edmico?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> O patron\u00edmico \u00e9 tamb\u00e9m\nconhecido como sobrenome e \u00e9 o sinal que identifica a filia\u00e7\u00e3o ou estirpe de\numa pessoa.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-o-casamento-permite-a-mudanca-do-patronimico\">3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O casamento permite a mudan\u00e7a do patron\u00edmico?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, <strong>quando do casamento<\/strong> \u00e9\nposs\u00edvel que os noivos optem por <strong>MANTER<\/strong> seus patron\u00edmicos de solteiro, <strong>SUBSTITUIR<\/strong>\nseus sobrenomes pelo do outro ou <strong>MODIFICAR<\/strong> seu sobrenome com a adi\u00e7\u00e3o do\nsobrenome do outro, como se infere do art. 1.565 do CC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.565 CC<\/strong>.\nPelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condi\u00e7\u00e3o de consortes,\ncompanheiros e respons\u00e1veis pelos encargos da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> Qualquer dos\nnubentes, querendo, poder\u00e1 acrescer ao seu o sobrenome do outro. (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, destacou o Min. <strong>RICARDO VILAS B\u00d4AS CUEVA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ao se casar, cada c\u00f4njuge pode <strong>MANTER<\/strong> o seu nome de\nsolteiro, sem altera\u00e7\u00e3o do sobrenome, ou <strong>SUBSTITUIR<\/strong> seu sobrenome pelo sobrenome do\noutro, ou <strong>MODIFICAR<\/strong>\nseu sobrenome com adi\u00e7\u00e3o do sobrenome do outro. Esses arranjos s\u00e3o livres, de\nacordo com a cultura de cada comunidade.\u201d (<strong>STJ, REsp 1648858\/SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as\nCueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 28\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-4-e-possivel-a-alteracao-do-patronimico-apos-o-casamento-ou-seja-durante-a-relacao-conjugal\">3.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 poss\u00edvel a altera\u00e7\u00e3o do patron\u00edmico AP\u00d3S o casamento? Ou seja, DURANTE A RELA\u00c7\u00c3O CONJUGAL?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, mesmo durante a\nconviv\u00eancia matrimonial, \u00e9 poss\u00edvel a mudan\u00e7a do patron\u00edmico, como concluiu o\nMin. <strong>RICARDO VILAS B\u00d4AS CUEVA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal expressa para que, posteriormente, o\nacr\u00e9scimo de outro patron\u00edmico seja requerido ao longo do relacionamento, por\nmeio de a\u00e7\u00e3o de retifica\u00e7\u00e3o de registro civil (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1648858\/SP, Rel. Min. Ricardo\nVillas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe\n28\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cE tem previs\u00e3o legal para isso?\u201d<\/em>\nO Min. <strong>RICARDO VILAS B\u00d4AS CUEVA<\/strong>\nentendeu que a autoriza\u00e7\u00e3o para tanto est\u00e1 prevista nos arts. 57, <em>caput<\/em>, e 109, <em>caput<\/em>, da Lei n\u00ba 6.015\/73:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 57 da Lei n\u00ba\n6.015\/73<\/strong>. A altera\u00e7\u00e3o posterior de nome, somente por exce\u00e7\u00e3o e\nmotivadamente, ap\u00f3s audi\u00eancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico, ser\u00e1 permitida por\nsenten\u00e7a do juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e\npublicando-se a altera\u00e7\u00e3o pela imprensa, ressalvada a hip\u00f3tese do art. 110\ndesta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 109 da Lei n\u00ba\n6.015\/73<\/strong>. Quem pretender que se restaure, supra ou retifique assentamento\nno Registro Civil, requerer\u00e1, em peti\u00e7\u00e3o fundamentada e instru\u00edda com\ndocumentos ou com indica\u00e7\u00e3o de testemunhas, que o Juiz o ordene, ouvido o \u00f3rg\u00e3o\ndo Minist\u00e9rio P\u00fablico e os interessados, no prazo de cinco dias, que correr\u00e1 em\ncart\u00f3rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-3-questoes-objetivas\">3.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 imposs\u00edvel a retifica\u00e7\u00e3o do registro civil para acr\u00e9scimo\ndo 2\u00ba patron\u00edmico do marido ao nome da mulher durante a conviv\u00eancia matrimonial,\no que s\u00f3 se permite quando do casamento .<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-4-gabarito\">3.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\">DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-e-cabivel-o-reembolso-de-despesas-efetuadas-por-beneficiario-de-plano-de-saude-em-estabelecimento-nao-referenciado-pela-operadora-ainda-que-a-situacao-nao-se-caracterize-como-caso-de-urgencia-ou-emergencia\">4.\u00a0\u00a0 \u00c9 cab\u00edvel o reembolso de despesas efetuadas por benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o referenciado pela operadora, ainda que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se caracterize como caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 cab\u00edvel o reembolso de despesas efetuadas por\nbenefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o contratado, credenciado\nou referenciado pela operadora <strong>ainda que a situa\u00e7\u00e3o N\u00c3O se caracterize como caso de\nurg\u00eancia ou emerg\u00eancia<\/strong>, limitado ao valor da tabela de reembolso do\nplano de sa\u00fade contratado (<strong>STJ, REsp 1760955\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por maioria, julgado em 11\/06\/2019, DJe 30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\">4.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>RICARDO<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o de indenizat\u00f3ria\ncontra <strong>SEGURO DE SA\u00daDE INTERNACIONAL\nAZUL S\/A<\/strong>, buscando reembolso das despesas m\u00e9dicas relativas a procedimento\ncir\u00fargico, realizado em hospital n\u00e3o integrante\nda rede credenciada da r\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contesta\u00e7\u00e3o, <strong>SEGURO DE SA\u00daDE INTERNACIONAL AZUL S\/A<\/strong> afirmou\nque o procedimento <strong>n\u00e3o<\/strong> foi feito em car\u00e1ter de urg\u00eancia\/emerg\u00eancia\ne, portanto, n\u00e3o existe previs\u00e3o legal para o pedido de reembolso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o de <strong>RICARDO<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>RICARDO<\/strong> pugnou pela reforma da\nsenten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  <strong>RICARDO<\/strong> para condenar a r\u00e9 a\n  ressarcir as despesas m\u00e9dicas.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>SEGURO DE SA\u00daDE INTERNACIONAL AZUL S\/A<\/strong> pugnou\npela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>SEGURO DE SA\u00daDE\n  INTERNACIONAL AZUL S\/A<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\">4.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-em-debate\">4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia instaurada\nconsiste em saber se a operadora de plano de sa\u00fade, <strong>em caso de N\u00c3O existir urg\u00eancia\/emerg\u00eancia<\/strong>,\n\u00e9 obrigada a reembolsar as despesas m\u00e9dico-hospitalares relativas a\nprocedimento cir\u00fargico realizado em hospital n\u00e3o integrante da rede\ncredenciada, at\u00e9 o limite que arcaria se a cirurgia fosse realizada em hospital\ncredenciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Reitero, o caso trata de\nsitua\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o havia urg\u00eancia\/emerg\u00eancia no procedimento; do contr\u00e1rio, h\u00e1\nexpressa previs\u00e3o legal a obrigar a operadora de plano de sa\u00fade a reembolsar o\nusu\u00e1rio do plano:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 12 da Lei n\u00ba 9.656\/98<\/strong>.\nS\u00e3o facultadas a oferta, a contrata\u00e7\u00e3o e a vig\u00eancia dos produtos de que tratam\no inciso I e o \u00a7 1\u00ba do art. 1\u00ba desta Lei, nas segmenta\u00e7\u00f5es previstas nos\nincisos I a IV deste artigo, respeitadas as respectivas amplitudes de cobertura\ndefinidas no plano-refer\u00eancia de que trata o art. 10, segundo\nas seguintes <strong>EXIG\u00caNCIAS M\u00cdNIMAS<\/strong>:\n<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>VI<\/strong> &#8211; <strong>reembolso<\/strong>,\nem todos os tipos de produtos de que tratam o inciso I e o \u00a7 1\u00ba do art. 1\u00ba desta\nLei, nos limites das obriga\u00e7\u00f5es contratuais, das\ndespesas efetuadas pelo benefici\u00e1rio com assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, <strong>EM CASOS DE URG\u00caNCIA OU EMERG\u00caNCIA<\/strong>,\nquando n\u00e3o for poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os pr\u00f3prios, contratados,\ncredenciados ou referenciados pelas operadoras, de acordo com a rela\u00e7\u00e3o\nde pre\u00e7os de servi\u00e7os m\u00e9dicos e hospitalares praticados pelo respectivo\nproduto, pag\u00e1veis no prazo m\u00e1ximo de trinta dias ap\u00f3s a entrega da documenta\u00e7\u00e3o\nadequada;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras do Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Constata-se, assim, que a lei de reg\u00eancia imp\u00f5e \u00e0s operadoras de\nplano de sa\u00fade a responsabilidade pelos custos de despesas m\u00e9dicas realizadas\nem situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou de urg\u00eancia, sempre que inviabilizada pelas\ncircunst\u00e2ncias a utiliza\u00e7\u00e3o da rede pr\u00f3pria ou contratada, limitada, no m\u00ednimo,\naos pre\u00e7os praticados pelo respectivo produto \u00e0 data do evento. Trata-se, pois,\nde garantia legal m\u00ednima conferida ao contratante de plano de assist\u00eancia \u00e0\nsa\u00fade, a ser observada, inclusive, nos denominados plano-refer\u00eancia, de\ncobertura b\u00e1sica.\u201d (<strong>STJ, REsp 1760955\/SP, Voto-Vencido, Rel. Min. Marco\nAur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 11\/06\/2019, DJe\n30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal, portanto,\nconsiste em definir a correta interpreta\u00e7\u00e3o do art. 12, inciso VI, da Lei n\u00ba\n9.656\/98.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-e-cabivel-o-reembolso-de-despesas-efetuadas-por-beneficiario-de-plano-de-saude-em-estabelecimento-nao-contratado-credenciado-ou-referenciado-pela-operadora-de-plano-de-saude-ainda-que-a-situacao-nao-se-caracterize-como-caso-de-urgencia-ou-emergencia\">4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 cab\u00edvel o reembolso de despesas efetuadas por benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o contratado, credenciado ou referenciado pela operadora de plano de sa\u00fade, ainda que a situa\u00e7\u00e3o N\u00c3O se caracterize como caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, sim, pois:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> a operadora de plano\nde sa\u00fade est\u00e1 obrigada a ressarcir o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) quando seus\nbenefici\u00e1rios (da operadora) se utilizarem do servi\u00e7o p\u00fablico de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade\n(art. 32 da Lei n\u00ba 9.656\/98).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u201c(&#8230;) se a operadora de plano de sa\u00fade \u00e9 obrigada a reembolsar o\nSUS na hip\u00f3tese de tratamento realizado por seus benefici\u00e1rios em hospital\np\u00fablico, por que n\u00e3o haveria de reembolsar o pr\u00f3prio benefici\u00e1rio que se\nutiliza dos servi\u00e7os do hospital privado que n\u00e3o faz parte da sua rede\ncredenciada?\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1760955\/SP, Voto-Vencido, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira\nTurma, por maioria, julgado em 11\/06\/2019, DJe 30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> a interpreta\u00e7\u00e3o\nrestritiva do inciso VI do art. 12 da Lei n\u00ba 9.656\/98 viola a boa-f\u00e9 e a\nprote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ap\u00f3s refletir sobre esta aparente contradi\u00e7\u00e3o \u2013 cujo impasse,\nacaso mantida a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva do art. 12, VI, da LPS colocaria em\nclara desvantagem somente o pr\u00f3prio consumidor &#8211; por regra de boa-f\u00e9 e da\nprote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a nas rela\u00e7\u00f5es privadas a solu\u00e7\u00e3o reside justamente na\npossibilidade de ressarcimento ao benefici\u00e1rio nos limites do que foi\nestabelecido contratualmente, independente da urg\u00eancia ou emerg\u00eancia da\nsitua\u00e7\u00e3o.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1760955\/SP, Voto-Vencido, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira\nTurma, por maioria, julgado em 11\/06\/2019, DJe 30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> a extens\u00e3o da\nobriga\u00e7\u00e3o de reembolso para as hip\u00f3teses que n\u00e3o cuidem de emerg\u00eancia\/urg\u00eancia\nrespeita o equil\u00edbrio atuarial das operadoras de plano de sa\u00fade e o interesse\ndo benefici\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Esta interpreta\u00e7\u00e3o respeita, a um s\u00f3 tempo, o equil\u00edbrio atuarial\ndas operadoras de plano de sa\u00fade (pois este custo diz respeito diretamente ao\nproduto que coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do consumidor de acordo com o valor mensal de\ncontribui\u00e7\u00e3o, sem qualquer surpresa acerca dos c\u00e1lculos inerentes \u00e0 sua\ncoloca\u00e7\u00e3o no mercado) e o interesse do benefici\u00e1rio, que escolhe hospital n\u00e3o\nintegrante da rede credenciada de seu plano de sa\u00fade e, por conta disso, ter\u00e1\nde arcar com o excedente da tabela de reembolso prevista no contrato.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1760955\/SP, Voto-Vencido, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por\nmaioria, julgado em 11\/06\/2019, DJe 30\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, deve haver reembolso\ndas despesas m\u00e9dicas efetuadas pelo benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade quando n\u00e3o\nse utilizar dos servi\u00e7os pr\u00f3prios, contratados, credenciados ou referenciados\npelas operadoras, sendo as hip\u00f3teses de urg\u00eancia e emerg\u00eancia apenas exemplos\n(e n\u00e3o requisitos) dessa seguran\u00e7a contratual (o reembolso) dada aos\nconsumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o montante do reembolso \u00e9 <strong>limitado<\/strong>\nao valor da tabela de reembolso do plano de sa\u00fade contratado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-placar-final\">4.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>NANCY ANDRIGHI, MOURA RIBEIRO e RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  \u00c9 cab\u00edvel o reembolso de\n  despesas efetuadas por benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o\n  contratado, credenciado ou referenciado pela operadora de plano de sa\u00fade,\n  ainda que a situa\u00e7\u00e3o N\u00c3O se caracterize como caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia.\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o reembolso\n  de despesas efetuadas por benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento\n  n\u00e3o contratado, credenciado ou referenciado pela operadora de plano de sa\u00fade,\n  quando a situa\u00e7\u00e3o N\u00c3O se caracterize como caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>3<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>1<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-4-trechos-relevantes-dos-votos-divergentes-publicados\">4.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trechos relevantes dos votos divergentes publicados.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Ministro(a)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cNa hip\u00f3tese dos autos,\n  contudo, o procedimento cir\u00fargico realizado pela autora n\u00e3o se enquadrava nas\n  situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia, conforme expressamente reconhecido tanto\n  na senten\u00e7a quanto no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o era caso de se\n  determinar, tal como feito pelo Tribunal de origem, o reembolso das despesas\n  m\u00e9dicas correlatas, por completa aus\u00eancia de previs\u00e3o legal e contratual que\n  embasasse esse desembolso pela operadora de sa\u00fade.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-3-questoes-objetivas\">4.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel o reembolso de despesas efetuadas\npor benefici\u00e1rio de plano de sa\u00fade em estabelecimento n\u00e3o contratado,\ncredenciado ou referenciado pela operadora de plano de sa\u00fade, quando a situa\u00e7\u00e3o\nN\u00c3O se caracterize como caso de urg\u00eancia ou emerg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-4-gabarito\">4.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\">DIREITO EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-os-fundos-de-investimento-em-direito-creditorio-sao-instituicao-financeira-se-sim-sujeitam-se-a-limitacao-da-taxa-dos-juros-remuneratorios-da-lei-da-usura\">5.\u00a0\u00a0 Os fundos de investimento em direito credit\u00f3rio s\u00e3o institui\u00e7\u00e3o financeira? Se, sim, sujeitam-se \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da taxa dos juros remunerat\u00f3rios da Lei da Usura?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os Fundos de Investimento em Direito Credit\u00f3rio (FIDCs)\namoldam-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o legal de institui\u00e7\u00e3o financeira e n\u00e3o se sujeitam \u00e0\nincid\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o da taxa de <strong>JUROS REMUNERAT\u00d3RIOS<\/strong> da Lei da Usura (Decreto\nn\u00ba 22.626\/33) (<strong>STJ,\nREsp 1634958\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade,\njulgado em 06\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\">5.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2012, <strong>ARNALDO<\/strong> fez empr\u00e9stimo de R$100.000,00 com o <strong>BANCO SANTANDER<\/strong> por meio de C\u00e9dula de\nCr\u00e9dito Banc\u00e1rio (CCB), cujo t\u00edtulo fixava al\u00edquota de juros <strong>remunerat\u00f3rios<\/strong>\nde <strong><em>4% AO M\u00caS<\/em><\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o inadimplemento de diversas parcelas do empr\u00e9stimo, o <strong>BANCO SANTANDER<\/strong> <strong>cedeu<\/strong> o cr\u00e9dito a <strong>FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDIT\u00d3RIOS SRT<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato cont\u00ednuo, <strong>FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS\nCREDIT\u00d3RIOS SRT<\/strong> ajuizou execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo executivo extrajudicial (a CCB)\ncontra <strong>ARNALDO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, <strong>ARNALDO<\/strong> sustentou excesso de execu\u00e7\u00e3o.\nAfirmou que, por n\u00e3o se tratar de institui\u00e7\u00e3o financeira, a <strong>FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS\nCREDIT\u00d3RIOS SRT<\/strong> <strong>n\u00e3o<\/strong> poderia cobrar a al\u00edquota de 3% ao m\u00eas de juros <strong>remunerat\u00f3rios<\/strong>,\nnada obstante prevista na CCB. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou os embargos \u00e0\n  execu\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Inconformado, <strong>ARNALDO<\/strong> interp\u00f4s recurso de apela\u00e7\u00e3o,\nrequerendo a reforma da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  ARNALDO para reconhecer o excesso de execu\u00e7\u00e3o e limitar a al\u00edquota dos juros\n  remunerat\u00f3rios a 1% ao m\u00eas.