{"id":388843,"date":"2019-06-17T18:12:51","date_gmt":"2019-06-17T21:12:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/?p=388843"},"modified":"2019-06-17T18:12:53","modified_gmt":"2019-06-17T21:12:53","slug":"gabarito-extraoficial-de-direito-processual-civil-pgm-campo-grande-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.estrategiaconcursos.com.br\/blog\/gabarito-extraoficial-de-direito-processual-civil-pgm-campo-grande-2019\/","title":{"rendered":"Gabarito Extraoficial de Direito Processual Civil &#8211; PGM &#8211; Campo Grande &#8211; 2019"},"content":{"rendered":"\n<p>Ol\u00e1, pessoal!<\/p>\n\n\n\n<p>Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin,\nsou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo iremos\ncomentar as quest\u00f5es do concurso para Procurador do Munic\u00edpio de Campo Grande\n2019, aferindo se h\u00e1 alguma possibilidade de recurso\/invalida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Adianto que vislumbro uma\ndubiedade na reda\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o (64) que poder\u00e1 dar margem \u00e0 invalida\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p>Sempre fa\u00e7o o alerta aos\nalunos de Carreiras Jur\u00eddicas que as provas sobre o Novo CPC, desde 2016 at\u00e9 os\ndias atuais, t\u00eam exigido, prioritariamente, a lei seca, bem como alguns\njulgados pontuais do STJ e do STF a respeito das inova\u00e7\u00f5es do C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, voc\u00ea que est\u00e1 na\nluta, n\u00e3o deixe de lado a leitura detida do CPC. Em nosso curso, sempre ao\nexplicar um assunto, fa\u00e7o quest\u00e3o de transcrever os dispositivos, pois eles s\u00e3o\nreproduzidos, <em>ipsis litteris<\/em>, nos\ncertames.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos \u00e0s quest\u00f5es!<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em\n29 de mar\u00e7o de 2019, uma sexta-feira, iniciou-se prazo para que uma autarquia\napresentasse contesta\u00e7\u00e3o a uma peti\u00e7\u00e3o inicial de natureza c\u00edvel, em\nprocedimento ordin\u00e1rio distribu\u00edda em uma das varas federais de uma comarca do\nEstado do Mato Grosso do Sul, n\u00e3o tendo ocorrido nenhum feriado at\u00e9 a data\nfinal para protocolo da contesta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considerando\nessas situa\u00e7\u00e3o hipot\u00e9tica, julgue os pr\u00f3ximos itens, relativos a comunica\u00e7\u00e3o\ndos prazos processuais, contesta\u00e7\u00e3o e reconven\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quest\u00e3o\n50<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>50 \u2013 \u00c9 correto afirmar\nque, ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida da autarquia, o objeto da demanda se tornou\noficialmente litigioso, mas n\u00e3o \u00e9 acertado dizer que o demandado foi\nconstitu\u00eddo em mora, uma vez que ainda inexiste certeza acerca da veracidade\ndos fatos narrados pelo autor na inicial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial: Incorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte da\nassertiva est\u00e1 correta, porquanto a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida da autarquia <strong>torna litigiosa a coisa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 240. A cita\u00e7\u00e3o\nv\u00e1lida, ainda quando ordenada por ju\u00edzo incompetente, induz litispend\u00eancia, <strong>torna litigiosa a coisa<\/strong> e\nconstitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos&nbsp;arts. 397 e 398 da\nLei n\u00ba 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (C\u00f3digo Civil).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O equ\u00edvoco da assertiva\nest\u00e1 na segunda parte, pois a constitui\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o em mora <strong>n\u00e3o depende da certeza da veracidade dos fatos narrados na inicial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebam que o art. 240,\nCPC diz que a cita\u00e7\u00e3o v\u00e1lida, em regra, constitui em mora o devedor,\nressalvadas duas hip\u00f3teses (art. 398 e 397, CC).<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 398 aborda a\nresponsabilidade extracontratual, enquanto o art. 397, <em>caput<\/em>, trata da\nresponsabilidade contratual cuja obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 l\u00edquida (mora <em>ex re<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>1) Responsabilidade <em>extracontratual<\/em>:\nos juros fluem a partir do evento danoso (art. 398 CC e S. 54, STJ). <\/p>\n\n\n\n<p>Art. 398. Nas obriga\u00e7\u00f5es\nprovenientes de ato il\u00edcito, considera-se o devedor em mora, desde que o\npraticou.&nbsp;(Vide Lei n\u00ba 13.105, de 2015); <\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 54, STJ: Os juros morat\u00f3rios\nfluem a partir do <strong>evento danoso<\/strong>, em caso de responsabilidade\nextracontratual.<\/p>\n\n\n\n<p>2) Responsabilidade <em>contratual<\/em>:\n<\/p>\n\n\n\n<p>2.1) Obriga\u00e7\u00e3o l\u00edquida\n(mora ex re): contados a partir do vencimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Art. 397. O inadimplemento\nda obriga\u00e7\u00e3o, positiva e l\u00edquida, no seu <strong>termo<\/strong>, constitui de pleno\ndireito em mora o devedor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2.2) Obriga\u00e7\u00e3o il\u00edquida\n(mora ex persona): contados a partir da <strong>cita\u00e7\u00e3o<\/strong>. A cita\u00e7\u00e3o aqui\nseria uma forma de interpela\u00e7\u00e3o judicial. <\/p>\n\n\n\n<p>CC, Art 397, Par\u00e1grafo\n\u00fanico. N\u00e3o havendo termo, a mora se constitui mediante interpela\u00e7\u00e3o\njudicial ou extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>51 \u2013 O \u00faltimo dia para o\nprotocolo tempestivo da contesta\u00e7\u00e3o era 10 de maio de 2019, uma sexta-feira.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nCorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado diz que o\nprazo para a autarquia come\u00e7ou no dia 29 de mar\u00e7o, sexta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para ofertar\ncontesta\u00e7\u00e3o, normalmente, \u00e9 de 15 dias \u00fateis (art. 335 c\/c art. 219, par\u00e1grafo\n\u00fanico, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 335. O r\u00e9u poder\u00e1\noferecer contesta\u00e7\u00e3o, por peti\u00e7\u00e3o, no <strong>prazo\nde 15 (quinze) dias<\/strong>, cujo termo inicial ser\u00e1 a data:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 219. Na contagem\nde prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-\u00e3o somente os\ndias \u00fateis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Par\u00e1grafo\n\u00fanico. O disposto neste artigo aplica-se somente aos prazos <strong>processuais<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a autarquia tem\nprazo dobrado para suas manifesta\u00e7\u00f5es, por for\u00e7a do art. 183, CPC. