{"id":440669,"date":"2019-10-28T06:45:50","date_gmt":"2019-10-28T09:45:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=440669"},"modified":"2022-09-05T14:56:07","modified_gmt":"2022-09-05T17:56:07","slug":"informativo-654-stj-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-654-stj-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo 654\/STJ Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, pessoal, tudo bom?<\/p>\n\n\n\n<p>Meu nome \u00e9 Lucas Evangelinos, professor aqui no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, e abaixo segue o <strong>Informativo n\u00ba 654\/STJ COMENTADO<\/strong>, com um pouco de informalidade para ajudar na memoriza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, vejam alguns questionamentos interessantes a serem respondidos\npelo informativo:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(a)<\/strong> Osni estava fazendo tratamento de c\u00e2ncer na Cl\u00ednica OCC, que pediu descredenciamento do seu plano de sa\u00fade&#8230;ocorre que sua operadora de plano de sa\u00fade n\u00e3o o avisou, nem substituiu a entidade hospital, agiu certo?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(b)<\/strong> Herdeiro X Companheira. Por testamento, pai transfere 4 (quatro) apartamentos, que estavam gravados com cl\u00e1usulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade, \u00e0 sua companheira. Herdeiro descobre e \u2013 como sempre &#8211; judicializa. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(c) <\/strong>Dr. Albert Einstein (1879-1955)&#8230;posso usar seu nome na minha marca? <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(d)<\/strong> Dia de maldade: judici\u00e1rio pode suspender CNH e passaporte em execu\u00e7\u00e3o fiscal?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(e)<\/strong> Impossibilidade jur\u00eddica do pedido: quest\u00e3o de m\u00e9rito ou condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o? Cabe ou n\u00e3o agravo de instrumento de decis\u00e3o que a rejeita?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-light-green-cyan-background-color has-background has-large-font-size\"><strong><a aria-label=\"DOWNLOAD AQUI! (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/10\/28062354\/654-STJ.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DOWNLOAD AQUI<\/a><\/strong><a aria-label=\"DOWNLOAD AQUI! (abre numa nova aba)\" href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/10\/28062354\/654-STJ.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Se quiser, tamb\u00e9m pode ler por aqui, s\u00f3 antecipo minhas desculpas em raz\u00e3o de a formata\u00e7\u00e3o do WordPress n\u00e3o cooperar com a do Word, al\u00e9m de n\u00e3o permitir fluxogramas e imagens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Observa\u00e7\u00e3o: ainda estou tentando descobrir como inserir hiperlink no sum\u00e1rio do WordPress. Foi mal!<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sumario\"><a>Sum\u00e1rio<\/a><\/h1>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136669\">Sum\u00e1rio. 1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136670\">DIREITO\nDO CONSUMIDOR. 3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136671\">1.&nbsp;&nbsp; Havendo descredenciamento volunt\u00e1rio\nde cl\u00ednica m\u00e9dica vinculada, at\u00e9 ent\u00e3o, a certo plano de sa\u00fade, qual deve ser a\nconduta da operadora de plano de sa\u00fade?. 3<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136672\">DIREITO\nCIVIL. 7<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136673\">2.&nbsp;&nbsp; As cl\u00e1usulas de inalienabilidade,\nincomunicabilidade e impenhorabilidade subsistem \u00e0 morte do\nbenefici\u00e1rio\/recebedor do bem gravado com elas?. 7<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136674\">3.&nbsp;&nbsp; Nos compromissos de compra e venda de\nunidades imobili\u00e1rias anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18, em que \u00e9 pleiteada a\nresolu\u00e7\u00e3o do contrato por iniciativa do promitente comprador, qual o termo\ninicial dos juros morat\u00f3rios?. 12<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136675\">DIREITO\nEMPRESARIAL. 18<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136676\">4.&nbsp;&nbsp; O pr\u00e9vio consentimento para utiliza\u00e7\u00e3o\nde determinado nome civil em marca dispensa nova autoriza\u00e7\u00e3o para sua\nutiliza\u00e7\u00e3o (nome civil) em qualquer outra marca que vier a ser registrada pelo\nfavorecido pelo anterior consentimento?. 18<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136677\">5.&nbsp;&nbsp; Cr\u00e9ditos titularizados por credor,\nconcernentes a contrato de compra e venda com reserva de dom\u00ednio, est\u00e3o ou n\u00e3o\nsujeitos aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial, considerando a aus\u00eancia de\nregistro da aven\u00e7a em cart\u00f3rio?. 21<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136678\">DIREITO\nPROCESSUAL CIVIL. 27<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136679\">6.&nbsp;&nbsp; \u00c9 cab\u00edvel AR contra decis\u00e3o transitada\nem julgado proferida em suspens\u00e3o de liminar?&nbsp; 27<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136680\">7.&nbsp;&nbsp; Cabem medidas execut\u00f3rias at\u00edpicas\npessoais em execu\u00e7\u00e3o fiscal?. 33<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136681\">8.&nbsp;&nbsp; O aluguel provis\u00f3rio, fixado em tutela\nde urg\u00eancia em demanda revisional, pode ser inclu\u00eddo em execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajuizada?. 38<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136682\">9.&nbsp;&nbsp; Deve ser conhecido o recurso especial\ntirado de agravo de instrumento quando sobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do\nprocesso sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o?&nbsp; 42<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136683\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe agravo de instrumento contra a\ndecis\u00e3o interlocut\u00f3ria que acolhe ou afasta a argui\u00e7\u00e3o de impossibilidade\njur\u00eddica do pedido?. 45<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136684\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A genitora do alimentando pode\nprosseguir na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, em nome pr\u00f3prio, a fim de perceber os\nvalores referentes aos d\u00e9bitos alimentares vencidos, ap\u00f3s a transfer\u00eancia da\ntitularidade da guarda do menor ao executado?. 50<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136685\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obriga\u00e7\u00e3o alimentar extinta, mas\nmantida por longo per\u00edodo de tempo por mera liberalidade do alimentante pode\nser perpetuada com fundamento no instituto da surrectio?&nbsp; 55<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136686\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que, na\nsegunda fase da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, defere a produ\u00e7\u00e3o de prova\npericial cont\u00e1bil, nomeia perito e concede prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de\ndocumentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, \u00e9 imediatamente\nrecorr\u00edvel por agravo de instrumento?. 61<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136687\">DIREITO\nPROCESSUAL PENAL. 66<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136688\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Companheira tem legitimidade para\najuizar queixa-crime por conta de cal\u00fania praticada contra sua falecida\ncompanheira?. 66<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc23136689\">DIREITO\nTRIBUT\u00c1RIO. 71<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc23136690\">15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os brindes podem ser considerados\nmaterial de embalagem para fins de creditamento de IPI?&nbsp; 71<\/a><\/em><em><\/em><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\"><a>DIREITO\nDO CONSUMIDOR<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-havendo-descredenciamento-voluntario-de-clinica-medica-vinculada-ate-entao-a-certo-plano-de-saude-qual-deve-ser-a-conduta-da-operadora-de-plano-de-saude\"><a>1.&nbsp;&nbsp; Havendo\ndescredenciamento volunt\u00e1rio de cl\u00ednica m\u00e9dica vinculada, at\u00e9 ent\u00e3o, a certo\nplano de sa\u00fade, qual deve ser a conduta da operadora de plano de sa\u00fade?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a\niniciativa pelo descredenciamento tenha partido de cl\u00ednica m\u00e9dica, subsiste a\nobriga\u00e7\u00e3o de a operadora de plano de sa\u00fade promover a comunica\u00e7\u00e3o desse evento\naos consumidores e \u00e0 ANS com 30 (trinta) dias de anteced\u00eancia bem como de\nsubstituir a entidade conveniada por outra equivalente, de forma a manter a\nqualidade dos servi\u00e7os contratados inicialmente (<strong>STJ, REsp 1561445\/SP, Rel. Min. Ricardo\nVillas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe\n16\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\"><a>1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>OSNI<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer\ncontra <strong>UNIMED<\/strong> para que fosse\ngarantido seu tratamento m\u00e9dico na Cl\u00ednica OCC, onde, faz meses, realizava sua\nquimioterapia. <\/p>\n\n\n\n<p>Em\ncontesta\u00e7\u00e3o, <strong>UNIMED<\/strong> informou que a\nCl\u00ednica OCC, voluntariamente, descredenciou-se do plano de sa\u00fade, ou seja, n\u00e3o\nfaz mais parte da rede de atendimento\/rede conveniada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na\nr\u00e9plica, <strong>OSNI<\/strong> informou que jamais\nfoi informado a respeito do descredenciamento da Cl\u00ednica OCC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a demanda, garantindo a OSNI o tratamento m\u00e9dico na\n  Cl\u00ednica OCC.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso da <strong>UNIMED<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>UNIMED<\/strong> pugnou pela\nreforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\"><a>1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-em-debate\"><a>1.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea\na\u00ed que tem plano de sa\u00fade, preste aten\u00e7\u00e3o: <em>havendo descredenciamento volunt\u00e1rio de cl\u00ednica m\u00e9dica\nvinculada, at\u00e9 ent\u00e3o, a certo plano de sa\u00fade, qual deve ser a conduta da\noperadora de plano de sa\u00fade?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-para-comecar-o-que-sao-operadoras-de-planos-de-saude\"><a>1.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPara come\u00e7ar, o que s\u00e3o operadoras de planos de\nsa\u00fade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSegundo disposi\u00e7\u00e3o legal, operadora de planos de sa\u00fade \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 9.656\/98<\/strong>. (&#8230;) <strong>pessoa jur\u00eddica<\/strong> constitu\u00edda sob a modalidade de sociedade civil ou\ncomercial, cooperativa, ou entidade de autogest\u00e3o, que opere produto, servi\u00e7o\nou contrato de que trata o inciso I deste artigo [<strong>Plano Privado de Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade<\/strong>];\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-quais-diplomas-regem-os-planos-privados-de-assistencia-a-saude\"><a>1.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuais diplomas regem os planos privados de\nassist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nComo registrado pelo Min. <strong>RICARDO VILAS\nB\u00d4AS CUEVA<\/strong>, os planos privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade s\u00e3o regidos pela <strong>Lei n\u00ba 9.656\/98<\/strong>\ne pelo <strong>CDC<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] De in\u00edcio, impende asseverar que,\napesar de os planos e seguros privados de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade serem regidos\npela Lei n\u00ba 9.656\/1998, as operadoras da \u00e1rea que prestarem servi\u00e7os\nremunerados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o enquadram-se no conceito de fornecedor, existindo, pois,\nrela\u00e7\u00e3o de consumo, devendo ser aplicadas tamb\u00e9m, nesses tipos contratuais, as\nregras do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC). Com efeito, ambos os\ninstrumentos normativos incidem conjuntamente, sobretudo porque esses\ncontratos, de longa dura\u00e7\u00e3o, lidam com bens sens\u00edveis, como a manuten\u00e7\u00e3o da\nvida, ou seja, visam ajudar o usu\u00e1rio a suportar riscos futuros envolvendo a\nsua higidez f\u00edsica e mental, assegurando o devido tratamento m\u00e9dico.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1561445\/SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 16\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Logo,\ns\u00e3o essenciais, tanto na forma\u00e7\u00e3o quanto na execu\u00e7\u00e3o da aven\u00e7a, a boa-f\u00e9 entre\nas partes e o cumprimento dos deveres de informa\u00e7\u00e3o, de coopera\u00e7\u00e3o e de\nlealdade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 6\u00ba CDC<\/strong>. S\u00e3o direitos b\u00e1sicos do consumidor: <strong>III<\/strong> &#8211; a informa\u00e7\u00e3o adequada e clara\nsobre os diferentes produtos e servi\u00e7os, com especifica\u00e7\u00e3o correta de\nquantidade, caracter\u00edsticas, composi\u00e7\u00e3o, qualidade, tributos incidentes e\npre\u00e7o, bem como sobre os riscos que apresentem;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 46 CDC<\/strong>. Os contratos que regulam as rela\u00e7\u00f5es de consumo n\u00e3o\nobrigar\u00e3o os consumidores, se n\u00e3o lhes for dada a oportunidade de tomar\nconhecimento pr\u00e9vio de seu conte\u00fado, ou se os respectivos instrumentos forem\nredigidos de modo a dificultar a compreens\u00e3o de seu sentido e alcance.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-4-as-operadoras-de-planos-de-saude-devem-informar-o-consumidor-a-respeito-de-descredenciamento-de-entidades-hospitalares-do-plano-de-saude\"><a>1.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAs operadoras de planos de sa\u00fade devem informar\no consumidor a respeito de descredenciamento de entidades hospitalares do plano\nde sa\u00fade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, as operadoras de planos de sa\u00fade devem informar o consumidor a respeito de\ndescredenciamento de entidades hospitalares do plano de sa\u00fade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 17 da Lei n\u00ba 9.656\/98<\/strong>. A inclus\u00e3o de qualquer prestador de\nservi\u00e7o de sa\u00fade como contratado, referenciado ou credenciado dos produtos de\nque tratam o inciso I e o \u00a7 1\u00ba do art. 1\u00ba [Plano Privado de Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade]\ndesta Lei implica compromisso com os consumidores quanto \u00e0 sua manuten\u00e7\u00e3o ao\nlongo da vig\u00eancia dos contratos, permitindo-se sua <strong>substitui\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>DESDE QUE SEJA\nPOR OUTRO PRESTADOR EQUIVALENTE<\/strong> <strong>e mediante comunica\u00e7\u00e3o aos consumidores com 30 (trinta) dias\nde anteced\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> \u00c9 facultada a <strong>substitui\u00e7\u00e3o<\/strong> de <strong>ENTIDADE HOSPITALAR<\/strong>, a que\nse refere o caput deste artigo, <strong>DESDE QUE POR OUTRO EQUIVALENTE<\/strong> <strong>e mediante\ncomunica\u00e7\u00e3o aos consumidores e \u00e0 ANS com trinta dias de anteced\u00eancia<\/strong>,\nressalvados desse prazo m\u00ednimo os casos decorrentes de rescis\u00e3o por fraude ou\ninfra\u00e7\u00e3o das normas sanit\u00e1rias e fiscais em vigor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam\nque a comunica\u00e7\u00e3o deve ser individual e a operadora <strong>DEVE<\/strong> substituir a entidade hospital por outra equivalente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 4. Tendo em vista\na import\u00e2ncia que a rede conveniada assume para a continuidade do contrato, a\noperadora somente cumprir\u00e1 o dever de informa\u00e7\u00e3o se comunicar individualmente\ncada associado sobre o descredenciamento de m\u00e9dicos e hospitais. (&#8230;)\u201d (<strong>STJ, REsp 1144840\/SP, Rel. Ministra NANCY\nANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 20\/03\/2012, DJe 11\/04\/2012<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Como visto, a operadora de plano de\nsa\u00fade poder\u00e1 incorrer em abusividade se promover a altera\u00e7\u00e3o da lista de\nconveniados, ou seja, o descredenciamento de estabelecimentos hospitalares,\ncl\u00ednicas m\u00e9dicas, laborat\u00f3rios, m\u00e9dicos e outros servi\u00e7os, sem a observ\u00e2ncia\ndos requisitos legais, que s\u00e3o: <strong>i)<\/strong>\nsubstitui\u00e7\u00e3o da entidade conveniada por outra equivalente, de forma a manter a\nqualidade dos servi\u00e7os contratados inicialmente <strong>E<\/strong> <strong>ii)<\/strong> comunica\u00e7\u00e3o aos consumidores e \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade\nSuplementar (ANS) com 30 (trinta) dias de anteced\u00eancia.\u201d (<strong>STJ, REsp 1561445\/SP, Rel. Min. Ricardo\nVillas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe\n16\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas cl\u00ednica \u00e9\nentidade hospitalar?\u201d<\/em> Exato! E, sim, \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Todavia, cumpre ressaltar que a despeito de no dispositivo\nlegal supratranscrito constar apenas entidade hospitalar, esse termo, \u00e0 luz dos\nprinc\u00edpios consumeristas, deve ser entendido como g\u00eanero, a englobar tamb\u00e9m\ncl\u00ednicas m\u00e9dicas, laborat\u00f3rios, m\u00e9dicos e demais servi\u00e7os conveniados<\/strong>.\nDe fato, o usu\u00e1rio de plano de sa\u00fade tem o direito de ser informado acerca da\nmodifica\u00e7\u00e3o da rede conveniada, ou seja, do rol de credenciados, pois somente\ncom a transpar\u00eancia poder\u00e1 buscar o atendimento e o tratamento que melhor lhe\nsatisfaz, segundo as possibilidades oferecidas.\u201d (<strong>STJ, REsp 1561445\/SP, Rel. Min. Ricardo\nVillas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe\n16\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Desse\nmodo, subsiste o dever de comunicar aos consumidores e \u00e0 ANS acerca do\ndescredenciamento de cl\u00ednica m\u00e9dica, pois esta \u00e9 esp\u00e9cie do g\u00eanero entidade\nhospitalar.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-5-mas-se-o-descredenciamento-ocorreu-por-iniciativa-da-propria-entidade-hospitalar-a-obrigacao-de-comunicacao-permanece\"><a>1.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nMas se o descredenciamento ocorreu por\niniciativa da pr\u00f3pria entidade hospitalar, a obriga\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o\npermanece?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nOpa, com certeza! Vejam que a Lei n\u00ba 9.656\/98 n\u00e3o prev\u00ea exce\u00e7\u00e3o para esse caso\ne, mais, o CDC exige informa\u00e7\u00e3o plena ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas nesse\ncaso, al\u00e9m da informa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m precisa substituir a descredenciada por\nequivalente?\u201d<\/em> <strong>SIM<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Portanto, ainda que a iniciativa pelo\ndescredenciamento tenha partido da cl\u00ednica m\u00e9dica, esp\u00e9cie do g\u00eanero entidade\nhospitalar, subsiste a obriga\u00e7\u00e3o de a operadora de plano de sa\u00fade promover a\ncomunica\u00e7\u00e3o desse evento aos consumidores e \u00e0 ANS com 30 (trinta) dias de\nanteced\u00eancia, consoante o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 17 da Lei n\u00ba 9.656\/1998, bem\ncomo de substituir a entidade conveniada por outra equivalente, de forma a\nmanter a qualidade dos servi\u00e7os contratados inicialmente.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1561445\/SP, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 16\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-3-questoes-objetivas\"><a>1.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Ainda que a iniciativa pelo descredenciamento\ntenha partido de cl\u00ednica m\u00e9dica, subsiste a obriga\u00e7\u00e3o de a operadora de plano\nde sa\u00fade promover a comunica\u00e7\u00e3o desse evento aos consumidores e \u00e0 ANS com 30\n(trinta) dias de anteced\u00eancia, dispensada a substitui\u00e7\u00e3o da entidade conveniada\npor outra equivalente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-4-gabarito\"><a>1.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\"><a>DIREITO CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-as-clausulas-de-inalienabilidade-incomunicabilidade-e-impenhorabilidade-subsistem-a-morte-do-beneficiario-recebedor-do-bem-gravado-com-elas\"><a>2.&nbsp;&nbsp; As\ncl\u00e1usulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade subsistem\n\u00e0 morte do benefici\u00e1rio\/recebedor do bem gravado com elas?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As cl\u00e1usulas de\ninalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade n\u00e3o tornam nulo o\ntestamento, que disp\u00f5e sobre transmiss\u00e3o causa mortis do bem gravado com elas (<strong>STJ, REsp\n1641549\/RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade,\njulgado em 13\/08\/2019, DJe 20\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJRJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\"><a>2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em\n1980, <strong>SEBASTI\u00c3O NERO<\/strong> faleceu,\ndeixando para seu filho <strong>RICARDO NERO<\/strong>,\n<strong>por meio de\ntestamento<\/strong>, 4 (quatro) apartamentos gravados com cl\u00e1usulas de incomunicabilidade, inalienabilidade e\nimpenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RICARDO NERO<\/strong>, por sua vez, faleceu em\n1995, mas, <strong>em\n1992<\/strong>, fez um testamento, deixando os mesmos 4 (quatro)\napartamentos para sua companheira <strong>HELENA\nCINTRA<\/strong>, sem desrespeitar a leg\u00edtima (art. 1.846<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> CC).<\/p>\n\n\n\n<p>Descoberto\no testamento de <strong>RICARDO NERO<\/strong>, seus <strong>HERDEIROS<\/strong> ajuizaram a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria,\nafirmando que os apartamentos n\u00e3o poderiam ser deixados para <strong>HELENA CINTRA<\/strong>, j\u00e1 que gravados com cl\u00e1usulas de incomunicabilidade,\ninalienabilidade e impenhorabilidade pelo seu av\u00f3, <strong>SEBASTI\u00c3O NERO<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a a\u00e7\u00e3o, com base no art. 1.676 do CC\/16\n  (correspond\u00eancia parcial ao art. 1.911 CC\/02).\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso de <strong>HELENA\n  CINTRA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>HELENA CINTRA<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para reconhecer a validade do testamento de\n  <strong>RICARDO NERO<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\"><a>2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-em-debate\"><a>2.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Quanto\nao m\u00e9rito, cinge-se a controv\u00e9rsia \u00e0 validade de testamento que disp\u00f4s sobre\nbens gravados com cl\u00e1usula de inalienabilidade, incomunicabilidade e\nimpenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CC\/1916<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>CC\/2002<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 1.676 CC\/16<\/strong>. A\n  clausula de inalienabilidade tempor\u00e1ria, ou vital\u00edcia, imposta aos bens pelos\n  testadores ou doadores, n\u00e3o poder\u00e1, em caso algum, salvo os de expropria\u00e7\u00e3o\n  por necessidade ou utilidade publica, e de execu\u00e7\u00e3o por dividas provenientes\n  de impostos relativos aos respectivos im\u00f3veis, ser invalidada ou dispensada\n  por atos judiciais de qualquer esp\u00e9cie, sob pena de nulidade.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 1.911, caput, CC<\/strong>. A\n  cl\u00e1usula de inalienabilidade, imposta aos bens por ato de liberalidade,\n  implica impenhorabilidade e incomunicabilidade.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-quais-as-limitacoes-impostas-pelas-clausulas\"><a>2.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuais as limita\u00e7\u00f5es impostas pelas cl\u00e1usulas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nVejamos a tabela:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inalienabilidade<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Incomunicabilidade<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Impenhorabilidade<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Restri\u00e7\u00e3o, tempor\u00e1ria ou\n  vital\u00edcia, imposta ao benefici\u00e1rio\/recebedor do bem de dispor da coisa,\n  impedindo a sua transfer\u00eancia a terceiros, seja a t\u00edtulo gratuito ou oneroso.\n  \n  <\/td><td>\n  Restri\u00e7\u00e3o \u00e0 transfer\u00eancia\n  de fra\u00e7\u00e3o ideal do bem ao c\u00f4njuge (companheiro) quando da forma\u00e7\u00e3o de um\n  n\u00facleo familiar.