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS\nCREDIT\u00d3RIOS SRT<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  <strong>FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS\n  CREDIT\u00d3RIOS SRT<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\">5.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-em-debate\">5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A principal quest\u00e3o\ncontrovertida consiste em saber se os Fundos de Investimento em Direitos\nCredit\u00f3rios (FIDCs) s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es financeiras e se, caso seja autorizado a\nfigurarem como cession\u00e1rios em cess\u00e3o de cr\u00e9dito tendo por cedente banco, o\ncontrato passaria, a partir da opera\u00e7\u00e3o, a se submeter \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da al\u00edquota\ndos juros remunerat\u00f3rios prevista na Lei da Usura (Decreto n\u00ba 22.626\/33).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-o-que-sao-fundos-de-investimento\">5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que s\u00e3o fundos de investimento?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> A partir da Lei n\u00ba 13.874\/19\n(MP n\u00ba 881\/19), os <strong>fundos de investimento<\/strong> passaram a ter\nregulamenta\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio C\u00f3digo Civil (arts. 1.368-C\/1.368-F), tendo natureza\njur\u00eddica de condom\u00ednio de natureza especial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.368-C CC<\/strong>.\nO fundo de investimento \u00e9 uma comunh\u00e3o de recursos, constitu\u00eddo sob a forma de\ncondom\u00ednio de natureza especial, destinado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o em ativos financeiros,\nbens e direitos de qualquer natureza.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E, de acordo com <strong>NORMA JONSSEN PARENTE<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs fundos podem ser vistos tanto como emissores de valores\nmobili\u00e1rios, pois captam recursos junto ao p\u00fablico por meio da emiss\u00e3o de\ncotas, quanto como investidores institucionais, pois, afinal, sua finalidade \u00e9\nagregar um volume de recursos para gerir e investir em certos ativos. Por serem\nemissores, precisam estar registrados na CVM, por\u00e9m como investidores diversas\nvezes necessitam da prote\u00e7\u00e3o da autarquia.\u201d (<strong>Norma Jonssen Parente<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Os fundos\nde investimento em direito credit\u00f3rio (FIDC), por sua vez, s\u00e3o esp\u00e9cie\nde fundo de investimento, regulamentados pela Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.907\/01 do\nConselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), tendo como principal atividade a aplica\u00e7\u00e3o\nem direitos credit\u00f3rios e em t\u00edtulos representativos desses direitos,\norigin\u00e1rios de opera\u00e7\u00f5es realizadas nos segmentos financeiro, comercial,\nindustrial, imobili\u00e1rio, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de presta\u00e7\u00e3o\nde servi\u00e7os, bem como nas demais modalidades de investimento admitidas na\nreferida regulamenta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] De outra parte, os Fundos de Investimento, com suas complexas\nestruturas, t\u00eam origem remota nos investment trusts, tendo\npor tra\u00e7o caracter\u00edstico a administra\u00e7\u00e3o profissional de patrim\u00f4nio por pessoa\nautorizada a faz\u00ea-lo em benef\u00edcio de terceiros que objetivam a aplica\u00e7\u00e3o de\npoupan\u00e7a de forma mais eficiente. <\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o Banco Central, em cumprimento \u00e0 delibera\u00e7\u00e3o do CMN, editou a Resolu\u00e7\u00e3o n. 145\/1970, criando o Fundo M\u00fatuo de Investimento, com estrutura an\u00e1loga \u00e0 atual, reconhecendo desde ent\u00e3o a sua estrutura condominial (propriedade dos cotistas) e a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no cadastro de contribuintes da Receita Federal. <strong>Os FIDCs foram criados por delibera\u00e7\u00e3o do CMN<\/strong>, em sess\u00e3o realizada em 29 de novembro 2001, conforme Resolu\u00e7\u00e3o n. 2.907\/2001, que estabelece, no art. 1\u00ba, I, a autoriza\u00e7\u00e3o para a constitui\u00e7\u00e3o e o funcionamento, nos termos da regulamenta\u00e7\u00e3o a ser estabelecida pela CVM, no prazo m\u00e1ximo de 15 dias, de fundos de investimento em direitos credit\u00f3rios, <strong>destinados preponderantemente \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o em direitos credit\u00f3rios e em t\u00edtulos representativos desses direitos, origin\u00e1rios de opera\u00e7\u00f5es realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobili\u00e1rio, de hipotecas, de arrendamento mercantil e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, bem como nas demais modalidades de investimento admitidas na referida regulamenta\u00e7\u00e3o<\/strong>. Tamb\u00e9m ficou estabelecida, no art. 2\u00ba, I, a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o de recursos no fundo apenas por investidores qualificados, consoante regulamenta\u00e7\u00e3o editada pela CVM.\u201d (<strong>STJ, REsp 1634958\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-correcao-monetaria-x-juros-moratorios-x-juros-compensatorios-remuneratorios\">5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria X Juros morat\u00f3rios X Juros compensat\u00f3rios (remunerat\u00f3rios)<\/h4>\n\n\n\n<p>Pois bem, seguindo, n\u00e3o\nconfundam esses 3 (tr\u00eas) encargos, pois o caso analisado trata apenas dos <strong>JUROS\nREMUNERAT\u00d3RIOS<\/strong>. Vamos \u00e0 tabela:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>ENCARGO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>FINALIDADE<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>LIMITA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>CORRE\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA<\/strong>\n  <\/td><td>   <strong>MANUTEN\u00c7\u00c3O DO POR AQUISITIVO DA MOEDA<\/strong>   <em>\u201cA   corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria nada mais \u00e9 do que um mecanismo de manuten\u00e7\u00e3o do poder   aquisitivo da moeda, n\u00e3o devendo representar, consequentemente, por si s\u00f3,   nem um plus nem um minus em sua subst\u00e2ncia. Corrigir o valor nominal da   obriga\u00e7\u00e3o representa, portanto, manter, no tempo, o seu poder de compra   original, alterado pelas oscila\u00e7\u00f5es inflacion\u00e1rias positivas e negativas   ocorridas no per\u00edodo.\u201d (<strong>STJ, REsp   1265580\/RS, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, CORTE ESPECIAL, julgado em   21\/03\/2012, DJe 18\/04\/2012<\/strong>)<\/em>   <em>\u201cDe qualquer forma, a   corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um plus, mas simples manuten\u00e7\u00e3o do valor de compra   pela varia\u00e7\u00e3o de um \u00edndice de pre\u00e7os que reflete o acr\u00e9scimo (infla\u00e7\u00e3o) ou   decr\u00e9scimo (defla\u00e7\u00e3o) dos pre\u00e7os no mercado.\u201d (<strong>Luiz Antonio Scavone Junior<\/strong>)<\/em>   <\/td><td>   N\u00e3o   h\u00e1 previs\u00e3o de limita\u00e7\u00e3o para corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, o que existe, na verdade,   s\u00e3o \u00edndices espec\u00edficos que buscam, em diversos setores, manter o poder   aquisitivo da moeda frente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.   Exs.: TR (Taxa Referencial); INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor);   IGPM (\u00cdndice Geral de Pre\u00e7os do Mercado); IPCA (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao   Consumidor Amplo).    <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>JUROS MORAT\u00d3RIOS<\/strong>\n  <\/td><td>   <strong>COMPENSA\u00c7\u00c3O PELA MORA OU INADIMPLEMENTO ABSOLUTO DE DETERMINADA   OBRIGA\u00c7\u00c3O <\/strong>   <em>\u201cOs   juros morat\u00f3rios s\u00e3o aqueles devidos em raz\u00e3o da mora do devedor, ou seja,   pelo n\u00e3o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o no tempo, lugar e forma que a lei ou a   conven\u00e7\u00e3o estabelecer (art. 394 do CC). N\u00e3o somente pela mora, por\u00e9m, se   tornam devidos, uma vez que tamb\u00e9m incidem incorrendo o devedor em   inadimplemento absoluto, total ou parcial. Conforme Agostinho Alvim:   \u2018inadimplemento \u00e9 g\u00eanero, compreensivo de duas esp\u00e9cies: inadimplemento absoluto   e mora\u2019. A mora se distingue do inadimplemento absoluto porque o devedor pode   purg\u00e1-la, ou seja, cumprir a obriga\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o o isenta, na forma do art.   401 do C\u00f3digo Civil, de arcar com os preju\u00edzos dela decorrentes. Esta   possibilidade, contudo, deixa de existir quando a presta\u00e7\u00e3o se torna in\u00fatil   ao credor, caso em que pode enjeit\u00e1-la e exigir a satisfa\u00e7\u00e3o das perdas e   danos (art. 395, par\u00e1grafo \u00fanico, do CC). (&#8230;) Cabe lembrar, ainda, que,   segundo Serpa Lopes, o inadimplemento pode referir-se tanto a uma obriga\u00e7\u00e3o   contratual, como a uma obriga\u00e7\u00e3o extracontratual.\u201d (<strong>Renan Lotufo<\/strong>)<\/em>   <em>\u201cDecorrem, portanto, da   mora, ou seja, da imperfei\u00e7\u00e3o no cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, principalmente   quanto ao tempo, sem descartar o lugar e a forma convencionados, independentemente   da prova do dano.\u201d (<strong>Luiz Antonio   Scavone Junior<\/strong>)<\/em>   <\/td><td>\n  Independentemente de quem\n  seja o credor, n\u00e3o se admite cobran\u00e7a de juros morat\u00f3rios em al\u00edquota\n  superior a 1% ao m\u00eas:\n  <strong><em>(a)<\/em><\/strong> arts. 591 c\/c 406 do CC c\/c art. 161, \u00a7 1\u00ba, CTN;\n  <strong><em>(b)<\/em><\/strong> <em>\u201cA taxa de\n  juros morat\u00f3rios a que se refere o art. 406 \u00e9 a do art. 161, \u00a7 1\u00ba, do C\u00f3digo\n  Tribut\u00e1rio Nacional, ou seja, um por cento ao m\u00eas.\u201d (<strong>Enunciado n\u00ba 20 da I Jornada de Direito Civil<\/strong>)<\/em>\n  <strong><em>(c)<\/em><\/strong> art. 5\u00ba do Decreto n\u00ba 22.626\/33;\n  <strong><em>(d)<\/em><\/strong> <em>\u201cNos\n  contratos banc\u00e1rios n\u00e3o regidos por legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>,\n  os juros morat\u00f3rios poder\u00e3o ser convencionados at\u00e9 o limite de 1% ao m\u00eas.\u201d (<strong>S\u00famula n\u00ba 379\/STJ<\/strong>);<\/em>\n  <strong><em>(e)<\/em><\/strong><em> \u201cEm suma,\n  para os juros morat\u00f3rios, as partes est\u00e3o limitadas a convencion\u00e1-los \u00e0 taxa\n  de 1% ao m\u00eas, a teor do que disp\u00f5e o art. 5.\u00b0 do Decreto 22.626\/339 (C\u00f3digo\n  Civil de 2002, art. 406 c\/c o art. 161, \u00a7 1.\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio\n  Nacional).\u201d <\/em><em>(<strong>Luiz Antonio Scavone Junior<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>JUROS COMPENSAT\u00d3RIOS (REMUNERAT\u00d3RIOS)<\/strong>\n  <\/td><td>   <strong>REMUNERA\u00c7\u00c3O DE CAPITAL APLICADO OU DISPONIBILIZADO<\/strong>   <em>\u201cOs juros compensat\u00f3rios   s\u00e3o aqueles destinados a remunerar o capital, dos quais constituem frutos   civis. Tanto os juros compensat\u00f3rios como os morat\u00f3rios s\u00e3o frutos civis, mas   nos juros morat\u00f3rios, no dizer de Pontes de Miranda, existe um elemento a   mais, que \u00e9 o inadimplemento ou adimplemento ruim.\u201d (<strong>Renan Lotufo<\/strong>)<\/em>   <em>\u201cOs   juros compensat\u00f3rios s\u00e3o devidos em raz\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o do capital pelo   devedor na exata medida em que constituem frutos civis do valor empregado.   Espelham a paga pela utiliza\u00e7\u00e3o do capital alheio.\u201d (<strong>Luiz Antonio Scavone Junior<\/strong>)<\/em>   <em>\u201cRepresentam um valor que   se paga para a aquisi\u00e7\u00e3o temporal da titularidade do dinheiro. Constituem   eles um pre\u00e7o devido pela disponibilidade do numer\u00e1rio, durante certo tempo.\u201d   (<strong>Francisco Cl\u00e1udio de Almeida Santos<\/strong>)<\/em>   <em>\u201cS\u00e3o aqueles pagos como   compensa\u00e7\u00e3o por ficar o credor privado da disposi\u00e7\u00e3o de seu capital. (&#8230;) Na   pr\u00e1tica, constituem-se da remunera\u00e7\u00e3o por se entregar o capital para o uso de   outrem. Da\u00ed denominarem-se tamb\u00e9m remunerat\u00f3rios, posto que id\u00eantica a   fun\u00e7\u00e3o.\u201d (<strong>Arnaldo Rizzardo<\/strong>)<\/em>   <\/td><td>\n  No caso dos juros\n  compensat\u00f3rios (remunerat\u00f3rios) temos que dividir, desde logo, entre 2 (dois)\n  tipos de credores:\n  <strong><em>(I)<\/em><\/strong> CREDOR <strong>N\u00c3O<\/strong> \u00c9 INSTITUI\u00c7\u00c3O FINANCEIRA. Neste caso,\n  ainda temos que dividir em 2 (duas) esp\u00e9cies de contratos para encontrarmos\n  os limites da al\u00edquota dos juros remunerat\u00f3rios.\n  <strong>i<\/strong>. <strong><em>contrato\n  de m\u00fatuo fenerat\u00edcio<\/em><\/strong>: n\u00e3o se admite cobran\u00e7a de juros compensat\u00f3rios\n  (remunerat\u00f3rios) em al\u00edquota superior a 1% ao m\u00eas.\n  &#8211; <em>\u201cNo C\u00f3digo Civil de 2002, o art. 591 determina a limita\u00e7\u00e3o das taxas\n  de juros do contrato de m\u00fatuo acorde com o do art. 406, que trata dos juros\n  legais morat\u00f3rios e, por analogia, dos juros legais compensat\u00f3rios. Essa taxa\n  de juros, insista-se, \u00e9 de 12% ao ano, nos termos da interpreta\u00e7\u00e3o do art.\n  406 em conson\u00e2ncia com o art. 161, \u00a7 1.\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.\n  (&#8230;) Com efeito, no contrato de m\u00fatuo para fins econ\u00f4micos, como o m\u00fatuo\n  fenerat\u00edcio, ou seja, o empr\u00e9stimo de dinheiro com o pagamento de juros\n  compensat\u00f3rios, a taxa n\u00e3o poder\u00e1 exceder a taxa fixada no art. 406.<\/em>\n  <em>Em conson\u00e2ncia com o acatado, o C\u00f3digo Civil de 2002\n  limitou a taxa de juros no contrato de m\u00fatuo para fins econ\u00f4micos a 1% ao\n  m\u00eas, sem que as partes possam convencionar taxa maior em raz\u00e3o da natureza\n  cogente da norma (C\u00f3digo Civil de 2002, arts. 591 e 406).\u201d <\/em><em>(<strong>Luiz Antonio Scavone Junior<\/strong>)<\/em>\n  <strong>ii<\/strong>. <strong><em>demais\n  contratos<\/em><\/strong>: n\u00e3o se admite cobran\u00e7a de juros compensat\u00f3rios\n  (remunerat\u00f3rios) em al\u00edquota superior a 2% ao m\u00eas.\n  &#8211; Art. 1\u00ba, caput, do\n  Decreto n\u00ba 22.626\/33, c\/c arts. 591 c\/c 406 do CC c\/c art. 161, \u00a7 1\u00ba, CTN.\n  &#8211; <em>\u201cAinda de acordo com o C\u00f3digo Civil de 2002, certo \u00e9 que o art. 1.\u00b0\n  do Decreto 22.626\/33, que limita os juros convencionais compensat\u00f3rios ao\n  dobro da taxa legal, deve ser compreendido na medida da taxa legal do art.\n  406 do C\u00f3digo Civil de 2002, vez que os juros legais, atrelados aos juros\n  decorrentes da mora no pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda Nacional,\n  poder\u00e3o atingir at\u00e9 1% ao m\u00eas, limite esse imposto pelo art. 161, \u00a7 1.\u00ba, do\n  C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, materialmente considerado Lei Complementar. Nesse\n  caso, poder\u00e3o ser aplicados juros legais dobrados, como prev\u00ea o art. 1.\u00b0 do\n  Decreto 22.626\/33. Em outras palavras, o pacto de juros legais dobrados dever\u00e1\n  respeitar o art. 406 do CC de 2002, nos exatos termos do art. 161, \u00a7 1.\u00ba, do\n  C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. Portanto, no \u00e2mbito do C\u00f3digo Civil de 2002, em\n  raz\u00e3o da revoga\u00e7\u00e3o do art. 192, \u00a7 3.\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal pela Emenda\n  Constitucional 40\/2003,7 os juros legais compensat\u00f3rios para os demais\n  contratos \u2013 que n\u00e3o sejam de m\u00fatuo, cujo limite \u00e9 fixado pelo art. 591 do\n  C\u00f3digo Civil de 2002 em 1% ao m\u00eas (art. 406 cumulado com o art. 161, \u00a7 1.\u00ba,\n  do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional) \u2013 n\u00e3o poder\u00e3o suplantar 2% ao m\u00eas, que passa,\n  ent\u00e3o, a ser o limite legal para esses casos. \u00c9 que, em raz\u00e3o da insubsist\u00eancia\n  do \u00a7 3.\u00b0 do art. 192 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o dobro dos juros legais (art.\n  1.\u00b0 do Decreto 22.626\/33), corresponde ao dobro de 1%, juros legais, de\n  acordo com o art. 406, combinado com o art. 161, \u00a7 1.\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio\n  Nacional. (&#8230;) Como a Lei de Usura, Decreto 22.626\/33, limita o pacto de\n  juros, ou seja, limita os juros convencionais compensat\u00f3rios ao dobro da taxa\n  legal para todos os contratos, com exce\u00e7\u00e3o do contrato de m\u00fatuo que est\u00e1\n  subsumido ao art. 591, a taxa m\u00e1xima de juros compensat\u00f3rios que poder\u00e1 ser\n  pactuada nesses outros contratos no \u00e2mbito do C\u00f3digo Civil de 2002 \u00e9 de 2% ao\n  m\u00eas.\u201d <\/em><em>(<strong>Luiz Antonio Scavone Junior<\/strong>)<\/em><em><\/em>\n  <strong><em>(II)<\/em><\/strong> CREDOR <strong>\u00c9<\/strong> INSTITUI\u00c7\u00c3O FINANCEIRA: as institui\u00e7\u00f5es\n  financeiras <strong>N\u00c3O<\/strong> se sujeitam \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da al\u00edquota dos juros remunerat\u00f3rios\n  que foi estipulada pela Lei de Usura (Decreto n\u00ba 22.626\/33), em conson\u00e2ncia\n  com a S\u00famula n\u00ba 596\/STF, sendo tamb\u00e9m inaplic\u00e1vel o disposto no art. 591, c\/c\n  o art. 406, do C\u00f3digo Civil para esse fim, salvo nas hip\u00f3teses previstas em\n  legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.\n  Entretanto, o Poder\n  Judici\u00e1rio tem determinado a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de juros remunerat\u00f3rios em\n  contratos banc\u00e1rios quando comprovada enorme discrep\u00e2ncia, injustificada, em\n  rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa m\u00e9dia de mercado para as opera\u00e7\u00f5es equivalentes, divulgada pelo\n  BACEN.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, agora entendi o julgado&#8230;se fundo de\ninvestimento for considerado institui\u00e7\u00e3o financeira, pode, sim, cobrar al\u00edquota\nde juros <strong>remunerat\u00f3rios<\/strong> em\npercentual superior a 1% ao m\u00eas!\u201d<\/em> Boa!!!<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoal, apenas registro que, na\ntabela, analisei os encargos na seara do Direito Privado, por isso n\u00e3o fiz\nrefer\u00eancia a cobran\u00e7a dos juros em casos de desapropria\u00e7\u00e3o, nem repeti\u00e7\u00e3o de\nind\u00e9bito tribut\u00e1rio etc.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-4-o-que-e-uma-instituicao-financeira\">5.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o financeira?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Pessoal, a defini\u00e7\u00e3o \u00e9 legal:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 17 da Lei n\u00ba\n4.595\/64<\/strong>. Consideram-se institui\u00e7\u00f5es financeiras,\npara os efeitos da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, as pessoas jur\u00eddicas p\u00fablicas ou\nprivadas, que tenham como atividade principal ou acess\u00f3ria a coleta,\nintermedia\u00e7\u00e3o ou aplica\u00e7\u00e3o de recursos financeiros pr\u00f3prios ou de terceiros, em\nmoeda nacional ou estrangeira, e a cust\u00f3dia de valor de propriedade de\nterceiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>.\nPara os efeitos desta lei e da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, equiparam-se \u00e0s\ninstitui\u00e7\u00f5es financeiras as pessoas f\u00edsicas que exer\u00e7am qualquer das atividades\nreferidas neste artigo, de forma permanente ou eventual.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-5-e-ai-fundo-de-investimento-e-instituicao-financeira\">5.