{"id":410499,"date":"2019-08-17T17:29:11","date_gmt":"2019-08-17T20:29:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=410499"},"modified":"2022-11-04T11:52:21","modified_gmt":"2022-11-04T14:52:21","slug":"informativo-651-stj-comentado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/informativo-651-stj-comentado\/","title":{"rendered":"Informativo 651\/STJ Comentado"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, pessoal, tudo bom? <\/p>\n\n\n\n<p>Meu nome \u00e9 Lucas Evangelinos, professor aqui no Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas, e abaixo segue o Informativo n\u00ba 651\/STJ <strong>COMENTADO<\/strong>, com um pouco de informalidade para ajudar na memoriza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, vejam alguns questionamentos interessantes a serem\nrespondidos pelo informativo: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(a)<\/strong> t\u00e1 pipocando um PAD de conduta equiparada a crime, qual o prazo prescricional?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(b)<\/strong> aquele loteamento ilegal que surgiu na sua cidade, ser\u00e1 que o munic\u00edpio \u00e9 obrigado a regularizar aquela p\u00e2ndega?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(c)<\/strong> concession\u00e1ria de telefonia sem vergonha me cobrou indevidamente, quanto tempo posso ficar dormindo at\u00e9 requer judicialmente o valor de volta?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(d)<\/strong> sucess\u00e3o h\u00edbrida (qu\u00ea?!)&#8230; o que \u00e9 isso? H\u00e1 quota m\u00ednima para a companheira\/c\u00f4njuge sobrevivente?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(e)<\/strong> a construtora \u2013 para variar &#8211; atrasou a entrega do meu apartamento&#8230;e a\u00ed, como fica?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(f)<\/strong> o condom\u00ednio pode privar aquele vizinho inadimplente (e \u201cmala\u201d) de usar a quadra, sal\u00e3o de festas etc.?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(g)<\/strong> a ERB (\u201cantena\u201d para os \u00edntimos) \u00e9 estabelecimento empresarial? Cabe a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(h)<\/strong> decis\u00e3o de natureza complexa, qual recurso cab\u00edvel? <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(i)<\/strong> revista pessoal por agente particular, pode isso Arnaldo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center has-vivid-cyan-blue-background-color has-background has-large-font-size\"><strong><a href=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/17165922\/651-STJ.pdf\">DOWNLOAD AQUI<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se quiser, tamb\u00e9m pode ler por aqui, <strong>s\u00f3 antecipo minhas desculpas em raz\u00e3o de a formata\u00e7\u00e3o do WordPress n\u00e3o cooperar com a do Word, al\u00e9m de n\u00e3o permitir fluxogramas e imagens<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sumario\">Sum\u00e1rio<\/h1>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953328\">Sum\u00e1rio. 1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953329\">DIREITO ADMINISTRATIVO. 5<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953330\">1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Infra\u00e7\u00f5es disciplinares e prazo\nprescricional. 5<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953331\">1.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 5<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953332\">1.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 6<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953333\">1.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 7<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953334\">1.2.2.&nbsp; E qual foi o desfecho? 7<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953335\">1.2.3.&nbsp; Placar final. 8<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953336\">1.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 8<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953337\">1.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 9<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953338\">2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Regulariza\u00e7\u00e3o de loteamentos,\npoder-dever do munic\u00edpio? 9<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953339\">2.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 9<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953340\">2.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 10<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953341\">2.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 10<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953342\">2.2.2.&nbsp; Evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial 11<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953343\">2.2.3.&nbsp; Por que o STJ restringiu o dever-poder\ndo munic\u00edpio? 12<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953344\">2.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 15<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953345\">2.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 15<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953346\">DIREITO CIVIL 15<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953347\">3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria em\ncontratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. 15<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953348\">3.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 15<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953349\">3.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 16<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953350\">3.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 16<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953351\">3.2.2.&nbsp; Aplica-se a Lei n\u00ba 13.786\/18 ao caso? 17<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953352\">3.2.3.&nbsp; O que \u00e9 cl\u00e1usula penal? 17<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953353\">3.2.4.&nbsp; Nos contratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria,\nem regra, temos cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria expressamente prevista no instrumento.\nSer\u00e1 que podemos cumular seu valor com lucros cessantes? 20<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953354\">3.2.5.&nbsp; \u201c(&#8230;) e, em regra, estabelecida (a\ncl\u00e1usula penal morat\u00f3ria) em valor equivalente ao locativo (&#8230;)\u201d, o que isso\nquer dizer? 21<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953355\">3.2.6.&nbsp; Esse entendimento limitando a\nindeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 valor da cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria \u00e9 absoluto?&nbsp; 21<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953356\">3.2.7.&nbsp; O precedente revela um novo\nentendimento do STJ? 22<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953357\">3.2.8.&nbsp; Placar final. 22<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953358\">3.2.9.&nbsp; Trechos relevantes dos votos\ndivergentes publicados. 23<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953359\">3.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 23<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953360\">3.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 24<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953361\">3.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bibliografia. 24<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953362\">4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prescri\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de\nind\u00e9bito. 24<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953363\">4.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 24<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953364\">4.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 26<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953365\">4.2.1.&nbsp; Por que n\u00e3o se aplica o art. 206, \u00a7 3\u00ba,\ninciso IV, do CC? 26<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953366\">4.2.2.&nbsp; Placar final. 27<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953367\">4.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 27<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953368\">4.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 27<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953369\">5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Sucess\u00e3o h\u00edbrida e quota heredit\u00e1ria\ndo c\u00f4njuge (ou companheiro) sobrevivente. 28<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953370\">5.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 28<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953371\">5.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 29<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953372\">5.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 29<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953373\">5.2.2.&nbsp; O MP\/RS teve raz\u00e3o ao requerer a\naplica\u00e7\u00e3o do art. 1.790 do CC? 30<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953374\">5.2.3.&nbsp; Um adendo antes de prosseguirmos, qual\nfoi a interpreta\u00e7\u00e3o dada pelo STJ \u00e0 parte final do art. 1.829, inciso I, do CC\n(\u201cou se, no regime da comunh\u00e3o parcial, o autor da heran\u00e7a n\u00e3o houver deixado\nbens particulares;\u201d)? 31<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953375\">5.2.4.&nbsp; An\u00e1lise do art. 1.832 do CC. 32<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953376\">5.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 35<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953377\">5.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 35<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953378\">DIREITO DO CONSUMIDOR. 35<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953379\">6.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Da\u00e7\u00e3o em pagamento e \u00e1rvores de\nreflorestamento. 35<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953380\">6.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 35<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953381\">6.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 36<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953382\">6.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 36<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953383\">6.2.2.&nbsp; Ausente na escritura p\u00fablica da da\u00e7\u00e3o\nem pagamento do im\u00f3vel qualquer cl\u00e1usula referente \u00e0 transfer\u00eancia das \u00e1rvores\nde reflorestamento, pode-se presumir que foram tamb\u00e9m transferidas ao credor? 37<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953384\">6.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 38<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953385\">6.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 38<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953386\">7.&nbsp;&nbsp;&nbsp; \u201cInvers\u00e3o\u201d da cl\u00e1usula penal em\ncontratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. 38<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953387\">7.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 38<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953388\">7.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 39<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953389\">7.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 39<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953390\">7.2.2.&nbsp; Aplica-se a Lei n\u00ba 13.786\/18 ao caso? 40<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953391\">7.2.3.&nbsp; O que \u00e9 cl\u00e1usula penal? 41<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953392\">7.2.4.&nbsp; Se o contrato de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria\nprever cl\u00e1usula penal apenas em favor do vendedor, \u00e9 poss\u00edvel estend\u00ea-la em\nfavor do comprador? 43<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953393\">7.2.5.&nbsp; Placar final. 46<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953394\">7.2.6.&nbsp; Trechos relevantes dos votos\ndivergentes publicados. 46<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953395\">7.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 47<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953396\">7.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 47<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953397\">7.5.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Bibliografia. 48<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953398\">8.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo decadencial convencional para\nutiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. 48<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953399\">8.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 48<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953400\">8.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 49<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953401\">8.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 49<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953402\">8.2.2.&nbsp; H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre os\ndemandantes? 49<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953403\">8.2.3.&nbsp; O CDC prev\u00ea alguma veda\u00e7\u00e3o para\nconven\u00e7\u00e3o de prazo decadencial para utiliza\u00e7\u00e3o de bem ou servi\u00e7o? 50<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953404\">8.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 51<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953405\">8.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 51<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953406\">9.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cond\u00f4mino inadimplente e \u00e1reas comuns\ndo edif\u00edcio. 51<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953407\">9.1.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 51<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953408\">9.2.&nbsp;&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 52<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953409\">9.2.1.&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 52<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953410\">9.2.2.&nbsp; Microssistema condominial. 52<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953411\">9.2.3.&nbsp; Diante desse cen\u00e1rio, a conven\u00e7\u00e3o\npoderia prever a proibi\u00e7\u00e3o do uso de determinadas \u00e1reas comuns pelo cond\u00f4mino\ninadimplente? 53<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953412\">9.3.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 55<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953413\">9.4.&nbsp;&nbsp;&nbsp; Gabarito. 56<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953414\">DIREITO EMPRESARIAL 56<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953415\">10.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; ERB \u00e9 estabelecimento empresarial. 56<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953416\">10.1.&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 56<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953417\">10.2.&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 57<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953418\">10.2.1.&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 57<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953419\">10.2.2.&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria. 57<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953420\">10.2.3.&nbsp;&nbsp; O que \u00e9 um estabelecimento\nempresarial? 57<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953421\">10.2.4.&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria e estabelecimento\nempresarial. 58<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953422\">10.2.5.&nbsp;&nbsp; A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria como \u00f3bice ao\nenriquecimento sem causa do locador. 58<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953423\">10.2.6.&nbsp;&nbsp; A ERB \u00e9 um estabelecimento\nempresarial? 59<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953424\">10.3.&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 60<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953425\">10.4.&nbsp;&nbsp; Gabarito. 60<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953426\">11.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial: TR e\nJuros. 60<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953427\">11.1.&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 61<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953428\">11.2.&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 61<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953429\">11.2.1.&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 61<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953430\">11.2.1.&nbsp;&nbsp; O Poder Judici\u00e1rio pode exercer\ncontrole sobre o disposto no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial? 62<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953431\">11.2.1.&nbsp;&nbsp; TR. 62<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953432\">11.2.1.&nbsp;&nbsp; Juros de 1% a.a. 63<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953433\">11.2.2.&nbsp;&nbsp; Homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o\njudicial e protesto. 64<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953434\">11.3.&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 65<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953435\">11.4.&nbsp;&nbsp; Gabarito. 65<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953436\">12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cr\u00e9dito em moeda estrangeira e\nDireito Intertemporal. 65<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953437\">12.1.&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 66<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953438\">12.2.&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 67<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953439\">12.2.1.&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 67<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953440\">12.2.2.&nbsp;&nbsp; Direito intertemporal. 67<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953441\">12.3.&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 70<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953442\">12.4.&nbsp;&nbsp; Gabarito. 70<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953443\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL 71<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953444\">13.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o do\ncabimento de recurso em decis\u00e3o de duplo conte\u00fado (natureza complexa). 71<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953445\">13.1.&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 71<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953446\">13.2.&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 72<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953447\">13.2.1.&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 72<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953448\">13.2.2.&nbsp;&nbsp; Crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o do\ncabimento de recurso em decis\u00e3o de duplo conte\u00fado (natureza complexa). 72<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953449\">13.3.&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 74<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953450\">13.4.&nbsp;&nbsp; Gabarito. 75<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_Toc16953451\">DIREITO PROCESSUAL PENAL 75<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953452\">14.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Revista pessoal por agente de\nseguran\u00e7a privada. 75<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953453\">14.1.&nbsp;&nbsp; Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica. 75<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953454\">14.2.&nbsp;&nbsp; An\u00e1lise Estrat\u00e9gica. 76<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953455\">14.2.1.&nbsp;&nbsp; Quest\u00e3o em debate. 76<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953456\">14.2.2.&nbsp;&nbsp; Busca pessoal (revista pessoal) e\nbusca domiciliar. 76<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953457\">14.2.3.&nbsp;&nbsp; E se o r\u00e9u estivesse com a droga nas\nm\u00e3os? 78<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953458\">14.3.&nbsp;&nbsp; Quest\u00f5es objetivas. 78<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953459\">14.4.&nbsp;&nbsp; Gabarito. 78<\/a><\/em><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"#_Toc16953460\">14.1.&nbsp;&nbsp; Bibliografia. 78<\/a><\/em><em><\/em><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-administrativo\">DIREITO ADMINISTRATIVO<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-infracoes-disciplinares-e-prazo-prescricional\">1.\u00a0\u00a0 Infra\u00e7\u00f5es disciplinares e prazo prescricional.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>MANDADO DE SEGURAN\u00c7A (MS)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O prazo prescricional previsto na lei penal se aplica\n\u00e0s infra\u00e7\u00f5es disciplinares tamb\u00e9m capituladas como crime independentemente da\napura\u00e7\u00e3o criminal da conduta do servidor. (<strong>STJ, MS 20857\/DF, Rel. Min. Napole\u00e3o Nunes Maia Filho,\nRel. Acd. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em\n22\/05\/2019, DJe 12\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>:\nMandado de seguran\u00e7a denegado.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-1-situacao-fatica\">1.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>LUIZA<\/strong> impetrou mandado de seguran\u00e7a contra decis\u00e3o do <strong>MINISTRO DE ESTADO DA SA\u00daDE<\/strong>,\nconsubstanciada na Portaria n\u00ba 5\/<strong>2014<\/strong>, oriunda de Processo Administrativo\nDisciplinar (PAD) instaurado em <strong>2008<\/strong>, que converteu a exonera\u00e7\u00e3o da impetrante\nem destitui\u00e7\u00e3o de cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, no in\u00edcio do PAD\ninstaurado em 2008, a impetrante pediu exonera\u00e7\u00e3o do seu cargo em comiss\u00e3o.\nOcorre que, ao final do PAD, constatou-se, <strong>no \u00e2mbito administrativo<\/strong>, a pr\u00e1tica dos delitos\nprevistos nos arts. 299, 312 e 317 do CP por parte da impetrante. <\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, o <strong>MINISTRO DE ESTADO DA SA\u00daDE<\/strong> converteu a\nent\u00e3o exonera\u00e7\u00e3o da impetrante em destitui\u00e7\u00e3o (penalidade disciplinar), nos\ntermos dos art. 132, incisos I, e arts. 135 e 142, inciso I, da Lei n\u00ba\n8.112\/90:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 135 da Lei n\u00ba 8.112\/90<\/strong>. A destitui\u00e7\u00e3o de cargo em comiss\u00e3o\nexercido por n\u00e3o ocupante de cargo efetivo ser\u00e1 aplicada nos casos de infra\u00e7\u00e3o\nsujeita \u00e0s penalidades de suspens\u00e3o e de demiss\u00e3o. (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 132 da Lei n\u00ba 8.112\/90<\/strong>. A demiss\u00e3o ser\u00e1 aplicada nos seguintes\ncasos: I &#8211; <strong>crime\ncontra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/strong>;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 142 da Lei n\u00ba 8.112\/90<\/strong>. A a\u00e7\u00e3o disciplinar prescrever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; em 5 (cinco) anos, quanto \u00e0s infra\u00e7\u00f5es pun\u00edveis com demiss\u00e3o, cassa\u00e7\u00e3o de\naposentadoria ou disponibilidade e destitui\u00e7\u00e3o de cargo em comiss\u00e3o;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A impetrante, por sua vez,\nsustentou a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> de\nsua penalidade disciplinar, com base nos arts. 152 e 167 da Lei n\u00ba 8.112\/90, j\u00e1\nque seu PAD foi encerrado ap\u00f3s 5 (cinco) anos de instaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade coatora, por outro\nlado, defendeu a inexist\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, j\u00e1 que deveriam ser\naplicados os prazos prescricionais penais, nos termos do art. 142, \u00a7 2\u00ba, da Lei\nn\u00ba 8.112\/90.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 142 da Lei n\u00ba 8.112\/90<\/strong>. A a\u00e7\u00e3o\ndisciplinar prescrever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; em 5 (cinco) anos, quanto \u00e0s infra\u00e7\u00f5es pun\u00edveis com demiss\u00e3o, cassa\u00e7\u00e3o de\naposentadoria ou disponibilidade e destitui\u00e7\u00e3o de cargo em comiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; em 2 (dois) anos, quanto \u00e0 suspens\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; em 180 (cento e oitenta) dias, quanto \u00e0 advert\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n1\u00ba<\/strong> O prazo de prescri\u00e7\u00e3o come\u00e7a a correr da data em que o fato se tornou\nconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n2\u00ba<\/strong> Os prazos de prescri\u00e7\u00e3o previstos na lei penal\naplicam-se \u00e0s infra\u00e7\u00f5es disciplinares capituladas tamb\u00e9m como crime.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n3\u00ba<\/strong> A abertura de sindic\u00e2ncia ou a instaura\u00e7\u00e3o de processo disciplinar\ninterrompe a prescri\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a decis\u00e3o final proferida por autoridade\ncompetente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n4\u00ba<\/strong> Interrompido o curso da prescri\u00e7\u00e3o, o prazo come\u00e7ar\u00e1 a correr a partir\ndo dia em que cessar a interrup\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em r\u00e9plica, no entanto, a\nimpetrante afirmou n\u00e3o ser poss\u00edvel aplicar o art. 142, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba\n8.112\/90, j\u00e1 que n\u00e3o existia apura\u00e7\u00e3o criminal de sua conduta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Mandado de seguran\u00e7a\n  denegado.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-analise-estrategica\">1.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-1-questao-em-debate\">1.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate<\/h4>\n\n\n\n<p>O ponto nodal da discuss\u00e3o\nreside na aplica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do art. 142, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 8.112\/90, quando inexistir apura\u00e7\u00e3o criminal em andamento sobre os\nfatos imputados ao servidor no PAD:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 142 da Lei n\u00ba 8.112\/90<\/strong>. A a\u00e7\u00e3o disciplinar prescrever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; em 5 (cinco) anos, quanto \u00e0s infra\u00e7\u00f5es pun\u00edveis com demiss\u00e3o, cassa\u00e7\u00e3o de\naposentadoria ou disponibilidade e destitui\u00e7\u00e3o de cargo em comiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; em 2 (dois) anos, quanto \u00e0 suspens\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; em 180 (cento e oitenta) dias, quanto \u00e0 advert\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>\u00a7 2\u00ba<\/strong> Os prazos de prescri\u00e7\u00e3o\nprevistos na lei penal aplicam-se \u00e0s infra\u00e7\u00f5es disciplinares capituladas tamb\u00e9m\ncomo crime. (&#8230;).\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-2-e-qual-foi-o-desfecho\">1.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E qual foi o desfecho?