\n  <\/td><td>\n  Proibi\u00e7\u00e3o de constri\u00e7\u00e3o\n  judicial do bem gravado para pagamento de d\u00e9bitos do herdeiro\/benefici\u00e1rio da\n  coisa. \n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-essas-clausulas-podem-ser-fixadas-de-forma-autonoma\"><a>2.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nEssas cl\u00e1usulas podem ser fixadas de forma\naut\u00f4noma?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, mas a cl\u00e1usula da inalienabilidade arrasta as outras duas\n(incomunicabilidade e impenhorabilidade):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO art. 1.911 do\nC\u00f3digo Civil estabelece que a cl\u00e1usula de inalienabilidade gravada sobre bens\nque comp\u00f5em a heran\u00e7a implica, automaticamente, nas cl\u00e1usulas de \u2018impenhorabilidade\ne incomunicabilidade\u2019. Ou seja, basta gravar o patrim\u00f4nio transmitido com a cl\u00e1usula\nde inalienabilidade para que as demais decorram de pleno direito. A rec\u00edproca,\nentretanto, n\u00e3o \u00e9 verdadeira. Por isso, as cl\u00e1usulas de impenhorabilidade e de\nincomunicabilidade podem ser impostas isoladamente, produzindo efeitos \u00fanicos.\nA cl\u00e1usula de inalienabilidade, por\u00e9m, se apresenta mais larga e profunda,\ntrazendo consigo, a reboque, as demais.\u201d (<strong>Cristiano\nChaves e Nelson Rosenvald<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-4-por-qual-razao-a-clausula-da-inalienabilidade-atrai-as-demais\"><a>2.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPor qual raz\u00e3o a cl\u00e1usula da inalienabilidade\natrai as demais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSegundo o Min. <strong>MARCO BUZZI<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) sendo\na inalienabilidade de maior amplitude, \u00e9 decorr\u00eancia natural que implique na\nproibi\u00e7\u00e3o de penhorar e comunicar, tudo isso seguindo a l\u00f3gica da antiga m\u00e1xima\nde que \u2018in eo quod plus est semper inest et minus\u2019 (quem pode o mais, pode o\nmenos). <\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m,\no contr\u00e1rio n\u00e3o se verifica. A impenhorabilidade e a incomunicabilidade\npossuem objetos mais limitados, espec\u00edficos. A primeira se volta t\u00e3o somente\npara os credores e a segunda imp\u00f5e-se ao c\u00f4njuge do benefici\u00e1rio (donat\u00e1rio ou\nherdeiro). Nessa seara, \u00e9 consect\u00e1rio l\u00f3gico que a previs\u00e3o de cl\u00e1usula mais\nrestritiva n\u00e3o possa abranger objeto mais extenso. Esse \u00e9 o sentido jur\u00eddico\npelo qual o legislador do C\u00f3digo Civil de 2002 limitou-se a estabelecer, no\ncaput do art. 1.911, uma \u00fanica dire\u00e7\u00e3o para a norma proibitiva, isto \u00e9, que a\ninalienabilidade implica automaticamente na impenhorabilidade e na\nincomunicabilidade, restrigindo a tanto a veda\u00e7\u00e3o.\u201d (<strong>STJ, REsp 1155547\/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado\nem 06\/11\/2018, DJe 09\/11\/2018<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-5-quando-vitalicia-a-clausula-de-inalienabilidade-subsiste-a-morte-do-beneficiario-recebedor-do-bem-gravado\"><a>2.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuando vital\u00edcia, a cl\u00e1usula de inalienabilidade\nsubsiste \u00e0 morte do benefici\u00e1rio\/recebedor do bem gravado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nN\u00e3o, ou seja, morreu o benefici\u00e1rio\/recebedor do bem, a cl\u00e1usula perde sua\nefic\u00e1cia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) a cl\u00e1usula de inalienabilidade\nvital\u00edcia tem vig\u00eancia enquanto viver o benefici\u00e1rio, passando livres e\ndesembara\u00e7ados aos seus herdeiros os bens objeto da restri\u00e7\u00e3o (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1101702\/RS, Rel. Ministra NANCY\nANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 22\/09\/2009, DJe 09\/10\/2009<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Como visto, o testador imp\u00f4s a cl\u00e1usula de\nincomunicabilidade. Como consequ\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel concluir que os bens deixados\n\u00e0 filha n\u00e3o se comunicavam ao c\u00f4njuge, ou seja, n\u00e3o havia mea\u00e7\u00e3o e, rela\u00e7\u00e3o a\neles. Essa disposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o afasta a conclus\u00e3o de que, falecida a filha, o\nc\u00f4njuge sobrevivente, assim como quaisquer outros herdeiros necess\u00e1rios, tem\ndireito \u00e0 sua heran\u00e7a, nela inclu\u00eddos aqueles bens<\/strong>. (&#8230;). A\nexist\u00eancia de cl\u00e1usula de incomunicabilidade gravando o bem no primitivo ato\njur\u00eddico que ensejara a transfer\u00eancia da propriedade \u00e0 falecida esposa do\nrecorrente (testamento de seus pais) n\u00e3o tem o efeito de, no futuro, excluir o\ngenro da heran\u00e7a da benefici\u00e1ria, nem mesmo se assim fosse expressa a\ndisposi\u00e7\u00e3o, porque isso significaria negar vig\u00eancia ao C\u00f3digo Civil. Poderia,\nisso sim, ter sido acrescentada outra cl\u00e1usula dispondo sobre a destina\u00e7\u00e3o do\nbem em caso da morte da benefici\u00e1ria do testamento e, para tanto, bastaria\ninstituir um fideicomisso. Conclui-se, ent\u00e3o, que a posi\u00e7\u00e3o defendida nesse voto\nem nada prejudica a autonomia da vontade, pois h\u00e1 mecanismos jur\u00eddicos para que\no testador d\u00ea o encaminhamento que bem entender ao seu patrim\u00f4nio material. O\nque n\u00e3o se pode fazer \u00e9 dar \u00e0 cl\u00e1usula de incomunicabilidade alcance que ela\nn\u00e3o tem.\u201d (<strong>STJ, REsp 1552553\/RJ, Rel.\nMinistra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 24\/11\/2015, DJe\n11\/02\/2016<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>E,\npessoal, vejam a sacada do Min. <strong>ANTONIO\nCARLOS FERREIRA<\/strong>: <strong>vitaliciedade da cl\u00e1usula n\u00e3o se confunde com perpetuidade<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Assim, por for\u00e7a do princ\u00edpio da livre\ncircula\u00e7\u00e3o dos bens, <strong>n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a inalienabilidade perp\u00e9tua<\/strong>,\nraz\u00e3o pela qual a cl\u00e1usula em quest\u00e3o se extingue com a morte do titular do bem\nclausulado, podendo a propriedade ser livremente transferida a seus sucessores.\u201d\n(<strong>STJ, REsp\n1641549\/RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, por unanimidade,\njulgado em 13\/08\/2019, DJe 20\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, Lucas,\nblz&#8230;.mas a conclus\u00e3o do ministro tem uma falha. Concordo que a cl\u00e1usula perde\na efic\u00e1cia depois da morte do benefici\u00e1rio\/recebedor, mas quando RICARDO NERO\nfez o testamento, desrespeitando as cl\u00e1usulas, ele, obviamente, ainda estava\nvivo!\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Excelente\nquestionamento! Que foi rebatido pelo Min. <strong>ANTONIO\nCARLOS FERREIRA<\/strong> com a seguinte \u00f3tica: o testamento \u00e9 um neg\u00f3cio jur\u00eddico\nque s\u00f3 produz efeitos ap\u00f3s a morte do testador, de modo que sua simples\nelabora\u00e7\u00e3o <strong>n\u00e3o<\/strong>\nrepresenta nenhum ato de aliena\u00e7\u00e3o e, portanto, <strong>n\u00e3o<\/strong> h\u00e1 desrespeito \u00e0s\ncl\u00e1usulas de incomunicabilidade, inalienabilidade e impenhorabilidade:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Logo, trata-se de um neg\u00f3cio jur\u00eddico\nque somente produz efeito ap\u00f3s a morte do testador, quando, de fato, ocorre a\ntransfer\u00eancia do bem. Assim, a elabora\u00e7\u00e3o do testamento n\u00e3o acarreta nenhum ato\nde aliena\u00e7\u00e3o da propriedade em vida, sen\u00e3o evidencia a declara\u00e7\u00e3o de vontade do\ntestador, revog\u00e1vel a qualquer tempo.\u201d (<strong>STJ, REsp 1641549\/RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira,\nQuarta Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 20\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-3-questoes-objetivas\"><a>2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. As\ncl\u00e1usulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade n\u00e3o\ntornam nulo o testamento, que disp\u00f5e sobre transmiss\u00e3o causa mortis do bem\ngravado com elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A cl\u00e1usula\nde inalienabilidade pode ser perp\u00e9tua ou tempor\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-4-gabarito\"><a>2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-5-bibliografia\"><a>2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nBibliografia.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FARIAS<\/strong>, Cristiano\nChaves de; <strong>ROSENVALD<\/strong>, Nelson. Curso\nde direito civil: sucess\u00f5es. 3. ed. rev., ampl. e atual. Salvador: JusPODIVM,\n2017. vol. 7.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-nos-compromissos-de-compra-e-venda-de-unidades-imobiliarias-anteriores-a-lei-n\u00ba-13-786-18-em-que-e-pleiteada-a-resolucao-do-contrato-por-iniciativa-do-promitente-comprador-qual-o-termo-inicial-dos-juros-moratorios\"><a>3.&nbsp;&nbsp; Nos\ncompromissos de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias anteriores \u00e0 Lei n\u00ba\n13.786\/18, em que \u00e9 pleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do contrato por iniciativa do\npromitente comprador, qual o termo inicial dos juros morat\u00f3rios?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos\ncompromissos de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18,\nem que \u00e9 pleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do contrato por iniciativa do promitente\ncomprador de forma diversa da cl\u00e1usula penal convencionada, os juros de mora\nincidem a partir do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o (<strong>STJ, REsp 1740911\/DF, Rel. Min. Moura\nRibeiro, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 14\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019 &#8211; Tema 1002<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJDFT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\"><a>3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>ANDR\u00c9<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o contra <strong>LIT ENGENHARIA LTDA<\/strong> para rescis\u00e3o de\npromessa de compra e venda de im\u00f3vel, com restitui\u00e7\u00e3o das parcelas que j\u00e1 havia\npagado. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a pretens\u00e3o para declarar rescindido o contrato e\n  determinar a restitui\u00e7\u00e3o de 90% dos valores pagos pelo consumidor, montante acrescido de juros morat\u00f3rios de 1% ao m\u00eas desde\n  a cita\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>LIT ENGENHARIA LTDA<\/strong>\ncontestou o termo inicial dos juros morat\u00f3rios, defendendo sua incid\u00eancia\napenas a partir do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>LIT ENGENHARIA LTDA<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para fixar o tr\u00e2nsito em julgado como termo\n  inicial de incid\u00eancia dos juros morat\u00f3rios.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\"><a>3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-em-debate\"><a>3.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Definir\no termo inicial dos juros de mora incidentes sobre os valores a serem\nrestitu\u00eddos pelo promitente vendedor de im\u00f3vel, em caso de extin\u00e7\u00e3o do contrato,\nanterior \u00e0 Lei n\u00ba 13.876\/18, por iniciativa do promitente comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Cuidado,\npois a an\u00e1lise se refere a contrato <strong>anterior \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18<\/strong>, que alterou a Lei n\u00ba\n4.591\/64. Desde seu advento, a partir de interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 35-A, inciso\nVI, e 67, da Lei n\u00ba 4.591\/64, que agora, expressamente, disciplinam a resolu\u00e7\u00e3o\ndo contrato por inadimplemento do adquirente de unidade imobili\u00e1ria em\nincorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, o <strong>STJ<\/strong>\nentendeu que, sobre o montante a ser restitu\u00eddo ao consumidor, incidem juros\nmorat\u00f3rios desde a cita\u00e7\u00e3o (arts. 397<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a> e 405<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> CC):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Observo que a Lei n. 13.786\/2018,\nsuprindo a lacuna do direito positivo, e incorporando diversos entendimentos e\npar\u00e2metros j\u00e1 consagrados pelo STJ, previu a possibilidade do exerc\u00edcio, por\nparte do adquirente do im\u00f3vel, do direito de arrependimento com a ado\u00e7\u00e3o do\npercentual de 25% da quantia paga como limite para a pena convencional em caso\nde distrato, podendo chegar a 50% quando a incorpora\u00e7\u00e3o estiver sujeita ao\nregime de patrim\u00f4nio de afeta\u00e7\u00e3o (arts. 67-A, inciso I e \u00a7 5\u00ba). Anoto que, com a normatiza\u00e7\u00e3o, os contratos regidos pela\nnova lei n\u00e3o estar\u00e3o submetidos ao entendimento aqui defendido, pois na\nhip\u00f3tese de n\u00e3o serem observadas as diretrizes legais n\u00e3o se cuidar\u00e1 de\nsenten\u00e7a constitutiva, mas de senten\u00e7a declarat\u00f3ria de nulidade de cl\u00e1usula\ncontratual e condenat\u00f3ria ao pagamento de valor. <strong>A esses casos dever\u00e1 ser aplicada a regra geral para obriga\u00e7\u00e3o de\norigem contratual, de acordo com a tese defendida pelo eminente relator, com\na flu\u00eancia dos juros de mora a partir da cita\u00e7\u00e3o, nos termos dos artigos\n397 e 405 do C\u00f3digo Civil<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1740911\/DF, Rel. Min. Moura Ribeiro, Rel. Acd.\nMin. Maria Isabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 14\/08\/2019,\nDJe 22\/08\/2019 &#8211; Tema 1002<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-no-caso-de-inadimplemento-do-consumidor-rescindido-o-compromisso-de-compra-e-venda-de-unidade-imobiliaria-o-devedor-tem-direito-a-restituicao-das-parcelas-que-ja-pagou\"><a>3.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nNo caso de inadimplemento do consumidor,\nrescindido o compromisso de compra e venda de unidade imobili\u00e1ria, o devedor\ntem direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o das parcelas que j\u00e1 pagou?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nAntes da Lei n\u00ba 13.786\/18, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, a quest\u00e3o foi\ndefinida pela <strong>STJ<\/strong>, como lembrou a\nMin. <strong>MARIA ISABEL GALLOTTI<\/strong>, sendo\nestabelecido o direito do consumidor de restitui\u00e7\u00e3o de percentual do valor j\u00e1\npago:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Recordo que os\ncontratos de compra e venda, promessa de venda ou cess\u00e3o de unidades aut\u00f4nomas\nforam concebidos, pelo art. 32, \u00a7 2\u00ba, da Lei 4.591\/64, como irretrat\u00e1veis, o\nque deveria conferir seguran\u00e7a tanto ao empreendedor quanto ao adquirente da\nfutura unidade. (&#8230;) Como \u00e9 sabido, todavia, nos anos que precederam a\nedi\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo do Consumidor e tamb\u00e9m nos subsequentes, at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o do\nPlano Real, o surto inflacion\u00e1rio impactou fortemente o cr\u00e9dito imobili\u00e1rio,\ncom consequ\u00eancias delet\u00e9rias para o fornecedor e para o consumidor. Diante da\ninsuportabilidade do pagamento das presta\u00e7\u00f5es, dada a conjuntura econ\u00f4mica\nsuperveniente \u00e0 data da contrata\u00e7\u00e3o, era comum a rescis\u00e3o do contrato, impondo,\npara tanto, o incorporador a perda total das presta\u00e7\u00f5es pagas. Nesse cen\u00e1rio, o\nart. 53 do C\u00f3digo do Consumidor veio a afirmar a nulidade das cl\u00e1usulas que\nestabele\u00e7am a perda total das presta\u00e7\u00f5es pagas em benef\u00edcio do credor que, em\nraz\u00e3o do inadimplemento, pleitear a resolu\u00e7\u00e3o do contrato e a retomada do\nproduto alienado. Foi, contudo, vetado o \u00a7 1\u00ba do mesmo artigo, que assegurava\nao comprador o direito de requerer o desfazimento do contrato e a devolu\u00e7\u00e3o das\npresta\u00e7\u00f5es pagas. <strong>Diante da controv\u00e9rsia a respeito da possibilidade de o\ncomprador desistir do contrato \u2013 por lei, irretrat\u00e1vel \u2013 e requerer a devolu\u00e7\u00e3o\ndos valores pagos, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou o entendimento da\npreval\u00eancia do princ\u00edpio imanente ao art. 53 do CDC, coibindo a cl\u00e1usula padr\u00e3o\ninserida nas promessas de compra e venda, que previa a perda das parcelas pagas\npelo promiss\u00e1rio inadimplente. Foi reconhecido, inclusive, o direito do\nconsumidor inadimplente de promover a\u00e7\u00e3o a fim de receber, de forma imediata e\nem pagamento \u00fanico, a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos, assegurado ao vendedor, de\noutro lado, o direito de reter parcela do montante<\/strong>. (&#8230;) Como se v\u00ea, apesar de irretrat\u00e1vel, segundo a Lei 4.591\/64,\na jurisprud\u00eancia reconheceu excepcionalmente ao promiss\u00e1rio comprador o direito\n(potestativo) de exigir a rescis\u00e3o do contrato com devolu\u00e7\u00e3o das parcelas pagas\nde forma imediata e em parcela \u00fanica. Em raz\u00e3o de tal orienta\u00e7\u00e3o\njurisprudencial, as incorporadoras passaram a inserir cl\u00e1usulas nos contratos\nde compra e venda de unidades imobili\u00e1rias permitindo a desist\u00eancia do\npromiss\u00e1rio comprador e, comumente, fixando percentual de reten\u00e7\u00e3o sobre os\nvalores a serem devolvidos como penalidade.\u201d (<strong>STJ, REsp 1740911\/DF, Rel. Min. Moura\nRibeiro, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 14\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019 &#8211; Tema 1002<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-reconhecido-o-direito-de-restituicao-qual-o-termo-inicial-de-incidencia-dos-juros-moratorios-sobre-o-montante-a-ser-restituido\"><a>3.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nReconhecido o direito de restitui\u00e7\u00e3o, qual o\ntermo inicial de incid\u00eancia dos juros morat\u00f3rios sobre o montante a ser\nrestitu\u00eddo?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nO termo inicial de incid\u00eancia dos juros morat\u00f3rios sobre o montante a ser\nrestitu\u00eddo \u00e9 a data do tr\u00e2nsito em julgado. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos compromissos de\ncompra e venda de unidades imobili\u00e1rias anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18, em que \u00e9\npleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do contrato por iniciativa do promitente comprador de\nforma diversa da cl\u00e1usula penal convencionada, os juros de mora incidem a\npartir do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o.\u201d (<strong>STJ, REsp 1740911\/DF, Rel. Min. Moura\nRibeiro, Rel. Acd. Min. Maria Isabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 14\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019 &#8211; Tema 1002<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam!\nAqui est\u00e1 o brilhantismo do entendimento do <strong>STJ<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>TERMO INICIAL DE\n  INCID\u00caNCIA DOS JUROS MORAT\u00d3RIOS SOBRE O MONTANTE A SER RESTITU\u00cdDO AO\n  CONSUMIDOR<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Antes da Lei n\u00ba 13.786\/18<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Depois da Lei n\u00ba 13.876\/18<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal do direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><td>\n  H\u00e1 previs\u00e3o legal do direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Logo, o que reconhece esse direito, em definitivo, \u00e9 a decis\u00e3o\n  judicial transitada em julgado.\n  <\/td><td>\n  Desse modo, n\u00e3o \u00e9 a decis\u00e3o judicial que reconhece o direito, mas sim\n  a pr\u00f3prio lei.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Ou seja, antes do tr\u00e2nsito em julgado n\u00e3o havia obriga\u00e7\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o\n  de nenhum valor.\n  <\/td><td>\n  Ou seja, antes do tr\u00e2nsito em julgado j\u00e1 existe a obriga\u00e7\u00e3o de\n  restitui\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Em consequ\u00eancia, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em mora antes do tr\u00e2nsito e\n  julgado e, por isso, os juros morat\u00f3rios s\u00f3 correm do tr\u00e2nsito em julgado.\n  <\/td><td>\n  Portanto, ainda que determinada a restitui\u00e7\u00e3o em decis\u00e3o judicial, os\n  juros morat\u00f3rios correm da cita\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesse\nsentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Desse modo, ante a discord\u00e2ncia do\nautor com os termos do contrato vigente, cuja modifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pedidos\ndeduzidos na a\u00e7\u00e3o, e ausente previs\u00e3o legal a prop\u00f3sito do distrato e,\nconsequentemente, da cl\u00e1usula penal pertinente, n\u00e3o h\u00e1 objeto certo na\nobriga\u00e7\u00e3o a ser constitu\u00edda por for\u00e7a de decis\u00e3o judicial. N\u00e3o h\u00e1, portanto,\ncomo reconhecer como preexistente o dever de restituir valores em\ndesconformidade com o que fora pactuado. (&#8230;) Somente a partir do tr\u00e2nsito em\njulgado da decis\u00e3o, portanto, \u00e9 que poderiam incidir os juros de mora. Antes\ndisso, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em mora da vendedora se a rescis\u00e3o do contrato se\ndeu por culpa dos compradores com pedido de restitui\u00e7\u00e3o de valores em\ndesconformidade do que fora pactuado.\u201d (<strong>STJ, REsp 1740911\/DF, Rel. Min. Moura Ribeiro, Rel. Acd.\nMin. Maria Isabel Gallotti, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 14\/08\/2019,\nDJe 22\/08\/2019 &#8211; Tema 1002<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Por\nfim, lembre-se que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, por sua vez, incide a cada desembolso\nfeito pelo consumidor, e n\u00e3o s\u00f3 do tr\u00e2nsito em julgado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) No particular, a\njurisprud\u00eancia desta Corte \u00e9 assente em afirmar que, em caso de rescis\u00e3o de\ncontrato de compra e venda de im\u00f3vel, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria das parcelas pagas,\npara efeitos de restitui\u00e7\u00e3o, incide a partir de cada desembolso. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1305780\/RJ, Rel. Ministro LUIS\nFELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em 04\/04\/2013, DJe 17\/04\/2013<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-4-placar-final\"><a>3.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPlacar final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Maria Isabel Gallotti, Antonio\n  Carlos Ferreira, Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, Marco Buzzi, Marco Aur\u00e9lio\n  Bellizze, Luis Felipe Salom\u00e3o e Raul Ara\u00fajo<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Moura Ribeiro<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Nos compromissos de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias\n  anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18, em que \u00e9 pleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do contrato por\n  iniciativa do promitente comprador de forma diversa da cl\u00e1usula penal\n  convencionada, os juros de mora incidem a partir do tr\u00e2nsito em julgado da\n  decis\u00e3o.\n  <\/td><td>\n  Nos compromissos de compra e venda de unidades imobili\u00e1rias\n  anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18, em que \u00e9 pleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do contrato por\n  iniciativa do promitente comprador de forma diversa da cl\u00e1usula penal\n  convencionada, os juros de mora incidem a partir da cita\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>7<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>1<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-3-questoes-objetivas\"><a>3.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Nos compromissos de compra e venda de unidades\nimobili\u00e1rias anteriores \u00e0 Lei n\u00ba 13.786\/18, em que \u00e9 pleiteada a resolu\u00e7\u00e3o do\ncontrato por iniciativa do promitente comprador de forma diversa da cl\u00e1usula\npenal convencionada, os juros de mora incidem a partir da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-4-gabarito\"><a>3.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\"><a>DIREITO EMPRESARIAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-o-previo-consentimento-para-utilizacao-de-determinado-nome-civil-em-marca-dispensa-nova-autorizacao-para-sua-utilizacao-nome-civil-em-qualquer-outra-marca-que-vier-a-ser-registrada-pelo-favorecido-pelo-anterior-consentimento\"><a>4.&nbsp;&nbsp; O\npr\u00e9vio consentimento para utiliza\u00e7\u00e3o de determinado nome civil em marca\ndispensa nova autoriza\u00e7\u00e3o para sua utiliza\u00e7\u00e3o (nome civil) em qualquer outra\nmarca que vier a ser registrada pelo favorecido pelo anterior consentimento?