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 183. A Uni\u00e3o, os\nEstados, o Distrito Federal, os Munic\u00edpios e suas respectivas autarquias e\nfunda\u00e7\u00f5es de direito p\u00fablico gozar\u00e3o de <strong>prazo\nem dobro para todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es processuais<\/strong>, cuja contagem ter\u00e1\nin\u00edcio a partir da intima\u00e7\u00e3o pessoal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a autarquia ter\u00e1 prazo\nde 30 dias \u00fateis para oferecer contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta-nos saber como \u00e9\nfeita a contagem desse prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa etapa: Primeiro, temos\nde descobrir o come\u00e7o do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente, devemos\nconsultar o art. 231. Inclusive, no caso da quest\u00e3o (prazo para contesta\u00e7\u00e3o), o\nart. 335, III prev\u00ea:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 335. &nbsp;O r\u00e9u\npoder\u00e1 oferecer contesta\u00e7\u00e3o, por peti\u00e7\u00e3o, no prazo de 15 (quinze) dias, <strong>cujo termo inicial ser\u00e1 a data<\/strong>:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>III\n&#8211; prevista no&nbsp;art. 231, de acordo com o modo como foi feita a cita\u00e7\u00e3o, nos\ndemais casos<\/em><\/strong><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pelos\ndados da quest\u00e3o, devemos considerar o dia 29 de mar\u00e7o como o come\u00e7o do\nprazo<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa etapa: O <em>caput <\/em>do art. 224 disp\u00f5e que devemos\nexcluir o dia do <strong>come\u00e7o do prazo<\/strong>\ne incluir o dia do vencimento.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 224. &nbsp;Salvo\ndisposi\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio, <strong>os prazos ser\u00e3o\ncontados excluindo o dia do come\u00e7o e incluindo o dia do vencimento<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Se\no come\u00e7o do prazo foi 29 de mar\u00e7o, sexta-feira, tendo o prazo de 30 dias \u00fateis,\ndevemos excluir o dia do come\u00e7o (29\/03\/2019 \u2013 sexta) e computar o prazo a\npartir da segunda \u2013 primeiro dia \u00fatil subsequente (1\/04\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Contados\nos 30 dias \u00fateis a partir do dia 1\u00ba de abril, o termo final \u00e9 exatamente o dia\n10 de maio de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>52 \u2013 A cita\u00e7\u00e3o da\nautarquia foi realizada no \u00f3rg\u00e3o da advocacia p\u00fablica respons\u00e1vel pela\nrepresenta\u00e7\u00e3o judicial dessa autarquia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nCorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 242, \u00a7 3\u00ba A\ncita\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal, dos Munic\u00edpios e de suas\nrespectivas autarquias e funda\u00e7\u00f5es de direito p\u00fablico ser\u00e1 realizada perante o\n\u00f3rg\u00e3o de Advocacia P\u00fablica respons\u00e1vel por sua representa\u00e7\u00e3o judicial.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>53 \u2013 Na hip\u00f3tese de a\nautarquia desejar exercer seu direito de a\u00e7\u00e3o e expor sua pretens\u00e3o em desfavor\ndo autor da demanda, ela dever\u00e1 propor reconven\u00e7\u00e3o e ser apresentada junto da\ncontesta\u00e7\u00e3o, sob pena de sofrer os efeitos da preclus\u00e3o l\u00f3gica em caso de\nprotocolo posterior como pe\u00e7a aut\u00f4noma.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto\nao momento, a reconven\u00e7\u00e3o realmente deve ser oferecida dentro do prazo para a\ncontesta\u00e7\u00e3o (15 dias \u00fateis \u2013 art. 335, caput, CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia,\na reconven\u00e7\u00e3o<strong> n\u00e3o precisa ser apresentada juntamente com a contesta\u00e7\u00e3o<\/strong>,\ncomo quer fazer crer a alternativa.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 343, \u00a7 6\u00ba O r\u00e9u\npode propor reconven\u00e7\u00e3o independentemente de oferecer contesta\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A\nFazenda, portanto, ter\u00e1 as seguintes op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>i-\napresentar apenas contesta\u00e7\u00e3o e deixar para propor uma demanda aut\u00f4noma\nposteriormente em face da contraparte;<\/p>\n\n\n\n<p>ii-\napresentar contesta\u00e7\u00e3o E reconven\u00e7\u00e3o, na mesma pe\u00e7a processual;<\/p>\n\n\n\n<p>iii-\napresentar apenas reconven\u00e7\u00e3o, deixando de ofertar contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em a\u00e7\u00e3o de natureza civil,\no autor requereu que determinado estado da Federa\u00e7\u00e3o fosse condenado ao\nfornecimento de medicamento de alto custo. O demandante, de forma incidental,\nfez pedido de tutela provis\u00f3ria antecipada, alegando que o seu direito \u00e9 certo\ne que corre risco de morte caso n\u00e3o receba o medicamento com brevidade. Todos\nos fatos alegados pela parte autora foram exaustivamente comprovados por\ndocumentos id\u00f4neos, raz\u00e3o pela qual o ju\u00edzo concedeu a referida tutela\nantecipada e determinou a intima\u00e7\u00e3o do requerido para que cumprisse a decis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considerando essa situa\u00e7\u00e3o\nhipot\u00e9tica, julgue os itens que se seguem, concernentes \u00e0 tutela provis\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>54 \u2013 O pedido de tutela\nprovis\u00f3ria de urg\u00eancia de car\u00e1ter incidental exige que a parte que a requer\nrealize o pagamento de custas processuais.