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> O prazo prescricional\nprevisto na lei penal se aplica \u00e0s infra\u00e7\u00f5es disciplinares tamb\u00e9m capituladas\ncomo crime, independentemente de existir (ou n\u00e3o) apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta\ndo servidor.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cE como pensa o STF?\u201d<\/em> De acordo\ncom o Min. <strong>OG FERNANDES<\/strong>, o <strong>STF<\/strong> caminha no mesmo sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ou seja, tanto para o STF quanto para o\nSTJ, a fim de que seja aplic\u00e1vel o art. 142, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 8.112\/1990, n\u00e3o \u00e9\nnecess\u00e1rio demonstrar a exist\u00eancia da apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta do servidor.\nIsso porque o lapso prescricional n\u00e3o pode variar ao talante da exist\u00eancia ou\nn\u00e3o de apura\u00e7\u00e3o criminal, justamente pelo fato de a prescri\u00e7\u00e3o estar\nrelacionada \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica. Assim, o crit\u00e9rio para fixa\u00e7\u00e3o do prazo\nprescricional deve ser o mais objetivo poss\u00edvel \u2013 justamente o previsto no\ndispositivo legal referido \u2013, e n\u00e3o oscilar de forma a gerar instabilidade e\ninseguran\u00e7a jur\u00eddica para todo o sistema.\u201d (<strong>STJ, MS 20857\/DF, Rel. Min.\nNapole\u00e3o Nunes Maia Filho, Rel. Acd. Min. Og Fernandes, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 12\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>E se estiv\u00e9ssemos falando de uma ACP contra\nservidor por pr\u00e1tica de improbidade administrativa, cujo ato tamb\u00e9m\nrepresentasse infra\u00e7\u00e3o penal, poder\u00edamos aplicar o mesmo entendimento acima? <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ou seja, o prazo prescricional previsto na\nlei penal aplicar-se-ia, <strong>independentemente<\/strong>\nde existir (ou n\u00e3o) apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta improba do servidor?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, como lembrou o Min. <strong>GURGEL DE FARIA<\/strong> em seu Voto-Vista:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Recentemente, entretanto, esta Se\u00e7\u00e3o, em processo de minha\nrelatoria [EDv nos EREsp 1656383\/SC, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA\nSE\u00c7\u00c3O, julgado em 27\/06\/2018, DJe 05\/09\/2018], manifestou-se no sentido de que \u2018a\nprescri\u00e7\u00e3o da improbidade administrativa deveria ser contada de acordo com a\npena em concreto, uma vez que tal lapso prescricional n\u00e3o poderia ficar\ncondicionado \u00e0 exist\u00eancia ou n\u00e3o da a\u00e7\u00e3o penal\u2019.\u201d (<strong>STJ, MS 20857\/DF, Voto-Vista,\nRel. Min. Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019,\nDJe 12\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em resumo<\/strong>, praticada uma\ninfra\u00e7\u00e3o disciplinar por servidor p\u00fablico ou um ato de improbidade\nadministrativa que sejam <strong>tamb\u00e9m<\/strong>\ninfra\u00e7\u00f5es penais, aplica-se o prazo prescricional penal, independentemente de\nexistir (ou n\u00e3o) apura\u00e7\u00e3o da conduta no \u00e2mbito criminal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-2-3-placar-final\">1.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>OG FERNANDES, ASSUSETE MAGALH\u00c3ES, S\u00c9RGIO KUKINA, GURGEL DE FARIA,\n  FRANCISCO FALC\u00c3O e HERMAN BENJAMIN<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Diante\n  da independ\u00eancia das esferas administrativa e criminal, n\u00e3o se pode entender\n  que a exist\u00eancia de apura\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 pr\u00e9-requisito para a utiliza\u00e7\u00e3o do\n  prazo prescricional penal.\n  Ou\n  seja, a aplica\u00e7\u00e3o do prazo prescricional previsto na lei penal <strong>N\u00c3O<\/strong> exige demonstra\u00e7\u00e3o da\n  exist\u00eancia de apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta do servidor p\u00fablico.\n  <\/td><td>\n  A\n  aplica\u00e7\u00e3o do prazo prescricional previsto na lei penal exige demonstra\u00e7\u00e3o da\n  exist\u00eancia de apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta do servidor p\u00fablico.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>6<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>1<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-3-questoes-objetivas\">1.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O prazo prescricional previsto na lei penal se\naplica \u00e0s infra\u00e7\u00f5es disciplinares tamb\u00e9m capituladas como crime\nindependentemente da apura\u00e7\u00e3o criminal da conduta do servidor, entendimento que\nn\u00e3o se aplica quando estivermos diante de atos de improbidade administrativa que\ntamb\u00e9m sejam capitulados como crime.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-4-gabarito\">1.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-regularizacao-de-loteamentos-poder-dever-do-municipio\">2.\u00a0\u00a0 Regulariza\u00e7\u00e3o de loteamentos, poder-dever do munic\u00edpio?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O poder-dever do Munic\u00edpio de regularizar loteamentos\nilegais (clandestinos ou irregulares) \u00e9 restrito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de obras\nessenciais em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica local, sem preju\u00edzo\ntamb\u00e9m do seu poder-dever de cobrar dos respons\u00e1veis os custos em que incorrer nessa\nsua atua\u00e7\u00e3o saneadora. (<strong>STJ, REsp 1164893\/SE, Rel. Min. Herman Benjamin, Primeira\nSe\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/11\/2016, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial\nparcialmente provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSE.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-1-situacao-fatica\">2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO\/SE<\/strong> ajuizou uma ACP em face do munic\u00edpio de <strong>ARACAJ\u00da<\/strong> e do loteador <strong>ROBSON<\/strong>, para que ambos fossem condenados\na regularizar loteamento irregular.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a\n  pretens\u00e3o, condenando ambos os r\u00e9us a executar todas as obras de\n  infraestrutura necess\u00e1rias \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o total do loteamento irregular\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, o\nmunic\u00edpio de <strong>ARACAJ\u00da<\/strong> defendeu a\nimproced\u00eancia da demanda.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, o munic\u00edpio\nde <strong>ARACAJ\u00da<\/strong> alegou haver viola\u00e7\u00e3o ao\nart. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu parcial provimento ao\n  recurso para restringir a obriga\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de executar as obras de\n  infraestrutura somente \u00e0quelas essenciais nos termos da legisla\u00e7\u00e3o\n  urban\u00edstica local, compreendendo, no m\u00ednimo, ruas, esgoto e ilumina\u00e7\u00e3o\n  p\u00fablica\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-analise-estrategica\">2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-1-questao-em-debate\">2.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Discute-se qual a interpreta\u00e7\u00e3o\nque deve ser dada ao art. 40, <em>caput<\/em>,\nda Lei n\u00ba 6.766\/79. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 40, caput, da\nLei n\u00ba 6.766\/79<\/strong>. A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o\ncaso, se\ndesatendida pelo <strong>loteador<\/strong> a\nnotifica\u00e7\u00e3o, <strong>PODER\u00c1 REGULARIZAR<\/strong> <strong>loteamento<\/strong> ou <strong>desmembramento<\/strong> n\u00e3o autorizado ou executado sem observ\u00e2ncia das\ndetermina\u00e7\u00f5es do ato administrativo de licen\u00e7a, para evitar les\u00e3o aos\nseus padr\u00f5es de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes\nde lotes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(i)<\/em><\/strong><em> A regulariza\u00e7\u00e3o\nde loteamento ilegal de solo urbano \u00e9 uma faculdade ou poder-dever do\nmunic\u00edpio?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cPera, o que \u00e9 loteamento?\u201d<\/em> Opa, me adiantei. O parcelamento \u00e9 a divis\u00e3o do\nsolo, que pode ser realizado por meio de <strong>loteamento<\/strong> ou\ndesmembramento:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 2\u00ba, caput, da\nLei n\u00ba 6.766\/79<\/strong>. O parcelamento do solo urbano poder\u00e1 ser feito mediante <strong>LOTEAMENTO<\/strong> ou <strong>DESMEMBRAMENTO<\/strong>,\nobservadas as disposi\u00e7\u00f5es desta Lei e as das legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais\npertinentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(ii)<\/em><\/strong><em> Sendo um\npoder-dever, qual sua extens\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cCerto, e qual a diferen\u00e7a entre loteamento\ne desmembramento?\u201d<\/em> Ambas essas formas de parcelamento de solo t\u00eam\nconceito legal:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>LOTEAMENTO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>PARCELAMENTO<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 6.766\/79<\/strong>. Considera-se loteamento a\n  subdivis\u00e3o de gleba em lotes destinados a edifica\u00e7\u00e3o, com abertura de novas\n  vias de circula\u00e7\u00e3o, de logradouros p\u00fablicos ou prolongamento, modifica\u00e7\u00e3o ou\n  amplia\u00e7\u00e3o das vias existentes.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 6.766\/79<\/strong>. Considera-se desmembramento a\n  subdivis\u00e3o de gleba em lotes destinados a edifica\u00e7\u00e3o, com aproveitamento do\n  sistema vi\u00e1rio existente, desde que n\u00e3o implique na abertura de novas vias e\n  logradouros p\u00fablicos, nem no prolongamento, modifica\u00e7\u00e3o ou amplia\u00e7\u00e3o dos j\u00e1\n  existentes.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cMais uma, o que se entende por loteamento\nilegal?\u201d<\/em> Nas palavras de <strong>JOS\u00c9\nAFONSO DA SILVA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses loteamentos (sentido amplo) ilegais s\u00e3o de duas\nesp\u00e9cies: <strong>(a)<\/strong> os clandestinos, que\ns\u00e3o aqueles que n\u00e3o foram aprovados pela Prefeitura Municipal; <strong>(b)<\/strong> os irregulares, que s\u00e3o aqueles\naprovados pela Prefeitura mas que n\u00e3o foram inscritos, ou o foram mas s\u00e3o\nexecutados em conformidade com o plano e as plantas aprovadas.\u201d (<strong>Jos\u00e9 Afonso da Silva<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 quest\u00e3o em debate, havendo\num loteamento ilegal, o munic\u00edpio:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(i)<\/em><\/strong><em> tem a faculdade\nou poder-dever de regulariz\u00e1-lo?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(ii)<\/em><\/strong><em> se tem um\npoder-dever, qual sua extens\u00e3o?<\/em><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-2-evolucao-jurisprudencial\">2.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial<\/h4>\n\n\n\n<p><em>E a\u00ed, o que se extrai do art. 40, caput, da\nLei n\u00ba 6.766\/79?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 40, caput, da\nLei n\u00ba 6.766\/79<\/strong>. A Prefeitura Municipal, ou o Distrito Federal quando for o\ncaso, se\ndesatendida pelo <strong>loteador<\/strong> a\nnotifica\u00e7\u00e3o, <strong>PODER\u00c1 REGULARIZAR<\/strong>\nloteamento ou desmembramento n\u00e3o autorizado ou executado sem observ\u00e2ncia das\ndetermina\u00e7\u00f5es do ato administrativo de licen\u00e7a, para evitar les\u00e3o aos\nseus padr\u00f5es de desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes\nde lotes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse dispositivo, o\nMin. <strong>HERMAN BENJAMIN<\/strong> aponta, no\nin\u00edcio do seu voto, para <strong>evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial<\/strong> a respeito da interpreta\u00e7\u00e3o\ndada ao art. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79 na Primeira e Segunda Turmas do <strong>STJ<\/strong>, at\u00e9 o presente ac\u00f3rd\u00e3o, que <strong>consolidou<\/strong> o entendimento dessas duas turmas na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Precedentes antigos<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Precedentes recentes<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Precedentes mais recentes<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Precedente atual<\/strong>\n  <strong>(1\u00aa SE\u00c7\u00c3O)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>PODER-DEVER<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>FACULDADE<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>FACULDADE e PODER-DEVER<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>PODER-DEVER RESTRITO<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  O\n  art. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79 prev\u00ea um poder-dever do munic\u00edpio de promover\n  obras de infraestrutura em loteamento ilegal, ou seja, um ato vinculado da\n  municipalidade.\n  STJ, REsp 1.113.789\/SP, Rel.\n  Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 16\/06\/2009, DJe 29\/06\/2009\n  <\/td><td>\n  O\n  art. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79 confere ao munic\u00edpio a faculdade de promover obras\n  de infraestrutura em loteamento ilegal, sob seu o crit\u00e9rio de oportunidade e\n  conveni\u00eancia. \n  STJ, REsp 859.905\/RS, Rel.\n  p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Ministro CESAR ASFOR ROCHA, SEGUNDA TURMA, julgado em 01\/09\/2011,\n  DJe 16\/03\/2012\n  <\/td><td>\n  A\n  princ\u00edpio, o art. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79 confere ao munic\u00edpio a faculdade de\n  promover obras de infraestrutura em loteamento ilegal. Contudo, n\u00e3o mais\n  sendo poss\u00edvel exigir a regulariza\u00e7\u00e3o do loteador, a municipalidade passa a\n  ter um poder-dever de regularizar o parcelamento irregular.\n  STJ, REsp 1394701\/AC, Rel.\n  Ministro BENEDITO GON\u00c7ALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17\/09\/2015, DJe\n  28\/09\/2015\n  <\/td><td>\n  O\n  art. 40 da Lei n\u00ba 6.766\/79, real\u00e7ado pelo art. 30, inciso VIII, da CF, prev\u00ea\n  um poder-dever do munic\u00edpio de promover obras de infraestrutura em loteamento\n  ilegal, sendo tal poder-dever, no entanto, restrito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de obras\n  essenciais a serem implantadas em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica\n  local (art. 40, \u00a7 5\u00ba, da Lei n\u00ba 6.766\/79), como, por exemplo, ruas, esgoto,\n  energia e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.\n  Isso\n  sem preju\u00edzo tamb\u00e9m do poder-dever do munic\u00edpio de cobrar dos respons\u00e1veis os\n  custos em que incorrer nessa sua atua\u00e7\u00e3o saneadora.\n  STJ, REsp 1164893\/SE, Rel.\n  Min. Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/11\/2016,\n  DJe 01\/07\/2019\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-2-3-por-que-o-stj-restringiu-o-dever-poder-do-municipio\">2.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por que o STJ restringiu o dever-poder do munic\u00edpio?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Imagine que, em uma cidade de\n3 mil habitantes, um loteador implemente o loteamento\nilegal X de alto padr\u00e3o. A maior parte da cidade mal tem malha urbana,\nou seja, ruas, esgoto, energia e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. <\/p>\n\n\n\n<p>A\u00ed, o Minist\u00e9rio P\u00fablico prop\u00f5e\numa ACP em face do munic\u00edpio, sendo este condenado a realizar obras de\ninfraestrutura no loteamento ilegal X, como ruas,\nesgoto, energia e ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Nessa situa\u00e7\u00e3o, seria justo aos demais mun\u00edcipes\nque a in\u00e9rcia do loteador beneficiasse, estruturalmente, uma pequena \u00e1rea da\ncidade e um pequeno n\u00famero de pessoas, tudo arcado pelo munic\u00edpio de pequeno\nporte?<\/em> N\u00e3o! Jamais!<\/p>\n\n\n\n<p>Vejam o que disse o Min. <strong>HERMAN BENJAMIN<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] A omiss\u00e3o do loteador n\u00e3o gera, por si s\u00f3, prioridade absoluta e\nautom\u00e1tica no confronto com outras demandas preexistentes relativas \u00e0 malha\nurbana e a outros aspectos associados \u00e0 regularidade urban\u00edstico-ambiental. <strong>A interpreta\u00e7\u00e3o\nda lei federal n\u00e3o pode implicar um \u2018fura-fila\u2019 no atendimento das car\u00eancias\nsociais, sobretudo se, para solucionar as eventualmente judicializadas,\nacabar-se por desamparar os mais pobres, com igual precis\u00e3o\nurban\u00edstico-ambiental<\/strong>. O governo local\ndeve promover, sim, as melhorias necess\u00e1rias para aqueles que moram nesses\nloteamentos, mas direcionadas a todos os habitantes da cidade. Nesse\nponto, tenho d\u00favida quanto aos limites desse dever municipal, especialmente em\ncasos de loteamentos clandestinos, ou seja, aqueles realizados sem a aprova\u00e7\u00e3o\ndo Poder P\u00fablico. <\/p>\n\n\n\n<p>Exemplifico com incont\u00e1veis loteamentos clandestinos e\nirregulares que implementam condom\u00ednios de veraneio suntuosos em \u00e1reas de\nbeleza natural privilegiadas. Muito comumente, esses empreendimentos formam\nilhas de luxo encravadas e muradas em regi\u00f5es que, em contraste, n\u00e3o oferecem\naos moradores permanentes condi\u00e7\u00f5es adequadas de saneamento, mobilidade urbana,\nseguran\u00e7a etc. Incab\u00edvel impor ao Munic\u00edpio o asfaltamento, por exemplo, de um\ncondom\u00ednio de veraneio ou de classe m\u00e9dia se as ruas da cidade, que servem\ndiariamente os moradores permanentes ou os em pobreza extrema, n\u00e3o possuem esse\nmelhoramento. Invi\u00e1vel ainda obrig\u00e1-lo a implantar cal\u00e7adas e vias em um\ncondom\u00ednio de luxo, apenas porque o loteamento n\u00e3o foi completado, se o\nrestante da cidade, onde moram os menos afortunados, n\u00e3o conta com ilumina\u00e7\u00e3o\np\u00fablica ou esgotamento sanit\u00e1rio. Seria verdadeira invers\u00e3o absurda de\nprioridades, ou distribui\u00e7\u00e3o invertida de riqueza, dos mais necessitados para\nos mais afortunados.\u201d (<strong>STJ, REsp 1164893\/SE, Rel. Min. Herman\nBenjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/11\/2016, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>O que o munic\u00edpio deve fazer ent\u00e3o diante\nde um loteamento ilegal? <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Mesmo na hip\u00f3tese de loteamentos irregulares (aprovados, mas n\u00e3o\ninscritos ou executados adequadamente), a obriga\u00e7\u00e3o\ndo Poder P\u00fablico restringe-se \u00e0 infraestrutura necess\u00e1ria para sua inser\u00e7\u00e3o na\nmalha urbana, como ruas, esgoto, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica etc., de modo a atender aos\nmoradores j\u00e1 instalados, sem preju\u00edzo do tamb\u00e9m dever-poder da Administra\u00e7\u00e3o de\ncobrar dos respons\u00e1veis os custos em que incorrer na sua atua\u00e7\u00e3o saneadora.\nN\u00e3o teria cabimento exigir que o Munic\u00edpio realize obras n\u00e3o essenciais,\ninexistentes no restante da cidade (como fia\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, cal\u00e7amento\nespecial, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica diferenciada etc.), ou que atendam a lotes ainda\nn\u00e3o comercializados e ocupados, apenas porque constavam do plano aprovado pelo\nloteador inadimplente. Isso ampliaria indevidamente a atua\u00e7\u00e3o Municipal, tal\nqual fixado no art. 40, caput, da Lei Lehmann (\u2018evitar les\u00e3o aos seus padr\u00f5es\nde desenvolvimento urbano e na defesa dos direitos dos adquirentes de lotes\u2019).\u201d\n(<strong>STJ, REsp 1164893\/SE, Rel. Min. Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o,\npor unanimidade, julgado em 23\/11\/2016, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cInfraestrutura necess\u00e1ria, obras\nessenciais&#8230;meio gen\u00e9rico, n\u00e9?\u201d<\/em> Sim, por isso que o Min. <strong>HERMAN\nBENJAMIN<\/strong> destacou que compete ao Poder Judici\u00e1rio especificar quais obras\nessenciais devem ser realizadas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[Trecho <strong>do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) mas registro que apontei o entendimento de que o correto\nseria as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias apontarem quais s\u00e3o as obras a serem realizadas.\u201d\n(<strong>STJ, REsp 1164893\/SE, Rel. Min. Herman Benjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o,\npor unanimidade, julgado em 23\/11\/2016, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEntendi. O munic\u00edpio sempre ter\u00e1 esse\npoder-dever, ainda que m\u00ednimo\/restrito, certo?\u201d<\/em> Nem sempre, como\ndestacado pelo Min. <strong>HERMAN BENJAMIN<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Evidentemente, ao Poder Judici\u00e1rio n\u00e3o compete, pois seria um\ndesprop\u00f3sito, determinar a regulariza\u00e7\u00e3o de loteamentos clandestinos (n\u00e3o\naprovados pelo Munic\u00edpio) em terrenos que ofere\u00e7am perigo imediato para os\nmoradores l\u00e1 instalados, assim como os que estejam em \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o\nPermanente, de prote\u00e7\u00e3o de mananciais de abastecimento p\u00fablico, ou mesmo fora\ndo limite de expans\u00e3o urbana fixada nos termos dos padr\u00f5es de desenvolvimento\nlocal. A interven\u00e7\u00e3o judicial, nessas circunst\u00e2ncias, faz-se na linha de exigir\ndo Poder P\u00fablico a remo\u00e7\u00e3o das pessoas alojadas nesses lugares insalubres,\nimpr\u00f3prios ou in\u00f3spitos, assegurando-lhes habita\u00e7\u00e3o digna e segura \u2013 o\nverdadeiro direito \u00e0 cidade.\u201d (<strong>STJ, REsp 1164893\/SE, Rel. Min. Herman\nBenjamin, Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, julgado em 23\/11\/2016, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Sistematizando:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>LOTEAMENTO IRREGULAR<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>LOTEAMENTO CLANDESTINO em terrenos que ofere\u00e7am perigo imediato para\n  os moradores l\u00e1 instalados, que estejam em APP, \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o de\n  mananciais de abastecimento p\u00fablico ou fora do limite de expans\u00e3o urbana<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A obriga\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio\n  restringe-se \u00e0 infraestrutura necess\u00e1ria para sua inser\u00e7\u00e3o na malha urbana.\n  <\/td><td>\n  O munic\u00edpio <strong>n\u00e3o<\/strong> tem obriga\u00e7\u00e3o de promover\n  obras de infraestrutura e a interven\u00e7\u00e3o judicial, nessas circunst\u00e2ncias,\n  faz-se na linha de exigir do Poder P\u00fablico a remo\u00e7\u00e3o das pessoas alojadas\n  nesses lugares insalubres, impr\u00f3prios ou in\u00f3spitos, assegurando-lhes\n  habita\u00e7\u00e3o digna e segura.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-3-questoes-objetivas\">2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. O poder-dever do Munic\u00edpio de regularizar\nloteamentos ilegais (clandestinos ou irregulares) \u00e9 restrito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de\nobras essenciais em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o urban\u00edstica local.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-4-gabarito\">2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-civil\">DIREITO CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-clausula-penal-compensatoria-em-contratos-de-aquisicao-imobiliaria\">3.\u00a0\u00a0 Cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria em contratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos <strong>contratos de\naquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria<\/strong>, havendo atraso na entrega de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o,\nobjeto de contrato ou promessa de compra e venda, a <strong>cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria<\/strong> prevista na aven\u00e7a tem a finalidade\nde indenizar pelo adimplemento tardio da obriga\u00e7\u00e3o, e, <strong>em regra<\/strong>, estabelecida (a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria) em valor\nequivalente ao locativo, afasta-se sua cumula\u00e7\u00e3o com lucros cessantes. (<strong>STJ, REsp\n1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado\nem 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial desprovido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJDFT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-1-situacao-fatica\">3.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>KARLA<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o em face de <strong>MRV\nENGENHARIA E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES S\/A<\/strong>, sob a alega\u00e7\u00e3o de mora\nna entrega de im\u00f3vel objeto de Contrato Particular de Promessa de Compra\ne Venda firmado entre as partes. Em breve s\u00edntese, a autora alegou que, de\nacordo com o contrato, o im\u00f3vel deveria ser entregue em 30.04.2010, mas\ns\u00f3 foi entregue em 11.01.2012. E, mais, a aven\u00e7a a que aderiu a autor\nprev\u00ea que, se transcorrido o prazo de toler\u00e2ncia para a entrega do im\u00f3vel, cabe\nmulta de 1% sobre o valor do contrato por m\u00eas de\natraso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, pugnou pela\ncondena\u00e7\u00e3o da r\u00e9 ao pagamento da <strong>multa contratual de 1% (cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria)<\/strong> <strong><em>MAIS<\/em><\/strong> <strong>lucros cessantes<\/strong>,\ndesde 30.04.2010 at\u00e9 a entrega em 11.01.2012.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente a\n  pretens\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em apela\u00e7\u00e3o, a <strong>MRV ENGENHARIA E PARTICIPA\u00c7\u00d5ES S\/A<\/strong>\nrequereu a reforma da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso\n  para afastar a indeniza\u00e7\u00e3o por lucros cessantes, mantendo apenas a multa\n  contratual.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>KARLA<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-analise-estrategica\">3.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-1-questao-em-debate\">3.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate<\/h4>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida consiste\nem saber se \u00e9 poss\u00edvel a <strong>cumula\u00e7\u00e3o<\/strong> de\nindeniza\u00e7\u00e3o por lucros cessantes com a cl\u00e1usula penal <strong>MORAT\u00d3RIA<\/strong>, nos casos de\ninadimplemento relativo do vendedor, em virtude do\natraso na entrega de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o objeto de contrato ou promessa de\ncompra e venda.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-2-aplica-se-a-lei-n\u00ba-13-786-18-ao-caso\">3.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aplica-se a Lei n\u00ba 13.786\/18 ao caso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Antes de ingressar no\njulgamento do m\u00e9rito, a <strong>SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O<\/strong>\ndebateu a possibilidade de incid\u00eancia da Lei n\u00ba 13.786\/18 aos contratos\nanteriores \u00e0 sua vig\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 13.786\/18, de 27 de\ndezembro de 2018, alterou as Leis n\u00ba 4.591\/64 e 6.766\/79, para disciplinar\nquest\u00f5es acerca do inadimplemento (parcial ou absoluto) em contratos de compra\ne venda, promessa de venda, cess\u00e3o ou promessa de cess\u00e3o de unidades aut\u00f4nomas\nintegrantes de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria ou de loteamento.