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cada novo\nregistro de signo distintivo como marca, ainda que de mesma titularidade, deve\natender todos os requisitos de registrabilidade, inclusive quanto \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o\ndo titular do nome civil eventualmente utilizado (<strong>STJ, REsp 1715806\/RJ, Rel. Min. Marco\nAur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por maioria<\/strong><a href=\"#_ftn4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><strong>, julgado em 20\/08\/2019, DJe 28\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TRF 2\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\"><a>4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>A\n<strong>SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA\nBRASILEIRA HOSPITAL ALBERT EINSTEIN (HOSPITAL ALBERT EINSTEIN) <\/strong>ajuizou, na\nJusti\u00e7a Federal, a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade de ato administrativo contra o <strong>INPI<\/strong> e <strong>THE HEBREW UNIVERSITY OF JERUSALEM<\/strong>, em virtude da anula\u00e7\u00e3o da marca\nmista <em>\u201cUnidade Diagn\u00f3stica Einstein\nJardins\u201d<\/em>, de sua titularidade, devidamente registrada pelo pr\u00f3prio <strong>INPI<\/strong> em 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo\no <strong>INPI<\/strong>, o cancelamento teria sido\nrequerido por <strong>THE HEBREW UNIVERSITY OF\nJERUSLALEM<\/strong>, detentora dos direitos autorais e de imagem legados por Albert\nEinstein, ao argumento de que n\u00e3o haveria consentimento para sua utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse\ncontexto, <strong>THE HEBREW UNIVERSITY OF\nJERUSALEM<\/strong> afirmou deter os direitos sobre todo o legado imaterial deixado\npelo not\u00f3rio e consagrado Dr. Albert Einstein e jamais ter consentido com o\nregistro.<\/p>\n\n\n\n<p>A\n<strong>SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA\nBRASILEIRA HOSPITAL ALBERT EINSTEIN<\/strong>, em r\u00e9plica, afirmou que, quando do\nregistro de sua marca <em>\u201cAlbert Eisenstein\u201d\n<\/em>em 1989, teve o consentimento do herdeiro do cientista, Hans Albert\nEisenstein, sendo desnecess\u00e1ria nova autoriza\u00e7\u00e3o para registro da marca <em>\u201cUnidade Diagn\u00f3stica Einstein Jardins\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a pretens\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso da <strong>SOCIEDADE\n  BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA HOSPITAL ALBERT EINSTEIN<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial <strong>SOCIEDADE BENEFICENTE\nISRAELITA BRASILEIRA HOSPITAL ALBERT EINSTEIN<\/strong>, pugnou pela reforma do\nAc\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\"><a>4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-questao-em-debate\"><a>4.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Vejam\ns\u00f3 que caso emblem\u00e1tico! Pergunta-se: <em>o pr\u00e9vio consentimento para utiliza\u00e7\u00e3o de determinado nome\ncivil em marca dispensa nova autoriza\u00e7\u00e3o para sua utiliza\u00e7\u00e3o (do nome civil) em\nqualquer outra marca que vier a ser registrada pelo favorecido pelo anterior\nconsentimento?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-e-possivel-registrar-uma-marca-utilizando-um-nome-civil\"><a>4.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n\u00c9 poss\u00edvel registrar uma marca utilizando um\nnome civil?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nEm regra, n\u00e3o, salvo se o requerente do registro for autorizado pelo titular do\nnome civil, seus herdeiros ou sucessores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 124 da Lei n\u00ba 9.279\/96<\/strong>. N\u00e3o s\u00e3o registr\u00e1veis como marca:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>XV<\/strong> &#8211; nome civil ou sua assinatura, nome\nde fam\u00edlia ou patron\u00edmico e imagem de terceiros, <strong>SALVO COM CONSENTIMENTO DO TITULAR, HERDEIROS\nOU SUCESSORES<\/strong>;<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-3-caso-o-titular-herdeiros-ou-sucessores-tenham-fornecido-autorizacao-para-utilizacao-do-nome-civil-em-determinada-marca-o-requerente-desse-primeiro-registro-de-marca-pode-registrar-quaisquer-outras-marcas-com-utilizacao-do-mesmo-nome-civil-independentemente-de-nova-autorizacao\"><a>4.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nCaso o titular, herdeiros ou sucessores tenham\nfornecido autoriza\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o do nome civil em determinada marca, o\nrequerente desse primeiro registro de marca pode registrar quaisquer outras\nmarcas com utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo nome civil, independentemente de nova\nautoriza\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nN\u00c3O! Ainda que as marcas posteriores \u00e0 primeira, cujo registro gozou de\nconsentimento de titular, herdeiros ou sucessor, sejam requeridas pelo mesmo\nindiv\u00edduo, cada novo registro de marca exige novo consentimento <strong>EXPRESSO<\/strong>\ndo titular do nome civil, seus herdeiros ou sucessores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ainda assim, diante da incontest\u00e1vel\nrelev\u00e2ncia do nome civil no sistema jur\u00eddico nacional, a utiliza\u00e7\u00e3o de uma\nfaceta relativa ao instituto deve, <strong>necessariamente<\/strong>, ser consentida, de forma\nexpressa e delimitada. (&#8230;) Insiste-se que cada marca, cada signo distintivo\nsubmetido a registro, por constituir objeto aut\u00f4nomo do direito marc\u00e1rio, deve\npreencher os requisitos de registrabilidade, <strong>inclusive quanto ao consentimento para\nnova utiliza\u00e7\u00e3o do nome civil<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1715806\/RJ, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio\nBellizze, Terceira Turma, por maioria, julgado em 20\/08\/2019, DJe 28\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s,\nem outro julgado, o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO\nBELLIZZE<\/strong> manifestou-se da mesma forma:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 2. Conquanto o\nnome civil se consista em direito de personalidade &#8211; absoluto, obrigat\u00f3rio,\nindispon\u00edvel, exclusivo, imprescrit\u00edvel, inalien\u00e1vel, incess\u00edvel,\ninexpropri\u00e1vel, irrenunci\u00e1vel e intransmiss\u00edvel -, a legisla\u00e7\u00e3o nacional admite\no destaque de parcela desse direito para fins de transa\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o, tal\nqual se d\u00e1 na sua registrabilidade enquanto marca, desde que autorizada de\nforma <strong>EXPRESSA E\nDELIMITADA<\/strong>. 3. <strong>A autoriza\u00e7\u00e3o de uso de nome civil ou assinatura mant\u00e9m\nlatente, na esfera jur\u00eddica do titular do direito de personalidade, o direito\nde defesa contra utiliza\u00e7\u00e3o que desborde os LIMITES DA AUTORIZA\u00c7\u00c3O ou\nofenda a imagem ou a honra do indiv\u00edduo representado<\/strong>. 4. <strong>Autorizada a\nutiliza\u00e7\u00e3o APENAS na forma de assinatura &#8211; marca mista &#8211; n\u00e3o pode o\nautorizat\u00e1rio utiliz\u00e1-la por qualquer outra forma &#8211; marca nominativa<\/strong>.\n(&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1532206\/RJ, Rel.\nMinistro MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 15\/09\/2015, DJe\n13\/10\/2015<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-3-questoes-objetivas\"><a>4.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Cada novo registro de signo distintivo como marca,\nainda que de mesma titularidade, deve atender todos os requisitos de\nregistrabilidade, inclusive quanto \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o, expressa ou t\u00e1cita, do\ntitular do nome civil eventualmente utilizado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-4-gabarito\"><a>4.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSO.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-creditos-titularizados-por-credor-concernentes-a-contrato-de-compra-e-venda-com-reserva-de-dominio-estao-ou-nao-sujeitos-aos-efeitos-da-recuperacao-judicial-considerando-a-ausencia-de-registro-da-avenca-em-cartorio\"><a>5.&nbsp;&nbsp; Cr\u00e9ditos\ntitularizados por credor, concernentes a contrato de compra e venda com reserva\nde dom\u00ednio, est\u00e3o ou n\u00e3o sujeitos aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial,\nconsiderando a aus\u00eancia de registro da aven\u00e7a em cart\u00f3rio?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos\nconcernentes a contrato de compra e venda com reserva de dom\u00ednio n\u00e3o est\u00e3o\nsujeitos aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial da compradora, independentemente\nde registro da aven\u00e7a em cart\u00f3rio (<strong>STJ, REsp 1725609\/RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\"><a>5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Apresentada\nlista de credores pelo administrador judicial da recuperanda <strong>DOCES SATURNO LTDA<\/strong>, a credora <strong>FITO TRANSPORTE LTDA<\/strong> apresentou\nimpugna\u00e7\u00e3o \u00e0 lista, afirmando que seu cr\u00e9dito oriundo de compra e venda com\nreserva de dom\u00ednio n\u00e3o est\u00e1 sujeito aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou a impugna\u00e7\u00e3o de <strong>FITO\n  TRANSPORTE LTDA<\/strong> \u00e0 lista de credores, pois a cl\u00e1usula com reserva de\n  dom\u00ednio n\u00e3o foi registrada.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao agravo de instrumento interposto por <strong>FITO TRANSPORTE LTDA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, credora <strong>FITO\nTRANSPORTE LTDA<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o, defendendo existir viola\u00e7\u00e3o\nao art. 49, \u00a7 3\u00ba<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>, da Lei n\u00ba 11.101\/05.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso especial.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\"><a>5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-em-debate\"><a>5.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A\nquest\u00e3o em debate \u00e9 definir se os cr\u00e9ditos titularizados por credor,\nconcernentes a <strong>contrato\nde compra e venda com reserva de dom\u00ednio<\/strong>, est\u00e3o ou n\u00e3o sujeitos aos\nefeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial, <strong>considerando a aus\u00eancia de registro da aven\u00e7a em cart\u00f3rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-o-que-e-compra-e-venda-com-clausula-de-reserva-de-dominio\"><a>5.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO que \u00e9 compra e venda com cl\u00e1usula de reserva\nde dom\u00ednio?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nO contrato de compra e venda com cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio \u00e9 aquele em que\no vendedor preserva a propriedade da coisa alienada consigo at\u00e9 que ocorra o\npagamento integral do pre\u00e7o estipulado (arts. 521\/528 CC).<\/p>\n\n\n\n<p>Tal\nmecanismo funciona para o alienante (vendedor) como garantia do adimplemento\ntotal, pois a propriedade do bem somente \u00e9 transferida para o comprador quando\nda ocorr\u00eancia da quita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Por\nfim, ressalto que, apesar da inexist\u00eancia de previs\u00e3o legal, a venda com\nreserva de dom\u00ednio pode ter como objeto bem <strong>i<\/strong>m\u00f3vel tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMalgrado o campo de\nmaior incid\u00eancia da venda com reserva de do- m\u00ednio seja o de bens m\u00f3veis\ninfung\u00edveis, inexiste qualquer norma que pro\u00edba a sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 venda de\nim\u00f3veis.\u201d (<strong>Carlos Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-a-clausula-de-reserva-de-dominio-deve-ser-registrada\"><a>5.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio deve ser\nregistrada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, para valer contra terceiros, a cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio deve ser\nregistrada:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 522 CC<\/strong>. A cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio ser\u00e1 estipulada por\nescrito e depende de registro no domic\u00edlio do comprador para valer contra\nterceiros.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cE onde eu\nregistro isso?\u201d<\/em> Por meio de escritura p\u00fablica em Cart\u00f3rio de T\u00edtulos\ne Documentos (art. 129, 5\u00ba, da Lei n\u00ba 6.015\/73). Tratando-se de ve\u00edculos,\ncaber\u00e1 a anota\u00e7\u00e3o do gravame (cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio) no Certificado de\nRegistro do Ve\u00edculo (CRV).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-4-os-creditos-concernentes-a-contrato-de-compra-e-venda-com-reserva-de-dominio-estao-sujeitos-aos-efeitos-da-recuperacao-judicial\"><a>5.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nOs cr\u00e9ditos concernentes a contrato de compra e\nvenda com reserva de dom\u00ednio est\u00e3o sujeitos aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/a>\n<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o \u00a7 3\u00ba do art. 49 da Lei n\u00ba 11.101\/05, n\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 49 da Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial\ntodos os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos. <\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>\u00a7 3\u00ba<\/strong> <strong>Tratando-se de credor titular da posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\nde propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis, de arrendador mercantil,\nde propriet\u00e1rio ou promitente vendedor de im\u00f3vel cujos respectivos contratos\ncontenham cl\u00e1usula de irrevogabilidade ou irretratabilidade, inclusive em\nincorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias, ou <strong>de propriet\u00e1rio em contrato de venda com reserva de dom\u00ednio<\/strong>,\n<strong>seu cr\u00e9dito n\u00e3o\nse submeter\u00e1 aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial e prevalecer\u00e3o os direitos de\npropriedade sobre a coisa e as condi\u00e7\u00f5es contratuais, observada a legisla\u00e7\u00e3o\nrespectiva<\/strong>, n\u00e3o se permitindo, contudo,\ndurante o prazo de suspens\u00e3o a que se refere o \u00a7 4\u00ba do art. 6\u00ba desta Lei, a\nvenda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital\nessenciais a sua atividade empresarial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\nseja, os cr\u00e9ditos concernentes a contrato de compra e venda com reserva de\ndom\u00ednio <strong>N\u00c3O<\/strong> est\u00e3o sujeitos\naos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial, <strong>mas h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o para essa exce\u00e7\u00e3o<\/strong>, como se v\u00ea\nda parte final do dispositivo: <em>\u201cn\u00e3o se\npermitindo, contudo, durante o prazo de suspens\u00e3o a que se refere o \u00a7 4\u00ba do art.\n6\u00ba desta Lei, a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de\ncapital essenciais a sua atividade empresarial\u201d<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CR\u00c9DITOS NA RECUPERA\u00c7\u00c3O\n  JUDICIAL<\/strong>\n  <strong>&#8211; REGRA &#8211;<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 49, caput, da Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o\n  judicial <strong>TODOS<\/strong>\n  os cr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>CR\u00c9DITOS CONCERNENTES A\n  CONTRATO DE COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOM\u00cdNIO NA RECUPERA\u00c7\u00c3O JUDICIAL<\/strong>\n  <strong>&#8211; EXCE\u00c7\u00c3O &#8211;<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Tratando-se de credor titular da posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio em contrato\n  de venda com reserva de dom\u00ednio, seu cr\u00e9dito n\u00e3o se submeter\u00e1 aos efeitos da\n  recupera\u00e7\u00e3o judicial e prevalecer\u00e3o os direitos de propriedade sobre a coisa\n  e as condi\u00e7\u00f5es contratuais, observada a legisla\u00e7\u00e3o respectiva (art. 49, \u00a7 3\u00ba,\n  da Lei n\u00ba 11.101\/05)\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>CR\u00c9DITOS CONCERNENTES A\n  CONTRATO DE COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOM\u00cdNIO NA RECUPERA\u00c7\u00c3O JUDICIAL<\/strong>\n  <strong>&#8211; EXCE\u00c7\u00c3O DA EXCE\u00c7\u00c3O &#8211;<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  N\u00e3o se permite, contudo, durante o prazo de suspens\u00e3o a que se refere\n  o \u00a7 4\u00ba do art. 6\u00ba da Lei n\u00ba 11.101\/05 (180 dias do deferimento da recupera\u00e7\u00e3o\n  judicial), a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor-recuperando\n  dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesse\nsentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 1. <strong>O credor titular\nda posi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio ou detentor de reserva de dom\u00ednio de bens\nm\u00f3veis ou im\u00f3veis n\u00e3o se sujeita aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial (Lei\n11.101\/2005, art. 49, \u00a7 3\u00ba), ressalvados os casos em que os bens gravados por\ngarantia de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria cumprem fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 atividade produtiva\nda sociedade recuperanda<\/strong>. Precedentes. 2. Agravo interno n\u00e3o\nprovido.\u201d (<strong>STJ, AgInt no AgInt no AgInt\nno CC 149.561\/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O, julgado em\n22\/08\/2018, DJe 24\/08\/2018<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>E quem decide\nquais s\u00e3o esses bens essenciais?<\/em> O Ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 2. Ainda que se\ntrate de cr\u00e9ditos garantidos por aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, compete ao ju\u00edzo da\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial decidir acerca da essencialidade de determinado bem para\nfins de aplica\u00e7\u00e3o da ressalva prevista no art. 49, \u00a7 3\u00ba, da Lei n\u00ba 11.101\/2005,\nna parte que n\u00e3o admite a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos\nbens de capital essenciais ao desenvolvimento da atividade empresarial (CC\n121.207\/BA, Segunda Se\u00e7\u00e3o, Rel. Min. Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, DJe 13.3.2017).\n(&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AgInt no CC 159.480\/MT,\nRel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 25\/09\/2019, DJe\n30\/09\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-5-retornando-ao-precedente-questiono-se-a-clausula-de-reserva-de-dominio-nao-estiver-registrada-aplica-se-a-excecao-do-3\u00ba-do-art-49-da-lei-n\u00ba-11-101-05\"><a>5.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nRetornando ao precedente, questiono: se a\ncl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio n\u00e3o estiver registrada, aplica-se a exce\u00e7\u00e3o do \u00a7\n3\u00ba do art. 49 da Lei n\u00ba 11.101\/05?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nA princ\u00edpio a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>\nlembrou que n\u00e3o h\u00e1 no <strong>STJ<\/strong> precedente\nespec\u00edfico sobre a cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio; por\u00e9m, h\u00e1 um julgado\nanterior que dispensou o registro para exclus\u00e3o de cr\u00e9ditos cedidos\nfiduciariamente dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor (STJ, REsp 1412529\/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p\/\nAc\u00f3rd\u00e3o Ministro MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 17\/12\/2015,\nDJe 02\/03\/2016), na linha do \u00a7 3\u00ba do art. 49 da Lei n\u00ba 11.101\/05.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse\ncontexto, observando o mesmo norte do precedente citado, a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> reconheceu a\ndesnecessidade de registro para garantir a exclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos concernentes a\ncontrato de compra e venda com reserva de dom\u00ednio dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o\njudicial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>De se ressaltar que, tanto no que concerne \u00e0 cess\u00e3o\nfiduci\u00e1ria de cr\u00e9ditos como quanto \u00e0 venda com reserva de dom\u00ednio, o registro\ndo contrato n\u00e3o \u00e9 requisito constitutivo do neg\u00f3cio jur\u00eddico respectivo. Vale\ndizer, o registro tem mera fun\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria, conferindo ao pacto efic\u00e1cia\ncontra terceiros<\/strong>, conforme disp\u00f5em os arts. 129 da Lei de Registros\nP\u00fablicos (Lei 6.015\/73) e o art. 522, parte final, do C\u00f3digo Civil. Para os fins da norma do \u00a7 3\u00ba do art. 49 da LFRE, portanto,\nn\u00e3o se pode exigir que o contrato que contenha a cl\u00e1usula de reserva de dom\u00ednio\nseja registrado no cart\u00f3rio competente para, s\u00f3 ent\u00e3o, ter seu objeto\npreservado dos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial da devedora. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp\n1725609\/RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-3-questoes-objetivas\"><a>5.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Os cr\u00e9ditos concernentes a contrato de compra e\nvenda com reserva de dom\u00ednio est\u00e3o sujeitos aos efeitos da recupera\u00e7\u00e3o judicial\nda compradora, salvo se registrada a aven\u00e7a em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-4-gabarito\"><a>5.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSO.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\"><a>DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-e-cabivel-ar-contra-decisao-transitada-em-julgado-proferida-em-suspensao-de-liminar\"><a>6.&nbsp;&nbsp; \u00c9\ncab\u00edvel AR contra decis\u00e3o transitada em julgado proferida em suspens\u00e3o de\nliminar?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O\nRESCIS\u00d3RIA (AR)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel\na\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o do Presidente do STJ proferida em suspens\u00e3o de liminar\ne de senten\u00e7a, mesmo que transitada em julgado (<strong>STJ, AR 5857\/MA, Rel. Min. Mauro Campbell\nMarques, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\"><a>6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>ALFIE<\/strong>, delegado de pol\u00edcia civil do <strong>ESTADO DO MARANH\u00c3O<\/strong>, foi demitido ap\u00f3s conclus\u00e3o de um <strong>processo administrativo disciplinar (PAD)<\/strong>.\nInconformado, ajuizou demanda para anula\u00e7\u00e3o do\nprocedimento, cuja liminar foi deferida com a recondu\u00e7\u00e3o ao cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>O\n<strong>ESTADO DO MARANH\u00c3O<\/strong>, por sua vez,\ndeixou de agravar da decis\u00e3o concessiva da tutela de urg\u00eancia, mas apresentou pedido de suspens\u00e3o de liminar no <strong>TJMA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou o pedido de suspens\u00e3o de seguran\u00e7a.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>O\n<strong>ESTADO DO MARANH\u00c3O<\/strong>, ent\u00e3o,\napresentou novo pedido de suspens\u00e3o de liminar\nno <strong>STJ<\/strong>, dirigido ao presidente do\ntribunal:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu o pedido de suspens\u00e3o de liminar, suspendendo os efeitos da\n  decis\u00e3o interlocut\u00f3ria concessiva da tutela de urg\u00eancia.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Desnorteado,\nap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o da suspens\u00e3o de liminar, <strong>ALFIE<\/strong> prop\u00f5e <strong>a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/strong> por entender que a <em>decisium<\/em> do presidente do <strong>STJ<\/strong> violou norma jur\u00eddica (art. 966, V,\nNCPC).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\"><a>6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-em-debate\"><a>6.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pergunta:\n<em>\u00e9 cab\u00edvel\na\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o transitada em julgado em pedido de suspens\u00e3o de\nseguran\u00e7a? <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas eu nem sei\no que \u00e9 isso?\u201d<\/em> Vamos resolver esse problema!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-o-que-e-o-pedido-de-suspensao-de-liminar\"><a>6.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO que \u00e9 o pedido de suspens\u00e3o de liminar?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com <strong>LEONARDO CARNEIRO DA CUNHA<\/strong>\no pedido de suspens\u00e3o de liminar, tamb\u00e9m conhecido como pedido de suspens\u00e3o de\nseguran\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) \u00e9 conferido \u00e0s\npessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico por leis extravagantes [art. 12, \u00a7 1\u00ba, da\nLei n\u00ba 7.347\/85, <strong>art. 4\u00ba da Lei n\u00ba 8.437\/92<\/strong>, art. 16 da Lei n\u00ba 9.407\/97, art.