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Art. 295. A tutela\nprovis\u00f3ria requerida em car\u00e1ter incidental independe do pagamento de custas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>55 \u2013 Caso o Estado da\nFedera\u00e7\u00e3o n\u00e3o interponha recurso contra a concess\u00e3o da tutela antecipada, essa decis\u00e3o\nse tornar\u00e1 est\u00e1vel, n\u00e3o podendo ser modificada ou revogada pelo poder\njudici\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A\nassertiva aborda a <strong>estabiliza\u00e7\u00e3o de tutela<\/strong>, instituto novel trazido pelo\nNCPC.<\/p>\n\n\n\n<p><a>Nos casos de concess\u00e3o de tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia antecipada, ocorre a <strong>estabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, instituto de inspira\u00e7\u00e3o francesa (<em>r\u00e9f\u00e9r\u00e9<\/em>) <strong>se<\/strong><\/a>:<\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; N\u00e3o houver recurso interposto pela parte\ncontr\u00e1ria, pelo litisconsorte ou assistente simples;<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O autor n\u00e3o manifestar interesse em\nprosseguir com a demanda, pois ele pode querer a obten\u00e7\u00e3o da coisa julgada e\nn\u00e3o apenas a estabiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs1<\/strong>: o artigo 304, <em>caput<\/em>,\ndiz claramente que, se n\u00e3o houver interposi\u00e7\u00e3o de recurso (agravo de\ninstrumento), a tutela se estabiliza. <\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 304. &nbsp;A tutela antecipada, concedida nos termos do&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art303\">art.\n303<\/a>, torna-se <strong>est\u00e1vel<\/strong> se da decis\u00e3o que a conceder n\u00e3o for\ninterposto o respectivo <strong>recurso<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo,\nmuitos doutrinadores (Daniel Assump\u00e7\u00e3o, Scarpinella Bueno, Mitidiero, Didier\netc.) dizem que basta o r\u00e9u manifestar algum grau de inconformismo (ex:\nbasta contestar, formular pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o, suspens\u00e3o de seguran\u00e7a etc.\npara impedir a estabiliza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi\nexatamente este o entendimento do <strong>STJ no REsp 1.760.966<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n<p><em>(&#8230;) \u00c9&nbsp; de&nbsp; se&nbsp;\nobservar, por\u00e9m, que, embora o caput do art. 304 do CPC\/2015 determine\nque &#8220;a tutela antecipada, concedida nos termos do art.&nbsp; 303,&nbsp;\ntorna-se&nbsp; est\u00e1vel&nbsp; se&nbsp; da\ndecis\u00e3o que a conceder n\u00e3o for interposto&nbsp;\no&nbsp; respectivo&nbsp; recurso&#8221;, a leitura que deve ser feita\ndo dispositivo legal, tomando como base uma interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica e\nteleol\u00f3gica&nbsp; do instituto, \u00e9 que <strong>a\nestabiliza\u00e7\u00e3o somente ocorrer\u00e1 se n\u00e3o&nbsp;\nhouver&nbsp; QUALQUER&nbsp; tipo&nbsp;\nde impugna\u00e7\u00e3o pela parte contr\u00e1ria<\/strong>, sob pena&nbsp; de&nbsp; se&nbsp; estimular&nbsp;\na&nbsp; interposi\u00e7\u00e3o&nbsp; de agravos de instrumento, sobrecarregando\ndesnecessariamente os Tribunais, al\u00e9m do ajuizamento da&nbsp; a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, prevista no art. 304, \u00a7 2\u00ba, do\nCPC\/2015, a fim de rever, reformar ou invalidar a tutela antecipada\nestabilizada. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>4.&nbsp; Na hip\u00f3tese dos autos, conquanto\nn\u00e3o tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de&nbsp;\nagravo&nbsp; de&nbsp; instrumento contra a decis\u00e3o que deferiu\no pedido de antecipa\u00e7\u00e3o&nbsp; dos efeitos da\ntutela requerida em car\u00e1ter antecedente, na&nbsp;\nforma&nbsp; do&nbsp; art.&nbsp;\n303 do CPC\/2015, <strong>a r\u00e9 se antecipou e apresentou contesta\u00e7\u00e3o,&nbsp; na&nbsp;\nqual&nbsp; pleiteou,&nbsp; inclusive,&nbsp;\na revoga\u00e7\u00e3o da tutela provis\u00f3ria&nbsp;\nconcedida<\/strong>,&nbsp; sob&nbsp; o&nbsp;\nargumento&nbsp; de&nbsp; ser&nbsp;\nimposs\u00edvel o seu cumprimento, <strong>raz\u00e3o pela qual n\u00e3o h\u00e1 que se falar em\nestabiliza\u00e7\u00e3o da tutela antecipada, devendo, por isso, o feito prosseguir\nnormalmente at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a<\/strong>. (STJ, REsp&nbsp;1760966\/SP, Rel.\nMin. Marco Aur\u00e9lio Belizze, d.j. <strong>04\/12\/2018<\/strong>).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebam,\npor\u00e9m, que a estabiliza\u00e7\u00e3o da tutela ocorre <strong>apenas nos casos de tutela\nantecipada requerida em car\u00e1ter antecedente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>E,\nna quest\u00e3o, o enunciado \u00e9 bastante claro que a tutela antecipada foi\nrequerida em car\u00e1ter <strong>incidental<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais,\na tutela antecipada requerida de forma antecedente se justifica exatamente pelo\nfato de a urg\u00eancia ser contempor\u00e2nea \u00e0 propositura da a\u00e7\u00e3o (art. 303, CPC) e <strong>a\nparte n\u00e3o dispor de todos os documentos elucidativos da lide<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O\nenunciado da quest\u00e3o, ao rev\u00e9s, deixou claro que <strong>a parte autora juntou\naos autos todos os documentos pertinentes \u00e0 demanda<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,\na assertiva n. 55 seria correta somente se o caso abordasse tutela antecipada\nantecedente, mas n\u00e3o foi o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria comprou um im\u00f3vel de\nJoana e, imediatamente ap\u00f3s a entrega das chaves, a nova propriet\u00e1ria passou a\nresidir no bem adquirido. Alguns meses depois, Maria foi citada por um oficial\nde justi\u00e7a, que a informou de que Joaquim estava promovendo uma a\u00e7\u00e3o\nreivindicat\u00f3ria em desfavor dela sob a alega\u00e7\u00e3o de ser ele o real propriet\u00e1rio\ndo bem im\u00f3vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Acerca de interven\u00e7\u00e3o de\nterceiros, julgue os itens seguintes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>56 \u2013 \u00c9 admiss\u00edvel que\nJoana solicite o seu ingresso no processo como assistente, independentemente do\nprocedimento ou do grau de jurisdi\u00e7\u00e3o no qual esteja tramitando o processo,\ndesde que demonstre seu interesse jur\u00eddico em que a senten\u00e7a seja favor\u00e1vel \u00e0\nMaria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial: Correta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na assist\u00eancia simples, C\ntem a inten\u00e7\u00e3o de intervir no feito para ajudar