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E a\u00ed, fundo de investimento \u00e9 institui\u00e7\u00e3o financeira?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>, sim! Isso porque\nos fundos de investimento t\u00eam como atividade principal a capta\u00e7\u00e3o de capital e\nseu investimento, o que se amolda \u00e0 defini\u00e7\u00e3o legal de institui\u00e7\u00e3o financeira:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O FIDC \u00e9 um condom\u00ednio que <strong>FORNECE CR\u00c9DITO POR MEIO DE CAPTA\u00c7\u00c3O DA\nPOUPAN\u00c7A POPULAR<\/strong>, sendo administrado por institui\u00e7\u00e3o financeira (banco\nm\u00faltiplo; banco comercial; Caixa Econ\u00f4mica Federal; banco de investimento;\nsociedade de cr\u00e9dito, financiamento e investimento; corretora de t\u00edtulos e\nvalores mobili\u00e1rios ou distribuidora de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios).\nPortanto, cumpre salientar que o art. 17, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 4.595\/1964\nespanca quaisquer d\u00favidas ao estabelecer que se consideram\ninstitui\u00e7\u00f5es financeiras, para os efeitos da legisla\u00e7\u00e3o em vigor, as pessoas\njur\u00eddicas p\u00fablicas ou privadas que tenham como atividade principal ou acess\u00f3ria\na <strong>COLETA, A INTERMEDIA\u00c7\u00c3O OU A APLICA\u00c7\u00c3O\nDE RECURSOS FINANCEIROS PR\u00d3PRIOS OU DE TERCEIROS<\/strong>, em moeda nacional ou\nestrangeira, e a cust\u00f3dia de valor de propriedade de terceiros. (&#8230;)\nAinda, o art. 18, \u00a7 1\u00ba, do mesmo Diploma legal esclarece que, al\u00e9m dos estabelecimentos\nbanc\u00e1rios oficiais ou privados, das sociedades de cr\u00e9dito, financiamento e\ninvestimentos, das caixas econ\u00f4micas, das cooperativas de cr\u00e9dito ou da se\u00e7\u00e3o\nde cr\u00e9dito das cooperativas que a tenham, tamb\u00e9m se subordinam \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es e\ndisciplina dessa lei, no que for aplic\u00e1vel, as bolsas de valores, companhias de\nseguros e de capitaliza\u00e7\u00e3o, as sociedades que efetuam distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios\nem im\u00f3veis, mercadorias ou dinheiro, mediante sorteio de t\u00edtulos de sua emiss\u00e3o\nou por qualquer forma, e as pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas que exercem, por conta\npr\u00f3pria ou de terceiros, atividade relacionada com a compra e a venda de a\u00e7\u00f5es\ne quaisquer outros t\u00edtulos, realizando nos mercados financeiro e de capitais\nopera\u00e7\u00f5es ou servi\u00e7os de natureza dos executados pelas institui\u00e7\u00f5es\nfinanceiras. (&#8230;) Portanto, a meu ju\u00edzo, a opera\u00e7\u00e3o,\nat\u00e9 mesmo por <strong>ENVOLVER A CAPTA\u00c7\u00c3O DE\nPOUPAN\u00c7A POPULAR MEDIANTE A EMISS\u00c3O E A SUBSCRI\u00c7\u00c3O DE COTAS (VALOR MOBILI\u00c1RIO)\nPARA CONCESS\u00c3O DE CR\u00c9DITO<\/strong>, \u00e9 inequivocamente de institui\u00e7\u00e3o financeira,\nbastante assemelhada ao desconto banc\u00e1rio. (&#8230;) Por conseguinte, a meu ju\u00edzo,\n\u00e9 de rigor a reforma da decis\u00e3o, tendo em vista que: a) o FIDC atua no mercado\nfinanceiro, na vertente mercado de capitais, inclusive mediante capta\u00e7\u00e3o e\ncust\u00f3dia de poupan\u00e7a popular, com subscri\u00e7\u00e3o de valor mobili\u00e1rio; b) <strong>amolda-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o legal de institui\u00e7\u00e3o\nfinanceira, at\u00e9 mesmo sendo administrado por uma<\/strong>; (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp\n1634958\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade,\njulgado em 06\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-6-sendo-assim-o-fundo-de-investimento-pode-cobrar-credito-cedido-por-instituicao-financeira-mantendo-a-aliquota-da-taxa-de-juros-remuneratorios-contratada-originariamente\">5.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sendo assim, o fundo de investimento pode cobrar cr\u00e9dito cedido por institui\u00e7\u00e3o financeira, mantendo a al\u00edquota da taxa de juros remunerat\u00f3rios contratada originariamente?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, pois, al\u00e9m de ter tamb\u00e9m\nnatureza jur\u00eddica de institui\u00e7\u00e3o financeira, o art. 287 do CC estabelece que na\ncess\u00e3o de um cr\u00e9dito abrangem-se todos os seus acess\u00f3rios, o que inclui os\npr\u00f3prios juros remunerat\u00f3rios:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 287 CC<\/strong>.\nSalvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, na cess\u00e3o de um cr\u00e9dito abrangem-se\ntodos os seus <strong>acess\u00f3rios<\/strong>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-3-questoes-objetivas\">5.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Os Fundos de Investimento em Direito Credit\u00f3rio\n(FIDCs) amoldam-se \u00e0 defini\u00e7\u00e3o legal de institui\u00e7\u00e3o financeira e n\u00e3o se\nsujeitam \u00e0 incid\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o da taxa de juros remunerat\u00f3rios da Lei da\nUsura (Decreto n\u00ba 22.626\/33).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-4-gabarito\">5.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-5-bibliografia\">5.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>LOTUFO<\/strong>, Renan. C\u00f3digo civil\ncomentado. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2010. vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SANTOS<\/strong>,\nFrancisco Cl\u00e1udio de Almeida. Os Juros Compensat\u00f3rios no M\u00fatuo Banc\u00e1rio,\nRevista de Direito Banc\u00e1rio e do Mercado de Capitais, S\u00e3o Paulo, Revista dos\nTribunais, ano I, n\u00ba 2, p. 70, mai.-ago. 1998.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCAVONE JUNIOR<\/strong>, Luiz Antonio. Juros no\ndireito brasileiro. Rio de Janeiro: Forense, 2014.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-e-valida-a-celebracao-de-contrato-acessorio-de-fianca-na-cessao-de-credito-em-operacao-de-securitizacao-de-recebiveis-tendo-por-cessionario-um-fundo-de-investimento-em-direito-creditorio-fidc\">6.\u00a0\u00a0 \u00c9 v\u00e1lida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato acess\u00f3rio de fian\u00e7a na cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, tendo por cession\u00e1rio um Fundo de Investimento em Direito Credit\u00f3rio (FIDC)?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 v\u00e1lida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato acess\u00f3rio de fian\u00e7a na cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, tendo por cession\u00e1rio um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Credit\u00f3rio) (<strong>STJ, REsp 1726161\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\">6.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2014, a sociedade empres\u00e1ria <strong>PERFUMARIA ESSENCE L LTDA<\/strong> cedeu\nR$100.000,00 em t\u00edtulos de cr\u00e9dito a <strong>MULTI\nRECEB\u00cdVEIS II FUNDO DE INVESTIMENTO<\/strong> (cession\u00e1ria). Essa <strong>cess\u00e3o de cr\u00e9ditos<\/strong>\nfoi <strong>garantia<\/strong>\npor <strong>FIAN\u00c7A<\/strong>\nprestada por <strong>ANA<\/strong>, s\u00f3cio da cedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o do inadimplemento, <strong>MULTI RECEB\u00cdVEIS II FUNDO DE INVESTIMENTO<\/strong>\n(cession\u00e1ria) ajuizou execu\u00e7\u00e3o em faca de <strong>ANA<\/strong>,\nna condi\u00e7\u00e3o de fiadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANA<\/strong>, por sua vez, embargou \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, afirmando que a opera\u00e7\u00e3o de\ncess\u00e3o de cr\u00e9ditos, na verdade, representa faturiza\u00e7\u00e3o (<em>factoring<\/em>), que, segundo <strong>STJ<\/strong>,\n<strong>n\u00e3o<\/strong>\nadmite concess\u00e3o de nenhuma garantia (real ou fidejuss\u00f3ria\/pessoal). Logo,\nsua fian\u00e7a seria nula. <\/p>\n\n\n\n<p>Em r\u00e9plica, a <strong>MULTI RECEB\u00cdVEIS II FUNDO DE INVESTIMENTO<\/strong>\n(cession\u00e1ria) afirmou que a cess\u00e3o de cr\u00e9ditos nada tem a ver com atividade de <em>factoring<\/em>, mas sim com <strong>securitiza\u00e7\u00e3o de\nreceb\u00edveis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu os embargos \u00e0\n  execu\u00e7\u00e3o, extinguindo-a, pois a atividade de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis \u00e9\n  equiparada a <em>factoring<\/em>, que,\n  conforme o <strong>STJ<\/strong>, n\u00e3o admite\n  concess\u00e3o de garantias reais ou fidejuss\u00f3rias.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso da <strong>MULTI RECEB\u00cdVEIS II FUNDO\n  DE INVESTIMENTO<\/strong>, pois a atividade de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis \u00e9\n  equiparada a <em>factoring<\/em>, que,\n  conforme o <strong>STJ<\/strong>, n\u00e3o admite\n  concess\u00e3o de garantias reais ou fidejuss\u00f3rias.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>MULTI RECEB\u00cdVEIS II FUNDO DE INVESTIMENTO<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso rejeitar\n  os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\">6.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-em-debate\">6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A principal quest\u00e3o\ncontrovertida consiste em saber se \u00e9 h\u00edgida, em regular cess\u00e3o de cr\u00e9dito tendo\npor cession\u00e1rio Fundo de Investimento em Direitos Credit\u00f3rios (FIDC), a\nprevis\u00e3o contratual de garantia fidejuss\u00f3ria (fian\u00e7a), ou se h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o a essa\naven\u00e7a acess\u00f3ria, como ocorre nas cess\u00f5es de cr\u00e9dito para empresas de <em>factoring<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) Na linha dos precedentes desta Corte, <strong>N\u00c3O<\/strong> se admite a estipula\u00e7\u00e3o de <strong>garantia<\/strong> em favor da empresa de factoring no que se refere,\nespecificamente, ao inadimplemento dos <strong>t\u00edtulos\ncedidos<\/strong>, salvo na hip\u00f3tese em que a inadimpl\u00eancia \u00e9 provocada pela\npr\u00f3pria empresa faturizada. Precedentes. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AgInt no AREsp 1385554\/SE, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,\nQUARTA TURMA, julgado em 09\/09\/2019, DJe 12\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-em-que-consiste-a-atividade-de-factoring\">6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em que consiste a atividade de <em>factoring<\/em>?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com <strong>F\u00c1BIO ULHOA COELHO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fomento mercantil (factoring) \u00e9 contrato pelo qual um\nempres\u00e1rio (faturizador) presta a outro (faturizado) servi\u00e7os de administra\u00e7\u00e3o\ndo cr\u00e9dito concedido e garante o pagamento das faturas emitidas (maturity\nfactoring). \u00c9 comum, tamb\u00e9m, o contrato abranger a antecipa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, numa\nopera\u00e7\u00e3o de financiamento (conventional factoring).\u201d (<strong>F\u00e1bio Ulhoa Coelho<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) factoring \u00e9 a compra de direitos credit\u00f3rios (faturamento)\nresultantes de vendas mercantis (e de consumo) ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os a\nprazo. Desse modo, o empres\u00e1rio transforma o seu cr\u00e9dito a prazo (receb\u00edveis)\nem dinheiro \u00e0 vista com o fim de aumentar ou n\u00e3o comprometer o seu capital de\ngiro, e consequentemente sua atividade econ\u00f4mica. No factoring, a transfer\u00eancia\ndos cr\u00e9ditos \u00e9 realizada pela empresa faturizada a uma empresa denominada\nfaturizadora.\u201d (<strong>Tarcisio Teixeira<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-o-que-e-securitizacao-de-recebiveis-e-a-mesma-coisa-que-faturizacao\">6.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis? \u00c9 a mesma coisa que faturiza\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> A securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis\ntraduz-se em uma opera\u00e7\u00e3o financeira em que o empres\u00e1rio-credor de determinados\n<strong>cr\u00e9ditos\nfuturos ou presentes (mas ainda n\u00e3o recebidos)<\/strong> promove sua <strong><em>cess\u00e3o\na terceiro<\/em><\/strong>, que poder\u00e1 se revestir da forma de um Fundo de Investimento\nem Direitos Credit\u00f3rios (FIDC). <\/p>\n\n\n\n<p>O cession\u00e1rio (ex.: FIDC), em\ncontrapartida, com certo percentual de redu\u00e7\u00e3o\/desconto, <strong>ANTECIPA<\/strong> ao empres\u00e1rio-credor esses\n<strong>receb\u00edveis<\/strong>\ne emite <strong><em>valores mobili\u00e1rios<\/em><\/strong> a eles vinculados,\nos quais, por sua vez, s\u00e3o disponibilizados na forma de cotas para aquisi\u00e7\u00e3o\npor investidores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs direitos credit\u00f3rios que comp\u00f5em a carteira de ativos de um\nFIDC, s\u00e3o provenientes dos cr\u00e9ditos que uma empresa tem a receber, como\nduplicatas, cheques e outros. Por exemplo, a empresa vende um produto a prazo\npara um consumidor atrav\u00e9s de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e estes receb\u00edveis (as parcelas\na serem pagas pelo consumidor) podem ser vendidos para um FIDC na forma de\ndireitos credit\u00f3rios, permitindo \u00e0 empresa [credora], antecipar o recebimento\ndestes recursos em troca de um taxa de desconto que, por outro lado, remunera os\ninvestidores do fundo.\u201d (<strong>Brasil Bolsa Balc\u00e3o\nB<sup>3<\/sup><\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) o termo \u2018securitiza\u00e7\u00e3o\u2019 deriva do termo em ingl\u00eas \u2018securities\u2019,\nque quer dizer, em tradu\u00e7\u00e3o livre, \u2018valores mobili\u00e1rios\u2019. \u00c9 usado para definir\na <strong>opera\u00e7\u00e3o por\nmeio da qual determinado fluxo de caixa futuro \u00e9 utilizado como lastro para a\nemiss\u00e3o de valores mobili\u00e1rios colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de investidores, fazendo\ncom que o risco de cr\u00e9dito de adimplemento deste fluxo de caixa, que antes era\nconcentrado somente no titular original do referido fluxo, seja pulverizado a\ncada um dos adquirentes dos valores mobili\u00e1rios emitidos.<\/strong>\u201d (<strong>Evaristo Dumont de Lucena Pereira, Bernardo\nVianna Freitas e Fernanda Valle Versani<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm um panorama geral, a securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis\ncaracteriza-se pela cess\u00e3o de cr\u00e9ditos originariamente\ntitulados por uma unidade empresarial para uma outra entidade, que os deve\nempregar como lastro na emiss\u00e3o de t\u00edtulos ou valores mobili\u00e1rios, colocados\njunto a investidores, no escopo e angariar recursos ordinariamente para o\nfinanciamento da atividade econ\u00f4mica. A institui\u00e7\u00e3o cession\u00e1ria dos\ncr\u00e9ditos deve, direta ou indiretamente, coletar recursos resultantes do\npagamento dos cr\u00e9ditos cedidos, depositando-os em, conta banc\u00e1ria espec\u00edfica,\ncujas regras de movimenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o convencionadas pelas partes interessadas,\ntendo como standard orientador a liquida\u00e7\u00e3o da d\u00edvida por meio do cr\u00e9dito\ncedido ou dos valores em dinheiro resultantes de sua realiza\u00e7\u00e3o e, por outro\nlado, o retorno ao cedente dos valores que excedam o saldo devedor lastreado no\ncr\u00e9dito cedido. N\u00e3o obstante, o mecanismo da\nsecuritiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, acima resumido, pode ostentar diferentes\nparticularidades, de acordo com a exist\u00eancia de norma, legal ou regulamentar,\nque discipline suas distintas modalidades, as quais, por sua vez, variam\nconforme a natureza do cr\u00e9dito cedido (comercial, financeiro, imobili\u00e1rio etc).\u201d\n(<strong>Mauricio Moreira Mendon\u00e7a de Menezes e\nGustavo Tepedino<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Pela aus\u00eancia de intermedia\u00e7\u00e3o\npor institui\u00e7\u00e3o financeira, os custos dessa antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis atrav\u00e9s\ndo modelo de securitiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o, em geral, reduzidos quando comparados aos de um\nfinanciamento banc\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs FIDCs s\u00e3o uma alternativa atraente de cr\u00e9dito para pequenas\ne m\u00e9dias empresas quando comparados com o custo do cr\u00e9dito banc\u00e1rio no Brasil.\u201d\n(<strong>Norma Jonssen Parente<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a securitiza\u00e7\u00e3o de\nreceb\u00edveis contribui para a amplia\u00e7\u00e3o da oferta de cr\u00e9dito a empresas, na\nmaioria das vezes, de forma mais barata do que o financiamento banc\u00e1rio,\nexercendo um importante papel no crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> concluiu que a\nsecuritiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis <strong>N\u00c3O<\/strong> \u00e9 a mesma coisa que <em>factoring<\/em>, sequer sendo a ele equiparado, notadamente\nconsiderando que fundos de investimento em direitos credit\u00f3rios (FIDC) s\u00e3o\ninstitui\u00e7\u00e3o financeira:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Tendo em vista o apurado e conforme incontroverso nos autos, a\nembargante, ora recorrida, figura como fiadora (garante solidariamente com a\nsociedade empres\u00e1ria cedente de que \u00e9 s\u00f3cia) no contrato de cess\u00e3o de cr\u00e9dito\nfirmado com o FIDC exequente, tendo as inst\u00e2ncias\nordin\u00e1rias afirmado, <strong>sem mencionar\nnenhuma disposi\u00e7\u00e3o legal que amparasse esse entendimento<\/strong>, que \u00e9 vedada\ndisposi\u00e7\u00e3o contratual prevendo garantia \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, por ser situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga ao\nfactoring. (&#8230;) No caso em julgamento, como\nvisto, as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias invocam precedentes relativos a escrit\u00f3rios de\nfactoring &#8211; que n\u00e3o s\u00e3o institui\u00e7\u00e3o financeira &#8211; para solucionar a presente\ncontrov\u00e9rsia acerca de cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o, tendo por\ncession\u00e1rio um FIDC.\u201d (<strong>STJ, REsp 1726161\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o,\nQuarta Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-4-pergunta-se-entao-e-valida-a-celebracao-de-contrato-acessorio-de-fianca-na-cessao-de-credito-em-operacao-de-securitizacao-de-recebiveis-tendo-por-cessionario-um-fidc\">6.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pergunta-se, ent\u00e3o, \u00e9 v\u00e1lida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato acess\u00f3rio de fian\u00e7a na cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, tendo por cession\u00e1rio um FIDC?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, pois, afastada sua\nequipara\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade de <em>factoring<\/em>,\n<strong>N\u00c3O<\/strong>\nexiste nenhuma veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de contrato acess\u00f3rio de fian\u00e7a na\ncess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de\nreceb\u00edveis, sendo inadequada a utiliza\u00e7\u00e3o, por analogia, da jurisprud\u00eancia\nque pro\u00edbe essa garantia nos contratos de <em>factoring<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-3-questoes-objetivas\">6.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 v\u00e1lida a celebra\u00e7\u00e3o de contrato acess\u00f3rio de\nfian\u00e7a na cess\u00e3o de cr\u00e9dito em opera\u00e7\u00e3o de securitiza\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis, tendo\npor cession\u00e1rio um FIDC (Fundo de Investimento em Direito Credit\u00f3rio).