\n15 da Lei n\u00ba 12.016\/09] sempre que houver les\u00e3o a um dos interesses p\u00fablicos\nrelevantes. Assim, e para evitar grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0\neconomia p\u00fablicas, permite-se o ajuizamento de requerimento dirigido ao\npresidente do respectivo tribunal, a fim de que seja suspensa a execu\u00e7\u00e3o ou o\ncumprimento da liminar. Objetiva-se, com o pedido de suspens\u00e3o, sobrestar o\ncumprimento da liminar ou da ordem concedida, subtraindo seus efeitos, com o\nque se deso\u00ad briga a Fazenda P\u00fablica do cumprimento da medida.\u201d (<strong>Leonardo Carneiro da Cunha<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1,\ninclusive, previs\u00e3o expressa no RISTJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 271 RISTJ<\/strong>. Poder\u00e1 o Presidente do Tribunal, a requerimento da\npessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico interessada ou do Procurador-Geral da\nRep\u00fablica, e para evitar grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 economia\np\u00fablicas, <strong>suspender<\/strong>,\nem despacho fundamentado, a execu\u00e7\u00e3o de liminar ou de decis\u00e3o concessiva de\nmandado de seguran\u00e7a, proferida, em \u00fanica ou \u00faltima inst\u00e2ncia, pelos Tribunais\nRegionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal.\nIgualmente, em caso de manifesto interesse p\u00fablico ou de flagrante\nilegitimidade e para evitar grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0\neconomia p\u00fablicas, poder\u00e1 o Presidente do Tribunal <strong>suspender<\/strong>, em despacho\nfundamentado, a requerimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico ou da pessoa jur\u00eddica de\ndireito p\u00fablico interessada, a execu\u00e7\u00e3o da liminar nas a\u00e7\u00f5es movidas contra o\nPoder P\u00fablico ou seus agentes que for concedida ou mantida pelos Tribunais\nRegionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados e do Distrito Federal,\ninclusive em tutela antecipada, bem como <strong>suspender<\/strong> a execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a proferida em\nprocesso de a\u00e7\u00e3o cautelar inominada, em processo de a\u00e7\u00e3o popular e em a\u00e7\u00e3o\ncivil p\u00fablica, enquanto n\u00e3o transitada em julgado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-3-quais-hipoteses-autorizam-ajuizamento-de-acao-rescisoria\"><a>6.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuais hip\u00f3teses autorizam ajuizamento de a\u00e7\u00e3o\nrescis\u00f3ria?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nAs hip\u00f3teses que autorizam o manejo de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria est\u00e3o previstas no art.\n966 do NCPC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 966 NCPC<\/strong>. A decis\u00e3o de m\u00e9rito, <strong>transitada em julgado<\/strong>, pode ser\nrescindida quando: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong> &#8211; se verificar que foi proferida por for\u00e7a de prevarica\u00e7\u00e3o,\nconcuss\u00e3o ou corrup\u00e7\u00e3o do juiz; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; for proferida por juiz impedido ou por ju\u00edzo absolutamente\nincompetente; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong> &#8211; resultar de dolo ou coa\u00e7\u00e3o da parte vencedora em detrimento\nda parte vencida ou, ainda, de simula\u00e7\u00e3o ou colus\u00e3o entre as partes, a fim de\nfraudar a lei;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong> &#8211; ofender a coisa julgada; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>V<\/strong> &#8211; violar manifestamente norma jur\u00eddica;\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VI<\/strong> &#8211; for fundada em prova cuja falsidade tenha sido apurada em\nprocesso criminal ou venha a ser demonstrada na pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>VII<\/strong> &#8211; obtiver o autor, posteriormente ao tr\u00e2nsito em julgado, prova\nnova cuja exist\u00eancia ignorava ou de que n\u00e3o p\u00f4de fazer uso, capaz, por si s\u00f3,\nde lhe assegurar pronunciamento favor\u00e1vel; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>VIII<\/strong> &#8211; for fundada em erro de fato verific\u00e1vel do exame dos autos. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 1\u00ba<\/strong> H\u00e1 erro de fato quando a decis\u00e3o rescindenda admitir fato\ninexistente ou quando considerar inexistente fato efetivamente ocorrido, sendo\nindispens\u00e1vel, em ambos os casos, que o fato n\u00e3o represente ponto controvertido\nsobre o qual o juiz deveria ter se pronunciado. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> Nas hip\u00f3teses previstas nos incisos do\ncaput, ser\u00e1 rescind\u00edvel a decis\u00e3o transitada em julgado que, embora n\u00e3o seja de\nm\u00e9rito, impe\u00e7a: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong> &#8211; nova\npropositura da demanda; ou <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; admissibilidade do recurso correspondente. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba<\/strong> A a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode ter por objeto apenas 1 (um) cap\u00edtulo\nda decis\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 4\u00ba<\/strong> Os atos de disposi\u00e7\u00e3o de direitos, praticados pelas partes ou\npor outros participantes do processo e homologados pelo ju\u00edzo, bem como os atos\nhomologat\u00f3rios praticados no curso da execu\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sujeitos \u00e0 anula\u00e7\u00e3o, nos\ntermos da lei. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 5\u00ba<\/strong> Cabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, com fundamento no inciso V do caput\ndeste artigo, contra decis\u00e3o baseada em enunciado de s\u00famula ou ac\u00f3rd\u00e3o\nproferido em julgamento de casos repetitivos que n\u00e3o tenha considerado a\nexist\u00eancia de distin\u00e7\u00e3o entre a quest\u00e3o discutida no processo e o padr\u00e3o\ndecis\u00f3rio que lhe deu fundamento. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 6\u00ba<\/strong> Quando a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria fundar-se na hip\u00f3tese do \u00a7 5\u00ba deste\nartigo, caber\u00e1 ao autor, sob pena de in\u00e9pcia, demonstrar, fundamentadamente,\ntratar-se de situa\u00e7\u00e3o particularizada por hip\u00f3tese f\u00e1tica distinta ou de\nquest\u00e3o jur\u00eddica n\u00e3o examinada, a impor outra solu\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, mas a\ndecis\u00e3o do presidente do STJ no pedido de suspens\u00e3o de seguran\u00e7a n\u00e3o foi merit\u00f3ria,\nvisto que se limitou a analisar uma decis\u00e3o concedida em tutela de urg\u00eancia.\u201d <\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-4-a-acao-rescisoria-pode-ser-ajuizada-contra-decisao-que-nao-analisa-merito\"><a>6.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pode ser ajuizada contra\ndecis\u00e3o que n\u00e3o analisa m\u00e9rito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, conforme expressamente previsto no \u00a7 2\u00ba do art. 966 do NCPC, vide grifo\nacima. Ali\u00e1s, quanto a isso, destacou o Min. <strong>MAURO CAMPBELL MARQUES<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u00c9 verdade que os ajustes promovidos\npelo novo conjunto de princ\u00edpios processuais constitucionais possibilitaram a\nutiliza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria em hip\u00f3teses que n\u00e3o houve exame do m\u00e9rito do\nprocesso em si considerado. S\u00e3o as hip\u00f3teses previstas no art. 966, \u00a7 2\u00ba, do\nCPC\/2015. Isso n\u00e3o quer dizer mudan\u00e7a radical do sistema processual, mas sim\nque se destacou, de forma normativa, o norte da rescis\u00f3ria, qual seja: a\nindiscutibilidade das quest\u00f5es apresentadas.\u201d (<strong>STJ, AR 5857\/MA, Rel. Min. Mauro Campbell\nMarques, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Logo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) o que interessa\npara a rescindibilidade, portanto, \u00e9 que por for\u00e7a da decis\u00e3o rescindenda n\u00e3o\nse possa mais voltar a debater determinada quest\u00e3o.\u201d (<strong>Luiz Guilherme Marinoni e Daniel Mitidiero<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cOpa, ent\u00e3o\nALFIE tinha raz\u00e3o!\u201d<\/em> N\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-5-a-decisao-de-suspensao-de-seguranca-torna-indiscutivel-a-questao-nela-analisada\"><a>6.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA decis\u00e3o de suspens\u00e3o de seguran\u00e7a torna\nindiscut\u00edvel a quest\u00e3o nela analisada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nN\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Sem espa\u00e7o para d\u00favidas, a decis\u00e3o do Min. Presidente do\nSTJ n\u00e3o tornou indiscut\u00edvel o objeto merit\u00f3rio da pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria,\napesar de ter, como fim, evitar les\u00e3o \u00e0 ordem p\u00fablica e \u00e0 ordem financeira<\/strong>\n(&#8230;). (&#8230;) De fato, os efeitos da decis\u00e3o interlocut\u00f3ria do ju\u00edzo de 1\u00ba grau\nest\u00e3o suspensos, mas n\u00e3o necessariamente de forma permanente. (&#8230;) Isso porque o objeto na a\u00e7\u00e3o principal continua controvertido\ne n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o que tornou indiscut\u00edvel e imut\u00e1vel alguma quest\u00e3o inerente \u00e0\nlide. De fato, com base no art. 4\u00ba, \u00a7 9\u00ba, da Lei n. 8.437\/1992, a decis\u00e3o\nrescindenda ir\u00e1 valer at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o principal.\nApenas os efeitos da decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, de natureza provis\u00f3ria e\nsatisfativa, est\u00e3o suspensos. Nada impede que outros elementos surjam ou fatos\nvenham ocorrer de modo a justificar medidas de natureza cautelar no processo\nprincipal.\u201d (<strong>STJ,\nAR 5857\/MA, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Corte Especial, por unanimidade,\njulgado em 07\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam\no que disp\u00f5e o artigo referido pelo Min. <strong>MAURO\nCAMPBELL MARQUES<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 4\u00ba, \u00a7 9\u00ba, da Lei n\u00ba 8.437\/92<\/strong>. A suspens\u00e3o deferida pelo\nPresidente do Tribunal vigorar\u00e1 at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o de m\u00e9rito\nna a\u00e7\u00e3o principal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,\nn\u00e3o se trata de uma decis\u00e3o indiscut\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-6-mas-a-decisao-da-suspensao-de-liminar-transitou-em-julgado-ne\"><a>6.2.6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nMas a decis\u00e3o da suspens\u00e3o de liminar transitou\nem julgado, n\u00e9?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, mas fez apensa coisa julgada formal, por n\u00e3o ter analisado o m\u00e9rito da\ncausa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Logo, a controv\u00e9rsia principal\npermanece eis que a sua extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi determinada e porque o ju\u00edzo exercido\npelo Presidente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Assim, a decis\u00e3o rescindenda\nn\u00e3o est\u00e1 fundamentada no art. 487 do CPC\/2015. Apesar de ter transitado em\njulgado, n\u00e3o formou coisa julgada material nos termos dos arts. 502 e 503,\nambos do CPC\/2015, eis que n\u00e3o teve natureza exauriente.\u201d (<strong>STJ, AR 5857\/MA, Rel. Min. Mauro Campbell\nMarques, Corte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa\nforma, a decis\u00e3o do Presidente do <strong>STJ<\/strong>\nque determina a suspens\u00e3o dos efeitos da antecipa\u00e7\u00e3o de tutela contra a Fazenda\nP\u00fablica, mesmo quando transitada em julgado, n\u00e3o se sujeita \u00e0 a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, por:\n<strong><em>(I)<\/em><\/strong>\nn\u00e3o induzir coisa julgada material e <strong><em>(II)<\/em><\/strong> nem impedir a rediscuss\u00e3o do\nobjeto controvertido na a\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na\nmesma linha, o Voto-Vista Min. <strong>BENEDITO\nGON\u00c7ALVES<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Como se\ndenota, a decis\u00e3o rescindenda, apesar de ter transitado em julgado, n\u00e3o formou\ncoisa julgada material (arts. 502 e 503 do CPC\/2015), ou seja, n\u00e3o teve\nnatureza exauriente, haja vista que \u2018n\u00e3o ultrapassou os limites\nnormativos para a suspens\u00e3o de liminar, isto \u00e9, circunscreveu-se \u00e0 an\u00e1lise dos\npressupostos do pedido, quais sejam, ju\u00edzo m\u00ednimo de deliba\u00e7\u00e3o sobre a natureza\nconstitucional da mat\u00e9ria de fundo e exist\u00eancia de grave les\u00e3o \u00e0 ordem, \u00e0\nseguran\u00e7a, \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 economia p\u00fablicas, nos termos do disposto\nno art. 297 do RISTF\u2019 (AgRg na SL n. 846\/PR, Plen\u00e1rio, Rel. Min. Ricardo\nLewandowski, DJe: 6\/10\/2015).\u201d (<strong>STJ, AR 5857\/MA, Voto-Vista, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves,\nCorte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-3-questoes-objetivas\"><a>6.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00e3o do\nPresidente do STJ proferida em Suspens\u00e3o de Liminar e de Senten\u00e7a, mesmo que\ntransitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-4-gabarito\"><a>6.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-5-bibliografia\"><a>6.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nBibliografia.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>MARINONI<\/strong>, Luiz Guilherme; <strong>MITIDIERO<\/strong>,\nDaniel. A\u00e7\u00e3o Rescis\u00f3ria: Do Ju\u00edzo Rescindente ao Ju\u00edzo Rescis\u00f3rio. 1\u00aa Ed. em\nE-Book, baseada na 1\u00aa Ed. impressa. S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CUNHA<\/strong>, Leonardo Carneiro da. Fazenda P\u00fablica em ju\u00edzo. Rio de Janeiro:\nForense, 2018.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-cabem-medidas-executorias-atipicas-pessoais-em-execucao-fiscal\"><a>7.&nbsp;&nbsp; Cabem\nmedidas execut\u00f3rias at\u00edpicas pessoais em execu\u00e7\u00e3o fiscal?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS\nCORPUS (HC)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em execu\u00e7\u00e3o\nfiscal n\u00e3o cabem medidas at\u00edpicas aflitivas pessoais, tais como a suspens\u00e3o de\npassaporte e da licen\u00e7a para dirigir (<strong>STJ, HC 453870\/PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho,\nPrimeira Turma, por maioria, julgado em 25\/06\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJPR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\"><a>7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em\nexecu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada pelo <strong>MUNIC\u00cdPIO\nDE FOZ DE IGUA\u00c7U\/PR<\/strong> contra <strong>JORGE<\/strong>,\na municipalidade requereu, com base no art. 139, inciso IV<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>, do NCPC, a aplica\u00e7\u00e3o das medidas\nexecut\u00f3rias at\u00edpicas de suspens\u00e3o da CNH e apreens\u00e3o do passaporte do\nexecutado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou o pedido.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nagravo de instrumento, o <strong>MUNIC\u00cdPIO DE\nFOZ DE IGUA\u00c7U\/PR<\/strong> requereu a aplica\u00e7\u00e3o das medidas execut\u00f3rias at\u00edpicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para determinar a suspens\u00e3o da CNH e\n  apreens\u00e3o do passaporte do executado.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Diante\nda decis\u00e3o do <strong>TJPR<\/strong>, <strong>JORGE<\/strong> impetrou habeas corpus por\nentender violado seu direito de ir e vir.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Concedeu a ordem de habeas corpus para afastar as medidas executivas\n  at\u00edpicas.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\"><a>7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-em-debate\"><a>7.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pergunta-se:\n<em>as medidas\nexecut\u00f3rias at\u00edpicas previstas no inciso IV do art. 139 do NCPC aplicam-se \u00e0s\nexecu\u00e7\u00f5es fiscais?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 139 NCPC<\/strong>. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es\ndeste C\u00f3digo, incumbindo-lhe: <strong>IV<\/strong> &#8211;\ndeterminar todas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou\nsub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial,\ninclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria;\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-qual-a-base-legal-das-medidas-executorias-atipicas\"><a>7.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQual a base legal das medidas execut\u00f3rias\nat\u00edpicas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o <strong>STJ<\/strong>, a base legal\ndas medidas execut\u00f3rias at\u00edpicas \u00e9 o inciso IV do art. 139 do NCPC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) O C\u00f3digo de\nProcesso Civil de 2015, a fim de garantir maior celeridade e efetividade ao\nprocesso, positivou regra segundo a qual incumbe ao juiz determinar todas as\nmedidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias necess\u00e1rias para\nassegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es que tenham por\nobjeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria (art. 139, IV). (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1788950\/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,\njulgado em 23\/04\/2019, DJe 26\/04\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-quais-os-fundamentos-para-determinacao-das-medidas-executorias-atipicas\"><a>7.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuais os fundamentos para determina\u00e7\u00e3o das\nmedidas execut\u00f3rias at\u00edpicas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong>,\nos fundamentos das medidas execut\u00f3rias at\u00edpicas s\u00e3o: <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> garantia da satisfa\u00e7\u00e3o\ndo cr\u00e9dito; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> <em>\u201csalvaguardar o prest\u00edgio do Poder Judici\u00e1rio enquanto autoridade\nestatal\u201d<\/em>; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> fr\u00e1gil prote\u00e7\u00e3o no\nmercado de disponibiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-4-por-que-as-medidas-executorias-atipicas-nao-tem-espaco-nas-execucoes-fiscais\"><a>7.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPor que as medidas execut\u00f3rias at\u00edpicas n\u00e3o t\u00eam\nespa\u00e7o nas execu\u00e7\u00f5es fiscais?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nEssas medidas constritivas situam-se na <strong>esfera do mercado de cr\u00e9dito<\/strong>, onde, em regra, a\ndisponibiliza\u00e7\u00e3o de capital tem parca prote\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] 8. De fato, essas\nmedidas constrictivas situam-se na eminente e importante esfera do mercado de\ncr\u00e9dito. <strong>O cr\u00e9dito disponibilizado ao\nconsumidor, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o dos empr\u00e9stimos consignados, \u00e9 de parca prote\u00e7\u00e3o e\nelevado risco ao agente financeiro que concede o cr\u00e9dito, por n\u00e3o contar com\ngarantia imediata, como s\u00f3i acontecer com a aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/strong>.\nDiferentemente ocorre nos setores de financiamento imobili\u00e1rio, de ve\u00edculos e\nde patrulha agr\u00edcola mecanizada, por exemplo, cujo pr\u00f3prio bem adquirido \u00e9\nserviente a garantir o retorno do cr\u00e9dito concedido a altos juros. (&#8230;) 14. <strong>Tratando-se de\nExecu\u00e7\u00e3o Fiscal, o racioc\u00ednio toma outros rumos quando se contrasta com as\nmedidas aflitivas pessoais at\u00edpicas<\/strong>. Inegavelmente, o Executivo\nFiscal \u00e9 destinado a saldar cr\u00e9ditos que s\u00e3o titularizados pela coletividade,\nmas que contam com a representa\u00e7\u00e3o da autoridade do Estado, a quem incumbe a\npromo\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es conducentes \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito.\u201d (<strong>STJ, HC 453870\/PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes\nMaia Filho, Primeira Turma, por maioria, julgado em 25\/06\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito fiscal, por sua vez, j\u00e1 possui diversos <em>\u201cprivil\u00e9gios\u201d<\/em>, de modo que <strong>n\u00e3o<\/strong>\nse pode admitir, em execu\u00e7\u00f5es fiscais, a incid\u00eancia de medidas execut\u00f3rias\nat\u00edpicas aflitivas pessoais, tais como a suspens\u00e3o de passaporte e da licen\u00e7a\npara dirigir; do contr\u00e1rio, haveria evidente excesso:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] 15. Para tanto, o Poder P\u00fablico se\nreveste da Execu\u00e7\u00e3o Fiscal, de modo que j\u00e1 se tornou lugar comum afirmar que <strong>o Estado \u00e9\nsuperprivilegiado em sua condi\u00e7\u00e3o de credor<\/strong>. Disp\u00f5e de varas comumente especializadas para condu\u00e7\u00e3o de seus\nfeitos, um corpo de Procuradores altamente\ndevotado a essas causas, e possui lei pr\u00f3pria\nregedora do procedimento (Lei 6.830\/1980), com privil\u00e9gios\nprocessuais irredargu\u00edveis. Para se ter uma ideia do que o Poder P\u00fablico\nj\u00e1 possui ex ante, a execu\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 embarg\u00e1vel\nmediante a garantia do ju\u00edzo (art. 16, \u00a7 1o. da LEF), o que n\u00e3o encontra\ncorrespondente na execu\u00e7\u00e3o que se pode dizer comum. <strong>Como se percebe, o cr\u00e9dito fiscal \u00e9\naltamente blindado dos riscos de inadimplemento, por sua pr\u00f3pria conforma\u00e7\u00e3o\njusprocedimental<\/strong>. 16. N\u00e3o se esque\u00e7a, ademais, que o cr\u00e9dito\ntribut\u00e1rio \u00e9 privilegiado (art. 184 do C\u00f3digo\nTribut\u00e1rio Nacional), podendo, se o caso, atingir at\u00e9 mesmo bens gravados como\nimpenhor\u00e1veis, por serem considerados bem de fam\u00edlia (art. 3o., IV da Lei\n8.009\/1990). Al\u00e9m disso, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio tem alt\u00edssima\nprefer\u00eancia para satisfa\u00e7\u00e3o em procedimento falimentar (art. 83, III da\nLei de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00f5es Judiciais &#8211; 11.101\/2005). Bens do devedor podem ser declarados indispon\u00edveis para assegurar o adimplemento da\nd\u00edvida (art. 185-A do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional). 17. <strong>Nesse racioc\u00ednio, \u00e9 de imediata conclus\u00e3o que\nmedidas at\u00edpicas aflitivas pessoais n\u00e3o se firmam placidamente no executivo\nfiscal. A aplica\u00e7\u00e3o delas, nesse contexto, resulta em excessos<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, HC 453870\/PR,\nRel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, por maioria, julgado em\n25\/06\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-5-o-pacto-de-sao-jose-da-costa-rica-impede-a-medida-executoria-atipica-de-suspensao-da-cnh\"><a>7.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO Pacto de S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica impede a medida\nexecut\u00f3ria at\u00edpica de suspens\u00e3o da CNH?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong>,\nsim, pois a CADH (Conven\u00e7\u00e3o Americana de Direitos Humanos\/Pacto de S\u00e3o Jos\u00e9 da\nCosta Rica) garante ao cidad\u00e3o o deslocamento em todo territ\u00f3rio nacional da forma\nque melhor lhe aprouver:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] 22. Registre-se como de alt\u00edssima\nnomeada para o caso o art. 22 da Conven\u00e7\u00e3o Americana sobre Direitos Humanos, ao\nestabelecer, nos seus itens 1 e 2, que toda pessoa que se ache legalmente no\nterrit\u00f3rio de um Estado tem direito de circular nele e de nele residir\nconformidade com as disposi\u00e7\u00f5es legais, bem como toda pessoa tem o direito de\nsair livremente de qualquer pa\u00eds, inclusive do pr\u00f3prio. 23. Frequentemente, tem-se visto a rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem de Habeas\nCorpus sob o argumento de que a limita\u00e7\u00e3o de CNH n\u00e3o obstaria o direito de\nlocomo\u00e7\u00e3o, por existir outros meios de transporte de que o indiv\u00edduo pode se\nvaler. <strong>\u00c9 em virtude dessa linha de\npensamento que a refer\u00eancia ao Pacto de S\u00e3o Jos\u00e9 da Costa Rica se mostra\ncrucial, na medida em que a exist\u00eancia de diversos meios de deslocamento n\u00e3o\nretira o fato de que deve ser amplamente garantido ao cidad\u00e3o exercer o direito\nde circula\u00e7\u00e3o pela forma que melhor lhe aprouver, pois assim se efetiva o\nn\u00facleo essencial das liberdades individuais, tal como \u00e9 o direito e ir e vir<\/strong>.\u201d\n(<strong>STJ, HC\n453870\/PR, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, por maioria,\njulgado em 25\/06\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Logo,\npara o Min. <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA<\/strong> (a\nmaioria vencedora), a suspens\u00e3o\/apreens\u00e3o da CNH representa risco \u00e0 liberdade\nde ir e vir, o que permite a impetra\u00e7\u00e3o de <em>habeas\ncorpus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-6-cabe-habeas-corpus-para-discutir-decisao-que-determina-apreensao-de-passaporte-como-medida-executoria-atipica\"><a>7.2.6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nCabe habeas corpus para discutir decis\u00e3o que\ndetermina apreens\u00e3o de passaporte como medida execut\u00f3ria at\u00edpica?