{"id":406332,"date":"2019-08-05T22:40:43","date_gmt":"2019-08-06T01:40:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=406332"},"modified":"2022-10-13T10:56:20","modified_gmt":"2022-10-13T13:56:20","slug":"trf-4a-regiao-tecnico-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/trf-4a-regiao-tecnico-portugues\/","title":{"rendered":"TRF 4\u00aa REGI\u00c3O  &#8211; T\u00c9CNICO, ANALISTA e OFICIAL (PORTUGU\u00caS)"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222741\/redes-sociais-felipe-luccas3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406370\" width=\"578\" height=\"99\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222741\/redes-sociais-felipe-luccas3.jpg 836w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222741\/redes-sociais-felipe-luccas3.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222741\/redes-sociais-felipe-luccas3.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222741\/redes-sociais-felipe-luccas3.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ol\u00e1, pessoal, neste artigo trago o coment\u00e1rio das provas de t\u00e9cnico judici\u00e1rio, analista judici\u00e1rio e oficial de justi\u00e7a  do concurso TRF4 regi\u00e3o, realizado no \u00faltimo domingo. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-vivid-green-cyan-color has-text-color\"><strong>No final do artigo, voc\u00ea encontra um link para corre\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Aten\u00e7\u00e3o: Considere o texto abaixo para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 1 a 5.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Tendo em vista a textura volitiva da mente individual, a perene tens\u00e3o\nentre o presente e o futuro nas nossas delibera\u00e7\u00f5es, entre o que seria melhor\ndo ponto de vista t\u00e1tico ou local, de um lado, e o melhor do ponto de vista\nestrat\u00e9gico, mais abrangente, de outro, resulta em conflito.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Comer um doce \u00e9 decis\u00e3o t\u00e1tica; controlar a dieta, estrat\u00e9gica. Estudar\n(ou n\u00e3o) para a prova de amanh\u00e3 \u00e9 uma escolha t\u00e1tica; fazer um curso de longa\ndura\u00e7\u00e3o faz parte de um plano de vida. As decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, assim como as\nt\u00e1ticas, s\u00e3o tomadas no presente. A diferen\u00e7a \u00e9 que aquelas t\u00eam o longo prazo\ncomo horizonte e visam \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de objetivos mais remotos e permanentes.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O homem, observou o poeta Paul Val\u00e9ry, \u201c\u00e9 herdeiro e ref\u00e9m do tempo\u201d. A\nprincipal morada do homem est\u00e1 no passado ou no futuro. Foi a capacidade de\nreter o passado e agir no presente tendo em vista o futuro que nos tirou da\ncondi\u00e7\u00e3o de animais errantes. Contudo, a faculdade de arbitrar entre as\nprem\u00eancias do presente e os objetivos do futuro imaginado \u00e9 muitas vezes\nprejudicada pela propens\u00e3o espont\u00e2nea a atribuir um valor desproporcional\n\u00e0quilo que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo no tempo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Como observa David Hume, \u201cn\u00e3o existe atributo da natureza humana que\nprovoque mais erros em nossa conduta do que aquele que nos leva a preferir o\nque quer que esteja presente em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 distante e remoto, e que\nnos faz desejar os objetos mais de acordo com a sua situa\u00e7\u00e3o do que com o seu\nvalor intr\u00ednseco\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: GIANNETTI, Eduardo. Auto-engano. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1997, edi\u00e7\u00e3o digital)<\/p>\n\n\n\n<p>1. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considere\nas afirma\u00e7\u00f5es abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;I. Escolhas t\u00e1ticas sabiamente visam \u00e0\nrealiza\u00e7\u00e3o de objetivos de longo prazo, cujas consequ\u00eancias positivas podem ser\nsentidas j\u00e1 no momento presente.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;II. Por meio de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, perseguem-se\nresultados mais duradouros, embora distantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;III. Segundo a reflex\u00e3o de David Hume, seria prudente\nfazer escolhas no presente considerando suas consequ\u00eancias para o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Est\u00e1 correto o que consta de<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nI e III.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (B) I e II.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (C) II e III.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (D) II.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (E) III.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p> I. Incorreta.&nbsp; Escolhas <strong><em>ESTRAT\u00c9GICAS<\/em><\/strong> sabiamente visam \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de objetivos de longo prazo, cujas consequ\u00eancias positivas podem ser sentidas j\u00e1 no momento presente. <\/p>\n\n\n\n<p>II. Correta. Veja:<\/p>\n\n\n\n<p><em>As decis\u00f5es estrat\u00e9gicas, assim como as t\u00e1ticas, s\u00e3o tomadas no presente. A diferen\u00e7a \u00e9 que aquelas t\u00eam o longo prazo como horizonte e visam \u00e0 <\/em><strong><em>REALIZA\u00c7\u00c3O DE OBJETIVOS MAIS REMOTOS E PERMANENTES<\/em><\/strong><em><strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>III. Correta. Segundo a reflex\u00e3o de David Hume, seria\nprudente fazer escolhas no presente considerando suas consequ\u00eancias para o\nfuturo. Isso porque desejar s\u00f3 o aquilo que est\u00e1 pr\u00f3ximo \u00e9 uma fonte de erros.<\/p>\n\n\n\n<p>[<em>tributo da natureza humana que provoque mais erros em nossa conduta do que aquele que nos leva a preferir o que quer que esteja presente em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 distante e remoto<\/em>].<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>2. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De\nacordo com o texto, o homem comete enganos porque<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nimagina que ren\u00fancias feitas no presente levem a um futuro melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\ndesconsidera os acertos do passado ao planejar o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\ntem a propens\u00e3o de repetir, no presente, os mesmos erros do passado.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\ntende a dar import\u00e2ncia desmedida ao que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\natribui valor exagerado a objetivos situados em um futuro imaginado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>A fonte de erros mencionada\nno texto \u00e9 o desejo por aquilo que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Como observa David Hume, \u201cn\u00e3o existe atributo da natureza humana que provoque mais erros em nossa conduta do que aquele que nos leva a <\/em><strong><em>PREFERIR O QUE QUER QUE ESTEJA PRESENTE<\/em><\/strong><em> em rela\u00e7\u00e3o ao que est\u00e1 distante e remoto<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D. <\/p>\n\n\n\n<p>(A) imagina que ren\u00fancias feitas no presente levem a um\nfuturo melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. O homem deseja o que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo. <\/p>\n\n\n\n<p>(B) desconsidera os acertos do passado ao planejar o futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o desconsidera, isso foi o que nos fez deixar de ser\nanimais errantes. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) tem a propens\u00e3o de repetir, no presente, os mesmos erros\ndo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi dito isso no texto, o homem aprende com o passado\ntamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) atribui valor exagerado a objetivos situados em um\nfuturo imaginado.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem faz isso em rela\u00e7\u00e3o ao presente: tem a propens\u00e3o a<em> atribuir um valor desproporcional \u00e0quilo que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo no tempo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222854\/redes-sociais-felipe-luccas4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406371\" width=\"576\" height=\"98\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222854\/redes-sociais-felipe-luccas4.jpg 836w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222854\/redes-sociais-felipe-luccas4.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222854\/redes-sociais-felipe-luccas4.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05222854\/redes-sociais-felipe-luccas4.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>3. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a\nfaculdade de arbitrar entre as prem\u00eancias do presente e os objetivos do futuro\nimaginado&#8230; (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O elemento sublinhado acima introduz, em rela\u00e7\u00e3o ao\nque se afirmou antes, uma<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\noposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\ncausa.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nconsequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nfinalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nconclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o direta: \u201ccontudo\u201d \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o adversativa e expressa oposi\u00e7\u00e3o. Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<p>4. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Foi\na capacidade de [&#8230;] agir no presente tendo em vista o futuro que nos tirou da\ncondi\u00e7\u00e3o de animais errantes. (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reda\u00e7\u00e3o alternativa para o trecho acima, escrita com corre\u00e7\u00e3o e l\u00f3gica, est\u00e1 em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nUma vez que tiv\u00e9ssemos tido a capacidade de vislumbrar o futuro, ao tomarmos\numa decis\u00e3o no presente, deixemos a condi\u00e7\u00e3o de animais errantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nPor termos tido a capacidade de agir no presente visando o futuro, viemos a\nsermos tirados da condi\u00e7\u00e3o de animais errantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nEm raz\u00e3o da capacidade de considerar o futuro ao agir no presente, deixamos a\ncondi\u00e7\u00e3o de animais errantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nConforme a capacidade de agir, no presente com olhos postos no futuro, teremos\nsido tirados da condi\u00e7\u00e3o de animais errantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\n\u00c0 medida que tivermos a capacidade de agir no presente considerando o futuro,\nsair\u00edamos da condi\u00e7\u00e3o de animais errantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Apontemos erros que eliminam imediatamente a alternativa<\/em>. <\/p>\n\n\n\n<p>a) H\u00e1 erro de correla\u00e7\u00e3o: deixar\u00edamos a condi\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>b) H\u00e1 erro de concord\u00e2ncia, na locu\u00e7\u00e3o verbal n\u00e3o h\u00e1 flex\u00e3o\nno verbo principal: viemos a ser\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>c) Correta. Aqui se reflete a rela\u00e7\u00e3o causa-efeito original,\ncom uso da express\u00e3o: em raz\u00e3o de. <\/p>\n\n\n\n<p>d) \u201cConforme\u201d \u00e9 express\u00e3o conformativa que n\u00e3o faz marte da\nmensagem original; al\u00e9m disso, seria adequado isolar \u201ccom os olhos postos no\nfuturo\u201d entre v\u00edrgulas.<\/p>\n\n\n\n<p>e) \u201c\u00e0 medida que\u201d indica propor\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o consta na\nmensagem original. Al\u00e9m disso, h\u00e1 erro de correla\u00e7\u00e3o. Ambos os verbos deveriam\nestar em tempo futuro: tivermos e sairemos. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>5. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O homem [&#8230;] \u201c\u00e9 herdeiro e ref\u00e9m do tempo\u201d. A principal morada do\nhomem est\u00e1 no passado ou no futuro. (3\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Considerado o contexto, o sentido do que se diz acima\nest\u00e1 corretamente reproduzido em um \u00fanico per\u00edodo em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nA principal morada do homem est\u00e1 no passado ou no futuro, mas este \u00e9 herdeiro e\nref\u00e9m do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nA principal morada do homem, na qual \u00e9 herdeiro e ref\u00e9m do tempo, est\u00e1 no\npassado ou no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nO homem \u00e9 herdeiro e ref\u00e9m do tempo, conquanto sua principal morada esteja no\npassado ou no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nEmbora o homem seja herdeiro e ref\u00e9m do tempo, sua principal morada est\u00e1 no\npassado ou no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nO homem, cuja principal morada est\u00e1 no passado ou no futuro, \u00e9 herdeiro e ref\u00e9m\ndo tempo. <strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O texto original menciona a \u201cmorada do homem\u201d, expressando\n\u201cposse\u201d. Isso est\u00e1 refletido em \u201cO homem, cuja principal morada&#8230;\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E. <\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos as demais: <\/p>\n\n\n\n<p>(A) O \u201cmas\u201d traz sentido de oposi\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o aparece na\nmensagem original. <\/p>\n\n\n\n<p>(B) Esse \u201cna qual\u201d traz uma ideia de posicionamento, o\n\u201chomem \u00e9 herdeiro NUMA morada\u201d; n\u00e3o \u00e9 a mensagem original, que \u00e9 de mera posse.\nSutil, mas incorreta. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) \u201cconquanto\u201d \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o concessiva, n\u00e3o faz parte da\nmensagem original. <\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u201cembora\u201d \u00e9 conjun\u00e7\u00e3o concessiva, n\u00e3o faz parte da\nmensagem original.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Aten\u00e7\u00e3o: Considere o texto abaixo para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 6 a 11.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Seis de janeiro, Epifania ou\nDia de Reis (em refer\u00eancia aos reis magos), fecha o ciclo natalino que, entre\nos romanos, festejava o renascimento do sol depois do solst\u00edcio de inverno (o\ndia mais curto do ano).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Era uma festa de invoca\u00e7\u00e3o do\nsol, pelo fim das noites invernais. Durante esses festejos pag\u00e3os, os pap\u00e9is\nsociais se confundiam. Havia troca de presentes e de identidades. O escravo\nassumia o lugar de senhor, o homem se vestia de mulher \u2013 como se, para agradar\n\u00e0 natureza, tiv\u00e9ssemos de reconhecer a arbitrariedade das conven\u00e7\u00f5es culturais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nesse intervalo de poucos\ndias, o homem aceitava como natural o que por conven\u00e7\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es sociais e\nde poder n\u00e3o permitiam. Amea\u00e7ado pelos caprichos da natureza, reconhecia que as\ncoisas s\u00e3o mais complexas do que estamos dispostos a ver.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 plaus\u00edvel que Shakespeare\ntenha escrito \u201cNoite de Reis\u201d, segundo Harold Bloom sua com\u00e9dia mais\nbem-sucedida, pensando nessa carnavaliza\u00e7\u00e3o solar, para comemorar a Epifania. A\npe\u00e7a conta a hist\u00f3ria de Viola e Sebastian, g\u00eameos que naufragam ao largo do\nque hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia, e que no texto se chama Il\u00edria.