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-4-gabarito\">6.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-5-bibliografia\">6.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>COELHO<\/strong>,\nF\u00e1bio Ulhoa. Novo manual de direito comercial: direito de empresa. S\u00e3o Paulo: Revista\ndos Tribunais, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MENEZES<\/strong>, Mauricio Moreira Mendon\u00e7a de. <strong>TEPEDINO<\/strong>,\nGustavo (Coord.). Obriga\u00e7\u00f5es: estudos na perspectiva civil-constitucional. Rio\nde Janeiro: Renovar, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEREIRA<\/strong>, Evaristo Dumont de Lucena. <strong>FREITAS<\/strong>,\nBernardo Vianna; <strong>VERSANI<\/strong>, Fernanda\nValle (coords.). Fundos de Investimento \u2013 Aspectos Jur\u00eddicos, Regulamentares e\nTribut\u00e1rios. S\u00e3o Paulo: Quartier Latin, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TEIXEIRA<\/strong>, Tarc\u00edsio. Direito empresarial sistematizado. S\u00e3o Paulo: Saraiva,\n2014.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-previdenciario\">DIREITO PREVIDENCI\u00c1RIO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-e-possivel-a-concessao-de-aposentadoria-hibrida-por-idade-mediante-o-computo-de-periodo-de-trabalho-rural-remoto-ainda-que-nao-haja-comprovacao-de-atividade-rural-no-periodo-imediatamente-anterior-ao-requerimento-administrativo\">7.\u00a0\u00a0 \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de aposentadoria h\u00edbrida por idade mediante o c\u00f4mputo de per\u00edodo de trabalho rural remoto, ainda que n\u00e3o haja comprova\u00e7\u00e3o de atividade rural no per\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento administrativo?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O tempo de servi\u00e7o rural, <strong>ainda que remoto e descont\u00ednuo<\/strong>,\nanterior ao advento da Lei n\u00ba 8.213\/91, pode ser computado para fins da\ncar\u00eancia necess\u00e1ria \u00e0 obten\u00e7\u00e3o da <strong>aposentadoria h\u00edbrida por idade<\/strong>, ainda que n\u00e3o\ntenha sido efetivado o recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es, nos termos do art. 48, \u00a7\n3\u00ba, da Lei n\u00ba 8.213\/91, seja qual for a predomin\u00e2ncia\ndo labor misto exercido no per\u00edodo de car\u00eancia ou o tipo de trabalho exercido\nno momento do implemento do requisito et\u00e1rio ou do requerimento administrativo\n(<strong>STJ, REsp\n1788404\/PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por\nunanimidade, julgado em 14\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019 Tema 1007<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TRF 4\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\">7.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s indeferimento\nadministrativo, <strong>JAIRO<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o\nbuscando a concess\u00e3o de sua <strong>aposentadoria h\u00edbrida por idade<\/strong>, somando seus\nanos de atividade urbana com remoto (long\u00ednquo) tempo de atividade rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contesta\u00e7\u00e3o, o <strong>INSS<\/strong> afirmou que a concess\u00e3o da\naposentadoria h\u00edbrida exige que a atividade rural tenha sido exercida no\nper\u00edodo <strong>imediatamente<\/strong> anterior ao\nrequerimento do benef\u00edcio, ainda que de forma descont\u00ednua, n\u00e3o se admitindo\no c\u00f4mputo de per\u00edodo de trabalho rural remoto (long\u00ednquo).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a\n  pretens\u00e3o de <strong>JAIRO<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso do <strong>INSS<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, o <strong>INSS<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso do <strong>INSS<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\">7.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-em-debate\">7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Quanto ao m\u00e9rito recursal,\ncinge-se a controv\u00e9rsia em definir a possibilidade de concess\u00e3o de <strong>APOSENTADORIA H\u00cdBRIDA POR IDADE<\/strong>, prevista\nno <strong>art. 48, \u00a7 3\u00ba<\/strong>,\nda Lei n\u00ba 8.213\/91, mediante o c\u00f4mputo de per\u00edodo de trabalho rural remoto\n(long\u00ednquo), ainda que n\u00e3o haja comprova\u00e7\u00e3o de atividade rural no per\u00edodo\nimediatamente anterior ao requerimento administrativo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>APOSENTADORIA\n  POR IDADE URBANA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 48 da\n  Lei n\u00ba 8.213\/91<\/strong>. A <strong>APOSENTADORIA\n  POR IDADE<\/strong> [<strong>URBANA<\/strong>] ser\u00e1 devida\n  ao segurado que, cumprida a car\u00eancia exigida nesta Lei, completar 65\n  (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>APOSENTADORIA\n  POR IDADE RURAL<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> Os\n  limites fixados no caput s\u00e3o reduzidos para 60 (sessenta) e 50 (cinquenta e\n  cinco) anos no caso de <strong>TRABALHADORES\n  RURAIS<\/strong> [<strong>APOSENTADORIA POR\n  IDADE RURAL<\/strong>], respectivamente homens e mulheres, referidos na al\u00ednea a do\n  inciso I, na al\u00ednea g do inciso V e nos incisos VI e VII do art. 11.<\/em>\n  <strong><em>\u00a7 2\u00ba<\/em><\/strong><em> Para os\n  efeitos do disposto no \u00a7 1\u00ba deste artigo, o <strong>TRABALHADOR RURAL<\/strong> deve comprovar o efetivo exerc\u00edcio de\n  atividade rural, ainda que de forma descont\u00ednua, <strong>no per\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento do benef\u00edcio<\/strong>, por\n  tempo igual ao n\u00famero de meses de contribui\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0 car\u00eancia do\n  benef\u00edcio pretendido, computado o per\u00edodo a que se referem os incisos III a\n  VIII do \u00a7 9\u00ba do art. 11 desta Lei. (<strong>INCLU\u00cdDO\n  PELA LEI N\u00ba 11.718\/08<\/strong>)\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>APOSENTADORIA\n  H\u00cdBRIDA POR IDADE<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  \u201c<strong><em>\u00a7 3\u00ba<\/em><\/strong><em> Os <strong>TRABALHADORES\n  RURAIS<\/strong> de que trata o \u00a7 1\u00ba deste artigo <strong>que n\u00e3o atendam ao disposto no \u00a7 2\u00ba deste artigo<\/strong>, mas que\n  satisfa\u00e7am essa condi\u00e7\u00e3o, se forem considerados per\u00edodos de contribui\u00e7\u00e3o sob\n  outras categorias do segurado, far\u00e3o jus ao benef\u00edcio ao completarem 65\n  (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta) anos, se mulher.\n  [<strong>APOSENTADORIA H\u00cdBRIDA<\/strong>] (<strong>INCLU\u00cdDO PELA LEI N\u00ba 11.718\/08<\/strong>)<\/em>\n  <strong><em>\u00a7 4\u00ba<\/em><\/strong><em> Para\n  efeito do \u00a7 3\u00ba deste artigo, o c\u00e1lculo da renda mensal do benef\u00edcio ser\u00e1 apurado\n  de acordo com o disposto no inciso II do caput do art. 29 desta Lei,\n  considerando-se como sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o mensal do per\u00edodo como segurado\n  especial o limite m\u00ednimo de sal\u00e1rio-de-contribui\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia Social. (<strong>INCLU\u00cdDO PELA LEI N\u00ba 11.718\/08<\/strong>)\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-o-que-e-exatamente-a-aposentadoria-hibrida-por-idade\">7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9, exatamente, a aposentadoria h\u00edbrida por idade?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> A aposentadoria h\u00edbrida (ou\nmista) por idade foi introduzida pela <strong><em>LEI N\u00ba 11.718\/08<\/em><\/strong>, nos \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba do art. 48\nda Lei n\u00ba 8.213\/91, para permitir uma adequa\u00e7\u00e3o da norma (Lei n\u00ba 8.213\/91) para\nas categorias de trabalhadores urbanos e rurais, possibilitando ao <strong>SEGURADO ESPECIAL<\/strong> a soma: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong><em>(i)<\/em><\/strong> do\n  seu tempo de atividade rural <strong>SEM contribui\u00e7\u00f5es\n  previdenci\u00e1rias<\/strong> ao\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong><em>(ii)<\/em><\/strong>\n  seu tempo de contribui\u00e7\u00e3o em outra classifica\u00e7\u00e3o de segurado,\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  COM A FINALIDADE DE IMPLEMENTAR O TEMPO NECESS\u00c1RIO\n  DE CAR\u00caNCIA.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong><em>Ex<\/em><\/strong>.: se o trabalhador\nrural, ao atingir a idade prevista para a concess\u00e3o da aposentadoria por idade\nrural (60 anos, se homem, e 55 anos, se mulher), ainda n\u00e3o tenha alcan\u00e7ado o\ntempo m\u00ednimo de atividade rural exigido na tabela de transi\u00e7\u00e3o prevista no art.\n142 da Lei 8.213\/1991, <strong><em>poder\u00e1<\/em><\/strong><em>, quando completar\n65 anos, se homem, e 60 anos, se mulher, <strong>SOMAR<\/strong>,\npara efeito de car\u00eancia, <strong>o tempo de atividade rural<\/strong>\naos <strong>per\u00edodos\nde contribui\u00e7\u00e3o<\/strong> sob outras categorias de segurado, para fins de concess\u00e3o de\naposentadoria por idade h\u00edbrida, <strong>ainda que inexistam contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias no per\u00edodo\nem que exerceu suas atividades como trabalhador rural<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como apontado pelo Min. <strong>HERMAN BENJAMIN<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei 11.718\/2008, ao incluir a previs\u00e3o dos \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba no art.\n48 da Lei 8.213\/1991, abrigou, como j\u00e1 referido, aqueles trabalhadores rurais\nque passaram a exercer tempor\u00e1ria ou permanentemente per\u00edodos em atividade\nurbana, j\u00e1 que antes da inova\u00e7\u00e3o legislativa o mesmo segurado se encontrava num\nparadoxo jur\u00eddico de desamparo previdenci\u00e1rio: ao atingir idade avan\u00e7ada, n\u00e3o\npodia receber a aposentadoria rural porque exerceu trabalho urbano e n\u00e3o tinha\ncomo desfrutar da aposentadoria urbana em raz\u00e3o de o curto per\u00edodo laboral n\u00e3o\npreencher o per\u00edodo de car\u00eancia.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1407613\/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em\n14\/10\/2014, DJe 28\/11\/2014<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-para-concessao-da-aposentadoria-hibrida-a-atividade-exercida-pelo-segurado-no-periodo-imediatamente-anterior-ao-requerimento-do-beneficio-ou-ao-implemento-da-idade-minima-precisa-ser-de-natureza-rural\">7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para concess\u00e3o da aposentadoria h\u00edbrida, a atividade exercida pelo segurado, no per\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento do benef\u00edcio ou ao implemento da idade m\u00ednima, precisa ser de natureza rural?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> N\u00e3o. Para concess\u00e3o da\naposentadoria h\u00edbrida, a atividade exercida pelo segurado, no per\u00edodo\nimediatamente anterior ao requerimento do benef\u00edcio ou ao implemento da idade\nm\u00ednima, <strong>N\u00c3O<\/strong>\nprecisa ser de natureza rural, como destacou o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Essa orienta\u00e7\u00e3o passou a ser adotada por todos os Ministros que\ncomp\u00f5em as Turmas de Direito P\u00fablico desta Corte Superior, pacificando a\norienta\u00e7\u00e3o que afirma poss\u00edvel a concess\u00e3o de aposentadoria por idade h\u00edbrida\nmediante a contagem de per\u00edodos de atividade, como Segurado urbano ou rural,\ncom ou sem a realiza\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es facultativas de Segurado Especial, n\u00e3o\nconstituindo \u00f3bice \u00e0 concess\u00e3o do benef\u00edcio o fato de que a \u00faltima atividade\nexercida pelo Segurado, no per\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento do\nbenef\u00edcio ou ao implemento da idade m\u00ednima, n\u00e3o tenha sido de natureza\nagr\u00edcola.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1.788.404-PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por\nunanimidade, julgado em 14\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019 Tema 1007<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-4-entao-e-admissivel-a-soma-de-periodo-rural-remoto-longinquo-exercido-em-periodo-fora-da-carencia-e-anterior-a-lei-n\u00ba-8-213-91-para-fins-de-concessao-de-aposentadoria-hibrida\">7.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ent\u00e3o, \u00e9 admiss\u00edvel a soma de per\u00edodo rural remoto (long\u00ednquo), exercido em per\u00edodo fora da car\u00eancia e anterior \u00e0 Lei n\u00ba 8.213\/91, para fins de concess\u00e3o de aposentadoria h\u00edbrida?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, \u00e9 admiss\u00edvel a soma de\nper\u00edodo rural remoto (long\u00ednquo), exercido em per\u00edodo fora da car\u00eancia e\nanterior \u00e0 Lei n\u00ba 8.213\/91, para fins de concess\u00e3o de aposentadoria h\u00edbrida como\nconcluiu o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong>\nap\u00f3s analisar a jurisprud\u00eancia do <strong>STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] N\u00e3o admitir o c\u00f4mputo do trabalho rural exercido em per\u00edodo\nremoto, ainda que o Segurado n\u00e3o tenha retornado \u00e0 atividade campesina,\ntornaria a norma do art. 48, \u00a7 3\u00ba da Lei 8.213\/1991 praticamente sem efeito,\nvez que a realidade demonstra que a tend\u00eancia desses Trabalhadores \u00e9 o\nexerc\u00edcio de atividade rural quando mais jovens, migrando para o atividade urbana\ncom o avan\u00e7ar da idade.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Nesse cen\u00e1rio, seja qual for a\npredomin\u00e2ncia do labor exercido no per\u00edodo de car\u00eancia ou o tipo de trabalho\nexercido no momento do implemento do requisito et\u00e1rio ou do requerimento\nadministrativo, o trabalhador tem direito a se aposentar com as idades citadas\nno \u00a7 3\u00ba do art. 48 da Lei 8.213\/1991, desde que cumprida a car\u00eancia com a\nutiliza\u00e7\u00e3o de labor urbano e rural, remoto ou descont\u00ednuo.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1.788.404-PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade,\njulgado em 14\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019 Tema 1007<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, o tempo de servi\u00e7o rural\nanterior \u00e0 Lei n\u00ba 8.213\/91 pode ser computado ainda que sem recolhimento de\ncontribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Como j\u00e1 delineado nos julgados acima colacionados, esta Corte\nSuperior \u00e9 un\u00edssona ao reconhecer que o tempo de servi\u00e7o rural anterior ao\nadvento da Lei 8.213\/1991 pode ser computado para fins da car\u00eancia necess\u00e1ria \u00e0\nobten\u00e7\u00e3o da aposentadoria h\u00edbrida por idade, ainda que n\u00e3o tenha sido efetivado\no recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o exigindo, do mesmo modo, a comprova\u00e7\u00e3o de\natividade rural no per\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento do benef\u00edcio.\u201d\n(<strong>STJ, REsp\n1.788.404-PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por\nunanimidade, julgado em 14\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019 Tema 1007<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, ponderou o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nesses termos, imp\u00f5e-se reconhecer que, com o advento da Lei\n11.718\/2008, o trabalhador que n\u00e3o preencher os requisitos para concess\u00e3o de\naposentadoria rural ou aposentadoria urbana por idade passa a ter direito de\nintegrar os per\u00edodos de labor rural com outros per\u00edodos contributivos em\nmodalidade diversa de Segurado, para fins de comprova\u00e7\u00e3o da car\u00eancia de 180\nmeses para a concess\u00e3o da aposentadoria h\u00edbrida, desde que cumprido o requisito\net\u00e1rio de 65 anos, se homem, e 60 anos, se mulher. Admite-se, para tanto, a\nsoma de lapsos de atividade rural, remotos e descont\u00ednuos, ainda que anteriores\n\u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei 8.213\/1991, sem necessidade de recolhimento de contribui\u00e7\u00f5es ou\ncomprova\u00e7\u00e3o de que houve exerc\u00edcio de atividade rural no per\u00edodo contempor\u00e2neo\nao requerimento administrativo ou implemento da idade.\u201d (<strong>STJ, REsp 1.788.404-PR, Rel. Min. Napole\u00e3o\nNunes Maia Filho, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 14\/08\/2019, DJe\n04\/09\/2019 Tema 1007<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-3-questoes-objetivas\">7.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\na concess\u00e3o de aposentadoria h\u00edbrida por idade mediante o c\u00f4mputo de per\u00edodo de\ntrabalho rural remoto, ainda que n\u00e3o haja comprova\u00e7\u00e3o de atividade rural no\nper\u00edodo imediatamente anterior ao requerimento administrativo .<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 poss\u00edvel a concess\u00e3o de\naposentadoria h\u00edbrida por idade mediante o c\u00f4mputo de per\u00edodo de trabalho rural\nremoto, ainda que n\u00e3o haja comprova\u00e7\u00e3o de atividade rural no per\u00edodo\nimediatamente anterior ao requerimento administrativo, desde que tenha havido\nrecolhimento de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias no per\u00edodo long\u00ednquo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-4-gabarito\">7.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-penal\">DIREITO PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-a-pratica-de-2-dois-ou-mais-verbos-do-art-240-do-eca-no-mesmo-contexto-fatico-configura-concurso-de-crimes\">8.\u00a0\u00a0 A pr\u00e1tica de 2 (dois) ou mais verbos do art. 240 do ECA, no mesmo contexto f\u00e1tico, configura concurso de crimes?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>PEDIDO DE EXTENS\u00c3O EM HABEAS CORPUS (PExt\nem HC)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O delito do art. 240 do ECA \u00e9 classificado como crime\nformal, comum, de subjetividade passiva pr\u00f3pria, consistente em tipo misto\nalternativo (<strong>STJ,\nPExt no HC 438080\/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJMG.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\">8.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO DE MINAS GERAIS<\/strong> denunciou <strong>ABCD<\/strong> pela pr\u00e1tica do art. 240<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> do\nECA, por 2 (duas) vezes, na forma do art. 70<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a> do\nCP, em raz\u00e3o de ter, no\nmesmo contexto f\u00e1tico, realizado as <strong>filmagens<\/strong> e <strong>fotografias<\/strong> das rela\u00e7\u00f5es sexuais entre (2) duas adolescentes:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a a\u00e7\u00e3o\n  penal, condenando <strong>ABCD<\/strong> \u00e0 pena de 7\n  anos e 7 meses de reclus\u00e3o, em regime inicial fechado.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>ABCD<\/strong> pugnou pelo reconhecimento da\npr\u00e1tica de crime \u00fanico ou, subsidiariamente, redu\u00e7\u00e3o da pena.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso de\n  <strong>ABCD<\/strong> para reduzir sua pena \u00e0 4\n  anos e 8 meses de reclus\u00e3o, em regime fechado,\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em <em>habeas corpus<\/em>, <strong>ABCD<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o, com o reconhecimento da pr\u00e1tica de crime \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Concedeu a ordem para\n  reconhecer a pr\u00e1tica de crime \u00fanico.