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, quanto \u00e0 apreens\u00e3o\/reten\u00e7\u00e3o de passaporte, n\u00e3o h\u00e1 diverg\u00eancia, pois a <strong>Primeira Se\u00e7\u00e3o do\nSTJ<\/strong> reconhece tal medida como restritiva ao direito de ir e vir (<strong>STJ, HC 453.870\/PR, Rel.\nMinistro NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA,\njulgado em 25\/06\/2019, DJe 15\/08\/2019; STJ, HC 478.963\/RS, Rel. Ministro\nFRANCISCO FALC\u00c3O, SEGUNDA TURMA, julgado em\n14\/05\/2019, DJe 21\/05\/2019<\/strong>), assim como a <strong>Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ<\/strong> (<strong>STJ, RHC 97.876\/SP, Rel.\nMinistro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em 05\/06\/2018, DJe\n09\/08\/2018; STJ, RHC 97.876\/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA\nTURMA, julgado em 05\/06\/2018, DJe 09\/08\/2018<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-7-placar-final\"><a>7.2.7.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPlacar final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Napole\u00e3o Nunes Maia Filho,\n  Benedito Gon\u00e7alves e Regina Helena Costa<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Gurgel de Faria e S\u00e9rgio\n  Kukina<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A suspens\u00e3o\/apreens\u00e3o da CNH representa risco \u00e0 liberdade de\n  locomo\u00e7\u00e3o do paciente. Logo, pode ser combatida por meio de impetra\u00e7\u00e3o de <em>habeas corpus<\/em>.\n  <\/td><td>\n  A suspens\u00e3o\/apreens\u00e3o da CNH n\u00e3o representa risco potencial \u00e0\n  liberdade de locomo\u00e7\u00e3o do paciente. Logo, n\u00e3o pode ser combatida por meio de\n  impetra\u00e7\u00e3o de <em>habeas corpus<\/em>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>03<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>02<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Se\nanalisarmos julgados tamb\u00e9m da <strong>Segunda Se\u00e7\u00e3o do STJ<\/strong> (<strong>STJ, RHC 99.606\/SP, Rel.\nMinistra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 13\/11\/2018, DJe 20\/11\/2018;\nSTJ, RHC 97.876\/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em\n05\/06\/2018, DJe 09\/08\/2018<\/strong>), temos outro placar:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Napole\u00e3o Nunes Maia Filho,\n  Benedito Gon\u00e7alves e Regina Helena Costa<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Gurgel de Faria, S\u00e9rgio\n  Kukina, Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas B\u00f4as\n  Cueva, Moura Ribeiro, Luis Felipe Salom\u00e3o, Maria Isabel Gallotti, Antonio\n  Carlos Ferreira, Marco Buzzi e L\u00e1zaro Guimar\u00e3es<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A suspens\u00e3o\/apreens\u00e3o da CNH representa risco \u00e0 liberdade de\n  locomo\u00e7\u00e3o do paciente. Logo, pode ser combatida por meio de impetra\u00e7\u00e3o de <em>habeas corpus<\/em>.\n  <\/td><td>\n  A suspens\u00e3o\/apreens\u00e3o da CNH n\u00e3o representa risco potencial \u00e0\n  liberdade de locomo\u00e7\u00e3o do paciente. Logo, n\u00e3o pode ser combatida por meio de\n  impetra\u00e7\u00e3o de <em>habeas corpus<\/em>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>03<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>11<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CUIDADO<\/strong>!\nIsso n\u00e3o significa que todos os ministros da 2\u00aa coluna entendem adequada a\nmedida de restri\u00e7\u00e3o\/apreens\u00e3o de CNH, apenas que reputam inadequado o manejo de\nhabeas corpus para sua an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-3-questoes-objetivas\"><a>7.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Em execu\u00e7\u00e3o fiscal cabem medidas at\u00edpicas\naflitivas pessoais, tais como a suspens\u00e3o de passaporte e da licen\u00e7a para\ndirigir.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-4-gabarito\"><a>7.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-o-aluguel-provisorio-fixado-em-tutela-de-urgencia-em-demanda-revisional-pode-ser-incluido-em-execucao-ja-ajuizada\"><a>8.&nbsp;&nbsp; O\naluguel provis\u00f3rio, fixado em tutela de urg\u00eancia em demanda revisional, pode\nser inclu\u00eddo em execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajuizada?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o de\ncontrato locat\u00edcio, \u00e9 poss\u00edvel a inclus\u00e3o dos alugu\u00e9is vencidos no curso do\nprocesso com base em valor fixado provisoriamente em anterior a\u00e7\u00e3o revisional (<strong>STJ, REsp\n1714393\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\"><a>8.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>CLOTILDE<\/strong>, com seus 88 anos, fez um\ncontrato de loca\u00e7\u00e3o com <strong>PETROBRAS S\/A<\/strong>,\ncujo termo inicial foi 1996 e o valor mensal era de <strong>R$500,00<\/strong>. Por volta de\njaneiro de 2000, a <strong>PETROBRAS S\/A<\/strong>\nparou pagar os alugu\u00e9is e <strong>CLOTILDE<\/strong>\najuizou duas a\u00e7\u00f5es: <strong><em>(a)<\/em><\/strong> a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito locat\u00edcio e; <strong><em>(b)<\/em><\/strong>\na\u00e7\u00e3o revisional. <\/p>\n\n\n\n<p>A\nprinc\u00edpio, a execu\u00e7\u00e3o compreendida 10 (dez) alugu\u00e9is, do per\u00edodo de janeiro a\noutubro de 2000, totalizando R$5.000,00. Ocorre que, <strong>no curso dessa execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>CLOTILDE<\/strong> obteve sua tutela de urg\u00eancia\nna <strong>a\u00e7\u00e3o\nrevisional<\/strong>, sendo o valor mensal reajustado, em car\u00e1ter liminar,\npara <strong>R$10.000,00<\/strong> (aluguel\nprovis\u00f3rio).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CLOTILDE<\/strong>, ent\u00e3o, requereu que o valor\ndos alugu\u00e9is vencidos e n\u00e3o pagos no curso da execu\u00e7\u00e3o, ou seja, posteriores a\noutubro de 2000, fossem nela inclu\u00eddos com o novo valor: R$10.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p>A\n<strong>PETROBRAS S\/A<\/strong> embargou \u00e0 execu\u00e7\u00e3o,\nafirmando que a inclus\u00e3o n\u00e3o seria permitida por retirar a liquidez do t\u00edtulo\nexecutivo extrajudicial, notadamente por se tratar de valor fixado em car\u00e1ter\nprovis\u00f3rio (falta de certeza) e por j\u00e1 ter sido citada (art. 329, II<a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a>, NCPC).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de <strong>PETROBRAS S\/A<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>CLOTILDE<\/strong>\nrequereu a reforma da senten\u00e7a com base no art. 323<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a> do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para incluir o valor dos alugu\u00e9is vencidos\n  no curso da execu\u00e7\u00e3o, observando o patamar fixado na a\u00e7\u00e3o revisional.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>PETROBRAS S\/A<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\"><a>8.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-em-debate\"><a>8.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O\nprop\u00f3sito recursal \u00e9 dizer sobre a possibilidade de inclus\u00e3o, na execu\u00e7\u00e3o de\nd\u00e9bito locat\u00edcio, dos alugu\u00e9is vencidos no curso do processo (e n\u00e3o pagos), com\nbase no valor da loca\u00e7\u00e3o provisoriamente (aluguel provis\u00f3rio) fixado em a\u00e7\u00e3o\nrevisional.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-o-aluguel-provisorio-fixado-na-acao-revisional-e-devido-desde-quando\"><a>8.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO aluguel provis\u00f3rio fixado na a\u00e7\u00e3o revisional \u00e9\ndevido desde quando?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com os arts. 68, inciso II, e 69, da Lei n\u00ba 8.245\/91, tanto o aluguel\nprovis\u00f3rio quanto o definitivo s\u00e3o devidos desde a cita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 68 da Lei n\u00ba 8.245\/91<\/strong>. Na a\u00e7\u00e3o revisional de aluguel, que ter\u00e1\no rito sum\u00e1rio, observar-se-\u00e1 o seguinte: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> \u2013 ao designar a audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o, o juiz, se houver\npedido e com base nos elementos fornecidos tanto pelo locador como pelo\nlocat\u00e1rio, ou nos que indicar, <strong>fixar\u00e1 aluguel provis\u00f3rio, que ser\u00e1 devido desde a cita\u00e7\u00e3o<\/strong>,\nnos seguintes moldes: (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 69 da Lei n\u00ba 8.245\/91<\/strong>. <strong>O aluguel fixado na senten\u00e7a retroage \u00e0 cita\u00e7\u00e3o<\/strong>,\ne as diferen\u00e7as devidas durante a a\u00e7\u00e3o de revis\u00e3o, descontados os alugueres\nprovis\u00f3rios satisfeitos, ser\u00e3o pagas corrigidas, exig\u00edveis a partir do tr\u00e2nsito\nem julgado da decis\u00e3o que fixar o novo aluguel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa\nlinha, segundo a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u00c9 dizer, uma vez arbitrado o valor do\naluguel \u2013 seja o provis\u00f3rio e\/ou o definitivo \u2013 revela-se o cr\u00e9dito do locador\ncerto quanto \u00e0 sua exist\u00eancia, l\u00edquido quanto ao seu valor, bem como exig\u00edvel,\ndesde a cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o revisional.\u201d (<strong>STJ, REsp 1714393\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-o-aluguel-provisorio-fixado-em-tutela-de-urgencia-em-demanda-revisional-pode-ser-incluido-em-execucao-ja-ajuizada\"><a>8.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO aluguel provis\u00f3rio, fixado em tutela de\nurg\u00eancia em demanda revisional, pode ser inclu\u00eddo em execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajuizada?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSIM! Isso porque o aluguel provis\u00f3rio, fixado em tutela de urg\u00eancia, \u00e9 devido\ndesde a cita\u00e7\u00e3o na a\u00e7\u00e3o revisional e n\u00e3o h\u00e1 que se falar em risco, pois, ao\nfinal, caso o aluguel definitivo seja arbitrado em valor inferior ao\nprovis\u00f3rio, o pr\u00f3prio locat\u00f3rio poder\u00e1 cobrar a diferen\u00e7a nos pr\u00f3prios autos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Com efeito,\na interpreta\u00e7\u00e3o dada ao art. 69 da Lei 8.245\/91 n\u00e3o pode se tal que prejudique\no direito do locador de receber, desde logo, os alugu\u00e9is que lhe s\u00e3o devidos,\ncondicionando o seu exerc\u00edcio ao tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o revisional.\n<strong>Em primeiro\nlugar<\/strong>, porque, nos termos do art. 58 da Lei 8.245\/91, o recurso\nde apela\u00e7\u00e3o interposto contra a senten\u00e7a proferida na a\u00e7\u00e3o revisional de\naluguel deve ser recebido apenas no efeito devolutivo. <strong>Em segundo lugar<\/strong>, porque as\ndiferen\u00e7as \u00e0s quais alude o art. 69 da mesma lei dizem respeito ao quanto o\nvalor do aluguel provis\u00f3rio, cobrado antecipadamente, \u00e9 maior ou menor que o\nvalor do aluguel definitivamente arbitrado, resultando essa opera\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica\nde subtra\u00e7\u00e3o em um cr\u00e9dito para o locador, se este for maior que aquele, ou\npara o locat\u00e1rio, na hip\u00f3tese contr\u00e1ria. Logo, \u00e9 esse cr\u00e9dito \u2013 resultado da\ndiferen\u00e7a entre o que foi efetivamente pago pelo locat\u00e1rio e o que realmente\nera devido por ele \u2013 que a lei diz ser exig\u00edvel a partir do tr\u00e2nsito em julgado\nda a\u00e7\u00e3o revisional.\u201d (<strong>STJ, REsp 1714393\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-3-questoes-objetivas\"><a>8.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. O aluguel provis\u00f3rio, fixado em tutela de urg\u00eancia\nem demanda revisional, pode ser inclu\u00eddo em execu\u00e7\u00e3o j\u00e1 ajuizada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-4-gabarito\"><a>8.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-deve-ser-conhecido-o-recurso-especial-tirado-de-agravo-de-instrumento-quando-sobrevem-sentenca-de-extincao-do-processo-sem-resolucao-de-merito-que-nao-foi-objeto-de-apelacao\"><a>9.&nbsp;&nbsp; Deve\nser conhecido o recurso especial tirado de agravo de instrumento quando\nsobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi\nobjeto de apela\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o deve ser\nconhecido o recurso especial tirado de agravo de instrumento quando sobrev\u00e9m\nsenten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de\napela\u00e7\u00e3o (<strong>STJ,\nREsp 1750079\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\"><a>9.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>No\ntr\u00e2mite de <strong>a\u00e7\u00e3o\nanulat\u00f3ria<\/strong> ajuizada por <strong>SINDICATO\nDOS TRANSPORTADORES AUT\u00d4NOMOS e OUTROS<\/strong> foi proferida <strong>decis\u00e3o interlocut\u00f3ria<\/strong> limitando o\npolo ativo. Inconformada, <strong>SINDICATO DOS\nTRANSPORTADORES AUT\u00d4NOMOS<\/strong> interp\u00f4s <strong>agravo de instrumento<\/strong> contra a referida decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso de agravo de instrumento.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>SINDICATO DOS\nTRANSPORTADORES AUT\u00d4NOMOS<\/strong> pugnou pela anula\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o e conhecimento do\nrecurso de <strong>agravo\nde instrumento<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre\nque, no tr\u00e2mite do recurso especial, a <strong>a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria<\/strong> ajuizada por <strong>SINDICATO DOS TRANSPORTADORES AUT\u00d4NOMOS<\/strong> foi extinta sem resolu\u00e7\u00e3o\nde m\u00e9rito, <strong>N\u00c3O tendo sido\ninterposto recurso de apela\u00e7\u00e3o contra essa senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>que, por conseguinte, transitou em\njulgado<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgo extinta a a\u00e7\u00e3o sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Ato\ncont\u00ednuo, ciente da informa\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o da <strong>demanda anulat\u00f3ria<\/strong>, o <strong>STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso especial.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\"><a>9.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-em-debate\"><a>9.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O\nprop\u00f3sito recursal consiste em definir se deve ser conhecido o recurso especial\ntirado de agravo de instrumento quando sobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do\nprocesso <strong>sem\nresolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito<\/strong> que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou\nseja, <em>h\u00e1\nperda superveniente do objeto em virtude de, ap\u00f3s a interposi\u00e7\u00e3o do agravo de\ninstrumento na origem, ter sobrevindo senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem\nresolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-deve-ser-conhecido-o-recurso-especial-tirado-de-agravo-de-instrumento-quando-sobrevem-sentenca-de-extincao-do-processo-sem-resolucao-de-merito-que-nao-foi-objeto-de-apelacao\"><a>9.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nDeve ser conhecido o recurso especial tirado de\nagravo de instrumento quando sobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem\nresolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\n<strong>N\u00c3O!<\/strong>\nN\u00e3o deve ser conhecido o recurso especial tirado de agravo de instrumento\nquando sobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que\nn\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>De\nacordo com a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, a\naus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 senten\u00e7a proferida e, consequentemente, a forma\u00e7\u00e3o da\ncoisa julgada, ainda que meramente formal, \u00e9 \u00f3bice intranspon\u00edvel ao\nconhecimento do agravo de instrumento e de seu subsequente recurso especial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Respeitados os eventuais posicionamentos em sentido\ncontr\u00e1rio, a aus\u00eancia de impugna\u00e7\u00e3o \u00e0 senten\u00e7a proferida e, consequentemente, a\nforma\u00e7\u00e3o da coisa julgada, ainda que meramente formal, \u00e9 \u00f3bice intranspon\u00edvel\nao conhecimento do agravo de instrumento e de seu subsequente recurso especial<\/strong>.\nCom efeito, a aus\u00eancia de interposi\u00e7\u00e3o do recurso de apela\u00e7\u00e3o, ainda que\nversando sobre mat\u00e9ria bastante pr\u00f3xima \u00e0quela inserida em anterior decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria, era condi\u00e7\u00e3o sine qua non para que se pudesse proceder ao exame\ndo agravo de instrumento e do sucessivo recurso especial, na medida em que <strong>\u00e9 imprescind\u00edvel\nque o processo ainda esteja em curso para que os recursos dele originados\nvenham a ser examinados<\/strong>. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1750079\/SP, Rel. Min. Nancy\nAndrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe\n15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cuidado<\/strong>!\nN\u00e3o se trata de posi\u00e7\u00e3o pac\u00edfica, tendo a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, como sempre, feito aprofundado trabalho para\napresentar as correntes sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>POSI\u00c7\u00c3O ANTIGA DO STJ,\n  NELSON NERY JR. e FREDIE DIDIER<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>POSI\u00c7\u00c3O RECENTE DO STJ e\n  JOS\u00c9 CARLOS BARBOSA MOREIRA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Uma vez interposto agravo\n  de instrumento, a senten\u00e7a a ser proferida na demanda fica condicionada ao\n  desprovimento desse recurso no concernente \u00e0s quest\u00f5es jur\u00eddicas nele\n  ventiladas.\n  <\/td><td>\n  Nada obstante a\n  interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento, a senten\u00e7a a ser proferida na demanda\n  n\u00e3o fica condicionada ao desprovimento do recurso.\n  Ademais, h\u00e1 perda superveniente\n  do objeto em virtude de, ap\u00f3s a interposi\u00e7\u00e3o do agravo de instrumento na\n  origem, ter sobrevindo senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o de\n  m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  STJ, REsp 182.562\/RJ, Rel.\n  Ministro DEM\u00d3CRITO REINALDO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 27\/04\/1999, DJ\n  01\/07\/1999, p. 127; STJ, REsp 141.165\/SP, Rel. Ministro EDUARDO RIBEIRO,\n  TERCEIRA TURMA, julgado em 10\/04\/2000, DJ 01\/08\/2000, p. 258.\n  <\/td><td>\n  STJ, REsp 1.750.079\/SP,\n  Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em\n  13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-3-questoes-objetivas\"><a>9.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Deve ser conhecido o recurso especial tirado de\nagravo de instrumento ainda quando sobrev\u00e9m senten\u00e7a de extin\u00e7\u00e3o do processo\nsem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito que n\u00e3o foi objeto de apela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-4-gabarito\"><a>9.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-cabe-agravo-de-instrumento-contra-a-decisao-interlocutoria-que-acolhe-ou-afasta-a-arguicao-de-impossibilidade-juridica-do-pedido\"><a>10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cabe\nagravo de instrumento contra a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que acolhe ou afasta a\nargui\u00e7\u00e3o de impossibilidade jur\u00eddica do pedido?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cabe agravo de\ninstrumento contra a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que acolhe ou afasta a argui\u00e7\u00e3o de\nimpossibilidade jur\u00eddica do pedido (<strong>STJ, REsp 1757123\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\"><a>10.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>TITE<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o de exigir contas\ncontra <strong>KEVIN<\/strong>. EM contesta\u00e7\u00e3o, <strong>KEVIN<\/strong>, preliminarmente,\narguiu a <strong>impossibilidade\njur\u00eddica do pedido<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou a preliminar de impossibilidade jur\u00eddica do pedido.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nagravo de instrumento, <strong>KEVIN<\/strong> voltou\na sustentar a impossibilidade jur\u00eddica do pedido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso de agravo de instrumento por n\u00e3o existir, no\n  rol do art. 1.015 do NCPC, previs\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o desse recurso contra\n  decis\u00e3o que rejeita preliminar de impossibilidade jur\u00eddica do pedido.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>KEVIN<\/strong> pugnou pela\nanula\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o com o conhecimento do recurso de agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para anular o ac\u00f3rd\u00e3o e determinar o\n  conhecimento do agravo de instrumento.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\"><a>10.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-em-debate\"><a>10.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O\nprop\u00f3sito recursal \u00e9 definir se cabe agravo de instrumento, com base no art.\n1.015, inciso II, do NCPC, contra a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que afasta (ou\nacolhe) a argui\u00e7\u00e3o de impossibilidade jur\u00eddica do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.015 NCPC<\/strong>. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es\ninterlocut\u00f3rias que versarem sobre:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong> &#8211; m\u00e9rito do processo;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoal,\n<strong>cuidado<\/strong>!\nN\u00e3o se discute aqui o cabimento do recurso de agravo de instrumento a partir do\nentendimento da taxatividade mitigada do rol do art. 1.015 do NCPC, firmado no\nREsp n\u00ba 1704520\/MT (julgado em 05\/12\/2018), mas sim a abrang\u00eancia e o exato\nconte\u00fado do art. 1.015, inciso II, do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-quando-se-pode-falar-em-impossibilidade-juridica-do-pedido\"><a>10.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuando se pode falar em impossibilidade jur\u00eddica\ndo pedido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nH\u00e1 impossibilidade jur\u00eddica do pedido quando h\u00e1\nexpressa proibi\u00e7\u00e3o legal do pedido formulado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) Segundo\nentendimento jurisprudencial e doutrin\u00e1rio, a impossibilidade jur\u00eddica do\npedido \u00e9 de ser reconhecida apenas quando h\u00e1 expressa proibi\u00e7\u00e3o do pedido no\nordenamento jur\u00eddico.\u201d (<strong>STJ, AgRg no\nREsp 853.234\/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em\n02\/12\/2008, DJe 19\/12\/2008<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-galera-impossibilidade-juridica-do-pedido-e-condicao-da-acao-ou-questao-de-merito\"><a>10.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGalera, impossibilidade jur\u00eddica do pedido \u00e9\ncondi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o ou quest\u00e3o de m\u00e9rito?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\n<em>\u201cAh, Lucas,\ndecorei na facu! \u00c9 condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o junto a interesse processual e\nlegitimidade!\u201d<\/em> Ent\u00e3o, n\u00e3o.\nTrata-se de quest\u00e3o de m\u00e9rito&#8230;<em>\u201dQu\u00ea!?\u201d<\/em> Vamos l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CPC\/73<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NCPC<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 267 CPC\/73<\/strong>.\n  Extingue-se o processo, sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito: (&#8230;) <strong>Vl<\/strong> &#8211; quando n\u00e3o concorrer qualquer das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o, <strong>como a\n  possibilidade jur\u00eddica<\/strong>, a legitimidade das partes e o interesse\n  processual;\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 485 NCPC<\/strong>. O juiz n\u00e3o\n  resolver\u00e1 o m\u00e9rito quando: (&#8230;) <strong>VI<\/strong>\n  &#8211; verificar aus\u00eancia de legitimidade ou de interesse processual;\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o,\n<em>cad\u00ea a \u201cpossibilidade\njur\u00eddica do pedido\u201d como condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o?<\/em> Caro(a), como destacado\npela Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, a inclus\u00e3o\nda <em>\u201cpossibilidade jur\u00eddica do pedido\u201d<\/em>\ncomo condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o decorre da ado\u00e7\u00e3o por <strong>ALFREDO BUZAID<\/strong>, um dos elaboradores do CPC\/73, da teoria ecl\u00e9tica\nde <strong>LIEBMAN<\/strong>, que a previa como tal.