B porque o terceiro (C)\nmant\u00e9m com ele (B \u2013 assistido) uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que poder\u00e1 ser afetada\npor esse processo, estando presente, portanto, o interesse jur\u00eddico. <\/p>\n\n\n\n<p>No caso, Joana pode\nsolicitar seu ingresso a t\u00edtulo de assistente porquanto mant\u00e9m com Maria (r\u00e9)\numa rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que pode ser afetada caso Joaquim (autor) ganhe a demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma situa\u00e7\u00e3o, temos o\ncaso cl\u00e1ssico da seguradora que ingressa como assistente numa demanda de\nindeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais decorrente de acidente de ve\u00edculo entre fulano\ne segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese, a seguradora\natua assistindo o segurado para que ele ven\u00e7a a contenda, pois, caso perca, a\nseguradora poder\u00e1 ser acionada a t\u00edtulo de regresso.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange ao momento\nprocessual da interven\u00e7\u00e3o, tanto o art. 50, par\u00e1grafo \u00fanico, CPC\/73 quanto\no art. 119, par\u00e1grafo \u00fanico reproduzem o afirmado na quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\n  CPC\/73\n  <\/td><td>\n  CPC\/15\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Art.\n  50, Par\u00e1grafo \u00fanico. A assist\u00eancia tem lugar em qualquer dos tipos de\n  procedimento e em todos os graus da jurisdi\u00e7\u00e3o; mas o assistente\n  recebe o processo no estado em que se encontra.\n  &nbsp;\n  <\/td><td>\n  Art.\n  119, Par\u00e1grafo \u00fanico. A assist\u00eancia ser\u00e1 admitida em <strong>qualquer procedimento e em todos os graus de jurisdi\u00e7\u00e3o<\/strong>,\n  recebendo o assistente o processo no estado em que se encontre.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Por conta dessa previs\u00e3o, a\ndoutrina tem pontuado que a assist\u00eancia poderia se dar <strong>desde a peti\u00e7\u00e3o inicial at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da demanda<\/strong>.\nContudo, os atos j\u00e1 praticados estar\u00e3o protegidos pela preclus\u00e3o e n\u00e3o\nser\u00e3o repetidos, devendo o assistente a assumir o processo no estado em que\nse encontra. <\/p>\n\n\n\n<p>Em complemento, doutrina\nmajorit\u00e1ria e jurisprud\u00eancia t\u00eam admitido a assist\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 na fase de conhecimento,\nmas tamb\u00e9m na fase <strong>executiva<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>57 \u2013 Maria poder\u00e1\ndenunciar a lide \u00e0 Joana \u2013 considerada alientante imediata \u2013 para que esta\npossa exercer os direitos que da evic\u00e7\u00e3o lhe resultam.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nCorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A evic\u00e7\u00e3o ocorre quando o\nadquirente de um bem perde a propriedade, a posse ou o uso em raz\u00e3o de uma decis\u00e3o\njudicial ou de um ato administrativo, que reconhe\u00e7a tal direito \u00e0\nterceiro, por uma situa\u00e7\u00e3o preexistente (anterior) \u00e0 compra.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, quem vende (Joana)\ngarante o comprador (Maria) contra os v\u00edcios da evic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se Maria for demandada por\nJoaquim, pode perfeitamente denunciar Joana \u00e0 lide, com base no art. 125, I,\nCPC.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 125. \u00c9 admiss\u00edvel\na denuncia\u00e7\u00e3o da lide, promovida por qualquer das partes: I &#8211; ao alienante\nimediato, no processo relativo \u00e0 coisa cujo dom\u00ednio foi transferido ao\ndenunciante, a fim de que possa exercer os direitos que da evic\u00e7\u00e3o lhe\nresultam;<\/em><strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dion\u00edzio ajuizou a\u00e7\u00e3o\npossess\u00f3ria em desfavor de Paulo sob o fundamento de que, durante os \u00faltimos\nseis meses, o demandado estaria lhe prejudicando a entrada em seu pr\u00f3prio&nbsp; terreno, visto que Paulo havia descarregado\num caminh\u00e3o de areia no port\u00e3o de entrada da propriedade de Dion\u00edsio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao redigir a exordial, o\nadvogado do autor narrou nos fatos a ocorr\u00eancia de esbulho, o que justificaria\no ajuizamento da referida a\u00e7\u00e3o como de reintegra\u00e7\u00e3o de posse.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Julgue os itens\nsubsecutivos, no que se refere a procedimentos especiais, contesta\u00e7\u00e3o,\nreconven\u00e7\u00e3o e peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>58 \u2013 O \u00fanico meio\nprocessual cab\u00edvel para que Paulo pudesse expor suas pretens\u00f5es na demanda possess\u00f3ria\nseria a reconven\u00e7\u00e3o, na qual ele poderia pleitear prote\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria e\nindeniza\u00e7\u00e3o por preju\u00edzos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\n\u00e9 necess\u00e1ria reconven\u00e7\u00e3o, bastando apresentar tais pedidos em contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 556. \u00c9 l\u00edcito ao\nr\u00e9u, na <strong>contesta\u00e7\u00e3o<\/strong>, alegando\nque foi o ofendido em sua posse, demandar a <strong>prote\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria<\/strong> e a <strong>indeniza\u00e7\u00e3o pelos preju\u00edzos<\/strong> resultantes da turba\u00e7\u00e3o ou do\nesbulho cometido pelo autor.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>59 \u2013 No caso, como ocorreu\nsomente o embara\u00e7o da plena posse de Dion\u00edsio, deveria ter sido ajuizada a\u00e7\u00e3o\nde manuten\u00e7\u00e3o de posse. Assim, o juiz, ao receber a inicial, dever\u00e1 determinar\na emenda da exordial para adequa\u00e7\u00e3o do pedido, nos termos do CPC.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O\njuiz n\u00e3o dever\u00e1 determinar a emenda da exordial, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 v\u00edcio algum a\nser corrigido.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o\ns\u00f3 o CPC\/73, mas tamb\u00e9m o NCPC s\u00e3o bem claros a respeito da aplica\u00e7\u00e3o da\nfungibilidade em demandas possess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\n  CPC\/73\n  <\/td><td>\n  CPC\/15\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Art.