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\">8.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-em-debate\">8.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Discute-se se a pr\u00e1tica de mais\nde um dos verbos previstos no art. 240 do ECA configura mais de um delito\n(concurso de crimes) ou apenas crime \u00fanico:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 240 CP<\/strong>.\nProduzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer\nmeio, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica, envolvendo crian\u00e7a ou\nadolescente: Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> Incorre nas\nmesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo\nintermedeia a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente nas cenas referidas no\ncaput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> Aumenta-se a\npena de 1\/3 (um ter\u00e7o) se o agente comete o crime: I \u2013 no exerc\u00edcio de cargo ou\nfun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou a pretexto de exerc\u00ea-la; II \u2013 prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es\ndom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade; ou III \u2013 prevalecendo-se de\nrela\u00e7\u00f5es de parentesco consang\u00fc\u00edneo ou afim at\u00e9 o terceiro grau, ou por ado\u00e7\u00e3o,\nde tutor, curador, preceptor, empregador da v\u00edtima ou de quem, a qualquer outro\nt\u00edtulo, tenha autoridade sobre ela, ou com seu consentimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-qual-a-classificacao-do-tipo-penal-do-art-240-do-eca\">8.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual a classifica\u00e7\u00e3o do tipo penal do art. 240 do ECA?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com o MIN. <strong>RIBEIRO DANTAS<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o:] (&#8230;) o crime do art. 240 do ECA\nse insere no contexto de proibi\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e registro visual, por qualquer\nmeio, de cenas de sexo expl\u00edcito, no sentido da interpreta\u00e7\u00e3o aut\u00eantica do art.\n241-F do ECA, envolvendo crian\u00e7as e adolescentes, o que caracteriza viol\u00eancia\nsexual, nos termos do art. 4\u00ba, da Lei 13.431\/17. Trata-se\nde crime comum, de subjetividade passiva pr\u00f3pria, <strong>CONSISTENTE EM TIPO MISTO ALTERNATIVO, DE FORMA QUE A PR\u00c1TICA DE\nMAIS DE UM VERBO T\u00cdPICO NO MESMO CONTEXTO IMPLICA A SUBSUN\u00c7\u00c3O T\u00cdPICA \u00daNICA<\/strong>.\u201d\n(<strong>STJ, PExt\nno HC 438080\/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-tratando-se-de-tipo-misto-alternativo-a-pratica-de-mais-de-um-verbo-configura-crime-unico-ou-concurso-de-crimes\">8.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tratando-se de tipo misto alternativo, a pr\u00e1tica de mais de um verbo configura crime \u00fanico ou concurso de crimes?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Tratando-se de tipo misto\nalternativo, a pr\u00e1tica de mais de um verbo, <strong>no mesmo contexto f\u00e1tico<\/strong>,\nconfigura crime \u00fanico:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] No caso, o arcabou\u00e7o f\u00e1tico estabelecido, segundo as inst\u00e2ncias\nordin\u00e1rias, indica que o paciente D. F., mediante aparelho celular, registrou\nimagens e filmou cenas de sexo expl\u00edcito entre os corr\u00e9us e as duas\nadolescentes, o que, segundo o Tribunal a quo, com uma \u00fanica conduta teria\ncometido dois crimes, incidindo o concurso formal de crimes. Primeiramente, o fato de ter fotografado e filmado as cenas\nde sexo indica a execu\u00e7\u00e3o de dois verbos, com dupla conduta, todavia,\nrepresentando subordina\u00e7\u00e3o t\u00edpica \u00fanica, tendo em vista sua realiza\u00e7\u00e3o <strong>NO MESMO CONTEXTO F\u00c1TICO<\/strong>. Por\nconseguinte, da execu\u00e7\u00e3o de mais de um verbo t\u00edpico representa \u00fanico crime,\ndada a natureza de crime de a\u00e7\u00e3o m\u00faltipla ou conduta variada do tipo em comento.\u201d\n(<strong>STJ, PExt\nno HC 438080\/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas tinham 2 (duas) v\u00edtimas, n\u00e3o d\u00e1\npara configurar concurso formal?\u201d<\/em> Para o Min. <strong>RIBEIRO DANTAS<\/strong>, n\u00e3o, devendo tal circunst\u00e2ncia ser considerada para\nmajorar a pena-base:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) a quantidade de v\u00edtimas menores filmadas ou fotografadas \u00e9\nelemento meramente circunstancial, apto a ser valorado na pena-base, sem,\ncontudo, indicar qualquer subsun\u00e7\u00e3o t\u00edpica adicional. Por conseguinte, como as\ncondutas de filmar e fotografar foram executadas durante o mesmo contexto\nf\u00e1tico, relativo ao ato sexual conjunto de dois corr\u00e9us com as duas adolescentes,\nh\u00e1 duas condutas de subsun\u00e7\u00e3o t\u00edpica \u00fanica, motivo pelo qual se conclui pela\nexist\u00eancia de crime \u00fanico.\u201d (<strong>STJ, PExt no HC 438080\/MG, Rel. Min. Ribeiro Dantas,\nQuinta Turma, por unanimidade, julgado em 27\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-3-questoes-objetivas\">8.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O delito do\nart. 240 do ECA \u00e9 classificado como crime formal, comum, de subjetividade\npassiva pr\u00f3pria, consistente em tipo misto cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. O delito do art. 240 do\nECA \u00e9 classificado como tipo misto alternativo, de modo que a pr\u00e1tica de mais\nde um verbo nuclear, ainda que em contextos f\u00e1ticos diversos, representa crime\n\u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-4-gabarito\">8.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-a-quem-compete-julgar-acao-de-obrigacao-de-fazer-cumulada-com-reparacao-de-danos-materiais-e-morais-ajuizada-por-motorista-de-aplicativo-pretendendo-a-reativacao-de-sua-conta-uber-para-que-possa-voltar-a-usar-o-aplicativo-e-realizar-seus-servicos\">9.\u00a0\u00a0 A quem compete julgar a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer cumulada com repara\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais ajuizada por motorista de aplicativo pretendendo a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta UBER para que possa voltar a usar o aplicativo e realizar seus servi\u00e7os?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA (CC)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Compete \u00e0 justi\u00e7a comum estadual julgar a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o\nde fazer cumulada com repara\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais ajuizada por\nmotorista de aplicativo pretendendo a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta UBER para que\npossa voltar a usar o aplicativo e realizar seus servi\u00e7os (<strong>STJ, CC 164544\/MG, Rel. Min. Moura Ribeiro,\nSegunda Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 28\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJMG e TRT 3\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\">9.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>DENIS<\/strong>, motorista, ajuizou, na <strong>JUSTI\u00c7A A COMUM ESTADUAL<\/strong>, a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer c\/c indenizat\u00f3ria em face de <strong>UBER DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA<\/strong>,\nalegando, em s\u00edntese, que sua conta foi suspensa, o que o impossibilitou de\nexercer sua profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Reconheceu sua\n  incompet\u00eancia jurisdicional e enviou os autos \u00e0 <strong>JUSTI\u00c7A DO TRABALHO<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Entretanto, na <strong>JUSTI\u00c7A DO\nTRABALHO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Reconheceu sua\n  incompet\u00eancia jurisdicional e suscitou <strong>CONFLITO\n  DE COMPET\u00caNCIA<\/strong> ao <strong>STJ<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em <strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu o <strong>CONFLITO DE COMPET\u00caNCIA<\/strong>, reconhecendo\n  a <strong>JUSTI\u00c7A\n  COMUM ESTADUAL<\/strong> como competente para julgamento da demanda.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\">9.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-em-debate\">9.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia gira em torno de\nse definir qual o Ju\u00edzo competente para processar e julgar <strong>a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer c\/c repara\u00e7\u00e3o de\ndanos materiais e morais<\/strong> ajuizada por motorista de aplicativo contra\na empresa UBER.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-e-ai-quem-vai-ficar-com-essa-demanda\">9.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E a\u00ed, quem vai ficar com essa demanda?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> O Min. <strong>MOURA RIBEIRO<\/strong> entendeu que a compet\u00eancia seria da <strong>JUSTI\u00c7A COMUM\nESTADUAL<\/strong>, pois: <strong><em>(i)<\/em><\/strong> a causa de pedir \u00e9 contrato de\nintermedia\u00e7\u00e3o digital para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e n\u00e3o contrato de trabalho;\n<strong><em>(ii)<\/em><\/strong>\nali\u00e1s, sequer h\u00e1 v\u00ednculo empregat\u00edcio entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Min. <strong>MOURA RIBEIRO<\/strong> concluiu:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Afastada a rela\u00e7\u00e3o de emprego, tem-se que o sistema de transporte\nprivado individual, a partir de provedores de rede de compartilhamento, det\u00e9m\nnatureza de cunho civil.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Em suma, tratando-se de demanda em que a causa de pedir e\no pedido deduzidos na inicial n\u00e3o se referem \u00e0 exist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de\ntrabalho entre as partes, configurando-se em lit\u00edgio que deriva de rela\u00e7\u00e3o\njur\u00eddica de cunho eminentemente civil, \u00e9 o caso de se declarar a compet\u00eancia da\nJusti\u00e7a Estadual.\u201d (<strong>STJ, CC 164.544-MG, Rel. Min. Moura Ribeiro, Segunda Se\u00e7\u00e3o,\npor unanimidade, julgado em 28\/08\/2019, DJe 04\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a atividade desenvolvida\npelos motoristas de aplicativos foi reconhecida com a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba\n13.640\/18, que alterou a Lei n\u00ba 12.587\/12 (Lei da Pol\u00edtica Nacional de\nMobilidade Urbana), para incluir em seu art. 4\u00ba o inciso X: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 4\u00ba da Lei n\u00ba\n12.587\/12<\/strong>. Para os fins desta Lei, considera-se: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>X<\/strong> \u2013 transporte\nremunerado privado individual de passageiros: servi\u00e7o remunerado de transporte\nde passageiros, n\u00e3o aberto ao p\u00fablico, para a realiza\u00e7\u00e3o de viagens\nindividualizadas ou compartilhadas solicitadas exclusivamente por usu\u00e1rios\npreviamente cadastrados em aplicativos ou outras plataformas de comunica\u00e7\u00e3o em\nrede.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-3-questoes-objetivas\">9.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Compete \u00e0 justi\u00e7a comum estadual julgar a\u00e7\u00e3o de\nobriga\u00e7\u00e3o de fazer cumulada com repara\u00e7\u00e3o de danos materiais e morais ajuizada\npor motorista de aplicativo pretendendo a reativa\u00e7\u00e3o de sua conta UBER para que\npossa voltar a usar o aplicativo e realizar seus servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-4-gabarito\">9.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-em-caso-de-arrematacao-de-imovel-qual-a-base-de-calculo-da-quota-parte-do-coproprietario-ou-do-conjuge-alheio-a-execucao\">10.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em caso de arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel, qual a base de c\u00e1lculo da quota-parte do copropriet\u00e1rio ou do c\u00f4njuge alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quota-parte do copropriet\u00e1rio ou c\u00f4njuge alheio \u00e0\nexecu\u00e7\u00e3o recair\u00e1 sobre o produto da avalia\u00e7\u00e3o do bem indivis\u00edvel (<strong>STJ, REsp\n1728086\/MS, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJPR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\">10.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em execu\u00e7\u00e3o\nde t\u00edtulo executivo extrajudicial, <strong>TRONINVEST<\/strong>\n<strong>LTDA<\/strong> requereu a aliena\u00e7\u00e3o (art. 825, II, NCPC) do im\u00f3vel do executado <strong>ANDR\u00c9<\/strong>, cuja \u00bd (metade) da propriedade pertencia\n\u00e0 sua esposa <strong>M\u00c1RCIA<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, o im\u00f3vel foi\navaliado em R$400.000,00, mas a arremata\u00e7\u00e3o foi feita pelo valor de\nR$300.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Ato cont\u00ednuo, foram opostos por <strong>M\u00c1RCIA<\/strong> embargos de terceiro, em que\naduziu que o valor de sua quota-parte (1\/2) deveria ser calculado sobre o <strong>VALOR DA AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong>,\ne <strong>n\u00e3o<\/strong>\nsobre o valor da arremata\u00e7\u00e3o, nos termos do art. 843, \u00a7 2\u00ba, NCPC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou os embargos de\n  terceiro e deferiu o levantamento de 50% do <strong>VALOR DA ARREMATA\u00c7\u00c3O<\/strong> do\n  im\u00f3vel em favor do exequente <strong>TRONINVEST\n  LTDA<\/strong>, reservando t\u00e3o somente o valor restante para prote\u00e7\u00e3o da quota-parte\n  de <strong>M\u00c1RCIA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>M\u00c1RCIA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>M\u00c1RCIA<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso\n  para determinar a reserva de 50% do <strong>VALOR DE AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong> do im\u00f3vel arrematado em\n  favor de <strong>M\u00c1RCIA<\/strong>, mantendo-se a\n  autoriza\u00e7\u00e3o de levantamento restrita ao saldo remanescente (R$100.000,00).\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\">10.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-em-debate\">10.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia a\nverificar se, diante da atual disposi\u00e7\u00e3o processual (art. 843 NCPC), a reserva\nda quota-parte do copropriet\u00e1rio ou c\u00f4njuge passa a incidir sobre o <strong>VALOR DE\nAVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong> do im\u00f3vel excutido ou sobre o <strong>VALOR DA EFETIVA ARREMATA\u00c7\u00c3O<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 843 NCPC<\/strong>.\nTratando-se de penhora de bem indivis\u00edvel, o equivalente \u00e0 quota-parte do\ncopropriet\u00e1rio ou do c\u00f4njuge alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o recair\u00e1 sobre o produto da\naliena\u00e7\u00e3o do bem. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> \u00c9 reservada\nao copropriet\u00e1rio ou ao c\u00f4njuge n\u00e3o executado a prefer\u00eancia na arremata\u00e7\u00e3o do\nbem em igualdade de condi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> N\u00e3o ser\u00e1\nlevada a efeito expropria\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o inferior ao da avalia\u00e7\u00e3o na qual o valor\nauferido seja incapaz de garantir, ao copropriet\u00e1rio ou ao c\u00f4njuge alheio \u00e0\nexecu\u00e7\u00e3o, o correspondente \u00e0 sua quota-parte calculado sobre o valor da\navalia\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-ncpc-cpc-15-x-cpc-73\">10.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 NCPC (CPC\/15) X CPC\/73<\/h4>\n\n\n\n<p>Vejamos o antes e depois:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CPC\/73<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NCPC (CPC\/15)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 655-B CPC\/73<\/strong>. Tratando-se de penhora em bem indivis\u00edvel, a\n  mea\u00e7\u00e3o do <strong>c\u00f4njuge<\/strong>\n  alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o recair\u00e1 sobre o <strong>PRODUTO<\/strong>\n  da aliena\u00e7\u00e3o do bem.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 843 NCPC<\/strong>. Tratando-se de penhora de bem indivis\u00edvel, o\n  equivalente \u00e0 quota-parte do <strong>copropriet\u00e1rio<\/strong> ou do <strong>c\u00f4njuge<\/strong> alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o\n  recair\u00e1 sobre o produto da aliena\u00e7\u00e3o do bem. <\/em>\n  <strong><em>\u00a7 1\u00ba<\/em><\/strong><em> \u00c9 reservada ao\n  copropriet\u00e1rio ou ao c\u00f4njuge n\u00e3o executado a prefer\u00eancia na arremata\u00e7\u00e3o do\n  bem em igualdade de condi\u00e7\u00f5es. <\/em>\n  <strong><em>\u00a7 2\u00ba<\/em><\/strong><em> N\u00e3o ser\u00e1 levada a efeito\n  expropria\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o inferior ao da <strong>AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong> na qual o valor auferido seja\n  incapaz de garantir, ao copropriet\u00e1rio ou ao c\u00f4njuge alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, o\n  correspondente \u00e0 sua quota-parte calculado sobre o valor da <strong>AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong>.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, inclu\u00edram o copropriet\u00e1rio!\u201d<\/em>\nN\u00e3o foi apenas essa mudan\u00e7a, como destacou o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong>, que concluiu que o copropriet\u00e1rio n\u00e3o\ndevedor e o c\u00f4njuge ou companheiro n\u00e3o devedor nem respons\u00e1vel patrimonial solid\u00e1rio<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>\nt\u00eam direito a receber sua quota-parte tomando por base o <strong>VALOR DA AVALIA\u00c7\u00c3O DO BEM<\/strong>, e\n<strong>N\u00c3O<\/strong>\no valor da expropria\u00e7\u00e3o (art. 825 NCPC). Assim, caso a expropria\u00e7\u00e3o n\u00e3o atinja\nsequer o valor que deve ser entregue a esses sujeitos, n\u00e3o dever\u00e1 ser realizada\n(\u00a7 2\u00ba do art. 843 NCPC):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Todavia, o atual diploma processual, para al\u00e9m de ratificar\nentendimento h\u00e1 muito adotado pela jurisprud\u00eancia deste Tribunal Superior, <strong>alargando-o para\nalcan\u00e7ar quaisquer copropriet\u00e1rios, estipulou ainda limite monet\u00e1rio para a\naliena\u00e7\u00e3o do bem indivis\u00edvel<\/strong>. (&#8230;) Essa nova disposi\u00e7\u00e3o traduz,\nportanto, uma continuidade no movimento de amplia\u00e7\u00e3o da efetividade do\nprocedimento executivo, por\u00e9m introduz tamb\u00e9m uma\namplia\u00e7\u00e3o da prote\u00e7\u00e3o do direito de terceiro, n\u00e3o devedor nem respons\u00e1vel pelo\npagamento do d\u00e9bito. Desse modo, a excuss\u00e3o patrimonial dever\u00e1 observar o valor\nde reserva da mea\u00e7\u00e3o, o qual ser\u00e1 computado sobre o valor integral da avalia\u00e7\u00e3o\ndo bem, de maneira que a eventual aliena\u00e7\u00e3o por valor inferior ser\u00e1 suportada\npelo credor que promover a execu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o pelo copropriet\u00e1rio n\u00e3o devedor.\u201d\n(<strong>STJ, REsp\n1728086\/MS, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 27\/08\/2019, DJe 03\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cTendi nda.\u201d<\/em> Vejamos o desfecho\ndo caso pr\u00e1tico em cada diploma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CPC\/73<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NCPC (CPC\/15)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Valor de avalia\u00e7\u00e3o: R$400.000,00\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Valor de arremata\u00e7\u00e3o:\n  R$300.00,00\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Valor reservado a <strong>M\u00c1RCIA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 655-B CPC\/73<\/strong>. Tratando-se de penhora em bem indivis\u00edvel, a\n  mea\u00e7\u00e3o do <strong>c\u00f4njuge<\/strong>\n  alheio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o recair\u00e1 sobre o <strong>PRODUTO<\/strong>\n  da aliena\u00e7\u00e3o do bem.