\nContudo, o pr\u00f3prio <strong>LIEBMAN<\/strong> superou\nesse entendimento, excluindo a <em>\u201cpossibilidade\njur\u00eddica do pedido\u201d<\/em> do rol das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Como \u00e9\ncedi\u00e7o, a inser\u00e7\u00e3o, no CPC\/73, da possibilidade jur\u00eddica do pedido na categoria\ndas condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o decorre da ado\u00e7\u00e3o, por Alfredo Buzaid, da teoria ecl\u00e9tica\nda a\u00e7\u00e3o desenvolvida por Enrico Tullio Liebman e que se fundava,\nessencialmente, em apenas uma situa\u00e7\u00e3o exemplificativa: o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o\nde div\u00f3rcio, ao tempo proibido na It\u00e1lia. Ocorre que, como detalhadamente\nnoticia a doutrina, Liebman, j\u00e1 na terceira edi\u00e7\u00e3o de seu cl\u00e1ssico Manual de\nDireito Processual Civil (publicado no ano em que foi aprovado o CPC\/73),\nabandonou a possibilidade jur\u00eddica do pedido como uma terceira condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o,\no que se deve, justamente, ao fato de ter sido aprovada a Lei n\u00ba 898 de 1970,\nque passou a permitir o div\u00f3rcio na It\u00e1lia, fazendo com que, na doutrina de\nLiebman, a possibilidade jur\u00eddica do pedido passasse a ser classificada, a\npartir daquele momento, conjuntamente com o interesse de agir. (DIDIER JR.,\nFredie. Curso de direito processual civil. Vol. 1. 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Bahia:\nJusPodivm, 2009. p. 201). Conclui-se, assim, que a\npossibilidade jur\u00eddica do pedido como terceira condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o foi obra\nexclusiva do legislador do CPC\/73 (que decorria, em especial, do art. 267, VI)\ne que sofreu, desde a sua entrada em vigor, contundentes cr\u00edticas da doutrina\nque, \u00e0quela \u00e9poca, <strong>j\u00e1 qualificava a\npossibilidade jur\u00eddica do pedido como uma QUEST\u00c3O DE M\u00c9RITO<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1757123\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas qual\nfoi o posicionamento do NCPC?\u201d<\/em> Embora\nn\u00e3o esteja expresso nos seus dispositivos, na exposi\u00e7\u00e3o de motivos do NCPC\nconsta a posi\u00e7\u00e3o de que a \u201c<em>possibilidade\njur\u00eddica do pedido\u201d<\/em> \u00e9 uma quest\u00e3o de m\u00e9rito, e n\u00e3o mais condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Nesse sentido,\nanote-se que a requalifica\u00e7\u00e3o da possibilidade jur\u00eddica do pedido, de uma\ncondi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o para uma quest\u00e3o de m\u00e9rito, consta expressamente da Exposi\u00e7\u00e3o\nde Motivos do CPC\/15<\/strong>: \u2018Com o objetivo de se dar maior rendimento a\ncada processo, individualmente considerado, e atendendo a cr\u00edticas tradicionais\nda doutrina, deixou, a possibilidade jur\u00eddica do pedido, de ser condi\u00e7\u00e3o da\na\u00e7\u00e3o. A senten\u00e7a que, \u00e0 luz da lei revogada seria de car\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do\nNovo CPC \u00e9 de improced\u00eancia e resolve definitivamente a controv\u00e9rsia\u2019.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1757123\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s,\noutro n\u00e3o foi o entendimento do <strong>STJ<\/strong>\nem recente precedente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) No regime do CPC\nde 2015, em que as condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o mais configuram categoria processual\naut\u00f4noma, diversa dos pressupostos processuais e do m\u00e9rito, a possibilidade\njur\u00eddica do pedido deixou de ser quest\u00e3o relativa \u00e0 admissibilidade e passou a\nser m\u00e9rito. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, AR 3.667\/DF,\nRel. Ministro HUMBERTO MARTINS, PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O, julgado em 27\/04\/2016, DJe\n23\/05\/2016<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-4-logo-questiona-se-cabe-agravo-de-instrumento-contra-a-decisao-interlocutoria-que-acolhe-ou-afasta-a-arguicao-de-impossibilidade-juridica-do-pedido\"><a>10.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nLogo, questiona-se: cabe agravo de instrumento\ncontra a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que acolhe ou afasta a argui\u00e7\u00e3o de\nimpossibilidade jur\u00eddica do pedido?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nSim, pois o inciso II do art. 1.015 do NCPC afirma que cabe agravo de\ninstrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que\nversarem sobre m\u00e9rito do processo e \u2013 como vimos acima \u2013 <strong>a possibilidade\njur\u00eddica do pedido \u00e9, sim, quest\u00e3o de m\u00e9rito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] A conclus\u00e3o, pois, \u00e9 de que a\npossibilidade jur\u00eddica do pedido comp\u00f5e uma parcela do m\u00e9rito em discuss\u00e3o no\nprocesso, suscet\u00edvel de decomposi\u00e7\u00e3o e que pode ser examinada em separado dos\ndemais fragmentos que o comp\u00f5em, raz\u00e3o pela qual a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que\nversar sobre esse tema, seja para acolher a alega\u00e7\u00e3o, seja tamb\u00e9m para\nafast\u00e1-la, em verdade, versar\u00e1 sobre uma parte do m\u00e9rito que se cristalizar\u00e1\nap\u00f3s o julgamento.\u201d (<strong>STJ, REsp 1757123\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 13\/08\/2019, DJe 15\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-3-questoes-objetivas\"><a>10.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Cabe agravo de instrumento contra a decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria que acolhe ou afasta a argui\u00e7\u00e3o de impossibilidade jur\u00eddica do\npedido, embora se tratasse de condi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o no CPC\/73.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-4-gabarito\"><a>10.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-a-genitora-do-alimentando-pode-prosseguir-na-execucao-de-alimentos-em-nome-proprio-a-fim-de-perceber-os-valores-referentes-aos-debitos-alimentares-vencidos-apos-a-transferencia-da-titularidade-da-guarda-do-menor-ao-executado\"><a>11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\ngenitora do alimentando pode prosseguir na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, em nome\npr\u00f3prio, a fim de perceber os valores referentes aos d\u00e9bitos alimentares\nvencidos, ap\u00f3s a transfer\u00eancia da titularidade da guarda do menor ao executado?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A genitora do\nalimentando n\u00e3o pode prosseguir na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, em nome pr\u00f3prio, a\nfim de perceber os valores referentes aos d\u00e9bitos alimentares vencidos, ap\u00f3s a\ntransfer\u00eancia da titularidade da guarda do menor ao executado (<strong>STJ, REsp\n1771258\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 06\/08\/2019, DJe 14\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DIVERG\u00caNCIA ENTRE TURMAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\"><a>11.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>AUGUSTO<\/strong>, representado por sua genitora <strong>FERNANDA<\/strong> (art. 71<a href=\"#_ftn9\">[9]<\/a> NCPC), ajuizou em <strong>janeiro de 2015<\/strong>, <strong>a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de alimentos<\/strong> contra\nseu pai, <strong>RENAN<\/strong>, pelo inadimplemento\nda pens\u00e3o mensal no per\u00edodo de <strong>julho a dezembro de 2014<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Contudo,\nno curso da demanda, em <strong>mar\u00e7o de 2015<\/strong>, <strong>RENAN<\/strong> obteve a guarda unilateral de <strong>AUGUSTO<\/strong>, que passou a residir consigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\nconta desse fato superveniente, <strong>RENAN<\/strong>\nop\u00f4s exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, afirmando que a genitora, <strong>FERNANDA<\/strong>, n\u00e3o tinha legitimidade para\ncontinuar a execu\u00e7\u00e3o em nome pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nagravo de instrumento, <strong>RENAN<\/strong> manteve\no pedido de extin\u00e7\u00e3o da demanda por falta de legitimidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para extinguir a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o por falta\n  de legitimidade.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Inconformada,\n<strong>FERNANDA<\/strong> interp\u00f4s recurso especial,\npugnando pelo prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o de alimentos em seu benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\"><a>11.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-em-debate\"><a>11.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>A\ncontrov\u00e9rsia instaurada centra-se em saber se a genitora do alimentando pode\nprosseguir, <strong>em\nnome pr\u00f3prio<\/strong>, com a a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de alimentos, a fim de\nperceber os valores referentes aos d\u00e9bitos alimentares vencidos, mesmo ap\u00f3s a\ntransfer\u00eancia da titularidade da guarda do menor ao genitor-executado.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-qual-a-natureza-dos-alimentos\"><a>11.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQual a natureza dos alimentos?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO\nBELLIZZE<\/strong>, os alimentos t\u00eam natureza personal\u00edssima, integrando o patrim\u00f4nio\nmoral do alimentando, independentemente de serem\nclassificados como atuais, pret\u00e9ritos, vencidos ou vincendos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Com efeito, entendimento diverso,\npermissa venia, se afastaria, a um s\u00f3 tempo, da\nnatureza jur\u00eddica do direito aos alimentos, com destaque para o seu <strong>car\u00e1ter personal\u00edssimo<\/strong> \u2014 vi\u00e9s\nque n\u00e3o se altera, independentemente de os alimentos serem classificados como\natuais, pret\u00e9ritos, vencidos ou vincendos, e do qual decorre a pr\u00f3pria\nintransmissibilidade do direito em quest\u00e3o \u2014, bem como de sua finalidade\nprec\u00edpua, consistente em conferir \u00e0quele que os recebe a pr\u00f3pria subsist\u00eancia,\ncomo corol\u00e1rio do princ\u00edpio da dignidade humana. (&#8230;) Trata-se, pois,\nde direito subjetivo inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de pessoa humana, imprescind\u00edvel ao\nseu desenvolvimento, \u00e0 sua integridade f\u00edsica, ps\u00edquica e intelectual e, mesmo,\n\u00e0 sua subsist\u00eancia. Note-se, assim, que os alimentos,\nconcebidos como direito da personalidade, integram o patrim\u00f4nio moral do\nalimentando, e n\u00e3o o seu patrim\u00f4nio econ\u00f4mico, ainda que possam ser apreci\u00e1veis\neconomicamente. (&#8230;) E, por se tratar de um\ndireito da personalidade, o direito aos alimentos assume n\u00edtido vi\u00e9s\npersonal\u00edssimo, pois se destina a assegurar a subsist\u00eancia da pessoa do\nalimentando, unicamente, em todos os seus aspectos (integridade f\u00edsica,\nps\u00edquica e intelectual), como corol\u00e1rio dos princ\u00edpios da dignidade da\npessoa humana e da solidariedade que deve permear as rela\u00e7\u00f5es familiares, a\npartir das espec\u00edficas particularidades da pessoa do credor de alimentos e do\nalimentante, conforme as necessidades do primeiro e a possibilidade do segundo.\u201d\n(<strong>STJ, REsp\n1771258\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 06\/08\/2019, DJe 14\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-3-o-direito-aos-alimentos-pode-ser-transmitido-a-terceiros\"><a>11.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO direito aos alimentos pode ser transmitido a\nterceiros?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nEm raz\u00e3o de seu car\u00e1ter personal\u00edssimo, o direito aos alimentos n\u00e3o pode ser\ntransmitido a terceiros, \u00f3bice previsto no pr\u00f3prio C\u00f3digo Civil (art. 1.707\nCC).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] <strong>Por sua vez, do vi\u00e9s personal\u00edssimo do direito aos\nalimentos, destinado a assegurar a exist\u00eancia do aliment\u00e1rio \u2014 e de ningu\u00e9m\nmais \u2014, decorre a absoluta inviabilidade de se transmiti-lo a terceiros, seja\npor neg\u00f3cio jur\u00eddico, seja por qualquer outro fato jur\u00eddico<\/strong>. (&#8230;) A\ncorroborar a compreens\u00e3o ora adotada, n\u00e3o se pode deixar de reconhecer que a\nintransmissibilidade do direito aos alimentos, como consect\u00e1rio de seu vi\u00e9s\npersonal\u00edssimo, amplamente difundido na doutrina nacional, tem respaldo no\nC\u00f3digo Civil que, no art. 1.707, disp\u00f5e: \u2018pode o\ncredor [de alimentos] n\u00e3o exercer, por\u00e9m lhe \u00e9 vedado renunciar o direito a\nalimentos, sendo o respectivo cr\u00e9dito insuscet\u00edvel de cess\u00e3o, compensa\u00e7\u00e3o ou\npenhora\u2019.\u201d (<strong>STJ, REsp 1771258\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 14\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-4-ja-que-os-alimentos-sao-personalissimos-e-intransmissiveis-pode-a-genitora-dar-continuidade-a-acao-de-execucao-apos-perder-a-guarda-do-alimentando\"><a>11.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nJ\u00e1 que os alimentos s\u00e3o personal\u00edssimos e\nintransmiss\u00edveis, pode a genitora dar continuidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o ap\u00f3s\nperder a guarda do alimentando?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nN\u00e3o! Ora, os alimentos t\u00eam destinat\u00e1rio certo, o alimentando. Por conseguinte,\nainda que j\u00e1 vencidos, aceita a possibilidade de serem recebidos, em a\u00e7\u00e3o de\nexecu\u00e7\u00e3o, pela genitora que n\u00e3o mais possui a guarda do alimentando representa\nviola\u00e7\u00e3o ao seu car\u00e1ter personal\u00edssimo e intransmiss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nessa linha de entendimento, \u00e9 de se\nconcluir que, uma vez extinta a obriga\u00e7\u00e3o alimentar pela exonera\u00e7\u00e3o do\nalimentante, como se d\u00e1 in casu, a genitora n\u00e3o possui legitimidade para\nprosseguir na execu\u00e7\u00e3o de alimentos (vencidos), em nome pr\u00f3prio, pois n\u00e3o h\u00e1\nque se falar em sub-roga\u00e7\u00e3o, diante do car\u00e1ter personal\u00edssimo do direito\ndiscutido.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1771258\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 14\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>E,\nmais, tratando-se de direito do alimentando, n\u00e3o poderia a genitora dar\ncontinuidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o de alimentos, pois estaria demandando direito\nalheio em nome pr\u00f3prio a partir da altera\u00e7\u00e3o da guarda:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 18 NCPC<\/strong>. Ningu\u00e9m poder\u00e1 pleitear direito alheio em nome\npr\u00f3prio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jur\u00eddico. Par\u00e1grafo \u00fanico.\nHavendo substitui\u00e7\u00e3o processual, o substitu\u00eddo poder\u00e1 intervir como assistente\nlitisconsorcial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-5-ta-mas-ai-vamos-ficar-com-esse-enriquecimento-sem-causa-do-alimentante-executado\"><a>11.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nT\u00e1, mas a\u00ed vamos ficar com esse enriquecimento\nsem causa do alimentante-executado?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nPessoal, certamente, no per\u00edodo de inadimpl\u00eancia, a pr\u00f3pria genitora arcou com\nos valores que deveriam ser pagos pelo genitor-executado. Por conta disso, para\nevitar enriquecimento sem causa, o <strong>STJ<\/strong>\ndestacou que a m\u00e3e pode ingressar com a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, em nome pr\u00f3prio, com\nbase no art. 871 do CC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Com efeito, para o prop\u00f3sito\nperseguido \u2014 de evitar que o alimentante, a despeito de inadimplente, se\nbeneficie com a extin\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o alimentar \u2014 deve-se reconhecer vi\u00e1vel o\nexerc\u00edcio eventual da pretens\u00e3o da genitora, em nome pr\u00f3prio, de obter o\nressarcimento pelos gastos despendidos no cuidado do alimentando que eram da\nobriga\u00e7\u00e3o do alimentante, a fim de evitar o enriquecimento sem causa deste.\n(&#8230;) J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 garantia de reembolso daquele\nque arca sozinho com as despesas do alimentando, em raz\u00e3o da inadimpl\u00eancia do\ndevedor de alimentos, o C\u00f3digo Civil estabelece, em seu art. 871, o seguinte: \u2018Quando\nalgu\u00e9m, na aus\u00eancia do indiv\u00edduo obrigado a alimentos, por ele os prestar a\nquem se devem, poder-lhes-\u00e1 reaver do devedor a import\u00e2ncia, ainda que este n\u00e3o\nratifique o ato\u2019. <strong>Dessa maneira,\nconclui-se que a via adequada para se buscar o ressarcimento dos valores\ncusteados integralmente pela genitora do menor, tendo em vista a inadimpl\u00eancia\ndo alimentante, \u00e9 por meio de a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, nos termos do referido art. 871 do\nCC, e n\u00e3o no bojo da execu\u00e7\u00e3o de alimentos<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1771258\/SP, Rel. Min. Marco\nAur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe\n14\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>No\nmesmo sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 2- A genitora\nque, no inadimplemento do pai, custeia as obriga\u00e7\u00f5es alimentares a ele\natribu\u00eddas, tem direito a ser ressarcida pelas despesas efetuadas e que foram\nrevertidas em favor do menor, n\u00e3o se admitindo, todavia, a sub-roga\u00e7\u00e3o da\ngenitora nos direitos do alimentado nos autos da execu\u00e7\u00e3o de alimentos, diante\ndo car\u00e1ter personal\u00edssimo que \u00e9 inerente aos alimentos. Inaplicabilidade do\nart. 346 do C\u00f3digo Civil. 3- A a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para buscar o ressarcimento das\ndespesas efetivadas durante o per\u00edodo de inadimplemento do respons\u00e1vel pela\npresta\u00e7\u00e3o dos alimentos se justifica pela inexist\u00eancia de sub-roga\u00e7\u00e3o legal,\npela necessidade de apura\u00e7\u00e3o, em cogni\u00e7\u00e3o exauriente, das despesas efetivamente\nrevertidas em favor do menor e, ainda, pela exist\u00eancia de regra jur\u00eddica que\nmelhor se amolda \u00e0 hip\u00f3tese em exame. Incid\u00eancia do art. 871 do C\u00f3digo Civil.\nPrecedentes. 4- Recurso especial provido.\u201d (<strong>STJ, REsp 1658165\/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,\njulgado em 12\/12\/2017, DJe 18\/12\/2017<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-6-cuidado-divergencia-entre-turmas\"><a>11.2.6.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nCuidado! Diverg\u00eancia entre Turmas.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pessoal,\ncuidado com a diverg\u00eancia dentro do pr\u00f3prio <strong>STJ<\/strong> a respeito do tema:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>A genitora do alimentando\n  pode prosseguir na execu\u00e7\u00e3o de alimentos, em nome pr\u00f3prio, a fim de perceber\n  os valores referentes aos d\u00e9bitos alimentares vencidos, ap\u00f3s a transfer\u00eancia\n  da titularidade da guarda do menor ao executado?<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>TERCEIRA TURMA<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>QUARTA TURMA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>N\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>SIM<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cA genitora do alimentando n\u00e3o pode prosseguir na execu\u00e7\u00e3o de\n  alimentos, em nome pr\u00f3prio, a fim de perceber os valores referentes aos\n  d\u00e9bitos alimentares vencidos, ap\u00f3s a transfer\u00eancia da titularidade da guarda\n  do menor ao executado.\u201d (<strong>STJ, REsp\n  1771258\/SP, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por\n  unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 14\/08\/2019<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c(&#8230;) A mudan\u00e7a da guarda das alimentandas em favor do genitor no\n  curso da execu\u00e7\u00e3o de alimentos, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de extinguir a a\u00e7\u00e3o de\n  execu\u00e7\u00e3o envolvendo d\u00e9bito alimentar referente ao per\u00edodo em que a guarda\n  judicial era da genitora, vez que tal d\u00e9bito permanece inalterado. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1410815\/SC, Rel. Ministro MARCO\n  BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em 09\/08\/2016, DJe 23\/09\/2016<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-3-questoes-objetivas\"><a>11.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. O direito aos alimentos pode ser transmitido caso\nocorra altera\u00e7\u00e3o da guarda no curso da a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o, para que n\u00e3o ocorra\nenriquecimento il\u00edcito do alimentante-executado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-4-gabarito\"><a>11.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-obrigacao-alimentar-extinta-mas-mantida-por-longo-periodo-de-tempo-por-mera-liberalidade-do-alimentante-pode-ser-perpetuada-com-fundamento-no-instituto-da-surrectio\"><a>12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Obriga\u00e7\u00e3o\nalimentar extinta, mas mantida por longo per\u00edodo de tempo por mera liberalidade\ndo alimentante pode ser perpetuada com fundamento no instituto da <em>surrectio<\/em>?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Obriga\u00e7\u00e3o\nalimentar extinta, mas mantida por longo per\u00edodo de tempo por mera liberalidade\ndo alimentante n\u00e3o pode ser perpetuada com fundamento no instituto da surrectio\n(<strong>STJ, REsp\n1789667\/RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Rel. Acd. Min. Ricardo Villas\nB\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 13\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJRJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\"><a>12.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em\n2001, em demanda de div\u00f3rcio c\/c alimentos, <strong>DAVID<\/strong> e <strong>SHEILA<\/strong> firmaram acordo em audi\u00eancia na qual <strong>DAVID<\/strong> se comprometeu a pagar \u00e0 <strong>SHEILA<\/strong>,\na partir daquela a data, o plano de sa\u00fade e alimentos pelo per\u00edodo de <strong>24 (vinte e quatro)\nmeses<\/strong>, al\u00e9m de R$3.000,00 (tr\u00eas mil reais) mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre\nque, expirado o prazo de 24 (vinte e quatro) meses, <strong>DAVID<\/strong> <strong>continuou pagando a\npens\u00e3o at\u00e9 maio de 2017<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Inconformada\ncom a cessa\u00e7\u00e3o dos pagamentos, <strong>SHEILA<\/strong>,\nem agosto de 2017, ingressou com <strong>a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>de alimentos<\/strong> contra <strong>DAVID<\/strong> pelo inadimplemento da pens\u00e3o de\nmaio a julho de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Em\nembargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, <strong>DAVID<\/strong> afirmou\nn\u00e3o existir determina\u00e7\u00e3o judicial pelo pagamento, defendendo, ademais, que o\npagamento ap\u00f3s o t\u00e9rmino do prazo de 24 (vinte e quatro) meses se deu por <strong>liberalidade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu os embargos e extinguiu a execu\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>SHEILA<\/strong> afirmou\nque o dever de continuar prestando alimentos estaria calcado no <strong>princ\u00edpio da boa-f\u00e9\nobjetiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o dos\n  alimentos.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>DAVID<\/strong> pugnou pela\nreforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para extinguir a execu\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\"><a>12.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-em-debate\"><a>12.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se\na controv\u00e9rsia a definir se h\u00e1 possibilidade de uma obriga\u00e7\u00e3o alimentar j\u00e1\nextinta pelo decurso do prazo fixado em acordo homologado em ju\u00edzo, por\u00e9m\nsupostamente mantida por mera liberalidade do alimentante, ensejar o dever\njur\u00eddico de assun\u00e7\u00e3o perene da d\u00edvida em virtude da boa-f\u00e9 objetiva e da ideia\nde confian\u00e7a que consubstanciaria a <em>surrectio<\/em>,\nfen\u00f4meno jur\u00eddico que admite a perpetua\u00e7\u00e3o de um direito decorrente do seu\nexerc\u00edcio por um longo per\u00edodo de tempo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-o-que-se-entende-por-surrectio\"><a>12.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nO que se entende por <em>surrectio<\/em>?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\n<em>Surrectio<\/em> \u00e9 o surgimento de uma\nexpectativa ou de um direito, em raz\u00e3o da <em>supressio<\/em>.