\n  920. A propositura de uma a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria em vez de outra n\u00e3o obstar\u00e1 a que\n  o juiz conhe\u00e7a do pedido e outorgue a prote\u00e7\u00e3o legal correspondente \u00e0quela,\n  cujos requisitos estejam provados.\n  <\/td><td>\n  Art.\n  554. &nbsp;A propositura de uma a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria em vez de outra n\u00e3o obstar\u00e1\n  a que o juiz conhe\u00e7a do pedido e outorgue a prote\u00e7\u00e3o legal correspondente\n  \u00e0quela cujos pressupostos estejam provados.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>E\ncom raz\u00e3o, pois al\u00e9m de ser dif\u00edcil a separa\u00e7\u00e3o entre amea\u00e7a, turba\u00e7\u00e3o e\nesbulho, a situa\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria pode ser facilmente modificada ao longo da\ndemanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex:\nUm grupo que esteja reiteradamente amea\u00e7ando invadir a terra pode, efetivamente,\nfaz\u00ea-lo em um dia, mudando a situa\u00e7\u00e3o de amea\u00e7a para turba\u00e7\u00e3o\/esbulho.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,\nbasta o autor requerer ao Poder Judici\u00e1rio a prote\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria que o pedido\nestar\u00e1 escorreito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>60 \u2013 Nas a\u00e7\u00f5es\npossess\u00f3rias, \u00e9 admiss\u00edvel que o autor fa\u00e7a pedido liminar em rela\u00e7\u00e3o ao\nrestabelecimento pleno de sua posse, bastando, para tanto, que comprove a\nexist\u00eancia dos mesmos requisitos b\u00e1sicos das tutelas provis\u00f3rias de urg\u00eancia,\nquais sejam, <em>periculum in mora <\/em>e o <em>fumum boni iuris.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de <strong>posse nova<\/strong> (viola\u00e7\u00e3o \u00e0 posse ocorrida\nem menos de 1 ano e 1 dia), a medida <strong>liminar<\/strong>\nser\u00e1 deferida bastando a comprova\u00e7\u00e3o da <strong>probabilidade\nde direito<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 562. Estando a\npeti\u00e7\u00e3o inicial devidamente instru\u00edda, o juiz deferir\u00e1, sem ouvir o r\u00e9u, a\nexpedi\u00e7\u00e3o do mandado liminar de manuten\u00e7\u00e3o ou de reintegra\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio,\ndeterminar\u00e1 que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o r\u00e9u para\ncomparecer \u00e0 audi\u00eancia que for designada.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, segundo Daniel\nAssump\u00e7\u00e3o, para o deferimento da liminar, \u00e9 preciso:<\/p>\n\n\n\n<p>a) demonstra\u00e7\u00e3o de que o\nato de agress\u00e3o \u00e0 posse deu-se h\u00e1 menos de ano e dia;<\/p>\n\n\n\n<p>b) instru\u00e7\u00e3o da peti\u00e7\u00e3o\ninicial que, em cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria do juiz, permita a forma\u00e7\u00e3o de convencimento\nde que h\u00e1 probabilidade de o autor ter direito \u00e0 tutela jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 nos casos de <strong>posse velha<\/strong>, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 o autor\nobter tutela provis\u00f3ria, mas dever\u00e1 seguir o procedimento comum e\npleitear a medida respeitando os requisitos do art. 300, CPC, quais sejam, probabilidade\ndo direito E perigo na demora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>\u00c9 poss\u00edvel a antecipa\u00e7\u00e3o\nde tutela em a\u00e7\u00e3o de reintegra\u00e7\u00e3o de posse em que o esbulho data de mais de ano\ne dia (posse velha<\/em><\/strong><em>),\nsubmetida ao rito <strong>comum<\/strong>,\ndesde que presentes os requisitos que autorizam a sua concess\u00e3o, previstos no\nart. 273 do CPC (atual art. 300, NCPC), a serem aferidos pelas inst\u00e2ncias de\norigem. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ, AgRg no\nREsp&nbsp;1139629\/RJ, Rel. Min.\nMaria Isabel Gallotti, d.j. 06\/09\/2012).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>61 \u2013 Se Dion\u00edsio n\u00e3o fosse\no propriet\u00e1rio do bem im\u00f3vel objeto de a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria, mas t\u00e3o somente o\ninquilino, ele teria legitimidade para promover a referida demanda.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nCorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tanto\no <strong>possuidor<\/strong> direto quanto o indireto s\u00e3o partes leg\u00edtimas\npara figurar no <strong>polo ativo<\/strong> e ajuizar a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro\nda classifica\u00e7\u00e3o da posse quanto ao <strong>desdobramento<\/strong> (ou quanto ao\nparalelismo ou rela\u00e7\u00e3o pessoa-coisa), temos a divis\u00e3o em posse direta e\nindireta.<\/p>\n\n\n\n<p>a)\n<strong>posse direta:<\/strong> \u00e9 aquela em que h\u00e1 o contrato <strong>imediato<\/strong> e\ncorp\u00f3reo entre a pessoa e a coisa. <\/p>\n\n\n\n<p>Ex1:\nlocat\u00e1rio, comodat\u00e1rio e deposit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>b)\n<strong>posse indireta<\/strong>: aquela relacionada ao contato <strong>mediato<\/strong> com a\ncoisa (decorre de exerc\u00edcio de direito). <\/p>\n\n\n\n<p>Ex1:\nlocador, comodante, depositante.<\/p>\n\n\n\n<p>Art.\n1.197. A posse <strong>direta<\/strong>, de pessoa que tem a coisa em seu poder,\ntemporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, n\u00e3o anula a <strong>indireta<\/strong>,\nde quem aquela foi havida, <strong>podendo o possuidor direto defender a sua\nposse contra o indireto<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto,\nse Dion\u00edsio fosse inquilino (locat\u00e1rio), ele teria a posse direta e, portanto,\nteria legitimidade para manejar a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria, inclusive em face do\npropriet\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jorge foi devidamente\ncitado em a\u00e7\u00e3o movida por M\u00e1rcio e pretende alegar incompet\u00eancia territorial,\nimpugnar o valor da causa e apresentar reconven\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Considerando essa situa\u00e7\u00e3o\nhipot\u00e9tica, julgue os itens subsequentes a respeito do valor da causa, jurisdi\u00e7\u00e3o\ne improced\u00eancia liminar do pedido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>62 \u2013 Tanto a incompet\u00eancia\nterritorial quanto o valor da causa dever\u00e3o ser alegados como preliminares da\ncontesta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nCorreta. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o <strong>CPC\/15<\/strong>, com o intuito de simplifica\u00e7\u00e3o\nprocedimental (objetivo n. 3, exposi\u00e7\u00e3o de motivos), quase todas as\ndefesas foram concentradas na contesta\u00e7\u00e3o, inexigindo a forma\u00e7\u00e3o de autos em\napartado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, enquanto que no\nCPC\/73 a incompet\u00eancia relativa e a impugna\u00e7\u00e3o ao valor da causa eram\nsuscitadas em pe\u00e7as apartadas, agora, <strong>com\no NCPC<\/strong>, ambas dever\u00e3o ser aduzidas em sede de preliminar de contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 337. Incumbe ao\nr\u00e9u, antes de discutir o m\u00e9rito, alegar: <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II &#8211; <strong>incompet\u00eancia<\/strong> absoluta e\nrelativa; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III &#8211; <strong>incorre\u00e7\u00e3o do valor da causa<\/strong>;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>63 \u2013 A incompet\u00eancia\nterritorial \u00e9 uma quest\u00e3o relativa, que deve ser alegada na primeira\noportunidade em que a parte se manifestar em ju\u00edzo, salvo no caso de o objeto litigioso\nser um bem im\u00f3vel, o que torna a compet\u00eancia territorial absoluta e pass\u00edvel de\nser decretada de of\u00edcio pelo julgador. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nIncorreta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 o fato de o \u201cobjeto\nlitigioso ser bem im\u00f3vel\u201d que tornar\u00e1 absoluta a compet\u00eancia territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, para que\nhaja compet\u00eancia territorial absoluta, a demanda deve tratar de <strong>DIREITO REAL sobre im\u00f3veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Querem uma explica\u00e7\u00e3o mais\ncompleta? Ent\u00e3o, vamos com calma!<\/p>\n\n\n\n<p>A regra geral de\ncompet\u00eancia de foro (territorial) encontrava-se no art. 94, CPC\/73 e,\natualmente, encontra-se no art. 46, CPC\/2015, sendo o foro de <strong>domic\u00edlio do r\u00e9u<\/strong> para a\u00e7\u00f5es fundadas em\n<strong>direito pessoal <\/strong>E <strong>direito real sobre bens M\u00f3veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, referida regra se\naplica a demandas que versem sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>i- direito pessoal sobre\nm\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p>ii- direito pessoal sobre\nim\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p>iii- direito real sobre\nm\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\n  CPC\/73\n  <\/td><td>\n  CPC\/2015\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Art. 94. A a\u00e7\u00e3o\n  fundada em direito pessoal e a a\u00e7\u00e3o fundada em direito real sobre\n  bens m\u00f3veis ser\u00e3o propostas, em regra, no foro do <strong>domic\u00edlio do r\u00e9u<\/strong>.\n  \u00a7 1o Tendo mais de um\n  domic\u00edlio, o r\u00e9u ser\u00e1 demandado no foro de qualquer deles.\n  \u00a7 2o Sendo incerto ou\n  desconhecido o domic\u00edlio do r\u00e9u, ele ser\u00e1 demandado onde for encontrado ou no\n  foro do domic\u00edlio do autor.\n  \u00a7 3o Quando o r\u00e9u n\u00e3o\n  tiver domic\u00edlio nem resid\u00eancia no Brasil, a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 proposta no foro do\n  domic\u00edlio do autor. Se este tamb\u00e9m residir fora do Brasil, a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1\n  proposta em qualquer foro.\n  \u00a7 4o Havendo dois ou\n  mais r\u00e9us, com diferentes domic\u00edlios, ser\u00e3o demandados no foro de qualquer\n  deles, \u00e0 escolha do autor.\n  <\/td><td>\n  Art. 46.&nbsp; A a\u00e7\u00e3o fundada em direito pessoal ou\n  em direito real sobre bens m\u00f3veis ser\u00e1 proposta, em regra, no <strong>foro de domic\u00edlio do r\u00e9u<\/strong>.\n  \u00a7 1o Tendo mais de um\n  domic\u00edlio, o r\u00e9u ser\u00e1 demandado no foro de qualquer deles.\n  \u00a7 2o Sendo incerto ou\n  desconhecido o domic\u00edlio do r\u00e9u, ele poder\u00e1 ser demandado onde for encontrado\n  ou no foro de domic\u00edlio do autor.\n  \u00a7 3o Quando o r\u00e9u n\u00e3o\n  tiver domic\u00edlio ou resid\u00eancia no Brasil, a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1 proposta no foro de\n  domic\u00edlio do autor, e, se este tamb\u00e9m residir fora do Brasil, a a\u00e7\u00e3o ser\u00e1\n  proposta em qualquer foro.\n  \u00a7 4o Havendo 2 (dois)\n  ou mais r\u00e9us com diferentes domic\u00edlios, ser\u00e3o demandados no foro de qualquer\n  deles, \u00e0 escolha do autor.\n  \u00a7 5o A execu\u00e7\u00e3o fiscal\n  ser\u00e1 proposta no foro de domic\u00edlio do r\u00e9u, no de sua resid\u00eancia ou no do\n  lugar onde for encontrado.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Essa regra de compet\u00eancia\nterritorial como domic\u00edlio do r\u00e9u \u00e9 <strong>relativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 63. &nbsp;As partes\npodem modificar a compet\u00eancia em raz\u00e3o do valor e do <strong>territ\u00f3rio<\/strong>, elegendo foro onde ser\u00e1 proposta a\u00e7\u00e3o oriunda de\ndireitos e obriga\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qual a raz\u00e3o para que o\nlegislador estabelecesse esse o crit\u00e9rio geral para as a\u00e7\u00f5es fundadas em\ndireito pessoal ou a\u00e7\u00f5es fundadas em direto real sobre m\u00f3vel? <\/p>\n\n\n\n<p>O legislador quis\nestabelecer compensa\u00e7\u00e3o com a surpresa da a\u00e7\u00e3o para o r\u00e9u. Para diminuir\no desconforto com a situa\u00e7\u00e3o de ser r\u00e9u numa demanda, criou-se a regra de que,\nem princ\u00edpio, se defender\u00e1 no domic\u00edlio em que mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado dessa regra geral,\ntemos v\u00e1rias regras especiais dispostas no NCPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas se encontra no\nart. 47, que disp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<table class=\"wp-block-table\"><tbody><tr><td>\n  CPC\/73\n  <\/td><td>\n  CPC\/2015\n  <\/td><\/tr><tr><td>\n  Art. 95. Nas a\u00e7\u00f5es\n  fundadas em direito real sobre im\u00f3veis \u00e9 competente o foro da situa\u00e7\u00e3o da\n  coisa. Pode o autor, entretanto, optar pelo foro do domic\u00edlio ou de elei\u00e7\u00e3o,\n  n\u00e3o recaindo o lit\u00edgio sobre direito de propriedade, vizinhan\u00e7a, servid\u00e3o,\n  posse, divis\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o de terras e nuncia\u00e7\u00e3o de obra nova. \n  &nbsp;\n  <\/td><td>\n  Art. 47. &nbsp;Para as\n  a\u00e7\u00f5es fundadas em <strong>direito real sobre\n  im\u00f3veis<\/strong> \u00e9 competente o foro de situa\u00e7\u00e3o da coisa.