<\/p>\n\n\n\n<p>E a novel legisla\u00e7\u00e3o disp\u00f5e,\nexpressamente, a respeito da consequ\u00eancia da mora na entrega do im\u00f3vel:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 43-A, \u00a7 2\u00ba, da\nLei n\u00ba 13.786\/18<\/strong>. Na hip\u00f3tese de a entrega do im\u00f3vel estender-se por prazo\nsuperior \u00e0quele previsto no caput deste artigo, e n\u00e3o se tratar de resolu\u00e7\u00e3o\ndo contrato, ser\u00e1 devida ao adquirente adimplente, por ocasi\u00e3o da entrega\nda unidade, indeniza\u00e7\u00e3o de 1% (um por cento) do valor\nefetivamente pago \u00e0 incorporadora, para cada m\u00eas de atraso, pro rata die ,\ncorrigido monetariamente conforme \u00edndice estipulado em contrato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, em caso de mora\nparcial, incide <strong>apenas<\/strong> cl\u00e1usula\npenal morat\u00f3ria. <\/p>\n\n\n\n<p><em>E o que o STJ decidiu?<\/em> O <strong>STJ<\/strong> entendeu que a Lei n\u00ba 13.786\/18\nsomente se aplica a contratos posteriores \u00e0 sua vig\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Destarte, penso que <strong>n\u00e3o<\/strong> se pode\ncogitar de aplica\u00e7\u00e3o simples e direta da nova Lei n. 13.786\/18 para a solu\u00e7\u00e3o\nde casos anteriores ao advento do mencionado Diploma legal (retroatividade da\nlei, com consequente modifica\u00e7\u00e3o jurisprudencial, com ou sem modula\u00e7\u00e3o).\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-3-o-que-e-clausula-penal\">3.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 cl\u00e1usula penal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com m Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) a cl\u00e1usula penal constitui pacto secund\u00e1rio acess\u00f3rio &#8211; uma\ncondi\u00e7\u00e3o &#8211; por meio do qual as partes determinam previamente uma multa\n(geralmente em pec\u00fania), consubstanciando indeniza\u00e7\u00e3o para o caso de\ninadimplemento absoluto ou de cl\u00e1usula especial, hip\u00f3tese em que se denomina <strong>cl\u00e1usula penal\ncompensat\u00f3ria<\/strong>. Ou mesmo, como no presente caso, a cl\u00e1usula penal\npode ser estabelecida para prefixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por inadimplemento\nrelativo (quando se mostrar \u00fatil o adimplemento, ainda que tardio; isto \u00e9,\ndefeituoso), recebendo, assim, a denomina\u00e7\u00e3o de <strong>cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria<\/strong>.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos fazer uma tabela para\nficar mais f\u00e1cil:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CL\u00c1USULA PENAL (PENA CONVENCIONAL ou MULTA CONTRATUAL)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 409 CC<\/strong>. A cl\u00e1usula penal estipulada conjuntamente com a\n  obriga\u00e7\u00e3o, ou em ato posterior, pode referir-se <strong>[i]<\/strong> \u00e0 inexecu\u00e7\u00e3o completa da obriga\u00e7\u00e3o, <strong>[ii]<\/strong> \u00e0 [inexecu\u00e7\u00e3o] de alguma cl\u00e1usula especial ou simplesmente <strong>[iii]<\/strong> \u00e0 mora [inadimplemento\n  relativo].\u201d<\/em>\n  <em>\u201cA cl\u00e1usula penal pode ser\n  conceituada como sendo a penalidade, de natureza civil, imposta pela\n  inexecu\u00e7\u00e3o parcial ou total de um dever patrimonial assumido.\u201d (<strong>Fl\u00e1vio Tartuce<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>FUN\u00c7\u00d5ES<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cDe acordo com a melhor\n  doutrina, a cl\u00e1usula penal tem basicamente duas fun\u00e7\u00f5es. Primeiramente, a\n  multa funciona como uma <strong>coer\u00e7\u00e3o<\/strong>,\n  para intimidar o devedor a cumprir a obriga\u00e7\u00e3o principal, sob pena de ter que\n  arcar com essa obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria (meio de coer\u00e7\u00e3o, com car\u00e1ter punitivo).\n  Al\u00e9m disso, tem fun\u00e7\u00e3o de <strong>ressarcimento<\/strong>,\n  prefixando as perdas e danos no caso de inadimplemento absoluto da obriga\u00e7\u00e3o\n  (car\u00e1ter de estima\u00e7\u00e3o).\u201d (<strong>Fl\u00e1vio\n  Tartuce<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>ESP\u00c9CIES\/MODALIDAES<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cA cl\u00e1usula penal pode\n  dirigir-se a inexecu\u00e7\u00e3o completa da obriga\u00e7\u00e3o (inadimplemento absoluto), ao\n  descumprimento de uma ou mais cl\u00e1usulas do contrato ou ao inadimplemento parcial,\n  ou simples mora.\u201d (<strong>S\u00edlvio de Salvo\n  Venosa<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Cl\u00e1usula penal por mora <\/strong>\n  <strong>(cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Cl\u00e1usula penal por inadimplemento <\/strong>\n  <strong>(cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 411 CC<\/strong>. Quando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de\n  mora, ou em seguran\u00e7a especial de outra cl\u00e1usula determinada, ter\u00e1 o credor o\n  arb\u00edtrio de exigir a satisfa\u00e7\u00e3o da pena cominada, juntamente com o desempenho\n  da obriga\u00e7\u00e3o principal.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 410 CC<\/strong>. Quando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de\n  total inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o, esta converter-se-\u00e1 em alternativa a\n  benef\u00edcio do credor.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Prevista\n  para os casos de inadimplemento relativo (mora), sendo admitida sua cumula\u00e7\u00e3o\n  com a obriga\u00e7\u00e3o principal.\n  Ou\n  seja, a\n  <strong>Cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria + obriga\u00e7\u00e3o principal.<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Prevista\n  para os casos de inadimplemento absoluto, permite ao credor exigir\n  diretamente seu valor.\n  Ou\n  seja, a\n  <strong>Cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cComo, neste caso, o valor\n  da pena convencional costuma ser reduzido, o credor pode cobr\u00e1-la,\n  cumulativamente, com a presta\u00e7\u00e3o n\u00e3o satisfeita.\u201d (<strong>Carlos Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cO dispositivo [art. 410\n  CC] pro\u00edbe a cumula\u00e7\u00e3o de pedidos. A alternativa que se abre para o credor \u00e9:\n  a) pleitear a pena compensat\u00f3ria [cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria],\n  correspondente \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o antecipada dos eventuais preju\u00edzos; ou b) postular o\n  ressarcimento das per- das e danos, arcando com o \u00f4nus de provar o preju\u00edzo;\n  ou, ainda, c) exigir o cumprimento da presta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode haver cumula\u00e7\u00e3o\n  porque, em qual- quer desses casos, o credor obt\u00e9m integral ressarcimento,\n  sem que ocorra o bis in idem.\u201d (<strong>Carlos\n  Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas como diferencio uma da outra?\u201d<\/em>\nN\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, como aponta <strong>CAIO\nMARIO DA SILVA PEREIRA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer, em tese, ou genericamente, quando \u00e9\ncompensat\u00f3ria ou morat\u00f3ria a cl\u00e1usula penal. Mandam uns que se confronte\no seu valor com o da obriga\u00e7\u00e3o principal, e, se ressaltar sua patente\ninferioridade, \u00e9 morat\u00f3ria, mas outros desprestigiam este processo comparativo,\npara concluir que o crit\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 absoluto; obviamente, a pena se despe de\ntodo car\u00e1ter compensat\u00f3rio, mesmo equivalendo \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal, quando se\nestipula (o que \u00e9 l\u00edcito) venha a consistir em presta\u00e7\u00e3o a um terceiro, como\nseja um estabelecimento beneficente. Em conclus\u00e3o, caber\u00e1 ao juiz valer-se de todos os\nmeios, a come\u00e7ar da perquiri\u00e7\u00e3o da vontade, para, das circunst\u00e2ncias, inferir e\nproclamar, nos casos duvidosos, a natureza morat\u00f3ria ou compensat\u00f3ria da multa.\u201d\n(<strong>Caio Mario da Silva Pereira<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, para piorar, o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> lembrou que o\nestabelecimento de cl\u00e1usula penal dispensa inclusive qualquer refer\u00eancia a suas\nexpress\u00f5es tradicionais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Observa-se, por oportuno, que a natureza da cl\u00e1usula penal <strong>n\u00e3o<\/strong> exige, para o seu estabelecimento, o emprego das\nexpress\u00f5es tradicionais (cl\u00e1usula penal, pena convencional ou multa). Ela\nexiste e produz seus efeitos, desde que os interessados se sirvam desses e de\noutros termos equivalentes.\u201d (<strong>STJ, REsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis\nFelipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe\n25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-4-nos-contratos-de-aquisicao-imobiliaria-em-regra-temos-clausula-penal-moratoria-expressamente-prevista-no-instrumento-sera-que-podemos-cumular-seu-valor-com-lucros-cessantes\">3.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nos contratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, em regra, temos cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria expressamente prevista no instrumento. Ser\u00e1 que podemos cumular seu valor com lucros cessantes?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Negativo! O <strong>STJ<\/strong> concluiu ser incab\u00edvel sua\ncumula\u00e7\u00e3o com lucros cessantes:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria tem a finalidade de indenizar pelo\nadimplemento tardio da obriga\u00e7\u00e3o, e, em regra, estabelecida em valor\nequivalente ao locativo, afasta-se sua cumula\u00e7\u00e3o com\nlucros cessantes.\u201d (<strong>STJ, REsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis\nFelipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe\n25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas por que isso?<\/em> Apesar do\nbrilhante voto do Min. <strong>LUIS FELIPE\nSALOM\u00c3O<\/strong>, a quest\u00e3o foi respondida pela Min. <strong>MARIA ISABEL GALLOTTI<\/strong> em seu voto-vista. De acordo coma a ministra,\nembora se trate, sim, de cl\u00e1usula morat\u00f3ria, sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 compensat\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Aqui, portanto, ao meu sentir, o car\u00e1ter compensat\u00f3rio, n\u00e3o da\nobriga\u00e7\u00e3o de entregar o im\u00f3vel, evidentemente, mas do preju\u00edzo mensal causado\npelo retardamento da entrega. Partindo dessas\npremissas, a cl\u00e1usula penal seria morat\u00f3ria, se encarada em refer\u00eancia ao\ncontrato global (obriga\u00e7\u00e3o de entregar o apartamento no prazo), mas teria\ntamb\u00e9m fun\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria, no tocante ao descumprimento de cl\u00e1usula\nespec\u00edfica, a definidora do prazo de entrega. (&#8230;) <strong>Dessa forma, a circunst\u00e2ncia de a cl\u00e1usula\npenal ser morat\u00f3ria implica seja ela cumulativa com a pretens\u00e3o \u00e0 presta\u00e7\u00e3o\nprincipal, o que n\u00e3o impede, todavia, tenha por escopo n\u00e3o apenas punir, mas\ntamb\u00e9m ressarcir o preju\u00edzo sofrido pelo credor com a mora<\/strong>. Isso\nn\u00e3o se confunde com a fun\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula compensat\u00f3ria, de compensar a\ninexecu\u00e7\u00e3o absoluta e definitiva do contrato, sendo, portanto, inacumul\u00e1vel com\na obriga\u00e7\u00e3o originalmente pactuada e com perdas e danos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>E quanto ao dano emergente, d\u00e1 para\ncumular?<\/em> TAMB\u00c9M n\u00e3o como destacou o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ante esse quadro, havendo cl\u00e1usula penal (<strong>morat\u00f3ria<\/strong>\nou compensat\u00f3ria, a depender de cada caso) no sentido de prefixar, em\npatamar razo\u00e1vel, a indeniza\u00e7\u00e3o, <strong>n\u00e3o<\/strong> cabe a\ncumula\u00e7\u00e3o posterior com danos emergentes ou lucros cessantes.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-5-e-em-regra-estabelecida-a-clausula-penal-moratoria-em-valor-equivalente-ao-locativo-o-que-isso-quer-dizer\">3.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>\u201c(&#8230;) e, em regra, estabelecida (a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria) em valor equivalente ao locativo (&#8230;)\u201d<\/em>, o que isso quer dizer?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> <em>O que essa parte da ementa do informativo\nquer dizer?<\/em> O Min. <strong>LUIS\nFELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> pontuou que a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria nos contratos de\nincorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, em regra, estabelecem percentual compat\u00edvel com o\nvalor mensal de loca\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel semelhante ao adquirido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] De fato, como \u00e9 not\u00f3rio e bem exposto em audi\u00eancia p\u00fablica pelo\njurista Sylvio Capanema de Souza, habitualmente, nos contratos de promessa de\ncompra e venda, h\u00e1 cl\u00e1usula estabelecendo multa que varia de 0,5% a 1% do valor\ntotal do im\u00f3vel a cada m\u00eas de atraso, pois representa o aluguel que o im\u00f3vel\nalugado, normalmente, produziria ao locador.\u201d (<strong>STJ, REsp 1498484\/DF, Rel.\nMin. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019,\nDJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-6-esse-entendimento-limitando-a-indenizacao-a-valor-da-clausula-penal-moratoria-e-absoluto\">3.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Esse entendimento limitando a indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0 valor da cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria \u00e9 absoluto?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Para quem j\u00e1 notou o <em>\u201cem regra\u201d<\/em> da ementa, fica f\u00e1cil. O\nentendimento n\u00e3o \u00e9 absoluto, podendo ser flexibilizado caso demonstrada,\nefetivamente, a insufici\u00eancia da cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria na repara\u00e7\u00e3o do dano:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] No entanto, <strong>diferente seria a\nhip\u00f3tese em que uma cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria, que, por ser condi\u00e7\u00e3o a\ndisciplinar a mora da incorporadora, se mostrasse objetivamente insuficiente<\/strong>,\nem vista do tempo em que veio a perdurar o descumprimento contratual, a atrair\na incid\u00eancia do princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral, insculpido no art. 944<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a>\ndo CC.\u201d (<strong>STJ, REsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda\nSe\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Ou tamb\u00e9m, como apontado pela\nMin. <strong>MARIA ISABEL GALLOTTI<\/strong>, na\nsitua\u00e7\u00e3o em que a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria for fixada em patamar \u00fanico, sem\nincid\u00eancia mensal:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui tamb\u00e9m se p\u00f5e a mesma observa\u00e7\u00e3o: a defini\u00e7\u00e3o da tese h\u00e1\nde levar em considera\u00e7\u00e3o a natureza da cl\u00e1usula penal e n\u00e3o apenas o r\u00f3tulo a\nela dado no contrato. Se a cl\u00e1usula penal incide todos meses, tendo como base\nde c\u00e1lculo o valor do total do contrato, vale dizer, o valor do im\u00f3vel, \u00e9 certo\nque se destina a coibir a mora da empresa na entrega do im\u00f3vel, mas tamb\u00e9m\ncompensa o preju\u00edzo sofrido mensalmente com a priva\u00e7\u00e3o do uso im\u00f3vel, cujo\nvalor locat\u00edcio, como \u00e9 not\u00f3rio, n\u00e3o ultrapassa no mercado, em regra, de 0,5% a\n1% ao m\u00eas do valor do bem. <strong>Diversa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de multa morat\u00f3ria incidindo sobre o\nvalor total do bem, mas apenas uma \u00fanica vez, quando, ent\u00e3o,\nnaturalmente, n\u00e3o compensar\u00e1 a despesa (ou a perda da frui\u00e7\u00e3o) mensal do\nconsumidor em decorr\u00eancia do n\u00e3o cumprimento do prazo de entrega<\/strong>.\u201d (<strong>Estudo apresentado em palestra proferida no\naudit\u00f3rio do STJ, em 25\/4\/2018<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-7-o-precedente-revela-um-novo-entendimento-do-stj\">3.2.7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O precedente revela um novo entendimento do STJ?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Opa, com certeza! A Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, em voto-vencido,\nacrescentou que, desde 2009, a Corte tem entendido ser poss\u00edvel cumular a\ncl\u00e1usula penal morat\u00f3ria com os lucros cessantes. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Acerca da quest\u00e3o controvertida, pesquisa no sistema eletr\u00f4nico\nde jurisprud\u00eancia desta Corte revela que o entendimento do STJ se encontra\nconsolidado, desde ao menos o ano de 2009, no sentido da possibilidade de\ncumula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria com lucros cessantes.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1498484\/DF, Voto-Vencido, Rel. Min. Nancy Andrighi, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por\nmaioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, cuidado com as novas e\nantigas quest\u00f5es objetivas!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-8-placar-final\">3.2.8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>LU\u00cdS FELIPE SALOM\u00c3O, RAUL ARA\u00daJO, MARIA ISABEL GALLOTTI, ANTONIO CARLOS\n  FERREIRA, RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE E MOURA RIBEIRO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NANCY ANDRIGHI e MARCO BUZZI<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria\n  tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obriga\u00e7\u00e3o, e, em\n  regra, estabelecida em valor equivalente ao locativo, afasta-se sua cumula\u00e7\u00e3o\n  com lucros cessantes.\n  <\/td><td>\n  \u00c9 poss\u00edvel a cumula\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula\n  penal morat\u00f3ria com indeniza\u00e7\u00e3o pelos lucros cessantes decorrentes da n\u00e3o\n  frui\u00e7\u00e3o do bem nas hip\u00f3teses de descumprimento do prazo de entrega do im\u00f3vel\n  pela promitente vendedora.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>7<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>2<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-2-9-trechos-relevantes-dos-votos-divergentes-publicados\">3.2.9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trechos relevantes dos votos divergentes publicados.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Ministro(a)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Min. NANCY ANDRIGHI<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cNesse passo, por n\u00e3o\n  vislumbrar a presen\u00e7a de qualquer imperativo de justi\u00e7a apto a justificar e\n  conduzir \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do entendimento at\u00e9 ent\u00e3o pacificado neste Tribunal,\n  mantenho minha posi\u00e7\u00e3o, manifestada em diversos julgados, no sentido de\n  admitir a cumula\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria com lucros cessantes no caso\n  de atraso na entrega do im\u00f3vel pela incorporadora, uma vez que \u2018a cl\u00e1usula\n  penal morat\u00f3ria, ao contr\u00e1rio do que ocorre em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pena compensat\u00f3ria,\n  restringe-se a punir o retardo ou imperfei\u00e7\u00e3o na satisfa\u00e7\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o, n\u00e3o\n  funcionando como pr\u00e9-fixa\u00e7\u00e3o de perdas e danos\u2019.\u201d (REsp 1.665.550\/BA, Rel.\n  Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe 16\/05\/2017).\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-3-questoes-objetivas\">3.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Em qualquer\ncontrato, havendo atraso, a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria impede sua cumula\u00e7\u00e3o com\nlucros cessantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. Nos contratos de\naquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, havendo atraso na entrega de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o,\nobjeto de contrato ou promessa de compra e venda, a cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria prevista\nna aven\u00e7a tem a finalidade de indenizar pelo adimplemento tardio da obriga\u00e7\u00e3o,\ne, em regra, afasta-se sua cumula\u00e7\u00e3o com lucros cessantes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-4-gabarito\">3.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-5-bibliografia\">3.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>GON\u00c7ALVES<\/strong>, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: teoria das obriga\u00e7\u00f5es. 14.\ned. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2017. vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEREIRA<\/strong>, Caio Mario da Silva. Institui\u00e7\u00f5es de direito civil: teoria geral das\nobriga\u00e7\u00f5es. Revisto e atualizado por Guilherme Calmon Nogueira da Gama.. 28.\ned. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2016. vol. 2. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>TARTUCE<\/strong>, Flavio. Manual de direito civil. 7. ed. rev., atual. e ampl. S\u00e3o\nPaulo: M\u00e9todo, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VENOSA<\/strong>,\nSilvio de Salvo. Direito civil: obriga\u00e7\u00f5es e responsabilidade civil. 17. ed.\nS\u00e3o Paulo: Atlas, 2017. vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-prescricao-e-acao-de-repeticao-de-indebito\">4.\u00a0\u00a0 Prescri\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>EMBARGOS DE DIVERG\u00caNCIA EM AGRAVO EM REsp (EAREsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida\nde valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o contratados de telefonia fixa tem prazo\nprescricional de 10 (dez) anos. (<strong>STJ, EAREsp 738991\/RS, Rel. Min. Og Fernandes, Corte\nEspecial, por maioria, julgado em 20\/02\/2019, DJe 11\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>:\nEmbargos de diverg\u00eancia providos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-1-situacao-fatica\">4.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Tratando-se de embargos de diverg\u00eancia[3], vejamos a diverg\u00eancia existente entre a <strong>SEGUNDA<\/strong> e <strong>TERCEIRA<\/strong> Se\u00e7\u00f5es do <strong>STJ<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>QUAL O PRAZO PRESCRICIONAL DA A\u00c7\u00c3O DE REPETI\u00c7\u00c3O DE IND\u00c9BITO<a href=\"#_ftn4\"><strong>[4]<\/strong><\/a>\n  POR COBRAN\u00c7A INDEVIDA DE VALORES REFERENTES A SERVI\u00c7OS N\u00c3O CONTRATADOS DE\n  TELEFONIA FIXA?<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>PRIMEIRA SE\u00c7\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  10 (dez) anos\n  <\/td><td>\n  3 (tr\u00eas) anos\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Por qu\u00ea?<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Por qu\u00ea?<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>I.<\/strong> Como n\u00e3o h\u00e1 norma\n  espec\u00edfica sobre o prazo prescricional nessa situa\u00e7\u00e3o, aplica-se o art. 205\n  do CC;\n  <strong>II<\/strong>. Al\u00e9m disso, incab\u00edvel\n  a\u00e7\u00e3o com base em alega\u00e7\u00e3o de enriquecimento sem causa<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>,\n  pois h\u00e1 causa jur\u00eddica (pr\u00e9vio contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os) e a\u00e7\u00e3o\n  espec\u00edfica (a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito);\n  <strong>III<\/strong>. E deve-se observar o\n  mesmo entendimento da S\u00famula n\u00ba 412<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>\/STJ\n  em raz\u00e3o de tamb\u00e9m se tratar de rela\u00e7\u00e3o de consumo envolvendo presta\u00e7\u00e3o de\n  servi\u00e7os;\n  <strong>IV<\/strong>. J\u00e1 h\u00e1 precedente da\n  Corte Especial do STJ adotando o prazo decenal (EAREsp 758.676\/RS, Rel.\n  Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 18\/05\/2016, DJe 15\/06\/2016).\n  <\/td><td>\n  A\n  pretens\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores\n  referentes a servi\u00e7os n\u00e3o contratados, promovida por empresa de telefonia,\n  configura enriquecimento sem causa e, portanto, est\u00e1 abrangida pelo prazo\n  fixado no art. 206, \u00a7 3\u00ba, inciso IV, do CC.\n  Ademais,\n  h\u00e1 que se observar que o C\u00f3digo Civil de 2002 segue a tend\u00eancia dos\n  ordenamentos jur\u00eddicos modernos que adotam prazos prescricionais mais\n  reduzidos que os de legisla\u00e7\u00f5es anteriores, em harmonia com a realidade\n  social hodierna, marcada pelas facilidades de acesso a informa\u00e7\u00f5es e\n  conhecimento de direitos, com a consequente amplia\u00e7\u00e3o dos meios de defesa\n  destes, em sua configura\u00e7\u00e3o individual, coletiva e difusa.\n  O\n  art. 884 do CC adotou a teoria da divis\u00e3o a respeito do enriquecimento sem\n  causa, sendo, portanto, irrelevante se h\u00e1 ou n\u00e3o causa jur\u00eddica entre as\n  partes para o locupletamento indevido.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>ENTENDIMENTO VENCEDOR!<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>ENTENDIMENTO PERDEDOR<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-analise-estrategica\">4.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-1-por-que-nao-se-aplica-o-art-206-3\u00ba-inciso-iv-do-cc\">4.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por que n\u00e3o se aplica o art. 206, \u00a7 3\u00ba, inciso IV, do CC?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Vejamos o dispositivo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 206 CC<\/strong>. Prescreve:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n3\u00ba<\/strong> Em tr\u00eas anos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong>\n&#8211; a pretens\u00e3o de ressarcimento de enriquecimento sem causa;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, de acordo com o Min. <strong>OG FERNANDES<\/strong>, a\u00e7\u00f5es\najuizadas com base em enriquecimento sem causa (a\u00e7\u00e3o <em>in rem verso<\/em>) tem natureza subsidi\u00e1ria e dependem dos\nseguintes requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong> Enriquecimento de\nalgu\u00e9m; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong> Empobrecimento\ncorrespondente de outrem; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> Rela\u00e7\u00e3o de\ncausalidade entre ambos; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(d)<\/em><\/strong> Aus\u00eancia de causa\njur\u00eddica; <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(e)<\/em><\/strong> Inexist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o\nespec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><em>E o que est\u00e1 faltando?<\/em> Segundo o\nMin. <strong>OG FERNANDES<\/strong>: h\u00e1 causa jur\u00eddica\n(pr\u00e9vio contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os) e\na\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] A discuss\u00e3o acerca da cobran\u00e7a indevida de valores constantes de\nrela\u00e7\u00e3o contratual e eventual repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito n\u00e3o se enquadra na hip\u00f3tese\ndo art. 206, \u00a7 3\u00ba, IV, do C\u00f3digo Civil, seja porque a causa jur\u00eddica, em\nprinc\u00edpio, existe (rela\u00e7\u00e3o contratual pr\u00e9via em que se debate a legitimidade da\ncobran\u00e7a), seja porque a a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito \u00e9 a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.\u201d (<strong>STJ,\nEAREsp 738991\/RS, Rel. Min. Og Fernandes, Corte Especial, por maioria, julgado\nem 20\/02\/2019, DJe 11\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-2-2-placar-final\">4.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>OG FERNANDES, MAURO CAMPBELL MARQUES, HERMAN BENJAMIN, FELIX FISCHER,\n  NANCY ANDRIGHI, LAURITA VAZ, NAPOLE\u00c3O NUNES MAIA FILHO e JORGE MUSSI<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>RAUL ARA\u00daJO<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de\n  ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o\n  contratados de telefonia fixa tem prazo prescricional de 10 (dez) anos.