\nViola acredita que o irm\u00e3o se afogou. Ao oferecer seus servi\u00e7os ao duque de\nIl\u00edria, ela se disfar\u00e7a de homem, assumindo o nome de Ces\u00e1rio. \u00c9 o suficiente\npara p\u00f4r em andamento uma com\u00e9dia de erros na qual as identidades ser\u00e3o\nconfrontadas com a relatividade das nossas convic\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O sentido ir\u00f4nico do subt\u00edtulo\nda pe\u00e7a \u2212 \u201co que bem quiserem ou desejarem\u201d \u2212 d\u00e1 a entender que os desejos\ndesafiam as conven\u00e7\u00f5es que os encobrem. As conven\u00e7\u00f5es se modificam conforme a\nnecessidade. Os desejos as contradizem. Identidade e desejo s\u00e3o muitas vezes\nincompat\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 o que reivindica a fil\u00f3sofa\nRosi Braidotti. Braidotti critica a banaliza\u00e7\u00e3o dos discursos identit\u00e1rios, uma\nincapacidade de lidar com a complexidade, an\u00e1loga \u00e0s solu\u00e7\u00f5es simplistas que\ncertos discursos contrap\u00f5em \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es. Diante da complexidade, \u00e9 natural\nseguir a ilus\u00e3o das respostas mais simples.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Sob a gra\u00e7a da com\u00e9dia,\nShakespeare trata da fluidez das identidades. Epifania tem a ver com a luz, com\no entendimento e a compreens\u00e3o. Mas para voltar a ver e compreender \u00e9 preciso\nadmitir que as contradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte constitutiva do mundo. A democracia, em\nsua imperfei\u00e7\u00e3o e irrealiza\u00e7\u00e3o permanentes, depende disso.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: CARVALHO, Bernardo. Dispon\u00edvel em: www1.folha.uol.com.br)<\/p>\n\n\n\n<p>6. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depreende-se\ndo texto que, durante os festejos romanos mencionados,<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nhavia troca de presentes entre senhores e escravos, cujos pap\u00e9is sociais, entretanto,\nn\u00e3o se confundiam.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\neram aceitas com naturalidade certas trocas de identidade habitualmente\nproibidas pela organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\npessoas do povo recuperavam tradi\u00e7\u00f5es culturais que haviam sido abolidas pelas\nclasses dominantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\ntradi\u00e7\u00f5es religiosas eram temporariamente suspensas e retomadas ap\u00f3s o\nsolst\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nritos pag\u00e3os de venera\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza mesclavam-se a manifesta\u00e7\u00f5es religiosas\npara homenagear os reis magos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o direta e literal: eram aceitas com naturalidade certas\ntrocas de identidade habitualmente proibidas pela organiza\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja no texto:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Durante esses festejos pag\u00e3os, os pap\u00e9is sociais se confundiam. Havia troca de presentes e de identidades. <\/em><strong><em>O ESCRAVO ASSUMIA O LUGAR DE SENHOR, O HOMEM SE VESTIA DE MULHER<\/em><\/strong><em> \u2013 como se, para agradar \u00e0 natureza, tiv\u00e9ssemos de reconhecer a arbitrariedade das conven\u00e7\u00f5es culturais.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Nesse intervalo de poucos dias, <\/em><strong><em>O HOMEM ACEITAVA COMO NATURAL O QUE POR CONVEN\u00c7\u00c3O AS RELA\u00c7\u00d5ES SOCIAIS E DE PODER N\u00c3O PERMITIAM<\/em><\/strong><em>. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos as demais: <\/p>\n\n\n\n<p>a) confundiam-se sim, eram trocados. <\/p>\n\n\n\n<p>c) as tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram abolidas, n\u00e3o foi dito isso no\ntexto.<\/p>\n\n\n\n<p>d) a festa era pag\u00e3, mas n\u00e3o foi dito que as tradi\u00e7\u00f5es\nreligiosas eram suspensas<\/p>\n\n\n\n<p>e) a festa em refer\u00eancia aos reis magos era pag\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223013\/redes-sociais-felipe-luccas5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406372\" width=\"573\" height=\"98\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223013\/redes-sociais-felipe-luccas5.jpg 836w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223013\/redes-sociais-felipe-luccas5.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223013\/redes-sociais-felipe-luccas5.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223013\/redes-sociais-felipe-luccas5.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>7. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A\nrefer\u00eancia \u00e0 com\u00e9dia de Shakespeare acentua a seguinte ideia:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nO aspecto l\u00fadico dos rituais de celebra\u00e7\u00e3o da natureza visa \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o dos\nlimites impostos pelas normas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nNormas sociais, ainda que arbitr\u00e1rias, devem ser impostas no intuito de se\ndominar a natureza humana.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nAs conven\u00e7\u00f5es sociais lembram ao homem que a soberania da natureza deve ser\nreconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nO impulso de transpor limites convencionais gera consequ\u00eancias indesej\u00e1veis e\ndeve ser evitado.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nAs conven\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o arbitr\u00e1rias e costumam ir de encontro a desejos\nhumanos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>O texto traz inicialmente a refer\u00eancia \u00e0 troca de papeis:\n\u201chomem vestindo-se de mulher\u201d, troca de pap\u00e9is. Em seguida, menciona a pe\u00e7a de\nShakespeare, na qual isso tamb\u00e9m ocorre: <\/p>\n\n\n\n<p><em>Ao oferecer seus servi\u00e7os ao duque de Il\u00edria, <\/em><strong><em>ELA SE DISFAR\u00c7A DE HOMEM<\/em><\/strong><em>, assumindo o nome de Ces\u00e1rio. \u00c9 o suficiente para p\u00f4r em andamento uma com\u00e9dia de erros na qual <\/em><strong><em>AS IDENTIDADES SER\u00c3O CONFRONTADAS COM A RELATIVIDADE DAS NOSSAS CONVIC\u00c7\u00d5ES<\/em><\/strong><em><strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a refer\u00eancia \u00e0 pe\u00e7a refor\u00e7a o argumento de que as\nconven\u00e7\u00f5es s\u00e3o arbitr\u00e1rias e costumam ir de encontro a desejos humanos. <\/p>\n\n\n\n<p>Isso fica consolidado na seguinte passagem: <\/p>\n\n\n\n<p><em>O sentido ir\u00f4nico do subt\u00edtulo da pe\u00e7a \u2212 \u201co que bem quiserem ou desejarem\u201d \u2212 d\u00e1 a entender que <\/em><strong><em>OS DESEJOS DESAFIAM AS CONVEN\u00c7\u00d5ES QUE OS ENCOBREM<\/em><\/strong><em>. As conven\u00e7\u00f5es se modificam conforme a necessidade. Os desejos as contradizem. <\/em><strong><em>IDENTIDADE E DESEJO S\u00c3O MUITAS VEZES INCOMPAT\u00cdVEIS<\/em><\/strong><em><strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<p>8. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Leia\nas afirma\u00e7\u00f5es abaixo a respeito da pontua\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;I. As v\u00edrgulas que isolam o segmento segundo Harold Bloom sua com\u00e9dia mais\nbem-sucedida (4\u00ba par\u00e1grafo) podem ser\nsubstitu\u00eddas por par\u00eanteses sem preju\u00edzo das rela\u00e7\u00f5es de sentido estabelecidas\nno contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;II. Sem preju\u00edzo do sentido original, uma pontua\u00e7\u00e3o\nalternativa para o segmento O\nsentido ir\u00f4nico do subt\u00edtulo da pe\u00e7a \u2212 \u201co que bem quiserem ou desejarem\u201d \u2212 d\u00e1 a\nentender que&#8230; (5\u00ba par\u00e1grafo) \u00e9: O\nsentido ir\u00f4nico do subt\u00edtulo da pe\u00e7a: \u201co que bem quiserem ou desejarem\u201d, d\u00e1 a\nentender que&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;III. No segmento &#8230;como se, para agradar \u00e0 natureza, tiv\u00e9ssemos de reconhecer a\narbitrariedade das conven\u00e7\u00f5es culturais\n(2\u00ba par\u00e1grafo), o segmento isolado por v\u00edrgulas assinala no\u00e7\u00e3o de finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Est\u00e1 correto o que se afirma APENAS em<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nI e III.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (B) I.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (C) II e III.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (D) I e II.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (E) III.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>I- Sim. A express\u00e3o conformativa possui car\u00e1ter adverbial e\nacess\u00f3rio, ent\u00e3o pode ser isolada por v\u00edrgulas, travess\u00f5es ou par\u00eanteses. <\/p>\n\n\n\n<p>II- N\u00e3o. A v\u00edrgula separaria o sujeito do verbo \u201cd\u00e1\u201d\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>III- Sim; \u201cpara agradar \u00e0 natureza\u201d \u00e9 uma ora\u00e7\u00e3o subordinada\nadverbial final reduzida de infinitivo; ou seja, um adjunto adverbial com valor\nde prop\u00f3sito. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<p>9. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 plaus\u00edvel que Shakespeare tenha escrito \u201cNoite de Reis\u201d [&#8230;] para\ncomemorar a Epifania. A pe\u00e7a conta a hist\u00f3ria de Viola e Sebastian, g\u00eameos que\nnaufragam ao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia&#8230; (4\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 correta a reda\u00e7\u00e3o da seguinte frase, em que se contemplam as principais ideias do segmento transcrito acima:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nAdmite-se que \u201cNoite de Reis\u201d, de Shakespeare, em cuja a pe\u00e7a se conta a\nhist\u00f3ria dos g\u00eameos, Viola e Sebastian, que naufragam ao largo do que hoje\nseria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia, fora escrita em comemora\u00e7\u00e3o \u00e0 Epifania.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nA pe\u00e7a \u201cNoite de Reis\u201d, em que se conta a hist\u00f3ria dos g\u00eameos Viola e\nSebastian, naufragados ao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou\nAlb\u00e2nia, pode ter sido escrita por Shakespeare em comemora\u00e7\u00e3o da Epifania.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nA fim de comemorar a Epifania, conforme se atesta, Shakespeare escreveu \u201cNoite\nde Reis\u201d, pe\u00e7a \u00e0 qual revela a hist\u00f3ria dos g\u00eameos Viola e Sebastian\nnaufragando ao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nA partir da presun\u00e7\u00e3o de que Shakespeare escrevera \u201cNoite de Reis\u201d em\ncomemora\u00e7\u00e3o \u00e0 Epifania, t\u00eam-se, na pe\u00e7a, a hist\u00f3ria dos g\u00eameos Viola e\nSebastian cujo naufr\u00e1gio se deu ao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro\nou Alb\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nConforme se atribui \u00e0 Shakespeare a comemora\u00e7\u00e3o da Epifania por meio da pe\u00e7a\n\u201cNoite de Reis\u201d, em que conta-se a hist\u00f3ria dos g\u00eameos Viola e Sebastian, que\nnaufragam ao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A express\u00e3o modalizadora de possibilidade \u201c\u00e9 plaus\u00edvel\u201d foi\nresgatada pelo auxiliar \u201cpode\u201d. A ora\u00e7\u00e3o final foi substantivada: para\ncomemorar&gt;em comemora\u00e7\u00e3o\u2026 Vejam a reescritura das passagens: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 plaus\u00edvel<\/strong> que\nShakespeare tenha escrito \u201cNoite de Reis\u201d [&#8230;] para comemorar a Epifania. A pe\u00e7a conta a hist\u00f3ria\nde <strong>Viola e Sebastian, g\u00eameos que naufragam<\/strong>\nao largo do que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia&#8230; <\/p>\n\n\n\n<p>A pe\u00e7a \u201cNoite de Reis\u201d, em que se conta a hist\u00f3ria dos <strong>g\u00eameos Viola e Sebastian, naufragados<\/strong> ao largo\ndo que hoje seria Cro\u00e1cia, Montenegro ou Alb\u00e2nia, <strong>pode\nter sido escrita<\/strong> por Shakespeare em comemora\u00e7\u00e3o da Epifania.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vejamos o problema das demais: <\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp; em cuja a pe\u00e7a\u2026 N\u00e3o h\u00e1 artigo ap\u00f3s cujo (a)(s)<\/p>\n\n\n\n<p>10. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depreende-se\ndo contexto que a fil\u00f3sofa Rosi Braidotti, mencionada no 6\u00ba&nbsp; par\u00e1grafo,<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nlan\u00e7a d\u00favida sobre a no\u00e7\u00e3o de que identidade e desejo possam ser conciliados.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nincentiva a busca de respostas simples para problemas intrincados.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\ncritica a simplifica\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es identit\u00e1rias complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nconsidera ilus\u00f3ria a complexidade dos discursos identit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\ndefende a ideia de que ao discurso devem corresponder a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de Rosi \u00e9 que as identidades s\u00e3o complexas e que n\u00e3o\ndevem ser tratadas com simplismo, ou seja, critica a simplifica\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es\nidentit\u00e1rias complexas: <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 o que reivindica a fil\u00f3sofa Rosi Braidotti. Braidotti <\/em><strong><em>CRITICA A BANALIZA\u00c7\u00c3O DOS DISCURSOS IDENTIT\u00c1RIOS<\/em><\/strong><em>, uma incapacidade de lidar com a complexidade, an\u00e1loga \u00e0s solu\u00e7\u00f5es simplistas que certos discursos contrap\u00f5em \u00e0s contradi\u00e7\u00f5es. <\/em><strong><em>DIANTE DA COMPLEXIDADE, \u00c9 NATURAL SEGUIR A ILUS\u00c3O DAS RESPOSTAS MAIS SIMPLES<\/em><\/strong><em><strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>(A) lan\u00e7a d\u00favida sobre a no\u00e7\u00e3o de que identidade e desejo\npossam ser conciliados.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreta. N\u00e3o lan\u00e7a d\u00favida, o autor diz: <em>Identidade e\ndesejo s\u00e3o muitas vezes incompat\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(B) incentiva a busca de respostas simples para problemas\nintrincados.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreta. Ela condena a simplifica\u00e7\u00e3o demasiada das\nidentidades, que s\u00e3o muito complexas. <\/p>\n\n\n\n<p>(D) considera ilus\u00f3ria a complexidade dos discursos\nidentit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreta. Considera ilus\u00f3ria a simplifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) defende a ideia de que ao discurso devem corresponder\na\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o disse isso em momento algum. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223129\/redes-sociais-felipe-luccas6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406373\" width=\"578\" height=\"99\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223129\/redes-sociais-felipe-luccas6.jpg 836w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223129\/redes-sociais-felipe-luccas6.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223129\/redes-sociais-felipe-luccas6.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223129\/redes-sociais-felipe-luccas6.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>11. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1\ncorreta a <strong>reda\u00e7\u00e3o<\/strong> deste livre coment\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nNa medida em que nossas convic\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o relativas, n\u00e3o surpreendem que\nas no\u00e7\u00f5es de identidade sejam confrontadas a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nDeve ser visto como fator inerente \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da democracia as contradi\u00e7\u00f5es\nque existem na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nAs conven\u00e7\u00f5es sociais podem ser assimiladas com clareza, mas o desejo que lhes\nconfrontam costumam ser incompreens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nDemanda a democracia, sistema em permanente constru\u00e7\u00e3o, o reconhecimento de que\ncontradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o inerentes \u00e0s sociedades humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nEm nome do temor da instabilidade da natureza, j\u00e1 se criou rituais onde se\nsuspendem crit\u00e9rios de controle de impulsos inconscientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A letra D est\u00e1 perfeita: Entre o verbo e o complemento, h\u00e1\nintercalado um aposto explicativo de democracia: \u201csistema em permanente\nconstru\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o problema de concord\u00e2ncia nas demais: <\/p>\n\n\n\n<p>(A) Na medida em que nossas convic\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o\nrelativas, n\u00e3o surpreendem que as no\u00e7\u00f5es de identidade sejam confrontadas a\nelas.<\/p>\n\n\n\n<p>O sujeito \u00e9 oracional e o verbo deve ficar no singular: n\u00e3o <strong><em>SURPREENDE<\/em><\/strong> que as no\u00e7\u00f5es de identidade sejam confrontadas a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Deve<em><strong>M<\/strong><\/em> ser vist<strong><em>AS<\/em><\/strong> como fator inerente \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da democracia <strong><em>AS CONTRADI\u00c7\u00d5ES<\/em><\/strong> que existem na sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) As conven\u00e7\u00f5es sociais podem ser assimiladas com clareza, mas o <strong><em>DESEJO<\/em><\/strong> que lhes <em><strong>CONFRONTA<\/strong><\/em> costumam ser incompreens\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) Em nome do temor da instabilidade da natureza, j\u00e1 <strong><em>SE CRIARAM RITUAIS EM QUE<\/em><\/strong> se suspendem crit\u00e9rios de controle de impulsos inconscientes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201conde\u201d deve ser usado apenas para lugar f\u00edsico. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Aten\u00e7\u00e3o: Considere o texto abaixo para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 12 a 14<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Renato Janine Ribeiro: <em>A\nvelocidade ficou maior do que as pessoas conseguem alcan\u00e7ar. Somos bombardeados\ndiariamente sobre novidades na produ\u00e7\u00e3o do hardware e do software dos\ncomputadores. O indiv\u00edduo tem um computador e, em pouco tempo, \u00e9 lan\u00e7ado outro\nmais potente. Talvez em breve as pessoas se conven\u00e7am de que n\u00e3o h\u00e1 necessidade\nde uma renova\u00e7\u00e3o t\u00e3o frequente. A grande maioria das pessoas usam bem pouco dos\nrecursos de seus computadores. Devemos sempre lembrar que as inven\u00e7\u00f5es existem\npara nos servir, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Quer dizer, a demanda \u00e9 que as pessoas se\nadaptem \u00e0s m\u00e1quinas, e n\u00e3o que as m\u00e1quinas se adaptem \u00e0s pessoas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Gikovate: <em>Tenho a\nimpress\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorre s\u00f3 com a tecnologia. Tenho a sensa\u00e7\u00e3o de que\nsempre chegamos tarde. As pessoas compram muitas coisas desnecess\u00e1rias. Veja o\ncaso das roupas: s\u00f3 porque a cintura da cal\u00e7a subiu ou desceu ligeiramente,\nelas trocam todas as que possu\u00edam. Trata-se de um movimento em que as pessoas\nest\u00e3o sempre devendo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: GIKOVATE, Fl\u00e1vio &amp; RIBEIRO, Renato Janine. Nossa sorte, nosso norte. Campinas: Papirus, 2012)<\/p>\n\n\n\n<p>12. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depreende-se\ncorretamente do texto:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nAo se referir ao caso das\nroupas (2\u00ba par\u00e1grafo), o autor assinala\nque a ind\u00fastria da moda imp\u00f5e estilos de beleza com os quais nem todos\nconcordam.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nCom a afirma\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o\nocorre s\u00f3 com a tecnologia (2\u00ba\npar\u00e1grafo), critica-se o uso inadequado dos recursos oferecidos pelos\ncomputadores.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nNo segmento e n\u00e3o o contr\u00e1rio (1\u00ba par\u00e1grafo), o autor refor\u00e7a a ideia de que as\ninven\u00e7\u00f5es existem para servir \u00e0s pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nCom o uso do termo bombardeados (1\u00ba par\u00e1grafo), o autor conclui que, se fosse\nposs\u00edvel, as pessoas prefeririam ser menos dependentes da tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nAo mencionar a velocidade (1\u00ba par\u00e1grafo) dos dias de hoje, o autor enaltece a\ntend\u00eancia da ind\u00fastria tecnol\u00f3gica de estar sempre \u00e0 procura de ultrapassar a\nsi mesma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(A) Ao se referir ao caso das roupas (2\u00ba par\u00e1grafo), o autor\nassinala que a ind\u00fastria da moda imp\u00f5e estilos de beleza com os quais nem todos\nconcordam.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. O autor sugere que as mulheres seguem os estilos\ne trocam as roupas. <\/p>\n\n\n\n<p>(B) Com a afirma\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorre s\u00f3 com a\ntecnologia (2\u00ba par\u00e1grafo), critica-se o uso inadequado dos recursos oferecidos\npelos computadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. Critica-se o consumo desnecess\u00e1rio. N\u00e3o se falou\nespecificamente do uso inadequado dos recursos, na verdade, foi dito que mal\nusamos os recursos que os computadores t\u00eam e j\u00e1 trocamos por superiores. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) No segmento e n\u00e3o o contr\u00e1rio (1\u00ba par\u00e1grafo), o autor\nrefor\u00e7a a ideia de que as inven\u00e7\u00f5es existem para servir \u00e0s pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Correta: <\/p>\n\n\n\n<p><em>Devemos sempre lembrar que as\ninven\u00e7\u00f5es existem para nos servir, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Quer dizer, a demanda \u00e9\nque as pessoas se adaptem \u00e0s m\u00e1quinas, e n\u00e3o que as m\u00e1quinas se adaptem \u00e0s\npessoas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A mensagem \u00e9 que as pessoas \u00e9 que devem usar os computadores, n\u00e3o servir a eles. <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>(D) Com o uso do termo bombardeados (1\u00ba par\u00e1grafo), o autor\nconclui que, se fosse poss\u00edvel, as pessoas prefeririam ser menos dependentes da\ntecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. Com esse termo, expressa excesso de oferta. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) Ao mencionar a velocidade (1\u00ba par\u00e1grafo) dos dias de\nhoje, o autor enaltece a tend\u00eancia da ind\u00fastria tecnol\u00f3gica de estar sempre \u00e0\nprocura de ultrapassar a si mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o enaltece, na verdade critica. Al\u00e9m disso, n\u00e3o\nse resume a falar da tecnologia, mas tamb\u00e9m das roupas. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>13. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio\nGikovate: Tenho a impress\u00e3o de\nque isso n\u00e3o ocorre s\u00f3 com a tecnologia.\n(2\u00ba par\u00e1grafo)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Transposto para o discurso indireto, o trecho acima\nassume a seguinte reda\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nFl\u00e1vio disse que teria a impress\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorrer\u00e1 s\u00f3 com a\ntecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nFl\u00e1vio afirmou que teve a impress\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorreria s\u00f3 com\ntecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nTem-se a impress\u00e3o, conforme afirma Fl\u00e1vio, de que isso n\u00e3o ocorrer\u00e1 s\u00f3 com a\ntecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nFl\u00e1vio disse que tinha a impress\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorreu s\u00f3 com a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nFl\u00e1vio afirmou que tinha a impress\u00e3o de que isso n\u00e3o ocorria s\u00f3 com a\ntecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na transposi\u00e7\u00e3o para o discurso indireto, teremos uma verbo de elocu\u00e7\u00e3o complementado por uma ora\u00e7\u00e3o substantiva; o presente vira <strong>PRET\u00c9RITO IMPERFEITO<\/strong>: <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tenho<\/strong> a impress\u00e3o de que isso n\u00e3o <strong>ocorre<\/strong> s\u00f3\ncom a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio afirmou que <strong>tinha<\/strong>\na impress\u00e3o de que isso n\u00e3o <strong>ocorria<\/strong>\ns\u00f3 com a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<p>14. <strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ T\u00c9CNICO \/ 2019) <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No contexto, o verbo que pode ser flexionado no singular, sem preju\u00edzo das rela\u00e7\u00f5es de sentido e da corre\u00e7\u00e3o, est\u00e1 sublinhado em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nque as inven\u00e7\u00f5es existem\npara nos servir.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nque as m\u00e1quinas se adaptem\n\u00e0s pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nelas trocam todas as que possu\u00edam.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nA velocidade ficou maior do que\nas pessoas conseguem alcan\u00e7ar.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nA grande maioria das pessoas usam\nbem pouco dos recursos de seus computadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios: <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com express\u00f5es partitivas seguidas de determinante, a\nconcord\u00e2ncia pode ser feita com o n\u00facleo do sujeito (a pr\u00f3pria parte- a\nmaioria) ou com o determinante (a express\u00e3o preposicionada \u2013 das pessoas)<\/p>\n\n\n\n<p>A grande maioria das <strong>PESSOAS USAM<\/strong> bem pouco dos recursos de seus computadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande <strong>MAIORIA<\/strong> das pessoas <em><strong>USA<\/strong><\/em> bem pouco dos recursos de seus computadores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Nos demais casos, o verbo concorda com o n\u00facleo do sujeito<\/em><\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"836\" height=\"144\" src=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223336\/redes-sociais-felipe-luccas7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-406374\" srcset=\"https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223336\/redes-sociais-felipe-luccas7.jpg 836w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223336\/redes-sociais-felipe-luccas7.jpg 300w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223336\/redes-sociais-felipe-luccas7.jpg 768w, https:\/\/dhg1h5j42swfq.cloudfront.net\/2019\/08\/05223336\/redes-sociais-felipe-luccas7.jpg 610w\" sizes=\"auto, (max-width: 836px) 100vw, 836px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>PROVA ANALISTA JUDICI\u00c1RIO<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 1 a 6, considere o texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o familiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>A fam\u00edlia cumpre cada vez menos a sua fun\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o de\naprendizagem e educa\u00e7\u00e3o. Ouve-se dizer hoje, repetidamente, o mesmo a respeito\ndos filhos de fam\u00edlias das camadas superiores da sociedade, \u201cnada trouxeram de\ncasa\u201d. Os professores universit\u00e1rios comprovam at\u00e9 que ponto \u00e9 escassa a\nforma\u00e7\u00e3o substancial, realmente experimentada pelos jovens, que possa ser\nconsiderada como pr\u00e9-adquirida.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Mas isso depende do fato de que a forma\u00e7\u00e3o cultural perdeu a sua\nutilidade pr\u00e1tica. Mesmo que a fam\u00edlia ainda se esfor\u00e7asse por transmiti-la, a\ntentativa estaria condenada ao fracasso porque, com a certeza dos bens\nfamiliares heredit\u00e1rios, esvaziaram-se alguns motivos de inseguran\u00e7a e\nsentimento de desprote\u00e7\u00e3o. Por parte dos filhos, a tend\u00eancia atual consiste em\nfurtarem-se a essa educa\u00e7\u00e3o, que se apresenta como uma introvers\u00e3o inoportuna,\ne em orientarem-se, de prefer\u00eancia, pelas exig\u00eancias da chamada \u201cvida real\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O momento espec\u00edfico da ren\u00fancia pessoal, que hoje mutila os indiv\u00edduos,\nimpedindo a individua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o familiar, ou n\u00e3o o \u00e9 inteiramente,\nmas a frieza, a indiferen\u00e7a tanto mais penetrante quanto mais desagregada e\nvulner\u00e1vel a fam\u00edlia se torna.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado\nde: HORKHEIMER, Max, e ADORNO, Theodor (orgs.). Temas b\u00e1sicos da Sociologia.\nS\u00e3o Paulo: Cultrix, 1973, p. 143)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>De\nacordo com o primeiro par\u00e1grafo do texto,<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\na irrelev\u00e2ncia da fam\u00edlia na forma\u00e7\u00e3o educativa de seus filhos deve-se ao papel\nassumido pelos professores universit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\na frase \u201cnada trouxeram de casa\u201d situa com precis\u00e3o a causa de a educa\u00e7\u00e3o\nfamiliar ter perdido toda a sua relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\na crescente irrelev\u00e2ncia da fam\u00edlia como institui\u00e7\u00e3o educativa transparece na\nescassa forma\u00e7\u00e3o apresentada pelos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\no cumprimento da fun\u00e7\u00e3o educativa que cabe \u00e0 fam\u00edlia compromete-se por conta de\numa forma\u00e7\u00e3o pr\u00e9-adquirida.