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <strong><em>\u201cArt. 843, \u00a7 2\u00ba, NCPC<\/em><\/strong><em>. N\u00e3o ser\u00e1\n  levada a efeito expropria\u00e7\u00e3o por pre\u00e7o inferior ao da <strong>AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong> na qual o valor\n  auferido seja incapaz de garantir, ao copropriet\u00e1rio ou ao c\u00f4njuge alheio \u00e0\n  execu\u00e7\u00e3o, o correspondente \u00e0 sua quota-parte calculado sobre o valor da <strong>AVALIA\u00c7\u00c3O<\/strong>.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  R$150.000,00\n  <\/td><td>\n  R$200.000,00\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong><em>Base de c\u00e1lculo<\/em><\/strong>: VALOR DO PRODUTO DA\n  ALIENA\u00c7\u00c3O, ou seja, valor da arremata\u00e7\u00e3o (R$300.000,00)\n  <\/td><td>\n  <strong><em>Base de c\u00e1lculo<\/em><\/strong>: VALOR DA AVALIA\u00c7\u00c3O, ou\n  seja, R$400.000,00.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-3-questoes-objetivas\">10.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A quota-parte do copropriet\u00e1rio ou c\u00f4njuge alheio\n\u00e0 execu\u00e7\u00e3o recair\u00e1 sobre o produto da avalia\u00e7\u00e3o do bem indivis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-4-gabarito\">10.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-a-decisao-interlocutoria-que-majora-multa-cominatoria-previamente-fixada-em-concessao-de-tutela-antecipada-tambem-versa-sobre-o-genero-tutela-provisoria-e-consequentemente-e-recorrivel-por-agravo-de-instrumento\">11.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que majora multa cominat\u00f3ria previamente fixada em concess\u00e3o de tutela antecipada tamb\u00e9m versa sobre o g\u00eanero tutela provis\u00f3ria e, consequentemente, \u00e9 recorr\u00edvel por agravo de instrumento?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que majora a multa fixada para\na hip\u00f3tese de descumprimento de decis\u00e3o antecipat\u00f3ria de tutela anteriormente\nproferida \u00e9 recorr\u00edvel por agravo de instrumento (<strong>STJ, REsp 1827553\/RJ, Rel. Min. Nancy\nAndrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 27\/08\/2019, DJe\n29\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\">11.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de\ninexist\u00eancia de contrato banc\u00e1rio, <strong>JOEL<\/strong>\nrequereu a concess\u00e3o de tutela de urg\u00eancia para que o <strong>BV FINANCEIRA S\/A<\/strong> suspendesse os descontos mensais em sua folha de\npagamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Concedeu a tutela de\n  urg\u00eancia, determinando a suspens\u00e3o dos descontos sob pena de multa cominat\u00f3ria\n  de R$500,00 por desconto, at\u00e9 o limite de R$5.000,00.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Ocorre que os descontos n\u00e3o\nforam suspensos, tendo <strong>JOEL<\/strong>\nrequerido a majora\u00e7\u00e3o das astreintes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu o pedido e <strong>JOEL<\/strong> e majorou a multa cominat\u00f3ria\n  para R$1.000,00 por cada novo desconto, at\u00e9 o limite de R$20.000,00.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em agravo de instrumento, <strong>BV FINANCEIRA S\/A<\/strong> pugnou pela reforma\nda decis\u00e3o que majorou as astreintes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso de\n  agravo de instrumento.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>BV FINANCEIRA S\/A<\/strong> pugnou pela anula\u00e7\u00e3o\ndo Ac\u00f3rd\u00e3o, com determina\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise do m\u00e9rito do recurso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para\n  anular o Ac\u00f3rd\u00e3o e determinar o conhecimento do recurso de agravo de\n  instrumento.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\">11.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-em-debate\">11.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal \u00e9 definir\nse a <strong>DECIS\u00c3O\nINTERLOCUT\u00d3RIA<\/strong> <strong><em>que majora a multa fixada para a\nhip\u00f3tese de descumprimento de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria antecipat\u00f3ria de tutela\nanteriormente<\/em><\/strong> proferida tamb\u00e9m versa sobre tutela provis\u00f3ria e,\nassim, se \u00e9 recorr\u00edvel por agravo de instrumento com base no art. 1.015, inciso\nI, do NCPC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.015 NCPC<\/strong>.\nCabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem\nsobre:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong> &#8211; <strong>TUTELAS PROVIS\u00d3RIAS<\/strong>;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-a-decisao-interlocutoria-que-majora-a-multa-que-havia-sido-fixada-inicialmente-para-a-hipotese-de-descumprimento-de-uma-decisao-de-natureza-antecipatoria-tambem-versa-sobre-o-genero-tutela-provisoria-e-consequentemente-e-recorrivel-por-agravo-de-instrumento\">11.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que majora a multa que havia sido fixada inicialmente para a hip\u00f3tese de descumprimento de uma decis\u00e3o de natureza antecipat\u00f3ria tamb\u00e9m versa sobre o g\u00eanero tutela provis\u00f3ria e, consequentemente, \u00e9 recorr\u00edvel por agravo de instrumento?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria\nque majora a multa que havia sido fixada inicialmente para a hip\u00f3tese de\ndescumprimento de uma decis\u00e3o de natureza antecipat\u00f3ria tamb\u00e9m versa sobre o\ng\u00eanero tutela provis\u00f3ria e, consequentemente, \u00e9 recorr\u00edvel por agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> lembrou que,\nrecentemente, o <strong>STJ<\/strong>, em caso\nan\u00e1logo, decidiu na mesma linha:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) O conceito de \u2018decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que versa sobre\ntutela provis\u00f3ria\u2019 abrange as decis\u00f5es que examinam a presen\u00e7a ou n\u00e3o dos\npressupostos que justificam o deferimento, indeferimento, revoga\u00e7\u00e3o ou\naltera\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria e, tamb\u00e9m, as decis\u00f5es que dizem respeito ao\nprazo e ao modo de cumprimento da tutela, a adequa\u00e7\u00e3o, sufici\u00eancia,\nproporcionalidade ou razoabilidade da t\u00e9cnica de efetiva\u00e7\u00e3o da tutela\nprovis\u00f3ria e, ainda, a necessidade ou dispensa de garantias para a concess\u00e3o,\nrevoga\u00e7\u00e3o ou altera\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1752049\/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,\njulgado em 12\/03\/2019, DJe 15\/03\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQualquer decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que verse sobre tutela\nprovis\u00f3ria permite a interposi\u00e7\u00e3o do recurso de agravo de instrumento. O\ndispositivo \u00e9 suficientemente claro em submeter ao \u00e2mbito dos agravos as\ndecis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem sobre tutelas provis\u00f3rias. Desde que a\ndecis\u00e3o interlocut\u00f3ria enfrente o tema da tutela provis\u00f3ria, independentemente\nda consequ\u00eancia, vi\u00e1vel a interposi\u00e7\u00e3o do recurso de agravo de instrumento. Sem pretens\u00e3o\nde exaurimento, podemos lembrar das decis\u00f5es que: deferem o pedido de tutela\nprovis\u00f3ria; rejeitem o pedido de tutela provis\u00f3ria; determinem medidas para\nefetiva\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria; modifiquem a tutela provis\u00f3ria antes\nconcedida; revoguem a tutela provis\u00f3ria anteriormente deferida; determinem a convers\u00e3o\ndo rito antecedente de cautelar para antecipa\u00e7\u00e3o de tutela ou vice-versa;\ndesignem audi\u00eancia de justifica\u00e7\u00e3o antes da aprecia\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria;\nestabele\u00e7am cau\u00e7\u00e3o para a concess\u00e3o da tutela provis\u00f3ria.\u201d (<strong>Fernando da Fonseca Gajardoni, Luiz\nDellore, Andr\u00e9 Vasconcelos Roque e Zulmar Oliveira Jr.<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o <strong>STJ<\/strong>, mais uma vez, estendeu o rol de\ncabimento do recurso de agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-3-questoes-objetivas\">11.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que majora a multa fixada\npara a hip\u00f3tese de descumprimento de decis\u00e3o antecipat\u00f3ria de tutela\nanteriormente proferida \u00e9 recorr\u00edvel por apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-4-gabarito\">11.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-5-bibliografia\">11.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>GAJARDONI<\/strong>, Fernando da Fonseca; <strong>DELLORE<\/strong>,\nLuiz; <strong>ROQUE<\/strong>, Andr\u00e9 Vasconcelos; <strong>OLIVEIRA JR.<\/strong>, Zulmar. Execu\u00e7\u00e3o e\nrecursos: coment\u00e1rios ao CPC de 2015. S\u00e3o Paulo: M\u00e9todo, 2017.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\">DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-e-admitida-a-prova-obtida-mediante-conduta-da-autoridade-policial-que-sem-autorizacao-atende-o-celular-do-investigado-e-se-passa-pela-pessoa-sob-investigacao\">12.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 admitida a prova obtida mediante conduta da Autoridade Policial que, sem autoriza\u00e7\u00e3o, atende o celular do investigado e se passa pela pessoa sob investiga\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS (HC) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 <strong>il<\/strong>\u00edcita\na prova obtida mediante conduta da autoridade policial que atende, sem autoriza\u00e7\u00e3o,\no telefone m\u00f3vel do acusado e se passa pela pessoa sob investiga\u00e7\u00e3o (<strong>STJ, HC 511484\/RS,\nRel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em\n15\/08\/2019, DJe 29\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\">12.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FL\u00c1VIO<\/strong> foi definitivamente condenado por tr\u00e1fico de drogas\n(art. 33, <em>caput<\/em>, da Lei n\u00ba\n11.343\/06), tendo a senten\u00e7a condenat\u00f3ria utilizado como BASE PARA PROCED\u00caNCIA DA A\u00c7\u00c3O PENAL as conversas\nrealizadas por agentes policiais que, <strong><em>ap\u00f3s<\/em><\/strong> a localiza\u00e7\u00e3o das drogas no\nve\u00edculo do denunciado, atenderam, <strong>sem autoriza\u00e7\u00e3o<\/strong>, o celular do denunciado e, <strong>passando-se por\nele<\/strong>, negociaram a venda de entorpecentes\ncom o usu\u00e1rio-interlocutor.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o narrado na\nden\u00fancia: <em>\u201cNa ocasi\u00e3o da abordagem, agente\npoliciais estavam em patrulhamento quando avistaram o ve\u00edculo do denunciado,\nestacionado na cal\u00e7ada. Foi efetuada a abordagem e encontrada a droga embaixo\ndo banco do motorista. Neste momento, o celular de <strong>FL\u00c1VIO<\/strong> tocou diversas vezes, tratavam-se de consumidores querendo comprar\ndrogas com ele.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, em <em>habeas corpus<\/em>, <strong>FL\u00c1VIO<\/strong> pugnou pela concess\u00e3o da ordem com a anula\u00e7\u00e3o de toda a a\u00e7\u00e3o\npenal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Ordem concedida para\n  anular toda a a\u00e7\u00e3o penal.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\">12.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-em-debate\">12.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Pergunta-se: <em>\u00e9 admitida a\nprova obtida mediante conduta da Autoridade Policial que, sem autoriza\u00e7\u00e3o,\natende o celular do investigado e se passa pela pessoa sob investiga\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de responder, <strong>CUIDADO<\/strong>! H\u00e1 precedentes anteriores no <strong>STJ<\/strong> que admitiram a pr\u00e1tica de: <strong>ATENDER<\/strong>, sem autoriza\u00e7\u00e3o, o celular do investigado e <strong>APENAS<\/strong> ouvir o interlocutor\n(usu\u00e1rio de drogas que deseja comprar entorpecentes ou comparsa do abordado), <strong>SEM<\/strong> se passar pelo pr\u00f3prio\naveriguado ou usar de qualquer outro ardil:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) H\u00e1 jurisprud\u00eancia desta Corte\nSuperior reconhecendo a legalidade de tal conduta &#8211; atender liga\u00e7\u00e3o proveniente\ndo celular do acusado durante o flagrante &#8211; a uma porque n\u00e3o se verifica quadro\nde intercepta\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o est\u00e3o presentes os requisitos da Lei n. 9.296\/1996,\na outra pois tem se entendido que em tal cen\u00e1rio h\u00e1 escorreito procedimento\npolicial, a legitimar a a\u00e7\u00e3o. A prop\u00f3sito, conferir: HC 55.288\/MG, Rel.\nMinistra ALDERITA RAMOS DE OLIVEIRA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ\/PE), SEXTA\nTURMA, julgado em 2\/4\/2013, DJe 10\/05\/2013; AREsp 1.244.804\/DF. Ministro JORGE\nMUSSI, DJe 1\/8\/2018; e HC 378.775\/SP. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, DJe\n7\/12\/2017. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, HC 446.102\/SC,\nRel. Ministro RIBEIRO DANTAS, QUINTA TURMA, julgado em 04\/06\/2019, DJe\n11\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-e-licita-a-prova-obtida-mediante-conduta-da-autoridade-policial-que-sem-autorizacao-atende-o-celular-do-investigado-e-se-passa-pela-pessoa-sob-investigacao\">12.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 l\u00edcita a prova obtida mediante conduta da Autoridade Policial que, sem autoriza\u00e7\u00e3o, atende o celular do investigado e se passa pela pessoa sob investiga\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> N\u00e3o, trata-se de prova\nil\u00edcita, como concluiu o Min. <strong>SEBASTI\u00c3O\nREIS J\u00daNIOR<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] N\u00e3o \u00e9 outra a conclus\u00e3o a que chego neste caso, principalmente\nconsiderando a particularidade que difere esta situa\u00e7\u00e3o daquela analisada no\nprecedente mencionado [que reconheceu a licitude da conduta de apenas atender e\nouvir]: o policial atendeu ao telefonema sem autoriza\u00e7\u00e3o e passou-se pelo\npaciente para fazer a negocia\u00e7\u00e3o de drogas e provocar o flagrante. (&#8230;) Sendo\nassim, voto pela concess\u00e3o da ordem para anular toda a a\u00e7\u00e3o penal, porque lastreada\nem prova contaminada pela ilicitude, desde o in\u00edcio. Ao contr\u00e1rio do que opinou\na parecerista, nenhum elemento l\u00edcito resta para sustentar a condena\u00e7\u00e3o, n\u00e3o\nservindo para tanto ter sido preso o paciente na posse das drogas, de celulares\ne com dinheiro trocado.\u201d (<strong>STJ, HC 511484\/RS, Rel. Min. Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, Sexta\nTurma, por unanimidade, julgado em 15\/08\/2019, DJe 29\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, o Min. <strong>SEBASTI\u00c3O REIS J\u00daNIOR<\/strong> concedeu a ordem\nde habeas corpus para anular toda a a\u00e7\u00e3o penal. Aten\u00e7\u00e3o, pois, neste caso, reconhecida\na ilicitude das conversas, n\u00e3o havia nenhuma outra prova capaz de manter o\ndecreto condenat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-3-questoes-objetivas\">12.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 il\u00edcita a\nprova obtida mediante conduta da autoridade policial que atende, sem\nautoriza\u00e7\u00e3o, o telefone m\u00f3vel do acusado e se passa pela pessoa sob\ninvestiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 il\u00edcita a prova obtida\nmediante conduta da autoridade policial que atende, sem autoriza\u00e7\u00e3o, o telefone\nm\u00f3vel do acusado e passa a ouvir o interlocutor sem utilizar qualquer ardil.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-4-gabarito\">12.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-a-quem-compete-a-apreciacao-do-pedido-de-imposicao-de-medida-protetiva-de-manutencao-de-vinculo-trabalhista-em-caso-de-violencia-domestica\">13.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A quem compete a aprecia\u00e7\u00e3o do pedido de imposi\u00e7\u00e3o de medida protetiva de manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo trabalhista em caso de viol\u00eancia dom\u00e9stica?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(I)<\/strong> Compete\nao ju\u00edzo da vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar a aprecia\u00e7\u00e3o\ndo pedido de imposi\u00e7\u00e3o de medida protetiva de manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo\ntrabalhista, por at\u00e9 6 (seis) meses, em raz\u00e3o de afastamento do trabalho de\nofendida decorrente de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar (<strong>STJ, REsp 1757775\/SP, Rel. Min. Rogerio\nSchietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe\n02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(II)<\/strong> A\nnatureza jur\u00eddica do afastamento por at\u00e9 6 (seis) meses em raz\u00e3o de viol\u00eancia\ndom\u00e9stica e familiar \u00e9 de interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, incidindo,\nanalogicamente, o aux\u00edlio-doen\u00e7a, devendo a empresa se responsabilizar pelo\npagamento dos 15 (quinze) primeiros dias, ficando o restante do per\u00edodo a cargo\ndo INSS (<strong>STJ,\nREsp 1757775\/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade,\njulgado em 20\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\">13.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em inqu\u00e9rito para apura\u00e7\u00e3o de\nviol\u00eancia dom\u00e9stica (Lei n\u00ba 11.340\/06), a <strong>V\u00cdTIMA<\/strong>\nrequereu a aplica\u00e7\u00e3o das medidas protetivas do art. 22 da Lei n\u00ba 11.340\/06,\ninclusive a medida prevista no inciso II \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba: <em>\u201cmanuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista, quando necess\u00e1rio o afastamento do\nlocal de trabalho, por at\u00e9 seis meses\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau da Justi\u00e7a Comum Estadual<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deferiu as medidas\n  previstas no art. 22 da Lei n\u00ba 11.340\/06, mas entendeu ser incompetente para\n  analisar o pleito de <em>\u201cmanuten\u00e7\u00e3o do\n  v\u00ednculo trabalhista, quando necess\u00e1rio o afastamento do local de trabalho,\n  por at\u00e9 seis meses\u201d<\/em> (art. 9\u00ba, \u00a7 2\u00ba, II).\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em agravo de instrumento, a <strong>VITIMA<\/strong> requereu a reforma da decis\u00e3o\ncom a aplica\u00e7\u00e3o da medida prevista no inciso II \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba da Lei n\u00ba\n11.340\/06:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau da Justi\u00e7a Comum Estadual<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso da <strong>V\u00cdTIMA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, a <strong>V\u00cdTIMA<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu\n  provimento ao recurso da <strong>V\u00cdTIMA<\/strong>\n  para declarar competente o <strong>JU\u00cdZO DE 1\u00ba\n  GRAU (Justi\u00e7a Comum Estadual)<\/strong> para aprecia\u00e7\u00e3o do pedido retroativo de\n  reconhecimento do afastamento de trabalho decorrente de viol\u00eancia dom\u00e9stica. \n  E\n  ainda estabeleceu que, caso entenda haver o afastamento ocorrido por essa\n  raz\u00e3o (viol\u00eancia dom\u00e9stica), o <strong>JU\u00cdZO\n  DE 1\u00ba GRAU<\/strong> deve determinar o pagamento, pelo INSS, do per\u00edodo em que a <strong>V\u00cdTIMA<\/strong> ficou afastada a partir do 16\u00ba\n  dia at\u00e9 6 (seis) meses, sendo os primeiros 15 (quinze) dias arcados pelo\n  empregador, em aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica das regras do aux\u00edlio-doen\u00e7a.