\n  <\/td><td>\n  A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de\n  ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o\n  contratados de telefonia fixa tem prazo prescricional de 3 (tr\u00eas) anos.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>8<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>1<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-3-questoes-objetivas\">4.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A a\u00e7\u00e3o de\nrepeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores referentes a servi\u00e7os\nn\u00e3o contratados de telefonia fixa tem prazo prescricional de 3 (tr\u00eas) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. A a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de\nind\u00e9bito por cobran\u00e7a indevida de valores referentes a servi\u00e7os n\u00e3o contratados\nde telefonia fixa tem prazo prescricional de 10 (dez) anos em raz\u00e3o de se\ntratar de situa\u00e7\u00e3o de locupletamento indevido.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-4-gabarito\">4.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-sucessao-hibrida-e-quota-hereditaria-do-conjuge-ou-companheiro-sobrevivente\">5.\u00a0\u00a0 Sucess\u00e3o h\u00edbrida e quota heredit\u00e1ria do c\u00f4njuge (ou companheiro) sobrevivente.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reserva da quarta parte (1\/4) da heran\u00e7a, prevista no\nart. 1.832 do C\u00f3digo Civil, n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese de concorr\u00eancia sucess\u00f3ria\nh\u00edbrida. (<strong>STJ,\nREsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial\nparcialmente provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-1-situacao-fatica\">5.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>O <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO\/RS<\/strong> interp\u00f4s agravo de instrumento em a\u00e7\u00e3o de\ninvent\u00e1rio de <strong>MARLON<\/strong> contra decis\u00e3o\nque fixou o quinh\u00e3o heredit\u00e1rio da companheira do falecido, <strong>J\u00c9SSICA<\/strong>, na fra\u00e7\u00e3o de \u00bc (um quarto),\nobservando-se o art. 1.832 do CC, apesar da exist\u00eancia de 1 (um) filho comum e\noutros 6 (seis) exclusivos do <em>de cujus<\/em>.\nConstatou-se tamb\u00e9m que o regime do casal era de <strong>comunh\u00e3o parcial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO\/RS<\/strong> pugnou pela\nreforma do Ac\u00f3rd\u00e3o, com incid\u00eancia do art. 1.790 do CC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento parcial ao\n  recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-analise-estrategica\">5.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-1-questao-em-debate\">5.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate<\/h4>\n\n\n\n<p>O ponto central do recurso\nespecial situa-se em torno do quinh\u00e3o heredit\u00e1rio a que faz jus a(o)\ncompanheira(o) do(a) falecido(a) quando concorrer com filho(s) comum(ns) e,\nainda, filho(s) exclusivo(s) do autor da heran\u00e7a, o que se conhece como <strong>sucess\u00e3o h\u00edbrida\n(concorr\u00eancia h\u00edbrida)<\/strong>, segundo <strong>GISELDA\nHIRONAKA<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, como apontou o Min. <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>, n\u00e3o h\u00e1\nprevis\u00e3o legal para a situa\u00e7\u00e3o de concorr\u00eancia h\u00edbrida (sucess\u00e3o h\u00edbrida):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Feitos estes registros, destaco que <strong>a quest\u00e3o se mostrava controvertida na\ndoutrina<\/strong>, especialmente porque a lei <strong>n\u00e3o<\/strong> previu expressamente esta\nsitua\u00e7\u00e3o, limitando-se a regular os efeitos da concorr\u00eancia do\ncompanheiro com os seus descendentes ou apenas os descendentes do de cujus, e\nn\u00e3o com ambos.\u201d (<strong>STJ, REsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de Tarso\nSanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Bora ver o que foi costurado\nent\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-2-o-mp-rs-teve-razao-ao-requerer-a-aplicacao-do-art-1-790-do-cc\">5.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O MP\/RS teve raz\u00e3o ao requerer a aplica\u00e7\u00e3o do art. 1.790 do CC?<\/h4>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.790 CC<\/strong>. A companheira ou o companheiro participar\u00e1 da\nsucess\u00e3o do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vig\u00eancia da uni\u00e3o\nest\u00e1vel, nas condi\u00e7\u00f5es seguintes: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; se concorrer com filhos comuns, ter\u00e1 direito a uma quota equivalente \u00e0 que\npor lei for atribu\u00edda ao filho;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; se concorrer com descendentes s\u00f3 do autor da heran\u00e7a, tocar-lhe-\u00e1 a metade do\nque couber a cada um daqueles; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; se concorrer com outros parentes sucess\u00edveis, ter\u00e1 direito a um ter\u00e7o da\nheran\u00e7a; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong>\n&#8211; n\u00e3o havendo parentes sucess\u00edveis, ter\u00e1 direito \u00e0 totalidade da heran\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Negativo! Al\u00e9m de n\u00e3o prever,\nexpressamente, a hip\u00f3tese da concorr\u00eancia h\u00edbrida, o art. 1.790 do CC foi\ndeclarado, incidentalmente, inconstitucional pelo <strong>STF<\/strong>, quando do julgamento do RE n\u00ba 878.694, sendo determinada ao\nregime sucess\u00f3rio na uni\u00e3o est\u00e1vel a aplica\u00e7\u00e3o do quanto disposto no <strong>art. 1.829 do CC<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.829 CC<\/strong>. A sucess\u00e3o leg\u00edtima defere-se na ordem seguinte: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; aos descendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge sobrevivente, salvo se casado\neste com o falecido no regime da comunh\u00e3o universal, ou no da separa\u00e7\u00e3o\nobrigat\u00f3ria de bens (art. 1.640, par\u00e1grafo \u00fanico); ou se, no regime da comunh\u00e3o\nparcial, o autor da heran\u00e7a n\u00e3o houver deixado bens particulares; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; aos ascendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; ao c\u00f4njuge sobrevivente; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong>\n&#8211; aos colaterais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cComo devo ler esse dispositivo ent\u00e3o?\u201d<\/em>\nAssim oh!:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.829 CC<\/strong>. A sucess\u00e3o leg\u00edtima defere-se na ordem seguinte: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; aos descendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge sobrevivente [ou com o <strong>COMPANHEIRO\nSOBREVIVENTE<\/strong>], salvo se casado este com o falecido no regime da\ncomunh\u00e3o universal, ou no da separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens (art. 1.640,\npar\u00e1grafo \u00fanico); ou se, no regime da comunh\u00e3o parcial, o autor da heran\u00e7a n\u00e3o\nhouver deixado bens particulares; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; aos ascendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge [ou com <strong>COMPANHEIRO SOBREVIVENTE<\/strong>]; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; ao c\u00f4njuge sobrevivente [ou ao <strong>COMPANHEIRO SOBREVIVENTE<\/strong>] e; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong>\n&#8211; aos colaterais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, calma, pois tem mais! Ao\nestender o art. 1.829 do CC ao regime sucess\u00f3rio da uni\u00e3o est\u00e1vel, devemos\nobservar tamb\u00e9m o art. 1.832 do CC, como destacado pelo Min. <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.832 CC<\/strong>. Em\nconcorr\u00eancia com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caber\u00e1 ao c\u00f4njuge [ou\nao <strong>COMPANHEIRO\nSOBREVIVENTE<\/strong>] quinh\u00e3o igual ao dos que sucederem por cabe\u00e7a, n\u00e3o podendo a\nsua quota ser inferior \u00e0 <strong>QUARTA PARTE<\/strong>\nda heran\u00e7a, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMas, espera, esse artigo tamb\u00e9m n\u00e3o prev\u00ea\no que acontece no caso de sucess\u00e3o h\u00edbrida, j\u00e1 que a parte final disp\u00f5e: \u2018se\nfor [c\u00f4njuge ou companheira sobrevivente] ascendente dos herdeiros com que\nconcorrer\u2019.\u201d<\/em> Exato, por isso o voto de 34 p\u00e1ginas do Relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Pergunta-se, ent\u00e3o, <em>J\u00c9SSICA ter\u00e1\ndireito a essa quota m\u00ednima de \u00bc?<\/em> <em>\u201cQuem \u00e9 J\u00e9ssica mesmo?\u201d<\/em> A\ncompanheira do <em>de cujus<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-3-um-adendo-antes-de-prosseguirmos-qual-foi-a-interpretacao-dada-pelo-stj-a-parte-final-do-art-1-829-inciso-i-do-cc-ou-se-no-regime-da-comunhao-parcial-o-autor-da-heranca-nao-houver-deixado-bens-particulares\">5.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Um adendo antes de prosseguirmos, qual foi a interpreta\u00e7\u00e3o dada pelo STJ \u00e0 parte final do art. 1.829, inciso I, do CC (<em>\u201cou se, no regime da comunh\u00e3o parcial, o autor da heran\u00e7a n\u00e3o houver deixado bens particulares;\u201d<\/em>)?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> <em>\u201cAh, t\u00e1 f\u00e1cil&#8230;a literal, certo?\u201d<\/em>\nVamos isolar a parte que interessa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sucess\u00e3o leg\u00edtima defere-se na\nordem seguinte: aos descendentes, em concorr\u00eancia com o c\u00f4njuge sobrevivente\n<\/p>\n\n\n<p>[ou com o <b><u><span style=\"color:red\">COMPANHEIRO<br \/>\nSOBREVIVENTE<\/span><\/u><\/b>]<\/p>\n\n\n\n<p> se, no regime da comunh\u00e3o parcial, o autor da\nheran\u00e7a n\u00e3o houver deixado bens particulares;\u201d\n\n<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, <em>o c\u00f4njuge\nsobrevivente (ou companheiro sobrevivente) concorre nos bens particulares? Ou\nconcorre em todos os bens desde que o falecido tenha deixado pelo menos um\nparticular? Ou concorre em todos os bens, desde que o falecido n\u00e3o tenha\ndeixado bens particulares?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Parab\u00e9ns ao redator do\ndispositivo! Satisfa\u00e7\u00e3o! De todo modo, o STJ decidiu que a concorr\u00eancia do <strong>c\u00f4njuge<\/strong> e, agora, do <strong>companheiro<\/strong>, no <strong>regime da comunh\u00e3o parcial<\/strong> (que \u00e9 o regime da uni\u00e3o est\u00e1vel), com os descendentes somente\nocorrer\u00e1 quando o falecido tenha deixado <strong>bens particulares<\/strong> e,\nainda, sobre os referidos <strong>bens particulares<\/strong> (STJ,\nREsp 1368123\/SP, Rel. p\/ Ac\u00f3rd\u00e3o Ministro RAUL ARA\u00daJO, SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O, julgado\nem 22\/04\/2015, DJe 08\/06\/2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Isto \u00e9:<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-2-4-analise-do-art-1-832-do-cc\">5.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise do art. 1.832 do CC.<\/h4>\n\n\n\n<p>J\u00e1 conseguimos perceber que o\nproblema do artigo se refere \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de sucess\u00e3o h\u00edbrida; do contr\u00e1rio,\ntemos o seguinte cen\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>H\u00c1 APENAS DESCENDENTES EXCLUSIVOS<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>H\u00c1 APENAS HERDEIROS COMUNS<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A c\u00f4njuge (ou companheira)\n  sobrevivente <strong>N\u00c3O<\/strong> tem garantia de\n  quinh\u00e3o de \u00bc.\n  <\/td><td>\n  A c\u00f4njuge (ou companheira)\n  sobrevivente <strong>TEM<\/strong> um quinh\u00e3o\n  garantido de, pelo menos<a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a>,\n  \u00bc. Exemplo: se concorrer com 5 (cinco) filhos comuns, ter\u00e1 garantido \u00bc dos\n  bens particulares do <em>de cujus<\/em>, sendo\n  os \u00be restantes divididos entre o resto da prole.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>E se tivermos concorr\u00eancia h\u00edbrida, como\nfica?<\/em> A\u00ed mora o perigo, como destacou o Min. <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] No entanto, quando a concorr\u00eancia do\nc\u00f4njuge ou companheiro se estabelece entre herdeiros comuns e exclusivos, \u00e9\nbastante controvertida na doutrina a aplica\u00e7\u00e3o da parte final do art. 1.832 do\nCCB. A problem\u00e1tica, destaco, apenas tem fundamento quando h\u00e1 quatro\nou mais descendentes a concorrem com o consorte sup\u00e9rstite, pois apenas nesta\nhip\u00f3tese seria necess\u00e1ria a reserva de 1\/4 da heran\u00e7a ao companheiro(a), j\u00e1\nque, em concorrendo com tr\u00eas ou menos descendentes, todos os herdeiros restar\u00e3o\ncom no m\u00ednimo 1\/4 da heran\u00e7a.\u201d (<strong>STJ, REsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de\nTarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos a singela (sqn)\ndiverg\u00eancia doutrin\u00e1ria a partir do quadro elaborado pelo Min. <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>HAVENDO SUCESS\u00c3O H\u00cdBRIDA, OBSERVA-SE A RESERVA M\u00cdNIMA DE \u00bc AO C\u00d4NJUGE\n  (OU COMPANHEIRO) SOBREVIVENTE?<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>CAIO M\u00c1RIO DA SILVA PEREIRA, MARIA HELENA DINIZ, MARIO DELGADO,\n  FL\u00c1VIO TARTUCE, ZENO VELOSO, MARIA BERENICE DIAS e Enunciado n\u00ba 527 da V\n  Jornada de Direito Civil<\/strong>\n  <strong>(prevalece)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>FRANCISCO JOS\u00c9 CAHALI, JOS\u00c9 FERNANDO SIM\u00c3O e S\u00cdLVIO SALVO VENOSA<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>EDUARDO OLIVEIRA LEITE<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>GISELDA HIRONAKA<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>FL\u00c1VIO AUGUSTO MONTEIRO DE BARROS<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>N\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>SIM<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Passo 1<\/strong>: divis\u00e3o da heran\u00e7a de\n  forma igualit\u00e1ria entre todos os filhos. \n  <strong>Passo 2<\/strong>: Fracionamento da heran\u00e7a\n  em blocos; Bloco dos filhos comuns e Bloco dos filhos exclusivos. \n  <strong>Passo 3<\/strong>: reserva da quarta parte\n  do bloco dos filhos comuns; \n  <strong>Passo 4<\/strong>: partilha do restante\n  entre os filhos do bloco comum.\n  <\/td><td>\n  <strong>Passo 1<\/strong>: Divis\u00e3o da heran\u00e7a entre\n  todos os filhos; \n  <strong>Passo 2<\/strong>: cria\u00e7\u00e3o de 2\n  sub-heran\u00e7as, uma dos filhos comuns e outra dos filhos exclusivos. \n  <strong>Passo 3<\/strong>: Divide-se a sub-heran\u00e7a\n  dos filhos exclusivos entre os filhos pertencentes ao grupo e o consorte. \n  <strong>Passo 4<\/strong>: Divide-se a sub-heran\u00e7a\n  dos filhos comuns entre os filhos comuns e o consorte. \n  <strong>Passo 5<\/strong>: O quinh\u00e3o do c\u00f4njuge\n  ser\u00e1 a soma das duas quotas que a ele pertine em cada um dos grupos.\n  <\/td><td>\n  <strong>Passo 1<\/strong>: Divis\u00e3o da heran\u00e7a entre\n  todos os filhos e o c\u00f4njuge\/companheiro. \n  <strong>Passo 2<\/strong>: Apura-se qual seria o\n  montante da reserva ao c\u00f4njuge, excluindo a parte dos filhos exclusivos. \n  <strong>Passo 3<\/strong>: Subtrai-se da heran\u00e7a a\n  parte do c\u00f4njuge, dividindo o resultado pelo n\u00famero de filhos (comuns e\n  exclusivos).\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Como \u00e9 reconfortante estudar para concurso,\nn\u00e9?!<\/em> Bom, lembre-se que h\u00e1 diverg\u00eancia, mas vamos ao que interessa, a\nposi\u00e7\u00e3o que prevaleceu no <strong>STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Analisadas, pois, as v\u00e1rias teses e posicionamentos doutrin\u00e1rios,\nconcluo que a solu\u00e7\u00e3o alvitrada pela maioria da doutrina brasileira h\u00e1 de ser\nendossada por esta Corte.\u201d (<strong>STJ, REsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de\nTarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, segundo o <strong>STJ<\/strong>, na sucess\u00e3o do c\u00f4njuge (ou\ncompanheiro) sobrevivente com descend\u00eancia h\u00edbrida deve, simplesmente, ser\naplicado o princ\u00edpio da igualdade entre todos os herdeiros, destinando a mesma\nquota para cada um deles, sem reserva de cota m\u00ednima para o c\u00f4njuge (ou\ncompanheiro) sobrevivente:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Em resumo, conclui-se que a reserva de no m\u00ednimo 1\/4 da heran\u00e7a\nem favor do consorte do falecido ocorrer\u00e1 apenas quando concorra com seus\npr\u00f3prios descendentes (e eles superem o n\u00famero de 3). Em qualquer outra\nhip\u00f3tese de concurso com filhos exclusivos, ou comuns e exclusivos, n\u00e3o haver\u00e1\na reserva de 1\/4 da heran\u00e7a ao c\u00f4njuge ou companheiro sobrevivente.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplificando a partir do\nexemplo dado pelo pr\u00f3prio Min. <strong>PAULO DE\nTARSO SANSEVERINO<\/strong>, pois n\u00e3o sou bom de conta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[Trecho do corpo do <strong>ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:]\nDe modo a melhor visualizarmos as proposi\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias, \u00e9 importante aplic\u00e1-las\na um exemplo que, em parte, espelha o presente caso concreto: Heran\u00e7a (bens\nparticulares): R$ 800.000,00 (valor hipot\u00e9tico); Herdeiros: companheira; 1\nfilho comum; 6 filhos exclusivos; <strong>Tese\n1<\/strong>: Divide-se a heran\u00e7a por igual entre os herdeiros, tratando-se todos\nos filhos como exclusivos. Atribui-se a cada um dos filhos e \u00e0 companheira R$\n100.000,00 (n\u00e3o h\u00e1 reserva de 1\/4 da heran\u00e7a para a consorte sup\u00e9rstite).\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1617650\/RS, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-3-questoes-objetivas\">5.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A reserva da quinta parte (1\/5) da heran\u00e7a, prevista no art. 1.832 do C\u00f3digo Civil, n\u00e3o se aplica \u00e0 hip\u00f3tese de concorr\u00eancia sucess\u00f3ria h\u00edbrida.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. A reserva da quarta parte\n(1\/4) da heran\u00e7a, prevista no art. 1.832 do C\u00f3digo Civil, n\u00e3o se aplica \u00e0\nhip\u00f3tese de concorr\u00eancia sucess\u00f3ria h\u00edbrida.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-4-gabarito\">5.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-do-consumidor\">DIREITO DO CONSUMIDOR<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-dacao-em-pagamento-e-arvores-de-reflorestamento\">6.\u00a0\u00a0 Da\u00e7\u00e3o em pagamento e \u00e1rvores de reflorestamento.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na da\u00e7\u00e3o em pagamento de im\u00f3vel sem cl\u00e1usula que\ndisponha sobre a propriedade das \u00e1rvores de reflorestamento, a transfer\u00eancia do\nim\u00f3vel inclui a planta\u00e7\u00e3o. (<strong>STJ, REsp 1567479\/PR, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta\nTurma, por unanimidade, julgado em 11\/06\/2019, DJe 18\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial desprovido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJPR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-1-situacao-fatica\">6.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>O caso aqui \u00e9 um bom confuso,\npor isso vou tentar simplificar bastante, at\u00e9 porque o desfecho \u00e9 simples. <\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>1970<\/strong>, a sociedade <strong>REFLORIL REFLORESTAMENTO LTDA<\/strong> realizou\no <strong>reflorestamento<\/strong> da <strong>\u00e1rea YYY<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>1983<\/strong>, <strong>REFLORIL REFLORESTAMENTO LTDA<\/strong> realizou <strong>da\u00e7\u00e3o<\/strong> em pagamento do im\u00f3vel da <strong>\u00e1rea YYY<\/strong> a\n<strong>CRISTINA SANTOS<\/strong>, sem existir <strong>nenhuma<\/strong> men\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1rvores do\nreflorestamento na escritura p\u00fablica da da\u00e7\u00e3o em pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>1989<\/strong>, <strong>CRISTINA SANTOS<\/strong> vendeu o im\u00f3vel da <strong>\u00e1rea YYY<\/strong> a\n<strong>KLABIN S\/A<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em <strong>2004<\/strong>, <strong>REFLORIL REFLORESTAMENTO LTDA<\/strong> cedeu os direitos sobre as \u00e1rvores do\n<strong>reflorestamento<\/strong> da <strong>\u00e1rea YYY<\/strong> a <strong>IJK\nENGENHARIA S\/A<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, em<strong> 2011<\/strong>,\n<strong>IJK ENGENHARIA S\/A<\/strong> tomou ci\u00eancia da\nexplora\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores do reflorestamento pela sociedade <strong>KLABIN S\/A<\/strong>, de modo que ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria para ser\nressarcida pela explora\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o de que \u00e9 cession\u00e1ria. <\/p>\n\n\n\n<p>A r\u00e9, por sua vez, defendeu que\nera propriet\u00e1ria das \u00e1rvores do reflorestamento, pois \u00e9 dona do im\u00f3vel que,\nanteriormente, havia sido dado em pagamento para <strong>CRISTINA SANTOS<\/strong>, o que incluiu as pr\u00f3prias \u00e1rvores do\nreflorestamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso, mantendo a improced\u00eancia da pretens\u00e3o\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso para manter a improced\u00eancia da pretens\u00e3o\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-analise-estrategica\">6.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-1-questao-em-debate\">6.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Cinge-se a controv\u00e9rsia em\ndefinir se, na da\u00e7\u00e3o em pagamento de im\u00f3vel sem cl\u00e1usula que disponha sobre a\npropriedade das \u00e1rvores de reflorestamento, a transfer\u00eancia do im\u00f3vel inclui a\nplanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-2-2-ausente-na-escritura-publica-da-dacao-em-pagamento-do-imovel-qualquer-clausula-referente-a-transferencia-das-arvores-de-reflorestamento-pode-se-presumir-que-foram-tambem-transferidas-ao-credor\">6.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ausente na escritura p\u00fablica da da\u00e7\u00e3o em pagamento do im\u00f3vel qualquer cl\u00e1usula referente \u00e0 transfer\u00eancia das \u00e1rvores de reflorestamento, pode-se presumir que foram tamb\u00e9m transferidas ao credor?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, como ponderou o Min. <strong>MAURO BUZZI<\/strong> ao reconhecer: <strong>(a)<\/strong> a qualidade acess\u00e3o artificial das\n\u00e1rvores (art. 1.248, V, CC); <strong>(b)<\/strong> a\nnatureza jur\u00eddica de bem im\u00f3vel \u00e0s \u00e1rvores (art. 79 CC) e; <strong>(c)<\/strong> que as \u00e1rvores (bem acess\u00f3rio \u2013 art. 92 CC) seguem a\ntransfer\u00eancia do principal (\u00e1rea YYY), independentemente de expressa previs\u00e3o\nnesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] A <strong>acess\u00e3o<\/strong>\n\u00e9 um modo origin\u00e1rio de aquisi\u00e7\u00e3o da propriedade, em virtude do qual fica\npertencendo ao titular tudo quanto se une ou se incorpora ao bem, o que\npode ocorrer em duas modalidades: a natural, que se d\u00e1 quando a uni\u00e3o ou\nincorpora\u00e7\u00e3o adv\u00e9m de acontecimento da natureza, como a forma\u00e7\u00e3o de ilhas, o\naluvi\u00e3o, a avuls\u00e3o e o abandono de \u00e1lveo; e a <strong>[acess\u00e3o] artificial<\/strong>, resultante\ndo trabalho do homem, como no caso das constru\u00e7\u00f5es e planta\u00e7\u00f5es, hip\u00f3tese dos\nautos.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Acerca da quest\u00e3o, tem-se que, nos termos do artigo 79 do\nC\u00f3digo Civil\/2002, \u2018s\u00e3o bens im\u00f3veis o solo e tudo\nquanto se lhe incorporar natural ou <strong>artificialmente\u2019<\/strong>.\nEm virtude disso, em regra, a acess\u00e3o artificial\noperada no caso (planta\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores) receberia a mesma classifica\u00e7\u00e3o\/natureza\njur\u00eddica do terreno, sendo considerada, portanto, <strong>bem im\u00f3vel, ainda que acess\u00f3rio do principal<\/strong>, nos termos do\nartigo 92 do C\u00f3digo Civil, por se tratar de bem reciprocamente considerado.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Tendo isso em evid\u00eancia, repisa-se, conforme artigo 79 do\nC\u00f3digo Civil, as \u00e1rvores incorporadas ao solo mant\u00eam\na caracter\u00edstica de bem im\u00f3vel salvo expressa manifesta\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, <strong>que n\u00e3o ocorreu na hip\u00f3tese<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Desta forma, em que pese seja vi\u00e1vel conceber a natureza\njur\u00eddica da cobertura vegetal lenhosa destinada ao corte, a depender da vontade\ndas partes, tamb\u00e9m como bem m\u00f3vel por antecipa\u00e7\u00e3o, no caso, essa classifica\u00e7\u00e3o\nn\u00e3o salvaguarda a pretens\u00e3o da autora, pois, iniludivelmente,\nem virtude da aus\u00eancia de anota\u00e7\u00e3o\/observa\u00e7\u00e3o acerca das \u00e1rvores plantadas\nsobre o terreno, diante da presun\u00e7\u00e3o legal de que o acess\u00f3rio segue o\nprincipal, essas foram transferidas com a da\u00e7\u00e3o em pagamento realizada\nem favor de [<strong>CRISTINA SANTOS<\/strong>].\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1567479\/PR, Rel. Min. Marco Buzzi, Quarta Turma, por unanimidade, julgado\nem 11\/06\/2019, DJe 18\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-3-questoes-objetivas\">6.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Na da\u00e7\u00e3o em pagamento de im\u00f3vel sem cl\u00e1usula que\ndisponha sobre a propriedade das \u00e1rvores de reflorestamento, a transfer\u00eancia do\nim\u00f3vel n\u00e3o inclui a planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-4-gabarito\">6.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-inversao-da-clausula-penal-em-contratos-de-aquisicao-imobiliaria\">7.\u00a0\u00a0 <em>\u201cInvers\u00e3o\u201d<\/em> da cl\u00e1usula penal em contratos de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No contrato de ades\u00e3o firmado entre o comprador e a\nconstrutora\/incorporadora, havendo previs\u00e3o de cl\u00e1usula penal apenas para o <strong>inadimplemento do adquirente<\/strong>, dever\u00e1\nela [cl\u00e1usula penal para o inadimplemento do adquirente] ser considerada para a\nfixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o pelo <strong>inadimplemento\ndo vendedor<\/strong>. As obriga\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas (obriga\u00e7\u00f5es de fazer e de dar)\nser\u00e3o convertidas em dinheiro, por arbitramento judicial. (<strong>STJ, REsp 1631485\/DF, Rel. Min. Luis Felipe\nSalom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial\nparcialmente provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJDFT.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-1-situacao-fatica\">7.