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nas camadas superiores da sociedade t\u00eam repetido que seus filhos j\u00e1 nada podem\nlevar de casa como processo educativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro par\u00e1grafo menciona a ideia de que a fam\u00edlia\ncumpre cada vez menos a fun\u00e7\u00e3o educativa na vida dos filhos, o que se comprova\npela frase \u201cnada trouxeram de casa\u201d, feita em refer\u00eancia aos professores\nuniversit\u00e1rios, que experimentam justamente esse efeito de uma educa\u00e7\u00e3o\ndeficiente. Em outras palavras: a crescente irrelev\u00e2ncia da fam\u00edlia como\ninstitui\u00e7\u00e3o educativa transparece na escassa forma\u00e7\u00e3o apresentada pelos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos as demais: <\/p>\n\n\n\n<p>a) a fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 irrelevante na educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>b) a frase traz a consequ\u00eancia, n\u00e3o a causa. <\/p>\n\n\n\n<p>c) compromete-se por outro motivo: <em>o fato de que a forma\u00e7\u00e3o cultural perdeu a sua utilidade pr\u00e1tica<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>e) as camadas superiores da\nsociedade n\u00e3o tem repetido uma fala, como a alternativa faz crer: na verdade o\nfen\u00f4meno de decad\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o familiar \u00e9 que se repete, ocorre de maneira\nigual, nas fam\u00edlias das camadas superiores. <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>No\nsegundo par\u00e1grafo, a express\u00e3o introvers\u00e3o\ninoportuna indica<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\no ju\u00edzo que fazem os jovens de hoje de uma eventual iniciativa educacional da\nfam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\na maneira pela qual reage a sociedade quando est\u00e1 em risco a educa\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\na rea\u00e7\u00e3o dos pais quando solicitados a se encarregarem de iniciativas\neducacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\no programa que antigamente pautava a escolariza\u00e7\u00e3o dos estudantes\nuniversit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\no modo pelo qual se planeja reconstituir a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia \u00e9 ao comportamento dos filhos. <\/p>\n\n\n\n<p>Introvers\u00e3o \u00e9 a\u00e7\u00e3o ou resultado de voltar a si mesmo. O\ntexto usa o vocabul\u00e1rio \u201cinoportuno\u201d para referir-se \u00e0 atitude dos jovens, que\nrejeitam cada vez mais a \u201cintromiss\u00e3o\u201d dos pais que tentam educ\u00e1-los e tentam\npautar-se por uma suposta \u201cvida real\u201d: <\/p>\n\n\n\n<p><em>Por parte dos filhos, a tend\u00eancia atual consiste em furtarem-se a essa\neduca\u00e7\u00e3o, que se apresenta como uma introvers\u00e3o inoportuna, e em orientarem-se,\nde prefer\u00eancia, pelas exig\u00eancias da chamada \u201cvida real\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Considerando-se\no contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\na sua fun\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o (1\u00ba par\u00e1grafo) = a sua identidade funcional<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\n\u00e9 escassa a forma\u00e7\u00e3o\nsubstancial (1\u00ba par\u00e1grafo) = \u00e9\nsubstanciosa a escassez formativa<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nesvaziaram-se alguns motivos (2\u00ba par\u00e1grafo) = restringiram-se certos pretextos<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nconsiste em furtarem-se (2\u00ba par\u00e1grafo) = reside em se esquivarem<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nimpedindo a individua\u00e7\u00e3o (3\u00ba par\u00e1grafo) = expurgando o individualismo<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1ssica fun\u00e7\u00e3o de sin\u00f4nimos: <\/p>\n\n\n\n<p>a) Jesus! Identidade funcional \u00e9 sua carteira de servidor\np\u00fablico, nada a ver!<\/p>\n\n\n\n<p>b) \u201cforma\u00e7\u00e3o substancial\u201d remete \u00e0 forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica; escassez\nformativa n\u00e3o diz do que \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o, \u00e9 apenas uma nominaliza\u00e7\u00e3o sem sentido. <\/p>\n\n\n\n<p>c) \u201cesvaziar\u201d, tornar vazio, \u00e9 diferente de \u201crestringir\u201d,\nlimitar.<\/p>\n\n\n\n<p>e) \u201cindividua\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o como indiv\u00edduo;\n\u201cindividualismo\u201d \u00e9 uma convic\u00e7\u00e3o que toma como centro a pr\u00f3pria pessoa, um\nsin\u00f4nimo para ego\u00edsmo. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Est\u00e1\nplenamente clara e correta a <strong>reda\u00e7\u00e3o<\/strong> deste livre coment\u00e1rio sobre o\ntexto:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nNo caso de a educa\u00e7\u00e3o formal for insuficiente, apelem-se para as provid\u00eancias\nque cabem \u00e0 fam\u00edlia tomar.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nAos jovens de hoje reserva-se poucos cuidados no que tocam \u00e0 sua educa\u00e7\u00e3o,\nrestringindo \u00e0 bem poucas iniciativas.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nOs filhos de hoje recusam-se \u00e0 admitir que lhes cabe alguma educa\u00e7\u00e3o que\nprovisse de seus pais ou respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nA raz\u00e3o onde melhor se justifica a irrelev\u00e2ncia da presente educa\u00e7\u00e3o familiar\nestima-se que \u00e9 a frieza dos que s\u00e3o indiferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nOs indiv\u00edduos de nosso tempo, impedidos de se determinarem como tais, s\u00e3o como\nque mutilados por essa priva\u00e7\u00e3o de si mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>a) apelar \u00e9 verbo transitivo indireto, temos caso de sujeito\nindeterminado, ent\u00e3o o verbo fica no singular: apele-se<\/p>\n\n\n\n<p>b) h\u00e1 voz passiva, ent\u00e3o temos que fazer a concord\u00e2ncia com\no sujeito: cuidados s\u00e3o reservados&gt;reservam-se cuidados\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o h\u00e1 crase antes de verbo, a reda\u00e7\u00e3o seria: a partir;\nal\u00e9m disso, a forma do verbo \u201cprovir\u201d no pret\u00e9rito imperfeito do subjuntivo \u00e9:\nproviesse.<\/p>\n\n\n\n<p>d) raz\u00e3o n\u00e3o \u00e9 lugar f\u00edsico, n\u00e3o se deve usar \u201conde\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1\nocorr\u00eancia de forma verbal na voz passiva e pleno atendimento \u00e0s regras de\nconcord\u00e2ncia na frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nAs fun\u00e7\u00f5es educativas que em nossos dias deveriam assumir a fam\u00edlia do jovem\npassaram a ocupar um plano inteiramente secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nNo caso de ser assumido pelas fam\u00edlias seu papel educativo, os jovens passariam\na ser os grandes benefici\u00e1rios dessa iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nAssumir a fam\u00edlia um papel complementar no processo educacional corresponde a\numa das iniciativas de que n\u00e3o podem se esquivar.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nAinda que n\u00e3o caibam \u00e0s fam\u00edlias assumir o protagonismo do processo\neducacional, n\u00e3o h\u00e1 como se furtarem a participar desse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nImagina-se que em algum momento as fam\u00edlias venham a assumir o papel que delas\nse esperam ao longo de um processo educacional.&nbsp;\n<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Em quest\u00f5es de voz passiva, devemos procurar<\/p>\n\n\n\n<p>SER+partic\u00edpio: carros s\u00e3o alugados (voz passiva anal\u00edtica)<\/p>\n\n\n\n<p>ou<\/p>\n\n\n\n<p>VTD+SE: alugam-se carros (voz passiva sint\u00e9tica ou\npronominal \u2013 com \u201cSE\u201d pronome apassivador)<\/p>\n\n\n\n<p>a) n\u00e3o h\u00e1 voz passiva, a senten\u00e7a est\u00e1 na voz ativa<\/p>\n\n\n\n<p>b) Correta. h\u00e1 voz passiva: SER+Partic\u00edpio&gt; ser assumido\npelas fam\u00edlias; \u201cpelas fam\u00edlias\u201d \u00e9 o agente da passiva<\/p>\n\n\n\n<p>c) n\u00e3o h\u00e1 voz passiva, o \u201cse\u201d n\u00e3o \u00e9 pronome apassivador, \u00e9\nparte integrante do verbo \u201cesquivar-se\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>d) o sujeito \u00e9 oracional, o verbo, ent\u00e3o, deveria estar no\nplural: assumir o protagonismo educacional cabe \u00e0s fam\u00edlias&gt; ISTO cabe \u00e0s\nfam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>e) o papel \u00e9 esperado, ent\u00e3o a concord\u00e2ncia correta seria: o\npapel que delas se espera. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Numa\nnova reda\u00e7\u00e3o de um segmento do texto, mant\u00e9m-se a adequada correla\u00e7\u00e3o entre\ntempos e modos verbais em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nOs professores universit\u00e1rios comprovariam at\u00e9 que ponto seja escassa a\nforma\u00e7\u00e3o substancial dos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nMas isso depender\u00e1 do fato de que a forma\u00e7\u00e3o cultural perdia sua utilidade\npr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nMesmo que a fam\u00edlia venha a se esfor\u00e7ar por transmiti-la, a tentativa estar\u00e1\ncondenada ao fracasso.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nA tend\u00eancia atual consistiria em que h\u00e3o de se furtar a essa educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nO momento espec\u00edfico da ren\u00fancia pessoal, n\u00e3o sendo a proibi\u00e7\u00e3o familiar, ou\nn\u00e3o o fosse inteiramente, \u00e9 a frieza, a indiferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Como sempre, devemos tentar aplicar como modelo as\ncorrela\u00e7\u00f5es fundamentais: <\/p>\n\n\n\n<p>Se pudesse, faria<\/p>\n\n\n\n<p>Se puder, farei<\/p>\n\n\n\n<p>Caso eu possa, farei\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Os professores universit\u00e1rios comprovariam at\u00e9 que ponto\nERA escassa a forma\u00e7\u00e3o substancial dos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o sentido n\u00e3o \u00e9 hipot\u00e9tico, mas de passado cont\u00ednuo,\nusamos o pret\u00e9rito imperfeito. <\/p>\n\n\n\n<p>(B) Mas isso depender\u00e1 do fato de que a forma\u00e7\u00e3o cultural\nperde\/perdeu sua utilidade pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 uma consequ\u00eancia no futuro, o fato deve ser j\u00e1\nocorrido ou deve ser apresentado tamb\u00e9m como hip\u00f3tese futura. A correla\u00e7\u00e3o\nutilizada n\u00e3o faz sentido. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) Mesmo que a fam\u00edlia venha a se esfor\u00e7ar por\ntransmiti-la, a tentativa estar\u00e1 condenada ao fracasso.<\/p>\n\n\n\n<p>Perfeita: Caso eu possa, farei: venha, estar\u00e1&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>(D) A tend\u00eancia atual consistiria em que HOUVESSE de se\nfurtar a essa educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O verbo \u201ch\u00e3o\u201d est\u00e1 no presente, n\u00e3o faz sentido\ncorrelacion\u00e1-lo com o futuro do pret\u00e9rito aqui. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) O momento espec\u00edfico da ren\u00fancia pessoal, n\u00e3o sendo a\nproibi\u00e7\u00e3o familiar, ou n\u00e3o o fosse inteiramente, SERIA a frieza, SERIA indiferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 7 a\n12, baseie-se no texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>[Pai e filho]<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>No romance <strong>Paradiso<\/strong> o\ngrande escritor cubano Jos\u00e9 Lezama Lima diz que um ser humano s\u00f3 come\u00e7a a\nenvelhecer depois da morte do pai. Freud atribui a essa morte um dos grandes\ntraumas de um filho.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A amizade e a cumplicidade\nquase sempre prevalecem sobre as discuss\u00f5es, disc\u00f3rdias e outras asperezas de\numa rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes complicada, mas sempre profunda. \u00c0s vezes voc\u00ea lamenta n\u00e3o\nter conversado mais com o seu pai, n\u00e3o ter convivido mais tempo com ele. Mas h\u00e1\ntamb\u00e9m pais terr\u00edveis, opressores e tir\u00e2nicos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Exemplo desse caso est\u00e1 na\nliteratura, na <strong>Carta ao pai<\/strong>, de Franz Kafka. \u00c9 esse um dos exemplos\nnot\u00e1veis do pai castrador, que interfere nas rela\u00e7\u00f5es amorosas e na profiss\u00e3o\ndo filho. Um pai que n\u00e3o se conforma com um gr\u00e3o de felicidade do jovem Franz.\nA <strong>Carta<\/strong> \u00e9 o invent\u00e1rio de uma vida infernal. \u00c9 dif\u00edcil saber at\u00e9 que\nponto o pai de Kafka na <strong>Carta<\/strong> \u00e9 totalmente verdadeiro. Pode se tratar de\numa constru\u00e7\u00e3o ficcional ou um pai figurado, mais ou menos pr\u00f3ximo do\nverdadeiro. Mas isso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na\nfigura\u00e7\u00e3o desse pai. Em cada p\u00e1gina, o que prevalece \u00e9 uma altern\u00e2ncia de\nsofrimento e humilha\u00e7\u00e3o, imposta por um homem prepotente e autorit\u00e1rio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solit\u00e1rio \u00e0\nespreita. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 204-205)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Se\nbem observados na sequ\u00eancia do texto, os tr\u00eas par\u00e1grafos constituem<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\numa progress\u00e3o l\u00f3gica para a tese defendida por Freud, segundo a qual a morte\nde um pai \u00e9 um grande trauma para o filho.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\na defesa da tese geral do escritor Jos\u00e9 Lezama Lima, a partir da qual se\nconsidera a exist\u00eancia opressiva de pais tir\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\numa trajet\u00f3ria que parte da constata\u00e7\u00e3o e da afirma\u00e7\u00e3o do valor de um pai para\nculminar num caso de paternidade cruel e prepotente.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\no desenvolvimento de um racioc\u00ednio que apresenta uma tese no primeiro\npar\u00e1grafo, contradita-a no segundo e a retoma no terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\ndiferentes posi\u00e7\u00f5es que, ao enfocarem o fen\u00f4meno da paternidade, n\u00e3o\nestabelecem rela\u00e7\u00e3o entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos a estrutura do texto: <\/p>\n\n\n\n<p>A primeira afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 sobre o valor do pai, refor\u00e7ada pela\ncita\u00e7\u00e3o de Freud. O segundo par\u00e1grafo divide o tema, menciona pais \u201cbons\u201d (amigos\ne c\u00famplices) e pais ruins (tiranos, opressores). O \u00faltimo par\u00e1grafo traz exemplo\nliter\u00e1rio desse \u00faltimo tipo: tirano, cruel e prepotente. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O\nautor relativiza uma percep\u00e7\u00e3o positiva da rela\u00e7\u00e3o entre pai e filho para dar\nin\u00edcio a uma percep\u00e7\u00e3o inteiramente contr\u00e1ria com esta frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\num ser humano s\u00f3 come\u00e7a a\nenvelhecer depois da morte do pai\n(1\u00ba&nbsp; par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\n\u00c0s vezes voc\u00ea lamenta n\u00e3o ter\nconversado mais com o seu pai (2\u00ba\npar\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nA <strong>Carta<\/strong> \u00e9 o invent\u00e1rio\nde uma vida infernal (3\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nMas h\u00e1 tamb\u00e9m pais terr\u00edveis,\nopressores e tir\u00e2nicos (2\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nA amizade e a cumplicidade\nquase sempre prevalecem (2\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 direta: h\u00e1 uma contraposi\u00e7\u00e3o entre pais bons e ruins.\n<\/p>\n\n\n\n<p>A relativiza\u00e7\u00e3o, suaviza\u00e7\u00e3o, ressalva sobre o coment\u00e1rio positivo\nsobre o pai (o pai \u00e9 amigo, c\u00famplice, faz falta etc) \u00e9 introduzida pela\nconjun\u00e7\u00e3o adversativa \u201cmas\u201d, que introduz um contraponto e a parte mais forte\ndo argumento: <\/p>\n\n\n\n<p><em>A amizade e a cumplicidade\nquase sempre prevalecem sobre as discuss\u00f5es, disc\u00f3rdias e outras asperezas de\numa rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes complicada, mas sempre profunda. \u00c0s vezes voc\u00ea lamenta n\u00e3o\nter conversado mais com o seu pai, n\u00e3o ter convivido mais tempo com ele. <strong>Mas h\u00e1 tamb\u00e9m pais terr\u00edveis, opressores e tir\u00e2nicos.