\n<em>\u201cNossa t\u00e3o\nesclarecedor\u201d<\/em>. Melhor deixar para doutrina ent\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>SUPPRESSIO<\/strong> e <strong>SURRECTIO<\/strong>\ns\u00e3o faces de uma mesma moeda, consistindo, para um contratante, na\ninadmissibilidade do exerc\u00edcio (Verwirkung) de certo direito, e para o outro,\nno surgimento (Erwirkung) de uma expectativa, por vezes de um direito mesmo. <strong>SUPPRESSIO<\/strong> \u00e9 a perda ou supress\u00e3o de certo direito ou faculdade, pelo\nseu n\u00e3o exerc\u00edcio no tempo, gerando na parte contr\u00e1ria a expectativa de que n\u00e3o\nvenha a ser exercido. <strong>SURRECTIO<\/strong>, inversamente,\n\u00e9 o surgimento de uma expectativa ou de um direito, em raz\u00e3o da pr\u00f3pria <strong>SUPPRESSIO<\/strong>.\nEm outras palavras, a <strong>SUPPRESSIO<\/strong> gera a <strong>SURRECTIO<\/strong>.\nElemento essencial a ambas \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre as partes, que leva\numa delas a acreditar (confiar) que a outra n\u00e3o mais exercer\u00e1 seu direito.\u201d (<strong>Cezar Fiuza<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPois bem, diante dessas\nconsidera\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel dizer que <strong>SUPRESSIO<\/strong> \u00e9 o fen\u00f4meno\nda perda\/supress\u00e3o de determinada faculdade jur\u00eddica pelo decurso do tempo,\nao rev\u00e9s da <strong>SURRECTIO<\/strong> que se refere ao fen\u00f4meno inverso, isto \u00e9, o surgimento de\numa situa\u00e7\u00e3o de vantagem para algu\u00e9m em raz\u00e3o do n\u00e3o exerc\u00edcio por outrem de um\ndeterminado direito, cerceada a possibilidade de vir a exerc\u00ea-lo posteriormente.\u201d\n(<strong>Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Cuidado\npara n\u00e3o confundir a <em>surrectio<\/em> com\nseus outros <em>\u201camigos\u201d<\/em>!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong><em>SUPRESSIO<\/em><\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong><em>SURRECTIO<\/em><\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong><em>NEMO POTEST VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM<\/em><\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>DECAD\u00caNCIA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  \u00c9 a perda ou supress\u00e3o de\n  certo direito ou faculdade, pelo seu n\u00e3o exerc\u00edcio no tempo, gerando na parte\n  contr\u00e1ria a expectativa de que o direito ou faculdade n\u00e3o venha a ser\n  exercido.\n  <\/td><td>\n  \u00c9 o surgimento de uma\n  expectativa ou de um direito, em raz\u00e3o da pr\u00f3pria <em>surrectio<\/em>.\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c(&#8230;) ningu\u00e9m pode, pura e simplesmente, inverter sua conduta. Se\n  algu\u00e9m firma certa conduta, n\u00e3o pode, posteriormente, alter\u00e1-la ao inverso,\n  sob pena de atentar contra os princ\u00edpios da confian\u00e7a e da boa-f\u00e9 objetiva ou\n  boa-f\u00e9 conduta. Segundo esses princ\u00edpios, cada uma das partes contratantes\n  tem mais do que o direito de exigir conduta honesta da outra; cada uma delas\n  tem o direito de esperar, de pressupor conduta honesta da outra. Se um dos\n  contratantes age contrariamente \u00e0 conduta por que vinha se pautando, atentar\u00e1\n  contra a confian\u00e7a que o outro contratante tinha o direito de nele depositar.\n  Em outras palavras, o que se pro\u00edbe \u00e9 o comportamento incoerente, \u00e9 a mudan\u00e7a\n  inesperada de comportamento.\u201d (<strong>Cezar\n  Fiuza<\/strong>)<\/em>\n  <em>\u201cDessa no\u00e7\u00e3o conceitual, \u00e9 poss\u00edvel retirar os elementos essenciais\n  (caracterizadores) para a proibi\u00e7\u00e3o de comportamento contradit\u00f3rio: uma\n  conduta inicial; s leg\u00edtima confian\u00e7a despertada por conta dessa conduta\n  inicial; um comportamento contradit\u00f3rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conduta inicial; um\n  preju\u00edzo, concreto ou potencial, decorrente da contradi\u00e7\u00e3o.\u201d (<strong>Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><td>\n  \u00c9 a perda de um direito\n  potestativo pelo seu n\u00e3o exerc\u00edcio no prazo legal.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  BASE\n  Princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e da confian\u00e7a\n  <\/td><td>\n  BASE\n  Princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e da confian\u00e7a\n  <\/td><td>\n  BASE\n  Princ\u00edpio da boa-f\u00e9 e da confian\u00e7a\n  <\/td><td>\n  BASE\n  Lei\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-3-a-surrectio-pode-ser-aplicada-ao-caso-para-conferir-a-ex-conjuge-direito-perene-ao-recebimento-de-alimentos-que-ate-entao-eram-pagos-a-titulo-de-liberalidade\"><a>12.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA <em>surrectio<\/em>\npode ser aplicada ao caso para conferir \u00e0 ex-c\u00f4njuge direito perene ao\nrecebimento de alimentos que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram pagos a t\u00edtulo de liberalidade?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nDe acordo com o Min. <strong>RICARDO VILAS B\u00d4AS\nCUEVA<\/strong>, n\u00e3o, pois: <strong><em>(a)<\/em><\/strong> o instituto da <em>surrectio<\/em> tem como regra aplica\u00e7\u00e3o na\nseara contratual, e n\u00e3o no Direito de Fam\u00edlia; <strong><em>(b)<\/em><\/strong> a boa\ninten\u00e7\u00e3o\/solidariedade do alimentante n\u00e3o pode ser interpretada em seu\ndesfavor; <strong><em>(c)<\/em><\/strong> h\u00e1 que prevalecer a autonomia da vontade ante a espont\u00e2nea\nsolidariedade do alimentante; <strong><em>(d)<\/em><\/strong> n\u00e3o h\u00e1 falar em ilicitude na\nconduta do alimentante por inexist\u00eancia de previsibilidade de pagamento eterno\ndos alimentos, especialmente porque ausente rela\u00e7\u00e3o obrigacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u201cTal instituto costuma balizar a\ninterpreta\u00e7\u00e3o na esfera contratual, bem como os deveres anexos \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o\nprincipal, em um contexto normalmente diverso do Direito de Fam\u00edlia, que se\nrege por princ\u00edpios aut\u00f4nomos \u00e0queles aplic\u00e1veis, como regra, aos neg\u00f3cios\njur\u00eddicos de modo geral. (&#8230;) A boa inten\u00e7\u00e3o do recorrente perante a ex-mulher\nn\u00e3o pode ser interpretada a seu desfavor. H\u00e1 que prevalecer a autonomia da\nvontade ante a espont\u00e2nea solidariedade em an\u00e1lise, cujos motivos s\u00e3o de ordem\npessoal e \u00edntima, e, portanto, refogem do papel do Judici\u00e1rio, que deve se imiscuir\nsempre com cautela, intervindo o m\u00ednimo poss\u00edvel na seara familiar. Assim,\nausente o mencionado exerc\u00edcio anormal ou irregular de direito. A liberalidade\nem quest\u00e3o n\u00e3o ensejou direito subjetivo algum, pois a pr\u00f3pria benefici\u00e1ria j\u00e1\ntinha ci\u00eancia de que o direito pleiteado era inexistente. (&#8230;) N\u00e3o h\u00e1 falar em\nilicitude na conduta do recorrente por inexist\u00eancia de previsibilidade de\npagamento eterno dos alimentos, especialmente porque ausente rela\u00e7\u00e3o\nobrigacional. A boa-f\u00e9 do recorrente n\u00e3o pode, nesse momento, ser-lhe\nprejudicial. Portanto, a teoria do abuso de direito n\u00e3o se aplica no caso\nconcreto, em que a assist\u00eancia foi humanit\u00e1ria e, perceptivelmente, provis\u00f3ria.\n(&#8230;) Entender em sentido diverso, salvo melhor ju\u00edzo, desencorajaria a\nsolidariedade entre ex-c\u00f4njuges, que j\u00e1 n\u00e3o fazem parte do mesmo n\u00facleo\nfamiliar, o que n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel no \u00e2mbito do Direito de Fam\u00edlia.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1789667\/RJ, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Rel. Acd. Min. Ricardo Villas\nB\u00f4as Cueva, Terceira Turma, por maioria, julgado em 13\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-4-placar-final\"><a>12.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPlacar final.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA,\n  MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE e MOURA RIBEIRO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO\n  e NANCY ANDRIGHI<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Obriga\u00e7\u00e3o alimentar extinta, mas mantida por longo per\u00edodo de tempo\n  por mera liberalidade do alimentante <strong>n\u00e3o<\/strong>\n  pode ser perpetuada com fundamento no instituto da <em>surrectio.<\/em>\n  <\/td><td>\n  Obriga\u00e7\u00e3o alimentar extinta, mas mantida por longo per\u00edodo de tempo\n  por mera liberalidade do alimentante <strong>pode<\/strong>\n  ser perpetuada com fundamento no instituto da <em>surrectio.<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>3<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>2<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-5-trechos-relevantes-dos-votos-divergentes-publicados\"><a>12.2.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nTrechos relevantes dos votos divergentes\npublicados.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Ministro(a)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cRessalto, assim, que a surrectio, em quest\u00f5es como a presente, pode\n  ser fonte de obriga\u00e7\u00f5es. O seu reconhecimento n\u00e3o estar\u00e1 fundado apenas na\n  reitera\u00e7\u00e3o do comportamento por parte do devedor de alimentos, no caso, a\n  realiza\u00e7\u00e3o do pagamento da pens\u00e3o ap\u00f3s o prazo originalmente acertado, mas,\n  tamb\u00e9m, na gera\u00e7\u00e3o de uma expectativa leg\u00edtima por parte da credora e,\n  especialmente, na especial condi\u00e7\u00e3o vivida pela necessitada dos alimentos,\n  adentrando-se, especialmente, na seara da solidariedade que decorre da\n  rela\u00e7\u00e3o por eles compartilhada. A doutrina civilista, tratando da surrectio,\n  de modo muito claro, destaca ser ela fonte de obriga\u00e7\u00f5es hauridas na boa-f\u00e9,\n  decorrente do modo como se desenvolvera a rela\u00e7\u00e3o contratual, analisada\n  f\u00e1tica e socialmente. Estas obriga\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o estariam na base contratual\n  celebrada pela partes, ainda assim, as submete.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-3-questoes-objetivas\"><a>12.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Obriga\u00e7\u00e3o alimentar extinta, mas mantida por longo\nper\u00edodo de tempo por mera liberalidade do alimentante n\u00e3o pode ser perpetuada\ncom fundamento no instituto da <em>surrectio<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-4-gabarito\"><a>12.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-5-bibliografia\"><a>12.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nBibliografia.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>FARIAS<\/strong>, Cristiano Chaves de, <strong>ROSENVALD<\/strong>,\nNelson. Curso de direito civil: parte geral e LINDB. Salvador: Juspodivm, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FIUZA<\/strong>, Cesar. Direito Civil &#8211; Curso Completo, 2\u00aa ed. em e-book, Cap. IX, Ed.\nRT, 2016, item 7.2.2.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-a-decisao-interlocutoria-que-na-segunda-fase-da-acao-de-prestacao-de-contas-defere-a-producao-de-prova-pericial-contabil-nomeia-perito-e-concede-prazo-para-apresentacao-de-documentos-formulacao-de-quesitos-e-nomeacao-de-assistentes-e-imediatamente-recorrivel-por-agravo-de-instrumento\"><a>13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A\ndecis\u00e3o interlocut\u00f3ria que, na segunda fase da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas,\ndefere a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil, nomeia perito e concede prazo\npara apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de\nassistentes, \u00e9 imediatamente recorr\u00edvel por agravo de instrumento?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO\nESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>A decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que, na segunda fase da a\u00e7\u00e3o de\npresta\u00e7\u00e3o de contas, defere a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil, nomeia\nperito e concede prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos\ne nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, n\u00e3o \u00e9 imediatamente recorr\u00edvel por agravo de\ninstrumento<\/a> (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal de Origem<\/strong>: TJRJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\"><a>13.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em\n<strong>2\u00aa fase de a\u00e7\u00e3o\nde exigir contas<\/strong>, ajuizada por <strong>INNOVA<\/strong>\n<strong>COM\u00c9RCIO IMPORTA\u00c7\u00c3O LTDA<\/strong> em face de <strong>FRANCISCO<\/strong>, o Ju\u00edzo de 1\u00ba Grau:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deferiu a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil para a apura\u00e7\u00e3o do\n  valor devido, nomeou perito e deferiu prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o\n  de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes t\u00e9cnicos.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Inconformado\ncom a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria, <strong>FRANCISCO<\/strong>\ninterp\u00f4s agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso de agravo de instrumento.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em\nrecurso especial, <strong>FRANCISCO<\/strong> pugnou\npela anula\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o para que seu agravo de instrumento fosse conhecido, afirmando que a 2\u00aa fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas se cuida\nde liquida\u00e7\u00e3o ou cumprimento de senten\u00e7a, sendo qualquer decis\u00e3o interlocut\u00f3ria\nsujeita a agravo de instrumento, na linha do art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, NCPC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de\n  Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\"><a>13.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-em-debate\"><a>13.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal \u00e9 definir se a decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria que, na 2\u00aa fase da a\u00e7\u00e3o de exigir\ncontas, defere a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil, nomeia perito e\ndefere prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o\nde assistentes, \u00e9 imediatamente recorr\u00edvel por agravo de instrumento com\nfundamento no art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art.\n1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, NCPC<\/strong>. Tamb\u00e9m caber\u00e1 agravo de instrumento contra\ndecis\u00f5es interlocut\u00f3rias proferidas na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de\ncumprimento de senten\u00e7a, no processo de execu\u00e7\u00e3o e no processo de invent\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, em recurso especial, o recorrente\ndefende que a natureza da 2\u00aa fase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas \u00e9 de liquida\u00e7\u00e3o de\nsenten\u00e7a ou cumprimento de senten\u00e7a, de modo que, nos termos do par\u00e1grafo \u00fanico\ndo art. 1.015 do NCPC, qualquer decis\u00e3o nela proferida seria recorr\u00edvel por\nmeio de agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Superada a quest\u00e3o, verifica-se que a tese deduzida no recurso\nespecial \u00e9 de que, superada a primeira fase da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas,\ntodas as atividades desenvolvidas subsequentemente possuiriam natureza de\nliquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a ou de cumprimento de senten\u00e7a, raz\u00e3o pela qual a decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria que, na segunda fase da referida a\u00e7\u00e3o, deferiu a produ\u00e7\u00e3o de\nprova pericial cont\u00e1bil, nomeou perito e deferiu prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de\ndocumentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, seria\nimediatamente recorr\u00edvel por agravo de instrumento em raz\u00e3o do art. 1.015, par\u00e1grafo\n\u00fanico, do CPC\/15.\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-como-funciona-o-rito-da-acao-de-prestacao-de-contas\"><a>13.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nComo funciona o rito da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de\ncontas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><a><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nNos termos dos arts. 550\/553 do NCPC, o <strong>STJ<\/strong>\nj\u00e1 pontuou que:<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] A a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas \u00e9 de rito especial e possui\nestrutura procedimental diferenciada que, a depender das condutas das partes,\npode se desdobrar em um procedimento bif\u00e1sico, em que: (i) a primeira fase visa\ndiscutir essencialmente a exist\u00eancia ou n\u00e3o do direito de exigir ou de prestar\ncontas; <strong>(ii) a\nsegunda fase busca a efetiva presta\u00e7\u00e3o das contas, levando-se em considera\u00e7\u00e3o\nas receitas, as despesas e o saldo<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy\nAndrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe\n22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-3-pois-bem-qual-a-natureza-juridica-da-2\u00aa-fase-da-acao-de-exigir-contas\"><a>13.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPois bem, qual a natureza jur\u00eddica da 2\u00aa fase da\na\u00e7\u00e3o de exigir contas?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> A atividade jurisdicional que se desenvolve na 2\u00aa\nfase da a\u00e7\u00e3o de exigir contas <strong>n\u00e3o<\/strong> \u00e9 de liquida\u00e7\u00e3o ou de cumprimento de\nsenten\u00e7a, mas, sim, de <strong>cogni\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da fase de conhecimento<\/strong>, em\nque h\u00e1 o acertamento da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de direito material que vincula as\npartes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cSer\u00e1 mesmo?\u201d<\/em>\nSim, vejam os argumentos da Min. <strong>NANCY\nANDRIGHI<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong>\nh\u00e1 express\u00e3o determina\u00e7\u00e3o legal para observ\u00e2ncia das regras do procedimento\ncomum do processo de conhecimento:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Com efeito, anote-se inicialmente que\no art. 550, \u00a72\u00ba, afirma que \u201cprestadas as contas, o autor ter\u00e1 15 (quinze) dias\npara se manifestar, prosseguindo-se o processo na forma do Cap\u00edtulo X do T\u00edtulo\nI deste Livro\u201d. Para melhor refer\u00eancia, relembre-se que o T\u00edtulo I do Livro I\ntrata justamente de procedimento comum no processo de conhecimento e o cap\u00edtulo\nX, por sua vez, trata justamente do julgamento conforme o estado do processo na\nfase de conhecimento do procedimento comum. Da\u00ed porque, de igual modo, diz o\nart. 550, \u00a74\u00ba, que \u201cse o r\u00e9u n\u00e3o contestar o pedido, observar-se-\u00e1 o disposto\nno art. 355\u201d, que versa sobre o julgamento antecipado de m\u00e9rito na fase de\nconhecimento do procedimento comum.\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong>\nassim como a 1\u00aa fase, a 2\u00aa fase encerra-se por senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o:] Corrobora a natureza cognitiva da primeira e da segunda fase da a\u00e7\u00e3o\nde exigir contas, ademais, o conte\u00fado do art. 552, que aprimorando a reda\u00e7\u00e3o do\nart. 918 do CPC\/73, disp\u00f5e que \u2018a senten\u00e7a apurar\u00e1 o saldo e constituir\u00e1 t\u00edtulo\nexecutivo judicial\u2019.\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas n\u00e3o tem\nfase de cumprimento ent\u00e3o?\u201d<\/em> Opa, tem sim! A fase de cumprimento da\nsenten\u00e7a na a\u00e7\u00e3o de exigir contas apenas se iniciar\u00e1 ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o de\nsenten\u00e7a condenat\u00f3ria que porventura vier a ser proferida na 2\u00aa fase.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Conclui-se, portanto, que a fase de cumprimento\nda senten\u00e7a na a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas apenas se iniciar\u00e1 ap\u00f3s a prola\u00e7\u00e3o\nda senten\u00e7a condenat\u00f3ria que porventura vier a ser proferida na segunda fase do\nreferido procedimento especial.\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-4-a-partir-dessa-premissa-pergunta-se-a-decisao-interlocutoria-que-na-2\u00aa-fase-da-acao-de-prestacao-de-contas-defere-a-producao-de-prova-pericial-contabil-nomeia-perito-e-concede-prazo-para-apresentacao-de-documentos-formulacao-de-quesitos-e-nomeacao-de-assistentes-e-imediatamente-recorrivel-por-agravo-de-instrumento\"><a>13.2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA partir dessa premissa, pergunta-se: a decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria que, na 2\u00aa fase da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, defere a\nprodu\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil, nomeia perito e concede prazo para\napresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, \u00e9\nimediatamente recorr\u00edvel por agravo de instrumento?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> <strong>A princ\u00edpio<\/strong>, n\u00e3o, pois a 2\u00aa fase da a\u00e7\u00e3o de exigir\ncontas n\u00e3o tem natureza jur\u00eddica de liquida\u00e7\u00e3o nem de cumprimento de senten\u00e7a,\nn\u00e3o sendo aplic\u00e1vel, portanto, o par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.015 do NCPC:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria que, na\nsegunda fase da referida a\u00e7\u00e3o, deferiu a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil,\nnomeou perito e deferiu prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de\nquesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, n\u00e3o se submete ao regime recursal\ndiferenciado que o legislador estabeleceu para as fases de liquida\u00e7\u00e3o e\ncumprimento da senten\u00e7a (art. 1.015, par\u00e1grafo \u00fanico, do CPC\/15), mas, ao\nrev\u00e9s, ao regime recursal aplic\u00e1vel \u00e0 fase de conhecimento (art. 1.015, caput e\nincisos, CPC\/15).\u201d (<strong>STJ, REsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cLucas, por que\no \u2018a princ\u00edpio\u2019 no come\u00e7o da resposta?\u201d<\/em> Ah, a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> foi categ\u00f3rica quanto \u00e0\nimpossibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo \u00fanico do art. 1.015 do NCPC \u00e0 2\u00aa fase\nda a\u00e7\u00e3o de exigir contas; contudo, lembrou, ao final, da tese da taxatividade\nmitigada do <em>caput<\/em> e incisos do art.\n1.015 do NCPC?<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) ademais, n\u00e3o se trata de\nhip\u00f3tese em que se possa aplicar a aplica\u00e7\u00e3o da tese da taxatividade mitigada,\npois a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria impugnada foi publicada em 11\/06\/2018, ou seja,\nanteriormente a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o que fixou a tese e modulou os seus\nefeitos.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1821793\/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 20\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas o que\nisso quer dizer?\u201d<\/em> N\u00e3o se sabe ainda (rssss). Por\u00e9m, o <strong>STJ<\/strong> deixou em aberto a\n(im)possibilidade de interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento contra a decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria referida (que defere a produ\u00e7\u00e3o de\nprova pericial cont\u00e1bil, nomeia perito e concede prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de\ndocumentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes), caso\nfosse analisada a situa\u00e7\u00e3o frente \u00e0 tese da taxatividade mitigada do caput e\nincisos do art. 1.015 do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Lembra dela?<\/em>\nDe acordo com a tese da <strong>taxatividade\nmitigada<\/strong>, admite-se a interposi\u00e7\u00e3o de agravo de instrumento sempre que verificada\na urg\u00eancia decorrente da inutilidade do julgamento da quest\u00e3o em posterior\nrecurso de apela\u00e7\u00e3o (<strong>STJ, REsp 1704520\/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL,\njulgado em 05\/12\/2018, DJe 19\/12\/2018<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-3-questoes-objetivas\"><a>13.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas<\/a>.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A 2\u00aa fase\nda a\u00e7\u00e3o de exigir contas tem natureza jur\u00eddica de cumprimento de senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A decis\u00e3o\ninterlocut\u00f3ria que, na segunda fase da a\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o de contas, defere a\nprodu\u00e7\u00e3o de prova pericial cont\u00e1bil, nomeia perito e concede prazo para\napresenta\u00e7\u00e3o de documentos, formula\u00e7\u00e3o de quesitos e nomea\u00e7\u00e3o de assistentes, \u00e9\nimediatamente recorr\u00edvel por agravo de instrumento, com base no par\u00e1grafo \u00fanico\ndo art. 1.015 do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-4-gabarito\"><a>13.