\n  \u00a7 1<sup>o<\/sup>&nbsp;O\n  autor pode optar pelo foro de domic\u00edlio do r\u00e9u ou pelo foro de elei\u00e7\u00e3o se o\n  lit\u00edgio n\u00e3o recair sobre direito de propriedade, vizinhan\u00e7a, servid\u00e3o,\n  divis\u00e3o e demarca\u00e7\u00e3o de terras e de nuncia\u00e7\u00e3o de obra nova.\n  \u00a7 2<sup>o<\/sup>&nbsp;A\n  a\u00e7\u00e3o possess\u00f3ria imobili\u00e1ria ser\u00e1 proposta no foro de situa\u00e7\u00e3o da coisa, cujo\n  ju\u00edzo tem compet\u00eancia absoluta.\n  <\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\n\n\n\n<p>Fazendo um par\u00eantreses, \u00e9\npreciso dizer, a t\u00edtulo de esclarecimento, as a\u00e7\u00f5es fundadas em direito real\ns\u00e3o aquelas que t\u00eam como objeto um <strong>direito\nreal<\/strong>, derivado de uma rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de direito material existente entre\numa pessoa (sujeito ativo) e uma coisa, sendo nesse caso a coletividade o\nsujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o. Os direitos reais est\u00e3o previstos no art. 1.225,\nCC. Alguns defendem que se trata de rol taxativo. Outros entendem que \u00e9 rol\nexemplificativo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obs<\/strong>:\nUm direito real pode dizer respeito a um bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel. Ex: propriedade\nde um computador (bem m\u00f3vel) ou propriedade de um apartamento (bem im\u00f3vel).<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1.225. S\u00e3o direitos\nreais:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; a propriedade;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; a superf\u00edcie;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; as servid\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; o usufruto;<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; o uso;<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; a habita\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; o direito do promitente\ncomprador do im\u00f3vel;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; o penhor;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; a hipoteca;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; a anticrese.<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; a concess\u00e3o de uso\nespecial para fins de moradia;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba\n11.481, de 2007)<\/p>\n\n\n\n<p>XII &#8211; a concess\u00e3o de\ndireito real de uso; e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;\n(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.465, de 2017)<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; a laje.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba\n13.465, de 2017)<\/p>\n\n\n\n<p>Como se pode ver da tabela\nacima, n\u00e3o houve tanta mudan\u00e7a do CPC\/73 para o CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mudan\u00e7a sutil foi o\nacr\u00e9scimo do art. 47, \u00a72\u00ba, CPC, levando a crer que a posse n\u00e3o seria um\ndireito real<a href=\"#_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>,\nde forma que n\u00e3o poderia ser tratada com os demais direitos reais do art. 47,\n\u00a71\u00ba, CPC. Mas isso n\u00e3o altera o que j\u00e1 vinha ocorrendo \u2013 compet\u00eancia para\npossess\u00f3ria imobili\u00e1ria \u00e9 compet\u00eancia absoluta do foro da situa\u00e7\u00e3o da coisa.<\/p>\n\n\n\n<p>No dispositivo colacionado\nna tabela, <strong>estabelece-se o <em>f\u00f3rum rei sitae \u2013 <\/em>foro da situa\u00e7\u00e3o do Im\u00f3vel\ncomo o competente para as demandas que versem sobre direito real<\/strong> <strong>Imobili\u00e1rio<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que o CPC\nestabelece tamb\u00e9m foros concorrentes a ele. <\/p>\n\n\n\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o real imobili\u00e1ria,\nsegundo o art. 47, \u00a71\u00ba pode ser propostas em 3 lugares:<\/p>\n\n\n\n<p>i- situa\u00e7\u00e3o da coisa<\/p>\n\n\n\n<p>ii- domic\u00edlio do r\u00e9u<\/p>\n\n\n\n<p>iii- foro de elei\u00e7\u00e3o, se\nhouver<\/p>\n\n\n\n<p>Havendo essas 3 hip\u00f3teses,\nconclui-se que se trata de compet\u00eancia <strong>relativa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O legislador, no entanto,\nestabeleceu <strong>sete casos<\/strong> em que n\u00e3o se\npode optar. Nesses 7 casos, a <strong>compet\u00eancia\n\u00e9 absoluta.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o os sete?<\/p>\n\n\n\n<p>Direito de propriedade,\ndireito de vizinhan\u00e7a, servid\u00e3o, divis\u00e3o de terras, demarca\u00e7\u00e3o de terras,\nnuncia\u00e7\u00e3o de obra nova (\u00a71\u00ba) e posse (\u00a72\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o todas as a\u00e7\u00f5es\nreais imobili\u00e1rias que est\u00e3o aqui no art. 47, \u00a71\u00ba, CPC.. Existem ainda a\nanticrese, enfiteuse, usufruto, superf\u00edcie etc. Nesses casos, a compet\u00eancia \u00e9\nrelativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em <strong>conclus\u00e3o<\/strong>, n\u00e3o \u00e9 o fato de o \u201cobjeto litigioso ser bem im\u00f3vel\u201d que tornar\u00e1\nabsoluta a compet\u00eancia territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, para que\nhaja compet\u00eancia territorial absoluta, a demanda deve tratar de determinados\n<strong>direitos reais sobre im\u00f3veis<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se, por exemplo, a demanda\nversar sobre um direito pessoal sobre im\u00f3veis, a compet\u00eancia n\u00e3o ser\u00e1 absoluta,\nmas sim relativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, se o feito\nabordar um direito real n\u00e3o elencado nos \u00a7\u00a71\u00ba e 2\u00ba, art. 47, a compet\u00eancia\ntamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 absoluta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>64 \u2013 Caso Jorge, em\nreconven\u00e7\u00e3o, resolva fazer pedidos cumulativos simples, o valor da causa ser\u00e1 o\nreferente \u00e0 soma de todos os pedidos. Se ele for pleitear presta\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas\nvencidas e vincendas que ultrapassem um ano, o valor da causa dever\u00e1 ser\nreduzido ao quantitativo equivalente a doze parcelas de presta\u00e7\u00f5es pretendidas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gabarito Extraoficial:\nEntendi que a quest\u00e3o est\u00e1 correta, mas a reda\u00e7\u00e3o \u00e9 d\u00fabia e d\u00e1 margem para\nrecursos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A\nprimeira parte, indubitavelmente, est\u00e1 correta.