<\/strong><\/em><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ao\nsupor que a <strong>Carta<\/strong> seja uma constru\u00e7\u00e3o ficcional, o autor<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nnem por isso esvazia a possibilidade de que o sofrimento e a humilha\u00e7\u00e3o nela\nexpostos atinjam o leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\ndesse modo acentua o evidente exagero das p\u00e1ginas cru\u00e9is em que o filho\natormentado acusa a malignidade do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nressalva assim o fato de que o narrador forjou inteiramente seus sofrimentos\npara ganhar a ades\u00e3o emocional do leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nlembra por isso que a literatura vive de inven\u00e7\u00f5es que pouco t\u00eam a ver com\nsitua\u00e7\u00f5es que se possam comprovar na vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nmostra com isso que nessa suposta carta, provinda de um impostor liter\u00e1rio, n\u00e3o\nh\u00e1 mais que a proje\u00e7\u00e3o de um filho e de um pai hipot\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>O autor defende que, embora n\u00e3o haja certeza de que tudo\ndito sobre o pai \u00e9 verdade, isso n\u00e3o afeta a mensagem do livro. O narrador\nsofre da mesma forma e o leitor se identifica com essa dor da mesma forma, seja\nela exagerada ou n\u00e3o. Isso inclusive se confirma pela pergunta ret\u00f3rica: Mas\nisso atenua o sofrimento do narrador? (est\u00e1 impl\u00edcito que n\u00e3o atenua). <\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 dif\u00edcil saber at\u00e9 que ponto\no pai de Kafka na <strong>Carta<\/strong> \u00e9 totalmente verdadeiro. Pode se tratar de uma\nconstru\u00e7\u00e3o ficcional ou um pai figurado, mais ou menos pr\u00f3ximo do verdadeiro. <strong>Mas\nisso atenua o sofrimento do narrador? O leitor acredita na figura\u00e7\u00e3o desse pai.<\/strong>\nEm cada p\u00e1gina, o que prevalece \u00e9 uma altern\u00e2ncia de sofrimento e humilha\u00e7\u00e3o,\nimposta por um homem prepotente e autorit\u00e1rio.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(B) desse modo acentua o evidente exagero das p\u00e1ginas cru\u00e9is\nem que o filho atormentado acusa a malignidade do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o acentua o exagero, apenas diz que, ainda que se\nassuma um exagero, n\u00e3o faz diferen\u00e7a para o narrador. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) ressalva assim o fato de que o narrador forjou\ninteiramente seus sofrimentos para ganhar a ades\u00e3o emocional do leitor.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o diz que forjou nem que n\u00e3o forjou, diz apenas\nque n\u00e3o faz diferen\u00e7a. <\/p>\n\n\n\n<p>(D) lembra por isso que a literatura vive de inven\u00e7\u00f5es que\npouco t\u00eam a ver com situa\u00e7\u00f5es que se possam comprovar na vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o faz nenhum coment\u00e1rio sobre aquilo de que\nvive a literatura. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) mostra com isso que nessa suposta carta, provinda de um\nimpostor liter\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 mais que a proje\u00e7\u00e3o de um filho e de um pai\nhipot\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o disse que h\u00e1 nenhum impostor, nem garante que\no pai seja hipot\u00e9tico, nem que n\u00e3o seja; pura extrapola\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A\nfrase Pode se tratar de uma\nconstru\u00e7\u00e3o ficcional ou um pai figurado, mais ou menos pr\u00f3ximo do verdadeiro ganha nova reda\u00e7\u00e3o, na qual mant\u00e9m seu sentido\nb\u00e1sico, em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nTratando-se provavelmente de uma constru\u00e7\u00e3o de fic\u00e7\u00e3o, ou mesmo de um pai\nfigurante, pode ainda estar pr\u00f3ximo da verdade.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\n\u00c9 poss\u00edvel que se trate de uma opera\u00e7\u00e3o ficcional ou da figura\u00e7\u00e3o de um pai que\nlembre aproximadamente o pai real.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nTratando-se de uma fic\u00e7\u00e3o, pela qual se reproduz a figura do pai, pode ainda\nassim estar perto de ser convincente.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nConsiderando como constru\u00e7\u00e3o ficcional tal figura do pai, trata-se de se\naproximar um tanto da verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nPode-se considerar que tal constru\u00e7\u00e3o, sendo fict\u00edcia, venha a preservar a\nimagem verdadeira do pai assim figurado. <\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Houve apenas sutis\ntrocas com mesmo sentido. A ora\u00e7\u00e3o reduzida foi desenvolvida; \u201cpai figurado\u201d\nvirou \u201cfigura\u00e7\u00e3o de um pai\u201d, mantendo o sentido passivo e o adjetivo \u201cpr\u00f3ximo\u201d\nvirou adv\u00e9rbio \u201caproximadamente\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pode se tratar<\/strong> de uma constru\u00e7\u00e3o ficcional ou um <strong>pai figurado<\/strong>, mais ou menos pr\u00f3ximo do verdadeiro<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 poss\u00edvel que se trate<\/strong> de uma opera\u00e7\u00e3o ficcional ou\nda <strong>figura\u00e7\u00e3o de um\npai<\/strong> que lembre aproximadamente o pai real.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Est\u00e1\nplenamente adequada a <strong>pontua\u00e7\u00e3o<\/strong> da seguinte frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nO grande escritor cubano Jos\u00e9 Lezama Lima no romance <strong>Paradiso<\/strong>, tece uma\nconsidera\u00e7\u00e3o, a respeito da morte do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nFreud ao tratar da morte do pai, considera-a um dos grandes traumas, que podem\nacometer a um filho.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nEmbora haja asperezas, na rela\u00e7\u00e3o de um pai e um filho, h\u00e1 tamb\u00e9m, por outro\nlado muita amizade e cumplicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nAo escrever a <strong>Carta ao pai<\/strong> em que faz uma esp\u00e9cie de invent\u00e1rio\ninfernal, Kafka n\u00e3o deixa de mostrar-se alternadamente, sofrido e humilhado.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nAinda que afastada da figura do pai real, sua constru\u00e7\u00e3o ficcional, promovida\npor Kafka, expressa em alto grau o sofrimento de um filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos as devidas corre\u00e7\u00f5es: <\/p>\n\n\n\n<p>(A) O grande escritor cubano Jos\u00e9 Lezama Lima, no romance\nParadiso, tece uma considera\u00e7\u00e3o a respeito da morte do pai.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode separar o sujeito do verbo com v\u00edrgula nem o\nnome de seu complemento\/adjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Freud, ao tratar da morte do pai, considera-a um dos\ngrandes traumas que podem acometer a um filho.<\/p>\n\n\n\n<p>A ora\u00e7\u00e3o \u201cao tratar da morte do pai\u201d \u00e9 adverbial temporal reduzida\nde infinitivo (=quando trata) e deve ser separada por v\u00edrgula; al\u00e9m disso, o\nsentido restritivo da ora\u00e7\u00e3o adjetiva impede o uso da v\u00edrgula. <\/p>\n\n\n\n<p>(C) Embora haja asperezas, na rela\u00e7\u00e3o de um pai e um filho,\nh\u00e1 tamb\u00e9m, por outro lado, muita amizade e cumplicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O adjunto adverbial deslocado \u201cpor outro lado\u201d deve ser\nisolado por v\u00edrgulas. <\/p>\n\n\n\n<p>(D) Ao escrever a Carta ao pai em que faz uma esp\u00e9cie de\ninvent\u00e1rio infernal, Kafka n\u00e3o deixa de mostrar-se alternadamente, sofrido e\nhumilhado.<\/p>\n\n\n\n<p>O adv\u00e9rbio \u201calternadamente\u201d poderia vir entre v\u00edrgulas ou\nsem v\u00edrgula alguma; com uma v\u00edrgula apenas, a separa\u00e7\u00e3o indevida entre o verbo \u201cmostrar-se\u201d\ne seu predicativo. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) Ainda que afastada da figura do pai real, sua constru\u00e7\u00e3o\nficcional, promovida por Kafka, expressa em alto grau o sofrimento de um filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Perfeita a pontua\u00e7\u00e3o, a ora\u00e7\u00e3o adverbial concessiva est\u00e1\nantecipada e devidamente marcada por v\u00edrgula. A segunda e a terceira v\u00edrgulas\nisolam uma ora\u00e7\u00e3o intercalada. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>\u00c9\nplenamente adequado o emprego de pronomes e do sinal indicativo de crase em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nDiante da morte do pai, o filho n\u00e3o apenas lhe lamenta como se v\u00ea submetido \u00e0\nculpas inconsol\u00e1veis e a profundos remorsos.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nKafka escreveu uma <strong>Carta ao pai<\/strong>, carregando-lhe de sentimentos duros,\nque o leitor \u00e0 muito custo acompanhar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nNingu\u00e9m se sentir\u00e1 alheio \u00e0s prova\u00e7\u00f5es que Kafka nos conta em sua carta, a\nprop\u00f3sito das dores que o pai lhe infligiu.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\nAs emo\u00e7\u00f5es que provoca no leitor \u00e0 leitura da carta de Kafka ao pai devem-se ao\npoder da fic\u00e7\u00e3o que lhe captura.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\nAs palavras da <strong>Carta<\/strong> conduzem o leitor, passo \u00e0 passo, pelas dores e\nhumilha\u00e7\u00f5es que o pai de Kafka fez-lhe passar.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o perfeita est\u00e1 em: <\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m se sentir\u00e1 alheio \u00e0s prova\u00e7\u00f5es que Kafka nos conta\nem sua carta, a prop\u00f3sito das dores que o pai lhe infligiu.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 crase pela fus\u00e3o de \u201calheio A+As provoca\u00e7\u00f5es\u201d e o \u201clhe\u201d\nfoi utilizado para substituir \u201cnele\u201d: infligiu nele. <\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o problema das demais: <\/p>\n\n\n\n<p>(A) Diante da morte do pai, o filho n\u00e3o apenas A lamenta\ncomo se v\u00ea submetido A culpas inconsol\u00e1veis e a profundos remorsos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se usa \u201clhe\u201d para substituir objeto direto, nem h\u00e1 crase\nse n\u00e3o houver artigo, nesse caso, no plural. <\/p>\n\n\n\n<p>(B) Kafka escreveu uma Carta ao pai, carregando-A de\nsentimentos duros, que o leitor A muito custo acompanhar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 crase antes de palavra masculina (custo).<\/p>\n\n\n\n<p>(D) As emo\u00e7\u00f5es que provoca no leitor a leitura da carta de\nKafka ao pai devem-se ao poder da fic\u00e7\u00e3o que o captura.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura da carta provoca emo\u00e7\u00f5es, o \u201cA\u201d \u00e9 apenas artigo. <\/p>\n\n\n\n<p>(E) As palavras da Carta conduzem o leitor, passo a passo,\npelas dores e humilha\u00e7\u00f5es que o pai de Kafka o fez passar. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 crase entre palavras repetidas em uma locu\u00e7\u00e3o. Novamente,\naqui n\u00e3o podemos usar o LHE, uma vez que n\u00e3o estamos substituindo um complemento\npreposicionado. Usa-se O, em pr\u00f3clise, pela atra\u00e7\u00e3o do pronome relativo \u201cque\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 13 a\n16, baseie-se no texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>[Valores da\npropaganda]<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na sociedade moderna, a mesma\nvoz que prega sobre as coisas superiores da vida, tais como a arte, a amizade\nou a religi\u00e3o, exorta o ouvinte a escolher uma determinada marca de sab\u00e3o. Os\npanfletos sobre como melhorar a linguagem, como compreender a m\u00fasica, como\najudar-se etc. s\u00e3o escritos no mesmo estilo de propaganda que exalta as\nvantagens de um laxativo. Na verdade, um redator h\u00e1bil pode ter escrito\nqualquer um deles.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na altamente desenvolvida\ndivis\u00e3o de trabalho, a express\u00e3o tornou-se um instrumento utilizado pelos t\u00e9cnicos\na servi\u00e7o do mercado. Um romance \u00e9 escrito tendo-se em mente as suas\npossibilidades de filmagem, uma sinfonia ou poema s\u00e3o compostos com um olho no\nseu valor de propaganda. Outrora pensava-se que cada express\u00e3o, palavra, grito\nou gesto tivesse um significado intr\u00ednseco; hoje \u00e9 apenas um incidente em busca\nde visibilidade.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: HORKHEIMER, Max. Eclipse da raz\u00e3o. Trad.\nSebasti\u00e3o Uchoa Leite. Rio de Janeiro: Editorial Labor do Brasil, 1976, p. 112)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>No\nprimeiro par\u00e1grafo do texto, o autor<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nvaloriza a arte dos grandes redatores, a partir da qual se torna poss\u00edvel\ndistinguir um texto comercial de um texto convincente.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nacusa a discrimina\u00e7\u00e3o que atinge os publicit\u00e1rios, em vez de criticar mais\nduramente os maus profissionais de outras \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nafirma que aqueles que dominam a linguagem da propaganda comercial est\u00e3o aptos\na propagar mat\u00e9rias de maior relev\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\ndefende a ideia de que marcas de sab\u00e3o ou laxativos n\u00e3o podem vender t\u00e3o bem\nquanto produtos sobre os quais pesa menos preconceito.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\natesta que os panfletos redigidos com maior arte s\u00e3o aqueles cujos autores\ntamb\u00e9m dominam a linguagem das artes ou da religi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o direta e literal, j\u00e1 com o par\u00e1grafo da resposta\nindicado pela banca. <\/p>\n\n\n\n<p>Do primeiro par\u00e1grafo, extra\u00edmos que um bom redator pode\nfazer propaganda de produtos cotidianos, como sab\u00e3o ou laxativo, ou at\u00e9 mesmo das\ngrandes quest\u00f5es da vida com a mesma habilidade, pois a linguagem, agora, \u00e9 basicamente\na mesma: <\/p>\n\n\n\n<p><em>Na sociedade moderna, <strong>a mesma voz que prega sobre as\ncoisas superiores da vida<\/strong>, tais como a arte, a amizade ou a religi\u00e3o,\nexorta o ouvinte a escolher uma determinada marca de sab\u00e3o. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Na verdade, <strong>um redator\nh\u00e1bil pode ter escrito qualquer um deles.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Na\nfrase Na altamente desenvolvida\ndivis\u00e3o de trabalho, a express\u00e3o tornou-se um instrumento utilizado pelos\nt\u00e9cnicos a servi\u00e7o do mercado (2\u00ba\npar\u00e1grafo), o segmento sublinhado pode ser substitu\u00eddo, sem preju\u00edzo para o\nsentido b\u00e1sico do contexto, por:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\numa ferramenta do uso de especialistas em opera\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\num utens\u00edlio desenvolvido por trabalhadores servis do sistema de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\num atributo pr\u00f3prio de quem gerencia as opera\u00e7\u00f5es do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\numa opera\u00e7\u00e3o que beneficia os especialistas empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\num fator decisivo para que os acionistas de uma empresa fa\u00e7am-na lucrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Instrumento e ferramenta s\u00e3o sin\u00f4nimos; t\u00e9cnicos s\u00e3o pessoas\nque trazem algum conhecimento especializado, ent\u00e3o podem ser chamados de\nespecialistas em algo t\u00e9cnico; mercado \u00e9 o ambiente em que ocorrem as\ntransa\u00e7\u00f5es comerciais; portanto, a sinon\u00edmia est\u00e1 em: <\/p>\n\n\n\n<p>uma\nferramenta do uso de especialistas em opera\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>No\ncontexto, relacionam-se numa <strong>oposi\u00e7\u00e3o de sentido<\/strong> os segmentos:<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\nexorta o ouvinte \/ exalta as\nvantagens (1\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\nas coisas superiores da vida \/\ncomo melhorar a linguagem (1\u00ba\npar\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nUm romance \u00e9 escrito \/ uma\nsinfonia ou poema s\u00e3o compostos (2\u00ba\npar\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\ninstrumento utilizado pelos\nt\u00e9cnicos \/ valor de propaganda (2\u00ba\npar\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\num significado intr\u00ednseco \/ um\nincidente em busca de visibilidade (2\u00ba\npar\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cintr\u00ednseco\u201d \u00e9 algo interno, inerente, profundo, n\u00e3o\nsuperficial; a visibilidade d\u00e1 ideia de algo artificial, feito para aparecer, focado\nno que \u00e9 externo, raso, superficial. Ent\u00e3o, temos a\u00ed clara oposi\u00e7\u00e3o de\nsentidos. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 qualquer rela\u00e7\u00e3o de oposi\u00e7\u00e3o entre os demais pares. Gabarito\nletra E.<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ ANALISTA \/ 2019) <\/strong><\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>No\ncentro da argumenta\u00e7\u00e3o desenvolvida no texto, est\u00e1 suposto que<\/p>\n\n\n\n<p>(A)\n\u00e9 o aprendizado de t\u00e9cnicas de propaganda que melhor serve \u00e0 compreens\u00e3o das\nartes.<\/p>\n\n\n\n<p>(B)\npara a linguagem da propaganda \u00e9 indiferente o produto que se disponha a\nvender.<\/p>\n\n\n\n<p>(C)\nna venda de um produto de excel\u00eancia a propaganda torna-se dispens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>(D)\na eventual inefic\u00e1cia de um produto \u00e9 compensada pela efic\u00e1cia da propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p>(E)\no trabalho dos publicit\u00e1rios modernos deve tudo ao que as grandes artes lhe\nlegaram.<\/p>\n\n\n\n<p>Coment\u00e1rios: <\/p>\n\n\n\n<p>Se uma mesma pessoa pode fazer, com igual habilidade,\npropaganda de algo profundo ou de algo superficial, de um laxante ou de autoajuda,\nisso significa que o produto \u00e9 indiferente para a linguagem do publicit\u00e1rio. A\nlinguagem \u00e9 a mesma: para a linguagem da propaganda \u00e9 indiferente o produto que\nse disponha a vender. Veja novamente: <\/p>\n\n\n\n<p><em>Na sociedade moderna, a mesma\nvoz que prega sobre as coisas superiores da vida, tais como a arte, a amizade\nou a religi\u00e3o, exorta o ouvinte a escolher uma determinada marca de sab\u00e3o. <strong>Os panfletos sobre como melhorar a linguagem, como\ncompreender a m\u00fasica, como ajudar-se etc. s\u00e3o escritos no mesmo estilo de\npropaganda que exalta as vantagens de um laxativo. Na verdade, um redator h\u00e1bil\npode ter escrito qualquer um deles.<\/strong><\/em><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em><span style=\"text-decoration: underline\">Prova Oficial de Justi\u00e7a<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>  <\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 1 a 6, considere o texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O motorista do 8-100<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fui convidado por um colega da reda\u00e7\u00e3o de jornal, outro dia, a ver um belo espet\u00e1culo. Que eu estivesse pela manh\u00e3 bem cedo junto ao \u00faltimo edif\u00edcio da Avenida Rio Branco para assistir \u00e0 coleta de lixo. Fui. Vi chegar o caminh\u00e3o 8-100 da Limpeza Urbana e saltarem os ajudantes que se puseram a carregar e despejar as latas de lixo. Enquanto isso, que fazia o motorista? O mesmo de toda manh\u00e3. Pegava um espanador e um peda\u00e7o de flanela, e fazia o seu carro ficar rebrilhando de beleza.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 costume dizer que a esperan\u00e7a \u00e9 a \u00faltima que morre. Nisso est\u00e1 uma das crueldades da vida: a esperan\u00e7a vive \u00e0 custa de mutila\u00e7\u00f5es. Vai minguando e secando devagar, se despedindo dos peda\u00e7os de si mesma, se apequenando e empobrecendo, e no fim \u00e9 t\u00e3o mesquinha e despojada que se reduz ao mais elementar instinto de sobreviv\u00eancia e ao conformismo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Esse motorista, que limpa seu caminh\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um conformado, \u00e9 o her\u00f3i silencioso que lan\u00e7a um protesto superior. A vida o obriga a catar lixo e imund\u00edcie; ele aceita a sua miss\u00e3o, mas a supera com esse protesto de beleza e dignidade. Muitos recebem com a m\u00e3o suja os bens mais excitantes e tentadores da vida; e as flores que v\u00e3o colhendo no jardim de uma exist\u00eancia f\u00e1cil logo t\u00eam, presa em seus dedos frios, uma corrup\u00e7\u00e3o que as desmerece e avilta. O motorista do caminh\u00e3o 8-100 parece dizer aos homens da cidade: \u201cO lixo \u00e9 vosso: meus s\u00e3o estes metais que brilham, meus s\u00e3o estes vidros que esplendem, minha \u00e9 esta consci\u00eancia limpa\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: BRAGA, Rubem. O homem rouco. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963, p. 145-146)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas par\u00e1grafos em que se estrutura o texto podem ser identificados, nesta ordem, pelos seguintes procedimentos:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) descri\u00e7\u00e3o de um incidente; reflex\u00e3o sobre esse incidente particular; conclus\u00e3o gen\u00e9rica, de sentido moral.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) narra\u00e7\u00e3o de uma visita; reconhecimento do car\u00e1ter prosaico de uma cena; divaga\u00e7\u00e3o sobre o valor social do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) introdu\u00e7\u00e3o a uma an\u00e1lise pol\u00edtica; exemplifica\u00e7\u00e3o de um sentimento edificante; reconhecimento moral do bom conformismo.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) reconhecimento de uma cena ins\u00f3lita; reflex\u00e3o sobre a pauperiza\u00e7\u00e3o de um sentimento; valoriza\u00e7\u00e3o conclusiva da cena inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) testemunho de uma a\u00e7\u00e3o extravagante; cogita\u00e7\u00e3o sobre o sentido dessa a\u00e7\u00e3o; enaltecimento da humildade de um simples trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o \u00e9 bastante dif\u00edcil. Na verdade, \u00e9 lendo as op\u00e7\u00f5es que voc\u00ea consegue perceber melhor a estrutura\u00e7\u00e3o do texto e perceber a resposta correta. E a\u00ed voc\u00ea j\u00e1 elimina todas as outras ao perceber como a pr\u00f3pria banca explica seu pr\u00f3prio texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, temos uma cena ins\u00f3lita (n\u00e3o costumeira \u2014 o motorista que encera o caminh\u00e3o de lixo); depois, temos a reflex\u00e3o sobre a decad\u00eancia da esperan\u00e7a (pauperiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de ficar cada vez mais pobre\u2014 o sentimento pauperizado \u00e9 a esperan\u00e7a, que vai definhando, minguando); por fim, o autor volta \u00e0 cena inicial para trazer uma reflex\u00e3o final sobre o contraste (lixo \u2013 limpeza) que a cena inicial sugere. Ent\u00e3o, conclui seu texto com a ideia de que muita gente vive em meio \u00e0 imund\u00edcie mas resiste a ela, ao passo que muita gente torna feio o que \u00e9 belo em seu ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras da banca:<\/p>\n\n\n\n<p><em>reconhecimento de uma cena ins\u00f3lita; reflex\u00e3o sobre a pauperiza\u00e7\u00e3o de um sentimento; valoriza\u00e7\u00e3o conclusiva da cena inicial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos o problema das demais:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) descri\u00e7\u00e3o de um incidente; reflex\u00e3o sobre esse incidente particular; conclus\u00e3o gen\u00e9rica, de sentido moral.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 gen\u00e9rica, \u00e9 espec\u00edfica e totalmente contextualizada \u00e0 particularidade da cena.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) narra\u00e7\u00e3o de uma visita; reconhecimento do car\u00e1ter prosaico de uma cena; divaga\u00e7\u00e3o sobre o valor social do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 descri\u00e7\u00e3o de visita alguma.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) introdu\u00e7\u00e3o a uma an\u00e1lise pol\u00edtica; exemplifica\u00e7\u00e3o de um sentimento edificante; reconhecimento moral do bom conformismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise inicial n\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica, n\u00e3o h\u00e1 valora\u00e7\u00e3o moral da cena a princ\u00edpio; depois \u00e9 que h\u00e1 um desenvolvimento de reflex\u00e3o a partir dela.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) testemunho de uma a\u00e7\u00e3o extravagante; cogita\u00e7\u00e3o sobre o sentido dessa a\u00e7\u00e3o; enaltecimento da humildade de um simples trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada de extravagante na a\u00e7\u00e3o do motorista; pelo contr\u00e1rio, a a\u00e7\u00e3o dele diz muito sobre seu car\u00e1ter e sobre sua vis\u00e3o de mundo, vis\u00e3o esta que o autor toma como uma moral admir\u00e1vel e digna de uma reflex\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 cogita\u00e7\u00e3o, especula\u00e7\u00e3o sobre o sentido da a\u00e7\u00e3o do motorista, o sentido est\u00e1 claro para o autor, que explica ao leitor o que pode ser extra\u00eddo dela.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ao se deter no tema da esperan\u00e7a, no 2\u00ba par\u00e1grafo do texto, o autor mostra-se convencido de que esse sentimento<\/p>\n\n\n\n<p>(A) comprova, em cada uma de nossas experi\u00eancias, o sentido e o valor que lhe reconhece o referido dito popular.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) traz consigo a crueldade singular de se tornar mais ativo em n\u00f3s na exata propor\u00e7\u00e3o em que vai nos iludindo.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) degrada-se num longo e cont\u00ednuo processo, ao fim do qual seu reducionismo s\u00f3 deixa lugar para o conformismo.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) alimenta-se do conformismo que h\u00e1 em n\u00f3s para se instalar desde cedo como uma esp\u00e9cie de precavida sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) deteriora-se a cada vez que o imaginamos mais consistente, raz\u00e3o pela qual nos vamos iludindo de modo progressivo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o autor, a esperan\u00e7a ser a \u00faltima a morrer \u00e9, antes de algo belo, algo cruel, pois ela n\u00e3o morre de uma vez, mas adoece e apodrece lentamente, ficando pobre e mesquinha. Veja no texto:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u00c9 costume dizer que a esperan\u00e7a \u00e9 a \u00faltima que morre. Nisso est\u00e1 uma das crueldades da vida: a esperan\u00e7a vive \u00e0 custa de mutila\u00e7\u00f5es. Vai minguando e secando devagar, se despedindo dos peda\u00e7os de si mesma, se apequenando e empobrecendo, e no fim \u00e9 t\u00e3o mesquinha e despojada que se reduz ao mais elementar instinto de sobreviv\u00eancia e ao conformismo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na par\u00e1frase da banca, essas ideias est\u00e3o expressas em: a esperan\u00e7a degrada-se num longo e cont\u00ednuo processo, ao fim do qual seu reducionismo s\u00f3 deixa lugar para o conformismo.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Vejamos o problema das demais<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) comprova, em cada uma de nossas experi\u00eancias, o sentido e o valor que lhe reconhece o referido dito popular.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o comprova o dito popular, mas sim o refuta, o contradiz. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>(B) traz consigo a crueldade singular de se tornar mais ativo em n\u00f3s na exata propor\u00e7\u00e3o em que vai nos iludindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o se torna mais ativo, mas sim mais passivo, mesquinho, fraco, doente.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) alimenta-se do conformismo que h\u00e1 em n\u00f3s para se instalar desde cedo como uma esp\u00e9cie de precavida sabedoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o h\u00e1 sabedoria alguma; segundo o autor, h\u00e1 um conformismo cruel, uma ilus\u00e3o que causa dor e enfraquecimento cont\u00ednuo.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) deteriora-se a cada vez que o imaginamos mais consistente, raz\u00e3o pela qual nos vamos iludindo de modo progressivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta alternativa est\u00e1 muito pr\u00f3xima de estar certa, mas h\u00e1 uma sutileza: n\u00e3o deteriora a cada vez que imaginamos a esperan\u00e7a consistente; ela deteriora-se continuamente e vamos imaginando a esperan\u00e7a cada vez menos consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Explora-se no texto o emprego de express\u00f5es que constituem uma&nbsp;<strong><em>oposi\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong>&nbsp;de sentido, tal como se observa na rela\u00e7\u00e3o entre<\/p>\n\n\n\n<p>(A) um espanador e um peda\u00e7o de flanela \/ ficar rebrilhando de beleza (1\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(B) vive \u00e0 custa de mutila\u00e7\u00f5es \/ se apequenando e empobrecendo (2\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(C) her\u00f3i silencioso \/ lan\u00e7a um protesto superior (3\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(D) recebem com a m\u00e3o suja \/ uma corrup\u00e7\u00e3o que as desmerece (3\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(E) A vida o obriga a catar lixo e imund\u00edcie \/ protesto de beleza e dignidade (3\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito cuidado,&nbsp;<em><strong>a oposi\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre contextual<\/strong><\/em>. N\u00e3o adianta olhar as palavras de maneira isolada.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto, h\u00e1 um contraste entre a feiura do lixo e a beleza do carro lustrado, entre limpeza e sujeira, vergonha e orgulho. Ent\u00e3o, temos oposi\u00e7\u00e3o entre as duas passagens:<\/p>\n\n\n\n<p>A vida o obriga a catar lixo e imund\u00edcie \/ protesto de beleza e dignidade<em>&nbsp;(3\u00ba par\u00e1grafo).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Nas demais alternativas, n\u00e3o h\u00e1 essa clara contraposi\u00e7\u00e3o de ideias.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Que eu estivesse pela manh\u00e3 bem cedo (1\u00ba par\u00e1grafo) = Talvez eu fosse ainda cedinho.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) vive \u00e0 custa de mutila\u00e7\u00f5es (2\u00ba par\u00e1grafo) = destro\u00e7a-se para poder subsistir.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) t\u00e3o mesquinha e despojada (2\u00ba par\u00e1grafo) = algo simpl\u00f3ria e despreparada.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) protesto de beleza e dignidade (3\u00ba par\u00e1grafo) = recusa dos excessos da beleza digna.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) os bens mais excitantes e tentadores (3\u00ba par\u00e1grafo) = as posses luxuosas e pecaminosas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) Incorreto; \u201cir\u201d \u00e9 diferente de \u201cestar\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>b) Correto. A mutila\u00e7\u00e3o, a fragmenta\u00e7\u00e3o em peda\u00e7os, em destro\u00e7os \u00e9 como a esperan\u00e7a sobrevive.<\/p>\n\n\n\n<p>c) Incorreto; despojado \u00e9 aquilo que foi privado de suas posses, n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de despreparado.