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\">13.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-em-debate\">13.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A celeuma em tela gira em torno\nde 3 (tr\u00eas) quest\u00f5es sobre o inciso II do \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba da Lei n\u00ba 11.340\/06,\nquais sejam: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 9\u00ba Lei n\u00ba\n11.340\/06<\/strong>. A assist\u00eancia \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e\nfamiliar ser\u00e1 prestada de forma articulada e conforme os princ\u00edpios e as\ndiretrizes previstos na Lei Org\u00e2nica da Assist\u00eancia Social, no Sistema \u00danico de\nSa\u00fade, no Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica, entre outras normas e pol\u00edticas\np\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o, e emergencialmente quando for o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> O juiz\nassegurar\u00e1 \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, para\npreservar sua integridade f\u00edsica e psicol\u00f3gica:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>II<\/strong> &#8211;\nmanuten\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo trabalhista, quando necess\u00e1rio o afastamento do local de\ntrabalho, por at\u00e9 seis meses.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p><strong>1<\/strong>. De quem \u00e9 a compet\u00eancia para decreta\u00e7\u00e3o de tal medida protetiva?\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2<\/strong>. Qual a natureza jur\u00eddica do afastamento do trabalho advindo de\nmedida protetiva? <\/p>\n\n\n\n<p><strong>3<\/strong>. Sobre quem recai o \u00f4nus decorrente do afastamento do trabalho\npor at\u00e9 seis meses?<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-de-quem-e-a-competencia-para-decretacao-de-tal-medida-protetiva\">13.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De quem \u00e9 a compet\u00eancia para decreta\u00e7\u00e3o de tal medida protetiva?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Conforme entendimento do Min.\n<strong>ROG\u00c9RIO SCHIETTI CRUZ<\/strong> a compet\u00eancia\n\u00e9 mesmo da Justi\u00e7a Comum Estadual. N\u00e3o se trata de compet\u00eancia da Justi\u00e7a do\nTrabalho, pois a quest\u00e3o, em sua g\u00eanese, n\u00e3o envolve rela\u00e7\u00e3o de trabalho:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Da leitura do mencionado artigo, salta\naos olhos o fato de que a compet\u00eancia se d\u00e1 em virtude da rela\u00e7\u00e3o de trabalho,\nou seja, quando a controv\u00e9rsia posta em ju\u00edzo for, em sua g\u00eanese, trabalhista.\nNo caso em tela, o pedido da recorrente sobre o reconhecimento de seu\nafastamento do trabalho adv\u00e9m das amea\u00e7as de morte sofridas, reconhecidas pelo\nJuiz criminal, que fixou as medidas protetivas de urg\u00eancia de proibi\u00e7\u00e3o de\naproxima\u00e7\u00e3o da ofendida e de estabelecimento de contato com ela por qualquer\nmeio de comunica\u00e7\u00e3o, conforme previsto no art. 22, da Lei Maria da Penha, <strong>circunst\u00e2ncias\nalheias ao contrato de trabalho<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1.757.775-SP, Rel. Min. Rogerio\nSchietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe\n02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-qual-a-natureza-juridica-do-afastamento-do-trabalho-advindo-de-medida-protetiva\">13.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Qual a natureza jur\u00eddica do afastamento do trabalho advindo de medida protetiva?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> A quest\u00e3o tem relev\u00e2ncia j\u00e1\nque a Lei n\u00ba 11.340\/06 nada disp\u00f4s sobre o assunto. E, nessa linha, o Min. <strong>ROG\u00c9RIO SCHIETTI CRUZ<\/strong> consignou que a\nnatureza jur\u00eddica do afastamento \u00e9 de <strong>interrup\u00e7\u00e3o<\/strong> de contrato de trabalho,\npermitindo seu c\u00f4mputo como tempo de servi\u00e7o, inclusive com recebimento de sal\u00e1rios\nnormalmente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Quanto aos efeitos que tal afastamento acarreta, a Lei n.\n11.340\/2006 n\u00e3o determinou o respons\u00e1vel pelo \u00f4nus decorrente da referida\nprovid\u00eancia, sobretudo no que tange aos impactos remunerat\u00f3rios, se seria\nresponsabilidade do empregador ou do INSS, e nem mesmo qual seria a natureza jur\u00eddica\ndesse afastamento, se suspens\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho. (&#8230;) A natureza jur\u00eddica de interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho\n\u00e9 a mais adequada para os casos de afastamento por at\u00e9 seis meses em raz\u00e3o de\nviol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, ante a interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica da Lei Maria\nda Penha, que veio concretizar o dever assumido pelo Estado brasileiro de\nprote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher contra toda forma de viol\u00eancia, art. 226, \u00a78\u00ba, da\nConstitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d (<strong>STJ, REsp 1.757.775-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz,\nSexta Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-4-sobre-quem-recai-o-onus-decorrente-do-afastamento-do-trabalho-por-ate-seis-meses\">13.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sobre quem recai o \u00f4nus decorrente do afastamento do trabalho por at\u00e9 seis meses?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Por fim, embora reconhecida a\nnatureza jur\u00eddica de interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, o Min. <strong>ROG\u00c9RIO SCHIETTI CRUZ<\/strong> destacou que legislador\nn\u00e3o incluiu o per\u00edodo de afastamento em raz\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica no rol dos\nbenef\u00edcios do art. 18 da Lei n\u00ba 8.213\/91. Por outro lado, registrou que n\u00e3o h\u00e1\nque se falar em espera de regulamenta\u00e7\u00e3o do inciso II do \u00a7 2\u00ba do art. 9\u00ba da Lei\nn\u00ba 11.340\/06, muito menos em interpreta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel \u00e0 v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, a partir de\nanalogia, determinou a aplica\u00e7\u00e3o das <strong>normas do aux\u00edlio-doen\u00e7a<\/strong>, devendo a empresa\nse responsabilizar pelo pagamento dos 15 (quinze) primeiros dias de afastamento,\nficando o restante do per\u00edodo a cargo do INSS:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Por isso, ante a omiss\u00e3o legislativa, devemos nos socorrer da\naplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica que \u00e9 um processo de integra\u00e7\u00e3o do direito em face da\nexist\u00eancia da exist\u00eancia de lacuna normativa e entender que, como os casos de\nviol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar acarretam ofensa \u00e0 integridade f\u00edsica ou\npsicol\u00f3gica da mulher, estes devem ser equiparados por analogia, aos de\nenfermidade da segurada, com incid\u00eancia do aux\u00edlio-doen\u00e7a, pois, conforme\nintelig\u00eancia do art. 203 da Carta Maior, \u2018a assist\u00eancia social ser\u00e1 prestada a\nquem dela necessitar, independentemente de contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 seguridade social\u2019.\nNeste caso, ao inv\u00e9s do atestado de sa\u00fade, h\u00e1 necessidade de apresenta\u00e7\u00e3o do\ndocumento de homologa\u00e7\u00e3o ou determina\u00e7\u00e3o judicial de afastamento do trabalho em\ndecorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar para comprovar que a ofendida\nest\u00e1 incapacitada a comparecer ao local de trabalho. Assim, a empresa se\nresponsabilizar\u00e1 pelo pagamento dos quinze primeiros dias, ficando o restante\ndo per\u00edodo, a cargo do INSS, desde que haja aprova\u00e7\u00e3o do afastamento pela\nper\u00edcia m\u00e9dica daquele instituto. Nesse contexto, ser\u00e1 garantida a manuten\u00e7\u00e3o\ndo v\u00ednculo empregat\u00edcio da v\u00edtima, pelo prazo estipulado na lei, que retornar\u00e1\nnormalmente ao trabalho ap\u00f3s o t\u00e9rmino da medida protetiva.\u201d (<strong>STJ, REsp 1.757.775-SP,\nRel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em\n20\/08\/2019, DJe 02\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-3-questoes-objetivas\">13.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Compete ao\nju\u00edzo da vara especializada em viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar a aprecia\u00e7\u00e3o do\npedido de imposi\u00e7\u00e3o de medida protetiva de manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo trabalhista,\npor at\u00e9 6 (seis) meses, em raz\u00e3o de afastamento do trabalho de ofendida\ndecorrente de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar <\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. A natureza jur\u00eddica do\nafastamento por at\u00e9 6 (seis) meses em raz\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar \u00e9\nde suspens\u00e3o do contrato de trabalho, incidindo, analogicamente, o\naux\u00edlio-doen\u00e7a, devendo a empresa se responsabilizar pelo pagamento dos 15\n(quinze) primeiros dias, ficando o restante do per\u00edodo a cargo do INSS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-4-gabarito\">13.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-ha-compatibilidade-entre-o-beneficio-da-saida-temporaria-e-a-prisao-domiciliar-por-falta-de-estabelecimento-adequado-para-o-cumprimento-de-pena-de-reeducando-que-se-encontre-no-regime-semiaberto\">14.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 H\u00e1 compatibilidade entre o benef\u00edcio da sa\u00edda tempor\u00e1ria e a pris\u00e3o domiciliar por falta de estabelecimento adequado para o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS (HC)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 compatibilidade entre o benef\u00edcio da sa\u00edda tempor\u00e1ria e pris\u00e3o domiciliar por falta de estabelecimento adequado para o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto (<strong>STJ, HC 489106\/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 26\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\">14.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>MARCOS<\/strong>, que est\u00e1 cumprindo sua pena em <strong>PRIS\u00c3O DOMICILIAR<\/strong> por falta de vagas em\nestabelecimento adequado, requereu ao Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o para\nsa\u00edda tempor\u00e1ria (art. 122<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>\nLei n\u00ba 7.210\/84).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deferiu a sa\u00edda tempor\u00e1ria\n  de <strong>MARCOS<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>O <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO DO RIO GRANDE DO SUL<\/strong>, no entanto, agravou da\ndecis\u00e3o sob o argumento de que <strong>MARCOS<\/strong>\nest\u00e1 em pris\u00e3o domiciliar e n\u00e3o em regime semiaberto propriamente dito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso do\n  <strong>MINIST\u00c9RIO\n  P\u00daBLICO DO RIO GRANDE DO SUL<\/strong> para revogar\n  a concess\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade tempor\u00e1ria.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em <em>habeas corpus<\/em>, <strong>MARCOS<\/strong>\npugnou pela concess\u00e3o da ordem, com o deferimento do seu pedido de sa\u00edda\ntempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Concedeu a ordem de <em>habeas corpus<\/em> para permitir a sa\u00edda\n  tempor\u00e1ria de <strong>MARCOS<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\">14.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-em-debate\">14.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o\nr\u00e1pida, pessoal: <em>h\u00e1\ncompatibilidade entre o benef\u00edcio da sa\u00edda tempor\u00e1ria e a pris\u00e3o domiciliar <strong>por falta de estabelecimento adequado para\no cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto<\/strong>?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-quais-sao-as-hipoteses-previstas-para-concessao-da-autorizacao-de-saida-temporaria\">14.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quais s\u00e3o as hip\u00f3teses previstas para concess\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o de sa\u00edda tempor\u00e1ria?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> O rol das hip\u00f3teses que autorizam a concess\u00e3o de sa\u00edda tempor\u00e1ria est\u00e1 no art. 122 da Lei n\u00ba 7.210\/84:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 122 Lei n\u00ba 7.210\/84<\/strong>. Os condenados\nque cumprem pena em <strong>REGIME SEMI-ABERTO<\/strong> poder\u00e3o obter autoriza\u00e7\u00e3o\npara sa\u00edda tempor\u00e1ria do estabelecimento, sem vigil\u00e2ncia direta, nos seguintes\ncasos: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong> &#8211; visita \u00e0 fam\u00edlia; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; frequ\u00eancia a curso supletivo profissionalizante, bem como de\ninstru\u00e7\u00e3o do 2\u00ba grau ou superior, na Comarca do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong> &#8211; participa\u00e7\u00e3o em atividades que concorram para o retorno ao\nconv\u00edvio social. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. A aus\u00eancia de vigil\u00e2ncia direta n\u00e3o impede a utiliza\u00e7\u00e3o\nde equipamento de monitora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica pelo condenado, quando assim\ndeterminar o juiz da execu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBom, <strong>MARCOS<\/strong>, formalmente, est\u00e1 no regime\nsemiaberto, s\u00f3 est\u00e1 em casa por falta de vaga.\u201d<\/em> Exato.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-ha-compatibilidade-entre-o-beneficio-da-saida-temporaria-e-a-prisao-domiciliar-por-falta-de-estabelecimento-adequado-para-o-cumprimento-de-pena-de-reeducando-que-se-encontre-no-regime-semiaberto\">14.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 H\u00e1 compatibilidade entre o benef\u00edcio da sa\u00edda tempor\u00e1ria e a pris\u00e3o domiciliar por falta de estabelecimento adequado para o cumprimento de pena de reeducando que se encontre no regime semiaberto?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, <strong>MAS<\/strong>\nvejam que o caso n\u00e3o envolve qualquer situa\u00e7\u00e3o de pris\u00e3o domiciliar, mas sim\naquela decorrente de falta de vaga em estabelecimento adequado para o\ncumprimento do regime semiaberto:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Com efeito, observado que o benef\u00edcio da sa\u00edda tempor\u00e1ria tem\ncomo objetivo a ressocializa\u00e7\u00e3o do preso e \u00e9 concedido ao apenado em regime mais\ngravoso \u2013 semiaberto \u2013, n\u00e3o se justifica negar a benesse ao reeducando que\nsomente se encontra em regime menos gravoso \u2013 aberto, na modalidade de pris\u00e3o\ndomiciliar \u2013, por des\u00eddia do pr\u00f3prio Estado, que n\u00e3o disp\u00f5e de vagas em\nestabelecimento prisional compat\u00edvel com o regime para o qual formalmente\nprogrediu.\u201d (<strong>STJ,\nHC 489106\/RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, por unanimidade, julgado em\n13\/08\/2019, DJe 26\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-3-questoes-objetivas\">14.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. H\u00e1 compatibilidade entre o benef\u00edcio da sa\u00edda\ntempor\u00e1ria e a pris\u00e3o domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-4-gabarito\">14.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<br \/><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-julgados-sem-muita-relevancia-para-concursos\">JULGADOS SEM MUITA RELEV\u00c2NCIA PARA CONCURSOS<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-como-se-interpretar-o-disposto-no-3\u00ba-do-art-4\u00ba-da-lei-n\u00ba-4-156-62\">15.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como se interpretar o disposto no \u00a7 3\u00ba do art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 4.156\/62?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 direito de regresso, portanto, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a\nexecu\u00e7\u00e3o regressiva proposta pela ELETROBR\u00c1S contra a UNI\u00c3O em raz\u00e3o da\ncondena\u00e7\u00e3o das mesmas ao pagamento das diferen\u00e7as na devolu\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo\ncompuls\u00f3rio sobre o consumo de energia el\u00e9trica ao particular contribuinte da\nexa\u00e7\u00e3o (<strong>STJ,\nREsp 1576254\/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 26\/06\/2019, DJe 04\/09\/2019 &#8211; Tema 963<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TRF 4\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\">15.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em demanda anterior, a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> e a <strong>UNI\u00c3O<\/strong> foram condenadas, <strong>solidariamente<\/strong>,\n\u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as de empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de\nenergia el\u00e9trica pago por consumidor-contribuinte, na linha do previsto na\npr\u00f3pria lei que instituiu o referido tributo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei\nn\u00ba 4.156\/62<\/strong>. \u00c9 assegurada a <strong>responsabilidade solid\u00e1ria<\/strong> da Uni\u00e3o, em\nqualquer hip\u00f3tese, pelo valor nominal dos t\u00edtulos de que trata este artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ato cont\u00ednuo, a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> quitou o valor integral e ajuizou execu\u00e7\u00e3o regressiva contra a <strong>UNI\u00c3O<\/strong>, pugnado pela restitui\u00e7\u00e3o de 50% do valor pago ao\nconsumidor-contribuinte, j\u00e1 que ambas foram condenadas de forma solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, a <strong>UNI\u00c3O<\/strong> alegou que sua responsabilidade\nseria apenas <strong>subsidi\u00e1ria<\/strong>,\ne n\u00e3o solid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou os embargos \u00e0\n  execu\u00e7\u00e3o da <strong>UNI\u00c3O<\/strong> em raz\u00e3o de\n  expressa disposi\u00e7\u00e3o a respeito da solidariedade na senten\u00e7a condenat\u00f3ria.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, a <strong>UNI\u00c3O<\/strong> insistiu que sua responsabilidade\nseria apenas <strong>subsidi\u00e1ria<\/strong>,\ne n\u00e3o solid\u00e1ria junto a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso da\n  <strong>UNI\u00c3O<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\">15.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-em-debate\">15.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, <em>como se interpretar o disposto no \u00a7 3\u00ba do\nart. 4\u00ba da Lei n\u00ba 4.156\/62?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei\nn\u00ba 4.156\/62<\/strong>. \u00c9 assegurada a <strong>responsabilidade solid\u00e1ria<\/strong> da Uni\u00e3o, em\nqualquer hip\u00f3tese, pelo valor nominal dos t\u00edtulos de que trata este artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-o-que-e-a-eletrobras\">15.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 a ELETROBR\u00c1S?