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>EDER<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria em face de <strong>BROOKFIELD MB EMPREENDIMENTOS IMOBILI\u00c1RIOS S\/A<\/strong>, sustentando que\ncelebrou contrato de promessa de compra e venda de\napartamento. Alegou que as partes pactuaram a entrega do im\u00f3vel para at\u00e9\n30.09.2013, com prazo de toler\u00e2ncia de 180 dias, mas, apesar de ter cumprido\ncom suas obriga\u00e7\u00f5es contratuais, a requerida <strong>atrasou<\/strong> a\nconclus\u00e3o das obras por 10 (dez) meses. <\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, requereu: <strong>(a)<\/strong> a rescis\u00e3o contratual; <strong>(b)<\/strong> a condena\u00e7\u00e3o da requerida \u00e0\nrestitui\u00e7\u00e3o integral dos valores pagos; e <strong>(c)<\/strong>\na condena\u00e7\u00e3o da requerida ao pagamento de multa\ncompensat\u00f3ria (cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria), na exata forma que lhe seria (ao\nautor) imputada caso desse ensejo \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o contratual, isto \u00e9, o\nautor requer a <em>\u201cinvers\u00e3o\u201d<\/em> da cl\u00e1usula\npenal compensat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou procedente em parte\n  a pretens\u00e3o para determinar a restitui\u00e7\u00e3o integral dos valores pagos e para\n  condenar a r\u00e9 a pagar ao autor alugueres mensais referentes ao per\u00edodo de\n  atraso, a t\u00edtulo de multa compensat\u00f3ria.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, <strong>EDER<\/strong> irresignou-se quanto o valor da\nmulta compensat\u00f3ria, reiterando sua pretens\u00e3o de\nfixa\u00e7\u00e3o na exata forma que lhe seria (ao autor) imputada caso desse ensejo \u00e0\nresolu\u00e7\u00e3o contratual:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>EDER<\/strong> irresignou-se, novamente, quanto o\nvalor da multa compensat\u00f3ria, reiterando sua pretens\u00e3o\nde fixa\u00e7\u00e3o na exata forma que lhe seria (ao autor) imputada caso desse ensejo \u00e0\nresolu\u00e7\u00e3o contratual:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu parcial provimento ao\n  recurso.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-analise-estrategica\">7.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-1-questao-em-debate\">7.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate<\/h4>\n\n\n\n<p>A principal quest\u00e3o\ncontrovertida consiste em saber a possibilidade ou n\u00e3o de invers\u00e3o da cl\u00e1usula\npenal estipulada exclusivamente para o adquirente (consumidor), nos casos de\ninadimplemento da construtora em virtude de atraso na entrega de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o\nobjeto do contrato de compra e venda, a ensejar resolu\u00e7\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, no caso, o\ninstrumento contratual a que aderiu o autor, ora recorrente, previu cl\u00e1usula\npenal apenas para o caso de resolu\u00e7\u00e3o contratual por\ninadimplemento <strong>do promitente\ncomprador<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-2-aplica-se-a-lei-n\u00ba-13-786-18-ao-caso\">7.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aplica-se a Lei n\u00ba 13.786\/18 ao caso?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Antes de ingressar no\njulgamento do m\u00e9rito, a <strong>SEGUNDA SE\u00c7\u00c3O<\/strong>\ndebateu a possibilidade de incid\u00eancia da Lei n\u00ba 13.786\/18 aos contratos\nanteriores \u00e0 sua vig\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 13.786\/18, de 27 de\ndezembro de 2018, alterou as Leis n\u00ba 4.591\/64 e 6.766\/79, para disciplinar\nquest\u00f5es acerca do inadimplemento (parcial ou absoluto) em contratos de compra\ne venda, promessa de venda, cess\u00e3o ou promessa de cess\u00e3o de unidades aut\u00f4nomas\nintegrantes de incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria ou de loteamento.<\/p>\n\n\n\n<p>E a novel legisla\u00e7\u00e3o disp\u00f5e,\nexpressamente, a respeito da consequ\u00eancia da resolu\u00e7\u00e3o do contrato por\ninadimplemento do incorporador:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 43-A da Lei n\u00ba 13.786\/18<\/strong>. A entrega do im\u00f3vel em at\u00e9 180\n(cento e oitenta) dias corridos da data estipulada contratualmente como data\nprevista para conclus\u00e3o do empreendimento, desde que expressamente pactuado, de\nforma clara e destacada, n\u00e3o dar\u00e1 causa \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do contrato por parte do\nadquirente nem ensejar\u00e1 o pagamento de qualquer penalidade pelo incorporador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n1\u00ba<\/strong> Se a entrega do im\u00f3vel ultrapassar o prazo\nestabelecido no caput deste artigo, desde que o adquirente n\u00e3o tenha dado causa\nao atraso, poder\u00e1 ser promovida por este a <strong>resolu\u00e7\u00e3o\ndo contrato<\/strong>, sem preju\u00edzo da devolu\u00e7\u00e3o da integralidade de todos os\nvalores pagos <strong>E<\/strong> da multa\nestabelecida, em at\u00e9 60 (sessenta) dias corridos contados da resolu\u00e7\u00e3o,\ncorrigidos nos termos do \u00a7 8\u00ba do art. 67-A desta Lei.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n2\u00ba<\/strong> Na hip\u00f3tese de a entrega do im\u00f3vel estender-se por prazo superior \u00e0quele\nprevisto no caput deste artigo, e n\u00e3o se tratar de resolu\u00e7\u00e3o do contrato, ser\u00e1\ndevida ao adquirente adimplente, por ocasi\u00e3o da entrega da unidade, indeniza\u00e7\u00e3o\nde 1% (um por cento) do valor efetivamente pago \u00e0 incorporadora, para cada m\u00eas\nde atraso, pro rata die , corrigido monetariamente conforme \u00edndice estipulado\nem contrato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n3\u00ba<\/strong> A multa prevista no \u00a7 2\u00ba deste artigo, referente\na mora no cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, em hip\u00f3tese alguma poder\u00e1 ser cumulada com\na multa estabelecida no \u00a7 1\u00ba deste artigo, que trata da inexecu\u00e7\u00e3o total da\nobriga\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>E o que o STJ decidiu?<\/em> O <strong>STJ<\/strong> entendeu que a Lei n\u00ba 13.786\/18\nsomente se aplica a contratos posteriores \u00e0 sua vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-3-o-que-e-clausula-penal\">7.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 cl\u00e1usula penal?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De acordo com m Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) a cl\u00e1usula penal constitui pacto secund\u00e1rio acess\u00f3rio &#8211; uma\ncondi\u00e7\u00e3o &#8211; por meio do qual as partes determinam previamente uma multa\n(geralmente em pec\u00fania), consubstanciando indeniza\u00e7\u00e3o para o caso de\ninadimplemento absoluto ou de cl\u00e1usula especial, hip\u00f3tese em que se denomina <strong>cl\u00e1usula penal\ncompensat\u00f3ria<\/strong>. Ou mesmo, como no presente caso, a cl\u00e1usula penal\npode ser estabelecida para prefixa\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o por inadimplemento\nrelativo (quando se mostrar \u00fatil o adimplemento, ainda que tardio; isto \u00e9,\ndefeituoso), recebendo, assim, a denomina\u00e7\u00e3o de <strong>cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado\nem 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos fazer uma tabela para\nficar mais f\u00e1cil:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CL\u00c1USULA PENAL (PENA CONVENCIONAL ou MULTA CONTRATUAL)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 409 CC<\/strong>. A cl\u00e1usula penal estipulada conjuntamente com a\n  obriga\u00e7\u00e3o, ou em ato posterior, pode referir-se <strong>[i]<\/strong> \u00e0 inexecu\u00e7\u00e3o completa da obriga\u00e7\u00e3o, <strong>[ii]<\/strong> \u00e0 [inexecu\u00e7\u00e3o] de alguma cl\u00e1usula especial ou simplesmente <strong>[iii]<\/strong> \u00e0 mora [inadimplemento\n  relativo].\u201d<\/em>\n  <em>\u201cA cl\u00e1usula penal pode ser\n  conceituada como sendo a penalidade, de natureza civil, imposta pela\n  inexecu\u00e7\u00e3o parcial ou total de um dever patrimonial assumido.\u201d (<strong>Fl\u00e1vio Tartuce<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>FUN\u00c7\u00d5ES<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cDe acordo com a melhor\n  doutrina, a cl\u00e1usula penal tem basicamente duas fun\u00e7\u00f5es. Primeiramente, a\n  multa funciona como uma <strong>coer\u00e7\u00e3o<\/strong>,\n  para intimidar o devedor a cumprir a obriga\u00e7\u00e3o principal, sob pena de ter que\n  arcar com essa obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria (meio de coer\u00e7\u00e3o, com car\u00e1ter punitivo).\n  Al\u00e9m disso, tem fun\u00e7\u00e3o de <strong>ressarcimento<\/strong>,\n  prefixando as perdas e danos no caso de inadimplemento absoluto da obriga\u00e7\u00e3o\n  (car\u00e1ter de estima\u00e7\u00e3o).\u201d (<strong>Fl\u00e1vio\n  Tartuce<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>ESP\u00c9CIES\/MODALIDAES<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cA cl\u00e1usula penal pode\n  dirigir-se a inexecu\u00e7\u00e3o completa da obriga\u00e7\u00e3o (inadimplemento absoluto), ao\n  descumprimento de uma ou mais cl\u00e1usulas do contrato ou ao inadimplemento\n  parcial, ou simples mora.\u201d (<strong>S\u00edlvio de\n  Salvo Venosa<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Cl\u00e1usula penal por mora <\/strong>\n  <strong>(cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Cl\u00e1usula penal por inadimplemento <\/strong>\n  <strong>(cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 411 CC<\/strong>. Quando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de\n  mora, ou em seguran\u00e7a especial de outra cl\u00e1usula determinada, ter\u00e1 o credor o\n  arb\u00edtrio de exigir a satisfa\u00e7\u00e3o da pena cominada, juntamente com o desempenho\n  da obriga\u00e7\u00e3o principal.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 410 CC<\/strong>. Quando se estipular a cl\u00e1usula penal para o caso de\n  total inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o, esta converter-se-\u00e1 em alternativa a\n  benef\u00edcio do credor.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Prevista\n  para os casos de inadimplemento relativo (mora), sendo admitida sua cumula\u00e7\u00e3o\n  com a obriga\u00e7\u00e3o principal.\n  Ou\n  seja, a\n  <strong>Cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria + obriga\u00e7\u00e3o principal.<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Prevista\n  para os casos de inadimplemento absoluto, permite ao credor exigir\n  diretamente seu valor.\n  Ou\n  seja, a\n  <strong>Cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria<\/strong>.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201cComo, neste caso, o valor\n  da pena convencional costuma ser reduzido, o credor pode cobr\u00e1-la,\n  cumulativamente, com a presta\u00e7\u00e3o n\u00e3o satisfeita.\u201d (<strong>Carlos Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cO dispositivo [art. 410\n  CC] pro\u00edbe a cumula\u00e7\u00e3o de pedidos. A alternativa que se abre para o credor \u00e9:\n  a) pleitear a pena compensat\u00f3ria [cl\u00e1usula penal compensat\u00f3ria],\n  correspondente \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o antecipada dos eventuais preju\u00edzos; ou b) postular o\n  ressarcimento das per- das e danos, arcando com o \u00f4nus de provar o preju\u00edzo;\n  ou, ainda, c) exigir o cumprimento da presta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pode haver cumula\u00e7\u00e3o\n  porque, em qual- quer desses casos, o credor obt\u00e9m integral ressarcimento,\n  sem que ocorra o bis in idem.\u201d (<strong>Carlos\n  Roberto Gon\u00e7alves<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas como diferencio uma da outra?\u201d<\/em>\nN\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, como aponta <strong>CAIO\nMARIO DA SILVA PEREIRA<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer, em tese, ou genericamente, quando \u00e9\ncompensat\u00f3ria ou morat\u00f3ria a cl\u00e1usula penal. Mandam uns que se confronte\no seu valor com o da obriga\u00e7\u00e3o principal, e, se ressaltar sua patente\ninferioridade, \u00e9 morat\u00f3ria, mas outros desprestigiam este processo comparativo,\npara concluir que o crit\u00e9rio n\u00e3o \u00e9 absoluto; obviamente, a pena se despe de\ntodo car\u00e1ter compensat\u00f3rio, mesmo equivalendo \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal, quando se\nestipula (o que \u00e9 l\u00edcito) venha a consistir em presta\u00e7\u00e3o a um terceiro, como\nseja um estabelecimento beneficente. Em conclus\u00e3o, caber\u00e1 ao juiz valer-se de todos os\nmeios, a come\u00e7ar da perquiri\u00e7\u00e3o da vontade, para, das circunst\u00e2ncias, inferir e\nproclamar, nos casos duvidosos, a natureza morat\u00f3ria ou compensat\u00f3ria da multa.\u201d\n(<strong>Caio Mario da Silva Pereira<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, para piorar, o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> lembrou que o\nestabelecimento de cl\u00e1usula penal dispensa inclusive qualquer refer\u00eancia a suas\nexpress\u00f5es tradicionais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Observa-se, por oportuno, que a natureza da cl\u00e1usula penal <strong>n\u00e3o<\/strong> exige, para o seu estabelecimento, o emprego das\nexpress\u00f5es tradicionais (cl\u00e1usula penal, pena convencional ou multa). Ela\nexiste e produz seus efeitos, desde que os interessados se sirvam desses e de\noutros termos equivalentes.\u201d (<strong>STJ, REsp 1498484\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o,\nSegunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-4-se-o-contrato-de-aquisicao-imobiliaria-prever-clausula-penal-apenas-em-favor-do-vendedor-e-possivel-estende-la-em-favor-do-comprador\">7.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se o contrato de aquisi\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria prever cl\u00e1usula penal apenas em favor do vendedor, \u00e9 poss\u00edvel estend\u00ea-la em favor do comprador?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, conforme concluiu o Min.\n<strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> ap\u00f3s examinar os\nprecedentes do pr\u00f3prio STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Desse modo, consoante iterativa jurisprud\u00eancia do STJ, na mesma\nlinha do precedente paradigma da Terceira Turma, em caso de inadimplemento (<strong>ABSOLUTO OU\nRELATIVO<\/strong>), se houver omiss\u00e3o do contrato, cabe, por imperativo\nde equidade, inverter a cl\u00e1usula contratual penal (<strong>MORAT\u00d3RIA OU COMPENSAT\u00d3RIA<\/strong>),\nque prev\u00ea multa exclusivamente em benef\u00edcio da promitente vendedora do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Destarte, prevendo o contrato a incid\u00eancia de multa para o\ncaso de inadimplemento por parte do consumidor, ela\ntamb\u00e9m dever\u00e1 ser considerada para o arbitramento da indeniza\u00e7\u00e3o devida pelo\nfornecedor, caso seja deste a mora ou o inadimplemento absoluto.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1631485\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>E quais s\u00e3o os argumentos utilizados para\nessa extens\u00e3o\/invers\u00e3o?<\/em> Vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(a)<\/em><\/strong>\nEquil\u00edbrio da base contratual para a adequada repara\u00e7\u00e3o do dano (art. 4\u00ba, III,\nCDC);<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(b)<\/em><\/strong>\nDireito do consumidor de igualdade nas contrapresta\u00e7\u00f5es (art. 6\u00ba, II, CDC);<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(c)<\/em><\/strong> Equidade nas rela\u00e7\u00f5es\nde consumo (art. 7\u00ba CDC) e;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>(d)<\/em><\/strong>\nAs cl\u00e1usulas abusivas previstas no art. 51 do CDC deixam claro que deve haver\nreciprocidade nos direitos entre fornecedores e consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas o que quer dizer aquela parte\nfinal da ementa sobre obriga\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas?\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aqui est\u00e1 a \u201cpegadinha\u201d!<\/strong> O\nMin. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> ponderou\nque, em certos casos, a simples invers\u00e3o em favor do consumidor representa\nequ\u00edvoco:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Deveras, conforme assegurado pelos expositores na audi\u00eancia\np\u00fablica, verificando-se em algumas decis\u00f5es prolatadas no \u00e2mbito das inst\u00e2ncias\nordin\u00e1rias, constitui <strong>equ\u00edvoco frequente<\/strong> simplesmente inverter, sem observar a\nt\u00e9cnica pr\u00f3pria, a multa contratual referente \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o do adquirente de dar\n(pagar), para ent\u00e3o incidir em obriga\u00e7\u00e3o de fazer, resultando em indeniza\u00e7\u00e3o\npelo inadimplemento contratual em montante exorbitante, desproporcional, a\nensejar desequil\u00edbrio contratual e enriquecimento sem causa, em indevido\nbenef\u00edcio do promitente comprador.\u201d (<strong>STJ, REsp 1631485\/DF, Rel.\nMin. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria, julgado em 22\/05\/2019,\nDJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cComo?\u201d<\/em> O Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> quis dizer o\nseguinte:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>OBRIGA\u00c7\u00d5ES HETEROG\u00caNEAS<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>OBRIGA\u00c7AO DE DAR (PAGAR) DO CONSUMIDOR\n  (COMPRADOR)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>OBRIGA\u00c7\u00c3O DE FAZER DO FORNECEDOR<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Descumprimento\n  <\/td><td>\n  Descumprimento\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Incid\u00eancia de cl\u00e1usula penal (multa contratual)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Constitui\n  equ\u00edvoco simplesmente aplicar a multa contratual imposta pelo descumprimento\n  da obriga\u00e7\u00e3o do adquirente (consumidor) de dar (pagar) ao inadimplemento da\n  obriga\u00e7\u00e3o de fazer do fornecedor.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Por exemplo, imagine a situa\u00e7\u00e3o\nque temos uma cl\u00e1usula penal morat\u00f3ria de 10% sobre o valor da parcela (<strong>OBRIGA\u00c7\u00c3O DE PAGAR<\/strong>)\nn\u00e3o paga, por m\u00eas de atraso. A parcela, por sua vez, tem o valor de\nR$10.000,00. Logo, o consumidor inadimplente dever\u00e1 arcar com a multa\ncontratual de <strong>R$1.000,00<\/strong>,\nal\u00e9m de juros morat\u00f3rios e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria at\u00e9 o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, pense no fornecedor que\ndeve entregar (<strong>OBRIGA\u00c7\u00c3O\nDE FAZER<\/strong>) um apartamento de R$800.000,00 no dia 30.09.2013. <em>O que ocorre se\nsimplesmente invertermos\/estendermos a cl\u00e1usula penal prevista para o\ninadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o de pagar?<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Valor da cl\u00e1usula penal aplicada ao inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o de\n  dar<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Valor da cl\u00e1usula penal aplicada ao inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o de\n  fazer<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  10% de R$10.000,00 =\n  R$1.000,00\n  <\/td><td>\n  10% de R$800.000,00 =\n  R$80.000,00\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>R$1.000,00 por m\u00eas de atraso<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>R$80.000,00 por m\u00eas de atraso<\/strong>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cAhmmm&#8230; desproporcional. O consumidor\nsairia ganhando! Ali\u00e1s, em 10 (dez) meses de atraso teria o valor integral do\napartamento.\u201d<\/em> Exato, por isso, o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> registrou:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Consequentemente, penso que a invers\u00e3o,\npara determinar a incid\u00eancia do mesmo percentual <strong>sobre o pre\u00e7o total do im\u00f3vel<\/strong>, incidindo a cada m\u00eas de\natraso, <strong>N\u00c3O<\/strong> constitui, em\nverdade, simples \u2018invers\u00e3o da multa morat\u00f3ria\u2019, <strong>podendo, isto sim, representar valor divorciado da realidade de\nmercado, a ensejar enriquecimento sem causa<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a obriga\u00e7\u00e3o da incorporadora \u00e9 de <strong>FAZER<\/strong> (presta\u00e7\u00e3o contratual, consistente na entrega do\nim\u00f3vel pronto para uso e gozo), j\u00e1 a do adquirente \u00e9 de <strong>DAR<\/strong>\n(pagar o valor remanescente do pre\u00e7o do im\u00f3vel, por ocasi\u00e3o da entrega).\nE s\u00f3 haver\u00e1 adequada simetria para invers\u00e3o da\ncl\u00e1usula penal contratual se houver observ\u00e2ncia de sua natureza, isto \u00e9, de\nprefixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o em dinheiro pelo per\u00edodo da mora.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1631485\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>O que deve ser feito para evitar essa\ndespropor\u00e7\u00e3o?<\/em> De acordo com o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>, antes de aplicar a\ncl\u00e1usula penal, a obriga\u00e7\u00e3o de fazer do fornecedor deve ser convertida em\ndinheiro em procedimento de <strong>LIQUIDA\u00c7\u00c3O\nPOR ARBITRAMENTO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Como \u00e9 cedi\u00e7o, nos casos de obriga\u00e7\u00f5es de natureza heterog\u00eanea\n(por exemplo, obriga\u00e7\u00e3o de fazer e obriga\u00e7\u00e3o de dar), imp\u00f5e-se sua convers\u00e3o em\ndinheiro, apurando-se valor adequado e razo\u00e1vel para arbitramento da\nindeniza\u00e7\u00e3o pelo per\u00edodo de mora, vedada sua cumula\u00e7\u00e3o com lucros cessantes.\nFeita essa redu\u00e7\u00e3o, geralmente obtida por meio de arbitramento, \u00e9 que, ent\u00e3o,\nseria poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o\/utiliza\u00e7\u00e3o como par\u00e2metro objetivo, para manuten\u00e7\u00e3o\ndo equil\u00edbrio da aven\u00e7a, em desfavor daquele que redigiu a cl\u00e1usula.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1631485\/DF, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Segunda Se\u00e7\u00e3o, por maioria,\njulgado em 22\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-5-placar-final\">7.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Placar final.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>LU\u00cdS FELIPE SALOM\u00c3O, RAUL ARA\u00daJO, RICARDO VILLAS B\u00d4AS CUEVA, MARCO\n  BUZZI, MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE, MOURA RIBEIRO e NANCY ANDRIGHI<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>MARIA ISABEL GALLOTTI e ANTONIO CARLOS FERREIRA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  No contrato de ades\u00e3o\n  firmado entre o comprador e a construtora\/incorporadora, havendo previs\u00e3o de\n  cl\u00e1usula penal apenas para o inadimplemento do adquirente, dever\u00e1 ela\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n<p>[cl\u00e1usula penal para o inadimplemento do adquirente]<\/p>\n\n\n\n<p> ser considerada para a\n  fixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o pelo inadimplemento do vendedor\n  \n  \n  <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a invers\u00e3o\n  da cl\u00e1usula penal estabelecida em desfavor do adquirente para o pagamento das\n  presta\u00e7\u00f5es com sua aplica\u00e7\u00e3o ao descumprimento pela construtora no prazo de\n  entrega de im\u00f3vel em constru\u00e7\u00e3o prometido \u00e0 venda.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>7<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>2<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-2-6-trechos-relevantes-dos-votos-divergentes-publicados\">7.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Trechos relevantes dos votos divergentes publicados.<\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Ministro(a)<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Posi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Min. MARIA ISABEL GALLOTTI<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201cQuanto \u00e0 pretendida\n  invers\u00e3o de tal multa &#8211; acess\u00f3ria \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de pagar as presta\u00e7\u00f5es &#8211; em\n  desfavor do fornecedor que atrasa a entrega do im\u00f3vel, cumpre fazer algumas\n  considera\u00e7\u00f5es. Cuida-se, de um lado, de obriga\u00e7\u00e3o de dar &#8211; pagamento das\n  presta\u00e7\u00f5es &#8211; e, de outro lado, de obriga\u00e7\u00e3o de fazer &#8211; constru\u00e7\u00e3o e entrega\n  do im\u00f3vel prometido \u00e0 venda. A diversidade de tratamento espelha, justamente,\n  as diferentes obriga\u00e7\u00f5es assumidas pelas partes no desempenho de sua fun\u00e7\u00e3o\n  dentro do contrato. Anoto que a possibilidade de convers\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es de\n  natureza heterog\u00eanea, com sua mensura\u00e7\u00e3o em pec\u00fania, n\u00e3o traduz, data v\u00eania,\n  equidade em aplica\u00e7\u00e3o, face \u00e0 diversidade de prop\u00f3sito para o qual concebida\n  a cl\u00e1usula penal no contexto pr\u00f3prio da rela\u00e7\u00e3o contratual. N\u00e3o h\u00e1\n  falar-se em simetria na aplica\u00e7\u00e3o de penalidade, impondo-a a um dos\n  contratantes, se n\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o correspondente. Nesses casos, n\u00e3o se trata\n  de invers\u00e3o, mas de cria\u00e7\u00e3o de uma nova obriga\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o \u00e9 admitido. A\n  legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite a cria\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula penal &#8211; sempre produto da\n  autorregulamenta\u00e7\u00e3o dos contratantes -; somente apresenta mecanismos ao\n  julgador para sua dosimetria. Em caso de detec\u00e7\u00e3o de abusividade na imposi\u00e7\u00e3o\n  de penalidade a uma das partes sem obriga\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria correspondente, a\n  solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma nova penalidade, mas, sim, a declara\u00e7\u00e3o de sua\n  nulidade, nos termos do artigo 51 do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-3-questoes-objetivas\">7.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. No contrato de\nades\u00e3o firmado entre o comprador e a construtora\/incorporadora, havendo\nprevis\u00e3o de cl\u00e1usula penal apenas para o inadimplemento do adquirente, dever\u00e1\nela ser considerada para a fixa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o pelo inadimplemento do\nvendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. No contrato de ades\u00e3o\nfirmado entre o comprador e a construtora\/incorporadora, havendo previs\u00e3o de\ncl\u00e1usula penal apenas para o inadimplemento do adquirente, ela dever\u00e1 ser\nsimplesmente invertida em favor do consumidor em caso de inadimplemento do\nvendedor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-4-gabarito\">7.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-5-bibliografia\">7.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>GON\u00c7ALVES<\/strong>, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro: teoria das obriga\u00e7\u00f5es. 14.\ned. S\u00e3o Paulo: Saraiva, 2017. vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PEREIRA<\/strong>, Caio Mario da Silva. Institui\u00e7\u00f5es de direito civil: teoria geral das\nobriga\u00e7\u00f5es. Revisto e atualizado por Guilherme Calmon Nogueira da Gama.. 28.\ned. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 2016. vol. 2. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>TARTUCE<\/strong>, Flavio. Manual de direito civil. 7. ed. rev., atual. e ampl. S\u00e3o\nPaulo: M\u00e9todo, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>VENOSA<\/strong>,\nSilvio de Salvo. Direito civil: obriga\u00e7\u00f5es e responsabilidade civil. 17. ed.\nS\u00e3o Paulo: Atlas, 2017. vol. 2.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-prazo-decadencial-convencional-para-utilizacao-de-servico\">8.\u00a0\u00a0 Prazo decadencial convencional para utiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel a conven\u00e7\u00e3o de prazo decadencial para a\nutiliza\u00e7\u00e3o de di\u00e1rias adquiridas em clube de turismo. (<strong>STJ, REsp 1778574\/DF, Rel. Min. Marco\nAur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe\n28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial desprovido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJRS.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-1-situacao-fatica\">8.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>IZAIAS<\/strong> ajuizou, contra <strong>CLUBE\nDE TURISMO<\/strong>, entidade associativa, a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de nulidade de cl\u00e1usula\ncontratual que prev\u00ea prazo decadencial para utiliza\u00e7\u00e3o de di\u00e1rias de hot\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em apela\u00e7\u00e3o, <strong>IZAIAS<\/strong> sustentou que a cl\u00e1usula \u00e9 nula\na partir da an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o de consumo existente entre os litigantes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>IZAIAS<\/strong> pugnou, novamente, pelo\nreconhecimento da nulidade da cl\u00e1usula.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-analise-estrategica\">8.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-1-questao-em-debate\">8.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>O cerne do recurso \u00e9 verificar\nse \u00e9 juridicamente poss\u00edvel a previs\u00e3o de prazo para utiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\ncontratado, sob pena da perda do direito de utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-2-ha-relacao-de-consumo-entre-os-demandantes\">8.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre os demandantes?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De plano, o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong> fez quest\u00e3o de\nregistrar que <strong>n\u00e3o<\/strong> h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de consumo entre\nas partes, j\u00e1 que o objeto social da associa\u00e7\u00e3o requerida se limita \u00e0 presta\u00e7\u00e3o\nde servi\u00e7os a seus associados, n\u00e3o havendo, portanto, fornecimento de bens e\/ou\nservi\u00e7os no mercado de consumo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Mesmo nos casos em que a realiza\u00e7\u00e3o do objeto social do ente\nassociativo envolve a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pela associa\u00e7\u00e3o aos associados, falta a essa rela\u00e7\u00e3o o elemento essencial das rela\u00e7\u00f5es de\nconsumo, qual seja, o fornecimento de bens e servi\u00e7os em mercado de consumo\n(art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, do CDC). Tanto \u00e9 assim que o fornecimento de seus\nservi\u00e7os \u00e9 destinado exclusivamente aos associados, podendo a associa\u00e7\u00e3o\nrecusar o fornecimento do mesmo servi\u00e7o a terceiros, o que n\u00e3o \u00e9 assegurado aos\nfornecedores de servi\u00e7os ao mercado, conforme expressa veda\u00e7\u00e3o do art. 39, IX,\ndo CDC: \u2018Art. 39. \u00c9 vedado ao fornecedor de produtos ou servi\u00e7os, dentre outras\npr\u00e1ticas abusivas: IX &#8211; recusar a venda de bens ou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os,\ndiretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento,\nressalvados os casos de intermedia\u00e7\u00e3o regulados em leis especiais;\u2019.\u201d (<strong>STJ, REsp 1778574\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cCaramba, achei que tinha rela\u00e7\u00e3o de\nconsumo!\u201d<\/em> Somos dois. De todo modo, o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong> passou a analisar a quest\u00e3o sob a \u00f3tica do\nCDC, por cautela.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-2-3-o-cdc-preve-alguma-vedacao-para-convencao-de-prazo-decadencial-para-utilizacao-de-bem-ou-servico\">8.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O CDC prev\u00ea alguma veda\u00e7\u00e3o para conven\u00e7\u00e3o de prazo decadencial para utiliza\u00e7\u00e3o de bem ou servi\u00e7o?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Cuidado antes de apontar o\nart. 26 do CDC, pois se trata de norma referente a prazo decadencial para\nreclamar de v\u00edcios aparentes ou de f\u00e1cil constata\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de prazo\ndecadencial para utiliza\u00e7\u00e3o de bem ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, o Min. <strong>MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong> destacou que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] (&#8230;) o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor n\u00e3o se dedicou ao\nestabelecimento de regras espec\u00edficas acerca da estipula\u00e7\u00e3o de prazos\ndecadenciais \u00e0s rela\u00e7\u00f5es de consumo, de modo que se mant\u00eam plenamente eficazes\nas regras de direito civil, que, por sua vez, admitem a conven\u00e7\u00e3o da decad\u00eancia\n(art. 211, CC\/2002).\u201d (<strong>STJ, REsp 1778574\/DF, Rel. Min. Marco\nAur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe\n28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBlz, quer dizer que pode fixar prazo e\nnunca ser\u00e1 nula a respectiva cl\u00e1usula?\u201d<\/em> N\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 assim.\nImagine que o fornecedor fixasse um prazo de 30 minutos para a utiliza\u00e7\u00e3o de\ndi\u00e1rias. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a cl\u00e1usula seria, claramente, abusiva (art. 51, IV,\nCDC). Por isso, o pr\u00f3prio Min. <strong>MARCO\nAUR\u00c9LIO BELLIZZE<\/strong> pontuou que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nesse contexto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que \u00e9 poss\u00edvel a conven\u00e7\u00e3o do\nprazo para utiliza\u00e7\u00e3o das di\u00e1rias adquiridas, <strong>restando t\u00e3o somente verificar se esta\nconven\u00e7\u00e3o violaria o art. 51 do CDC<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp\n1778574\/DF, Rel. Min. Marco Aur\u00e9lio Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 18\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel a\nconven\u00e7\u00e3o de prazo decadencial para a utiliza\u00e7\u00e3o de di\u00e1rias adquiridas em clube\nde turismo, incida ou n\u00e3o o CDC, salvo nas hip\u00f3teses de abusividade.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-3-questoes-objetivas\">8.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Independentemente da dura\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel a\nconven\u00e7\u00e3o de prazo decadencial para a utiliza\u00e7\u00e3o de di\u00e1rias adquiridas em clube\nde turismo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-8-4-gabarito\">8.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-condomino-inadimplente-e-areas-comuns-do-edificio\">9.\u00a0\u00a0 Cond\u00f4mino inadimplente e \u00e1reas comuns do edif\u00edcio.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 <strong>i<\/strong>l\u00edcita a\ndisposi\u00e7\u00e3o condominial que pro\u00edbe a utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas comuns do edif\u00edcio por\ncond\u00f4mino inadimplente e seus familiares como medida coercitiva para obrigar o\nadimplemento das taxas condominiais. (<strong>STJ, REsp 1699022\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o,\nQuarta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/05\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-1-situacao-fatica\">9.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>EDSON<\/strong> estava devendo R$2.500.000,00 ao <strong>CONDOM\u00cdNIO TARTARUGA<\/strong> em raz\u00e3o de taxas condominiais atrasadas. Em\nraz\u00e3o do alto valor do d\u00e9bito e sem \u00eaxito no recebimento do montante, o\ncondom\u00ednio alterou sua conven\u00e7\u00e3o, passando a proibir que cond\u00f4minos (e seus\nfamiliares) em mora pudessem usar \u00e1reas comuns do edif\u00edcio (quadra, sal\u00e3o de\nfestas, academia, piscina etc.). Muito (muito, mais muito p#$&amp;!), <strong>EDSON<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de\nnulidade dessa cl\u00e1usula proibitiva.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a\n  pretens\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso, mantendo a improced\u00eancia da pretens\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso\n  para anular a cl\u00e1usula convencional proibitiva.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-analise-estrategica\">9.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-1-questao-em-debate\">9.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia dos autos est\u00e1 em\ndefinir se \u00e9 poss\u00edvel a conven\u00e7\u00e3o condominial &#8211; devidamente aprovado em\nAssembleia &#8211; proibir o uso das \u00e1reas comuns do edif\u00edcio aos cond\u00f4minos\ninadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-2-microssistema-condominial\">9.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Microssistema condominial.<\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O \u2018microssistema condominial\u2019 &#8211; <strong>CONVEN\u00c7\u00c3O<\/strong> de condom\u00ednio, regimento interno, regulamentos,\nentre outras regras internas &#8211; tem como objetivo prec\u00edpuo definir tanto as\nnormas de reg\u00eancia para a organiza\u00e7\u00e3o e a administra\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio como o\nnorte a guiar os cond\u00f4minos em seus direitos e deveres (arts. 1.335 e 1.336),\n(&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1699022\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta\nTurma, por unanimidade, julgado em 28\/05\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, ao estabelecer um\nregramento m\u00ednimo (arts. 1.332 e 1.334 CC), o C\u00f3digo Civil determinou que a <strong>conven\u00e7\u00e3o<\/strong> dever\u00e1 definir, entre outras cl\u00e1usulas, <em>\u201cas <strong>san\u00e7\u00f5es<\/strong> a que est\u00e3o sujeitos os\ncond\u00f4minos, ou possuidores\u201d<\/em> (art. 1.334, IV, CC), em raz\u00e3o do\ndescumprimento dos seus deveres previstos no art. 1.336 do mesmo diploma, entre\nos quais: contribuir para as despesas do condom\u00ednio na propor\u00e7\u00e3o das suas\nfra\u00e7\u00f5es ideais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.336 CC<\/strong>. S\u00e3o deveres do cond\u00f4mino: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>I<\/strong>\n&#8211; contribuir para as despesas do condom\u00ednio na\npropor\u00e7\u00e3o das suas fra\u00e7\u00f5es ideais, salvo disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio na conven\u00e7\u00e3o;\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>II<\/strong>\n&#8211; n\u00e3o realizar obras que comprometam a seguran\u00e7a da edifica\u00e7\u00e3o; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>III<\/strong>\n&#8211; n\u00e3o alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>IV<\/strong>\n&#8211; dar \u00e0s suas partes a mesma destina\u00e7\u00e3o que tem a edifica\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o as utilizar\nde maneira prejudicial ao sossego, salubridade e seguran\u00e7a dos possuidores, ou\naos bons costumes. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n1\u00ba<\/strong> O cond\u00f4mino que n\u00e3o pagar a sua contribui\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 sujeito aos juros\nmorat\u00f3rios convencionados ou, n\u00e3o sendo previstos, os de um por cento ao m\u00eas e\nmulta de at\u00e9 dois por cento sobre o d\u00e9bito. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n2\u00ba<\/strong> O cond\u00f4mino, que n\u00e3o cumprir qualquer dos deveres estabelecidos nos\nincisos II a IV, pagar\u00e1 a multa prevista no ato constitutivo ou na conven\u00e7\u00e3o,\nn\u00e3o podendo ela ser superior a cinco vezes o valor de suas contribui\u00e7\u00f5es\nmensais, independentemente das perdas e danos que se apurarem; n\u00e3o havendo\ndisposi\u00e7\u00e3o expressa, caber\u00e1 \u00e0 assembleia geral, por dois ter\u00e7os no m\u00ednimo dos\ncond\u00f4minos restantes, deliberar sobre a cobran\u00e7a da multa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cBom, ent\u00e3o deveria dar para proibir o\ninadimplente de usar as \u00e1reas comuns, certo?\u201d<\/em> Vamos ver.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-2-3-diante-desse-cenario-a-convencao-poderia-prever-a-proibicao-do-uso-de-determinadas-areas-comuns-pelo-condomino-inadimplente\">9.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Diante desse cen\u00e1rio, a conven\u00e7\u00e3o poderia prever a proibi\u00e7\u00e3o do uso de determinadas \u00e1reas comuns pelo cond\u00f4mino inadimplente?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Embora o desfecho dado pelo <strong>STJ<\/strong> seja negativo, vejamos a\ndiverg\u00eancia doutrin\u00e1ria, pois, onde h\u00e1 doutrina, h\u00e1 diverg\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>A CONVEN\u00c7\u00c3O DE CONDOM\u00cdNIO PODE PROIBIR O USO DE DETERMINADAS \u00c1REAS\n  COMUNS PELO COND\u00d4MINO INADIMPLENTE?<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>JO\u00c3O NASCIMENTO FRANCO e NISSKE GONDO<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>F\u00c1BIO ULHOA COELHO<\/strong>\n  <strong>(prevalece)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>SIM<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>N\u00c3O<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Ultrapassado\n  certo limite de toler\u00e2ncia (um trimestre vencido, por exemplo), torna-se\n  injusto impor ao condom\u00ednio a obriga\u00e7\u00e3o de financiar a quota do cond\u00f4mino\n  relapso, em um est\u00edmulo para que ele continue a utilizar-se normalmente de\n  todos os servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es, para s\u00f3 pagar ao fim de uma demorada e\n  onerosa cobran\u00e7a judicial.\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o\n  \u00e9 poss\u00edvel afastar, em raz\u00e3o de d\u00edvida condominial, o direito ao uso de \u00e1rea\n  comum, ainda que se trate de \u00e1rea voltada ao lazer.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cQue blz ent\u00e3o! O cara deve mais de 2\nmilh\u00f5es de reais, mas pode continuar usando a sauna, spa, piscina etc&#8230;\u00e9\nmole?!\u201d<\/em> Para justificar esse entendimento o Min. <strong>LUIS FELIPE SALOM\u00c3O<\/strong> usou 5 (cinco) linhas\nde racioc\u00ednio:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(a)<\/strong> viola a efic\u00e1cia horizontal dos direitos fundamentais,\nnotadamente o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana (o\nnosso conhecido coringa do Direito&#8230;); <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRealmente, a autonomia privada da assembleia geral, quando da\ntipifica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es condominiais, por se tratar de puni\u00e7\u00e3o imputada por\nconduta contr\u00e1ria ao direito, na esteira da vis\u00e3o civil-constitucional do\nsistema, deve receber a incid\u00eancia imediata dos princ\u00edpios que protegem a\npessoa humana nas rela\u00e7\u00f5es entre particulares, a reconhecida <strong>efic\u00e1cia\nhorizontal dos direitos fundamentais<\/strong>, que tamb\u00e9m deve refletir\nnas rela\u00e7\u00f5es condominiais para assegurar a moradia, a propriedade, a fun\u00e7\u00e3o\nsocial, o lazer, o sossego, a harmonia, entre outros direitos. Por certo, buscando concretizar a <strong>dignidade da pessoa humana<\/strong> nas rela\u00e7\u00f5es privadas, a Constitui\u00e7\u00e3o\nFederal, como v\u00e9rtice axiol\u00f3gico de todo o ordenamento, irradiou a incid\u00eancia\ndos direitos fundamentais tamb\u00e9m nas rela\u00e7\u00f5es particulares, emprestando m\u00e1ximo\nefeito aos valores constitucionais.\u201d (<strong>STJ, REsp 1699022\/SP, Rel.\nMin. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 28\/05\/2019,\nDJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1&#8230;mas a conven\u00e7\u00e3o n\u00e3o proibiu o cara de\nusar elevador, garagem, portaria etc., mas sim \u00e1reas comuns de lazer, como:\nsauna, piscina, SPA, sal\u00e3o de festas.\u201d<\/em> De fato, o tema \u00e9 bastante\npol\u00eamico. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que foi mantida a improced\u00eancia na primeira e segunda\nentr\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(b)<\/strong> h\u00e1 abuso de direito na elabora\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas da conven\u00e7\u00e3o do\ncondom\u00ednio;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] No entanto, penso ser il\u00edcita a pr\u00e1tica de privar o cond\u00f4mino\ninadimplente do uso de \u00e1reas comuns do edif\u00edcio, incorrendo em abuso de direito\na disposi\u00e7\u00e3o condominial que determina a proibi\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o como medida\ncoercitiva para obrigar o adimplemento das taxas condominiais.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1699022\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade,\njulgado em 28\/05\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(c)<\/strong> o inadimplente j\u00e1 est\u00e1 submetido a diversas outras san\u00e7\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>I<\/em><\/strong>. Encargos morat\u00f3rios\ndiferenciados (arts. 1.336, \u00a7 1\u00ba, e 1.337, <em>caput<\/em>,\nCC); <\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>II<\/em><\/strong>. O direito de\nparticipa\u00e7\u00e3o e voto do devedor nas decis\u00f5es relativas aos interesses do\ncondom\u00ednio poder\u00e1 ser restringido (art. 1335, III, CC);<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>III<\/em><\/strong>. Possibilidade de\nperda do im\u00f3vel, por ser exce\u00e7\u00e3o expressa \u00e0 impenhorabilidade do bem de fam\u00edlia\n(art. 3\u00ba, IV, da Lei n\u00ba 8.009\/90).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(d)<\/strong> o art. 1.335 do CC j\u00e1 prev\u00ea situa\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o do direito do\ncond\u00f4mino inadimplente (art. 1.335, III, CC) e, tratando-se de norma que\nrestringe direitos, n\u00e3o aceita interpreta\u00e7\u00e3o ampliativa para abarcar\npossibilidade de proibi\u00e7\u00e3o de uso de \u00e1reas comuns;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(e)<\/strong> a Terceira Turma do <strong>STJ<\/strong>,\nem recente julgamento, apresentou o mesmo racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 1. O direito do cond\u00f4mino ao uso das partes comuns, seja\nqual for a destina\u00e7\u00e3o a elas atribu\u00eddas, n\u00e3o decorre da situa\u00e7\u00e3o\n(circunstancial) de adimpl\u00eancia das despesas condominiais, mas sim do fato de\nque, por lei, a unidade imobili\u00e1ria abrange, como parte insepar\u00e1vel, n\u00e3o apenas\numa fra\u00e7\u00e3o ideal no solo (representado pela pr\u00f3pria unidade), bem como nas\noutras partes comuns que ser\u00e1 identificada em forma decimal ou ordin\u00e1ria no\ninstrumento de institui\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio (\u00a7 3\u00ba do art. 1.331 do C\u00f3digo Civil).\nOu seja, a propriedade da unidade imobili\u00e1ria abrange a correspondente fra\u00e7\u00e3o\nideal de todas as partes comuns. A san\u00e7\u00e3o que obsta o cond\u00f4mino em mora de ter\nacesso a uma \u00e1rea comum (seja qual for a sua destina\u00e7\u00e3o), por si s\u00f3, desnatura\no pr\u00f3prio instituto do condom\u00ednio, limitando, indevidamente, o correlato\ndireito de propriedade. (&#8230;) 4. <strong>A veda\u00e7\u00e3o de acesso e de utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer \u00e1rea comum\npelo cond\u00f4mino e de seus familiares, independentemente de sua destina\u00e7\u00e3o (se de\nuso essencial, recreativo, social, lazer, etc), com o \u00fanico e ileg\u00edtimo\nprop\u00f3sito de expor ostensivamente a condi\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia perante o meio\nsocial em que residem, desborda dos ditames do princ\u00edpio da dignidade humana<\/strong>.\n5. Recurso especial improvido.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1564030\/MG, Rel. Ministro MARCO AUR\u00c9LIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado\nem 09\/08\/2016, DJe 19\/08\/2016<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-3-questoes-objetivas\">9.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 l\u00edcita a disposi\u00e7\u00e3o condominial que pro\u00edbe a\nutiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1reas comuns do edif\u00edcio por cond\u00f4mino inadimplente e seus\nfamiliares como medida coercitiva para obrigar o adimplemento das taxas\ncondominiais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-9-4-gabarito\">9.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-empresarial\">DIREITO EMPRESARIAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-erb-e-estabelecimento-empresarial\">10.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ERB \u00e9 estabelecimento empresarial.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \u2018esta\u00e7\u00e3o r\u00e1dio base\u2019 (ERB) instalada em im\u00f3vel locado\ncaracteriza fundo de com\u00e9rcio de empresa de telefonia m\u00f3vel celular, a\nconferir-lhe o interesse processual no manejo de a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria fundada no\nart. 51 da Lei n. 8.245\/91. (<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-1-situacao-fatica\">10.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>CLARO S\/A<\/strong> ajuizou a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria em face de <strong>JUSSARA<\/strong> para obter a renova\u00e7\u00e3o do seu contrato de loca\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o\nem que instalado uma de suas ERB (vulgo \u201cAntena\u201d).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou extinta a demanda\n  por falta de interesse processual, ao n\u00e3o reconhecer a ERB como\n  estabelecimento empresarial\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, a <strong>CLARO S\/A<\/strong> sustentou que tem, sim,\ninteresse processual j\u00e1 que sua ERB \u00e9 estabelecimento empresarial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso \n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>CLARO S\/A<\/strong> pugnou pela reforma do\nAc\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-analise-estrategica\">10.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-1-questao-em-debate\">10.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito recursal \u00e9 dizer se\na <em>\u201cesta\u00e7\u00e3o r\u00e1dio base\u201d<\/em> (ERB)\ninstalada em im\u00f3vel locado caracteriza fundo de com\u00e9rcio (estabelecimento\nempresarial) da atividade de telefonia m\u00f3vel celular, a conferir ao empres\u00e1rio\ninteresse processual no manejo de a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria fundada no art. 51 da Lei\n8.245\/91.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-2-acao-renovatoria\">10.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria<\/h4>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria est\u00e1 prevista\nnos arts. 51\/57 da Lei n\u00ba 8.245\/91 e, em resumo, confere ao locat\u00e1rio-empres\u00e1rio,\nnas loca\u00e7\u00f5es de im\u00f3veis destinados \u00e0 atividade\nempresarial, o direito a <strong>renova\u00e7\u00e3o<\/strong> do\ncontrato, por igual prazo, desde que cumpridas certas condi\u00e7\u00f5es,\nmantendo-se, dessa forma, a loca\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o em que instalado o seu estabelecimento empresarial (fundo de com\u00e9rcio).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-3-o-que-e-um-estabelecimento-empresarial\">10.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O que \u00e9 um estabelecimento empresarial?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Nada melhor que termos um\nconceito legal:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.142 CC<\/strong>.\nConsidera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exerc\u00edcio\nda empresa, por empres\u00e1rio, ou por sociedade empres\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, e, como lembra a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong>, trata-se, segundo a\ndoutrina majorit\u00e1ria, de uma universalidade de fato:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O fundo de com\u00e9rcio ou estabelecimento empresarial constitui-se,\nsegundo majorit\u00e1ria doutrina, em uma <strong>universalidade de fato<\/strong>\n(&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-4-acao-renovatoria-e-estabelecimento-empresarial\">10.2.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria e estabelecimento empresarial.<\/h4>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria,\na Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> destacou sua\njustificativa:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Por sua relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e social para o desenvolvimento da\natividade empresarial, e, em consequ\u00eancia, para a expans\u00e3o do mercado interno, o fundo de com\u00e9rcio mereceu especial prote\u00e7\u00e3o do\nlegislador, ao instituir, para os contratos de loca\u00e7\u00e3o n\u00e3o residencial por\nprazo determinado, a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria, como medida tendente a preservar a\nempresa da retomada injustificada pelo locador do im\u00f3vel onde est\u00e1 instalada\n(art. 51 da lei 8.245\/91). (&#8230;) Oportuno\nressaltar que comp\u00f5em o fundo de com\u00e9rcio bens corp\u00f3reos e incorp\u00f3reos, <strong>e todos eles, considerados em sua\ntotalidade, s\u00e3o objeto da prote\u00e7\u00e3o legislativa<\/strong>.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-5-acao-renovatoria-como-obice-ao-enriquecimento-sem-causa-do-locador\">10.2.5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria como \u00f3bice ao enriquecimento sem causa do locador.<\/h4>\n\n\n\n<p><em>\u201cQu\u00ea!?\u201d<\/em> Seleta como poucas&#8230; ou\nmelhor, como nenhuma outra, a disciplina de Direito Empresarial busca preservar\nos princ\u00edpios b\u00e1sicos do campo jur\u00eddico, como a impossibilidade de\nenriquecimento sem causa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cClaro, claro&#8230;\u201d<\/em> Vejam, um dos\nelementos incorp\u00f3reos do estabelecimento empresarial \u00e9 o <strong>ponto empresarial<\/strong>, que\nconsiste no espa\u00e7o em que instalado o estabelecimento empresarial, agregando\nvalor ao im\u00f3vel desse local:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Dentre os bens incorp\u00f3reos destaca-se o ponto empresarial, como o\nespa\u00e7o f\u00edsico eleito pelo empres\u00e1rio para exercer sua atividade, que se vincula\na um im\u00f3vel, pr\u00f3prio ou locado, mas com este n\u00e3o se confunde. Em verdade, embora o ponto empresarial se destaque da\npropriedade a que se vincula, a explora\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica organizada no\nlocal agrega valor ao im\u00f3vel.\u201d (<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, se o locador\npudesse, de forma discricion\u00e1ria, recuperar o im\u00f3vel locado, despejando o\nempres\u00e1rio (e seu estabelecimento), locupletar-se-ia com o valor agregado ao\nseu im\u00f3vel. Por isso entra em cena a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nessa toada, se, de um lado, a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria constitui o mais\npoderoso instrumento de prote\u00e7\u00e3o do fundo empresarial, como citado alhures; de outro lado, concretiza a inten\u00e7\u00e3o do legislador de <strong>evitar o locupletamento do locador<\/strong>,\ninibindo o intento de se aproveitar da valoriza\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel resultante dos\nesfor\u00e7os empreendidos pelo locat\u00e1rio no exerc\u00edcio da atividade empresarial.\u201d\n(<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma,\npor unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-2-6-a-erb-e-um-estabelecimento-empresarial\">10.2.6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ERB \u00e9 um estabelecimento empresarial?