<\/p>\n\n\n\n<p>d) Incorreto. Protesto \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o contra alguma coisa; no caso, o protesto \u00e9 contra a sujeira e a favor da beleza e da dignidade. N\u00e3o h\u00e1 recusa da beleza, portanto.<\/p>\n\n\n\n<p>e) Incorreto. Luxo e excita\u00e7\u00e3o s\u00e3o no\u00e7\u00f5es bem diferentes; al\u00e9m disso, nem tudo que \u00e9 tentador \u00e9 pecaminoso. O pecado \u00e9 um momento j\u00e1 posterior \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi resistida, por assim dizer.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 clara e correta a reda\u00e7\u00e3o desta observa\u00e7\u00e3o apoiada no texto:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) O motorista referido no texto constitui, aos olhos do autor, o exemplo de uma dignidade que n\u00e3o cede \u00e0s mais duras circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) O autor foca-se no lugar-comum de um prov\u00e9rbio ao qual se deseja dar uma nova vers\u00e3o menos otimista do que a habitual.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) Quanto mais nos promete a esperan\u00e7a, em seu processo degradativo, \u00e0 medida em que nos tornamos presas f\u00e1ceis de sua sujei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) O conformismo, em cujo pendor a gente acaba se postando, pode ser o derradeiro degrau aonde se aloja a esperan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) Tanto mais limpas s\u00e3o as d\u00e1divas na propor\u00e7\u00e3o mesma em que as recebamos com a condecend\u00eancia de toda a nossa dignidade. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A letra A est\u00e1 correta. A crase se justifica pela fus\u00e3o de ceder A + AS duras circunst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>b) Incorreto. Aqui, o problema principal \u00e9 a falta de clareza. A nova vers\u00e3o n\u00e3o \u00e9 dada ao prov\u00e9rbio, mas sim a uma vis\u00e3o otimista da esperan\u00e7a, \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do prov\u00e9rbio. Al\u00e9m disso, o autor \u201cfoca\u201d, n\u00e3o h\u00e1 motivo para o pronome. Tamb\u00e9m \u00e9 inadequado esse \u201cse deseja dar\u201d, o autor \u00e9 que deseja dar, ele \u00e9 o sujeito, n\u00e3o cabe esse pronome tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>c) Incorreto. O voc\u00e1bulo \u201cdegradativo\u201d n\u00e3o existe oficialmente em l\u00edngua portuguesa; a palavra seria \u201cdegradante\u201d. Al\u00e9m disso, n\u00e3o existe a express\u00e3o \u201c\u00e0 medida em que\u201d; temos \u201cna medida em que\u201d, indicativa de causa, e \u201c\u00e0 medida que\u201d, com sentido de propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>d) Incorreto. Aonde s\u00f3 deve ser usado se houver algum verbo que pe\u00e7a a preposi\u00e7\u00e3o \u201ca\u201d; aqui o verbo \u00e9 \u201calojar\u201d, que pede preposi\u00e7\u00e3o \u201cem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>e) Incorreto. Al\u00e9m da reda\u00e7\u00e3o confusa, h\u00e1 erro crasso de ortografia. A palavra \u00e9 \u201ccondescend\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ocorr\u00eancia de verbo na voz passiva e pleno atendimento \u00e0s normas de concord\u00e2ncia verbal na frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Uma vez tendo aceitado o convite do colega de reda\u00e7\u00e3o, eis que logo se impuseram aos olhos admirados do autor a for\u00e7a de uma cena singular.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) N\u00e3o competem aos homens pregarem conformismo quando tem diante de si um exemplo como o do motorista do caminh\u00e3o de lixo.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) Tira muito proveito o autor do texto dos paralelismos que lhe ocorrem fazer entre a sujeira de um of\u00edcio e a dignidade de uma atitude.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) Repetem-se prov\u00e9rbios cuja sabedoria, no entanto, n\u00e3o se comprova no decurso das nossas mais duras experi\u00eancias, ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) Nos que nascem em ber\u00e7o de ouro quase raramente se notam, nas prova\u00e7\u00f5es da vida, a fortaleza moral que pode estar nos mais carentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o correta est\u00e1 em:<\/p>\n\n\n\n<p>Repetem-se prov\u00e9rbios cuja sabedoria, no entanto, n\u00e3o se comprova no decurso das nossas mais duras experi\u00eancias, ao longo da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os prov\u00e9rbios s\u00e3o repetidos; a sabedoria n\u00e3o se comprova.<\/p>\n\n\n\n<p>Fa\u00e7amos as devidas corre\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Uma vez tendo aceitado o convite do colega de reda\u00e7\u00e3o, eis que logo SE IMP\u00d4S aos olhos admirados do autor A FOR\u00c7A de uma cena singular.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O sujeito \u00e9 singular<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) N\u00e3o COMPETE aos homens pregarem conformismo quando tem diante de si um exemplo como o do motorista do caminh\u00e3o de lixo.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>sujeito \u00e9 oracional<\/em>, ent\u00e3o o verbo \u201ccompetir\u201d fica no&nbsp;<em>singular<\/em>: ISTO n\u00e3o compete aos homens\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>(C) Tira muito proveito o autor do texto dos paralelismos que lhe OCORRE fazer entre a sujeira de um of\u00edcio e a dignidade de uma atitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer paralelismos ocorre ao autor \u2013&gt; lhe ocorre<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;(E) Nos que nascem em ber\u00e7o de ouro quase raramente SE NOTA, nas prova\u00e7\u00f5es da vida, a fortaleza moral que pode estar nos mais carentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A fortaleza quase n\u00e3o \u00e9 notada\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A era das compras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>A economia capitalista moderna deve aumentar a produ\u00e7\u00e3o constantemente, se quiser sobreviver, como um tubar\u00e3o que deve nadar para n\u00e3o morrer por asfixia. Mas a maioria das pessoas, ao longo da hist\u00f3ria, viveu em condi\u00e7\u00f5es de escassez. A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem. A \u00e9tica austera dos puritanos e a dos espartanos s\u00e3o apenas dois exemplos famosos. Uma pessoa boa evitava luxos e nunca desperdi\u00e7ava comida. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar suas riquezas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O consumismo v\u00ea o consumo de cada vez mais produtos e servi\u00e7os como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e at\u00e9 a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado. A frugalidade \u00e9 uma doen\u00e7a a ser curada. N\u00e3o \u00e9 preciso olhar muito longe para ver a \u00e9tica do consumo em a\u00e7\u00e3o \u2013 basta ler a parte de tr\u00e1s de uma caixa de cereal: \u201cPara uma refei\u00e7\u00e3o saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saud\u00e1vel. Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do \u201cquero mais!\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Durante a maior parte da hist\u00f3ria, as pessoas teriam sido repelidas, e n\u00e3o atra\u00eddas, por esse texto. Elas o teriam considerado ego\u00edsta, indecente e moralmente corrupto. O consumismo trabalhou duro, com a ajuda da psicologia e da vontade popular, para convencer as pessoas de que a indulg\u00eancia com os excessos \u00e9 algo bom, ao passo que a frugalidade significa auto-opress\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. Sapiens \u2013 uma breve hist\u00f3ria da humanidade. 38. ed. Porto Alegre: L&amp;PM, 2018, p. 357-358)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Analisa-se nesse texto, basicamente, a diverg\u00eancia que se estabelece quanto<\/p>\n\n\n\n<p>(A) ao papel econ\u00f4mico que desde sempre o consumismo desenfreado teria assumido como fator de acelera\u00e7\u00e3o do progresso social.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) aos valores constitu\u00eddos numa sociedade atenta \u00e0s demandas essenciais e aos daquela regida pela valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) \u00e0s rea\u00e7\u00f5es daqueles que, diante das pr\u00e1ticas consumistas, ou louvam a moralidade dos mais pobres ou incriminam a dos mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u00e0s pr\u00e1ticas consumistas que, em nossos dias, v\u00eam provocando, por um lado, melhor distribui\u00e7\u00e3o de renda e, por outro, enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) \u00e0 fun\u00e7\u00e3o dos economistas, que deveriam, segundo uns, criar um modelo austero e, segundo outros, administrar as condi\u00e7\u00f5es de escassez.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A dicotomia b\u00e1sica do texto \u00e9:&nbsp;<em><strong>viver com o essencial x viver para o consumo<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Veja no texto:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Uma pessoa boa evitava luxos e nunca desperdi\u00e7ava comida. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar suas riquezas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>O consumismo v\u00ea o consumo de cada vez mais produtos e servi\u00e7os como algo positivo. Encoraja as pessoas a cuidarem de si mesmas, a se mimarem e at\u00e9 a se matarem pouco a pouco por meio do consumo exagerado.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Essa ideia \u00e9 recuperada em<\/strong><\/em>:&nbsp;<em>aos valores constitu\u00eddos numa sociedade atenta \u00e0s demandas essenciais e aos daquela regida pela valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo consumo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Vejamos as demais:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) ao papel econ\u00f4mico que desde sempre o consumismo desenfreado teria assumido como fator de acelera\u00e7\u00e3o do progresso social.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. O consumismo n\u00e3o ocorre desde sempre, \u00e9 visto no texto como algo mais recente.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) \u00e0s rea\u00e7\u00f5es daqueles que, diante das pr\u00e1ticas consumistas, ou louvam a moralidade dos mais pobres ou incriminam a dos mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m falou de moralidade dos pobres ou dos ricos, extrapola\u00e7\u00e3o pura.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u00e0s pr\u00e1ticas consumistas que, em nossos dias, v\u00eam provocando, por um lado, melhor distribui\u00e7\u00e3o de renda e, por outro, enriquecimento il\u00edcito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m falou de distribui\u00e7\u00e3o de renda e enriquecimento il\u00edcito tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) \u00e0 fun\u00e7\u00e3o dos economistas, que deveriam, segundo uns, criar um modelo austero e, segundo outros, administrar as condi\u00e7\u00f5es de escassez.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nenhuma refer\u00eancia no texto a fun\u00e7\u00f5es de economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ocorrem numa mesma linha de argumenta\u00e7\u00e3o, para caracterizar uma mesma posi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, os seguintes segmentos:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) economia capitalista moderna deve aumentar a produ\u00e7\u00e3o \/ condi\u00e7\u00f5es de escassez (1\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(B) \u00e9tica austera dos puritanos \/ renunciar publicamente a tais valores (1\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(C) A fragilidade era, portanto, sua palavra de ordem (1\u00ba par\u00e1grafo) \/ \u00e9tica do consumo em a\u00e7\u00e3o (2\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(D) A frugalidade \u00e9 uma doen\u00e7a a ser curada \/ a parte de tr\u00e1s de uma caixa de cereal (2\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p>(E) a indulg\u00eancia com os excessos \u00e9 algo bom \/ as pessoas teriam sido repelidas, e n\u00e3o atra\u00eddas, por esse texto (3\u00ba par\u00e1grafo).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o dif\u00edcil, mas direta. A embalagem do cereal \u00e9 o exemplo dado para o consumismo em a\u00e7\u00e3o: a frugalidade \u00e9 o consumo apenas do necess\u00e1rio, \u00e9 o comedimento, que \u00e9 tratado como se fosse uma doen\u00e7a pela propaganda:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A frugalidade \u00e9 uma doen\u00e7a a ser curada. N\u00e3o \u00e9 preciso olhar muito longe para ver a \u00e9tica do consumo em a\u00e7\u00e3o \u2013 basta ler a parte de tr\u00e1s de uma caixa de cereal: \u201cPara uma refei\u00e7\u00e3o saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saud\u00e1vel.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do \u201cquero mais!\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Consumir o cereal \u00e9 ser saud\u00e1vel, ent\u00e3o n\u00e3o consumir \u00e9 n\u00e3o querer ser saud\u00e1vel. O cereal deixa gosto de \u201cquero mais\u201d, que \u00e9 a ess\u00eancia simb\u00f3lica do consumismo.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>Ent\u00e3o, essas passagens est\u00e3o em sequ\u00eancia, pois uma ilustra a outra<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ao retratar o consumismo moderno no \u00e2mbito da vida social e dos valores da pessoa, o autor<\/p>\n\n\n\n<p>(A) coloca-se em posi\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o toma qualquer aspecto moral ou \u00e9tico como refer\u00eancia v\u00e1lida para sua an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) inclina-se para aceitar a fatalidade hist\u00f3rica do consumo desenfreado, deixando ver que reconhece as inequ\u00edvocas vantagens desse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) recrimina a antiga austeridade regida pela escassez, encontrando na realidade do mercado moderno um modelo a ser mantido.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) contrap\u00f5e posi\u00e7\u00f5es historicamente divergentes quanto ao consumo de produtos e servi\u00e7os, apontando tra\u00e7os essenciais dessa diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) desconsidera o peso da vontade popular na din\u00e2mica do consumo que o mercado moderno estabeleceu como um caminho inflex\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o pede novamente a dicotomia b\u00e1sica do texto:&nbsp;<em><strong>pessoas atentas \u00e0s necessidades b\u00e1sicas no passado x pessoas consumistas e apegadas ao desnecess\u00e1rio na sociedade moderna<\/strong><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor usa esse paralelo hist\u00f3rico como argumento para criticar o consumismo atual:&nbsp;<em>contrap\u00f5e posi\u00e7\u00f5es historicamente divergentes quanto ao consumo de produtos e servi\u00e7os, apontando tra\u00e7os essenciais dessa diverg\u00eancia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<p>(A) coloca-se em posi\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o toma qualquer aspecto moral ou \u00e9tico como refer\u00eancia v\u00e1lida para sua an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Incorreto. N\u00e3o \u00e9 isento, est\u00e1 claramente contra o consumismo.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) inclina-se para aceitar a fatalidade hist\u00f3rica do consumo desenfreado, deixando ver que reconhece as inequ\u00edvocas vantagens desse fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o aceita nada como fatalidade hist\u00f3rica, mas sim algo a ser mudado e combatido na sociedade atual.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) recrimina a antiga austeridade regida pela escassez, encontrando na realidade do mercado moderno um modelo a ser mantido.