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Trata-se de empresa estatal,\nmais especificamente de uma sociedade de economia mista, criada em <strong>1961<\/strong>, pela Lei n\u00ba 3.890-A\/61, no\ngoverno de Jo\u00e3o Goulart, cujo objetivo \u00e9 construir e operar usinas\ngeradoras\/produtoras de energia el\u00e9trica no territ\u00f3rio brasileiro, com gera\u00e7\u00e3o,\ndistribui\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-3-e-o-que-raios-e-esse-emprestimo-compulsorio\">15.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E o que raios \u00e9 esse empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Pouco tempo depois da cria\u00e7\u00e3o\nda <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong>, iniciaram-se as\ndificuldades provenientes da escassez de recursos para o financiamento e\nconclus\u00e3o dos grandes empreendimentos do setor de energia el\u00e9trica. <\/p>\n\n\n\n<p>Para solucionar o problema, a <strong>Lei n\u00ba 4.156\/62<\/strong> instituiu o\nempr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de energia el\u00e9trica, cobrado na conta do\nconsumidor a partir de <strong>janeiro de\n1964<\/strong>, em troca de <strong><em>obriga\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong> da <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> resgat\u00e1veis em 10 (dez) anos\n(posteriormente houve mudan\u00e7as no prazo e na forma de resgate). <\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de vig\u00eancia desse\nempr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, contudo, foi sucessivamente prorrogado at\u00e9 <strong>1993<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, como vimos, a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> e a <strong>UNI\u00c3O<\/strong> foram, <strong>SOLIDARIAMENTE<\/strong>, condenadas a restituir\ndiferen\u00e7as desse empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBom, como h\u00e1 senten\u00e7a estabelecendo a\nsolidariedade, n\u00e3o entendi o desfecho do REsp no STJ.\u201d<\/em> De fato, a\nsitua\u00e7\u00e3o foi peculiar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-4-a-solidariedade-estabelecida-na-previa-sentenca-condenatoria-a-partir-do-proprio-art-4\u00ba-4\u00ba-da-lei-n\u00ba-4-156-62-permite-acao-regressiva-da-eletrobras-contra-a-uniao\">15.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A solidariedade estabelecida na pr\u00e9via senten\u00e7a condenat\u00f3ria, a partir do pr\u00f3prio art. 4\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n\u00ba 4.156\/62, permite a\u00e7\u00e3o regressiva da ELETROBR\u00c1S contra a UNI\u00c3O?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> N\u00e3o! De acordo com o Min. <strong>MAURO CAMPBELL MARQUES<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> o emprego realizado\npela <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> dos recursos\nprovenientes da arrecada\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de\nenergia el\u00e9trica n\u00e3o o foi em exclusivo benef\u00edcio da empresa, mas sim na\nconstru\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica p\u00fablica estrat\u00e9gica e de \u00e2mbito\nnacional no campo energ\u00e9tico formulada pela pr\u00f3pria <strong>UNI\u00c3O<\/strong> (al\u00e9m do fato de ser a <strong>UNI\u00c3O<\/strong>\nseu acionista controlador). Dada essa amplitude, imposs\u00edvel imaginar que n\u00e3o\nhaja a\u00ed tamb\u00e9m interesse pr\u00f3prio da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>\nque se confunde com o interesse p\u00fablico e de toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> o fato de a lei\nestabelecer ser a <strong>UNI\u00c3O<\/strong> devedora\nsolid\u00e1ria com a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> n\u00e3o\nimplica necessariamente que metade do valor do d\u00e9bito referente \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do\nempr\u00e9stimo compuls\u00f3rio seja dela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei\nn\u00ba 4.156\/62<\/strong>. \u00c9 assegurada a <strong>responsabilidade solid\u00e1ria<\/strong> da Uni\u00e3o, em\nqualquer hip\u00f3tese, pelo valor nominal dos t\u00edtulos de que trata este artigo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> em se tratando\nsociedade de economia mista organizada sob a forma de sociedade an\u00f4nima,\natualmente \u00e0 luz do Decreto-lei n\u00ba 200 e da Lei das S\/A (Lei n\u00ba. 6.404\/76), com\ncapital constitu\u00eddo de recursos p\u00fablicos e privados, criada a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> para realizar atividade\npr\u00f3pria da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>, seu ente criador,\nque poderia realizar tais atividades diretamente, \u00e9 de se presumir que esse\ndestaque de parte sua (da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>)\ndeve arcar com todas as atividades e encargos decorrentes de sua finalidade\npr\u00f3pria e espec\u00edfica, dada sua autonomia, somente sendo leg\u00edtima uma\ninterpreta\u00e7\u00e3o que permita a incurs\u00e3o no patrim\u00f4nio do ente criador em caso de\ninsufici\u00eancia do patrim\u00f4nio da criatura, j\u00e1 que garantidor dessa atividade. <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas como assim?! Constou, expressamente, da\npr\u00e9via senten\u00e7a condenat\u00f3ria a solidariedade entre a UNI\u00c3O e a ELETROBR\u00c1S!\u201d<\/em>\nNo mundo do Direito, nem sempre 2 + 2 = 4.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cSuper&#8230;\u201d<\/em> Ent\u00e3o, mas o Min. <strong>MAURO CAMPBELL MARQUES<\/strong> concluiu que, na\nverdade, existe, sim, solidariedade entre a <strong>ELETROBR\u00c1S<\/strong> e a <strong>UNI\u00c3O<\/strong>,\nmas, na verdade, trata-se de uma solidariedade <strong>subsidi\u00e1ria<\/strong>, que, portanto, <strong>N\u00c3O<\/strong> permite a\u00e7\u00e3o regressiva:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Resta assim, configurada a situa\u00e7\u00e3o de\nresponsabilidade solid\u00e1ria subsidi\u00e1ria da UNI\u00c3O pelos valores a serem\ndevolvidos na sistem\u00e1tica do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de energia\nel\u00e9trica, devendo assim ser interpretada a letra do art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n\u00ba\n4.156\/62. Como o caso \u00e9 de responsabilidade solid\u00e1ria <strong>SUBSIDI\u00c1RIA<\/strong>,\ninexiste o direito de regresso da ELETROBR\u00c1S contra a UNI\u00c3O, pois esta somente\n\u00e9 garantidora, perante o credor, nas situa\u00e7\u00f5es de insufici\u00eancia patrimonial da\nempresa principal devedora. A express\u00e3o \u2018em qualquer hip\u00f3tese\u2019 contida no\ndispositivo legal (art. 4\u00ba, \u00a7 3\u00ba, da Lei n\u00ba 4.156\/62) existe apenas para permitir\nao consumidor\/contribuinte\/credor optar por acionar diretamente a UNI\u00c3O e,\nnesse \u00faltimo caso, esta \u00e9 que ter\u00e1 direito de regresso contra a ELETROBR\u00c1S ou\nbenef\u00edcio de ordem, se houver patrim\u00f4nio suficiente, j\u00e1 que originalmente\ndestacado da UNI\u00c3O justamente com a finalidade de realizar a pol\u00edtica no setor\nde energia.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1576254\/RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 26\/06\/2019, DJe 04\/09\/2019 &#8211; Tema 963<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-5-placar-final\">15.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>MAURO CAMPEBELL MARQUES, ASSUSETE MAGALH\u00c3ES, S\u00c9RGIO KUKINA, REGINA\n  HELENA COSTA, GURGEL DE FARIA e HERMAN BENJAMIN<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO e OG FERNANDES<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  N\u00e3o h\u00e1 direito de\n  regresso, portanto, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o regressiva proposta pela\n  ELETROBR\u00c1S contra a UNI\u00c3O em raz\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o das mesmas ao pagamento das\n  diferen\u00e7as na devolu\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de energia\n  el\u00e9trica ao particular contribuinte da exa\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><td>\n  H\u00e1 direito de regresso,\n  portanto, \u00e9 cab\u00edvel a execu\u00e7\u00e3o regressiva proposta pela ELETROBR\u00c1S contra a\n  UNI\u00c3O em raz\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o das mesmas ao pagamento das diferen\u00e7as na\n  devolu\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio sobre o consumo de energia el\u00e9trica ao\n  particular contribuinte da exa\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>6<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>2<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-6-trechos-relevantes-dos-votos-divergentes-publicados\">15.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trechos relevantes dos votos divergentes publicados.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Ministro(a)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>OG FERNANDES<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c(&#8230;) entendo aplic\u00e1vel o\n  regramento previsto no art. 567, III, do CPC\/1973, equivalente ao art. 778, \u00a7\n  1\u00ba, IV, do CPC\/2015, para que se permita a execu\u00e7\u00e3o regressiva do devedor\n  solid\u00e1rio.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cDe fato, havendo reconhecimento\n  da solidariedade passiva, emerge a possibilidade de o credor ajuizar a a\u00e7\u00e3o\n  executiva em desfavor de um ou de todos os respons\u00e1veis pela obriga\u00e7\u00e3o, sendo\n  assegurado \u00e0quele devedor que satisfez a d\u00edvida por inteiro o direito de\n  pleitear de cada um dos coobrigados o montante equivalente \u00e0 sua cota.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-a-producao-de-laudo-antropologico-para-comprovacao-de-ser-determinada-area-tradicionalmente-ocupada-por-povo-indigena-pode-ser-feita-em-demanda-possessoria\">16.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A produ\u00e7\u00e3o de laudo antropol\u00f3gico para comprova\u00e7\u00e3o de ser determinada \u00e1rea tradicionalmente ocupada por povo ind\u00edgena pode ser feita em demanda possess\u00f3ria?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inadequada a discuss\u00e3o acerca da tradicionalidade da\nocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena em a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria ajuizada por propriet\u00e1rio de fazenda\nantes de completado o procedimento administrativo de demarca\u00e7\u00e3o de terras\nind\u00edgenas (<strong>STJ,\nREsp 1650730\/MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, por\nunanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 27\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TRF 3\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-1-situacao-fatica\">16.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FELIPE<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de posse em face da <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong>, da <strong>FUNAI<\/strong> e da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>, ap\u00f3s ter fazenda, sobre a qual exercia posse desde 1977,\nocupada por \u00edndios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, tanto a <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong> quanto a <strong>FUNAI<\/strong>, afirmaram que o terreno objeto\nda a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria era \u00e1rea tradicionalmente ocupada por comunidade ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Em r\u00e9plica, <strong>FELIPE<\/strong> afirmou que n\u00e3o havia nenhum procedimento administrativo\ndemarcat\u00f3rio que conclu\u00edsse ser a \u00e1rea da fazenda tradicionalmente ocupada por\npovo ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a a\u00e7\u00e3o\n  de reintegra\u00e7\u00e3o de posse.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em apela\u00e7\u00e3o, a <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong> alegou cerceamento\nde defesa, pois deveria ter sido produzido laudo antropol\u00f3gico que afastasse\nqualquer ind\u00edcio de ser a \u00e1rea tradicionalmente ocupada por seu povo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso\n  de apela\u00e7\u00e3o da <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong> pugnou pela anula\u00e7\u00e3o\ndo Ac\u00f3rd\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de prova pericial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso da <strong>COMUNIDADE IND\u00cdGENA X<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-analise-estrategica\">16.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-1-questao-em-debate\">16.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Questiona-se: <em>a produ\u00e7\u00e3o de\nlaudo antropol\u00f3gico para comprova\u00e7\u00e3o de ser determinada \u00e1rea tradicionalmente\nocupada por povo ind\u00edgena pode ser feita em demanda possess\u00f3ria?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-16-2-2-a-producao-de-laudo-antropologico-para-comprovacao-de-ser-determinada-area-tradicionalmente-ocupada-por-povo-indigena-pode-ser-feita-em-demanda-possessoria\">16.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A produ\u00e7\u00e3o de laudo antropol\u00f3gico para comprova\u00e7\u00e3o de ser determinada \u00e1rea tradicionalmente ocupada por povo ind\u00edgena pode ser feita em demanda possess\u00f3ria?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> N\u00e3o. Haja vista que o im\u00f3vel\nfoi ocupado por conta pr\u00f3pria, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial, mostra-se incab\u00edvel a\ndiscuss\u00e3o acerca da tradicionalidade da ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e, consequentemente,\nda elabora\u00e7\u00e3o laudo antropol\u00f3gico: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nessa quadra, mostra-se inadequada a discuss\u00e3o acerca da\ntradicionalidade da ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, sob pena de admitir a possibilidade de\njusti\u00e7a de m\u00e3o pr\u00f3pria pelos ind\u00edgenas, tornando legal a ocupa\u00e7\u00e3o prematura e\nvoluntariosa de uma determinada \u00e1rea, antes mesmo de completado o procedimento\nde demarcat\u00f3rio.\u201d (<strong>STJ, REsp 1650730\/MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques,\nSegunda Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 27\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam que tal laudo\nantropol\u00f3gico \u00e9 pr\u00f3prio de procedimento administrativo demarcat\u00f3rio de terras\nind\u00edgenas, previsto no Decreto n\u00ba 1.177\/96, cujo resultado da a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria em\nnada interfere:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] N\u00e3o \u00e9 demais ressaltar que o reconhecimento do direito do autor \u00e0\nposse da \u00e1rea por ele ocupada no caso concreto n\u00e3o exclui eventual\nreconhecimento da tradicionalidade da ocupa\u00e7\u00e3o da terra ind\u00edgena e os efeitos\ndela decorrentes, mas em sede de regular procedimento demarcat\u00f3rio, nos termos\nda legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.\u201d (<strong>STJ, REsp 1650730\/MS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques,\nSegunda Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 27\/08\/2019<\/strong>)<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201cIncid\u00eancia\nda prescri\u00e7\u00e3o trienal sobre a pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos a\nt\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem ou de servi\u00e7o de assist\u00eancia\nt\u00e9cnico-imobili\u00e1ria (SATI), ou atividade cong\u00eanere (art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, CC).\u201d (<strong>Tema n\u00ba 938\/STJ<\/strong>)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><em><strong>[2]<\/strong><\/em><\/a><em> Atualmente,\nn\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que autorize al\u00edquota de juros morat\u00f3rios superior\na 1% ao m\u00eas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\"><em><strong>[3]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art. 240 CP<\/strong>. Produzir, reproduzir,\ndirigir, <strong>FOTOGRAFAR<\/strong>,\n<strong>FILMAR<\/strong>\nou registrar, por qualquer meio, cena de sexo expl\u00edcito ou pornogr\u00e1fica,\nenvolvendo crian\u00e7a ou adolescente: Pena \u2013 reclus\u00e3o, de 4 (quatro) a 8 (oito)\nanos, e multa. <strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> Incorre nas\nmesmas penas quem agencia, facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo\nintermedeia a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a ou adolescente nas cenas referidas no\ncaput deste artigo, ou ainda quem com esses contracena. <strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> Aumenta-se a pena de 1\/3 (um ter\u00e7o) se o agente comete o crime:\nI \u2013 no exerc\u00edcio de cargo ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou a pretexto de exerc\u00ea-la; II \u2013\nprevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas, de coabita\u00e7\u00e3o ou de hospitalidade; ou\nIII \u2013 prevalecendo-se de rela\u00e7\u00f5es de parentesco consang\u00fc\u00edneo ou afim at\u00e9 o\nterceiro grau, ou por ado\u00e7\u00e3o, de tutor, curador, preceptor, empregador da\nv\u00edtima ou de quem, a qualquer outro t\u00edtulo, tenha autoridade sobre ela, ou com\nseu consentimento.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\"><em><strong>[4]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Concurso formal. Art. 70 CP<\/strong>. Quando o\nagente, mediante uma s\u00f3 a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, pratica dois ou mais crimes, id\u00eanticos\nou n\u00e3o, aplica-se-lhe a mais grave das penas cab\u00edveis ou, se iguais, somente\numa delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto at\u00e9 metade. As penas\naplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o \u00e9 dolosa e os\ncrimes concorrentes resultam de des\u00edgnios aut\u00f4nomos, consoante o disposto no\nartigo anterior. <strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>.\nN\u00e3o poder\u00e1 a pena exceder a que seria cab\u00edvel pela regra do art. 69 deste\nC\u00f3digo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\"><em><strong>[5]<\/strong><\/em><\/a><em> O\nc\u00f4njuge\/companheiro podem ser respons\u00e1veis solid\u00e1rios sempre que a d\u00edvida tenha\nsido contra\u00edda para alguma das finalidades do art. 1.643 CC, vide art. 1.644\nCC.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art. 122 Lei n\u00ba 7.210\/84<\/strong>. Os condenados\nque cumprem pena em regime semi-aberto poder\u00e3o obter autoriza\u00e7\u00e3o para sa\u00edda\ntempor\u00e1ria do estabelecimento, sem vigil\u00e2ncia direta, nos seguintes casos: I &#8211;\nvisita \u00e0 fam\u00edlia; II &#8211; frequ\u00eancia a curso supletivo profissionalizante, bem\ncomo de instru\u00e7\u00e3o do 2\u00ba grau ou superior, na Comarca do Ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o; III\n&#8211; participa\u00e7\u00e3o em atividades que concorram para o retorno ao conv\u00edvio social. <strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. A aus\u00eancia de\nvigil\u00e2ncia direta n\u00e3o impede a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamento de monitora\u00e7\u00e3o\neletr\u00f4nica pelo condenado, quando assim determinar o juiz da execu\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Meu nome \u00e9 LUCAS EVANGELINOS, professor aqui no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, e abaixo segue o Informativo n\u00ba 655\/STJ COMENTADO, com um pouco de informalidade para ajudar na memoriza\u00e7\u00e3o&#8230; Ali\u00e1s, vejam alguns questionamentos interessantes a serem respondidos pelo informativo: (a) posso me tratar fora da rede referenciada do plano de sa\u00fade e pedir reembolso? 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