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 292. O valor da\ncausa constar\u00e1 da peti\u00e7\u00e3o inicial ou da reconven\u00e7\u00e3o e ser\u00e1: VI &#8211; na a\u00e7\u00e3o em que\nh\u00e1 <strong>cumula\u00e7\u00e3o de pedidos<\/strong>, a quantia\ncorrespondente \u00e0 <strong>soma dos valores de\ntodos eles<\/strong>; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a segunda parte da\nassertiva \u00e9 d\u00fabia.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebam que, segundo o\nart. 292, \u00a71\u00ba, CPC, quando se pedirem presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, elas <strong>dever\u00e3o ser somadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 292, \u00a7 1\u00ba Quando\nse pedirem presta\u00e7\u00f5es vencidas e vincendas, considerar-se-\u00e1 o valor de umas\ne outras.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, quando o\nmontante de presta\u00e7\u00f5es vincendas superar o prazo de 1 (um ano), devem ser\ncontadas apenas <strong>12 presta\u00e7\u00f5es vincendas\n+ presta\u00e7\u00f5es vencidas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 292, \u00a7 2\u00ba O valor\ndas presta\u00e7\u00f5es vincendas ser\u00e1 igual a uma presta\u00e7\u00e3o anual, se a obriga\u00e7\u00e3o for\npor tempo indeterminado ou por tempo superior a 1 (um) ano, e, se por\ntempo inferior, <strong>ser\u00e1 igual \u00e0 soma das\npresta\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ex: 6 presta\u00e7\u00f5es vencidas\n+ 14 vincendas. A t\u00edtulo de valor da causa, devemos contar 6 presta\u00e7\u00f5es\nvencidas + 12 vincendas = 18 presta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o da assertiva, a\nmeu ver, est\u00e1 correta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a\ninterpreta\u00e7\u00e3o da parte final pode nos levar \u00e0 conclus\u00e3o diversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, quando diz que \u201c<em>o\nvalor da causa dever\u00e1 ser reduzido ao quantitativo equivalente a doze parcelas\nde presta\u00e7\u00f5es pretendidas<\/em>\u201d, pode ser que o examinador quis passar a ideia\nde que o valor da causa ser\u00e1 equivalente a 12 parcelas no total, englobando n\u00e3o\ns\u00f3 as vincendas, mas tamb\u00e9m as vencidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ex: 6 presta\u00e7\u00f5es vencidas\n+ 14 vincendas. A t\u00edtulo de valor da causa, devemos contar apenas 12 presta\u00e7\u00f5es\n(englobando tanto vencidas quanto vincendas).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa segunda\ninterpreta\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o estaria incorreta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>65 \u2013 Se o pedido feito na\ninicial por M\u00e1rcio contrariar qualquer ac\u00f3rd\u00e3o proferido por tribunal superior,\no juiz dever\u00e1 julgar liminarmente improcedente o pedido.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o todos os ac\u00f3rd\u00e3os\nproferidos por tribunal superior que justificam a improced\u00eancia liminar do\npedido.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 332, CPC \u00e9 expresso\nquanto \u00e0s hip\u00f3teses:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 332. Nas causas\nque dispensem a fase instrut\u00f3ria, o juiz, independentemente da cita\u00e7\u00e3o do r\u00e9u,\njulgar\u00e1 liminarmente improcedente o pedido que contrariar: <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I &#8211; enunciado de\ns\u00famula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justi\u00e7a; <\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>II\n&#8211; ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de\nJusti\u00e7a em julgamento de recursos repetitivos; <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>III\n&#8211; entendimento firmado em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas ou de\nassun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia; <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV &#8211; enunciado de\ns\u00famula de tribunal de justi\u00e7a sobre direito local.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Terminamos, meus amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalto que o presente\nartigo est\u00e1 sujeito a equ\u00edvocos e posteriores corre\u00e7\u00f5es. Inclusive, estou plenamente\naberto a discuss\u00f5es e debates. Qualquer d\u00favida ou sugest\u00e3o, sigo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o &nbsp;pelo email rodrigovaslin@gmail.com e em nosso\nF\u00f3rum de D\u00favidas \u2013 para os alunos.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande abra\u00e7o,<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Vaslin<br \/><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\n<strong>Enunciado 501, FPPC<\/strong>: (art. 304; art.\n121, par\u00e1grafo \u00fanico) A tutela antecipada concedida em car\u00e1ter antecedente n\u00e3o\nse estabilizar\u00e1 quando for interposto recurso pelo <strong>assistente simples<\/strong>, <strong>salvo<\/strong>\nse houver manifesta\u00e7\u00e3o expressa do r\u00e9u em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nA doutrina civilista debate at\u00e9 os dias atuais a natureza jur\u00eddica da posse.\nAlguns dizem que \u00e9 <strong>situa\u00e7\u00e3o de fato<\/strong>.\nOutros asseveram se tratar de <strong>direito\npessoal<\/strong>. Por fim, h\u00e1 os que afirmam ser <strong>direito real<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, pessoal! Meu nome \u00e9 Rodrigo Vaslin, sou Juiz Federal do TRF4 e Professor de Processo Civil do Estrat\u00e9gia Concursos. Neste artigo iremos comentar as quest\u00f5es do concurso para Procurador do Munic\u00edpio de Campo Grande 2019, aferindo se h\u00e1 alguma possibilidade de recurso\/invalida\u00e7\u00e3o. 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