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> De nada serve a a\u00e7\u00e3o\nrenovat\u00f3ria se n\u00e3o tiver como objeto um estabelecimento empresarial. Logo, ao\ndar provimento ao REsp, o <strong>STJ<\/strong>\nconcluiu que a <strong>ERB<\/strong>,\npopularmente conhecida como <strong><em>\u201cantenas\u201d<\/em><\/strong>,\n\u00e9, de fato, um fundo de com\u00e9rcio:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nessa toada, conclui-se que a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel por empresa\nprestadora de servi\u00e7o de telefonia celular para a instala\u00e7\u00e3o das ERBs est\u00e1\nsujeita \u00e0 a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria.\u201d (<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy\nAndrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe\n28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> registrou outra quest\u00e3o\nimportante, ao concluir que a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 relacionada apenas a\nim\u00f3veis para onde dirijam-se \u00e0 clientela, mas para todos os im\u00f3veis locados com\no fim de promover o pleno desenvolvimento da atividade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u00c9 dizer, o cabimento da a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria n\u00e3o est\u00e1 adstrito ao\nim\u00f3vel para onde converge a clientela, mas se irradia para todos os im\u00f3veis\nlocados com o fim de promover o pleno desenvolvimento da atividade empresarial,\nporque, ao fim e ao cabo, contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o ou crescimento da\nclientela.\u201d (<strong>STJ, REsp 1790074\/SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\nTurma, por unanimidade, julgado em 25\/06\/2019, DJe 28\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEnt\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria poderia ser\najuizada para renovar o contrato de loca\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito do empres\u00e1rio, cujo\nestabelecimento frequentado por clientes, na verdade, fica a quil\u00f4metros de\ndist\u00e2ncia?\u201d<\/em> Perfeito!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-3-questoes-objetivas\">10.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba.\nEstrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. A \u2018esta\u00e7\u00e3o\nr\u00e1dio base\u2019 (ERB) instalada em im\u00f3vel locado caracteriza fundo de com\u00e9rcio de\nempresa de telefonia m\u00f3vel celular, a conferir-lhe o interesse processual no\nmanejo de a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria fundada no art. 51 da Lei n. 8.245\/91.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. Estrat\u00e9gia\nCarreiras Jur\u00eddicas. A a\u00e7\u00e3o renovat\u00f3ria pode\nser ajuizada para renovar o contrato de loca\u00e7\u00e3o de um dep\u00f3sito do empres\u00e1rio, cujo\nestabelecimento frequentado por clientes, na verdade, fica a quil\u00f4metros de\ndist\u00e2ncia do referido dep\u00f3sito.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-10-4-gabarito\">10.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<p>Q2\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-plano-de-recuperacao-judicial-tr-e-juros\">11.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial: TR e Juros.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>(I)<\/strong> \u00c9 v\u00e1lida\na cl\u00e1usula no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial que determina a TR como \u00edndice de\ncorre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a fixa\u00e7\u00e3o da taxa de juros em 1% ao ano. (<strong>STJ, REsp\n1630932\/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(II)<\/strong> No\nplano de recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 poss\u00edvel suspender t\u00e3o somente o protesto\ncontra a recuperanda e manter ativo o protesto tirado contra o coobrigado. (<strong>STJ, REsp\n1630932\/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial\nparcialmente provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-1-situacao-fatica\">11.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>BRAGAN\u00c7A IND\u00daSTRIA LTDA<\/strong> agravou da decis\u00e3o que concedeu a\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial da sociedade <strong>PIT STOP\nA\u00c7O LTDA<\/strong>. Em s\u00edntese, a agravante contestou a validade das seguintes\ncl\u00e1usulas do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial: <\/p>\n\n\n\n<p>(a) previs\u00e3o de TR como \u00edndice\nde corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a fixa\u00e7\u00e3o da taxa de juros em 1% ao ano sobre os\nd\u00e9bitos;<\/p>\n\n\n\n<p>(b) suspens\u00e3o do protesto dos\ncoobrigados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso\n  para (i) substituir a TR pela Tabela Pr\u00e1tica de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria adotada\n  pela Corte; (ii) revisar tamb\u00e9m a periodicidade dos juros, passando-a de 1%\n  ao ano para 1% ao m\u00eas; e (iii) afastar a suspens\u00e3o do protesto dos\n  coobrigados.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, outra\ncredora, <strong>ATIBAIA TRANSPORTE LTDA<\/strong>\npugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o, com a manuten\u00e7\u00e3o dos termos do plano de\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu parcial provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-analise-estrategica\">11.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-questao-em-debate\">11.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0\nvalidade de um plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, na parte em que prev\u00ea: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(a)<\/strong> a atualiza\u00e7\u00e3o do saldo devedor por meio de TR + 1% ao ano e;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(b)<\/strong> a suspens\u00e3o dos protestos dos coobrigados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-o-poder-judiciario-pode-exercer-controle-sobre-o-disposto-no-plano-de-recuperacao-judicial\">11.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Poder Judici\u00e1rio pode exercer controle sobre o disposto no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong> Sim, mas o controle judicial\nsobre o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial limita-se a 2 (dois) aspectos: <strong><em>(i)<\/em><\/strong>\nlegalidade do procedimento e <strong><em>(ii)<\/em><\/strong> licitude do conte\u00fado, sendo\nvedado ao julgador imiscuir-se no conte\u00fado econ\u00f4mico das suas cl\u00e1usulas (STJ, AgInt no AREsp 1.325.791\/RJ, Rel. Ministro MARCO\nAUR\u00c9LIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 29\/10\/2018, DJe 05\/11\/2018 e STJ,\nREsp 1.359.311\/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOM\u00c3O, QUARTA TURMA, julgado em\n09\/09\/2014, DJe 30\/09\/2014).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, questiona-se: <em>a utiliza\u00e7\u00e3o da\nTR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a fixa\u00e7\u00e3o da taxa de juros em 1% ao ano\nconstituem ilegalidades?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO que \u00e9 TR?\u201d<\/em> Prevista na Lei n\u00ba\n8.177\/91, a TR \u00e9 um \u00edndice prefixado que tem como objetivo recompor o capital\natingido pela infla\u00e7\u00e3o, embora nos \u00faltimos anos tenha permanecido pr\u00f3ximo a\nzero.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-tr\">11.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 TR<\/h4>\n\n\n\n<p>Em princ\u00edpio, a utiliza\u00e7\u00e3o da TR\ncomo indexador, por si s\u00f3, n\u00e3o configura ilegalidade, pois o pr\u00f3prio <strong>STJ<\/strong> possui diversas s\u00famulas no sentido\nda validade da TR como indexador: n\u00ba 295\/STJ, 454\/STJ, 459\/STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre \u2013 e aqui mora o perigo &#8211;\nque alguns <strong>contratos<\/strong>\nn\u00e3o permitem sua utiliza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a TR n\u00e3o expressa, efetivamente, qualquer\nrecomposi\u00e7\u00e3o do capital, como pode ser visto em seus \u00edndices pr\u00f3ximos a zero\nnos \u00faltimos anos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] H\u00e1 <strong>CONTRATOS<\/strong>,\nno entanto, cuja natureza jur\u00eddica, ou cuja lei de reg\u00eancia, exigem a\nutiliza\u00e7\u00e3o de um \u00edndice que efetivamente expresse o fen\u00f4meno inflacion\u00e1rio.\nPara esses tipos de contato, a jurisprud\u00eancia desta Corte Superior orienta-se\nno sentido da invalidade da pactua\u00e7\u00e3o da TR, pois esse \u00edndice n\u00e3o \u00e9 apto para\nrefletir o fen\u00f4meno inflacion\u00e1rio. Observe-se, por exemplo, que TR permaneceu\nem 0% (zero por cento) &#8211; exatamente isso, \u20180%\u2019 &#8211; ao longo de todo o ano de\n2018, conforme divulgado pelo Banco Central do Brasil (www.bcb.gov.br, acesso\nem 31\/01\/2019), fato que corrobora a tese de que a TR n\u00e3o \u00e9 indicador do fen\u00f4meno\ninflacion\u00e1rio. Nessa linha de intelec\u00e7\u00e3o, esta Corte\nSuperior entendeu pela invalidade da utiliza\u00e7\u00e3o da TR como \u00edndice de\natualiza\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios de previd\u00eancia privada (&#8230;).\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1630932\/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por\nunanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Primeira pergunta: <em>o plano de\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 um contrato?<\/em> Positiva a resposta, pois se\ntrata de um <strong>contrato\nplurilateral<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial, diversamente, teria natureza\njur\u00eddica de um <strong>neg\u00f3cio jur\u00eddico plurilateral<\/strong>, na medida em\nque se forma a partir da manifesta\u00e7\u00e3o de vontade dos diversos credores reunidos\nem assembleia, orientados por um presum\u00edvel interesse comum (a recupera\u00e7\u00e3o da\nempresa em crise), a par do interesse individual de satisfa\u00e7\u00e3o dos respectivos\ncr\u00e9ditos.\u201d (<strong>STJ, REsp 1630932\/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino,\nTerceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Segunda pergunta: <em>sabendo que o\nplano de recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 um contrato e que a TR est\u00e1 pr\u00f3xima a zero,\nser\u00e1 a TR um indexador v\u00e1lido para o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial?<\/em>\nSim, como foi destacado pelo Min. <strong>PAULO\nDE TARSO SANSEVERINO<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nessa ordem de ideias, n\u00e3o seria inv\u00e1lida a cl\u00e1usula do plano de\nrecupera\u00e7\u00e3o que suprimisse a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre os cr\u00e9ditos habilitados,\nou que adotasse um \u00edndice que n\u00e3o reflita o fen\u00f4meno inflacion\u00e1rio (como a TR,\nno caso dos autos), pois tal disposi\u00e7\u00e3o de direitos se insere no \u00e2mbito da\nautonomia que a assembleia de credores possui para dispor de direitos em prol\nda recupera\u00e7\u00e3o da empresa em crise financeira.\u201d (<strong>STJ, REsp 1630932\/SP, Rel.\nMin. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em\n18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-1-juros-de-1-a-a\">11.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Juros de 1% a.a<\/h4>\n\n\n\n<p>Como apontado pelo Min. <strong>PAULO DE TARSO SANSEVERINO<\/strong>, n\u00e3o existe\nno ordenamento jur\u00eddico nenhuma limita\u00e7\u00e3o m\u00ednima ao percentual dos juros, de\nmodo que inexiste ilegalidade na previs\u00e3o de 1% a.a.:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Nesta senda, iniciando pelos abordagem\ndo juros, observa-se n\u00e3o h\u00e1 norma geral no ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio que\nestabele\u00e7a um limite m\u00ednimo, um piso, para a taxa de juros (quer morat\u00f3rios,\nquer remunerat\u00f3rios), como tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 norma que proscreva a periodicidade\nanual. As normas do C\u00f3digo Civil a respeito da taxa de juros, ou possuem\ncar\u00e1ter meramente supletivo [art. 406 CC], ou estabelecem um teto [art. 591 CC],\nconforme se verifica, respectivamente, no enunciado dos arts. 406 e 591 (&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Conclui-se, portanto, relativamente \u00e0 taxa e periodicidade\ndos juros, que n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade no conte\u00fado do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial,\ndevendo-se prestigiar a soberania da assembleia geral de credores, que aprovou\na taxa de 1% ao ano.\u201d (<strong>STJ, REsp 1630932\/SP, Rel. Min. Paulo de\nTarso Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe\n01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-2-2-homologacao-do-plano-de-recuperacao-judicial-e-protesto\">11.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Homologa\u00e7\u00e3o do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial e protesto.<\/h4>\n\n\n\n<p>Aprovado o plano de recupera\u00e7\u00e3o\njudicial e sendo esta homologado pelo Ju\u00edzo, temos a nova\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos\nanteriores ao pedido (art. 59 da Lei n\u00ba 11.101\/05):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 59, caput, da\nLei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. O plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial\nimplica <strong>nova\u00e7\u00e3o<\/strong> dos cr\u00e9ditos\nanteriores ao pedido, e obriga o devedor e todos os credores a ele\nsujeitos, sem preju\u00edzo das garantias, observado o disposto no \u00a7 1\u00ba do art. 50\ndesta Lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, qual s\u00e3o os efeitos dessa\nnova\u00e7\u00e3o sobre os protestos decorrentes de d\u00edvidas da recuperanda e coobrigados:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>NOVA\u00c7\u00c3O + PROTESTOS DA RECUPERANDA<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>NOVA\u00c7\u00c3O + PROTESTOS DOS COOBRIGADOS DA RECUPERANDA<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Uma\n  vez efetivada a nova\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos prevista no art. 59 da Lei 11.101\/05,\n  n\u00e3o h\u00e1 falar em inadimplemento por parte da empresa recuperanda, sendo\n  cab\u00edvel, portanto, o cancelamento (ou suspens\u00e3o) dos protestos tirados em\n  face desta, sob a condi\u00e7\u00e3o resolutiva do cumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o\n  (STJ, REsp 1260301\/DF, Rel. Ministra\n  NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 14\/08\/2012, DJe 21\/08\/2012)\n  <\/td><td>\n  Mesmo\n  efetivada a nova\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos prevista no art. 59 da Lei 11.101\/05, n\u00e3o h\u00e1\n  falar-se em desobriga\u00e7\u00e3o dos coobrigados da recuperanda, pois <em>\u201c[o]s credores do devedor em recupera\u00e7\u00e3o\n  judicial conservam seus direitos e privil\u00e9gios contra os coobrigados,\n  fiadores e obrigados de regresso.\u201d<\/em> (art. 49, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba 11.101\/05).\n  Portanto, ainda que exista nova\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos da recuperanda, os protestos\n  contra seus coobrigados permanecem.\n  No\n  mesmo sentido: <em>\u201cA recupera\u00e7\u00e3o judicial\n  do devedor principal n\u00e3o impede o prosseguimento das a\u00e7\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es\n  ajuizadas contra terceiros devedores solid\u00e1rios ou coobrigados em geral, por\n  garantia cambial, real ou fidejuss\u00f3ria.\u201d<\/em> <em>(<strong>S\u00famula n\u00ba 581\/STJ<\/strong>)<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> manifestou-se em\nVoto-Vista:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Ou, em outros termos: como a raz\u00e3o jur\u00eddica que justifica a\nsuspens\u00e3o dos protestos em face da devedora \u2013 a nova\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos ocorrida\nem raz\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o do plano de soerguimento \u2013 n\u00e3o incide nas rela\u00e7\u00f5es\nexistentes entre os credores da recuperanda e seus coobrigados, <strong>a manuten\u00e7\u00e3o dos\nprotestos em face destes \u00e9 medida impositiva<\/strong>.\u201d (<strong>STJ, REsp 1630932\/SP,\nVoto-Vista, Rel. Min. NANCY ANDRIGHI, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 18\/06\/2019, DJe 01\/07\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-3-questoes-objetivas\">11.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. N\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula no plano de recupera\u00e7\u00e3o\njudicial que determina a TR como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a fixa\u00e7\u00e3o da\ntaxa de juros em 1% ao ano, devendo o julgador realizar controle judicial\ndessas cl\u00e1usulas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-11-4-gabarito\">11.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-credito-em-moeda-estrangeira-e-direito-intertemporal\">12.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Cr\u00e9dito em moeda estrangeira e Direito Intertemporal.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito em moeda estrangeira que deveria ter sido ou\nfoi habilitado em concordata preventiva (Decreto-Lei n. 7.661\/45) que\nposteriormente vem a migrar para a recupera\u00e7\u00e3o judicial (Lei n. 11.101\/05) deve\nser convertido em moeda nacional pelo c\u00e2mbio do dia em que foi processada a\nconcordata preventiva. (<strong>STJ, REsp 1319085\/SP, Rel. Min. Luis Felipe Salom\u00e3o,\nQuarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/05\/2019, DJe 25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial n\u00e3o provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-1-situacao-fatica\">12.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em 2004, <strong>PARMALAT DO BRASIL LTDA<\/strong> submetia-se \u00e0 concordata\npreventiva conforme Decreto-Lei n\u00ba\n7.661\/45. Com o advento da Lei n\u00ba 11.101\/05, <strong>PARMALAT DO BRASIL LTDA<\/strong> apresentou pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial,\nque teve seu processamento deferido.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, <strong>ERST BANK<\/strong>, um dos credores da recuperanda, suscitou incidente de\nimpugna\u00e7\u00e3o ao quadro geral de credores (QGC) na recupera\u00e7\u00e3o judicial da <strong>PARMALAT DO BRASIL LTDA<\/strong>, buscando ver\nseu cr\u00e9dito de <strong>US$<\/strong>1.000.000,00 inclu\u00eddo, <strong>com conserva\u00e7\u00e3o de\nsua varia\u00e7\u00e3o cambial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Acolheu o incidente para\n  inclus\u00e3o do cr\u00e9dito, mas determinou que a inclus\u00e3o\n  ocorresse considerando o valor do cr\u00e9dito em real (<strong>R$<\/strong>) na data de processamento da concordata\n  preventiva\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso de agravo de instrumento, mantendo o valor\n  do cr\u00e9dito em real (<strong>R$<\/strong>) na data de\n  processamento da concordata preventiva\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Negou provimento ao\n  recurso\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-analise-estrategica\">12.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-1-questao-em-debate\">12.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia dos autos est\u00e1 em\ndefinir, diante das regras de direito intertemporal, qual norma deve reger a <strong>habilita\u00e7\u00e3o de\ncr\u00e9dito em moeda estrangeira<\/strong>, porquanto houve anterior processamento\nde concordata preventiva da devedora, com\nsubsequente migra\u00e7\u00e3o para recupera\u00e7\u00e3o judicial,\npretendendo a credora a conserva\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial como par\u00e2metro de\npagamento do seu cr\u00e9dito, na linha do art. 50, \u00a7 2\u00ba, da <strong>Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 50, \u00a7 2\u00ba, da Lei\nn\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Nos cr\u00e9ditos em moeda estrangeira, a varia\u00e7\u00e3o cambial ser\u00e1\nconservada como par\u00e2metro de indexa\u00e7\u00e3o da correspondente obriga\u00e7\u00e3o e s\u00f3 poder\u00e1\nser afastada se o credor titular do respectivo cr\u00e9dito aprovar expressamente\nprevis\u00e3o diversa no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-2-2-direito-intertemporal\">12.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Direito intertemporal.<\/h4>\n\n\n\n<p><em>O Decreto-Lei n\u00ba 7.661\/45 previa a varia\u00e7\u00e3o\ncambial como par\u00e2metro de indexa\u00e7\u00e3o?<\/em> N\u00e3o, e a\u00ed est\u00e1 problema.\nVejamos a mudan\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Decreto-Lei n\u00ba 7.661\/45<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 213 do Decreto-Lei n\u00ba 7.661\/45<\/strong>. Os cr\u00e9ditos em moeda\n  estrangeira <strong>ser\u00e3o\n  convertidos em moeda do pa\u00eds, pelo c\u00e2mbio do dia em que for declarada a\n  fal\u00eancia ou mandada processar a concordata preventiva, e s\u00f3 pelo valor assim\n  estabelecido ser\u00e3o considerados para todos os efeitos desta lei<\/strong>.\u201d<\/em>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art. 50, \u00a7 2\u00ba, da Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Nos cr\u00e9ditos em moeda\n  estrangeira, <strong>a\n  varia\u00e7\u00e3o cambial ser\u00e1 conservada como par\u00e2metro de indexa\u00e7\u00e3o da\n  correspondente obriga\u00e7\u00e3o<\/strong> e s\u00f3 poder\u00e1 ser afastada se o credor\n  titular do respectivo cr\u00e9dito aprovar expressamente previs\u00e3o diversa no plano\n  de recupera\u00e7\u00e3o judicial.\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, mas a Lei n\u00ba 11.101\/05 \u00e9 mais\nben\u00e9fica?\u201d<\/em> Com certeza, s\u00f3 dar uma olhada no c\u00e2mbio do dia. Desde e\no Plano Real, o d\u00f3lar jamais perdeu em valoriza\u00e7\u00e3o para nossa moeda. Havendo\nop\u00e7\u00e3o, nenhum credor quer correr o risco de vincular seu cr\u00e9dito a uma moeda\nmais fraca.<\/p>\n\n\n\n<p><em>E como resolvemos essa quest\u00e3o temporal, j\u00e1\nque o cr\u00e9dito existe desde a concordada preventiva?<\/em> A princ\u00edpio,\ndevemos observar o art. 192 da Lei n\u00ba 11.101\/05 para resolver esses impasses\ntemporais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cArt.\n192 da Lei n\u00ba 11.101\/05<\/strong>. Esta Lei <strong>n\u00e3o<\/strong> se aplica\naos processos de fal\u00eancia ou de concordata ajuizados anteriormente ao in\u00edcio de\nsua vig\u00eancia, que ser\u00e3o conclu\u00eddos nos termos do Decreto-Lei n\u00ba 7.661, de 21 de\njunho de 1945. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n1\u00ba<\/strong> Fica vedada a concess\u00e3o de concordata suspensiva nos processos de\nfal\u00eancia em curso, podendo ser promovida a aliena\u00e7\u00e3o dos bens da massa falida\nassim que conclu\u00edda sua arrecada\u00e7\u00e3o, independentemente da forma\u00e7\u00e3o do\nquadro-geral de credores e da conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito judicial. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n2\u00ba<\/strong> A exist\u00eancia de pedido de concordata anterior \u00e0 vig\u00eancia desta Lei n\u00e3o\nobsta o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial pelo devedor que n\u00e3o houver descumprido\nobriga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da concordata, vedado, contudo, o pedido baseado no plano\nespecial de recupera\u00e7\u00e3o judicial para microempresas e empresas de pequeno porte\na que se refere a Se\u00e7\u00e3o V do Cap\u00edtulo III desta Lei. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7 3\u00ba<\/strong> No\ncaso do \u00a7 2\u00ba deste artigo, se deferido o processamento da recupera\u00e7\u00e3o judicial,\no processo de concordata ser\u00e1 extinto e os cr\u00e9ditos\nsubmetidos \u00e0 concordata ser\u00e3o inscritos por seu valor original na recupera\u00e7\u00e3o\njudicial, deduzidas as parcelas pagas pelo concordat\u00e1rio. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n4\u00ba<\/strong> Esta Lei aplica-se \u00e0s fal\u00eancias decretadas em sua vig\u00eancia resultantes\nde convola\u00e7\u00e3o de concordatas ou de pedidos de fal\u00eancia anteriores, \u00e0s quais se\naplica, at\u00e9 a decreta\u00e7\u00e3o, o Decreto-Lei n\u00ba 7.661, de 21 de junho de 1945,\nobservado, na decis\u00e3o que decretar a fal\u00eancia, o disposto no art. 99 desta Lei.\n<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00a7\n5\u00ba<\/strong> O juiz poder\u00e1 autorizar a loca\u00e7\u00e3o ou arrendamento de bens im\u00f3veis ou\nm\u00f3veis a fim de evitar a sua deteriora\u00e7\u00e3o, cujos resultados reverter\u00e3o em favor\nda massa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E, ainda, a interpreta\u00e7\u00e3o que\nlhe foi dada pelo <strong>STJ<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) 2. A interpreta\u00e7\u00e3o da Lei n. 11.101\/2005 conduz \u00e0s\nseguintes conclus\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(A)<\/strong>\nfal\u00eancia ajuizada e decretada antes da sua vig\u00eancia: aplica-se o antigo\nDecreto-Lei n. 7.661\/1945, em decorr\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o pura e simples do\nart. 192, caput; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(B)<\/strong>\nfal\u00eancia ajuizada e decretada ap\u00f3s a sua vig\u00eancia: obviamente, aplica-se a Lei\nn. 11.101\/2005, em virtude do entendimento a contr\u00e1rio sensu do art. 192,\ncaput; e <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(C)<\/strong>\nfal\u00eancia requerida antes, mas decretada ap\u00f3s a sua vig\u00eancia: aplica-se o\nDecreto-Lei n. 7.661\/1945 at\u00e9 a senten\u00e7a, e a Lei n. 11.101\/2005 a partir desse\nmomento, em consequ\u00eancia da exegese do art. 192, \u00a7 4\u00ba. (&#8230;).\u201d (<strong>STJ, REsp 1105176\/MG, Rel. Ministro ANTONIO\nCARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 06\/12\/2011, DJe 13\/12\/2011<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Sem esquecer destas quest\u00f5es\npontuais:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Situa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>STJ<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  No\n  caso da decis\u00e3o que soluciona habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito em fal\u00eancia sob a \u00e9gide\n  do Decreto-Lei n\u00b0 7.661\/45, cabe apela\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 como aplicar sem dano\n  a regra da incid\u00eancia imediata das normas processuais, sob pena de colid\u00eancia\n  frontal com a seguran\u00e7a jur\u00eddica dos demais credores, bem como a da empresa\n  falida.\n  <\/td><td>\n  REsp\n  1.248.836\/RS, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em\n  21\/06\/2016, DJe 29\/08\/2016\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Em\n  fal\u00eancia decretada sob a \u00e9gide do Decreto-Lei n. 7.661\/45, dever\u00e1 ser esse o\n  normativo a definir a classifica\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \n  <\/td><td>\n  REsp\n  1.096.674\/MG, Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma,\n  julgado em 13\/12\/2011, DJe 01\/02\/2012\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A\n  norma instituidora da ordem de pagamento dos cr\u00e9ditos no processo falimentar\n  (art. 102 do Decreto-Lei n. 7.661\/1945 e art. 83 da Lei n. 11.101\/2005) n\u00e3o\n  possui nenhum vi\u00e9s processual. &#8220;\u00c9 norma de direito material, de modo que\n  altera\u00e7\u00f5es legislativas que possam atingir os direitos nela previstos devem\n  sofrer a conten\u00e7\u00e3o legal e constitucional que garanta a higidez do direito\n  adquirido, ato jur\u00eddico perfeito e coisa julgada&#8221; \n  <\/td><td>\n  REsp\n  1.284.736\/GO, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em 04\/12\/2012,\n  DJe 15\/03\/2013\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  A\n  decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia, ainda que o pedido tenha sido formulado sob a\n  sistem\u00e1tica do Decreto-Lei n\u00b0 7.661\/1945, deve observar o valor m\u00ednimo\n  exigido pelo art. 94 da Lei n\u00b0 11.101\/2005, privilegiando-se o princ\u00edpio da\n  preserva\u00e7\u00e3o da empresa \n  <\/td><td>\n  REsp\n  1.023.172\/SP, Rel. Ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, julgado em\n  19\/04\/2012, DJe 15\/05\/2012\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas e a\u00ed, como ficamos com o cr\u00e9dito\nde US$1.000.000,00?\u201d<\/em> Pois \u00e9, qual\nnormativo dever\u00e1 reger a habilita\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos em moeda estrangeira, tendo\nem conta a peculiaridade do caso em julgamento, na qual houve a migra\u00e7\u00e3o da\nconcordata preventiva para a recupera\u00e7\u00e3o judicial, nos termos do <strong>art. 192, \u00a7 3\u00ba, da\nLei n\u00b0 11.101\/05<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoal, j\u00e1 deu para perceber\nque o desfecho aqui depende da interpreta\u00e7\u00e3o do \u00a7 3\u00ba do art. 192 da Lei n\u00ba\n11.101\/05, mais especificamente \u00e0 express\u00e3o: <em>\u201cvalor original\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u201cArt. 50, \u00a7 3\u00ba, da Lei\nn\u00ba 11.101\/05.<\/strong> No caso do \u00a7 2\u00ba deste artigo, se deferido o processamento da\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial, o processo de concordata ser\u00e1 extinto e os cr\u00e9ditos submetidos \u00e0 concordata ser\u00e3o inscritos por seu\n<strong>VALOR ORIGINAL<\/strong> na recupera\u00e7\u00e3o\njudicial, deduzidas as parcelas pagas pelo concordat\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cLucas, odeio Direito Empresarial, qual foi\no desfecho para sairmos disso logo?\u201d<\/em> <em>[momento de tens\u00e3o]<\/em> O <strong>STJ<\/strong>\nacabou com a expectativa do credor, pois determinou que fosse considerado n\u00e3o o\ncr\u00e9dito em d\u00f3lar, mas o seu valor em real quando do processamento da concordata\npreventiva, nos termos do art. 213 do Decreto-Lei n\u00ba 7.661\/75:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:]\n<strong>Diante desse\nquadro, penso que o valor original do cr\u00e9dito a ser inscrito na recupera\u00e7\u00e3o\njudicial deve ser entendido<\/strong>, nos termos de sua pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o, <strong>como o montante\nprimitivo e de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia da \u00e9poca [art. 213 do Decreto-Lei\nn\u00ba 7.661\/45], o que, por \u00f3bvio, inclui o momento de sua convers\u00e3o em moeda\nnacional<\/strong>. Logo, o cr\u00e9dito habilitado (ou que deveria ter sido) na\ndata do processamento da concordata deve ser o adotado para fins de inclus\u00e3o na\nrecupera\u00e7\u00e3o judicial, notadamente porque seu respectivo valor ter\u00e1 influ\u00eancia\ndireta na sua participa\u00e7\u00e3o e no seu direito de voto nas assembleias de\ncredores.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) Assim, como j\u00e1 existia\nconcordata preventiva processada regendo o cr\u00e9dito da recorrente, ainda que\ntenha havido sua migra\u00e7\u00e3o para a recupera\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o h\u00e1 como afastar o\nnormativo de reg\u00eancia da \u00e9poca (art. 213 do Dec. Lei n\u00b0 7.661\/1945), devendo a\nconvers\u00e3o do seu cr\u00e9dito em moeda estrangeira para moeda do pa\u00eds ocorrer pelo\nc\u00e2mbio do dia em que processada a concordata preventiva, nos termos dos \u00a7\u00a7 2\u00b0 e\n3\u00b0 [do art. 193] da LRF.\u201d (<strong>STJ, REsp 1319085\/SP, Rel. Min. Luis\nFelipe Salom\u00e3o, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 21\/05\/2019, DJe\n25\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Que beleza, em! Um d\u00f3lar em 2005\nera l\u00e1 por R$2,60 e hoje j\u00e1 estamos em R$4,00. Credor deve ter ficado muito\ncontente com o entendimento do <strong>STJ<\/strong>!\nSatisfa\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-3-questoes-objetivas\">12.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Cr\u00e9dito em moeda estrangeira que deveria ter sido\nou foi habilitado em concordata preventiva que posteriormente vem a migrar para\na recupera\u00e7\u00e3o judicial n\u00e3o deve ser convertido em moeda nacional, haja vista\nexpressa disposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio da nova LRF.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-12-4-gabarito\">12.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. FALSA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-civil\">DIREITO PROCESSUAL CIVIL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-criterios-para-identificacao-do-cabimento-de-recurso-em-decisao-de-duplo-conteudo-natureza-complexa\">13.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o do cabimento de recurso em decis\u00e3o de duplo conte\u00fado (natureza complexa).<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>RECURSO ESPECIAL (REsp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria com <strong>duplo conte\u00fado<\/strong> \u00e9 poss\u00edvel\nestabelecer como crit\u00e9rios para a identifica\u00e7\u00e3o do cabimento do recurso: <strong>(i)<\/strong> o exame do elemento que prepondera\nna decis\u00e3o; <strong>(ii)<\/strong> o emprego da l\u00f3gica\ndo antecedente-consequente e da ideia de quest\u00f5es prejudiciais e de quest\u00f5es\nprejudicadas; <strong>(iii)<\/strong> o exame do\nconte\u00fado das raz\u00f5es recursais apresentadas pela parte irresignada. (<strong>STJ, REsp\n1797991\/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado\nem 18\/06\/2019, DJe 21\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Recurso especial provido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJPR.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-1-situacao-fatica\">13.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p>Em demanda sobre\nresponsabilidade obrigacional securit\u00e1ria, a <strong>CAIXA ECON\u00d4MICA FEDERAL<\/strong> manifestou interesse em integrar a lide,\ntendo Ju\u00edzo Estadual, portanto, declinado sua compet\u00eancia para Justi\u00e7a Federal,\nnos termos do art. 109, inciso I, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfurecido, <strong>FL\u00c1VIO<\/strong> agravou da decis\u00e3o, pugnando pela exclus\u00e3o da <strong>CAIXA ECON\u00d4MICA FEDERAL<\/strong> e manuten\u00e7\u00e3o da\ncompet\u00eancia com o Ju\u00edzo Estadual:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  N\u00e3o conheceu do recurso\n  por aus\u00eancia de previs\u00e3o da hip\u00f3tese mencionada no rol do art. 1.015 do NCPC\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso especial, <strong>FL\u00c1VIO<\/strong> pugnou pela reforma do Ac\u00f3rd\u00e3o\nem raz\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o ao art. 1.015, inciso IX, do NCPC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 1.015 NCPC<\/strong>.\nCabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias que versarem\nsobre:<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) <strong>IX<\/strong> &#8211;\nadmiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso \n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-analise-estrategica\">13.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-1-questao-em-debate\">13.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o controvertida est\u00e1 na\nhip\u00f3tese de um <strong>pronunciamento judicial de natureza complexa<\/strong>,\nque, acolhendo ou rejeitando a interven\u00e7\u00e3o do terceiro, tamb\u00e9m se pronuncia\nsobre a necessidade, ou n\u00e3o, de modifica\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em virtude da\nreferida interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E aqui est\u00e1 a raz\u00e3o da ementa em\nforma de pontos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Dada a <strong>aus\u00eancia de doutrina<\/strong>\nque tenha tratado especificamente desse tema, \u00e9 preciso construir e\nestabelecer crit\u00e9rios decis\u00f3rios para a solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o, tendo como\nfundamento, sobretudo, o conte\u00fado de cada pronunciamento judicial.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1797991\/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 18\/06\/2019, DJe 21\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p>Isso mesmo! Voc\u00ea que jamais\nachou que fosse chegar o dia em que a doutrina se silenciasse&#8230;est\u00e1 a\u00ed. <\/p>\n\n\n\n<p>De todo modo pessoal, em raz\u00e3o\nda falta de constru\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, a Min. <strong>NANCY\nANDRIGHI<\/strong> procurou fornecer todos os nortes da an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-2-2-criterios-para-identificacao-do-cabimento-de-recurso-em-decisao-de-duplo-conteudo-natureza-complexa\">13.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crit\u00e9rios para identifica\u00e7\u00e3o do cabimento de recurso em decis\u00e3o de duplo conte\u00fado (natureza complexa).<\/h4>\n\n\n\n<p>De acordo com a Min. <strong>NANCY ANDRIGHI<\/strong> s\u00e3o 3 (tr\u00eas) crit\u00e9rio: <strong><em>(1\u00ba)<\/em><\/strong>\npreponder\u00e2ncia da carga decis\u00f3ria; <strong><em>(2\u00ba) <\/em><\/strong>antecedente-consequente e\nquest\u00f5es prejudiciais e prejudicada; <strong><em>(3\u00ba)<\/em><\/strong> foco da irresigna\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es\nrecursais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CRIT\u00c9RIOS PARA IDENTIFICA\u00c7\u00c3O DO CABIMENTO DE RECURSO EM DECIS\u00c3O DE\n  DUPLO CONTE\u00daDO (NATUREZA COMPLEXA)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Ordem<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Crit\u00e9rio<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] O primeiro crit\u00e9rio que se pode\n  fixar diz respeito a <strong>preponder\u00e2ncia de carga decis\u00f3ria<\/strong>, ou\n  seja, qual dos elementos que comp\u00f5em o pronunciamento judicial \u00e9 mais\n  relevante (&#8230;).\u201d (<\/em><strong><em>STJ,\n  REsp 1797991\/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\n  julgado em 18\/06\/2019, DJe 21\/06\/2019<\/em><\/strong><em>)<\/em><em><\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] calcado na l\u00f3gica do <strong>antecedente-consequente<\/strong>\n  e na ideia das <strong>quest\u00f5es prejudiciais e das quest\u00f5es prejudicadas<\/strong>\n  que se pode emprestar da pr\u00f3pria ci\u00eancia processual, em que se verifica se a\n  primeira mat\u00e9ria \u2013 interven\u00e7\u00e3o de terceiro \u2013 influencia o modo de se decidir\n  a segunda mat\u00e9ria \u2013 compet\u00eancia.\u201d (<\/em><strong><em>STJ, REsp 1797991\/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira\n  Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe 21\/06\/2019<\/em><\/strong><em>)<\/em><em><\/em>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>3\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c[<strong>Trecho do corpo do ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] \u00c9 tamb\u00e9m relevante examinar, nesse\n  contexto, o <strong>foco da irresigna\u00e7\u00e3o da parte<\/strong> agravante em suas raz\u00f5es\n  recursais para que se conclua pela incid\u00eancia do art. 1.015, IX, do CPC\/15,\n  ou seja, se a impugna\u00e7\u00e3o se dirige precipuamente para a quest\u00e3o da\n  interven\u00e7\u00e3o de terceiro ou para a quest\u00e3o da compet\u00eancia.\u201d (<\/em><strong><em>STJ, REsp 1797991\/PR, Rel. Min. Nancy\n  Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 18\/06\/2019, DJe\n  21\/06\/2019<\/em><\/strong><em>)<\/em><em> <\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Aplicando esses crit\u00e9rios \u00e0\nsitua\u00e7\u00e3o descrita nos autos, temos o seguinte desfecho:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>CRIT\u00c9RIOS PARA IDENTIFICA\u00c7\u00c3O DO CABIMENTO DE RECURSO EM DECIS\u00c3O DE\n  DUPLO CONTE\u00daDO (NATUREZA COMPLEXA)<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Ordem<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Crit\u00e9rio<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  A\n  <strong>interven\u00e7\u00e3o\n  de terceiro<\/strong> exerce rela\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia sobre a compet\u00eancia,\n  sobretudo porque, na hip\u00f3tese, somente se pode cogitar de uma altera\u00e7\u00e3o de\n  compet\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o julgador se \u2013 e apenas se \u2013 houver a admiss\u00e3o ou\n  inadmiss\u00e3o do terceiro apto a provocar essa modifica\u00e7\u00e3o.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  A\n  <strong>interven\u00e7\u00e3o\n  de terceiro<\/strong> \u00e9 o antecedente que\n  leva, consequentemente, ao exame da compet\u00eancia, induzindo a um determinado\n  resultado \u2013 se deferido o ingresso do terceiro sujeito \u00e0 compet\u00eancia prevista\n  no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, haver\u00e1 altera\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia para\n  a Justi\u00e7a Federal; se indeferido o ingresso do terceiro sujeito \u00e0 compet\u00eancia\n  prevista no art. 109, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, haver\u00e1 manuten\u00e7\u00e3o da\n  compet\u00eancia na Justi\u00e7a Estadual.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>3\u00ba<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Na\n  hip\u00f3tese em exame, verifica-se que a decis\u00e3o interlocut\u00f3ria afirma que a\n  Caixa Econ\u00f4mica Federal <strong>manifestou interesse em integrar a demanda<\/strong> e\n  que esse \u00e9 o motivo pelo qual se conclui pela incompet\u00eancia do Ju\u00edzo Estadual.\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Resultado<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>AGRAVO DE INSTURMENTO (art. 1.015, X, NCPC)<\/strong><strong><\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Base legal<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <em>\u201c<strong>Art.\n  1.015 NCPC<\/strong>. Cabe agravo de instrumento contra as decis\u00f5es interlocut\u00f3rias\n  que versarem sobre: (&#8230;) <strong>IX<\/strong> &#8211;\n  admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o de terceiros;\u201d<\/em>\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, a Min. NANCY\nANDRIGHI asseverou que:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[<strong>Trecho do corpo do\nac\u00f3rd\u00e3o<\/strong>:] Em s\u00edntese, por qualquer \u00e2ngulo que se examine a controv\u00e9rsia,\nconclui-se que <strong>a\ndecis\u00e3o que versa sobre a admiss\u00e3o ou inadmiss\u00e3o de terceiro \u00e9 recorr\u00edvel de\nimediato por agravo de instrumento fundado no art. 1.015, IX, do CPC\/15<\/strong>, ainda que da interven\u00e7\u00e3o resulte modifica\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da\ncompet\u00eancia, que, nesse contexto, \u00e9 uma decorr\u00eancia l\u00f3gica, evidente e\nautom\u00e1tica do exame da quest\u00e3o principal.\u201d (<strong>STJ,\nREsp 1797991\/PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade,\njulgado em 18\/06\/2019, DJe 21\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-3-questoes-objetivas\">13.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. Em se tratando de decis\u00e3o interlocut\u00f3ria com duplo\nconte\u00fado \u00e9 poss\u00edvel estabelecer como crit\u00e9rios para a identifica\u00e7\u00e3o do\ncabimento do recurso: (i) o exame do elemento que prepondera na decis\u00e3o; (ii) o\nemprego da l\u00f3gica do antecedente-consequente e da ideia de quest\u00f5es\nprejudiciais e de quest\u00f5es prejudicadas; (iii) o exame do conte\u00fado das raz\u00f5es\nrecursais apresentadas pela parte irresignada.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-13-4-gabarito\">13.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-direito-processual-penal\">DIREITO PROCESSUAL PENAL<\/h1>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-revista-pessoal-por-agente-de-seguranca-privada\">14.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Revista pessoal por agente de seguran\u00e7a privada.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>HABEAS CORPUS (HC)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a>\u00c9 <\/a><strong>i<\/strong>l\u00edcita a revista pessoal\nrealizada por agente de seguran\u00e7a privada e todas as provas decorrentes desta. (<strong>STJ, HC 470937\/SP,\nRel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em\n04\/06\/2019, DJe 17\/06\/2019<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resultado<\/strong>: Ordem concedida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal\nde Origem<\/strong>: TJSP.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-situacao-fatica\">14.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>PAULO<\/strong> estava aguardando na esta\u00e7\u00e3o de trem quando agentes de\nseguran\u00e7a <strong>privada<\/strong> do local resolveram abord\u00e1-lo, pois achavam que era\num vendedor ambulante.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizada a <strong>revista pessoal<\/strong> em sua mochila, os agentes de seguran\u00e7a <strong>privada<\/strong> localizaram 500g de maconha e, por conseguinte,\nprenderam-no em flagrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Na unidade policial, o Delegado\nde Pol\u00edcia indiciou <strong>PAULO<\/strong> por\ntr\u00e1fico de drogas, tendo o <strong>MINIST\u00c9RIO\nP\u00daBLICO<\/strong> o denunciado pelo mesmo delito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>1\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Julgou improcedente a a\u00e7\u00e3o\n  penal por reconhecer a ilicitude na busca e apreens\u00e3o realizada por agentes\n  particulares.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em recurso de apela\u00e7\u00e3o, o <strong>MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO<\/strong> defendeu que o crime\nde tr\u00e1fico \u00e9 permanente e que qualquer um do povo pode realizar pris\u00e3o em\nflagrante (art. 301 CPP).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>2\u00ba Grau<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Deu provimento ao recurso para\n  condenar <strong>PAULO<\/strong> nos termos da\n  den\u00fancia.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Em <em>habeas corpus<\/em>, a defesa sustentou a ilicitude da busca e apreens\u00e3o feita\npor agentes particulares.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>\n  <strong>Inst\u00e2ncia<\/strong>\n  <\/td><td>\n  <strong>Desfecho<\/strong>\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  <strong>Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/strong>\n  <\/td><td>\n  Ordem concedida para\n  absolver o r\u00e9u\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-analise-estrategica\">14.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 An\u00e1lise Estrat\u00e9gica.<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-1-questao-em-debate\">14.2.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00e3o em debate.<\/h4>\n\n\n\n<p>Discute-se\nnos autos a validade da <strong>revista pessoal<\/strong> realizada por agente de seguran\u00e7a\nprivada.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-2-busca-pessoal-revista-pessoal-e-busca-domiciliar\">14.2.2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Busca pessoal (revista pessoal) e busca domiciliar.<\/h4>\n\n\n\n<p>O\njulgamento n\u00e3o foi complexo, mas merece cuidado. A revista pessoal foi\nconsiderada il\u00edcita, porque:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>CONDUZIDA POR AGENTES PARTICULARES<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\nfoi considerada il\u00edcita por falta de mandado judicial! Isso porque, caso os\nagentes fossem policiais e houvesse fundadas suspeitas, eles poderiam realizar\na busca pessoal (revista pessoal), <strong>independentemente de mandado judicial<\/strong>:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 240 CPP<\/strong>. A busca ser\u00e1 domiciliar\nou pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>(&#8230;) \u00a7 2\u00ba Proceder-se-\u00e1\n\u00e0 busca pessoal quando houver <strong>fundada suspeita<\/strong> de\nque algu\u00e9m oculte consigo arma proibida ou objetos mencionados nas letras b a f\ne letra h do par\u00e1grafo anterior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 244 CPP<\/strong>. A busca pessoal <strong>independer\u00e1 de\nmandado<\/strong>, no caso de pris\u00e3o ou quando houver <strong>fundada suspeita<\/strong> de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou\nde objetos ou pap\u00e9is que constituam corpo de delito, ou quando a medida for\ndeterminada no curso de busca domiciliar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Logo,\nhavendo fundada suspeita, a revista pessoal (busca pessoal) seria l\u00edcita caso, independentemente de mandado judicial:<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>CONDUZIDA POR\nAGENTES POLICIAIS<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cT\u00e1, mas onde\nest\u00e1 escrito que o cidad\u00e3o n\u00e3o pode realizar busca pessoal?\u201d<\/em> Nessa\nquest\u00e3o, o Min. <strong>JOEL ILAN PACIORNIK<\/strong> utilizou\n2 (dois) argumentos: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>(a)<\/strong> art. 144 da CF. A seguran\u00e7a p\u00fablica\n\u00e9 exercida pelo Estado por meio da pol\u00edcia federal, pol\u00edcia rodovi\u00e1ria federal,\npol\u00edcia ferrovi\u00e1ria federal, pol\u00edcias civis, pol\u00edcias militares e corpos de\nbombeiros militares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutro aspecto\nimportante, \u00e9 que o referido diploma [CPP] prev\u00ea tanto a busca pessoal quando a\nbusca domiciliar involunt\u00e1rias como a\u00e7\u00f5es exclusivamente estatais, a serem\nrealizadas atrav\u00e9s das autoridades judici\u00e1rias ou policiais. E as for\u00e7as\npoliciais s\u00e3o unicamente aquelas que constam do art. 144 da Constitui\u00e7\u00e3o\nFederal.\u201d (<strong>R\u00f4mulo Gabriel Moraes\nLunelli<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(b)<\/strong> art. 5\u00ba, inciso II, da CF. O r\u00e9u\nn\u00e3o precisaria ter se submetido \u00e0 revista pessoal, pois:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 5\u00ba, II, CF<\/strong>. Ningu\u00e9m ser\u00e1 obrigado\na fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen\u00e3o em virtude de lei;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por\noutro lado, quando se trata de busca domiciliar,\nal\u00e9m da condi\u00e7\u00e3o de agentes policiais, deve-se ter tamb\u00e9m ordem judicial:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art. 241 CPP<\/strong>. Quando a pr\u00f3pria\nautoridade <s>policial ou<\/s> judici\u00e1ria n\u00e3o a realizar pessoalmente, a busca domiciliar dever\u00e1 ser precedida da expedi\u00e7\u00e3o de\nmandado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAh, mas essa\nparte inicial do artigo d\u00e1 a entender que a autoridade policial pode realizar a\nbusca domiciliar independentemente de ordem judicial.\u201d<\/em> Sim, mas essa parte n\u00e3o foi recebida pela\nConstitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>241.1. Busca e mandado judicial<\/strong>: Eis aqui mais uma prova de\ufb01nitiva\nda supera\u00e7\u00e3o hist\u00f3ria de nosso C\u00f3digo de Processo Penal. N\u00e3o se concebe mais a\nbusca domiciliar sem ordem judicial, <strong>da\u00ed por que\nrevogado \u2013 ou n\u00e3o recebido \u2013 nessa parte a alus\u00e3o feita \u00e0 autoridade policial\n(ver art. 5\u00ba, X, CF)<\/strong>. Somente a busca pessoal pode ser realizada sem\nautoriza\u00e7\u00e3o judicial, diante da necessidade da atua\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico,\ndevidamente justi\ufb01cada por situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia e riscos bem de\ufb01nidos em\nLei.\u201d (<strong>Eug\u00eanio Pacelli e Douglas Fischer<\/strong>)<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-2-3-e-se-o-reu-estivesse-com-a-droga-nas-maos\">14.2.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E se o r\u00e9u estivesse com a droga nas m\u00e3os?<\/h4>\n\n\n\n<p><strong><em>R:<\/em><\/strong>\nA\u00ed, sim, qualquer do povo poderia realizar a pris\u00e3o, nos termos do art. 301 do\nCPP:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>Art.\n301 CPP<\/strong>. Qualquer do povo poder\u00e1 e as autoridades policiais e seus agentes\ndever\u00e3o prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-3-questoes-objetivas\">14.3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quest\u00f5es objetivas.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. Estrat\u00e9gia Carreiras Jur\u00eddicas. \u00c9 il\u00edcita a revista pessoal realizada por agente\nde seguran\u00e7a privada e todas as provas decorrentes desta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-4-gabarito\">14.4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gabarito.<\/h3>\n\n\n\n<p>Q1\u00ba. VERDADEIRA.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-14-1-bibliografia\">14.1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Bibliografia.<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>OLIVEIRA<\/strong>,\nEugenio Pacelli de; <strong>FISCHER<\/strong>,\nDouglas. Coment\u00e1rios ao C\u00f3digo de Processo Penal e sua jurisprud\u00eancia. 7. ed.\nrev. e atual. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Https:\/\/jus.com.br\/artigos\/24655\/a-busca-pessoal-revista-feita-por-agente-de-seguranca-privada.\nAcessado em: 16.08.2019.<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nDe acordo com STF, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente inicia-se no curso do PAD, caso\nn\u00e3o seja finalizado em at\u00e9 140 (cento e quarenta) dias de sua instaura\u00e7\u00e3o, em\naplica\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica \u00e0 soma dos prazos dos arts. arts. 152 e 167 da Lei n\u00ba\n8.112\/90. Vide: STJ, REsp 1191346\/CE, Rel. Ministro BENEDITO GON\u00c7ALVES,\nPRIMEIRA TURMA, julgado em 07\/10\/2010, DJe 15\/10\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\n\u201c<strong>Art. 944 CC<\/strong>. A indeniza\u00e7\u00e3o mede-se\npela extens\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Par\u00e1grafo \u00fanico<\/strong>. Se houver excessiva\ndespropor\u00e7\u00e3o entre a gravidade da culpa e o dano, poder\u00e1 o juiz reduzir, equitativamente,\na indeniza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\n<em>\u201c<strong>Art.\n1.043 NCPC<\/strong>. \u00c9 embarg\u00e1vel o ac\u00f3rd\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o fracion\u00e1rio que: I &#8211; em recurso\nextraordin\u00e1rio ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro\n\u00f3rg\u00e3o do mesmo tribunal, sendo os ac\u00f3rd\u00e3os, embargado e paradigma, de m\u00e9rito;\nII \u2013 Revogado; III &#8211; em recurso extraordin\u00e1rio ou em recurso especial, divergir\ndo julgamento de qualquer outro \u00f3rg\u00e3o do mesmo tribunal, sendo um ac\u00f3rd\u00e3o de\nm\u00e9rito e outro que n\u00e3o tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a\ncontrov\u00e9rsia; IV \u2013 Revogado. (&#8230;).\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>\nA a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tem a finalidade de recuperar o valor pago\nindevidamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>\nOutras denomina\u00e7\u00f5es de enriquecimento il\u00edcito segundo a Min. NANCY ANDRIGHI:\nenriquecimento sem causa, enriquecimento indevido e locupletamento indevido.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>\n<em>\u201cA a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito de\ntarifas de \u00e1gua e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no\nC\u00f3digo Civil.\u201d (<strong>S\u00famula n\u00ba 412\/STJ<\/strong>)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a>\nPelo menos, pois se ela (c\u00f4njuge ou companheira sobrevivente) concorrer com 1\n(um) ou 2 (dois) descendentes, seu quinh\u00e3o ser\u00e1 maior: \u00bd ou 1\/3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal, tudo bom? 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