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o recrimina, apenas usa como exemplo para mostrar o seu lado oposto: o consumismo atual.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) desconsidera o peso da vontade popular na din\u00e2mica do consumo que o mercado moderno estabeleceu como um caminho inflex\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o desconsidera, inclusive diz que a psicologia e a vontade popular convencem as pessoas a consumir mais.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O que se l\u00ea na parte de tr\u00e1s de uma caixa de cereal deixa ver que a propaganda<\/p>\n\n\n\n<p>(A) estabelece metas e protocolos claros para uma vida efetivamente saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) associa positivamente a frugalidade dos h\u00e1bitos alimentares \u00e0 sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) justifica o valor do produto pela voracidade que ele desperta nos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) dissocia criticamente as vantagens do produto e a expectativa do comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) busca atrair o consumidor para as qualidades intr\u00ednsecas de um produto saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A propaganda traz essencialmente a seguinte mensagem: se voc\u00ea comer este cereal no meio da tarde, estar\u00e1 tendo uma vida saud\u00e1vel. Ent\u00e3o, o cereal deixa o gosto de \u201cquero mais\u201d, instiga o consumo cont\u00ednuo, instiga a voracidade. Em outras palavras: \u00e9 bom porque d\u00e1 vontade de comer mais e mais.<\/p>\n\n\n\n<p><em>N\u00e3o \u00e9 preciso olhar muito longe para ver a \u00e9tica do consumo em a\u00e7\u00e3o \u2013 basta ler a parte de tr\u00e1s de uma caixa de cereal: \u201cPara uma refei\u00e7\u00e3o saborosa no meio do dia, perfeita para um estilo de vida saud\u00e1vel. Um verdadeiro deleite com o sabor maravilhoso do \u201cquero mais!\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>H\u00e1 adequada correla\u00e7\u00e3o entre os tempos e os modos verbais empregados na frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) H\u00e1 quem queira que a economia capitalista deva aumentar sua produ\u00e7\u00e3o para que sobrevivesse de modo mais consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Caso retorn\u00e1ssemos \u00e0s antigas situa\u00e7\u00f5es de escassez em que viviam os antigos, talvez venhamos a sentir saudade do presente consumismo.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) A menos que venha a encorajar as pessoas a um consumismo desenfreado, a propaganda poderia n\u00e3o ver sentido na linguagem de que se vale.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) Quem esperasse encontrar informa\u00e7\u00f5es \u00fateis e objetivas numa caixa de cereal ter\u00e1 se decepcionado com a linguagem apenas persuasiva.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) Na hip\u00f3tese de virem a ser contrariadas em sua inclina\u00e7\u00e3o para o consumo, muitas pessoas n\u00e3o hesitariam em maldizer seus cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o cl\u00e1ssica de correla\u00e7\u00e3o verbal, fa\u00e7amos alguns ajustes:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) H\u00e1 quem queira que a economia capitalista deva aumentar sua produ\u00e7\u00e3o para que SOBREVIVA de modo mais consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Caso retorn\u00e1ssemos \u00e0s antigas situa\u00e7\u00f5es de escassez em que viviam os antigos, talvez VI\u00c9SSEMOS a sentir saudade do presente consumismo.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) A menos que VIESSE a encorajar as pessoas a um consumismo desenfreado, a propaganda poderia n\u00e3o ver sentido na linguagem de que se vale.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) Quem esperasse encontrar informa\u00e7\u00f5es \u00fateis e objetivas numa caixa de cereal TERIA se decepcionado com a linguagem apenas persuasiva.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) Na hip\u00f3tese de virem a ser contrariadas em sua inclina\u00e7\u00e3o para o consumo, muitas pessoas n\u00e3o hesitariam em maldizer seus cr\u00edticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A letra E est\u00e1 perfeita, cuidado:&nbsp;<em>virem \u00e9 infinitivo flexionado de VIR, n\u00e3o confunda com o futuro do subjuntivo: VIEREM<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de&nbsp;<em><strong>EU VIR<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de&nbsp;<em><strong>ELAS VIREM<\/strong><\/em>&nbsp;(as pessoas virem)<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra E.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Ao analisar os h\u00e1bitos de consumo, o autor do texto avalia esses h\u00e1bitos de consumo contrapondo os mesmos aos h\u00e1bitos de consumo que havia em \u00e9pocas de maior frugalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Evitam-se as viciosas repeti\u00e7\u00f5es da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) os avalia \u2212 contrapondo-os \u2212 \u00e0queles<\/p>\n\n\n\n<p>(B) avalia-os \u2212 contrapondo-lhes \u2212 \u00e0queles<\/p>\n\n\n\n<p>(C) avalia-lhes \u2212 contrapondo-os \u2212 a esses<\/p>\n\n\n\n<p>(D) lhes avalia \u2212 lhes contrapondo \u2212 a aqueles<\/p>\n\n\n\n<p>(E) avalia a estes \u2212 contrapondo-os \u2212 a estes<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cesses h\u00e1bitos de consumo\u201d e \u201cos mesmos\u201d&nbsp;<em>s\u00e3o objetos diretos, ent\u00e3o n\u00e3o poderiam ser trocados por LHE<\/em>; assim, eliminar\u00edamos B, C e D.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201caos h\u00e1bitos de consumo que havia em \u00e9poca de maior frugalidade\u201d foi substitu\u00eddo por \u201caqueles\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na letra E, n\u00e3o cabe o uso de \u201ca estes\u201d, pois haveria dois complementos indiretos; temos avaliar e contrapor, cada um pede apenas um objeto direto.&nbsp;<em>A reg\u00eancia \u00e9 contrapor uma coisa A outra, h\u00e1 um objeto indireto apenas<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, temos:&nbsp;<em>os avalia \u2212 contrapondo-os \u2013 \u00e0queles (contrapondo A+Aqueles)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o: Para responder \u00e0s quest\u00f5es de n\u00fameros 13 a 16, baseie-se no texto abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fertilidade das utopias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Um ideal de vida pessoal ou coletivo precisa estar lastreado numa avalia\u00e7\u00e3o realista das circunst\u00e2ncias e restri\u00e7\u00f5es existentes. Ocorre, por\u00e9m, que a realidade objetiva n\u00e3o \u00e9 toda a realidade. A vida dos povos, n\u00e3o menos que a dos indiv\u00edduos, \u00e9 vivida em larga medida na imagina\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A capacidade de sonho e o desejo de mudar fertilizam o real, expandem as fronteiras do poss\u00edvel e reembaralham as cartas do prov\u00e1vel. Quando a vontade de mudan\u00e7a e a cria\u00e7\u00e3o do novo est\u00e3o em jogo, resignar-se a um covarde e defensivo realismo \u00e9 condenar-se ao passado e \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o med\u00edocre. Se o sonho descuidado do real \u00e9 vazio, o real desprovido de sonho \u00e9 deserto. No universo das rela\u00e7\u00f5es humanas, o futuro responde \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 ousadia do nosso querer. O desejo move.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(Adaptado de: GIANETTI, Eduardo. Tr\u00f3picos ut\u00f3picos. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2016, p 145)<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O autor do texto afirma que a realidade objetiva n\u00e3o \u00e9 toda a realidade porque est\u00e1 convencido de que<\/p>\n\n\n\n<p>(A) os fatos que julgamos indiscut\u00edveis s\u00e3o frequentemente uma experi\u00eancia ilus\u00f3ria da nossa percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) a dimens\u00e3o do sonho e dos desejos \u00e9 tamb\u00e9m parte ativa dos nossos contatos com o chamado mundo real.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) as experi\u00eancias essenciais que contam s\u00e3o aquelas ainda n\u00e3o vividas e que certamente viveremos.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) as viv\u00eancias humanas experimentadas no passado s\u00e3o muito mais marcantes do que as aspira\u00e7\u00f5es abstratas.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) um universo m\u00edstico onde se ocultam as verdades absolutas est\u00e1 acima das nossas possibilidades reais de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o autor, a dimens\u00e3o do sonho e dos desejos \u00e9 tamb\u00e9m parte ativa dos nossos contatos com o chamado mundo real. Isso est\u00e1 claro no texto:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A vida dos povos, n\u00e3o menos que a dos indiv\u00edduos, \u00e9 vivida em larga medida na imagina\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Veja tamb\u00e9m esta passagem:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se o sonho descuidado do real \u00e9 vazio, o real desprovido de sonho \u00e9 deserto. No universo das rela\u00e7\u00f5es humanas, o futuro responde \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 ousadia do nosso querer.&nbsp;<\/em>o desejo nos move.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>O autor ent\u00e3o sugere um equil\u00edbrio entre sonho e realismo, ambos elementos essenciais da vida<\/em><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra B.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Demonstra-se perfeito entendimento de uma express\u00e3o do texto em:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) precisa estar lastreado numa avalia\u00e7\u00e3o realista (1\u00ba par\u00e1grafo) = um ideal de vida dispensa qualquer base material de apoio<\/p>\n\n\n\n<p>(B) \u00e9 vivida em larga medida na imagina\u00e7\u00e3o (1\u00ba par\u00e1grafo) = a vida dos povos s\u00f3 alcan\u00e7a largueza quando vivida ilusoriamente<\/p>\n\n\n\n<p>(C) fertilizam o real (2\u00ba par\u00e1grafo) = os sonhos e os desejos resultam de experi\u00eancias fecundas<\/p>\n\n\n\n<p>(D) resignar-se a um covarde e defensivo realismo (2\u00ba par\u00e1grafo) = buscar no real j\u00e1 dado uma prote\u00e7\u00e3o medrosa<\/p>\n\n\n\n<p>(E) condenar-se [\u2026] \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o med\u00edocre (2\u00ba par\u00e1grafo) = pr\u00f3prio de quem evita ser med\u00edocre repetindo as mesmas virtudes<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>a) Incorreto. Se est\u00e1 lastreado, tem lastro naquilo, tem base naquilo; n\u00e3o podemos dizer que dispensa base material de apoio.<\/p>\n\n\n\n<p>b) Incorreto. &nbsp;A vida n\u00e3o \u00e9 toda ilus\u00f3ria, mas \u00e9 parte vivida na imagina\u00e7\u00e3o, apenas parte.<\/p>\n\n\n\n<p>c) Incorreto. Fertilizar o real \u00e9 fazer o real fecundo, prol\u00edfico, produtivo, f\u00e9rtil; n\u00e3o \u00e9 resultar de nada que j\u00e1 \u00e9 f\u00e9rtil.<\/p>\n\n\n\n<p>d) Correto. O realismo \u00e9 usado como sin\u00f4nimo de medo de sonhar, neste contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>e) Incorreto. A repeti\u00e7\u00e3o \u00e9 med\u00edocre, n\u00e3o \u00e9 a pessoa que \u00e9 med\u00edocre ou evita s\u00ea-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra D.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p><em>Se o sonho descuidado do real \u00e9 vazio, o real desprovido de sonho \u00e9 deserto<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nesse per\u00edodo do texto, as duas ora\u00e7\u00f5es que o comp\u00f5em<\/p>\n\n\n\n<p>(A) expressam id\u00eantico conte\u00fado valendo-se de sujeitos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) s\u00e3o, de fato, um jogo ir\u00f4nico e ardiloso de palavras, infenso \u00e0 l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) destacam a import\u00e2ncia da complementaridade entre o sonho e o real.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) condenam o sonho e o real pelo que ambos t\u00eam de restritivo em sua rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) valorizam um e outro sujeitos pelo que t\u00eam de intrinsecamente valioso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o direta. O autor basicamente diz que o sonho nos move, ent\u00e3o o realismo puro \u00e9 covarde e n\u00e3o produz nada, pois depende de uma dose de fantasia. Ao mesmo tempo, a fantasia n\u00e3o pode ser sem qualquer base real, ou configura pura ilus\u00e3o e n\u00e3o gera nada concreto. Em suma, s\u00e3o for\u00e7as complementares. Gabarito letra C.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li><strong>(FCC \/ TRF 4\u00aa REGI\u00c3O \/ OFICIAL DE JUSTI\u00c7A \/ 2019)<\/strong><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O verbo indicado entre par\u00eanteses dever\u00e1 flexionar-se numa forma do&nbsp;<strong>singular<\/strong>&nbsp;na frase:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Nem ao sonho, nem \u00e0 realidade (<strong>caber<\/strong>) fazer restri\u00e7\u00f5es, uma vez que ambos sempre se compuseram em nossas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Sempre (<strong>haver<\/strong>) de precipitar-se desaven\u00e7as in\u00fateis e inconsequentes entre os idealistas puros e os realistas radicais.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) N\u00e3o (<strong>constar<\/strong>) em nosso passado de civilizados incongru\u00eancias fatais entre sonhos e desejos poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u00c9 comum que mesmo numa rela\u00e7\u00e3o familiar (<strong>atingir<\/strong>) uma propor\u00e7\u00e3o inaudita as desaven\u00e7as entre idealistas e realistas.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) N\u00e3o deixa de ser uma ironia que a idealistas e realistas (<strong>poder<\/strong>) eventualmente contrapor-se os indiferentes ao destino humano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coment\u00e1rios:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Modelo cl\u00e1ssico da FCC que pede basicamente a localiza\u00e7\u00e3o do n\u00facleo, do termo que justifica a concord\u00e2ncia<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>(A) Nem ao sonho, nem \u00e0 realidade (cabe) fazer restri\u00e7\u00f5es, uma vez que ambos sempre se compuseram em nossas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O verbo fica no singular pois o sujeito \u00e9 oracional<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<p>Fazer restri\u00e7\u00f5es n\u00e3o cabe ao sonho, nem cabe \u00e0 realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos demais casos, o verbo deve ficar no plural, para concordar com sujeito plural. Veja:<\/p>\n\n\n\n<p>(B) Sempre (HAVER\u00c3O) de precipitar-se DESAVEN\u00c7AS in\u00fateis e inconsequentes entre os idealistas puros e os realistas radicais.<\/p>\n\n\n\n<p>(C) N\u00e3o (CONSTAM) em nosso passado de civilizados INCONGRU\u00caNCIAS fatais entre sonhos e desejos poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>(D) \u00c9 comum que mesmo numa rela\u00e7\u00e3o familiar (ATINJAM) uma propor\u00e7\u00e3o inaudita as DESAVEN\u00c7AS entre idealistas e realistas.<\/p>\n\n\n\n<p>(E) N\u00e3o deixa de ser uma ironia que a idealistas e realistas (PODEM) eventualmente contrapor-se OS INDIFERENTES ao destino humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabarito letra A.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal, neste artigo trago o coment\u00e1rio das provas de t\u00e9cnico judici\u00e1rio, analista judici\u00e1rio e oficial de justi\u00e7a do concurso TRF4 regi\u00e3o, realizado no \u00faltimo domingo. 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