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito<\/a>.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\"><a>DIREITO PROCESSUAL\nPENAL<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-companheira-tem-legitimidade-para-ajuizar-queixa-crime-por-conta-de-calunia-praticada-contra-sua-falecida-companheira\"><a>14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Companheira\ntem legitimidade para ajuizar queixa-crime por conta de cal\u00fania praticada\ncontra sua falecida companheira?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A\u00c7\u00c3O PENAL (Apn)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A companheira, em uni\u00e3o est\u00e1vel homoafetiva\nreconhecida, goza do mesmo status de c\u00f4njuge para o processo penal, possuindo\nlegitimidade para ajuizar a a\u00e7\u00e3o penal privada (<strong>STJ, APn 912\/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz,\nCorte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: STJ.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\"><a>14.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Em queixa-crime de compet\u00eancia\norigin\u00e1ria do STJ, <strong>ROBERTA<\/strong>,\ncompanheira da falecida <strong>SARAH<\/strong>,\nofereceu queixa-crime contra <strong>CARMEN<\/strong>,\ndesembargadora de Tribunal de Justi\u00e7a, pela pr\u00e1tica do crime de cal\u00fania contra\nos mortos (art. 138<a href=\"#_ftn10\">[10]<\/a>,\n\u00a7 2\u00ba, CP). De acordo com a pe\u00e7a acusat\u00f3ria, <strong>CARMEN<\/strong>, em rede social, atribuiu a <strong>SARAH<\/strong> a pr\u00e1tica de crime quando em vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na resposta \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o, <strong>CARMEN<\/strong> arguiu as preliminares de\nilegitimidade ativa e incompet\u00eancia do Ju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Rejeitou ambas as\n  preliminares e recebeu a queixa-crime.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\"><a>14.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-em-debate\"><a>14.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Pessoal, duas quest\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> <em>por que o <strong>STJ<\/strong> entendeu ser competente para o processamento?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> <em>a companheira da falecida tem legitimidade\nativa para ajuizar queixa-crime?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-por-que-a-desembargadora-esta-sendo-processada-diretamente-no-stj\"><a>14.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nPor que a desembargadora est\u00e1 sendo processada\ndiretamente no STJ?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Na A\u00e7\u00e3o Penal n\u00ba 937, o <strong>STF<\/strong> reconheceu que tem compet\u00eancia para\nprocessamento de <strong>detentores de foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o<\/strong> somente quando\ncometidos crimes durante o exerc\u00edcio do cargo <strong><em>E<\/em><\/strong> desde que relativos \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas pelo r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDireito Constitucional e Processual Penal. Quest\u00e3o de Ordem em A\u00e7\u00e3o Penal. Limita\u00e7\u00e3o do foro por\nprerrogativa de fun\u00e7\u00e3o aos crimes praticados no cargo e em raz\u00e3o dele.\nEstabelecimento de marco temporal de fixa\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia. I. Quanto ao\nsentido e alcance do foro por prerrogativa 1. O foro por prerrogativa de\nfun\u00e7\u00e3o, ou foro privilegiado, na interpreta\u00e7\u00e3o at\u00e9 aqui adotada pelo Supremo\nTribunal Federal, alcan\u00e7a todos os crimes de que s\u00e3o acusados os agentes\np\u00fablicos previstos no art. 102, I, b e c da Constitui\u00e7\u00e3o, inclusive os\npraticados antes da investidura no cargo e os que n\u00e3o guardam qualquer rela\u00e7\u00e3o\ncom o seu exerc\u00edcio. <strong>2. Imp\u00f5e-se, todavia, a altera\u00e7\u00e3o desta linha de\nentendimento, para restringir o foro privilegiado aos crimes praticados no\ncargo e em raz\u00e3o do cargo<\/strong>. \u00c9 que a pr\u00e1tica atual n\u00e3o realiza\nadequadamente princ\u00edpios constitucionais estruturantes, como igualdade e\nrep\u00fablica, por impedir, em grande n\u00famero de casos, a responsabiliza\u00e7\u00e3o de\nagentes p\u00fablicos por crimes de naturezas diversas. Al\u00e9m disso, a falta de\nefetividade m\u00ednima do sistema penal, nesses casos, frustra valores\nconstitucionais importantes, como a probidade e a moralidade administrativa. 3. Para assegurar que a prerrogativa de foro sirva ao seu\npapel constitucional de garantir o livre exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es \u2013 e n\u00e3o ao fim\nileg\u00edtimo de assegurar impunidade \u2013 <strong>\u00e9\nindispens\u00e1vel que haja rela\u00e7\u00e3o de causalidade entre o crime imputado e o\nexerc\u00edcio do cargo<\/strong>. A experi\u00eancia e as estat\u00edsticas revelam a\nmanifesta disfuncionalidade do sistema, causando indigna\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade e\ntrazendo desprest\u00edgio para o Supremo. (&#8230;) III. Conclus\u00e3o 6. Resolu\u00e7\u00e3o da\nquest\u00e3o de ordem com a fixa\u00e7\u00e3o das seguintes teses: <strong>\u201c(i) O foro por prerrogativa de fun\u00e7\u00e3o\naplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exerc\u00edcio do cargo e\nrelacionados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es desempenhadas<\/strong>; e (ii) Ap\u00f3s o final da\ninstru\u00e7\u00e3o processual, com a publica\u00e7\u00e3o do despacho de intima\u00e7\u00e3o para\napresenta\u00e7\u00e3o de alega\u00e7\u00f5es finais, a compet\u00eancia para processar e julgar a\u00e7\u00f5es\npenais n\u00e3o ser\u00e1 mais afetada em raz\u00e3o de o agente p\u00fablico vir a ocupar cargo ou\ndeixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo\u201d. 7. Aplica\u00e7\u00e3o da nova\nlinha interpretativa aos processos em curso. Ressalva de todos os atos\npraticados e decis\u00f5es proferidas pelo STF e demais ju\u00edzos com base na\njurisprud\u00eancia anterior. 8. Como resultado, determina\u00e7\u00e3o de baixa da a\u00e7\u00e3o penal\nao Ju\u00edzo da 256\u00aa Zona Eleitoral do Rio de Janeiro, em raz\u00e3o de o r\u00e9u ter renunciado\nao cargo de Deputado Federal e tendo em vista que a instru\u00e7\u00e3o processual j\u00e1\nhavia sido finalizada perante a 1\u00aa inst\u00e2ncia.\u201d (<strong>STF, AP 937 QO, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Tribunal Pleno,\njulgado em 03\/05\/2018<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Esquematizando:<\/p>\n\n\n\n\n\n<p><em>\u201cOra, mas o crime de cal\u00fania praticado por\nCARMEN foi executado durante o exerc\u00edcio do cargo, mas nada tem a ver com as\nfun\u00e7\u00f5es de desembargadora!\u201d<\/em> De fato, e que o <strong>STJ<\/strong> flexibilizou esse entendimento do <strong>STF<\/strong> quando se trata de crimes praticados por desembargadores:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Cumpre, de in\u00edcio, deixar consignada a compet\u00eancia do STJ para\nprocessar e julgar a queixa-crime em quest\u00e3o, que imputa o crime de cal\u00fania \u00e0\nDesembargadora do TJRJ. A conduta supostamente delituosa teria sido cometida\npor Desembargadora, mas fora de suas atribui\u00e7\u00f5es funcionais, o que, em\nprinc\u00edpio, est\u00e1 fora das hip\u00f3teses levantadas pelo STF, quando do julgamento da\nQO na AP 937, ocasi\u00e3o em que o Plen\u00e1rio decidiu por limitar a prerrogativa de\nforo \u00e0queles agentes cujos crimes foram cometidos no exerc\u00edcio do cargo e em\nraz\u00e3o dele. <strong>Contudo,\nesta Corte Especial, ao examinar a QO na APn 878\/DF, Rel. Ministro BENEDITO\nGON\u00c7ALVES, CORTE ESPECIAL, julgado em 21\/11\/2018, DJe 19\/12\/2018, entendeu por\n\u2018reconhecer a compet\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a nas hip\u00f3teses em que,\nn\u00e3o fosse a prerrogativa de foro (art. 105, I, da Constitui\u00e7\u00e3o), o\nDesembargador acusado houvesse de responder \u00e0 a\u00e7\u00e3o penal perante juiz de\nprimeiro grau vinculado ao mesmo tribunal\u2019<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, APn 912\/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz,\nCorte Especial, por unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-a-companheira-da-falecida-tem-legitimidade-para-ajuizar-a-queixa-crime\"><a>14.2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nA companheira da falecida tem legitimidade para\najuizar a queixa-crime?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com o 31 do CPP:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 31 CPP<\/strong>. No\ncaso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decis\u00e3o judicial, o\ndireito de oferecer queixa ou prosseguir na a\u00e7\u00e3o passar\u00e1 ao <strong>C\u00d4NJUGE<\/strong>,\nascendente, descendente ou irm\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>E a\u00ed, como fazemos?<\/em> N\u00e3o est\u00e1\nprevista a figura da companheira. N\u00e3o temam! D\u00e1-lhe interpreta\u00e7\u00e3o extensiva ao\ndispositivo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Cumpre anotar, desde logo, que a\ncompanheira, em uni\u00e3o est\u00e1vel reconhecida, goza do mesmo status de c\u00f4njuge para\no processo penal, podendo figurar como leg\u00edtima representante da falecida.\nVale ressaltar que a <strong>interpreta\u00e7\u00e3o extensiva<\/strong> da norma processual\npenal tem autoriza\u00e7\u00e3o expressa do art. 3.\u00ba do CPP (\u2018A lei processual penal\nadmitir\u00e1 interpreta\u00e7\u00e3o extensiva e aplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica, bem como o suplemento\ndos princ\u00edpios gerais de direito\u2019).\u201d (<strong>STJ, APn 912\/RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, Corte Especial,\npor unanimidade, julgado em 07\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas a\u00ed n\u00e3o seria interpreta\u00e7\u00e3o extensiva\nem preju\u00edzo da r\u00e9?\u201d<\/em> Ent\u00e3o, os\nministros n\u00e3o aprofundaram no tema, mas <strong>RENATO\nBRASILEIRO<\/strong> defende a impossibilidade dessa analogia <em>in malam partem<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o art. 3\u00ba do CPP disp\u00f5e que a lei processual penal\nadmite o emprego da analogia, h\u00e1 de se ficar atento \u00e0 verdadeira natureza da\nnorma, ou seja, se se trata de norma genuinamente processual penal ou se, na\nverdade, estamos diante de norma processual mista dispondo sobre a pretens\u00e3o\npunitiva e produzindo reflexos no direito de liberdade do agente. Afinal, na\nhip\u00f3tese de estarmos diante de norma processual mista versando sobre a\npretens\u00e3o punitiva, n\u00e3o se pode admitir o emprego da analogia em preju\u00edzo do\nacusado, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da legalidade. Bom exemplo disso diz\nrespeito \u00e0 sucess\u00e3o processual prevista no art. 31 do CPP. Segundo o referido\ndispositivo, no caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por\ndecis\u00e3o judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na a\u00e7\u00e3o passar\u00e1 ao\nc\u00f4njuge, ascendente, descendente ou irm\u00e3o. Por for\u00e7a do disposto no art. 226, \u00a7\n3\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (\u2018Para efeito da prote\u00e7\u00e3o do Estado, \u00e9 reconhecida\na uni\u00e3o est\u00e1vel entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei\nfacilitar sua convers\u00e3o em casamento\u2019), grande parte da doutrina insere no rol\ndos sucessores o companheiro. Logo, a ordem seria c\u00f4njuge (ou companheiro),\nascendente, descendente ou irm\u00e3o. A nosso ver, todavia, n\u00e3o se pode incluir o\ncompanheiro nesse rol, sob pena de indevida analogia in malam partem. <strong>A inclus\u00e3o do\ncompanheiro ou da companheira nesse rol de sucessores produz reflexos no\ndireito de punir do Estado, j\u00e1 que, quanto menos sucessores existirem, maior \u00e9\na possibilidade de que o n\u00e3o exerc\u00edcio do direito de representa\u00e7\u00e3o ou de queixa\nno prazo legal acarrete a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade pela decad\u00eancia. Portanto,\ncuidando-se de regra de direito material, n\u00e3o se pode querer incluir o\ncompanheiro, sob pena de indevida analogia in malam partem, malferindo o\nprinc\u00edpio da legalidade (CF, art. 5\u00ba, XXXIX)<\/strong>.\u201d (<strong>Renato Brasileiro<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-3-questoes-objetivas\"><a>14.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A companheira, ainda que em uni\u00e3o est\u00e1vel\nhomoafetiva reconhecida, n\u00e3o goza do mesmo <em>status<\/em>\nde c\u00f4njuge para o processo penal, n\u00e3o possuindo legitimidade para ajuizar a\na\u00e7\u00e3o penal privada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-4-gabarito\"><a>14.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-5-bibliografia\"><a>14.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nBibliografia.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>LIMA<\/strong>,\nRenato Brasileiro de. Legisla\u00e7\u00e3o criminal especial comentada. Salvador:\nJuspodivm, 2017.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-tributario\"><a>DIREITO\nTRIBUT\u00c1RIO<\/a><\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-os-brindes-podem-ser-considerados-material-de-embalagem-para-fins-de-creditamento-de-ipi\"><a>15.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os\nbrindes podem ser considerados material de embalagem para fins de creditamento\nde IPI?<\/a><\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os brindes, produtos perfeitos e acabados em processo\nindustrial pr\u00f3prio, inclu\u00eddos em outros produtos industrializados, n\u00e3o geram\ndireito ao creditamento de IPI (<strong>STJ, REsp 1682920\/SP, Rel. Min. Gurgel de Faria, Primeira\nTurma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TRF 3\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-1-situacao-fatica\"><a>15.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nSitua\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p><strong>NESTL\u00c9 BRASIL LTDA<\/strong> ingressou com <strong>a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de d\u00e9bito fiscal<\/strong> em\nface da <strong>UNI\u00c3O<\/strong>, pugnando pela anula\u00e7\u00e3o\nde d\u00e9bitos de IPI. Em s\u00edntese, afirmou que os <strong>brindes (<em>\u201cr\u00e9guas passatempo\u201d<\/em>)<\/strong>\ndisponibilizados junto aos biscoitos <em>\u201cPassatempo\u201d<\/em>\nconstituem, na verdade, a <strong>pr\u00f3pria embalagem<\/strong> das bolachas e, portanto, s\u00e3o\nisentos de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o anulat\u00f3ria.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de <strong>NESTL\u00c9 BRASIL LTDA<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>NESTL\u00c9 BRASIL LTDA<\/strong> pugnou pela reforma\ndo Ac\u00f3rd\u00e3o, sustentando viola\u00e7\u00e3o ao art. 147, inciso I, do Decreto n\u00ba 2.637\/98\n(atual art. 226 do Decreto n\u00ba 7.212\/10) e do art. 11 da Lei n. 9.779\/99.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-analise-estrategica\"><a>15.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nAn\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-1-questao-em-debate\"><a>15.2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00e3o em debate.<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p>Vejamos os dispositivos que a <strong>NESTL\u00c9 BRASIL LTDA<\/strong> afirmou terem sido\nviolados pelo ac\u00f3rd\u00e3o do 2\u00ba grau:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 147 do Decreto\nn\u00ba 2.637\/98<\/strong>. <strong>Os estabelecimentos industriais, e os que lhes s\u00e3o equiparados, poder\u00e3o creditar-se<\/strong> (Lei n\u00ba 4.502, de 1964, art. 25): <strong>I<\/strong> &#8211; <strong>do imposto relativo a<\/strong>\nmat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e <strong>MATERIAL DE EMBALAGEM<\/strong>, <strong>adquiridos para emprego na industrializa\u00e7\u00e3o de\nprodutos tributados<\/strong>, incluindo-se, entre as mat\u00e9rias-primas e\nprodutos intermedi\u00e1rios, aqueles que, embora n\u00e3o se integrando ao novo produto,\nforem consumidos no processo de industrializa\u00e7\u00e3o, salvo se compreendidos entre\nos bens do ativo permanente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 11 da Lei n\u00ba\n9.779\/99<\/strong>. <strong>O saldo credor do Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211;\nIPI<\/strong>, acumulado em cada trimestre-calend\u00e1rio, <strong>decorrente de aquisi\u00e7\u00e3o de<\/strong>\nmat\u00e9ria-prima, produto intermedi\u00e1rio e <strong>MATERIAL DE EMBALAGEM<\/strong>, aplicados na\nindustrializa\u00e7\u00e3o, inclusive de produto isento ou tributado \u00e0 al\u00edquota zero, que\no contribuinte n\u00e3o puder compensar com o IPI devido na sa\u00edda de outros\nprodutos, <strong>poder\u00e1\nser utilizado de conformidade com o disposto nos arts. 73 e 74 da Lei no 9.430,\nde 27 de dezembro de 1996<\/strong>, observadas normas expedidas pela\nSecretaria da Receita Federal do Minist\u00e9rio da Fazenda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esses 2 (dois) dispositivos\npermitem o creditamento de IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, produto\nintermedi\u00e1rio e <strong>MATERIAL\nDE EMBALAGEM<\/strong> aplicados na industrializa\u00e7\u00e3o do produto final, quer\nestes (mat\u00e9ria-prima, produto intermedi\u00e1rio e material de embalagem) lhe\nintegrem, quer sejam consumidos no processo (de industrializa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Questiona-se, ent\u00e3o: <em>brindes podem\nser inclu\u00eddos no conceito de material de embalagem para fins de concess\u00e3o de\ncr\u00e9dito de IPI?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-2-2-brindes-podem-ser-incluidos-no-conceito-de-material-de-embalagem-para-fins-de-concessao-de-credito-de-ipi\"><a>15.2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nBrindes podem ser inclu\u00eddos no conceito de\nmaterial de embalagem para fins de concess\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI?<\/a><\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> No caso dos autos, o brinde\noferecido pela <strong>NESTL\u00c9 BRASIL LTDA<\/strong>\njunto ao pacote de biscoito \u00e9 uma esp\u00e9cie de r\u00e9gua infantil. <em>Ser\u00e1 que podemos\nfalar que esse objeto (r\u00e9gua) \u00e9 material de embalagem?<\/em> JAMAIS!<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Os brindes (produtos perfeitos e acabados em processo industrial\npr\u00f3prio) inclu\u00eddos em pacotes de outros produtos industrializados n\u00e3o os\ncomp\u00f5em nem se confundem com material de embalagem e, por isso, n\u00e3o geram\ndireito ao creditamento do art. 11 da Lei n. 9.779\/1999. De fato, n\u00e3o h\u00e1 como\nentender que uma r\u00e9gua possa integrar um recipiente destinado \u00e0 armazenagem e \u00e0\nprote\u00e7\u00e3o dos biscoitos; \u00e9 item independente utilizado como estrat\u00e9gia de\nmarkenting para estimular o p\u00fablico infanto-juvenil ao consumo, e, por \u00f3bvio,\nn\u00e3o integra do processo de industrializa\u00e7\u00e3o dos biscoitos, produto final. Essa\n\u00e9 a raz\u00e3o pela qual eventual IPI pago por ocasi\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o das r\u00e9guas n\u00e3o\ngera direito de creditamento pelo produtor do biscoito.\u201d (<strong>STJ, REsp 1682920\/SP, Rel. Min. Gurgel de\nFaria, Primeira Turma, por unanimidade, julgado em 06\/08\/2019, DJe 22\/08\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-3-questoes-objetivas\"><a>15.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nQuest\u00f5es objetivas.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Os brindes, produtos perfeitos e acabados em\nprocesso industrial pr\u00f3prio, inclu\u00eddos em outros produtos industrializados, n\u00e3o\ngeram direito ao creditamento de IPI.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-15-4-gabarito\"><a>15.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\nGabarito.<\/a><\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\"><em><strong>[1]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n1.846 CC<\/strong>. Pertence aos herdeiros necess\u00e1rios, de pleno direito, a metade\ndos bens da heran\u00e7a, constituindo a leg\u00edtima.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\"><em><strong>[2]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n397 CC<\/strong>. O inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o, positiva e l\u00edquida, no seu termo,\nconstitui de pleno direito em mora o devedor. <strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. N\u00e3o havendo termo, a mora se constitui mediante\ninterpela\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\n<em>\u201c<strong>Art.\n405 CC<\/strong>. Contam-se os juros de mora desde a cita\u00e7\u00e3o inicial.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\"><em><strong>[4]<\/strong><\/em><\/a><em> Apesar de muito interessante, o\nvoto-vencido do Min. RICARDO VILAS B\u00d4AS CUEVA apresenta fundamenta\u00e7\u00e3o\ndivergente a partir de diversas peculiaridades do caso f\u00e1tico, de modo\nque n\u00e3o \u00e9 relevante real\u00e7\u00e1-lo para as provas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\"><em><strong>[5]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n49 da Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Est\u00e3o sujeitos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial todos os\ncr\u00e9ditos existentes na data do pedido, ainda que n\u00e3o vencidos. (&#8230;) <strong>\u00a7 3\u00ba<\/strong> Tratando-se de credor titular da\nposi\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rio fiduci\u00e1rio de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis, de arrendador\nmercantil, de propriet\u00e1rio ou promitente vendedor de im\u00f3vel cujos respectivos\ncontratos contenham cl\u00e1usula de irrevogabilidade ou irretratabilidade,\ninclusive em incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias, ou de propriet\u00e1rio em contrato de\nvenda com reserva de dom\u00ednio, seu cr\u00e9dito n\u00e3o se submeter\u00e1 aos efeitos da\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial e prevalecer\u00e3o os direitos de propriedade sobre a coisa e\nas condi\u00e7\u00f5es contratuais, observada a legisla\u00e7\u00e3o respectiva, n\u00e3o se permitindo,\ncontudo, durante o prazo de suspens\u00e3o a que se refere o \u00a7 4\u00ba do art. 6\u00ba desta\nLei, a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital\nessenciais a sua atividade empresarial.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\"><em><strong>[6]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n139 NCPC<\/strong>. O juiz dirigir\u00e1 o processo conforme as disposi\u00e7\u00f5es deste C\u00f3digo,\nincumbindo-lhe: <strong>IV<\/strong> &#8211; determinar\ntodas as medidas indutivas, coercitivas, mandamentais ou sub-rogat\u00f3rias\nnecess\u00e1rias para assegurar o cumprimento de ordem judicial, inclusive nas a\u00e7\u00f5es\nque tenham por objeto presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria;\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\"><em><strong>[7]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n329 NCPC<\/strong>. O autor poder\u00e1: (&#8230;) <strong>II<\/strong>\n&#8211; at\u00e9 o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir,\ncom consentimento do r\u00e9u, assegurado o contradit\u00f3rio mediante a possibilidade\nde manifesta\u00e7\u00e3o deste no prazo m\u00ednimo de 15 (quinze) dias, facultado o\nrequerimento de prova suplementar.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\"><em><strong>[8]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n323 NCPC<\/strong>. Na a\u00e7\u00e3o que tiver por objeto cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o em\npresta\u00e7\u00f5es sucessivas, essas ser\u00e3o consideradas inclu\u00eddas no pedido,\nindependentemente de declara\u00e7\u00e3o expressa do autor, e ser\u00e3o inclu\u00eddas na\ncondena\u00e7\u00e3o, enquanto durar a obriga\u00e7\u00e3o, se o devedor, no curso do processo, deixar\nde pag\u00e1-las ou de consign\u00e1-las.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\"><em><strong>[9]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201c<strong>Art.\n71 NCPC<\/strong>. O incapaz ser\u00e1 representado ou assistido por seus pais, por tutor\nou por curador, na forma da lei.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\"><em><strong>[10]<\/strong><\/em><\/a><em> \u201cCal\u00fania. Art. 138, CP. Caluniar algu\u00e9m,\nimputando-lhe falsamente fato definido como crime: Pena &#8211; deten\u00e7\u00e3o, de seis\nmeses a dois anos, e multa. \u00a7 1\u00ba &#8211; Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a\nimputa\u00e7\u00e3o, a propala ou divulga. \u00a7 2\u00ba &#8211; \u00c9 pun\u00edvel a cal\u00fania contra os mortos.\u201d<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal, tudo bom? 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